Google Stadia: ‘Netflix dos games’ do Google estreia em novembro e terá mensalidade de US$ 10

No catálogo do Google Stadia estão Doom, Assassin’s Creed Odyssey,The Division 2, Destiny 2 e a trilogia de Tomb Raider
Por Bruno Romani – O Estado de S. Paulo

Google revelou nesta quinta, 6, o preço do serviço de streaming de games Stadia 

Anunciado em março, o Stadia, novo serviço de streaming de games do Google, terá assinatura mensal de US$ 9,99 e fará sua estreia nos EUA e outros 13 países no próximo mês de novembro – a lista não inclui o Brasil. Pelo valor, o jogador terá acesso maior ao catálogo do serviço, todos em resolução 4K e 60 quadros por segundo – alguns títulos, porém, terão que ser comprados separadamente. Farão parte do menu Mortal Kombat 11, Assassin’s Creed Odyssey, Division 2, Destiny 2 e a trilogia de Tomb Raider. 

O Google mostrou ainda uma estratégia agressiva e anunciou que o serviço terá um modelo gratuito de acesso à plataforma mas, nesse caso, os jogos terão resolução de ​1.080p. Para alguns jogadores, essa deverá ser a melhor opção, já que o Google afirma que a conexão mínima para o bom funcionamento do serviço é 10 Mbps – ao testar o Stadia em maio passado, o Estado alertou para as armadilhas da conexão. Nessas condições, a resolução cai para 720p. Para jogar em resolução máxima, do pacote Premium, é necessária conexão de 35 Mbps. A versão gratuita do Stadia deve estrear em 2020.

A ideia do Stadia é que jogadores desfrutem de games com qualidade de console em qualquer tela, do celular à TV, passando pelo PC, e com qualquer controle, desde que estejam conectados à internet. O processamento será todo feito na nuvem do Google. Nos celulares, o serviço estará disponível no Pixel 3 e no recém-lançado Pixel 3a, mas a empresa diz que aumentará a lista de smartphones compatíveis. Para jogar, basta acessar o Google Chrome ou o app, no caso dos celulares. 

Haverá também um pacote especial à venda, o Stadia Founder’s Edition, que custará US$ 129  e incluirá um Chromecast Ultra, o controle Stadia Controller, uma cópia de Destiny 2 e três meses de assinatura. Além disso, permitirá um passe de três meses para um amigo, comprar um segundo Stadia Controller por US$ 69 e garantir seu nome de usuário na plataforma antes de outros jogadores. Ele já está em pré-venda. 

O Stadia Controller traz dois botões curiosos: um deles é o de captura, que permitirá ao jogador gravar e transmitir imagens de sua partida pelo YouTube. Outro, com o símbolo do assistente de voz Google Assistant, habilitará um microfone para que o jogador, por exemplo, possa pedir ajuda à inteligência artificial da gigante de buscas para superar uma fase específica ou aprender um novo comando dentro dos games. Quando isso acontecer, o assistente vai procurar um vídeo específico no YouTube, com o trecho exato da partida que o jogador estiver, para sanar suas dúvidas. 

O catálogo inicial terá pelo menos 31 jogos. São eles: Dragon Ball Xenoverse 2, DOOM Eternal, DOOM 2016, Rage 2, The Elder Scrolls Online, Wolfenstein: Youngblood, Destiny 2, Get Packed (exclusivo), GRID, Metro Exodus, Thumper, Farming Simulator 19, Baldur’s Gate 3, Power Rangers: Battle for the Grid, Football Manager, Samurai Shodown, Final Fantasy XV, Tomb Raider Definitive Edition, Rise of the Tomb Raider, Shadow of the Tomb Raider, NBA 2K, Borderlands 3, Gylt (exclusivo), Mortal Kombat 11, Darksiders Genesis, Assassin’s Creed Odyssey, Just Dance, Tom Clancy’s Ghost Recon Breakpoint, Tom Clancy’s The Division 2, Trials Rising, The Crew 2. 

Electronic Arts, Capcom e Rockstar também terão títulos, mas ainda não revelaram quais serão. 

