Criadora de Pokémon Go, Niantic recebe US$ 245 mi em aportes

Empresa está avaliada em cerca de US$ 4 bilhões e hoje trabalha em novo jogo do bruxo Harry Potter
Por Agências – Reuters

Pokémon Go

O estúdio responsável pelo hit dos celulares Pokémon Go, a Niantic, disse nesta quarta-feira, 16, que recebeu US$ 245 milhões em uma nova rodada de financiamento, liderada pelo fundo IVP. Com os aportes, a empresa está avaliada em cerca de US$ 4 bilhões. 

A terceira rodada de financiamento da empresa também teve participantes dos fundos aXiomatic Gaming, Battery Ventures, Causeway Media Partners, CRV, and Samsung Ventures, disse a empresa. Hoje, a Niantic trabalha em parceria com a Warner para desenvolver um novo jogo de realidade aumentada, dessa vez inspirado no universo do bruxo Harry Potter. 

No game, que usará locações da vida real, da mesma forma que Pokémon Go, os jogadores poderão fingir que são bruxos e soltar feitiços por aí. Fundada em 2015, a Niantic nasceu dentro do Google e foi fundada pelo veterano da empresa de buscadores John Hanke, que comandou a divisão de mapas da gigante americana.

“É uma rara oportunidade de se unir a uma empresa que já tem lucro hoje”, disse Sandy Miller, do fundo IVP. “É por isso que estamos empolgados com a Niantic.”

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Amazon quer lançar a ‘Netflix dos games’, diz site The Information

Streaming de games deve ter em breve competição entre Google, Microsoft e Nvidia

Amazon estaria trabalhando ems erviço de streaming de games

Líder do varejo online e de serviços em nuvem, a Amazon tem um novo alvo: o mercado de games. A empresa está desenvolvendo um novo serviço de streaming de jogos, algo nos moldes do que a Sony já oferece com PlayStation Now, segundo o site The Information.

Isso colocaria a empresa numa competição que deve incluir em breve Google, Microsoft e Nvidia. No momento, a Amazon estaria conversando estúdios de games interessados em distribuir seus títulos. O serviço dispensaria consoles, mídia física e download de jogos. Seria uma espécie de Netflix dos jogos. 

O novo serviço seria mais um tentáculo da empresa de Jeff Bezos em serviços que dependem da nuvem – ela já oferece filmes, programas de TV e música. Além disso, assinantes do Amazon Prime já tem acesso ao Twich Prime, serviço que mensalmente garante jogos gratuitos e itens digitais nos jogos.

Além disso, a Amazon possui infraestrutura invejável de servidores e centros de dados, essenciais para um serviço de streaming confiável. A divisão de nuvem da Amazon tem 40% do mercado global, segundo a consultoria Trefis, além de ser responsável por 56% do lucro operacional da empresa. 

Não existe data para o lançamento do serviço – a Amazon nem confirma a sua existência. Porém, o próprio site da companhia anuncia vagas de trabalho na área. Na descrição, um dos anúncio diz que procura alguém para ser a “liderança técnica” que criará a fundação de negócio de jogos AAA ainda não anunciado.

A novidade chega na semana que em que Jeff Bezos tornou público o seu divórcio, o que causou apreensão no mercado. Analistas temem que ele se afaste da empresa, o que poderia derrubar as ações da empresa que nesta semana se tornou a mais valiosa do mundo.   

Playstation 4 atinge marca de 91,6 milhões de unidades vendidas

A marca coloca o console no caminho para ser tornar um dos videogames mais vendidos da história

PS4 já vendeu 91,6 milhões de unidades

A Sony revelou uma marca importante para o Playstation 4: o console vendeu globalmente 91,6 milhões de cópias desde o seu lançamento. Em julho de 2018, o número de unidades vendidas era de 82 milhões. 

A marca coloca o console no caminho para ser tornar um dos videogames mais vendidos da história. O topo do ranking é ocupado por Nintendo DS (154 milhões de unidades vendidas), Playstation 2 (152 milhões) e Game Boy/Game Boy Color (118,7). O PS4 já superou o seu antecessor, o PS3, que teve 84 milhões de unidades vendidas. 

As vendas de final de ano foram significativas: 5,6 unidades. Com alguns exclusivos de destaque, como God of War, a Sony destacou Marve’s Spider-Man, que desde o lançamento, em setembro de 2018 , vendeu 9 milhões de cópias. 

