Cupertino: Apple revela planos de escultura usando areia de 58 desertos do mundo

Mais de 400 colunas de vidro fundido combinarão todos os desertos do planeta em uma escultura externa semelhante a uma onda
By ALDO TOLEDO | atoledo@bayareanewsgroup.com | Bay Area News Group

Uma escultura pública chamada “Mirage” envolverá areia de 58 desertos ao redor do mundo dentro de tubos de vidro fundido que lembram uma duna de areia no Apple Park de Cupertino. (Courtesy of Apple) 

CUPERTINO – Uma nova escultura de arte pública feita de areia de 58 desertos do mundo transformará a aparência de um olival fora do centro de visitantes do campus da Apple no verão de 2022.

Batizada de “Mirage” pela artista escocesa Katie Paterson e pelo escritório de arquitetura alemão Zeller & Moye, a escultura consistirá de 400 colunas de vidro fundido puro feitas de areia do deserto e formadas em três paredes transparentes semelhantes a ondas que imitam uma duna do deserto.

Funcionários da Apple disseram que a escultura é um projeto multimilionário que envolve uma equipe de dezenas de artistas, arquitetos, geólogos e especialistas em deserto, todos com o objetivo de criar um espaço público ao ar livre na enorme sede da empresa em Cupertino.

“Nosso objetivo é reunir todos os desertos da terra”, disse Paterson. “Os visitantes poderão caminhar de leste a oeste em torno de cada deserto do planeta. Vamos fazer deste um espaço microcosmo que traz todos esses desertos imensos e diversos ali mesmo para o Apple Park. ”

Não será pouca coisa pegar areia de todos os desertos do mundo, derretê-la em vidro e montá-la em Cupertino.

Paterson – conhecido por obras expansivas como Hollow no Royal Fort Gardens em Bristol, Reino Unido – disse que um projeto dessa escala não foi feito antes e será necessária cooperação em nível global para realizá-lo.

Fabricar vidro com areia do deserto é algo que Paterson pensou em fazer antes, mas depois de fazer parceria com Zeller & Moye, a escultura “realmente ganhou vida”, disse ela. As duas equipes trabalharam juntas antes de 2016 em Hollow, uma estrutura semelhante a um dossel feita de árvores do mundo todo.

Os planos do escritório de arquitetura prevêem três segmentos de linhas feitas de colunas de vidro conectadas em um espaço central, dando ao espaço três “entradas principais”, disse Moye. A natureza de forma livre da escultura criará pequenos nichos e bolsos onde as pessoas podem experimentar um momento de silêncio enquanto são envolvidas pela estrutura, disse Moye.

“Estamos trabalhando com esses materiais de forma experimental, mas focando em um material como o núcleo da arte: areia do deserto”, disse Moye. “Tem essa qualidade artesanal por causa do vidro fundido, então vai apresentar muitas variações e formas e descolorações.”

Patricia Anastassiadis assina nova coleção para ambientes internos e externos

A recente produção autoral da designer para a Artefacto investiga processos artesanais e vantagens tecnológicas da indústria para conceber peças atemporais e versáteis
REGINA GALVÃO

Passível de diferentes composições, o sofá Costa toma como referência o modelo Geta, lançado em 2020, e parece flutuar com sua estrutura de fibra de vidro resistente às intempéries, em conjunto com cintas de couro náutico, encosto de aço inox e presilhas nas almofadas (Foto: Divulgação)

Na reclusão imposta pela pandemia de Covid-19, a arquiteta Patricia Anastassiadis vivenciou intensamente os espaços da casa, transformados em escritório, escola, templo, academia e restaurante. “A necessidade de conexão com o externo se acentuou e veio o desejo por uma coleção que rompesse fronteiras, sem impor limites entre indoor outdoor”, conta.

Patrícia Anastassiadis assina nova coleção para ambientes internos e externos (Foto: Divulgação)
A poltrona Brezza dispõe de regulagem de altura e de encosto e propõe uma releitura das clássicas cadeiras de praia: elegante e confortável, sua estrutura de alumínio reforça o conceito de leveza ao permitir o trânsito do interior para a área externa com facilidade (Foto: Divulgação)

Assim como a pureza das formas naturais, as memórias afetivas nortearam os lançamentos assinados para a Edition 2021 da Artefacto, da qual Patricia é diretora criativa. “Idealizei móveis despojados e adaptáveis, com a intenção de despertar uma sensação de liberdade ingênua, aquela que experimentamos ao sentar em uma rede, um balanço ou uma cadeira de praia.” Esteticamente, trata-se de peças capazes de dialogar coma mobília da sala e que combinam a riqueza do artesanal com os benefícios das novas tecnologias, oferecendo durabilidade e elevada resistência às intempéries. Dessa maneira, dispõem de detalhes como apoio para smartphones, entradas USB, pernas dobráveis, estruturas de alumínio menos suscetíveis à corrosão, tecidos náuticos e madeira teca.

