‘Sou um cara normal que gosta do que faz’, diz Keanu Reeves

GERMANY-ENTERTAINMENT-FILM-JOHN-WICK-CHAPTER2Keanu Reeves na pré-estreia do filme ‘De Volta ao Jogo 2’ em Berlim, na Alemanha.


LOS ANGELES – Keanu Reeves é o ator com o maior faturamento da história por um único filme – ganhou US$ 126 milhões por Matrix Reloaded -, mas em Hollywood é conhecido por sua simpatia e humildade, como confirma em entrevista com a Agência EFE: “Sou um cara normal que gosta do que faz”.

Reeves não aparenta os 52 anos que tem. De fato, parece que finalmente fez aquele pacto que Al Pacino lhe ofereceu no filme Advogado do Diabo, de Taylor Hackford.

Atencioso e educado – oferece um copo de água antes de começar a conversa e pergunta se o ar condicionado está forte demais -, se mostra jovial, atento e envolvido na conversa; sempre muito prudente em suas respostas, e temeroso de romper essa aura zen que transmite.

“Acredito que é preciso lutar para não dar muita importância a si mesmo. Tenho os pés no chão. Sou um cara normal que gosta do que faz. Minha carreira me deu oportunidades magníficas, mas meu dia a dia é bastante normal. Posso sair na rua como qualquer um”, manifestou o homem cujos filmes arrecadaram mais de US$ 3 bilhões no mundo todo.

Sua carreira sempre estará ligada a Neo e à saga Matrix, que tem coisas em comum com sua nova aposta: De Volta ao Jogo 2, dirigido por Chad Stahelski e coprotagonizado por Laurence Fishburne.

“Chad viveu todo o processo daquelas filmagens com as irmãs Wachowski; aprendeu todas as reviravoltas e absorveu muitas ideias sobre movimentos de câmera e o que deve ter um roteiro para que a história funcione”, contou Reeves, que retomou os treinamentos de kung-fu para voltar a interpretar o assassino John Wick.

“Ser parte de ‘Matrix’ durante tanto tempo influiu em nossas vidas e em quem somos. E isso é apreciado nestes filmes”, acrescentou.

Em De Volta ao Jogo 2, o lendário John Wick retorna de sua aposentadoria devido à ameaça de um de seus antigos parceiros, que planeja tomar o controle de um grupo de assassinos e que coloca a cabeça do protagonista à preço, que é procurado por um exército de criminosos.

“Com a primeira parte criamos algo realmente atrativo e as pessoas me pediam constantemente uma continuação”, admitiu o ator, orgulhoso da violência estilizada do filme, repleto de tomadas longas muito coreografadas, quase sem cortes e com cenas de luta impactantes.

Reeves, que cita John Wick como um dos personagens dos quais mais se orgulha em sua carreira, não se incomoda com as semelhanças que muitos veem com Liam Neeson e sua surpreendente destreza como figura de ação madura em filmes como “Busca Implacável”.

“Ser considerado um ‘cara durão’ de Hollywood é uma honra”, reconheceu o ator.

Ao contrário que seu personagem, Reeves aproveita as pequenas coisas da vida: “Minha ideia da felicidade é uma boa comida, um bom vinho e andar de moto pela Sunset Boulevard”.

Nascido em Beirute e criado no Canadá, aos 20 anos pegou seu primeiro carro – um Volvo 122 de 1969 – e dirigiu de Toronto até Los Angeles em busca de uma oportunidade como ator. Era a época na qual sonhava ser uma estrela Hollywood e ganhar um Oscar.

“Naquela época, aquilo significava algo para mim. Hoje não é uma obsessão”, declarou, consciente de que suas atuações não despertaram clamor entre a crítica.

Suas vitórias são outras. E o público está com ele. “Isso é fundamental. Minha intenção sempre foi me conectar com o espectador”, finalizou. [EFE]

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Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell | Scarlett Johansson estampa nova capa de revista

86Hy62CuMIyyXAqiLl7V2T_NQkpfgyx_F9c1JZDIkMc.jpgFoi divulgada a capa da nova edição da TotalFilm (via Comic Book), que mostra Scarlett Johansson como a Major de Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell.

A trama de Ghost In The Shell deve seguir a linha do mangá (que depois foi adaptado para um anime), chamado Fantasma do Futuro no Brasil, em que a major Motoko Kusanagi (Scarlett Johansson), uma policial cibernética, luta para levar justiça às ruas de sua megacidade japonesa, em um futuro distópico. Ex-executivo da Marvel, Avi Arad é um dos produtores. O elenco contam também com Michael Pitt (Kuze), Juliette Binoche (Dra. Ouelet), Pilou Asbæk (Batou), Takeshi KitanoKaori MomoiChin Han e outros.

