DC Comics anuncia evento crossover Trial of the Amazons com Yara Flor

Este é o primeiro crossover da Mulher-Maravilha em 30 anos
MARIANA CANHISARES

Trial of the Amazons just announced at #DCFanDome! The massive crossover event begins in 2022 and stars Wonder Woman, Nubia, Wonder Girl, Hippolyta, and Artemis.

DC Comics anunciou Trial of the Amazons, o primeiro evento crossover da Mulher-Maravilha em 30 anos, durante o DC FanDome. Seu pontapé será dado em 2022 e contará com a presença da Mulher-Maravilha brasileira, a Yara Flor. 

De acordo com o ComicBook, o evento terá roteiro de Becky CloonanMichael ConradVita AyalaStephanie WilliamsJoelle Jones e Jordie Bellair, todos envolvidos atualmente com títulos do universo da Mulher-Maravilha na editora. Leia a sinopse:

“2022 verá um evento crossover gigantesco que afetará o futuro das Amazonas – TRIAL OF THE AMAZONS. Diana está lutando por justiça em uma escala cósmica, deixando a Rainha Hyppolyta prestes a partir para o Mundo dos Homens e Nubia para liderar Themyscira conforme novas tribos de Amazonas aparecem. Yara Flor, introduzida no Future State e nas páginas de Garota Maravilha, e Nubia se encontram no centro de uma briga por poder que vai redefinir o futuro das Amazonas da DC”.

Embora o evento em si aconteça somente em 2022, as primeiras pistas do seu conflito central já estarão em Nubia & the Amazons, que será lançada em 19 de outubro nos Estados Unidos.

Edição que mostrará novo Superman se descobrindo bissexual terá tiragem dupla

Distribuidora da DC no Reino Unido já listou segunda leva de Superman: Son of Kal-El #5 em site
NICO GARÓFALO

Superman Son Of Kal-El #5

A edição de Superman: Son of Kal-El que mostrará Jon Kent, atual Superman e filho de Clark Kent, se descobrindo bissexual nem foi lançada e já é um sucesso. A Diamond, que ainda distribui as revistas da DC Comics no Reino Unido, listou uma segunda tiragem da revista, que será lançada junto com a primeira. Os pedidos para a leva adicional do título foram abertos antes mesmo da data limite para a compra do lote inicial, indicando a alta procura pela edição (via BleedingCool).

Em Superman: Son of Kal-El, Jon Kent — filho de Clark Kent e Louis Lane — veste a capa nas aventuras dos quadrinhos da DC. O personagem surgiu, originalmente, em 2015. A edição com a saída do armário do herói será lançada em 9 de novembro nos Estados Unidos.

Superman atual, herói filho de Clark Kent, assume ser bissexual

Jon herdou o posto de Superman do pai, Clark. Recém-lançada série de HQs ‘Superman: Son of Kal-El’ mostra a vida do herói de 17 anos que terá relação com amigo ativista hacker.

Beijo do Superman Jon Kent — Foto: Reprodução/DC

Jon Kent, o Superman atual, vai assumir ser bissexual na HQ “Superman: Son of Kal-El # 5”. A informação foi divulgada pelo site IGN nesta segunda-feira (11).

Jon herdou o posto de Superman de seu pai. A recém-lançada série de HQs “Superman: Son of Kal-El” mostra a vida desse herói de 17 anos.

A DC mostrou imagens e detalhes do relacionamento do filho de Clark Kent com Jay Nakamura, um ativista hacker. O primeiro beijo dos dois, que são amigos, estará na quinta edição da série.