Patrícia Anastassiadis assina nova coleção para ambientes internos e externos (Foto: Divulgação)
Alumínio e tampo de azulejos compõem a mesa de centro Josef, cuja cartela de cores – em tons de amarelo, azul, branco e terracota – e formato aludem à obra do alemão Josef Albers. “Nossa relação com o barro é ancestral e resgata memórias afetivas”, diz Patricia (Foto: Divulgação)

Outra premissa adotada pela profissional: leveza. Ao migrar para o trabalho remoto, transportando itens de seu escritório para o apartamento onde mora, Patricia se deu conta da importância dessa característica. “Ela é o tema do primeiro capítulo do livro Seis Propostas para o Próximo Milênio [Companhia das Letras, 1990, 144 págs.], de Italo Calvino. Ele conta que, quando Perseu matou Medusa no mito grego, cortou sua cabeça e a apoiou num ninho de folhas, demonstrando respeito ao inimigo. Esta passagem me inspirou e me fez pensar que, até nos piores momentos, devemos procurar por leveza.”

Patrícia Anastassiadis assina nova coleção para ambientes internos e externos (Foto: Divulgação)
Folhas de madeira casadas e puxador de pedra natural dão ares de caixa de joias ao bar Pietra – forrada internamente, a peça contempla ainda gaveta refrigerada e porta USB (Foto: Divulgação)

A reflexão levou-a a investir não só em materiais com essa qualidade como também nos que estimulam o tato. “Este, certamente, foi um dos sentidos mais penalizados pela pandemia. Por isso, incorporei a madeira, projetei assentos que abraçam, criei almofada com contrapeso para acomodar a nuca e assentos com gomos a fim de proporcionar conforto.” Mais do que móveis, Patricia acredita ter desenvolvido elementos meditativos, contemplativos e escapistas, feitos para serem usufruídos dentro ou fora de nossas casas.

*Matéria originalmente publicada na edição de Maio/2021 da Casa Vogue

Design do novo iMac de 24″ teve dedo de Jony Ive

Nem parece, mas já faz quase dois anos que Sir Jonathan Ive deixou seu posto de diretor de design da Apple — mas, na ocasião da sua saída, ele deixou claro que sua nova empresa (a LoveFrom, que recentemente firmou parceria com a Airbnb) prestaria serviços para a Maçã.

Eis que, num review sobre o novo iMac M1 de 24 polegadasWIRED revelou que, de fato, houve dedo de Jony Ive no design do novo Mac tudo-em-um.

Os detalhes são escassos, mas a reportagem afirma:

Mas a Apple tem outro motivo para fazer referência a essa campanha antiga. Jony Ive esteve envolvido no design desse novo iMac, apesar de ter deixado a Apple em 2019. O design do hardware é um processo longo, então talvez não seja surpreendente que as impressões digitais de Ive estejam espalhadas por todo esse novo desktop. Mas, curiosamente, a Apple não confirmou ou negou se ele trabalhou no iMac 2021 depois de deixar a empresa — apenas que havia trabalhado nele.

Então, das duas, uma: ou o projeto desse novo iMac começou de fato antes da saída de Ive (natural, já que esses projetos podem levar anos), ou ele realmente participou do projeto após dar adeus a Cupertino.

A informação é curiosa e interessante, considerando que Ive foi o principal responsável pelo projeto do iMac G3 — dado como o “salvador” da Apple após sua quase falência na década de 1990. Não só isso, mas o iMac M1 recebeu o primeiro grande redesign em muitos anos e trouxe as cores de volta à linha.

