Nintendo planeja lançar nova versão do Switch em 2019, diz The Wall Street Journal

A empresa japonesa espera alavancar as vendas do seu console, lançado em 2017

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Segundo jornal norte-americano, a Nintendo planeja lançar nova versão do Switch em 2019

Nintendo está planejando lançar em 2019 uma nova versão do Switch, console lançado pela empresa japonesa em 2017. Segundo reportagem do The Wall Street Journal, ainda não há muitos detalhes de como será o novo Switch, mas o aparelho deve contar com uma tela LCD mais potente.

Fontes do jornal norte-americano disseram que a Nintendo ainda está debatendo quais as melhorias de hardware e software serão implementadas na nova versão do Switch. De acordo com a reportagem, o console provavelmente terá as mesmas características gerais do original e será compatível com os jogos já lançados para a plataforma.

O objetivo da empresa ao lançar essa nova versão é tentar aumentar as vendas do Switch, que vêm caindo consistentemente nos últimos meses, desde seu lançamento meteórico.

A Nintendo está acostumada a lançar novas versões dos seus próprios consoles. O Nintendo 3DS, lançado originalmente em 2011, teve versões posteriores como 3DS XL, New 3DS/XL, 2DS e New 2DS XL que trouxeram algumas melhorias pontuais como tamanho, potência da bateria e design, sem alterar as características originais do aparelho.

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Estúdio Telltale, de ‘The Walking Dead’, fecha as portas

Empresa marcou época nos games com seus jogos narrativos, como ‘The Wolf Among Us’ e ‘Batman’, mas teve baixas vendas nos últimos tempos, a despeito de parcerias com grandes marcas

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Jogo inspirado na série de zumbis foi um dos principais hits da Telltale

A produtora de jogos Telltale Games anunciou na última sexta-feira, 21, que vai fechar as portas. Em comunicado enviado à imprensa, a empresa disse que estava demitindo na ocasião 225 de seus 250 funcionários – os últimos 25 vão permanecer na companhia apenas para a conclusão do segundo capítulo de The Walking Dead: The Final Season, último jogo a ser lançado pela empresa.

Segundo o portal norte-americano The Verge, especializado em tecnologia, a empresa dispensou seus funcionários sem nenhum ressarcimento; os demitidos tiveram apenas 30 minutos para juntar suas coisas na empresa antes de deixar o prédio. A Telltale também anunciou o cancelamento de dois jogos – a segunda temporada de The Wolf Among Us, inspirado nos quadrinhos da Marvel, e um game inspirado na série Stranger Things, da Netflix.

Criado em 2004, em San Rafael, a Telltale marcou época ao criar jogos com forte poder narrativo, muitas vezes inspirados em grandes marcas como Game of ThronesMinecraftBatman Guardiões da Galáxia. Além disso, influenciou toda a indústria ao criar um sistema de jogos por episódios, lançados mensalmente, em vez de um pacote completo — caminho seguido por títulos como Life is Strange Hitman, por exemplo.

No entanto, a empresa não conseguiu sucesso nos últimos tempos: a pressão por sucesso e boas vendas fez o estúdio entrar numa dinâmica de gerenciamento tóxico e muitas horas extras de trabalho. Os últimos jogos da empresa, como a segunda temporada de Batman e a primeira de Guardiões da Galáxia, venderam menos de 70 mil unidades na Steam, um número baixo para um estúdio do porte da empresa.

Sony vai lançar versão retrô do primeiro PlayStation por US$ 99

Videogame chegará às lojas em 3 de dezembro e trará 20 jogos que marcaram época no console; entre os títulos, estão Final Fantasy VII e Tekken 3

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Dispositivo estará à venda nos EUA a partir de 3 de dezembro

A Sony anunciou nesta quarta-feira, 19, que vai lançar uma versão retrô do PlayStation 1 em 3 de dezembro. Com preço previsto de US$ 99, o PlayStation Classic trará em sua memória 20 jogos clássicos do console lançado pela Sony nos anos 1990 – entre eles, estarão Final Fantasy VII, Tekken 3 e Ridge Racer Type 4.

