Kuo: novo HomePod poderá chegar no fim do ano ou em 2023

Os rumores sobre a volta do modelo original estão cada vez mais fortes

Rumores sobre uma ressurreição do HomePod não são exatamente novos: desde que o alto-falante inteligente original da Apple saiu de cena, ouvimos especulações de que ele poderá voltar — talvez com uma nova roupagem, talvez com telas e câmeras embutidas, talvez numa combinação com a Apple TV… as ideias voam, afinal de contas.

O fato é que os prospectos do retorno do dispositivo parecem cada vez mais concretos: desta vez, foi o nosso amigo de sempre, Ming Chi-Kuo, quem chegou para jogar mais lenha na fogueira.

De acordo com o analista, a Apple deverá lançar uma nova versão do HomePod no quarto trimestre de 2022 ou no primeiro trimestre do ano que vem. Kuo, entretanto, não aposta em grandes mudanças no design ou hardware do aparelho: segundo ele, em vez disso, a nova geração seria importante para definir de uma vez a estratégia da Apple no (cada vez mais crucial) ecossistema doméstico.

Tirando a possibilidade (remota) de Kuo estar na verdade se referindo a uma nova geração do HomePod mini, esse possível novo HomePod deverá chegar, portanto, com uma estratégia de preços mais agressiva e algumas características diferentes (como um formato ligeiramente menor, talvez) para “consertar” os principais pontos de atrito da geração original do alto-falante.

Seguindo essa lógica, os modelos mais “viajados”, com telas, câmeras e Apple TV integrada ficariam para uma perspectiva mais a médio-longo prazo.

Ohio também quer proibir uso de AirTags para rastrear pessoas

Somente 19 estados americanos contam com legislações específicas contra quem usa rastreadores eletrônicos em pessoas

Os AirTags continuam causando muita polêmica. Recapitulando, eles foram projetados pela Apple com o objetivo de ajudar pessoas a encontrar facilmente objetos perdidos/esquecidos, mas vêm sendo amplamente usados (especialmente nos Estados Unidos) para perseguir outras pessoas.

O problema é ampliado devido ao fato de que os rastreadores estão integrados à rede Buscar (Find My) da Maçã, o que os torna praticamente onipresentes em países que contam com um grande número de dispositivos da empresa.

Por isso, há um clamor por leis mais específicas para punir esse tipo de caso. Mas como acontece em países — como os já citados EUA — que contam com legislação diferente a depender do estado? Bem, alguns deles já estão se mexendo para resolver essa questão.

Depois de a Pensilvânia apresentar um projeto de lei para proibir o uso dos AirTags para qualquer finalidade que não seja rastrear objetos, agora é Ohio que tem corrido contra o tempo, após uma brecha na legislação do estado ter sido encontrada pelo 3News em fevereiro passado.

Pelas leis de Ohio, quem não tem antecedentes criminais de perseguição e/ou violência doméstica pode ser poupado de uma punição à primeira vista caso use o dispositivo para cometer o crime. Por isso, ativistas defendem que os legisladores estaduais atualizem a lei visando garantir a proteção das vítimas em tais casos.

Agora, em resposta aos crescentes clamores, um projeto de lei foi apresentado visando alterar a legislação do estado para “proibir uma pessoa de instalar conscientemente um dispositivo ou aplicativo de rastreamento na propriedade de outra pessoa sem o consentimento da outra pessoa”.

Caso aprove a mudança, Ohio se juntará a outros 19 estados que já contam com leis específicas para combater crimes usando rastreadores eletrônicos. Isso pode indicar que, apesar dos esforços da Apple, a questão vai bem além da boa vontade da Maçã para mitigar a problemática — até porque existem outros produtos concorrentes no mercado, alguns bem mais antigos do que o AirTag.

Kuo: Apple TV mais barata deverá ser lançada no 2º semestre

Será que ainda há tempo para a Maçã correr atrás da concorrência?

