Saiba como empregar cadeiras de design no décor com dicas do Korman Arquitetos

As profissionais do Korman Arquitetos trouxeram uma seleção de suas cadeiras de design favoritas e inspiram com projetos cheios de personalidade

Para esse duplex, em São Paulo, a escolha de design do Korman Arquitetos ficou para a divertida poltrona Skate, assinada por Zanine de Zanine. Foto: JP Image

Existem alguns mobiliários que ganham destaque como uma obra de arte. Essas são as peças de design, capazes de transformar qualquer cantinho da casa, conferindo muito estilo e personalidade. “Clássicos do design, são mobiliários cheios de história, que passam de geração para geração e nunca deixam de ser apreciados”, diz Ieda Korman, do escritório Korman Arquitetos. Por isso ela, ao lado de sua sócia Carina Korman, adoram valorizar seus projetos com peças de profissionais renomados.

“Seja compondo um cantinho de leitura, isolada no living ou até mesmo rodeando mesas de jantar, acreditamos que as cadeiras de design impactam sempre”, afirma Ieda, que acredita que não existe um ambiente restrito para utilizá-las. “Além do visual, as cadeiras de design são funcionais e ergonômicas”, aponta. Abaixo, Ieda e Carina Korman fizeram uma seleção de seus clássicos favoritos e inspiram em como empregá-los em projetos. Confira:

Mesmo design, dois estilos: na primeira foto, a poltrona Charles Eames foi revestida com um tecido rosa, cor favorita da moradora. Em outro projeto, Carina e Ieda Korman a deixaram no clássico tom preto, compondo um cantinho de leitura que, ainda, contou com o banco Mocho, de Sergio Rodrigues. Fotos: JP Image e Gui Morelli

Poltrona Charles Eames

Impactante, seja por seu tamanho ou formato, a poltrona Charles Eames foi criada em 1956 e revolucionou o design da época. “Até hoje ela é tida como um dos móveis mais significativos do século XX”, aponta Ieda Korman. Com 85 cm de largura e 84 cm de profundidade, é robusta e preza pelo conforto. Hoje, está exposta no Museu de Arte Moderna, de Nova York.

Poltrona Tetê

Mestre do design brasileiro, Sergio Rodrigues tem inúmeras criações icônicas, com um traço único, robusto e genuinamente brasileiro. “Uma de suas últimas criações foi a poltrona Tetê, com projeto revisitado em 2013. Sentar-se nela é como ser abraçado”, opina Ieda Korman. Larga e com almofadas soltas, ela foi batizada em homenagem a irmã de Sergio Rodrigues, Maria Tereza, que ficou impressionada com o conforto da peça.

Nesse projeto do Korman Arquitetos, as poltronas Tetê, de Sergio Rodrigues, criaram um living extremamente confortável. Foto: Gui Morelli

Cadeira Paulistano

Sóbrio, esse loft com estilo industrial pedia por uma peça que trouxesse cor e funcionasse como ponto de destaque. Carina Korman optou então pela poltrona Paulistano, de Paulo Mendes da Rocha, em um contemporâneo tom mostarda. Foto: JP Image

“Amamos a força do design brasileiro e não podíamos deixar de citar Paulo Mendes da Rocha, que, com seus traços, volta o olhar para a cultura nacional”, diz Carina Korman, que empregou a cadeira Paulistano em um projeto de loft, em São Paulo. Inspirada nas redes indígenas, foi projetada em 1957 e também está no Museu de Arte Moderna de Nova York. Originalmente, foi projetada para mobiliar o Ginásio Clube Athlético Paulistano, obra arquitetônica de Paulo Mendes da Rocha e João de Gennaro.

Poltrona Skate

Também brasileira, a poltrona Skate é criação de Zanini de Zanini. “Uma curiosidade é que essa foi uma das primeiras peças que o designer desenhou ao terminar a faculdade”, divide Carina Korman. Com uma proposta jovial e divertida, é composta por shapes de skate no lugar do encosto e assento, trazendo materiais não convencionais para um mobiliário.

