Nos EUA, lançamento de PS5 e novo Xbox geram corrida do ouro às lojas

Sucesso dos novos aparelhos, porém, é incógnita conforme a pandemia do coronavírus pode se retrair ou se expandir
Por Kellen Browning – The New York Times

Os fãs de games lotaram as lojas e travavam sites de pré-venda na pressa por comprar novos consoles de videogame

EMERYVILLE, CALIFÓRNIA – Encolhido sob cobertores para se proteger do frio, J.B. August e seus colegas não puderam deixar de sorrir quando as portas da loja GameStop fechadas com tapumes finalmente abriram. Os seis homens, estranhos que viraram amigos depois de acampar do lado de fora na calçada a noite toda, soltaram gritos de empolgação na manhã do dia 10 de novembro, quando finalmente entraram para comprar o novo Xbox – uma caixa quadrada e preta, mas elegante.

“Estou apenas me mimando. É como uma terapia”, disse August, 35 anos, antes de levar o dispositivo triunfantemente para fora da loja após 18 horas de espera. “Na verdade, nunca tenho tempo para fazer nada por mim mesmo, então deixe-me ir em frente e fazer um investimento para mim e minha paz de espírito.”

Neste novembro, os fãs de games lotaram as lojas e travavam sites de pré-venda na pressa por comprar novos consoles de videogame: o Xbox Series X, da Microsoft e o PlayStation 5, da Sony. O lançamento dos dispositivos marcou o início de uma nova geração para os jogadores, mas em muitos aspectos foi apenas um ponto de exclamação sobre o que já tem sido um grande ano para a indústria de jogos.

Com grande parte do mundo confinado em suas casas durante a pandemia do novo coronavírus, muitos buscaram entretenimento pela primeira vez por meio de jogos em vários dispositivos. Os fãs hardcore estão ficando mais horas em frente às telas também.

Jogadores de todo o mundo devem gastar a quantia recorde de US$ 175 bilhões apenas em software em 2020, de acordo com a Newzoo, uma empresa de análise de jogos, ante US$ 146 bilhões em 2019. Nos Estados Unidos, os jogadores gastaram US$ 33,7 bilhões em hardware, acessórios e conteúdo até setembro, de acordo com o NPD Group. E Piers Harding-Rolls, diretor de pesquisa da Ampere Analysis, uma empresa de análise de Londres, projetou que a Sony venderia 8,5 milhões de PS5s e a Microsoft venderia 6,5 milhões do Xbox Series X e da versão menor e mais barata Series S até março.

Apesar de expectativas, indústria tem dúvida sobre futuro pós-pandemia

Mas alguns investidores de Wall Street se perguntam se o crescimento impulsionado pela pandemia e os lucros crescentes da indústria de videogames são sustentáveis depois que o vírus diminuir e as portas para a vida fora de casa forem abertas novamente. Quando foi divulgada a notícia de que uma vacina candidata da Pfizer foi considerada encorajadoramente eficaz no combate ao novo coronavírus, ações de empresas como Activision Blizzard, Electronic Arts e Take-Two Interactive caíram junto com pilares da quarentena como Zoom e Peloton.

“É uma preocupação de parte de muitos investidores que, uma vez que as regras de permanência em casa se tornem menos rígidas, essas empresas tenham menos engajamento com seus jogos”, disse Yung Kim, analista de tecnologia de entretenimento da Piper Sandler & Co. “É uma questão de como as pessoas decidem gastar seu tempo. ”

Entrevistas com duas dúzias de gamers, jogadores que transmitem suas partidas ao vivo e se tornaram influenciadores, analistas e executivos de empresas, no entanto, descobriram que a maioria na indústria está convencida de que não se trata apenas de um boom relacionado à pandemia.

