30 apartamentos pequenos que vão te surpreender

24-marcelo-donadussiNo Brasil e no mundo, estes 30 apartamentos pequenos – de 25 a 90 metros quadrados – se apoiam em muita criatividade, multifuncionalidade e iluminação natural
Seja em espaços privilegiados ou em ambientes diminutos, uma das tendências mais significativas da decoração é o uso da criatividade, da multifuncionalidade, da iluminação natural e das cores para aproveitar e valorizar cada cantinho da casa. Nestes 30 apartamentos pequenos não é diferente. A partir de 25 e com até 90 metros quadrados, estes projetos já foram publicados em nosso portal e vão te inspirar e te surpreender. [Mariana Bruno]

1. Apartamento de 25m² integra sala e quarto com uma cama suspensa

Reprodução | Maria Teresa Furnari | Renato Arrigo
Reprodução | Maria Teresa Furnari | Renato Arrigo

O dilema de decorar espaços motiva soluções criativas no design, tais quais a do arquiteto italiano Renato Arrigo neste apartamento. Quando jovem, ele sonhava em viver na Sicília, na Itália, com a esposa. Depois de anos e com duas filhas já adolescentes, eles finalmente se mudaram para lá – com a condição de que morassem em apenas 25 metros quadrados. Por isso, ele preferiu destinar um quarto só para as meninas e ficou com o espaço integrado à cozinha, usado como sala. Decidido a não dividir a metragem mais uma vez, o arquiteto conseguiu integrar living e dormitório em um só ambiente com a engenhosidade de uma cama suspensa.

2. Visita guiada: apê de 37 m² abriga o lar e o estúdio de um designer

Reprodução | Patryk Lewinski | Contemporist
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O morador Maciej Kawecki deu uma tarefa difícil ao escritório mode:lina architekci: projetar os interiores de um apartamento de 37 metros quadrados para ser seu lar e também seu estúdio de design, Brandburg. Assim, um volume de madeira foi criado para organizar a cozinha e a mesa de trabalho, onde os nichos do escritório, com rodízios, podem ser retirados e escondem um quartinho de brinquedos. É preciso subir a escada para chegar ao quarto, que fica em cima do home office.

3. Apartamento pequeno em Paris ousa ao investir em revestimentos coloridos

Jérôme Fleurier
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Localizado na parte mais antiga de Paris, este pequeno apartamento ganhou toques de cor com o projeto de reforma assinado por Anne Rolland. O piso, inspirado nos bistrôs parisienses, tem tons e padrões marcantes. O quarto se ergue em uma espécie de plataforma na área de estar e o mobiliário multifuncional, feito de madeira compensada, serve como divisória entre os cômodos.

4. A delicadeza da arquitetura japonesa em espaço da CASA COR SP 2016

Divulgação
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Conceitos de paz, calmaria e ergonometria, misturados com design e urbanismo, são pautados no projeto da Yamagata Arquitetura na CASA COR São Paulo 2016. O escritório estrou na mostra paulista com o Shoji 04, um espaço de 84 m² que remete aos pequenos e aconchegantes espaços do Japão. Fundamentos mais elementares da arquitetura, como otimização de espaço e sustentabilidade, marcam o ambiente.

5. 8 boas ideias para decorar um apartamento pequeno gastando pouco

Divulgação
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Aos 33 anos, Ana Carolina Belizário faz parte de uma geração que prefere ter poucas e boas coisas. Nessa busca por simplicidade, em que o excesso está vetado e o necessário prevalece, ela montou seu primeiro apartamento, driblando o orçamento enxuto e recheando os ambientes de ótimas ideias de decoração. O espaço de 50 m² reflete essa personalidade desapegada. “Usei truques práticos e baratos, como integrar as áreas e empregar estantes de compensado em vez de investir em marcenaria fixa. Isso me liberou para gastar um tantinho mais no acabamento da cozinha e em alguns móveis bacanas”, conta.

6. 8 lições de arquitetura que podemos tirar deste apartamento pequeno

Akihide Mishima
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O casal de arquitetos japoneses Tomoko Sasaki e Kei Sato, do estúdio 8 Tenhachi, reformou este apartamento na província de Kanagawa para criar um espaço aberto para a sua própria família. Com o objetivo de aproveitar ao máximo a metragem enxuta de 67 m², eles apostaram em soluções criativas, como remover as paredes divisórias, criar áreas mais privadas, delimitar os cômodos por meio do piso e usar móveis multifuncionais.

