Morre Kim Jung Gi, mestre do desenho sul-coreano, aos 47 anos

Artista participou da CCXP Worlds 2020, dando Masterclass de desenho
CAIO COLETTI

O artista Kim Jung Gi

O artista sul-coreano Kim Jung Gi, responsável pelos desenhos ultradetalhados de quadrinhos como Tiger the Long Tail, SpyGames e McCurry NYC 9/11, morreu aos 47 anos.

De acordo com comunicado postado no Instagram de Kim, o artista estava em um aeroporto em Paris quando começou a sentir dores no peito. Ele chegou a ser internado, mas morreu pouco depois de infarto fulminante.

Interessado em arte desde a infância, Kim entrou em uma escola de belas artes quando tinha apenas um ano de idade, passando por anos de treinamento que levaram à refinação de sua técnica impressionante.

Além dos quadrinhos nos quais trabalhou integralmente, Kim assinou várias capas variantes para a DC e a Image Comics, de títulos como Superman, Liga da Justiça, Mulher-Maravilha e Motherlands.

Em 2020, o sul-coreano participou da CCXP Worlds, ministrando uma aula de desenho – relembre.

‘The Sandman’: veja 12 curiosidades sobre o HQ que chega ao streaming

Versão para TV do cultuado quadrinho escrito pelo inglês Neil Gaiman terá dez episódios
Por Télio Navega — Rio de Janeiro

‘The Sandman’ chega ao streaming – Foto: Divulgação

1. A série “The Sandman”, da Netflix, tem dez episódios e é uma adaptação de uma das HQs mais cultuadas de todos os tempos, que, ao longo de seu período de publicação pela DC Comics, faturou mais de 20 prêmios Eisner e ainda foi um dos pilares do prestigiado selo de horror e fantasia Vertigo.

2. Criador do quadrinho, o inglês Neil Gaiman é um dos produtores da adaptação para o streaming. Ao seu lado estão Allan Heinberg (roteirista do filme da Mulher-Maravilha de 2017 e criador, nos comics, dos Jovens Vingadores) e David S. Goyer, autor das histórias dos três filmes do Batman dirigidos por Christopher Nolan, além de criador da série de TV “Fundação”, produzida a partir dos livros de Isaac Asimov.

3. Sandman, ou melhor, Morfeus, é uma das sete entidades conhecidas como Perpétuos, cada um deles responsável por uma força da natureza. O deus do sonhar tem seis irmãos: Desejo, Desespero, Destruição, Delírio, Destino e Morte. Em sua primeira viagem aos EUA, Gaiman disse que recebeu elogios por criar a HQ de uma família disfuncional. Surpreso, ele então respondeu, com bom humor, que assim eram as famílias em seu país.

4. “Sandman” foi publicada pela DC Comics de 1989 a 1996 e teve 75 edições, compiladas depois em dez volumes encadernados, além de um spin-off para a Morte e um prólogo. No Brasil, saiu primeiro pela editora Globo em formato single issue, depois em capa dura pela Conrad e, atualmente, é editada pela Panini em versões simples e de luxo.

5. Gaiman nasceu em 10 de novembro de 1960 em Hampshire, Inglaterra, e foi um dos primeiros autores da invasão britânica no universo dos quadrinhos americanos. Antes de se tornar escritor de gibis e romances, ele foi jornalista e escreveu um livro sobre a história da banda Duran Duran. Gaiman chegou a dizer que ganhou, na época, duas mil libras para o trabalho, que foi publicado em 1984.

6. A série adapta as histórias de “Prelúdios e noturnos” e “A casa de bonecas”, os dois primeiros arcos da HQ. A trama tem início em 1916, com uma cerimônia pagã em que Morfeus é capturado por engano por um homem que buscava outro ser místico, a Morte. Sua intenção era pedir a ela a volta à vida do filho, recém-falecido na Campanha de Galípoli. Privado da liberdade e de seus três objetos de poder — a algibeira, o elmo e o rubi —, Morfeus passa décadas aprisionado no porão de seu algoz. Ao conseguir, enfim, escapar, o protagonista passará os próximos episódios tentando recuperar seus pertences e sua identidade.