Como One Piece levantou uma discussão sobre personagens trans com Yamato

Embora filho de Kaido tenha trazido um debate sobre gênero, o próprio mangá parece deixar a discussão mais confusa
FÁBIO GARCIA

Yamato em One Piece
One Piece/Shueisha/Reprodução

One Piece é mais do que a série de um pirata que estica. Através de muitas alegorias, o mangaká Eiichiro Oda conseguiu introduzir em seu famoso shonen de lutinha uma série de discussões de assuntos bem mais complexos, como militarização e racismo. Recentemente o personagem Yamato, filho do vilão Kaido, acendeu uma pauta que dividiu fãs da obra: embora Yamato se considere um homem e seja tratado dessa forma por todos os personagens, sua identidade de gênero não é respeitada por todos que consomem a história.

Para entender como algo simples acabou se tornando um debate no meio dos fãs de One Piece, reunimos algumas informações que podem elucidar (ou não) essa história.

Quem é Yamato?

Yamato foi introduzido no atual arco de One Piece, ambientado no país de Wano, e rapidamente ganhou bastante destaque por conta de sua força e importância para a história. O personagem é o filho de Kaido, o grande vilão da saga atual, responsável por usar sua força bruta para dominar a região e criar um exército particular com versões artificiais das Akuma no Mi (os Frutos do Diabo que garantem poderes às pessoas). Coisas que acontecem no mundo de One Piece, não é mesmo?

Demorou para que Yamato fosse introduzido na história. O personagem só era citado por Kaido ou pelos capangas, sempre com muito respeito e reverência, e ele surgiu na trama durante a invasão a Onigashima, o clímax da batalha no país de Wano. Luffy “trombou” com Yamato nas dependências da base de Kaido e logo formaram uma aliança para encerrar a guerra, afinal seus objetivos eram muito próximos: assim como Luffy gostaria de libertar o povo de Wano das garras de Kaido, Yamato tem o mesmo desejo do guerreiro lendário Oden e quer abrir as portas do país para as nações estrangeiras.

A questão polêmica começa agora. Yamato não tem os mesmos sonhos do falecido Oden, na verdade ele se autoproclamou o novo Oden e tomou para si a missão de continuar seu legado, acompanhado do diário escrito pelo antigo guerreiro. Isso não tem nada de surpreendente porque, afinal, estamos falando de um shonen de lutinha no qual o protagonista tem o poder de se esticar como borracha, mas um detalhe começou a causar um ruído nos fãs: Yamato é desenhado por Eiichiro Oda com um corpo feminino, porém todos os personagens respeitam a vontade de Yamato e se referem a ele com pronomes masculinos. Isso foi o bastante para que o filho de Kaido fosse interpretado como um homem trans, mas essa leitura não foi uma unanimidade.

Yamato em One Piece
One Piece/Shueisha/Reprodução

A reação dos fãs

Falar que alguns fãs têm inclinações pouco progressistas não é surpreendente no meio nerd ou otaku. Assim como é possível encontrar fãs de X-Men que agem com preconceito quando se fala de minorias, alguns fãs de One Piece ignoram (ou não percebem) algumas narrativas inseridas na trama e reproduzem comportamentos inadequados e opostos à obra. Mesmo que o Eiichiro Oda não introduza as pautas de forma literal e didática, fica claro que One Piece é sobre um grupo de personagens dispostos a ajudar qualquer pessoa oprimida socialmente, seja por um governo militarista quanto por um ser forte cujo poder subiu à cabeça.

Sobre minorias, precisamos lembrar que One Piece já teve outros personagens representando pessoas LGBTQIA+, como o Bon-Clay ou Emporio Ivankov. Embora ambos sejam mostrados como caricaturas (às vezes até de forma ofensiva), é necessário entender que eles surgiram na história em uma época na qual discussões sobre questões sociais não eram tão fortes como hoje em dia (Bon-Clay apareceu pela primeira vez em 2000, e Ivankov, em 2009). Mesmo assim, o caso do Yamato parece ser complexo.