7. Integração e marcenaria funcional otimizam área de apartamento pequeno

Maíra Acayaba
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Para receber o irmão em seu apartamento na zona oeste de São Paulo, a moradora decidiu reformar o imóvel, antes modelado para uma pessoa. Com a transformação assinada pelos arquitetos Marcos Mendes e Júlio Beraldo, do escritório Iná Arquitetura, o apê de 60 m² ganhou ambientes integrados e mais um quarto. Como a metragem é enxuta, os profissionais escolheram revestimentos horizontais com acabamento brilhante para as paredes do banheiro e da cozinha, que contribuem para que os espaços pareçam mais amplos.

8. Apartamento de 36m² otimiza o espaço com um módulo multifunção

Kat Lu
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Dá para acreditar que um apartamento de 36 metros quadrados tem quarto, sala, closet, cozinha, espaço para jantar e uma banheira? Este, na Austrália, tem tudo isso — graças a um móvel exclusivo, feito sob medida, pensado por Sarah Jamieson, diretora de design do estúdio Catseye Bay. Ele dá as caras já na entrada: se parado em frente à porta, é possível ver as três divisões do armário e sua ponta curva. Essa parte faz às vezes de closet, ideal para se vestir assim que sair do banheiro. Atrás, o armário se torna estante, cama e sofá, privilegiados por sua posição alinhada à janela.

9. Apartamento pequeno tem divisória de vidro e layout funcional

Reprodução | Design Milk
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Quando a metragem é pequena, cada centímetro conta. E era exatamente isso que os moradores buscavam quando convidaram o estúdio A’Lentil Design para dar novas caras ao cômodos que dividem em Taipei, Taiwan. Com 66 metros quadrados disponíveis, o hall e as salas de estar e jantar foram integradas. O quarto menor virou home office com uma parede de vidro: “o escritório é equipado com mobiliário móvel para maior flexibilidade e é fácil ajustar o espaço se houver novos membros da família no futuro”, os profissionais explicam. “As grandes janelas de vidro fazem o espaço público parecer iluminado e ainda maior. Por outro lado, basta abaixar a cortina e o ambiente inteiro se torna um espaço privado”, completam.

10. Arquitetos modernizam apartamento de 45 m² em terraço vitoriano

Reprodução | Megan Taylor | Dezeen
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Uma cirurgiã que divide sua rotina agitada entre Londres, Leeds e Egito queria transformar seu flat na capital britânica em um refúgio tranquilo. Além disso, a moradora desejava usar melhor os 45 metros quadrados do apartamento, localizado no primeiro andar de uma casa vitoriana. Os arquitetos do escritório Nimtim, encarregados da reforma, redefiniram a planta com três espaços: cozinha integrada ao estar, quarto e banheiro.

11. Apartamento de 40m² com uma janela e ambientes separados por degraus

Lu Haha
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Longo e estreito, esse apartamento em Shangai não tem mais que 40m² e apenas uma janela. Para trazer graça e movimento ao espaço retilíneo, os arquitetos do Atelier Mearc lançaram mão de varias soluções de design. A primeira foi abolir paredes e portas comuns para permitir que a luz natural invadisse todos os ambientes. A principal divisão dos espaços se tornou o revestimento e diferenças de altura no piso e no teto.

12. Inspiração do dia: apartamento de 35 m² com espaço para tudo

Reprodução | Tory Williams | Architectural Digest
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Combinar espaços para morar e trabalhar em pouco mais de 35 metros quadrados foi um desafio para a designer de interiores Gena Dorminey. Mas o pé direito alto de seu apartamento em Nova York foi um grande aliado nessa tarefa. O sistema de organização que ela criou com prateleiras no canto da parede, por exemplo, se tornou possível graças ao teto elevado. A profissional também deixou a estrutura da cama mais alta, o que permitiu criar um espaço de armazenamento embaixo dela, escondido pela saia do móvel. Outro artifício que ela usou foi a instalação de arandelas, em vez de luminárias de piso, para liberar espaço no chão.

