Mostra Modernos Eternos reúne expoentes da arquitetura nacional

Quinta edição do evento em São Paulo acontece de 22 de agosto a 2 de setembro
Fotos: Romulo Fialdini

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Ambiente assinado por Sig Bergamin (Foto: Romulo Fialdini)

Móveis e objetos de design atual, vintage e de antiquários, além de obras de arte, compõem os 10 ambientes assinados por expoentes da arquitetura nacional especialmente para a mostra Modernos Eternos, que faz parte da programação do DW! São Paulo Design Weekend.

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Ambiente assinado por Luciana Teperman para a mostra Modernos Eternos (Foto: Romulo Fialdini)

A quinta edição paulistana do evento acontece de 22 de agosto a 2 de setembro com a proposta de reunir uma cuidadosa seleção de peças que serão colocadas à venda imediatamente para o público do evento.

Os espaços criados para esta edição da Modernos Eternos levam a assinatura de Ana Maria Vieira Santos, Dado Castello Branco, David Bastos, Gustavo Neves, In House, Luciana Teperman, Marco Aurélio Viterbo, Murilo Lomas, Sig Bergamin e Wesley Lemos.

“Trabalhamos com a reutilização de peças de valor eterno e a utilização de materiais de montagem recicláveis, descartando qualquer geração de resíduos”, explica Sergio Zobaran, idealizador da mostra boutique ao lado de Maria di Pace.

MODERNOS ETERNOS
Studio 689 – Ugo di Pace. Al. Gabriel Monteiro da Silva, 689, Jardim Europa, São Paulo. De 22 de agosto a 2 de setembro. Segunda a domingo, das 13h às 20h. R$ 40.

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Designers renomados assinam coleção de vasos sustentáveis

Empresário João Paulo Roriz, da Vasap Design, reuniu grandes nomes em sua nova linha de peças feitas com material reciclado

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Vasos da coleção Cumbuca, do designer Marcelo Rosenbaum e do estúdio Fetiche Design Foto: Caio Weber

O empresário goiano João Paulo Roriz, proprietário da Vasap Design, sempre acreditou que um produto de bom design não precisa ser necessariamente caro. Para provar isso, desde 2017, ele vem produzindo vasos de polietileno reciclado que, apesar de ostentarem a assinatura de nomes estrelados do cenário nacional, como Marcelo Rosenbaum e Léo Romano, fazem do custo acessível uma premissa básica de projeto.

“A ideia é que cada designer conte sua história através de nossos produtos”, diz Roriz, que sonha em atingir objetivos ainda mais altos. “Nossa intenção é deixar um legado para o design nacional. Por isso, pretendemos anunciar em breve um concurso anual direcionado a jovens designers”, como ele afirmou nesta entrevista exclusiva ao Casa, direto de Goiânia. [Marcelo Lima]

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Linha Recôncavo, de Mauricio Arruda Foto: Caio Weber

Como é obtida e processada a matéria-prima empregada na produção dos vasos da Vasap?
Sempre trabalhamos com o polietileno. Quando começamos, produzíamos nossas peças com matéria-prima virgem, adquirida em petroquímicas. Como valorizamos muito a questão da sustentabilidade, logo começamos a pesquisar maneiras de produzir com material reciclado, desde que mantivéssemos a mesma qualidade dos nossos primeiros vasos. Dessa forma, criamos um departamento na empresa que recebe, separa e trata materiais descartados – embalagens usadas, caixas de feira, tampas de garrafa – que, após processado, passa a ser usado na fabricação de nossos produtos.

De onde surgiu a ideia de associar design à produção de vasos plásticos?
Ao observarmos o potencial do mercado de vasos e jardinagem que, mesmo durante a crise, estava crescendo mais de 10% ao ano. Ainda assim, percebemos que quase todas as marcas fabricavam praticamente os mesmos tipos de produtos, com as mesmas cores e design, focando apenas no preço e esquecendo a qualidade. Diante deste cenário, o design surgiu como um atributo de diferenciação, como uma solução para nos afastar da concorrência e inaugurar um novo nicho: o dos vasos assinados.

Como são escolhidos os designers da casa?
Na verdade não existem critérios específicos, mas, muito mais, dos nossos objetivos que estabelecemos a cada momento. Desde nossas primeiras peças, optamos por trabalhar com profissionais de diferentes estilos. Escolhemos Marcelo Rosenbaum e Fetiche Design por acreditar que eles representam bem um dos conceitos mais importantes para nossa marca, o do design para todos. Em Mauricio Arruda, o que mais nos motivou foi a forte relação que ele tem com a brasilidade e com o sustentável. Já no caso do Léo Romano, o que pesou foi sua grande identificação com o minimalismo.

