‘Do jeito que elas querem’: Diane Keaton e a designer de produção Rachel O’Toole falam sobre os cenários do filme

Rachel O’Toole discute a pressão de trabalhar com uma fanática por design, como Diane Keaton – que levou alguns móveis para a casa-, e encontrar locações para o elenco repleto de estrelas
Texto Marc Malkin* I Fotos Paramount Pictures/ Divulgação/ Tradução Luciana Fatima

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Diane Keaton

Diane Keaton não tem dúvidas quando perguntamos a ela qual seu local favorito no set da nova comédia romântica, Do jeito que elas querem. “Gostei mais da casa de Andy Garcia”, comentou a vencedora do Oscar e fanática por design. “A casa de Andy é no estilo espanhol antigo. Eu queria comprar aquele lugar lindo”, brinca. Garcia interpreta o par amoroso de Keaton no filme sobre quatro velhas amigas de Los Angeles – Keaton, Jane Fonda, Candice Bergen e Mary Steenburgen –, cujas vidas amorosas estão de cabeça para baixo, quando começam a ler, em seu clube de leitura, a série Cinquenta tons de cinza. Keaton interpreta uma viúva em processo de recuperação da morte do marido quando conhece Mitchell (Garcia), um piloto bonito, independente e rico, de Sedona, no Arizona.

Assim que a designer de produção, Rachel O’Toole, viu fotos do Hummingbird Nest Ranch, uma imensa propriedade equestre, em Simi Valley, que pertenceu ao bilionário texano David Saperstein (ele vendeu a propriedade em 2016 por US$ 33 milhões), ela sabia que havia encontrado a casa de Garcia no filme. A propriedade possui uma enorme mansão colonial espanhola, mas Rachel e o diretor estreante, Bill Holderman, optaram por usar uma das 16 casas de hóspedes da propriedade para a casa de Garcia.

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Jane Fonda

“Acho que é a casa principal original construída na propriedade”, diz Rachel. “Era tão perfeita com aquelas arcadas e a maneira como a luz atravessa o quintal e a piscina. De pé, na porta da frente, é possível ver todo o caminho da cozinha até o banheiro, através de uma passagem arqueada de tijolos; e dali, através de cristal de chumbo, para uma fonte do lado de fora. Eu disse para o Bill: ‘Não precisamos perder mais tempo procurando outro lugar, porque é isso aqui’.”

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Jane Fonda, Candice Bergen e Mary Steenburgen

Enquanto a cozinha dos anos 1970 foi modernizada para o filme, o resto da casa precisou apenas ser redecorada. “Para a paleta de cores, tínhamos bordô e tons de marrom com muitas texturas, como tapetes persas”, diz Rachel O’Toole. “Queríamos que o personagem de Andy fosse firme, mas acessível com todas aquelas coisas que ele coletou em suas viagens.”

Uma doce casa de campo, mas levemente decadente, em Brentwood, foi escolhida para a personagem de Keaton como um sinal para ela tentar seguir em frente. “Era uma casa charmosa, autêntica e vivaz que não havia passado pela típica reforma que as pessoas fazem com bancadas de mármore branco e tudo mais”, comenta a designer de produção.

A própria Diane Keaton é uma estrela da arquitetura e do design (ela é autora de três livros de design, incluindo Diane Keaton: HouseCalifornia Romantica e The House That Pinterest Built, e também foi proprietária de casas de Frank Lloyd Wright e Wallace Neff). Rachel O’Toole admite que estava suando de nervoso ao tentar encontrar a casa certa para a personagem da atriz. “É muito a cara da Diane”, explica ela. “É terrosa com alguns toques de cor. Ela tinha tons em madeira e neutros na parede com alguns detalhes em azul e preto. Havia muita madeira pintada de preto.”

E também há a poltrona Mitchell Gold + Bob Williams na sala de estar. “Eu a vi num site chamado Chairs, e quando vi, logo pensei: ‘Vamos comprar essa poltrona porque tenho certeza de que a Diane vai querer ficar com ela’.”. E ela estava certa.

A poltrona branca simples com uma faixa preta no meio agora fica na casa de Keaton e é, de fato, apresentada em seu último livro, The House That Pinterest Built. “Oh, meu Deus!” Keaton dispara. “É tão confortável”.

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Jane Fonda, Mary Steenburgen e Candice Bergen

Rachel O’Toole não teve de se preocupar quanto a Keaton interferir em seu trabalho. “Eu não quero ser designer de produção!”, Diz Keaton. “Sabe por quê? Porque você tem de agradar outras pessoas. Eu só quero comprar e vender casas, movimentá-las. Quero fazer isso enquanto eu viver. Acabei de comprar um lugar em Tucson, no qual estou trabalhando agora!”

