Do café da manhã ao jantar: seis restaurantes para conhecer em Miami

para-todas-as-horas-1 (1).jpg(Foto: Michael Pisarri e Divulgação)


Do café da manhã ao jantar, incluindo aquela boquinha da madrugada, Vogue lista seis restaurantes que você precisa conhecer em sua próxima viagem a Miami. [Nô Mello ]

07:00 – À LA PARISIENNE
Quem acorda cedo em Miami Beach e quer escapar dos cafés da manhã tipicamente americanos deve ir à Bakehouse Brasserie. De inspiração parisiense, já às 7h o endereço começa a servir pães assados, croissants, pastéis, cookies, brownies e bolos – tudo feito in loco e na hora.

A partir das 11h, aposte no brunch que, ao contrário de muitos lugares de Miami, é oferecido o dia todo. Para acompanhar, uma carta de coquetéis repleta de surpresas como o refrescante The Frenchie (feito de gim, grapefruit St.Germain, Lillet e limão). Tim-tim!
Bakehouse Brasserie: 808 1st, South of Fifth, tel. +1 (305) 434-824

Para todas as horas (Foto: Michael Pisarri e Divulgação)Para todas as horas (Foto: Michael Pisarri e Divulgação)


13:00 – DIRETO DA ITÁLIA
Endereço certo de jet-setters que procuram as praias da Costa Amalfitana durante o verão europeu, o La Sirenuse, de Positano, atravessou o oceano e aportou no recém-restaurado Hotel The Surf Club, ícone da Miami dos anos 30, reformado pelo Four Seasons.

Perfeito para um almoço de frente para o mar, o restô investe em ingredientes frescos, muitos deles trazidos da Itália para sua cozinha, como a massa (de Gragnano) e os tomates (cultivados no pé do Monte Vesúvio). O menu tem foco em frutos do mar – a terrine de caranguejo selvagem do Alasca e o tartare de camarão são imperdíveis!
La Sirenuse: 9.011 Collins Avenue, Surfside, tel. +1 (786) 482-2280

Para todas as horas (Foto: Michael Pisarri e Divulgação)(Foto: Michael Pisarri e Divulgação)


15:00 – Clássico REPAGINADO
O donut ganha versão gourmet, graças ao Salty Donut, que decidiu subverter a guloseima com versões bastante criativas e 100% artesanais – ao todo são 11 tipos.

Entre os mais pedidos estão o suculento Blueberry Cheesecake, recheado com pasta de creamcheese, amoras e farofa de aveia; e o White Chocolate Tres Leches, de creme de leite com rum, chocolate branco e suspiros. Peça um café da farta seleção de grãos da casa para acompanhar.
Salty Donut: 50 NW 23rd Street, Wynwood, tel. +1 (305) 925-8126

Para todas as horas (Foto: Michael Pisarri e Divulgação)(Foto: Michael Pisarri e Divulgação)


18:00 – FIM DE TARDE FOODIE
Demorou, mas Miami finalmente tem um mercado para chamar de seu: o The Market funciona toda quarta-feira das 16h às 21h no Design District. Nos mesmos moldes do que acontece na Union Square, em Nova York, o de Miami reúne mais de 40 produtores locais, que vendem desde pães, mel, e geleias caseiras a frutas e verduras que seguem à risca a cartilha orgânica – prove os mangobiches (pedaços de manga cortados na hora) e as espigas preparadas ao molho curry.

Mas se bater o desejo por algo mais calórico, tem barraquinha de pizza, que faz tudo em um forno a lenha ali mesmo. Não deixe de notar ainda as instalações de bambu assinadas pelos arquitetos da SHoP, vencedores do prêmio Design Miami Visionary Award no ano passado.
The Market: 3.801 NE 1st Avenue, Design District

Para todas as horas (Foto: Michael Pisarri e Divulgação)(Foto: Michael Pisarri e Divulgação)


21:00 – MENU estrelado
Original de Nice e com filiais em Londres, Istambul e Beirute, o La Petite Maison abriu as portas em Miami – e já virou ponto de encontro da turma old money local. O menu de inspiração francesa comandado pelo chef nigeriano Raphael Duntoye, dono de três estrelas Michelin, tem delícias como o dourado au citron e o turbot com alcachofras.
La Petite Maison: 1.300 Brickell Bay Drive, Downtown, tel. +1 (305) 403-9133

Para todas as horas (Foto: Michael Pisarri e Divulgação)(Foto: Michael Pisarri e Divulgação)