Pokémon Go não terá mais suporte para ser usado no Apple Watch

Novidade foi anunciada pela criadora Niantic; funcionalidade poderá ser utilizada até 30 de junho

Pokémon Go foi o primeiro grande jogo a usar a tecnologia de realidade aumentada no mundo

Criadora do Pokémon GO, a Niantic anunciou que não vai mais atualizar sua versão do jogo para Apple Watch. A última mudança deve acontecer no fim do mês de junho, após essa data, os jogadores não poderão conectar mais seu Apple Watch ao seu aplicativo no iPhone

A empresa anunciou o aplicativo em setembro de 2016, lançando a funcionalidade meses depois. A novidade não permitia aos usuários jogarem o jogo inteiro em seus relógios – eles se conectavam ao telefone e mostravam a distância que precisavam  caminhar antes de chocar um ovo, mostrar quantos pontos de experiência haviam ganhado e os alertavam quando um pokémon ou pokéstop estava próximo .

De acordo com a empresa, o aplicativo Watch está sendo desativado porque introduziu o Adventure Sync no ano passado – um recurso que rastreava as etapas de um jogador em segundo plano, algo que o aplicativo Watch fazia. “Os treinadores não terão mais que dividir seu jogo entre dois dispositivos”, escreve Niantic.

Na última semana, a Pokémon Company anunciou que está criando um novo dispositivo para monitorar o sono dos jogadores. O aparelho, cujos detalhes ainda não foram divulgados, está sendo construído em parceria com Nintendo. A novidade será útil no novo aplicativo que está sendo construído pelas dyas empresas – o Pokémon Sleep, a ser lançado em 2020.

Microsoft vai lançar Game Pass, seu ‘Netflix dos games’, nos PCs

Xbox Game Pass nos computadores terá jogos de marcas como Bethesda, Sega, Devolver Digital e estúdios da própria Microsoft

Empresa deve dar mais detalhes sobre o projeto em sua apresentação na E3

Notícia boa para quem gosta de jogar no computador: a Microsoft anunciou nesta quinta-feira, 30, que vai levar o Game Pass, seu serviço de biblioteca de jogos (quase como uma Netflix dos games) para os PCs. Hoje disponível no Xbox, com assinatura de R$ 30 ao mês aqui no Brasil, o serviço “pra quem joga com mouse e teclado” deverá ter cerca de 100 títulos, incluindo produções de empresas como Bethesda, Sega, Devolver e os estúdios da própria Microsoft. 

Em comunicado publicado nesta quinta-feira, 30, a empresa prometeu divulgar mais detalhes sobre o serviço em sua apresentação na E3, no próximo dia 9 de junho. Já se sabe, porém, que além da biblioteca de jogos, os assinantes também receberão descontos de até 20% na compra de outros na Microsoft Store, a loja oficial de games da empresa. 

Boa parte dos títulos, vale dizer, já está disponível nos PCs por conta do Play Anywhere, iniciativa da Microsoft que permite que seus jogos exclusivos do Xbox também sejam lançados para computadores, na mesma data – quem compra o conteúdo em uma plataforma recebe o mesmo jogo de graça na outra.

Além disso, a empresa anunciou que vai oferecer games de seus estúdios  – como Halo ou Age of Empires – na loja Steam, adotando uma postura holística. “Os jogadores devem poder escolher onde compram seus jogos”, disse Phil Spencer, o líder da área de Xbox dentro da Microsoft. 

Panic anuncia novo videogame com manivela parecido com Game Boy

Dispositivo tem tela preto e branco, sem luz no fundo; a manivela funciona como uma opção de controle do jogo

No primeiro momento, o Playdate será vendido apenas na versão amarela e com jogos próprios

A empresa de software Panic, anunciou nesta semana um novo jogo que usa manivela para controlar os personagens. O dispositivo amarelo, chamado Playdate, parece um tradicional Game Boy com tela preto e branco, e terá alguns jogos indies desenvolvidos apenas para o aparelho.

A ideia, de acordo com a empresa, é criar um dispositivo diferente do mundo dos videogames. “A cor amarela fez o Playdate parecer acessível, amigável e impossível de resistir”, disse Cabel Sasser, co-fundador da empresa em entrevista ao site The Verge.