13. Apartamento em Budapeste tem parede customizável

Reprodução | Design Milk
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Neste apartamento de 30 m² em Budapeste, na Hungria, a construção central é uma estrutura que acumula diversas funções: como plataforma, dá suporte à cama ao mesmo tempo em que disfarça gavetas e armários e, como cozinha, se estende para a pia, balcão, e novamente gavetas e armários. Nas paredes, uma placa une os dois ambientes: perfurada, ela permite customização máxima do número e da posição das prateleiras. Entitulado Air B N’ P, o apartamento é descrito como “uma casa longe de casa” no site da Position Collective, responsável pelo projeto de 2015. Segundo o portal, o local foi pensado para acomodar viajantes de passagem pela cidade.

14. Apartamento de 65 m² em Ipanema ficou amplo e iluminado

Denilson Machado | MCA Estúdio
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Os pais moram em Niterói, mas os dois filhos, universitários, estudam na Zona Sul carioca. Para evitar os constantes deslocamentos, a família decidiu montar um pouso confortável do outro lado da baía, perfeito também para minitemporadas à beira-mar. A ideia era comprar um apartamento pequeno e prático num ponto bacana do Rio. “Depois que os quatro encontraram este flat, dos anos 1980, pediram que eu reformasse tudo, imprimindo um jeito de casa”, conta a arquiteta Paloma Yamagata. “Quase não mexi na planta, mas troquei todos os revestimentos. Usei uma paleta de tons neutros para trazer amplidão”, resume.

15. Apartamento de 90 m² no Rio de Janeiro aposta no branco e na madeira

MCA Estúdio
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Para viver mais perto do trabalho, o jovem casal de moradores queria se mudar da Barra da Tijuca para a zona sul do Rio de Janeiro. Escolheram como sua nova morada um apartamento de 90 m², em um prédio antigo de Ipanema. O imóvel – antes com ar antiquado e escuro – ganhou decoração e instalações elétricas e hidráulicas novas. O projeto das arquitetas Adriana Sadala e Maria Eduarda Gomide apostou no uso do branco e da madeira em todo o apartamento. As arquitetas desenharam uma estante para a televisão com um painel de madeira, que esconde a fiação.

16. Loft de 25 m² em Amsterdã é todo integrado

Ewout Huibers
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Em 25 m², o loft Zoku é um novo tipo de hospedagem para o que chama de “nômades globais” – ou seja, pessoas que viajam a trabalho e ficam no exterior por algum período. Projetado pelo escritório Concrete Architectural Associates em Amsterdã, o micro-apartamento privilegia os espaços de estar e de trabalho e coloca o quarto escondidinho na parte de cima.

17. Estúdio de 75 m2 Austrália

Lisbeth Grosmann
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O estúdio Clare Cousins Architects criou uma caixa de madeira e um mezanino para abrigar dois quartos do tamanho de uma cama neste apartamento em Melbourne, Austrália. A estrutura, que também tem prateleiras para os livros, economiza espaço para a área de estar no apê de 75 m².

18. Em Milão, apê de 60 m2 com dois andares

Michele Filippi
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No apartamento de 60 m² e dois andares em Milão, Itália, o escritório +R Piuerre pintou as paredes de branco para fazer os cômodos parecerem maiores. Soluções para o mobiliário usado para guardar coisas, como estantes e armários, também ajudam a aproveitar melhor o espaço.

19. Loft Londrino dá destaque aos livros

Craft Design
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Neste loft em Londres, Inglaterra, a escada se integra aos nichos com livros e objetos de decoração. No projeto do Craft Design, os degraus levam para o quarto no topo de uma “caixa”, que abriga o banheiro e a despensa, além de dividir a sala e a cozinha.

20. Micro apartamento na Polônia tira proveito da marcenaria

Jedrzej Stelmaszek
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Em Wroclaw, Polônia, Szymon Hanczar conseguiu deixar clean e organizado o micro apartamento de apenas 13 m², onde ele morou por muitos anos. Num mesmo bloco de marcenaria, fica a cozinha, o armário que esconde a bagunça e o quarto no mezanino.

21. Um ambiente de 60 m² para trabalhar e habitar

Haruo Mikami
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Ao pensar em um espaço multiuso, compacto, para morar e trabalhar, o escritório BEP Arquitetos Associados projetou o Studio 212 na CASA COR Brasília 2015. Trata-se de um ambiente de convívio e trabalho, com 60 m², onda há demarcação das funções dos locais por meio da aplicação de diferentes materiais, além de uma organização sem compartimentos.

