Beatles | HQ sobre lenda da morte de Paul McCartney chega ao Brasil em setembro

Paul Está Morto, quadrinho de Paolo Baron e Ernesto Carbonetti será publicado pela editora Comix Zone
GABRIEL AVILA

A editora Comix Zone anunciou o lançamento de Paul Está Morto – Quando os Beatles Perderam McCartney, HQ que imagina como teria ocorrido a suposta morte e substituição de Paul McCartney dos Beatles. Criada por Paolo Baron e Ernesto Carbonetti, a publicação é uma ficção especulativa sobre uma das maiores teorias da conspiração da história da música.

Leia a sinopse: “Londres, novembro de 1966. John Lennon não consegue falar.Olha fixamente a foto de um carro em chamas com o corpo de Paul McCartney no interior. Paul não está mais entre nós, e isso significa também o fim dos Beatles. Mas John quer saber a verdade e, coma ajuda de George e Ringo, começa a reexaminar as horas finais da vida de Paul. Situado na atmosfera mágica dos estúdios Abbey Road durante a composição de Sgt. Pepper, Paul Está Morto é a versão definitivada lenda do óbito prematuro de Paul McCartney.”

Publicada em capa dura com 120 páginas coloridas, Paul Está Morto já está em pré-venda. O lançamento é previsto para setembro deste ano.

Wiccano e Hulkling se casam em nova HQ da Marvel

Matrimônio foi mostrado na quarta edição do evento Empyre
NICOLAOS GARÓFALO

Marvel Comics/Divulgação

[Texto contém spoilers do arco Empyre, atualmente em publicação nos Estados Unidos]

Casal símbolo da representatividade LGBTQI+ nos quadrinhos, Hulkling e Wiccano se casaram oficialmente em Empyre, nova maxissérie da Marvel Comics. A união dos personagens, cujo relacionamento foi introduzido em Young Avengers #7, de 2005, foi revelada na quarta edição do título, que mostra o garoto verde como líder da aliança entre Krees e Skrulls (via Legião dos Heróis).

flashback do casamento acontece quando Wiccano, em conversa com os Vingadores, afirma que o marido pode ter sido substituído por um skrull, já que suas ações questionáveis não condizem com o caráter de Hulkling. Enquanto Billy discute com o grupo de super-heróis, ele se lembra da cerimônia que oficializou a união dos personagens – veja abaixo:

Em 2019, o primeiro beijo entre Hulkling e Wiccano causou polêmica na Bienal do Rio de Janeiro, quando o arco A Cruzada das Crianças foi acusado de apresentar “conteúdo sexual para menores” pelo prefeito Marcelo Crivella – saiba mais. Na ocasião, Jim Cheung ilustrador da HQ, repudiou a censura imposta pela prefeitura carioca, dizendo que o político está atrasado.

Neil Gaiman, obsessivo autor de ‘Sandman’, já ameaçou se matar por cena com boquete

Neil Gaiman é um artista tão multifacetado que desafia qualquer rótulo de jornalista preguiçoso
Walter Porto

Ilustração de Chris Riddell para nova edição de “Coraline”, de Neil Gaiman Divulgação

Passeia dos contos sensíveis de “Coisas Frágeis” ao épico intrincado de “Deuses Americanos”. Vai de uma saga em quadrinhos perturbadoramente existencial —“Sandman”, que o consagrou nos anos 1980— à mais assustadora literatura infantil —caso de “Coraline”, que acaba de ser catapultado de volta às listas de mais vendidos por uma nova edição da Intrínseca.

Uma das poucas recorrências assertivas na sua obra é o fantástico, que permeia a história da menina que descobre um mundo paralelo atrás de uma porta de casa, dominadoo por uma versão arrepiante de seus pais, com botões no lugar dos olhos.

Aqui está um escritor que valoriza a liberdade absoluta, e o repórter pergunta se tem algum lado ruim em nunca haver se assentado num gênero determinado.

“A coisa é que não entendo por que qualquer pessoa faria isso”, diz Gaiman, por telefone, de bate-pronto. “Não entendo quem faz a mesma coisa de novo e de novo porque tem sucesso comercial. Não mais que entendo alguém que gosta de batata assada e come batata assada toda noite pelo resto da vida.”

