Você sabe o que é cloffice? Conheça essa tendência da decoração

Armários que hospedam home office escondem a bagunça e servem como ritual de encerramento do dia
ANA LOURENÇO – O ESTADO DE S.PAULO

Quando aberto, o armário da sala do projeto da arquiteta Luciana Teperino funciona como escritório Foto: Raquel Campanate

Uma tendência da arquitetura que cresceu na última década foi a integração de ambientes. O principal motivo é a sensação de amplitude que a técnica garante em residências com poucas metragens. Mas, se antes, a falta de divisão nos ambientes não era vista como um problema, o isolamento social mostrou que um pouco de privacidade é essencial. Assim, a criatividade na hora de isolar os ambientes veio à tona. Uma delas ganhou até um nome: cloffice.

Cloffice é um home office dentro de um armário, junção das palavras ‘closet’ e ‘office’ (quarto de vestir e escritório, em inglês). O termo surgiu com as blogueiras de moda, que costumavam ter um espaço, dentro do seu closet, com mesa, computador e blocos de anotações para ideias de produção de conteúdo. Hoje, o nome também abarca o movimento minimalista e serve para nomear o escritório que está literalmente dentro do armário.

A ideia pode parecer um pouco louca, mas já tem muitos adeptos pelo mundo. De acordo com a rede social Pinterest, Estados Unidos, Canadá e Austrália são os países que dominam a busca pelo termo, o qual está classificado como uma das tendências deste ano pelo site. “Passando mais dias em casa, muitos de nós tivemos que incorporar o escritório à casa e criar espaços multifuncionais para todos os tipos de atividades do dia a dia. Nesse cenário, o armário pode ser o lugar onde os proprietários podem encontrar a sua individualidade, silêncio e espaço ‘extra’”, diz Larkin Brown, líder de Pesquisa e Experiência do Usuário do Pinterest.

Aqui no Brasil, ainda são poucos exemplos do estilo, mas dois ganham destaque. No bairro Vila São Francisco, zona oeste de São Paulo, a arquiteta Marina Carvalho reservou um espaço para o cloffice no lar da bancária Heloísa Rodrigues e do consultor de negócios Adelmo Felipe. “O metro quadrado está cada vez mais caro, então é cada vez mais comum termos estúdios. E aí você tem que pensar com inteligência a melhor forma de otimizar o espaço pequeno, sem que ele fique muito poluído”, explica ela.

A ideia veio do pedido do casal à arquiteta de um escritório que conseguisse esconder a bagunça do trabalho. “Nunca gostamos muito da ideia de um quarto home office, de ficar isolado num lugar. A gente gosta de ambientes integrados, o apartamento inteiro é assim”, diz Heloísa. A escolha da sala como ambiente veio logo em seguida. “Quando comecei a pensar em como faria a disposição do layout, optei por encaixar o escritório na sala, por ela ser um lugar proporcionalmente maior do que os outros cômodos”, explica Marina.

Fechando o cloffice criado por Marina Carvalho, a sala está pronta para uso social
Fechando o cloffice criado por Marina Carvalho, a sala está pronta para uso social Foto: Evelyn Muller

Atualmente, o ambiente que fica logo na entrada do apartamento de 110 m² serve também como ritual de encerramento do dia. “Acabou o trabalho, fecha a porta e vai fazer outra coisa”, conta Heloísa. Prática fortemente aconselhada pelos psicólogos para desassociar o serviço da vida pessoal.

Uma desvantagem dos cloffices, porém, é a falta de um fundo. Afinal, por estarem dentro de um armário estão de frente para a parede e não contra, permitindo que os outros moradores da casa sejam vistos durante reuniões ou chamadas de vídeo. “Normalmente, pego uma foto exatamente da vista que a pessoa teria se eu estivesse com a câmera aberta e uso como fundo virtual do Zoom. Assim fica parecendo que a casa está sempre arrumada e não mostra ninguém”, brinca Heloísa. Outra opção é retirar as portas do armário e instalar um varão de cortina, o que permite o fechamento total do ambiente.

Totalmente aberto, o local está pronto para uso; ao fim do expediente, é só fechar
Totalmente aberto, o local está pronto para uso; ao fim do expediente, é só fechar Foto: Evelyn Muller

Em Juiz de Fora, Minas Gerais, a arquiteta e moradora do loft de 53 m² Luciana Teperino também se encantou pela técnica. “Escutei apenas recentemente o termo. Mas eu já fazia muito projeto de interior com essa demanda, só que ninguém me pedia um ‘cloffice’, e sim um escritório que pudesse esconder as coisas”, conta ela. Em sua morada, a ideia também veio antes do termo.

