Miley Cyrus posa pelada em caixão para livro de amigo fotógrafo Vijat Mohindra

Miley Cyrus estampa a capa e o recheio do livro do fotógrafo Vijat Mohindra
Miley Cyrus estampa a capa e o recheio do livro do fotógrafo Vijat Mohindra – Foto: Reprodução/ Instagram@vijatm

Miley Cyrus posou cheia de estilo para a capa e o recheio do primeiro livro do fotógrafo Vijat Mohindra.

Sempre ousada e sensual, a cantora e atriz e 27 aos aparece pelada dentro de um caixão e cobrindo suas partes íntimas com flores em uma das fotos. Na capa da publicação, aparece usando uma roupa de diabinha em látex. 

Acostumado a registrar cores quentes, Vijat mostra a artista usando diferentes figurinos, alguns colados e outros mais espalhafatosos. Miley e Vijat são tão amigos, que a cantora foi quem escreveu o prefácio da obra.

“Estou morrendo de ansiedade e torcendo para que vocês vejam logo meu primeiro livro fotográfico”, festejou ele, em sua página no Instagram, onde costuma postar muitas fotos da cantora.

Miley Cyrus estampa a capa e o recheio do livro do fotógrafo Vijat Mohindra – Foto: Reprodução/ Instagram@vijatm
Miley Cyrus estampa a capa e o recheio do livro do fotógrafo Vijat Mohindra – Foto: Reprodução/ Instagram@vijatm
Miley Cyrus estampa a capa e o recheio do livro do fotógrafo Vijat Mohindra – Foto: Reprodução/ Instagram@vijatm
Miley Cyrus estampa a capa e o recheio do livro do fotógrafo Vijat Mohindra – Foto: Reprodução/ Instagram@vijatm
Miley Cyrus estampa a capa e o recheio do livro do fotógrafo Vijat Mohindra – Foto: Reprodução/ Instagram@vijatm
Miley Cyrus estampa a capa e o recheio do livro do fotógrafo Vijat Mohindra – Foto: Reprodução/ Instagram@vijatm
Miley Cyrus estampa a capa e o recheio do livro do fotógrafo Vijat Mohindra – Foto: Reprodução/ Instagram@vijatm
Miley Cyrus estampa a capa e o recheio do livro do fotógrafo Vijat Mohindra – Foto: Reprodução/ Instagram@vijatm
Miley Cyrus estampa a capa e o recheio do livro do fotógrafo Vijat Mohindra – Foto: Reprodução/ Instagram@vijatm
Miley Cyrus estampa a capa e o recheio do livro do fotógrafo Vijat Mohindra – Foto: Reprodução/ Instagram@vijatm
Miley Cyrus estampa a capa e o recheio do livro do fotógrafo Vijat Mohindra – Foto: Reprodução/ Instagram@vijatm
Miley Cyrus estampa a capa e o recheio do livro do fotógrafo Vijat Mohindra – Foto: Reprodução/ Instagram@vijatm

Trevor Paglen examina a história da fotografia e sua relação com a vigilância estatal

Mostra de Paglen faz das tecnologias contemporâneas seu conceito central, mas grande parte das obras olham para o passado
Sophie Haigney, The New York Times – Life/Style

O artista americano Trevor Paglen em Berkeley, Califórnia. Foto: Aubrey Trinnaman/The New York Times

Em uma pequena galeria no Carnegie Museum of Art, em Pittsburgh, há um cubo de acrílico repleto de peças de computador. A caixa tem cerca de 40 cm de lado, uma reminiscência da caixa de Donald Judd, atualizada para a era digital. É também um hotspot de Wi-Fi aberto com a qual é possível conectar o celular.

Mas antes que o seu telefone se conecte com a internet, ele determina o tráfego por meio da rede do Projeto Tor, que torna o seu celular anônimo, assim como localização e atividade. Quando se conectar, você poderá andar pelo museu sem que seja possível localizá-lo. Esta escultura, intitulada Autonomy Cube, é o tipo de objeto pelo qual Trevor Paglen, de 45 anos, se tornou conhecido, como um dos principais artistas que chamam a atenção para o poder e a ubiquidade da tecnologia de vigilância.

