E3 2018: Assassin’s Creed Odyssey se passa na Grécia e é jogo baseado em escolhas

Novo game da série da Ubisoft terá personagens históricos como Sócrates e Hipócrates e deixará jogador escolher herói ou heroína; título sai para PS4, Xbox One e PC em 5 de outubro

1528956424229.jpg
Game terá mapa que contempla não só a Grécia continental, mas também muitas de suas ilhas, como Mykonos e Delos

“Cada escolha, uma renúncia”. A equipe da Ubisoft Quebéc, estúdio responsável pelo novo jogo da série Assassin’s Creed, acredita nisso mais do que nunca. Previsto para ser lançado em 5 de outubro deste ano para PS4, Xbox One e PC, Assassin’s Creed Odyssey vai se passar na Grécia Antiga e oferecer aos seus jogadores o mais alto grau de liberdade já visto em um jogo da franquia da francesa Ubisoft.

“Assassin’s Creed Odyssey é nosso primeiro RPG (role playing game, gênero no qual o jogador tem alto grau de customização de suas armas e história) de mundo aberto completo”, diz Mark Alexis, líder de game design da Ubisoft Québec. É uma grande mudança: os primeiros jogos da série, lançada em 2007, eram mais focados em ação, aventura e furtividade; no ano passado, Assassin’s Creed Origins trouxe mais opções aos jogadores quanto às suas armas, roupas e habilidades a serem desenvolvidas ao longo do jogo. Agora, porém, há mais do que isso: será possível escolher o que os personagens vão dizer — e cada frase ou ação poderá ter consequências no futuro.

A história de Assassin’s Creed Odyssey se passa em 431 a.C., durante a Guerra do Peloponeso, conflito que opôs as duas maiores cidades-Estado da Grécia, Atenas e Esparta. Ao jogador, caberá escolher se quer viver aventuras com o herói Alexios ou a heroína Kassandra — segundo a equipe da Ubisoft, eles têm habilidades e histórias iguais. “É uma questão de representação, de com quem o jogador se sente mais à vontade para se divertir”, diz Scott Phillips, um dos diretores responsáveis pelo game.

A narrativa para os dois é a mesma: ambos são mercenários e têm, como quase sempre acontece na série Assassin’s Creed, uma história de vingança familiar, temperada com pitadas de tragédia grega, para motivá-los a seguir em frente. Eles têm DNA lendário: são netos de Lêonidas, o mítico líder militar que liderou Esparta na batalha de Tessalônica (aquela que aparece no filme 300, lembra?) Durante a E3, a reportagem do Estado pode ter acesso a uma demonstração de uma hora do jogo, no qual foi possível testar as principais novidades de Odyssey, como os combates navais ou as grandes batalhas entre soldados.

1528956424235.jpg
Conversar com o filósofo grego Sócrates é um dos pontos altos de Assassin’s Creed Odyssey, que se passa em 431 a.C. 

Sócrates. A mais divertida delas, porém, é a nova ferramenta de diálogos — algo que não é exatamente inédito no mundo dos games, especialmente graças a RPGs como Mass Effect, The Witcher ou Skyrim, só para citar três casos rápidos. No entanto, ela cai bem no mundo de Assassin’s Creed, seja para dar nuances à agressividade dos personagens ou fazer os jogadores questionarem suas ações. Além disso, os diálogos (há mais de 30 horas deles espalhados pelo jogo, entre a história central e missões secundárias) substituem as muitas vezes maçantes cenas “de cinema” entre uma tarefa e outra. A imersão é maior, bem maior.

E, já que estamos na Grécia Antiga, ninguém melhor do que Sócrates (o filósofo, não o jogador) para fazer o jogador refletir sobre seus atos — afinal, uma vida só vale a pena se for refletida. Em um dos trechos da demonstração, foi possível bater um papo com o pensador e vê-lo questionar Kassandra se a morte de um soldado vale mais que a morte de um rebelde que luta por seu povo. Para quem já estudou um pouco de filosofia, ver Sócrates na tela confrontando um jogo em que o combate é uma das ferramentas principais chega a ser hilariante. “Tentamos usar o método socrático dentro do game, mas não deu muito certo”, brinca Phillips.

