DC anuncia revista mensal de Yara Flor como Moça-Maravilha

Joëlle Jones assinará roteiro e arte da série

DC Comics anunciou nesta quarta-feira (3) que Yara Flor, a Mulher-Maravilha apresentada em Future State, ganhará uma série mensal regular. A revista mostrará a heroína ainda como Moça-Maravilha e, assim como as HQs que a apresentaram, terá roteiro e arte de Joëlle Jones. A personagem também usará o título em uma série live-action produzida pela CW – saiba mais.

A história trará uma jovem Yara deixando a pequena cidade em que foi criada no estado norte-americano de Idaho para investigar suas origens no Brasil – confira o prévia da primeira edição:

Antes da estreia da série regular, a revista ganhará um teaser em Infinite Frontier #0, que será lançada em 2 março.

Yara será a quarta heroína a usar o manto de Moça-Maravilha: a primeira foi a própria Diana/Mulher-Maravilha, que usava o nome na infância; em 1965, o título foi assumido por Donna Troy, que anos depois seria uma das fundadoras dos Novos Titãs; por fim, Cassie Sandsmark, que apareceu pela primeira vez em 1996, se juntaria a Robin, Impulso e Superboy para formar a Justiça Jovem.

Moça-Maravilha chegará às bancas norte-americanas em 18 de maio.

Angola Janga, de Marcelo D’Salete, é finalista de prêmio de diversidade

Quadrinho brasileiro concorre ao McDuffie Award com outros quatro finalistas
NICOLAOS GARÓFALO

Vencedora dos prêmios Jabuti e HQ Mix, Angola Janga está entre os cinco finalistas do McDuffie Award for Diversity in Comics, prêmio internacional que celebra a diversidade nos quadrinhos. A obra de Marcelo D’Salete conta a história do quilombo dos Palmares, um dos maiores e mais importantes da história do Brasil, conhecido como um dos grandes símbolos da resistência contra a escravidão na época do Império (via Comics Beat).

Cena do quadrinho ‘Angola Janga’, de Marcelo D’Salete (Foto: Reprodução)

O quadrinho publicado pela Veneta concorre contra They Called Us Enemies, de George TakeiJustin EisingerSteven Scott e Harmony BeckerExcellence, de Brandon Thomas e Khary RandolphFrom Truth With Truth, de Lawrence Lindell, e Iyanu: Child of Wonder, de Roye Okupe Godwin Akpan.

Os vencedores serão anunciados em fevereiro.

Guardiões da Galáxia: Senhor das Estrelas é bissexual, revela Marvel

Nos cinemas, o personagem é interpretado por Chris Pratt, que já esteve envolvido em polêmicas relacionadas à comunidade LGBTQ nos Estados Unidos
By Ygor Palopoli  

O Senhor das Estrelas é bissexual, conforme revelado em HQ da Marvel. Imagem: Montagem|Bruno Yonezawa

Atualmente tido como um dos personagens mais carismáticos da Marvel, Peter Quill — o Senhor das Estrelas — foi revelado como bissexual na última edição da HQ de Guardiões da Galáxia, lançada neste mês de dezembro. A questão foi trazida à tona após Peter se envolver em um triângulo amoroso no enredo.

Na edição, o Senhor das Estrelas vai parar em um planeta chamado Morinus, onde acaba se envolvendo com o casal Aradia e Mors. Mesmo apaixonado por Gamora, ele não consegue controlar o que sente pelo casal e decide tornar Morinus sua nova casa, mantendo o relacionamento poliamoroso. Encerrando — até então — a questão sobre retornar ou não para seu lar, ele responde apenas: “Minha casa são vocês”.

A edição tem roteiro de Al Ewing, que tem o costume de explorar mais o interior dos personagens, tendo recentemente escrito uma cena de beijo entre Hércules e Marvel Boy. Ainda não se sabe se a sexualidade do personagem também será refletida nas próximas adaptações cinematográficas de Guardiões da Galáxia.

