Stan Lee é acusado de abuso e assédio sexual por enfermeiras, diz tabloide ‘Daily Mail’

Segundo o ‘Daily Mail’, o criador do ‘Homem-Aranha’ e outros heróis teria apalpado as funcionárias e pedido sexo oral durante banho.

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Stan Lee (Foto: Reuters/Mario Anzuoni)

Stan Lee está sendo acusado de assédio e abuso sexual por enfermeiras que trabalharam em sua casa em Hollywood. As informações são do tabloide “Daily Mail”.

Segundo a publicação, o criador da Marvel teria apalpado e assediado diversas jovens enfermeiras contratadas para cuidar dele.

O lendário artista de 95 anos – criador de “Homem-Aranha”, “Hulk”, “Homem de Ferro”, “Quarteto Fantástico” e “Thor” -, teria exigido sexo oral durante o banho e caminhava nu pela mansão.

A empresa, que costuma atender a diversas celebridades, estaria em uma disputa legal contra Lee. Mas a polícia ainda não registrou nenhuma queixa legal contra ele.

O advogado de Lee conversou com o “Daily Mail” e negou categoricamente as “falsas e desprezíveis” acusações e disse que tem total intenção de limpar seu “estelar bom nome” e seu “caráter impecável”.

O advogado ainda sugere que acusações são parte de uma extorsão. “O senhor Lee não será extorquido nem chantageado, e não vai pagar qualquer dinheiro a ninguém, pois não fez absolutamente nada de errado”, informou o representante.

Uma fonte do jornal que tem conhecimento da situação afirmou que “Stan Lee é um velho homem que aparentemente perdeu a noção da realidade. Ele parece não se importar com o que as pessoas pensam dele, ele está perdendo o filtro”.

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‘Moby Dick’, clássico de Herman Melville, chega ao Brasil em quadrinhos

Quadrinista francês Christophe Chabouté propõe desafio de adaptar o romance, tarefa na qual Will Eisner e Dino Battaglia já haviam se aventurado

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Ilustração do quadrinista francês Christophe Chabouté na graphic novel ‘Moby Dick’, que adapta o livro de Herman Melville  Foto: Editora Pipoca e Nanquim

O crítico literário Harold Bloom, em seu Cânone Americano, erige, ao lado de Walt Whitman, Herman Melville como o mais “ambicioso e sublime” escritor norte-americano. Em sua época, contudo, Melville (1819-1891) foi tido como um mero escriba de romances náuticos. Morreu soterrado pelo ocaso na cova rasa em que a crítica deposita os corpos dos ditos escritores medianos. Melville só iniciou sua escalada ao posto de um dos baluartes do tal “grande romance americano” quando, passadas três décadas de sua morte, foi resgatado por autores como William Faulkner e D.H. Lawrence, que buscavam terreno fértil para fincar as raízes literárias americanas além dos versos de Henry Wadsworth Longfellow e do fugere urbem de Henry David Thoreau.

Foi então que a percepção de seus romances mudou drasticamente e as adaptações de suas obras espraiaram-se pelas mais diversas mídias. Peter Ustinov filmou Billy Budd, O Marinheiro em 1962 para refletir as tensões da guerra fria. Bartleby, o Escrivão, adaptado em 1970 por Anthony Friedman e em 2001 por Jonathan Parker, foi enfim reconhecido como a pérola niilista-burocrata-corporativa que é, cada dia mais atual em um mundo globalizado e robotizado. Nada mais justo que sua obra-prima, Moby Dick, levada mais de dez vezes à televisão e ao cinema (desde 1926, em um filme dirigido por Millard Webb), seja homenageada também nos quadrinhos.

A história da baleia branca já havia sido quadrinizada, entre muitos outros, pelo italiano Dino Battaglia (1967), pelo francês Paul Gillon (1983) e pelos norte-americanos Bill Sienkiewicz (1990) e Will Eisner (2001), sendo este o autor de The Spirit (1940) e um dos maiores estetas da história dos quadrinhos, responsável por inovações gráficas que perduram até hoje no formato. A investida mais recente, de 2014, é do francês Christophe Chabouté, publicada agora no Brasil pela editora Pipoca & Nanquim.

Logo no início de Moby Dick, o traço fino e bastante definido de Chabouté se faz notar, lembrando outro mestre francês, Moebius. A modulação da espessura do traço, embora tímida, está lá dando volume aos objetos e criando um dos mais belos efeitos marítimos dos quadrinhos. Por mais que boa parte da trama se passe em alto-mar, a paisagem nunca fica monótona graças à ambientação detalhada dos cenários em planos abertos. Para focar a atenção do leitor, Chabouté economiza traços nos planos médios e closes, alternando as angulações de plongée e contra-plongée.

