Meghan Markle escreve prefácio de livro de receitas

Publicação conta o cotidiano da cozinha comunitária na torre de Grenfell, que pegou fogo em 2017

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A atriz Meghan Markle, duquesa de Sussex

O livro de receitas Together: Our Community Cookbook foi lançado nesta segunda-feira, 17, na Inglaterra. A publicação conta com o prefácio da duquesa de Sussex.

A história da cozinha comunitária Hubb Community Kitchen é retratada na obra, que recebeu apoio total de Meghan Markle. Em 2017, a torre de Grenfell pegou fogo e 71 pessoas morreram. No início deste ano, a duquesa visitou o trabalho dos voluntários e se apaixonou. Desde então, correu atrás de editora e procurou pessoas que pudessem orientar o grupo comunitário.

No prefácio, Meghan Markle analisa como a gastronomia tem o poder de unir as pessoas através do afeto. “Imediatamente me senti conectada à comunidade da cozinha. É um lugar para as mulheres rirem, expressarem luto, chorarem e cozinharem. Mesclar identidades embaixo de um mesmo teto cria um espaço com senso de normalidade”, escreveu a duquesa.

Assista ao vídeo:

O livro apresenta receitas do Oriente Médio, Europa Oriental e de países da África. O lucro com as vendas da publicação será revertido para o funcionamento do centro cultural Al Manaar Muslim Cultural Heritage Center.

perfil oficial do Palácio de Kensington no Twitter fez uma série de publicações sobre a participação de Meghan com as cozinheiras do livro.

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Chef Helena Rizzo participa de reality culinário da Netflix

Brasileira é um dos nove grandes nomes da gastronomia mundial que estão no programa

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Helena Rizzo comanda o restaurante Maní, em São Paulo

O Netflix, serviço de streaming, estreia neste ano, ainda sem data definida, a série de competição gastronômica “The Final Table – Que Vença o Melhor”.

A chef brasileira Helena Rizzo, do Maní, é uma entre nove grandes nomes da gastronomia mundial que participam do programa.

Além dela, foram recrutados chefs como Enrique Olvera, do Pujol, no México; Andoni Aduriz, do Mugaritz, na Espanha; Grant Achatz, do Alinea, nos Estados Unidos e Yoshihiro Narisawa, do Narisawa, no Japão.

Cada episódio retrata a culinária do país de um desses chefs com a participação de personalidades e críticos gastronômicos.

Na competição, 12 duplas de cozinheiros vão preparar pratos tradicionais de diferentes países. Ao final das provas, dois participantes disputam uma vaga na Mesa Final, o time composto pelos nove chefs internacionais.

A série terá a apresentação do americano Andrew Knowlton, escritor e editor da revista Bon Appétit.

Restaurante em Pinheiros celebra cozinha da Escandinávia com mesa coletiva

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Pães e manteiga feitos no restaurante Escandinavo, em Pinheiros

São Paulo é uma alegria quando permite que se conheça, por exemplo, algo da comida nórdica. O novo Escandinavo, que abriu em Pinheiros, não só exibe uma combinação de sabores que não pertence ao dia a dia do brasileiro como também ajuda a desmistificar essa cozinha geralmente associada ao estereótipo do viking e seu apetite pantagruélico.

Denise Guerschman, 39, que viveu oito anos na Noruega, é capaz de realçar a leveza contida em receitas típicas dessa região, que abrange ainda Dinamarca, Suécia, Finlândia e Islândia.

São preparos que dispensam fritura, fazem uso de gorduras como creme de leite e manteiga fresca, bem cremosa, feita na casa, de grãos e de produtos resistentes ao frio extremo (tubérculos, repolho). O cardápio, enxuto e rotativo, costuma trazer salmão –ainda que criados em cativeiro e não selvagens. Pode surgir curado e defumado em macieira, com purê de cogumelos e alho-poró, gratinado com batata-roxa-doce.

As bolinhas suecas de carne de porco, lambuzadas com molho viscoso de pernil, ganham textura com farinha de pão (R$ 38). Chegam mornas à mesa, mas suculentas e leves. Em sua companhia, purê de batata (cremoso, enriquecido com manteiga), geleia de cranberry (que traz certa acidez), repolho-roxo (com excesso de sal –nota-se um desequilíbrio recorrente no uso do sal) e salada de pepino (crocante e levemente adocicado).

