Louis Vuitton lança linha de colônias com perfumista francês e artista pop Alex Israel

A label francesa une forças com Jacques Cavallier Belletrud e Alex Israel no lançamento de ‘Les Colognes’, inspirada no lifestyle californiano
Por Ademir Correa

California dream: O multiartista Alex Israel (à esq.) assinou sua primeira colaboração com a Louis Vuitton criando as embalagens e as travel cases das Les Colognes (à dir.) (Foto: divulgação)
California dream: O multiartista Alex Israel (à esq.) assinou sua primeira colaboração com a Louis Vuitton criando as embalagens e as travel cases das Les Colognes (à dir.) (Foto: divulgação)

A Louis Vuitton comandou uma experiência tipicamente californiana para apresentar sua nova linha genderless, a Les Colognes, que aposta no lifestyle da região. O mestre perfumista Jacques Cavallier Belletrud criou três versões de fragrâncias remetendo ao estilo cool e effortless de quem vive um verão eterno – Sun Song, Cactus Garden, Afternoon Swim (esta é a primeira vez que a grife francesa cria nomenclatura em inglês para suas fragrâncias).

Entre os aromas escolhidos para encapsular o american way of life, estão uma mistura fresca de flor de laranjeira, cítricos e almíscar no Sun Song, que busca resgatar a sensação de calor do sol na pele; mate, bergamota e erva-cidreira compõem o ousado Cactus Garden como um frisson de uma floresta tropical; e o trio de cítricos laranja, mexerica e tangerina são os protagonistas do Afternoon Swim – que é como uma onda invadindo o corpo.

California dream (Foto: divulgação)

A vivência teve início no lendário hotel Shutters on The Beach, tradicional pé na areia de Santa Monica com estilo inspirado nos cottages de Cape Cod. Renovado em 2005 pelo designer Michael Smith, que também remodelou a Casa Branca para Obama, tem vista para o estarrecedor pôr do sol do local.

Experimentamos o happy hour no Living Room, com terraço aquecido à beira-mar, e a visão do oceano é daquelas lembranças que permanecem em nossa timeline mental – o hotel fica a apenas cinco minutos do píer. Essa atmosfera tranquila remete ao melhor da Califórnia, onde o luxo está intimamente ligado à sua relação com a natureza e suas cores e à celebração de um lifestyle relax e despretensioso.

California dream: À esq. a obra The Wave; a escultura Desperado que inspirou a embalagem da fragrância Cactus Garden (Foto: divulgação)
California dream: À esq. a obra The Wave; a escultura Desperado que inspirou a embalagem da fragrância Cactus Garden (Foto: divulgação)

Essa paleta fresca de verão também está nos tons dos frascos dos perfumes – criação do designer australiano Marc Newson – e nas embalagens e travel cases criados por Alex Israel, o versátil artista plástico que imprimiu sua linguagem pop multicolorida tipicamente angelena. “Los Angeles é minha casa, um dos lugares que mais conheço e também onde existe esta criatividade intensa que emana e entretém o resto do mundo”, afirma o criador, que se define como “automático, supersônico, hipnótico e funky fresh”. Sua conhecida pintura “Wave” (onda) invade a embalagem do Afternoon Swim – “escolhi essa pintura que fiz para uma sequência do meu filme, o SPF-18. Acredito que as ondas do Oceano Pacífico são centrais na vida dos que moram aqui. Elas ditam o ritmo da cidade”.

O longa Thelma e Louise, clássico road movie de 1991, com Geena Davis e Susan Sarandon, dirigido por Ridley Scott, e a obra Desperado – “uma escultura de bronze que é uma réplica de uma cena do filme e evoca narrativas hollywoodianas”, comenta Israel – foram as inspirações para as imagens do Cactus Garden. Por fim, a escultura Lens (lentes) trouxe o shape necessário para o Sun Song. “Sempre fiquei impressionado com a forma como a Louis Vuitton se relaciona com seus parceiros. E alguns deles estão entre meus favoritos, como Takashi Murakami, Richard Prince, Yayoi Kusama e Jeff Koons”, elogia Israel sobre os encontros anteriores da grife de luxo. “Fiquei surpreso com o que aprendi sobre fragrâncias e a forma de pesquisar cada aroma. Como esta é minha primeira colaboração com a label, senti certa responsabilidade em honrar o trabalho do Jacques com as minhas criações para as embalagens e os acessórios [como os cases de viagem].”

