Novos designs (e suas obras) captam o espírito de Miami

Cidade da Flórida oferece centro de artes, galerias e projetos inovadores
Sam Lubell, The New York Times

O Museum Garage é uma estrutura de concreto de sete andares, com vagas para 800 carros e coberto por obras encomendadas. Foto: Moris Moreno para The New York Times

Miami é famosa por sua arquitetura art déco colorida, geométrica e maravilhosa. Mas os arquitetos – inspirados por seu ambiente tropical, sua abertura ao futuro e seu espírito hedonista – nunca deixaram de criar prédios inovadores na cidade. Adaptando-se a um lugar que adora celebridades, quase todos os arquitetos famosos e muitas estrelas em ascensão construíram lá na última década. Entre os grandes nomes estão Frank Gehry, Rem Koolhaas, Zaha Hadid, Herzog & De Meuron, Grimshaw, César Pelli, Richard Meier, Arquitectonica, Rafael Moneo, Jean Nouvel e Bjarke Ingels.

Os resultados estão espalhados por toda a cidade, de Miami Beach ao fervilhante Design District. E, se você gosta de estacionamentos, saiba que agora a cidade conta com aquela que deve ser a coleção mais sensacional do mundo. O Museum Garage, uma estrutura de concreto de sete andares, com capacidade para cerca de 800 carros e (em breve) lojas no térreo, fica a 10 minutos de carro do centro da cidade.

Para criar a fachada, o arquiteto e curador Terence Riley contratou designers da WORKac, Mayer H, Clavel Arquitectos, Nicolas Buffe e de sua própria empresa, a K / R, no intuito de realizar o que ele chama de “Exquisite Corpse” [algo como “cadáver requintado”], uma mistura de obras de arte estranhas e montadas nas paredes de maneira um tanto caótica. “Ant Farm” [Fazenda de formigas] combina gráficos coloridos com olhos mágicos, para espiar o movimento do formigueiro de pessoas e carros. 

“Urban Jam” [Geleia urbana] tem 45 carrocerias metálicas de ouro e prata encaixadas como peças de Tetris. “Barricades” [Barricadas] é uma tortuosa grade de barreiras de tráfego nas cores branca e laranja fosforescente. Mas, em Miami, ninguém criou novos projetos mais impressionantes que os arquitetos suíços Herzog & De Meuron. Seu edifício mais incomum e excepcional é o 1111 Lincoln Road, outro estacionamento futurista.

Sua estrutura de concreto exposto, com lajes bem afuniladas e de alturas variadas, cria uma forma maleável, que revela o movimento dos carros lá dentro e cria espaço para grandes eventos. O edifício conta com lojas no térreo e um terraço com paredes de vidro no último andar. A linha do horizonte de Miami está prestes a receber mais uma surpresa excepcional com a conclusão do One Thousand Museum, projetado pelos arquitetos do escritório de Zaha Hadid.

O condomínio de luxo de 62 andares se ergue como um alienígena furioso que vai se metamorfoseando e expondo suas entranhas metálicas à medida que avança sobre a cidade. Seu exoesqueleto de concreto curvo, que fica mais espesso e mais fino conforme a necessidade, funciona como uma moldura estrutural, deixando as unidades de alto padrão praticamente sem colunas. Concluído em 2013, o Pérez Art Museum Miami, de Herzog & De Meuron, ancora os 120 mil metros quadrados do Museum Park, de frente para o mar, bem próximo ao One Thousand Museum.

O intrincado edifício conta com uma série de galerias de concreto flutuantes, abrigadas por uma vegetação densa e sombreadas por um pavilhão todo emaranhado. Ele se abre para a beira-mar com uma varanda ampla e escadas abertas. A coleção do museu se concentra na arte dos séculos XX e XXI das Américas, Europa Ocidental e África, dispondo também de uma das maiores coleções de arte cubana contemporânea.

Localizado perto de Indian Creek, em Mid-Beach, o Faena Forum, novo centro de artes assinado pelos arquitetos do escritório OMA, é o coração de um empreendimento que inclui hotéis, condomínios, mercado e estacionamento. Pintado em um branco gritante, o Forum consiste em um cilindro e um cubo interligados, ambos cortados por janelas de diversos formatos e com teatros, salas de exposições e salas de reunião cheias de claridade natural. Um corte incisivo sob o cilindro cria uma entrada extraordinária.

