Por dentro da casa de Nicole Scherzinger em Los Angeles| Open Door | Architectural Digest

A deslumbrante casa de Nicole Scherzinger nas colinas com vista para Los Angeles reflete o estilo e a classe de seu proprietário a cada passo. A ex-vocalista do Pussycat Dolls e seus convidados desfrutam de vistas panorâmicas espetaculares de Los Angeles, que vão do centro da cidade à praia. Desde o seu home theater luxuoso e aconchegante até a arte meticulosamente curada nas paredes, a cantora, compositora, atriz e fã de teatro projetou o oásis perfeito.

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Collab de Virgil Abloh com IKEA ganha preview durante a LFW

Coleção de móveis será lançada oficialmente em novembro

Linha MARKERAD, criada por Virgil Abloh para a IKEA (Foto: Divulgação)

O estilista Virgil Abloh está prestes a lançar uma collab de itens (ultradesejáveis!) para casa com a empresa varejista sueca IKEA. A coleção MARKERAD terá móveis minimalistas com um quê fashionista e poderá ser vista e testada especialmente durante os dias 15 e 16 no Shorts Gardens, Covent Garden, em plena Semana de Moda de Londres.

Linha MARKERAD, criada por Virgil Abloh para a IKEA (Foto: Divulgação)

O espaço temporário será montado com itens-desejo como a bolsa “Sculpture” Frakta e o relógio “Temporary” da coleção. É claro que todo o conceito foi projetado para ser bastante instagramável.

O espaço no Shorts Gardens, em Covent Garden (Foto: Divulgação)

A linha completa também inclui um tapete nada convencional com estampa de recibo de compras e até uma cadeira feita com batente de porta reaproveitado. “Trata-se de elevar os ícones anônimos e cotidianos que usamos sem perceber. Quando colocamos o batente da porta em uma das pernas de uma cadeira comum, criamos algo inesperado – uma interrupção ”, define Virgil. Todos os itens estarão à venda a partir de novembro. Queremos já!

Linha MARKERAD, criada por Virgil Abloh para a IKEA (Foto: Divulgação)
Linha MARKERAD, criada por Virgil Abloh para a IKEA (Foto: Divulgação)
Linha MARKERAD, criada por Virgil Abloh para a IKEA (Foto: Divulgação)

A designer francesa, de origem espanhola, Laura Gonzales fala sobre seu trabalho e inspirações

Eleita Designer do Ano pela feira Maison & Objet, Laura Gonzalez fala sobre seu trabalho e inspirações
MARCELO LIMA – O ESTADO DE SÃO PAULO

A designer francesa, de origem espanhola, Laura Gonzales Foto: Ambroise Tezenas

Aos 37 anos, a arquiteta Laura Gonzalez é uma das mais proeminentes profissionais em atuação, hoje, na cena francesa. Conhecida em toda Europa por suas inspiradas misturas de cores e estampas, ela acaba de ser eleita designer do ano pela tradicional feira francesa Maison & Objet. Uma distinção de peso no cenário da arquitetura de interiores internacional. “Não tenho medo de misturar, de ousar, de propor coisas”, conforme ela afirmou nesta entrevista exclusiva ao Casa, direto de Paris.

O que, na sua opinião, torna o seu trabalho tão identificado com os desejos do público?
Desde que comecei, e mesmo agora, não penso tanto com a receptividade dos meus projetos. Minha preocupação é encontrar harmonia. A partir disso é possível fazer o público entender tudo. Sinto que as pessoas estão entediadas de cores muito concentradas, assim como de variações de preto, branco ou cinza. Como em outras áreas, acho que as pessoas querem voltar a desfrutar de uma maior autenticidade, de escolhas mais tranquilizadoras. Misturar cores e estampas com materiais brutos pode, também, produzir bons resultados. Uma vez que você imprime harmonia aos seus projetos, fica mais fácil as pessoas se identificarem com eles.