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Peças da coleção Ripados do Studio André Lenza Foto: Caio Weber

Fotógrafo Lufe Gomes cria linha de móveis após não encontrar peças funcionais no mercado

Lufe Gomes desenhou mobiliário inspirado nas principais necessidades de seu apartamento
Roberta Cardoso e João Abel – O Estado De S.Paulo

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Lufe Gomes, fotógrafo, youtuber e, agora, designer 

A necessidade, muitas vezes, anda de mãos dadas com a criatividade. No caso do fotógrafo Lufe Gomes, foram as demandas domésticas que serviram de incentivo para que ele arregaçasse as mangas e decidisse criar seus próprios móveis.

“Quando você coloca algo em movimento, não tem como saber o caminho que percorrerá. Eu comecei a reformar o meu apartamento e, no meio do percurso, resolvi desenhar móveis que eu precisava e não encontrava no mercado”, explica ele. Peças como uma escrivaninha capaz de esconder fios; uma mesa de centro que muda de forma; um sofá que também é cama e banco; e uma mesa de jantar onde os convidados não esbarram os pés em nada e nem em ninguém.

Engenheiro civil por formação, Lufe não teve dificuldade de dar forma às suas ideias. Seu apartamento de 60 m², localizado no bairro da Consolação, passou por duas reformas até ficar como ele desejava. Na primeira, foram eliminadas as paredes, o que permitiu a integração de todos os ambientes.

“O antigo proprietário tinha dificuldade de vender porque o apartamento era claustrofóbico”, diz. Hoje, a única lembrança do passado que ficou foi o mezanino, transformado em quarto do fotógrafo e youtuber. “Embaixo do meu quarto fica o escritório. Como o pé-direito tem 3,20 m, foi possível explorar e aproveitar melhor o espaço vertical”, conta.

E foi para esse ambiente que ele direcionou sua primeira criação, a escrivaninha Harmonia. “Minha mesa era o lugar mais bagunçado da casa. Desenhei um modelo funcional. E que tem tudo a ver com a harmonia que deve existir entre a vida pessoal e a profissional”, diz. O sofá-cama veio logo em seguida. Uma vez que a área não contava com divisórias internas, o fotógrafo quis evitar a interferência visual que o encosto do móvel poderia trazer. Por isso, o modelo batizado de Equilíbrio é baixo. Os braços foram feitos para servir de assento e suportar até 120 quilos, ampliando ainda mais sua utilidade. “Ele é todo proporcional e é essa condição que traz o equilíbrio”, diz.

Rodeado de itens decorativos trazidos das muitas viagens que fez pelo mundo, Lufe se ressentia ainda da ausência de mesas. A de jantar, feita em parceria com a Mezas ganhou o nome de Soma+. “Ela é feita com três materiais: o concreto, que representa as paredes da casa; a madeira, que faz referência ao piso; e o metal, que remete ao mezanino. Além disso, a mesa representa as diferenças entre as pessoas que a dividem, ou seja, é uma soma de pensamentos e filosofias de vida”, explica ele.

É, porém, no coração da sala de estar que pulsa a mais lúdica de suas criações. Amparada por tapetes trazidos da Índia e do Marrocos, a mesa de centro Movimento cumpre o que o seu nome sugere. “Lembrei dos japoneses, com suas mesinhas baixas, e quis criar algo que reunisse pessoas em torno dela. Para mim era muito importante ter uma sala integrada, onde eu pudesse ter movimento dentro dela. Então, optei por desenhar móveis baixos e versáteis. Sem falar que os apartamentos de hoje são muito pequenos, você precisa pensar em peças multiuso”, pontua.

Para quem tem dificuldade de encontrar móveis tão multifuncionais quanto os de Lufe, uma boa notícia: batizada de Experiência, a coleção do fotógrafo será comercializada pela sua marca, a Life by Lufe, e chega ao mercado ainda este mês.

Veja fotos da sala e dos móveis criados por Lufe Gomes

Madonna usa joias do designer brasileiro Carlos Rodeiro para aniversário de 60 anos

Baiano Carlos Rodeiro desenhou as peças escolhidas pela rainha do pop

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Madonna (Foto: Reprodução/Instagram)

As especulações em torno do aniversário de 60 anos Madonna não param. Até agora, pelas dicas que a cantora deu nas fotos que postou em seu Instagram, a festa acontecerá no Marrocos.

A segunda certeza: a cantora escolheu peças do designer de joias brasileiro Carlos Rodeiro, para o look de “aquecimento” para a festança. Em foto em que aparece com diversos colares e tiaras, Madonna prestigiou o baiano usando um de seus colares com imagens de Nossa Senhora e outros pingentes.

