6 projetos com luminárias feitas de papel

Ideias para inserir esses objetos na decoração
POR NATÁLIA MARTUCCI FOTOS CAROLA RIPAMONTI, ALESSANDRO PADERNI, BRUCE BUCK E REPRODUÇÃO

Belas, simples e serenas, as luminárias de papel estão com tudo no décor.

Sala de jantar com papel de parede botânico

Na casa milanesa projetada pelo escritório @marcantetesta, a luminária de papel misturada com o papel de parede botânico da @coleandson e as cadeiras de vime promovem um clima natural. Foto: Carola Ripamonti

Floresta urbana

A simplicidade dessas peças são um ótimo contraponto para ambientes cheios de plantas, bem no estilo urban-jungle.

Living com cores fortes

Na casa de Patrícia Moroso, a luminária de mesa Akari de Isamu Noguchi e o sofá Gentry, de Patricia Urquiola para Moroso. Foto: Alessandro Paderni

Quarto minimalista com paredes escuras

Nesse quarto com paredes escuras, a Pion, da Hay, feita em papel composto, fornece uma luz difusa.

Degradé no quarto infantil

No quarto infantil, várias luminárias foram combinadas formando um charmoso degradê.

Peça statement

Nesse projeto no Brooklin, em Nova York a inspiração foi a calma alcançada pelo design japonês. O objetivo era aplicar na propriedade o conceito de “simplicidade redutiva” e fazer com que o espaço que tinham disponível parecesse maior e mais amplo. Foto: Bruce Buck
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Memórias afetivas e uma antiga padaria inspiram criações do estúdio Färg & Blanche

Conheça móveis, luminárias e outros itens criados pela dupla na Design Week de Estocolmo 2019
POR LIV CHAGAS, DE ESTOCOLMO

Uma antiga padaria, um edifício no estilo townhouse e as memórias de uma designer conceituaram uma nova coleção de peças e uma das exposições mais badaladas da Design Week Estocolmo 2019. Os designers Fredrik Färg e Emma Marga Blanche, do estúdio Farg&Blanche, decidiram usar como palco da sua nova coleção um edifício de 1889, que pertenceu ao tataravô da designer. Suas lembranças afetivas viraram belas luminárias e móveis.  

O fato daquele lugar ter sido uma padaria no passado (e seu carro chefe um tradicional biscoito crisp sueco, redondo e com furo no meio) rendeu uma grande inovação profissional para os sócios. Ele foi a principal inspiração para a criação da colorida luminária de vidro Knackebröd. O material foi utilizado pela primeira vez na trajetória criativa do estúdio.

Também inspirado pelo negócio da família, Ema e Fredrik desenvolveram a Heartlamp – uma luminária parecida com um coração, um pão ou até mesmo uma nuvem – uma materialização lúdica de uma memória afetiva. Os castiçais que parecem velas derretendo também são inspiradas na infância da artista. Já o o piso de marchetaria do edifício, com formas de estrelas, nortearam as lindas mesas com os pés no mesmo formato e tampo marchetado.

As peças estiveram reunidas em uma das exposições mais badaladas da Design Week 2019 de Estocolmo, que aconteceu entre 4 e 10 de fevereiro. 

ABIMAD’27: confira os destaques da feira

Entre os dias 05 e 08 de fevereiro, São Paulo recebe a Feira Brasileira de Móveis e Acessórios de Alta Decoração. Casa Vogue selecionou as principais novidades
POR MARIANA CONTE

Poltrona Veleiro, da Plataforma 4 para a Butzke

O enorme pavilhão do São Paulo Expo recebe, entre os dias 05 e 08 de fevereiro, a primeira edição do ano da ABIMAD – Feira Brasileira de Móveis e Acessórios de Alta Decoração. São 164 expositores de móveis, tapeçaria e objetos, além da programação de talks, que inclui um bate-papo entre a nossa Diretora de Conteúdo Taissa Buescu e o arquiteto Carlos Rossi amanhã (07/02) às 15h. A seguir, confira alguns dos principais lançamentos:

