10 peças com linhas minimalistas para decorar a casa

Esta lista inclui itens com formas simples, que unem estilo e utilidade. Com ênfase em tonalidades suaves, a seleção ressalta as funções dos móveis e objetos, que são ideais para composições sóbrias e elegantes
Por Camila Santos (@cami_asantos)

Os tons neutros e as formas limpas predominam no décor desta cozinha minimalista integrada à sala de jantar. O projeto foi criado pela marca dinamarquesa Brdr. Krüger — Foto: Divulgação/ Brdr. Krüger

Regido pela famosa frase do arquiteto Mies Van Der Rohe que afirma que “menos é mais”, o minimalismo quer levar paz e serenidade aos espaços, em oposição à agitação cotidiana. Para que você aplique esse lema ao lar, criamos uma lista com 10 peças que vão inspirar esta transformação. Confira abaixo!

1. Vaso Lâmina – Atelier André Ferri

10 peças com linhas minimalistas para decorar a casa — Foto: Divulgação

Feito em latão ou alumínio, pintado de preto ou branco, o item apresenta detalhe em madeira – que é atemporal e remete ao aconchego. Parte de uma linha desenvolvida em 2022, o vaso Lâmina conta com versões verticais e horizontais, a exemplo do modelo acima.

2. Cadeira Tubo – Wentz Design

10 peças com linhas minimalistas para decorar a casa — Foto: Divulgação

Segundo a descrição da marca, “o tubo materializa um desenho longo e sinuoso que percorre as partes da cadeira em um fôlego só”. Toda estofada em tecido WE–KNIT – malha 3D feita a partir de PET reciclado -, a peça tem estrutura em aço com pintura eletrostática e espuma.

3. Coleção Curva – Cultivado em Casa

10 peças com linhas minimalistas para decorar a casa — Foto: Divulgação

Item comum nas casas de aço, a curva de 180º foi ponto de partida para o desenvolvimento da linha, que inclui espelhobanco e luminária. Guiado por este elemento, o estúdio elaborou itens que transmitem suavidade, em contraste à rigidez do material que compõe as peças.

4. Cachepot Onda – Artefacto Home

10 peças com linhas minimalistas para decorar a casa — Foto: Divulgação

Um dos protagonistas dos jardins urbanos, o cachepot ganhou mais destaque durante a pandemia, período em que os cuidados com as plantas aumentaram significativamente. Este modelo da Artefacto Home é feito de cerâmica e tem borda sinuosa, que proporciona o efeito de movimento ao décor.

5. Cômoda Verga – Atelier Gustavo Bittencourt

10 peças com linhas minimalistas para decorar a casa — Foto: Divulgação

Para a criação do móvel, o designer procurou evidenciar a leveza do metal como estrutura, tentando minimizar ao máximo sua percepção. “Por isso a escolha de apenas duas barras estruturais subindo do chão e dando continuidade como puxadores”, diz Gustavo. Em contrapartida, a madeira foi adicionada para trazer acrescentar texturas, criando um equilíbrio entre os materiais.

6. Mesas laterais Alegra – Studio Linda Martins

10 peças com linhas minimalistas para decorar a casa — Foto: Divulgação

Com o intuito de proporcionar alegria ao ambiente – como o nome já antecipa -, a linha mistura cores e diferentes elementos. Os tampos das mesas foram desenvolvidos em granilite e as bases foram produzidas em metal, exibindo traços minimalistas e contemporâneos.

7. Mesa de Jantar Slab – Tom Dixon, na Firma Casa

10 peças com linhas minimalistas para decorar a casa — Foto: Divulgação

Em casas ou apartamentos, a mesa de jantar é um móvel indispensável para quem gosta de reunir a família e amigos em ocasiões especiais. Em madeira carvalho natural, a peça assinada pelo designer britânico integra uma coleção que possui mesa de escritório, cadeiras e bancos.

8. Luminária de piso Less F – Fernando Prado para Lumini

10 peças com linhas minimalistas para decorar a casa — Foto: Divulgação

Marcada pelo desenho discreto, a luminária é ideal para compor vários tipos de decorações. Essa versatilidade é comprovada pelas possibilidades de tons disponíveis no portfólio da marca, que variam de matizes mais claros aos mais escuros.