Somando isso tudo à espessura absurda do novo iMac, de apenas 11,5mm… é, certamente teve dedo de Ive ali. [MacMagazine]

VIA APPLEINSIDER

Cadeira Bika garante versatilidade a qualquer ambiente

Produto é lançado de forma exclusiva no País pela Sittz

Fruto de uma parceria entre a empresa brasileira FK Grupo e a marca espanhola de mobiliário corporativo Forma 5, a cadeira Bika, assinada pelo estúdio Ramos & Bassols, dos designers industriais David Ramos e Jordi Bassols está sendo lançada no País pela Sittz, uma das bandeiras do grupo. “Trazer todo o conhecimento tecnológico e os produtos de design europeu para complementar o portfólio da Sittz irá agregar muito valor aos nossos produtos”, afirma Ulisses Carlos Raineri, diretor do FK Grupo.

A colaboração entre a Forma 5 e o FK Grupo repete o sucesso da companhia brasileira com a italiana Maxdesign, iniciada em 2016 e incorporada ao grupo brasileiro em 2020. Para trazer a marca para o País, houve o desenvolvimento de moldes, o estudo prévio de cada parte estrutural, identificadas as necessidades de acabamentos, conforto e funcionalidade e a modelagem da tapeçaria, feita de forma artesanal para que os produtos pudessem ser produzidos na fábrica da empresa em Bariri, interior de São Paulo.

A aparente simplicidade, a cadeira Bika esconde um conceito ambicioso que reúne design e inovação, estética e funcionalidade. A versatilidade do produto nasce da combinação de apenas duas peças que, quando juntas, constroem uma cadeira extremamente resistente, mas com uma estética clean e leve.

Com a estrutura produzida em nylon com fibra de vidro e a parte colorida em polipropileno de 8 diferentes cores, possibilitam uma solução colorida com design fresco e amigável, que se adapta a diferentes ambientes. Muito leve e fácil de limpar, Bika conta com revestimento de polipropileno que não requer manutenção complexa, o que a torna uma opção multifuncional, ideal para locais de alta rotatividade. Além disso, sua alta capacidade de empilhamento permite manter o ambiente organizado ao final de seu uso.

Os novos produtos se somam ao portfólio já existente da Sittz, que conta com cadeiras office, poltronas, sofás e puffs.

Fotógrafo mineiro Leo Faria assina coleção de louças

A linha foi criada a partir de imagens registradas pelo fotógrafo ao longo de quase uma década de carreira
GIOVANNA OLIVEIRA | FOTOS LEO FARIA

Fotógrafo mineiro Leo Faria assina coleção de louças (Foto: Leo Faria)

Cores, texturas e elementos gráficos marcam a nova coleção de louças assinada pelo fotógrafo Leo Faria em parceria com a Westwing. A linha é inspirada no acervo de mais de 100 mil imagens do fotógrafo mineiro, registradas ao longo de quase uma década de carreira, e possui peças com estampas que misturam arte, moda e uma atmosfera urbana.

Leo Faria e Westwing lançam coleção de louças com referências do movimento urbano e da moda (Foto: Leo Faria)
Leo Faria assina nova coleção de louças para Westwing

A coleção é composta por pratos rasoscanecas e pires com formas que remetem às memórias afetivas do artista, principalmente durante a infância em Minas Gerais. As peças são estampadas por seis imagens registradas e escolhidas pelo fotógrafo. As fotos possuem recortes inusitados, marcados por silhuetas humanas em movimento, que conversam também com o mundo da moda, onde o artista se tornou uma figura conhecida.

Leo Faria e Westwing lançam coleção de louças com referências do movimento urbano e da moda (Foto: Leo Faria)

Algumas das louças são marcadas ainda por elementos gráficos que simulam faixas de pedestres. A representação foi pensada para funcionar como um resgate de encontros que estão suspensos por conta da pandemia, como as passarelas e aglomerações dos desfiles de moda. “As faixas são símbolos universais, são pontes que ligam caminhos, marcam os trajetos das pessoas, então capturar esses momentos é algo recorrente no meu trabalho”, conta o fotógrafo.

Leo Faria e Westwing lançam coleção de louças com referências do movimento urbano e da moda (Foto: Leo Faria)

A combinação entre os tons das roupas das personagens escolhidas por Leo e os elementos gráficos adicionados às peças resulta em uma paleta de cores vibrante, capaz de trazer alegria à decoração. De acordo com o fotógrafo, as louças foram pensadas para serem versáteis e utilizadas em diferentes ambientes do lar. Os pratos, por exemplo, podem ganhar espaço em um gallery wall para decorar as paredes. Já as canecas podem funcionar como organizadores para canetas ou pincéis em um escritório.