Entre as novidades da Butzke, que está comemorando 120 anos, a famosa cadeira diretora ganha revestimento de neoprene com estampas exclusivas em parceria com a Mormaii.
Na Lovato Móveis, o balanço Aziz tem assinatura do designer Rodrigo Karam e é uma peça lúdica, que pode ser usada até como divisória de ambientes.
Sérgio J Matos lança o banco Taturana, de corda náutica e disponível em 17 cores. Além disso, o designer começa uma parceria com a marca piauiense Trapos&Fiapos e eles apresentaram juntos a tapeçaria Chita, com fibra de taboa e corda náutica. Outras peças estão por vir como resultado dessa união.
Entre as novidades da Artefama, está a cadeira Deli, que permite uma vasta combinação de cores.
Na Feeling Estofados, destaque para a Poltrona e para o Puff Zara. A marca trouxe na produção do estande a luminária Rovere, da Madelustre, que também expõe na ABIMAD’27.
Bell’Arte apresentou a coleção Oceanos, que levanta a bandeira da sustentabilidade. O sofá Ilhas, assinado por Ricardo Barddal, é todo modular, com encosto móvel, podendo ser montado de diferentes maneiras.
As mesinhas da linha Oásis, de Rejane Carvalho Leite para a Ville Art, têm formas orgânicas e acabamento em latão escovado.
Na 6F Decorações, a coleção Afeto traz novos lustres, cômodas e acessórios para montar lindos cantinhos na decoração.
O destaque da Via Star fica por conta do tapete Blend. A peça é fabricada na Bélgica com lã espanhola.
No estande da O Galpão há muitas peças novas com fibras naturais, como estas luminárias.
A coleção Urban da ADM Móveis conta com banqueta, cadeira e banco com estrutura e detalhes em metal pintado.
Na Móveis James, um dos destaques são as mesas de centro Arquelis, assinadas por Ramon Zancanaro e feitas com madeira e vidro acidato, material que permite uma reprodução impressa dos mármores calacata e marquina.
As mesinhas Hago, de Bruno Faucz para a Móveis James, também apresenta um mix de materiais: couro, ferro e madeira.
A cadeira Moi, de Marcelo Ligieri para a Doimo, ganhou o IF Product Design Award 2019 e também está na feira.
A poltrona Fiera era uma das estrelas da Salvatore. A peça, que também combina couro, aço e madeira, tem assinatura de Fabricio Roncca.
Na Lazz Interni, o mix de materiais também foi a aposta da linha Tecno, com multilaminado flexível, lâmina de cinamomo e detalhes em aço banhado em dourado
Tapetah trouxe o universo das artes para a tapeçaria. Obras do polonês Franciszek Michalek, que produziu grandes murais em locais públicos da Polônia durante a década de 1970, agora estampam tapetes como esse, mantendo vivo o seu legado. O sofá Pedras, assinado pelo Ponto Eu, também é um lançamento da marca.
Línea Home lançou a coleção Outro Inverno 2019 e a principal novidade são os duvets, capas de edredom, sempre feitos de linho com algodão.

3 tendências de empreendedorismo entre designers que você precisa saber

Além de desenvolver um produto, profissionais precisam aprender a apresentá-lo ao público, explica professor

Foto Getty Images

Atitudes empreendedoras são cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho e, consequentemente, alcançam as grades de instituições de ensino, dispostas a preparar os seus alunos para os novos tempos. Entre elas, aparece o Centro Universitário Belas Artes que, em fevereiro de 2017, reforçou o Núcleo de Empreendedorismo e Inovação(NEI) e passou a acompanhar não só estudantes que já tinham projetos em desenvolvimento, mas os “clarouros” diante desse novo cenário. “Quanto mais cedo, a tendência de gerar negócios é maior”, disse Dario Vedana, coordenador do NEI. 

Lá, os estudantes podem pensar em um projeto, criar um protótipo, validar e lançá-lo. Depois, ainda recebem monitoria sobre questões diversas questões, como logística e marketing.

