Estúdio inglês Furthermore cria coleção de móveis feitos de rocha lunar fictícia

Designers londrinos imaginam material trazido de missões espaciais
FOTOS MIHAIL NOVAKOV

Situada entre a arte e o design, a coleção Moon Rock, do escritório inglês Studio Furthermore, é uma verdadeira viagem interplanetária. A recém-lançada série de móveis feitos de alumínio foi imaginada para parecer como se tivesse sido confeccionada com um raro material encontrado no espaço.

Estúdio cria coleção de móveis feitos de rocha lunar fictícia (Foto: Mihail Novakov)
Estúdio cria coleção de móveis feitos de rocha lunar fictícia (Foto: Mihail Novakov)

Junto com o lançamento das peças – bancos, mesas e luminárias de formas e tamanhos variados – os designers de Londres criaram uma narrativa que levanta questões realistas sobre a escala e o impacto dos materiais industriais no design.

Diz o texto divulgado pelo estúdio em seu site oficial: “A rocha lunar rica em minerais é a mais rara das rochas aqui na Terra. Há um total de apenas 382 Kg trazidos de volta por poucas missões espaciais bem-sucedidas, cerca de 50 anos atrás. Os projetistas especulam como tudo isso muda quando as atividades industriais se expandem em direção às estrelas.”

A história deve gerar, no mínimo, uma boa discussão sobre o uso dos recursos naturais.

Estúdio cria coleção de móveis feitos de rocha lunar fictícia (Foto: Mihail Novakov)
Estúdio cria coleção de móveis feitos de rocha lunar fictícia (Foto: Mihail Novakov)

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Knoll lança exposição sobre a Bauhaus com curadoria do OMA e Ippolito Pestellini Laparelli

por Niall Patrick Walsh Traduzido por Vinicius Libardoni

© OMA / Photography by Fred Ernst

Para celebrar 58ª edição do Salone del Mobile di Milano, fabricante de móveis mundialmente conhecida Knoll apresentou uma exposição em comemoração ao centenário da Bauhaus. O projeto expositivo e curadoria foram realizados em parceria entre o OMA / Ippolito Pestellini Laparelli e Domitilla Dardi. O showroom da Knoll, implantado em plena Piazza Bertarlelli no centro de Milão, foi organizado em quatro diferentes espaços interativos que convidam os visitantes a participar e se envolver com o Salone del Mobile que toma as ruas da cidade lombarda neste mês de abril. [ArchDaily]

© OMA / Photography by Fred Ernst
© OMA / Photography by Fred Ernst

Parceria do Google com cientistas mostra que o design afeta a saúde

Exposição A Space for Being, em Milão, foi desenvolvida com pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA

Uma parceria do Google com cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, quer provar que o design afeta a saúde e o bem-estar das pessoas. A mostra A Space for Being, em exposição no Spazio Maiocchi durante a semana de design de Milão, apresenta três salas com interiores projetados de acordo com os princípios da neuroestética – um ramo da ciência que explora como a estética visual pode afetar nossos cérebros e fisiologia.

Parceria do Google com cientistas mostra que o design afeta a saúde (Foto: Divulgação)

Cada ambiente tem diferentes sons, aromas, texturas e iluminação – o objetivo é estimular os sentidos dos visitantes de diversas maneiras para mostrar como o design pode ter um impacto positivo ou negativo no bem-estar mental.

Antes de entrar nas salas interativas, os visitantes recebem uma pulseira desenvolvida pelo Google em parceria com o International Arts + Mind Lab da Universidade Johns Hopkins, liderada por Susan Magsamen. O objeto vem equipado com sensores para medir respostas físicas e fisiológicas específicas, como frequência cardíaca e condutividade da pele.

Parceria do Google com cientistas mostra que o design afeta a saúde (Foto: Divulgação)

Depois de experimentar cada um dos três ambientes, os visitantes recebem um relatório personalizado informando-os em quais espaços eles se sentiram “mais confortáveis” ou “à vontade”, com base em suas respostas fisiológicas em tempo real. O diagnóstico vem na forma de um círculo pintado em aquarelas, com áreas azuis para mostrar quando o visitante estava à vontade, e salpicos de rosa para quando o visitante foi estimulado ou animado por alguma coisa.