Leo Faria e Westwing lançam coleção de louças com referências do movimento urbano e da moda (Foto: Leo Faria)

Além de assinar as louças, Leo Faria também é responsável pela direção de criação, fotografia e vídeo da nova coleção feita em parceira com a Westwing. As peças da colaboração estarão disponíveis no site da marca nesta segunda-feira, 24, a partir das 14h.

Roca recebe dois dos maiores prêmios de design por cubas da coleção Horizon

Criações de João Armentano se destacaram no IF DESIGN Award e no Red Dot Design Award deste ano #promo
VAND VIEIRA

Cuba Horizon Skyline 80 ganhou dois grandes prêmios na categoria Product Design (Foto: Divulgação)

Referência na área de produtos para banheiros, a Roca está entre os ganhadores de dois dos maiores prêmios de design do mundo por cubas da coleção Horizon, assinada por João Armentano. O modelo Horizon Skyline 80 venceu na categoria Product Design do IF DESIGN Award, que este ano contou com um júri composto por 98 especialistas independentes e quase 10 mil inscrições vindas de 52 países.

Já no Red Dot Design Award 2021, também na categoria Product Design, além da Horizon Skyline 80, a cuba Horizon Geometric também foi premiada. Essa, aliás, é a terceira vez consecutiva que a marca sai vitoriosa da premiação, acompanhando o êxito das coleções Ruy Ohtake by Roca, criada com Ruy Ohtake, e Infinity, encabeçada por Fernanda Marques.

Roca Brasil celebra a conquista do IF DESIGN AWARD 2021. Da esquerda para direita: Sérgio Melfi, diretor de marketing e vendas, Francisco Cino, diretor industrial e Aline Pereira, gerente de marketing, vibram ao lado do arquiteto João  e Júlia Armentano  (Foto: Vivi Spaco)
Roca Brasil celebra a conquista do IF DESIGN Award 2021. Da esquerda para direita: Sérgio Melfi, diretor de marketing e vendas, Francisco Cino, diretor industrial e Aline Pereira, gerente de marketing, vibram ao lado do arquiteto João e Júlia Armentano (Foto: Vivi Spaco)

“Recebemos os prêmios com muita alegria, tornando este momento um dos mais importantes na história da Roca. As chancelas internacionais do IF DESIGN Award e do Red Dot Design Award corroboram o nosso olhar e o desejo de destacar o brilhante design nacional com a maestria genial dos traços de João, em parceria com nossa equipe de desenvolvimento”, diz Sérgio Melfi, diretor comercial e de marketing da Roca Brasil.

Inspirada na versatilidade das cubas esculpidas, Horizon Skyline 80 foi pensada para banheiros e lavabos minimalistas que unem o moderno e o atemporal. Ainda assim, possui uma meticulosa estrutura interna e pode ser customizada com tampo na cor da peça ou em outro tom da paleta da marca. O acabamento matte também chama atenção, dando ao modelo uma aparência aveludada e a vantagem de não marcar ou manchar com o toque.

Cuba Horizon Skyline 80  (Foto: Divulgação)
Cuba Horizon Skyline 80 (Foto: Divulgação)

Horizon Geometric, por sua vez, é elegante e sóbria e tem tudo para se tornar a protagonista do ambiente em projetos de propostas variadas. Além do formato marcante, a saída de água dessa peça foi feita com apenas uma linha precisa e as bordas são ultrafinas (até 5mm de espessura), o que confere leveza ao produto.

Cuba Horizon Geometric (Foto: Divulgação)
Cuba Horizon Geometric (Foto: Divulgação)

Para conhecer toda a coleção Horizon e os demais produtos da Roca, acesse: www.br.roca.com   

Design de embalagens é aposta para atrair consumidor americano a produtos estrangeiros

Empreendedores imigrantes estão trabalhando com designers e estrategistas de marca para criar embalagens que apelam para uma parcela maior de consumidores
Nina Roberts, The New York Times – Life/Style

Yolélé trabalhou para deixar as embalagens de produtos feitos com fonio mais atrativas nos EUA. Foto: Ian C. Bates/The New York Times

O fonio, um cereal importado da África Ocidental, há muito tempo era relegado às prateleiras das pequenas mercearias, frequentadas principalmente por imigrantes do Senegal e do Mali. Mas aos poucos, foi abrindo caminho no supermercado Whole Foods, onde  saquinhos decorados com um mapa pintado da África podem ser encontrados entre embalagens de arroz e lentilhas, visando atrair uma maior variedade de consumidores americanos.