Se você acha que a Apple TV — a caixinha preta, não o aplicativo — anda meio esquecida e poderia estar em vias de se juntar ao iPod touch no paraíso dos dispositivos da Maçã, pode reajustar as suas expectativas… ao menos segundo os prospectos mais recentes do nosso amigo de sempre, Ming-Chi Kuo.

De acordo com o analista, a Apple deverá lançar uma nova versão, mais barata, da set-top box no segundo semestre deste ano. Não há mais detalhes sobre como será essa (possível) vindoura Apple TV, mas Kuo opina que a estratégia da Maçã — de integrar ao máximo possível hardware, conteúdo e serviços — poderá, se combinada com um produto mais acessível, diminuir a desvantagem da empresa em relação a concorrentes como os Fire TV, da Amazon, e os da Roku.

Hoje, de fato, as diferenças são consideráveis: a Apple TV HD, versão mais barata do produto, sai por US$150 (ou R$1.884) com 32GB de armazenamento e hardware defasado. A Apple TV 4K, por sua vez, parte de US$180 (R$2.261) com a mesma capacidade — enquanto isso, concorrentes entregam uma experiência parecida, e resolução semelhante, por menos de US$100 (ou até mesmo US$50).

Vale notar que a Apple já tem alguma experiência com set-top boxes de custo mais baixo: a segunda e a terceira gerações da Apple TV foram lançadas por US$100, e a terceira geração chegou a ser vendida por US$70 no fim do seu ciclo. Ou seja, existe espaço para oferecer um produto mais barato sem perder tanto na margem de lucro — resta à Maçã se movimentar.

Por outro lado, fica claro que, mesmo mantendo a Apple TV na linha, a estratégia atual da empresa é descentralizar seu conteúdo: o aplicativo Apple TV, afinal de contas, já está disponível em uma série de dispositivos da concorrência, como smart TVs, consoles, set-top boxes e dongles.

Ou seja, o preço mais baixo de uma futura Apple TV (a caixinha) poderá ser um fator de atração para que a Maçã convença os usuários a se manter no seu ecossistema não apenas no universo dos serviços, mas também no de hardware. Veremos. [MacMagazine]

Google revela novo óculos que traduz conversas em tempo real

Recurso funcionaria como ‘legendas para o mundo’, que apareceriam em realidade aumentada
Paresh Dave
Yuvraj Malik

Novos óculos serão capazes de exibir traduções de conversas em tempo real – Reprodução

OAKLAND | REUTERS – Uma década após a estreia do Google Glass, um par de óculos que filmava o que os usuários viam, mas que levantou preocupações sobre privacidade e recebeu notas baixas por seu design, a plataforma revelou uma nova tentativa no segmento, com um novo produto com visual mais convencional e que é capaz de exibir traduções de conversas em tempo real.

“Estamos trabalhando em tecnologia que nos permite quebrar as barreiras linguísticas, levando anos de pesquisa no Google Tradutor e trazendo isso para os óculos”, disse Eddie Chung, diretor de gerenciamento de produtos do Google, chamando o recurso de “legendas para o mundo.”

O Google também apresentou um tablet a ser lançado em 2023 e um smartwatch que estará à venda no final deste ano, revelando uma estratégia para oferecer um grupo de produtos comparáveis ​​à Apple.

Mas o negócio de hardware do Google continua pequeno, com sua participação no mercado global de smartphones, por exemplo, abaixo de 1%, segundo a empresa de pesquisa IDC.

A revelação dos novos óculos reflete a crescente cautela da empresa. Quando o Google Glass foi demonstrado na conferência da empresa para desenvolvedores em 2012, paraquedistas o usaram para transmitir ao vivo um salto em um prédio de São Francisco, com a empresa obtendo autorização especial para a façanha.

Desta vez, o Google mostrou apenas um vídeo do protótipo, que exibiu traduções para conversas envolvendo inglês, mandarim, espanhol e linguagem de sinais americana.