Suchi Reddy, arquiteto e fundador do estúdio de arquitetura Reddymade, projetou os espaços e os decorou com produtos da marca de design dinamarquesa Muuto. Esse critério fez com que as três salas seguissem uma estética comum, o que ajuda a evitar que o gosto pessoal influencie as reações dos visitantes, de modo que os resultados vêm puramente dos gatilhos sensoriais.

Parceria do Google com cientistas mostra que o design afeta a saúde (Foto: Divulgação)

O primeiro ambiente, Essential, apresenta tons quentes e terrosos, com móveis macios e iluminação. Reddy fez referência à estética das cavernas ao projetar a sala, com o objetivo de criar um espaço semelhante a um útero.

Parceria do Google com cientistas mostra que o design afeta a saúde (Foto: Divulgação)

A segunda sala, Vital, foi projetada para ser mais divertida, ostentando cores vibrantes e feixes de luz que cruzam o espaço.

Parceria do Google com cientistas mostra que o design afeta a saúde (Foto: Divulgação)

Por fim, a sala final, Transformativa, é descrita como mais “refinada”, caracterizada por tons suaves de aço, madeira e couro.

Os três ambientes destinam-se a refletir os espaços da vida cotidiana, como salas de estar e de jantar, para ajudar as pessoas a perceberem que têm o poder de melhorar seu próprio bem-estar com mudanças simples na casa. “Uma vez que entendemos o que o design e a arquitetura são capazes de fazer, podemos mudar o ambiente e criar espaços que atendam às nossas necessidades de maneira consciente”, disse Reddy ao Dezeen.

“Os objetos que você escolhe afetam seu bem-estar e seu corpo, e o fato de que a neurociência está provando isso é emocionante para nós”, disse Ivy Ross, vice-presidente de design de hardware do Google, em entrevista ao site.

Arquiteta e designer, Fernanda Marques apresenta a linha de cubas Infinit, desenhada por ela para a Roca

Arquiteta Fernanda Marques Foto: Drauzio Tuzzolo

Desenhar uma cuba para banheiros e lavabos não é dos projetos mais comuns no portfólio dos designers. Até porque envolve diversas limitações técnicas, nem sempre aparentes, mas que podem acabar por limitar sensivelmente o raio de ação do profissional. No caso da arquiteta Fernanda Marques, porém, o convite para criar uma linha delas para a espanhola Roca foi mais do que bem-vindo. “Gosto de desafios e o que poderia ser uma limitação acabou se revelando o maior trunfo do objeto”, conta ela, se referindo à determinação, por parte da marca produtora, de que ela trabalhasse como paredes cerâmicas externas muito finas na criação do objeto. “Isto posto, fomos buscar um desenho universal. Uma cuba leve, que pudesse ser usada no lavabo e em todos os demais banheiros da casa, de acordo com cada necessidade”, conta Fernanda, que acaba de lançar a linha de cubas Infinity, durante a última Expo Revestir, no mês passado, em São Paulo, de onde ela falou com exclusividade ao Casa. [Marc elo Lima]

Como surgiu o convite da Roca?
Minha relação com eles teve início em 2014 com o projeto Impressões, no qual fui convidada para efetuar uma intervenção em uma cuba da marca. De lá para cá nossas relações se estreitaram e recebi o convite para projetar o Roca Gallery, um novo conceito de show room ainda inédito no Brasil, onde os produtos são desvendados, mais do que apresentados, e que deve ficar pronto nos próximos anos. Isso tudo acabou me levando a me envolver cada vez mais com os produtos da marca, até que surgiu o convite.

Qual o maior desafio que você encontrou no projeto e sob quais aspectos ele inova?
Acredito que a escala, muito menor do que estou acostumada a trabalhar, foi o mais complicado. Depois, encontrar a proporção mais adequada, de maneira a manter a leveza que exercito em meus projetos. Neste sentido, a tecnologia ultraleve oferecida pela Roca foi fundamental. Ao mesmo tempo em que permite a construção de peças mais robustas, de bordas arredondadas, possibilita a obtenção de objetos mais leves, logo mais sustentáveis.

