Virgil Abloh encara acusações de cópia e falta de diversidade

VIRGIL ABLOH / REPRODUÇÃO

O momento não está fácil para Virgil Abloh. Em menos de três meses, o designer enfrentou repercussões envolvendo uma coleção que desenhou para a Louis Vuitton e uma festa que deu para o staff da Off-White.

Em março, Abloh foi acusado de “aprovar” o comportamento abusivo de Michael Jackson, em quem se inspirou para a coleção masculina da Louis Vuitton de Outono/Inverno 2019, desfilada em janeiro. A coleção foi feita antes do designer tomar conhecimento do documentário Leaving Neverland, filme que destaca as alegações de abuso a meninos menores de idade. Leaving Neverland teve pré-estreia em Sundance, no final de janeiro e estreia em março na HBO.

Na coleção, Abloh trouxe o estilo do cantor, aquele que imediatamente nos vêm à mente quando nos lembramos dele. Em um comunicado oficial, ele disse: “Minha intenção para este show foi referir a Michael Jackson como artista da cultura pop. Refere-se apenas à sua vida pública que todos conhecemos e ao seu legado que influenciou toda uma geração de artistas e designers. Estou ciente de que, à luz deste documentário, o desfile causou reações emocionais. Eu condeno estritamente qualquer forma de abuso infantil, violência ou infração contra quaisquer direitos humanos”.

O CEO da Louis Vuitton também se posicionou, adicionando que “a segurança e o bem-estar das crianças são de extrema importância para a Louis Vuitton. Estamos totalmente comprometidos em defender essa causa”. 

A marca decidiu então não produzir as peças que contenham elementos ligados a Michael Jackson. “A Louis Vuitton garantirá que a coleção reflita os verdadeiros valores da marca e de nosso diretor artístico, e também que não há absolutamente nenhum item que contenha diretamente elementos de Michael Jackson”, diz um porta-voz da marca à imprensa internacional. A coleção masculina tem várias outras inspirações e será lançada nas lojas em julho. 

Também em março, o DietPrada mostrou semelhanças entre um look do desfile masculino da Off-White e outro muito parecido da pequena marca alemã Colrs. O look em questão é uma capa de chuva amarela coberta de texto em estilo graffiti.

Em uma entrevista a revista New Yorker, ele responde a este caso específico: “Eu poderia falar por uma hora inteira sobre a condição humana e o ímã que é negatividade. É por isso que o mundo é como é. É por isso que o bem não prevalece, porque há mais energia negativa. É melhor apenas sentar e apontar o dedo. É isso que as mídias sociais podem ser. Todo esse espaço para comentar gera uma tendência a podridão versus realmente fazer algo. E ele permite que você compacte essa coisa em algo como: ‘Você não é um designer. Feche o livro. Porque, para ser um designer, você precisa ser da Bélgica’”. Essa última frase pode ser uma referência a estilistas como Raf Simons e Martin Margiela, a quem seu trabalho é muito comparado.

Pois agora, Virgil está sendo atacado por conta de uma festa que deu para o staff da Off-White, uma equipe de mais de 100 pessoas, baseada em Milão. Ele publicou algumas imagens recentemente em seu Stories e logo foi cobrado por usuários do Instagram e fãs da OW que, rapidamente apontaram a falta de diversidade na equipe. Usuários deixaram comentários no post falando “claramente você não acredita em diversidade” ou “irmão, contrate diversidade”. Outro usuário chamou para um boicote à marca dizendo: “Pessoas negras por favor aprendam a não apoiar marcas e negócios que não nos apoiam. 136 membros da equipe em uma festa de Natal e nenhuma pessoa de cor. Ele claramente não vê valor nos criativos que se parecem com ele”.

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Prada, Gucci e Burberry passaram por situação parecida e criaram iniciativas que mostram sua intenção de mudar imediatamente em relação a essa questão.