Nintendo anuncia fim da fabricação de NES Classic e SNES Classic

Modelos chegaram a vender 10 milhões de unidades desde que foram lançados no mercado, em 2016

Versão de modelo clássico foi lançado no mercado em 2016

Os dois consoles nostálgicos da Nintendo – o NES Classic e o SNES Classic – não serão mais fabricados. A empresa anunciou que, ao fim deste ano, os estoques dos dois modelos não serão mais repostos e que usuários precisarão adotar um novo console para jogar os clássicos.

A empresa divulgou que, pelo menos para as Américas, não há mais previsão de fabricação dos consoles. Para jogar Donkey Kong, The Legend of Zelda e Super Mario Bros, por exemplo, seria necessário adquirir o Switch Online, o novo carro-chefe da companhia.

Parece que não é por falta de procura que a Nintendo deixará os dois modelos de fora. Ambos venderam 10 milhões de unidades no mundo desde 2016, quando foram lançados. Aqui, os modelos chegaram a ser vendidos por R$ 1 mil.

Apesar da desistência, há indícios de que Nintendo irá apostar no relançamento de outros consoles clássicos. Um modelo que estaria na mira da empresa é o Nintendo 64 Classic, mas sem data de lançamento e estimativa de preço.

Esta também não será a primeira vez que a Nintendo “mata” a versão NES Classic. O console deixou de ser fabricado em abril de 2017, com o lançamento do Switch. O modelo só voltou às prateleiras em junho de 2018, quando foi relançado no mercado de games.

Criadora do Pokémon Go deve valer US$ 3,9 bilhões após investimento, diz Wall Street Journal

Segundo o Wall Street Journal, a Niantic está perto de levantar US$ 200 milhões em uma nova rodada de investimento

John Hanke é o criador do jogo Pokémon Go

A Niantic, criadora do jogo Pokémon Go, está no processo de uma rodada de investimento que pode levar a empresa a valer US$ 3,9 bilhões. A informação é do Wall Street Journal, que conversou com pessoas familiarizadas com o assunto. Desde 2016, o aplicativo do Pokémon foi baixado mais de 800 milhões de vezes, segundo a Niantic, sendo que este ano, no período de março a setembro, o jogo teve um crescimento de 35% em usuários ativos. 

De acordo com a reportagem, o investimento terá valor de US$ 200 milhões e será liderado pela empresa de capital de risco IVP, com participação da Samsung e da aXiomatic Gaming. 

Não seria a primeira vez que a Niantic recebe um investimento desse tamanho. Em novembro do ano passado, a criadora de Pokémon Go levantou US$ 200 milhões em investimento, enquanto se preparava para lançar um jogo baseado no mundo do Harry Potter. A rodada foi liderada pela empresa de capital de risco Spark Capital, e foi inicialmente noticiada pelo Wall Street Journal.

Call of Duty: Black Ops 4 privilegia battle royale e se sai bem

Decisão ousada de abandonar modo história acaba por renovar jogo de tiro e diferenciá-lo de rivais, como Battlefield; game também ficou mais difícil para jogadores casuais
Por Murillo Ferrari – O Estado de S. Paulo

CoD:BO4 investiu na última sensação dos jogos do gênero: o modo Battle Royale

Call of Duty: Black Ops 4, lançado em outubro pela Activision, é a mais nova e, possivelmente, mais ousada versão da popular franquia de jogos de tiro em primeira pessoa dos últimos anos. Isso porque o estúdio californiano Treyarch, que desenvolveu CoD:BO4, abriu mão do tradicional modo história para investir tempo e recursos na última sensação dos jogos do gênero: o modo Battle Royale – aqui batizado de Blackout. Popular em jogos como PUBG e Fortnite, é aquele gênero em que vence o jogador ou a equipe que sobreviver em uma arena com até cem adversários.

E é justamente essa ousadia que faz deste Call of Duty um bom jogo, com potencial para ser jogado por centenas de horas, com um único objetivo para voltar para a frente da tela: tentar ser, ao menos uma vez, o vencedor no Blackout.