Quanto às outras mulheres, a personagem de Mary Steenburgen é chef e dona de um restaurante então – não é surpresa – as amigas se reúnem em sua cozinha, quando se encontram para as reuniões do clube do livro. Eles filmaram em uma casa reformada, em Brentwood, não muito longe da casa de Keaton. “A paleta de cores de Mary era em tons de joias e cores de frutas”, diz Rachel. “Suas cores principais foram amarelo e verde. Já que ela era uma espécie de personagem mais vibrante e que também lidava com comida, há uns toques de limão em sua casa e onde quer que ela fosse. Bill ficava me dizendo para parar de colocar limões em todos os lugares, e eu falava, ‘Mas foi a Mary quem trouxe aqueles!’.”

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Diane Keaton, Candice Bergen, Jane Fonda e Mary Steenburgen

O outro espaço de destaque na produção é o escritório de Jane Fonda. Na pele da ruiva, sexualizada, nunca-antes-casada, dona de um hotel (você vai reconhecer o exterior: é o Montage Beverly Hills), o espaço de trabalho de Fonda, filmado em um quarto remodelado no histórico Millennium Biltmore Hotel, no centro de Los Angeles, é banhado em tons creme, com fortes toques de bronze, ouro, prata e cristal. “Jane faz uma pesquisa incrível para suas personagens”, explica Rachel O’Toole. “Ela tinha uma quantidade insana de detalhes com uma história de fundo. Tornou-se realmente óbvio que seu escritório tinha de ser elegante, mas não sem medo de demonstrar um pouco de ostentação. Ela usava muitos anéis e joias, e isso se reflete em seu escritório.”
*Esta reportagem foi originalmente publicada na Architectural Digest USA

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Designer austríaco Robert Stadler será o homenageado da Made 2018

Depois de brilhar como curador na Semana de Design de Milão, Robert Stadler vem a São Paulo com o título de designer do ano concedido pela feira Made
Por Regina Galvão I Fotos Divulgação

robert-stadler-studierteO austríaco Robert Stadler, curador de uma das mais comentadas exposições da Semana de Design de Milão deste ano, a Typecasting, que reuniu protótipos e peças ícones do acervo da Vitra em Brera, será o homenageado da 6ª edição da Made – Mercado Arte Design, a ser realizada de 27 de junho a 1º de julho no Prédio da Bienal, no Ibirapuera, em São Paulo. Aqui, ele apresentará o processo criativo com itens de sua escrivaninha, inspirações e protótipos desenvolvidos por seu estúdio em Paris.

O anúncio foi feito hoje durante coletiva para a imprensa, no Hotel Tivoli Mofarrej, no qual os organizadores anunciaram várias novidades. Entre elas, a seção de gastronomia com pequenos produtores, um maior espaço para o Hand Made, com cerâmicas e joias contemporâneas, e um auditório para 80 pessoas projetado dentro dos conceitos da arquitetura parametrica –  programa de computação que analisa informações do entorno para produzir um efeito gráfico.

A Made trará ainda a exposição Machine Art Revisited, em 300 m², que resgatará nove fotografias originais da mostra organizada, em 1934, por Philip Johnson, um dos pais da arquitetura do século XX, no MoMA, em Nova York, além de recriar uma das instalações dele com objetos contemporâneos da indústria brasileira. A curadoria será de Hilary Lewis, diretora criativa da Glass House (1949), principal obra do arquiteto norte-americano, localizada em New Canaan, no estado de Connecticut. Hilary abrirá o ciclo de palestras no dia 28 de junho às 17 horas. “Este ano ocuparemos o térreo do prédio e teremos 125 expositores, 20% a mais do que no ano passado”, comemorou Waldick Jatobá, idealizador da Made.

Móveis para os dias de hoje

As referências podem até estar no passado, mas os materiais e técnicas de produção não podem ser mais atuais. Assim é a Érea, editora de móveis contemporâneos capitaneada pelos sócios arquitetos Fábio Berbari, e Ricardo Minelli que falaram ao Casa
Por Marcelo Lima

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Cama baldaquino, de metal, com detalhes de osso: um dos destaques do ambiente Le Riad, de Roberto Migotto, na Casacor Foto: Antonio Di Ciommo

Em linhas gerais, tudo se passa como há 20 anos, quando dois amigos arquitetos, trabalhando em um grande escritório paulistano, resolveram colocar em linha alguns dos móveis que desenhavam para seus clientes. “O Ricardo se ocupa da concepção das linhas, eu, mais do desenvolvimento. Claro que as coisas são feitas a quatro mãos, mas no geral é assim, e tem dado certo”, comenta Fábio Berbari, sócio de Ricardo Minelli na Érea, uma editora de móveis contemporâneos que almeja atingir o atemporal. Ainda que partindo de referências distantes. “Nossa mais recente coleção, Tuareg, tem como inspiração a cultura marroquina, porém foi desenvolvida dentro de parâmetros inteiramente afinados com os dias de hoje”, afirma Minelli, que ao lado do sócio, falou ao Casa sobre o atual momento da marca.