“Ele faz parte de uma série à qual eu me refiro como objetos impossíveis”, diz ao se referir à sua mais recente obra em uma entrevista por telefone. Ele lançou também uma escultura de um satéliteno espaço que descreveu como “um espelho gigantesco no céu, sem valor comercial ou científico, unicamente de valor estético”.

Ele enviou também uma cápsula do tempo com 100 imagens de toda a história humana, em uma órbita perpétua, micro-esculpida em um disco em uma concha folheada a ouro. Estes objetos devem ser considerados “impossíveis” porque não há nenhum incentivo à sua criação em um mundo em que o desenvolvimento tecnológicofoi comercializado, em que a vigilância já se tornou comum e onde o espaço continua em grande parte militarizado.

Sua produção seria, então, um ato de otimismo? “Eu não usaria a palavra ‘otimismo’, mas o que você quer dizer com aquela palavra está ali”, disse Paglen. “São muito contraditórias entre si e contraditórias em relação aos sistemas em que se encontram”. O Autonomy Cube está instalado no Carnegie Museum em uma mostra da obra de Paglen intitulada Opposing Geometries.

Organizada como parte da Hillman Phtography Iniciative 2020, uma incubadora de pensamento inovador sobre fotografia, a mostra poderá ser visitada até março. Como quase toda a obra de Paglen, a mostra faz das tecnologias contemporâneas o seu conceito central, mas grande parte das obras aqui olham para o passado, também.

A exposição, sobre fotografias, demonstra principalmente que embora hoje “vigilância”, “visão computadorizada” e “aprendizado das máquinas” tenham se tornado termos da moda, eles têm uma longa história interligada à fotografia. A mostra inclui imagens da série They Took the Faces From the Accused and the Dead… que reúne milhares de fotos de um banco de dados do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia, um arquivo de retratos falados que foi usado para testar os primeiros programas de software de reconhecimento facial sem o consentimento dos envolvidos.

Nas versões de Paglen, partes dos rostos dos envolvidos são bloqueadas, deixando estranhos buracos quadrados que constituem ao mesmo tempo uma referência das suas identidades roubadas e também um meio de devolvê-las ao anonimato. “A mostra olha formas históricas de fotografiae a relação entre essas formas de fotografia e diferentes tipos do poder da polícia ou do poder do Estado”, disse Paglen. “O que é essa relação entre a fotografia e o poder?”.

Autonomy Cube já passou por diversos museus no mundo e agora pode ser visto em Pittsburgh, nos EUA. Foto: Twitter @trevorpaglen

A multiplicidade de significados na obra de Paglen faz parte do seu apelo a tecnólogos e pensadores. “Há muita retórica a respeito de como a Inteligência Artificial (IA)mudará o mundo, e as pessoas não se dão conta de quanto a tecnologia já mudou o mundo, e depois delas perceberem isto, muitas vezes reagem com pavor ou se sentem impotentes”, disse David Danks, professor de filosofia da Carnegie Mellon University, cuja obra versa sobre ética tecnologia e que faz parte da equipe de criação da Hillman Photography Iniciative. 

“Acho que um aspecto realmente importante da obra de Trevor é o fato de que ela não só implica uma reação, não só educa. Acho que Trevor é muito bom em dar indiretamente indicações às pessoas sobre como elas podem tornar-se autônomas.” Muitas das obras nesta exposição são extensões do constante interesse de Paglen nas relações entre fotografia e inteligência artificial, como a sua ImageNet Roulette, um projeto de arte digital e aplicativo que viralizou no fim do ano passado e permitia aos usuários carregarem seus rostos para ver como a IA poderia rotulá-los.

Frequentemente, os resultados foram racistas, sexistas ou mesmo estereotipados – um choque para os usuários, que solicitaram à ImageNet, um grande banco de dados de imagens, a retirada de meio milhão de imagens. No entanto, em Opposing Geometries, Paglen – que é PhD em geografia e tem mestrado em Belas Artes – medita sobre a história das imagens e sobre o futuro. “Se olharmos para estas histórias de produção tecnológica da imagem, elas são sempre, se não parte de um projeto militar, pelo menos adjacentes a um projeto e alimentadas por ele, por isso, de certo modo, temos estas histórias muito contíguas”, afirmou.