7. Escolhido dentre 200 candidatos ao papel de protagonista, o ator Tom Sturridge, de 36 anos, faz um Morfeus com ar de estranhamento e androginia que combina muito bem com o personagem. E pensar que ele levou uma bronca de Gaiman logo no início das gravações. Em entrevista à revista EW, o escritor disse que se sentiu incomodado com o fato de Sturridge estar fazendo uma voz sussurrante para seu personagem e rosnou: “Pare de tentar ser o Batman!”

8. Para os que acreditam que o visual gótico do protagonista é inspirado no próprio Gaiman, o escritor escreveu no Twitter: “Nunca pensei em Morfeus como eu. Tirando a tendência de usar preto, espero que não tenhamos muito em comum.”

9. Parceiro mais constante de Gaiman nos quadrinhos, o britânico Dave McKean ilustrou todas as capas da série com um estilo de colagem que marcou os anos 1980 e serviu de referência para muitos designers. O artista não poderia ter ficado fora da série “The Sandman”. São dele as animações digitais exibidas ao fim de cada episódio, nos créditos.

10. Assim como o escritor Alan Moore criou John Constantine — um coadjuvante tão forte que saiu das páginas do “Monstro do Pântano” para ter o seu próprio gibi —, Gaiman gerou Lúcifer, o anjo caído, personagem que foi parar até na TV. Em “The Sandman”, o rei do inferno é interpretado por uma mulher, a atriz Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of thrones”), e não pelo já conhecido Tom Ellis. Foi o suficiente para reclamarem nas redes sociais com frases do tipo: “Não é meu Lúcifer.” Ao que Gaiman logo respondeu, com ironia: “Não é problema meu.”

11. “The Sandman”, assim como a HQ, não é uma série de heróis e vilões, mas apresenta, logo no início, o perturbador Coríntio, um pesadelo criado por Morfeus que fugiu de seu criador para ser um serial killer no mundo em que vivemos. Devidamente munido de óculos escuros para esconder seus olhos mordazes, o ator Boyd Holbrook (“Narcos”) é quem faz o temido personagem.

12. Um dos grandes destaques é a Morte. Kirby Howell-Baptiste interpreta a irmã de Morfeus e, diferentemente da ficção habitual, em que aparece ameaçadora, sua personagem tem compaixão. Tanto que levou Gaiman às lágrimas: “Se você está se perguntando por que escolhi Kirby como Morte, é por isso.”

UcconX: Polêmica vai de Procon a salário atrasado e acusação de desvio de verba

Feira de cultura pop foi vendida no começo do ano para outra empresa, que diz não ter vínculo com a administração anterior
Leonardo Sanchez

Arte da feira de cultura pop UcconX
Arte da feira de cultura pop UcconX – Divulgação

SÃO PAULO – A maior feira de cultura pop do mundo, capaz de bater de frente com a Comic Con Experience e com atrações do calibre de Chris Hemsworth. Foi assim que a organização original da UcconX, convenção que acontece em São Paulo até domingo (31), atraiu uma série de entusiastas para trabalharem em seu escritório.

Vários deles, agora, afirmam que a promessa era vazia e que o ambiente de trabalho era marcado por ameaças, horas extras não pagas que chegavam a jornadas de 11 horas diárias e insalubridade. No último trimestre do ano passado, as coisas pioraram, quando a então administradora do evento teria parado de pagar os salários da equipe de cerca de 20 funcionários.

No Twitter, o nome da UcconX viralizou depois que sua abertura foi marcada por imagens dos 144 mil m² do Complexo do Anhembi vazios, carentes de público, artistas e lojistas. Também gerou revolta o cancelamento de duas das maiores atrações da feira, Millie Bobby Brown —que estaria com Covid, versão que o evento mudou nesta quinta— e George Takei.

Diante disso, o Procon notificou a feira, que tem até o dia 5 de agosto para explicar a ausência dos astros, quando souberam do cancelamento, como a informação foi passada ao público e que opções foram dadas aos portadores de ingressos. Ela também deve compartilhar quantas entradas foram vendidas.