As pessoas que acreditam que os novatos no mundo dos jogos não vão querer largar seus dispositivos quando as salas de concerto, cinemas e arenas esportivas reabrirem apontam para o que consideram uma “capacidade de retenção” inerente a seus produtos. Os jogadores criam comunidades e se acostumam a socializar com seus amigos e familiares durante as rodadas de Fortnite ou Among Us, diz o argumento, e esses laços só se fortalecem com o tempo.

“Se você olhar para o que os adolescentes estão fazendo por todos os Estados Unidos – na verdade, em todo o mundo agora – isso é uma espécie de moeda social”, disse Jaci Hays, diretor de operações do FaZe Clan, um conglomerado de esportes eletrônicos cujos gamers populares podem ganhar seis ou sete dígitos por ano. “Não vemos isso desacelerando.”

Há razões para hesitação, no entanto, apesar das previsões otimistas de muitos líderes da indústria. Joost van Dreunen, um professor da Universidade Nova York que estuda o setor de videogames, disse que se as empresas de jogos se sentissem tão otimistas quanto ao futuro da indústria como afirmam, haveria uma série de aquisições e investimentos nos últimos meses.

“É estranho para mim que a indústria, neste momento de incrível aceleração, tenha falhado ou se recusado a usá-lo como isca para apenas criar uma paixão”, disse ele. “Por que os chefões da indústria de jogos não assumiram mais riscos?”

Algumas empresas têm se mexido, como quando a Microsoft gastou US$ 7,5 bilhões em setembro para comprar a ZeniMax Media e os estúdios controlados por ela. Mas a escassez geral de aquisições, disse van Dreunen, oferece uma oportunidade para empresas como Google e Amazon entrarem no mercado comprando estúdios elas mesmas.

“Se você não está comprando, então, inevitavelmente, não está abrindo a porta para que essas grandes empresas de tecnologia entrem sorrateiramente?” ele perguntou.

Mas há outras razões para acreditar que o boom dos jogos permaneça relevante. Os lançamentos de console desta semana, a última batalha em uma guerra de décadas entre a Microsoft e a Sony, provavelmente aumentarão o interesse e as vendas ainda mais. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

PlayStation 5 Review: Next Gen Gaming!

PlayStation 5 review from a casual gamer.

0:00 Intro

0:45 Design Thoughts

2:42 What’s New

5:01 Next Gen Gaming

7:12 Ray Tracing

9:52 NBA 2K21

11:07 The Controller

Apple falha ao provar ato ilícito da Epic Games em processo

A juíza Yvonne Gonzalez, responsável pelo caso judicial entre a Apple e a Epic Games, apresentou nesta semana uma série de contra-argumentos às alegações da gigante de Cupertino acerca da quebra de contrato envolvendo a desenvolvedora do jogo Fortnite.

Apple x Epic Games

Mais especificamente, Gonzalez rejeitou todas as acusações que apontam para um possível ato ilícito por parte da Epic quando ela decidiu burlar as regras da App Store. A juíza manteve, porém, as alegações de quebra de contrato, de acordo com o FOSS Patents.

Conforme observado na reportagem, Gonzales “duvidou desde o início que certas afirmações da Apple teriam sucesso”, mas a empresa optou por seguir em frente com seus argumentos.

Em defesa das suas acusações, a Apple disse que a Epic “estava roubando seu dinheiro”, indicando um possível crime:

E se a Epic contornou a API2 da App Store para canalizar fundos que incluem as receitas e comissões da Apple para os cofres da Epic, um pedido de conversão3 pode ser propriamente defendido.

A Epic respondeu as alegações da Maçã posteriormente, dizendo que “não podia roubar os lucros das vendas de seus próprios esforços criativos”.

A gigante de Cupertino, por outro lado, discordou da recente decisão da juíza e disse que continuará insistindo no argumento de que a Epic cometeu, de fato, um ato ilícito.