Como o autor desenha em preto e branco, sem o uso de retículos ou degradê, as imagens são sempre chapadas, trabalhando em cima do forte contraste entre luz e sombra. Em alguns momentos, a cena só é visível a partir da ausência de luz; em outros, o Sol parece ofuscar o leitor. Há diversas sequências de vinhetas em planos abertos nas quais somente a silhueta do navio ou dos personagens é visível ou uma pretensa câmera se mantém fixa enquanto a ação transcorre de um canto a outro em silêncio.

Este, aliás, é um elemento muito bem utilizado pelo quadrinista: o silêncio. Embora boa parte do texto original tenha sido mantido – citações do livro abrem cada capítulo –, não é pequeno o desafio de transmitir sem palavras essa atmosfera inicialmente leve, até cômica, que vai ganhando tons mais sombrios e épicos à medida que o drama se desenrola.

Talvez alguém que não seja iniciado na linguagem dos quadrinhos não consiga aproveitar o ritmo cadenciado e os longos silêncios beckettianos que Chabouté imprime para tentar se aproximar da verve filosófica da prosa de Melville. O francês deixa de lado a tradicional sequência frenética “ação a ação” dos quadrinhos ocidentais e assume o contemplativo estilo “perspectiva a perspectiva”, mais característico dos mangás japoneses. É uma excelente solução, mas é claro que a linguagem de Melville é insubstituível, como ocorre com qualquer adaptação. Por isso, a dramaticidade de alguns momentos, especialmente os mais próximos do final, acaba comprometida com a ausência de palavras.

Moby Dick é um dos melhores trabalhos de Chabouté, cuja primeira aparição foi em Les Récits (1993), uma antologia sobre o poeta Arthur Rimbaud, mas não é sua primeira adaptação de um clássico literário: o quadrinista de 50 anos, até então inédito no País, publicou Construire un Feu (2007), inspirado em To Build a Fire, de Jack London. Um de seus destaques é a trilogia Purgatoire (2003-2005), uma biografia em quadrinhos de Henri Désiré Laundru, serial killer e uma espécie de Barba Azul da França, responsável por 11 assassinatos entre 1915 e 1919, mencionado por Marcel Proust em sua obra Em Busca do Tempo Perdido e inspiração de Charles Chaplin em Monsieur Verdoux.

Tão injustiçado em vida, Melville foi tratado como subproduto cultural, tal como, em outros tempos, o jazz, o romance em prosa e a fotografia. Não é por acaso que sua obra tenha sido retratada com tamanha excelência por outra manifestação artística relegada à margem durante muito tempo: os quadrinhos.

Outras adaptações literárias nos quadrinhos em 2017

‘Fausto’
A lenda popular alemã imortalizada por Goethe virou quadrinho da editora Peirópolis com roteiro de Leonardo Santana, ilustrações de Rom Freire e Dinei Ribeiro, e tradução de Jenny Klabin Segall.

‘Macunaíma’
A fábula picaresca de Mário de Andrade que investiga mitos fundadores da cultura indígena possui duas versões em HQ: uma por Angelo Abu (Peirópolis) e uma por Rodrigo Rosa (Ática). Também em 2017, ‘Amar, Verbo Intransitivo’ foi adaptado por Ivan Jaf e Guazzelli.

‘Como Falar com Garotas em Festas’
O conto surrealista e fantástico de Neil Gaiman foi levado aos quadrinhos em 2017 por dois brasileiros, Fábio Moon e Gabriel Bá, pelo selo Quadrinhos na Cia.

‘O Velho e o Mar’
O francês Thierry Murat adaptou o clássico de Ernest Hemingway que a Bertrand Brasil publicou com tradução de André Telles.

One Piece | Yo Uehara, de Okinawa (Japão) é preso por upload ilegal do mangá

Yo Uehara subia edições antes da sua publicação oficial

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mangá One Piece

Yo Uehara, de Okinawa, no Japão, foi detido em setembro por fazer upload ilegal dos mangás One Piece e Tokyo Ghoul. Ele foi sentenciado agora a 18 meses na prisão e a uma suspensão de três anos, além de ter sido multado em cerca de US$ 4,5 mil (via Comicbook).