No armário da televisão, a porta de correr esconde um pequeno escritório. “Ali tem a mesa fixa e outra embaixo, com rodinhas, que pode servir realmente para duas pessoas ou de apoio para o trabalho ou estudo”, explica.

De acordo com ela, um dos segredos para a melhor distribuição dos espaços é a verticalização de fácil acesso. Se no lugar da escada fixa fosse uma desmontável, talvez a preguiça venceria e os objetos da área superior seriam esquecidos. “É importante ter móveis dinâmicos que podem se adaptar à necessidade da pessoa. Pensar em realmente dividir todos os usos, porque quando você tem um lugar para cada coisa, consegue ocupar o espaço de forma inteligente”, diz. 

Saiba como fazer um cloffice na sua casa

Em ambos os casos, os móveis foram feitos sob medida, junto com a reforma do apartamento, garantindo o perfeito encaixe de tudo e também dando prioridade para a parte elétrica. Porém, é possível fazer um Cloffice na sua casa seguindo algumas regras simples. Antes de mais nada, escolha um armário que tenha boa iluminação natural. “A luz é fundamental, mas tem que se preocupar com reflexo também, tá? Janela ou algum foco de luz muito forte atrás pode refletir na tela do seu computador e isso, muitas vezes, pode gerar dor de cabeça”, lembra Marina.

No caso do projeto de Luciana, a janela esquerda garante boa iluminação durante grande parte do dia. No restante, o lustre tem foco direcionado para as mesas. Abajures e luminárias podem ser uma solução rápida. “É importante ter luzes brancas e frias, ou brancas e neutras, no máximo, pois a amarela traz um relaxamento que não é interessante”, comenta Luciana. 

Selecionado o lugar, retire, com cuidado, todas as prateleiras e gavetas do local e pinte o fundo ou adicione um papel de parede da sua preferência. Além de dar melhor acabamento, isso ajuda a desconectar o ambiente do entorno. Prefira cores como o laranja ou amarelo, que estimulam a criatividade, ou tonalidades de azul, que dão tranquilidade.

Você não quer sua mesa cheia de coisas, afinal o espaço é bem pequeno. Então, invista em prateleiras acima da altura da mesa e gaveteiros na parte debaixo, sempre pensando nas prioridades de elementos necessários para o seu trabalho. É possível também utilizar as laterais das portas com organizadores de paredes que possam acolher seus materiais do dia a dia. Em alguns casos, uma opção é fazer um painel com quadro de cortiça. Para tudo isso, claro, meça com precisão as medidas de largura, altura e profundidade do espaço. Depois, personalize a área, dê vida ao seu pequeno escritório: coloque plantas, livros, porta-lápis com canetas coloridas.

Caso queira deixar a cadeira dentro do escritório, é preciso calcular o ambiente já com o espaço do móvel. Normalmente isso faz com que a preferência seja por modelos menores, o que nem sempre é sinônimo de conforto. Procure por estilos estofados, com apoio para os braços e ergometria.

O vídeo abaixo pode te dar uma ideia de como criar o seu: 

Ideias fora da caixa para repensar o decor

POR ANELISA LOPES

Já pensou em revestimento cerâmico no quarto? (Foto: Pinterest)

Pensar fora da caixa é um das principais maneiras de conseguir um resultado inédito em um projeto de decoração. E, para isso, precisamos nos livrar de convenções. Veja algumas ideias que rendem uma boa composição.

Áreas molhadas – o papel de parede sempre foi um artifício indicado para salas e quartos e, com sua popularização, ganhou espaço nos lavabos. Derivado dessa ideia de revestimento, o adesivo vinílico permite transformar as áreas molhadas da casa, como banheiros e área de serviço, com pouco investimento e sem quebra-quebra.

Revestimento cerâmico – falando em revestimento – mas, dessa vez, com um pouco mais de planejamento -, a grande oferta de opções para o chão podem se estender para as paredes. E por que não apostar em revestimento cerâmico nos quartos e salas, criando unidade e ampliando cômodos? 

Plantas na cozinha – a ideia de ter plantas na casa não precisa se restringir às varandas ou salas. As cozinhas ganham um charme extra com grandes vasos e plantas pendentes. Vá além da hortinha e preencha sua cozinha com muito verde.  

Pintura no teto – se você acha que usar cor nas paredes pode enjoar, que tal eleger uma tonalidade diferente para o teto? A área é um pouco mais trabalhosa para se pintar, mas garante um resultado incrível e pode ser o ponto de partida para as cores do restante do cômodo. 

