Apple Arcade: serviço de assinatura de games chega no 2º semestre

Empresa anunciou pacote para suas plataformas com 100 jogos exclusivos para suas plataformas; proposta é semelhante à do Xbox Game Pass, da Microsoft

A Apple anunciou seu serviço de assinatura de games, o Arcade

Apple anunciou nesta segunda-feira, 25, que terá um serviço próprio de assinatura de games. Chamado de Apple Arcade, ele terá 100 jogos exclusivos para as plataformas da empresa, como iPhone, iPad Apple TV e Macs – os usuários poderão começar uma partida em um dispositivo e continuá-la no outro, de onde parou. O serviço será lançado em 150 países no segundo semestre, mas ainda não tem preço definido. A Apple ainda não confirmou se o Brasil estará na lista dos países que receberá o Arcade. 

A empresa demonstrou alguns dos nomes que estarão presentes em seu serviço: jogos de empresas como Sega, Konami, Cartoon Network, Annapurna Interactive (de Florence) ou Lego estarão presentes no serviço. Will Wright, criador da série de games SimCity, está fazendo um jogo para o Apple Arcade. Hironobu Sakaguchi, um dos criadores da franquia Final Fantasy, também apareceu no vídeo de lançamento. 

A Apple disse ainda que pretende financiar o desenvolvimento de jogos exclusivos para a nova plataforma – os jogos presentes nela não estarão à venda na loja de aplicativos App Store. Todos os jogos serão livres de anúncios, terão atualizações gratuitas e poderão ser jogados offline, sem conexão à internet. 

O Apple Arcade é um serviço que é bastante semelhante ao Xbox Game Pass, hoje já presente no Xbox, da Microsoft. Por uma assinatura mensal de R$ 30, os jogadores podem baixar e testar quantos jogos quiserem ao mesmo tempo – a diferença é que a maioria dos games presentes no catálogo do serviço não são exclusivos do Xbox. 

Lançar um pacote de games por assinatura é um serviço que faz bastante sentido para a Apple: hoje, a maior parte dos downloads de aplicativos em sua loja oficial para o iPhone é da área de jogos eletrônicos. Segundo a própria empresa, hoje há 300 mil jogos disponíveis para download na App Store, sendo que eles já foram baixados 1 bilhão de vezes desde a criação da loja, há dez anos. 

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Empresa de jogos eletrônicos EA demite 350 funcionários

A EA disse em comunicado que está focada em aumentar a qualidade de seus serviços; demissão representa cerca de 4% da equipe da empresa

A EA tem 9 mil funcionários ao redor do mundo

A empresa de jogos eletrônicos EA confirmou a demissão de 350 funcionários ao redor do mundo, principalmente dos setores de marketing e mídia. A informação foi inicialmente publicada no site especializado em jogos Kotaku, que teve acesso a um e-mail enviado pelo presidente executivo da empresa, Andrew Wilson. 

Ao todo, a empresa tem 9 mil funcionários – a demissão por tanto, corresponde a cerca de 4% da equipe. Em comunicado, a EA afirmou que está dando “passos importantes como companhia para enfrentar desafios”. A empresa disse também que está focada em aumentar a qualidade de seus serviços. 

A EA afirmou que as demissões irão diminuir a presença da empresa no Japão e na Rússia. Uma reportagem da revista japonesa Famitsu informou que a EA fechou completamente seu escritório no Japão.

A empresa não é a única do setor que enfrenta dificuldades: em fevereiro, a Activision Blizzard, rival da EA na indústria de jogos eletrônicos, também anunciou um corte de 800 funcionários. 

Cuphead vai chegar ao Nintendo Switch em abril

A empresa revelou uma lista extensa de novos jogos indie para o console, feitos por desenvolvedores independentes

Lançado em 2017, o Cuphead era um jogo exclusivo da Microsoft

O jogo Cuphead chegará em breve ao Nintendo Switch. A informação foi confirmada pela empresa japonesa nesta quarta-feira, 20. Ela também revelou uma lista extensa de novos jogos indie, feitos por desenvolvedores independentes, para o console.Cuphead chegará ao Switch no dia 18 de abril.

Lançado em 2017, Cuphead era um jogo exclusivo da Microsoft. No anúncio desta quarta-feira, a Nintendo agradeceu aos colegas da Microsoft por tornar possível o suporte do game no Switch. 

A Microsoft anunciou que vai implementar o serviço de jogos online Xbox Live no Switch e Cuphead vai ser usado nessa transição. 

Também compõem a lista de novidades os jogos Cadence of Hyrule, ligado à franquia Zelda, e o terceiro game da série Stranger Things.