A empresa não especificou uma data de lançamento ou confirmou imediatamente que o dispositivo não tinha uma câmera incorporada.

O tablet reverte a decisão do Google há três anos de abandonar a fabricação do seu próprio produto após vendas fracas de apenas 500 mil unidades, de acordo com a IDC.

O novo tablet segue o aumento do interesse dos usuários e foi anunciado antecipadamente para informar os compradores sobre alternativas, disse Rick Osterloh, vice-presidente sênior de dispositivos e serviços do Google, a repórteres.

Ele acrescentou que o Pixel Watch, que não será compatível com o iPhones, atrairá usuários diferentes dos dispositivos Fitbit, comprada pelo Google ano passado por US$ 2,1 bilhões (R$ 10,8 bilhões).

Google anuncia Pixel Watch, primeiro smartwatch 100% feito pela empresa

Carlos Palmeira

Google Pixel Watch (Imagem: Divulgação/ Google)

O Google anunciou, nesta quarta-feira (11) durante o Google I/O 2022, o Pixel Watch. O aparelho é o primeiro smartwatch 100% feito pela companhia, do hardware até o sistema operacional, e será lançado no outono no hemisfério norte (primavera no hemisfério sul, entre setembro e dezembro de 2022).

Como esperado, o Google Pixel Watch roda o Wear OS e foi descrito como uma “extensão” do Pixel 7 e Pixel 7 Pro, smartphones anunciados também hoje.

A novidade terá aço inoxidável reciclado, pulseiras cambiáveis e recursos que funcionam sem a necessidade de um telefone. Além disso, ele terá integração com o aplicativo Fitbit para realizar monitoramento de sono, batimentos cardíacos atividades físicas, por exemplo.

Visual do novo Google Pixel Watch (Imagem: Reprodução/ Google)

O Pixel Watch, que já tinha sofrido com vazamentos anteriormente, terá mesmo um design arredondado, uma coroa tátil e um botão lateral. A promessa é que a navegação pelos menus será bastante fluída e

No quesito software, o relógio terá acesso a aplicativos como Maps, Assistente, Wallet e Home. O valor do produto não foi revelado, mas Rick Osterloh, executivo do Google, disse que o smartwatch será um “produto com preço premium”.

Google Pixel Watch é finalmente anunciado para o final de 2022 (Imagem: Reprodução/ Google)

Sony apresenta o Xperia 1 IV, primeiro smartphone com zoom óptico “real”

Sim, temos aqui uma câmera teleobjetiva cuja lente de fato se move dentro do smartphone

Sony pode ter perdido há muito tempo a corrida dos smartphones, mas — ou talvez exatamente por isso — tem aproveitado sua posição de coadjuvante no mercado para testar um monte de ideias estrambólicas e lançar aparelhos focados em nichos bastante específicos. Seu mais novo smartphone, o Xperia 1 IV, é mais uma prova dessa tendência.

Apresentado esta semana ainda como protótipo — o aparelho deverá ser lançado em setembro próximo —, o novo aparelho da japonesa aposta todas as suas fichas, mais uma vez, no sistema de câmeras. Ou, mais precisamente, em uma câmera específica: segundo a Sony, trata-se do primeiro smartphone a trazer zoom óptico “real” na sua lente teleobjetiva.

Smartphone Sony Xperia 1 IV

Explico: quase todos os smartphones de uns anos para cá, iPhones incluídos, têm múltiplas lentes com diferentes distâncias focais, o que permite que o usuário alterne entre alguns graus — fixos — de “aproximação”. No caso do Xperia 1 IV, a história é outra: a câmera teleobjetiva é de fato móvel, podendo se movimentar livremente entre 85mm e 125mm (ou qualquer ponto nesse intervalo). Trata-se de uma aproximação de 3,5x a 5,2x em relação à lente grande-angular, de 24mm, também presente aqui (temos ainda uma terceira câmera, ultra-angular, de 16mm). Todos os sensores têm 12 megapixels.