Nós respeitosamente discordamos da decisão do tribunal e acreditamos que a conduta da Epic deve ser acionável sob a lei de responsabilidade civil da Califórnia. Está claro, no entanto, que a Epic violou seu contrato com a Apple. Por 12 anos, a App Store ajudou desenvolvedores a transformar suas ideias mais brilhantes em aplicativos que mudam o mundo. Nossas prioridades sempre foram fornecer aos clientes um local seguro e confiável para fazer download de softwares e aplicamos as regras igualmente para todos os desenvolvedores. A Epic ativou um recurso em seu aplicativo que não era revisado ou aprovado pela Apple, e eles o fizeram com a intenção expressa de violar as diretrizes da App Store que se aplicam igualmente a todos os desenvolvedores que vendem produtos e serviços digitais. Seu comportamento imprudente transformou seus clientes em peões, e estamos ansiosos para corrigir isso no tribunal em maio.

A declaração da Apple sugere que a empresa apelará da decisão, mas não há informações se a companhia já entrou com algum recurso ou se voltará a tocar nessa tecla só em maio, mesmo.

VIA REUTERS

Guerra dos consoles: Novos Xbox, da Microsoft, chegam nesta terça às lojas, antes do PlayStation 5

Com modelo mais em conta, empresa disputa a atenção dos gamers com a rival Sony

A Microsoft desenvolveu duas versões do novo Xbox, sendo uma delas mais em conta Foto: MICROSOFT / via REUTERS

A Microsoft dá o pontapé inicial na disputa pelo mercado da nova geração de consoles nesta terça-feira, com a chegada às lojas dos novos Xbox Series X e Series S.

A empresa larga na frente da rival Sony, que agendou o lançamento do PlayStation 5 para o dia 19 no Brasil — dia 12 nos EUA e em alguns mercados.

A chegada da nova geração impõe à Microsoft o desafio, e a oportunidade, de virar o jogo contra a rival japonesa. Na anterior, que chegou ao mercado em 2013, o PlayStation 4 derrotou o Xbox One com facilidade.

Segundo dados do Statista, a Sony vendeu 113 milhões de unidades, contra 48 milhões de consoles da Microsoft. E a virada neste cenário não será fácil.

— As pessoas que possuem um Xbox tendem a comprar o novo Xbox, enquanto as pessoas que possuem um PlayStation tendem a comprar o novo PlayStation — avaliou Michael Pachter, analista da Wedbush Securities, em entrevista à agência Reuters.

Quem vende mais consoles, fatura mais com a venda de jogos no mercado global de videogames, estimado pela consultoria NewZoo em US$ 159,3 bilhões — incluindo outras categorias, como PC e mobile.

Para tentar “roubar” gamers da rival, a Microsoft aposta no preço. O Xbox Series X, mais robusto, possui 12 teraflops de poder de processamento, 1 terabyte de espaço para armazenamento e unidade de Blu-ray. O preço sugerido no Brasil, após a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados, é de R$ 4.599, em linha com a versão mais robusta do PS5, que sai a R$ 4.699.

Para o público que não pode investir tanto na nova geração de consoles, a Microsoft oferece o Xbox Series S, sem leitor de mídias físicas, 4 teraflops de poder de processamento e 512 gigabytes para armazenamento, mas capaz de rodar todos os jogos que serão lançados. O preço: R$ 2.799, bem abaixo a versão mais em conta do PS5, a R$ 4.199.

Além do preço, a Microsoft está ampliando o conteúdo disponível em seu serviço de assinatura Xbox Game Pass Ultimate. Na véspera do lançamento dos novos Xbox, a empresa anunciou que o serviço EA Play, com jogos da Electronic Arts, estará disponível, sem custos extras, para os assinantes.

A empresa também investe em conteúdos exclusivos. Em setembro, a Microsoft comprou a produtora ZeniMax Media, dona, entre outros, do estúdio da Bethesda Softworks, criador de franquias de sucesso como Doom, Fallout e The Elder Scrolls.