00:00 – ATÉ AS 5H
Consagrado na gastronomia local pelo asiático Zuma e o peruano Coya, em Downtown, o restaurateur Arjun Waney expandiu os horizontes com o Dôa, que funde as duas cozinhas em um só cardápio e fica aberto até as 5h. O que esperar? Bem-sucedidas invencionices como o sashimi de enguia com barbecue e os rolinhos de ceviche.
Dôa: 2.000 Collins Avenue, Miami Beach, tel. +1 (305) 587-2000

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Livro “Os Segredos Veganos de Isa” da chef e blogueira americana Isa Chandra Moskowitz tem mais de 150 receitas veganas

“Os Segredos Veganos de Isa” é a mais nova publicação lançada pela chef e blogueira americana Isa Chandra Moskowitz.

Os cookies acima parecem tradicionais, mas levam em sua receita especiarias que os tornam ainda mais especiais, além de saudáveis. Feitos com farinha de linhaça, leite de amêndoas, alecrim e chocolate vegano 70% cacau, eles compõem a seleção de receitas de Os Segredos Veganos de Isa (Alaúde, R$ 80), novo livro lançado pela chef e blogueira americana Isa Chandra Moskowitz.

Na publicação, a expert, que ganhou fama com pratos veganos práticos e rápidos, ensina como fazer mais de 150 receitas – a maioria preparada em até 30 minutos.

Além de escolher a dedo uma série de saladas, sopas, risotos, massas e refogados inspirados na gastronomia de países como Índia, Tailândia, México, Itália e Estados Unidos, Chandra também dá dicas para organizar a despensa, sugere alternativas para substituir ingredientes alérgenos e ensina diferentes técnicas de cortes de tofu, uma das especialidades da chef. [ Ale Blanco e Julia Diniz ]

Museus de SP trazem chefs para comandar seus restaurantes

Sem título.png99O chef Rodrigo Oliveira na obra de seu Balaio, dentro do Instituto Moreira Salles (Foto: Bruno Santos/Folhapress)


MAGÊ FLORES
DE SÃO PAULO

Balaio
Em meados de setembro, o Instituto Moreira Salles abrirá as portas de sua nova sede, na avenida Paulista. O prédio envidraçado vai abrigar a nova casa do chef Rodrigo Oliveira, do Mocotó. O Balaio, como foi batizado o empreendimento, foi pensado para estar ali, diz Rodrigo, depois do convite do empresário Pedro Moreira Salles. O IMS pedia um lugar inclusivo e moderno. O chef, então, pensou em uma casa “com comida cotidiana em um ambiente aconchegante e despojado”. O cardápio, ainda mantido em sigilo, deve “olhar o Brasil por completo”, influenciado pelas experiências do Mocotó e do Esquina. “O Balaio tem a ver com o conceito do instituto, que fala de arte brasileira, mas não dá as costas para o que acontece lá fora. Tem uma pitada do mundo. Dificilmente você vai comer trufas ou salmão chileno lá, mas não há problema em importar conceitos, técnicas ou pitadas”, diz. O restaurante de 80 lugares vai funcionar do almoço ao jantar, sem intervalos, e terá cardápio também para o happy hour. O IMS terá uma área de exposições, com fotografia como carro-chefe, cineteatro e biblioteca.

No Instituto Moreira Salles

A PARTIR DE MEADOS DE SETEMBRO
ONDE Av. Paulista, 2.424, Bela Vista

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Vista
No oitavo andar do prédio projetado por Niemeyer na década de 1950, desenhos na parede mostram como será o Vista Ibirapuera, restaurante comandado por Marcelo Bastos (Jiquitaia), que abrirá as portas em outubro. Com privilegiada vista da cidade, terá receitas brasileiras como o arroz de cuxá (com vinagreira e camarão) e peixe frito, petiscos para um happy hour e drinques do bartender Laércio Zulu. Três elevadores vão levar ao restaurante em horário independente do museu. Seu tíquete-médio deve ser de R$ 120. No primeiro andar, já funciona o Vista Café, com seu “convescote”: com entrada, prato e sobremesa (R$ 35 a R$ 55), pão de queijo (R$ 5) e bolo do dia (R$ 9). Apesar do acervo latino-americano, o conceito não foi demanda do museu, que abriu licitação para escolher a empresa que conduziria os espaços de descanso dentro de 32 mil m² de mostras.