O que se sabe, no entanto, é que Chris Pratt, intérprete de Peter Quill nos cinemas, recentemente se envolveu em uma polêmica por participar de uma igreja constantemente acusada de segregar a comunidade LGBTQ. Ele até mesmo chegou a discutir com o ator Elliot Page, dizendo que as acusações eram falsas e que sua igreja abre as portas para todos.

DC Comics anuncia que novo Batman dos quadrinhos será negro

Novo vigilante da franquia é filho do ex-empresário de Bruce Wayne, Lucius Fox

Tim Fox, o próximo Batman dos quadrinhos Foto: Reprodução/Twitter da DC

SÃO PAULO — A partir de janeiro, o mundo dos quadrinhos terá, oficialmente, um Batman negro. Batizado de Tim Fox, o personagem vai estrelar a série “Future state: The next Batman”, escrita por John Ridley — roteirista vencedor do Oscar por “12 anos de escravidão”.

Fox é filho distante de Lucius Fox, ex-gerente de negócios de Bruce Wayne apresentado nos quadrinhos em 1979. A história se passa em uma versão futurística de Gotham, controlada pelo vilão Magistrado. Todos os vigilantes são considerados criminosos, e o Batman (Wayne) foi morto. Até que surge um novo para salvar a cidade.

Em entrevista ao “New York Times”, Ridley comemorou que seu trabalho agora será melhor apreciado pelos filhos. “Eles me apoiam, mas claro que eles preferem assistir a ‘Pantera Negra’ do que ’12 anos de escravidão’, vamos ser honestos”, disse.

“Poder escrever o próximo Batman, e meus filhos sabendo que ele será negro, não importa se o resto do mundo odiar, mas eu terei meu público e eles já estão amando”, completou.

A primeira aparição de Fox como Batman será numa pacote de quatro edições de “Future state”, que sairá em janeiro nos Estados Unidos.

Bisneta de Monteiro Lobato quer apagar o racismo de sua obra com novas edições

Versão de livro sobre Narizinho passou por adaptações, mas não escapou de críticas
Leonardo Sanchez

Ilustração da nova edição de "A Menina do Narizinho Arrebitado", de Monteiro Lobato, que passou por adaptação de sua bisneta, Cleo Monteiro Lobato
Ilustração da nova edição de “A Menina do Narizinho Arrebitado”, de Monteiro Lobato, que passou por adaptação de sua bisneta, Cleo Monteiro Lobato Rafael Sam/Divulgação

Um dos cânones da literatura infantil brasileira completa, neste mês de dezembro, cem anos. Escrito por Monteiro Lobato, “A Menina do Narizinho Arrebitado” introduziu o universo do “Sítio do Picapau Amarelo” e agora suscita não só comemorações, mas também debates fervorosos em torno do autor, considerado racista por alguns leitores e estudiosos, e uma reedição de sua obra, adaptada por sua própria bisneta, Cleo Monteiro Lobato.

Adaptada porque esta não se trata de uma reimpressão do texto original, com adendos e novo prefácio, como já ocorreu em outras reedições, mas de uma reformulação da obra, com exclusões e alterações de trechos e personagens sendo representados de maneiras diferentes, menos problemáticas.

Tudo para entrar em sintonia com as críticas de que o escritor paulista teria maculado a inocência das aventuras da boneca Emília ao incutir concepções preconceituosas e estereotipadas em seus livros.

Tia Nastácia, a mulher negra que trabalha no sítio, “trepa que nem uma macaca de carvão” em determinada passagem do original, por exemplo. Mas não mais nesta reedição, que vem na esteira de uma série de celebrações do centenário e é atrelada à publicação de uma tradução da obra para o inglês.

“Eu acho que há passagens problemáticas para quem lê os livros hoje em dia. A gente queria uma versão atualizada, cujo teor fosse compatível com os valores sociais contemporâneos, mas que mantivesse o estilo do Lobato”, diz Cleo, a bisneta do autor. “Eu queria que essa versão provocasse essa discussão que provocou, que não é sobre o Lobato, mas sobre o racismo estrutural no Brasil. Essa é a intenção.”