Gaiman se afasta cada vez mais de uma dieta exclusiva de tubérculos. Nos últimos anos, ele intensificou seu envolvimento com séries de TV —aquelas que se baseiam em seus livros têm se multiplicado tanto que estão quase virando um filão próprio.

neil gaiman com cabeça apoiada na mão
O escritor Neil Gaiman, que relança o sucesso infantojuvenil “Coraline” pela Intrínseca – Rozette Rago/The New York Times

O nível de ingerência do autor britânico nessas adaptações não foi sempre o mesmo, entretanto. Se em “American Gods”, criada por Bryan Fuller e Michael Green, ele atuou na função mais lateral de produtor-executivo, na minissérie “Good Omens”, Gaiman escreveu cada um dos seis episódios.

O autor suspeita, aliás, que foi por causa do sucesso dessa série que “as pessoas estão dando ouvidos” a ele agora.

“Em ‘American Gods’, às vezes me ouviam, às vezes não. Se eles tivessem uma ideia, iam em frente mesmo se eu dissesse algo”, lembra. “Eu tinha de trabalhar duro para impedir que virasse algo de que não gostava. No primeiro episódio, impedi que Shadow [o protagonista] recebesse um boquete no túmulo da sua mulher. Eu disse, ‘se você fizer isso, eu vou me matar, eu vou sair daqui, me jogar no meio dos carros e deixar um bilhete dizendo que foi por isso’.”

O escritor ganhou o respeito do meio televisivo, segundo sua impressão, depois de mostrar que entendia de adaptações ao levantar do zero “Good Omens” para a Amazon e a BBC —o que, a propósito, só fez por insistência de Terry Pratchett, coautor do livro, morto há cinco anos.1 4

Good Omens

Aziraphale (Michael Sheen) e Crowley (David Tennant), personagens da série "Good Omens”
Aziraphale (Michael Sheen) e Crowley (David Tennant), personagens da série “Good Omens” Reprodução

Esse impulso de respeito veio a calhar, agora que é a vez de sua obra mais reverenciada ganhar as telas. “The Sandman” tem previsão de estrear na Netflix em 2021, mas ainda se sabe muito pouco sobre a produção. Gaiman conta ter ajudado a escrever o piloto e estar “trabalhando de perto” com o criador, Allan Heinberg.

Uma adaptação diferente da mesma série está saindo do forno, aliás. No último dia 15, uma versão em áudio da história de Morpheus chegou à plataforma Audible, um trabalho de que Gaiman diz se orgulhar —ele foi diretor criativo e empresta sua voz como narrador. Mas atenção –não é um mero audiolivro, e sim uma recontagem dramática da história, com atores de peso como James McAvoy, como o protagonista, Riz Ahmed, Michael Sheen e Andy Serkis.

É curioso que, quase ao mesmo tempo, estejam em produção duas versões distintas de uma série tão audaciosa que era considerada inadaptável.

“Eu gostava de escrever histórias em quadrinhos, no começo, porque era um tipo de mídia que as pessoas confundiam com um gênero”, conta o autor. “Então ninguém se preocupava com o que eu fazia, desde que ainda fosse ‘Sandman’. Eu ia mesclando gênero atrás de gênero e ninguém nunca reclamava.”

Não faltaram tentativas fracassadas nas últimas décadas. Gaiman contou ao New York Times que, nos anos 1990, ele bateu na porta da Warner pedindo que não fossem adiante com o longa-metragem de “Sandman” que estavam preparando. “Ninguém nunca entrou no meu escritório para pedir que eu não fizesse um filme”, respondeu a executiva do estúdio.

Agora a coisa mudou de figura. Quando o escritor ouve uma pergunta sobre o porquê de buscar esse envolvimento maior nas suas adaptações —se é por um lado controlador ou por um fascinado com a reinvenção de seus livros em outras mídias— ele hesita por 18 segundos antes de responder.

“Meu trabalho em algo como ‘Sandman’ é garantir que não vire algo que não é ‘Sandman’. Há 100 milhões de pessoas no mundo que ficariam chateadas se isso acontecesse. É meu trabalho traçar essa linha.”

Muitos desses leitores ávidos estão no Brasil, e Gaiman sublinha diversas vezes durante a conversa seu carinho pelo primeiro país não anglófono a publicar o quadrinho, três décadas atrás.

