Quadrinista brasileira Adriana Melo ganha prêmio Eisner; confira os vencedores

Adriana Melo ganhou na categoria de melhor antologia; Tom King foi grande nome da noite

A quadrinista brasileira Adriana Melo Foto: Reprodução / Arquivo pessoal

A quadrinista brasileira Adriana Melo venceu na madrugada de sábado, 20, a categoria de melhor antologia do prêmio Eisner, considerado “o Oscar dos quadrinhos”. Ela é uma das autoras reunidas em Puerto Rico Strong, coletânea publicada para levantar fundos para auxiliar as vítimas do furacão Maria, que atingiu o Porto Rico em 2017.

Anunciado na San Diego Comic Con, o prêmio, que já passou pelas mãos de brasileiros como Fábio Moon, Gabriel Bá e Marcelo D’Salete, teve como grande destaque o quadrinista americano Tom King.

Ele ganhou quatro categorias: melhor história curta, por sua parceria com Jason Fabok em O Monstro do Pântano, da DC; melhor minissérie, por Senhor Milagre, parceria com Mitch Gerads, da DC; melhor reedição de graphic novel por Visão, com Gabriel Hernandez Walta e Michael Walsh, pela Marvel; e melhor roteirista por por Batman, Senhor Milagre, Heroes in Crisis e Swamp Thing Winter Special, todos da DC. 

Cena de Puerto Rico Strong, melhor antologia no prêmio Eisner 2019 Foto: Eisner Awards

Confira a lista de vencedores do prêmio Eisner 2019:

MELHOR HISTÓRIA CURTA

The Talk of the Saints por Tom King e Jason Fabok, em Swamp Thing Winter Special (DC Comics)

Get Naked in Barcelona de Steven T. Seagle e Emei Olivia Burrell, em Get Naked (Image)

The Ghastlygun Tinies de Matt Cohen e Marc Palm, em MAD magazine #4 (DC Comics)

Here I Am de Shaun Tan em I Feel Machine (SelfMadeHero)

Life During Interesting Times de Mike Dawson (The Nib) https://thenib.com/greatest-generation-interesting-times

Supply Chains de Peter e Maria Hoey, em Coin-Op #7 (Coin-Op Books)

MELHOR HISTÓRIA EM EDIÇÃO ÚNICA

Peter Parker: The Spectacular Spider-Man #310, de Chip Zdarsky (Marvel)

Beneath the Dead Oak Tree, de Emily Carroll (ShortBox)

Black Hammer: Cthu-Louise, de Jeff Lemire e Emi Lenox (Dark Horse)

No Better Words, de Carolyn Nowak (Silver Sprocket)

A Terrível Elizabeth Dumn contra os Diabos de Terno, de Arabson Assis (IHQ Studio/ Image)

MELHOR SÉRIE

Dias Gigantes, de John Allison, Max Sarin, e Julaa Madrigal (BOOM! Box)

Batman, de Tom King e vários artistas (DC Comics)

Black Hammer: Age of Doom, de Jeff Lemire, Dean Ormston, e Rich Tommaso (Dark Horse)

Gasolina, de Sean Mackiewicz e Niko Walter (Skybound/Image)

The Immortal Hulk, de Al Ewing, Joe Bennett, e Ruy José (Marvel)

Fugitivos, de Rainbow Rowell e Kris Anka (Marvel)

MELHOR MINISSÉRIE

Senhor Milagre, de Tom King e Mitch Gerads (DC Comics)

Batman: Cavaleiro Branco, de Sean Murphy (DC Comics)

Eternity Girl, de Magdalene Visaggio e Sonny Liew (Vertigo/DC Comics)

Exit Stage Left: The Snagglepuss Chronicles, de Mark Russell, Mike Feehan, e Mark Morales (DC Comics)

X-Men: Grand Design: Second Genesis, de Ed Piskor (Marvel)

MELHOR SÉRIE ESTREANTE

Gideon Falls, de Jeff Lemire e Andrea Sorrentino (Image)

Bitter Root, de David Walker, Chuck Brown, e Sanford Green (Image)

Crowded, de Christopher Sebela, Ro Stein, e Ted Brandt (Image)

Isola, de Brenden Fletcher e Karl Kerschl (Image)

Man-Eaters, de Chelsea Cain e Kate Niemczyk (Image)

Skyward, de Joe Henderson e  Lee Garbett (Image)

MELHOR PUBLICAÇÃO INFANTIL (ATÉ 8 ANOS)

Johnny Boo and the Ice Cream Computer, de James Kochalka (Top Shelf/IDW)

Pétalas, de Gustavo Borges (KaBOOM!)