O hardware é bem pequeno: mede 74 x 76 e 9mm com uma tela de 2,7 polegadas e se assemelha a um iPod Nano. O dispositivo possui uma tela em preto e branco, sem luz de fundo, dois botões e uma manivela encaixada na lateral do vídeo, que funciona como uma opção de controle do jogo.

O aparelho também tem Wi-Fi, Bluetooth, USB-C e um fone de ouvido. O jogo é executado em um sistema operacional personalizado criado pela Panic, e possui uma bateria que recarrega com a porta USB-C.

Outra diferença do Game Boy, é que em vez de comprar cartuchos ou downloads de jogos, o jogador terá acesso ao que o Panic está chamando de “temporada” de jogos. Isso significa que 12 títulos, cada um projetado especificamente para o Playdate, serão lançados com o tempo. Quando você ligar o dispositivo pela primeira vez, terá acesso a um jogo, e um novo será desbloqueado a cada semana depois disso.

O dispositivo deve começar a ser vendido no começo de 2020 e custará US$ 149. A pré-venda está prevista para acontecer até o fim deste ano.

Mulheres são maioria entre gamers, mas muitas se escondem para inibir machismo

Jogadoras relatam assédios e abusos em ambientes em que a misoginia impera. Há até quem use perfis masculinos para evitar xingamentos
Por Alice Cravo*, do O Globo

O mercado gamer é praticamente todo construído por homens, que a todo momento reafirmam o machismo por meio de personagens sexualizadas, burras ou submissas Foto: Arte de André Mello

“O seu lugar é na cozinha, então fique lá”.”Você só é boa para fazer sexo”. “Cala a boca, você é uma menina. Mulheres não podem falar”. “Direitos das mulheres não existem”. “Sua puta, sua prostituta”. “Você está exagerando como uma mulher”. Essas são algumas das frases que mulheres gamers escutam diariamente quando tentam ocupar o seu espaço em uma das maiores indústrias do mundo. E olha que, no Brasil, elas são 52,6% do público consumidor de jogos eletrônicos, segundo pesquisa de 2016 realizada pela agência de tecnologia interativa Sioux, a empresa de pesquisa especializada em consumo Blend New Research e a Game Lab, divisão da ESPM dedicada à experimentação e pesquisa de jogos.

A comunidade gamer é descrita como “tóxica” e mulheres contam que precisam esconder suas identidades para driblar os assédios e ataques machistas. Enquanto isso, outras decidem abandonar ou se afastar dos jogos. É o caso de Vanessa Nascimento, que há três anos abandonou o seu jogo preferido “League of Legends” (LOL), onde sofreu um episódio agressivo de machismo que a marcou. O motivo? O sinal da sua internet ficou ruim.

— Eu estava em uma partida com um amigo meu, que estava conectado comigo pelo Skype. Quando começou a partida, minutos depois, o sinal da minha internet ficou fraco, travando a partida. Eu perdi o controle do jogo. A única coisa que funcionava era o chat, onde não parava de subir mensagem — conta. — Até esse momento, ninguém sabia que eu era mulher, eu não usava o meu nome. De início, só falavam que eu não podia entrar no jogo se a minha internet estivesse ruim. O meu amigo tentou me defender e entregou que sou mulher. A partir daí, o nível dos ataques mudou. Até de crioula e macaca eu fui chamada, e olha que sou branca.

O LOL é um jogo multiplayer on-line. Isso significa que um jogador depende de outros para completar os objetivos. É considerado um dos maiores jogos on-line do mundo, com campeonatos próprios, e mobilizando muito dinheiro e pessoas.

Nas partidas, as mulheres costumam ser designadas à função de “suporte”, que é vista como secundária. Os suportes apoiam e auxiliam os jogadores com maior destaque nos jogos, como os de ataque e defesa.

— Eu achava que tinha que jogar como suporte porque essa é a parte da mulher no jogo. Com o tempo, eu comecei a questionar isso e fui evoluindo. As meninas têm muita capacidade, jogam até melhor do que os homens — relata Vanessa.

A função de “suporte”, não por acaso, tem ligação direta com a maneira como as mulheres são vistas pelos homens na sociedade. É o que ressalta Aline Pereira, editora de games do site Minas Nerds, uma plataforma dedicada ao trabalho da cultura pop pelo ponto de vista da mulher.

