Estúdio espanhol Arquimaña cria bicicleta de madeira que pode ser construída por qualquer pessoa

A Openbike foi desenvolvida pelo escritório de arquitetura Arquimaña e o manual para a montagem do veículo está disponível online
CAMILA SANTOS

Estúdio espanhol cria bicicleta de madeira que pode ser construída por qualquer pessoa (Foto: Lopez de Zubiria)
(Foto: Lopez de Zubiria)

Em meio a cidades cada vez mais populosas, a busca por soluções que reduzam os danos causados ao meio ambiente são primordiais para garantir condições favoráveis para as gerações futuras. Atento a essa necessidade, o estúdio espanhol Arquimaña desenvolveu uma bicicleta feita de compensado (material formadas por lâminas de madeira sobrepostas) que pode ser baixada e fabricada por qualquer pessoa no mundo.

Estúdio espanhol cria bicicleta de madeira que pode ser construída por qualquer pessoa (Foto: Arquimaña)
 (Foto: Arquimaña)

Batizado de Openbike, o projeto é apresentado como um manifesto sobre urbanismo sustentável, transporte limpo e conhecimento compartilhado, que permite capacitar o cidadão como agente transformador. Priorizando a produção com recursos locais, a iniciativa visa incentivar o desenvolvimento de cidades ativas e produtivas, tentando minimizar as emissões de carbono.

Estúdio espanhol cria bicicleta de madeira que pode ser construída por qualquer pessoa (Foto: Arquimaña)
(Foto: Arquimaña)
Estúdio espanhol cria bicicleta de madeira que pode ser construída por qualquer pessoa (Foto: Arquimaña)
 (Foto: Arquimaña)

Quem tiver interesse em montar a bicicleta, deve baixar os desenhos em um site disponibilizado pelo estúdio, onde estão todas as instruções para a construção do veículo. Após o download, é recomendado que o usuário leve as imagens a fábricas com acesso a uma impressora 3D e máquinas específicas que possam fabricar as peças necessárias para construir a bicicleta em compensado. Por fim, segundo as orientações do estúdio Arquimaña, basta o indivíduo seguir o passo a passo detalhado no manual para concluir a montagem da bicicleta.https://fd09a364fce703b3754ed7c6f7e393b2.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Estúdio espanhol cria bicicleta de madeira que pode ser construída por qualquer pessoa (Foto: Arquimaña)
 (Foto: Arquimaña)

Os arquivos de fabricação para a Openbike são licenciados sob Creative Commons 4.0, permitindo que sejam melhorados, modificados e compartilhados novamente. Para o estúdio responsável pelo projeto, o acesso a essa tecnologia propicia a popularização de processos de fabricação que antes eram inatingíveis fora da indústria.

Salehe Bembury, o designer de calçados que já trabalhou para Beyoncé, Kanye West e Versace

Depois de criar sua própria marca, ele está prestes a lançar uma colaboração com a Crocs, além de uma parceria de acessórios com a New Balance
Sandra E. Garcia, The New York Times – Life/Style, O Estado de S.Paulo

NYT - Life/Style (não usar em outras publicações).
O estilista de sapatos Salehe Bembury, em seu estúdio em Los Angeles. Foto: Celeste Sloman/The New York Times

LOS ANGELES – O estúdio de Salehe Bembury no centro de Los Angeles foi inundado pelos sons suaves do Tiny Desk Concert de Erykah Badu, que estava passando em seu computador. Uma chapa elétrica, pãezinhos havaianos, cebolas, carne moída e vários condimentos estavam dispostos em uma mesa dobrável de madeira no meio da sala.

Bembury, que tem 35 anos e é designer de calçados, queria minha ajuda para fazer sanduíches de carne picada com queijo, o clássico controverso de Nova York. Os melhores são encontrados no Harlem ou no Bronx, mas Bembury está longe da lanchonete do seu bairro. “Descobri o sanduíche de carne picada com queijo há uns quatro anos. É uma delícia e ainda me dá a oportunidade de ficar mais próximo de minhas raízes nova-iorquinas.”

Bembury, que cresceu em Tribeca, sempre soube identificar o que era descolado, mesmo que nem sempre fosse bem compreendido. Seu gosto e seu senso estético o levaram para a Payless, na qual criou uma linha de tênis em parceria com Donatella Versace. “Percebi muito cedo que os calçados eram importantes para mim, por isso tinha certeza que queria trabalhar com isso. Eles faziam com que eu me sentisse poderoso, como se eu pudesse voar.”

Ele se destaca por ser um dos poucos designers negros no setor, cuja obra transformou a cultura dos tênis. No ano passado, ele foi revistado por policiais em Rodeo Drive, depois de sair de uma loja da Versace na qual havia comprado um par de tênis que ele mesmo projetara. Bembury gravou o encontro, durante o qual disse aos policiais que estava se sentindo “um pouco nervoso”. “Por ser um homem negro de 35 anos, estou 90 por cento acostumado com essas experiências. Essa foi a mais grave de todas para mim e demorei um pouco a superar, mas tentei ficar bem e deixar isso para trás.”