Peter & Ernesto: A Tale of Two Sloths, de Graham Annable (First Second)

This Is a Taco! de Andrew Cangelose and Josh Shipley (CubHouse/Lion Forge)

Tiger Vs. Nightmare, de Emily Tetri (First Second)

MELHOR PUBLICAÇÃO INFANTIL (DE 9 A 12 ANOS)

The Divided Earth, de Faith Erin Hicks (First Second)

Aquicorn Cove, de Katie O’Neill (Oni)

Be Prepared, de Vera Brosgol (First Second)

The Cardboard Kingdom, de Chad Sell (Knopf/Random House Children’s Books)

Crush, de Svetlana Chmakova (JY/Yen Press)

MELHOR PUBLICAÇÃO JUVENIL (13 A 17 ANOS)

The Prince and the Dressmaker, de Jen Wang (First Second)

All Summer Long, de Hope Larson (Farrar Straus Giroux)

Gumballs, de Erin Nations (Top Shelf/IDW)

Middlewest, de Skottie Young and Jorge Corona (Image)

Norroway, Book 1: The Black Bull of Norroway, de Cat Seaton and Kit Seaton (Image)

Watersnakes, de Tony Sandoval (Magnetic/Lion Forge)

MELHOR PUBLICAÇÃO DE HUMOR

Dias Gigantes, de John Allison, Max Sarin, e Julia Madrigal (BOOM! Box)

Get Naked, de Steven T. Seagle e vários artistas (Image)

MAD magazine, editada por Bill Morrison (DC Comics)

A Perfect Failure: Fanta Bukowski 3, de Noah Van Sciver (Fantagraphics)

Woman World, de Aminder Dhaliwal (Drawn & Quarterly)

MELHOR ANTOLOGIA

Puerto Rico Strong, editado por Marco Lopez, Desiree Rodriguez, Hazel Newlevant, Derek Ruiz, e Neil Schwartz (Lion Forge)

Femme Magnifique: 50 Magnificent Women Who Changed the World, editada por Shelly Bond (Black Crown/IDW)

Twisted Romance, editado por Alex de Campi (Image)

Where We Live: A Benefit for the Survivors in Las Vegas, editado por Will Dennis, com curadoria de J. H. Williams III e Wendy Wright-Williams (Image)

MELHOR NÃO-FICÇÃO

Is This Guy For Real? The Unbelievable Andy Kaufman, de Box Brown (First Second)

All the Answers: A Graphic Memoir, de Michael Kupperman (Gallery 13)

All the Sad Songs, de Summer Pierre (Retrofit/Big Planet)

Monk! de Youssef Daoudi (First Second)

One Dirty Tree, de Noah Van Sciver (Uncivilized Books)

MELHOR ÁLBUM GRÁFICO (INÉDITO)

My Heroes Have Always Been Junkies, de Ed Brubaker e Sean Phillips (Image)

Bad Girls, de Alex de Campi e Victor Santos (Gallery 13)

Come Again, de Nate Powell (Top Shelf/IDW)

Green Lantern: Earth One Vol. 1, de Corinna Bechko and Gabriel Hardman (DC Comics)

Homunculus, de Joe Sparrow (ShortBox)

Sabrina, de Nick Drnaso (Drawn & Quarterly)

MELHOR ÁLBUM GRÁFICO (REPUBLICAÇÃO)

Visão, de Tom King, Gabriel Hernandez Walta, e Michael Walsh (Marvel)

Berlin, de Jason Lutes (Drawn & Quarterly)

Girl Town, de Carolyn Nowak (Top Shelf/IDW)

Upgrade Soul, de Ezra Claytan Daniels (Lion Forge)

Young Frances, de Hartley Lin (AdHouse Books)

MELHOR ADAPTAÇÃO DE OUTRA MÍDIA

Frankenstein de Mary Shelley, em Frankenstein: Junji Ito Story Collection, adaptado por Junji Ito (VIZ Media)

Anne Frank’s Diary: The Graphic Adaptation, adaptado por Ari Folman e David Polonsky (Pantheon)

Out in the Open de Jesús Carraso, adaptado por Javi Rey (SelfMadeHero)

Speak: The Graphic Novel, de Laurie Halse Anderson e Emily Carroll (Farrar Straus Giroux)

To Build a Fire: Based on Jack London’s Classic Story, de Chabouté (Gallery 13)

MELHOR EDIÇÃO AMERICANA DE MATERIAL ESTRANGEIRO

Brazen: Rebel Ladies Who Rocked the World, de Pénélope Bagieu (First Second)

About Betty’s Boob, de Vero Cazot e Julie Rocheleau (Archaia/BOOM!)

