Beats Studio Buds são lançados nos EUA por US$150; fones custarão R$1.800 no Brasil

Após muitas aparições — eles foram vistos com LeBron James e Naomi Osaka e num videoclipe do rapper Roddy Rich, para ficar em apenas alguns exemplos —, nós falamos que o lançamento dos Beats Studio Buds era iminente. Pois eles chegaram!

Os novos fones verdadeiramente sem fio da Beats foram lançados hoje nos Estados Unidos e estão disponíveis para compra lá por US$150. Os fones já estão listados também na Apple Store online brasileira e, quando desembarcarem por aqui, sairão por R$1.800; já em Portugal, eles custarão 145€.

Beats Studio Buds

Com a Beats, a música chega a você como o artista pensou. Os Beats Studio Buds foram desenvolvidos para oferecer um som potente e equilibrado em um formato compacto por meio de uma plataforma acústica exclusiva. Um driver tipo diafragma em camadas exclusivo fica dentro de uma carcaça de câmara dupla para proporcionar um som nítido e separação incrível do estéreo. Um processador digital avançado otimiza o desempenho do áudio para volume e nitidez sonora, assegurando simultaneamente um cancelamento de ruído efetivo. O resultado é um som imersivo de alta qualidade que leva a emoção do estúdio aos seus ouvidos e mantém sua inspiração em alta o dia todo.

Beats Studio Buds

Os Beats Studio Buds vêm com cancelamento ativo de ruído (para bloquear ruídos externos e proporcionar um som imersivo) e com modo ambiente (para que você ouça o mundo à sua volta). Eles também contam com o emparelhamento simples já tradicional com aparelhos da Apple e são são resistentes a suor e água, com classificação IPX4.

Os fones também contam com três tamanhos de pontas (pequenas, médias ou grandes), as quais oferecem um ajuste firme e confortável e criam uma vedação acústica; são até 8 horas de bateria por recarga, com o estojo oferecendo mais 24 horas de bateria — se o cancelamento ativo de ruídos ou o modo ambiente estiver ativado, a duração cai para 5 e 15 horas, respectivamente.

Eles contam ainda com suporte ao “E aí, Siri”, Bluetooth Class 1 (que oferece maior alcance e menos interrupções), recarga via USB-C e controles nos fones, os quais permitem gerenciar chamadas e controlar as músicas. Também é possível personalizar a função “Manter pressionado” para usá-la com o ANC ou com o recurso de assistente por voz.

Parecem ser ótimos fones, não é mesmo? Aparentemente, os únicos contras deles são a falta de suporte ao Compartilhamento de Áudio e à troca automática — muito provavelmente por conta da ausência do chip H1/W1, presente em basicamente todos os lançamentos de fones recentes da Maçã, como informou o MacRumors.

Os Beats Studio Buds já foram devidamente holomogados pela Anatel, então é questão de tempo até que sejam comercializados no Brasil. Eles serão oferecidos nas cores branca, preta ou vermelha. [MacMagazine]

Novos iMacs coloridos, com chip M1, estão à venda no Brasil

No seu último evento especial, a Apple anunciou o retorno das cores à linha iMac com um novo modelo de 24 polegadas equipado com o seu chip M1.

Demorou um pouco, mas esse iMac, em todas as suas sete cores (azul, verde, rosa, prateada, amarela, laranja e roxa), está agora disponível para compra na Apple Store online brasileira e em breve também nas principais redes varejistas do nosso país.

Homologado pela Anatel em abril (o modelo com duas portas Thunderbolt) e em maio (com quatro portas USB4/Thunderbolt) — assim como seus novos teclados Magic Keyboard com Touch ID —, o novo iMac tem apenas 11,5mm de espessura e sua saída de 3,5mm para fones de ouvido fica, agora, na lateral esquerda.

O modelo de entrada parte de R$17.600 no Brasil, com CPU1 de 8 núcleos e GPU2 de 7 núcleos, 256GB de armazenamento, 8GB de memória unificada, duas portas traseiras e um Magic Keyboard simples. O topo-de-linha (sem personalização) custa R$22.600 e ganha uma GPU de 8 núcleos, 512GB de armazenamento, quatro portas traseiras, Gigabit Ethernet e Magic Keyboard com Touch ID.

iMacs de 24" à venda no Brasil

Os prazos de envio para todos os modelos estão agora em 3-4 semanas. Vale lembrar que a Apple ainda manteve alguns iMacs com chips Intel à venda.