Bembury realmente superou a situação e, pouco depois, lançou sua segunda colaboração com a New Balance. Os tênis se venderam rapidamente; muitas vezes, aliás, são revendidos por pelo menos US$ 200 acima do valor original. “Há três anos, isso não acontecia. Isso diz muito sobre Salehe e nossos outros parceiros – as pessoas ficam empolgadas porque confiam nele. Ele demonstrou de tal maneira sua habilidade que todo mundo sabe que, não importa o que faça, vai ser um sucesso”, disse Kevin Trotman, gerente de produtos associado para colaborações globais na New Balance.

Sua primeira colaboração com a New Balance foi um tênis peludo cor de laranja queimado que ele batizou de “Peace Be the Journey” (Que a paz esteja em sua caminhada). A colaboração deste ano resultou em um par de tênis verde limão, azul cerúleo e couro caramelo, chamado “Water Be the Guide” (Que a água sirva de guia).

Além disso, muitos estão aguardando o lançamento de um novo modelo em dezembro – uma colaboração com a Crocs. Seu design é uma novidade significativa para a marca: linhas, em vez de buracos, fluem em um padrão ondulado e envolvem o design. “A impressão digital é minha identidade de marca. O design tem uma relação próxima com a textura da madeira, que adoro, e indica as linhas orgânicas de uma impressão digital”, explicou Bembury. Ele é o primeiro designer a reconfigurar completamente o estilo dos Crocs.

NYT - Life/Style (não usar em outras publicações).
Salehe Bembury faz esboços de sua parceria com a Crocs. Foto: Celeste Sloman/The New York Times

Embora muitas celebridades, incluindo Justin BieberBad Bunny e Saweetie, tenham criado Jibbitz para colocar nos furos dos Crocs, Bembury criou um novo molde que, pela primeira vez, inclui um fecho com tira no calcanhar. O novo modelo, chamado Pollex, será vendido em três tons sóbrios: o spackle, cor de gesso; o menemsha, cor de café com leite; e o cucumber, verde-oliva profundo. “Salehe foi o primeiro parceiro com quem nos envolvemos que realmente é capaz de criar os próprios calçados. Ele trouxe uma nova linguagem de design, mas usou nosso DNA. Salehe realmente nos ajudou a dar um passo à frente”, afirmou Michael Sarantakos, diretor sênior de design global da Crocs.

Bembury comentou: “Esse calçado é o uso mais declarado da impressão digital, porque é feito a partir de três impressões digitais diferentes.”

Seus designs se baseiam em seu estilo de vida, que gira em torno da meditação de atenção plena, do autocuidado e da vida ao ar livre. “Peace Be the Journey” foi inspirado nos alaranjados, marrons e vermelhos intensos que ele percebeu ao seu redor enquanto fazia uma trilha no Antelope Canyon. A paleta de cores de “Water Be the Guide” foi influenciada pelos tons siena e água-marinha em que foi envolvido durante um acampamento em Havasu Falls. Segundo Bembury, “existe uma emoção ligada ao design para mim, e ela tem relação com o ato de usar e ver o objeto”.

Bembury ia de Tribeca para o Upper West Side quase todo dia quando estudava na Calhoun High School. Depois de se formar, em 2004, ele estudou desenho industrial na Universidade de Syracuse. Seu pai o incentivou a aprender uma habilidade que pudesse usar em qualquer lugar. Ele contou que, por causa disso, queria aprender a desenhar com um propósito.

Em 2009, conseguiu emprego na Payless, projetando sapados de salto alto e calçados formais para adultos e crianças. Alguns meses depois, começou a trabalhar em uma empresa de licenciamento que vendia seu trabalho para marcas como a Steve Madden e o selo criado por BeyoncéHouse of Deréon, atualmente extinto. “Fiquei muito feliz por trabalhar com marcas que eu conhecia”, observou Bembury.

Em 2010, durante seis meses, fez design gráfico para a galeria DD172, da Dame Dash, em Tribeca, antes de passar a trabalhar para a Cole Haan e, em seguida, trabalhar como freelancer. Em 2015, mudou-se para a Califórnia e começou a trabalhar com Kanye West. “Foi tudo muito acelerado, exigente e constante. Eu precisava ser flexível com as coisas que apareciam no caminho a todo momento. Esse trabalho me ensinou que posso fazer o que quiser. Kanye também me ajudou a repensar como abordar um produto”, disse Bembury.

Ele fez projetos para a terceira e a quarta temporada da Yeezy, e seu trabalho para o selo o tornou mais confiante. Ele guarda todos os calçados que desenhou ao longo dos anos em seu estúdio. Depois de um ano na Yeezy, Bembury sentiu vontade de sair. “Era hora de ir adiante.”

Certo dia, em 2017, ele estava passeando pelo LinkedIn, encontrou o diretor de design da Versace e lhe sugeriu: “E se a Versace produzisse tênis?”

Três dias depois, recebeu uma mensagem da própria Donatella Versace, perguntando se estaria disposto a lhe apresentar algumas ideias em Milão. Duas semanas depois, chegou à reunião com uma versão da sola do tênis impressa em 3D, que parecia uma corrente cubana magenta, inspirada pela icônica estampa de corrente de ouro da marca. Ele contou que foi contratado na hora. “Quando me contrataram, a missão era fazer algo que tivesse impacto. Como eu faria todo mundo saber que a Versace estava produzindo tênis? Refleti sobre o DNA da marca Versace.”