Na hora de projetar vocês partem mais dos materiais ou das formas?
Ricardo Minelli. Diria que 99% de nossas peças nascem das formas, ainda que tenhamos de adaptá-las ao material a ser utilizado. Características particulares dos materiais como resistência, maleabilidade e peso, podem interferir diretamente no design e, por isso, dedicamos grande parte do nosso tempo pesquisando as matérias-primas mais apropriadas para atingirmos o justo equilíbrio.

Vocês trabalham como uma variedade muito grande de profissionais? Quem são eles?
Fábio Berbari. Temos acesso a muitos materiais, mas ainda assim, muitas vezes temos de adaptá-los a nossos propósitos. Daí porque preferimos trabalhar com artesãos, profissionais versáteis, capazes de aperfeiçoar técnicas. Nos agrada muito partilhar nossos conhecimentos e também aprender com eles.

Comentem a coleção Tuareg e como ela se liga ao ambiente de Roberto Migotto.
Assim como o Le Riad criado por Migotto para a Casacor, a coleção teve inspiração marroquina, porém foi desenvolvida dentro de parâmetros contemporâneos de design e acabamento. E, sendo assim, ela caracteriza bem nossa marca, uma vez que todas as técnicas empregadas na produção das peças foram inéditas.

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Os empresários Fábio Berbari e Ricardo Minelli Foto: Raphael Briest

Design de escritório de Kanye West é inspirado em brutalismo e utilitarismo

Yeezy Studio, que toma conta de um prédio em Calabasas, na Califórnia, ainda deve abrigar a empresa de arquitetura do rapper

yeezy-studio-kanye-west-willo-perron-calabasas-california_dezeen_hero1-852x479O escritório de design Yeezy, de Kanye West, acaba de mudar para um novo estúdio em Calabasas, na Califórnia, com decoração assinada por Willo Perron. O profissional optou por uma estética nua inspirado no utilitarismo e brutalismo.

Composto por estúdios de design, protótipos e espaços de amostragem, o Yeezy Studio ainda conta com um estúdio de música, biblicoteca e espaço para eventos. Além disso, o local deve abrigar o Yeezy Home – empreendimento de arquitetura, anunciado em maio.

A estética é simples e se espelha no estilo da empresa de moda de West, que foi desenvolvida com a marca Adidas e lançada em 2015. Perron contou ao Deezer que retalhou os interiores para revelar paredes de concreto, que foram pintadas de branco. O piso permanece de concreto.

“Queríamos transformar esses espaços industriais em um ambiente no qual você queira passar tempo e isso também reflete seu trabalho”, disse Perron à publicação. Os móveis são feitos de madeira compensada pintada de preto e muitos vancos de concretos, que se baseiam no brutalismo – estilo arquitetônico do século 20 – e utilitarismo.

Arquiteto e designer carioca Sergio Rodrigues ganha exposição gratuita em São Paulo

‘Ser Estar – Sergio Rodrigues’ conta a trajetória do arquiteto e designer reconhecido pela icônica poltrona Mole
Por Giovanna Maradei I Fotos: Divulgação

Sergio Rodrigues.jpgCom o compromisso de ir muito além da criação da icônica poltrona Mole, a exposição ‘Ser Estar – Sergio Rodrigues’, que acontece a partir do dia 9 de junho no Itaú Cultural (São Paulo), conta a trajetória do renomado arquiteto e designer carioca, apresentando uma série de móveis, maquetes, desenhos e plantas que representam seus mais de 60 anos de carreira.

Com curadoria de Daniela Thomas, Mari Stockler, Felipe Tassara e Fernando Mendes, a mostra que ocupa os três andares do centro cultural ainda conta com diferentes trechos de textos, palestras e entrevistas de Sérgio Rodrigues, que vão aos poucos ajudando a costurar essa história e evidenciam sua preocupação em criar objetos e espaços para pessoas, priorizando o conforto e o aconchego.

Dividida em espaços temáticos, a exposição mostra no piso mais baixo (-2) a biografia de Sergio Rodrigues, apresentando sua história pessoal, sua formação e sua relação com a família – Sergio foi filho do pintor Roberto Rodrigues e sobrinho do dramaturgo Nelson Rodrigues.

Já no piso imediatamente acima (-1), os visitantes são apresentados as suas obras mais icônicas, entre elas as poltronas Mole e Chifruda e o banco Mocho, contando não só com os móveis, mas com os estudos que levaram à sua criação.

Por fim, no piso 1 do Itaú Cultural, a exposição foca no lado arquiteto de Sérgio Rodrigues, apresentando, por exemplo, o SR2 – seu sistema de casas pré-fabricadas – bem como  maquetes e plantas de trabalhos que realizou com esse método, como o Iate Clube de Brasília, sua residência e seu escritório.