A torta finlandesa recheada com carapau, pernil e bacon é envolta em uma massa densa de centeio e servida com creme azedo, repolho-roxo com cranberries, salada de pepino e rabanetes cozidos e assados (R$ 44). Ao mesmo tempo em que perdem a textura crocante estes ficam com sabor mais suave. Vale provar o iogurte com granola, geleia e extrato de malte (caramelado, com consistência de mel, uma beleza; R$ 16).

Com apenas uma grande mesa coletiva e ares invernais, o Escandinavo traz boa e curiosa curadoria de bebidas. Há, inclusive, café com flor de sal, em referência aos pescadores que levavam pouca água potável em viagens e o preparavam com água do mar. [Luiza Fecarrota]

ESCANDINAVO
Onde: r. Dep. Lacerda Franco, 141, Pinheiros, tel. 98606-3299
Quando: sex. e sáb., das 9h às 23h; dom., das 9h às 16h
Avaliação: regular

3ª edição do Porco Mundi em São Paulo reúne 30 chefs acima de vaidades e rivalidades

O chef Jefferson Rueda foi o anfitrião do Porco Mundi Brasil

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Chefs que participam do Porco Mundi 3ª edição

A semana começou com um evento —o jantar Porco Mundi Brasil, na segunda, 23, no restaurante A Casa do Porco (SP)— cuja importância pode ir além do terreno do paladar.

O anfitrião Jefferson Rueda reuniu 30 importantes chefs brasileiros num jantar que, ameaçando ser caótico e interminável, foi, pelo contrário, harmônico, com ritmo perfeito, nas mãos de cozinheiros sorridentes e integrados.

O menu (tudo com porco; R$ 380) foi criado por chefs de 11 estados brasileiros. Teve carpaccio de pé de porco com feijão manteiguinha (Helena Rizzo, do restaurante Maní), sarapatel de queixada com paçoquinha de milho (Rodrigo Oliveira, do Mocotó), canollo de miúdos de porco (Pier Paolo Picchi, do Picchi), de São Paulo; e porco com verdura e mostarda (Rafa Costa e Silva, do Lasai) e leitão confitado (Thomas Troisgros, do Olympe), entre os cariocas.

De Minas Gerais, terrine de cabeça de leitoa grelhada (Leo Paixão, do Glouton); do Pará, crocante de pele de peixe com sangue de porco (Thiago Castanho, do Remanso do Bosque); de Pernambuco, atum com lardo e pimenta de cheiro (André Saburó, do Quina do Futuro); e muitos outros.

“É meu sonho se realizando”, dizia entre seus ídolos João Diamante, 25, jovem, negro e de origem humilde, chef do carioca Fazenda Culinária.

“O máximo de gente com quem cozinhei foram 12 pessoas; estou fascinada com a organização e solidariedade aqui”, elogiava Mara Salles (do paulistano Tordesilhas) a regência do chef Rueda.

Um banquete que conseguiu ser ao mesmo tempo informal e sofisticado? Sim. Mas que teve um significado maior, que não escapou ao anfitrião e seus pares: colocar tantos chefs brasileiros trabalhando em comunhão, acima de vaidades e rivalidades, não é nada habitual no Brasil.

O chef brasileiro mais midiático, Alex Atala (do paulistano D.O.M.), ganhou merecida projeção internacional (por seu talento na cozinha, e seu investimento em agências europeias de marketing), mas sempre revertido somente em benefício da própria imagem.

Com isso o Brasil passou longe da experiência de outros países, cujos chefs de ponta foram generosos ao usar seu prestígio para alavancar as gastronomias nacionais e seus colegas (como, por diferentes caminhos,o espanhol Ferran Adriào peruano Gastón Acurioo mexicano Enrique Olvera —sem falar do francês Paul Bocuse).

Rueda —que vem ganhando crescente notoriedade internacional— diz querer “aproveitar que a Casa do Porco está ganhando visibilidade fora do país para mostrar quantos cozinheiros [estão] fazendo um incrível trabalho em cada canto do Brasil”.