A parceria com a Versace ajudou a evidenciar o nome de Bembury. Durante seu tempo lá, ele propôs o modelo “Peace be the Journey” para a New Balance. No fim de 2020, deixou o cargo na Versace e criou a Spunge, com uma linha própria de roupas e calçados. Sua primeira linha de acessórios em parceria com a New Balance será lançada em conjunto com seu novo calçado, o Yurt, tênis de caminhada que vem com um apito, caso o usuário se perca.

Bembury gosta de contar histórias com seus designs, mas também é muito pragmático. Para ele, é importante que seus produtos tenham alma e propósito. Seguir o próprio caminho tem sido uma estratégia arriscada, mas ele está disposto a correr o risco. “Estou igualmente assustado, motivado e inspirado. A questão agora é: para quem vou fazer os tênis, para ter um impacto em sua cultura? Qual será o look dessa campanha? Tenho de pensar em muito mais coisas que são de minha responsabilidade. Estou só me adaptando.”

Feira na Rosenbaum no DW! 2021

A Feira na Rosenbaum participa da 10ª edição do Design Weekend SP, entre os dias 03 e 10 no antigo galpão da Galeria Fortes D´Aloia & Gabriel, em Pinheiros, com curadoria assinada por Cris Rosenbaum, para apresentar o design nacional e independente de forma instigante e criativa.

Para a 10ª edição do Design Weekend SP, entre os dias 03 e 10 de outubro, a FEIRA NA ROSENBAUM ocupa o antigo galpão da Galeria Fortes D´Aloia & Gabriel para expor a alma brasileira, por meio do apoio aos designers independentes, artistas e artesãos.

Com curadoria assinada por Cris Rosenbaum, a FEIRA NA ROSENBAUM apresenta o design nacional e independente de forma instigante e criativa. Como agente catalisador da economia circular e criativa, promove a diversidade e as riquezas naturais e culturais do Brasil.

Escolhida para sediar o evento, a galeria se transforma em espaços cheios de arte, artesanato e design, ambientados com criações autorais de mais de 50 expositores. A iniciativa propõe instalações artísticas, música ao vivo e “comidinhas de Feira”, em edição Lixo Zero.

Nesta edição, a FEIRA NA ROSENBAUM cede espaço para homenagear o designer e mestre em marcenaria Morito Ebine, por meio de exposição de mobiliário artesanal contemporâneo produzido em seu ateliê, em Santo Antônio do Pinhal, São Paulo. Com a premissa da sustentabilidade, os móveis assinados por Morito, convidado especial, priorizam o respeito à matéria prima fornecida pela natureza e são produzidos com técnicas milenares de encaixes, que dispensam pregos e parafusos, para um resultado estético e estrutural, em contínuo embelezamento, através do tempo e do manuseio.

Reconhecida pelo esforço voltado à sustentabilidade social e ecológica, a FEIRA NA ROSENBAUM recebeu o Prêmio Muda das Edições Globo Condé Nast na categoria Gente, em 2019. Desde 2018, assumiu o compromisso em reduzir o impacto ambiental de suas edições, por meio da máxima redução de seus dejetos e da correta destinação de seus resíduos orgânicos e materiais recicláveis a fim de enviar a mínima fração possível de lixo para o aterro sanitário, conceito “Lixo Zero”. Essas ações contam com as consultorias ambientais das empresas sociais Roda Ambiental e Comida Invisível.

Com DNA para o apoio e promoção de comunidades criativas tradicionais, por meio do Instituto Socioambiental (ISA), que propõe soluções a questões sociais e ambientais com foco na defesa de bens e direitos sociais, coletivos e difusos relativos ao meio ambiente, ao patrimônio cultural, aos direitos humanos e dos povos, a FEIRA NA ROSENBAUM é membro associado da Origens Brasil, rede que garante negócios sustentáveis na Amazônia, em áreas prioritárias de conservação, com garantia de origem, transparência e ética. Como empresa participante, mantém seu firme compromisso com o Instituto Kabu, que representa nove aldeias das Terras Indígenas Menkragnoti e Baú, onde vivem os povos Kayapó.

Em paralelo, a Feira na Rosenbaum apoia o Estúdio 503, coletivo criativo com curadoria de Cris Rosenbaum e Paola Muller, e convida para a Semana de Exposição 503, de 04 a 10 de outubro, no espaço da Rua João Moura 503, em Pinheiros. Durante o evento, acontecerão os lançamentos da coleção de tapetes Jiboia, assinada por Paola Muller, artista têxtil, e pelo diretor criativo Michell Lott. A designer de objetos e joias Suka Braga também apresentará a Coleção Equilíbrio Instável. Além de Paola Muller e Suka Braga, participam da exposição os designers e as marcas Alex Rocca,  Heloísa Galvão, Janice Perez, Atelier Le Motif, Luli Ateliê, Nicole e Luiza Toldi, Omana Têxtil, Refúgio Design, Rosalva Siqueira, Saboaria Brasil, Vicente Lo Schiavo e Szolt.

