Criadora do Pokémon Go deve valer US$ 3,9 bilhões após investimento, diz Wall Street Journal

Segundo o Wall Street Journal, a Niantic está perto de levantar US$ 200 milhões em uma nova rodada de investimento

John Hanke é o criador do jogo Pokémon Go

A Niantic, criadora do jogo Pokémon Go, está no processo de uma rodada de investimento que pode levar a empresa a valer US$ 3,9 bilhões. A informação é do Wall Street Journal, que conversou com pessoas familiarizadas com o assunto. Desde 2016, o aplicativo do Pokémon foi baixado mais de 800 milhões de vezes, segundo a Niantic, sendo que este ano, no período de março a setembro, o jogo teve um crescimento de 35% em usuários ativos. 

De acordo com a reportagem, o investimento terá valor de US$ 200 milhões e será liderado pela empresa de capital de risco IVP, com participação da Samsung e da aXiomatic Gaming. 

Não seria a primeira vez que a Niantic recebe um investimento desse tamanho. Em novembro do ano passado, a criadora de Pokémon Go levantou US$ 200 milhões em investimento, enquanto se preparava para lançar um jogo baseado no mundo do Harry Potter. A rodada foi liderada pela empresa de capital de risco Spark Capital, e foi inicialmente noticiada pelo Wall Street Journal.

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Call of Duty: Black Ops 4 privilegia battle royale e se sai bem

Decisão ousada de abandonar modo história acaba por renovar jogo de tiro e diferenciá-lo de rivais, como Battlefield; game também ficou mais difícil para jogadores casuais
Por Murillo Ferrari – O Estado de S. Paulo

CoD:BO4 investiu na última sensação dos jogos do gênero: o modo Battle Royale

Call of Duty: Black Ops 4, lançado em outubro pela Activision, é a mais nova e, possivelmente, mais ousada versão da popular franquia de jogos de tiro em primeira pessoa dos últimos anos. Isso porque o estúdio californiano Treyarch, que desenvolveu CoD:BO4, abriu mão do tradicional modo história para investir tempo e recursos na última sensação dos jogos do gênero: o modo Battle Royale – aqui batizado de Blackout. Popular em jogos como PUBG e Fortnite, é aquele gênero em que vence o jogador ou a equipe que sobreviver em uma arena com até cem adversários.

E é justamente essa ousadia que faz deste Call of Duty um bom jogo, com potencial para ser jogado por centenas de horas, com um único objetivo para voltar para a frente da tela: tentar ser, ao menos uma vez, o vencedor no Blackout.

Apesar de só ter um mapa de disputa para esse modo de jogo, ele é vasto, conta com regiões totalmente distintas umas das outras – do ponto de vista geográfico e também nas estratégias de jogo em cada uma delas – e foi criado com uma enorme riqueza de detalhes. Há diversas áreas: de um porto, passando por um grande complexo industrial e áreas residenciais, até uma represa e sua barragem. Algumas dessas áreas, vale dizer, são releituras de mapas favoritos dos fãs dos jogos anteriores da série.

Uma dica para os iniciantes no universo dos jogos Battle Royale é que nem sempre se envolver em grandes tiroteios é a melhor estratégia para ser o vencedor em Blackout. Pode soar estranho em um jogo que é, essencialmente, um simulador de confrontos armados mas, pela primeira vez, o objetivo aqui não é matar a maior quantidade de jogadores possível, mas sobreviver. Os zumbis – que continuam presentes em um modo de jogo dedicado (leia mais abaixo) – também estão presentes no Blackout e podem acabar com os jogadores mais desatentos em algumas áreas do mapa.

Se por um lado o modo Blackout de CoD:BO4 tem vida própria e coloca muitas das características da franquia – como o ritmo de jogo, a fidelidade visual e sonora das armas (que foram rebalanceadas neste modo de jogo), entre outros, em uma nova forma de jogo, por outro é inegável a semelhança com vários aspectos dos outros dois jogos que dominam o gênero Battle Royale: Fortnite e Playerunknown’s Battlegrounds (PUBG).

Assim como nos concorrentes, todas as partidas começam em um avião, a partir do qual o jogador usa uma espécie de paraquedas para escolher a área do mapa que vai explorar. Todos os competidores começam sem qualquer arma e precisam avançar pelo cenário para coletar equipamentos.

Outro aspecto parecido é o fato de o modo Blackout poder ser jogado de forma individual, em dupla ou com um esquadrão de quatro pessoas – essa última, aliás, é a forma mais divertida, interessante e fácil de experimentar o jogo, mesmo para quem não gosta muito ou não está acostumado a jogar partidas multijogador online.