Herakles Book 1, de Edouard Cour, (Magnetic/Lion Forge)

Niourk, de Stefan Wul and Olivier Vatine (Dark Horse)

A Sea of Love, de Wilfrid Lupano e Grégory Panaccione (Magnetic/Lion Forge)

MELHOR EDIÇÃO AMERICANA DE MATERIAL ESTRANGEIRO (ASIÁTICO)

Tokyo Tarareba Girls, de Akiko Higashimura (Kodansha)

Abara: Complete Deluxe Edition, de Tsutomu Nihei (VIZ Media)

Dead Dead Demon’s Dededede Destruction, de Inio Asano (VIZ Media)

Laid-Back Camp, de Afro (Yen Press)

My Beijing: Four Stories of Everyday Wonder, de Nie Jun (Graphic Universe/Lerner)

MELHOR COLEÇÃO DE ARQUIVO (TIRAS)

Star Wars: Classic Newspaper Strips, vol. 3, de Archie Goodwin e Al Williamson, editado por Dean Mullaney (Library of American Comics/IDW)

Pogo, vol. 5: Out of This World At Home, de Walt Kelly, editado por Mark Evanier e Eric Reynolds (Fantagraphics)

Sky Masters of the Space Force: The Complete Sunday Strips in Color (1959–1960), de Jack Kirby, Wally Wood e vários artistas, editado por Ferran Delgado (Amigo Comics)

The Temple of Silence: Forgotten Words and Worlds of Herbert Crowley, de Justin Duerr (Beehive Books)

Thimble Theatre and the Pre-Popeye Comics of E. C. Segar, editado por Peter Maresca (Sunday Press)

MELHOR COLEÇÃO DE ARQUIVO (QUADRINHOS)

Bill Sienkiewicz’s Mutants and Moon Knights… And Assassins… Artifact Edition, editado por Scott Dunbier (IDW)

Action Comics: 80 Years of Superman Deluxe Edition, editado por Paul Levitz (DC Comics)

Dirty Plotte: The Complete Julie Doucet (Drawn & Quarterly)

Madman Quarter Century Shindig, de Mike Allred, editado por Chris Ryall (IDW)

Terry Moore’s Strangers in Paradise Gallery Edition, editado por Joseph Melchior e Bob Chapman (Abstract Studio/Graphitti Designs)

Will Eisner’s A Contract with God: Curator’s Collection, editado por John Lind (Kitchen Sink/Dark Horse)

MELHOR ROTEIRISTA

Tom King por Batman, Senhor Milagre, Heroes in Crisis e Swamp Thing Winter Special (DC Comics)

Alex de Campi por Bad Girls (Gallery 13) e Twisted Romance (Image)

Jeff Lemire por Black Hammer: Age of Doom, Doctor Star & the Kingdom of Lost Tomorrows e Quantum Age (Dark Horse); Descender, Gideon Falls e Royal City (Image)

Mark Russell por Exit Stage Left: The Snagglepuss Chronicles, Green Lantern/Huckleberry Hound e Lex Luthor/Porky Pig (DC Comics); Lone Ranger (Dynamite)

Kelly Thompson por Nancy Drew (Dynamite); Gaviã Arqueira, Jessica Jones, Mr. & Mrs. X, Rogue & Gambit, Fabulosos X-Men, Vingadores da Costa Oeste (Marvel)

Chip Zdarsky por Peter Parker: The Spectacular Spider-Man, Marvel Two-in-One (Marvel)

MELHOR ROTEIRISTA/DESENHISTA

Jen Wang por The Prince and the Dressmaker (First Second)

Sophie Campbell por Wet Moon (Oni)

Nick Drnaso por Sabrina (Drawn & Quarterly)

David Lapham por Lodger (Black Crown/IDW); Stray Bullets (Image)

Nate Powell por Come Again (Top Shelf/IDW)

Tony Sandoval por Watersnakes (Magnetic/Lion Forge)

MELHOR ARTE-FINALISTA OU TIME DE ARTE-FINALISTAS

Mitch Gerads por Senhor Milagre (DC Comics)

Matías Bergara por Coda (BOOM!)

Karl Kerschl por Isola (Image)

Sonny Liew por Eternity Girl (Vertigo/DC Comics)

Sean Phillips por Kill or Be Killed e My Heroes Have Always Been Junkies (Image)

Yanick Paquette por Mulher Maravilha: Terra Um vol. 2 (DC Comics)

MELHOR DESENHISTA/ARTISTA MULTIMÍDIA (PÁGINAS INTERNAS)

Dustin Nguyen por Descender (Image)

Lee Bermejo por Batman: Damned (DC Comics)

Carita Lupatelli por Izuna Book 2 (Humanoids)

Gregory Panaccione por A Sea of Love (Magnetic/Lion Forge)

Tony Sandoval por Watersnakes (Magnetic/Lion Forge)

MELHOR CAPISTA

Jen Bartel por Blackbird (Image); Submerged (Vault)

Nick Derington por Senhor Milagre (DC Comics)

Karl Kerschl por Isola (Image)

Joshua Middleton por capas variantes de Batgirl e Aquaman (DC Comics)

Julian Tedesco por Gaviã Arqueira e A vida da Capitã Marvel (Marvel)