Apesar de só ter um mapa de disputa para esse modo de jogo, ele é vasto, conta com regiões totalmente distintas umas das outras – do ponto de vista geográfico e também nas estratégias de jogo em cada uma delas – e foi criado com uma enorme riqueza de detalhes. Há diversas áreas: de um porto, passando por um grande complexo industrial e áreas residenciais, até uma represa e sua barragem. Algumas dessas áreas, vale dizer, são releituras de mapas favoritos dos fãs dos jogos anteriores da série.

Uma dica para os iniciantes no universo dos jogos Battle Royale é que nem sempre se envolver em grandes tiroteios é a melhor estratégia para ser o vencedor em Blackout. Pode soar estranho em um jogo que é, essencialmente, um simulador de confrontos armados mas, pela primeira vez, o objetivo aqui não é matar a maior quantidade de jogadores possível, mas sobreviver. Os zumbis – que continuam presentes em um modo de jogo dedicado (leia mais abaixo) – também estão presentes no Blackout e podem acabar com os jogadores mais desatentos em algumas áreas do mapa.

Se por um lado o modo Blackout de CoD:BO4 tem vida própria e coloca muitas das características da franquia – como o ritmo de jogo, a fidelidade visual e sonora das armas (que foram rebalanceadas neste modo de jogo), entre outros, em uma nova forma de jogo, por outro é inegável a semelhança com vários aspectos dos outros dois jogos que dominam o gênero Battle Royale: Fortnite e Playerunknown’s Battlegrounds (PUBG).

Assim como nos concorrentes, todas as partidas começam em um avião, a partir do qual o jogador usa uma espécie de paraquedas para escolher a área do mapa que vai explorar. Todos os competidores começam sem qualquer arma e precisam avançar pelo cenário para coletar equipamentos.

Outro aspecto parecido é o fato de o modo Blackout poder ser jogado de forma individual, em dupla ou com um esquadrão de quatro pessoas – essa última, aliás, é a forma mais divertida, interessante e fácil de experimentar o jogo, mesmo para quem não gosta muito ou não está acostumado a jogar partidas multijogador online.

Jogar com um esquadrão de amigos é a forma mais divertida, interessante e fácil de experimentar o jogo

Isso porque com mais 3 pessoas – que podem ser seus amigos ou pessoas escolhidas de forma automática pelo jogo – é possível explorar uma área maior do mapa. Além disso, quando necessário, se torna viável enfrentar os adversários de forma estratégica, utilizando veículos, por exemplo, em vez de partir para uma troca de tiros frenética. Também é bom lembrar que é preciso que um membro do esquadrão chegue vivo ao final para que todos saiam vencedores, o que aumenta, na maioria das vezes, o tempo médio das partidas.

Já uma diferença, talvez a de mais destaque, em relação aos outros jogos é o fato de Blackout ser jogado o tempo inteiro em primeira pessoa – nos outros, é possível alternar a visão para uma câmera em terceira pessoa. Uma crítica necessária, no entanto, é a quase inexistente possibilidade de personalizar o personagem com o qual jogamos. Atualmente, os jogadores podem escolher apenas entre três avatares masculinos e três femininos, e algumas poucas opções de dogtags e de grafites, usados pelos jogadores para demarcar seu território no mapa. 

E o resto do jogo? Claro que a Activision e a Treyarch não se esqueceram dos jogadores que já são fãs da série e de suas formas tradicionais de se divertir. Está tudo aqui: o modo multijogador (incluindo a possibilidade de jogo local, sem internet), com mais de uma dúzia de mapas muito bem ambientados, e vários modos de jogo, como mata-mata em equipe, controle, assalto, contra todos, baixa confirmada, localizar e destruir, dominação e zona de conflito.

Assim como em jogos anteriores da série, antes do início das partidas é preciso escolher o especialista que será usado. Cada um deles tem uma arma primária e uma secundária exclusivas, além de um armamento especial único, que podem ser ativados de tempos em tempos. É possível personalizar as armas e equipamentos que serão utilizados.

Mudança: saúde não carrega mais automaticamente

Duas mudanças no modo tradicional multijogador em CoD:BO4 merecem destaque: a primeira é o fato de a saúde dos jogadores não recarregar mais automaticamente depois de alguns segundo sem sofrer dano. Agora, é preciso apertar um botão e esperar até o “remédio” fazer efeito para voltar à ação.

