iPhone 11 Pro nos bastidores – Primeira olhada no novo sistema de câmera tripla – Apple

O fotógrafo Justin Bettman cria cenas elaboradas e detalhadas em locais inesperados. Confira o processo por trás da produção, pois Justin cria uma imagem maior usando o sistema de três câmeras do iPhone 11 Pro.

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Fotógrafo documental, Robert Frank morre aos 94 anos

Considerado um dos mais influentes do século 20, Frank deixou a Suíça para fazer sucesso com o clássico ‘The Americans’

Nos anos 1950, Robert Frank revolucionou a fotografia com o lançamento de ‘The Americans’ Foto: PHOTO LISA RINZLER/SSEMBLAGE FILMS LLC

Ícone da fotografia do século 20 e autor do fotolivro The Americans, que teve uma profunda influência nas gerações seguintes, Robert Frank morreu na segunda-feira, 9, aos 94 anos. The Americans, um clássico, reúne 83 fotografias de mais de 28 mil (700 filmes) tiradas pelo autor durante uma longa viagem por 48 Estados americanos entre abril de 1955 e junho de 1956. A série emblemática foi escolhida para inaugurar o novo prédio do Instituto Moreira Salles de São Paulo, na Avenida Paulista, em 2017. 

“Tentei esquecer as fotos fáceis para tentar trazer algo do interior”, explicou o autor, que prestigiava o senso de imediatismo e a ênfase no ponto de vista do fotógrafo. Quem assinou o prefácio do fotolivro foi Jack Kerouac, autor de On the Road. A obra, deprimente e subversiva, revela o lado sombrio do ‘sonho americano’ – pobreza, segregação, desigualdades e solidão, e foi bem-recebida na época.

Nascido em 9 de novembro de 1924 em Zurique, na Suíça, em uma família de industriais judeus alemães, Robert Frank se apaixonou pela fotografia muito jovem, trabalhando em laboratórios lá e na Basileia a partir de 1940. Em 1947, partiu para os Estados Unidos, onde passou a trabalhar como fotógrafo de moda e repórter em revistas como Fortune, Life ou Harper’s Bazaar. Rapidamente, percebeu que aquele mundo não era para ele.

Então ele viaja, primeiro pela América Latina e depois pela Europa, principalmente França, que ele adora. Em 1953, retorna para Nova York. Recusando pedidos de revistas, obtém uma bolsa da Fundação Guggenheim, que lhe deu a liberdade de fazer seu trabalho como quisesse. Assim começa a aventura de retratar os americanos, que o tornaria célebre.

Em 1961, ele apresenta sua primeira grande exposição em Chicago, seguida por muitas outras – Frank sempre trabalhou na seguinte ordem: fotografia, livro e só então a exposição.

Para o editor Gerhard Steidl, que em entrevista ao Estado em 2017 disse que Frank ainda fotografava todos os dias, o fotógrafo sempre se interessou pela relação entre as pessoas vivendo em certos países.

“Ele sempre teve o instinto de descobrir onde se posicionar numa multidão e olhar, através de sua câmera, para a alma das pessoas, de um país, de uma nação.” E o que ele fez em Os Americanos foi algo totalmente novo para a época – para além do que ele retratava.

“O layout do livro, a sequência sem nenhum texto, sem uma explicação, foi, para a época, muito revolucionário já que o fotolivro, em 1959, era, normalmente, um longo texto com algumas fotografias ilustrativas.”