MELHOR COLORISTA

Matt Wilson por Black Cloud, Paper Girls, The Wicked + The Divine (Image); O Poderoso Thor, Fugitivos (Marvel)

Jordie Bellaire por Batgirl e Batman (DC Comics); The Divided Earth (First Second); Days of Hate, Dead Hand Head Lopper e Redlands (Image); Shuri e Doutor Estranho (Marvel)

Tamra Bonvillain por Alien 3 (Dark Horse); Batman e Patrulha do Destino (DC Comics); Moon Girl and Devil Dinosaur e Multiple Man (Marvel)

Nathan Fairbairn por Batman, Batgirl, Aves de Rapina e Mulher Maravilha Terra Um vol. 2 (DC Comics); Die!Die!Die! (Image)

Matt Hollingsworth por Batman: Cavaleiro Branco (DC Comics): Seven to Eternity, Wytches (Image)

MELHOR LETRISTA

Todd Klein por Black Hammer: Age of Doom e Neil Gaiman’s A Study in Emerald (Dark Horse); Batman: Cavaleiro Branco (DC Comics); Eternity Girl e Livros da Magia (Vertigo/DC Comics); The League of Extraordinary Gentlemen: The Tempest (Top Shelf/IDW)

David Aja por Seeds (Berger Books/Dark Horse)

Jim Campbell por Dias Gigantes, Abbott, Alice: Dream to Dream, Black Badge, Clueless, Coda, Fence, Firefly, Grass Kings, Lumberjanes: The Infernal Compass, Low Road West e Sparrowhawk (BOOM); Breathless, Calexit, Gravetrancers, Snap Flash Hustle, Survival Fetish e The Wilds (Black Mask); Angelic (Image); Wasted Space (Vault)

Alex de Campi, Bad Girls (Gallery 13); Twisted Romance (Image)

Jared Fletcher por Batman: Damned (DC Comics); The Gravediggers Union, Moonshine, Paper Girls e Southern Bastards (Image)

MELHOR QUADRINHO RELACIONADO A JORNALISMO

Back Issue editado por Michael Eury (TwoMorrows)

PanelxPanel magazine, editado por Hassan Otsmane-Elhaou, panelxpanel.com

The Columbus Scribbler editado por Brian Canini, columbusscribbler.com

Comicosity, editado por Aaron Long e Matt Santori,  www.comicosity.com

LAAB Magazine #0: Dark Matter, editado por Ronald Wimberley e Josh O’Neill (Beehive Books)

MELHOR LIVRO SOBRE QUADRINHOS

Drawn to Purpose: American Women Illustrators and Cartoonists, de Martha H. Kennedy (University Press of Mississippi)

Comic Book Implosion: An Oral History of DC Comics Circa 1978, de Keith Dallas e John Wells (TwoMorrows)

The League of Regrettable Sidekicks, de Jon Morris (Quirk Books)

Mike Grell: Life Is Drawing Without an Eraser, de Dewey Cassell e Jeff Messer (TwoMorrows)

Yoshitaka Amano: The Illustrated Biography—Beyond the Fantasy, de Florent Gorges (Dark Horse)

MELHOR TRABALHO ACADÊMICO

Sweet Little C*nt: The Graphic Work of Julie Doucet, de Anne Elizabeth Moore (Uncivilized Books)

Between Pen and Pixel: Comics, Materiality, and the Book of the Future, de Aaron Kashtan (Ohio State University Press)

Breaking the Frames: Populism and Prestige in Comics Studies, de Marc Singer (University of Texas Press)

The Goat-Getters: Jack Johnson, the Fight of the Century, and How a Bunch of Raucous Cartoonists Reinvented Comics, de Eddie Campbell (Library of American Comics/IDW/Ohio State University Press)

Incorrigibles and Innocents, de Lara Saguisag (Rutgers Univeristy Press)

MELHOR DESIGN DE PUBLICAÇÃO

Will Eisner’s A Contract with God: Curator’s Collection, design de John Lind (Kitchen Sink/Dark Horse)

A Sea of Love, design de Wilfrid Lupano, Grégory Panaccione e Mike Kennedy (Magnetic/Lion Forge)

The Stan Lee Story Collector’s Edition, design de Josh Baker (Taschen)

The Temple of Silence: Forgotten Worlds of Herbert Crowley, design de Paul Kepple e Max Vandenberg (Beehive Books)

Terry Moore’s Strangers in Paradise Gallery Edition, design de Josh Beatman/Brainchild Studios/NYC (Abstract Studio/Graphitti Designs)

MELHOR QUADRINHO DIGITAL

Umami, by Ken Niimura (Panel Syndicate)

Aztec Empire, de Paul Guinan, Anina Bennett e David Hahn 

The Führer and the Tramp, de Sean McArdle, Jon Judy, e Dexter Wee

The Journey, de Pablo Leon (Rewire)