Jogar com um esquadrão de amigos é a forma mais divertida, interessante e fácil de experimentar o jogo

Isso porque com mais 3 pessoas – que podem ser seus amigos ou pessoas escolhidas de forma automática pelo jogo – é possível explorar uma área maior do mapa. Além disso, quando necessário, se torna viável enfrentar os adversários de forma estratégica, utilizando veículos, por exemplo, em vez de partir para uma troca de tiros frenética. Também é bom lembrar que é preciso que um membro do esquadrão chegue vivo ao final para que todos saiam vencedores, o que aumenta, na maioria das vezes, o tempo médio das partidas.

Já uma diferença, talvez a de mais destaque, em relação aos outros jogos é o fato de Blackout ser jogado o tempo inteiro em primeira pessoa – nos outros, é possível alternar a visão para uma câmera em terceira pessoa. Uma crítica necessária, no entanto, é a quase inexistente possibilidade de personalizar o personagem com o qual jogamos. Atualmente, os jogadores podem escolher apenas entre três avatares masculinos e três femininos, e algumas poucas opções de dogtags e de grafites, usados pelos jogadores para demarcar seu território no mapa. 

E o resto do jogo? Claro que a Activision e a Treyarch não se esqueceram dos jogadores que já são fãs da série e de suas formas tradicionais de se divertir. Está tudo aqui: o modo multijogador (incluindo a possibilidade de jogo local, sem internet), com mais de uma dúzia de mapas muito bem ambientados, e vários modos de jogo, como mata-mata em equipe, controle, assalto, contra todos, baixa confirmada, localizar e destruir, dominação e zona de conflito.

Assim como em jogos anteriores da série, antes do início das partidas é preciso escolher o especialista que será usado. Cada um deles tem uma arma primária e uma secundária exclusivas, além de um armamento especial único, que podem ser ativados de tempos em tempos. É possível personalizar as armas e equipamentos que serão utilizados.

Mudança: saúde não carrega mais automaticamente

Duas mudanças no modo tradicional multijogador em CoD:BO4 merecem destaque: a primeira é o fato de a saúde dos jogadores não recarregar mais automaticamente depois de alguns segundo sem sofrer dano. Agora, é preciso apertar um botão e esperar até o “remédio” fazer efeito para voltar à ação.

A segunda mudança é na efetividade dos disparos na hora de matar um oponente. Em comparação com jogos anteriores da série, é preciso acertar uma maior quantidade de tiros – exceto ao usar um fuzil de precisão (Sniper Rifle) ou uma escopeta (shotgun) – para derrotar um inimigo. Na prática, isso exige mais precisão e torna o jogo mais difícil para jogadores casuais. Por outro lado, a Activision mudou a forma como o jogo distribui os pontos pelas mortes e agora quem ajuda a matar um inimigo, ainda que não tenha dado o tiro final, também recebe parte da pontuação.

Vale destacar também o QG dos Especialistas, uma espécie de tutorial no qual os jogadores conhecem a história de cada um dos dez operadores disponíveis em CoD:BO4 por meio de cenas pré-renderizadas e de missões que são disputadas contra adversários controlados pela inteligência artificial do game – e isto é o mais perto que o jogo chega do modo história existente nas versões anteriores.

Como aqui também são apresentados os diferentes modos multijogador presentes no jogo, é interessante que os iniciantes completem todas as missões no QG dos Especialistas para se familiarizar com os controles e com o ritmo das partidas, o que pode ajudar a diminuir a curva de aprendizado na hora de jogar contra adversários reais.

Por fim, temos o modo zumbis, um dos favoritos dos fãs desde que foi incorporado à série em Call of Duty: World at War, em 2008. Em CoD:BO4, há três mapas para jogar contra adversários mortos-vivos, cada um deles com um conjunto básico de personagens e objetivos.

O primeiro, uma recriação de um cenário de Call of Duty: Black Ops 2, se passa em uma instalação militar. O segundo, em um coliseu durante uma luta de gladiadores e o terceiro, a bordo do Titanic, momentos depois de o navio atingir o iceberg que selou seu destino.

No começo, apenas uma pequena parte de cada mapa está disponível. Para progredir, é preciso acumular pontos (com a morte dos zumbis) e liberar novas áreas. Esses pontos também são usados para comprar novas (e melhores) armas para enfrentar os inimigos. É possível jogar o modo zumbis sozinho, em modo multijogador (online e local) e com parceiros controlados pelo próprio jogo.