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This is another piece that was supposed to open at @altmansiegel a few weeks ago. This is from a body of work that looks at 19th Century photography in the western US in relation to contemporary forms of computer vision and AI. Trying to think through some of the histories of image-making, technology, extraction, and colonialism that create a thread from contemporary Silicon Valley to 19th Century survey photography. The place is a weird ridge in Nevada that was photographed by Timothy O’Sullivan on the Wheeler “reconnaissance” survey of the west in 1867 – O’Sullivan’s image is one of my all-time favorite photographs ever made. It took me years to find this place – rummaging around the desert over many summers. One time I thought I’d found it. Problem was that it got dark and there was no trail and I only knew that my truck was about 2 miles north of me parked on a dirt road that was perpendicular to the direction I’d hiked. I had to follow the north star (good thing I had to learn how to read the sky from photographing satellites). I have to admit I never actually found the site. I was talking to Bill Fox one day and mentioned my ongoing quest, and he told me he’d been there with Mark Klett. Bill put me in touch with Mark, who very generously gave me the GPS coordinates – Mark had found the site as part of his “Third View” project with Byron Wolf. The image is made with an 8×10 camera, whose film has been scanned and run through the computer vision software that we built in my studio and then printed as a traditional gelatin silver print. Karnak, Montezuma Range Haar; Hough Transform; Hough Circles; Watershed, 2018 Silver gelatin print Triptych, each element: 80 × 39.9 in. (203.20 × 101.35 cm) 81 ½ × 121 in. (207.01 × 307.34 cm) (framed)

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Entre estas histórias entrelaçadas, estão a da fotografia e da colonização do Oeste americano. Enquanto imagens indeléveis de lugares como as do parque Yosemite, tiradas nos anos 1860, há muito tempo fazem parte do tecido dos mitos americanos. Paglen está interessado nelas enquanto primitivas afirmações de controle militar.

O Departamento da Guerra (atualmente conhecido como Departamento de Defesa) financiou inúmeras missões de reconhecimento no Oeste, realizadas nos anos 1860 e 1870, e enviou fotógrafoscomo testemunhas da conquista do novo território. Entretanto, estas fotos sublimes, disse Paglen, eram como “o olhar do Estado sobre um novo território”, tema que ele explora em sua exposição no Carnegie Museum.

Algumas das fotos de Paglen parecem se estranhamente com as primeiras fotografias de Carleton Watkins do parque Yosemite e na realidade foram criadas usando um processo de impressão histórico chamado ‘albumen’. Mas ele também passou as fotografias por algoritmos de visão computacional, que têm dificuldade para identificar os objetos no seu ambiente natural, gerando linhas e formas na superfície das imagens.

As fotosque resultam do processo são ao mesmo tempo hiper-modernas e antigas, ligando passado e presente pela tecnologia. “Há mais imagens hoje feitas por máquinas para máquinas para serem interpretadas do que todas as imagens que existiram para a humanidade”, disse Dan Leers, o curador de Opposing Geometries. “Mas em lugar de levantar as mãos, Trevor faz o caminho inverso da história da fotografia e, em alguns casos, volta a usar especificamente as imagens existentes, e, em outros, admitindo processos históricos na produção destas imagens”. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

Dupla Mert & Marcus compartilha clique de Irina Shayk nua segurando peixe-espada

Clique foi feito pela dupla Mert & Marcus

Irina Shayk e o peixe-espada Foto: Mert Alas / Instagram

O domingo do fotógrafo Mert Alas, da dupla Mert & Marcus, começou com um clique superousado da modelo Irina Shayk. Na imagem, a russa aparece de costas, nua, segurando um peixe-espada. Na legenda, apenas o nome dela e a hashtag #sunday (domingo).

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i r i n a #sunday

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Segundo o portal models.com, Irina, de 34 anos, é uma das modelos mais sexy e bem-paga da indústria, figurando na lista de ícones da moda, lista que inclui Carol Trentini, Isabeli Fontana e Ashley Graham.