Mas, com medo de se repetir, Frank troca a fotografia pelo cinema. Seu primeiro filme foi Pull My Daisy (1959). Os anos 70 foram conturbados: ele se separa, perde uma filha em acidente de avião e vê o filho mergulhar em uma doença mental (ele se suicidou no início dos anos 1990). No entanto, continua com suas experimentações formais em torno da imagem. Dirige ainda 20 filmes e volta mais ou menos à fotografia por meio da edição de instantâneos, trabalhando em negativos, ou polaroides. / COM AP

Fotógrafas mulheres dominam festival francês com novo olhar sobre sexo

Festival de Arles, mais tradicional mostra de fotografia, completou 50 anos
Cristianne Rodrigues

Fotografia da artista chinesa Pixy Liao Reprodução

ARLES (FRANÇA) Em sua 50ª edição, o festival de fotografia Rencontres d’Arles, um dos mais tradicionais do mundo realizado todo ano na cidade francesa, destaca a força do olhar feminino.

Nele, imagens se apresentam como ferramenta de reflexão sobre as relações pessoais, um espelho refletindo a condição da mulher, da sublimação do cotidiano à exploração da intimidade como reduto da liberdade.

O trabalho de Pixy Liao é o mais inovador da seleção deste ano. Associada a uma estética pop, a artista chinesa radicada em Nova York vem se questionando sobre as relações de poder, a dinâmica dos gêneros, as pressões socioculturais e o impacto das convenções nas relações amorosas da China do século 21. 

Na série fotográfica “Uma Relação Experimental”, Liao apresenta um audacioso ensaio de autorrepresentação, criando uma mise en scène bem-humorada sobre o conflito de submissão do masculino à dominação feminina. 

“Enquanto mulher educada na China, eu acreditava que só podia me relacionar com um homem mais velho e mais maduro do que eu. Até que encontrei Moro, que é mais jovem, e me tornei a pessoa que tinha a autoridade e o poder na dinâmica do casal. Meu namorado é japonês e esse projeto descreve uma relação de amor e ódio”, conta a artista.

Fotografia da artista chinesa Pixy Liao Reprodução

O festival traz também uma mostra histórica sobre a condição feminina nos Estados Unidos dos anos 1970, quando o feminismo toma grande impulso naquele país. [ x ]

É nesse momento, depois da legalização do aborto, que Eve Arnold, Abigail Heyman e Susan Meiselas publicam livros de gênero até então inédito associando imagens e testemunhos para questionar os estereótipos presentes nos papéis desempenhados pelas mulheres na vida amorosa, familiar e profissional. 

Enquanto Arnold aborda o caráter obsessivo e aprisionante dos cuidados com a aparência, Heyman  registra as tarefas domésticas invisíveis que enchem sua vida tais como as compras no supermercado ou a limpeza da casa. 

Banais e entediantes, essas atividades, que até então jamais tinham sido objeto de um ensaio fotográfico, se tornam espelho para as mulheres americanas ao mostrar a crueza da condição feminina. 

É nesse momento também que Susan Meiselas flagra em imagens os corpos das profissionais do strip-tease no nordeste dos Estados Unidos. Captadas nos momentos de pausa entre um espetáculo e outro, as imagens mostram mulheres fora do contexto de contemplação masculina, em que, libertas da necessidade de seduzir, revelam seus sonhos e suas ambições.

Pouco mais tarde, numa Espanha recém-liberta do jugo franquista, Ouka Leele se torna protagonista de uma contracultura por meio da fotografia.

Ela mostra até que ponto esse movimento representou um grito de liberdade para a juventude de Madri, onde todos os excessos eram possíveis —e passíveis de serem fotografados. Sexo, drogas e rock n’ roll, personagens underground e artistas emergentes num ambiente festivo do qual Pedro Almodóvar é hoje seu mais célebre representante surgem nessas imagens.

Leele apresenta uma série de obras que partem da imaginação e se concretizam na fotografia, com o auxílio do teatro e da pintura. Segundo a artista, suas obras não têm por função fazer uma crítica social, elas são na verdade uma sublimação do cotidiano, uma “mística doméstica”.

Construída nesse período marcado por grandes agitações políticas mas também por uma forte resistência, a obra da tcheca Libuše Jarcovjáková apresenta a vida noturna de Praga sob o regime comunista nos anos 1970 e 1980, num contexto sombrio de privação da liberdade.