Essa jornada foi promovida em parte por uma empresa de Nova York, a Yolélé, que significa algo como “Que venham os bons tempos!” na língua “fula”, da África Ocidental. A Yolélé oferece também fonio com refogado de cebola e temperado como o arroz comum, uma linha de chips de fonio, e, dentro em breve, farinha de fonio.

A companhia foi fundada em 2017 por Philip Teverow, veterano da indústria alimentícia, e Pierre Thiam, um chef originário do Senegal que cresceu comendo este cereal. Thiam acredita que os americanos consumiriam o fonio, se tivessem mais acesso a ele.

Este grão nutritivo não contém glúten e tem um leve sabor de nozes. Também é fácil de preparar: “Com o fonio, o cozinheiro nunca erra”, disse Thiam.

Mas o crucial para a sua empreitada de conquista do consumidor americano médio foi a embalagem. O design inovador do pacote e a identidade da marca são vitais na venda de alimentos incomuns nos mercados em geral, afirmam especialistas do setor.

“Na realidade, as pessoas compram com os olhos”, disse Chris Manca, um cliente do Whole Foods Market, especializado em produtos locais para lojas da companhia em Nova York, Nova Jersey e Connecticut. “Se o seu produto não saltar realmente da prateleira e não atrair o seu olhar, passará despercebido”.

Em 2019, funcionavam nos Estados Unidos 182.535 empresas de alimentos de propriedade de imigrantes, em toda a sua cadeia, da produção ao restaurante, segundo uma análise da American Community Survey realizada pela organização de pesquisa New American Economy. Imigrantes chineses e mexicanos eram os seus principais proprietários, e vendiam produtos alimentícios familiares ao paladar americano. Ultimamente, empreendedores de países como Guiné, Casaquistão e Senegal também estão conquistando um lugar no mercado com uma culinária menos conhecida.

A comercialização destes alimentos nos EUA também esbarra em algumas dificuldades, como a identidade cultural e a percepção do consumidor. Os empreendedores experientes trabalham com designers e estrategistas de marcas com a finalidade de tornar os seus produtos mais convidativos.

Um dos principais obstáculos é a escolha dos elementos visuais – fontes, cores, ilustrações e fotografias – que revelam a procedência física ou conceitual de um produto. A identidade de uma marca demasiado elegante e brilhante pode parecer pouco autêntica e perder credibilidade. E designs folclóricos ou inspirados em símbolos regionais podem parecer clichê e ultrapassados.

A criação do visual correto consiste em um “equilíbrio sutil”, segundo Paola Antonelli, curadora sênior do departamento de arquitetura e design do Museu de Arte Moderna. Uma nova embalagem para um alimento de procedência estrangeira deve estimular a curiosidade e irradiar autenticidade, “fazendo com que o consumidor sinta uma familiaridade que talvez você ainda não tenha descoberto em si mesmo”, ela falou.

A herança cultural é crucial para um novo produto, explicou Phil Lempert, analista da indústria de alimentos, conhecido como o Guru do Supermercado. “Você precisa se destacar”, afirmou, acrescentando que há um forte apetite for culinárias e produtos estrangeiros, principalmente entre as gerações mais novas: “Eles amam experimentar com a comida”.

O setor global de alimentos mudou substancialmente nas últimas décadas, disse Lempert. Novas marcas de alimentos estrangeiros tendem a celebrar as suas origens, enquanto, há apenas dez anos, talvez as empresas procurassem americanizar os seus produtos.

“Há uma espécie de estigma a este respeito”, ele disse.

A distribuição dos supermercados também mudou. “Muitas destas marcas étnicas menores eram em geral distribuídas por distribuidoras de alimentos étnicas”, disse Lempert. “Agora, estas companhias vão diretamente para o supermercado”.

Outras estratégias apostam na mídia social, principalmente no Instagram, considerada uma maneira eficiente e de baixo custo para comercializar produtos, e vender diretamente aos consumidores por meio de sites e de mercados do comércio eletrônico, como a Amazon.

Mas o segredo está frequentemente na embalagem. A arte de um designer em geral consiste em uma mistura de pensamento criativo, experiência profissional diversificada e grandes viagens. Isto muitas vezes vai além de nacionalidade, etnia ou cultura compartilhadas; na realidade, muitos empreendedores preferem trabalhar com designers de diferentes origens para conhecer melhor a sua história através de lentes frescas.