Ele não é a única “celebridade” grega a surgir em Assassin’s Creed: Odyssey. Nomes como Hipócrates, o “pai da Medicina”, ou o democrata Tucídides também aparecem no jogo, fazendo jus a uma de suas marcas registradas — em outras oportunidades, foi possível ver Charles Darwin, Leonardo da Vinci ou Benjamin Franklin em gráficos renderizados. Agora, porém, com a estrutura de diálogos, a sensação de profundidade dessa experiência é mais interessante: fazendo um paralelo, é a diferença de simplesmente ter uma selfie com seu cantor favorito ou ter a chance de entrar no camarim e conversar com ele por 15 minutos.

Homens ao mar. Outro destaque de Assassin’s Creed: Odyssey é a volta dos combates navais — um dos elementos centrais de um dos jogos mais divertidos da série, Assassin’s Creed IV: Black Flag, lançado em 2013, mas que andou sumido nos últimos anos. Aqui, ele é bem importante: em uma das missões da demonstração, foi preciso derrotar navios atenienses para diminuir o poder de sua esquadra e, com isso, obter apoio da marinha espartana para uma tarefa específica.

Não há grandes mudanças: continua sendo divertido abordar os barcos inimigos no mar, traçar estratégias para diminuir sua força e, depois disso, invadi-los para saquear seus recursos. “É algo que os jogadores mostraram que deu certo em Black Flag e ficamos felizes de trazer de volta completamente agora”, diz Phillips. Dessa vez, porém, será possível ir além: customizar as armas e a decoração do navio, bem como escolher os tripulantes que vão acompanhar o jogador na jornada — Sócrates poderá ser um deles, inclusive.

Como Odyssey é um jogo sobre a Guerra do Peloponeso, que foi travada tanto em mar como em terra, há grandes batalhas: é possível entrar em lutas em campo aberto com 50 soldados de cada lado — ver como a atual geração de consoles, com PlayStation 4 e Xbox One, consegue processar isso, é bastante interessante. (Vale lembrar, porém, que esta é uma demonstração controlada, e que nem sempre o resultado final pode ser parecido com o que se viu aqui em Los Angeles).

Além disso, é importante ressaltar que os elementos clássicos da franquia continuam lá: há muita exploração pelo mapa, várias missões secundárias, furtividade e a boa e velha sincronização do mapa a partir de grandes alturas — em alguns casos, vale a pena contemplar o horizonte de cima de uma estátua de um deus grego, algo muito mais divertido do que simplesmente subir em uma torre de uma catedral.

O mapa é enorme, e abrange toda a Grécia continental, bem como várias de suas ilhas. A demonstração jogada pelo Estado, por exemplo, se passava nas conhecidas Delos e Mykonos, cada uma com suas regras específicas. Tanto tamanho tem seu “preço”, na lógica de que “tempo é dinheiro”: segundo Scott Phillips, será preciso gastar pelo menos 70 horas para completar a história principal do jogo — isso para não falar em missões secundárias ou tempo de customização nos menus.

Questionado se tanto tempo assim não é um problema para um público cada vez mais velho e com responsabilidades que permitem pouco tempo livre para jogar, o desenvolvedor desconversa. “Hoje, tudo é sobre tempo: se você quer ver Netflix, uma partida de futebol ou um jogo de videogame”, disse ele. “Acreditamos que os jogadores, assim que mergulham no jogo, podem tratá-lo como um hobby semanal”. Em outubro, vamos descobrir se essa será mesmo a escolha dos fãs de games. [Bruna Capelas]

Anúncios

E3 2018: Sony fará caminhão com PlayStation 4 rodar pelo País

Chamado de PlayStation na Estrada, projeto quer apresentar videogames e óculos de realidade virtual em caravana de três meses pelo Brasil; projeto foi apresentado durante a E3 2018

1528879761767.jpg
Anderson Gracias, vice-presidente da Sony para a América Latina

Um caminhão azul vai rodar as estradas do País nos próximos meses, a partir desse fim de semana: nesta terça-feira, 12, durante evento para jornalistas da América Latina na E3 2018, feira de games que acontece nesta semana em Los Angeles, a Sony anunciou a criação do PlayStation na Estrada, projeto que quer apresentar videogames e óculos de realidade virtual a novos públicos no Brasil.