Bon Clay e Ivankov
One Piece Treasure Cruise/Divulgação

Ao mesmo tempo que o personagem se considera homem e os demais se refiram a ele com palavras e pronomes masculinos, há uma parcela dos fãs que rejeita esse respeito à identidade de gênero do Yamato. Não só é fácil encontrar pessoas se referindo a ele como mulher como também há os que insistem em corrigir os que se referem ao Yamato com os pronomes masculinos. Matheusresponsável pelo canal All Blue, costuma acompanhar as polêmicas do meio e explica a forma como essas pessoas tratam o personagem na internet: “Alguns já aceitaram sem nem precisar do debate, mas tem muita gente que disse que Yamato é mulher porque tem peito e aparência de mulher”. O youtuber ainda revela que alguns canais especializados em One Piece fazem questão de se referir a Yamato como mulher nas capas e thumbs de seus vídeos.

Se a discussão sobre identidade de gênero em One Piece já parecia difícil com as informações da história, um recente lançamento da Shueisha complicou ainda mais. A série de Eiichiro Oda conta com vários “databooks”, livros reunindo informações sobre personagens e arcos nessas décadas de publicação. Após vários livros, a editora Shueisha parou de lançar esse conteúdo de forma compilada e passou a lançar páginas soltas com personagens mais recentes na trama, e essas páginas foram chamadas de Vivre Cards (nome dado a um papel de propriedades especiais existente no universo de One Piece). “Os Vivre Cards têm a intenção de dar informações oficiais e canon, então eles confirmam coisas que antes eram só especuladas pelo fandom”, explica Matheus.

Com o lançamento do Vivre Card com as informações do Yamato a discussão voltou a repercutir, pois está escrito no box do personagem a informação “gênero: feminino/mulher”. Para o apresentador do canal All Blue, isso foi o combustível que faltava para inflamar uma ala bem barulhenta entre os fãs de One Piece: “com isso tem muita gente do fandom, a galera mais tóxica, que acha que venceu uma batalha, sabe? Aproveitando pra mandar uns ataques transfóbicos com comentários misóginos, machistas, disfarçados de ‘brincadeira’”. Alguns não aceitam Yamato como um homem trans, e defendem a utilização de pronomes femininos usando como desculpa que o personagem não se identifica como homem, e sim se identifica como Oden que, no caso, é um homem. Em vez de promover um debate entre fãs para entenderem melhor as características de um personagem, o Vivre Card foi usado para pessoas reafirmarem suas posições pré-existentes.

Kikunojo
One Piece/Toei/Reprodução

Curiosamente há uma outra personagem transgênero no arco de Wano, a samurai Kikunojo, tratada com mais respeito pelos fãs. Ao contrário de Yamato, os fãs aceitam melhor que Kikunojo se identifica como alguém do sexo feminino e usam os pronomes corretamente ao se referir a ela. Quer dizer, quase: “ainda assim tem um ou outro que diz que ela é ‘trap’”, lamenta Matheus do All Blue. No caso, “trap” é uma palavra carregada de bastante preconceito e inaceitável de ser usada para se referir a uma pessoa trans.

Texto inconclusivo

Agora vamos entrar em uma parte mais pragmática nesse debate a respeito do Yamato em One Piece. A língua portuguesa deixa bastante marcado o gênero do interlocutor, mas como é no texto original? Buscando algumas respostas, conversei com Felipe Monte, o tradutor do mangá de One Piece no Brasil, e acabei vendo que a situação é mais complexa do que imaginava.

Se você abrir os volumes 97 e 98 da edição brasileira de One Piece encontrará textos “desconexos” a respeito do Yamato. Ao mesmo tempo em que o rapaz se refere a si mesmo com palavras do gênero masculino, e até mesmo o vilão Kaido chame Yamato de “filho“, as caixas de texto com informações identificam Yamato como mulher.