Ambiente mistura estampas tendo o bege como base Foto: Didier Delmas

Mix & Match – expressão vinda da moda que indica uma composição obtida pela mistura de várias estampas ou elementos, tendo uma cor como base – é um procedimento muito comum em seu trabalho. Mas, além de habilidade, o que é fundamental para bem aplicar a técnica?
Como eu disse antes, você precisa criar harmonia e, sem dúvida, ela pode ser criada a partir de coisas muito diferentes. A inspiração para isso pode ser encontrada em qualquer lugar. Nos livros, em viagens, na internet, até na culinária! Cada lugar é diferente, cada um tem uma alma diferente. Por isso, tanto para criar quanto para reformar, é muito importante levar em consideração o DNA de cada local. É o caminho mais seguro para imprimir originalidade a um projeto.

Existe sempre algo de cenográfico, de impactante, na maioria de seus projetos, principalmente naqueles relacionados a espaços comerciais e públicos. E nos domínios da casa, em uma sala de estar, por exemplo, quais elementos seguramente produzem maior efeito?
Não me agrada dar conselhos sem ter em mãos um projeto concreto. Tudo é uma questão de sensibilidade, mas, ainda assim, é essencial estar atento a alguns fatores, tais como a importância da luz, o equilíbrio das formas, a variação de texturas, além da escolha criteriosa de materiais e tecidos. É preciso considerar ainda que é importante acrescentar algo do cliente, de realmente pessoal, a cada projeto. Cabe ao designer de interiores equilibrar todos esses fatores.

Poltrona desenhada pela profissional para a LG Foto: Romain Laprade

Nova coleção de móveis da designer baiana Stephanie Andrade

Roda Viva é o nome da nova coleção de móveis da designer baiana Stephanie Andrade, que retorna a São Paulo após temporada de estudos em Milão
MARCELO LIMA – O ESTADO DE SÃO PAULO

A designer Stephanie Andrade com sofá e móveis da sua mais recente coleção Foto: André Toledo Araújo

O mestrado no Instituto Marangoni, em Milão, colocou para sempre o design na rota da arquiteta Stephanie Andrade. “Lá tive a oportunidade de trabalhar com diversas marcas e, diretamente, com diretores de arte e profissionais que eu jamais sonharia encontrar”, conta ela que, desde o ano passado, voltou ao Brasil determinada a solidificar sua carreira como designer e paralelamente atuar como arquiteta. Sua mais recente coleção, Roda Viva é símbolo deste movimento de retorno. São três banquetas, um banquinho, um banco e um sofá que empregam madeira curva em sua formulação. À primeira vista, um trabalho simples, mas ainda de difícil execução. “Tive de contratar um profissional que fazia volantes de carro de madeira. Tudo para melhor explorar o círculo, forma geométrica que me fascina e que considero a síntese desta coleção”, como afirmou ela nesta entrevista ao Casa. 

Detalhe do trançado em sua cadeira de madeira curva Foto: André Toledo Araújo

Qual o conceito por trás da linha Roda Viva?
Penso que ela simboliza o meu retorno ao Brasil, mas, mais do que minha volta, acho que oferece uma interpretação do que sou, ou seja, uma mistura de muitas culturas. Sou baiana, batizada, mas no dia de Yemanjá. Quando ainda era pequena, minha família saiu de Salvador para morar na Europa, depois fui estudar em Milão e agora retorno a São Paulo. Então cresci nessa mistura de candomblé, barroco, renascimento, modernismo. A coleção nasce desse mix cultural. De sincretismo baiano e de racionalismo europeu. Do uso da fibra natural, mas a partir de conceitos da Bauhaus, só que abrasileirados. Do manual que se torna geométrico.

A partir de quais materiais e técnicas artesanais ela foi desenvolvida?
As peças foram feitas de madeira tauari torneada à mão, com a viva intenção de fazer referência à nossa tradição artesanal, porém com um toque de leveza, geometria e movimento não muito usuais em móveis do tipo. Além do couro e da fibra trançada de tucum, que vem do nordeste, e representam a riqueza dos insumos naturais do nosso País.

Quais questões movem sua criação hoje?
Muito se fala da exploração do geométrico, do desenho gráfico que sugere uma terceira dimensão. Porém, devo admitir que meu tema preferido hoje é o design circular, ou seja, a vertente da produção contemporânea que se propõe a afetar o mínimo possível o meio ambiente, e a diminuir ao máximo a produção de resíduos, visando as futuras gerações. Neste sentido, o plástico representa um problema concreto. Ele é fixo, rígido, e, apesar de parecer menos nocivo do que uma cidade toda feita de concreto, com o ritmo atual de consumo acabou se tornando um dos nossos principais problemas ambientais. Daí a importância de repensar seu uso e descarte.