O que chama mais atenção no quadro aparentemente inteiro branco de funcionários é que o próprio Virgil Abloh fez história sendo o primeiro negro a ocupar o cargo de diretor artístico na história da Louis Vuitton (a marca foi fundada em 1854).

Em uma entrevista para FFW em 2017, Abloh foi perguntado se ele se considera um agente de mudança em direção a uma maior diversidade na moda. Sua resposta passou longe do tema: “Não sei, isso é mais pra outras pessoas responderem sobre mim. Mas isso não chega nem perto da razão pela qual eu faço o que eu faço; eu não sou tão preocupado com isso. Apenas me encontro em um lugar onde, igual quando eu comecei, tento visualizar as ideias que surgem na minha cabeça. Esse é o foco do meu trabalho”.

Abloh ainda não se posicionou em relação aos comentários negativos que tem recebido. [FFW]

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SPFW: “Alguns falam que negro com dreads não é sinônimo de beleza”, diz modelo haitiano

Jean Woolmay Denson Pierre, de 23 anos, cruza pela quinta vez as passarelas da São Paulo Fashion Week. Em conversa com a Marie Claire, ele conta que se achava muito feio para ser modelo
PRISCILLA GEREMIAS

Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)
Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)

O modelo haitiano Jean Woolmay Denson Pierre, tem 23 anos e está pela quinta vez cruzando as passarelas da São Paulo Fashion Week. Em conversa com a Marie Claire, ele conta que se achava muito feio para ser modelo: “Os colegas da escola sempre me falavam que eu era muito escuro. Todo dia tinha uma brincadeira de mau gosto. Um dia pedi para um primo fazer umas fotos minhas, editei as imagens e postei no Facebook. Recebi muitos comentários legais e um fotógrafo do Haiti, chamado Gio, disse que eu tinha potencial e me chamou para fazer um ensaio fotográfico. Foi ai que minha carreira começou, aos 17 anos”, relembra.

No Haiti, o modelo foi coroado Rei do Carnaval e posou para revistas antes de chegar em São Paulo, em março de 2016, chegou a São Paulo no mês de março sem falar uma palavra em português e fazia cursinho para prestar o vestibular para Medicina, mas foi sua carreira como modelo que decolou. Na cidade, seus primeiros trabalhos foram com grandes marcas, como Nike, Lacoste, Fila e LAB Fantasma, dos irmãos Emicida e Fióti. “Daí decolou minha carreira de modelo internacional”, conta Jean.

O primeiro desfile do modelo no SPFW foi para a À LA GARÇONNE de Alexandre Herchcovitch e Fábio Souza. “Foi incrível, estava sem palavras, me lembro que agradeci muito a eles por essa oportunidade de deixar um haitiano desfilar no SPFW”.

Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)
Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)

O sucesso não livrou Jean de sofrer racismo e xenofobia. “Todo dia… Já perdi jobs por causa do meu cabelo, têm marcas que falam que negro com dreads não é sinônimo de beleza e que se eu quiser fazer o trabalho tenho que cortar meu cabelo. Eu gosto do meu cabelo e não vou cortar porque uma empresa não o quer. Sempre vai ter outra marca que vai me aceitar do jeito que eu sou. Também tem desfile que eu não pego porque sou ‘diferente’, fora do padrão, não sou como os outros modelos. É triste, mas essa é a realidade na moda daqui. Já cheguei em trabalho que não tinha maquiagem para minha cor. Ainda é fraca a participação de pessoas negras na passarela, na TV e nos comerciais. Precisaria ter mais, porque isso ajuda as crianças negras a acreditarem nelas, que elas podem chega no topo também e cria autoestima”, diz.

Jean, além de modelo, faz faculdade de Química. “Estou no quinto semestre. Às vezes é difícil conciliar, chego atrasado por causa dos jobs, nem todos os professores entendem. Mas eu gosto de estudar, não dá pra ficar só modelando e pagando de famoso na internet. Coloquei uma coisa na minha cabeça: não vou ficar jovem pra sempre”.

Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)
Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)

Vinda para o Brasil
Muito antes de chegar a semana de moda da capital paulista, o modelo, que nasceu em Porto Príncipe, no Haiti, teve que enfrentar um terremoto em seu país que fez com que sua família se separasse por um tempo.

Quando o terremoto devastou o país, em 2010, a família de Jean mantinha um mercadinho em Porto Príncipe. “Perdemos muita mercadoria. Lembro de sentir o tremor, de ver árvores e casas caídas, pessoas machucadas, todo mundo correndo. Passamos um mês dormindo em cabanas porque não podíamos voltar para casa”, disse o modelo assim que chegou em São Paulo em entrevista ao G1.

Seu pai, Jean Wilder Pierre, morou nas Bahamas, em algumas ilhas do Caribe e nos Estados Unidos para trabalhar como chef de cozinha e sustentar a família de classe média no Haiti. Ele passou oito anos nos Estados Unidos, destes, cinco, com a esposa. Neste período, o modelo e o irmão cinco anos mais novo, Jean Jaime, ficaram no Haiti, sob os cuidados da avó. Em 2012, seu pai resolveu vir para o Brasil, no Paraná, depois que um amigo o ajudou a conseguir o visto.

Foram quatro anos no Brasil até o pai do modelo trazer toda a família que foi morar em Joinville (PR), mas Jean resolveu se mudar para São Paulo para fazer cursinho e continuar a carreira de modelo, contrariando a vontade do pai.

Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)
Jean Woolmay Denson Pierre (Foto: Reprodução/ Instagram)

Os melhores perfumes masculinos para este outono

A temperatura cai, mas os aromas quentes e amadeirados aquecem as novidades na perfumaria para homens
POR GLAUCO JUNQUEIRA

As fragrâncias masculinas para o outono levam madeira, especiarias e pimenta (Foto: Divulgação/Polo)

Já dizia Carolina Herrera de Baez que o perfume é uma expressão invisível do eu. Assim como nós mudamos, seja de humor, de opinião, ou de expressão, o perfume também deve variar com a mudança das estações.

Enquanto os aromas da primavera e do verão são mais frescos, cítricos e frutados, as temperaturas amenas do outono pedem aromas mais quentes e vibrantes. Especiarias, madeira, couro são alguns dos elementos que deixam as fragrâncias mais marcantes e sensuais nesta estação do ano.

Conheça os perfumes ideais para usar neste outono:

1 – Polo Red Rush, Ralph Lauren, R$ 379 (75 ml)

Polo Red Rush, Ralph Lauren, R$ 379 (75 ml). (Foto: Divulgação)

Para um homem moderno e de atitude. A grande novidade da perfumaria em 2019 tem tudo para ser uma referência unânime para os homes. Esse lançamento da Ralph Lauren é uma explosão de adrenalina e energia. Com uma intrigante e contrastante combinação de notas, traz a mandarina vermelha, a menta fresca, o café vermelho e o cedro na sua composição. É uma fragrância intensa e energética, refinada e masculina, que traz o ator e DJ Ansel Elgort – que estreou sucessos como “A Culpa é das Estrelas” e “Baby Driver” – como o rosto da campanha.

Disponível para pré-venda exclusiva nas Lojas Renner a partir de abril, e em junho, chega ao Brasil nos demais pontos de venda.

2 – Sauvage, Dior, R$ 565 (100 ml)

Savage, Dior, R$ 565 (100 ml). (Foto: Divulgação)

Âmbar, bergamota, pimenta, e o acorde da baunilha absoluta dão o tom para essa fragrância criada por François Demachy, o perfumista-criador da Dior, que inspirou-se no deserto, na hora mágica do crepúsculo. Esse novo e misterioso eau de parfum acrescenta uma intensidade original ao Sauvage. Noturno, o homem Sauvage é confiante e elegante, mas também arisco, “selvagem”. O perfume é equilibrado e não “compete” com quem o usa, mas sim enaltece-o.

