French Deal SS20 Backstage!

BACKSTAGEPARISSPRING/SUMMER.

Dê uma olhada na French Deal Spring/Summer 2020 backstage, shot by Louise Reinke durante o Paris Fashion Week Men’s in exclusive for Fucking Young!

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EGONlab. Spring/Summer 2020

A primeira colecção Primavera / Verão 2020 da EGONlab inspira-se em todas as referências revolucionárias da nossa história que tiveram um impacto positivo na sociedade moderna.


Ele ecoa o atual contexto geopolítico, econômico e ecológico em que vivemos. Degradando-se dia a dia, o EGONlab deseja atrair as novas gerações: “Aprenda sobre a história da nossa história e construa o mundo de amanhã juntos”. A coleção L’APPEL reinterpreta o guarda-roupa punk, com base na estética e na forte imagem do movimento, enquanto desvia sua ideologia de “NO FUTURE”, transformando-o em “NOSSO FUTURO”

Inspire-se nos homens mais cool do planeta e embarque na (revira)volta da moda

Inspire-se nos homens mais cool do planeta e embarque na (revira)volta da moda
POR ALEXANDRA FARAH (@ALEFARAH)

Museu de novidades (Ilustração: Victor Amirabile | Com imagens Getty Images; reprodução e divulgação)

A moda é uma indústria global de 3 trilhões de dólares que, desde sempre, fez com que a gente almejasse o próximo item em detrimento do antigo. E assim a moda cresceu e brilhou por décadas servindo como benchmark para todas as outras indústrias. Apesar de sua aparência frívola, a gigante não brinca nos negócios. E mesmo na maioria das vezes se inspirando em estilos do passado – agora voltou o estilo skate, agora voltou o jaquetão (exemplos reais das tendências atuais) –, a moda sempre privilegiou o novo ao velho. Mas agora, vejam só, tanto os dados econômicos como a estética dos homens mais cool do planeta apontam uma reviravolta.

O que dizem os últimos números? Que o mercado de vestuário de segunda mão crescerá para quase 1,5 vezes do tamanho da fast fashion. Isso mesmo, até 2028, o mercado de roupas de brechó valerá US$ 64 bilhões, contra US $ 44 bilhões do fast fashion. A mesma pesquisa realizada pela Thred Up 2019 Resale Report diz que o second hand é o segmento que mais cresce – e em ritmo acelerado. Esse dado diz muito sobre o momento atual do mundo e acabou se transformando em estética.

Já que produzir roupa com matérias-primas virgens é algo nada sustentável que gasta muito CO2, faz estragos no meio ambiente, a galera descolada decidiu que tomar um banho de loja já era. A geração de jovens consumidores conscientes, incluindo Ryan Gosling e Harry Styles, por exemplo, começaram, sem alardear, a usar roupas do passado, de fato, e não só na aparência. 

Aqui vão dicas do que comprar no brechó: jaquetas de camurça, suéter de gola rulê, calças folgadas de alfaiataria com cintura alta, camisetas de bandas favoritas, cintos de lona, calças e jaquetas de veludo cotelê, jaquetas bomber revestidas de pele de carneiro, já que voltaram a ser itens essenciais para o guarda-roupa contemporâneo. Como usá-las? Claro que aqui ninguém está sugerindo fazer um look brecholento, desbotado e mal-cuidado. Nada disso. A grande jogada é primeiro comprar roupas em ótimas condições e misturá-las com peças atuais. Uma camisa de linho deve ser usada com um paletó bem cortado.

A tática é fazer o look refletir um estilo único, difícil de imitar e que mostre que você é um homem fashion, chique e conectado com os valores e propósitos da atualidade. Moda é cartão de visitas, e isso nunca sai de moda. Use a seu favor.

Maquiagem masculina: as dicas da especialista para uma pele bem cuidada

A maquiadora Brigitte Calegari dá todas as dicas para homens que querem começar do zero e aprender o que é preciso para ter uma pele impecável
GLAUCO JUNQUEIRA

Maquiagem masculina corretiva (Foto: Vanni Bassetti/Dior)

Já havíamos antecipado aqui quais seriam as cinco tendências de grooming que marcariam 2019 para os homens, e dentre elas, a maquiagem masculina se destaca. E isso não quer dizer que você terá de sair, por aí, com a cara “rebocada” e cheia de brilho.

É um fato que maquiagem para homem já foi um tabu. Entretanto, no contexto de estar com a pele limpa, hidratada e livre de imperfeições, as marcas estão cada vez mais antenadas no assunto e não param de lançar linhas inteiras, dedicadas ao público masculino.