Cleo refuta o termo censura ao falar das alterações feitas à obra e lembra que o bisavô foi responsável por traduzir diversos clássicos infantis para o portugês, como “Alice no País das Maravilhas”, mas não sem os adaptar, de forma incisiva, para o público brasileiro.

“A obra hoje está em domínio público. Nós não a desvirtuamos, porque a original continua lá, existindo e disponível”, diz ela. “Se eu tenho a possibilidade de me posicionar de maneira positiva [por meio dos livros], eu escolho a mudança.”

A ideia de tomar essa liberdade criativa veio depois que Cleo notou diversos conhecidos ou fãs de Monteiro Lobato que tinham dificuldade em ler a obra para crianças, já que, vez ou outra, era preciso interromper a narrativa para explicar termos e representações ofensivas —principalmente aquelas direcionadas a Tia Nastácia.

Mas, mesmo assumindo que alguns aspectos na obra não estão em concordância com os tempos atuais, Cleo é assertiva ao dizer que o bisavô não era racista e que os trechos problemáticos de sua obra também não o são. É um posicionamento polêmico e complicado, ela assume, afirmando que é preciso ter um entendimento total da vida e da obra de Monteiro Lobato para opinar sobre o assunto.

“O que eu noto é que quem leu tudo, luta fervorosamente contra as acusações de racismo. Quem pega uma carta, um livro e analisa por um prisma estreito, enxerga o Lobato oposto”, diz Cleo, sobre documentos escritos pelo autor em que ele faz menção positiva à Ku Klux Klan e às ideias eugenistas de seu tempo.

Monteiro Lobato ao lado da família, em foto de data desconhecida
Monteiro Lobato ao lado da família, em foto de data desconhecida – Arquivo Pessoal

Monteiro Lobato não é o primeiro —e nem será o último— artista com obras submetidas a intervenções cirúrgicas. Se no caso do pai de Emília o procedimento parece invasivo demais, em outros ele é mais comedido.

No audiovisual, avisos de que as ideias e representações observadas em alguns filmes são datadas, discriminatórias e que refletem o pensamento predominante de uma outra época se tornaram frequentes, diante do ressurgimento de obras antigas em plataformas de streaming.

É esse tipo de mea-culpa que acompanha, por exemplo, diversas animações disponíveis na plataforma Disney+, como “Peter Pan” e “A Dama e o Vagabundo”, e o clássico “… E o Vento Levou”, agora no catálogo do HBO Max, hoje indisponível no Brasil.

“Eu entendo a decisão tomada pela família, mas a minha posição seria de que vale a pena fazer, no máximo, alterações ortográficas, em relação à língua, e manter a obra em si tal qual ela está”, diz Mário Augusto Medeiros da Silva, professor de ciências sociais da Unicamp e que se debruça sobre a área da literatura.

“Que o leitor seja beneficiado com uma nota prévia, um prefácio, um texto analítico para que faça suas próprias ponderações, embora eu entenda que a adaptação é uma saída que ela [Cleo Monteiro Lobato] encontrou para se adequar aos novos tempos.”

Segundo o acadêmico, é importante compreender Monteiro Lobato inserido no contexto em que viveu, também enquanto cidadão e não só como escritor. Segundo ele, limpar esse aspecto de sua vida e obra é uma opção da família, mas que ofusca a trajetória e as contradições do autor.

“Isso não apaga o editor, o homem preso pelo Estado Novo, o nacionalista que lutou pela Campanha do Petróleo, o criador de uma literatura infantil no Brasil. Mas também faz parte dele ser pensado como um autor que não foi tão além de seu tempo, um tempo racista. Nenhum artista deve ser tratado de maneira sagrada, todos estão envolvidos com questões de seu tempo, e é saudável que os leitores saibam disso.”