Para esta edição, a FEIRA NA ROSENBAUM conta com o apoio da Suvinil.

AÇÕES DURANTE O DESIGN WEEKEND! 2021

PROGRAME-SE!

As ações acontecerão em dois espaços diferentes, confira abaixo os endereços de cada iniciativa*

04 DE OUTUBRO, SEGUNDA-FEIRA

*ESTÚDIO 503 Rua João Moura 503, conjunto 13, Pinheiros

DAS 11H ÀS 20H, EVENTOS PRESENCIAIS

LANÇAMENTO DA COLEÇÃO DE TAPETES JIBOIA,

POR PAOLA MULLER E MICHELL LOTT

@lolamuller @lottlott

LANÇAMENTO DA COLEÇÃO EQUILÍBRIO INSTÁVEL,

POR SUKA BRAGA

@sukabraga

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Uma foto preta e branca de uma mulher

Descrição gerada automaticamente

06 DE OUTUBRO, QUARTA FEIRA

*FEIRA NA ROSENBAUM NO DW!2021: Rua Fradique Coutinho 1500, Pinheiros

18H, PRESENCIAL E ONLINE @feiranarosenbaum

TALK “O ARTESANAL ENCONTRA O DESIGN BRASILEIRO”

Regina Galvão, curadora e jornalista especializada em arte, design e artesanato brasileiros, propõe o talk

com as participações dos designers Giacomo Tomazzi, Ana Neute, Paulo Biacchi e Zizi Carderari, do Estúdio Avelós.

@reginagalvaojornalista @giacomotomazzi @ananeute @paulobiacchi @estudioavelos

+

Foto preta e branca de homens posando para foto

Descrição gerada automaticamente

07 DE OUTUBRO, QUINTA FEIRA

*FEIRA NA ROSENBAUM NO DW!2021: Rua Fradique Coutinho 1500, Pinheiros

18H, PRESENCIAL E ONLINE @feiranarosenbaum

TALK  “MORITO EBINE”, DESIGNER E MESTRE EM MARCENARIA, CONVIDADO ESPECIAL DESTA EDIÇÃO

Winnie Bastian, arquiteta, jornalista especializada em design, arquitetura e interiores e criadora de conteúdo do blog Design do Bom,

propõe um diálogo entre Morito Ebine, designers e marcas autorais de marcenaria, como Paulo Alves, Farpa, Carlos Motta,

Toko Design Utilitário, Julia Krantz e  Ana Paula Tavares.

@designdobom @morito.ebine @pauloalvesdesign @farpa @carlosmotta

@tokodesignutilitario @juliakrantz @todososfogos_

+

09 DE OUTUBRO, SÁBADO

*FEIRA NA ROSENBAUM NO DW!2021: Rua Fradique Coutinho 1500, Pinheiros

A PARTIR DAS 15H, PRESENCIAL

DJS NA FEIRA NA ROSENBAUM

A dupla de DJs Silvio Azevedo e Giba Agrello performam Bossa Nova, MPB, rock clássico e outras surpresas!

@djgiba.djsilvio

EXPOSITORES

Entre os expositores, marcas de mobiliário, marcenaria, cerâmica, objetos, tapetes, arte, aromas, bem-estar, cama & mesa, moda e bijoux.

Alex Rocca @__alexrocca | Atelier Buriti @atelierburiti | Atelier Le Motif @a.lemotif | Atelier Monica Carvalho e Klaus Schneider @monicacarvalhoklausschneider | Aurea Sacilotto  @aureasacilotto | Aveia Tapeçaria Artesanal  @aveia.tapecaria | Bianca Barbato @bianca_barbato | Carolina Kroff  @carolinakroff | Casa Mizta @casamizta | Casa Na Árvore @casa.na.arvore | Cornicci @cornicci | Êmê @eme.brasil | Estúdio Avelós @estudioavelos | Estúdio Cruzeta @estudiocruzeta | Estúdio Morito Ebine  @morito.ebine | Estúdio Na Cavilha @estudionacavilha | Farpa @farpa_ | Frida Não Late @fridanaolate | Gilberto Gomes @gilbertogomes.o | Glauber Arbos @glauber.arbos | Greghi Design @greghidesign | Iaiá Estúdio @iaiaestudio | Instituto Socioambiental (ISA) @socioambiental | Janice Perez @janiceperez | Jucá Mobília @jucamobilia | Leo Sokolovicz  @sklvcz_leo | Lívia Canuto @liviacanuto | Lu Barros Artes @lubarrosartes | Luiza Caldari  @luizacaldari | Luli Ateliê  @luli_atelie | Maria Nuvem @marianuvem_ | Mercatto Casa  @mercattocasa | Mercedes West Joias @mercedeswestjoias | M.o.a Estudio @m.o.a_estudio | Montageart @montageart | Naisha Cardoso Atelier @naishacardosoatelier | Oca Design Brasileiro @ocadesignbrasileiro | Oiamo Design  @oiamodesign | Pana Têxtil @panatextil | Paola Muller @lolamuller | Paula Marques @paulamarques1971| Pavio de Vela @paviodevela | Pelle @pellle__ | Reboh Design @suzannereboh | Refúgio Design @refugio_design | Renata Barcelos @renata_barcelos_sculptor | Roberta Sa Faustini Design @robertasafaustini_design | Rosalva Siqueira @rosalva.arte | Saboaria Brasil @saboariabrasil | Schizzibooks @schizzibooks | Spiral Cerâmicas @spiralceramicas | Studio Ímã @studio_ima_acessorios | Therapy @therapybr

| Toko Design Utilitário @tokodesignutilitario | Traço Objetos @traco_objetos | Vanessa Lazzari @vanessalazzari | Zsolt @zsolt_oficial