Cadeira Iron

Para a cozinha desse apartamento, Carina Korman trouxe as cadeiras Iron, que dividem espaço com as banquetas do mesmo modelo, em tom vibrante e divertido. Foto: JP Image

Por fim, a cadeira Iron ou Tolix é uma opção para levar o design até mesmo para ambientes como a cozinha. Desenhada por Xavier Pauchard há mais de 80 anos, se mantém atual e desejada, provando como o design ultrapassa gerações. “Pauchard foi pioneiro na técnica de galvanização de chapas metálicas e sua empresa difundiu a técnica, aplicada em peças de mobiliário”, conta Ieda Korman.

Korman Arquitetos
Rua Groenlândia, 1877, Jardim América, São Paulo
Tel.: (11) 3060-8313
www.kormanarquitetos.com.br
@kormanarquitetos

Sobre a Korman Arquitetos

Com mais de 35 anos de história nos segmentos residencial, corporativo e comercial, o escritório conta com diferentes gerações no comando dos projetos personalizados e exclusivos realizados no Brasil e exterior. Carina se juntou aos pais, Silvio e Ieda, para juntos darem forma a trabalhos criativos com uma linguagem moderna e atemporal, assinando reformas dos mais variados estilos e concebendo espaços do zero, passando pelo acompanhamento da obra até a finalização da decoração. Com participações nas principais mostras de decoração, como CasaCor, o trio já teve projetos evidenciados nas principais publicações da área.

Velas artesanais, com formas e cores inusitadas, viram tendência na decoração

Conheça as marcas que estão remexendo no conceito de vela, que, agora, fazem bem mais do que iluminar (algumas dão até pena de acender)
Lívia Breves

Velas esculturais da Maria Nuvem, criada por Nathália Lessa Foto: Reprodução

Olhar para dentro e para a casa nunca foi tão necessário quanto nesses tempos de pandemia. Seguindo o embalo e capazes de alegrar o ambiente e acalmar a mente, as velas escultóricas artesanais viraram objeto de desejo. Nascidas há poucos meses, marcas como Alya, Estúdio Pasta, Cian Candle, CBNT e Maria Nuvem lançaram modelos em formatos, cores e estampa inusitadas. Muitas delas ainda são ecológicas, feitas com cera de soja ou de palma, e os preços começam em R$ 20 e podem chegar a mais de R$ 200.

As velas em formato de coral da marca CBNT, de Luíza Baggenstoss Foto: Reprodução
As velas em formato de coral da marca CBNT, de Luíza Baggenstoss Foto: Reprodução

Em novembro, a designer Luíza Baggenstoss postou sua primeira foto no Instagram da CBNT (@c_b_n_t): um detalhe de uma vela semelhante a que estampa a página ao lado, com formas que lembram corais. A novidade escultural virou um sucesso. “Tudo começa com um rabisco. A ideia é proporcionar uma experiência contemplativa das forças da natureza e, além disso, decorar”, diz. “O nome vem inspirado nos chamados gabinetes de curiosidades ou quartos das maravilhas, onde colecionadores guardavam com apreço seus objetos mais curiosos. Queremos ter esse carinho de tratar nossas criações como objetos colecionáveis e valiosos, que possam fazer parte de cabinets of curiosities ao redor do mundo”. Luiza ainda comenta que cada queima é única, sempre transformando o objeto. “Como uma queima performática, as velas se deformam e transformam, resultando em um novo objeto com novos sentidos. Um objeto com antes e depois, com história e vida”, define. Cheia de novos planos, neste ano ela prepara-se para investir em novos materiais e ir além das velas. “Ainda neste semestre vamos lançar novos modelos de velas e alguns outros itens para casa”, antecipa.

A jornalista Thatiana Mazza lançou a Pasta Estúdio de velas em tons pasteis como amarelo, azul e rosa Foto: Reprodução
A jornalista Thatiana Mazza lançou a Pasta Estúdio de velas em tons pasteis como amarelo, azul e rosa Foto: Reprodução

Assim como ela, a jornalista Thatiana Mazza começou a moldar as suas como um hobbie da quarentena e lançou a Pasta Estúdio (@estudio.pasta), que tem uma série de velas em tons pasteis como amarelo, azul e rosa. “Com o isolamento social, comecei a viver muito dentro de casa e comecei a fazer muitos experimentos com fazeres manuais. Acho muito importante resgatar esses saberes, que essencialmente são femininos. Trabalhos artísticos que por séculos não foram remunerados como cerâmica, tapeçaria, bordado, pintura, escultura, etc. Acredito que aconteça uma conexão entre essas atividades e nosso estado emocional. Acho que não é à toa que virou tendência”, conta ela, e continua “Comecei a fazer para decorar minha casa, e depois para presentear amigos. Conforme fui me aperfeiçoando, comecei a levar como um projeto”. São sete tipos (em forma de nuvem, escadinha, rosca) e várias opções de cores. “Quero que o Estúdio Pasta seja também um local de expressão, não só minha, mas de outros artistas visuais que querem criar e experimentar, cada um com suas habilidades. Estamos pensando em formas de viabilizar muitas ideias. E também vamos expandir para outras técnicas, fazeres, objetos, mas tudo isso, com calma sempre”, diz.