Décor do dia: pé-direito duplo e tons neutros marcam este living integrado

Localizado em uma cobertura em São Paulo, o espaço foi planejado para uma família que gosta de aproveitar a área social para receber amigos. Na decoração, a maioria dos itens de mobiliário já pertencia aos moradores
CAMILA SANTOS | FOTOS SIDNEY DOLL

Alguns objetos de decoração são da LS Selection e o tapete é da Tabriz

Após realizar o sonho de adquirir esta cobertura em São Paulo, o casal de moradores escolheu as arquitetas Carol Multini e Marina Salomão, do Studio Mac, para que o local pudesse ser transformado em um lar harmonioso, perfeito para receber bem. “Como o casal adora ser anfitrião, pensamos em um projeto com living integrado, que permitisse diversas formas de receber bem em casa”, explicam as profissionais.

Décor do dia: pé-direito duplo e tons neutros marcam este living integrado (Foto: Sidney Doll)
Uma solução inteligente foi o aproveitamento do vão embaixo da escada, que se transformou no cantinho do bar
Décor do dia: pé-direito duplo e tons neutros marcam este living integrado (Foto: Sidney Doll)

Assim, as salas de estarjantar e a cozinha se conectam nesse projeto, permitindo que os proprietários organizem diversos estilos de recepção – da mais formal até a informal. O espaço de estar é delimitado por um tapete e conta com um mix de mobiliários novos e antigos – que já pertenciam ao acervo da família. Com um décor aconchegante, o ambiente recebeu almofadas e itens de decoração esverdeados, que conversam com as obras de arte e trazem um toque de natureza.

Décor do dia: pé-direito duplo e tons neutros marcam este living integrado (Foto: Sidney Doll)
Os quadros são da Urban Arts Flagship e as almofadas foram adquiridas na Quaker Décor

Para valorizar o pé-direito duplo do ambiente, as arquitetas optaram por revestir toda a parede da escada com pedra, transformando-a em uma das protagonista da morada. “Além da parede, uma janela alta, que mais parece uma moldura para a vista da cidade, se destacam no ambiente”, comentam.

Conheça dez tendências para vestir a casa no outono/inverno, do maxitricô aos lustres de fibra natural

São recursos para deixar o clima do seu lar quentinho
Isabela Caban

Conheça as tendências para casa outono / inverno Foto: Divulgação

Ninguém vai mudar a casa inteira, nem fazer obra pesada, mas existem recursos para entrar no clima do outono/inverno com o lar, doce lar, quentinho. Uma das pedidas é abusar dos artesanais. Nessa “linha”, dá para apostar nos acessórios de tricô em versões modernas, na lã em tapetes e estofados (e engana-se quem pensa que o material fica datado), em uma parede degradê e na fibra natural começando pelo teto (em uma composição escultural).

Tapetes de lã é uma das tendências de outono/inverno Foto: @ Manolo Yllera / Manolo Yllera
Tapetes de lã é uma das tendências de outono/inverno Foto: @ Manolo Yllera / Manolo Yllera

E para esquentar, literalmente, os dias mais frios, a lareira pode se mudar até para o lado de fora da casa. Outra pedida é levar um aspecto de casa de campo ao apê em plena cidade. Que tal uma parede de pedra? A arquiteta Virna Carvalho lançou mão de filetes de São Tomé numa sala. E aconselha: “É muito importante considerar a média de temperatura do lugar antes de tomar decisões drásticas. Lembre-se que é o conjunto de fatores que transformará sua casa no local perfeito para proteger você no inverno”.

Tricotando

Há diversas marcas virtuais surgindo com uma pegada artesanal para a casa, apostando em acessórios como mantas, pufes, almofadas, cestos, banquinhos… A Hygme é uma delas, especializada em tricô gigante, moderno, com essa trama maior, feito com tecido 100% algodão.

Mundo Árabe

Depois dos cobogós e das brises, chegou a vez do muxarabi — a treliça que é um clássico da arquitetura árabe. O elemento que vira painel com a função de ventilar e filtrar a entrada de luz, tem levado charme também a móveis, como aqui no Casa Cor, no lavabo do Estúdio Manu+Ca.

Tapete mágico

E não é que a lã agora virou um material prático, de fácil manutenção? A novidade é a linha de tapetes feitos à mão da famosa marca espanhola Lorena Canals, que é só botar na máquina como uma roupa comum. A coleção Hopi tem estampas tribais (na Galeria Hathi).

É pedra

O revestimento de pedra na parede leva um ar de casa de campo ao apê na cidade. A arquiteta Virna Carvalho, que usou filetes de São Tomé nesta sala, lembra ainda que trata-se de um ótimo isolamento térmico: “Assim, o ambiente perde pouco do calor no inverno”.