Vale a pena?  Ao contrário de seu principal concorrente, a série Battlefield, que investiu no storytelling em seus últimos jogos, CoD:BO4 preferiu se ancorar na nova tendência e investir pesado nela para ganhar novos públicos. Com os modos clássicos de multijogador e de zumbies ligeiramente refinados, também não deixa de agradar aos jogadores de longa data – e no QG de Especialistas faz um aceno aos saudosistas desapontados com a falta de uma campanha offline.  Foi um movimento corajoso e que, no fim das contas, deve trazer mais frutos do que críticas para a Activision e para a série em si.C

Call of Duty: Black Ops 4
Desenvolvedora: Treyarch Studios
Plataformas: PC, Xbox One e PlayStation 4
Preço: R$ 229,00
Já disponível no Brasil

Xbox One deve ganhar versão mais barata sem entrada para discos no ano que vem

Os dias do disco parecem mesmo ter ficado no passado. Vários notebooks hoje vêm sem entrada de DVD, e é muito difícil encontrar quem compre ou alugue DVDs de filmes. Em breve, eles podem começar a dar adeus também aos videogames. Segundo fontes ouvidas pelo Thurrott, especializado em assuntos da Microsoft, a companhia planeja lançar um Xbox sem entrada para discos.

O motivo, como você pode imaginar, é simples: reduzir custos. A matéria do Thurrott fala em cortar pelo menos US$ 100 do preço do console — assim, o Xbox que hoje sai por US$ 299 nos EUA ficaria por US$ 200 ou até menos do que isso. Ele não deve ser o único modelo mais barato: a reportagem também fala em um novo Xbox One S mais barato, mas ainda com entrada para discos, pois a Microsoft quer agir com cautela e não desagradar os consumidores que ainda preferem jogos em mídias físicas.

Para quem tem muitos discos e obviamente quer continuar jogando esses jogos na nova versão do console, a Microsoft estaria preparando um programa de troca: você leva os games físicos a uma loja e recebe a versão digital para baixar na sua casa.

De acordo com as fontes ouvidas pelo site, o Xbox sem entrada para disco deve chegar às lojas no segundo trimestre de 2019. [Giovanni Santa Rosa]

[Thurrott]

Dona do League of Legends, Riot é acusada de assédio sexual

Funcionárias dizem que, internamente, é comum a cultura de discriminação de gênero, pagamento desigual e assédio contra mulheres

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League of Legends é um dos principais jogos da Riot Games


A Riot Games, criadora do game League of Legends, é acusada por funcionárias e ex-funcionárias de assédio sexual, discriminação de gênero e pagamento desigual.

O assunto veio à tona após reportagens publicadas no blog especializado em tecnologia Kotaku. Segundo os textos, dezenas de funcionários reclamam de favorecimento a homens durante o processo de contratação, assédio sexual e má conduta de funcionários.

Nos autos consta, segundo o blog, o caso de uma funcionária que descobriu trocas de e-mails entre seus colegas de trabalho detalhando táticas para estuprá-la. Há ainda relatos de mulheres que não podiam participar de reuniões decisivas e outras que ouviam que não poderiam ser promovidas por terem nascido mulher.

Segundo o blog, entre os envolvidos nos escândalos está Scott Gelb, chefe de operações da empresa, acusado de tocar a genitália de uma funcionária. Gelb continua empregado na Riot, segundo o site.

Após as publicações, a Riot publicou uma declaração em seu site dizendo que a correção de sua cultura corporativa é uma “prioridade”. Ao site americano The Verge, a companhia disse que está investigando as informações.

Grupo de mulheres cria games com temáticas femininas

Treze jovens terão seus jogos apresentados no ‘SP Urban Digital Festival’, em novembro
Camila Tuchlinski – O Estado De S.Paulo

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Treze mulheres participam do ‘Girl Games’, grupo de capacitação para criação de jogos com temáticas femininas.  Foto: Divulgação/Goethe-Institut


Um grupo de mulheres, formado por 13 jovens brasileiras, alemãs, argentinas, bolivianas, colombianas e peruanas, participa do projeto Girl Games. O Goethe-Institut de São Paulo e a revista internacional SOFA realizam, desta segunda-feira, 29, até o dia 10 de novembro, uma vivência de duas semanas voltada para o aprendizado prático de programação e desenvolvimento de jogos digitais. As jovens deverão criar games de temáticas femininas e narrativa atuais.