Alguns sites de notícia internacionais e marroquinhos reportaram que Madonna faria a festa em hotel de luxo que pertence ao amigo milionário, Richard Branson, dono do grupo Virgin. O cobiçado Kasbah Tamadot fica na Cordilheira do Atlas, a pouco mais de 50km de Marrakesh.

O exclusivo hotel – reservado por três dias só para os convidados de Madonna – conta com apenas 28 suítes e tem vista para os canyons e montanhas marroquinas. Os muros do local já foram reforçadas com mais 50 cm de altura para manter discrição e segurança durante a festa.

A lista de convidados é enxuta e contaria com cerca de 50 pessoas. Entre elas, seus seis filhos, os fotógrafos Mert Alas e Marcus Piggot, e o estilista da Burberry, Ricardo Tisci. [Marie Claire]

Paralela Design chega à 34ª edição na Oca do Ibirapuera

Evento que reúne design autoral, alta decoração e artesanato acontece pela primeira vez na Oca

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Oca do Ibirapuera

Pela primeira vez na Oca do Ibirapuera, acontece entre os dias 16 e 18 de agosto a 34ª edição da Paralela Design, feira que reúne design autoral, alta decoração e artesanato contemporâneo em um só lugar. Com curadoria de Marisa Ota, o evento tem entrada gratuita e exclusiva para compradores e profissionais do setor.

“Esta edição estamos reunindo desde nomes consagrados no mundo do design, até os que estão iniciando suas carreiras. Nosso único objetivo é reforça o DNA do design autoral no segmento de objetos, mantendo o vínculo afetivo com o expositor e o mercado, em um evento bem distribuído e altamente direcionado.”, define Marisa.

Entre os expositores que você poderá conferir estão nomes como Cristiana Bertolucci Estúdio, Life by Lufe, Nara Ota, Nicole Toldi, Carol Gay, Leonardo Bueno, Filipe Ramos, Claudia Issa, Konsepta e Schuster. O credenciamento para a feira é feito pelo site da Paralela Design e o evento está aberto das 10h às 20h.

Recoffe, a marca sustentável que utiliza a borra do café para fazer acessórios

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A Recoffe tem um design incrível e é sustentável 

Quem não ama tomar um café quentinho quando acorda ou depois de um almoço bem gostoso? Mas você já pensou em dar alguma utilidade para o resíduo que sobra? A Recoffe sim! A marca faz acessórios a partir da borra do café e a ideia surgiu em um trabalho de conclusão de curso! Ao refletirem sobre o consumo e produção de resíduos em escala comercial, os fundadores da marca Rafael Guimarães e Ana Paula Naccaratto perceberam que algo que estava sendo descartado no meio ambiente em excesso e que não tinha valor nenhum poderia se transformar em algo a mais.

O mais interessante é que o processo é sustentável do começo ao fim: eles coletam a borra em cafeterias, levam pro estúdio de produção para tratar dela (são utilizados aglutinantes naturais, que deixa o material rígido, leve e biodegradável) e produzem todos os acessórios artesanalmente. E se você pensou que o design das peças deixaria a desejar, está enganado! As peças tem uma pegada minimalista e são incríveis. Elas estão disponíveis no e-commerce da marca.

Sapatilha impressa em 3D não machuca pés de bailarinas

A P-rouette foi criada por Hadar Neeman, jovem designer formada em Jerusalém
Por Giovanna Maradei | Fotos: Divulgação

3d-printed-pointe-shoes-hadar-neeman-design_dezeen_2364_hero_0-1704x959Após ver os pés calejados e machucados de uma amiga bailarina, a designer Hadar Neeman passou a se perguntar o que poderia ser feito para que, como outros calçados esportivos, as sapatilhas se tornassem mais confortáveis e eficientes. A solução veio através de uma impressora 3D, e o resultado é uma sapatilha mais leve e três vezes mais durável resistente.

A sapatilha de balett batizada de P-rouette é desenvolvida exclusivamente para o pé do bailarino ou bailarina. Para tanto, o primeiro passo é escancear o pé, o que pode ser feito através de um app de celular.  Em seguida, devolve-se o calçado em um programa de computador e, depois, sola e ponta da sapatilha são impressos.

A sola é feita de um polímero elastômero impresso e o corpo do sapato de um material elástico acetinado. A parte superior do tecido é integrada na sola durante o processo de impressão, assim, o tecido fica preso entre as camadas impressas, dispensando a necessidade de cola ou de qualquer outra fase de produção.

Segundo a criadora, que está se formando na Bezalel Academy of Art and Design, tanta tecnologia reduz o risco de lesões para o dançarino e permite ao usuário dançar nas pontas dos pés com a mesma facilidade que andam com sapatos tradicionais.