“Minecraft: The Island”: Do videogame à ficção

00MINECRAFT1-articleLargeMax Brooks, filho de Mel Brooks e autor de best-sellers de zumbis, escreveu “Minecraft: The Island”. (Christina Gandolfo para The New York Times)


Por Alexandra Alter

O protagonista do novo romance de fantasia de Max Brooks não tem nome, nem gênero ou apêndices humanos. Em vez de mãos, o narrador tem cubos cor de pele, apenas outra característica estranha do perturbador e esquisito mundo onde a história se desenrola, onde tudo (o sol, as nuvens, vacas, cogumelos, melancias) é composto de quadrados.

Para os desinformados, a ambientação pode parecer bizarra e alienígena, mas Brooks não escreve para novatos nem leitores leigos. Seu púbico é uma tribo bastante específica: jogadores dedicados do videogame Minecraft.

“Minecraft: The Island”, lançado em julho pela editora Del Rey, especializada em livros de ficção científica e fantasia, representa um experimento incomum no prolongamento de marcas para múltiplas plataformas. É o primeiro romance oficialmente encomendado pela Mojang, a desenvolvedora sueca responsável pelo Minecraft, que busca agora novas maneiras de capitalizar em cima da imensa popularidade do jogo.

Diferentemente da maioria dos jogos eletrônicos, Minecraft não tem objetivos claros nem uma progressão entre níveis. Em vez disso, o jogo parece um elaborado brinquedo Lego em versão digital que permite aos participantes construírem o que quiserem, projetando castelos, arranha-céus, fortalezas subterrâneas e armadilhas.

A natureza aberta do jogo é uma parte importante de seu apelo. Desde o lançamento, em 2011, mais de 122 milhões de cópias do Minecraft foram vendidas, e o jogo tem hoje 55 milhões de usuários ativos. A base de jogadores do título se expandiu tão rapidamente que atraiu nomes maiores, e a Microsoft comprou a empresa por US$ 2,5 bilhões em 2014.

A tarefa de encomendar um romance aprovado pela marca Minecraft trouxe desafios únicos do ponto de vista criativo e comercial. Como criar uma história com começo, meio e fim envolvendo um jogo de objetivos abertos? E por que os jogadores se interessariam por um livro de quase 300 páginas a respeito do Minecraft quando poderiam passar seu tempo com o título em si?

Brooks, um autor animado, entusiasmado e paranoico que pensa o tempo todo em estratégias de sobrevivência, zumbis, cenários apocalípticos e pragas, é o responsável pela história, voltada para crianças de oito a 12 anos, e criada nos moldes de uma narrativa de Robinson Crusoé, com um personagem inicialmente inepto que se vê preso numa ilha estranha e precisa construir um abrigo, encontrar alimento e combater zumbis e aranhas gigantes.

Sem título.png99Uma cena da versão de ‘‘Minecraft: The Island’’, do autor Max Brooks, recriada no mundo do jogo.


Depois de receber o convite da Mojang, já tinha uma carreira de autor de sucesso. Filho dos atores Mel Brooks e Anne Bancroft, ele começou a escrever livros de zumbis depois de um breve período escrevendo para o “Saturday Night Live”.

Dois de seus livros anteriores, “World War Z” e “The Zombie Survival Guide”, venderam juntos mais de 3,5 milhões de exemplares, e “Guerra Mundial Z”, uma falsa história oral posterior a um apocalipse zumbi, foi adaptado num longa-metragem estrelado por Brad Pitt.

Brooks, 45, também é fã do jogo Minecraft, e se propôs a escrever uma história que imitasse a experiência de jogar uma partida. Ele desenvolveu uma trama que se enquadra tão bem no universo Minecraft a ponto de o livro criar uma narrativa que pode ser acompanhada no mundo virtual por um jogador.

“Testei todas as possibilidades”, disse Brooks. “Meu maior medo era que alguém tentasse reproduzir a história no jogo e descobrisse algo que não funciona”.