One Piece/Toei/Reprodução

Quando a gente descobre que o Yamato existe, é com o Kaido especificamente falando do filho dele (‘musuko’ em japonês). Outros personagens se referem a ele com o termo ‘bocchan’ (que na nossa edição ficou adaptado como ‘Jovem Mestre’) que é basicamente um termo pra se referir ao filho (homem) dos outros e também tem a conotação de ser filho de alguém importante“, explica Felipe. No entanto, o tradutor aponta que logo depois o mangá se contradiz: “quando o personagem finalmente aparece e revela o rosto e rasga as mangas do quimono, o box de apresentação o trata como ‘Filha do Kaido“.

Felipe explicou que isso foi o bastante para que chegassem algumas reclamações à Panini, afinal estavam usando palavras de gênero incorreto para se referir ao Yamato. No entanto não se trata de um erro de tradução, pois isso está presente na versão original: “Essa questão de ‘filha do Kaido’ se mantêm em outras partes da história como na apresentação dos personagens no início dos volumes e nas sinopses, e é por isso que mantemos tudo isso nas nossas edições. A nossa regra, por assim dizer, é ter sempre o respaldo do original”. Isso leva a questão a um ponto muito curioso.

Todos os personagens, sejam eles vilões ou heróis, se referem ao Yamato com pronomes masculinos. O próprio personagem usa palavras comumente usadas por homens, como o pronome “boku” (eu) em japonês. Porém, essa identidade do Yamato é desrespeitada aqui no nosso “mundo real” pelos balões de explicação da história e textos editoriais. É como se o Oda ou a equipe da Shueisha entendessem Yamato como mulher, ao contrário de todos os personagens do mundo de One Piece que o aceitam como homem.

O tradutor acredita que a utilização de “filha do Kaido” na introdução do personagem foi apenas uma estratégia do Oda para reforçar a surpresa esperada para a revelação da aparência do Yamato. No entanto, ele também aponta que o texto do Vivre Card e a inclusão do Yamato em um vídeo sobre mulheres fortes de One Piece “deixa claro qual a visão que os responsáveis pela série tem do personagem“.

One Piece/Toei/Reprodução

Curiosamente, esse ruído entre o texto do editorial e as falas dos personagens não ocorre no anime de One Piece, produzido pela Toei e disponibilizado oficialmente no Brasil pela Crunchyroll. No episódio 990, o mais recente lançado no Japão, é usada a palavra “musuko” (filho) no título do episódio, ou seja, tanto os personagens quanto o próprio anime identifica Yamato como alguém do sexo masculino.

Otakus e personagens trans

A relação entre otakus e personagens trans sempre foi bem conturbada, mas ultimamente parece ter aumentado um pouco. Pelo menos é o que constata Lys, uma das podcasters do Otaminas e mulher trans, que conversou um pouco sobre a questão de como os fãs compreendem o Yamato. Para ela, tem sido mais comum pessoas no ambiente virtual agindo de forma mais conservadora e usando imagens de avatar de animes, mas, mesmo assim, Lys ressalta que não podemos dizer que toda a comunidade reage dessa forma: “Querendo ou não, o meio nerd é bem próximo do otaku, e é um ambiente um pouco fechado para minorias, mas ultimamente eu tenho visto que ele se abriu mais e tem tido muito mais debate dentro desse ambiente”.

Na visão da podcaster, a confusão por conta dos textos do mangá tratando o Yamato com gêneros diferentes só complica o debate. “Talvez fosse melhor o mangá ter um pequeno textinho, entre os personagens falando entre si e explicando um pouco em relação a isso. Querendo ou não, quem não tem contato [com essas pautas] fica muito confuso”, argumentou.

One Piece/Shueisha/Reprodução

Lys também tem uma teoria que pode explicar o motivo de Kikunojo ser mais aceita pelos fãs que o Yamato, além do fato da samurai dos Bainhas Vermelha ter uma aparência em que ela quase não é vista como uma pessoa trans: “A gente vê muito mais na mídia mulheres trans do que homens trans. Vou dizer uma coisa que é meio pesada, é mais comum a sociedade aceitar que um ‘homem’ transicione para uma mulher e sirva para o olhar masculino. É muito mais difícil a sociedade aceitar que uma ‘mulher’ transicione para um homem”, Lys fez questão de gesticular com aspas quando se referiu aos termos “homem” e “mulher”.