“Eu não defendo censurar e também não concordo com o apagamento de sua obra —e mesmo essa limpeza dessa nova versão pode ser lida como apagamento, o que precisa ser debatido. Mas uma atitude antirracista talvez mais adequada seria inserir um estudo crítico a respeito da obra e, então, deixar para o leitor tomar suas posições”, conclui.

NARIZINHO ARREBITADO

  • Preço R$ 34,99
  • Autor Monteiro Lobato. Ilustrações de Rafael Sam
  • Editora Underline Publishing
  • Centenário Mais informações obre o evento de centenário da obra em narizinho100anos.com​

CCXP Worlds anuncia três novos quadrinistas da editora Nemo

Adrian Tomine, Mikael Ross e Pénélope Bagieu participam de conteúdos do palco Artists’ Valley
CAMILA SOUSA

CCXP Worlds, em parceria com a editora Nemo, anuncia mais três novos nomes do mundo dos quadrinhos para o maior festival de cultura pop do planeta. Adrian TominePénélope Bagieu e Mikael Ross participarão de painéis na programação do Artists’ Valley, falando sobre seus trabalhos mais recentes e também suas carreiras. Outros quatro quadrinistas do catálogo da editora – Fabien ToulméJeff LemireMargaux Motin e Chloé Cruchaudet – também estão confirmados para esta edição.

O cartunista best-seller do New York TimesAdrian Tomine, teve seu aclamado trabalho Intrusos publicado pela Nemo em 2019. A graphic novel de contos traz um retrato bem-humorado e irônico da vida contemporânea, sem deixar de tocar em temas sensíveis. Em seu mais recente livro, A solidão de um quadrinho sem fim, que chegou ao Brasil em setembro, ele explora sua relação conflituosa com as HQs e a cultura dos quadrinhos, enquanto ilustra os absurdos da vida e o modo como escolhemos dispor do nosso tempo. Já Pénélope Bagieu tem três sucessos publicados pelo selo: Uma morte horrível e a série Ousadas, que conta, em dois volumes, histórias incríveis de mulheres à frente do seu tempo.

Mikael Ross juntou-se recentemente ao time de autores da editora. Ross publicou, em agosto, Aprendendo a cair, graphic novel vencedora do Max Und Moritz de 2018, o maior prêmio alemão dos quadrinhos. No enredo, o autor nos apresenta a Noel, um jovem com necessidades especiais que vai morar sozinho em uma vila criada para abrigar pessoas como ele, após a morte da sua mãe.

CCXP Worlds: A Journey of Hope, primeira edição 100% digital do maior evento de cultura pop do mundo, acontecerá entre os dias 6 de dezembro de 2020. A venda dos ingressos acontece pelo site www.ccxp.com.br.

DC Comics e Marvel: conheça as origens de super-heróis e vilões

Conheça cinco personagens do universo DC e cinco personagens da Marvel e confira histórias para se aprofundar em cada um
André Cáceres

Batman, Coringa e Mulher-Maravilha são alguns dos personagens favoritos dos fãs DC COMICS

Deuses, loucos, monstros: os personagens da DC Comics podem ser rotulados como muitas coisas, mas algo que nunca lhes falta é grandiosidade. As histórias de heróis como Super-Homem e Mulher-Maravilha desafiam as leis da física, os limites do universo e as definições de humanidade, justamente porque grande parte dos personagens da DC Comics não são humanos. Trata-se de alienígenas, deuses, criaturas de outros planos, muito acima das pessoas comuns. É exatamente esse contraste que faz dos personagens humanos, como Batman, ainda mais identificáveis: por meio da autodeterminação, ele consegue ficar lado a lado com esses seres.


CORINGA

O Coringa é um dos mais misteriosos vilões da cultura popDC COMICS

ORIGEM

Não há uma origem canônica estabelecida para o Coringa, embora o quadrinho A Piada Mortal (1988), de Alan Moore, e o filme Coringa (2019), de Jason Todd, mostrem que ele era um comediante frustrado que enlouqueceu e direcionou sua fúria para o caos. Ele apareceu pela primeira vez em 1940, na primeira revista própria do Batman.