Atualmente, 51% do mercado consumidor de games é composto por mulheres. Mas o universo dos jogos é voltado para o mundo masculino. “Já há algum tempo temos realizado projetos relacionados a games e notamos desde o início uma predominância na participação de homens. Procuramos saber o porquê e descobrimos que muitas mulheres interessadas não se inscreviam porque não se achavam suficientemente capacitadas para atuar nesta área, ou porque não achavam que seriam selecionadas apenas porque eram mulheres”, avalia Simone Malina, responsável pelo Marketing e Comunicação do Goethe-Institut São Paulo.

Ao longo de duas semanas, as participantes terão encontros com profissionais da área como Brie Code, desenvolvedora de games e que já trabalhou na série Assassin’s Creed. “Queremos que os jogos retratem também a realidade das mulheres e que elas possam inserir sua narrativa nos games”, ressalta Simone Malina.

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Mulheres participarão do ‘Women Game Jam’, que ocorrerá no Goethe-Institut SP, em novembro. Foto: Divulgação/Goethe-Institut

Além do workshop, o projeto Girl Games inclui a parceria com a Women Game Jam. De 2 a 4 de novembro, no Goethe-Institut São Paulo, quarenta mulheres com experiência na área vão desenvolver jogos digitais com o grupo de jovens durante 48 horas do evento.

O resultado será apresentado em 10 de novembro, no SP_Urban Digital Festival, que ocorrerá no Museu da Imagem e do Som (MIS). O público poderá jogar os games criados e o material será projetado na fachada do edifício da Fiesp, na avenida Paulista. Quem passar pela via entre os dias 11 e 26 de novembro poderá ver o trabalho das aspirantes à programadoras.

Jogo mais esperado do ano, ‘Red Dead Redemption 2’ chega às lojas esperando atender expectativas

A Rockstar Games promete uma imersão nunca antes vista no Velho Oeste norte-americano

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O esperado jogo ‘Red Dead Redemption 2’ é lançado e a Rockstar Games espera atender todas as expectativas dos fãs do jogo original


Título mais ambicioso já feito pela Rockstar Games, estúdio conhecido pelo seu trabalho na popular franquia Grand Theft AutoRed Dead Redemption 2 chega às lojas mundiais nesta sexta-feira, 26, esperando atender as expectativas dos fãs que aguardavam ansiosamente uma continuação do clássico original lançado em 2010 para PlayStation 3 e Xbox 360.

Cercado de mistério, a Rockstar Games lançou trailers com poucas informações sobre o jogo em 2016 e 2017 e só no primeiro semestre de 2018 começou a mostrar de fato onde se passaria o jogo e o que os jogadores poderiam esperar da nova aventura no Velho Oeste.

Com um escopo maior e expandindo os recursos que fizeram sucesso no jogo de 2010, a Rockstar promete uma imersão nunca antes vista no Velho Oeste norte-americano, tentando passar para o jogador a dura sensação que era viver na era sem leis dos Estados Unidos.

Na pele de Arthur Morgan, bandido membro da gangue do notório Dutch van der Linde, o jogador vai participar de roubos, caças, assassinatos e outros crimes no maior mapa já feito pela Rockstar para um de seus jogos. A variedade de paisagens e climas que o estúdio norte-americano colocou é enorme, vai desde montanhas geladas até planícies e chegando aos pântanos do sul dos Estados Unidos em um mapa fictício que engloba várias áreas do país americano.

Mais de mil atores foram contratados pela Rockstar para viverem personagens na realista recriação do Velho Oeste, cada um deles com personalidade própria e uma rotina dentro do jogo. As cidades, cheias de vida, são oportunidades para o jogador descobrir novas missões e participar de mini-jogos como pôquer, dominó, risca-faca, beber e até mesmo tomar banho.

Caso você se interesse mais pela natureza, a Rockstar colocou em Red Dead Redemption 2 mais de 200 espécies de animais que poderão ser caçadas pelo jogador como fonte de comida e dinheiro, campos de bandidos espalhados pelo mapa pronto para serem saqueados, linhas de trens pagadores que podem ser abordados e roubados, uma simulação realista do clima que torna a travessa de Arthur Morgan e seu bando mais complicada.

Isso tudo só como parte complementar para o enredo principal do jogo, que a Rockstar promete que irá durar cerca de 60 horas para ser completada. Em entrevista para a revista Vulture, Dan Houser, roteirista de RDR2, disse que o estúdio ainda cortou conteúdo considerado supérfluo. “Cortamos cerca de cinco horas de história na finalização do jogo. Arthur teria dois interesses românticos, mas nós achamos que ficou muito parecido, tiramos uma missão de roubo a trem que envolveria um grupo de caçadores de recompensas que não ficou legal. Existe todo esse trabalho para deixar o jogo o mais balanceado possível”, disse explicou Houser.

