Casacor expulsa mulher com deficiência que reclamou da falta de acessibilidade na mostra

“Uma funcionária me chamou de mentirosa e me mandou calar a boca”, diz Nathalia Blagevitch Fernandez, advogada que tem paralisia cerebral e foi transportada pelo elevador de carga. Ela registou boletim de ocorrência.
Luiz Alexandre Souza Ventura

Nathalia Blagevitch Fernandez é advogada. Crédito: Reprodução.

A advogada Nathalia Blagevitch Fernandez, de 30 anos, que tem paralisia cerebral, afirma ter sido discriminada e conduzida para fora da Casacor, mostra de arquitetura e decoração em cartaz no Allianz Parque, na região oeste de São Paulo, após reclamar da falta de acessibilidade no evento.

Nathalia conta que comprou o ingresso pela internet, para ela e para uma acompanhante – a R$ 50 cada – e informou ser uma pessoa com deficiência. Quando chegou no evento neste sábado, 23, após visitar o primeiro andar da exposição, ela procurou pelos elevadores e, como não encontrou, procurou a organização.

“A equipe da exposição explicou que os elevadores do Allianz Parque haviam sido danificados após uma falta de luz e estavam parados”, diz Nathalia. “Indicaram o uso do elevador de carga, mas disseram que eu só subiria um andar”, narra a advogada. “Perguntei se alguém poderia me carregar e isso foi recusado porque a exposição tem sete andares”, relata.

“Eu desci com uma bombeira e a minha acompanhante pelo elevador de carga. Então, uma moça com roupas pretas e o crachá da Casacor disse que me acompanharia até a saída. Eu respondi que queria falar com a organizadora do evento – Eliana Sanchez – e essa funcionária não permitiu”, afirma Nathalia.

A advogada comenta que duas mulheres, uma delas carregando um bebê e um carrinho, a outra usando uma bengala, entraram no elevador de carga. “Eu falei que elas não iriam conseguir subir porque não havia acessibilidade. A funcionária da Casacor respondeu na hora ‘cala a boca sua mentirosa’ na frente de todas as pessoas”, diz a advogada. “Então, eu chamei a polícia”.

Nathalia explica que os policiais compareceram ao local, mas não fizeram nada porque “não havia crime” e a orientaram a registrar o boletim de ocorrência pela internet. Nathalia fez o BO e pretende comparecer à Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência de SP, no Centro da capital paulista, para formalizar uma denúncia.

De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (n° 13.146/2015), no artigo 42, “A pessoa com deficiência tem direito à cultura, ao esporte, ao turismo e ao lazer em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, sendo-lhe garantido” – inciso II – “acessibilidade nos locais de eventos e nos serviços prestados por pessoa ou entidade envolvida na organização das atividades de que trata este artigo”. Na mesma legislação, o artigo 88 estabelece que é crime “Praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência”, com previsão de pena de reclusão de um a três anos, além de multa.

Resposta – Questionada pelo blog Vencer Limites, a Casacor respondeu em nota.

“Em relação ao episódio relatado pela visitante Nathália Blagevitch Fernandez durante sua visita à CASACOR São Paulo neste sábado, 23, a mostra reforça que repudia qualquer ato discriminatório e que ministra treinamentos aos funcionários, bem como aos seus terceirizados, enfatizando sempre os protocolos internos de conduta e responsabilidade no trato com seus visitantes. A mostra informa que o episódio está sendo apurado e que as medidas administrativas cabíveis serão tomadas pela organização.

Com relação aos elevadores, o Allianz Parque passou por atividades de manutenções preventivas programadas nas subestações, para garantir a máxima qualidade e segurança no fornecimento de energia. No decorrer das atividades da mostra, houve uma situação de força maior, e o fornecimento de energia teve de ser interrompido por algumas horas, para garantir a segurança de todos os envolvidos na manutenção e usuários dos elevadores. O Allianz Parque fará o ressarcimento do valor total dos ingressos ou reagendamento das visitas em dia e hora a escolha dos visitantes afetados nesta data do evento. A empresa lamenta o ocorrido e reafirma que o problema já foi solucionado para funcionamento normal da mostra.