Mas a mais nova aquisição do cenário artístico da cidade é a casa do Instituto de Arte Contemporânea de Miami, obra do escritório Aranguren & Gallegos. Tal como acontece com as lendas do art déco de Miami Beach, a fachada principal do edifício funciona como um letreiro, atraindo as pessoas com seus painéis de metal perolados e geometricamente dispostos.

Alguns ficam recuados, para fazer com que todo o edifício pareça brilhar por dentro durante a noite, deixando as elegantes letras metálicas se destacarem como um logo eficaz. No interior, as galerias tomam três andares flexíveis de pé-direito duplo, fartamente iluminados através da fachada norte, que, toda feita de vidro, se abre para uma praça na parte de trás do edifício.

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Bialetti, que fabrica as tradicionais cafeteiras italianas, chega ao Brasil

Criada em 1933, a Moka já ganhou status de item colecionável

Preparar um cafézinho faz parte do ritual diurno de quase todos os brasileiros. E, mesmo sem ser nacional, a cafeteira Moka, fabricada pela Bialetti, está presente em muitas casas por aqui – só em 2018, foram 72 mil peças vendidas no Brasil. Lançada em 1933, a Moka Express já atingiu o nível de item colecionável e, em algumas casas, fica exibida como objeto decorativo. Afinal, até o MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova York) mantém exemplares do utensílio em seu acervo por sua importância na história do design industrial.

Perto de completar 100 anos (que acontece em 2019), a Bialetti acaba de inaugurar no Brasil uma loja oficial online: www.bialettishop.com.br. Lá, além da criação do italiano Alfonso Bialetti, em diversas cores além da versão tradicional em alumínio, será possível encontrar outros tipos de utensílios domésticos, como cremeiras, bules, moedores manuais e elétricos e pour over para café coado.

Uma curiosidade: o homenzinho de bigode que aparece estampado nas cafeteiras é uma caricatura de Renato Bialetti, filho de Alfonso, que assumiu os negócios do pai depois da 2ª Guerra Mundial e foi o responsável por propagar a Moka Espress pelo mundo.

Arquiteta Juliana Vasconcellos fala sobre transição para o mundo do design

Arquiteta que hoje desenha móveis tem sua produção veiculada com importantes galerias do mundo

A arquiteta e designer Juliana Vasconcellos. Foto: André Klotz

O ofício de desenhar móveis surgiu na trajetória da arquiteta Juliana Vasconcellos a partir de suas vivências de escritório. “Comecei a projetar peças específicas para personalizar meus interiores até que um dia resolvi pensar neles de forma independente”, afirma a hoje, também, designer, que conta com sua produção veiculada em importantes galerias de design colecionável do mundo, como a Nilufar, de Milão. “Minha primeira oportunidade de mostrar meu lado designer se deu quando eu participei da Mostra Black, em 2015, em São Paulo. Eu e o Matheus Barreto executamos um ambiente com móveis futuristas que havíamos desenhado e recebemos um convite da Legado Arte para criar móveis de design contemporâneo”, conta Juliana, que, de lá para cá, não parou mais, tendo participado de feiras especializadas como a Made, a ArtRio e a SP-Arte, além das semanas de design de São Paulo e de Milão; conforme ela ralata nesta entrevista ao Casa. [Marcelo Lima]

A linha Gosth, de mesa e aparador de aço inoxidável, produzida em parceria com a Mekal.  Foto: André Klotz

Como se deu a sua transição do mundo da arquitetura para o de design de mobiliário?
Nos primeiros anos de formada só trabalhei com arquitetura. Passados uns cinco anos, mais ou menos, eu sentia o mercado um tanto quanto engessado e decidi me aventurar nos interiores para poder produzir desenhos mais artísticos, mais alinhados a um conceito. Assim, de forma natural, comecei a desenhar os móveis para dotar os projetos de maior coerência e personalidade e foi a partir deles que foram surgindo minhas primeiras coleções.