9. Vasos Três Irmãs – Alva Design

Masha, Olga e Irina, as três irmãs da famosa peça de teatro escrita pelo dramaturgo russo Anton Tchekhov (1860 – 1904), emprestam seus nomes a estes três vasos em pedra-sabão. Com silhuetas distintas, as linhas delicadas presentes no conjunto demonstram feminilidade.

10. Cabideiro For – Jader Almeida

Complemento que pode ser utilizado em vários cômodos – como quartosescritórios e salas de estar -, o cabideiro pode ser feito com estrutura em aço carbono, latão ou cobre. O brilho sofisticado é uma boa alternativa para criar uma atmosfera mais descontraída, sem excessos.

A’ Design Award & Competition – Chamada de Inscrições

Por Vy Yang


Chamando todos os designers que desejam mostrar seus designs em uma plataforma internacional: o prazo para o A’ Design Award & Competition está se aproximando rapidamente! 30 de setembro marca o prazo normal do concurso, após o qual as taxas de inscrição tardias se tornam efetivas e as avaliações preliminares gratuitas sobre como seu design se sairia no concurso não serão mais fornecidas. Para registrar e enviar seus designs, visite adesignward.com .

Há tantas razões para entrar nesta competição de design. Além de um troféu exclusivo, os vencedores receberão inclusão no ranking mundial de design, a rara oportunidade de vender seu design vencedor, ampla publicidade e relações públicas por meio de meios de comunicação de design e muito mais . Se você tem um conceito, protótipo ou produto acabado, você pode enviar seus projetos em qualquer uma das mais de 100 categorias , incluindo categorias especiais como o Good Industrial Design Award e o Good Architecture Design Award. Durante o processo de julgamento , seu projeto será avaliado por um júri internacional de acadêmicos, profissionais de design e membros da imprensa que poderão lhe dar um feedback inestimável.

Para ajudar a inspirar seu registro e envio, aqui estão alguns dos nossos designs favoritos do concurso do ano passado. Fique atento quando anunciarmos os designs vencedores da competição deste ano em 15 de abril de 2023!

O assento da cadeira de balanço por Jiangying Guo

cadeira de balanço

Banco multifuncional Arasta por Surton

banco verde moderno

Poltrona Flow da Mattice Boets

poltrona azul

Relógio Decorativo Salvador de Shelly Agronin

Foto: Studio Linden

Poltrona Kuan por Fnji Ltd – Frank Chou

poltrona estofada de metal

Mesa de Café Arc por Hung Yuan Chang e Yu Hsien Chen

Foto: Chie Chen Huang

Mesas de cabeceira Platão e Aristóteles por Daniele Mezzetti

mesas de cabeceira no quarto

Poltrona giratória Especie de Zanini de Zanine

Foto: 21 Mobiliario, Poltrona Especie

Memphis de Nora Voon

Foto: Katie Zhang

A partir deste domingo (04/09) Programação DW! 2022: Feira na Rosenbaum | Refúgio Design | ESTAR MÓVEIS

FEIRA NA ROSENBAUM NO BIXIGA
HOTSPOT DW! 2022

FEIRA NA ROSENBAUM NO BIXIGA

HOTSPOT DW! 2022

EXPOSIÇÃO

“MÃOS DO BRASIL, A FORÇA DA CRIAÇÃO”

CURADORIA CRIS ROSENBAUM E TAÍSSA BUESCU

04 A 11 DE SETEMBRO | 11H ÀS 20H

SMARTSTORAGE | RUA JOÃO PASSALAQUA 66 | BIXIGA | SP

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Mapa

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SERVIÇO:

FEIRA NA ROSENBAUM NO DW! 2022 | EVENTO GRATUITO

EXPOSIÇÃO “MÃOS DO BRASIL, A FORÇA DA CRIAÇÃO”