Nesse processo, é possível que ele tenha também criado uma estranha e nova categoria de entretenimento, uma mistura de literatura, RPG e fan fiction: um romance que se passa num jogo e pode ser recriado dentro de seu mundo.

Quando a Mojang procurou Brooks, ele ficou tão entusiasmado que escreveu um rascunho antes mesmo de seu contrato ficar pronto. As únicas instruções da empresa diziam respeito à aparência física do personagem. A Mojang queria a certeza que leitores de ambos os sexos pudessem se identificar com o protagonista.

Não foi difícil: como o herói está sozinho numa ilha, Brooks conseguiu evitar os pronomes pessoais denotando gênero.

No mais, a Mojang deu a ele liberdade para escrever a história como achasse melhor.

“No fim, escrevi pensando em mim”, contou. “Antes de tudo, sou um fã do jogo”.

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Criador de Metal Gear, Hideo Kojima vem para a Brasil Game Show 2017

Sem título.png99.jpgUm dos maiores game designers da história receberá prêmio por conjunto da obra na feira; atualmente, japonês desenvolve jogo exclusivo para o PlayStation


Hideo Kojima, o homem por trás de jogos como Metal Gear e Silent Hill, virá ao Brasil: nesta terça-feira, 8, o game designer japonês anunciou em sua conta no Twitter que está entre os convidados da 10ª edição da Brasil Game Show, feira de games que acontece em outubro em São Paulo.

Segundo o tuíte de Kojima, que você pode ler abaixo, ele virá ao País para receber um prêmio pelo conjunto de sua obra. “Estou muito animado para encontrar vocês todos na BGS”, disse ainda o japonês em um vídeo gravado para o evento.

Lançada em 1987, a série Metal Gear foi criada por Kojima na Konami, produtora japonesa onde trabalhou por quase três décadas. Na empresa, o game designer fez toda a série de ação e aventura, bem como o jogo de terror Silent Hill. Em 2015, a parceria foi desfeita por conta de diferenças criativas entre a empresa e o criador na finalização de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain.

Desde então, Kojima tem se dedicado ao seu próprio estúdio, a Kojima Productions, e desenvolve o jogo Death Stranding para o PlayStation 4 – o game terá a participação do cineasta Guillermo del Toro e do ator Mads Mikkelsen, como foi visto em trailers já antecipados.

Segundo a BGS, Kojima estará na feira nos três primeiros dias de evento – 11, 12 e 13 de outubro. Ele terá um painel especial e deve também fazer sessões de autógrafos.

A feira acontece no Expo Center Norte até o dia 15 de outubro deste ano. “Há anos sonhamos trazer o Kojima para a BGS. Ele é um dos maiores nomes da história da indústria dos games e tê-lo no evento justamente nessa edição comemorativa será um grande presente para a BGS e para os jogadores brasileiros”, disse em nota Marcelo Tavares, fundador da Brasil Game Show.

Visitantes. Além de Kojima, outros grandes nomes do mundo dos games estão confirmados para a BGS deste ano.

O principal deles é Nolan Bushnell, o criador do Atari. Além disso, há David Crane, criador de Pitfall e cofundador da Activision, e Stephen Bliss, artista responsável pela identidade visual de Grand Theft Auto (GTA). Bruno Capelas – O Estado de S. Paulo

Xbox terá ‘Netflix dos games’ por US$ 10 ao mês

1495646421510.jpg]Serviço tem jogos como LEGO Batman, Halo, Gears of War e Bioshock


Em vez de pagar por cada jogo, uma assinatura mensal com uma biblioteca selecionada de títulos. Essa é a ideia do Xbox Game Pass, serviço de assinatura que a Microsoft lançará nos Estados Unidos no dia 1º de junho. A assinatura mensal custa US$ 10 e dá acesso a uma biblioteca de mais de 100 títulos – entre eles, jogos como Halo 5 e Gears of War 3.

Anunciado em fevereiro pela empresa, o serviço também dará aos assinantes desconto na compra de jogos da biblioteca. Enquanto o usuário assinar o Game Pass, ele terá acesso aos títulos da coleção – quando a assinatura for encerrada, os jogos também somem de sua biblioteca.