A segunda mudança é na efetividade dos disparos na hora de matar um oponente. Em comparação com jogos anteriores da série, é preciso acertar uma maior quantidade de tiros – exceto ao usar um fuzil de precisão (Sniper Rifle) ou uma escopeta (shotgun) – para derrotar um inimigo. Na prática, isso exige mais precisão e torna o jogo mais difícil para jogadores casuais. Por outro lado, a Activision mudou a forma como o jogo distribui os pontos pelas mortes e agora quem ajuda a matar um inimigo, ainda que não tenha dado o tiro final, também recebe parte da pontuação.

Vale destacar também o QG dos Especialistas, uma espécie de tutorial no qual os jogadores conhecem a história de cada um dos dez operadores disponíveis em CoD:BO4 por meio de cenas pré-renderizadas e de missões que são disputadas contra adversários controlados pela inteligência artificial do game – e isto é o mais perto que o jogo chega do modo história existente nas versões anteriores.

Como aqui também são apresentados os diferentes modos multijogador presentes no jogo, é interessante que os iniciantes completem todas as missões no QG dos Especialistas para se familiarizar com os controles e com o ritmo das partidas, o que pode ajudar a diminuir a curva de aprendizado na hora de jogar contra adversários reais.

Por fim, temos o modo zumbis, um dos favoritos dos fãs desde que foi incorporado à série em Call of Duty: World at War, em 2008. Em CoD:BO4, há três mapas para jogar contra adversários mortos-vivos, cada um deles com um conjunto básico de personagens e objetivos.

O primeiro, uma recriação de um cenário de Call of Duty: Black Ops 2, se passa em uma instalação militar. O segundo, em um coliseu durante uma luta de gladiadores e o terceiro, a bordo do Titanic, momentos depois de o navio atingir o iceberg que selou seu destino.

No começo, apenas uma pequena parte de cada mapa está disponível. Para progredir, é preciso acumular pontos (com a morte dos zumbis) e liberar novas áreas. Esses pontos também são usados para comprar novas (e melhores) armas para enfrentar os inimigos. É possível jogar o modo zumbis sozinho, em modo multijogador (online e local) e com parceiros controlados pelo próprio jogo.

Vale a pena?  Ao contrário de seu principal concorrente, a série Battlefield, que investiu no storytelling em seus últimos jogos, CoD:BO4 preferiu se ancorar na nova tendência e investir pesado nela para ganhar novos públicos. Com os modos clássicos de multijogador e de zumbies ligeiramente refinados, também não deixa de agradar aos jogadores de longa data – e no QG de Especialistas faz um aceno aos saudosistas desapontados com a falta de uma campanha offline.  Foi um movimento corajoso e que, no fim das contas, deve trazer mais frutos do que críticas para a Activision e para a série em si.C

Call of Duty: Black Ops 4
Desenvolvedora: Treyarch Studios
Plataformas: PC, Xbox One e PlayStation 4
Preço: R$ 229,00
Já disponível no Brasil

Xbox One deve ganhar versão mais barata sem entrada para discos no ano que vem

Os dias do disco parecem mesmo ter ficado no passado. Vários notebooks hoje vêm sem entrada de DVD, e é muito difícil encontrar quem compre ou alugue DVDs de filmes. Em breve, eles podem começar a dar adeus também aos videogames. Segundo fontes ouvidas pelo Thurrott, especializado em assuntos da Microsoft, a companhia planeja lançar um Xbox sem entrada para discos.

O motivo, como você pode imaginar, é simples: reduzir custos. A matéria do Thurrott fala em cortar pelo menos US$ 100 do preço do console — assim, o Xbox que hoje sai por US$ 299 nos EUA ficaria por US$ 200 ou até menos do que isso. Ele não deve ser o único modelo mais barato: a reportagem também fala em um novo Xbox One S mais barato, mas ainda com entrada para discos, pois a Microsoft quer agir com cautela e não desagradar os consumidores que ainda preferem jogos em mídias físicas.

Para quem tem muitos discos e obviamente quer continuar jogando esses jogos na nova versão do console, a Microsoft estaria preparando um programa de troca: você leva os games físicos a uma loja e recebe a versão digital para baixar na sua casa.

De acordo com as fontes ouvidas pelo site, o Xbox sem entrada para disco deve chegar às lojas no segundo trimestre de 2019. [Giovanni Santa Rosa]

[Thurrott]