Apple lança três novas cores de cases para iPhones 12

Os Beats Studio Buds não foram a única novidade do dia envolvendo o mundo Apple. Silenciosamente, a empresa aproveitou para lançar três novas cores de suas capas de silicone para a linha de iPhones 12.

As três novas cores são as seguintes: azul-nuvemlaranja elétrico e girassol. Com elas, agora são 15(!) opções de cores disponíveis para os modelos mais recentes de iPhones.

Apesar dessas novidades, não tivemos nenhuma alteração nas cores de capas de couro ou nas pulseiras para Apple Watches. A última atualização sazonal de acessórios da Apple havia ocorrido em abril, após o evento Spring Loaded.

As novas cores já estão disponíveis para compra no site da Apple e não tiveram alteração no valor, ou seja, seguem custando R$600 no Brasil e US$50 nos Estados Unidos. [MacMagazine]

Apple AirTag vs. cão de detecção de drogas: a melhor maneira de encontrar suas coisas perdidas | WSJ

Um cão de detecção de drogas pode vencer o chip U1 da Apple?

Anexe um Apple AirTag de $ 29 às suas coisas e você pode usar o seu iPhone para localizá-lo quando ele sumir. Joanna Stern do WSJ colocou o novo dispositivo contra um cão de detecção de drogas e outros rastreadores de itens perdidos, como o Tile Pro, em uma série de desafios internos e externos. Ilustração fotográfica: Laura Porat para The Wall Street Journal

Os testes práticos

O primeiro desafio consistia em competir com o adorável cão farejador Wasabi e ver quanto tempo a jornalista Joanna Stern e ele levariam para encontrar os rastreadores dentro de uma casa.

Escondidos em um banheiro no primeiro andar, dentro de uma pochete e junto a uma embalagem de substância com cheiro de heroína, Wasabi cumpriu a missão em 1 minuto e 30 segundos, enquanto a jornalista demorou pouco mais de 5 minutos.

O segundo desafio foi feito fora de casa, para testar a ajuda dos diversos dispositivos e a eficácia da rede Buscar (Find My) da Apple. Escondidos na mesma pochete, em pouco mais de quatro minutos a localização do AirTag foi atualizada no app Buscar, enquanto os dispositivos da Tile e da Samsung continuaram a dizer que ela estava na localização anterior.

O teste mais surpreendente, segundo a jornalista, foi ao usar o AirTag para tentar rastrear o próprio cão Wasabi. Por mais que a Apple não recomende, sim, é possível. Apesar de não ser tão eficaz, pode ser uma opção mais em conta.

Tecnologia Pessoal com Joanna Stern
A tecnologia é avassaladora e tomar decisões sobre qual gadget comprar está mais difícil do que nunca. A colunista de tecnologia pessoal do WSJ, Joanna Stern, torna tudo um pouco mais fácil em seus vídeos animados e informativos.

The New Microsoft Surface Laptop 4

O novo Surface Laptop 4 vem em 4 lindas cores e 2 acabamentos de teclado para que seu Surface combine com seu estilo. Com uma tela de toque PixelSense ™, você pode beliscar, deslizar e aplicar zoom sem esforço e colocar o poder em suas mãos. Além disso, com um processador poderoso, você pode executar perfeitamente todos os seus aplicativos e jogos favoritos.

Introducing the new iMac | Apple

Você nunca viu um computador como este antes. Sete cores vibrantes. Design incrivelmente fino. Tela Retina de 4,5 K de 24 polegadas. A melhor câmera, microfones e alto-falantes em um Mac. Supercharged pelo chip Apple M1.

Introducing Microsoft Surface Laptop 4

Faça tudo isso com design elegante, velocidade e bateria excepcionalmente longa no Surface Laptop 4. Abra sem esforço com um dedo, entre no fluxo em segundos e faça seu melhor trabalho na brilhante tela sensível ao toque PixelSense ™. Conecte-se à câmera HD integrada e aos microfones Studio e envolva-se com áudio Dolby Atmos® envolvente. Personalize com uma escolha de dois grandes processadores, dois tamanhos e acabamentos de teclado, além de quatro cores ricas, incluindo o novo Ice Blue. Organize-se, atualize-se e crie sua criatividade com o Microsoft 365 e, em seguida, relaxe com seu programa ou jogo favorito, tudo no Surface Laptop 4.