Online. A Rockstar Games ainda não deu detalhes, mas Red Dead Redemption 2 irá contar com um modo online para vários jogadores como em Grand Theft Auto 5, que conta com o popular (e rentável) GTA Online. Previsto para entrar no ar em novembro, Imran Sarwar, diretor de design da Rockstar, disse em entrevista para o site IGN que várias das funcionalidades presentes em GTA devem ser transferidas para essa versão do Velho Oeste.

“Obviamente, teremos caubóis mulheres e homens, bandidos e tudo mais, combinando gameplay competitivo e cooperativo, além de componentes de narrativa de um grande mundo aberto”, explica Sarwar. “Os jogadores vão poder explorar livremente sozinhos ou com amigos ou outros jogadores, competindo ou trabalhando juntos”, completa.

Polêmica. Na entrevista para a revista Vulture, Dan Houser causou polêmica ao dizer que a equipe de desenvolvimento de RDR2 estava fazendo trabalhando cem horas por semana na parte final do ciclo. Após a declaração do roteirista trazer críticas pelo sistema de trabalho pesado que muitos desenvolvedores se submetem na indústria de games, a Rockstar foi obrigada a explicar melhor que só os desenvolvedores seniores trabalharam tanto tempo e ninguém foi obrigado a fazer essa quantidade de tempo no estúdio.

“Mais importante, obviamente, é que não esperamos que ninguém mais trabalhe dessa maneira. Em toda a empresa, temos algumas pessoas mais experientes e que trabalham muito duro apenas porque são apaixonadas por um projeto ou por um trabalho específico. Acreditamos que essa paixão é exibida nos games que lançamos. Mas esse esforço adicional é uma escolha, não pedimos ou esperamos que alguém faça isso”, disse a empresa em comunicado obtido pelo site IGN.

Com legendas em português, Red Dead Redemption 2 chega às lojas brasileiras hoje pelo preço sugerido de R$ 224,99. [Felipe Laurence ]

Chinesa Tencent é hoje a maior empresa de games do mundo

Com receita de US$ 14 bi ao ano no setor, Tencent tem jogos como League of Legends e Clash Royale, além de participações

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Oferta. Riot, de LoL, foi comprada em 2011 por US$ 400 mi


Se em setores como pagamentos móveis e mensagens instantâneas a Tencent já tem presença relevante, mesmo sem ter uma marca conhecida, no mundo dos games isso é ainda mais presente. Hoje, a empresa é considerada a maior companhia de games do mundo – faturou US$ 14 bilhões ao longo de 2017, à frente de nomes fortes do mercado como Nintendo, Sony e Electronics Arts (EA).

Não é algo que aconteceu à toa: a empresa hoje é dona de sucessoscomo League of Legends, Clash of Clans e Clash Royale, muitos populares no PC e nos celulares. Tem também participações em grandes empresas ocidentais do mundo dos games – 5% das ações da francesa Ubisoft, dona de jogos como Assassin’s Creed, e uma fatia não revelada na Activision-Blizzard, de Call of Duty e World of Warcraft. São negócios que começaram discretamente, porém, e graças ao fechado mercado chinês: para publicar um game por lá, empresas estrangeiras devem fazer parcerias com companhias locais, sob a “vigilância” do governo.

Foi assim que a Tencent, fundada em 1998, conseguiu estreitar laços com as empresas ocidentais e, ao mesmo tempo, aprender a fazer seus próprios jogos – hoje, 11 dos 20 principais games para Android no mercado chinês são criados ou distribuídos pela empresa por lá.

“Recentemente, estive na China, e por todos os lados por onde eu olhava eu via algo da Tencent”, diz Marcelo Tavares, presidente executivo da Brasil Game Show, maior feira de games da América Latina, cuja 11.ª edição se encerra hoje em São Paulo. 

Estratégia. Porém, parte da estratégia da empresa para faturar é interferir pouco no processo criativo dos estúdios que possui ou tem participação. “É mais interessante para ela incentivar a criatividade e ter retorno como investidora do que manter o controle em um único estúdio”, diz o professor André Pase, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Segundo ele, é uma estratégia que “distribui os ovos”. E talvez não haja exemplo melhor que esse do que o fato de a chinesa possuir ações tanto da Epic Games como da Bluehole, empresas responsáveis por uma das populares rivalidades do mundo dos games hoje – Fortnite contra Player Unknown’s Battlegrounds, ambos jogos do gênero “battle royale”, no qual muitos jogadores entram numa arena e só um pode sair vivo. Ou quase: no caso da Tencent, quem sobreviver renderá frutos à empresa.