Você viveu em algumas cidades do mundo onde o mercado do design colecionável é bastante consolidado. Como vê a cena brasileira no setor?
Vejo nos últimos cinco anos um avanço enorme impulsionado especialmente por feiras como a Made, a ArtRio e a SP-Arte. Esses eventos movimentam o mercado criativo de design contemporâneo, que aproveitou a carona da supervalorização dos móveis modernos brasileiros, de onde vieram, inclusive, os primeiros colecionadores de mobiliário. Hoje muitos colecionam exemplares de séries limitadas produzidos também por designers contemporâneos. Mas ainda acho que temos muito a crescer. O fato de alguns profissionais já estarem no circuito internacional ajuda a chamar a atenção para o que está sendo feito por aqui agora, destacando nossa produção. Os Irmãos Campana são o maior exemplo disso.

A matéria-prima parece ser prioritária em seus móveis. É a partir dela que surge o desenho?
Na maioria das vezes, sim. A matéria define a plasticidade, as formas, as técnicas possíveis a serem exploradas, o que acaba delineando a peça. Adoro pensar em um material e as ideias virem na sequência. Mas o contrário também acontece, a forma vindo anteriormente a ele.

Marca do Reino Unido chamada Argos vende “meia” árvore de Natal que resiste a ataques de pets

Estrutura está sendo comercializada por cerca de 164 reais


Quem tem animais de estimação sabe do risco que corre ao montar uma bela árvore de Natal com preciosos enfeites. Com o passar dos dias, a sua dedicação em montar a estrutura se transforma em pecinhas espalhadas pela casa e entre dentes dos bichinhos. Pensando neste caso natalino, uma marca do Reino Unido chamada Argos resolveu comercializar uma “meia árvore” de Natal, que está sendo vendida a 33 libras esterlinas, cerca de 164 reais.

A estrutura parece ter sido simplesmente aparada em suas partes inferiores. Na descrição do produto, a empresa explica:

“Mantenha as suas bugigangas, laços e sinos perfeitamente colocados fora do alcance de crianças curiosas, rastejantes ou patas brincalhonas dos seus gatos com esta árvore”, conta.

A marca também ressalta que, devido à altura da árvore, é possível encaixar mais presentes em sua base.

“É também uma ótima alternativa para a árvore tradicional, se você é um pouco apertado para o espaço”, complementa.

Forma, segundo a função

Designer apresenta sua primeira linha de torneiras e misturadores desenhados para a Docol
Marcelo Lima – O Estado De S.Paulo

A linha Mix & Match para a Docol, com diferentes possibilidades de composição e acionamento Foto: Docol

Habituada a desenhar móveis e objetos, a designer Baba Vacaro se sentiu bem à vontade para criar sua primeira linha de torneiras, misturadores e monocomandos para a Docol. “Tenho grande experiência no âmbito dos ‘equipamentos’ de interiores. Nos momentos de dificuldades fui bem orientada pela equipe técnica da marca”, conta ela, que investiu em total versatilidade e geometria ‘ultra-slim’ na linha Mix & Match. “A ideia é que as peças permitam compor projetos personalizados, que reflitam a essência de quem assina ou habita os espaços”, conforme ela afirmou, nesta entrevista ao Casa.

Sendo você, prioritariamente, uma designer de móveis e objetos, qual foi a maior dificuldade que encontrou ao projetar um equipamento?
Penso que o designer deve ser um grande solucionador de problemas, sejam quais forem eles. Dada uma questão, usamos nossas melhores ferramentas para, antes de tudo, entender muito bem o problema, sob todos os seus pontos de vista, para só então gerar ideias que possam criar uma solução que seja boa para todos: para quem usa e para quem o produz. Esse é o processo do design. Assim, não vejo diferença em desenhar um móvel, um objeto, uma luminária ou um equipamento. As condicionantes técnicas são apenas parte da equação e, no caso, contei com todo o suporte da equipe Docol.

Em se tratando de produtos do tipo, acredito que o exercício criativo acabe sendo mais limitado. Como você contornou a questão?
Pelo contrário! Se pensarmos no exercício criativo como expressão da individualidade do designer, aí sim, acho que temos muitas limitações técnicas . Para começar, as peças precisam ser industrializáveis, ou seja, devem se encaixar dentro das características e recursos de cada empresa. Por outro lado, na indústria, o exercício da criatividade é fundamental. Ele gera inovação. Não apenas no sentido estético, mas em tudo o que compõe o projeto de um novo produto. Por isso, temos que ser criativos em todas as fases do processo. Devemos nos colocar questões prévias: como melhorar aquilo que já vem sendo feito, de tantas maneiras, há tempos, e por tantas empresas diferentes? Como ser inovador para além da forma inesperada? Para ganhar espaço na mente do consumidor, para que ele passe a escolher seu produto, qual a melhor solução que podemos oferecer?