Uma das cadeiras da coleção Roda Viva Foto: André Toledo Araújo

Sofá na caixa atende ao estilo de vida transitório

Móvel tem estrutura em forma de favo de mel feita a partir de folhas de fibra de celulose

Em resposta à crescente demanda por móveis que atendem ao estilo de vida transitório, a startup Furniture Tech Lab lançou um sofá na caixa. Batizado de Elephant in a Box, o produto fica do tamanho de uma caixa de entrega de serviços postais da UPS quando dobrado e pode ser facilmente transportado em caso de mudança.

O móvel também é perfeito para quem decide adotar uma vida nômade. Quando “encaixotado” o sofá pode ser armazenado sem dificuldades em um espaço pequeno enquanto os donos viajam pelo mundo, por exemplo.

Isso é possível graças a uma estrutura de grade de favo de mel feita a partir de folhas de fibra de celulose, que são anexadas às laterais do sofá. Quando separados, eles se estendem como um acordeom, criando uma estrutura retangular na qual o amortecimento estofado pode se encaixar no lugar.

A grade em forma de diamante permite que o material se dobre e estique, mantendo a sua forma original. Ele também aumenta a capacidade do móvel, permitindo que ele suporte 400 vezes o seu peso – em testes, um protótipo foi capaz de aguentar mais de 800 quilos.

Além de ser flexível o suficiente para se adaptar a espaços maiores ou menores, já que os proprietários podem determinar o comprimento do móvel ao estica-lo, o sofá é ecofriendly porque reduz a quantidade de madeira utilizada e representa uma redução de 80% nas emissões de CO2, em comparação ao envio de um sofá convencional.

Um novo olhar para a lã: conheça os móveis de Inês Schertel

Designer gaúcha inaugura sua primeira mostra individual no País na galeria Bolsa de Arte
MARCELO LIMA – O ESTADO DE SÃO PAULO

Designer gaúcha Inês Schertel Foto: Victor Afaro

Pura intuição frente às possibilidades da lã. Eis, em resumo, o processo criativo da designer gaúcha Inês Schertel. “Aqui no campo, me ocupo do pastoreio das minhas ovelhas, mas também das minhas ideias”, conta ela, por e-mail, da sua fazenda em São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul, onde vive e mantém seu ateliê de criação. “Quanto mais trabalho, mais descubro formas de utilizar a lã e mais aumenta meu compromisso com ela”, diz a designer que inaugura sua primeira mostra individual no País, na quarta-feira, 7, na galeria Bolsa de Arte, da Vila Madalena. “Em tempos de escassez de materiais, me fascina poder dar novo uso a uma matéria-prima tão nobre e não mais necessária às ovelhas”, como ela afirmou nesta entrevista ao Casa.

A cadeira Moita
A cadeira Moita Foto: Fifi Tong

Você costuma denominar seu processo de criação de slow design (design lento). Por que ele ocorre desta forma? Diria que menos pelo tempo que as peças demoram para ficar prontas e mais pela maneira que me relaciono com as coisas. Pastoreio meu rebanho, me ocupo pessoalmente do beneficiamento da lã, para só então criar e produzir cada peça manualmente, uma a uma. No campo é preciso respeitar a ordem natural dos acontecimentos. Cada coisa a seu tempo.

Como se dá o processamento da matéria-prima e sua posterior coloração?
Depois da tosquia, a lã é lavada para retirar parte da lanolina e da sujeira para só então ela ser penteada para colocar todas as fibras no mesmo sentido. Só neste momento ela está pronta para ser trabalhada. Camadas e mais camadas de fibra são sobrepostas – às vezes dez –, molhadas com água e sabão de oliva e aí começa o massagear das fibras, que em dado momento encolhem, dando origem ao feltro. Adoro as cores das ovelhas. Uma gama que vai do branco natural ao preto. Às vezes utilizo alguma cor fora dessa paleta para dar ritmo às coleções, nunca, porém, somente para colorir. Depois da peça pronta, caminho pelas matas nativas de araucária, próximas de onde habito, à caça de cascas de árvores, liquens, musgos, sementes. Faço uma amarração da peça com esses elementos e coloco tudo para cozinhar no vapor.