PlayStation 5 traz Homem-Aranha negro inspirado em Obama, mas evita política

CEO Jim Ryan diz que marca mostrou ‘vontade de abraçar a diversidade’ com títulos como ‘The Last of Us’
Eduardo Moura

Homem negro vestido de homem aranha
Imagem de jogo do jogo ‘Spider-Man: Miles Morales’ – Divulgação

BELO HORIZONTE – “Uma coisa que eu não vou fazer de novo é lançar um console no meio de uma pandemia.” O CEO da PlayStation, Jim Ryan, começa a entrevista dizendo que a sua vida não está sendo fácil.

A aguardada nova geração de consoles da Sony será lançada no Brasil no próximo dia 19.

Ryan tem dito que o PlayStation 5 vai trazer uma mudança de paradigma no mundo dos videogames —e com isso ele quer chamar a atenção para inovações no áudio, no armazenamento de dados, na velocidade e nas funcionalidades do novo controle.

Na indústria cultural como um todo, porém, está sob tensão um paradigma que tem menos a ver com bytes e mais a ver com gente —a crescente demanda por inclusão de mulheres, negros, LGBTs e outras minorias nas narrativas dos produtos culturais, mas também no seu processo produtivo.

No ano em que a morte de um homem negro por policiais nos Estados Unidos tomou os holofotes do debate público, o Oscar anunciou que passará a adotar exigências de diversidade e representação. No Brasil, a São Paulo Fashion Week passou a exigir que metade dos modelos de cada grife seja de negros, afrodescendentes ou indígenas.

“Acho que, como empresa [Sony], demonstramos uma vontade de abraçar a diversidade”, diz Ryan. Ele menciona a franquia “The Last of Us”, que explorou “alguns assuntos que a indústria de games até agora não estava disposta a confrontar”.

O jogo que ele menciona, “The Last of Us Part 2”, foi lançado em junho deste ano e, além de trazer gráficos de última geração e roteiro robusto, mexeu com os ânimos de gamers mais conservadores ao trazer uma protagonista lésbica, um personagem trans e pôr um culto religioso no território dos vilões.

Mas o carro-chefe desta primeira leva de jogos do PS5 é “Spider-Man: Miles Morales”, que traz um Homem-Aranha negro e latino como protagonista. Mas, como games demoram anos para serem produzidos, seria exagero dizer que há uma influência direta entre a morte de George Floyd no jogo —mas o tema da brutalidade policial contra negros, que não é nada recente nos Estados Unidos, não é explorado ali.

“O grosso do game [“Miles Morales”] foi feito antes dos trágicos eventos ocorridos neste ano. Mas esses acontecimentos nos deram uma percepção e um desejo de que precisamos melhorar tanto em termos da forma como gerenciamos, desenvolvemos e contratamos força de trabalho e, em segundo lugar, nos produtos que levamos aos nossos consumidores e no conteúdo dos jogos”, diz Ryan.

Vale lembrar que Morales não é um personagem novo —ele protagoniza o filme “Homem-Aranha no Aranhaverso” e está no jogo “Marvel’s Spider Man”, do PlayStation 4, ambos de 2018. Ele apareceu pela primeira vez nos quadrinhos em 2011 e sua concepção foi inspirada pela ascenção de Barack Obama à Casa Branca e no artista Donald Glover, ou Childish Gambino —que anos depois quebraria a internet com o clipe “This Is America”, falando justamente sobre brutalidade policial e racismo.

Mesmo assim, quando questionado se os temas e narrativas dos jogos exclusivos do PlayStation 5 serão mais políticos —seguindo uma tendência mundial na cultura—, Jim Ryan prefere não responder. “Hoje eu só quero falar sobre o PS5 e sobre o ecossistema de games.”

Seja lendo Norberto Bobbio ou até escritores de textões de Facebook, é fácil perceber que política nem sempre se limita aos assuntos da administração pública. Nesse sentido, falar de representatividade é falar de política.