Os clientes que se sentiram lesados deverão enviar e-mail para eventos@casacor.com.br, com a solicitação.

A CASACOR São Paulo é uma mostra 100% acessível desde 2016. O evento é totalmente preparado para receptivo não apenas de pessoas com deficiência, mas de idosos e famílias com crianças pequenas, que acessem os ambientes com carrinhos.

A mostra conta com rampas de acesso em todos os ambientes; disponibiliza na recepção duas motos elétricas e 2 cadeiras de rodas para os visitantes; 3 elevadores exclusivos para acesso à mostra; 3 elevadores exclusivos para acesso a estacionamento, 1 elevador para pessoa com deficiência no sexto andar, para acesso aos pisos do circuito. Há ainda quatro banheiros, todos unissex e com cabine exclusiva e equipada para pessoa com deficiência, distribuídos em todos os andares do circuito.

O procedimento de receptivo para pessoas com deficiência, que é adotado em todos os casos, é o de monitoramento da visita, desde a recepção, até a finalização, tanto pela equipe CASACOR quanto pela equipe brigadista, em plantão das 12h às 22h, horário em que a mostra fica aberta ao público, para garantir conforto e segurança em todo o circuito. Toda a equipe CASACOR é treinada e orientada para atender a qualquer necessidade dos visitantes, em todas as situações.

A CASACOR São Paulo mais uma vez, lamenta o ocorrido, se coloca à disposição para prestar qualquer esclarecimento necessário e reforça que todos os visitantes se sentiram lesados, podem ter o ressarcimento do valor do ingresso ou retornar à CASACOR gratuitamente em data conveniente para experienciar a mostra, que preza pelos pilares de sustentabilidade e acessibilidade e inclusão”, diz a Casacor.

Décor do dia: dois quartos de crianças para se inspirar

Os ambientes lúdicos e divertidos foram desenhados para os irmãos Otávio, de 8 anos, e Catarina, de 5 anos, que moram em São Paulo
CAMILA SANTOS | FOTOS MARCO ANTONIO

(Foto: Marco Antonio)

A mãe de Catarina, de 5 anos, e Otávio, de 8 anos, queria que as crianças tivessem um lugar aconchegante e lúdico para estudar, brincar e receber amigos. Por isso, ela recorreu à arquiteta Juliana Fabrizzi para repaginar os quartos dos pequenos durante a reforma do imóvel, situado na capital paulista.

Décor do dia: dois quartos infantis para se inspirar (Foto: Marco Antonio)
(Foto: Marco Antonio)

Unindo diversão e funcionalidade, a profissional elaborou projetos diferentes, voltados para cada um dos pequenos. “Tive a oportunidade de ouvir das crianças (o que desejavam) e poder criar espaços bem interativos com tudo o que eles gostam, de maneira harmoniosa”, lembra a arquiteta.

Décor do dia: dois quartos infantis para se inspirar (Foto: Marco Antonio)
 (Foto: Marco Antonio)
Décor do dia: dois quartos infantis para se inspirar (Foto: Marco Antonio)
 (Foto: Marco Antonio)
Décor do dia: dois quartos infantis para se inspirar (Foto: Marco Antonio)
 (Foto: Marco Antonio)

No dormitório de Catarina, a decoração uniu elementos clássicos com móveis que pudessem acompanhar o desenvolvimento da garota. A surpresa fica por conta do armário camuflado entre os painéis que revestem as paredes, que abriga uma casinha com mobiliário infantil. Somado a isso, o papel de parede supercolorido deixa o quarto o espaço ainda mais alegre!