A Maria Nuvem, de Nathália Lessa, tem velas retorcidas, de bolinha e outras formas Foto: Reprodução
A Maria Nuvem, de Nathália Lessa, tem velas retorcidas, de bolinha e outras formas Foto: Reprodução

A Maria Nuvem (@marianuvem_) é um desdobramento da Santa Nuvem, que tem loja em Botafogo. A neomarca faz, além de velas lindas, castiçais incríveis. Criada por Nathália Lessa, a marca é a conclusão de seu desejo de criar com as mãos. “É  uma maneira de me harmonizar com a minha própria natureza e oportunidade de dar sentido às minhas reflexões e emoções”, conta. São itens coloridos, torcidos, em formas arredondadas. Uma variedade. “Atuamos no mercado slow fashion com o propósito de desacelerar e consumir consciente. O processo criativo das velas, começa na argila e depois passamos para moldes de ferro.
 

A Cian Candle, da artista Marina Anjos, tem, além de velas, castiçais com formatos e cores inusitadas. Foto: Reprodução
A Cian Candle, da artista Marina Anjos, tem, além de velas, castiçais com formatos e cores inusitadas. Foto: Reprodução

A Cian Candle (@ciancandle), da artista Marina Anjos, é outra cria da pandemia. Nasceu em São Paulo, mas se mudou para o Rio em fevereiro. Quando se viu com tempo livre, se jogou na busca de novas formas de se expressar. Até que chegou nas velas aromáticas. “Encontrei nelas uma conexão entre minha arte e bem-estar”, conta ela, que seguiu produzindo para proporcionar para outras pessoas o mesmo aconchego que encontrou para si. Primeiro, foi uma pequena produção para presentear amigas e familiares e algumas poucas unidades para venda. Mas, aos poucos, a Cian foi ganhando identidade e, claro, novos itens, como castiçais com formatos e cores inusitadas, e também parcerias com pequenas marcas de decoração com produtos autorais. As estampadas com Smiley são um sucesso. “Esse conjunto acabou criando um ciclo que reforça cada vez mais a identidade da marca e, por sua vez, atrai parcerias inesperadas e levam a produtos cada vez mais criativos”, conta Marina. São dois grupos: as velas aromáticas, ecologicamente corretas, feitas com cera de palma e  óleos essenciais; e as castiçais, feitas à base de parafina, que divertem e dão charme ao ambiente com suas formas e cores inusitadas.

Na Alya, cores e ondas de cera vegetal de soja, não poluente e biodegradável Foto: Divulgação
Na Alya, cores e ondas de cera vegetal de soja, não poluente e biodegradável Foto: Divulgação

Vem de Londrina as criações da Alya (@alyavelas), que tem opções em formas de onda e listradas. Também nascida durante a pandemia, quem está por trás é Júlia Dutra e André Felipe, que têm uma banda, a Luvbites. Sem shows, eles começaram a criar velas diferentonas. Como André já trabalhava há quatro anos com a fabricação de velas comuns, tinha noção da produção, o que facilitou a criação das velas escultura da marca. Mas os padrões são outros agora: são de cera vegetal de soja, não poluente e biodegradável. “acreditamos que somente em equilíbrio com a natureza é que podemos produzir algo com propósito. Estamos sempre buscando melhorar nossas habilidades, tanto profissionais como socioambientais, enquanto desenvolvemos novas peças inspiradas na arte, no design e na própria natureza (bioinspiração)”, contam.

Os castiçais nunca mais serão os mesmos.