22. 4 boas ideias de décor em um apartamento de 35 m²

Maíra Acayba
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Quer uma receita fácil para ampliar visualmente os espaços? Aposte no branco total. O recurso orientou o projeto deste apartamento de 35 m², em São Paulo – reformado por Marcos Mendes e Júlio Beraldo, do Estúdio MB Arquitetos. Mas não foi só: à base clara se acrescentou uma marcenaria que fez valer cada centímetro.

23. Apartamento de 80 m² tem decoração elegante e bem masculina

Marco Antonio
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Com planta curva e complicada, o dúplex representou um tremendo desafio a André Pavan e Brunno Meireles,  do escritório Meireles + Pavan Arquitetura. O compacto dúplex tem a porta de entrada no pavimento superior – enquanto a suíte dá as boas-vindas a quem chega, estar, cozinha e lavabo são acessados pela escada, que leva ao piso inferior. “Quase tudo precisou ser feito sob medida para aproveitar melhor o espaço”, conta Pavan. Além disso, a marcenaria fixa se mostrou a solução perfeita para fechar a área do quarto sem perder a luz natural. O resultado da combinação entre os materiais e as linhas dos móveis é sóbrio, contemporâneo e reflete as preferências do morador.

24. Apartamento de 90 m² é reformado e marca mudança de rotina do casal

Marcelo Donadussi
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Morada dos advogados Carolina Scherer e Fábio Albuquerque, este apartamento de 90 m² em Porto Alegre ganhou reforma entre 2012 e 2015. “A proprietária sabia o que não queria, e esse era nosso único ponto de partida. Aqui exercitei o ato de planejar o espaço de alguém sem tantas interferências minhas”, conta  o arquiteto Luiz Humberto de Albuquerque. O lugar passou pela mudança quando os então namorados decidiram viver juntos – surgiu a necessidade de integrar ambientes, o que levou à ligação entre a cozinha, a varanda e o estar. O tempero vem da mistura de móveis de família, coleções e itens recém-chegados, dispostos numa combinação equilibrada.

25. Apê de 27 m² em Brasília tem boas soluções para aproveitar o espaço

Divulgação
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Nesta quitinete, os móveis e os ambientes têm múltiplas funções: o sofá vira cama king size, os armários acomodam as cadeiras e uma mesa fica escondida na marcenaria. Essas foram algumas das soluções criativas encontradas pelo morador, o arquiteto e empresário Fabio Cherman, para tornar confortáveis os cômodos de seu apartamento de apenas 27 m² em Brasília. A primeira mudança estrutural, ao receber o  imóvel, foi derrubar a parede que isola o banheiro e colocar uma porta de correr. Assim, foi possível conquistar alguns centímetros. O mesmo piso, travertino romano resinado e levigado, foi aplicado à casa toda, gerando a sensação de amplitude.

26. Apartamento de 70 m² abusa do cinza e mantém o décor super feminino

André Nazareth
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Praia e sol sempre encantaram a estilista baiana Neide Dantas, dona de uma grife de bijuterias. Por isso, quando soube de um empreendimento do tipo apart-hotel – com apartamentos de 70 m² –, localizado a poucos metros de seu ponto favorito na orla, resolveu ter um pouso fixo na cidade. Assim que fechou negócio, convocou o arquiteto Antonio Ferreira Junior para tocar a reforma e os interiores. Encomendou a ele, sócio do também arquiteto Mario Celso Bernardes, uma ambientação prática e cosmopolita, porém sem deixar de lado a espontaneidade litorânea. Quando vem com a filha, Neide afasta as mesinhas da sala, abre o sofá-cama e fecha as portas de correr que isolam o espaço. “A marcenaria ora integra, ora setoriza os ambientes, e ganhamos amplitude com armários no lugar de paredes. Foi um quebra- -quebra total, que valeu a pena”, explica Antonio.

27. Neste apartamento pequeno, o tijolinho dá cara de loft aos ambientes

Mariana Orsi
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Deixar um apartamento pequeno aconchegante é uma tarefa difícil. Mas não para Camila Benegas e Paula Motta, do escritório Casa 2 Arquitetura, que deixaram este apê 85 m², com três dormitórios, em Pinheiros, São Paulo, amplo e cheio de charme. A parede de tijolinhos com pintura branca do living é ponto-chave do projeto. A composição de quadros, o aparador verde-água, a viga com concreto aparente e a luminária de trilho reforçam ainda mais este clima na sala.