SMARTSTORAGE | RUA JOÃO PASSALAQUA 66 |  BIXIGA | SP

04 A 11 DE SETEMBRO | DAS 11H ÀS 20H

Ícone

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Forma

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REFÚGIO DESIGN OCUPA O EMBLEMÁTICO EDIFÍCIO 7 DE ABRIL

PROJETADO PELO ICÔNICO ESCRITÓRIO TÉCNICO RAMOS DE AZEVEDO & SEVERO VILLARES

E APRESENTA A EXPOSIÇÃO GABINETE SETE

PARCERIA COM O PROJETO KURADORIA 177

* INAUGURAÇÃO PARA MÍDIA E CONVIDADOS | DOMINGO | 04 DE SETEMBRO | DAS 15H ÀS 20H *

RUA BASÍLIO DA GAMA 177, REPÚBLICA, SÃO PAULO

ABERTO AO PÚBLICO | 05 A 20 DE SETEMBRO | DAS 11H ÀS 20H | GRATUITO

Diagrama, Desenho técnico

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SERVIÇO

REFÚGIO DESIGN NO DW! 2022 | OCUPAÇÃO DO EDIFÍCIO 7 DE ABRIL  REFÚGIO DESIGN APRESENTA: GABINETE SETE

RUA BASÍLIO DA GAMA 177, REPÚBLICA, CENTRO

*EVENTO DE INAUGURAÇÃO | DOMINGO | 04 DE SETEMBRO | DAS 15H ÀS 20H* (EVENTO FECHADO PARA CONVIDADOS E MÍDIA)

ABERTO AO PÚBLICO: 05 A 20 DE SETEMBRO | DAS 11H ÀS 20H | GRATUITO | AGENDAMENTO PELA PLATAFORMA SYMPLA

https://www.sympla.com.br/kuradoria-177–refugio-design-apresentam-gabinete-sete__1683021

Forma

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ESTAR MÓVEIS NO DW! 2022

EXPOSIÇÃO

“TUDO QUE NÃO FOI DITO”

DIREÇÃO DE ARTE POR FELIPE MOROZINI

PRESS PREVIEW

SEGUNDA-FEIRA | 05 DE SETEMBRO | 10H

ESTAR MÓVEIS NO DW! 2022

05 A 10 DE SETEMBRO

Alameda Gabriel Monteiro da Silva 1080

SEGUNDA A SEXTA, DAS 10H ÀS 19H | SÁBADO, DAS 10H ÀS 16H

SERVIÇO

ESTAR MÓVEIS NO DW! | “TUDO QUE NÃO FOI DITO “ | 05 A 10 DE SETEMBRO

PRESS PREVIEW | 05 DE SETEMBRO | 10H

05 A 09 SETEMBRO, DAS 10H ÀS 19H | 10 DE SETEMBRO, DAS 10H ÀS 16H

AL GABRIEL MONTEIRO DA SILVA 1080 | DE 05 DE A 10 DE SETEMBRO

TERÇA, 23/08 I GALERIA TEO + AMDMB convidam para visita guiada + Palestra | Exposição Centenário Jorge Zalszupin

Em parceria com a Associação Mobiliário e Design Moderno Brasileiro – AMDMB, a GALERIA TEO convida para a visita guiada à Exposição Centenário Jorge Zalszupin e para a palestra “Zalszupin 100 anos”, a serem realizadas no dia 23 de agosto, às 15h, na Rua João Moura 1298.

O evento cultural tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre o legado do mestre modernista e a valorização do Design Moderno Brasileiro. A palestra “Zalszupin 100 anos” conta com as participações de Jayme Vargas, Sergio Campos e Teo Vilela Gomes, galerista e curador da exposição.

Com diversas publicações sobre Mobiliário Moderno Brasileiro, Jayme Vargas é historiador, pesquisador, colecionador e preside a AMDMB. Formado em Sociologia pela USP, Sergio Campos é escritor, curador, colecionador e galerista, proprietário da Artemobilia. Com livros publicados sobre o design moderno brasileiro,  atua como diretor-cultural da AMDMB. A GALERIA TEO é membro associado da Associação Mobiliário e Design Moderno Brasileiro.

Com expografia realizada por Teo Vilela Gomes e pelo arquiteto e designer gráfico Claudio Novaes, a mostra reúne 70 valiosos móveis e objetos, originais e certificados, parte acervo da própria galeria e outra parte gentilmente cedida por colecionadores para a exposição.