Como organizar as milhares de fotos acumuladas nos últimos anos

Apesar de parecer uma tarefa interminável, algum métodos podem ajudar a finalmente organizar fotos impressas e digitais
Por Sarah Firshein – The New York Times

Com tantas horas dentro de casa e a saudade de ver parentes e amigos, não há momento melhor do que agora para organizar fotos

Ao passar mais tempo em casa, temos a oportunidade de enfrentar projetos ambiciosos de todo o tipo, seja tentar aquela receita de pão caseiro ou melhorar o próprio espaço de trabalho. Mas ainda há uma tarefa que parece impossível: organizar as centenas, ou milhares (ou até centenas de milhares) de fotografias digitais e impressas. A ideia de classificá-las é aparentemente tão desafiadora que é melhor nem começar. As imagens se acumulam, o ciclo continua.

Mas, com tantas horas dentro de casa e a saudade de ver parentes e amigos, não há momento melhor do que agora para romper essa inércia.

“Quanto mais as fotos forem visíveis e acessíveis para nós, maior a probabilidade de lembrarmos do que nos leva a amar as pessoas em nossas vidas”, disse Eric Niloff, cofundador e diretor executivo da EverPresent, empresa de Boston que digitaliza e organiza fotos de família.

Mesmo se você tiver centenas de gigabytes (GB) reunidos ao longo de seis trocas de aparelho — de acordo com Niloff, o cliente comum da EverPresent tem no iPhone algo entre 15 mil e 20 mil fotos digitais — ou caixas de álbuns de décadas atrás, eis algumas maneiras simples de catalogar e organizar suas imagens.

Menos ênfase na abrangência e na classificação

“Sentar e dizer ‘Vou organizar meticulosamente 50 anos de slides e álbuns de fotografias e 10 anos de fotos digitais distribuídas em oito dispositivos’ é uma estratégia que dificilmente dará certo”, disse Niloff.

Em vez disso, ele sugeriu definir parâmetros específicos (organizar dois anos de fotos, por exemplo, ou fazer isso por duas horas a cada semana) e avançar gradualmente a partir daí. Reúna tudo em um lugar — fotos impressas podem ficar no chão, e as digitais em um computador, o melhor lugar para manter um arquivo mestre. No chão podemos criar pilhas do tipo “sim”, “não” e “talvez”; as imagens digitais podem ser marcadas como favoritas (ou “curtidas” no aplicativo Photos, da Apple) ou apagadas.

“Depois que entramos no ritmo favoritando as imagens, em poucas horas vemos como resultado uma linha do tempo coerente”, disse Niloff.

Cathi Nelson, fundadora da comunidade global Photo Managers, que organiza fotos, usa um sistema de hierarquização que ela chamada de “ABCS”: Álbum (as melhores imagens, dignas de um lugar em um álbum físico ou online); Backup ou caixa (fotos que queremos guardar, mas não precisam estar acessíveis); Corte (ou lata do lixo); e Stories, ou narrativas (fotos que evocam uma lembrança especial e merecem ser guardadas).

“Muitas emoções são despertadas nesse processo: haverá nostalgia e tristeza”, disse Cathi. “Mas não se perca: a ideia é olhar para cada foto por dois ou três segundos, no máximo.”

Ela também segue a regra dos 80/20: quando a classificação chegar ao fim, é provável que 80% de suas fotos sejam destinadas ao lixo, seja físico ou digital. Se a ideia dos 20% restantes despertar empolgação, isso indica progresso.

Coloque etiquetas nas fotos impressas e pense em digitalizá-las

Fotos avulsas precisam de um pouco mais de amor. Se, após a classificação, restar uma quantidade administrável delas, transfira os agrupamentos naturais para álbuns ou caixas de arquivo e repare no critério que as une, seja o ano ou as pessoas retratadas.

Se preferir manter um acervo completo no computador — imagens digitais são mais fáceis de transformar em presentes e compartilhar com outros — será necessário usar um scanner de boa qualidade e muita paciência e tempo livre. Uma alternativa é procurar serviços de digitalização na internet.

Coloque etiquetas nas fotos digitais e arquive-as

A maioria dos aplicativos de fotos permite que os usuários insiram palavras-chave personalizadas, que podem então ser usadas na busca por imagens específicas. Niloff recomenda começar com categorias básicas como pessoas, animais de estimação, hobbies e férias.

“A diferença entre 3 mil fotos sem etiqueta e 300 fotos organizadas por categoria pode ser a diferença entre seus filhos aprenderem a história daquelas imagens ou não”, disse ele.