De fato, o tema está na pauta de muitos jogos desta temporada, ainda que muitas vezes de forma não escancarada como em outras mídias. “Watch Dogs: Legion”, por exemplo, se passa numa Londres distópica.

Na E3 do ano passado, o maior evento de games do mundo, o diretor criativo do jogo relaciona a história do jogo ao brexit —ele se passa num futuro em que a cidade estaria em decadência, transformada num Estado policial, onde “a liberdade foi substituída por medo”, disse Clint Hocking na ocasião. O jogo, porém, não traz referências diretas ao brexit.

“Call of Duty: Black Ops Cold War”, que trará Ronald Reagan como personagem do jogo, criou polêmica ao soltar um teaser com imagens de uma entrevista real com um desertor da KGB —que dizia que o movimento de direitos civis nos Estados Unidos funcionava como espécie de fantoche da União Soviética para desestabilizar o país.

O Xbox Series X, principal concorrente do PlayStation, chega na semana que vem anunciando velocidade, poder de processamento, gráficos de última geração, além da continuidade do serviço Game Pass, que tem sido chamado de “Netflix de games”, um de seus grandes diferenciais.

Mas, em termos de diversidade, a marca pode enfrentar um caminho mais tortuoso, uma vez que se envolveu em polêmicas este ano. Em junho, um conhecido streamer que usava o Xbox no nome de seu canal postou uma piada racista nas redes sociais em reação a manifestações do Black Lives Matter nos Estados Unidos.

A Xbox Brasil disse que o conteúdo do canal não refletia os “valores fundamentais de respeito, diversidade e inclusão” da empresa e pediu a remoção de sua marca dos canais do streamer.

Mais recentemente, a empresa demitiu Isadora Basile, a apresentadora do canal da Xbox Brasil no YouTube, depois de pouco mais de um mês no cargo. Segundo a youtuber, a decisão ocorreu após ela receber ataques virtuais de usuários, incluindo ameaças de estupro. Nas suas redes, a Xbox afirmou que a mudança se deu por “mudanças em estratégias de conteúdo”.

Pokémon Go supera receita de US$ 1 bi e bate recorde em 2020

O jogo, lançado em 2016, perdeu adeptos ao longo dos últimos anos, mas superou as expectativas em tempos de pandemia mundial

Pokémon Go figura entre os três jogos com maior faturamento em 2020 em mercados fora da China

Quatro anos após o lançamento do game Pokémon Go para celulares, o jogo continua em alta para fãs e adeptos do anime. Segundo o Sensor Tower, o game ultrapassou a receita de US$ 1 bilhão nos primeiros 10 meses de 2020, recorde para Niantic, empresa dona do jogo, somando US$ 4 bilhões em toda a sua história. 

A empresa conseguiu manter o sucesso neste ano de pandemia graças às adaptações que promoveu no jogo para que os usuários continuassem a exploras as aventuras — e batalhas — Pokémon sem sair de casa. Os ovos de monstrinhos podem ser “chocados” com menos passos registrados e as disputas podem ocorrer em ginásios mais distantes. Algumas facilidades também entraram para a loja do jogo, aumentando o volume de compras dentro do próprio aplicativo.

A iniciativa parece ter dado resultado: o crescimento estimado é de cerca de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior, recuperando os jogadores que deixaram o game após seu lançamento estrondoso, em 2016. 

Agora, Pokémon Go figura entre os três jogos com maior faturamento em 2020 em mercados fora da China e com um acumulado de cerca de cerca de US$ 4,2 bilhões em receita global. 

PlayStation 5 passa a custar a partir de R$ 4,2 mil no Brasil

A queda no preço é resultado da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) — de 40% para 30% em consoles e máquinas de jogos; versão mais cara, com leitor de mídia física, vai ficar em R$ 4,7 mil

A Sony informou que os novos valores também serão aplicados aos clientes que já adquiriram o console

Depois da Microsoft anunciar a queda de preço dos novos modelos de Xbox, agora foi a vez da Sony apresentar novos valores para o PlayStation 5, previsto para chegar ao Brasil em 19 de novembro

Após o decreto do governo de redução da carga tributária sobre consoles e videogames, o PlayStation 5 sem leitor digital passará a custar R$ 4,2 mil. Já a versão com leitor de mídia física custará R$ 4,7 mil —  antes da mudança, os preços dos consoles eram de R$ 4,5 mil e R$ 5 mil, respectivamente. 

