Saiba como iluminar sua casa para o Natal com a designer Cris Bertolucci

De acordo com ela, pequenos detalhes são capazes de transformar qualquer ambiente
MARCELO LIMA – O ESTADO DE S. PAULO

A designer Cris Bertolucci, em meio à decoração de seu atêlie Foto: Cris Bertolucci

Cris Bertolucci cresceu brincando entre as luzes e máquinas da fábrica de iluminação decorativa fundada por seu pai, Walter, no bairro da Vila Romana, em São Paulo. E, como não poderia deixar de ser, tinha as comemorações natalinas em família como um dos momentos mais aguardados do ano. “Até hoje prezo por tornar a data tão iluminada quanto possível. Não só por meio das minhas luminárias, mas também de pequenos detalhes capazes de transformar qualquer ambiente”, conta ela, que este ano resolveu convidar o cenógrafo Michell Lott para criarem, juntos, um espaço de Natal em seu ateliê, com base em sombras suaves, luzes difusas e plantas secas em diferentes estágios. “Aos pinheiros do acervo pessoal dele vieram se somar plantas secas trazidas do meu sítio, tingidas em tons variados de bege, lilás e rosa. O toque de luz veio por meio de uma de minhas luminárias, a Sacurá”, explica a designer. “As luminárias parecem brotar de um bosque encantado onde a luz faz parte da magia”, comenta Cris, que, nesta entrevista exclusiva ao Casa, conclama nossos leitores a arregaçarem as mangas e também decorarem suas casas com muita criatividade e luz.

Quais os equipamentos que você recomenda para a decoração natalina?
O Natal combina com aconchego, luzes difusas, homogêneas e acolhedoras. Por isso prefiro trabalhar sempre com lâmpadas de cores mais quentes e abajures posicionados em pontos estratégicos da sala. Fios de luz ou fitas de LED são bem-vindos desde que atendam a um propósito específico e que deve ser pensado antes da instalação. Se não for assim, melhor reservá-los para os ambientes externos, como jardins, ou nas fachadas, contornando janelas.

O cenário criado com Michell Lott
O cenário criado com Michell Lott Foto: Cris Bertolucci

O que é fácil de ser feito e surte efeito?
Considere a possibilidade de montar sua árvore de Natal a partir das suas próprias plantas de casa. Assim, sua versão será exclusiva e única. Galhos secos arranjados dentro de vasos, iluminados por fios de LED também podem causar um belo efeito. De qualquer forma, o importante é usar a imaginação e fazer seu Natal ser diferente, se possível com o que você tem em casa, e sem gastar muito. Também gosto de montar cordões de luz dentro de vasos de vidro transparentes. Experimente, por exemplo, dispor con juntos com dois ou três desses vasos iluminados em diversos pontos da casa. Ah, vale lembrar que velas são muito importantes pois, além do clima, remetem para a parte religiosa da comemoração natalina. É quando a mente cede lugar à emoção.

Por fim, o que deve ser evitado?
Devo admitir que muitos dos cordões e fios destinados à temática natalina, mais atrapalham do que ajudam na hora de decorar a casa. De qualquer forma, evite dispô-los de modo aleatório, sem um motivo claro e definido. Isso deixa qualquer cenografia sem propósito, e sem estilo. Sem falar que pode acabar sobrecarregando a fiação elétrica. Por fim, seja qual for o tipo de iluminação escolhida, evite o excesso e a mistura de cores e formas. Isso pode tornar sua decoração de Natal banal e saturada.

Detalhe da luminária Sacurá, em formato de flor, inspirada nas cerejeiras japonesas
Detalhe da luminária Sacurá, em formato de flor, inspirada nas cerejeiras japonesas Foto: Cris Bertolucci

Jony Ive deixa oficialmente a Apple

De ontem para hoje, a Apple atualizou a sua página de executivos e removeu oficialmente a foto e o nome de Sir Jonathan Ive.