Décor do dia: dois quartos infantis para se inspirar (Foto: Marco Antonio)
 (Foto: Marco Antonio)
Décor do dia: dois quartos infantis para se inspirar (Foto: Marco Antonio)
Na parede, o ilustrador Lovato desenhou um painel que representa uma cidade para ser o pano de fundo para a lúdica passagem secreta
Décor do dia: dois quartos infantis para se inspirar (Foto: Marco Antonio)
(Foto: Marco Antonio)
Décor do dia: dois quartos infantis para se inspirar (Foto: Marco Antonio)
 (Foto: Marco Antonio)
Décor do dia: dois quartos infantis para se inspirar (Foto: Marco Antonio)
 (Foto: Marco Antonio)

Já Otávio, queria que o quarto tivesse alguma passagem secreta. A solução encontrada por Juliana foi desenhar um beliche, onde a passagem do andar de baixo para o de cima fosse feita através de uma parede de escalada. Ademais, uma bancada foi executada sob medida, com direito à lousa, gavetas e armários na parte superior, que ajudam na organização de todos os pertences. Amamos!

34ª edição da Casacor São Paulo tem recorde de novos nomes da arquitetura

Dos 58 ambientes espalhados pelo Parque Mirante, 28 participam, pela primeira vez, do evento paulista
ANA LOURENÇO – O ESTADO DE S.PAULO

Ambiente de Gabriela de Matos é inspirado nas arquiteturas afro-brasileiras e ameríndias Foto: Paulo Pereira/teiadocumenta

Em todo planejamento de decoração ou design de interiores existe um cliente por trás. As referências e particularidades dos moradores são espelhados em cada canto da casa. No entanto, durante as mostras de decoração é possível observar exatamente o estilo daquele profissional sem nenhum outro ruído; é a interpretação dele por ele. A 34ª edição da Casacor, que começa nesta terça, 21, é a que mais tem com nomes novos – dos 58 ambientes, 28 foram feitos por estrantes.

“A Casacor tem essa característica de ter novos nomes, novas apostas. Nesse ano temos profissionais realmente muito talentosos e promissores que fazem a leitura da Casa Original (tema do evento neste ano) das mais distintas formas”, coloca Lívia Pedreira, curadora e superintendente da Casacor. O segredo, em todos eles, é apostar na sua história.

A arquiteta Gabriela de Matos, por exemplo, sempre gostou de observar o rio na região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. Hoje, com 35 anos, ela estreia na Casacor São Paulo levando exatamente essa visão em formato de cadeira. “Esse banco foi produzido com uma técnica ancestral, da taipa de pilão, que consiste em colocar terra em camadas na taipa e ir socando com o pilão. Então se você olhar de frente, fica esse desenho interessante. E coloquei o nome do banco de Margem de Rio porque me lembra a minha infância e adolescência em Minas”, conta.

A técnica foi muito usada durante o período colonial do Brasil para construções de casas. “A minha ideia foi referenciar a técnica no ambiente, mas trazer para um outro formato, que foi o design de mobiliário”, diz ela, que também passou resina de mamona no móvel para que o visitante pudesse sentar.

Gabriela abre a mostra com o ambiente Agô, que no idioma iorubá significa “entrar e pedir licença”. Sua ideia, como estreante, é trazer sua vivência como arquiteta negra com um vasto campo de pesquisa na cultura afro-brasileira e ameríndia. “Eu entendo que essa originalidade tem que estar desde o pensamento, na distribuição do ambiente, até a escolha do material, para mostrar que a gente pode construir, mostrar nas nossas moradias com outras perspectivas também, sabe? É mais um convite para pensar diferente”, explica.

“A Casacor tem um papel muito importante na promoção do design de interiores e de arquitetura. Então trazer arquitetos e arquitetas jovens, trazer mais diversidade de profissionais, como é o meu caso, por ser uma arquiteta negra, eu acho que é incrível e me sinto animada com o que isso vai representar daqui pra frente no campo da arquitetura como um todo. Acredito que aí sim começaremos a produzir num outro lugar, um lugar que seja mais ligado a essas raízes diversas da cultura brasileira”, diz Gabriela. 