SUPERPODERES

O Coringa não possui poderes sobrenaturais, mas tem diversas habilidades físicas e mentais, e é um dos mais temidos vilões da história dos quadrinhos.

PRINCIPAIS HISTÓRIAS● A Piada Mortal (1988), HQ de Alan Moore
● Uma Morte na Família (1988), HQ de Jim Starlin
● Batman: O Homem que Ri (2005), HQ de Ed Brubaker e Doug Mahnke
● Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008), filme de Christopher Nolan
● Coringa (2019), filme de Jason Todd


MULHER-MARAVILHA

A pioneira Mulher-Maravilha é a principal heroína feminina dos quadrinhosDC COMICS

ORIGEM

Surgida na revista All Star Comics #8, de 1941, a Mulher-Maravilhaé uma amazona, inspirada na mitologia grega. Criada pelo psicólogo e inventor William Moulton Marston, a personagem surgiu como fruto de seu relacionamento poliamoroso com Elizabeth Holloway Marston e Olive Byrne, e refletia os ideais feministas delas, embora tenha sido acusada de propagar referências eróticas e subtexto sadomasoquista para as crianças durante a era de perseguição e censura aos quadrinhos. A história de sua concepção foi contada no filme Professor Marston & the Wonder Women (2017).

SUPERPODERES

Superforça, velocidade, voo, longevidade, regeneração, magia, além de seus equipamentos: laço da verdade, braceletes indestrutíveis e jato invisível.

PRINCIPAIS HISTÓRIAS● Battle for Womanhood (1942), HQ de William Moulton Marston
● Gods and Mortals (1987), HQ de George Perez
● Desafio dos Deuses (1987), HQ de George Perez
● Mulher-Maravilha: Hiketeia (2003), HQ de Greg Rucka e J.G. Jones
● Mulher-Maravilha (2017), filme de Patty Jenkins


BATMAN

O Batman levou tramas sombrias e subtexto sobre insanidade mental aos quadrinhosDC COMICS

ORIGEM

Criado por Bill Finger e Bob Kane, o Batman é fruto das histórias detetivescas e de mistério com clima noir que dominavam os quadrinhos antes da era dos super-heróis. Sua primeira aparição foi na revista Detective Comics, em 1939, com enfoque muito maior em seu lado investigador do que exatamente na questão de combate ao crime ou de ser um bilionário excêntrico, características que foram sendo adotadas mais tarde. No ano seguinte, o Batman ganhou uma revista própria e uma vasta galeria de vilões, como Coringa, Pinguim, Charada e Duas Caras.

SUPERPODERES

O Batman não possui poderes, embora utilize sua fortuna, seus equipamentos e seu treinamento para combater o crime.

PRINCIPAIS HISTÓRIAS● Batman: O Cavaleiro das Trevas (1986), HQ de Frank Miller
● Batman: Ano Um (1988), HQ de Frank Miller e David Mazzucchelli
● Asilo Arkham (1989), HQ de Grant Morrison e Dave McKean
● O Longo dia das Bruxas (1996), HQ de Jeph Loeb e Tim Sale
● Batman Begins (2005), filme de Christopher Nolan


FLASH

Poderes de Flash permitiram DC criar histórias sobre multiversosDC COMICS

ORIGEM

Criado pelo roteirista Gardner Fox e pelo ilustrador Harry Lampert, o Flashfez sua primeira aparição em 1940 e, desde então, muitos personagens, heróis e vilões já vestiram o seu manto. Os principais personagens a usarem o nome Flash ao longo das oito décadas de histórias do herói são Jay Garrick, Barry Allen, Wally West e Bart Allen.