Se iniciativas assim se repetem —e não só com amigos do chef, mas com um espectro o mais amplo possível—, podem extrapolar a bonita festa para também discutir planos de ação que divulguem o que se faz no país, exijam ações do poder público, e ajudem a gastronomia brasileira a se fortalecer como movimento —primeiro passo para ganhar o mundo. [Josimar Melo]

Promotoria confirma que Anthony Bourdain se enforcou com cinto de roupão

Conhecido por seu estilo bad boy e pelo falatório sem reservas, o chef Anthony Bourdain foi encontrado morto na sexta, 8, aos 61 anos
Agência Ansa

Anthony Bourdain on Pier 57, where he was planning to open Bourdain Market, in New York.
Polêmico. No livro ‘Cozinha Confidencial’, ele define cozinheiros como alcoólatras e drogados Foto: ALEX WELSH/NYT – 20/9/2015

NOVA YORK – O chef e apresentador norte-americano Anthony Bourdainencontrado morto na última sexta-feira, 8, aos 61 anos de idade, se suicidou com um cinto de roupão no banheiro do hotel onde estava hospedado, em Kaysersberg, na França.

A informação foi dada pelo procurador da  cidade vizinha Colmar, Christian de Rocquigny, em entrevista à agência Associated Press.

Ele acrescentou que não há indícios de que alguém tenha entrado no quarto. Também não há sinais de violência no corpo de Bourdain.

Os restos mortais do chef passarão ainda por exames toxicológicos para saber se o chef estava sob efeitos de remédios ou drogas. O objetivo é ajudar a família a entender o que pode tê-lo levado a tirar a própria vida.

Bourdain estava em Estrasburgo para gravar um episódio de sua série, Parts Unknown, exibida pela CNN e na qual ele fazia aquilo que o tornara famoso no mundo todo: viajar a lugares dos quatro cantos do planeta para exibir as peculiaridades de sua gastronomia.

O chef deixou uma filha e tinha um relacionamento com a atriz, diretora e ativista italiana Asia Argento, que disse estar “mais do que devastada” com a morte do companheiro e pediu “privacidade”.

Culinária sul-coreana ganha destaque na cena gastronômica paulistana

A culinária sul-coreana ganha destaque na cena gastronômica paulistana, com releituras contemporâneas de pratos e restaurantes tradicionais atraindo uma nova clientela
Por Alessandra Blanco

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Lovani Pinnow com look Ralph Lauren e brincos Zarpellon na cozinha do restaurante Komah, em São Paulo (Foto: Thiago Justo)

São mais de cem restaurantes sul-coreanos espalhados por São Paulo”, calcula Paulo Shin, de 30 anos, chef do disputado Komah, que faz parte dessa conta e fica no bairro da Barra Funda. “Mas a maioria deles é frequentada por clientes da própria comunidade. Alguns funcionam em charmosas casinhas, e você tem que tocar a campainha para entrar. O menu é um desafio, porque não é traduzido para o português – até eu fico constrangido por não entender tudo.” Filho de coreanos, Shin assistia desde pequeno à mãe cozinhar pratos típicos, compostos por caldos, proteína animal, raízes e arroz. Quando decidiu que cursaria faculdade de gastronomia, ainda no colégio, tinha certeza de que jamais teria um restaurante especializado no assunto.

Com a Copa do Mundo celebrada no país em 2002, a imagem da culinária da Coreia do Sul teve um upgrade. O governo empenhou-se em mostrar que, apesar das gerações mais velhas ainda consumirem pratos exóticos, como os preparados com cachorro, essas iguarias são menos comuns entre os jovens e estão quase em extinção em endereços mais modernos ou turísticos. Dono da rede Momofuku e com duas estrelas Michelin, o renomado chef americano David Chang, de ascendência coreana, foi uma das figuras que ajudaram a desmistificar a gastronomia do país, criando pratos mais internacionais, com referências pontuais do Oriente. Sua cozinha inventiva fez os olhares do mundo se voltarem para a Coreia do Sul, principalmente para ingredientes como o kimchi (a conserva fermentada de verduras e legumes) e a gochujang (a famosa pasta de pimenta). Em pouco tempo, temperos como esses passaram a aparecer em pesquisas sobre tendências gastronômicas e no cardápio de muitos restaurantes das principais capitais do globo. “Foi uma mudança de cenário: as receitas da Coreia do Sul começaram a ser vistas de maneira mais amigável, inclusive por mim”, diz Shin, que decidiu embarcar para o país e pesquisar sobre suas origens gastronômicas. “Queria conhecer os alimentos, os restaurantes e percebi que os pratos feitos pela minha mãe eram realmente muito bons. Estava tudo ali: as informações, os gostos, a cultura.”