A lista completa, porém, ainda não foi divulgada; mas contém também títulos como Jumping Flash e Wild Arms. No pacote, além de um console em miniatura, que cabe na palma da mão, virão também um cabo HDMI, um cabo de força e dois controles semelhantes aos do primeiro PlayStation.

Nos EUA, já é possível fazer pedidos de pré-venda em lojas como BestBuy, Walmart e Gamestop – aqui no Brasil, no entanto, ainda não há previsão de chegada do dispositivo, respondeu a assessoria da Sony ao Estado.

Com o lançamento, a Sony pega emprestada uma ideia da Nintendo que deu muito certo nos dois últimos anos: de 2016 para cá, a dona do encanador Mario lançou no mercado versões retrô de seus consoles Nintendo Entertainment System e Super Nintendo (ou NES e SNES, respectivamente).

Com 30 e 22 jogos no pacote, eles foram sucessos de venda ao serem vendidos por US$ 60 e US$ 80, respectivamente, nos EUA. Até o nome das edições retrô foi inspirado na Nintendo: enquanto as da empresa de Shigeru Miyamoto são o NES Classic e o Super Nintendo Classic, a da Sony é o PlayStation Classic.

Serviço online do Nintendo Switch estreia nesta terça por R$ 15 ao mês

Com assinatura, será possível jogar games pela internet e salvar partidas na nuvem; além disso, jogador terá acesso a biblioteca de jogos do Nintendo Entertainment System

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Nintendo Switch

Demorou, mas chegou: estreia nesta terça-feira, 18, o serviço online do Nintendo Switch, console lançado pela japonesa há um ano e meio. Com o criativo nome de Nintendo Switch Online, a plataforma poderá ser assinada aqui no Brasil por R$ 14,80 ao mês – há planos anuais, porém, que fazem o preço do serviço ficar por cerca de R$ 6 mensais.

O usuário que fizer a assinatura poderá jogar partidas online dos games disponíveis na plataforma – algo que até aqui era gratuito. Os sistemas de encontro de jogadores para partidas online, prometem a Nintendo, estarão mais organizados do que até então, em contrapartida. Nesse aspecto, ele funciona de forma semelhante ao que acontece com PlayStation Plus e Xbox Live Gold, os planos de PlayStation 4 e Xbox One, respectivamente.

Além disso, os usuários também poderão salvar suas partidas na nuvem e terão acesso a uma biblioteca de 20 jogos do Nintendo Entertainment System, o NES (ou Nintendinho, como era chamado aqui no Brasil). Será possível jogá-los gratuitamente com a assinatura – vários, como é o caso de Super Mario Bros 3, terão ainda suporte a partidas online.

A lista inclui títulos como Donkey Kong, Super Mario Bros, The Legend of Zelda, Ice Climber, Tecmo Bowl e Yoshi. A biblioteca, assim como acontece na Netflix, será renovada mensalmente, com títulos sendo substituídos com o tempo. Além disso, promete a empresa, jogadores que tiverem assinaturas também terão acesso a “ofertas especiais”, sem especificar detalhes.

No caso das partidas salvas, elas serão enviadas automaticamente para os servidores na empresa da nuvem e poderão ser utilizadas caso o Switch do jogador quebre. No entanto, se o jogador deixar de pagar uma assinatura, a empresa não vai manter as partidas salvas, ao contrário do que fazem tanto PlayStation e Xbox.

Além disso, os usuários não poderão conversar por voz durante a partida – para isso, será necessário usar o app de chat de voz da Nintendo, disponível para celulares Android e iOS. A justificativa da empresa é que isso é uma forma de diminuir o assédio e a toxicidade de suas plataformas, além de torná-la um ambiente mais propício para crianças.