COMIDINHAS E BEBIDINHAS

At Five_London Dry Gin @atfivegin | Cozinha Nove Patisserie @cozinha9patisserie | Kiro-Switchel @bebakiro | Pão Di Queijo Da Mineira @paodiqueijodamineira

* O público será recebido com todos os cuidados de higiene e as orientações do Protocolos de Saúde e Segurança pós-covid-19.

Logotipo

Descrição gerada automaticamente

A FEIRA USA O DESIGN PARA EXPOR A ALMA BRASILEIRA

Com o propósito de expor a alma brasileira, a Feira na Rosenbaum cria uma atmosfera multissensorial, que inclui uma narrativa visual, sabores, música, cheiros, cenários e encontros, em uma energia de casa aberta e acolhimento. Através de suas edições que reúnem artistas e artesãos, desde comunidades criativas tradicionais até designers independentes, a Feira na Rosenbaum leva ao público criações autorais com identidade brasileira, que ajudam a contar e promover a rica diversidade cultural, com suas expressões e saberes. A essência é a alma e tudo o que envolve tempo e significado.  Existe alma nos modos de construir coisas. No Brasil, tão diverso, os modos de criar são plurais. O jeito de ver beleza nas coisas também. A Feira abre os olhos para enxergar, nos fazeres tradicionais e contemporâneos, as variações criativas do que já existia, o sentido, a história e a estética das camadas do Brasil e de sua gente.

FEIRA NA ROSENBAUM

www.feiranarosenbaum.com.br

@ feiranarosenbaum f feiranarosenbaum  feiranarosenbaum

#FeiranaRosenbaum

Uma imagem contendo Interface gráfica do usuário

Descrição gerada automaticamente
Logotipo

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa

SERVIÇO

FEIRA NA ROSENBAUM NO DW!2021

ENTRADA GRATUITA

03 A 10 DE OUTUBRO | DAS 11H ÀS 20H | PRESENCIAL

RUA FRADIQUE COUTINHO 1500, PINHEIROS, SÃO PAULO SP

Instalação “HÁ QUEM DIGA QUE É VERDADE” | Curadoria Felipe Morozini | ESTAR MÓVEIS NO DW! 2021

Para a 10ª edição do Design Weekend SP, a ESTAR MÓVEIS apresenta a instalação HÁ QUEM DIGA QUE É VERDADE, com direção de arte e curadoria assinadas por Felipe Morozini, de 04 a 09 de outubro (de segunda a sábado), na Alameda Gabriel Monteiro da Silva 1080.

Em uma experiência imersiva, Felipe Morozini propõe uma reflexão sensível e obrigatória sobre o nosso tempo e o mundo irreal das redes sociais, baseada no Mito da Caverna, metáfora criada pelo filósofo grego Platão, no século IV a.C., uma tentativa de explicar a condição de ignorância em que vivem os seres humanos, aprisionados pelos sentidos e os preconceitos que impedem o conhecimento da verdade. Platão continua atual.

A instalação proporciona uma viagem ao interior da caverna, que se traduz por lar, o refúgio que traz conforto e protege. A caverna traz sombras e traz paz, à medida que as formas rígidas não são mais importantes. E, neste universo cavernal, lúdico, afetivo e amorfo, as pessoas criam suas próprias realidades.

Em uma geometria espacial, referente à realidade alienígena de outros planetas, superfícies brutas são aplicadas no espaço, nas artes e no design. Com provocações estéticas, questiona definições sobre o que é feio ou bonito.

A exposição dos produtos é potente, com trabalhos únicos feitos à mão, todos orgânicos. Participam do evento os criativos Humberto da Mata, Camila D’Anunziata, Cléo Döbberthin, Nicole Tomazi + Sergio Cabral, Ian Diesendruck, Silvia Jábali e Josephine Cho

SERVIÇO

ESTAR MÓVEIS NO DW! “HÁ QUEM DIGA QUE É VERDADE “

AL GABRIEL MONTEIRO DA SILVA 1080 | DE 04 DE A 09 DE OUTUBRO

DE 04 A 08 DE OUTUBRO, DAS 10h ÀS 19h

09 DE OUTUBRO, DAS 10h ÀS 16h


À frente da Estar Móveis, Edith Diesendruck e Raquel Fogelman comemoram 69 anos da marca. A Estar Móveis é uma empresa referência no mercado de mobiliário. Com essência contemporânea, os três endereços apresentam uma seleção descolada do design nacional. Produtos atemporais, com bom desenho e inventivos. A loja é concebida para ser um lugar de inspiração, informação e experimentação. É um laboratório de ideias e experiências, onde compartilhamos nossos valores.  Acreditamos no que fazemos, nossos móveis mostram quem somos. Os vendedores são capacitados e habilitados. Possuem uma intimidade com a coleção e provêm informações precisas dos produtos. A Estar Móveis possui um portfólio com mais de 10 mil itens selecionados que atendem às diversas necessidades e desejos. A ideia é que o cliente possa encontrar tudo em um só lugar.  