No Museu de Arte Contemporânea da USP

O QUE PEDIR? Cuscuz de milho com ovo mole e manteiga de garrafa (R$ 12)
ONDE Av. Pedro Álvares Cabral, 1.301, Ibirapuera; entrada gratuita

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Cantina
“O café tem que ser uma extensão do museu. Deve servir como espaço de reflexão, de acolhimento e até mesmo ajudar a compor a programação cultural”, diz Alessandra Almeida, diretora do Museu da Imigração. Pois o chef Fellipe Zanuto (do restaurante Hospedaria, na Mooca) mergulhou fundo na história (e no acervo) da imigração para orientar seu trabalho. Com apoio de suas outras cozinhas profissionais —já que no museu não é permitido o uso do fogo—, ele prepara pães e embutidos para o café. Lá, serve waffles, bolos e biscoitos para estudantes, famílias e turistas que desejam algo para acompanhar o café, extraído em diferentes métodos. Nos fins de semana, das 10h às 15h, há brunch nas ensolaradas mesas do terraço.

No Museu da Imigração

O QUE PEDIR? cold brew (R$ 12) e sanduíche de focaccia (R$ 22)
ONDE R. Visc. de Parnaíba, 1.316, Mooca, tel. 2692-1866; entrada gratuita

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Junji Sakamoto
Antes de inaugurar o centro cultural instalado na avenida Paulista, um grupo de japoneses foi conhecer, anonimamente, restaurantes japoneses da cidade. Os visitantes selecionaram para a Japan House a comida do chef Jun Sakamoto, “por sua apresentação, sabor e constância”. A ideia de ter o Junji na casa, aberta em maio, era a de reforçar o “portal para o Japão, ofertando todas as facetas culturais ao público”, diz a presidente da Japan House, Angela Hirata. Jun conta que, nesta unidade do Junji, a finalidade é oferecer um “intercâmbio cultural”. Por isso, começou com um cardápio mais familiar ao brasileiro, com sushis, sashimis e teishokus (os pê-efes japoneses) “da forma como se serve no Japão”. “Depois, passamos a apresentar receitas que o público pode ainda não conhecer, como o minono [cozido de legumes] e sunomono [avinagrado de pepino e polvo], que acompanham o teishoku”, diz.

Na Japan House

O QUE PEDIR? Teishoku tonkatsu (com filé-mignon suíno à milanesa, por R$ 70)
ONDE Av. Paulista, 52, Bela Vista, tel. 3090-8900; entrada gratuita

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Santinho
Um nhoque servido no The Modern, no Moma de NY, marcou a chef Morena Leite, que quis cozinhar em um museu brasileiro. Logo depois de retornar ao país, recebeu o convite para ocupar o restaurante do Tomie Ohtake, onde já está há oito anos. No Museu da Casa Brasileira, em 2013, ela participou de uma chamada pública e também assumiu o serviço de comida da instituição. Nos dois espaços instalou o seu Santinho, com bem cuidado bufê de receitas brasileiras. Ali há, por exemplo, moqueca, picadinho e frango envolto em crepe de mandioquinha. “A comida é também uma forma de expressão cultural. Valorizá-la é uma forma de atrair gente para esses destinos”, diz Morena.

No Tomie Ohtake e no Museu da Casa Brasileira

O QUE PROVAR? Salada de banana com castanhas servida no bufê
ONDE
MCB. Av. Brg. Faria Lima, 2.705, Jardim Paulistano, tel. 3032-3727; ingresso R$ 10 ou R$ 5 (ter. a sex.); bufê R$ 59 e R$ 91 (fim de semana)
Tomie Ohtake. Av. Brig. Faria Lima, 201, Pinheiros, tel. 2245-1900; entrada gratuita; bufê R$ 58 e R$ 86 (fim de semana)

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Chez Mis
Passada a entrada do museu, no fundo do corredor, a moderna construção de vigas e concreto aparentes abriga o Chez Mis —casa gerida pelo mesmo grupo do Chez Oscar, empreendimento de quatro andares na rua Oscar Freire. Desde 2012, o restaurante serve algumas opções de entradas, sanduíches, pratos e de drinques. Pelas largas janelas, é possível acompanhar a movimentação do museu em dias de evento e contemplar o paisagismo do entorno.