28. Apê de vlogger Danielle Noce exala referências a docerias

Marco Antonio
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Graduada em moda, a vlogger Danielle Noce conta que sempre teve paixão por confeitar. Em 2011, a afinidade a inspirou a criar o I Could Kill for Dessert (ICKFD), um blog em que apresenta suas aventuras na cozinha. Como o local onde grava as receitas é a própria morada, o casal foi reformando os ambientes aos poucos com o objetivo de deixá-los mais bonitos na telinha. “Optei por paredes brancas, pois elas ficam bem nos programas. Já meus móveis e objetos trazem os toques de cor e design”, descreve Dani.

29. Apartamento pequeno de 42 m² é assinado por Marcelo Rosenbaum

Evelyn Müller
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Este loft de 42 m² em São Paulo, decorado para uma incorporadora, foi um belo laboratório para Marcelo Rosenbaum colocar em prática tudo o que sabe sobre economia de espaço. Ao criar o projeto, o designer imaginou um casal de moradores fã de peças assinadas e disposto a abrir mão de itens supérfluos, então concebeu a marcenaria flexível e uma paleta discreta.

30. Quitinete de 36 m² no edifício Copan cheia de emoções

Marco Antonio
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Das qualidades que o arquiteto Gabriel Valdivieso mais adora no quarto e sala onde mora, nenhuma se pode medir ou capturar com precisão. A primeira delas é a luminosidade que chega pela grande janela em toda a lateral do espaço. A outra está no afeto das peças de família que carregou quando resolveu deixar os pais e morar sozinho. ““Minha casa é uma colagem da minha história. Nada entrou aqui só para cumprir uma função”, diz.” Por último, o burburinho que sobe até o 17º andar para contar do movimento da cidade lá fora. Móveis de época e peças de família ganham um olhar atualizado na decoração de Gabriel, marcada por um glamour vintage. É o caso da cadeira que pertenceu ao avô, combinada com uma carteira escolar comprada em um depósito de usados.

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Coleção de móveis de David Bowie vai a leilão

colecao-de-moveis-de-david-bowieO astro era um ávido colecionador de obras do designer italiano Ettore Sottsass e do extinto grupo Memphis, com base em Milão
Uma extensa coleção de móveis italianos que pertenceu ao astro David Bowie vai a leilão em Londres. O cantor era um ávido colecionador de obras do designer italiano Ettore Sottsass e do extinto grupo Memphis, que tinha base em Milão.

Reprodução | Dezeen
Luminária Super Lamp de Martine BedinLuminária Super Lamp de Martine Bedin

Reprodução | Dezeen
Estante Carlton de Ettore SottsassEstante Carlton de Ettore Sottsass
Ao longo dos anos, Bowie adquiriu mais de 100 peças, incluindo algumas icônicas como a luminária Super Lamp, de Martine Bedin e a estante Carlton de Ettore Sottsass.

Reprodução | Dezeen
Teelfone Enorme de Ettore Sottsass, 1986Teelfone Enorme de Ettore Sottsass, 1986
Algumas dessas peças serão vendidas em um leilão no Sotheby’s em Londres no dia 11 de novembro de 2016.

Reprodução | Dezeen
Gabinete D'Antibes by George J. Sowden, 1981Gabinete D’Antibes by George J. Sowden, 1981
Os itens de menor valor começarão com lances de 60 libras, já a estante Carlton, está estimada em 7 mil libras.

Reprodução | Dezeen
Cadeiras de Michele de Lucchi, 1983Cadeiras de Michele de Lucchi, 1983
A chefe de design do século XX do Sotheby’s disse que os trabalhos produzidos pela vanguardista Memphis, conduzidos por Ettore Sottsass, não poderiam ter encontrado uma audiência mais receptiva e sintonizada do que David Bowie. “Quando você olha para uma peça de design da Memphis, você vê sua irreverência, um caleidoscópio de formas e padrões com cores contrastantes e vibrantes que têm tudo para não funcionar, mas que se encaixam perfeitamente”, completa.

Reprodução | Dezeen
Relógio Metropole de George J. Sowden, 1982Relógio Metropole de George J. Sowden, 1982
Este leilão será o terceiro a apresentar coleções de Bowie, desde sua morte prematura, em janeiro deste ano. Os dois primeiros, também previstos para novembro, irão focar em suas coleções de arte contemporânea.