Lã térmica

Há quem estranhe a ideia de usar um tecido quente para estofar o sofá da sala em pleno país tropical. Mas o fato é que, em alta, a lã merino tem sido escolhida por uma característica peculiar: ela se adapta à temperatura, aquecendo no inverno e ventilando no verão. Isso porque as ovelhas e carneiros da raça merino vivem em locais com grande variação de temperatura, então, naturalmente, eles adaptaram-se às oscilações. Bastante usada em roupas pensadas para praticantes de esporte ao ar livre, o material está fazendo sucesso em casa também. Aqui, o novo sofá lançado pelo Fernando Jaeger, com o tecido.

Céu de outono

O degradê traz um colorido todo estiloso, podendo ser aplicado numa parede inteira. Se o assunto é outono, fica a sugestão da Escala Arquitetura, que usou uma paleta de azul para o quarto de uma menina de 12 anos. “Queríamos dar uma atmosfera calma, uma aparência de feito à mão”, conta Carolina Escada.

Fechou

Os cinzas estão em alta faz tempo, e, agora, surgem em uma versão mais escura. Neste quarto de hóspedes, a designer de interiores Daniela Saliba lançou mão de um painel de madeira, que acabou ganhando o maior destaque tingido de um cinza azulado, bem fechado. O recurso faz as vezes de cabeceira para a cama. Para criar o contraste, os demais elementos aparecem em tons bem neutros, com móveis e enxoval claros. Elegante, não?

Colchonetes

Essa ideia aqui tem se repetido em quartos infantis. Pode ser uma pilha de colchonetes finos ou, então, um só, dobrável. Basta escolher um lugar para eles, à vista na decoração. Neste quarto de menina, assinado pela The Little Door Studio, um modelo azul-turquesa se encaixa na própria marcenaria da cama. Basta tirar dali e esticar no piso, para a criança brincar à vontade, protegida do chão frio. Que tal?

É fogo

Os modelos de lareira têm evoluído e já existe até para área externa, a gás ou a lenha. Nesta varanda de um loft, a arquiteta Carmen Zaccaro usou uma base em granito flameado. “Não há necessidade de chaminé, o que permite um design mais leve. E para a instalação a gás, é necessário apenas prever uma tubulação específica”, explica. Num estilo volta da fogueira, o atual hit das casas na Serra são os tachos, com lenha apenas.

Fotógrafo Derek Mangabeira e diretor de arte Rodrigo Beser lançam a marca Archivo, com seus garimpos que são desejo da turma que curte uma peça única

Para encontrar as peças, eles passeiam por feiras, garagens, caçambas e até galpões no meio de lugar nenhum de uma estrada que ninguém conhece
Lívia Breves

O fotógrafo Derek Mangabeira e do diretor de arte Rodrigo Beser lançam a Archivo Foto: Divulgação

O programa preferido do fotógrafo Derek Mangabeira e do diretor de arte Rodrigo Beser é se perder no centro procurando itens de décor. Tanto que o casal mobiliou a casa com achados em galpões, leilões e feiras. Mas os bons garimpos eram tantos que eles resolveram lançar a Archivo, uma curadoria de peças lindas e com história. “São objetos com vivência e essência. Nosso intuito é propor uma relação mais afetiva das pessoas com as suas coisas. Arranhões, pequenos amassados, ferrugem, pedaços faltando nos interessam”, comenta Derek. “Acreditamos que a passagem do tempo é menos um problema e mais uma forma de doação de singularidade e personalidade”, completa Rodrigo.

"São objetos com vivência e essência", explica Derek Mangabeira Foto: Derek Mangabeira
“São objetos com vivência e essência”, explica Derek Mangabeira Foto: Derek Mangabeira

Para encontrar as peças, eles passeiam por feiras, garagens, caçambas e até galpões no meio de lugar nenhum de uma estrada que ninguém conhece. Numa dessas encontraram placas de acrílico da antiga loja de roupas masculinas Sua Majestade, um sucesso da marca. “Tivemos uma enxurrada de pedidos e até hoje as pessoas pedem. Mas acredito que não encontraremos mais tão cedo”, diz Derek.