Entre os casos de sucesso, aparece o de Gabriela Rossato, que estudou Arquitetura e Urbanismo na instituição, e lançou a marca SeuPetArt. Ela cria obras em quadros, pôsteres e capinhas de celular com imagens de bichos de estimação. Além das vendas, ela reverte parte do lucro para entidades que resgatam e tratam de animais abandonados. 

Outros nomes é o The Calla Guide, um serviço de assinatura que entrega mensalmente uma caixa de cosméticos veganos aos clientes. 

A pedido da Casa Vogue, Vedana citou três atitudes empreendedoras que se mostram tendência no mercado.

Confira:

1- Faça você mesmo
Hoje, está mais fácil empreender que anos atrás. A popularização de novas tecnologias digitais, ferramentas de negócios e meios de pagamento online e novos conhecimentos globais – antes restritos a grandes empresas e governos – contribui para desenvolver uma ideia e transformá-la em um negócio lucrativo e sustentável.

Segundo Vedana, é possível ver empreendedores que, além de criarem um novo produto, assumem o controle de diversas frentes, como divulgação e marketing, seja na criação de vídeos, fotos e sites. Um exemplo são as redes sociais e o Instagram, que vem sido usados como vitrine para diversos trabalhos.

2 – Felicidade e propósito
Outro ponto em comum entre os novos empreendedores é a busca por um trabalho que ele acredite, com um propósito. “Ele está disposto a fazer o que o faz feliz”, diz Vedana. Outro ensinamento importante é saber enfrentar possíveis obstáculos no percurso. “É saber lidar com erro e encarar o fracasso como um grande aprendizado na vida”

3 – Impacto social
Outra tendência no setor, de acordo com o especialista, é desenvolver projetos que causem impacto social. “É preciso retornar para a sociedade o que você está ganhando, [em áreas] que têm a ver com a sua causa”, disse. “A essência do design está nisso, e o nosso papel é poder despertar nos jovens o que eles têm de melhor”.

Além disso, reforça, é ajudar os estudantes a tomar consciência do que é importante para eles e que resolve os problemas atuais.

“Grandes negócios começam pequenos e sustentam porque ajudam as pessoas em suas necessidades”, conclui.

Arquitetos e designers apresentam propostas para a casa canina

Mostra ‘Architecture for Dogs’ está em cartaz na Japan House

Projeto realizado para a mostra em cartaz na Japan House Foto: Hiroshi Yoda

Casa de cachorro é assunto sério também para arquitetos como o japonês Shingeru Ban que, sob a curadoria do designer Kenya Hara, participam da mostra Architecture for Dogs, em cartaz na Japan House, até abril deste ano, e que reúne 14 habitações para cães de diferentes raças. Convidado pela instituição, o FGMF, que também assina o projeto da exposição, é o primeiro escritório na América Latina a integrar a mostra, com um projeto inspirado nos hábitos do cãozinho Bartolomeu: um Yorkshire Terrier, mascote da equipe, que, em tempos de espaços cada vez menores, pode funcionar também de mesa de apoio. [Marcelo Lima]

Biblioteca de materiais incentiva busca por soluções sustentáveis entre designers

Belas Artes possui acervo com mais de 5 000 diferentes tipos de materiais; é possível agendar visitas

A biblioteca Material BA-Z do Centro Universitário Belas Artes reúne mais de 5 000 diferentes tipos de materiais. O espaço atrai estudantes e profissionais que podem tocar, cheirar e conhecer as peças catalogadas – como diferentes tipos de madeira, cerâmica e tecidos – , para desenvolver novos projetos e até mesmo novas opções de matérias para as suas criações.

A coleção da Belas Artes tem como foco a cultura brasileira e latino-americana, suas ancestralidades, tradições, valores, assim como os biomas do Brasil.

Ela foi composta por itens dados por empresas, doadores e peças criadas por professores e alunos, e distribuída em dois ambientes, de 200 m² e 300 m², além de vitrines expostas pela universidade.

Diante do amplo catálogo, os estudantes podem pensar em soluções e alternativas para matérias primas vinda de fontes não renováveis, por exemplo.