Além disso, temos uma câmera frontal de 12MP e recursos como reconhecimento de objetos a 120 quadros por segundo — o que permite que o smartphone reconheça (e foque) em elementos como rostos e olhos basicamente em tempo real. Todas as câmeras podem filmar em 4K a 120 quadros por segundo, também.

Em outros aspectos, temos uma tela OLED1 4K de 6,5 polegadas, 120Hz e proporção de 21:9, como já é tradicional entre os smartphones da Sony — vale notar que a fabricante escolheu manter bordas mais “significativas” nas extremidades inferior e superior para acomodar elementos como a câmera frontal e os alto-falantes, o que deixa a tela completamente livre de recortes e buracos (mas torna todo o conjunto ainda mais alto).

O processador é o Snapdragon 8 Gen 1, flagship mais recente da Qualcomm, e temos 12GB de RAM2 e 512GB de armazenamento — expansível via cartões microSD, vale notar. A bateria tem 5.000mAh, e o aparelho tem suporte a carregamento rápido com recarga de 50% em apenas 30 minutos; também há suporte a carregamento sem fio. O leitor de digitais fica embutido no botão de liga/desliga, na lateral, e temos um botão de disparo próprio para a câmera. Ah, todo o conjunto tem certificado IP68 de resistência a água e poeira.

Obviamente, toda essa tecnologia e força bruta não sairá barato: o Xperia 1 IV custará US$1.600 — o mesmo que a versão mais cara do iPhone 13 Pro Max, que tem o dobro de armazenamento (nativo). Mais informações sobre países e preços deverão ser divulgadas sem breve pela Sony.

Vale conferir também o Xperia 10 IV, futuro intermediário da Sony que troca boa parte das suas especificações de ponta por uma lista mais modesta: tela OLED de 6″, 1080p e 60Hz, chip Snapdragon 695, 6GB de RAM, 128GB de armazenamento três câmeras traseiras (sem abertura variável), bateria de 5.000mAh e carregamento rápido de 30W. O aparelho será lançado na Europa em junho, por 500€. [MacMagazine]

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AirPods Max chegarão com novas cores no 2º semestre, diz Gurman

Na última edição de seu boletim informativo “Power On”, o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, informou que a Apple tem duas novidades planejadas para os AirPods este ano. Primeiro, como já especulado anteriormente, a companhia poderá lançar uma nova versão dos AirPods Pro.

Mais precisamente, Gurman reafirmou que a segunda geração dos AirPods Pro poderá chegar em algum momento deste outono (no hemisfério norte), ou seja, entre setembro e dezembro.

Fique atento aos novos AirPods Pro no outono. O modelo atual está no mercado desde o outono de 2019, então as baterias provavelmente já estão com problemas para alguns adotantes iniciais.

O jornalista disse que, além dos novos AirPods Pro, a Apple também está planejando novas cores para os AirPods Max (como já conceituado). Segundo ele, é esperado, ainda, uma redução no preço dos fones de ouvido over-ear — já que os US$550 (R$6.590) cobrados pelo modelo é um “absurdo”.

É possível imaginar, ainda, que a Apple fará mais do que simplesmente lançar outras opções de cores, podendo também implementar novos recursos com a próxima geração dos fones — os quais, por exemplo, ainda não têm suporte a reprodução sem perdas (Lossless).