Confira a lista completa:

Cuphead
Overland
My Friend Pedro
Neo Cab
The Red Lantern
Dark Wood
Katana Zero
Rad
Creature in the Well
Blood Roots
Pine
Vlambeer
Swimsanity
Blaster Master Zero 2
Stranger Things 3
Cadence of Hyrule

Serviço de streaming de games do Google, Stadia pode revolucionar mercado

Ainda sem data para chegar ao Brasil, plataforma permite que jogador utilize qualquer tela e controle para desfrutar games de alto desempenho; sistema ainda não tem modelo de negócios definido
Por Bruno Capelas – O Estado de S. Paulo

Phil Harrison, vice-presidente de games do Google, apresenta o Stadia: jogatina em múltiplas telas

“O futuro dos games não está mais numa caixa, mas sim num lugar”: foi assim que o Google apresentou ao mundo nesta terça-feira, 19, o Stadia, seu novo serviço de games. Com ajuda de sua infraestrutura de processamento na nuvem, a gigante americana vai permitir, até o fim deste ano, que os jogadores desfrutem de inúmeros games em qualquer tela, do celular à TV, passando pelo PC, e com qualquer controle, desde que estejam conectados à internet. Se funcionar, a ideia pode acabar com um dos mercados mais tradicionais do mundo do entretenimento: a venda de consoles e jogos em formato físico, desbancando marcas tradicionais como Sony, Nintendo e Microsoft. 

“A tecnologia tem de se adaptar às pessoas, não o contrário”, pontuou Sundar Pichai, presidente executivo do Google, ao apresentar a tecnologia durante a Game Developers Conference, evento voltado a criadores de jogos realizado nesta semana em São Francisco, na Califórnia. 

O Stadia (estádios, em latim) deve chegar ao mercado até o final do ano nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e na Europa. Ainda não está claro, porém, como os jogadores pagarão para ter acesso ao sistema – rumores apontam que uma assinatura, tal como Netflix ou Spotify fazem para vídeos e músicas, será o modelo mais provável. O Google prometeu revelar mais detalhes sobre o serviço no terceiro trimestre deste ano, incluindo uma lista de jogos. Durante o evento em São Francisco, porém, trouxe ao palco empresas como Ubisoft e iD Software, responsáveis por jogos como Assassin’s Creed e Doom, respectivamente. 

Funcionalidades. O último game da série Assassin’s Creed, Odyssey, inclusive, foi parte de um teste prévio realizado pelo Google no ano passado, que deu origem ao Stadia. Chamada de Project Stream, a iniciativa permitiu que usuários do Google Chrome testassem o jogo pelo navegador Google Chrome, sem precisar baixá-lo para seus dispositivos. Para o jogo rodar com altíssima definição (1080p), porém, era preciso uma conexão veloz, na casa de 15 megabits por segundo (Mpbs). 

Além de permitir partidas pela internet, com poder de processamento realizado em seus próprios servidores, o Google quer trazer novas funcionalidades aos videogames. Algumas delas estão diretamente ligadas ao YouTube, site de vídeos da empresa no qual hoje, diariamente, 200 milhões de pessoas assistem conteúdo relacionado a jogos eletrônicos. Por meio do Stadia, criadores de conteúdo poderão jogar partidas ao vivo junto com seus espectadores, em uma função chamada Crowd Play. Outra ferramenta, chamada State Share, permitirá que um jogador entre em um game, em menos de dez segundos, no mesmo trecho exato de um vídeo que está assistindo. 

Stadia Controller terá botões especiais com assistente de voz e captura de imagens direto para o YouTube

A empresa também revelou que está criando um estúdio próprio de desenvolvimento de jogos para o Stadia – a divisão será comandada por Jade Raymond, executiva canadense que comandou a produção de jogos como Assassin’s Creed II e Watch Dogs, da Ubisoft. Outra novidade foi um controle próprio, chamado de Stadia Controller, ainda sem preço ou data de lançamento definidos. À primeira vista, ele se parece bastante semelhante com os controles de Xbox One e PlayStation 4. 

No entanto, o Stadia Controller traz dois botões curiosos: um deles é o de captura, que permitirá ao jogador gravar e transmitir imagens de sua partida pelo YouTube. Outro, com o símbolo do assistente de voz Google Assistant, habilitará um microfone para que o jogador, por exemplo, possa pedir ajuda à inteligência artificial da gigante de buscas para superar uma fase específica ou aprender um novo comando dentro dos games. Quando isso acontecer, o assistente vai procurar um vídeo específico no YouTube, com o trecho exato da partida que o jogador estiver, para sanar suas dúvidas. 