California dream: Lens está na da Sun Song (Foto: divulgação)
California dream: Lens está na da Sun Song (Foto: divulgação)

O ateliê de Israel foi o cenário escolhido para o lançamento desta collab – um imenso estúdio que expõe seus autorretratos, esculturas e também sua paixão por cinema e televisão. O letreiro original do reality show American Idol, por exemplo, rouba a cena em uma das paredes; as poltronas utilizadas pela apresentadora Oprah Winfrey, compradas em um leilão, servem de cenário e hoje são reutilizadas nas entrevistas do As It Lays – vídeos em que ele recebe personalidades da cidade,  como Paris Hilton, Kris Jenner e Meg Ryan, para discutir a cultura pop e que teve sua primeira temporada em 2011 com exibição em sessão especial no Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles.

Outro objeto que desvia o olhar na entrada do local é uma forma onde são cunhadas as estatuetas do Oscar, colocada em uma caixa de vidro – como se adquirisse status de objeto de desejo. Além de uma biblioteca de grandes expoentes da arte, como o livro gigante de David Hockney – que repousa em um pedestal e deve ser manuseado com luvas.UM DIA EM LOS ANGELES

Alex Israel listou seus hot points na cidade – e arredores – que você pode conferir no city guide da LV

California dream: Alex Israel listou seus hot points na cidade (Foto: divulgação)
California dream: Alex Israel listou seus hot points na cidade (Foto: divulgação)

1. Will Rogers State Historic Park
Situado nas montanhas de Santa Monica, o Will Rogers State Historic Park tem trilhas fáceis e moderadas de hiking (uma delas é a Inspiration Point Trail, que aponta para o centro de Los Angeles, de um lado, e para a baía de Santa Mônica, do outro). A propriedade é o antigo rancho de Will Rogers (sucesso nos anos 30 e um dos atores mais bem pagos da época), que se transformou em parque em 1944, logo após a morte do comediante.
parks.ca.gov/willrogers

2. Giorgio Baldi
O Giorgio Baldi é o reduto das estrelas e rota obrigatória dos paparazzi. Cantina tradicional familiar com 25 anos de existência, se destaca pelas pastas feitas in loco. Na dúvida do que pedir, vá de vongoli ala marinara (como entrada) e o panzerotti de ricota e espinafre com cogumelos porcini como prato principal. giorgio-baldi.com

3. Little Beach House Malibu
Um dos clubes privados mais festejados entre os criativos, o Little Beach House fica à beira da praia de Malibu e faz parte das experiências exclusivas para associados do Soho House (e moradores da região). Pedir um negroni e apreciar o mar é o jeito mais cool que você terá para aproveitar seu dia ou noite. sohohouse.com/houses/little-beach-house-malibu

4. Malibu Farm
Primando por ingredientes de produtores locais que vão da horta à mesa, o Malibu Farm se destaca por saladas e sucos que estão entre os preferidos da atriz e empresária de wellness, criadora da marca Goop, Gwyneth Paltrow. A paisagem é uma atração à parte do menu. Ele se localiza no píer de Malibu e você aproveita o almoço com o Oceano Pacífico logo ali. Para tornar a vida ainda mais doce, a dica GQ é investir no cardápio de sobremesas. O bolo de coco e cenoura e o pudim vegano de chia são imperdíveis. malibu-farm.com

5. Chateau Marmont
Situado em West Hollywood, o Chateau Marmont é um dos hotéis mais charmosos e tradicionais da cidade – inaugurado em 1929. A obra dos renomados arquitetos Arnold A. Weitzman e William Douglas Lee foi inspirada em um castelo francês do Vale do Loire (o Château d’Amboise), abrigou as festas da Old Hollywood e já foi locação de filmes como Somewhere, de Sofia Coppola, lançado em 2010. As cenas da piscina com os atores Elle Fanning e Stephen Dorff foram rodadas ali, no pátio do Chateau. chateaumarmont.com

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Jony Ive, o mago do design do iPhone e do iPad, deixa a Apple

Jony Ive, o mais famoso designer do mundo, responsável por projetos icônicos da Apple, deixa a empresa para formar seu próprio estúdio, o LoveFrom
Por Maurício Grego

Jony Ive e o CEO Tim Cook, da Apple: design premiado (Apple/Divulgação)

São Paulo — A notícia tem sabor de fim de uma era: Jonathan “Jony” Ive, o festejado Chief Designer Officer da Apple (e provavelmente o designer mais famoso do mundo), está saindo da empresa para montar seu próprio estúdio, chamado LoveFrom.