Só a bateria salva o iPhone SE 2022, o novo aparelho de ‘baixo custo’ da Apple

Com preço alto e mudança pouco perceptíveis em relação ao antecessor, celular é pouco atrativo para consumidor brasileiro
Por Bruno Romani – O Estado de S.Paulo

iPhone SE 2022: novo celular da Apple é caro, repete fórmula antiga e traz novidades tímidas

Demorou apenas dois anos para a Apple atualizar o iPhone SE, o celular de “baixo custo” da empresa. Lançado no início de março deste ano, o aparelho traz novidades tão tímidas que sua característica de maior destaque não é tecnológica. No Brasil, ele chegou com inflação de até 40,7%, o que sepulta qualquer chance de falar de preço. Para quem não precisa de substituição urgente, é hora de esperar ou de procurar opções em outras vizinhanças.

principal novidade do aparelho é a inclusão do chip A15 Bionic, também presente na família do iPhone 13, a mais recente e potente da empresa. Segundo a Apple, o processador é 10% mais poderoso que o seu antecessor, o A14 (do iPhone 12). De fato, a performance é muito boa. Os jogos rodam suavemente e a navegação não engasga – você pode abrir um monte de apps, porque não existe enrosco.

No dia a dia, porém, as melhorias não são perceptíveis em relação ao iPhone SE 2020, que trazia o chip A13 (do iPhone 11). Para quem não é rato de laboratório, é muito difícil perceber as diferenças entre os dois aparelhos. Por um lado, a Apple deve ser elogiada pelo desempenho dos seus processadores nos últimos anos – mas isso não significa que o usuário deva abraçar um esquema de substituição bianual, como quer a empresa.

Uma das grandes vantagens de ter o chip mais recente é a garantia de vida mais longa no aparelho, principalmente no quesito atualizações de sistema. Isso, porém, é um padrão que a Apple mantém há muitas gerações de iPhone, mesmo quando o modelo já está bem velhinho. 

Do lado de fora, o iPhone SE mantém o mesmo visual do iPhone 8, aparelho lançado em 2017 – é aquele mesmo design que, para os “iPhoneiros”, virou sinônimo de smartphone. Isso significa que a tela tem 4,7 polegadas, a menor no catálogo da Apple atualmente. Sim, há um nicho para telas pequenas – para quem leva o celular no bolso, e não na bolsa, é ótimo. Mas, para outras pessoas, esse é apenas um visual tão cansado quanto uma apresentação da banda Kiss.  

Claro, ele também mantém o leitor de digitais, ferramenta excelente durante o período de pandemia, pois a Apple atrasou muito a atualização do iOS que faz reconhecimento facial mesmo com máscara no rosto. No entanto, como utilizar máscaras parece ficar cada vez mais no passado, o Touch ID perdeu atratividade.

Para completar, a Apple manteve o painel de LCD (1.334 x 750 pixels), numa tentativa óbvia de conter custos. Quando comparado ao iPhone SE 2020, a tela parece ter ganhado em cores, mas é, mais uma vez, o tipo de evolução que só pode ser notada com os dois aparelhos lado a lado. É um tanto decepcionante a aposta na tecnologia, considerando que todos os outros aparelhos da Apple ostentam painéis de Oled – e que não estamos falando de um celular barato. 

Câmera do iPhone SE 2022 permanece a mesma em relação ao smartphone da mesma família, de 2020
Câmera do iPhone SE 2022 permanece a mesma em relação ao smartphone da mesma família, de 2020

Câmera 

Em relação às câmeras, a Apple admite que o hardware da câmera do novo SE é o mesmo de dois anos atrás. Ou seja, estamos falando de um conjunto de lente única de 12 MP na traseira e de 7 MP na frente. A empresa, porém, defende que o novo chip e outras melhorias no software, como Deep Fusion e o HDR Inteligente 4, garantem fotos melhores do que o seu antecessor.

Assim como iPhone 13, o novo aparelho também tem os “estilos fotográficos”, uma espécie de filtro numa camada mais profunda do processamento da imagem, com impacto direto no equilíbrio das cores. É possível escolher cinco estilos: padrão, contraste rico, vibrante, quente e frio.