The Stone King, de Kel McDonald e Tyler Crook (comiXology Originals) 

MELHOR WEBCOMIC

The Contradictions, de Sophie Yanow

Lavender Jack, de Dan Schkade (WEBTOON)

Let’s Play, de Mongie (WEBTOON)

Lore Olympus, de Rachel Smythe, (WEBTOON)

Tiger, Tiger, de Petra Erika Nordlund, (Hiveworks)

DC anuncia duas novas HQs adultas por Jeff Lemire, de Black Hammer

Autor escreverá minissérie do Coringa e também do Questão
ARTHUR ELOI

Joker: Killer Smile

DC anunciou duas novidades ao DC Black Label, selo de HQs voltadas ao público adulto – ambas escritas por Jeff Lemire, autor conhecido por Sweet Tooth Black Hammer.

O primeiro projeto será Joker: Killer Smile, que acompanhará um psiquiatra do Asilo Arkham investigando a mente do Coringa – com consequências desastrosas para Gotham CIty. Andrea Sorrentino, de Gideon Falls Arqueiro Verde, se encarrega da arte. A história terá três volumes, publicados a partir de 30 de outubro nos Estados Unidos.

The Question: The Deaths of Vic Sage

Já o segundo é The Question: The Deaths of Vic Sage, e reunirá Lemire com os artistas Denys Cowan (Raio Negro) e Bill Sienkiewicz (Cavaleiro da Lua). Continuação da fase de Dennis O’Neil com Cowan, a nova HQ do Questão mostrará o herói lidando com caos ao longo da história – do Velho Oeste à década de 1930. The Question terá quatro volumes, que passam a ser publicados a partir de 20 de novembro nos Estados Unidos.

Nenhuma das HQs tem previsão de chegada ao Brasil até o momento. 

Cartunista canadense Michael de Adder perde o emprego após caricatura de Trump

Em poucas horas, o desenho se espalhou pelas redes sociais e, momentos depois de viralizar, o cartunista recebeu a mensagem comunicando sua demissão

O cartunista canadense Michael de Adder foi demitido depois de fazer um desenho do presidente Trump jogando golfe ao lado dos corpos de dois imigrantes mortos no Rio Grande  Foto: TWITTER/@deAdder

O cartunista canadense Michael de Adder foi demitido ontem por fazer um desenho do presidente dos EUADonald Trump, jogando golfe ao lado dos corpos dos dois imigrantes salvadorenhos encontrados mortos na fronteira com o México, na semana passada. No cartum, Adder desenhou o presidente de pé, segurando um taco de golfe e olhando para os corpos dos afogados. Trump questiona: “Importam-se que eu continue o jogo?”

Em poucas horas, o desenho se espalhou pelas redes sociais e, momentos depois de viralizar, o cartunista recebeu uma mensagem comunicando o cancelamento de seu contrato com a Brunswick News Inc. (BNI), que publica vários jornais no Canadá.

A direção negou que a demissão tenha relação com o trabalho de Adder, que há 17 anos publicava caricaturas nos jornais da BNI. No entanto, a Associação de Cartunistas do Canadá criticou a demissão e afirmou que o tema Trump é tabu para o proprietário da empresa, o bilionário James Irving. / EFE e W.POST

HQ Nori e Eu registra a vida de um desenhista autista e a luta de uma mãe pelo desenvolvimento do filho

Com o apoio do ilustrador Caeto, Masanori Ninomiya, seu aluno de desenho, e a mãe dele, Sonia, lançam a HQ Nori e Eu
Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

Sonia, Caeto e Masanori lançam a HQ Nori e Eu Foto: Felipe Rau/Estadão

Masanori Ninomyia demorou 12 anos para começar a falar. Diagnosticado aos quatro como uma criança do espectro autista, o garoto, o mais velho de três irmãos, assistia ao que acontecia ao redor à sua maneira, e desenhava e desenhava sem parar. Mickey, os personagens da TV Colosso, Power Rangers, Garfield… todos eles surgiram na vida de Nori antes que ele conseguisse se expressar em palavras. 

O desenho foi ficando mais elaborado. Uma briga dos irmãos com ele resultou na imagem de um gato enorme pegando um ratinho. Tudo pontilhado. Depois, criou sua primeira super-heroína, a Kaleido Rider, e daí surgiu uma saga que já conta com seis heroínas, o homem foca e, como seu autor diz, está em “clima de processo”. Ideias não faltam para esse jovem que sofreu muito e ultrapassou barreiras, que sabe de suas limitações, mas não se cansa de aprender.