Ousadia e alegria

Contraste entre divertido e sério comtemplam o espaço de Pedro Luiz
Contraste entre divertido e sério comtemplam o espaço de Pedro Luiz Foto: Denilson Machado

O ousar está presente em todos os ambientes estreantes. Alguns ousam em sentimento, como é o caso de Gabriela, mas outros abusam das cores, móveis e texturas, como fez Pedro Luiz De Marqui, de 30 anos. Em seu ambiente, destaca-se o contraste. “Minha inspiração foi trazer o passado com o presente, o tradicional com algo contemporâneo”, coloca ele. “Eu gosto muito desse estilo que traz a coisa artística, que ousa e quebra barreiras. Então uma coisa brincalhona ser uma coisa respeitada também, por exemplo”, diz Pedro, citando o tapete de ovo da marca italiana Seletti e a luminária de Ingo Maurer construída com uma luva de látex azul.

Como destaque, o ambiente tem uma instalação artística feita de vidros e cabo de aço pelo arquiteto em parceria com o designer Lucas Recchia. Ela serve como uma espécie de divisor de ambientes, seguindo a ideia de espaços fluídos.

No andar acima, Ana Weege, de 35 anos, também estreante, tem um espaço que conversa diretamente com o de Pedro. Para ela, chegou a hora de trazer elementos lúdicos para quebrar a seriedade dos tempos atuais. “Eu acho que os espaços que a gente vive podem ser mais divertidos. É o que eu sempre falo também sobre obra de arte, de você se perguntar: essa obra vai me fazer feliz todos os dias que eu olhar para ela pendurada na parede? Então é com esse viés que eu penso para os objetos que a gente vai escolher para nossa casa também”, diz. 

Para seu espaço, cada peça foi escolhida a dedo – independente dos obstáculos. As intervenções do piso, realizadas pelo artista Gian Luca Ewback, foram feitas com materiais trazidos na mala dopai dela, que mora em Portugal. Já as bebidas do bar foram escolhidas pelos rótulos e histórias que Ana teve com os amigos. “É sobre ter esse carinho com os objetos, explorando essa nostalgia e sentimentos”, diz ela, que se inspira no icônico arquiteto Sig Bergamin para fazer o “garimpão”.

Ana Weege deseja limpar os visitantes dos outros ambientes já vistos para garantir a surpresa do seu
Ana Weege deseja limpar os visitantes dos outros ambientes já vistos para garantir a surpresa do seu Foto: Evelyn Muller

A explosão de cores é antecipada por um jardim zen com o nome do seu ambiente, “Perspectiva”. “Numa mostra, o visitante chega no seu ambiente depois de passar por tantos outros. Então a ideia do Jardim é que ele traga essa limpeza, essa transição para que quando a pessoa entrasse no meu espaço fosse mais impactante ainda”, conta . Para isso, Ana se inspirou nos elementos naturais: água, areia rastelada em formato circular para o fluxo da energia, fio de juta e quartzo hematoide, a pedra da cura.

Casa Tempo

As traduções da origem, seguindo o tema da edição de 2021, estão presentes em todos os ambientes. Em alguns até, ela é traduzida como tempo. “A minha inspiração foi o céu, por isso trouxe um pano de vidro logo na entrada do espaço e proponho uma reflexão profunda sobre o que é verdadeiramente importante em nossa casa e em nossa vida”, diz a arquiteta Ticiane Lima. Apesar de estar participando pela terceira vez do evento, faz, pela primeira vez, uma construção completa. Seu “ambiente”, presente no rooftop do espaço, é uma Tiny House suspensa em um espelho d’água, que acompanha a luz solar e mostra fluidez dos espaços com arquitetura minimalista.

O sentimento de tranquilidade e pausa é tamanha que o espaço foi apelidado de Casa Tempo. Foi esse também o intuito de Beatriz Quinelato, 40 anos, estreante na Casacor. “Depois de tudo que a gente viveu nesses dois últimos anos, trazer o projeto para uma coisa mais afetiva, mais sentimental, eu acho que é o caminho pra mim”, diz.