“Queremos mostrar o que é um videogame de última geração para um público que muitas vezes não tem acesso”, anunciou o brasileiro Anderson Gracias, vice-presidente da Sony para a América Latina, durante o evento.

Segundo a empresa, a primeira parada do projeto acontece no próximo sábado, 16, em São Paulo, na Avelinda Paulista, entre as 11 horas da manhã e as 8 da noite. Nas semanas seguintes, o PlayStation na Estrada estará em Campinas — entre 22 e 24 de junho — e em Santos — entre 28 e 30 de junho.

O caminhão terá cinco estações de teste do PlayStation 4, além de um PlayStation VR — os óculos de realidade virtual lançados pela empresa em 2016. Por enquanto, o projeto tem previsão de durar três meses e percorrer 13 locais diferentes, em quatro estados brasileiros. [Bruno Capelas]

Sem campanha, Call of Duty: Black Ops 4 chega em 12 de outubro

Novo game da série de tiro da Activision não tera modo histórica; em troca, estúdio Treyarch divulgou modo ‘Battle Royale’, que imita os hits PUBG e Fortnite

Call-of-Duty-Black-Ops-4
Modo ‘resta-um’ de Call of Duty, inspirado em Fortnite e PUBG, vai se chamar Blackout

Tiro, porrada e bomba, mas sem história: a Activision anunciou ontem que o novo jogo da série de tiro Call of Duty, Black Ops 4, chegará ao mercado em 12 de outubro. Com versões previstas para Xbox One, PS4 e PC, o game não terá, pela primeira vez, um modo campanha, com uma história definida para um único jogador.

Em vez disso, o estúdio Treyarch, responsável pelo game, disse que vai focar em experiências multiplayer. “Esse jogo nos fez repensar a forma como encaramos ‘Call of Duty’. Ele é o game mais profundo e com maior fator ‘replay’ da nossa história”, disse Mark Lamia, presidente executivo da empresa, em transmissão pela internet para anunciar o jogo.

Além dos tradicionais modos de combate em mapas, e o Zombies, a Treyarch também anunciou que Call of Duty vai ganhar um modo “Battle Royale”, inspirado em hits como PlayerUnknown’s Battlegrounds e Fortnite: nele, 100 jogadores entram numa arena online, mas apenas um deles sai vivo no final.

Segundo a companhia, o novo modo vai se chamar Blackout e terá armas, personagens e mapas da série Black Ops, que já teve três outros games nos últimos 10 anos – o último deles, Black Ops III, saiu em 2015. Já o último game da franquia, Call of Duty: WWII, foi inspirado na Segunda Guerra Mundial e saiu no ano passado.

Número romano. Uma peculiaridade do jogo é que, ao menos em seu logotipo, ele é grafado como Black Ops IIII. Ok, são quatro vezes um, mas está errado em algarismos romanos, como estava nos outros títulos da franquia – o correto seria Black Ops IV. A Treyarch deu uma desculpa esfarrapada: os quatro “I”, juntos, formam um escudo, símbolo das batalhas. [Bruno Capelas]

Microsoft lança controle acessível para o Xbox One

Projetado para pessoas com dificuldades motoras, o novo controle oferece várias opções de uso para o jogador

1526588897139.jpg
Microsoft lança controle acessível para o Xbox One

A Microsoft anunciou nesta quinta-feira, 17, o lançamento de um controle acessível para o Xbox One, projetado para pessoas com dificuldades motoras. Ao todo, ele tem 19 entradas diferentes (uma para cada um dos botões, gatilhos e alavancas do controle clássico do Xbox One) , que podem receber comandos e ser configuradas ao gosto do usuário, deixando diversos games acessíveis para os usuários.

Com o novo controle, o usuário pode jogar usando somente o pé, por exemplo, ou apenas uma das mãos, e pode escolher, entre várias opções, o acessório que o permita jogar com mais conforto. O controle acessível do Xbox custará US$ 99 e chegará às lojas dos Estados Unidos ainda este ano.

A Microsoft não é a primeira empresa a fazer isso – a Valve, dona da loja de games online para PC Steam, já fez algo semelhante há alguns anos. No entanto, é uma novidade que merece destaque pois é a primeira iniciativa desse tipo para o mercado de consoles, considerado por muitos como mais prestigiado da atualidade.