Sir Jonathan Ive (ao fundo) e Tim Cook

saída de Jony Ive da Apple foi anunciada originalmente no final de junho passado, e era prevista para “o final deste ano”. Como informamos, Ive está abrindo uma nova empresa de design chamada LoveFrom com seu amigo Marc Newson, a qual prestará serviços para a Maçã.

Curiosamente, não entraram hoje na página de executivos nenhum dos líderes de design que assumiram as principais funções de Ive, como Evans Hankey e/ou Alan Dye. Ambos responderão a Jeff Williams, diretor de operações da Apple, que é inclusive cotado como futuro sucessor de Tim Cook no cargo de CEO.

O anúncio da saída de Ive fez algumas histórias de bastidores pipocarem por aí, incluindo um possível afastamento dele que já vem de muito tempoinformações sobre protótipos de TV e carro criados por ele e até algo sobre ele não ter dado muita importância à criação do iPhone X. Cook foi obrigado a vir a público contrapor algumas dessas notícias.

Embora as responsabilidades de Ive estejam em boas mãos, é no mínimo curioso que uma empresa do tamanho da Apple e com a importância que ela dá ao design de seus produtos não ter, neste momento, nenhum executivo da área listado na página. Há de ser algo temporário, contudo.

Ive foi originalmente contratado pela Apple em 1992, e liderava o seu departamento de design desde 1996.

Paixão pelo móvel

Conheça Téo Vilela, um ex-advogado que hoje é proprietário da Loja Teo, especializada em mobiliário das décadas de 1940 a 1970
MARCELO LIMA – O ESTADO DE S. PAULO

Mobiliário da Móveis Z, fábrica na qual o arquiteto e designer José Zanine Caldas foi um dos sócios fundadores Foto: Federico Concilio

Formado em direito, o empresário Téo Vilela sempre nutriu o desejo de trabalhar com arte. Dedicou-se ao antiquariato, até que, em 2005, movido por seu interesse natural por móveis e objetos das décadas de 1940 a 1970, resolveu abrir seu próprio negócio, a Loja Teo. “Veiculamos peças realmente originais, não apenas assinadas”, como explica ele, nesta entrevista exclusiva ao Casa.

Como surgiu a ideia de abrira loja?
Logo após eu atuar por quatro anos no mercado de antiguidades, como fornecedor de peças para galeristas. Esta vivência despertou meu olhar para o móvel especial, não somente o assinado. Era 2005 e cheguei à conclusão de que havia chegado o momento de abrir meu próprio negócio. Notava que as pessoas estavam interessadas em móveis brasileiros, em nomes como Sérgio Rodrigues, Joaquim Tenreiro, Jorge Zalszupin. Associei-me a minha irmã Lis Vilela Gomes e, em 2007, demos início ao projeto da loja.

O empresário Teo Vilela na poltrona Costela, de Martin Eisler, outra das peças em destaque no acervo
O empresário Teo Vilela na poltrona Costela, de Martin Eisler, outra das peças em destaque no acervo Foto: Federico Concilio

Como vocês selecionam o acervo?
Nosso foco é o período moderno, compreendido entre as décadas de 1940 a 1970 do século passado. Não só brasileiro, e não só mobiliário. Procuramos reconhecer peças especiais dentro do campo das artes decorativas, seja quais forem suas funções e usos. Quando enxergamos o potencial de um móvel, procuramos resgatar o que ele tem de original, mesmo que às vezes faltem partes ou ele esteja danificado. Além disso, estamos sempre em contato com colecionadores que nos procuram para avaliar e oferecer peças.

A que fatores atribui o interesse de seus clientes pela produção dessas décadas?
A produção desse período é basicamente artesanal, o que resulta em peças de boa construção e qualidade superior. A nobreza da matéria prima e a originalidade do desenho contribuem para a manutenção de um estilo genuinamente brasileiro. Penso que as pessoas se interessam pelo nosso trabalho porque temos o compromisso de deixar a peça o mais próximo do original possível, mesmo que com poucas referências. Hoje, na nossa loja, conseguimos atender desde colecionadores que buscam peças para compor suas coleções privadas até o cliente final que busca funcionalidade e beleza para montar a sua casa. Sem falar no público apreciador da boa arquitetura. Este está sempre de olho no nosso acervo.