— Eles veem a gente como secundárias na vida e no jogo. As mulheres estão ali apenas para servir. O jogo é uma batalha deles, e nós devemos ficar ali para sermos acionadas em caso de necessidade. Se viramos protagonistas, logo somos atacadas — comenta Aline.

Em campeonatos de LOL, há um momento chamado “pick e ban”, quando uma equipe escolhe quais personagens do time adversário serão banidos da partida. Em fevereiro deste ano, durante um campeonato mundial na Rússia, uma equipe masculina decidiu banir somente os personagens do suporte, deduzindo que as posições estavam sendo ocupadas por mulheres. A equipe foi punida, mas isso não será suficiente para frear a misoginia na comunidade gamer.

É importante lembrar que as mulheres ainda não ocupam o espaço de criadoras — o total de jogos desenvolvidos por mulheres não chega a 10%, segundo a Women Up Games, empresa criada pela programadora Ariane Parra para incluir mulheres no mercado games. Isso significa que o universo dos games é praticamente todo construído por homens, que a todo momento reafirmam o machismo por meio de personagens sexualizadas, burras ou submissas. Acreditem, existem jogos nos quais uma mulher deve ser estuprada para que o jogador consiga completar a missão.

Além disso, elas não costumam ser convidadas para ocupar espaços nas mesas de discussões em fóruns, nem mesmo quando o assunto é o espaço e a representação das mulheres no mundo geek. Quando ganham a fala, é muito comum a presença de homens que a todo momento tentam testar seus conhecimentos e fazer com que a palestrante prove que “merece” estar ali.

O machismo nos jogos, segundo Aline, é mais direcionado. Nos games, o homem está envolvido nas emoções do jogo, que o tornam mais agressivo quando se sente “ameaçado”.

A maneira como meninos e meninas são tradicionalmente educados tem, em parte, a ver com esse cenário. Na nossa sociedade, homens são criados para serem dominantes, competitivos e vencedores. Enquanto isso, mulheres são educadas para serem femininas, donas de casa. Quando crianças, elas brincam com bonecas, enquanto eles se distraem com jogos de estratégia. Toda essa estrutura colabora para a criação de uma ideia coletiva de que a mulher não pertence ao ambiente dos jogos on-line e dos videogames, muito menos à posição de ataque. É o que comenta a psicóloga e jogadora Priscila Sartorelli:

— Quando as meninas começam a querer conquistar esses espaços, os meninos se sentem ameaçados. Eles querem fazer o que foram treinados para fazer: serem melhores que a mulher, reafirmarem o domínio do ambiente. O machismo é uma maneira de tentar fazer isso — afirma Priscila. — Eu já ouvi coisas cruéis, como “mulher só serve para atrapalhar”, e outras que nos diminuem e expulsam. Há misoginia e machismo em todo o mundo gamer.

Para Priscila, a proteção da tela do computador colabora para uma maior agressividade dentro do ambiente dos jogos. O usuário tem a opção de trocar o nome do perfil quantas vezes quiser, sendo quase impossível rastrear e punir os agressores. Isso torna mais fácil a proliferação dos chamados Incels (Involuntary celibates = celibatários involuntários), um perfil comum nos ambientes de jogos on-line. Trata-se, na maioria dos casos, do nerd tóxico, ou seja, homens completamente desinteressantes, viciados em games ou quadrinhos, que insultam, perseguem e ameaçam mulheres nerds. Eles acreditam que merecem mais do que recebem delas.

— A internet ainda é vista como terra de ninguém. As pessoas acham que ali estão protegidas, que podem fazer o que quiserem e que não serão punidas. Ao vivo, muitas vezes, a coragem para dizer essas crueldades não aparece, o agressor fica com medo de ser revelado e banido. No jogo, é só você mudar o seu perfil e pronto: ninguém sabe que você é você — explica Priscila.