Ghost in the Shell estreia em 30 de março de 2017. [Camila Sousa]

Bette Davis chuta a cabeça de Joan Crawford em prévia de “Feud: Bette and Joan”!

feud bette and joan new series ryan murphy jessica lange susan sarandon feud season 1 the invitatio teaser the hollywood drive teaser.jpgSusan Sarandon e Jessica Lange na pele das atrizes Bette Davis e Joan Crawford, cuja rivalidade será o foco da série “Feud”


“Feud: Bette and Joan”, nova série antológica do Ryan Murphy (“American Horror Story”, “American Crime Story”), ganhou uma nova prévia nesta segunda-feira, dia 6!

O trechinho mostra a atriz Bette Davis (Susan Sarandon) chutando a cabeça de Joan Crawford (Jessica Lange) durante as gravações do filme “O Que Aconteceu com Baby Jane?” — vem ver:

Como já se sabe, a primeira temporada vai contar a história dos bastidores do longa de 1962, que representou o ápice da rivalidade entre as atrizes Bette Davis e Joan Crawford. Uma outra prévia pode ser vista aqui, e faz referência a uma cena clássica de “O Que Aconteceu com Baby Jane?”.

No elenco também estão Sarah Paulson como a falecida atriz Geraldine Page; Catherine Zeta-Jones interpretando Olivia de Havilland, única estrela de “…E o Vento Levou” que ainda está viva, aos 100 anos; Alfred Molina, no papel de Robert Aldrich, diretor do filme “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?”; Kathy Bates como Joan Blondell, atriz e melhor amiga de Bette Davis; Judy Davis encarnando a colunista Hedda Hopper; Stanley Tucci como Jack Warner, coproprietário da Warner Brothers; e Dominic Burgess, vivendo o ator Victor Buono.

A intenção de Ryan Murphy é abordar uma rixa famosa em cada temporada.

“Feud: Bette and Joan” estreia em 5 de março lá nos Estados Unidos. Estamos bem ansiosos pela série! [Giulia Covre]

Lady Gaga será a atração principal do primeiro dia do Rock in Rio 2017

2017-02-06t012748z_1519777023_nocid_rtrmadp_3_nfl-super-bowl-li-new-england-patriots-vs-atlanta-falconsCantora anunciou turnê mundial de ‘Joanne’ logo após se apresentar no Super Bowl


RIO — Conforme antecipado por Ancelmo Gois em outubro passado, Lady Gaga será um dos headliners da próxima edição do Rock in Rio, marcada para setembro deste ano. A cantora anunciou sua participação pelas redes sociais, antes mesmo da organização se pronunciar — vale lembrar que, na época, o festival negou veementemente a informação publicada pelo colunista do GLOBO.

Em show único no Brasil, Gaga será a atração principal do dia 15 de setembro (o de abertura da edição), como parte da turnê mundial de divulgação de “Joanne”, seu mais recente disco, anunciada logo após a performance da cantora no intervalo do Super Bowl, neste domingo. No badalado show de 13 minutos, ela cantou apenas uma faixa do álbum, “Million reasons”. (Veja aqui!)

A americana é a sexta atração confirmada no festival, que chega a sua sétima edição no Rio. Antes, as bandas Maroon 5, Aerosmith, Red Hot Chili Peppers e Bon Jovi, além do cantor Billy Idol, já faziam parte do line-up.

A venda de ingressos para o Rock in Rio 2017 será aberta no dia 6 de abril. O festival acontece nos dias 15, 16, 17, 21, 22, 23 e 24 de setembro, na nova Cidade do Rock, montada dentro do Parque Olímpico, na Barra.

A compra dos bilhetes — que este ano terão formato de pulseiras — poderá ser feita pelo site ingresso.com. Em novembro do ano passado, já foram colocados à venda 120 mil Rock in Rio Cards — esgotados em menos de duas horas.

A nova Cidade do Rock será duas vezes mais ampla que a da última edição e abrigará seus quatro palcos: Mundo, Sunset, Eletrônica e Street Dance. A organização informou ainda que haverá mais banheiros e áreas com sombra. O acesso ao evento também será mais fácil. Assim como nos Jogos Olímpicos, o público deverá utilizar o transporte público, como o metrô e o BRT.

Série ‘An African City’ retrata mulheres da elite de Gana

17036190.jpegO elenco da série “An African City”


Fernanda Ezabella, De Vancouver

Cansada de ver as mesmas notícias sobre pobreza, fome e guerra na África, a ganense Nicole Amarteifio resolveu contar sua própria narrativa, inspirada em sua musa Carrie Bradshaw, a fashionista nova-iorquina de “Sex and the City”.

O resultado é o seriado on-line “An African City”, que se passa em Acra, capital de Gana, uma cidade com bem menos glamour que Nova York, mas que pode ser tão interessante quanto.