Estante modular de jacarandá e ferro, de autoria anônima, da década de 1960
Estante modular de jacarandá e ferro, de autoria anônima, da década de 1960 Foto: Federico Concilio

Um tour pelo novo escritório da Red Bull em Praga

A Red Bull, uma empresa global de bebidas que fabrica a bebida energética mais popular do mundo, contratou recentemente a empresa de arquitetura e design de interiores Atelier Kunc Architects para redesenhar seu escritório em Praga, República Tcheca.

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Lobby

“Funky, industrial e amigável
Este título caracteriza precisamente o projeto de redesenho dos escritórios da Red Bull. Já projetamos o interior original dos escritórios da Red Bull há 8 anos e ficamos muito satisfeitos por sermos convidados a inová-lo. Oito anos é muito tempo e, desde então, o estilo dos escritórios mudou muito e surgiram novas demandas. Atualmente, os escritórios são mais sobre compartilhamento, criação, design informal e inspirador. A linha entre “em casa” e “no escritório” está mais desfocada do que nunca. Nosso novo espaço múltiplo para a Red Bull reflete essas novas tendências completamente.

Funky
A Red Bull tem sua própria cultura característica, eles criam todo o estilo de vida para uma ampla gama de pessoas provavelmente sábias, orientadas para o esporte e positivas. Gostamos dessa atmosfera e usamos artefatos e design que refletem essa mentalidade. Juntamente com os colegas da Red Bull, procuramos as melhores peças de design para alcançar esse clima criativo e descolado. O resultado é um novo HUB criativo cheio de energia e idéias.

Industrial
A Red Bull tem os escritórios no funcionalismo original da vila em Praga, Baba, que ocupava todos os centímetros do interior. Mas precisávamos de espaço. Muito disso. Então, a gente decidiu demolir – ao concreto, ao tijolo. Nós olhamos para o espaço e nós, naturalmente, acabou com o conceito de interior luz industrial. A construção original e de ótima qualidade foi preservada e foi misturada à superfície bruta e ao design de interiores moderno.

Amigáveis
O espaço foi projetado principalmente para a geração do milênio. Focamos no ambiente de trabalho refrigerado, onde você pode tomar uma ótima xícara de café ou uma lata de Red Bull com seus amigos. Esse interior é de cerca de uma enorme comunidade de pessoas que compartilham a mesma paixão e estilo de vida. É uma amizade ”, diz Atelier Kunc Architects

  • Location: Prague, Czech Republic
  • Date completed: 2019
  • Size: 26,909 square feet
  • Design: Atelier Kunc Architects

  • Photos: Josef Kubicek
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Collaborative space
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Meeting room
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Meeting room
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Phone booth
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Kitchen
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Breakout space
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Executive office
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Stairway
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Bathroom

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Designer Oki Sato projeta cadeira reciclável para Fritz Hansen | Design | Dezeen

Oki Sato explica como a cadeira da Nendo para a Fritz Hansen segue os princípios de design circular, neste vídeo exclusivo filmado por Dezeen no escritório do estúdio de design japonês em Milão.

Chamada de N02 Recycle, a cadeira empilhável é feita de plástico doméstico reciclado e foi projetada para ser reciclada em uma nova cadeira no final de sua vida útil.

O lançamento da cadeira é o primeiro passo de Fritz Hansen no sentido de criar produtos para a economia circular.

“É realmente importante para nós tentar conectar o final do projeto com o chefe do projeto e tentar criar um ciclo completo”, disse Sato a Dezeen.

Os plásticos domésticos usados ​​para fazer o assento são coletados em instalações de reciclagem da Europa Central, triturados em pellets, derretidos e depois moldados na concha da cadeira.