O Komah abriu suas portas dois anos depois, em 2016, em frente à fábrica de sapatos das irmãs do chef. O endereço nunca serviu comida tradicional, mas sempre teve todos os sabores que remetem ao país em suas receitas. Logo após a inauguração, Chin recebeu Jamie Oliver por lá. Naquele mesmo dia, o chef britânico anunciou no Twitter que o espaço era “o” lugar cool para jantar em São Paulo. Desde então, a fila de espera nos fins de semana sempre supera uma hora. “Os coreanos estranharam um pouco. Não é exatamente a comida que eles estão acostumados, mas, mesmo assim, muitos frequentam o restaurante”, conta Shin, que tem planos de abrir um bar ao lado do salão principal para drinques e petiscos típicos.

Antes do Komah, outros endereços começaram a atrair os olhares dos paulistanos não pertencentes à comunidade. O Bicol, no bairro da Aclimação, e o Portal da Coreia, na Liberdade, foram os primeiros. Servem comida tradicional, como o bulgogi – uma espécie de churrasco feito com diferentes tipos de carne marinada em molho agridoce e assada em grelhas montadas na própria mesa.

Outra novidade são as padarias. Ficam todas concentradas no Bom Retiro – considerado o maior reduto coreano na capital paulista –, uma ao lado da outra, na Rua Prates. Com decoração moderna, são tocadas pela segunda geração de imigrantes. Servem doces e salgados típicos, como o korokke (um bolo frito recheado com carne ou frango ao curry), várias versões de donuts com feijão doce, pão de abóbora (delicioso!) e muitas variedades de chás. Vale passar uma tarde por lá provando um pouco de cada um. Afinal, a Coreia do Sul também está no Brasil.

A foto principal da matéria foi feita com o Samsung Galaxy S9.
Styling: Vinícius Coni
Beleza: Fernando Haddad Com Produtos Nars E Lowell
Assistentes De Foto: Aline Lins E Nicolle Scafariello

Delivery de comida permite você rastrear a origem dos alimentos

Com proposta transparente e preços acessíveis, a VYA oferece uma nova experiência de comida a domicílio
Por Paula Jacob I Fotos Divulgação

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Penne com abobrinha hortela e manjericao (Foto: Divulgação)

Quem nunca sofreu com delivery de comida, é, na verdade, uma pessoa muito sortuda. Demora, preços altos, pratos frios são algumas das reclamações mais comuns entre os que pedem em casa ou no trabalho. Analisando exatamente essas falhas, que os sócios Lapo Lazzati, Gaspard Voiseau e Jeremie Leclercq decidiram criar a VYA, serviço de delivery com menu variado por semana, que inclui também opções vegetarianas e veganas.

“A ideia de comida saudável no Brasil é sempre relacionada a salada, e isso é um fator limitante para quem busca pratos balanceados”, explica Lapo Lazzati à Casa Vogue. Com oito meses de funcionamento, eles já tiveram experiência o suficiente para alinhar algumas de suas propostas. Entre elas está a de zero desperdício, com pratos milimetricamente montados pelo chef Patrick François Bragato com auxílio da nutricionista Taís Diane. Cada um pesa em torno de 400 a 500g, peso ideal para uma refeição para adultos. O sistema interno de avaliação de vendas também faz com que a cozinha da VYA também não desperdice alimentos no momento do preparo.

Outra questão levantada pela VYA é a origem dos ingredientes, que serão compartilhados com os usuários na descrição de cada opção da semana por meio de um sistema a ser implantado no site. “Preferimos trabalhar com fazendas próximas à capital paulista, onde temos contato próximo e vemos como funcionam os cultivos, por exemplo”, diz Lapo. A rastreabilidade e a transparência surgiram após os escândalos com os grandes frigoríficos no Brasil e as suspensões de importação de carne brasileira por países europeus. “O consumidor está sempre conectado, sabe onde os amigos estão, quais lugares visitar na próxima viagem, mas não têm acesso à origem da comida de todo dia.”

O sucesso dos pratos conquistou não só os paulistanos mais antenados, como também escolas preocupadas com o desenvolvimento de seus alunos e a qualidade dos alimentos consumidos por eles. A Avenues, por exemplo, é um dos casos, e os pratos são elaborados em porções de 300g, alinhando às necessidades da faixa etária.