Beatriz Quinelato aposta em tons terrosos e muito verde em seu Estúdio Terra
Beatriz Quinelato aposta em tons terrosos e muito verde em seu Estúdio Terra Foto: Renato Navarro

A grande tendência do espaço é destacar os tons terrosos e valorizar a arte e o design brasileiro. “O Estúdio Terra traz o resgate ao essencial, é ter essa sensação de pé no chão. E trazer essa simplicidade não significa ser uma coisa rústica. Mas sim com estilo, sofisticação e exclusividade”, explica. Segundo Beatriz, o segredo é usar os materiais de forma repaginada. Como o piso do ambiente que traz tijolinhos – mais comum nas paredes. 

Em muitos dos ambientes, é possível ver árvores e plantas. Uma, em específico, chama a atenção, a Jasmim Manga. Totalmente sem folhas ou flores, ela fica lá, mostrando sua beleza, mas pronta para se transformar e florir até o fim da mostra. 

CasaCor 34ª edição – A Casa Original

De 21 de setembro a 15 de novembro

Funcionamento de terça a domingo, das 12h às 22h

Ingresso: R$ 80 (inteira), de terça a quinta; R$ 100 nos fins de semana e feriados

Rua Padre Antônio Tomás, 72

www.casacor.byinti.com

Décor do dia: área social com estante vazada e tons sóbrios

O projeto ressaltou o décor moderno e funcional, que integrou os ambientes do apartamento de um empreendedor, de Ribeirão Preto
CAMILA SANTOS | FOTOS CAROLINA MOSSIN

 (Foto: Carolina Mossin)

Ampliar os espaços sociais. Este era o desejo do jovem empreendedor que vive neste apartamento de 127 m² em Ribeirão Preto, São Paulo. Com um estilo contemporâneo, a área de convivência do imóvel foi renovada após receber o projeto idealizado pela arquiteta Thabata von Söhsten, do escritório 016 Arquitetura.

Décor do dia: área social com estante vazada e tons sóbrios (Foto: Carolina Mossin)
 (Foto: Carolina Mossin)
Décor do dia: área social com estante vazada e tons sóbrios (Foto: Carolina Mossin)
 (Foto: Carolina Mossin)

Depois de 10 meses de obras, o living passou a ser mais funcional, seguindo a rotina dinâmica do proprietário, e se tornou um ambiente convidativo para receber os amigos e familiares. Apesar da integração do local, a estante vazada cumpre a função de setorizar as diferentes áreas que compõem o local.

Décor do dia: área social com estante vazada e tons sóbrios (Foto: Carolina Mossin)
 (Foto: Carolina Mossin)
Décor do dia: área social com estante vazada e tons sóbrios (Foto: Carolina Mossin)
 (Foto: Carolina Mossin)
Décor do dia: área social com estante vazada e tons sóbrios (Foto: Carolina Mossin)
 (Foto: Carolina Mossin)


Para adicionar mais texturas ao living, uma das paredes foi revestida com o Mosaico Grezzo, da Castelatto, que segue a paleta de tons acinzentados. Entre os complementos do ambiente, predominam as tonalidades amadeiradas e detalhes pretos. Gostou?

Por dentro da casa da designer de interiores Yasmine Saleh Ghoniem do YSG Studio (tour pela casa)

Bait YSG é a casa do designer de interiores Yasmine Saleh Ghoniem e é uma exploração de luz, cor e textura. O apartamento está localizado nas ruas traseiras de Bondi, Sydney, e está situado dentro de um edifício art déco de tijolos vermelhos. Yasmine foi inicialmente atraída pelos detalhes em torno das janelas e do vestíbulo do apartamento, antes de adicionar seus próprios toques distintos e lúdicos pelos quais YSG se tornou conhecida.