As placas de acrílico foram um hit Foto: Derek Mangabeira
As placas de acrílico foram um hit Foto: Derek Mangabeira

As peças garimpadas pelo olhar apurado do casal estão no Instagram @archivo.co e por lá mesmo são vendidas

Saiba como empregar cadeiras de design no décor com dicas do Korman Arquitetos

As profissionais do Korman Arquitetos trouxeram uma seleção de suas cadeiras de design favoritas e inspiram com projetos cheios de personalidade

Para esse duplex, em São Paulo, a escolha de design do Korman Arquitetos ficou para a divertida poltrona Skate, assinada por Zanine de Zanine. Foto: JP Image

Existem alguns mobiliários que ganham destaque como uma obra de arte. Essas são as peças de design, capazes de transformar qualquer cantinho da casa, conferindo muito estilo e personalidade. “Clássicos do design, são mobiliários cheios de história, que passam de geração para geração e nunca deixam de ser apreciados”, diz Ieda Korman, do escritório Korman Arquitetos. Por isso ela, ao lado de sua sócia Carina Korman, adoram valorizar seus projetos com peças de profissionais renomados.

“Seja compondo um cantinho de leitura, isolada no living ou até mesmo rodeando mesas de jantar, acreditamos que as cadeiras de design impactam sempre”, afirma Ieda, que acredita que não existe um ambiente restrito para utilizá-las. “Além do visual, as cadeiras de design são funcionais e ergonômicas”, aponta. Abaixo, Ieda e Carina Korman fizeram uma seleção de seus clássicos favoritos e inspiram em como empregá-los em projetos. Confira:

Mesmo design, dois estilos: na primeira foto, a poltrona Charles Eames foi revestida com um tecido rosa, cor favorita da moradora. Em outro projeto, Carina e Ieda Korman a deixaram no clássico tom preto, compondo um cantinho de leitura que, ainda, contou com o banco Mocho, de Sergio Rodrigues. Fotos: JP Image e Gui Morelli

Poltrona Charles Eames

Impactante, seja por seu tamanho ou formato, a poltrona Charles Eames foi criada em 1956 e revolucionou o design da época. “Até hoje ela é tida como um dos móveis mais significativos do século XX”, aponta Ieda Korman. Com 85 cm de largura e 84 cm de profundidade, é robusta e preza pelo conforto. Hoje, está exposta no Museu de Arte Moderna, de Nova York.

Poltrona Tetê

Mestre do design brasileiro, Sergio Rodrigues tem inúmeras criações icônicas, com um traço único, robusto e genuinamente brasileiro. “Uma de suas últimas criações foi a poltrona Tetê, com projeto revisitado em 2013. Sentar-se nela é como ser abraçado”, opina Ieda Korman. Larga e com almofadas soltas, ela foi batizada em homenagem a irmã de Sergio Rodrigues, Maria Tereza, que ficou impressionada com o conforto da peça.

Nesse projeto do Korman Arquitetos, as poltronas Tetê, de Sergio Rodrigues, criaram um living extremamente confortável. Foto: Gui Morelli

Cadeira Paulistano

Sóbrio, esse loft com estilo industrial pedia por uma peça que trouxesse cor e funcionasse como ponto de destaque. Carina Korman optou então pela poltrona Paulistano, de Paulo Mendes da Rocha, em um contemporâneo tom mostarda. Foto: JP Image

“Amamos a força do design brasileiro e não podíamos deixar de citar Paulo Mendes da Rocha, que, com seus traços, volta o olhar para a cultura nacional”, diz Carina Korman, que empregou a cadeira Paulistano em um projeto de loft, em São Paulo. Inspirada nas redes indígenas, foi projetada em 1957 e também está no Museu de Arte Moderna de Nova York. Originalmente, foi projetada para mobiliar o Ginásio Clube Athlético Paulistano, obra arquitetônica de Paulo Mendes da Rocha e João de Gennaro.

Poltrona Skate

Também brasileira, a poltrona Skate é criação de Zanini de Zanini. “Uma curiosidade é que essa foi uma das primeiras peças que o designer desenhou ao terminar a faculdade”, divide Carina Korman. Com uma proposta jovial e divertida, é composta por shapes de skate no lugar do encosto e assento, trazendo materiais não convencionais para um mobiliário.

Cadeira Iron

Para a cozinha desse apartamento, Carina Korman trouxe as cadeiras Iron, que dividem espaço com as banquetas do mesmo modelo, em tom vibrante e divertido. Foto: JP Image

Por fim, a cadeira Iron ou Tolix é uma opção para levar o design até mesmo para ambientes como a cozinha. Desenhada por Xavier Pauchard há mais de 80 anos, se mantém atual e desejada, provando como o design ultrapassa gerações. “Pauchard foi pioneiro na técnica de galvanização de chapas metálicas e sua empresa difundiu a técnica, aplicada em peças de mobiliário”, conta Ieda Korman.