“Há 20 anos, os designers estavam olhando como o produto começaria, como é produzido e como é vendido, mas agora acho que o final do produto é mais importante”, disse Sato. “Nós realmente precisamos nos concentrar no que vai acontecer depois que o produto for jogado fora”.

Designer de iluminação Ingo Maurer morre aos 87 anos

Alemão fazia sucesso com criações desde os anos 60
FOTO GETTY IMAGES E DIVULGAÇÃO

Designer alemão Ingo Maurer

O designer alemão Ingo Maurer, famoso por suas lâmpadas e produção em iluminação, morreu aos 87 anos. A causa da morte não foi divulgada.

Suas criações foram baseadas nos conceitos de surpresa e desorientação. Em 1966, ele projetou o candeeiro de mesa Bulb, ainda produzido hoje. Alguns foram feitos com métodos artesanais, como “Zettel’z” (1997) e “MaMo Nouchies” (1998), parte de uma série de artigos japoneses. Muitos de seus sistemas de iluminação são exibidos no MoMa, Nova York, como o candeeiro de mesa Gulp (1969) e Porca Miseria! (1994), feito de peças de cerâmica quebradas.

Trajetória

Maurer nasceu na ilha de Reichenau (no Lago Constança) em 1932, filho de um inventor que patenteou uma máquina para defumar presuntos. Ele foi tipógrafo e, em seguida, designer gráfico na Suíça e Munique (1954-1958), onde em 1960 abriu uma pequena oficina de artesãos, Design M, agora uma empresa internacional chamada Ingo Maurer GmbH.

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Bulb está entre as 5 luminárias mais ousadas de Ingo Maurer (Foto: Divulgação)

Depois de terminar seus estudos, Maurer fez uma viagem de três anos aos Estados Unidos, onde entrou pela primeira vez no mundo do design. Deslocando-se entre Nova York e São Francisco, trabalhou como designer independente em importantes projetos de design gráfico para empresas como a IBM.

Verdadeiro outsider autodidata, estreou oficialmente em 1966, quando projetou o candeeiro de mesa “Bulb”. A inovação tecnológica era vista como uma característica essencial a ser continuamente atualizada e como uma maneira de expressar a beleza contemporânea de uma luz capaz de mover o usuário, despertando memórias e sensações.

Concebido como uma lâmpada dentro de uma concha de vidro que imitava a forma da própria lâmpada, “Bulb” também é o produto fundador do sucesso de Maurer. O protótipo, fabricado em uma fundição de vidro em Murano, na Itália, foi apresentado no showroom da Herman Miller em Munique e fez enorme sucesso entre o público e os críticos, permitindo que o Design M iniciasse seus negócios.

Ru Ku Ku, umas das criações dele (Foto: Divulgação)

Ainda produzido hoje, “Bulb” é também a primeira das reflexões de Maurer sobre o reconhecimento do valor figurativo de fontes de luz comuns, transmitidas principalmente por sua produção durante a década de 1970, com projetos como “No Fuss”, “Pollux”, ” Thomas Alva Edison” e “Big M”.

Muitos dos trabalhos de Maurer são criados para serem produzidos em massa, enquanto outros são projetados como cópias únicas altamente variadas que levam o conceito de itens pontuais a seus limites, com base em elementos de surpresa e desorientação.

Por dentro da casa de Nicole Scherzinger em Los Angeles| Open Door | Architectural Digest

A deslumbrante casa de Nicole Scherzinger nas colinas com vista para Los Angeles reflete o estilo e a classe de seu proprietário a cada passo. A ex-vocalista do Pussycat Dolls e seus convidados desfrutam de vistas panorâmicas espetaculares de Los Angeles, que vão do centro da cidade à praia. Desde o seu home theater luxuoso e aconchegante até a arte meticulosamente curada nas paredes, a cantora, compositora, atriz e fã de teatro projetou o oásis perfeito.