Apple pode lançar HomePod de luxo com braço robótico para apoiar iPad

Além disso, a fabricante americana trabalha em uma nova Apple TV integrada com HomePod com câmera para videochamadas

Lançado em 2018, HomePod foi descontinuado em março de 2021 devido ao pouco sucesso entre o público

Apesar de discretamente ter retirado das lojas o maior modelo da sua caixa de som integrada com assistente virtual, o HomePod original, a Apple pretende continuar no ramo, reporta a Bloomberg nesta segunda-feira, 12. De acordo com a agência, a fabricante americana estuda lançar ao menos dois diferentes modelos de luxo do aparelho, mas as pesquisas estão em estágio inicial e podem ser abortadas antes do lançamento.

O primeiro modelo seria um HomePod com um braço robótico para apoiar o iPad, que se conectaria por Bluetooth à caixa de som e poderia ser útil para videochamadas ou assistir a vídeos enquanto cozinha, por exemplo. Segundo a Bloomberg, o braço robótico teria a capacidade de seguir o usuário pelo cômodo, assim como já faz o Echo 10, da Amazon.

Outro modelo em estudo pela Apple seria uma mistura de HomePod com câmera e Apple TV. O objetivo seria aliar a possibilidade de transmitir conteúdos de vídeo e música (que já faz a Apple TV) com integração com a Siri para fazer videoconferências e outras funções de casas inteligentes que já fazem o HomePod.

A Apple parece decidida a continuar no mercado de caixas de som com assistente virtuais, mesmo que atualmente só venda em suas lojas o HomePod mini, lançado em 2020 com preço mais “amigável” (US$ 99). O HomePod original, de 2018, foi descontinuado pela fabricante devido ao seu alto preço (US$ 350 no lançamento) em um mercado com opções mais baratas, como da  Amazon e do Google.

Tanto o HomePod mini quanto o HomePod original nunca nem foram lançados no Brasil.

LG anuncia fim da produção de celulares em todo o mundo

Terceira maior fabricante do País, a empresa sul-coreana tem Taubaté (SP), com cerca de mil trabalhadores, sendo 400 deles dedicados à fabricação de smartphones
Por Bruno Romani e Guilherme Guerra – O Estado de S.Paulo

LG deverá focar em outros negócios, como baterias e peças para o setor automotivo; destino no País é incerto

A fabricante sul-coreana LG anunciou nesta segunda-feira, 5, que irá abandonar a produção de celulares em todo o mundo, alegando prejuízos acumulados da ordem de US$ 4,1 bilhões ao longo de 23 trimestres consecutivos até o fim do ano passado. A notícia já era esperada pelo mercado, que desde janeiro aguarda o anúncio da empresa.

“Depois de avaliar todas as possibilidades para o futuro do nosso negócio de celulares, o Headquarter Global decidiu por fechar esta divisão a fim de fortalecer sua competitividade futura por meio de seleção e foco estratégico”, afirma a LG Brasil em declaração à imprensa. A empresa continuará a atuar nos segmentos de televisores e monitores, produtos de áudio, eletrodomésticos e soluções telas corporativas.

Segundo apurado pelo Estadão com fontes do mercado, a marca no País ampliou a fatia no mercado de smartphones e totalizou 12%, atrás apenas da Samsung e Motorola, líderes no segmento. As fontes esperam que outras participantes abocanhem a fatia da LG e cresçam em participação neste ano, sem haver uma redução do mercado. Marcas menores, como Asus, TCL e Positivo, podem se beneficiar nesse movimento.

Como consequência da desistência da LG, toda a linha de lançamentos de novos smartphones da casa, incluindo o modelo dobrável LG Rollable, deve ser interrompida e não chegará às prateleiras das lojas. Outros negócios mundiais da empresa, como baterias e componentes automotivos, deverão ser o foco e devem absorver os trabalhadores da divisão de smartphones para que não sejam demitidos.

No Brasil, no entanto, o cenário é incerto. Produtora de monitores e celulares, a fábrica da LG no País, localizada em Taubaté (SP), abriga cerca de mil funcionários, sendo 400 deles trabalhadores diretos na produção que está sendo encerrada, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau).

Devido aos rumores de que a sul-coreana fecharia a divisão de celulares, os trabalhadores brasileiros decretaram “estado de greve” em 26 de março para pressionar a fábrica sobre o futuro da instalação — “estado de greve” não é a paralisação dos trabalhos, e sim “um alerta”, explicou o sindicato ao Estadão. O Sindmetau tem reunião marcada com a LG na próxima terça-feira, 6. 