Korman Arquitetos
Rua Groenlândia, 1877, Jardim América, São Paulo
Tel.: (11) 3060-8313
www.kormanarquitetos.com.br
@kormanarquitetos

Sobre a Korman Arquitetos

Com mais de 35 anos de história nos segmentos residencial, corporativo e comercial, o escritório conta com diferentes gerações no comando dos projetos personalizados e exclusivos realizados no Brasil e exterior. Carina se juntou aos pais, Silvio e Ieda, para juntos darem forma a trabalhos criativos com uma linguagem moderna e atemporal, assinando reformas dos mais variados estilos e concebendo espaços do zero, passando pelo acompanhamento da obra até a finalização da decoração. Com participações nas principais mostras de decoração, como CasaCor, o trio já teve projetos evidenciados nas principais publicações da área.

Décor do dia: plantas, tijolinhos e concreto aparente na sala de estar

Decoração afetiva deixa apartamento em São Paulo com cara de casa
POR RAFAEL BELÉM | FOTOS REGISTRO DE DIA A DIA

Décor do dia: plantas, tijolinhos e concreto aparente na sala de estar (Foto: Registro De Dia A Dia)
Décor do dia: plantas, tijolinhos e concreto aparente na sala de estar (Foto: Registro De Dia A Dia)

À primeira vista, a sala banhada por iluminação natural e com muito verde parece fazer parte de uma casa de vila. Só parece: o ambiente integra um apartamento de 180 m² em Pinheiros, São Paulo. Assinado por Julia Varon e Isadora Vaz, sócias do escritório Forma 011, o projeto é a realização de um sonho para os moradores, que sempre idealizaram um lar confortável para ficar à vontade e receber os amigos.

Na sala de estar, a mistura de diferentes materiais e texturas queridinhas, como concreto aparente, piso em escama de peixe e tijolinhos deixa o ambiente com um quê escandinavo, porém cheio de referências afetivas da decoração brasileira. “Do apartamento original sobrou apenas a estrutura. Tudo foi reformado, inclusive a disposição dos cômodos. Construímos uma escada nova e trocamos todos os revestimentos”, comentam as profissionais. 

Décor do dia: plantas, tijolinhos e concreto aparente na sala de estar (Foto: Registro De Dia A Dia)
(Foto: Registro De Dia A Dia)
Décor do dia: plantas, tijolinhos e concreto aparente na sala de estar (Foto: Registro De Dia A Dia)
(Foto: Registro De Dia A Dia)
Décor do dia: plantas, tijolinhos e concreto aparente na sala de estar (Foto: Registro De Dia A Dia)
(Foto: Registro De Dia A Dia)
Décor do dia: plantas, tijolinhos e concreto aparente na sala de estar (Foto: Registro De Dia A Dia)
(Foto: Registro De Dia A Dia)

E para deixar o apartamento com ainda mais cara de casa, a solução foi criar um jardim robusto e exuberante com uma composição de vasos que inclui espécies como costela-de-adão, asplênio e filodendro ondulado. Também está a fim de criar sua própria urban jungle? Clique no link e veja 17 ideias de decoração com plantas

Transforme sua casa em 2021 com essas dicas de Marie Kondo

JURA CONCIOUS – THE WASHINGTON POST

Marie Kondo: ‘Se você organizar por local, nunca saberá quanto tem de um item de fato – e estará condenado a ter pilhas de tralhas’ Foto: NYT

Ícone pop da organização fala sobre como separar a vida pessoal e profissional no home office, como organizar uma cozinha pequena e sobre sua fama de ser ‘antilivros’

Marie Kondo se tornou um ícone da cultura pop de organização após a publicação de seu livro A Mágica da Arrumação. Desde então, Marie, a fundadora da KonMari Media, estrelou Ordem na casa com Marie Kondo na Netflix, criou uma linha de produtos de organização, ofereceu cursos online com seus métodos e escreveu mais livros sobre como organizar e viver uma vida que desperta alegria. Ela foi nomeada uma das 100 pessoas mais influentes pela revista Time.

Agora, aqueles que estão confinados em suas casas durante a pandemia, precisam de seus conselhos a respeito de organização mais do que nunca. Marie se juntou à redatora Jura Koncius para a conversa online do The Washington Post’s Home Front. Aqui reproduzimos um trecho editado da conversa:

Como você recomenda armazenar roupas infantis que se deseja guardar? A próxima criança não precisará das roupas por alguns anos, mas não quero me livrar das roupas boas e ter que comprar mais depois.

Separe um determinado espaço para guardar essas roupas, como duas gavetas ou uma prateleira em um armário. Respeite esses limites, ou então esses itens tomarão conta do seu espaço.

Em qual parte da casa uma pessoa deve se concentrar quando está começando a remover os itens desnecessários?