“Esse ano vai ser dedicado a ciclo de vida do plástico e materiais emergentes”, conta o coordenador de Design da Belas Artes, Fernando Laterza.

A biblioteca conta também com um programa de computador que apresenta a história e contexto da origem dos materiais. “Essas questões são tão importantes quanto as propriedades físicas”, ressalta.

O espaço, que funciona há pouco mais de cinco meses, também recebe visitantes por meio de agendamento (é possível marcar pelo e-mail fernando.laterza@belasartes.br).

Móveis para os dias de hoje

Dupla de arquitetos e designers comentam a coleção Monica, que acabam de lançar pela Etel Design

Os arquitetos e designers Sarkis Semerdjian e Domingos Pascali

À dupla de arquitetos Domingos Pascali e Sarkis Semerdjian sempre agradou a possibilidade de desenhar móveis. Mas a atividade só começou a tomar contornos mais definidos há cerca de cinco anos, quando desenharam um sofá para um de seus clientes. “Ele gostou tanto do resultado que contatou diretamente a Etel Design afim de obter um orçamento para a execução da peça. Poucos dias depois, recebemos uma ligação da dona da marca nos propondo não apenas colocar o móvel em linha, mas tudo o mais que já tivéssemos projetado”, conta Semerdjian que acaba de lançar Monica, a primeira coleção completa da dupla para a tradicional movelaria paulistana. “A leveza das peças, em contraste com seus materiais e acabamentos sofisticados, foi o que mais me chamou a atenção no trabalho deles. Eles trazem um móvel gostoso de olhar, que propõe uma nova relação com seus usuários, afirma Lissa Carmona, sócia e curadora da Etel, que vislumbra um futuro longo e promissor para a parceria. “A marca tem nos ajudado a viabilizar muitas de nossas ideias, especialmente ao torná-las mais simples”, comenta Pascali, que, ao lado do sócio, apresenta a nova coleção aos leitores do Casa. [Marcelo Lima]

A coleção Mônica, tendo no primeiro plano a poltrona Aldo, que pode ser vestida e, ao lado, o pufe Neco Foto: Rui Teixeira

Vocês já haviam desenhado móveis antes?
Sarkis Semerdjian: Sim, já havíamos lançado algumas peças esporadicamente, como a luminária Ani, que acabou sendo premiada no mundo todo. Em geral, a maior parte das peças de design são criadas por mim. Normalmente, as boas ideias vêm nos momentos de tédio. Porém, do primeiro esboço ao produto final existe um longo processo de lapidação. É a partir deste momento que a colaboração do Domingos se torna mais efetiva, pois aprimoramos juntos as ideias iniciais, o que acaba, por vezes, até dando origem a novas peças.

A atual coleção mescla rigor construtivo a uma carga extra de jovialidade e cor. Isso veio de uma determinação inicial ou surgiu naturalmente?
Domingos Pascali: Esse desenho leve e com maior frescor é algo que sempre buscamos, inclusive nos nossos projetos de arquitetura. Mas, em se tratando de móveis e objetos, em geral somos muito ‘insatisfeitos’ com tudo, por isso sempre buscamos algum tipo de inovação. Podemos dizer que essa permanente busca pelo novo faz parte do DNA do nosso trabalho. No caso desta coleção, porém, procuramos atingir uma nova estética. Explorar uma linguagem que pudesse ser, a um só tempo, clássica e contemporânea.

Vocês já afirmaram pretender criar móveis menos estáticos, mais capazes de dialogar com o mundo de hoje. O que isso significa na prática?
SS: As formas de morar, receber amigos e de interagir com os objetos vem mudando. As nossas relações, sejam com as pessoas ou com os objetos, podem ser muito efêmeras. Por isso, não sei se conscientemente, ou não, nossas peças são mutáveis e interativas, quer dizer, você pode usá-las das mais diferentes formas. Em suma, você pode usar as peças como quiser e alterar sua relação espacial ou funcional com elas. Isso para nós é ser atual.