Sua última vinda ao país, em 2008, foi num dos episódios mais anedóticos da Flip, em Paraty. Mais de mil pessoas fizeram fila para pegar seu autógrafo depois da mesa de que participou.

Ele lembra que o tcheco Tom Stoppard, a outra grande estrela daquela edição, veio até ele dando risada e comentando que as outras filas do evento tinham reunido “umas 20 pessoas”, enquanto ele conversou com fãs por mais de cinco horas.

neil gaiman cercado de pessoas
Neil Gaiman deu autógrafos durante mais de seis horas na Flip de 2008 – Rogério Cassimiro – 04.jul.2008/Folhapress

“Minha grande frustração nos últimos 12 anos foi tentar voltar aí e não poder. Quero muito ir com Amanda [Palmer], minha mulher, mas fica difícil quando você é casado, e mais ainda agora que viajar está complicado.”

Gaiman começou a conversa, aliás, lamentando “os tempos tão duros” que o Brasil vive. Quando começou a pandemia, o escritor estava na Nova Zelândia, um país onde a primeira-ministra, Jacinda Ardern, foi “incrivelmente sensata e eficiente, e agora não tem mais um problema de Covid lá”. (Pouco depois, o escritor voltou para sua casa na Escócia, onde passou três meses em lockdown.)

“Aqueles como Trump, Boris Johnson e o seu cara [Bolsonaro], que levaram isso como uma questão pessoal, pondo a política acima das vidas das pessoas, não se deram bem. E pessoas que não precisavam ter morrido morreram.”

A pandemia coincide com um momento em que “estão politizando coisas que pareciam impossíveis de politizar”, comenta ele, e em que as pessoas tendem a “acreditar nas coisas que reforçam aquilo em que elas já acreditam”.

E o efeito da quarentena, diz ele, se limita em deixar todo mundo mais rabugento. E em dificultar o trabalho de escritores, preocupados demais com a vida real, em criar ficção.

Gaiman, por seu lado, não mostra disposição alguma em pisar no freio criativo. “Não vou estar nesse planeta por muito tempo. Tenho quase 60 anos. E a única coisa que eu sei sobre o tempo é que ele se move num piscar de olhos”, diz. “E tem tanta história que eu ainda não contei, em tantas mídias. Vai ser muito triste se eu morrer. São bons mesmo, esses livros que eu não escrevi.”

William Hanna, ao lado de Joseph Barbera, criou personagens como Tom e Jerry

Cartunista, que nasceu em 14 de julho de 1910, estudou engenharia, mas tomou gosto pela animação, descobrindo sua vocação
Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

A animação ‘Tom e Jerry’ Foto: Hanna-Barbera

Ambos agora estão mortos. William Hanna morreu m 2001, aos 90 anos. Joseph Barbera em 2006, aos 95. Hanna nasceu em 14 de julho de 1910, o que significa que, nesta terça-feira, se comemoram 110 anos de seu nascimento. Hanna estudou engenharia, mas, durante a depressão econômica dos anos 1930, a necessidade de sobreviver obrigou-o a procurar trabalho como desenhista. Tomou gosto, descobriu sua vocação.

Ainda durante os anos 1930 assumiu a direção do departamento de animação da Metro. Foi aí que conheceu Joseph Barbera. Iniciaram uma dupla que fez história. Criaram Tom e Jerry. No estúdio, promoveram o casamento da animação com a live action em filmes como o musical Marujos do Amor/Anchor’s Aweigh, de George Sidney, de 145, em que Gene Kelly dança com o gato e o camundongo.

Joseph Barbera (esq.) e William Hanna
Os cartunista Joseph Barbera (esq.) e William Hanna, fundadores da Hanna-Barbera  Foto: Warner Bros/ Reuters

Eram outros tempos da animação, a era Disney, dos desenhos bidimensionais. Ainda estavam longe os computadores e as ferramentas digitais. Os desenhos eram criados manualmente, por batalhões de desenhistas habilidosos. Nos 1950, quando a Metro fechou o departamento de animação, Hanna e Barbera pegaram o bonde da história e bandearam-se para a TV. Em 1957, criaram oficialmente a Hanna-Barbera e lançaram Jambo e Ruivão. Seguiram-se Os Jetsons, Manda-Chuva, Dom Pixote, Pepe Legal. Em 1958, um personagem secundário de Dom Pixote – Yogi Bear/Zé Colmeia – fez tanto sucesso que ganhou série própria. A Hanna-Barbera venceu sete Emmys, o Oscar da televisão.