E é essa história de luta que acompanhamos em Nori e Eu, uma HQ assinada por Masanori, que acaba de completar 33 anos, e Sonia, sua mãe. O livro é dividido em duas partes. Na primeira, encontramos Sonia em 1968, quando ela e o pai de Masanori se conhecem. E então os 10 anos que viveu no Japão, a volta ao Brasil, a gravidez, o filho tão sonhado que não interagia com o mundo e ficava aflito longe da mãe, que era contemplativo e metódico. E tudo o que se seguiu para que Nori pudesse se desenvolver e conquistar alguma autonomia. 

Na segunda parte, Nori se apresenta: sua história, suas preferências e referências, os momentos mais marcantes de sua trajetória. E o mais interessante: é ele quem ilustra tanto a sua parte quanto a da mãe.

A ideia do livro que a WMF Martins Fontes manda para as livrarias em uma semana foi do ilustrador Caeto. Ele é autor das graphic novels autobiográficas Memória de Elefante e Dez Anos Para o Fim do Mundo (Quadrinhos na Cia.) e da adaptação para HQ de Ivan Ilitch, de Liev Tolstoi, pela Peirópolis – e professor de desenho de Masanori há cinco anos. 

Dois anos atrás, Sonia comentou com Caeto como seu filho estava indo bem e melhorando no desenho. Era um elogio, mas isso não diminuía sua frustração. “Masanori é um cara que já tem o trabalho dele, o Kaleido Rider, já faz o gibi dele, e não gostava da minha intromissão. É um artista e fazia do jeito dele. Respeitei isso, mas era como se eu não estivesse dando aula. Eu me sentia em falta com o Masanori”, conta. Ao ouvir sobre o processo de amadurecimento de seu aluno e das histórias por trás disso, sugeriu um projeto que envolvesse os três. 

Por uma dessas coincidências da vida, duas semanas depois de Caeto propor que Sonia Ninomiya escrevesse sobre sua relação com o filho e de pedir que Masanori contasse sua história, e isso se transformaria, com a ajuda dele, na HQ Nori e Eu, o ilustrador foi a uma reunião na WMF Martins Fontes por outros motivos – e aproveitou para falar sobre o novo projeto. 

“Ficamos entusiasmados, mas não sabíamos o que esperar – não conhecíamos os autores. E então Sonia veio na editora, antes mesmo de escrever o roteiro, e nos deixou emocionados e certos de querer publicar o quadrinho”, conta a editora Luciana Veit. “As histórias que ela contava, o seu amor pelo filho, as dificuldades que passou… Nós nos apegamos ao livro e a essa dupla incrível e até o final, quando recebemos o texto da orelha, de Vera Regina J.R.M. Fonseca, a psicanalista que atendeu o Nori pequeno, essa história fez lágrimas caírem aqui na editora.”

É mesmo uma história bonita, corajosa, de uma mãe que fez o que estava ao seu alcance para cuidar do filho autista e prepará-lo para o mundo. De uma mulher que não abriu mão de seus sonhos e conseguiu conciliar a criação de Nori e dos outros dois que vieram depois com seu trabalho como professora de língua e literatura japonesa na Universidade Federal do Rio de Janeiro, de onde se aposentou há dois anos, depois de 35 na sala de aula e na ponte aérea.

“Esse livro foi um crescimento para nós dois. Eu pude colocar para fora coisas que ninguém sabia e ele pode partilhar dessas coisas. E foi muito sofrido. Eu tinha muito receio de magoar pessoas com o que eu estava contando”, comenta Sonia. Ela completa: “Escrevi com cuidado, mas também com muita sinceridade.” 

Sonia ressalta que em alguns momentos ficou receosa de Nori desenhar, ou mesmo conhecer, alguns fatos. “Eu pensava: como ele vai encarar isso? Mas foi tudo tranquilo e algumas coisas pontuais mexeram com ele.” É o caso do sonho recorrente que ela tinha: alguém vinha e levava seu filho. Foi difícil para ele entender que aquilo não tinha acontecido. Nori voltava ao assunto, eles conversavam. E, mesmo durante a entrevista, ele repete que não sabia que havia sido sequestrado.

Para que seu plano de mudar a dinâmica da aula e ajudar Nori a desenvolver ainda mais sua técnica funcionasse, Caeto lançou mão do nome de um dos ídolos do aluno. “Sugeri que eu tivesse uma função parecida com a do Mauricio de Sousa: eu ia ver o desenho e ia dizer se estava aprovado ou não. Isso mudou o ritmo da aula.” Foi muito trabalhoso para ele, reconhece o professor. “Vi seu esforço e dedicação de terminar esse livro e fico orgulhoso.” Caeto gostaria de voltar a trabalhar com o aluno. “Ele é rápido, coisa que não sou, e tem um desenho sofisticado. Escrevo roteiro e cada vez mais tenho tido preguiça de desenhar. A dupla funcionaria muito bem”, diz.

Nori sorri, tímido. 