Histórico

Apesar de ser a terceira maior fabricante de smartphones no País, a LG vem encolhendo ano a ano no mercado mundial. Nos mercados americano e sul-coreano, por exemplo, a companhia ocupou 1% da fatia em 2020. Atualmente, os cinco principais fabricantes do mundo são Samsung, AppleHuaweiXiaomi e Oppo, segundo dados da consultoria Gartner.  

A saída da LG do segmento de smartphones encerra também o período em que gigantes dos eletrônicos brigaram por esse mercado. Com exceção da rival Samsung, todos os nomes que disputaram espaço no mundo dos celulares pós-iPhone deixaram de existir. A Nokia e a BlackBerry derreteram até perder importância. No mês passado, a Sony abandonou a maioria dos mercados. A Motorola foi vendida para o Google em 2012 e, posteriormente, para a chinesa Lenovo, o que permitiu uma intervenção que garantiu a sobrevivência e relevância da marca. 

Apesar de seus aparelhos não serem tão marcantes como de alguns concorrentes, a LG fincou o seu nome na história da telefonia celular: a empresa foi a primeira a lançar um smartphone com tela sensível ao toque, antes mesmo do iPhone. Em dezembro de 2006, a fabricante sul-coreana lançou o LG Prada – o iPhone só foi anunciado um mês depois. Porém, o aparelho criado  em parceria com a grife de luxo não trazia a opção de gestos “multi touch”, inovação que a Apple apresentou para permitir a possibilidade de “pinçar” materiais com os dedos. Assim, o Prada rapidamente foi engolido pela história e caiu no esquecimento.  

Com a chegada do iPhone, o mercado de celulares dividiu-se entre a nova categoria de smartphones (mais cara) e modelos mais antigos, que apostavam em formatos híbridos de touchscreen, canetas Stylus e teclados físicos em padrão QWERTY. Esse é o caso da linha LG Chocolate, que, em 2006, trazia o modelo de deslize (“slide in”) para separar a tela e revelar um teclado mecânico completo. Em 2009, o sucessor LG New Chocolate veio com maior altura, mais estreito e totalmente sensível ao toque, similar aos concorrentes recém-lançados.

Já a família LG Optimus, de 2010, tentou fisgar consumidores que buscavam pela primeira vez um smartphone, com câmera com até incríveis 1.080p (para a época, claro) e sistema operacional Android. A continuação dessa família levou a chips mais poderosos, com a inclusão dos processadores da Qualcomm, como o Snapdragon S4 Pro, com quatro núcleos. 

Em 2012, a LG ficou responsável por fabricar os aparelhos da linha Nexus, telefones que levavam a marca do Google e serviam como uma espécie de vitrine da gigante das buscas para aquilo que ela imaginava para o Android. Depois de escolher fabricantes como a HTC e Samsung, o Google escolheu a LG para o Nexus 4 e o Nexus 5. O aparelho nasceu para se tornar um dos mais populares da empresa, reunindo em um só pacote tudo o que a companhia já vinha fazendo desde então. Era totalmente touchscreen, vinha turbinado com o sistema Android, trazia câmera de 1080p com gravação de 30 quadros por segundo (fps, em inglês) e tela de 4,95 polegadas. O nexus 5 chegou a ser vendido no Brasil, mas não fez sucesso. 

Em 2016, a LG experimentou com a ideia de celulares modulares, que permitia o encaixe simples de peças, como bateria e caixas de som, para melhorar e atualizar a experiência com aparelho. Embora elogiada pela crítica, a novidade foi pouco adotada pelos consumidores.

Mais recentemente, em outubro de 2018, o LG V40 ThinQ acompanhou as novidades do mercado: similar ao iPhone X, trouxe um entalhe na tela, muito mais discreto que o concorrente da Apple (já que não inseriu um leitor de reconhecimento facial), continuou a usar chips da Qualcomm (o Snapdragon 845), bateria de 3.300 mAh e tela de 6,4 polegadas. Ele apostava bastante também em inteligência artificial na câmera. O “pecado” dele era que não se destacava entre os concorrentes.

Apesar dos lançamentos de celulares topo de linha, a LG dedicou os últimos anos nas categorias de celulares intermediários e básicos. A escolha ajudou na popularização de smartphones pelo Brasil, mas, com a evolução do consumidor brasileiro para produtos mais sofisticados, a empresa começou a perder apelo e espaço. Nesse período de transformação, celulares básicos começaram a perder território para intermediários avançados, uma categoria na qual a LG não conseguia mais disputar espaço com Samsung, Motorola e a chinesa Xiaomi.