Estética, inovação, ou ambos? Quais atributos você priorizou no projeto da nova linha?
Em termos de inovação, a linha Mix & Match oferece várias soluções de projeto: você pode combinar os diferentes tamanhos de bicas com os acionamentos que desejar. São muitas as combinações possíveis, de forma que o arquiteto, ou o consumidor final, se torna parte atuante no projeto, ou seja. De certa forma, é ele que conclui o meu trabalho ao escolher a combinação que mais gosta, que melhor se encaixa em seu projeto. Visualmente, os produtos buscaram ter o menos ‘design’ possível, ou seja, suas formas são absolutamente simples e silenciosas. Não há nada ali que não seja necessário e essencial: o próprio acabamento dos volantes, com estrias, é o suficiente para que a forma mais simples do mundo (um pequeno cilindro) se torne utilizável de forma prática e eficiente. A mão não escorrega, nem se estiver ensaboada. Sua usabilidade está garantida pelo acabamento da superfície. É a velha máxima da forma seguindo a função. Parece pouco, mas por trás desta aparente simplicidade existe uma grande complexidade técnica, capaz de garantir um funcionamento perfeito e um acabamento impecável. Tudo isso garante um belo efeito estético. Inovação e estética andando juntas! É assim que deve ser.

A designer Baba Vacaro Foto: Gabriel Chiarastelli

Novas formas de pensar o plástico no design

Lili Tedde e Nicole Tomazi fizeram palestra sobre o assunto neste sábado (10), quinto dia do Casa Vogue Experience
Foto: Wesley Diego Emes

Lili Tedde e Nicole Tomazi

A designer Nicole Tomazi e a trend forecaster Lili Tedde se reuniram na tarde deste sábado (10), quinto dia do Casa Vogue Experience, para uma palestra, oferecida pela Braskem, sobre as “Novas formas de pensar o plástico no design”.

Lili falou sobre a sua experiência como editora-chefe da revista Bloom, edição Terra Chama, focada em sustentabilidade. Entre os ensaios da publicação, aparecem os trabalhos da designer Inês Schertel, praticante do slow design na produção de suas peças feitas de lã. “A gente precisa ter cuidado com o que consome e o que descarta”, disse.

(Foto: David Mazzo) Taissa Buescu, diretora de redação da Casa Vogue, Lili Tedde e Nicole Tomazi

Já Nicole mostrou diversos itens feitos de plástico assinados por diferentes designers, como Philippe Starck, e a coleção de vasos com textura bico de jaca do Maurício Arruda para a Vasap Design. Ela também mostrou alguns de seus trabalhos como a coleção Urbaneza e o tapete Laguna para a By Kamy.

Além disso, falou sobre a sua participação no programa Desafio de Design Braskem 2018, reality show sobre o mundo do design filmado em São Paulo e transmitido pela internet.

Finlândia terá primeiro ônibus autônomo que funciona na neve

Empresa japonesa MUJI assina o projeto do veículo, que será lançado em 2019

thys1Quando o assunto é tecnologia, o Japão não cansa de impressionar. A empresa japonesa MUJI projetou o primeiro ônibus de direção autônoma capaz de funcionar em qualquer condição climática. O veículo foi batizado de Gacha Bus e será lançado em março de 2019, em Helsinque, na Finlândia.

casfDe acordo com o site Design Boom, o ônibus de silhueta arredondada – sem partes dianteira ou traseira definidas – tem capacidade para 16 pessoas: dez sentadas e seis em pé e foi feito em parceria com a empresa finlandesa Sensata 4.

thyagApós o lançamento, outras três cidades da Finlândia farão o teste de tráfego. Segundo a publicação, as condições meteorológicas dificultam o uso do ônibus autônomo no país. No entanto, a nova tecnologia testada em condições árticas garantiram o funcionamento do veículo em qualquer circunstância.