Pastas (“Cartão de Natal 2020″, “Imprimir para a vovó”) facilitam o preparo das imagens para um projeto e permitem que outros (crianças, por exemplo) naveguem pelas imagens no seu dispositivo. Lembre que a cronologia ou a falta de uma cronologia não são a palavra final.

“Eis aí outro obstáculo que impede as pessoas de seguir com a organização”, disse Cathi. “Elas abrem uma caixa e pensam, ‘Céus, não consigo lembrar se o Johnny tinha 7 ou 8 anos nessa foto’. Mas, por mais que nossa vida tenha uma ordem cronológica, nossa memória das vivências é semântica. Quais são os temas das nossas vida? Viagem, parentes, férias: cada um tem critérios valiosos que podem ser usados para agrupar fotos.”

Apagar, fazer backup e compartilhar

Depois que seu arquivo mestre estiver sob controle, é importante manter a ordem. Niloff sugere definir intervalos periódicos – cinco minutos por semana, o último domingo do mês, etc. — para analisar as novas imagens e se livrar daquelas destinadas ao lixo.

“Temos um medo psicológico da ideia de deletar”, disse Cathi. “Mas, se nunca deletamos nada, a probabilidade de voltarmos a procurar essas fotos só vai diminuir.”

O que fazer com as novas fotos que desejamos incorporar ao acervo de alguma maneira? Isso varia de acordo com os critérios de cada um. Niloff ensina que uma tática é transferi-las para o computador e fazer backup em um drive externo ou serviço de armazenamento na nuvem. Apague do computador as imagens destinadas ao arquivo, deixando apenas as favoritas, que devem ser etiquetadas e classificadas. É como se atuássemos como leão de chácara do nosso acervo: só será aceito aquilo que é considerado digno.

Depois disso, vale tudo, mas os especialistas incentivam o compartilhamento de fotos em algum lugar, seja como um organizado e estiloso álbum fotográfico, como imagens impressas no tamanho 12×15 em papel reluzente, usadas em cartões de Natal personalizados ou mesmo em um perfil do Instagram.

“Quando estamos sempre organizando as fotos sem ter onde dar vazão a elas, sem álbuns de fotos nem publicações nas redes sociais, vivemos um estado de ‘paralisia analítica’”, disse Niloff. “Envie três fotos por mensagem a um amigo, crie uma apresentação de slides ao som de Taylor Swift: pense em algo que crie uma conexão com as pessoas.” /TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

Fotógrafo Bas Uterwijk cria retratos de figuras históricas com inteligência artificial

George Washington, Napoleão Bonaparte e até a Estátua da Liberdade estão entre as figuras retratas em alta definição
POR RAFAEL BELÉM | FOTOS DIVULGAÇÃO

Fotógrafo cria retratos de figuras históricas com inteligência artificial (Foto: Getty Images/Bas Uterwijk)

Já imaginou como seria o rosto detalhado de figuras como Vincent van Gogh e Napoleão Bonaparte, ou ainda de esculturas históricas como a Estátua da Liberdade e o Davi, de Michelangelo? Foi isso que o fotógrafo Bas Uterwijk tentou desvendar em sua nova série de retratos hiper-realistas. Com ajuda da tecnologia, o artista criou imagens do tipo retrato que podem nos dar uma ideia de como algumas figuras históricas eram – ou poderiam ser. 

Usando um software chamado Artbreeder, Uterwijk consegue produzir novas imagens a partir de uma compilação de retratos antigos. Com o acervo em mãos, o programa é capaz de identificar características faciais comuns e originar uma nova imagem em alta resolução com qualidade de uma fotografia genuína. 

+ Conheça a primeira cadeira feita com inteligência artificial

Em seu Instagram, o artista de Amsterdã compartilha o resultado de seu trabalho, que já originou mais de 50 retratos. Algumas de suas criações apresentam pessoas reais, como Nicolau Maquiavel e Jesus Cristo. Outros são de personagens importantes, mas inventados, como Lady Liberty e a Moça com Brinco de Pérola, da famosa pintura de Johannes Vermeer.