No Museu da Imagem e do Som

O QUE PEDIR? Nhoque de mozarela, creme de parmesão e farofa de pão (R$ 53)
ONDE Av. Europa, 158, Jd. Europa, tel. 3467-3441; entrada gratuita

Resgatando um pilar maciço da culinária francesa

6fb67ce2163d7f2bf85094bf9a65abfeb313fa91Na La P’tite Boulangerie, tudo é feito na hora com ingredientes orgânicos, pela padeira Maud Moinard de 23 anos. (Rodolphe Escher para The New York Times)


CAP FERRET, França — Pascal Rigo tinha apenas sete anos quando se apaixonou pelo trabalho do padeiro. Passando as férias com a família nesta localidade na costa do Atlântico, começou a frequentar como aprendiz uma pequena padaria, uma das muitas que havia então na região de Lège-Cap-Ferret, a uma hora de carro a sudoeste de Bordeaux.

Com o passar dos anos, enquanto ele guardava uma fortuna no ramo de panificação, nos Estados Unidos, aqui, as padarias foram fechando as portas uma após a outra, até que só sobrou uma, nesta aldeia, onde ele tem uma casa — uma reviravolta que ele considera uma afronta à arte da padaria francesa.

Sua opinião a respeito daquele antigo pão de padaria não é lá muito grande. “Dizem que os franceses estão comendo menos pão por causa da dieta sem glúten ou da redução da emissão de carbono”, afirmou Rigo. “Mas um pão como aquele — esta é a razão”.

Em toda a França, a padaria local — a loja da família que produz as clássicas baguettes crocantes, as brioches cheias de ovos, os pãezinhos gordos e os croissants leves como o ar — entraram em declínio nas últimas décadas, porque algumas pessoas adotaram as dietas sem carboidratos, e outras se acostumaram a comprar o pão no supermercado.

Rigo partiu para uma cruzada, decidido a resgatar este pilar da cozinha francesa, uma padaria por vez, a começar daqui, com La P’tite Boulangerie du Ferret, uma loja que abriu no verão passado. Ele a considera a primeira de uma cadeia nacional de “micropadarias”, como ele diz.

“O pão faz parte da nossa cultura”, afirmou. “Eu gostaria de resgatá-lo para o meu país”.

Rigo, 56, é mais conhecido por fundar La Boulange, uma pequena cadeia de padarias de San Francisco, com café, que ele vendeu em 2013 para a Starbucks por US$ 100 milhões, e agora está ressuscitando sob um nome ligeiramente modificado, La Boulangerie.

Sua visão da França é uma rede de pequenas padarias, cada uma operada por um padeiro, e algumas com ajuda de um balconista. Ele pretende abrir pelo menos mais quatro este ano.

“O problema é a economia da padaria, não o pão”, observou. “Vou mostrar que é possível fazer um pão bom e um bom dinheiro”.

Sem título.png00.jpgBaguettes recém-saídas do forno na La P’tite Boulangerie. (Rodolphe Escher para The New York Times)


Ele estabeleceu que o antigo modelo de negócio já não funciona. “O imóvel custaria 400 mil euros; depois, seria preciso comprar o equipamento, portanto, na época da abertura da loja, o padeiro, em média, estaria com 800 mil euros no vermelho”, calculou. “Eles teriam de trabalhar 20 horas por dia porque não teriam como contratar ninguém para ajudá-los, e ainda assim teriam problemas para conseguir algum lucro”.

Ele pretende comprar os ingredientes em um único ponto para aumentar o poder de barganha das lojas, e limitar o número de produtos à venda. “Para obter algum lucro, os padeiros tentavam vender todo tipo de coisas, em lugar de procurar vender uma quantidade maior do que as pessoas realmente querem — as ‘baguettes des copains’, as baguettes finas (‘ficelles’) e os pãezinhos redondos”, disse Rigo.

Na França, o número de padarias caiu para 28 mil em 2015, em comparação a 37,8 mil há 20 anos.

Alexander Goransson, autor de um artigo lançado em 2014 sobre o pão na França, e um dos principais analistas da Euromonitor, uma empresa de pesquisa, disse que Rigo está pondo em marcha o seu projeto no momento exato, por causa do aumento do número de franceses interessados em pães de alta qualidade – ele o chama de “pão artesanal”.

Numa destas manhãs, aqui, em duas horas, 67 clientes da aldeia, que tem apenas 600 habitantes na baixa temporada — apareceram na La P’tite Boulangerie para comprar baguettes, ficelles e croissants feitos por Maud Moinard, 23, que gere um espaço de 27 metros quadrados.

Enquanto vende os pães, ela trabalha a massa. Conhece tão bem os seus clientes que antes que muito deles saíam do carro, ela já está embrulhando em papel pardo sua compra costumeira.