Como estamos em uma sociedade patriarcal machista que enxerga o homem como a ponta da pirâmide, há o questionamento quando se vê uma pessoa de um “nível inferior” querendo escalar para o “nível superior”. Novamente, esses termos foram citados pela entrevistada com muitas aspas porque se referem à forma como a sociedade enxerga isso implicitamente.

Bons exemplos

Como curiosidade, perguntei à Lys sobre animes que ela julga terem abordado bem a questão dos personagens transgêneros e obtive uma lista bem interessante. Além de velhos conhecidos do público otaku como Card Captor Sakura e Sailor Moon, ambas séries com personagens não-binários e trans, a podcaster citou Lovely Complex Paradise Kiss como histórias com bons personagens trans, embora sejam pessoas que têm uma “passabilidade”, ou seja, não são lidos como pessoas trans.

Além desses, ela fez questão de destacar a abordagem que ocorre no filme Tokyo Godfathers, de Satoshi Kon. A protagonista Hana não tem a mesma “passabilidade” dos personagens dos animes citados anteriormente, pois em sua caracterização no filme ela traz alguns elementos visuais atrelados à imagem masculina, como a barba, mas ainda assim é tratada como mulher e respeitada pelos demais personagens do filme.

Tokyo Godfathers/Reprodução

Por mais que o Yamato tenha promovido esse debate dentro da comunidade de One Piece, é importante ressaltar que nada está escrito em pedra. Como o mangá e o anime ainda estão em publicação, inclusive o arco de Wano nem chegou ao fim, muita coisa pode acontecer a respeito do personagem. Atualmente nos quadrinhos tivemos a introdução de um “novo personagem” que tem relações com o desejo de Yamato, então tudo pode mudar daqui pra frente.

De qualquer forma, fica o aprendizado que tivemos com esse episódio e, quem sabe, teremos mais pra frente personagens que representem melhor as questões apontadas.

Injustice | Veja o primeiro trailer do filme animado da DC

Inspirado no videogame de mesmo nome, filme será lançado em outubro nos EUA
CAIO COLETTI

O filme animado de Injustice, inspirado no videogame de mesmo nome, ganhou o seu primeiro trailer hoje (08) – veja acima -, revelando os eventos de um universo alternativo sombrio da DC.

O longa tem direção de Matt Peters (Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips) e roteiro de Ernie Altbacker (Batman: Silêncio), se passando em um mundo no qual o Superman torna-se um tirano global após a morte de Lois Lane.

O elenco de vozes em inglês inclui Justin Hartley (Superman), Anson Mount (Batman), Laura Bailey (Lois Lane), Brandon Michael Hall (Ciborgue), Gillian Jacobs (Arlequina), Kevin Pollak (Coringa) e Anika Noni Rose (Mulher-Gato).

Além dos games de Injustice, a história já foi explorada em uma graphic novel, assinada por Tom Taylor. O longa chega em 21 de outubro às plataformas digitais no Brasil.

Batman: O Mundo | Antologia que traz herói da DC ao Brasil ganha trailer

Edição inclui história em São Paulo, por Carlos Estefan, Pedro Mauro e Fabi Marques
EDUARDO PEREIRA

DC Comics/Divulgação

Batman: O Mundo, o encadernado de 184 páginas que trará histórias do Cruzado Encapuzado em 14 países diferentes, escritas e desenhadas por artistas locais, ganhou um trailer oficial pensado para levar às alturas o hype dos fãs do Morcegão. Na lista de países que abrigarão histórias do personagem da DC Comics estão o Brasil, Estados Unidos, França, Espanha, Itália, Alemanha, República Tcheca, Rússia, Polônia, México, China, Coreia do Sul e Japão.