Fotógrafo cria retratos de figuras históricas com inteligência artificial (Foto: Getty Images/Bas Uterwijk)
Vincent van Gogh (Foto: Getty Images/Bas Uterwijk)

Mas nem tudo é tecnologia: “O software tende a variar facilmente devido à sua natureza, portanto, para o último, às vezes preciso de alguns truques e métodos extras para conseguir o que quero”, explica o fotógrafo. Seus retratos precisam permanecer fiéis à pessoa original e a sua aparência, além de ter expressões que valem a pena ser observadas.

Confira mais obras de Bas Uterwijk:

Fotógrafo cria retratos de figuras históricas com inteligência artificial (Foto: Getty Images/Bas Uterwijk)
George Washington
Fotógrafo cria retratos de figuras históricas com inteligência artificial (Foto: Getty Images/Bas Uterwijk)
6600Napoleão Bonaparte
Fotógrafo cria retratos de figuras históricas com inteligência artificial (Foto: Bas Uterwijk)
Davi, de Michelangelo 
Fotógrafo cria retratos de figuras históricas com inteligência artificial (Foto: Bas Uterwijk)
Jesus Cristo

Imagem de homem negro carregando manifestante da extrema direita ferido viraliza após confrontos em Londres

Responsável pelo resgate, o personal trainer Patrick Hutchinson publicou numa rede social: ‘Não é preto versus branco, é todo mundo contra os racistas’

Patrick Hutchinson, apoiador do Movimento “Black Lives Matter”, carrega um simpatizante da extrema-direita ferido na cabeça após confrontos em Londres Foto: DYLAN MARTINEZ / REUTERS

LONDRES –  Uma imagem viralizou nas últimas horas no esteio dos protestos contra o racismo e a violência policial após a morte do americano George Floyd, assassinado por um policial branco em 25 de maio: um homem negro, apoiador do movimento “Black Lives Matter”, carrega um homem branco ferido, simpatizante da extrema direita segundo presentes no protesto, durante o confronto entre manifestantes dos dois movimentos e policiais nas ruas de Londres, no sábado. O momento foi capturado pelo fotógrafo da Reuters, Dylan Martinez, e mostra a sequência em que o homem branco é salvo por Patrick Hutchinson, um personal trainer e treinador de atletismo.

O personal trainer Patrick Hutchinson, que participava de ato do movimento Black Lives Matter em Londres, carrega um homem branco ferido, simpatizante da extrema-direita, durante o confronto entre manifestantes dos dois movimentos e policiais nas ruas da capital britânica Foto: DYLAN MARTINEZ / REUTERS

O homem havia sido colocado nos degraus que levavam ao Royal Festival Hall, no centro de Londres, e estava sendo espancado, antes que outros manifestantes contra o racismo surgissem para protegê-lo, segundo contam jornalistas da Reuters que estavam no local.

O homem ferido havia sido colocado nos degraus que levavam ao Royal Festival Hall, no centro de Londres, e era espancado até que outros manifestantes contra o racismo surgiram para protegê-lo Foto: DANIEL LEAL-OLIVAS / AFP

Em uma rede social, Hutchinson confirmou que foi ele que ajudou o manifestante: “Salvamos uma vida hoje”, disse na sua conta do Instagram. Com o #Black Lives Matter, ele acrescentou:  “Não é preto versus branco, é todo mundo contra os racistas. Tínhamos a proteçao um do outro e protegemos aqueles que precisavam de nós”.

Hutchinson também publicou foto dele com outros amigos que participaram dos protestos e ajudaram a resgatar o homem ferido.

Homem negro resgata manifestante de extrema-direita durante o confronto nas ruas de Londres Foto: DYLAN MARTINEZ / REUTERS

Amigos e seguidores elogiaram as ações do personal trainer, como destacou o jornal inglês “Daily Mail”:

“Vi essa foto e senti tanto orgulho, poder e humanidade pelo que vocês fizeram, grande respeito”, diz um dos comentários da foto.

Outro disse: ”É isso que eu quero ver. Um homem verdadeiramente incrível. Nada além de respeito”.

Hutchinson ja havia publicado na semana passada mensagens de apoio a Floyd, que morreu asfixiado depois que um policial de Minneapolis se ajoelhou no pescoço dele por mais de oito minutos enquanto ele estava algemado. No post, Hutchinson usou as hashtags #blackouttuesday, #enoughisenough e #justiceforGeorgeFloyd.