De acordo com Patrícia Lima, especialista em beleza natural e fundadora da Simple Organic – marca brasileira sustentável de cosméticos orgânicos, veganos, naturais, cruelty-free e que defende a bandeira genderless (sem gênero) – é de extrema importância as marcas terem um olhar sem vício e muito além de marketing. “O que a gente vê hoje no mercado são muitas marcas de beleza levando para suas campanhas, a diversidade, mas não de forma real ou levantando todas as bandeiras nesse aspecto”, destaca Patrícia.

A maquiadora Brigitte Calegari. Para ela, o segredo para uma pele bem cuidada e de aparência naturalmente viçosa é ter rosto e lábios sempre hidratados, olheiras corrigidas e pontos de oleosidade controlados. (Foto: Divulgação)

Para te dar uma ajudinha em relação ao tema, falamos com a maquiadora e beauty artist Brigitte Calegari, para saber quais são os cuidados e as dicas de ouro da maquiagem masculina.

1 – O mundo da maquiagem está se tornando cada vez mais diverso, e cada vez menos sobre regras. Para quem nunca se aventurou nesse mundo, o que é preciso fazer para não errar?
Antes de uma boa maquiagem, existe um bom cuidado com a pele. Com a hidratação e a proteção solar em dia, o uso da maquiagem surge apenas para homogeneizar a pele e garantir um visual alinhado. Na hora de comprar os itens de maquiagem, sempre peça ajuda para algum especialista da loja, porque a compra do tom correto é o que garante a neutralidade necessária para não ter o visual de “palhaço”.

2 – Quais produtos são essenciais para uma pele bem-feita?
É importante dividir em duas categorias os produtos: uma, de cuidados, e outra, de cosméticos com função corretiva. Para os cuidados, o sabonete facial, o hidratante de acordo com o tipo de pele, o protetor solar e o protetor labial são essenciais! Eles vão garantir a saúde e evitar o uso excessivo de maquiagem no rosto.

Para os cosméticos, um bom BB cream ou CC cream (que possuem uma fórmula muito mais leve em relação à base e diversos benefícios para a pele), garante a uniformidade do tom do rosto e pescoço. No caso de olheiras mais evidentes, marcas ou espinhas, é interessante ter um corretivo cremoso – ótimo para ser aplicado com os próprios dedos nas áreas necessárias.

3 – Qual o passo a passo básico para homens, para uma pele livre de imperfeições?
Durante a noite, após o banho, é interessante estabelecer uma rotina facial: utilizar o sabonete líquido para lavar o rosto e aplicar o hidratante e o protetor labial antes de deitar.

Ao acordar, é legal repetir esse passo a passo, incluindo o protetor solar ao final. Uma dica importantíssima é evitar lavar o rosto com água quente. Se preferir lavá-lo no chuveiro, regule para fria a temperatura da água.

Depois que o protetor solar for absorvido pela pele, aplique o BB ou o CC cream com os próprios dedos, espalhando-o pelo rosto como se fosse um creme. Isso vai uniformizar o tom da pele e adicionar alguns benefícios extras à hidratação e à proteção solar. Caso ache necessário, utilize o corretivo cremoso nas olheiras, com batidinhas da ponta do dedo. Se for esfregado, o corretivo não exercerá o efeito de cobertura necessário.

4 – Se pudesse sugerir apenas um único produto para o homem investir, qual seria e por que?
Protetor solar! Além de garantir a saúde da pele, evitando queimaduras solares e o envelhecimento precoce, há opções com multibenefícios que possuem cor – e podem ser utilizados no lugar do BB ou CC cream, por exemplo.

Brigitte ainda lembra que é sempre importante pensar no uso dos produtos, imaginando uma aparência naturalmente viçosa: pele e lábios hidratados, olheiras corrigidas e pontos de oleosidade controlados. Assim, nenhum produto será usado em excesso e o visual terá aquele “ar saudável”, que tanto é desejado, com o uso da maquiagem. A real beleza é justamente essa: valorizar seus próprios traços com os produtos adequados para as suas necessidades.

Virgil Abloh encara acusações de cópia e falta de diversidade

VIRGIL ABLOH / REPRODUÇÃO

O momento não está fácil para Virgil Abloh. Em menos de três meses, o designer enfrentou repercussões envolvendo uma coleção que desenhou para a Louis Vuitton e uma festa que deu para o staff da Off-White.