Hanna e Barbera produziram Scooby Doo, série com personagens criados pela dupla Joe Ruby e Ken Spears, que durou 30 temporadas e teve mais de 580 episódios. Virou um fenômeno de longevidade, perdendo, por enquanto, somente para Os Simpsons. Nos anos 1960, com a história de uma família de classe média durante a Idade da Pedra – Os Flintstones -, lograram o que parecia impossível. Levaram as séries animadas para o horário nobre da TV. Com 166 episódios, e ao longo de seis temporadas, calcula-se que a série tenha atingido mais de 300 milhões de espectadores em cerca de 80 países. Um sucesso que, de alguma forma, abriu caminho para a família disfuncional dos Simpsons. Os Flinstones e seus filhos, amigos, embora vivendo na Idade da Pedra – e tendo um dinossauro, Dino, como animal de estimação -, não diferiam das típicas famílias norte-americanas da época. A América olhava-se no espelho, e achava graça. Hanna e Barbera foram – permanecem – grandes.

Golgo 13, o mais antigo mangá do Japão anuncia pausa por causa do coronavírus

Em 52 anos de história, esta é a primeira vez que interrompem a produção de ‘Golgo 13’
Reuters

‘Golgo 13’ interrompe produção por causa do coronavírus 

mangá japonês Golgo 13 se tornou a mais recente vítima do coronavírus: a mais antiga história em quadrinhos do país anunciou que fará sua primeira pausa ao longo de seus 52 anos de história, uma vez que as restrições sociais impostas para conter o vírus dificultaram a produção manual da série.

A 599ª edição de Golgo 13 publicada na edição de 25 de maio da Big Comic será a última “por enquanto”, anunciou neste sábado, 9, a revista publicada pela editora Shogakukan duas vezes por mês, citando restrições de deslocamento.

“Dada a divisão de trabalho entre os mais de 10 funcionários da série, tornou-se cada vez mais difícil continuar produzindo o mangá”, disseram os editores da revista em um anúncio de página inteira na edição vendida neste sábado.

“Espero que vocês entendam”, escreveu o criador de Golgo 13, Takao Saito, em um comunicado na parte inferior da página.

“Não vamos ceder ao vírus e já estamos planejando a 600ª edição. Por favor, tomem cuidado.”

Golgo, cuja crueldade, engenhosidade e jeito conquistador se valeram de comparações com James Bond e Dirty Harry, vai abaixar seu revólver pela primeira vez desde que o mangá, um dos mais populares do Japão, começou a ser publicado em 1968.

Desde então, a série colocou seu assassino de aluguel no centro de cenários frequentemente relacionados à decadência da sociedade, desde a lavagem de dinheiro no Vaticano até a morte da princesa Diana, vendendo quase 300 milhões de cópias.

Também conhecido por seu pseudônimo Duke Togo, Golgo é amplamente considerado como um guerreiro samurai dos dias de hoje por fãs de mangás e gerou séries de anime, videogames e bonecos.

“Parece que Golgo está dando um tempo… será que isso significa que ele contrairá o coronavírus na próxima aventura?”, tuitou um fã após o anúncio.

Torpedo e Kraken, clássicas HQs europeias, ganham campanha no Catarse

Títulos desenhados pelo espanhol Jordi Bernet chegam ao país em agosto
GABRIEL AVILA

Editora Figura anunciou uma campanha de financiamento coletivo para o lançamento de Torpedo 1936 Kraken, clássicas HQs europeias desenhadas por Jordi Bernet. Escrita por Enrique Sánchez Abulí, Torpedo acompanha Luca Torelli, um notório assassino da máfia. Já Kraken tem roteiros de Antonio Segura conta a história do tenente Dante, um policial da distópica cidade de Metropol. Confira abaixo uma prévia dos títulos:

Leia a sinopse de Torpedo 1936: “Obra maior de Enrique Sánchez Abulí e Jordi Bernet, Torpedo é Luca Torelli, um cruel assassino profissional na Nova Iorque dos anos 1930. Luca é um sujeito absolutamente amoral, capaz dos atos mais bárbaros, agindo no submundo da máfia norte-americana.”