EXPOSIÇÃO CENTENÁRIO JORGE ZALSZUPIN
Crédito das imagens fotos por Nelson Kon e Ramanaik Cunha Bueno

As peças que estão em exibição, por si só, revelam as ideias e o processo criativo de Jorge Zalszupin. Foram selecionados móveis  em jacarandá maciço da Bahia e outros em jacarandá curvado, feito de compensado laminado, técnica que Zalszupin aprimorou em suas criações. Nos detalhes, notam-se acabamentos em metal cromado e latão. Vale ressaltar a elegante execução da tapeçaria de todas as peças, muitas delas são finalizadas com botões em jacarandá, costuras e pespontos. Além do mobiliário, a mostra exibe a linha Putskit, com objetos confeccionados em poliestireno nos anos 70.

Com término previsto para o dia 03 de setembro, a Exposição Centenário Jorge Zalszupin é a primeira ação da recém-inaugurada GALERIA TEO. Em comemoração aos 15 anos da marca TEO, a iniciativa exalta o patrimônio cultural do mobiliário moderno brasileiro, em novo espaço dedicado exclusivamente às preciosidades assinadas pelos maiores nomes do design do Modernismo, das décadas de 30, 40, 50, 60 e 70.

JORGE ZALSZUPIN

(Varsóvia, 1º. de junho de 1922 — São Paulo, 17 de agosto de 2020
Um dos maiores ícones do modernismo brasileiro, Zalszupin chegou ao Rio de Janeiro na década de 1950, fugindo do nazismo. Viveu na França, formou-se arquiteto na Romênia e desembarcou em definitivo no Brasil por conta de sua paixão pela arquitetura e pelo design local.

Os anos 50 marcavam a consolidação do moderno no Brasil, e foi nesse período que o artista inovou com algo extraordinário para a época: a união da qualidade e da sofisticação com uma fabricação seriada de móveis para residências e escritórios. Nascia a L’Atelier, empresa que marcou a transição de uma criação artesanal e sob encomenda de Zalszupin para uma produção industrial.

Além da sofisticação, o arquiteto tinha enorme atenção aos detalhes e soube ousar com a aplicação de diversos materiais e técnicas em um mesmo item: do jacarandá ao plástico, do metal à fibra de vidro, da costura ao cromado. Tudo poderia ser misturado.

Com uma produção extremamente longeva, Zalszupin faleceu aos 98 anos, na cidade de São Paulo.

Texto

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SERVIÇO

GALERIA TEO + AMDMB – Associação Mobiliário e Design Moderno

CONVIDAM: VISITA GUIADA + PALESTRA “ZALSZUPIN 100 ANOS”

23 DE AGOSTO | 15H | GRATUITO

*Confirmações de presença por mensagem no Direct do Instagram @galeriateo ou pelo WhatsApp da Galeria Teo (11) 3063-1939

EXPOSIÇÃO CENTENÁRIO JORGE ZALSZUPIN | GALERIA TEO

https://casateo.com.br/ @ galeriateo

PERÍODO DA EXPOSIÇÃO | 15 DE JUNHO A 03 DE SETEMBRO

Segunda à sexta das 09h às 18h – sábado das 10h às 14h

Galeria Teo | Rua João Moura 1298, São Paulo SP 05412-003 Brasil

+55 11 3063-1939

Móveis da extinta Editora Bloch vão a leilão com itens de Sergio Rodrigues

Lotes pertencem a colecionador particular e também incluem raridades de Joaquim Tenreiro
Por Eduardo Vanini

Boa parte dos móveis foi desenvolvida com exclusividade para o prédio — Foto: Eduardo Magalhães

No dia 19 de junho de 1971, chegava às bancas a edição de número mil da revista Manchete. Fotos e textos descreviam, a partir da página 75, os meandros da Editora Bloch, o império midiático por trás da publicação e cuja sede, projetada por Oscar Niemeyer, era apresentada como a joia da coroa. Situado na Rua do Russel, na Glória, o enorme edifício abrigava, além das redações, um museu de arte, dois restaurantes, um hall monumental, piscina e um teatro com 500 lugares. Na legenda de uma das imagens, lia-se: “Na decoração interna, não houve preocupação de ostentação e de luxo, mas apenas bom gosto”.