Ive trabalhou por mais de 20 anos na Apple, onde liderou o desenho de produtos como iPod, iPhone, iPad, MacBook e iMac. Prestigiado dentro e fora da empresa, ele terá a fabricante do iPhone como primeira cliente de seu estúdio.

A Apple confirmou a notícia num comunicado à imprensa. A empresa informa que, agora, os chefes do design serão Evans Hankey, vice-presidente de desenho industrial, e Alan Dye, vice-presidente de desenho de interfaces.

Jony Ive nasceu na Inglaterra, país que, em 2012, o condecorou com uma de suas maiores honrarias, a de Cavaleiro Comendador da Ordem do Império Britânico (KBE na sigla em inglês). Em 1992, ele se mudou para a Califórnia e começou a trabalhar na Apple, enquanto Steve Jobs ainda tentava fazer decolar sua marca de computadores NeXT.

Ao retornar à Apple, em 1996, com a compra da NeXT pela Apple, Jobs recrutou Ive para ajudá-lo a levar a empresa numa nova direção. O apego de Jobs ao lado estético dos aparelhos eletrônicos combinava perfeitamente com o estilo criativo-refinado de Ive.

Numa entrevista à revista Time em 2014, Ive descreveu assim a afinidade que tinha com Jobs: “Quando olhávamos objetos, o que nossos olhos viam fisicamente e o que percebíamos mentalmente era a mesma coisa. Fazíamos as mesmas perguntas, tínhamos a mesma curiosidade sobre as coisas.”

Por décadas, Ive liderou o laboratório de desenho industrial da Apple. É uma área secretíssima na sede da empresa em Cupertino, na Califórnia. Só os altos executivos e a pequena equipe de Ive têm acesso ao local. Lá dentro, nasceram os projetos de várias gerações de produtos de enorme sucesso.

Ive falou ao jornal Financial Times sobre sua saída da Apple. Disse que sente que já completou os projetos importantes que queria realizar lá. Então, é hora de sair. Ive relembrou uma reunião que teve com Steve Jobs muitos anos atrás, da qual veio a ideia do nome de seu novo estúdio:

“Ele disse que uma das motivações fundamentais era que, quando você faz alguma coisa com amor e carinho, ainda que você nunca se encontre com as pessoas para quem você está fazendo aquilo, e você nunca venha a apertar a mão delas, ao fazer algo com carinho você está expressando sua gratidão à humanidade, à espécie.”

“Eu me identifiquei muito com essa motivação e fiquei emocionado com a descrição dele. Então, minha nova empresa se chama LoveFrom. O nome fala sucintamente por que eu faço isso.”

Da África para o mundo

Curadora do segmento de design do festival This is Africa, que aconteceu há dois anos em Lagos, na Nigéria, Titi Ogufere comenta o novo design africano
MARCELO LIMA – O ESTADO DE SÃO PAULO

A curadora nigeriana Titi Ogufere Foto: Essential Interiors

No ano passado, o Salão Satélite de Milão saudou o design africano como uma das principais forças emergentes da cena atual. Nesta edição, diversas marcas presentes ao Salão do Móvel incorporaram o trabalho de profissionais africanos às suas coleções. Curadora do segmento de design do festival This is Africa que aconteceu há dois anos em Lagos, na Nigéria, Titi Ogufere é mestra no assunto. “Nosso design corresponde a uma perspectiva cultural mais energética, ousada, audaciosa, cheia de vida”, afirma ela, que concedeu esta entrevista exclusiva ao Casa, pouco antes de partir para São Paulo, onde participa, esta semana, de um talk promovido pela IFI, International Federation of Interior Architects and Designers – Federação Internacional de Arquitetos e Designers de Interiores –, e organizado pela Associação Objeto Brasil (ver programação no site). 