Além das questões que afetam o visitante, que desembolsou de R$ 250 a R$ 5.400 dependendo do pacote arrematado, chamou a atenção o relato de Hugo Melo, que havia sido contratado como diretor de criação da UcconX, mas decidiu relatar sua experiência na empresa num longo fio do Twitter, que vem sendo amplamente compartilhado.

A reportagem entrou em contato com ele e com outros quatro ex-funcionários, que dizem ter passado ao menos três meses de trabalho sem receber salário e, agora, brigam na Justiça para receber o dinheiro e ser indenizados.

No caso de Melo, a história começou em junho do ano passado, quando um amigo o convidou para participar do projeto. Ele foi contratado e, depois de alguns dias, recebeu a notícia de que teria que sair de Recife para trabalhar presencialmente em São Paulo. Ele aceitou, desde que recebesse um auxílio para pagar o aluguel.

O auxílio veio apenas no primeiro mês –e o salário, nos três iniciais. Entre novembro e janeiro, ele trabalhou sem receber nada, num escritório quente, com ar condicionado quebrado, até que ele e outros funcionários foram convocados para uma reunião.

Nela, os sócios da Uccon Marketing Ltda. teriam dito que o evento estava falido, que não tinham dinheiro para pagar as contas e que a prioridade, antes dos funcionários, era sanar dívidas relativas à infraestrutura do escritório. Se quisessem ser pagos, eventualmente, deveriam continuar trabalhando por amor ao projeto –e quem se recusasse iria para o fim da fila de pagamento, ameaçaram.

Melo e os outros funcionários ouvidos pela reportagem, que preferiram não se identificar por medo de represálias, decidiram, então, abandonar a empresa. Nenhuma rescisão contratual foi feita e os valores devidos não foram pagos.

Os funcionários que pediram para permanecer no anonimato relatam todos experiências parecidas. Alguns abandonaram o emprego para participar da empreitada. Pesaram na escolha o amplo e bem equipado escritório na Vila Olímpia, aliado à possibilidade de trabalhar com o que gostam, cultura pop, além das reuniões para fechar participações, que iam de Chris Hemsworth a um inédito reencontro do elenco de “Chaves”.

Eles trabalhavam como pessoas jurídicas, ou seja, sem carteira assinada, modalidade que se torna mais comum conforme a legislação trabalhista brasileira passa por afrouxamentos. Além dos cerca de 20 funcionários, também saíram com pagamentos em atraso prestadores de serviço externos, como agências de assessoria de imprensa e consultores.

No caso de Melo, ele pede na Justiça R$ 129,7 mil, valor que inclui os salários e auxílios em atraso, multa contratual, juros e indenização por danos morais. Este, no entanto, não é o único processo que a Uccon Marketing Ltda. enfrenta –são ao menos uma dezena, incluindo uma ação de despejo pelo não pagamento do aluguel de uma sala comercial.

Outro é uma ação de prestação de contas ligada a uma empresa que entrou como investidora da UcconX e que teria desembolsado R$ 7 milhões. A companhia alega que o valor teria sido desviado por meio da compra de camisetas para a feira. A ação corre em segredo de Justiça.

Os funcionários também afirmam que houve despreparo da empresa para sediar um evento desse porte. Em novembro, quando a pré-venda começaria, os sócios foram avisados de que a plataforma de ingressos não estava pronta para ser lançada. Não houve conversa. Depois de uma hora no ar e apenas 11 acessos, o site teria caído. À época, divulgaram que as entradas antecipadas haviam esgotado –o que os funcionários dizem que é mentira.

Em fevereiro, a UcconX foi comprada por outra empresa, que está à frente do evento hoje. Procurada, a BBL, da área de games e esports, afirma que não tem “qualquer responsabilidade relacionada à antiga administração” e destaca que “a operação de compra limitou-se somente à marca, o que significa que a empresa adquiriu a propriedade intelectual da UcconX”.