A exposição ‘Ser Estar – Sergio Rodrigues’ vai até o dia 5 de agosto, e o Itaú Cultural fica na Avenida Paulista 149 e está aberto de terça a sexta, das 9h às 20h, e aos sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h.

Muji abre loja pop up na Japan House

Marca japonesa também fará exposição de seus produtos clássicos
Por Giovanna Maradei I Fotos Divulgação

177a2529Famosa pela qualidade e, especialmente, pelo minimalismo (que envolve desde o processo de produção até as embalagens) a gigante japonesa Muji traz seus produtos simples, lindos e funcionais para uma pop-up store que ficará aberta do dia 19 de junho a 22 de julho no primeiro andar da Japan House, em São Paulo.

Tradução perfeita do minimalismo nipônico, a marca faz, através da loja temporária, a primeira operação do grupo na América Latina e aproveita não só para vender seus produtos, mas também para apresentar aos visitantes alguns dos itens mais clássicos, sejam eles para papelaria, decoração ou organização.

Defensora de um estilo de consumo consciente, simples e racional, a Muji foi fundada em 1980 e pode ter o nome traduzido por “artigos de qualidade sem marca”, um resumo sucinto de uma missão complexa, mas que tem agradado cada vez mais o mercado e fez com que a vinda da loja fosse esperada desde a inauguração do centro cultural japonês no Brasil.

Ainda em junho, a Japan House recebe a exposição Aromas & Sabores, que tomará conta do segundo andar do edifício e de forma lúdica, interativa e didática, passeia pela diversidade de cheiros e gostos da cultura japonesa, apresentando ainda uma análise sobre como acontece a identificação e a construção do paladar e do olfato no corpo humano e na indústria.

A Japna House tem entrada gratuita e funciona de terça-feira a sábado das 10h às 22h
e aos domingos e feriados das 10h às 18h.

Conheça melhor o design russo

Olga Kosyreva, especialista no assunto, comenta o design produzido hoje no país da Copa
Por Marcelo Lima – O Estado De S.Paulo

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Porta-objetos de madeira e pedra de Lesha Galkin. À esquerda, luminária de Maxim Maximov. Foto: Sergei Ananiev

Poucos conhecem a realidade do design na Rússia hoje com tanta profundidade quanto Olga Kosyreva. PhD em Publicação, trabalhou por mais de 15 anos na área editorial, onde ocupou postos-chaves nas principais revistas de design e interiores russas. Em 2011, inaugurou a versão local do Salone del Mobile Milano em Moscou e, desde então, atua como palestrante e consultora internacional. Eu diria que a capacidade de fazer negócios é o aspecto mais desafiador para o jovem designer”, como ela afirmou nesta entrevista exclusiva para o Casa, direto da capital russa.

Como você vê o design na Rússia hoje?
Existe uma enorme lacuna entre profissionais e fabricantes. A indústria ainda não está pronta para pagar designers e eles não recebem royalties do desenvolvimento de seus produtos. Para mudar essa situação, além de trabalhar duro, nossos jovens designers ainda têm de quebrar muitos estereótipos.

Quem são os jovens designers russos?
Para dizer a verdade, não são muito jovens. Há muitos designers com seus 40 anos que acabaram de começar suas carreiras. Os mais jovens são graduados das academias. Outra parte é uma geração um pouco mais velha que vêm para o design de produtos a partir de campos como arquitetura e design de interiores. Esses são mais experientes, mais práticos e mais orientados para os negócios. Um primeiro aspecto em comum é que todos têm se voltado para questões comunitárias como a reavaliação das tradições e a aproximação da natureza. Em segundo lugar, eles procuram dar respostas mais elegantes e modernas para velhas questões. E, por fim, todos tentam sobreviver em um país ainda não maduro em relação ao design, sem uma base de produção eficiente, mas, de maneira geral, são muito promissores.

Quais são os desafios desses profissionais?
Eu diria que a capacidade de fazer negócios fora do design é o principal. Por isso, um novo modelo se torna cada vez mais comum. É mais lucrativo para o designer criar produtos sob sua própria marca, ser ele mesmo o gerente, o comerciante, o artesão e o fabricante de seus objetos ou, pelo menos, terceirizar sua produção. Alguns deles ainda não estão prontos, mas outros têm tido sucesso nesta trajetória. Eles não querem permanecer como designers em teoria, eles procuram maneiras de implementar suas ideias e considero isso muito positivo. Hoje há mais liberdade de ação, perspectivas e oportunidades para os jovens e coisas mais diversificadas e originais para os consumidores.

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A curadora e consultora de design russa, Olga Kosyreva Foto: Acervo Olga Kosyreva