Como você trata do espaço banheiro em seus projetos de interiores, tanto em termos funcionais, quanto estéticos?
Sem dúvida com o mesmo rigor que imprimo ao tratamento das áreas sociais. Afinal, é preciso considerar que trata-se do espaço onde iniciamos e encerramos nosso dia. No mais, como em todos os ambientes e objetos que desenho, tento esticar ao máximo a linha tênue que se coloca entre funcionalidade e estética.

Modelo da linha Infinity de cubas de sobrepor, com superfície interna colorida, e previsao de chegada ao mercado para o segundo semestre Foto: Juan Guerra
Peça com duas cubas e saboneteira ao meio em formato de grelha Foto: Vivi Spaco

Escola de Bauhaus inaugura um museu que desafia a extrema direita

Museu expulso da Alemanha pelos nazistas em 1930 celebra seu centenário com a inauguração, nesta semana, de um novo museu político
Por AFP

Bauhaus: escola de design terá a partir de sábado, 6, seu templo em Weimar (Wikipedia/Divulgação)

A escola de design da Bauhaus, atual fundadora da arquitetura contemporânea, celebra seu centenário na Alemanha com a inauguração, nesta semana, de um novo museu muito político e que tem em vista a extrema direita de ontem e de hoje.

Fundada em 1 de abril de 1919 e expulsa da Alemanha pelos nazistas nos anos 1930, a Bauhaus terá a partir de sábado seu templo em Weimar, onde nasceu esta corrente artística e que deu seu nome à breve democracia alemã de entre guerras.

“Não poderão ver esta inauguração separada de seu contexto político”, afirmou à AFP Wolfgang Holler, diretor dos museus de Weimar.

A cidade fica no estado regional de Turingia, na ex-Alemanha Oriental, que se tornou reduto do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD). Este último aspira a ter resultados de dois dígitos tanto nas eleições europeias de maio como nas regionais previstas para o outono.

“A Bauhaus era, desde o início, muito política. E é então uma ocasião perfeita para iniciar uma conversa, em particular com os jovens”, acrescenta Holler, que espera 100.000 visitantes por ano.

Justaposições fascinantes

O museu foi construído em seu contexto histórico, e o arquiteto Heike Hanada o desenhou em um espaço que data da República de Weimar, entre um edifício nazista e edifícios construídos durante a era comunista.

“Atingi meu objetivo principal, que era que o museu pudesse enfrentar a arquitetura nazista”, disse Hanada ao jornal local Thüringer Allgemeine.

“Estas justaposições fascinantes falam muito da forma como o país vê a si mesmo”, ressaltou Wolgang Holler.

Uma janela foi colocada especialmente no último andar do museu para que se possa ver o memorial do campo de concentração nazista de Buchenwald.

Gigantescos retratos contemporâneos de sobreviventes desse campo foram colocados esta semana sobre os edifícios na avenida que vai da estação de Weimar até o museu.

O fotógrafo Thomas Müller explicou a uma rádio alemã que as fotos buscavam desafiar o AfD, cujas figuras principais fazem declarações controversas sobre o nazismo e o holocausto.

“De olho nas eleições (regionais) em Turingia, devemos enfrentar nossa história de forma responsável”, apontou, quando as pesquisas dão à extrema direita 20% dos votos.

A perseguição da Bauhaus está em muito boa posição no museu, que conta como a escola e seu fundador Walter Gropius fugiram de Weimar a Dessau (centro) em 1925, depois a Berlim em 1930, antes de que o movimento fosse proibido pelo regime nazista em 1933.

“Aprende-se o quão difícil pode ser para os que estão à frente de seu tempo”, lembra o diretor dos museus de Weimar.

Bunker

Mas este exílio forçado facilitou que o movimento conquistasse o mundo com a ideia de fazer coisas práticas, simples e belas, e suas ideias estão presentes nos iPhones e nos móveis Ikea contemporâneos.

Obras icônicas do design estão exposta no novo museu, como as cadeiras revolucionárias de Marcel Breuer ou o bule de Marianne Brandt.