Não era falsa modéstia. Boa parte do mobiliário levava a assinatura de dois dos maiores nomes do design nacional: Sergio Rodrigues e Joaquim Tenreiro. Ainda assim, a imponência do prédio não conseguiu barrar uma dramática falência do grupo, em 2000. Restaram histórias, disputas judiciais — e, agora, 90 lotes de móveis raros, muitos em jacarandá, que vão a leilão no próximo dia 16. “Foram adquiridos por um colecionador particular, na época da falência. Ele é aficionado pelo modernismo brasileiro e comprou tudo o que pôde”, conta Bernardo Carvalho, à frente da Leilão Design, que cuidará das vendas.

Bernardo e Pedro são os responsáveis pela catalogação — Foto:  Eduardo Magalhães
Bernardo e Pedro são os responsáveis pela catalogação — Foto: Eduardo Magalhães

Também ficou a cargo dele e do sócio, Pedro Fonseca, a catalogação das peças. Todas vêm com o selo de propriedade da editora, mas algumas não tinham a assinatura dos designers. A dupla precisou, então, consultar acervos e catálogos para atestar as origens. “O Sergio Rodrigues era muito amigo da família, e a Bloch chegou a ter uma marcenaria em seu interior, cuja supervisão era do próprio designer”, conta. “Muitos móveis foram exclusivamente desenhados para o prédio.”

A poltrona Joaquim Tenreiro estará em um dos 90 lotes disponíveis — Foto: Eduardo Magalhães
A poltrona Joaquim Tenreiro estará em um dos 90 lotes disponíveis — Foto: Eduardo Magalhães

As peças disponíveis vão de banqueta a conjunto de cadeiras, passando por sofás com cinco metros de extensão, e os arremates, estima Bernardo, devem ficar entre R$ 1.200 e R$ 150 mil. A disputa será on-line (leilaodesign.com.br), mas as peças vão ganhar uma mostra presencial em São Paulo, antes das vendas. Afinal, uma vez compradas, certamente passarão a ser vistas exclusivamente por uma parcela ínfima da população.

Julia Gastin abre loja em Ipanema com peças que remetem a falos e vulvas

A designer ficou conhecida por resgatar as joias de crioula, ornamentos afro-brasileiros produzidos na Bahia entre os séculos XVIII e XIX e usados por mulheres negras, alforriadas ou escravas
Por Gilberto Júnior

Designer Julia Gastin em seu novo espaço, em Ipanema – Foto: Ana Branco

Julia Gastin aparece em cena com um colar curioso, repleto de pingentes de pênis. Uma versão erotizada de seu trabalho, sempre pautado por uma pesquisa profunda nas raízes brasileiras. “Trouxe também a figura da vulva. Quis sair do trivial. Por que presentear alguém com uma bermuda se podemos surpreender, sair do lugar-comum?”, questiona a designer, de 35 anos. Essas peças ocupam posição de destaque no espaço que a carioca acaba de inaugurar em Ipanema, na garagem de uma casa de pedra onde também funciona a multimarcas Pinga. “Minha história começou em 2016 num ateliê no Horto. “Gostava do clima, mas ficava muito escondida. Adoro essa ideia de estar na rua, próxima ao público. Decorei o ambiente com palha, madeira e outros elementos que traduzem minha obra.”

Antes dos falos e das vulvas, a designer ficou conhecida por resgatar as joias de crioula — ornamentos afro-brasileiros produzidos na Bahia entre os séculos XVIII e XIX e usados por mulheres negras, alforriadas ou escravas. “Sou apaixonada pela cultura do meu país, que passei a entender melhor ao fazer parte da equipe de figurino do ‘Esquenta’, programa que foi apresentado por Regina Casé. Ela, inclusive, é uma das minhas maiores referências”, conta Julia, que soma passagens pelos estilos das extintas grifes Marcella Virzi e Zigfreda.

“Iniciei meu negócio para fugir do minimalismo que existia em nossa joalheria, que dialogava com o que era feito nos Estados Unidos e na Europa. Além desse passado, o funk e a cultura de rua estão no meu radar. Quero que esse Brasil profundo enfeite nossos corpos.”

Inside Designer Rick Owens’s Minimalist Home Filled With Wonderful Objects | Vogue

In the latest episode of Vogue’s Objects of Affection series, Rick Owens discusses his Giacomo Balla chairs, his Owenscorp furniture, and the apartment’s pièce de résistance, an ancient Egyptian sarcophagus.