Segundo a Microsoft, o serviço ganhará novos títulos com o tempo. “Queremos garantir uma diversidade de experiências, gêneros e classificações etárias para nossos jogadores”. Quem já assina a Xbox Live Gold, serviço da Microsoft que dá acesso a partidas online, no entanto, poderá testar o serviço a partir de hoje. Ainda não há previsão, porém, para a chegada do Xbox Game Pass ao Brasil.

A rival Sony já tem um serviço parecido desde 2014, o PlayStation Now. A diferença, no entanto, é que o PS Now funciona por streaming dos games diretamente da internet, necessitando que o jogador esteja conectado à rede.

Destiny 2 ganha novo trailer cinematográfico; confira

Destiny 2 ganhou mais um trailer cinematográfico em evento realizado nos Estados Unidos para divulgar o gameplay do jogo.

Destiny 2 é desenvolvido pela Bungie com ajuda da Vicarious Visions, da série Skylanders, e a High Moon Studios, que faz os jogos de Transformers. O jogo não importará nada do primeiro Destiny a não ser o visual do Guardião. Seu lançamento está marcado para 8 de setembro no PS4Xbox One e PC.

O primeiro Destiny está disponível para PlayStation 3PlayStation 4Xbox 360 e Xbox One.

Novo game de Star Wars será lançado em novembro

004No novo game, jogador poderá controlar a soldado Iden Versio, das tropas do Império


A Força ficará forte no mundo dos games em novembro com a chegada de Star Wars Battlefront II, novo jogo da franquia criada por George Lucas. Feito pela DICE (estúdio responsável por jogos como Battlefield), Star Wars Battlefront II é a sequência do jogo de tiro de 2015, que colocava os jogadores no papel de stormtroopers, Han Solo e até mesmo Luke Skywalker e Darth Vader em batalhas online.

Previsto para o dia 17 de novembro, Star Wars Battlefront II terá versões para PlayStation 4, Xbox One e PC. Uma das principais novidades do game é a presença de um modo de história – algo que não aparecia no jogo de 2015. O jogo foi revelado no último final de semana, durante a Star Wars Celebration, feira de fãs da franquia de George Lucas realizada em Anaheim, na Califórnia.

No game, o jogador controlará a trooper (soldada) de elite Iden Versio, uma personagem que ainda não havia aparecido no cânone de Star Wars. O jogo cobrirá o período de 30 anos entre o final de O Retorno de Jedi e o início de O Despertar da Força – o sexto e sétimo episódios da série, respectivamente.

Além da história, o jogador também poderá controlar outros grandes personagens na série, como Darth Maul, Yoda e Kylo Ren.

Pela segunda vez, mulheres são maioria nos games no Brasil

1444417719638.jpgEm 2016, as mulheres representavam 52,6% dos jogadores do País. Este ano, elas são 53,6%.


Pelo segundo ano consecutivo, as mulheres são maioria entre os jogadores de games no Brasil: hoje, elas representam 53,6% do público de games no Brasil, de acordo com dados da pesquisa Game Brasil 2017, feita pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), pela Brand New Research e pela produtora de jogos Sioux Interactive.

Divulgado nesta terça-feira, 4, o levantamento mostra que a participação feminina cresceu ligeiramente na comparação com o ano passado – em 2016, as mulheres representavam 52,6% dos jogadores do País.

A maioria delas, no entanto, não tem os jogos como diversão prioritária – segundo a pesquisa, elas preferem ir ao cinema, sair com os amigos e acessar redes sociais a jogar. Praticamente 6 em cada 10 mulheres jogadoras se definem como “casuais”, e 53,3% delas aponta dispositivos móveis, como celulares e tablets, como os seus preferidos para jogar.