Alguns críticos ressaltam, no entanto, que o edifício do museu de Weimar, um cubo cinza muito sóbrio que custou 27 milhões de euros, tem mais aspecto de bunker militar que de grande lugar arquitetônico.

“Alguns o compararam inclusive com a Wolfsschanze”, o nome do quartel-general de Hitler na Polônia durante a Segunda Guerra Mundial, admite Holler.

“Mas queremos algo que diga: ‘Não nos escondemos’”, aponta Holler.

Paraíso dos minimalistas: Muji abre seu terceiro hotel em Ginza, no Japão

No mesmo endereço, a marca também inaugura sua maior loja, com cinco andares e mais de 7.000 produtos
Por BÁRBARA ÖBERG

Um dos quartos do Muji Hotel em Ginza (Foto: Divulgação)

Os fãs da gigante oriental de design Muji, que oferece objetos variados, como roupas, artigos para viagem, utensílios domésticos, itens de papelaria e móveis, já têm um ponto de parada obrigatória quando passarem por Tóquio, no Japão.

A marca acaba de abrir sua maior loja entre os seus 990 endereços pelo mundo. Nos 4.000 metros quadrados de espaço, do térreo até o sexto andar, estão espalhadas gôndolas recheadas com mais de 7.000 produtos que levam a assinatura da Muji. Opções gastronômicas, como padaria e restaurante, além de uma galeria de arte, também ficam alojadas no prédio. 

A visita não acaba por aí, nos outros cinco andares, a Muji abriu uma terceira unidade da sua rede de hóteis (os outros dois funcionam em Pequim e Xangai).

Muji Hotel Ginza (Foto: Divulgação)

O empreendimento é inaugurado com 79 quartos decorados com produtos Muji. De colchões confortáveis, toalhas felpudas, pijamas super leves a luzes de LED e hidratante, os espaços oferecem o design minimalista e discreto da marca, pisos de carvalho, tatames e paredes de barro.

Muji Hotel Ginza (Foto: Divulgação)

Febre na Europa, a empresa ficou conhecida por vender artigos de estilo minimalista, em cores serenas, e privilegiando as matérias-primas naturais e recicladas. Além disso, também é uma da precursora do movimento no-brand (“sem marca”, em português). Ou seja, nenhum item tem logos ou etiquetas com o nome da marca.

Muji Hotel Ginza (Foto: Divulgação)

Os quartos são acolhedores, funcionais e se parecem mais com pequenos apartamentos de Tóquio do que quartos de hotel, apesar de seu tamanho relativamente modesto. 

Drew Barrymore lança coleção de móveis e decoração inspirada em viagens

Linha repleta de cores vibrantes e pegada bo-ho foi feita em parceria com a gigante Walmart

Musa das comédias românticas, a atriz norte-americana Drew Barrymore lançou nesta semana uma coleção de móveis e itens de decoração inspirada em viagens.

Batizada de Drew Barrymore Flower Home, a linha com pegada boho foi desenvolvida em parceria com a Walmart, que fica responsável pelas vendas.

Drew Barrymore lança coleção de móveis e decoração inspirada em viagens  (Foto: Divulgação)

A coleção de Drew conta com mais de 200 itens com preços que variam entre 18 dólares (cerca de 70 reais), para vasos decorativos de cerâmica, e 899 dólares (3 512 reais), por um sofá.

Com cores vibrantes, estampas e acabamentos em veludo, a Drew Barrymore Flower Home oferece uma variedade de móveis, cortinas, cerâmica e até camas para animais de estimação.

Drew Barrymore lança coleção de móveis e decoração inspirada em viagens  (Foto: Divulgação)

“Eu sempre tive um amor por criar espaços alegres – lugares onde impressões e padrões inesperados, formas e estilos, e cores e texturas se juntam da maneira mais agradável”, disse Drew, em anúncio da marca.

“Minha nova coleção de móveis e decoração é inspirada por essa paixão e espero que isso inspire a todos a se sentirem em casa.”

Essa coleção é mais um desdobramento da marca criada por Drew em 2013, que avançou sobre o mercado de beleza acessível com a FLOWER Beauty.