No último episódio da série Objects of Affection da Vogue, Rick Owens discute suas cadeiras Giacomo Balla, seus móveis Owenscorp e a peça de resistência do apartamento, um antigo sarcófago egípcio.

Director: Filippo Castellano
Director of Photography: Leonardo Castellano
Editor: Robby Massey
Supervising Producer: Jordin Rocchi
Associate Director, Creative Development: Billie Porter
Manager, Creative Development: Alexandra Gurvitch
Director, Creative Development: Anna Page Nadin
Production Company: Olympìque
Executive Producer: Tommaso Fajdiga
Producer: Silvia Fazio
1st AC: Riccardo Virgili
2nd AC: Greta Cadlolo
Gaffer: Alessandro Gentili
Audio: Paula Ferri Carazo
Production Manager: Edith Pauccar
Production Coordinator: Kit Fogarty
Senior Director, Production Management: Tina Magnuson
Post-Production Coordinator: Andrea Farr
Post-Production Supervisor: Marco Glinbizzi
Director of Content: Rahel Gebreyes
VP, Digital Video Programming and Development: Joe Pickard

Airbnb anuncia seu maior redesign — com participação de Jony Ive

Airbnb anunciou nesta semana um redesign daqueles, o qual o CEO1 da empresa, Brian Chesky, descreveu como “a maior mudança no Airbnb em uma década”.

As novidades contam com a participação da LoveFrom, empresa de Jony Ive — o Airbnb foi um dos primeiros clientes da companhia, comandada pelo ex-chefão de design da Maçã.

As mudanças são concentradas em três núcleos: o primeiro é a criação de novas categorias, mais detalhadas, como “golfe”, “piano de cauda” e “prédios históricos”; a busca será baseada nessas segmentações, com uma barra horizontal abaixo da barra de busca para explorá-las; a outra adição são as Estadias Combinadas.

Basicamente, estamos falando de sugestões de dois lugares diferentes caso apenas um não esteja disponível no período solicitado, algo feito para viagens mais longas. As duas hospedagens devem ter localizações e facilidades similares. Essa função também está disponível para 14 categorias, de modo a combinar locais com características parecidas.

Foi criado ainda o AirCover, com recursos para fortalecer a segurança dos usuários, que conta com quatro proteções:

  • Garantia de Proteção da Reserva, que assegura uma hospedagem similar ou reembolso caso o anfitrião cancele a reserva faltando 30 dias ou menos para a data da viagem;
  • Garantia de Check-in, consistindo em acomodação similar ou reembolso se o check-in não ocorrer e o anfitrião não resolver o problema;
  • Garantia de Veracidade do Anúncio, que dá três dias para o cliente comunicar algo de diferente na hospedagem em relação ao anúncio. Sendo comprovada a alegação, o Airbnb oferece um novo local ou reembolso;
  • Atendimento de Segurança 24h, uma linha de atendimento de funcionamento constante para usuários que não estejam se sentindo seguros por algum motivo.

As novidades começaram a ser liberadas nesta semana. Como falamos, o Airbnb é o primeiro cliente grande da LoveFrom, e eles já informaram que essa parceria deverá gerar mais frutos em 2023. Veremos. [MacMagazine]

Livro detalhará últimos anos de Jony Ive na Apple e tensões com Tim Cook

Sir Jonathan Ive

Tirando Steve Jobs, ninguém representava melhor a “alma” da Apple do que Sir Jonathan Ive, o lendário designer que comandou a criação do visual icônico de produtos como o iPhone, os iPods e os MacBooks. Por isso, o anúncio da sua saída da Maçã, em 2019, caiu como uma bomba nunca muito bem explicada — até agora.

O jornalista de tecnologia Tripp Mickle lançará esta semana o livro “After Steve: How Apple Became a Trillion-Dollar Company and Lost Its Soul” — ou, em tradução literal, “Depois de Steve: Como a Apple se Tornou Uma Empresa de Um Trilhão de Dólares e Perdeu Sua Alma”. O título é… autoexplicativo, e o livro, baseado em entrevistas com mais de 200 pessoas próximas do assunto, traz um grande foco nos últimos anos de Ive em Cupertino e sua crescente frustração com a mudança da cultura corporativa da empresa, que acabou levando à sua saída.