A África é um continente. Sendo assim, considera válida a expressão ‘design africano’?
Acredito que o design é universal, mas todos têm o direito de projetar sua própria cultura e geografia. Por exemplo, se você mora em uma região tropical, seja na Nigéria, ou no Brasil, suas necessidades de conforto serão, basicamente, as mesmas. No entanto, as respostas a elas podem ser dadas de maneira diferente, devido a outras peculiaridades. Região, cultura e patrimônio desempenham papel chave nesse processo. Em se tratando do design africano diria que é, simplesmente, o design originalmente adaptado ao estilo de vida das pessoas na África. O que não quer dizer que por suas qualidades ele não possa ser adotado e amado por qualquer pessoa, ou possa ser colocado dentro de uma caixa, uma vez que vai se transformando com o tempo.

Espreguiçadeira de madeira, do estúdio nigeriano Mimimat Foto: Essential Interiors

A quais fatores a senhora atribui o atual interesse despertado pelo design ‘Made in Africa’?
A África foi fonte de inspiração para a arte moderna no início do século passado, com a escultura africana influenciando alguns dos maiores artistas da história, como Picasso, Modigliani e Matisse. Desde então, o continente nunca mais deixou de ser uma fonte de referência. Acredito que o mundo está sempre em busca de novas ideias e expressões criativas, mas, graças à tecnologia e as redes sociais, a estética africana, com seus materiais e técnicas particulares, ganhou novo impulso, dando à África uma plataforma de visualização mais ampla, além de uma narrativa forte, não obstante nossos desafios.

Luminária metálica do estúdio Lani Foto: Essential Interiors

Muitos críticos argumentam que os designers africanos operam no terreno do “mais é válido” em oposição ao “menos é mais” ocidental. A senhora concorda com essa visão?
Eu concordo que, em geral, os africanos tendem a se inclinar para uma estética mais opulenta. Seja na moda, na dança, na música, na culinária e também no design. Dentro desta perspectiva, o viver comunitário desempenha papel fundamental. Em um estilo de vida onde minha casa é sua casa, tendemos a produzir móveis e objetos mais afeitos a essa realidade. Um jantar na casa de meu avô, por exemplo, pode incluir nossa família, que já é grande, mas também nossos amigos próximos. A casa tem de estar preparada para isso.

Móveis da linha Taboo, de Ayse Birsel e Bibi Seck, produzidos no Senegal com plástico reciclado Foto: Essential Interiors

Pantone lança cores oficiais do Bob Esponja e Patrick

Em parceria com a Nickelodeon, empresa anuncia os tons SpongeBob Yellow e Patrick Star Pink para celebrar o aniversário de 20 anos do desenho

Sempre antecipando tendências, a Pantone acaba de anunciar o lançamento de duas cores para a sua cartela – e elas têm tudo para fazer a cabeça de quem foi criança nos anos 90. Trata-se das novas SpongeBob Yellow e Patrick Star Pink, os tons oficiais dos personagens Bob Esponja e Patrick do desenho Bob Esponja Calça Quadrada.

Em parceria com a Nickelodeon, a novidade faz parte das comemorações do aniversário de 20 anos de uma das maiores animações infantis da TV. “Por duas décadas, Bob Esponja inspirou milhões de pessoas”, diz Charlotte Castillo, Vice-Presidente Sênior de Planejamento de Franquia da Viacom Nickelodeon Consumer Products. “Na parceria com o Instituto Pantone Color, comemoramos o 20º aniversário do Bob Esponja ao celebrar seu otimismo, imaginação e criatividade”.

Depois de apresentar o Living Coral como a cor de 2019, a empresa buscou no carisma e alegria dos personagens memoráveis inspiração para novas tendências de cor. “Inspirado pelo entusiasmo, ludicidade e natureza divertida do Bob Esponja, a SpongeBob Yellow é uma tonalidade dourada e luminosa que reflete a energia do sol, irradiando alegria, felicidade e despertando imaginação”, explicou Laurie Pressman, Vice-Presidente do Instituto Pantone Color. “A Patrick Star Pink, um coral quente e convidativo, é espirituoso e afável. Um tom rosa claro ideal para a diversão e o riso de estar com seu melhor amigo”.