A BBL afirma que não sabia sobre a falta de pagamentos quando as negociações foram feitas, fato refutado pelos funcionários, que dizem que a situação era pública quando representantes da empresa teriam frequentado o escritório na Vila Olímpia, no fim do ano passado.

Procurado, um dos antigos sócios do evento, Luciano Martinez, da Uccon Marketing, direcionou a reportagem para a atual assessoria de imprensa da UcconX, sugerindo que ainda tem relação com a feira. Após ser novamente questionada sobre a participação dos antigos sócios, a equipe de comunicação da BBL informou que Martinez ainda tem vínculo com o evento.

“Luciano Martinez não faz parte do quadro societário da BBL e de nenhuma de suas subsidiárias. Ele também não tem nenhum vínculo com a BBL. A presença dele no evento se dá por obrigações contratuais relacionadas à venda da propriedade intelectual do UcconX e da venda dos contratos do Anhembi.”

A reportagem também teve acesso a conversas de WhatsApp entre Martinez e seus funcionários, que ocorreram em maio deste ano –portanto, após a venda da marca–, em que ele diz estar “reativando” a UcconX e em que dá garantias de que a organização não havia investido mais dinheiro no projeto, que havia acabado de reformular sua identidade visual.

De acordo com emails aos quais a reportagem também teve acesso, funcionários foram procurados por uma representante da BBL, que se mostrava disposta a intermediar uma conversa entre eles e a Uccon Marketing –nas mensagens, a informação de que uma empresa não tem vínculo com a outra é reiterada.

Mas as negociações não avançaram, diante da indisposição da Uccon Marketing em pagar a totalidade dos valores devidos, sob a alegação de que não teria dinheiro para isso. Os funcionários, então, foram às redes sociais para expor a história e foram novamente contatados. Alguns assinaram, então, contratos de confidencialidade, em que se dispuseram a não mencionar sua passagem pela empresa ou citar a UcconX em troca do pagamento dos salários em atraso.

Procurado novamente, após as negativas da BBL em responder em nome da antiga administração, Luciano Martinez não atendeu aos pedidos da reportagem. Seus antigos sócios tampouco foram localizados.

Tim Sale, artista icônico da DC e ganhador do Eisner, morre aos 66 anos

Famoso por dupla com Jeph Loeb, ele desenhou HQs como Batman: Vitória Sombria
EDUARDO PEREIRA

Tim Sale, icônico artista da DC Comics e da Marvel

O desenhista Tim Sale, colaborador de longa data da DC e famoso pela dobradinha com o roteirista Jeph Loeb em títulos icônicos do Batman, morreu aos 66 anos. A notícia foi confirmada pelo perfil oficial do artista no Twitter, e chega poucos dias após Sale ser admitido em um hospital em estado crítico de saúde.

“É com uma pesada tristeza que eu preciso anunciar que Tim Sale morreu hoje. Ele morreu com o amor da sua vida ao seu lado, e ama muito todos vocês. Por favor, compartilhem fotos e histórias sobre ele nesta publicação, pois queremos compartilhá-las com a comunidade”, diz o texto publicado no perfil do artista.

Nascido em Nova York, em 1956, Sale passou a maior parte de sua infância em Seattle, Washington, depois de se mudar com a família. Depois de adulto, ele estudou na Escola de Artes Visuais de Nova York, mas antes mesmo de se formar retornou a Seattle e começou a trabalhar na área. O auge veio a partir da dupla com Loeb, com quem assinou títulos como Batman: O Longo Dia das BruxasBatman: Vitória Sombria e Superman For All Seasons.

Sale também colaborou com a Marvel, onde produziu artes para HQs como Demolidor: AmareloHomem-Aranha: Azul e Hulk: Cinza. Ele ganhou um prêmio Eisner, a maior honraria dos quadrinhos, em 1999, na categoria de Melhor Artista.