Injetando personalidade na casa dos sonhos, o design de interiores celebra cores vibrantes e texturas táteis. Materiais reaproveitados são mostrados durante todo o passeio pela casa, incluindo toalhas de mesa velhas agora usadas como revestimento de janelas. Como a casa da designer de interiores Yasmine Ghoniem, a Bait YSG orgulhosamente projeta uma ousadia que engloba todo o espaço, revelando seu caráter e individualidade. Peças feitas por amigos adicionam toques pessoais à decoração interior, tornando a casa única e única.

Como a casa do designer de interiores e Diretor do YSG, o Bait YSG captura completamente a essência do estúdio. A casa apresenta soluções de design inteligentes durante todo o tour pela casa. Como a casa dos sonhos ocupa um espaço pequeno, era importante maximizar todos os elementos do espaço interno, bem como as opções de móveis. A praticidade também desempenhou um papel importante na tomada de decisão de design de interiores, que incluiu a utilização de peças de mobiliário – como a área de estar na sala de estar – como armazenamento integrado, bem como o uso criativo de marcenaria oculta no quarto principal.

Cada peça de mobiliário é cuidadosamente escolhida, adicionando elementos de surpresa à casa da designer de interiores Yasmine Ghoniem. Muitas peças da YSG são frequentemente feitas sob medida, o que se reflete em toda a casa de Yasmine. A história têxtil de cada peça é individual e fala a uma herança e história de design de interiores muito mais ampla. Cada centímetro do apartamento é preenchido com uma decoração interior clara, que inclui uma cozinha em dois tons e detalhes do piso pintados à mão.

A luz natural também foi importante ao projetar o espaço e selecionar as cores. O apartamento tem uma tonalidade roxa que se espalha por todo o interior, proveniente dos tijolos vermelhos da casa, e esse reflexo influenciou muitas das escolhas de design. Cada janela lança uma sombra na decoração interior e adiciona um movimento visual dinâmico ao espaço. Como a casa do designer de interiores e diretor da YSG, Bait YSG fala sobre uma compreensão autêntica das camadas do design de interiores.

Apê de 120 m² mistura elementos clássicos e modernos

O projeto de interiores combina com muito talento as referências, os estilos e os materiais escolhidos pelo marido e pela esposa
VANESSA D’AMARO | FOTOS JULIA HERMANN

Apê de 120 m² mistura elementos clássicos e modernos (Foto: Julia Hermann)

Recém-entregue pela construtora, o apartamento de 120 m², no bairro de Perdizes, em São Paulo, representava uma tela em branco para desenhar a morada dos sonhos de um jovem casal. Mas havia uma pedra no meio do caminho: o marido queria viver em um lar moderno, enquanto a esposa sonhava com um décor clássico.

Apê de 120 m² mistura elementos clássicos e modernos (Foto: Julia Hermann)
Apê de 120 m² mistura elementos clássicos e modernos (Foto: Julia Hermann)

Quando o jovem casal convidou a designer de interiores Pry Souza, do escritório Souza Kasa, para desenvolver o projeto, ela sugeriu criar uma decoração que fizesse referência aos dois estilos. “Brincamos com essa mistura. A cozinha ficou mais clássica, com puxador concha na cor cobre, pedra branca, louçaria… Na área social, o cinza, o painel ripado e os móveis com linhas retas deram um toque mais contemporâneo ao projeto”, explica Pry.

Apê de 120 m² mistura elementos clássicos e modernos (Foto: Julia Hermann)

Como a integração da área social era o grande desejo em comum do casal de moradores, a designer aproveitou a planta flexível para criar um espaço amplo e aconchegante, sem divisões. “A primeira decisão foi retirar todas as esquadrias e a parede da cozinha. Ficou apenas uma parede na área gourmet, que era estrutural. Assim, fizemos a bancada em Z e contornando a parede”, comenta Pry.

Apê de 120 m² mistura elementos clássicos e modernos (Foto: Julia Hermann)

A área da varanda aberta e a cozinha combinaram dois revestimentos marcantes. “Optamos pelo cinza e freijó na marcenaria, e nos metais, o cobre. O piso ganhou destaque com o ladrilho hidráulico que ajuda a delimitar o ambiente. O cinza foi aquecido pelo freijó que garantiu a sensação de aconchego”, explica.