Novamente, os resultados entre o novo SE e o seu antecessor são pouco perceptíveis. Isso significa que o novo iPhone SE consegue tirar excelentes fotos em ambientes iluminados – nessas condições, ele não faz feio diante de seus irmãos mais poderosos. O nível de ruído nas imagens também foi reduzido, mas isso é algo notado apenas com os dois celulares lado a lado.

Na estratégia de mexer o mínimo possível no novo SE, a Apple cometeu o grande pecado de não incluir o modo noturno, recurso que permite fotos em ambientes em baixa luminosidade e um dos recursos mais bacanas presentes nos outros modelos de iPhone. É uma pena, pois a companhia tem o melhor modo noturno do mercado. Além disso, é uma ausência sem explicação razoável: modelos intermediários de SamsungMotorola Xiaomi têm a ferramenta há anos. Em resumo: as fotos noturnas do novo iPhone SE são descartáveis. 

Bateria (e mais um detalhe)     

Aqui, o novo SE surpreendeu. Nos testes da reportagem, ele entregou mais de 24 horas de carga, o que significa que é possível passar o dia inteiro fora do carregador. O bichão encarou um desafio nada simples no período: Bluetooth ligado o tempo todo, rede móvel ativada na maior parte do tempo, geolocalização “torando”, streaming de áudio e vídeo e uma pitada de games. Em nenhum momento o modo econômico foi ativado em nossos testes.  

Na versão 2020, o SE entregou apenas 19 horas de autonomia em teste muito mais generoso. Demorou, mas foi possível notar evolução, fruto principalmente de melhorias no software, visto que é baixa a probabilidade que a Apple tenha conseguido incluir uma bateria fisicamente maior, visto que a carcaça do aparelho é praticamente a mesma.

Por fim, o iPhone SE 2022 oferece suporte às redes 5G. Papo reto: dado o estágio atual das redes comerciais no Brasil, que ainda são incipientes, isso tem a mesma utilidade que tentar usar um veleiro para cruzar o Saara – além de tornar o aparelho mais caro.

Namoro ou amizade?

Por preços entre R$ 4,2 mil e R$ 5,7 mil, o iPhone SE 2022 não emociona. Com apenas a bateria apresentando evolução perceptível em relação ao antecessor, é muito difícil recomendá-lo. Para quem quer ganhar no preço e ter perdas mínimas, o iPhone SE 2020 pode ser encontrado no varejo por cerca de R$ 2,6 mil (vale, porém, ficar de olho nos descontos do varejo para o SE 2022). 

Para aqueles que desejam um salto tecnológico por um preço menos salgado, o iPhone 12 mini de 128 GB, lançado em setembro de 2020, é vendido por R$ 4,5 mil no varejo. Ele tem, por exemplo, painel de Oled, 5,7 polegadas de tela e conjunto de câmeras muito melhor. Outra opção pode ser o Galaxy S21 Ultra (topo de linha de 2021 da Samsung), que sai por 5,4 mil no varejo – e com vários recursos interessantes. 

Ainda vai demorar um tempo para entender os motivos pelos quais a Apple colocou no mercado um celular com tantos pontos que jogam contra.    

Mac Studio começa a ser vendido no Brasil

Lançado pela Apple no começo de março, o Mac Studio oferece uma performance de respeito graças aos chips M1 Max ou M1 Ultra em um design que mais parece um… Mac mini com esteroides. 😛

Pois agora, praticamente um mês depois, essa máquina finalmente teve as suas vendas iniciadas no Brasil, com envio estimado em 1-2 dias para algumas regiões.

Mac Studio na Apple Store online

Conforme já comentamos na época, os preços do Mac Studio começam em R$23 mil para a versão com o M1 Max e R$47 mil para a máquina equipada com o M1 Ultra. Dependendo da configuração desejada, porém, os preços podem chegar a R$95 mil.

Traseira do Mac Studio com todas as suas portas

O curioso é que, até o momento, o certificado de homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não saiu. Porém, isso não deve demorar a pintar no sistema. [MacMagazine]