Novo jogo do Homem-Aranha chega ao PlayStation 4 nesta sexta

Feito pela Insomniac Games, de Ratchet & Clank e Sunset Overdrive, jogo tem Peter Parker aprendendo a ser adulto e reprodução fidedigna de Nova York

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Novo jogo do Homem-Aranha chega ao mercado envolvido em controvérsias

“Grandes poderes, grandes responsabilidades”: a partir desta sexta-feira, 7, a clássica frase de Ben Parker ganha novos contornos para quem tem um PlayStation 4, com o lançamento de Spider-Man, novo jogo do herói da Marvel. Feito pela Insomniac Games (Ratchet & Clank, Sunset Overdrive), um dos estúdios mais elogiados da atualidade, o game tem como missão fazer o Aranha voltar a ser um ícone dos games, surfando na onda de popularidade de outros jogos de super-heróis – o principal deles é a série Batman: Arkham, da Rocksteady.

Exclusivo para o console da Sony, o jogo se situa mais ou menos oito anos depois que o estudante colegial Peter Parker é mordido por uma aranha e se transforma no Homem-Aranha. “Ele já sabe como é ser um herói e tem pleno controle dos seus poderes”, explica Ryan Schneider, diretor de marca da Insomniac, em entrevista ao Estado. “No entanto, ele está em uma época de questionamentos: quer descobrir o que fazer ao sair da faculdade, como seguir carreira como cientista e se portar com um adulto.”

Assim como os quadrinhos e os filmes do herói, a história se passa em Nova York, cidade que foi reproduzida quase à exaustão pela equipe do estúdio – na conversa com o Estado, Schneider diz que foi capaz de se guiar pela cidade após tanto testar o game. Velhos conhecidos do público, como a tia May e a mocinha Mary Jane Watson, também aparecem no jogo, desenvolvido pela Insomniac desde 2015.

“Mary Jane é uma repórter investigativa do Clarim Diário e tem um papel de parceria com Peter Parker”, diz o executivo. “Como eles dizem no Facebook, os dois tem um relacionamento complicado.” A narrativa do jogo, vale dizer aos fãs da Marvel, é independente das histórias da empresa de Stan Lee no cinema. “Não estamos ligados ao Universo Cinematográfico da Marvel. Quem não viu os filmes ou não sabe jogar pode se sentir confortável para aprender e entender tudo aqui.” Já o humor típico da Insomniac segue lá. “Fazemos jogos engraçados, mas com coração. Peter Parker é o herói perfeito para isso.”

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“Ele já sabe como é ser um herói e tem pleno controle dos seus poderes”, diz Ryan Schneider, da Insomniac, sobre o Peter Parker do novo jogo

Controvérsias. O jogo chega ao mercado envolvido em algumas controvérsias. Uma delas é o chamado “puddlegate” (escândalo da poça, em tradução não-literal). Explica-se: dias antes do lançamento, uma imagem do Homem-Aranha combatendo vilões incluía uma poça com nível menor de detalhe que o exibido em outros trailers já lançados pela Insomniac. A percepção levou alguns jogadores a criticar o estúdio, dizendo que o game tinha sua performance reduzida para suportar o acesso a diversas funcionalidades.

“Levamos esse assunto a sério, mas temos confiança de que temos ótimos gráficos”, diz Schneider, ao ser questionado sobre o assunto. Durante a última semana, não faltou quem apontasse que a controvérsia só surgiu por conta do poder de voz dos fãs nas redes sociais. “(Sofrer críticas nas redes) é um aspecto que desafia a indústria, mas ao mesmo tempo, nos faz evoluir, porque também representam uma oportunidade de nos aproximar dos fãs.”

Aqui no Brasil, o jogo também tem sido criticado por não traduzir o nome de diversos personagens, mesmo com versões locais consagradas pelo uso – a começar pelo próprio nome do herói, passando pela tia May (que será chamada de Aunt May) ou por vilões como o Rei do Crime. “É uma política da Marvel e da Sony: os nomes serão usados em inglês em todo o mundo, e nós só podemos seguir, mas entendo a frustração dos fãs”, explica Schneider.