SUPERPODERES

Graças à sua supervelocidade, o Flash possui a habilidade de viajar no tempo em condições extremas e, por isso, ele foi pivô de alguns dos principais eventos do Universo DC, como a Crise nas Infinitas Terras, uma HQ sobre multiversos que reuniu todos os personagens da editora nos anos 1980.

PRINCIPAIS HISTÓRIAS● Flash de Dois Mundos (1961), HQ de Gardner Fox e Carmine Infantino
● Crise nas Infinitas Terras (1985), HQ de Marv Wolfman e George Pérez
● The Flash: Terminal Velocity (1994), HQ de Mark Waid
● Flashpoint (2011), HQ de Geoff Johns e Andy Kubert
● The Flash (2014), série de Greg Berlanti, Andrew Kreisberg e Geoff Johns


SUPER-HOMEM

O ‘padrão-ouro’ dos super-heróis, Super-Homem é praticamente uma divindadeDC COMICS

ORIGEM

Criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938, na primeira edição da revista Action Comics, o Super-Homem é o padrão ouro dos super-heróis e estabeleceu muitos dos parâmetros que seriam seguidos ou quebrados nos anos seguintes por outros personagens. O Super-Homem é o alter ego de Clark Kent, um jornalista que, na verdade, é um alienígena chamado Kal-El, vindo do planeta Krypton.

SUPERPODERES

Superforça, velocidade, voo, longevidade, regeneração, acuidade visual ampliada, visão de calor, visão eletromagnética, visão microscópica, visão em raio-x, visão telescópica, visão infravermelha, hálito congelante

PRINCIPAIS HISTÓRIAS● A Origem do Super-Homem (Superman #53, 1948), HQ de Bill Finger e Wayne Boring
● Superman (1978), filme de Richard Donner
● Para o Homem que Tem Tudo (1985), HQ de Alan Moore
● O que aconteceu ao Homem de Aço? (1986), HQ de Alan Moore
● Entre a Foice e o Martelo (2003), HQ de Mark Millar


Marvel Comics

Dramas humanos, falhas de caráter e zonas cinzentas entre o bem e o mal: essas são algumas das principais características das histórias da Marvel. Não se trata de heróis perfeitos, divindades imaculadas, mas sim de pessoas comuns que têm de lidar com a responsabilidade dos poderes que lhes foram confiados, ou até mesmo personagens cínicos, sem tanto interesse em fazer o bem, mas que equilibram suas facetas boas e más. É assim que super-heróis como Homem-Aranha e Hulk cultivaram a identificação dos leitores e se tornaram favoritos para tantos fãs.


THANOS

Thanos ganhou popularidade após arco dramático nos cinemasMARVEL COMICS

ORIGEM

Thanos, o Titã Louco, não era grande conhecido do público até 2012, quando apareceu na cena pós-créditos do primeiro filme dos Vingadores, mas sua origem remonta à edição 55 de Homem de Ferro, publicada em 1973. Criado por Jim Starlin, ele começou como um coadjuvante com uma história trágica: filho do governante da lua Titã, de Saturno, ele monta um exército para tomar o reino do pai. Seu plano de executar metade das formas de vida no universo é desenvolvido ainda na década de 1970, nos quadrinhos do Capitão Marvel.

SUPERPODERES

Superforça, longevidade, poderes psíquicos, manipulação da matéria e teletransporte.

PRINCIPAIS HISTÓRIAS● Desafio Infinito (1991), de Jim Starlin
● A Ascensão de Thanos (2013), HQ de Jason Aaron e Simone Bianchi
● A Vida e Morte do Capitão Marvel (2017), antologia de HQs por vários artistas
● Vingadores: Guerra Infinita (2018), filme de Joe e Antony Russo
● Vingadores: Ultimato (2019), filme de Joe e Antony Russo


HOMEM-ARANHA

Ao conciliar vida de jovem e combate ao crime, Homem-Aranha ganhou identificação dos fãsMARVEL COMICS

ORIGEM

Criado em 1962 por Steve Ditko e Stan Lee, o Homem-Aranha foi tão importante para a era de prata dos heróis quanto o Super-Homem para a era de ouro. Um adolescente tímido que precisa conciliar os problemas de sua vida cotidiana com a responsabilidade de usar os poderes recém-adquiridos para combater o crime, Peter Parker ganhou a identificação imediata dos leitores e pavimentou uma nova geração de heróis. Além de suas histórias em quadrinhos, o Homem-Aranha é um dos personagens mais retratados no cinema.