Foi na companhia dos personagens homossexuais e transsexuais por ela retratados que Jarcovjáková conquistou a liberdade que marcaria sua linguagem fotográfica, por muito tempo rejeitada pela academia local.

Outro ponto culminante do festival é a obra da cineasta e fotógrafa grega Evangelia Kranioti, com seus impactantes afrescos audiovisuais das sociedades contemporâneas. Em entrevista recente, ela definiu seus projetos como declarações de amor às mulheres e aos homens marcados pela solidão.

“São seres sem referências, habitados por questionamentos e dúvidas, que vivem entre um profundo desejo de serem esquecidos e a imperiosa vontade de se reinventar, formando uma errância íntima e iniciática.” 

Numa das séries, a artista acompanha a tripulação de um navio em travessia pelo Mediterrâneo, onde a cada porto os marinheiros alimentam amores negociados e passageiros. Ela confronta ainda o drama de seres vivos que migram para as necrópoles do Cairo como uma derradeira solução de moradia. 

Noutro trabalho, Kranioti explora as múltiplas facetas da cidade do Rio de Janeiro no momento em que convergem o carnaval e as agitações políticas do ano passado, “partindo da ideia de se travestir no seu sentido mais amplo para abordar a transformação do corpo íntimo e do corpo social”.

É na construção dessa obra de estética misteriosa que Evangelia Kranioti trava contato com Luana Muniz, a rainha da Lapa, ícone queer desaparecido há dois anos,  uma figura que se tornou uma alegoria pungente do Brasil contemporâneo.

Artista brasileira Marina Amaral devolve cores às vítimas do Holocausto

Projeto ‘Faces of Auschwitz’ é desenvolvido em parceria com o museu Auschwitz-Birkenau, da Polônia
Thaís Ferraz – O Estado De S.Paulo

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Czesława Kwoka nasceu em agosto de 1928, em Wólka Zlojecka, uma pequena vila em uma região que caiu sob o domínio de Hitler. Como a mãe, era católica, grupo que também foi perseguido pelo Nazismo Foto: Marina Amaral/ Faces of Auschwitz

Czesława Kwoka tinha 14 anos quando recebeu uma injeção letal no coração, em março de 1943, no campo de concentração de Auschwitz. Um ano antes, Gersz Zyskin foi exterminado no mesmo local, menos de dois meses após sua captura. Entre 1942 e 1945, Józefa Głazowska foi usada em experimentos nazistas que a contaminaram com malária e tifo. 

Essas são algumas das histórias resgatadas pelo projeto Faces of Auschwitz (Rostos de Auschwitz), desenvolvido a partir de uma parceria entre o Auschwitz-Birkenau Museum e a brasileira especialista em colorização de fotos Marina Amaral. Criado há um ano como acervo digital, o projeto se tornou também um documentário, atualmente em fase de pós-produção e ainda sem data de lançamento – mas com trailer previsto para este mês.

O projeto nasceu do acaso, conta Marina. Em 2014, a artista brasileira encontrou e coloriu a foto da jovem Czesława Kwoka, que abre este texto. “Era um registro feito logo após a chegada dela a Auschwitz e bastante perturbador”, diz Marina. “Ele retrata uma criança em um momento de extrema vulnerabilidade, com o lábio sangrando, porque havia sido espancada minutos antes, e ainda assim sustentando uma expressão de muita coragem no rosto.” 

Um ano após o trabalho, a foto de Czesława chegou ao conhecimento do museu de Auschwitz, que publicou o documento nas redes sociais. A história viralizou. “Quando percebi a dimensão do que estava acontecendo e a intensidade da reação das pessoas do mundo inteiro, compreendi que podia fazer algo maior e significativo”, conta Marina. “Decidi que queria restaurar mais fotos e contar mais histórias.” 