Também há menos Manolo Blahniks (sapatos femininos de luxo do estilista espanhol homônimo), mas há muita moda local deslumbrante, além de sexo, romance e questões sociais muitas vezes mais próximas do Brasil do que EUA.

“Estava vendo meu seriado favorito e comecei a pensar no que poderia fazer para que meu país não fosse tratado apenas pelos temas recorrentes de fome e guerra. E fiquei confusa: por que estou pensando em coisas tão sérias?”, contou Nicole. “Carrie era a resposta.”

As cinco protagonistas de “An African City” são africanas que cresceram em países ocidentais e resolveram voltar para suas raízes, solteiras, ricas e com carreiras de sucesso. É algo parecido com Nicole, que se mudou para Londres aos três meses de idade e para os EUA seis anos depois, onde morou até os 15.

 

DRINQUES X TABUS
A narradora é Nana Yaa (MaameYaa Boafo), formada em jornalismo pela Columbia University (NY). Ela diz que voltou para Acra porque seu pai virou ministro da Energia do país, embora, no fundo, tenha ido atrás de seu grande amor, Segun, com quem namorou por sete anos e está prestes a se casar com outra.

Logo na chegada, entre drinques com as amigas, Nana fica sabendo dos problemas que enfrentará: racionamento de água, contas de luz absurdas e empregadas domésticas que roubam sutiãs.

O cenário amoroso é desanimador, já que camisinha é assunto tabu. Em um episódio, um pretendente mal consegue abrir o pacotinho. “Gosto de fazer comentário social, eu vivo em Gana e observo as pessoas. O que vejo me inspira a escrever”, disse Nicole, em um evento em Vancouver, no Canadá.

A turma de Nana lembra a dinâmica de Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte. A nigeriana-ganesa Sade, que cresceu no Texas e se formou na Harvard Business School, é a mais sexual. Não vê problema em sair com casados que lhe dão presentes extravagantes ou em subornar um agente da alfândega para liberar seu vibrador.

Há também a virgem, religiosa e vegetariana Ngozi, que se rebela na igreja por causa de um retrato de Jesus parecido com Brad Pitt, a advogada divorciada Makena e a empreendedora Zainab, que sofre com as burocracias para manter seu negócio.

MENOS AFRICANO?
Nicole foi criticada por focar a elite de Gana e não representar a verdadeira mulher africana, mas ela contra ataca: “O que é autêntico africano? Quem mora lá fora é menos africano? A batalha não deve ser entre nós. Temos o mesmo objetivo. Todas as histórias precisam ser válidas.”

“Não podemos mais tolerar a narrativa singular da África de fome e pobreza. Existem coisas tristes no continente e existem coisas que brilham. No meio delas, há essas mulheres e homens que namoram.”

Os dez primeiros episódios estão de graça no YouTube e foram pagos do bolso de Nicole, cujo sucesso a levou à lista dos 25 africanos mais promissores de 2015 do jornal “The Financial Times”.
Atualmente no ar, a segunda temporada foi paga por patrocinadores e comprada por dois canais de TV. É preciso ser assinante no site da série.

AN AFRICAN CITY
PRIMEIRA TEMPORADA
ONDE youtube.com/user/AnAfricanCity, grátis
SEGUNDA TEMPORADA
ONDE anafricancity.vhx.tv, US$ 20

Sem protesto, Lady Gaga desce do teto e empolga no show do intervalo do Super Bowl 51

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Um dos momentos mais esperados todos os anos no Super Bowl é o show do intervalo. Neste domingo, durante a edição de número 51 da final do futebol americano entre Atlanta Falcons e New England Patriots, foi a vez da cantora pop Lady Gaga levantar o público em Houston, no Texas. Apesar da expectativa, ela não fez protestos contra o recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Logo após a eleição do republicano, Gaga protestou pelas ruas de Nova York.

A cantora começou a apresentação do teto no NRG Stadium, que estava fechado durante a partida e foi aberto somente para o espetáculo, com uma mensagem de igualdade e patriotismo. Ao fundo, cerca de 300 drones luminosos formaram a bandeira dos EUA. Depois disso, ela desceu pendurada em cabos de aço. Em um show bastante animado com duração de 15 minutos, o repertório incluiu diversas músicas de sucesso, como “Poker Face”, “Born this way”, “Telephone”, “Just Dance”, “Million Reasons” e “Bad Romance”. O espetáculo também contou com muitos bailarinos, uma coreografia bem ensaiada, luzes, pirotecnia e uma grande produção musical e visual.

O show deste domingo na decisão da NFL começou com um vídeo pré-gravado com Lady Gaga no teto do NRG Stadium, do lado de fora do estádio, com uma bandeira dos Estados Unidos formada por drones. Neste momento, ela mandou uma mensagem de igualdade do juramento da bandeira americana.