www.estarmoveis.com.br

@estarmoveis f Estar Móveis  Estar Móveis

Estar Conceito – Al. Gabriel Monteiro da Silva 1080, São Paulo SP – Tel. (11) 3081-9036

Matriz – Rua Jurubatuba 362, São Bernardo do Campo SP -Tel. (11) 4125-7743

Shopping de Móveis Moema – Av. Ibirapuera 3303, Loja 2 – São Paulo SP – Tel. (11) 5542-2494

Conheça os desafios e benefícios do armário-cápsula

Jornalista revela como tem sido a experiência de viver com um guarda-roupa pequeno e dá dicas para quem quer começar
JULYANA OLIVEIRA

Conheça os desafios e benefícios do armário-cápsula (Foto: Getty Images)

Faz pouco mais de dois anos que resolvi apostar no armário-cápsula. Desde então, recebo algumas mensagens de leitores que têm dúvidas sobre como aplicar o conceito em suas vidas e, principalmente, como mantê-lo. 


Posso dizer que, passado a primeira etapa de desapego, os outros passos são tão simples que até impressiona. O grande truque é o autoconhecimento. De nada adianta seguir regras do tipo ‘tenha 50 peças no armário’, se você tem 200 atualmente e usa quase todas. 

Mas então: como começar o desapego? Sugiro a imersão no mundo da personal organizar Marie Kondo. A japonesa sugere colocarmos todas as nossas roupas a nossa vista e respondermos a pergunta: quais destas peças me traz felicidade. 

Parece um tanto quanto estranho, mas garanto que você terá um resultado mais positivo do que imagina. Nessa etapa, além de desapegarmos daquelas roupas que não servem mais ou que não usamos há um bom tempo, encontramos também itens que estavam perdidos no armário e voilá, que alegria ter essa peça de volta no dia a dia. 

Seja sincero em suas respostas e não tenha medo de deixar ir embora aquela blusa que você comprou e nunca usou. Dessa forma, você vai reduzir seu número de peças sem sofrimento e sem uma meta criada por alguém que não te conhece. 

No entanto, para estabelecer uma média saudável, no geral são indicados manter de 50 a 70 peças. Eu comecei com 69 e atualmente possuo 60. Elas me fazem felizes e são fáceis de organizar. Mas o grande benefício do armário-cápsula, na minha opinião, é o consumo consciente. 

Ter 60 peças no armário permite que eu conheça cada uma delas (incluo roupas de ‘ficar em casa’ e pijamas na conta) e que eu saiba o que preciso e o que não preciso comprar. A verdade é que nesse período devo ter adquirido, no máximo, 10 itens novos, e sempre que um chega, outro vai embora. Ou seja: liquidações são muito mais fáceis de resistir. Aliás, nem são mais uma tentação. 

Mas como nem tudo são flores, vamos aos desafios do desapego e do guarda-roupa pequeno. Na minha experiência, deixei de fora da contagem bolsas e sapatos. Essa dupla sempre foi uma grande paixão e desapegar da minha pequena coleção ficou fora de cogitação. Se você tem um seção no armário que faz seu coração bater mais forte, sugiro deixá-la intacta. O objetivo aqui é zero sofrimento.

Além disso, um hora ou outra, você vai percebendo o que está realmente usando e o desapego surgirá mais fácil. Foi há dois meses que consegui doar metade dos meus sapatos. Afinal, eles estavam parados no armário e senti que era a hora certa. Já as bolsas, foram embora no início do ano, quando mudei de casa e me libertei do excesso com facilidade. 

Conheça os desafios e benefícios do armário-cápsula (Foto: Getty Images/iStockphoto)

Dúvidas frequentes sobre armário-cápsula

Quando decidi escrever essa matéria, abri uma caixinha de perguntas em meu Instagram e algumas delas vieram repetidas, então achei interessantes respondê-las aqui.

1. Quantas roupas posso ter no armário-cápsula? 
Comentei acima, mas trago aqui de forma mais exata. No geral, é indicado ter entre 50 e 60 peças. Na minha opinião, esse é o resultado alcançado aos poucos. Para quem está começando, sugiro desapegar com afinco, mas não se intimidar por número. Veja até consegue na primeira vez e, garanto, aos poucos seu guarda-roupa diminuirá com facilidade. 

2. Como acertar a paleta de cores?
Seguindo as regras do que te faz feliz, provavelmente, suas roupas favoritas terão já uma coerência entre si, afinal, inconscientemente, já sabemos as cores que nos servem melhor. No entanto, caso não se sinta seguro na decisão, indicaria fazer uma colorimetria para descobrir a sua paleta de cores. Eu fiz e, coincidência ou não, a maioria das peças que tinha no guarda-roupa já tinham os tons da minha cartela: outono quente.