Uehara, que  teria faturado cerca de US$ 653 mil com anúncios nas páginas em que o conteúdo era disponibilizado, seria o líder de um grupo criminoso especializado em upload de mangás (além dele, outros quatro suspeitos foram presos acusados de upload ilegal).

No Brasil, o mangá foi relançado pela Panini Comics em 2011 em duas versões – desde a primeira edição e a partir do número 36, do ponto onde a editora Conrad deixou o mangá. Uma série de TV em live-action baseada na franquia é planejada. [Natália Bridi]

Besouro Verde volta aos quadrinhos com protagonista feminina – veja

greenhornet1-1.jpgBesouro Verde, a clássica série de TV dos anos 60, vai ganhar uma nova versão nos quadrinhos, agora estrelada por mulheres. Amy Chu, a roteirista de Hera Venenosa que tem trabalhado com a editora Dynamite Entertainment em Red Sonja, será a roteirista, e German Erramouspe cuida dos desenhos. Veja as primeiras imagens:

Na trama, que continua de onde parou a fase que era escrita por Kevin Smith, a dupla de vigilantes original, o milionário Britt Reid Jr. e seu ajudante Kato, está desfeita, depois do desaparecimento de Britt. O crime em Century City volta a crescer, e a solução é investigar o que aconteceu, enquanto Kato se junta à sua filha, Mulan, para manter viva a figura do Besouro Verde.

A primeira edição já sai em janeiro nos EUA. [MH]

Arlequina investiga desaparecimento de mendigos em nova HQ

Panini lançou recentemente no Brasil a sétima edição de Arlequina, publicação focada na vilã. Na HQ, os mendigos de Nova York começam a desaparecer e ela é a única que se importa o suficiente para investigar.

7cd1b8a9b7944ddcb76f60a18ccd6bda.jpgNa última edição, Arlequina recebeu a visita do Coringa após semanas sofrendo investidas indiretas do Palhaço do Crime. Contudo, leva pouco tempo para que ela perceba estar diante de um impostor e não do verdadeiro vilão.

Implacável, Quina tortura sua vítima capturada, disposta a descobrir toda a verdade por trás da situação e, no fim das contas, perde a calma e acaba matando o infeliz.

DC substituirá banner do Universo Renascimento por símbolo da DC Universe

DC Comics mudará um pequeno detalhe em suas capas. O banner azul do Renascimento será substituído por um pequeno símbolo na lateral com os dizeres: DC Universe. Confira as capas que contarão com a primeira mudança:

Além disso, as publicações divulgarão na lateral o símbolo de cada herói ou supergrupo. Então, a HQ do Superman virá com seu icônico “S”, enquanto a do Batman virá com o seu bat-sinal.

O banner renascimento foi publicado pela primeira vez em 2016 nos EUA e chegou este ano no Brasil. [Fábio de Souza Gomes]

“Bat-Coringa” assassina Batgirl e Asa Noturna e obriga Superman a matar sua esposa Lois Lane e seu filho

A HQ solo do Batman que Ri, versão sombria de Dark Nights: Metal que mistura o Homem-Morcego com o Coringa, revelou a origem do vilão – que destrói os aliados do Cavaleiro das Trevas e até consegue obrigar o Superman a matar sua própria família. Confira algumas imagens:

Resultado de imagem para batman who laughsA publicação mostra um mundo onde o Coringa destrói a polícia de Gotham, acaba com os outros rivais do Homem-Morcego e embarca em uma onda de assassinatos para matar pais da cidade para infectar seus filhos órfãos com sua toxina. Isso é a gota d’água para o Homem-Morcego, que decide matar o Palhaço do Crime quebrando o seu pescoço.

Resultado de imagemContudo, ao mata-lo, o Homem-Morcego é infectado com a toxina que o transformará no próximo Coringa. Sabendo que eventualmente sucumbirá ao veneno, ele começa a treinar secretamente a Batgirl, o Asa Noturna, o Robin Vermelho e o Capuz Vermelho para derrota-lo. Porém, ele rapidamente se transforma e mata os quatro.

Resultado de imagem para cg artworkO vilão, então, parte para Torre de Vigilância da Liga da Justiça e começa a destruir todos os outros heróis. Ele, inclusive, expõe o Superman a Kryptonita preta e vê o Homem de Aço matar sua própria família.

Resultado de imagem para comicsEm Dark Nights: Metal os heróis tomam conhecimento do Multiverso Sombrio e as criaturas de pesadelo desse mundo desconhecido invadem a nossa realidade. [Fábio de Souza Gomes]