– Eu prometo lealdade à minha bandeira e à república para a qual ela está, uma nação, indivisível, com liberdade e justiça para todos – disse a cantora.

Apesar do recado, não houve uma manifestação direta relacionada às medidas de Trump, que deu ordem para restringir a entrada de refugiados e viajantes oriundos de sete países de maioria muçulmana aos EUA.

O show do Super Bowl deste ano parece ter empolgado mais o público do que no ano passado, quando Coldplay, Bruno Mars e Beyoncé se apresentaram em Santa Clara, na Califórnia, no intervalo de Denver Broncos e Carolina Panthers. Naquela ocasião, Lady Gaga cantou o hino nacional americano antes da partida.

Lady Gaga encerrou sua performance jogando o microfone no chão e pulando de uma estrutura para fazer uma “recepção”, após lançarem uma bola prateada para ela. [Por GE, Houston, Estados Unidos]

Experimentação narrativa é o forte de ‘Legion’

1486328305512.jpgMemória ou delírio. Do hospício para o espaço.


PASSADENA – Depois de dominar os cinemas, os super-heróis e seus vilões começaram a tomar também a televisão, com produtos mais acessíveis e leves (Agents of S.H.I.E.L.D., Supergirl) e outros mais sombrios e realistas (as parcerias da Marvel com a Netflix, como Demolidor e Luke Cage). Mas na quinta-feira, 9, às 22h30, no canal FX, estreia uma que jura ser diferente: Legion, baseada nos quadrinhos de Chris Claremont e Bill Sienkiewicz da série X-Men e comandada por Noah Hawley (Fargo). É o que promete a produtora Lauren Shuler Donner, experiente no assunto: mulher de Richard Donner (diretor dos clássicos Superman com Chistopher Reeve), que foi fundamental na explosão das adaptações dos quadrinhos para o cinema com a série de filmes X-Men. “Acredite em mim: não vai ser nada parecido com nada que você viu. É uma série revolucionária em muitos aspectos”, disse em entrevista ao Estado em Pasadena, na Califórnia.

De fato, o piloto da série em oito episódios anima, com cenas visualmente elaboradas e influências de Stanley Kubrick, Terrence Malick e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. O protagonista David Haller (Dan Stevens) está internado em um hospital psiquiátrico, diagnosticado com esquizofrenia paranoide. “Li bastante Oliver Sacks e falei com pessoas com essa condição e cuidadores também”, contou Stevens. “Muita gente não tem o diagnóstico correto e tem de viver nessa situação em que não há distinção entre o que é real e o que não é.” A chegada de Syd (Rachel Keller) muda sua perspectiva: os dois se apaixonam, mesmo que ela não permita ser tocada por ninguém. “Estando preso em um hospital psiquiátrico, é preciso ter esperança”, explicou Stevens. “No caso dele, pode ser uma falsa esperança. O amor, claro, tem poder transformativo, mas também provoca uma espécie de loucura. Para David, é ainda pior, algo a mais em uma mente já perturbada.”

A narrativa pula no tempo, mostrando David sendo interrogado depois do desaparecimento de Syd, e também no espaço, já que não dá para saber o que é memória ou delírio do personagem principal. “Temos narrativas fragmentadas, memórias dentro de memórias e um narrador em quem não dá para confiar, em um mundo de fantasia”, disse Donner. Em dado momento, ele passa a ser tratado por uma terapeuta adepta de métodos pouco convencionais, Melanie Bird (Jean Smart). Mas, na verdade, a condição de David é uma mutação. “Em X-Men, todos são incompreendidos, não se encaixam nem são tratados direito pela sociedade”, diz Donner. “David foi empurrado para o lado e colocado em um hospital. Por causa de seus poderes mutantes, disseram que era louco.”

A experimentação narrativa de Legion permite que, de repente, haja um número de dança ao estilo Bollywood. “A série tem espaço para coisas bem malucas, mudanças de estilo e gênero”, disse Dan Stevens. “É um playground de fantasia, na verdade, todos os departamentos estão brincando e testando coisas novas que nunca tinham sido feitas.” O ator, que ficou conhecido por pedir para sair de Downton Abbey, em que interpretava Matthew Crawley, acabou voltando à televisão por ter a sensação de ser algo um pouco ambicioso. A combinação de tantos elementos pode inspirar certo ceticismo, mas faz diferença a assinatura de Noah Hawley. Ele também foi recebido com desconfiança no anúncio de uma série baseada no filme Fargo (1996), dos irmãos Ethan e Joel Coen, vencedor de dois Oscars (roteiro e atriz). E Fargo, a série, tornou-se uma das melhores coisas da televisão nos últimos anos. [Mariane Morisawa]