No método KonMari, você organiza por categoria, não por local. A ordem a seguir é: roupas, livros, papéis, komono (itens diversos) e itens sentimentais. Se você organizar por local, nunca poderá avaliar de fato quanto de um determinado item possui – e estará condenado a recolher pilhas de tralhas para sempre!

Que conselho você daria para separar sua vida profissional da vida pessoal enquanto continuamos trabalhando de casa?

Antes de começar a trabalhar, reserve um momento para se concentrar. Eu toco um diapasão no início de cada dia de trabalho. Também aplico um óleo essencial estimulante para sinalizar ao meu corpo que estou mudando de marcha. Este momento não precisa ser elaborado – quanto mais simples, melhor, assim você estará mais propenso a fazê-lo todos os dias. Da mesma forma, marque o fim do seu dia de trabalho com um ritual simples. Escute uma música, desative as notificações – qualquer coisa que lhe permita fazer a transição para a próxima parte do seu dia com facilidade.

A pandemia acelerou minha mudança para um lugar mais tranquilo. Ainda estou desempacotando. Que recomendações você tem para criar um novo lar e encontrar o lugar certo para suas coisas?

Arrumar sua casa atual é a coisa mais importante que você pode fazer se estiver se preparando para se mudar. Não espere fazer isso até que você esteja em seu novo espaço, se possível. No entanto, se você estiver em seu novo espaço, imagine como deseja viver nesse espaço. Permita que essa visão o oriente durante o processo de desempacotamento – e divirta-se! Isso marca um novo capítulo. Em seguida, desempacote os itens que são fáceis e óbvios de guardar: roupas em suas gavetas ou armário, alimentos e utensílios domésticos na cozinha, etc. Ao desempacotar, você encontrará itens da mesma categoria. Agrupe esses itens para tornar o processo mais suave.

Não se apresse para preencher seu novo espaço com itens que você acha que precisa. Em vez disso, viva nele por algumas semanas – ou até meses – enquanto aprende seus prós e contras. Sua casa dirá o que precisa e onde colocar esses itens.

Se você tem um item que não lhe dá alegria, mas precisa economizar durante algum tempo até poder trocá-lo, como se lida com isso?

É sensato continuar com algo até que você possa substituí-lo. Visualize sua substituição enquanto você economiza para mantê-lo motivado e inspirado. Até lá, trate o item que você tem com gratidão. É importante valorizar e cuidar dos itens com os quais vivemos.

Você parece ter ganhado a reputação de ser contra ter livros. Gostaria de saber se isso é verdade.

Acho que há um mal-entendido em relação ao que penso sobre os livros! Quando publiquei meu livro A Mágica da Arrumação, declarei que mantive cerca de 30 livros depois de arrumar minha própria casa, mas isso nunca teve intenção de se tornar regra. O objetivo do método KonMari é determinar seus valores e cercar-se do que você considera mais precioso. Se os livros despertam alegria em você, mantenha-os com certeza.

Em nossa casa, constantemente temos familiares procurando por chaves, carteiras e objetos perdidos. Alguma sugestão para controlar o paradeiro desses itens essenciais?

O segredo para eliminar a bagunça é dar a cada item uma casa – um local designado para aquele objeto viver quando não estiver em uso. Quando se trata de objetos que várias pessoas da família usam, é essencial organizá-los, decidir onde esses itens serão guardados e concordar em sempre colocá-los de volta no lugar a que pertencem.

Quais são suas principais dicas para organizar a cozinha de um pequeno apartamento?

Primeiro, imagine como seria sua cozinha ideal e considere como você viveria e utilizaria o espaço. Dê uma olhada nos itens na cozinha e crie subcategorias: utensílios de cozinha, alimentos, etc. Em seguida, identifique os itens nessas subcategorias que despertam alegria. Fique com esses e deixe o restante de lado. Descarte todos os itens vencidos da despensa e da geladeira. Use qualquer produto que precise ser consumido e reserve as sobras de vegetais para fazer um caldo nutritivo. Em seguida, maximize o seu espaço de armazenamento. Recomendo armazenar os itens verticalmente, para que sejam fáceis de retirar e, mais importante, colocá-los de volta. No entanto, se o espaço for mínimo, não há problema em empilhar itens. Apenas mantenha as torres pequenas.

Meu marido não quer jogar fora coisas desnecessárias e também não quer que eu o faça. O que devo fazer?