O pontapé para a ida de Batman a tantos lugares do mundo virá na história de abertura, de Brian Azzarello e Lee Bermejo (Coringa). Nela, o Cavaleiro das Trevas reflete sobre sua luta contra o crime e decide estendê-la a outros lugares do planeta. Além de localização completa, cada nação retratada em Batman: O Mundo terá uma capa exclusiva. (Veja capa da história nacional acima).

Na capa da história nacional, Batman aparece soturno no topo de um prédio que dá visão à fachada do Edifício Banespa, no centro de São Paulo, em arte de Pedro Mauro colorida por Marcelo Maiolo. Mauro também assina a arte da trama paulistana do Cavaleiro das Trevas, trabalhando novamente em cima dos roteiros de Carlos Estefan (reeditando dupla da Trilogia Gatilho). As cores de porção brasileira do miolo são de Fabi Marques.

Confira as equipes de cada país:

  • EUA – Brian Azzarello (roteiro)/Lee Bermejo (arte)
  • França – Mathieu Gabella (roteiro)/ Thierry Martin (arte)
  • Espanha – Paco Roca (roteiro/arte)
  • Itália – Alessandro Bilotta (roteiro)/ Nicola Mari (arte)
  • Alemanha –Benjamin von Eckartsberg (roteiro)/Thomas von Kummant (arte)
  • República Tcheca – Stepan Kopriva (roteiro)/Michal Suchánek (arte)
  • Polônia – Tomasz Kolodziejczak (roteiro)/Piotr KowalskiBrad Simpson (arte)
  • Turquia – Estran Ergil (roteiro)/Ethem Onur Bilgiç (arte)
  • México – Alberto Chimal (roteiro)/Rulo Valdés (arte)
  • Brasil – Carlos Estefan (roteiro)/Pedro Mauro (arte)
  • Coreia do Sul – Inpyo Jeon (roteiro)/Jae-kwang ParkKim Jung Gi (arte)
  • China – Xu XiaodongLu Xiaotong (roteiro)/Qiu KunYi Nan (arte)
  • Rússia – Kirill KutuzovEgor Prutov (roteiro)/Natalia Zaidova (arte)
  • Japão – Okadaya Yuichi (roteiro/arte)

Com lançamento internacional, Batman: O Mundo chega às lojas brasileiras em 14 de setembro, com edição nacional da Panini Comics.

The Boys | Criador da série diz que “nada vai superar” orgia de heróis

Eric Kripke também, compartilhou sua reação ao ver o material gravado
BEATRIZ AMENDOLA

Showrunner de The BoysEric Kripke falou sobre suas reações às cenas do Herogasm, uma orgia de heróis que promete ser um dos momentos mais aguardados da terceira temporada da série.

A passagem, retratada na quinta edição dos quadrinhos de Garth Ennis que inspiram a série do Amazon Prime Video, mostra como os seres superpodorosos usam uma falsa ameaça à segurança da Terra para se reunirem em um enorme bacanal sobre-humano.

À revista Vanity Fair, Kripke disse que “nada vai superar o Herogasm” na série — e, por ele, tudo bem. “Agora que eu vi as gravações, eu penso ‘o que nós fizemos?’ É tão louco. Eles sempre nos deixaram fazer o que queríamos, mas acho que isso vem com uma responsabilidade de nos moderarmos. Você nunca quer ser só gratuito e nojento. Não quero que a série seja irresponsável. Quero que ela seja chocante e absurda, mas dentro de uma moralidade“. 

Kripke tem falando bastante sobre a sequência. Quando muito se discutia se o momento apareceria na série, ele publicou uma foto do roteiro do episódio dedicado à “supersuruba”. Depois, mostrou qual foi sua reação, quando leu o que iria para a telinha.

A terceira temporada de The Boys contará com a adição de Jensen Ackles (Supernatural) como Soldier Boy – conheça o personagem.