À reportagem, ele conta que narrar sua história não foi tão difícil quanto fazer seus mangás – sempre sobre um herói que vai salvar alguém, ou a humanidade, ou São Paulo de algo ruim (mais recentemente, conta Sonia, o herói sofre um revés e uma heroína entra para ajudá-lo). Mas comenta que ilustrar a parte da sua mãe não foi tão fácil. Voltar à relação com os irmãos na infância também não – e uma cena tocante é quando a mãe conversa com os outros dois filhos sobre o primogênito e diz que está fazendo o possível para deixar a tarefa (cuidar de Nori no futuro) menos difícil.

O livro é aberto pela fala de Sonia, que prepara o leitor com informações básicas sobre o autismo para que ele entre com Nori em seu universo e em sua história cronológica. “É assim que ele funciona”, explica a mãe. Lemos sobre os fatos marcantes de sua vida, que ele elegeu, e o que acontecia no Brasil e no mundo na mesma época.

Nori fala várias línguas, adora ler biografias, livros de história e almanaques. É fã de cinema, de museus, da cultura japonesa, de Jim Davis, Osamu Tezuka. Ama desenhar animais, paisagens e cidades. Mas o que quer fazer agora é viajar mais (os destinos estão na ponta da língua). 

Para Masanori, o desenho é uma forma de ele se colocar no mundo, acredita Sonia. “Às vezes, os pais de um autista negligenciam o cuidado emocional. Masanori fez análise cinco dias por semana durante sete anos, o que deu uma bela estruturada nele. Ele é ele, ele se sente ele, e isso é muito importante. É uma pretensão grande, mas talvez eu consiga ajudar outras mães para que não se sintam sozinhas. Existe um caminho.”

NORI E EU
Autores: Masanori e Sonia Ninomiya
Editora: WMF Martins Fontes
(92 págs.; R$ 44,90)
Nas livrarias depois do dia 13

Jane Foster assume identidade da Valquíria em nova série

Primeira edição será lançada em julho, nos Estados Unidos

Capa, criada por Mahmud Asrar e Matthew Wilson

Antiga Thor, Jane Foster assumirá a identidade da Valquíria em nova série de quadrinhos. Na última quinta-feira (18), a Marvel Comics anunciou Jane Foster: Valkyrie, HQ assinada por Jason Aaron e Al Ewing e com artes de Cafu. Sua trama será ambientada após War of the Realms #2, quando Foster presenciou o massacre das Valquírias. [Mariana Canhisares]

Vida do arquiteto Mies van der Rohe é retratada em história em quadrinhos

Graphic novel tem prólogo escrito pelo arquiteto britânico Norman Foster

A vida e a obra de Ludwig Mies van der Rohe, considerado um dos principais nomes da arquitetura do século XX, foi retratada em história em quadrinhos, com prólogo escrito pelo arquiteto britânico Norman Foster. Publicada pela Grafito Editorial, “Mies” tem autoria do ilustrador e escritor espanhol Agustín Ferrer Casas, que narra a trajetória do arquiteto alemão morto há 50 anos desde sua atuação na Bauhaus, fugindo da Alemanha nazista e dando continuidade à sua carreira em Chicago, nos Estados Unidos.

Vida do arquiteto Mies van der Rohe é retratada em história em quadrinhos (Foto: Divulgação)

“É uma biografia fictícia baseada em numerosos escritos de muitos outros autores e do próprio Mies”, contou o autor. “E eu digo ficção porque neste livro tento mostrar não apenas parte de seu trabalho, mas a vida, a personalidade do arquiteto. O que o tornou um grande profissional e o que ele deixou para trás em sua ambição de construir.”

Vida do arquiteto Mies van der Rohe é retratada em história em quadrinhos (Foto: Divulgação)

“Mies van der Rohe é um dos poucos arquitetos do século 20 que ajudaram a moldar a arquitetura do presente e, possivelmente, do futuro”, acrescentou Foster.

Vida do arquiteto Mies van der Rohe é retratada em história em quadrinhos (Foto: Divulgação)

Admiradores do trabalho do arquiteto – que nasceu em Aachen em 1886 e morreu em Chicago, em 1969, aos 83 anos – vão reconhecer na graphic novel passagens emblemáticas, como quando ele foi forçado a fechar a escola Bauhaus em 1933 com o início do domínio nazista, e o tempo em que ele passou na Villa Tugendhat em Brno, que completou em 1930.

Vida do arquiteto Mies van der Rohe é retratada em história em quadrinhos (Foto: Divulgação)
Vida do arquiteto Mies van der Rohe é retratada em história em quadrinhos (Foto: Divulgação)

Cinco vezes em que Shazam foi pioneiro nos quadrinhos

Personagem foi o precursor de elementos clássicos das HQs
GABRIEL AVILA

Divulgação/DC Comics

Criado em 1939 por Bill Parker e C. C. Beck com o nome de Capitão MarvelShazam se tornou um dos mais tradicionais heróis dos quadrinhos ao estrelar revistas que misturavam mitologia, magia e ciência criando um universo fantástico e singular. Ao longo de seus quase 80 anos de existência, o Campeão da Magia foi pioneiro em diversos níveis, que ultrapassam as HQs e chegam aos tribunais.