3 – Malbec Magnetic, O Boticário, R$ 169,90 (100 ml)

Malbec Magnetic, O Boticário, R$ 169,90 (100 ml). (Foto: Divulgação)

Aprofundando a sofisticação de Malbec, a linha Magnetic traz uma fragrância que desperta uma atração forte e inexplicável. A Colônia Malbec Magnetic é a expressão olfativa do magnetismo, atraente e viciante. Tem um acorde que traz notas da terra rica em minerais e o frutal da uva branca da Alsácia que, combinados com as madeiras de Malbec, revelam uma fragrância intrigante e extremamente sedutora.

4 – 212 VIP Body Spray, Carolina Herrera, R$ 159 (250 ml)

212 VIP Body Spray, Carolina Herrera, R$ 159 (250 ml). (Foto: Divulgação)

Carolina Herrera expandiu a coleção 212 VIP, reformulando quatro de seus perfumes na forma de sprays corporais. A novidade, em formato nostálgico do aerossol, oferece uma expressão perfumada e portátil de liberdade e ousadia.

Essa coleção eleva ainda mais a experiência de aplicar um perfume da cabeça aos pés, literalmente, com um nível mais sutil da fragrância em comparação com os perfumes originais. Usado sozinho, cada spray corporal se dissipa levemente na pele e no cabelo; quando mergulhado sobre um perfume de 212 VIP, juntos abrem um novo capítulo para um acabamento mais duradouro.

Águas de março: os novos perfumes sem gênero da Louis Vuitton

A linha ‘Les Colognes’ é uma aposta da marca em fragrâncias sem definição de gênero
POR GLAUCO JUNQUEIRA

Os três aromas da ‘Les Colognes’, da Louis Vuitton (Foto: Divulgação)

A tendência genderless, ou sem gênero, transcendeu a moda e chegou também à perfumaria. Agora, é a vez da maison francesa Louis Vuitton dar mais um passo em direção à não distinção de gênero e anunciar o lançamento de uma série de fragrâncias unissex que “capturam o espírito da Califórnia”.

Chama-se “Les Colognes” e contempla três aromas distintos, que remetem ao verão californiano: Sun Song, Cactus Garden e Afternoon Swim, todos de 100 ml.

Cavalier Belletrud é o mestre perfumista que assina as fragrâncias – mesmo criador de Acqua di Giò, da Armani – e descreve as essências como “leves e sofisticadas”. Os aromas são essencialmente cítricos, com notas frescas e vibrantes, que variam entre limão, laranja, bergamota, gengibre e erva mate.

As cases desenhadas pelo artista Alex Israel (Foto: Divulgação)

A grife francesa convocou, ainda, o artista californiano Alex Israel, para “dar cor” às cases que abrigam os frascos.

Vale lembrar que marcas como Dior (Collection Privée), Chanel (Les Exclusifs) e Tom Ford (Private Blend) já apostam em coleções unissex e têm muito êxito com o feito.

Les Colognes deve estar disponível a partir de 4 de abril em todas as flagships da marca e online, pelo valor de € 210 cada (aproximadamente R$ 900). Vai encarar?

Buquê na barba? Noivos lançam tendência nas redes sociais

Noivos de todo o planeta estão aderindo ao adereço divertido
Por Ana Carolina Castro

(Instagram/Reprodução)

Se você ainda não se deparou com os chamados “buquês na barba”, prepare-se para vê-los em breve, pois esse adereço exótico tem conquistado noivos de todo mundo. O motivo? A barba decorada com flores rende cliques divertidos e serve como uma alternativa masculina para o buquê.

A maioria dos noivos investem no adereço inusitado para surpreender no ensaio de fotos pré-casamento. Outra alternativa é decorar a barba no dia do casamento com as mesmas espécies de flores utilizadas no buquê da noiva.

Apesar de exóticas, as barbas decoradas já despontam como tendência da temporada entre os noivos adeptos do estilo boho chic. O que vocês acham da ideia?