No New York Times, Mickle adaptou recentemente um trecho do seu vindouro livro que joga luz sobre os conflitos (internos e externos) vividos por Ive em seus anos finais na Maçã. O foco principal aqui é o Apple Watch, primeiro “grande” produto lançado pela empresa após a morte de Jobs, e cuja visão inicial — focada no universo fashion dos acessórios de luxo — nasceu basicamente do designer.

Segundo o livro, para o lançamento do relógio, Ive queria erguer uma opulenta cabana branca na área externa de um auditório próximo à sede da empresa, em Cupertino. O empreendimento temporário envolveria a remoção de duas dúzias de árvores e custaria algo em torno de US$25 milhões, mas era, segundo o designer, indispensável — na visão dele, uma reportagem elogiosa da Vogue sobre o Apple Watch seria muito mais importante do que qualquer review positivo do universo tecnológico, e entrar no mundo fashion tinha seu custo.

Para não perder o apoio de Ive, que considerava um dos nomes mais importantes na Apple, Cook deu sinal verde para a cabana branca milionária. O designer, entretanto, considerou a conquista uma vitória pírrica: as reações dentro da Maçã sobre sua ideia foram tão controversas que, pela primeira vez na sua história em Cupertino, ele se sentiu desamparado. Ali, tudo começava a mudar.

O trecho segue descrevendo como os anos seguintes, sob o comando de Cook, foram mudando a cultura da Apple e deixando Ive progressivamente insatisfeito. O Apple Watch, embora bem recebido, não vendeu tanto quanto a empresa esperava, e seu foco foi progressivamente alterado — de um item de luxo com uma absurda versão de ouro, tornou-se um acessório fitness, mais acessível e focado na saúde e bem-estar do usuário. A visão original de Ive não estava mais ali.

O designer também não aprovava, segundo o livro, a gestão centralizadora de Cook, mais focada em Serviços e em resultados financeiros do que nas aspirações revolucionárias de Jobs. Além disso, o designer passou a administrar uma equipe com centenas de profissionais, em vez do pequeno grupo de cerca de 20 pessoas a que era acostumado na era Jobs.

Ive começou a planejar sua demissão, mas Cook resistiu: a saída de um dos maiores ícones da Apple poderia ser um desastre para as ações da empresa. Assim, ambos chegaram a um acordo no qual o designer, promovido ao título de Executivo-Chefe de Design, trabalharia em meio-período, focado basicamente em novos produtos, e deixaria as operações do dia a dia para dois dos seus braços-direitos da empresa, Alan Dye (hoje vice-presidente de design de interfaces humanas) e Richard Howarth.

As consequências dessa reorganização foram um maior distanciamento de Ive do dia a dia da empresa: ele passou a trabalhar de forma majoritariamente remota, às vezes passando semanas sem comparecer aos escritórios e deixando de participar das decisões finais da rotina dos designers. Enquanto isso, Cook continuava reorganizando a Apple, e uma mudança em particular — a saída de Mickey Drexler, considerado um visionário, e a chegada de James Bell, visto por Ive como um burocrata, ao conselho da empresa — deixou o designer furioso.

O ponto de ruptura foi uma exibição particular do filme “Yesterday” organizada por Ive em 2019 para os designers da empresa. Após a projeção, ele — visivelmente comovido e inspirado — afirmou aos colegas: “A arte precisa de espaço e apoio apropriados para crescer. Quando você é muito grande, isso é especialmente importante.” Uma semana depois, Ive reuniu seus colegas num pátio do Apple Park e anunciou que, com a finalização do seu projeto mais importante — o campus em si —, estava deixando a empresa.

O resto é história: a Apple tornou-se a primeira empresa “bi-trilionária” do planeta, o foco em Serviços apenas cresce e a influência de Ive, embora ainda vista com clareza na linguagem da empresa, vai progressivamente sendo substituída — para o bem e para o mal, claro.

“After Steve: How Apple Became a Trillion-Dollar Company and Lost Its Soul” será lançado nesta terça-feira (3/5) nos Estados Unidos e já está em pré-venda na Amazon. Parece uma leitura interessante, não? [MacMagazine]