Thiam quis usar Yolélé para afirmar a identidade afro-ocidental do fonio, evitando rótulos como “exótico” e “étnico”. Ele e Teverow procuraram Paula Scher, sócia da empresa de design Pentagram, com a qual Thiam já estava familiarizado por causa dos seus livros de culinária. Ele teria gostado de um designer de ascendência africana, mas quando viu o mapa da África de Paula Scher, afirmou, foi “amor à primeira vista”.

Depois que o design de Paula chegou às prateleiras, no ano passado, as vendas aumentaram 250%, contou Teverow.

A utilização de nomes de produtos em línguas estrangeiras é um problema comum aos proprietários de empresas de alimentos. Para ampliar o apelo de suas clássicas misturas de especiarias do Oriente Médio, como hawaji, baharat, e ras el hanout, Leetal Arazi, uma das fundadoras da New York Shuk, trabalhou com o designer gráfico Ayal Zakin para bolar a solução visual.

Os rótulos contêm ilustrações elegantes dos conteúdos de cada frasco, como cúrcuma ou chili, equilibrados com um moderno logotipo dourado e a silhueta estilizada de um pequeno camelo.

“De repente, as pessoas se sentem menos temerosas e intimidadas ao pegá-los na mão”, disse Arazi, cujos produtos são vendidos em supermercados como Whole Foods e lojas especializadas. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

A Apple diz que o logotipo da garrafa de água é “quase idêntico” ao seu próprio, objetos de marca registrada

By William Gallagher | Apr 07, 2021

Marca da Georgette

A Apple está novamente se opondo à marca registrada do logotipo de outra empresa, alegando que pode ser facilmente confundido com o seu próprio.

Seguindo sua oposição ao logotipo de um partido político norueguês e sua disputa de marca registrada com a Prepare, a Apple está novamente se opondo ao design de um logotipo. Ela entrou com um aviso de oposição perante o Tribunal de Marcas e Recursos sobre a marca em forma de maçã da Georgette LLC para seu negócio de água engarrafada.

O logotipo da Georgette LLC consiste em uma maçã inteira, não uma com uma mordida arrancada e com as palavras “Eu sou Arcus” escritas nele. A Apple diz que esta marca “apresenta um design estilizado de maçã com uma folha destacada em ângulo reto, tornando-a visualmente semelhante às famosas marcas da Apple”.

O arquivamento da Apple inclui uma comparação lado a lado dos dois logotipos, além de uma imagem sobrepondo os dois. “De fato, o formato geral do design da maçã [da Georgette LLC] é quase idêntico ao formato do logotipo da Apple”, diz o documento.

Detalhe do processo de oposição da Apple mostrando os dois logotipos lado a lado, mais sobrepostos no mesmo tamanho

“À luz da fama das Marcas da Apple”, continua, “os consumidores que encontrarem a Marca do Requerente provavelmente acreditarão que os Bens do Requerente oferecidos sob a Marca do Requerente estão associados ou aprovados, endossados ​​ou fornecidos pela Apple”.

A Apple ainda se opõe ao uso deste logotipo porque ele se destina a ser usado em garrafas de água, entre outros produtos. “Muito antes da data de apresentação do Requerente, a Apple ofereceu produtos e serviços idênticos e / ou altamente relacionados sob suas marcas da Apple”, diz o documento.

Fique por dentro de todas as notícias da Apple diretamente do seu HomePod. Diga: “Ei, Siri, jogue AppleInsider” e você obterá o podcast AppleInsider mais recente. Ou peça ao seu HomePod mini “AppleInsider Daily” e você ouvirá uma atualização rápida diretamente de nossa equipe de notícias. E, se estiver interessado em automação residencial centrada na Apple, diga “Ei, Siri, jogue HomeKit Insider” e ouvirá nosso mais novo podcast especializado em instantes.

Duyi Han cria renderizações retrô de objetos de design italiano para exibição virtual

O diretor criativo Duyi Han produziu uma série de representações com objetos de 41 designers italianos importantes, como Ettore Sottsass e Enzo Mari, exibidos em ambientes 3D emprestados da cultura popular.

O projeto de Han é para uma exposição virtual na galeria Superhouse do Brooklyn em Nova York, chamada Different Tendencies: Italian Design 1960-1980.

O conjunto de renderizações individuais foi compilado em um vídeo com efeitos e música para evocar o ambiente dos anos 60 e 70.