A pesquisa também revela que o smartphone é o dispositivo preferido para jogar entre os brasileiros, escolhido por 37,6% dos brasileiros, contra 28,8% de consoles e 26,4% dos computadores. O smartphone também é o mais popular, sendo o dispositivo usado por 77,9% dos jogadores para curtir seus jogos favoritos, seguido de PCs (66,4%) e consoles (49%). Ao todo, 2.947 pessoas foram ouvidas pela pesquisa nos 26 Estados e também no Distrito Federal.

Consoles. No que diz respeito aos consoles, setor mais tradicional da indústria de videogames, o Brasil parece ainda estar alguns anos atrasado com relação ao resto do mundo. Enquanto a oitava geração de videogames (formada por Xbox One, PS4 e Wii U) chega perto de seu quarto aniversário, o console mais popular no País é o Xbox 360, utilizado por 44,2% dos jogadores desse tipo de plataforma, seguido pelo PlayStation 3 (29,2%) e Playstation 2 (26,5%) – os três videogames foram lançados há mais de uma década.

Isso não quer dizer, porém, que o brasileiro não queira migrar para a nova geração de consoles: em termos de preferência, o PlayStation 4 passou o Xbox 360 pela primeira vez, e é o favorito de 30,7% dos jogadores entrevistados; já o videogame da Microsoft ficou em segundo lugar, com 28,6%. Outra característica marcante é que 47,9% dos jogadores brasileiros costuma comprar jogos usados, mais baratos. Entre os gêneros favoritos, estão Ação e Aventura (44,3%), Tiro (31,5%) e Esportes (23,8%).

Pokémon Go. A pesquisa Game Brasil também mediu o impacto de Pokémon Go, uma das principais sensações do mundo dos games em 2016: 97,6% dos entrevistados disseram já ter ouvido falar no jogo, e 48,8% deles jogaram o game – em sua maioria, jovens de 16 a 24 anos. No entanto, a pesquisa mostra que o game pode ter sido mesmo uma onda passageira: entre as pessoas que jogaram Pokémon Go, apenas 23,7% continuam na captura das criaturas.

Atari será relançado no Brasil com 101 jogos na memória

1490198663124.jpgA nova versão do Atari 2006 possui jogos como Space Invaders, Front Line e Polaris


Aproveitando a onda de nostalgia nos videogames, a Tectoy lançou nesta quarta-feira, 22, uma nova versão do clássico videogame Atari 2006 no Brasil. Com o nome de Flashback 7, o novo console,  que já está disponível em lojas virtuais do varejo, pode ser encontrado por até R$ 500 — nos Estados Unidos, o mesmo produto está sendo vendido por cerca de US$ 40 (o equivalente, em cotação atual, a cerca de R$ 125).

De acordo com a fabricante, o aparelho possui 101 jogos em sua memória, incluindo clássicos que marcaram os anos 1980, como Space Invaders, Front Line, Polaris e Frogger, feitos para o Atari 2600. Infelizmente, no entanto, não será possível inserir mais jogos no console.

O aparelho, que é produzido na fábrica da Tectoy em Manaus, ainda conta com design que remete ao clássico videogame dos anos 1980, como estrutura na cor preta, detalhes que imitam madeira e os icônicos joysticks com fio.

O Atari Flashback 7 remete à primeira versão de 8 bits do Atari, aquele que foi lançado em 1977 nos EUA e que chegou ao Brasil em 1983”, relembra o presidente executivo da Tectoy, Tomas Diettrich, por meio de nota.

Nostalgia. O lançamento é mais uma aposta da Tectoy na nostalgia: no ano passado, a empresa disse que está trabalhando em uma nova versão do Mega Drive, console da Sega que a empresa brasileira fabricou e vendeu no País entre os anos 1980 e 2000. O aparelho deve ser lançado em junho e também terá jogos na memória.

A Tectoy, porém, não é a única a aproveitar a onda de nostalgia. No ano passado, a Nintendo lançou uma versão remasterizada do Nintendo Entertainment System (NES), seu primeiro videogame, de 1983. O aparelho chegou ao mercado norte-americano em novembro por US$ 60, com 30 jogos na memória – incluindo títulos como Super Mario Bros, The Legend of Zelda, Donkey Kong e Final Fantasy. [Link]