Robin se descobre bissexual em nova edição de HQ do Batman

No gibi, o personagem decide ir num encontro com seu velho amigo Bernard
MARIANA CANHISARES

Tim Drake, um dos muitos personagens a assumir o manto do Robin nos quadrinhos, se descobriu bissexual na edição mais recente de Batman: Urban Legends.

Escrita por Meghan Fitzmartin e com artes de Belén Ortega, a história “Sum of Our Parts” encerra a trama na qual Robin resgata o velho amigo Bernard das mãos dos Monstros do Caos. Com o conflito resolvido, Tim Drake vai até a casa de Bernard e concorda em sair com ele.

Tim Drake retornará na edição 10 de Batman: Urban Legends, com previsão de lançamento para dezembro.

Vale lembrar que o personagem dará as caras na terceira temporada de Titans. O ator Jay Lycurgo, de I May Destroy You, será o responsável por levá-lo para as telinhas.

Cena quente de Batman com Mulher-Gato é cortada de desenho animado

Executivos da DC Comics alegaram que cena atrapalharia nas vendas de bonequinhos

Batman e Mulher-Gato em cena do seriado animado da personagem Arlequina (Foto: Reprodução)

Uma cena quente envolvendo o Batman e a Mulher-Gato foi cortada do desenho animado adulto ‘Harley Quinn’ por ordens de executivos do grupo Warner Bros e da editora DC Comics. A remoção da sequência por determinações superiores foi revelada pelos cocriadores e produtores executivos da animação, Justin Halpern e Patrick Schumacker, em entrevista ao site da revista Variety.

Em seu depoimento, Halpern celebrou a liberdade criativa dada a ele e seu sócio pelos executivos dos estúdios donos dos personagens. No entanto, ele lembrou da restrição imposta à cena com a sugestão de sexo oral envolvendo Batman e Mulher-Gato.

O Batman em cena da série do desenho animado da personagem Arlequina (Foto: Reprodução)

“É incrivelmente gratificante e libertador poder usar personagens considerados vilões, porque as possibilidades são muito maiores”, afirmou o animador, ao ser perguntado sobre o protagonismo da Arlequina em seu desenho.

Depois ele expôs a limitação de trabalhar com super-heróis: “Na terceira temporada tínhamos um momento com o Batman indo lá embaixo na Mulher-Gato. E a DC falou, ‘vocês não podem fazer isso, definitivamente não podem’. Eles explicaram, ‘heróis não fazem isso’. Então perguntamos, ‘vocês estão dizendo que heróis são amantes egoístas?’. E eles disseram, ‘não, é porque nós vendemos brinquedos. É difícil vender um brinquedo se o Batman estiver indo lá embaixo em alguém’”.

A Mulher-Gato em cena do seriado animado da personagem Arlequina (Foto: Reprodução)

A revelação resultou em várias piadas nas redes sociais. “Bem, depende do tipo de brinquedo que eles querem vender…”, afirmou uma pessoa. “Por favor, pessoal, vamos começar a desenhar essa cena”, sugeriu outra. “Quem precisa ver o Batman fazendo sexo?”, questionou uma terceira. “Heróis não podem fazer sexo? É por isso que o Batman está sempre bravo…”, escreveu mais alguém.

No ar desde 2019, ‘Harley Quinn’ conta com a atriz Kaley Cuoco dublando a personagem principal. O Batman é dublado pelo ator Diedrich Bader, a Mulher-Gato por Sanaa Lathan, o Comissário Gordon por Christopher Meloni e Lex Luthor por Giancarlo Esposito.

Batman e Mulher-Gato contracenaram no cinema em ‘Batman: O Retorno’ (1992), de Tim Burton, com Michael Keaton e Michele Pfeiffer como seus intérpretes, e depois em ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge’ (2012), com a dupla sendo interpretada por Christian Bale e Anne Hathaway.