Reprodução | Dezeen
Luminária Don' Table Lamp de Ettore Sottsass, 1977Luminária Don’ Table Lamp de Ettore Sottsass, 1977
Nascido e criado no sul de Londres, Bowie estudou arte, música e design antes de embarcar em uma carreira profissional, como músico, em 1963. Ele foi conhecido por seus alter ego – como o andrógino Ziggy Stardust, Aladdin Sane e Thin White Duke – e recebeu uma grande retrospectiva no Museu Victoria and Albert, em Londres e também no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. Após sua morte, foi lançado o álbum Blackstar.

Reprodução | Dezeen
Estante Adesso Pèro de Ettore Sottsass, 1992Estante Adesso Pèro de Ettore Sottsass, 1992

Fonte: Dezeen

Empresas e designers do primeiro time voltam suas atenções para a criação de móveis infantis

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O designer Oki Sato, do estúdio Nendo, em seu cavalinho de acrílico feito para a marca italiana Kartell  Foto: Divulgação

Tudo começou quando o empresário Eugenio Perazza, fundador da Magis, uma das empresas líderes do segmento de alto design da Itália, resolveu presentear sua neta de 5 anos com uma mesa para desenhar. Folheando catálogos, ele percebeu que não havia móveis desenhados especificamente para atender a essa faixa etária. E, a bem da verdade, nem ao redor dela.

“Não estava a procura de móveis em escala reduzida, mas em design para crianças. Na hora percebi que existia um nicho a ser suprimido”, comenta Perazza, que criou em 2004 a linha Me Too de mobiliário e acessórios. Peças criadas por designers consagrados, especificamente para o público infantil.

“Procuro estimular os profissionais a verem o mundo através dos olhos de uma criança. Esse é o melhor caminho”, afirma o empresário, que, desde então, mantém em catálogo produtos voltados para o segmento que levam a assinatura de Javier Mariscal, Enzo Mari e Philippe Starck, entre outros. As cadeiras Trotter, com roda para transporte, de Rogier Martens, e a Little Big, que pode ter sua altura ajustada conforme a criança cresce, do estúdio Big Game, estão entre os lançamentos apresentados no Salão do Móvel de Milão, em abril passado.

Para alegria dos pequenos, não se trata de uma iniciativa isolada. Em anos recentes, a clássica Elephant Chair, criada em 1945 pelo casal Charles e Ray Eames, de compensado curvado, foi relançada pela Vitra em polipropileno. Assim como a série Zoo de relógios, de 1965, assinada por George Nelson. Sem falar da Kartell, a gigante dos plásticos, que lançou este ano sua primeira linha de produtos voltados para o mercado infantil.

“Nosso móvel para crianças pioneiro, a cadeira 4999, projetada por Marco Zanuso e Richard Sapper, em 1964, não só foi um dos primeiros produtos da nossa linha ‘habitat’ como foi um dos primeiros móveis de plástico criados especificamente para o público infantil no mundo”, conta o presidente da empresa, Claudio Luti, que, meio século depois, acredita no potencial de produtos para essa fatia do mercado, segundo ele, em plena expansão.

“Com vistas a atender crianças de 3 a 8 anos, procuramos adaptar alguns itens de nosso catálogo para melhor se ajustarem aos espaços delas. Mas também oferecer uma linha de peças inéditas, desenvolvidas por nosso time com as mesmas tecnologias e matérias-primas de nossos demais produtos”, afirma Luti.

Assim, a coleção lançada em abril se estrutura em três segmentos. O primeiro traz assentos ou superfícies de apoio que podem se transformar em brinquedos, como a série Smile, desenvolvida pelo estúdio Nendo, sob inspiração dos emoticons. Depois, algumas peças foram concebidas especificamente para funcionarem como brinquedos. Caso dos carros e tratores criados por Piero Lissoni, usando chapas coloridas de metacrilato e estrutura de metal. Ou ainda do cavalo de balanço de Nendo, no mesmo material.

Por fim, surgem objetos pensados para preencher espaços de uso cotidiano e áreas de lazer, como o balanço criado por Starck com policarbonato transparente e a mesa Clip Clap, de Ferruccio Laviani, que pode ser montada e desmontada para melhor se adequar ao tamanho de seus usuários. “Diria que, sob qualquer aspecto, são produtos intrinsecamente ligados à filosofia Kartell, mas que vão além disso. São produtos brincalhões, divertidos, envolventes. Afinal, as crianças são muito exigentes”, pontua Luti. [Marcelo Lima]