Em certas peças, o visual é tão bruto que se tem a impressão de que a lã estaria ainda em processo de secagem. Como ela se estabiliza?
O material se estabiliza por si só, no momento em que as fibras encolhem e a lã deixa de ser uma simples fibra para se transformar em feltro. Na minha última coleção, trabalhei a lã na sua forma mais bruta e da maneira mais rudimentar e instintiva possível. Desta forma o agrupamento de fibras ganha ainda mais força.

O banquinho Natural
O banquinho Natural Foto: Fifi Tong
O cesto Comparsa
O cesto Comparsa Foto: Fifi Tong

O homem e a natureza: os focos da criação do designer Dror Benshetrit

Arquiteto apresenta e fala sobre o seu mais novo trabalho no Brasil
MARCELO LIMA – O ESTADO DE SÃO PAULO

O arquiteto e designer Dror Benshetrit Foto: Erez Sabag

Formado pela vanguardista Design Academy Eindhoven, na Holanda, Dror Benshetrit vive e trabalha em Nova York, onde fundou seu estúdio em 2002. Com um olhar inquieto e um apetite voraz por soluções nada convencionais, ele tem rodado o mundo à caça de oportunidades de exercitar sua arquitetura conceitual, onde o humano e a natureza ensaiam uma coexistência outrora possível. Tal como ele propõe no novo showroom da marca gaúcha Florense, que abre suas portas no mês que vem em São Paulo, e leva a assinatura do arquiteto e designer. “Toda a loja estará cercada de verde, da rica vegetação brasileira”, conforme ele adiantou nesta entrevista exclusiva ao Casa, direto de Nova York.

Mais do que obedecer a um programa específico, parece que é sempre em torno de uma ideia central que gravitam todos os seus projetos. Explique sua metodologia de trabalho.

Sim. Isso está super correto. Me agrada que um ideal conduza a prática do design. A ideia de criar algo forte, conceitual está presente em tudo que faço, e não só em relação à arquitetura e suas questões, mas em qualquer coisa que crio. Eu costumo dizer que é o conceito que amarra tudo. E que é trabalhando em torno dele que o projeto vai se manifestar de forma semelhante ao inicialmente intencionado. Por outro lado, sei que depende muito de cada trabalho, mas devo admitir que minha principal motivação é sempre o humano, ou está baseada nas experiências humanas.

A poltrona Peacock, da Cappellini Foto: Studio Dror

Como o design de móveis e objetos se relaciona com essas ideias?
Vou te dar um exemplo desta interface, tomando por base o desenho de um de meus móveis, a poltrona Peacock (pavão, em inglês) que desenvolvi para a Cappellini italiana. O ponto inicial foi uma relação entre dois sentimentos opostos, atração e defesa, ou seja, vulnerabilidade. Quando estamos vulneráveis, tendemos a nos desviar de um objeto ou a fazer o oposto, nos aproximamos e nos permitimos ficar vulneráveis. Foi essa emoção humana que procurei traduzir na Peacock, porque o pavão abre as asas para te atrair, mas também sinaliza que quer se defender. É como se ele dissesse: sou um animal grande e lindo, portanto, chegue mais perto. Mas também tome cuidado, porque eu posso te atacar.

Explique o conceito que você desenvolveu para a loja da Florense, em São Paulo.
A Florense é uma empresa ligada à ideia de cozinha. E, para mim, é na cozinha que a mágica da casa acontece. É onde os ingredientes entram e maravilhosos pratos saem. Creio ser responsabilidade de uma empresa como a Florense reverenciar a comida brasileira, que vem de plantas e vegetais tão diferentes. Ervas e frutos permanentemente preparados nas cozinhas do Brasil, destacando a beleza desta culinária. Foi este o meu ponto de partida.

O showroom da Florense, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, com inauguração prevista para agosto Foto: Studio Dror
House Plant, conjunto residencial em construção em Tel Aviv, Israel, onde natureza e arquitetura se entrelaçam Foto: Studio Dror