SUPERPODERES

Superforça, capacidade de escalar e se fixar em superfícies, regeneração, premonição de perigo, além de aparelhos que o fazem lançar uma substância semelhante às teias de uma aranha.

PRINCIPAIS HISTÓRIAS● If This Be My Destiny…! (The Amazing Spider Man #31-33, 1965), HQ de Steve Ditko e Stan Lee
● Spider-Man No More (The Amazing Spider-Man #50, 1967), HQ de Stan Lee e John Romita
● Homem-Aranha (2002), filme de Sam Raimi
● Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017), filme de Jon Watts
● Homem-Aranha no Aranhaverso (2019), filme de Peter Ramsey, Rodney Rothman e Bob Persichetti


HULK

O Incrível Hulk é a atualização de ficção científica do arquétipo do médico e do monstroMARVEL COMICS

ORIGEM

Hulk é praticamente a versão Marvel do clássico O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson com uma adaptação para a era da guerra fria. Alter ego de Bruce Banner, um cientista, o Hulk é um monstro verde incontrolável, que reflete o pior lado da personalidade de seu Banner. Nesse sentido, ele subverte o estereótipo dos super-heróis ao ser apresentado como um antiherói e muitas vezes até como vilão em suas histórias. Criado por Stan Lee e Jack Kirby, ele apareceu pela primeira vez já em uma revista própria, em 1962. Desde então, é um dos personagens mais populares da Marvel, tendo ganhado séries de TV e filmes.

SUPERPODERES

Transformação em Hulk, superforça, regeneração, capacidade de respirar imerso em água, emissão e manipulação de raios gama

PRINCIPAIS HISTÓRIAS● A Batalha do Século (Fantastic Four #25-26, 1964), HQ de Stan Lee e Jack Kirby
● Hulk: Futuro Imperfeito (1992), HQ de Peter David
● Planeta Hulk (1999), HQ de Greg Pak, Carlo Pagulayan e Aaron Lopresti
● Hulk: The End (2002), HQ de Peter David e Dale Keown
● O Incrível Hulk (2008), filme de Louis Leterrier


CAPITÃO AMÉRICA

Capitão América encarnou a luta pela liberdade durante a 2ª Guerra MundialMARVEL COMICS

ORIGEM

Capitão América é um supersoldado cujas habilidades foram ampliadas com um soro experimental desenvolvido pelo exército americano. Um dos mais antigos e importantes personagens da Marvel, criado em 1941 por Joe Simon e Jack Kirby, antecipando a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, o herói levou o patriotismo e as temáticas políticas para o mundo dos quadrinhos. Sua primeira história traz na capa uma ilustração do Capitão América dando um soco em ninguém menos que Adolf Hitler, e a luta contra o autoritarismo sempre foi um de seus principais princípios, ainda que isso faça o personagem se voltar contra o próprio governo americano de tempos em tempos.

SUPERPODERES

Superforça, regeneração, resistência e longevidade, capacidades ampliadas por um soro experimental.