O executivo diz também não se irritar com as frequentes comparações do jogo com a série Arkham, do Homem-Morcego. “São jogos ótimos, e se as pessoas querem nos comparar, é porque estamos perto de um alto nível”, diz ele. “Mas nosso objetivo, lembro, é fazer com que você se sinta como o Homem-Aranha”. O que não inclui, infelizmente, o infame tema “Homem Aranha, Homem Aranha/nunca bate, só apanha” – o jogo conta com uma trilha sonora original. “Não precisamos repetir tudo, não é mesmo?”, diz Schneider.

Spider-Man
Desenvolvedora: Insomniac Games
Plataforma: PlayStation 4
Preço: R$ 200
Já disponível no Brasil

Nos EUA, Microsoft lança pacote com Xbox One, Live e Game Pass por US$ 22 ao mês

Empresa vai vender console parcelado por 24 meses junto a serviços de assinatura mensal, como rede online e ‘Netflix dos games’; promoção, chamada de All Access, mostra foco em serviços

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Quem assinar o pacote com o Xbox One S, por exemplo, vai economizar US$ 130 nos EUA

A Microsoft anunciou nesta semana a criação de um novo serviço de assinatura nos EUA para os fãs de games. Chamado de Xbox All Access, o plano dura 24 meses (dois anos) e custa entre US$ 22 e US$ 35. No pacote, além dos serviços de assinatura Xbox Game Pass (uma espécie de Netflix dos games, com biblioteca de mais de 100 jogos ) e da Live Gold (rede para partidas online), a empresa também vai vender um console parcelado.

Há dois planos diferentes: o de US$ 22 inclui um Xbox One S; já o de US$ 35, um Xbox One X, versão superior do aparelho com suporte a jogos em resolução 4K e High Dynamic Range (HDR). Por enquanto, o serviço estará disponível só nos EUA.

Ao final dos dois anos, o usuário se torna dono do videogame e pode optar por continuar com as assinaturas da Live Gold e/ou do Game Pass. É uma boa economia: no Xbox One X, o usuário economiza US$ 20; já na versão com o Xbox One S, o desconto é de US$ 130.

Para o usuário brasileiro, o parcelamento pode não parecer uma grande novidade. Nos EUA, onde essa prática não é comum, porém, é uma estratégia interessante.

Além disso, ao transformar a venda de um produto em um serviço com pagamento mensal, a Microsoft reforça sua tática de apostar em serviços – nos últimos anos, mesmo com a empresa estando atrás da rival Sony na venda de consoles, a companhia de Redmond tem conseguido bons resultados em sua divisão de games graças às assinaturas da rede Xbox Live Gold.

Mulheres são 79% mais propensas a fazer compras em jogos online, revela pesquisa

Relatório aponta que desenvolvedores devem concentrar esforços para o público feminino

morra-672x372Pesquisa realizada pela Liftoff, empresa que estuda o mercado de jogos móveis, coletou dados de 350 aplicativos de games entre os meses de junho de 2017 e maio de 2018. O resultado, obtido pelo estudo, mostra que a quantidade de compras dentro dos aplicativos neste ano praticamente dobrou em relação ao mesmo período do ano anterior.

Usuárias do gênero feminino são 79% mais propensas a fazer compras dentro dos jogos, revela o estudo. E elas consomem o conteúdo no aplicativo em 16,7% das vezes após a instalação. Os pesquisadores dão um recado aos desenvolvedores: devem focar mais os esforços nesse público futuramente, pois são jogadores valiosos para o mercado.

A Liftoff também descobriu que está cada vez mais difícil e mais caro fazer com que jogadores asiáticos façam compras em aplicativos. Ao mesmo tempo, Rússia, Europa, África e Oriente Médio são regiões mais atraentes para esse tipo de negócio.