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Seweryna Szmaglewska estudou psicologia e literatura e se tornou professora. Após o início da ocupação germânica na Polônia, trabalhou em hospitais como enfermeira voluntária e se engajou em educação considerada ilegal. Em 1940, entrou para a resistência estudantil. Foi presa pela Gestapo Foto: Faces of Auschwitz
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Seweryna Szmaglewska estudou psicologia e literatura e se tornou professora. Após o início da ocupação germânica na Polônia, trabalhou em hospitais como enfermeira voluntária e se engajou em educação considerada ilegal. Em 1940, entrou para a resistência estudantil. Foi presa pela Gestapo Foto: Marina Amaral/Faces of Auschwitz

Marina tem à sua disposição 39 mil fotos, mantidas pelo Auschwitz-Birkenau Museum. Curiosamente, a maioria dos registros foi feita pelos próprios prisioneiros do campo de concentração, a mando dos nazistas. “O propósito era documentar os encarcerados, mas os nazistas logo entenderam que era um objetivo inviável frente à escala do crime que estavam cometendo”, explica Marina. “A partir daí, só algumas pessoas foram escolhidas para serem fotografadas.” 

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August Kowalczyk era um ator de teatro, cinema e televisão nascido em 1921. Foi um dos poucos prisioneiros que conseguiu escapar de Auschwitz Foto: Faces of Auschwitz
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August Kowalczyk era um ator de teatro, cinema e televisão nascido em 1921. Foi um dos poucos prisioneiros que conseguiu escapar de Auschwitz Foto: Marina Amaral/Faces of Auschwitz

Fotógrafo antes da guerra, o polonês Wilhelm Brasse (1917-2012) foi um dos principais prisioneiros-fotógrafos do campo de concentração. Quando o campo de Auschwitz foi evacuado, no fim da Segunda Guerra, Brasse e seus companheiros receberam ordens de queimar todas as fotos e negativos, mas conseguiram salvar os registros que, hoje, são coloridos para o projeto. 

Para Marina, colorir fotos é uma forma de quebrar uma barreira temporal – e emocional – entre quem as observa e quem foi retratado. “Quando entendemos que aquele mundo era tão colorido e real como o mundo no qual vivemos hoje, conseguimos nos conectar muito mais real e profundamente com as pessoas e os eventos históricos ali retratados”, afirma. 

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Gersz Zysking nasceu em 1913, na Polônia. Chegou ao campo de concentração de Auschwitz em junho de 1942. Morreu menos de um mês depois. Foto: Faces of Auschwitz
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Gersz Zysking nasceu em 1913, na Polônia. Chegou ao campo de concentração de Auschwitz em junho de 1942. Morreu menos de um mês depois Foto: Marina Amaral/Faces of Auschwitz

Outros trabalhos. O trabalho de Marina Amaral vai além do período que compreendeu a Segunda Guerra. As ruas de Paris antes da Revolução Francesa, o Titanic sendo preparado para zarpar e aviadora americana Amelia Earhart na cabine de um avião são alguns dos registros históricos que ela escolheu para colorizar. O processo é, muitas vezes, demorado. Tudo é feito digitalmente, com ajuda do Photoshop. Nenhum algoritmo ou filtro é aplicado: os detalhes selecionados são pintados à mão, como em um grande livro de colorir.

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Homens desempregados nas ruas de São Francisco, Califórnia, em abril de 1939 Foto: Dorothea Lange/Library of Congress
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Homens desempregados nas ruas de São Francisco, Califórnia, em abril de 1939 Foto: Marina Amaral

A parte mais importante do trabalho é a pesquisa. “Fotografias são documentos e devem ser respeitadas como tal”, afirma Marina. Com historiadores e especialistas, a colorizadora identifica o maior número possível de detalhes de cada foto para, a partir daí, mergulhar em documentos da época, livros e jornais que possam indicar cores e texturas dos objetos retratados – como medalhas, uniformes e bandeiras. Quando não há informação disponível, Marina toma decisões artísticas. “É inevitável”, afirma. 