Nike apresenta tênis FlyEase que pode ser calçado sem uso das mãos

FlyEase é feito para sincronizar com movimentos intuitivos de calçar e remover tênis
Por Matheus Fiore

Nike acaba de apresentar seu primeiro tênis que pode ser calçado sem o uso das mãos: o Nike Go FlyEase. O calçado permite que você deslize seus pés para dentro sem precisar nem mesmo se curvar. Há uma dobradiça de estabilidade que permite que o modelo fique totalmente aberto para ser calçado e, uma vez que seus pés estejam dentro, fique totalmente fechado.

O design torna mais fácil para que você remover os tênis simplesmente pressionando o calcanhar com o pé oposto. Segundo a Nike, o sistema foi pensado de forma que os movimentos necessários para calçar e remover o FlyEase foram pensados em movimentos intuitivos que já fazemos normalmente.

Como você pode ver acima, o tênis é feito para que o encaixe de seus pés tenham a tensão e o movimento necessários para “fechar” o modelo e prendê-lo ao seu corpo. O FlyEase custará US$ 120,00 e virá em três padrões de cores diferentes: um com tons pastéis, um preto, vermelho e azul e um escuro com tons de roxo, verde e azul.

O tênis estará disponível apenas para compradores selecionados via convite e, por ora, exclusivamente nas regiões América do Norte, Japão, Europa, Oriente Médio e África, a partir do dia 15 de fevereiro. A ideia, porém, é expandir a comercialização do FlyEase para outras regiões do mundo.

Bolsas para mestrado em moda, design, comunicação e fotografia em Milão, Itália

Andrea Tissenbaum

Foto: Raffles Milano

São 30 bolsas de 10 meses na conceituada Raffles Milano. Os cursos, que envolvem muita prática, começam em novembro de 2021. Inscrições até 30/04.

A Raffles Milano, uma das mais exclusivas escolas de Moda e Design do mundo, está concedendo bolsas de até 50 % para seus mestrados em Fashion Design and BusinessVisual Design and CommunicationPhotography e Product and Interior Design. Os programas, em inglês, começam em Novembro de 2021. Candidatos terão 50%, 40% ou 30% de cobertura do valor do curso.

A metodologia inovadora é o grande diferencial dos Masters de Design e Moda da Raffles Milano, que ainda oferece uma abordagem internacional e professores com sólida experiência de mercado. Os cursos têm duração de 10 meses, com apenas 20 estudantes por turma. O programa é dividido em 10 módulos, organizados em parceria com as mais renomadas agências de publicidade e fotografia, escritórios de arquitetura, agências de Design e exclusivas grifes de moda. 

As inscrições devem ser feitas inscrever antes do dia 30 de abril de 2021 no site da Raffles Milano.  As bolsas serão oferecidas com base na avaliação do portfólio e carta de motivação dos candidatos. Estudantes com diploma de ensino superior, ensino médio, ensino técnico ou experiência profissional comprovada nas áreas de design e moda podem se inscrever.

Saiba mais AQUI.

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Também oferece assessoria em educação e carreiras internacionais.
Entre em contato: tissen@uol.com.br

Siga o Blog da Tissen no FacebookTwitter e Instagram.

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori

Designer celebra culturas nigeriana e britânica em estampas abstratas multicoloridas
POR NATÁLIA MARTUCCI | FOTOS ANDY STAGG

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)
Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)

Conhecido pelas estampas marcantes com cores vibrantes e muita personalidade aplicadas em instalações em larga escala, Yinka Ilori lança sua primeira linha de itens para a casa. O fato de ter muitos de seus projetos cancelados em 2020 devido ao lockdown deu ao designer tempo para transformar essa ideia em realidade. A coleção foi desenhada em sua própria casa, resgatando momentos nostálgicos da sua infância no norte de Londres e com fortes raízes nigerianas.

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)

Ilori optou por não fazer parceria com nenhuma marca, podendo manter a independência criativa e controlar a criação do começo ao fim: concepção, produção e venda. Cada item foi feito em um fornecedor diferente, muitas vezes de diferentes países como os tapetes no Nepal e as porcelanas e toalhas de Portugal.

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)

A ideia de tornar algo funcional, no qual geralmente não prestamos muita atenção, em uma peça artística com uma narrativa por trás o encanta.

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)

A linha conta com 20 peças em edição limitada, contemplando: tapetes, almofadas, pratos, canecas, toalhas, bandejas e guardanapos. A escolha dos produtos priorizou peças que despertavam no designer alguma recordação afetiva da infância.