Apê de 120 m² mistura elementos clássicos e modernos (Foto: Julia Hermann)

No quarto de casal, a designer manteve a mesma paleta de cores e adicionou um elemento clássico a pedido da moradora: a boiserie na parede da cabeceira. No banheiro do casal, um revestimento 3D na cor cinza chumbo foi combinado aos metais em tom de cobre, como na cozinha.

Apê de 120 m² mistura elementos clássicos e modernos (Foto: Julia Hermann)
Apê de 120 m² mistura elementos clássicos e modernos (Foto: Julia Hermann)
Apê de 120 m² mistura elementos clássicos e modernos (Foto: Julia Hermann)

Já o lavabo apresenta um décor bem ousado: coberto por um papel de parede com estampa moderna, causa ilusão de ótica. No ambiente, a bancada de madeira com pedra foi uma solução com um bom custo benefício para os moradores. O apartamento também conta com um quarto de hóspedes que pode ser usado como o home office.

Conheça a marca Tapilogie de Mariana Wakim que transforma tapeçaria vintage em desejo moderno

Idealizada por Mariana Wakim, a Tapilogie foi lançada há um ano e já conta com mais de 25 mil seguidores no Instagram. ‘Quero mostrar que tapetes antigos podem funcionar tanto em ambientes clássicos quanto contemporâneos’, avisa ela
Lívia Breves

Mariana Wakim Foto: Divulgação

A carioca Mariana Wakim, de 31 anos, sempre curtiu garimpar. Formada em Relações Internacionais e com uma carreira de gerente de projetos em grandes empresas, ela quis fazer do hobby uma profissão. Há cinco anos, mudou-se para São Paulo para trabalhar no site de roupas de segunda mão Enjoei. Ali, começou a montar a casa nova e apaixonou-se por tapetes. Mas não qualquer um: eram os vintage, feitos à mão em lã, algodão e seda e originários de países com tradição nessa confecção como Irã, Índia, Paquistão e Turquia. Encontrar peças assim virou um vício e, quando percebeu, Mariana tinha vários deles. “Nessa busca, me dei conta de que não havia nenhuma loja exclusivamente de modelos antigos focada no décor contemporâneo e até minimalista”, conta ela, que lançou a Tapilogie há um ano via Instagram (@tapilogie) e hoje tem mais de 25 mil seguidores.

Mariana mostra decorações contemporâneas usando tapetes antigos Foto: Divulgação
Mariana mostra decorações contemporâneas usando tapetes antigos Foto: Divulgação

De lá para cá, ela já vendeu mais de 500 tapetes. Os preços variam de R$ 400 a R$ 5.000. O esquema é simples e certeiro. Toda quinta-feira, ela coloca entre 10 e 15 itens à venda em seu site (tapilogie.com) e eles esgotam no mesmo dia. Sim, além de lindos, são disputadíssimos. “Quero mostrar que tapetes antigos podem funcionar tanto em ambientes clássicos quanto contemporâneos”, avisa ela.

Mariana mostra decorações contemporâneas usando tapetes antigos Foto: Divulgação
Mariana mostra decorações contemporâneas usando tapetes antigos Foto: Divulgação

Jornalista ALINE MIDLEJ mostra o AMPLO APARTAMENTO que divide com o marido no RJ

A jornalista Aline Midlej, âncora do Jornal das Dez da GloboNews, abre as portas de seu amplo apartamento no RJ e mostra seu hall de entrada e suas salas de estar e jantar integradas. A decoração da casa, cheia de quadros e fotografias, equilibra a personalidade dela e de seu marido, o diretor de TV Rodrigo Cebrian, com quem divide o lar. #PodeEntrarCasaGNT #TourPelaCasa #AlineMidlej

Aline é maranhense, cresceu em São Paulo e, na pandemia, se mudou para o Rio. Seu novo lar tem uma sala ampla, multifuncional e iluminada por grandes janelas. Ela é recheada de objetos afetivos, como a vitrola que a jornalista herdou de seu pai e lembranças das muitas viagens que fez pelo mundo a trabalho. Entre elas, estão símbolos da luta antirracista, como uma escultura de Nelson Mandela trazida da África do Sul e gravuras de Angela Davis e Aracy de Almeida.