Morre o quadrinista George Pérez; Marvel e DC publicam homenagens

Artista teve passagens marcantes pelas duas principais editoras de quadrinhos dos Estados Unidos desde a década de 1970

O quadrinista George Pérez em frente a trajes inspirados na Mulher-Maravilha, personagem da DC
O quadrinista George Pérez em frente a trajes inspirados na Mulher-Maravilha, personagem da DC Foto: Twitter/@dccomics

George Pérez, nome marcante das histórias em quadrinhos, que passou por Marvel e DC Comics, morreu na sexta-feira, 6, aos 67 anos. A informação foi divulgada em sua página nas redes sociais neste sábado, 7.

“Estou aqui com a notícia que ninguém gostaria de ler. George morreu ontem, pacificamente em sua casa com a sua mulher e a família ao seu lado. Ele não estava em sofrimento e sabia que era muito, muito amado”, informou a postagem.

Nascido em 9 de junho de 1954 em Nova York, nos Estados Unidos, começou na carreira dos quadrinhos cedo, ainda na década de 1970, desenhando personagens dos Vingadores para a Marvel. Na década seguinte, transferiu-se para a DC, onde se empenhou, entre outros trabalhos, na consolidação nos Jovens Titans ao lado de Marv Wolfman.

Em dezembro de 2021, havia anunciado em sua página no Facebook o diagnóstico de câncer no pâncreas. Segundo ele, não havia cirurgia possível e ele não pretendia seguir com quimioterapia ou radioterapia.

Diante do ocorrido, a Marvel publicou: “George Pérez foi um artista, autor, exemplo e amigo. Seu trabalho pavimentou diversas histórias nos quadrinhos, e seu legado de gentileza e generosidade nunca será esquecido. Nossa família da Marvel lamenta sua perda hoje, e nossos corações estão com a sua família e os seus entes queridos”.

“George Pérez fez tudo parecer simples. Suas contribuições foram primordiais tanto em dirigir quanto em revinventar a longa e rica história da DC. As histórias de George eram uma alegria de se ler, e seu trabalho ressoou em todos com quem se encontrou. Sau falta será sentida por nós aqui na DC e pelos fãs ao redor do mundo”, escreveu a DC.

Jane Foster volta a se tornar a Poderosa Thor em nova HQ da Marvel

Jane Foster & The Mighty Thor chega às bancas norte-americanas um mês antes de Amor e Trovão entrar em cartaz
NICO GARÓFALO

Aquecendo para o retorno de Natalie Portman em Thor: Amor e Trovão, a Marvel anunciou que Jane Foster voltará a usar o manto de Poderosa Thor nos quadrinhos. A Casa das Ideias revelou uma prévia de Jane Foster & The Mighty Thor, que mostrará a personagem empunhando novamente Mjölnir após o desaparecimento de Thor. Arriscando mais uma vez a própria vida, ela precisará defender Asgard de grandes ameaças como EncantorHela e Ulik o Troll.

A história será escrita por Torunn Gronbekk, que já vinha comandando histórias de Jane em Valquíria, e contará com artes de Michael Dowling (O Espetacular Homem Aranha). Confira uma prévia da primeira edição, que terá capas ilustradas por Ryan Stegman e Peach Momoko:

Jane Foster & The Mighty Thor será lançada nos Estados Unidos em 8 de junho, cerca de um mês antes de Amor e Trovão chegar aos cinemas.

Artistas da DC se unem em homenagem a George Pérez

Quadrinista foi diagnosticado com câncer terminal
NICO GARÓFALO

George Pérez, um dos maiores nomes da história dos quadrinhos, será homenageado pela DC Comics com uma arte especial criada em conjunto pelos principais artistas do selo. A imagem traz personagens criados pelo quadrinista ou usados em algumas de suas histórias mais icônicas, como Crise nas Infinitas Terras e Novos Titãs.

Entre os artistas responsáveis pela imagem estão Jim LeeAlex RossNicola ScottIvan ReisJoëlle Jones e José Luis García-López, que cuidou da arte de Novos Titãs após Pérez assumir a revista da Mulher-Maravilha – confira a imagem e a lista de convidados abaixo:

As imagens serão publicadas em todas as revistas da DC Comics no mês de julho e servirá também como capa variante de Dark Crisis #7.