Artesanato como base

Designer Fernando Jaeger apresenta sua mais nova coleção que coloca em evidência o valor do feito à mão
MARCELO LIMA – O ESTADO DE SÃO PAULO

A mesa de centro Barbacena da nova coleção e a poltrona Leque. Design Fernando Jaeger Foto: Felipe Jaeger

No início de sua carreira, o designer Fernando Jaeger lembra de ter se deparado com muitas limitações. Especialmente de ordem técnica. “As empresas eram muito pequenas, trabalhavam com maquinário caseiro e muitas das soluções eram obtidas manualmente”, conta ele. E foi assim que, desde muito cedo, ele teve de aprender a tirar o melhor proveito possível desta situação. “Passei a fazer destas limitações uma característica dos móveis que desenhava, perseguindo uma convivência possível entre o industrial e o artesanal”, comenta ele, que acaba de empreender uma volta às origens, apresentando uma nova coleção de móveis e acessórios para decoração que dialoga diretamente com o artesanato, e que ele apresenta nesta entrevista ao Casa.

Para você, o que torna a o produto artesanal tão atraente aos olhos do público?

Penso que a maior riqueza desta produção é que ela agrega muitas histórias, técnicas e conhecimentos. Investir nela é uma forma de valorizar nossa cultura e acho bacana trabalhar para que todo este saber seja difundido e aplicado aos mais diversos usos.

O designer Fernando Jaeger
O designer Fernando Jaeger Foto: Felipe Jaeger

Como surgiu a ideia de uma coleção com base no artesanato?

No ano passado, eu e minha mulher, Yáskara, participamos da 2ª edição da Semana Criativa de Tiradentes. Eles convidaram cinco designers, eu entre eles, para aprimorar os trabalhos de artesãos locais. Uma das designers que fazia parte do grupo era a Luly Viana, da Saissu Design. Ela une marcas e artesãos em projetos conjuntos e com ela começamos a desenvolver nossa linha de produtos artesanais para nossas marcas Fernando Jaeger Atelier e FJ Pronto pra Levar!. A partir daí, começamos a pesquisar outros materiais que pudessem conversar com os nossos produtos. Foi então que surgiu a ideia de usar cestos trançados para complementar nossos móveis, e assim chegamos ao coletivo Tecendo Histórias, formado por mulheres que trançam palha manualmente. Em Tiradentes, também percebi que o trabalho do marceneiro Delano Antunes se comunicava bem com nossas linhas e encomendamos algumas peças para ele. Surgiam assim as linhas Gerais e Barbacena.

Dos pontos de vista estético e funcional, quais os destaques entre os novos produtos?

As almofadas Tapuerana, além de lindas, foram feitas em teares centenários. Os cestos podem ser usados para guardar brinquedos, mantas, revistas e são 100% naturais. Até o tingimento da versão escura veio das folhas do Eucalipto. Já as linhas Gerais e Barbacena trazem encaixes e técnicas ancestrais. A madeira é utilizada com todas suas imperfeições e isso é belo. 

Os móveis da linha Gerais

Os móveis da linha Gerais Foto: Felipe Jaeger

Os cestos multiuso de palha de milho trançada

Os cestos multiuso de palha de milho trançada Foto: Felipe Jaeger

Artesanato como base

Designer Fernando Jaeger apresenta sua mais nova coleção que coloca em evidência o valor do feito à mão

A mesa de centro Barbacena da nova coleção e a poltrona Leque. Design Fernando Jaeger Foto: Felipe Jaeger

No início de sua carreira, o designer Fernando Jaeger lembra de ter se deparado com muitas limitações. Especialmente de ordem técnica. “As empresas eram muito pequenas, trabalhavam com maquinário caseiro e muitas das soluções eram obtidas manualmente”, conta ele. E foi assim que, desde muito cedo, ele teve de aprender a tirar o melhor proveito possível desta situação. “Passei a fazer destas limitações uma característica dos móveis que desenhava, perseguindo uma convivência possível entre o industrial e o artesanal”, comenta ele, que acaba de empreender uma volta às origens, apresentando uma nova coleção de móveis e acessórios para decoração que dialoga diretamente com o artesanato, e que ele apresenta nesta entrevista ao Casa.