Em março, Abloh foi acusado de “aprovar” o comportamento abusivo de Michael Jackson, em quem se inspirou para a coleção masculina da Louis Vuitton de Outono/Inverno 2019, desfilada em janeiro. A coleção foi feita antes do designer tomar conhecimento do documentário Leaving Neverland, filme que destaca as alegações de abuso a meninos menores de idade. Leaving Neverland teve pré-estreia em Sundance, no final de janeiro e estreia em março na HBO.

Na coleção, Abloh trouxe o estilo do cantor, aquele que imediatamente nos vêm à mente quando nos lembramos dele. Em um comunicado oficial, ele disse: “Minha intenção para este show foi referir a Michael Jackson como artista da cultura pop. Refere-se apenas à sua vida pública que todos conhecemos e ao seu legado que influenciou toda uma geração de artistas e designers. Estou ciente de que, à luz deste documentário, o desfile causou reações emocionais. Eu condeno estritamente qualquer forma de abuso infantil, violência ou infração contra quaisquer direitos humanos”.

O CEO da Louis Vuitton também se posicionou, adicionando que “a segurança e o bem-estar das crianças são de extrema importância para a Louis Vuitton. Estamos totalmente comprometidos em defender essa causa”. 

A marca decidiu então não produzir as peças que contenham elementos ligados a Michael Jackson. “A Louis Vuitton garantirá que a coleção reflita os verdadeiros valores da marca e de nosso diretor artístico, e também que não há absolutamente nenhum item que contenha diretamente elementos de Michael Jackson”, diz um porta-voz da marca à imprensa internacional. A coleção masculina tem várias outras inspirações e será lançada nas lojas em julho. 

Também em março, o DietPrada mostrou semelhanças entre um look do desfile masculino da Off-White e outro muito parecido da pequena marca alemã Colrs. O look em questão é uma capa de chuva amarela coberta de texto em estilo graffiti.

Em uma entrevista a revista New Yorker, ele responde a este caso específico: “Eu poderia falar por uma hora inteira sobre a condição humana e o ímã que é negatividade. É por isso que o mundo é como é. É por isso que o bem não prevalece, porque há mais energia negativa. É melhor apenas sentar e apontar o dedo. É isso que as mídias sociais podem ser. Todo esse espaço para comentar gera uma tendência a podridão versus realmente fazer algo. E ele permite que você compacte essa coisa em algo como: ‘Você não é um designer. Feche o livro. Porque, para ser um designer, você precisa ser da Bélgica’”. Essa última frase pode ser uma referência a estilistas como Raf Simons e Martin Margiela, a quem seu trabalho é muito comparado.

Pois agora, Virgil está sendo atacado por conta de uma festa que deu para o staff da Off-White, uma equipe de mais de 100 pessoas, baseada em Milão. Ele publicou algumas imagens recentemente em seu Stories e logo foi cobrado por usuários do Instagram e fãs da OW que, rapidamente apontaram a falta de diversidade na equipe. Usuários deixaram comentários no post falando “claramente você não acredita em diversidade” ou “irmão, contrate diversidade”. Outro usuário chamou para um boicote à marca dizendo: “Pessoas negras por favor aprendam a não apoiar marcas e negócios que não nos apoiam. 136 membros da equipe em uma festa de Natal e nenhuma pessoa de cor. Ele claramente não vê valor nos criativos que se parecem com ele”.

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Prada, Gucci e Burberry passaram por situação parecida e criaram iniciativas que mostram sua intenção de mudar imediatamente em relação a essa questão.

O que chama mais atenção no quadro aparentemente inteiro branco de funcionários é que o próprio Virgil Abloh fez história sendo o primeiro negro a ocupar o cargo de diretor artístico na história da Louis Vuitton (a marca foi fundada em 1854).

Em uma entrevista para FFW em 2017, Abloh foi perguntado se ele se considera um agente de mudança em direção a uma maior diversidade na moda. Sua resposta passou longe do tema: “Não sei, isso é mais pra outras pessoas responderem sobre mim. Mas isso não chega nem perto da razão pela qual eu faço o que eu faço; eu não sou tão preocupado com isso. Apenas me encontro em um lugar onde, igual quando eu comecei, tento visualizar as ideias que surgem na minha cabeça. Esse é o foco do meu trabalho”.