Sony tem lucro de US$ 4,4 bilhões em 2017 graças a videogames

Com 79 milhões de PlayStation 4 vendidos em todo o mundo, japonesa tem faturado com venda de jogos e serviços

Sem título
Versão turbinada do PlayStation 4 chegou ao mercado norte-americano em novembro de 2016 por US$ 399. 

A fabricante de eletrônicos japonesa Sony divulgou nesta sexta-feira, 27, que teve lucro de US$ 4,4 bilhões na temporada entre abril de 2017 e março de 2018, muito graças ao bom desempenho de sua divisão de games, simbolizada pelo console PlayStation 4 – sozinha, a área teve lucro de US$ 1,62 bilhão no período.

A empresa anunciou que chegou à marca de 79 milhões de PlayStation vendidos desde o lançamento do console, em novembro de 2013. O videogame segue sendo o mais vendido da atual geração e um dos consoles de melhor vendagem da história.

Ao longo do último ano, a Sony vendeu 19 milhões de PlayStation 4 – o número é inferior aos 20 milhões de unidades comercializadas na temporada anterior. No entanto, o faturamento do setor cresceu uma vez que a empresa conseguiu vender mais jogos para um número maior de fãs do videogame, bem como fidelizá-los em sua plataforma de serviços, a PlayStation Network.

Para o ano fiscal de 2019, a empresa espera ver crescimento de 7% no lucro de sua divisão de games, mesmo com uma redução de venda de aparelhos PlayStation 4. Além do modelo tradicional, lançado em 2013, a linha conta ainda com o PS4 Slim e o PS4 Pro, ambos lançados em 2016 – o primeiro é uma versão menor do dispositivo original, enquanto a segunda é mais potente e suporta, por exemplo, jogos em resolução 4K (Ultra HD).

Ao todo, a Sony teve receita total de US$ 77,5 bilhões no último ano fiscal. Para o ano que vem, a meta da empresa é superar a marca de US$ 4,5 bilhões em lucro líquido – o recorde da japonesa nesse aspecto foi em 1998, quando ganhou US$ 4,8 bilhões.

Diretor David Leitch de Deadpool 2 adaptará The Division para os cinemas

Jake Gyllenhaal e Jessica Chastain já estariam entre os nomes confirmados no filme

thedivisione3-638x249David Leitch, diretor do aguardado Deadpool 2, será responsável pela adaptação do jogo de tiro Tom Clancy’s The Division para os cinemas.

Segundo a Variety, Jake Gyllenhaal e Jessica Chastain já estariam entre os nomes confirmados para o título, que deve começar a ser produzido em 2019.

O filme deverá seguir a mesma premissa da franquia da Ubisoft, acompanhando um grupo de sobreviventes em uma Nova York devastada por um vírus.

Além de ter embarcado no projeto, David Leitch é listado para a direção de Hobbs & Shaw, spin-off de Velozes e Furiosos estrelando Dwayne “The Rock” Johnson e Jason Statham.

The Division está disponível para PlayStation 4Xbox One e PC. Continuação do game, The Division 2 já está em produção e deverá ser mostrado durante a E3 2018. [Rafael Romer]

Exclusivo para PS4, jogo do Homem-Aranha chega em 7 de setembro

Exclusivo do console da Sony, game é feito pela Insomniac Games, de Sunset Overdrive e Ratchet & Clank; jogadores poderão controlar herói em Nova York de mundo aberto

photo
No jogo, será possível interagir com o herói em um mundo aberto na cidade de Nova York

O novo game do Homem-Aranha, um dos principais heróis da Marvel, já tem data marcada para sair: segundo informações cedidas pela Sony à revista americana Game Informer, o jogo Spider-Man chegará às lojas no próximo dia 7 de setembro.

O game está sendo feito pela Insomniac Games, produtora de jogos como Ratchet & Clank e Sunset Overdrive, e é exclusivo para o PlayStation 4 – analistas apontam que ele será o principal lançamento da Sony no segundo semestre de 2018.

No jogo, será possível controlar o super-herói em uma versão virtual da cidade de Nova York em mundo aberto – a aquisição de novas habilidades e figurinos especiais do herói criado por Stan Lee nos anos 1960 está prevista.

Além da revelação da data de lançamento, o jogo já pode ser adquirido em pré-venda pela PlayStation Store por R$ 200.