Marina diz que seu trabalho mais difícil foi a produção do livro The Colour of Time: A New History of the World, 1850-1960, em parceria com o jornalista britânico Dan Jones. Publicado em agosto de 2018, mas ainda sem versão em português, obra chegou a ficar entre as cinco mais vendidas do Reino Unido. “Foram dois anos selecionando fotos, colorizando, pesquisando e escrevendo o conteúdo”, diz Marina. O objetivo dos autores era ir além da história dos Estados Unidos e da Europa. “Queríamos abraçar a história de todos os lugares. Foi muito difícil encontrar um equilíbrio”, explica. Nas fotografias, guerras e revoluções dividem espaço com eventos desconhecidos do grande público. 

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Capitão Thomas H. Garahan, da Companhia “Easy”, 2º Batalhão, 398º Regimento de Infantaria, 100ª Divisão de Infantaria, levanta a bandeira estadounidense produzida em segredo por uma garota francesa Foto: National Archives and Records Administration
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Capitão Thomas H. Garahan, da Companhia “Easy”, 2º Batalhão, 398º Regimento de Infantaria, 100ª Divisão de Infantaria, levanta a bandeira estadounidense produzida em segredo por uma garota francesaFoto: Marina Amaral

Brasil. Apesar da nacionalidade, Marina quase não possui conteúdo brasileiro no portfólio. “As instituições brasileiras não têm hábito de dispor fotos digitalmente e, quando o fazem, não liberam muita coisa para o domínio público”, explica. Apesar da dificuldade, Marina tem projetos para colorir registros da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial e fotos da Família Imperial. “Acredito que isso ofereceria uma perspectiva única sobre momentos da nossa história”, afirma. 

Empresa Getty Images oferece 20 mil dólares para fotógrafos com projetos LGBTs

Iniciativa da Getty Images promove inclusão por meio da fotografia

Getty Images irá selecionar três fotógrafos. Foto: Unsplash/@kevin_1658

Getty Images, empresa que fornece banco de imagens, está oferecendo um prêmio de 20 mil dólares, aproximadamente R$ 79 mil, para fotógrafos que contem histórias da comunidade LGBT. A novidade deverá movimentar o evento anual promovido pela empresa, o Creative Bursary, com uma categoria exclusiva para o público LGBT.

Com o objetivo de promover a inclusão por meio da fotografia, o LGBTQ+ Stories irá beneficiar os três fotógrafos selecionados com as quantias de 10 mil, 7 mil e 3 mil dólares, concedidas por um painel de juízes da indústria criativa. A bolsa está aberta a participantes de todo o mundo.

As inscrições estão abertas até 28 de maio e os vencedores serão anunciados em 25 de junho de 2019. Para participar, os fotógrafos devem seguir algumas requisições, como fornecer um portfólio de trabalho online, explicar sua proposta de projeto e redigir tudo em inglês.

Aqueles que se inscreverem e forem bem-sucedidos serão convidados a licenciar seu conteúdo através do Getty Images, com uma taxa de 100% de royalties para imagens criadas dentro do projeto proposto. Os participantes também receberão orientação de um dos diretores de arte da empresa, além de divulgação nas redes sociais.

Acesse o site do projeto para mais informações.

Explosão de cor: fotografia surrealista de Pol Kurucz ganha mostra em Londres

Fotógrafo francês acaba de receber o Sony Word Photography Awards 2019, prêmio mais importante de fotografia não documental do mundo
LAÍS FRANKLIN (@LAISFRANKLIN)

“The Normals” (Foto: Pol Kurucz)

O fotógrafo e vídeomaker Pol Kurucz, um dos principais expoentes da fotografia surrealista presente em mais de 70 galerias ao redor do globo, está em cartaz no palácio Somerset House, em Londres, com The Normals, série fotográfica vencedora na categoria creative do Sony Word Photography Awards 2019, prêmio mais importante de fotografia não documental do mundo.