Para você, o que torna a o produto artesanal tão atraente aos olhos do público?
Penso que a maior riqueza desta produção é que ela agrega muitas histórias, técnicas e conhecimentos. Investir nela é uma forma de valorizar nossa cultura e acho bacana trabalhar para que todo este saber seja difundido e aplicado aos mais diversos usos.

O designer Fernando Jaeger
O designer Fernando Jaeger Foto: Felipe Jaeger

Como surgiu a ideia de uma coleção com base no artesanato?
No ano passado, eu e minha mulher, Yáskara, participamos da 2ª edição da Semana Criativa de Tiradentes. Eles convidaram cinco designers, eu entre eles, para aprimorar os trabalhos de artesãos locais. Uma das designers que fazia parte do grupo era a Luly Viana, da Saissu Design. Ela une marcas e artesãos em projetos conjuntos e com ela começamos a desenvolver nossa linha de produtos artesanais para nossas marcas Fernando Jaeger Atelier e FJ Pronto pra Levar!. A partir daí, começamos a pesquisar outros materiais que pudessem conversar com os nossos produtos. Foi então que surgiu a ideia de usar cestos trançados para complementar nossos móveis, e assim chegamos ao coletivo Tecendo Histórias, formado por mulheres que trançam palha manualmente. Em Tiradentes, também percebi que o trabalho do marceneiro Delano Antunes se comunicava bem com nossas linhas e encomendamos algumas peças para ele. Surgiam assim as linhas Gerais e Barbacena.

Dos pontos de vista estético e funcional, quais os destaques entre os novos produtos?
As almofadas Tapuerana, além de lindas, foram feitas em teares centenários. Os cestos podem ser usados para guardar brinquedos, mantas, revistas e são 100% naturais. Até o tingimento da versão escura veio das folhas do Eucalipto. Já as linhas Gerais e Barbacena trazem encaixes e técnicas ancestrais. A madeira é utilizada com todas suas imperfeições e isso é belo.

Os móveis da linha Gerais
Os móveis da linha Gerais Foto: Felipe Jaeger
Os cestos multiuso de palha de milho trançada
Os cestos multiuso de palha de milho trançada Foto: Felipe Jaeger

Zuckerberg cria luminária para alertar sua esposa Priscilla Chan quando é hora de acordar

A caixa de madeira emite uma luz suave em sua base para que a pediatra Priscilla Chan saiba se é hora de se levantar e acordar seus filhos, sem precisar checar o celular
POR STÉPHANIE DURANTE

Luminária “Caixa do Sono”, criada por Mark Zuckerberg para ajudar sua esposa, Priscilla, a dormir melhor (Foto: Reprodução/Instagram)

Mark Zuckerberg, o famoso co-fundador do Facebook, construiu uma luminária para alertar sua esposa, a pediatra Priscilla Chan, quando é hora de acordar. A ideia é simples: batizada de “caixa do sono”, a peça é uma caixa de madeira que emite uma luzsuave em sua base durante uma hora por dia no início da manhã, das 6h às 7h, para que Priscilla saiba se é hora de se levantar e acordar seus filhos, sem precisar checar seu celular. 

“Ser mãe é difícil e, desde que tivemos filhos, Priscilla tem dificuldades em dormir a noite toda. Ela costuma acordar no meio da noite com algum barulho e acaba verificando a hora em seu celular para saber se as crianças podem acordar logo, mas checar o horário a estressa e faz com que ela tenha dificuldade para voltar a dormir”, explicou Zuckerberg em um post no Instagram. “Por isso, resolvi construir o que chamei de “caixa do sono”. Ela fica no criado-mudo e todos os dias, das 6h às 7h, emite uma luz muito fraca, mas visível o suficiente para que ela saiba que se está ligada é um bom momento para um de nós ir acordar as crianças. Mas a intensidade da luz é suave o suficiente para não acordá-la se ela ainda estiver dormindo. E como não mostra a hora, se a Priscilla acordar no meio da noite, ela vai saber que pode voltar a dormir tranquilamente, sem precisar pegar o celular”, completou.