Uma das paredes foi transformada em um mural onde sua enteada faz pinturas experimentais. Aline também mostra objetos que foram conquistados por seu marido de uma forma inusitada, como a mesa de jantar e uma fotografia de um artista japonês. Dê play para conhecer essas histórias!

Apartamento tem décor aconchegante e móveis de design assinado

Arquiteta apostou em um décor acolhedor que combina elementos de diferentes estilos e reúne muitas peças de design assinado
FÁBIO JR. SEVERO

Apartamento tem décor aconchegante e móveis de design assinado (Foto: Fábio Jr. Severo)

O projeto deste apartamento de 322 m² em Itajaí, Santa Catarina, representou um sonho para qualquer arquiteto ou designer de interiores: a família de moradores deu carta branca a Vanessa Larré para desenvolver layouts, definir a paleta de cores e eleger o melhor estilo (ou até os melhores estilos) para o décor.

Apartamento tem décor aconchegante e móveis de design assinado (Foto: Fábio Jr. Severo)
Apartamento tem décor aconchegante e móveis de design assinado (Foto: Fábio Jr. Severo)

Localizado à beira do rio num edifício com grandes aberturas em vidro, as condições naturais de incidência de luz e ventilação cruzada ajudaram a arquiteta a colocar em prática o seu projeto estético, que flerta com o clássico enquanto acolhe elementos industriais. O resultado é uma base neutra com marcenaria, incluindo boiseries, e móveis em tons de cinza e pitadas de cor – principalmente em tons de azul e verde – nos tecidos, adornos e peças de arte. Além disso, a madeira também aparece tanto nos revestimentos quanto na estrutura do mobiliário. “A ideia foi desenvolver um projeto extremamente contemporâneo com uma planta livre integrando o living e a cozinha. Adicionamos toques industriais e peças assinadas marcantes em cada um dos ambientes”, revela a arquiteta.

Apartamento tem décor aconchegante e móveis de design assinado (Foto: Fábio Jr. Severo)
Apartamento tem décor aconchegante e móveis de design assinado (Foto: Fábio Jr. Severo)
Apartamento tem décor aconchegante e móveis de design assinado (Foto: Fábio Jr. Severo)

São muitas as peças de design nacional.  As poltronas Mole, de Sergio Rodrigues, customizadas em veludo verde compõem o living com o sofá modular, mesa de jantar, cristaleira e luminárias, todas do Jader Almeida. Há ainda um conjunto de poltronas e pufe Pol, desenhados por Patricia Anastassiadis, de frente para uma das janelas. Para reforçar a atmosfera contemporânea do ambiente, um quadro de Fernanda Valadares “Ponte UK – Foyle” (Galeria Zilda Fraletti) foi eleito para ocupar a parede da sala de estar.

A paginação especial do piso espinha de peixe também chama a atenção pela integração entre o espaço gourmet e a sala de jantar que propõe uma interessante transição entre o acabamento em tons de cinza e o amadeirado.

Apartamento tem décor aconchegante e móveis de design assinado (Foto: Fábio Jr. Severo)
Apartamento tem décor aconchegante e móveis de design assinado (Foto: Fábio Jr. Severo)
Apartamento tem décor aconchegante e móveis de design assinado (Foto: Fábio Jr. Severo)

O projeto todo foi adaptado para receber bem os dois cachorrinhos dos moradores. Por isso, foram escolhidas camas e móveis baixos que facilitam o acesso dos pets, além de tapetes sintéticos com fácil limpeza e manutenção.