Competição. Fazer streaming de games inteiros é um sonho antigo da indústria de jogos eletrônicos, mas sempre esbarrou em dificuldades técnicas – especialmente no que diz respeito às velocidades de conexão e de processamento. Se assistir a um vídeo na Netflix é um desafio para certas conexões de internet no Brasil, um jogo é ainda mais complexo, porque demanda interação constante entre jogador e plataforma. Se houver uma falha na conexão durante um jogo de luta, por exemplo, um dos lutadores pode não ser capaz de se proteger de um golpe, por exemplo. 

Outras empresas de games também já têm iniciativas no ramo: a Sony tem há anos o Playstation Vue, com alcance limitado. Já a Microsoft prometeu lançar este ano o Project xCloud, um serviço semelhante ao do Google, mas ainda com poucos detalhes revelados. Para analistas, é um mercado cheio de potencial, mas ainda com questões a serem provadas. “É uma ótima prova de conceito, mas o que determinará o sucesso do Stadia é a adoção dos consumidores e o conteúdo que estiver disponível”, disse Daniel Ahmad, analista da consultoria Niko Partners, em sua conta no Twitter.

Já André Pase, professor da PUC-RS, aponta que redes podem ser entrave. “Não basta uma conexão boa, é preciso que ela seja boa o suficiente para permitir ao jogador ter tempo de reação dentro dos games.” Para o pesquisador, a gigante americana também precisará se destacar no conteúdo – hoje, boa parte do trunfo nas mãos de Microsoft e Sony são jogos exclusivos para seus videogames. “. A facilidade de entrada do Google através da abrangência da Internet é decisiva, mas é preciso ter conteúdo que traga público e retenha atenção”, diz. “Mais do que propor o serviço, o Google precisa estar disposto a manter a aposta num prazo maior se for necessário.”

Nintendo vai lançar dois jogos de Pokémon para o Switch até o fim de 2019

Empresa anunciou Pokémon Sword e Pokémon Shield para o console; novos títulos adicionarão mais criaturas e um novo mundo à saga dos games

Games se passarão em continente inspirado na Grã-Bretanha e chegam ao mercado até o final deste ano

A Nintendo anunciou nesta quarta-feira, 27, que vai lançar dois novos jogos de Pokémon até o final do ano. Chamados de Pokémon Sword e Pokémon Shield, os títulos chegarão ao Nintendo Switch, atual console da empresa, até o final de 2019. 

Em transmissão realizada pela internet, a empresa divulgou que os jogos trarão criaturas e continente novos à franquia, cujos primeiros títulos foram lançados neste mesmo 27 de fevereiro de 1996. Entre os monstrinhos, haverá um macaco chamado Grookey e um coelho chamado Scoorbunny. 

A meta da empresa é que os jogos consigam elevar as vendas do Switch, lançado em março de 2017 e considerado um híbrido entre consoles de mesa e portáteis. Desde seu lançamento, o Switch já vendeu 32,3 milhões de unidades em todo o mundo. Apesar de ser um dos videogames de melhor vendagem na história da Nintendo, o aparelho decepcionou as expectativas da fabricante, que esperava vender 40 milhões de unidades em seus dois primeiros anos. 

Com os dois títulos de Pokémon, a Nintendo tem um calendário de lançamentos interessante em 2019: além dos jogos da franquia, haverá games de Mario, Zelda e Yoshi previstos para este ano. 

Com isso, a empresa busca seguir uma das regras clássicas do mercado de videogames: lançar títulos que cativem os consumidores a comprarem consoles (e assim, também comprarem mais jogos). No ano passado, a dupla de jogos Pokémon Let’s Go Pikachu e Let’s Go Eevee vendeu 10 milhões de cópias em dois meses no mercado – números que a empresa pretende igualar este ano. 

Dona do Fortnite deixa de anunciar no YouTube após polêmica com comentários pedófilos

Além da Epic Games, outras empresas que têm anúncios aparecendo em vídeos envolvidos na polêmica falaram com o YouTube pedindo explicações sobre a situação

Além da Epic Games, outras empresas pediram explicações ao YouTube

A Epic Games, criadora do jogo Fortnite, deixou de veicular anúncios em vídeos do YouTube, depois que descobriu que as propagandas do jogo estavam passando em vídeos que movimentavam uma rede de pedófilos na plataforma. A informação é da revista Wired, que afirmou que grande parte desse conteúdo têm centenas de milhares de visualizações. 