Rigo também pretende abrir aqui uma escola de formação de jovens padeiros. Ele fornecerá um pacote de financiamento que permitirá a estes estudantes se tornarem os donos de cerca de 70% do seu negócio.

“Acho realmente que nós podemos nos tornar a maior pequena empresa da França”, afirmou. [Stephanie Strom]

Com cozinha italiana, Piccolo é boa novidade em Pinheiros

Piccolo-Flavio-Teperman-div.-e1492722128265 (1).jpgFoto: Flávio Teperman/divulgação


Vizinho ao Le Jazz, o novo Piccolo engrossa a oferta de boas casas na Rua dos Pinheiros. O lugar é praticamente uma réplica (menor) do Più, restaurante dos mesmos donos no Baixo Pinheiros – entre eles, o chef Marcelo Laskani e o maître Maurício Cavalcante. São dois ambientes, a varanda e o aconchegante salão interno, separados por um bar.

À frente da cozinha, Laskani divide a autoria dos pratos com o chef Marcelo Milani. Como no Più, massas e alguns embutidos são feitos na casa. Da seção ‘para compartilhar’, há burrata cremosa defumada na mesa (R$ 45).

Entre as entradas, pedidas como o ovo perfeito, com brioche, creme de abóbora, fonduta de queijo taleggio e espinafre (R$ 31). Na lista de principais, prevalecem as massas, a exemplo do ‘Spaghetti alla Chitarra’, massa fresca com camarão, shitake, alcachofra e limão-siciliano (R$ 54), e do tortelli recheado com pernil de vitelo (R$ 52). Mas também há bochecha de javali (R$ 56), paleta de cordeiro (R$ 69) e polvo (R$ 67).

Durante a semana, no almoço (exceto feriado), serve apenas o menu executivo, por R$ 48, com entrada, prato e sobremesa. Destaque para o polpetone recheado de queijo caccio cavalo, molho ao sugo e tagliatelle na manteiga de sálvia.

Para finalizar, semifreddo de castanha-do-pará com farofa de café e calda de amaretto (R$ 21). Além de drinques, tem vinho em taça a partir de R$ 22. [Lucineia Nunes]

ONDE: R. dos Pinheiros, 266, Pinheiros, 3213-8449.

QUANDO: 12h/15h e 19h30/23h30 (6ª, até 0h; sáb., 12h30/16h e 19h30/0h; dom., 12h30/16h).

QUANTO: Cc.: todos. Cd.: todos.

Evitar desperdício e não cobrar caro são os mantras do Lilu

Quando o chef Andre Mifano saiu do restaurante Vito, em 2015, ele estava certo de que não queria mais ser dono de um empreendimento, mas continuaria sua trajetória cozinhando. “Comandar uma cozinha, administrar e ainda entrar em consenso com os sócios estava sendo desgastante demais”, comenta o expert, que ficou sete anos à frente da casa de gastronomia italiana que o consagrou. Do cardápio ao serviço, ele sentia que precisava seguir caminhos diferentes. “Aquele espaço já não combinava mais comigo”, diz o paulistano de 40 anos.

Descendente de italianos e com passaporte europeu, pensou que o seu novo caminho seria no exterior. “O Alex Atala, que é meu amigo, me aconselhou a não ir morar fora de vez, e sim ver primeiro o que estava acontecendo na gastronomia aqui e lá fora.” Foi o que fez. Viajou para Londres, Paris, São Francisco e Nova York para se reciclar e, quando voltou para o Brasil, continuou o processo de comer em vários lugares e trocar ideias com chefs da capital paulista. “Foi um período de estudo e inspiração, fundamental para um profissional que trabalha com a criatividade.”

Com mais tempo livre nesse ano sabático, não teve jeito, contrariou a si próprio e idealizou o conceito de um restaurante hipotético, com as características que eram importantes para o cozinheiro que ele tinha se tornado nos últimos tempos. “Simplicidade”, “compartilhar”, “evitar desperdício”, “não cobrar caro”, “um ambiente com luz suficiente para enxergar as pessoas e a comida” eram as ideias mais fortes desse lugar, que permanecia apenas no campo da imaginação. Até que um investidor o procurou e insistiu para montarem algo juntos. Andre tentou recusar, mas a possibilidade de rumar em uma nova direção resgatou esse chef, que ostenta um currículo de 22 anos na gastronomia.

gASTAndre Mifano na fachada de seu restaurante, na matéria “Cozinha Aberta”, para a revista ELLE. (Rafael Jacinto/ELLE)


Assim nascia o Lilu, que abriu as portas no fim do ano passado, no bairro de Pinheiros (Rua Francisco Leitão, 269), região paulistana que virou sinônimo de boa comida a preços convidativos. Um imóvel térreo dos anos 1930 foi escolhido para abrigar o novo negócio. Com projeto de Alan Chu, o único salão tem fachada e fundos de vidro. A cozinha é totalmente integrada com a área destinada aos clientes (no total, há 46 lugares). O branco impera e faz uma dupla boa com as cadeiras e mesas pretas. Tudo muito simples, sem ostentação.