Confira cinco vezes em que O Mortal Mais Poderoso da Terra realizou façanhas até então inéditas para os super-heróis:

PRIMEIRA CRIANÇA A VIRAR SUPER-HERÓI

Divulgação/DC Comics

Referência no assunto parceiro-mirim, Robin é o mais celebrado ajudante da cultura pop devido a sua importância histórica em se tornar uma ponte entre o público infantil e as revistas do Batman, medida que deu tão certo que dobrou as vendas das HQs do Homem-Morcego. Porém, a introdução de uma criança ao mundo super-heróico já havia acontecido nas páginas da revista Whiz Comics #2 publicada em dezembro de 1939, apresentando Capitão Marvel como alter-ego do garoto Billy Batson. Ele não só chegou primeiro, como estava em uma posição de maior destaque, assumindo o papel de herói.

PRIMEIRA FAMÍLIA SUPER HEROICA

Divulgação/DC Comics

Billy Batson não foi o único mortal a receber os talentos do mago Shazam. Após uma luta contra o vilão Capitão Nazista, o garoto Freddy Freeman estava se afogando quando o Mortal Mais Poderoso da Terra decidiu tentar salvá-lo ao transferir seus dons. Como só recebeu uma fração deles, Freeman não se tornava adulto e assumiu a identidade de Capitão Marvel Jr. Em seguida, Billy descobriu que tinha uma irmã gêmea chamada Mary, que pelo grau de parentesco também ganhava superpoderes ao gritar a palavra mágica, se tornando a Mary Marvel. Foi nas HQs da garota que surgiu o Tio Dudley, um senhor que se passava por parente distante quando era na verdade um charlatão que dizia também ter poderes. Mary descobriu a armação logo de cara, mas não o desmascarou por perceber que no fundo ele tinha bom coração. Em dezembro de 1945 todos esses personagens foram reunidos na revista Marvel Family, onde se juntaram para impedir o vilão Adão Negro. Além dos heróis, a Família Marvel ganhou também mascotes, como o tigre falante Senhor Malhado e Hoppy, o Coelho Marvel.

PRIMEIRO VILÃO A DESCOBRIR IDENTIDADE SECRETA

Divulgação/DC Comics

Na terceira edição da revista Whiz Comics, publicada em abril de 1940, o Doutor Silvana descobre que Shazam é na verdade Billy Batson. Em busca de uma reportagem, o garoto vai à casa do vilão, que usando um disfarce apresenta sua nova invenção: um foguete com destino a Vênus. Billy, que conseguiu emprego na emissora de rádio após impedir outros planos de Silvana, acompanha o cientista, mas eles são atacados por um dragão assim que chegam ao planeta. Para se defender, o garoto grita a palavra mágica e se torna o Capitão Marvel, o que acaba entregando sua identidade secreta ao seu maior inimigo.

PRIMEIRO SUPER-HERÓI A CHEGAR AOS CINEMAS

Divulgação/DC Comics

Apesar de estrear no universo cinematográfico da DC em 2019, Shazam já havia chegado aos cinemas em 1941. No filme seriado Adventures of Captain Marvel, o jovem Billy Batson recebe seus poderes do mago Shazam para impedir que o vilão Escorpião roube um artefato mágico, o Escorpião Dourado. Na produção, que marca a primeira adaptação cinematográfica de um super-herói, o Campeão da Magia é interpretado por Tom Tyler, grande estrela do faroeste. A série está disponível online – assista aqui.

MAIS FAMOSO CASO DE PROCESSO NOS QUADRINHOS

Divulgação/DC Comics

Em 1941, a editora National Publications (que viria a se chamar DC Comics) entrou com processo contra a Fawcett Comics, alegando que o Capitão Marvel seria uma cópia do Superman. O principal motivo seria o sucesso da série Adventures of Captain Marvel, lançada no mesmo ano. Após perder o processo em 1953, a Fawcett cancelou todos os títulos da Família Marvel em publicação e foi condenada a pagar uma multa de US$ 400 mil. Quase vinte anos depois, em 1972, a DC decidiu licenciar os heróis, pagando uma comissão por uso dos personagens. Porém, não poderiam mais chamar a revista de Capitão Marvel porque na época a Marvel Comics tinha um herói com esse nome (Mar-Vell, o comandante Kree que estreou em 1967). A saída foi renomear a HQ para Shazam!. Apesar da troca no título, Billy continuava sendo chamado de Capitão Marvel nas histórias. Entenda melhor o processo aqui.