Os vídeos são aparentemente inocentes e não contém pornografia – trata-se de material que pode ter sido postado pelas próprias crianças, ou por seus pais, em atividades normais, mas que podem mostrar acidentalmente alguma parte de seus corpos. Por exemplo, uma criança dançando cuja camiseta se movimenta demais, expondo os mamilos. Segundo a reportagem, porém, esse conteúdo está atraindo centenas de milhares de comentários sexuais.   

Um porta-voz da Epic Games afirmou que a equipe de publicidade da empresa entrou em contato com o Google e o YouTube para saber que ações serão tomadas para eliminar esse tipo de conteúdo da plataforma. 

Além da Epic Games, outras empresas que têm anúncios aparecendo nesse tipo de vídeos falaram com o YouTube pedindo explicações sobre a situação. 

De acordo com uma investigação do Wired, os algoritmos do YouTube recomendam para usuários vídeos populares que contêm comentários pedófilos. Os algoritmos também facilitam que pedófilos conversem entre si e troquem informações. 

Em resposta ao Estado, um porta-voz do YouTube disse que a empresa desabilitou dezenas de milhões de comentários pedófilios da plataforma e cancelou cerca de 400 canais que faziam esse tipo de comentário. Além disso, o YouTube disse que removeu vídeos, inicialmente inocentes, que pudessem colocar em risco menores de idade e revisou comentários em diversos vídeos de crianças. A empresa afirma que tem políticas que proíbem contéudos que ponham em risco menores de idade. “Ainda há mais a ser feito e continuamos a trabalhar para melhorar e identificar abusos mais rapidamente”, disse. 

Ubisoft traz universo pós-apocalíptico ‘colorido’ em Far Cry: New Dawn

Game que chega às lojas nesta sexta-feira, 15, se passa 17 anos após o colapso no final de Far Cry 5, mas traz história independente e mundo, vasto mundo aberto
Por Bruno Capelas

Game se passa 17 anos após o final de Far Cry 5

“Pós-apocalíptico” – isto é, um mundo depois de um grande desastre, epidemia ou guerra global – é possivelmente um dos adjetivos mais usados para se descrever gêneros de jogos. Alguns dos maiores sucessos recentes do mercado – como The Last of Us – partem dessa premissa, que anda até meio batida. Nesta sexta-feira, 14, a Ubisoft tenta dar ao estilo uma nova cara, com o lançamento de Far Cry: New Dawn. 

Com versões para PS4, PC e Xbox One, o game se passa 17 anos após o final de Far Cry 5, lançado pela empresa no ano passado – e que se encerra com um ataque nuclear que muda o planeta. “Dezessete anos é o tempo que leva para que a vida volte a surgir após um evento traumático como esse; as plantas crescem, os animais conseguem se reproduzir, a produção de alimentos consegue ser retomada”, explica Olivia Alexander, roteirista do novo game, ao Estado

A diferença entre Far Cry: New Dawn e outros jogos do estilo é que, enquanto outros games são sombrios, o que há aqui é cor e muita exploração. “Muitos jogos pós-apocalípticos são sobre morte e destruição. Nós quisemos fazer um jogo sobre renascimento e recomeço. É sobre como se recuperar de um trauma”, diz a roteirista. 

O jogador, que pode customizar seu personagem do jeito que quiser, tem a tarefa de vasculhar o mapa em prol de recursos para Prosperity, uma vila da “resistência” que se formou após o final de Far Cry 5. Nesse mundo, as plantas e os animais sofreram pequenas mutações, não há mais gasolina e os recursos devem ser caçados para serem utilizados. “O progresso do jogador é medido conforme ele consegue fazer Prosperity ficar cada vez mais forte”, afirma Olivia. 

Para isso, será preciso dominar o uso de armas, caçar e derrotar os Highwaymen, espécie de milícia que se espalharam pelo território e fazem arruaça por onde passam. Uma arma bastante curiosa – e eficaz, a se julgar pelo teste rápido feito pela reportagem do Estado junto com a desenvolvedora do game – é uma que lança serras circulares aos inimigos. “Se elas batem no metal, elas rebatem. É um perigo”, comenta a roteirista. 

Um aspecto curioso é a estranha atualidade do jogo – desenvolvido há mais de um ano, ele se tornou peculiarmente mais realista quando, nas últimas semanas, o governo americano decidiu rever pactos de utilização de armas nucleares. Espera-se que, dessa vez, a vida não imite a arte.  [Bruno Capelas]

Far Cry: New Dawn
Ubisoft
Preço: R$ 160
Plataformas: PC, PS4 e Xbox One
Já disponível no Brasil