3. É preciso pensar na modelagem das peças?
Não é preciso pré-definir nenhuma característica. Lembre-se: seu guarda-roupa deve ter as peças que você gosta de usar. Modelagens, tipos peças, cores… Tudo isso é uma escolha a partir da pergunta: o que te faz feliz? Uma curiosidade: eu me livrei de quase todas as calças, pois eu gosto mesmo é de vestidos e macações, mas só percebi depois de desapegar sem regras. 

4. A manutenção deve ser feita de quanto em quanto tempo?
A cada troca de estações. Assim, quando o inverno for embora, você guarda seus casacos pesados e traz de volta os vestidos levinhos. Nesta etapa, você consegue definir o que não foi usado para ir para doação e também identificar as peças que estão puídas e você não usará mais. Mais desapego se dor!

Conheça Daniel Jorge: o novo rosto do design brasileiro

Autodidata, o artista e designer Daniel Jorge se debruça sobre a cultura brasileira e suas próprias vivências para idealizar peças de mobiliário originais e carregadas de história
REGINA GALVÃO | FOTOS PEU GOMES/DIVULGAÇÃO

Designer brasileiro Daniel Jorge

O novo rosto do design brasileiro atende pelo nome de Daniel Jorge, um mineiro que morou a maior parte da vida no Rio de Janeiro. Lá, estudou nos prédios dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), implantados pelo governo estadual entre 1983 e 1994 com projeto educacional de Darcy Ribeiro, onde travou contato com a arquitetura de Oscar Niemeyer. Hoje, aos 30 anos, divide-se entre Minas, Rio e Salvador. “Eu me considero um andarilho”, diz.

Conheça Daniel Jorge: o novo rosto do design brasileiro (Foto: Peu Gomes/divulgação)
A cadeira Tourinho mescla o estilo manoelino das igrejas de Salvador com o equilíbrio construtivo das obras de Lina Bo Bardi – a peça, em três tonalidades de madeira, é um lançamento da +55design

Andarilho também foi o avô Sebastião, capaz de percorrer 20 quilômetros por dia pela região da zona da mata mineira, e depois relatar saborosas histórias de suas façanhas aos netos. “Ele tocava acordeão, e era puxador nas festas de Folias de Rei na minha cidade, Recreio. Aos 40 e poucos anos, perdeu a visão, mas não a alegria. Com ele, aprendi a ver o tempo através do amor: dizia que não era necessário correr, mas simplesmente estar aqui, aproximando as pessoas e se aprimorando.”

Conheça Daniel Jorge: o novo rosto do design brasileiro (Foto: Peu Gomes/divulgação)
Módulos da escultura de pedra-sabão Grão Mestre, realizada com artesãos mineiros para a casa de um publicitário

Embora tenha cursado design de produto no Senac e arquitetura (incompleta) na UFMG, Jorge prefere ser chamado de autodidata. Por quê? Para deixar um recado: “Se eu estou aqui, vocês também podem estar.” Com aptidão para o desenho, vendia suas criações aos vizinhos. “Sou designer e artista visual desde quando me entendo por gente”, afirma.

Aos 10 anos, inventou um alfabeto próprio, o Mínkhar, baseado na geometria fractal, que, segundo ele, o auxilia a encontrar caminhos identitários. Intuitivo, atribui à mãe, Maria Alice, sua coragem para enfrentar os desafios.“No design, na arquitetura e na arte, é preciso mil goles de coragem para fazer aquilo em que se acredita sem a interferência do todo.”

Com a mãe, fundou o Estúdio Dan – DesignArt Now, plataforma multidisciplinar de pesquisa. “As narrativas partem da minha observação sobre o espaço e das trocas que ele me proporciona. Começo pensando em arte, para depois transformá-la em design.” Seu primeiro produto industrial, a cadeira Tourinho, apresentada no mês passado, segue esse ideal.

Chamado para projetar a decoração da casa do publicitário baiano Pedro Tourinho, Jorge desenvolveu essa e outras peças, além de uma escultura de 15 metros de altura para o imóvel, em Salvador. Durante o processo, conheceu Tatiana Amorim, amiga de seu cliente e uma das sócias da +55design. “Gostei do trabalho dele e pedi para me enviar seu portfólio”, conta Tatiana. “Mostrei-o à Ticiana [Villas Boas], minha sócia, e à Clarissa [Schneider], curadora da marca. As duas, como eu, adoraram a cadeira e decidimos produzi-la.”

O traço do móvel deriva das constantes investigações do designer e traz referências do estilo manoelino, presente nas igrejas baianas do período colonial, e do equilíbrio construtivo que Jorge enxerga nas obras de Lina Bo Bardi, outra influência feminina. Depois de um ano de muitos testes e protótipos, a Tourinho ganhou ergonomia perfeita e assento e encosto de couro.

Para o segundo semestre, ainda estão previstos outros lançamentos do designer pela +55design: um banco, que é também um instrumento musical, e uma luminária com inspiração no candomblé. Mais do que devoção, a religião africana suscita a busca pela identidade. “Como artista e designer, tenho de perseguir minhas origens. Sou de Minas Gerais, com um amor incondicional pela Bahia. Trago, em mim, o coração do Brasil.”