Patrick Hutchinson e os amigos antes da manifestação em Londres Foto: Instagram

O confronto em Londres deixou dezenas de feridos e mais de 100 pessoas foram detidas pela polícia. O movimento Black Lives Matter fazia seu protesto nas ruas da capital inglesa quando integrantes de movimentos da extrema-direita como o Britain First foram às ruas para proteger monumentos que viraram alvo dos protestos  por ligações com a história colonial.

O encontro se deu na Trafalgar Square e a polícia tentou separá-los. Alguns manifestantes jogaram garrafas e latas e dispararam fogos de artifício. A foto foi feita perto da estação de metrô Waterloo, no centro de Londres.

Kate Middleton divulga algumas fotos de seu projeto criado durante a pandemia: ‘imagens surpreendentes’

Apesar do lançamento da exposição ser semana que vem, a Duquesa de Cambridge antecipou algumas de suas fotografias preferidas entre as mais de 12 mil recebidas

Enfermeiras que estão na linha de frente tentam descansar durante o intervalo Foto: Reprodução

Kate Middleton postou um vídeo sobre seu projeto de fotografia e disse que “não pode esperar para compartilhar imagens de seu projeto fotográfico”, capturando a vida durante o bloqueio.

As imagens ilustram temas como o novo normal: home office ao mesmo tempo que os filhos brincam ao redor Foto: Reprodução
As imagens ilustram temas como o novo normal: home office ao mesmo tempo que os filhos brincam ao redor Foto: Reprodução

Duquesa de Cambridge contou ainda que recebeu “imagens surpreendentes”, como a que retrata enfermeiras dormindo, e estimulou que mais pessoas enviassem suas fotos para participar de sua exposição fotográdica virtual. São imagens que capturam o espírito, o humor, as esperanças e os medos em meio à crise do coronavírus no Reino Unido.

Neto e avó se encontram com um vidro entre eles Foto: Reprodução
Neto e avó se encontram com um vidro entre eles Foto: Reprodução

Cerca de 12 mil fotografias já foram recebidas no projeto feito em parceria com a National Portrait Gallery. Kate selecionará 100 para a exibição. “Mal posso esperar para compartilhar as 100 imagens finais com você”, diz Kate, 38 anos, que batizou o projeto de Hold Still. “Foram tantas fotos incríveis recebidas nas últimas semanas. Desde famílias de todo o país mostrando como estão se adaptando à vida durante o confinamento, até algumas das mais equipes do hospital e de assistência social que estão colocando suas vidas em risco para salvar a vida de outras pessoas “, diz ela.

Nascimento de um bebê durante a pandemia Foto: Reprodução
Nascimento de um bebê durante a pandemia Foto: Reprodução

Até dia 18, as fotos podem ser enviadas. As imagens devem ilustrar um dos três temas: “Ajudantes e heróis”; “Seu novo normal”; e “Atos de bondade”. Os participantes também devem enviar um comentário para descrever as experiências e emoções das pessoas retratadas. As imagens podem ser tiradas em telefones ou câmeras e serão avaliadas pela emoção e experiência que ilustram, e não pela qualidade ou capacidade técnica.

O Hold Still tem como objetivo criar um retrato coletivo de bloqueio no Reino Unido, capturando o espírito, humor, esperanças, medos e sentimentos do país, à medida que o surto de coronavírus continua. Na foto, 'We are the Future' de Daisy Valencia Foto: Reprodução
O Hold Still tem como objetivo criar um retrato coletivo de bloqueio no Reino Unido, capturando o espírito, humor, esperanças, medos e sentimentos do país, à medida que o surto de coronavírus continua. Na foto, ‘We are the Future’ de Daisy Valencia Foto: Reprodução

“Todos nós ficamos impressionados com algumas imagens incríveis que vimos, que nos deram uma visão das experiências e histórias de pessoas em todo o país”, disse Kate em comunicado. “Hold Still tem como objetivo capturar um retrato da nação, o espírito da nação, o que todo mundo está passando no momento. Fotografias refletindo resiliência, bravura, bondade – todas essas coisas que as pessoas estão experimentando”. [Globo]

Conheça a fotógrafa Hannah Beier de 23 anos que filmou a capa da edição de pandemia da TIME