O anúncio da redução dos preços foi feito pela Sony nesta terça-feira, 3, e a empresa informou que os novos valores também serão aplicados aos clientes que já adquiriram o console. Para isso, as varejistas devem entrar em contato nos próximos dias.

Outros acessórios do console também foram atingidos pela redução de preço como o controle dualsense, que originalmente custaria R$499, e agora estará a venda por R$469, e a câmera HD, que custava R$449 e agora sai por R$419.

No final de outubro, a Microsoft também anunciou a mudança de preços, devido a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) — de 40% para 30% em consoles e máquinas de jogos — anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro. 

Nos consoles da Microsoft, o Xbox Series S passará a custar R$ 2,8 mil e o Xbox Series X, mais poderoso, custará R$ 4,6 mil. A redução foi de R$ 200 e R$ 400 respectivamente.

LOUD: Babi se torna a streamer brasileira com mais seguidores na Twitch

Influenciadora alcançou números relevantes em pouco tempo na nova casa e se tornou a principal mulher brasileira na plataforma

Babi é uma das principais influenciadora das LOUD — Foto: Divulgação

A streamer Bárbara “Babi” se tornou a mulher brasileira com mais seguidores na Twitch. A influenciadora da LOUD é um verdadeiro fenômeno e também alcançou o topo entre as mulheres quando o assunto são horas assistidas na plataforma de streaming nos últimos 30 dias.

Babi chegou ao topo ao alcançar a marca de 450 mil seguidores na plataforma cerca de 20 dias depois de abrir seu canal por lá. Já quando o assunto são horas, a influenciadora soma mais de 850 mil horas nos últimos 30 dias, fazendo parte do top 20 brasileiro segundo o site TwitchTracker.

Em uma de suas primeiras lives na Twitch, Babi se emocionou ao ver um vídeo em que Alexandre “Gaules” – um dos principais streamers brasileiros – comentava sobre a importância do Free Fire para os jovens. Sua primeira aparição na plataforma rendeu mais de 50 mil visualizações em pouco mais de 20 minutos de live.

A LOUD é uma das equipes com mais fãs no Brasil, principalmente pela força da equipe no cenário do Free Fire. O acordo recente entre a equipe e a Twitch agitou o mundo das transmissões online com a chegada avassaladora dos influenciadores na plataforma.

Franquia de games Assassin’s Creed ganhará série live-action na Netflix

A produção executiva da série ficará por conta de Jason Altman e Danielle Kreinik, da Ubisoft

Cena do filme ‘Assassin’s Creed’ Foto: 20th Century Studios

Netflix anunciou em suas redes sociais nesta terça-feira, 27, que fará uma versão live-acion da franquia de games Assassin’s Creed.

A produção executiva da série ficará por conta de Jason Altman e Danielle Kreinik, que são da desenvolvedora do game, a Ubisoft.

A empresa de streaming não divulgou maiores detalhes da produção, mas de acordo com a EW, o responsável pelas séries originais da Netflix, Peter Friedlander, disse estar comprometido a “criar um entretenimento épico e empolgante e fornecer um mergulho maior para fãs” no universo do videogame.

Assassin’s Creed já ganhou um versão em Hollywood. O filme foi estrelado e também produzido por Michael Fassbender, teve um custo de 125 milhões de dólares e rendeu 240 milhões de dólares no mundo todo – mas não recebeu boas críticas. A história, inclusive, faz parte da cronologia dos jogos e é mencionada em outros títulos da saga, como Assassin’s Creed Origins.