Serão exibidas 6 imagens retratam personagens excêntricas em ambientes inventivos inspirados na particularidade de cada modelo. Clicadas no Kolor Studio, no coração do Rio de Janeiro, as imagens saturadas abusam do néon e brincam com situações cotidianas, como escovar os dentes com uma escova gigante (dentro de uma piscina de bolinhas). 

Além de Londres, a exposição vai rodar a Europa por um ano e passará por países como Alemanha e Itália. Não perca!

Somerset House: Strand, London WC2R 1LA, Reino Unido

"The Normals" (Foto: Pol Kurucz )
“The Normals” (Foto: Pol Kurucz)
"The Normals" (Foto: Pol Kurucz)
“The Normals” (Foto: Pol Kurucz)

Coleção de fotos inéditas de Frida Kahlo é vendida por US$ 35 mil em Nova York

Coleção pertencia ao húngaro Nickolas Muray, que inlcui vários retratos nunca vistos dos pintores Frida Kahlo e Diego Rivera
EFE

Foto de Frida Kahlo, vendida em leilão em Nova York Foto: Nickolas Muray/ EFE

Uma coleção de 78 fotos inéditas do húngaro Nickolas Muray, entre elas vários retratos nunca vistos dos pintores Frida Kahlo e Diego Rivera, foi arrematada por US$ 35 mil em um leilão realizado nesta sexta-feira, 5, em Nova York.

O lote era um dos 189 que faziam parte do leilão intitulado Photographs, com uma mostra de autores que abrangeu 150 anos de história e artigos de valores entre US$ 1 mil e US$ 500 mil.

Muray, que colaborou com as revistas Vanity Fair e Harper’s Bazaar, conheceu Frida durante suas visitas ao artista Miguel Covarrubias no México e iniciou uma aventura de uma década com ela em 1931, época na qual retratou ambos e Diego Rivera, entre outros.

Algumas destas fotos mostram a pintora em cenas corriqueiras, como sentada à mesa antes de comer, ou nas áreas externas de sua casa, pensativa, sentada diante de um cacto.

“Com figuras que vão desde Carl van Vechten, o compositor Carlos Chavez, o ilustrador John Held, Jr., a artista realista social Marian Greenwood, o muralista Roberto Montenegro até a atriz Margo Albert, as fotografias oferecem um salto fascinante à paisagem cultural do México dos anos 20, 30 e 40”, descreveu a Sotheby’s, que organizou o leilão, em seu site.

Foto de Frida Kahlo, vendida em leilão em Nova York Foto: Nickolas Muray/ EFE

O preço mais alto estimado pela casa de leilões nova-iorquina (US$ 500 mil) era para a obra Pelikan Tinte, do artista russo El Lissitzky, uma peça “extremamente rara” que combina radiografia e tipografia e não obteve o valor o máximo no leilão, já que foi arrematada por US$ 459 mil.

A Sotheby’s também chegou a colocar à venda um autorretrato do artista Andy Warhol, que mostrava o ícone da pop-art com uma exuberante peruca e óculos de sol ao estilo aviador.

Foto de Frida Kahlo e Diego Rivera, vendida em leilão em Nova York Foto: Nickolas Muray/ EFE

A foto, de apenas 10 centímetros de comprimento por sete de largura, foi tirada um ano antes da sua morte em 1987 e, embora seu valor estimado fosse de US$ 20 mil a US$ 30 mil, finalmente acabou sendo removida.

Além disso, a casa de leilões selecionou um grupo de “mulheres pioneiras” no mundo da fotografia desde o século 19, entre as quais se destaca Orchid Cactus (Cactus Blossom), de Imogen Cunningham, um exemplo dos estudos de flores que lhe deram renome internacional e dos quais nenhuma outra impressão é conhecida, que foi leiloada por US$ 150 mil.