Abloh ainda não se posicionou em relação aos comentários negativos que tem recebido. [FFW]

SPFW: “Alguns falam que negro com dreads não é sinônimo de beleza”, diz modelo haitiano

Jean Woolmay Denson Pierre, de 23 anos, cruza pela quinta vez as passarelas da São Paulo Fashion Week. Em conversa com a Marie Claire, ele conta que se achava muito feio para ser modelo
PRISCILLA GEREMIAS

Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)
Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)

O modelo haitiano Jean Woolmay Denson Pierre, tem 23 anos e está pela quinta vez cruzando as passarelas da São Paulo Fashion Week. Em conversa com a Marie Claire, ele conta que se achava muito feio para ser modelo: “Os colegas da escola sempre me falavam que eu era muito escuro. Todo dia tinha uma brincadeira de mau gosto. Um dia pedi para um primo fazer umas fotos minhas, editei as imagens e postei no Facebook. Recebi muitos comentários legais e um fotógrafo do Haiti, chamado Gio, disse que eu tinha potencial e me chamou para fazer um ensaio fotográfico. Foi ai que minha carreira começou, aos 17 anos”, relembra.

No Haiti, o modelo foi coroado Rei do Carnaval e posou para revistas antes de chegar em São Paulo, em março de 2016, chegou a São Paulo no mês de março sem falar uma palavra em português e fazia cursinho para prestar o vestibular para Medicina, mas foi sua carreira como modelo que decolou. Na cidade, seus primeiros trabalhos foram com grandes marcas, como Nike, Lacoste, Fila e LAB Fantasma, dos irmãos Emicida e Fióti. “Daí decolou minha carreira de modelo internacional”, conta Jean.

O primeiro desfile do modelo no SPFW foi para a À LA GARÇONNE de Alexandre Herchcovitch e Fábio Souza. “Foi incrível, estava sem palavras, me lembro que agradeci muito a eles por essa oportunidade de deixar um haitiano desfilar no SPFW”.

Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)
Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)

O sucesso não livrou Jean de sofrer racismo e xenofobia. “Todo dia… Já perdi jobs por causa do meu cabelo, têm marcas que falam que negro com dreads não é sinônimo de beleza e que se eu quiser fazer o trabalho tenho que cortar meu cabelo. Eu gosto do meu cabelo e não vou cortar porque uma empresa não o quer. Sempre vai ter outra marca que vai me aceitar do jeito que eu sou. Também tem desfile que eu não pego porque sou ‘diferente’, fora do padrão, não sou como os outros modelos. É triste, mas essa é a realidade na moda daqui. Já cheguei em trabalho que não tinha maquiagem para minha cor. Ainda é fraca a participação de pessoas negras na passarela, na TV e nos comerciais. Precisaria ter mais, porque isso ajuda as crianças negras a acreditarem nelas, que elas podem chega no topo também e cria autoestima”, diz.

Jean, além de modelo, faz faculdade de Química. “Estou no quinto semestre. Às vezes é difícil conciliar, chego atrasado por causa dos jobs, nem todos os professores entendem. Mas eu gosto de estudar, não dá pra ficar só modelando e pagando de famoso na internet. Coloquei uma coisa na minha cabeça: não vou ficar jovem pra sempre”.

Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)
Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)

Vinda para o Brasil
Muito antes de chegar a semana de moda da capital paulista, o modelo, que nasceu em Porto Príncipe, no Haiti, teve que enfrentar um terremoto em seu país que fez com que sua família se separasse por um tempo.

Quando o terremoto devastou o país, em 2010, a família de Jean mantinha um mercadinho em Porto Príncipe. “Perdemos muita mercadoria. Lembro de sentir o tremor, de ver árvores e casas caídas, pessoas machucadas, todo mundo correndo. Passamos um mês dormindo em cabanas porque não podíamos voltar para casa”, disse o modelo assim que chegou em São Paulo em entrevista ao G1.

Seu pai, Jean Wilder Pierre, morou nas Bahamas, em algumas ilhas do Caribe e nos Estados Unidos para trabalhar como chef de cozinha e sustentar a família de classe média no Haiti. Ele passou oito anos nos Estados Unidos, destes, cinco, com a esposa. Neste período, o modelo e o irmão cinco anos mais novo, Jean Jaime, ficaram no Haiti, sob os cuidados da avó. Em 2012, seu pai resolveu vir para o Brasil, no Paraná, depois que um amigo o ajudou a conseguir o visto.

Foram quatro anos no Brasil até o pai do modelo trazer toda a família que foi morar em Joinville (PR), mas Jean resolveu se mudar para São Paulo para fazer cursinho e continuar a carreira de modelo, contrariando a vontade do pai.

Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)
Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)