Quanto ao menu, Andre optou por algo diminuto. Pouco mais de uma dúzia de criações, sem separação entre principais e entradas. E todos para dividir. “Esse sempre foi o jeito que gostei de comer com meus amigos. A gente senta em um lugar, pede algumas opções e coloca tudo no centro da mesa. É uma verdadeira conexão, com as pessoas provando os mesmos sabores e trocando opiniões”, comenta. Ele diz que abdicou de um cardápio extenso por uma questão da sustentabilidade. “Caso contrário, o estoque teria de ser maior, há mais probabilidade de perdas e isso acaba sendo repassado para o consumidor.”

Nesse quesito, também entra outro item que tem sido uma das principais missões de Andre: o aproveitamento total de cada ingrediente. Ele se programou para usar poucos elementos por prato, sendo que cada produto aparece em mais de uma receita, de maneira que nenhuma parte dele se perca. “É impraticável jogar comida fora. Hoje, nossa perda de alimentos é de 10%, enquanto em muitos lugares é de no mínimo 25%. Estou chamando essas estratégias de inteligência gastronômica, que pretende fazer com que a casa se sustente e ainda possa trazer algum rendimento”, conta o expert, que não trouxe para o Lilu receitas com embutidos feitos por ele nem investiu em barriga de porco e massas artesanais – suas três marcas registradas no Vito.

GAST1Salão do restaurante Lilu (Rafael Jacinto/ELLE)


Nesse pouco tempo de funcionamento, o novo negócio já possui alguns hits entre os pratos autorais e que se encaixam no gênero “comida variada” (as referências usadas pelo chef não se prendem a determinada cozinha). Os mais pedidos são o tartar de wagyu (raça de gado japonesa macia e saborosa) e o arroz de domingo, com rabada, linguiça portuguesa, couve e ovo. Por enquanto, eles têm lugar cativo no menu, que pode mudar a qualquer momento, pois Andre não quer manter tudo igual por muito tempo. “Também vou trabalhar com a sazonalidade. Se não for época de determinado produto, o ingrediente sai da receita”, diz ele, que acaba de colocar no cardápio uma salada de lentilha com abóbora, pimenta biquinho e cenoura.

Além do Lilu, há novidades também na televisão. Andre, que foi um dos primeiros chefs de sua geração a enveredar para a TV, estreia a terceira temporada do The Taste, do canal a cabo GNT, em abril. Mas diz que não pode revelar muito sobre o reality. “Só dá para dizer que a chef Helena Rizzo se juntou ao time de apresentadores-mentores e foi legal tê-la como colega.” Para quem tem curiosidade em saber se ele se chateia quando alguém é eliminado de seu time, o chef é taxativo: “Não me comovo. É um jogo e pronto. Tem de ser divertido”.

Diversão, aliás, é uma boa palavra para definir o seu momento atual. “Estou inspirado, fazendo o que gosto, do jeito que acredito. No ano que fiquei sem um restaurante, descobri que o problema não era ter ou não um negócio, mas que é fundamental estar à frente de algo em que você acredite totalmente.” [Daniel Tavares]

Kosushi comemora 29 anos com brinde de sake e cerimônia japonesa

Cine-Kosushi.jpgKosushi comemora 29 anos com brinde de sake e cerimônia especial || Créditos: Reprodução


Aberto em 1986, o Kosushi foi um dos primeiros restaurantes japoneses de São Paulo a abrir fora do bairro da Liberdade. Logo ficou conhecido pelas criações da equipe comandada pelo sócio e chef George Koshoji, hoje encontradas em muitos dos restaurantes da cidade. Na próxima segunda-feira, o Kosushi completa 29 anos e, para comemorar com seus clientes, vai armar uma verdadeira cerimônia japonesa, com direito a brindes de sake para quem passar por lá e, claro, muitas delícias.