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)
Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)

As toalhas de mesa, por exemplo, quando colocadas em sua casa significavam que era uma ocasião especial. Para o Ilori são itens simples, funcionais, mas que tem a habilidade de modificar um espaço instantaneamente e marcar uma celebração. As toalhas Aami Aami, de jacquard, são confeccionadas em Portugal, com uma estampa vibrante tecida diretamente na peça.

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)

Nas canecas Enamel, o designer quis misturar um design com vibe industrial e tipicamente inglês com uma estampa divertida e paleta de cores inspirada nos tradicionais tecidos africanos. São feitas na Polônia e recebem acabamento manual.

Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)
Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)
Estamos apaixonados pela linha de objetos para casa de Yinka Ilori (Foto: @studiostagg)

O trio de tapetes Gangan (rosa), Omi (azul) e Opi (amarelo) fazem referência ao comércio e influências africanas na Inglaterra. Curtiu?

Conheça Ana Catalina Marchesi, a argentina que traz muitas cores à moda brasileira

Com trabalhos sempre artesanais, com muitas tintas, pedrinhas e que tais, ela faz parceria com marcas que vão de Farm à Alexia Wenk
Lívia Breves

A estilista argentina Ana Catalina Marchesi em seu jardim, no Rio Foto: Reprodução

Ela é um arco-íris. Filha de um artista plástico e de uma ceramista, a designer Ana Catalina Marchesi, de 30 anos, nasceu na Patagônia Argentina e cresceu em uma casa que mais parecia um ateliê, com tintas, pinturas e modelos vivos na sala.

Pintando cestos e usando roupas criadas por ela Foto: Reprodução
Pintando cestos e usando roupas criadas por ela Foto: Reprodução

Sempre muito colorida, só foi usar preto pela primeira vez outro dia. E os amigos até perguntaram se estava tudo bem com ela. “Adoro a cor, mas realmente não usava. Acho que estou amadurecendo”, brinca ela, que sempre fez as próprias roupas, repaginando algo comprado em brechó ou costurando do zero, do tecido à peça final.

Boina bordada criada pela La Pomponera Foto: Reprodução
Boina bordada criada pela La Pomponera Foto: Reprodução

Quando decidiu estudar Moda, os pais até olharam torto pensando que seria algo muito ligado ao consumo e pouco criativo, mas a caçula de seis filhos logo mostrou o que era a sua moda: autoral, artesanal, artsy e cheia de cores. “Estudo o motivo de cada tom, seus significados. Adoro destacar a beleza do trabalho manual nas peças e, por isso, são sempre únicas”, conta ela, que vem se tornando uma referência em estética carioca. “Quero colocar a mulher latina em todos os meus trabalhos, nos empoderar”, avisa.

Sandália em parceria com a SRI Foto: Reprodução
Sandália em parceria com a SRI Foto: Reprodução

Ana chegou ao Rio há seis anos, quando fazia uma viagem de férias pela América do Sul. Até que se apaixonou, pela cidade e pelo atual marido, o produtor de bandas e artista plástico Diego Luís Schmidt, e ficou. Deixou para trás a carreira portenha (iniciada em marcas como Rapsodia e o ateliê do teatro San Martin, em Buenos Aires) e se jogou nos mares de cá. Primeiro, foi trabalhar na Dress To, depois na Farm, onde assinou vitrines e ambientes das lojas, além de linhas de acessórios.PUBLICIDADE

A artista Ana Catalina Marchesi Foto: Divulgação
A artista Ana Catalina Marchesi Foto: Divulgação

Foi lá, por conta dos móveis de pompom que criou para a grife carioca, que ganhou o apelido La Pomponera, nome também de seu ateliê, que fica numa casa no Cosme Velho. “Este ano, quis me dedicar totalmente à minha marca própria, que une direção de arte, moda, produtos…”, conta.

Macacões bordados em parceria com Alexia Wenk Foto: Reprodução
Macacões bordados em parceria com Alexia Wenk Foto: Reprodução

Entre os recentes trabalhos estão a collab de sandálias cravejadas de miçangas com a SRI para a multimarcas paulistana Pinga, a coleção-cápsula de macacões de seda bordados para a Madnomad, de Alexia Wenk, a série de boinas para Alix Duvernoy e a linha de itens de louças pintadas com a stylist Lulu Novis. Além disso, deseja focar mais nos clientes diretos, uma turma a quem ela não conseguiu dar tanta atenção nos últimos tempos. “São peças únicas, sob encomenda. Adoro a troca que acontece”, diz. E tem acontecido bem.