Coleção Smile, outro desenho de Sato para a Kartell  Foto: Divulgação

Da Kartell, balanço de acrílico criado por Philippe Starck  Foto: Divulgação
Cadeiras Little Big, do Big Game, para a marca italiana Magis  Foto: Divulgação
De Oki Sato, do estúdio Nendo, cavalinho de acrílico para a Kartell O designer Oki Sato, do estúdio Nendo, brinca no cavalinho de acrílico que criou para a Kartell Foto: Divulgação
 Veículos de metacrilato de Piero Lissoni para a Kartell  Foto: Divulgação
 A cadeira Trotter, de Rogier Martens para a Magis, tem roda para ser movida Foto: Divulgação
Relógio de parede da série Zoo, criado em 1965 por George Nelson para a marca Vitra  Foto: Divulgação
 A cadeira 4999 foi a primeira peça para crianças feita pela Kartell, em 1964  Foto: Divulgação

Estampas têxteis nos móveis Kartell por Lapo Elkann

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Lapo Elkann levou os tecidos das roupas para a superfície dos móveis na sua coleção com a Kartell || Créditos: Reprodução
As peças icônicas da Kartell – empresa italiana de itens de decoração – ganharam toques especiais pelas mãos de Lapo Elkann, um dos herdeiros da Fiat. Ele reinterpretou alguns móveis, como mesas e cadeiras de Philippe Starck, com exclusividade para a semana de design Milão deste ano. A coleção em edição limitada traz padronagens têxteis, tais como quadriculado, listras, tartan e o famoso pied de coq. As peças estão disponíveis na flagship da Kartell em Milão.

Tom Dixon assina coworking em Londres

interchange-atrium-interior-co-working-tom-dixon-camden-london-uk-peer-lindgreen_dezeen_1568_2-1024x731Projeto de arquitetura do escritório Barr Gazetas, também de Londres, são 600 estações de trabalho, com acesso a espaço de eventos, restaurante, laboratório de inovação, café e, logo mais, um ginásio. O conceito é incentivar a produtividade e interação comunitária, com a presença de uma passarela em espiral no centro, terraços cobertos e jardins verticais.

Um dos destaques de impacto fica logo no foyer de quatro andares, com uma grandiosa instalação de luz, feita a partir de tubos de aço inoxidável, que aparece como um grande arranjo geométrico. E as luminárias pendentes Melt, da coleção Dixon 2015, lançadas em Milão ano passado, que pontuam os ambientes.interchange-atrium-interior-co-working-tom-dixon-camden-london-uk-peer-lindgreen_dezeen_1568_0-1024x731.jpgA ideia de que a arquitetura, o design de interiores e o mobiliário podem apoiar, ou mesmo mudar, a cultura de uma organização, é visível em cada escolha. Bia Villarinho I Fotos: Peer Lindgreen

Casa-galeria no Japão

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A Gaze House, localizada no Japão, tem uma galeria de arte para exibir ao público a coleção particular do cliente. O novo edifício localizado ao sul de Nagoya foi projetado pelo escritório Apollo Architects & Associates.
Com 125 metros quadrados, o edifício parece uma pilha de três blocos. O primeiro, revestido de vidro e concreto, e os outros dois superiores, de metal, o que criou um contraste entre eles.
No nível mais baixo fica a pequena galeria de arte contemporânea e nos andares superiores, os espaços privativos da residência. Na galeria, as superfícies de concreto do teto, parede e piso ficam aparentes em todo o espaço expositivo.
Já na casa, destaque para uma escada de aço com degraus de madeira. O layout é aberto com salas de estar e cozinha integradas. O mobiliário segue uma paleta de tons neutros e monocromáticos.

Estilo escandinavo

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Em Quebec, no Canadá, os profissionais do Cargo Architecture decidiram imprimir uma decoração com estilo escandinavo em uma casa de campo na região arborizada e montanhosa de Charlevoix.
O projeto foi feito para um casal de 30 anos que tem interesse em alugar o imóvel para temporada. A casa está localizada em meio a uma floresta e em um terreno inclinado e, para os arquitetos, ela combina perfeitamente com a paisagem ao redor.
São 164 metros quadrados de uma habitação ampla revestida com cedro branco, contrastando com um telhado de metal preto. As janelas foram posicionadas para enquadrar as melhores vistas da paisagem e trazer luz natural a cada ambiente.
O interior apresenta um layout aberto, com teto alto e pisos de madeira e concreto. Uma grande porta de vidro deslizante permite aos moradores expandir o espaço de vida ao ar livre.