Minecraft Earth é o game de realidade aumentada da série da Mojang

Anunciado nesta sexta-feira, meta do jogo é fazer jogadores usarem blocos e interagirem no mundo real, com ajuda de seus celulares; lançamento oficial ainda não está previsto

Jogar Minecraft no mundo real, interagindo com blocos virtuais pela tela do celular: essa é a ideia por trás de Minecraft Earth, novo game de realidade aumentada da série da Mojang, estúdio que criou o jogo em 2009 e hoje é de propriedade da Microsoft. Anunciado nesta sexta-feira, 17, Minecraft Earth terá seus primeiros testes realizados no segundo semestre deste ano; o lançamento oficial, porém, ainda não tem data para acontecer. 

Minecraft Earth estará disponível gratuitamente para iPhone e Android, promete a Microsoft – já a forma de monetização do jogo não foi definida. Uma vez que o game será gratuito, é bastante possível esperar que a empresa fature vendendo itens dentro do jogo, com microtransações. O anúncio acontece na semana em que Minecraft está completando 10 anos de existência no mercado – e para a Microsoft, o jogo promete quebrar barreiras. 

“Minecraft Earth promete quebrar um dogma da computação: a ideia de que uma pessoa usa um único dispositivo para criar uma única experiência”, disse o engenheiro brasileiro Alex Kipman, participante do projeto, ao site americano The Verge. “Com Minecraft Earth, o conteúdo está no mundo real.” Isso significa que os jogadores poderão interagir para, juntos, usarem blocos para fazer prédios virtuais ao lado de edifícios reais, por exemplo. Outra possibilidade é um jogador “roubar” os blocos de outro que está perto de si – mas os dois estarão próximos no mundo real, o que trará uma dinâmica “divertida” à ética do jogo. 

De acordo com o time da Microsoft, o jogo usa a realidade para basear suas locações: lagos e rios, por exemplo, serão lugares onde os jogadores poderão pescar dentro de Minecraft Earth. Em parques, haverá árvores, que podem ser usadas como recursos para construção – da mesma forma como no jogo. 

No entanto, é um desafio para a Microsoft saber como isso será processado com milhares ou milhões de jogadores curtindo o jogo juntos. Vale lembrar que, há três anos, Pokémon Go provocou balbúrdia em grandes cidades com uma dinâmica parecida – ao The Verge, a Microsoft disse que terá sistemas para evitar que o jogo virtual cause estragos no mundo real, invadindo museus ou propriedades privadas, por exemplo. 

Sony e Microsoft se aliam para aprimorar serviços de jogos na nuvem

Iniciativa conjunta das empresas chega depois de o Google anunciar a entrada no setor de jogos, ao anunciar o Stadia
Por EFE

Microsoft e Sony: aliança estratégica visa “oferecer experiências melhores de entretenimento para os clientes de todo mundo” (Mike Blake/Reuters)

Tóquio – A Sony e a Microsoft anunciaram nesta sexta-feira (17) uma aliança histórica para aprimorar os serviços de jogos na nuvem, setor no qual as empresas são rivais.

O memorado de entendimento assinado pelas duas companhias afirma que elas se comprometem a “explorar o desenvolvimento conjunto de soluções na nuvem”, com o objetivo de “apoiar os respectivos serviços de jogos e streaming”.

A aliança estratégica visa “oferecer experiências melhores de entretenimento para os clientes de todo mundo”. Além dos serviços na nuvem, as duas empresas vão colaborar no desenvolvimento de chip semicondutores e de sensores inteligentes de imagem.

Desta forma, a ideia é combinar o potencial dos dispositivos de imagem da Sony, que produz o PlayStation, com a tecnologia de inteligência artificial da plataforma Azure, da Microsoft, dona do Xbox, para dar aos clientes opções mais amplas.

O executivo-chefe da Sony, Kenichiro Yoshida, afirmou que a aliança contribuirá para o avanço cos “conteúdos interativos”.

Já o diretor-executivo da Microsoft, Satya Nadella, elogiou a liderança tecnológica da Sony no setor e afirmou que a aliança será construída sobre essa história de inovação da concorrente.

A iniciativa conjunta de Sony e Microsoft chega depois de o Google anunciar a entrada no setor de jogos, ao anunciar o Stadia, um serviço de streaming de games.

A Apple também quer entrar neste mercado e apresentou brevemente em sua última conferência o Arcade, um plano de assinatura com jogos para iPhones, iPads e Macs.