Chemist Creations X Zippo

Com a convicção de oferecer um estilo de vida melhor ao público, a Chemist Creations está sempre a caminho de abordar categorias de estilo de vida mais diversas, injetando sua estética minimalista.

Com isso em mente, acabam de lançar um isqueiro de edição limitada em colaboração com a Zippo. A base do isqueiro é revestida com tinta de borracha bege exclusiva da Chemist Creations e o logotipo clássico é impresso na frente e nas costas do corpo utilizando a técnica de serigrafia. Mesclando o minimalismo da Chemist Creations com a sofisticada tecnologia da Zippo em direção ao isqueiro, o isqueiro colaborado apresenta a base do clássico isqueiro Zippo à prova de vento, apresentando uma aparência mais criativa e delicada.

Para celebrar a colaboração, a Chemist TV lançou o short film “The War of Starving”, directed by Chen Yixi and performed by the Chemist Creations team.

Take a look below:

‘Estava cansado de mim mesmo’, diz Philippe Starck

Em entrevista exclusiva para o ‘Estadão, o celebrado designer fala sobre seus novos projetos – incluindo um em São Paulo – e diz que o futuro está no imaterial
MARCELO LIMA – O ESTADO DE S.PAULO

Philippe Starck diz que a quarentena mudou pouco seu modo de vida, exceto pelo fato de não sofrer mais com o jet lag  Foto: Jean Batiste Mondino

Para o francês Philippe Starck, provavelmente o designer mais conhecido do planeta – e isso há pelo menos três décadas –, o design, por si só, não faz mais sentido. “Só a evolução humana me interessa. Durante todos esses anos de trabalho, sempre senti que ajudar neste processo era meu dever absoluto”, considera ele hoje, aos 71 anos, após ter dado vida a mais de dez mil projetos, entre eles alguns ícones do desenho contemporâneo, nas mais diversas áreas e escalas.

De móveis a espremedores de laranja. De escovas de dente a luminárias. Isso sem considerar os interiores de dezenas de casas, barcos, restaurantes, alguns dos hotéis-butique mais badalados do mundo e, atualmente, estações espaciais. De fato, é difícil imaginar algum território que tenha ficado imune à sua ânsia criativa.

Mas, para Starck, um dos primeiros, ainda nos anos 1980, a se preocupar com a democratização do design, os tempos agora são outros. “Entramos na era da desmaterialização e do bionismo, ou seja, da aliança do corpo com a alta tecnologia”, afirma ele, um pioneiro também em trazer a questão da sustentabilidade, hoje um consenso global, para o centro das discussões. 

Otimista em relação ao futuro, apesar de bastante preocupado com nossa realidade imediata, nesta entrevista exclusiva ao Estadão, por telefone, de Lisboa, o designer aponta alguns dos desafios globais gerados pela emergência do coronavírus. Comenta também os dias passados em quarentena e alguns de seus projetos recentes – entre eles a Cidade Matarazzo, em construção em São Paulo, e a cadeira A.I, produzida pela Kartell italiana. 

Bastante entusiasmado, aproveita para apresentar suas impressões sobre o Brasil. País que visitou diversas vezes e pelo qual diz manter uma admiração particular. “Existe uma leveza no povo brasileiro, uma vontade de existir o mínimo possível, de não se impor, que considero extremamente elegante”, considera Starck. 

Como viveu, ou melhor, está vivendo, os dias de quarentena?

Pessoalmente, no que se refere a minha vida cotidiana, devo dizer que teve pouca importância. No sentido em que eu normalmente já vivo em quarentena. Na prática, vivo como um monge. Quase não falo a ninguém, quase não vejo ninguém. Me concentro no meu trabalho, que ocupa todo meu dia. No mais, nada me dá mais prazer do que estar em uma cabana e ler. Seja no meio da floresta, na montanha, em meio às dunas. Apesar de todo o infortúnio que esta doença nos trouxe, no meu caso, devo admitir que ela até teve um aspecto positivo: parei de viajar. E, com isso, me vi livrei do jet lag, o que me fez um bem enorme. Na verdade, estou convencido do grande mal que viagens longas e constantes podem fazer para a saúde e, sobretudo, para o cérebro. O que não quer dizer, que não me sinto afetado pela conjuntura atual e por todas as ameaças globais provocadas pela pandemia. 