Você não pode forçar outra pessoa a se organizar, cada um deve querer mudar por conta própria. A coisa mais eficaz que você pode fazer para influenciar outra pessoa é usar o método KonMari com suas coisas; arrumando-as, por exemplo. Organizar é contagioso. Em minha experiência, à medida que meus clientes fazem a arrumação, seus familiares muitas vezes também começam a fazer o mesmo. Eles testemunham em primeira mão como a vida diária melhora após a organização e tornam-se naturalmente interessados em pôr as coisas em ordem. No seu caso, posso sugerir que você organize seus pertences enquanto seu parceiro não estiver por perto. Lembre-se, não invada o espaço do seu parceiro.

Como posso organizar minhas decorações de Natal? Elas despertam alegria durante um mês por ano, mas depois são um problema de armazenamento nos demais meses. Além disso, o que fazer com itens relacionados a tradições ou a transmissão de sua história / cultura familiar para seus filhos? Eles não despertam alegria, mas são importantes para meus valores.

Sugiro armazenar as decorações do feriado de uma forma que desperte alegria em você. Por exemplo, eu uso um recipiente transparente e coloco um cartão de Natal ou decoração no topo. Isso me ajuda a saber o que há dentro – mas também inspira um arrepio de alegria quando vejo em meu espaço de armazenamento. Quando se trata de relíquias de família e decorações tradicionais de festas, esforço-me para cuidar bem delas. Quanto mais eu faço isso, mais começo a apreciá-las.

O que fazer quando temos um presente de alguém pelo qual se é grato, mas realmente não conseguimos encontrar um lugar para guardá-lo e a pessoa que deu esse presente gosta de vê-lo sendo usado?

Recomendo experimentar todos os presentes pelo menos uma vez, mesmo aqueles que não despertam alegria imediatamente. A capacidade de sentir o que realmente o anima só é obtida por meio da experiência. Seja aventureiro e dê boas-vindas a coisas diferentes. Quanto mais experiência você ganha, mais você refina e aumenta sua sensibilidade à alegria.

Mas você não precisa continuar usando o presente para sempre. Se você tentar usá-lo e decidir que ainda assim não combina com você, agradeça a alegria que ele trouxe quando você o recebeu pela primeira vez e diga adeus. O verdadeiro propósito de um presente é ser recebido, porque presentes são um meio de transmitir os sentimentos de alguém por você. Quando visto dessa perspectiva, não há necessidade de se sentir culpado por se separar de um presente que, no fim das contas, não desperta alegria. Dito isso, só você pode decidir o que é certo para você. Caso se sinta mais confortável mantendo-o à vista para que essa pessoa o veja, faça isso.

TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori

Designer celebra culturas nigeriana e britânica em estampas abstratas multicoloridas
POR NATÁLIA MARTUCCI | FOTOS ANDY STAGG

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)
Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)

Conhecido pelas estampas marcantes com cores vibrantes e muita personalidade aplicadas em instalações em larga escala, Yinka Ilori lança sua primeira linha de itens para a casa. O fato de ter muitos de seus projetos cancelados em 2020 devido ao lockdown deu ao designer tempo para transformar essa ideia em realidade. A coleção foi desenhada em sua própria casa, resgatando momentos nostálgicos da sua infância no norte de Londres e com fortes raízes nigerianas.

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)

Ilori optou por não fazer parceria com nenhuma marca, podendo manter a independência criativa e controlar a criação do começo ao fim: concepção, produção e venda. Cada item foi feito em um fornecedor diferente, muitas vezes de diferentes países como os tapetes no Nepal e as porcelanas e toalhas de Portugal.

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)

A ideia de tornar algo funcional, no qual geralmente não prestamos muita atenção, em uma peça artística com uma narrativa por trás o encanta.

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)

A linha conta com 20 peças em edição limitada, contemplando: tapetes, almofadas, pratos, canecas, toalhas, bandejas e guardanapos. A escolha dos produtos priorizou peças que despertavam no designer alguma recordação afetiva da infância.

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)
Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)

As toalhas de mesa, por exemplo, quando colocadas em sua casa significavam que era uma ocasião especial. Para o Ilori são itens simples, funcionais, mas que tem a habilidade de modificar um espaço instantaneamente e marcar uma celebração. As toalhas Aami Aami, de jacquard, são confeccionadas em Portugal, com uma estampa vibrante tecida diretamente na peça.

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)

Nas canecas Enamel, o designer quis misturar um design com vibe industrial e tipicamente inglês com uma estampa divertida e paleta de cores inspirada nos tradicionais tecidos africanos. São feitas na Polônia e recebem acabamento manual.

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)
Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)
Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)

O trio de tapetes Gangan (rosa), Omi (azul) e Opi (amarelo) fazem referência ao comércio e influências africanas na Inglaterra. Curtiu?