BY KATHERINE POMERANTZ MAY 20, 2020 8:49 PM EDT

Photograph by Hannah Beier for TIME

Tendo me formado na faculdade quatro meses antes dos trágicos eventos de 11 de setembro, tenho pensado muito sobre a turma de 2020 e como esse momento global moldará para sempre suas vidas. Para a capa do TIME da Pandemia de geração desta semana, queríamos contar essa história pelas lentes de uma delas. O departamento de fotografia da TIME procurou professores de fotografia em faculdades de todo o país, procurando um aluno que documentou esses momentos extraordinários. Recebemos uma incrível variedade de portfólios impressionantes, mas ficamos especialmente impressionados com o trabalho de Hannah Beier, uma fotógrafa de 23 anos da Drexel University, na Filadélfia. Suas fotografias fornecem uma visão íntima de como seus amigos e colegas de classe estão marcando marcos e tentando navegar em seu novo normal.

Antes da pandemia, Hannah estava trabalhando em uma tese sênior que focava na vulnerabilidade dos relacionamentos e amizades em sua vida. A potência de seu trabalho dependia da intimidade dos tiros em pessoa, que ela usava para forjar conexões profundas com seus súditos.

Hannah Beier passou seu último ano na Universidade Drexel documentando relacionamentos significativos em sua vida para um projeto que ela chamou de “Time Apart”.

Quando suas amigas se espalharam pelo país após o fechamento da escola, Hannah foi forçada a mudar de abordagem. Mas, apesar de seu novo processo – agora todas as sessões de fotos são realizadas virtualmente – ela decidiu manter esse foco íntimo. Ela ligava para as amigas via FaceTime e dirigia com arte toda a filmagem: desde locais de observação e montando a câmera da pessoa com eles, até verificando a parte traseira da câmera e reposicionando as amigas até que ela estivesse satisfeita com a foto. Hannah usou esse processo para fotografar a capa desta semana da TIME, apresentando a colega sênior e importante de fotografia Melissa Nesta e seu namorado, Daniel Mosley, em casa na Filadélfia. Hannah, que já morou na casa onde a imagem da capa foi tirada, estava familiarizada com o local. Ela e Melissa decidiram sobre a configuração exata e a hora do dia para fotografar a imagem. Sua tese agora é apropriadamente chamada “Time Apart”.

Mesmo que seu próprio futuro tenha sido lançado na incerteza, Hannah está focada em encontrar maneiras de se adaptar. “No futuro, lembrarei que existem coisas na vida para as quais você não pode se preparar”, diz ela. “É o que você tira dela, como você cresce, aprende e se desafia durante os tempos em que é o que importa.”

Scape Mag é lançada com ensaios inspirados em personagens que transgrediram na nossa cultura

A quarta edição  da revista Scape está sendo lançada no perfil da revista no Instagram nesta sexta (24.04). Ela nasceu do desejo de pensar, elaborar, criar imagens e promover diálogo entre a moda contemporânea e personagens lendários que revolucionaram a história da cultura brasileira. “Estamos vivendo um momento difícil em nosso país: político, econômico e principalmente cultural. Por isso decidimos lembrar os personagens que transgrediram e ajudaram a construir nossa cultura”, diz o fotógrafo Adriano Damas, fundador da revista.

Lampião e Maria Bonita, Zumbi dos Palmares, Dona Beija, Madame Satã,
Xica da Silva, Mutantes, Paraguaçu, Aritana e o nosso Cacau e o Açaí foram
os personagens escolhidos como norte criativo dos profissionais. Participam desta edição os stylists Paulo Martinez, Flavia Pommianosky e Davi Ramos, Larissa Luchesse e Maika Mano; e os maquiadores Daniel Hernandez, Robert Estevão, Helder Rodrigues, Marcos Costa e Raul Mello.

O projeto é fruto do esforço coletivo de fotógrafos, stylists, estilistas, cenógrafos, editores de moda, maquiadores, modelos, agências, produtores e outros criativos do mercado.

A revista já estava pronta para ir para a gráfica quando começou o período de isolamento, então quando passar a quarentena, uma versão impressa poderá ser encontrada na livraria Prince Books. As images são lindas, vale à pena passar lá para ver!