E quais são essas ameaças?

Antes de mais nada, me entristece o número de pessoas que vão morrer. Muitas vezes devido a uma politização desnecessária do debate, promovida, em escala global, por uma extrema-direita assassina e egoísta. Mas, para além das mortes, existe outra questão que me inquieta. Me parece inacreditável, por exemplo, que muitos ditadores, ou candidatos a, tenham hoje tantos seguidores, em tantos países. E mais. Que eles sejam capazes de politizar uma questão tão vital como a do uso das máscaras e ainda encontrem apoiadores. Além de todo o mal, temo pela perda de liberdade que estas pessoas possam trazer ao mundo. 

Certa vez, o senhor afirmou que um dos pilares da sua criatividade é o amor. Continua sendo assim, mesmo em dias tão turbulentos como os nossos?

Sem dúvida, continua sendo um dos meus motores criativos. Ainda mais nos dias em que estamos vivendo, quando vivemos a evidência da inevitabilidade do amor. E não me refiro apenas ao amor romântico, ao amor pelas crianças, ao amor pelos animais. Mas ao amor por tudo e por todos. De uma forma torta, esta pandemia nos fez ver que estamos todos interligados, partilhando o bem e o mal neste pequeno planeta. Corremos juntos os mesmos riscos e o amor, nas suas mais diversas formas, é o único recurso de que dispomos para sobreviver. E, por mais estranho que isso pareça, é ele que hoje está sendo colocado à prova. A escolha é clara: se formos egoístas, desapareceremos totalmente. Se formos altruístas, se amarmos o outro, se o ajudarmos, se o protegermos, estaremos nos protegendo.

Recentemente, o senhor declarou que o design, em si, não mais o interessa. Atualmente, quais seriam seus interesses?

Anel tecnológico desenhado por Philippe Starck para a Aeklys  Foto: Aeklys

Desde o início, o que sempre me interessou foi o ser humano. E me parece impossível falar do humano sem levar em conta que estamos em permanente evolução. Logo, meu dever absoluto é fazer parte deste processo e, na medida do possível, auxiliar nesta trajetória. No meu caso, desenhando produtos mais performáticos, mais úteis. Produtos capazes de atuar em uma maior simbiose com nossos corpos, de nos oferecer uma “humanidade” ampliada, a partir das novas tecnologias digitais (um dos últimos projetos do designer, por exemplo, o anel Aeklys, conecta seu usuário com o meio externo, substituindo documentos, cartões de pagamento e passagens aéreas). Nos últimos anos, tive a oportunidade de desenvolver trabalhos no espaço sideral, primeiro com a Virgin Galactic (empresa de turismo espacial) e agora com a Axiom Space (empresa privada de exploração) e a Estação Espacial Internacional (ISS), da NASA, o que me colocou em contato com novos e surpreendentes materiais, e posso assegurar que as possibilidades são imensas. Em resumo, eu diria que só me interessa desenvolver o que for realmente útil, porque assim sinto estar fazendo a minha parte. Nesse sentido, todos que façam como puder seu trabalho. Penso que estamos muito perto de ser inúteis, mas mesmo no nosso nível de inutilidade, devemos tentar ser úteis. 

Como foi a experiência de trabalhar com uma inteligência artificial na criação de um móvel como a cadeira A.I, projetada para a Kartell italiana?

Cadeira A.I., projeto de Philippe Starck e Autodesk para a Kartell 
Cadeira A.I., projeto de Philippe Starck e Autodesk para a Kartell  Foto: Kartell