Leia a sinopse de Kraken: “O protagonista da série é o tenente Dante, anti-herói que lidera os Krakeneiros, um esquadrão que patrulha as gigantescas cloacas de Metropol, a mais corrupta e violenta das cidades, local onde atuam os mais sórdidos criminosos – de políticos corruptos a sádicos assassinos – e lar do Kraken, o monstro mítico composto pelos dejetos de toda a podridão e maldade humana.”

A campanha – que pode ser acessada aqui – ficará no ar até 3 de julho e tem entre as recompensas marca-páginas, pôsteres e outras HQs publicadas pela Figura.

Site da Shueisha disponibiliza 48 capítulos do mangá de My Hero Academia de graça

Edições ficarão disponíveis até 6 de maio
NICOLAOS GARÓFALO

Uma das grandes sensações mundiais dos últimos anos, o mangá My Hero Academia foi disponibilizado gratuitamente pela Shueisha para manter leitores em casa durante período de pandemia. Ao todo, 48 capítulos poderão ser acessados pelos leitores até o dia 6 de março (via Viz).

No site da Shueisha, os fãs poderão ler do capítulo 100, em que os alunos da UA começam a criar seus golpes mais poderosos, até o 147, que traz o começo da operação dos heróis para resgatar a garota Eri.

O mangá My Hero Academia é publicado no Brasil pela JBC, enquanto o anime conta com mais de 60 episódios desde sua criação em 2016 e é exibido no serviço de streaming Crunchyroll.

HQ argentina Sherlock Time será lançada no Brasil em maio

Livro é assinado por Héctor Oesterheld e Alberto Breccia, responsáveis por O Eternauta 1969
NICOLAOS GARÓFALO

Originalmente publicado entre 1958 e 1959, a HQ argentina Sherlock Time ganhará uma edição especial no Brasil. O livro, criado por Héctor Oesteheld e Alberto Breccia, dupla responsável por O Eternauta 1969, já está em pré-venda na Amazon e tem lançamento previsto para 21 de maio.

Sherlock Time é ficção científica episódica publicada originalmente pela Hora Cero e traz aventuras do seu personagem título e de seu parceiro, Julio Luna. O trabalho marca o início da parceria entre Oesteheld, que assina os roteiros, e Breccia, responsável pela arte da revista. Os quadrinistas trabalhariam juntos em Che – Os Últimos Dias de Um HeróiO Eternauta 1969 e Mort Cinder.

Quentin Tarantino explica por que desistiu de dirigir um filme do Luke Cage

Cineasta queria Laurence Fishburne no papel do herói
MARIANA CANHISARES

©Marvel Comics 1973 Isabella/Graham, Billy

O diretor Quentin Tarantino revelou por que desistiu de comandar o longa solo do Luke Cage anos atrás. Em entrevista ao podcast Amy Schumer Presents: 3 Girls, 1 Keith (via CBM), ele explicou que a Marvel não teve qualquer relação com sua decisão. Foram seus amigos que o fizeram abandonar a ideia.

Tarantino contou que a ideia de dirigir um longa baseado nos quadrinhos dos Heróis de Aluguel veio entre Cães de Aluguel Pulp Fiction, e que ele estava convencido de Laurence Fishburne seria perfeito para viver Cage. “Todos meus amigos me disseram ‘não, não, cara. Precisa ser o Wesley Snipes. Eu respondi ‘olha, gosto dele, mas Larry Fishburne é praticamente o Marlon Brando. Quer dizer, ele é o cara'”.

A insistência deles teria sido tanta que Tarantino desistiu do projeto de uma vez.

O último longa de Tarantino, Era Uma Vez Em… Hollywood, foi indicado a 10 categorias no Oscar 2020, e levou duas estatuetas: Melhor Design de Produção e Melhor Ator Coadjuvante para Brad Pitt.

Com Leonardo DiCaprio, Brad Pitt e Margot Robbieno elenco principal, Era Uma Vez Em… Hollywood acompanha Rick Dalton, ex-astro de uma série de TV, e seu dublê de longa data, Cliff Booth, durante o ano de 1969. O filme fez US$366 milhões na bilheteria mundial, se tornando a segunda maior arrecadação da carreira de Tarantino – veja o ranking.