PRINCIPAIS HISTÓRIAS● Império Secreto (1974), de Steve Englehart
● A Morte do Capitão América (2004), HQ de Ed Brubaker
● Guerra Civil (2006), HQ de Mark Millar e Steve McNiven
● Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), filme de Joe Johnston
● Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014), filme de Joe e Anthony Russo


HOMEM DE FERRO

Tony Stark lida com suas falhas de caráter que tornam o personagem mais humanoMARVEL COMICS

ORIGEM

Criado em 1963 por Stan Lee, Jack Kirby, Larry Lieber e Don Heck, o Homem de Ferro se autodenomina um gênio, playboy, milionário e filantropo. No entanto, o líder dos Vingadores nunca foi exatamente um dos personagens mais populares da Marvel. Até que, quando a empresa começou a construir seu universo cinematográfico sem ter como produzir filmes de seus principais heróis — X-Men, Quarteto Fantástico e Homem-Aranha, cujos direitos para o cinema estavam com Fox e Sony —, o Homem de Ferro passou a ganhar popularidade até ser hoje um dos mais importantes personagens da Marvel.

SUPERPODERES

O Homem de Ferro não tem superpoderes, mas por ser um inventor endinheirado ele utiliza uma armadura que lhe concede voo, superforça, lasers, resistência, entre muitas outras habilidades.

PRINCIPAIS HISTÓRIAS● Tales of Suspense #39 (1963), HQ de Stan Lee, Larry Lieber e Don Heck
● Homem de Ferro: O Demônio na Garrafa (1979), HQ de David Michelinie, Bob Layton e John Romita Jr.
● Homem de Ferro: Extremis (2004), HQ de Warren Ellis e Adi Granov
● Homem de Ferro (2008), filme de Jon Favreau
● Os Vingadores (2012), filme de Joss Whedon


EXPEDIENTE

Editor executivo multimídia Fabio Sales / Editora de infografia multimídia Regina Elisabeth Silva / Editores assistentes multimídia Adriano Araujo, Carlos Marin, Glauco Lara e William Mariotto / Editor de Cultura Ubiratan Brasil / Editora assistente de Cultura Charlise Morais / Reportagem André Cáceres / Designer Multimídia Lucas Almeida

CCXP Worlds anuncia presença de Sara Pichelli, cocriadora de Miles Morales

J.M. DeMatteis, Jon J Muth e Fido Nesti também estão confirmados no evento
JULIA SABBAGA

Sara Pichelli, cocriadora do personagem Miles Morales, está entre os novos nomes confirmados na CCXP Worlds. A quadrinista foi anunciada ao lado de J.M. DeMatteis, Jon J Muth e Fido Nesti – confira todos os quadrinistas confirmados.

A quadrinista italiana colabora com a Marvel Comics desde 2008, e desenhou títulos como X-Men, Os Eternos e Homem-Aranha.

DeMatteis, por sua vez, escreveu A Última Caçada de Kraven, e episódios de séries de TV como Além da Imaginação, Scooby-Doo e Liga da Justiça sem Limites. DeMatteis também é autor do clássico Moonshadow, que assina com Muth. Juntos na CCXP, os dois promoverão o relançamento da obra, publicada originalmente em 12 edições entre 1985 e 1987. 

Muth é conhecido pela ilustração do arco “Despertar” de Sandman e Novos Mutantes, enquanto Fido Nesti falará sobre o seu novo lançamento, a HQ 1984, baseada no livro escrito por George Orwell, em 1949.

DC terá Mulher-Maravilha brasileira nas HQs

Yara Flor assumirá o título da heroína em minissérie do DC Future Slate
ARTHUR ELOI

DC Future Slate/Divulgação

DC anunciou uma nova linha de HQs futuristas, que contará com a introdução de uma Mulher-Maravilha brasileira.

Como parte do DC Future Slate, a brasileira Yara Flor, da Amazônia, assumirá o manto da heroína. Além disso, ela também se juntará com uma nova versão do Superman, que será o filho de Clark Kent. A minissérie da nova Mulher-Maravilha será escrita por Joëlle Jones, de Lady Killer, sem previsão de lançamento até o momento. 

Yara Flor não substitui Diana Prince, a Mulher-Maravilha original. A personagem clássica ganhará sua própria saga em Immortal Wonder-Woman.

Ainda não há previsão de chegada para as HQs do Future Slate ao Brasil ou título nacional.