Na verdade, devo admitir, eu estava um pouco cansado de mim mesmo. Já havia desenhado demais, alguns móveis até bem interessantes, mas, de repente, percebi que sempre fazia a mesma coisa. Olhei ao redor, para o que os outros faziam, e percebi que eles não faziam nada muito melhor do que eu. Ou seja, todos fazíamos a mesma coisa. E isso, no fundo, nem vai mudar a menos que surja uma tecnologia totalmente nova. Foi então que tomei contato com uma empresa norte-americana, a Autodesk, especializada na produção de softwares de engenharia e entretenimento, e juntos imaginamos a ideia de unir as inteligências artificial e humana na criação de uma nova cadeira para a Kartell, empresa italiana líder na produção de móveis de plástico, para a qual desenho há quase quatro décadas. Assim, colocamos para a máquina a seguinte questão: “Inteligência Artificial, você saberia nos dizer qual seria o melhor desenho para descansar nossos corpos usando o mínimo de materiais e consumindo o mínimo de energia possível?” A princípio fiquei preocupado. A pobre máquina parecia totalmente perdida, até que, algum tempo depois, ela teve um “clique” e começou a fornecer como resposta uma forma que, não me envergonho de dizer, me superou. Uma cadeira que não só respondia a todas as minhas solicitações, como ainda se assemelhava a muitas das muitas criações. A ponto de, ainda hoje, muitos me perguntarem se não fui eu que a desenhei. Mas, na verdade, nem foi isso o que mais me surpreendeu. O mais engraçado é que, quando olhamos para ela, a sensação é de estarmos diante de algo extraordinariamente vegetal, o que me levou a pensar que, de fato, quando perguntamos a uma inteligência sem cultura, sem memórias, sem influências, qual é a solução mais econômica para o desenho de um objeto, a resposta sugere uma forma natural. A.I, de qualquer forma, é o primeiro móvel que não foi moldado por nossos cérebros, hábitos e raciocínio e, com isso, um novo mundo se abre para nós. Um mundo ilimitado, onde os objetos poderão ser criados por uma outra inteligência. Não necessariamente superior, mas diferente da nossa.

A Cidade Matarazzo, em São Paulo, é, provavelmente, o maior projeto que o senhor já realizou no Brasil. Gostaria que comentasse o estágio atual da obra e suas impressões sobre o País.

Banheiro em apartamento tipo da Cidade Matarazzo, que deve ficar pronta no fim de 2021 
Banheiro em apartamento tipo da Cidade Matarazzo, que deve ficar pronta no fim de 2021  Foto: Ruy Teixeira

É realmente um projeto de grande escala, que deve ser entregue no próximo ano (localizado a uma quadra da Avenida Paulista, dentro do terreno onde ficava a antiga Maternidade Matarazzo, o complexo hoteleiro e residencial do grupo Rosewood Hotels & Resorts contará com uma torre de apartamentos projetada pelo arquiteto Jean Nouvel, além de espaços internos e externos desenhados por Starck). Trata-se, na prática, de um quase ecossistema, imaginado pelo talento visionário de meu amigo, o empresário Alexandre Allard, que, quando estiver concluído, acredito que no final de 2021, terá consumido quinze anos de nossas vidas. Tempo suficiente para eu ampliar meus conhecimentos sobre o Brasil, conhecer seu jeito de fazer as coisas (por exigência de Allard, Starck teve de trabalhar no projeto apenas com materiais e profissionais brasileiros), e captar um pouco da essência do País. Dos brasileiros admiro a paixão, o entusiasmo, mas, sobretudo, a leveza. Uma atitude diante da vida que considero extremamente elegante e que, por certo, se fará presente neste projeto. Allard, que respeita muito meu trabalho, e a quem me sinto muito próximo, costuma dizer que a única coisa que me falta é ser brasileiro. Acho até que ele tem razão. Mas aí já seria felicidade demais (risos). 

WaterField Designs lança uma case decente pros AirPods Max

Tirando o preço, a parte mais polêmica dos AirPods Max certamente é a sua Smart Case. Ela tem um visual esquisito, similar a um “sutiã”, e nem sequer protege os fones direito.

WaterField Designs

Com isso, a Apple deixou a porteira aberta para o mercado, é claro. E a WaterField Designs não perdeu tempo, apresentando nesta semana sua Shield Case para os AirPods Max.

Contando com um design de muito bom gosto, disponível em várias cores, a case protege os fones muito bem, tem uma aba magnética interna que os coloca em modo de pouca energia tal como a Smart Case e ainda tem vários bolsinhos para você guardar carregador, cabo e outros.

Como o compartimento principal da case tem dois zíperes (à prova d’água, diga-se), é possível conectar o cabo Lightning aos AirPods Max e recarregá-los mesmo enquanto estão dentro dela. Esse e vários outros detalhes do design foram adaptados com base numa pesquisa feita com 1.200 consumidores.

A Shield Case sai por US$100 e já teve vários lotes iniciais esgotados. No momento, quem comprar terá a sua despachada no dia 29 de janeiro. [MacMagazine]

VIA ENGADGET