Móveis para organizar uma pequena casa | Gavetas com um orçamento de US $ 100

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Desta vez fiz uma gaveta de armazenamento com DIY 🌿
Vivemos em 30㎡, então não temos muito armazenamento, então tentamos não carregar muito.
Enquanto eu vivia, precisava de mais coisas e decidi fazer um armazenamento 😊
É fácil de usar mesmo em uma sala pequena e foi planejado para que não haja sensação de opressão.
Em um futuro próximo, gostaria de resumir como fazer DIY também!
Eu espero que você dê uma olhada.

NEVER TOO SMALL 40sqm/431sqft small apartment design – Lycabettus Hill Studio

Introducing our book! Never Too Small: Reimaging Small Space Living. Available now at our store https://www.nevertoosmall.com/store

Almost completely submerged underground, this once dark and congested storage space was gutted by SOUTH architecture and transformed into a bright, comfortable and fully equipped studio apartment. The addition of a sculptural partition wall allowed SOUTH to create distinct functional living areas whilst also enhancing the flow of natural light throughout. The clever inclusion of an arched circular opening between the living room and bedroom doubles as both a desk and vanity, while unique, custom-designed furniture in the living room, bedroom and kitchen further defines the spaces and adds to their functionality.

Quase completamente submerso no subsolo, este espaço de armazenamento antes escuro e congestionado foi destruído pela arquitetura do SUL e transformado em um apartamento estúdio bem iluminado, confortável e totalmente equipado. A adição de uma parede divisória escultural permitiu que o SOUTH criasse áreas de estar funcionais distintas, ao mesmo tempo que aumentava o fluxo de luz natural por toda parte. A inclusão inteligente de uma abertura circular em arco entre a sala de estar e o quarto funciona como uma escrivaninha e penteadeira, enquanto os móveis exclusivos e personalizados na sala de estar, no quarto e na cozinha definem ainda mais os espaços e aumentam sua funcionalidade.

housetour #architecture #design

Music:
Still in Motion By One Man Band

Produced by New Mac Video Agency
Creator: Colin Chee
Director/Camera Operator: Alina Lefa and Xenofan Varardos
Producer: Lindsay Barnard
Editor: Colin Chee

Cupertino: Apple revela planos de escultura usando areia de 58 desertos do mundo

Mais de 400 colunas de vidro fundido combinarão todos os desertos do planeta em uma escultura externa semelhante a uma onda
By ALDO TOLEDO | atoledo@bayareanewsgroup.com | Bay Area News Group

Uma escultura pública chamada “Mirage” envolverá areia de 58 desertos ao redor do mundo dentro de tubos de vidro fundido que lembram uma duna de areia no Apple Park de Cupertino. (Courtesy of Apple) 

CUPERTINO – Uma nova escultura de arte pública feita de areia de 58 desertos do mundo transformará a aparência de um olival fora do centro de visitantes do campus da Apple no verão de 2022.

Batizada de “Mirage” pela artista escocesa Katie Paterson e pelo escritório de arquitetura alemão Zeller & Moye, a escultura consistirá de 400 colunas de vidro fundido puro feitas de areia do deserto e formadas em três paredes transparentes semelhantes a ondas que imitam uma duna do deserto.

Funcionários da Apple disseram que a escultura é um projeto multimilionário que envolve uma equipe de dezenas de artistas, arquitetos, geólogos e especialistas em deserto, todos com o objetivo de criar um espaço público ao ar livre na enorme sede da empresa em Cupertino.

“Nosso objetivo é reunir todos os desertos da terra”, disse Paterson. “Os visitantes poderão caminhar de leste a oeste em torno de cada deserto do planeta. Vamos fazer deste um espaço microcosmo que traz todos esses desertos imensos e diversos ali mesmo para o Apple Park. ”

Não será pouca coisa pegar areia de todos os desertos do mundo, derretê-la em vidro e montá-la em Cupertino.

Paterson – conhecido por obras expansivas como Hollow no Royal Fort Gardens em Bristol, Reino Unido – disse que um projeto dessa escala não foi feito antes e será necessária cooperação em nível global para realizá-lo.

Fabricar vidro com areia do deserto é algo que Paterson pensou em fazer antes, mas depois de fazer parceria com Zeller & Moye, a escultura “realmente ganhou vida”, disse ela. As duas equipes trabalharam juntas antes de 2016 em Hollow, uma estrutura semelhante a um dossel feita de árvores do mundo todo.

Os planos do escritório de arquitetura prevêem três segmentos de linhas feitas de colunas de vidro conectadas em um espaço central, dando ao espaço três “entradas principais”, disse Moye. A natureza de forma livre da escultura criará pequenos nichos e bolsos onde as pessoas podem experimentar um momento de silêncio enquanto são envolvidas pela estrutura, disse Moye.

“Estamos trabalhando com esses materiais de forma experimental, mas focando em um material como o núcleo da arte: areia do deserto”, disse Moye. “Tem essa qualidade artesanal por causa do vidro fundido, então vai apresentar muitas variações e formas e descolorações.”