Pérez tem uma das carreiras mais celebradas nos quadrinhos, tendo escrito e ilustrado títulos como Mulher-MaravilhaVingadoresNovos TitãsDesafio Infinito e Crise nas Infinitas Terras.

De acordo com o comunicado oficial publicado por sua equipe em dezembro de 2021, Pérez está com câncer pancreático em estágio 3 e tem expectativa de vida de seis meses a um ano. O quadrinista optou por não tratar a doença para se despedir dos fãs. Depois de alguns eventos, o artista teve uma piora de quadro e hoje recebe amigos e familiares em sua casa.

Heroína trans de Supergirl, Sonhadora aparecerá em Superman: Son of Kal-El

Nicole Maines, que viveu a personagem na série da CW, co-escreveu HQ com Tom Taylor
NICO GARÓFALO

DC Comics/Divulgação

Depois de estrear nas páginas na one-shot DC Pride 2021, a Sonhadora chegará de vez ao cânone do universo DC em julho. A heroína, que apareceu pela primeira vez na série da Supergirl, participará de Superman: Son of Kal-El #13, em edição corroteirizada por Nicole Maines, que deu vida à personagem na produção da CW, e Tom Taylor, que comanda o título normalmente (via Comicsbeat).

Jon Kent e Nia Nal são dois personagens com muito em comum”, disse Maines em um comunicado oficial. “Os dois são heróis que carregam o peso do mundo nas costas e jovens com papéis impossivelmente grandes para assumir. Escrever suas histórias (…) com Tom foi um enorme prazer e preciso fazer um trocadilho e dizer que Superman e Sonhadora são o time dos sonhos”.

Criada em 2018 para a quarta temporada de Supergirl, Nia Nal é meio humana e meio nalturiana e ancestral de Nura Nal, primeira personagem das páginas da DC a usar o nome Sonhadora. Nia foi a primeira heroína transgênero da editora a aparecer em um live-action e foi interpretada por Maines, que também é trans.

Essa já é a segunda história da Sonhadora assinada pela atriz, que comandou o conto da heroína publicado em 2021. Apesar de ter sido contada em uma HQ da DC, a trama se passava no Arrowverse. Com isso, sua aparição em Son of Kal-El marcará sua estreia definitiva no universo regular do selo.

Confira a sinopse de Superman: Son of Kal-El 13: “É a dramática estreia da Sonhadora no Universo DC! Quando todos os heróis da Terra são ameaçados pelas tramóias de Henry Bendix, inicia-se uma corrida contra o tempo para a Sonhadora encontrar o Superman antes que o pior aconteça! Mas será que a premonição desta misteriosa nova aliada se tornará um pesadelo para Jonathan Kent?

Com arte de Clayton HenrySuperman: Son of Kal-El 13 será publicada em 13 de julho nos Estados Unidos.

Com mais de 25 mil HQs, DC Universe Infinite tem lançamento confirmado no Brasil

Companhia ainda não divulgou os preços para o mercado brasileiro
FLÁVIO PINTO

Nesta segunda-feira (28), a DC Comics confirmou o lançamento da DC Universe Infinite, serviço de assinatura para quadrinhos da sigla, no Brasil. Ao todo, de acordo com as informações disponibilizadas no site oficial da plataforma, serão mais de 25 mil edições de HQs disponibilizadas aos assinantes — saiba mais detalhes com o vídeo acima.

O DC Universe Infinite também terá lançamento de versões digitais dos títulos como Aquaman: Deep DivesBatman: Gotham NightsDCeased: Hope at World’s EndSuperman: Man of TomorrowSwamp Thing: New Roots, e Harley Quinn: The Animated Series: The Eat. Bang! Kill. TourSuicide Squad: King SharkWonder Woman 84, entre outras.

Nos Estados Unidos, o serviço pode ser adquirido pelo valor mensal $7.99 dólares, ou anual de $74.99/ano.

A companhia ainda não divulgou os preços para o mercado brasileiro, mas devem ser anunciados nos próximos meses.