Organizadores de Comic-Con na Líbia são presos por ‘atentar contra o pudor’

150988884459ff134c00ab0_1509888844_3x2_mdPúblico na Comic-Com Líbia


Um grupo armado líbio que atua como polícia em Trípoli anunciou neste sábado (4) que fechou as portas da Comic-Con e deteve seus organizadores, ao considerar que o festival de cultura pop atentava contra “os costumes e o pudor”.

Na sexta-feira (3), centenas de jovens foram a Trípoli para a abertura da segunda edição da Comic-Con Líbia, que deveria continuar neste sábado, fantasiados como seus personagens favoritos.

Segundo um dos participantes, a Força de Dissuasão entrou no local onde o evento era organizado, deteve os organizadores e levou os computadores.

Essa força leal ao Governo de Unidade Nacional (GNA), com sede em Trípoli e apoiado pela comunidade internacional, é formada fundamentalmente por salafistas e controla, sobretudo, o leste da capital.

Atua como polícia em Trípoli e persegue tanto traficantes de drogas ou álcool, como pessoas suspeitas de pertencer ao grupo Estado Islâmico (EI).

Considerado um dos grupos armados mais disciplinados, ganhou influência desde a instalação do GNA em Trípoli, em março de 2016, após conseguir conter o crime organizado na capital líbia.

Ao deter os organizadores da Comic-Con, a Força de Dissuasão considerou que era “necessário abordar esses fenômenos destrutivos e combatê-los”. Detalhou que os organizadores serão apresentados “à Procuradoria por atentar contra os costumes e o pudor”.

“Esses tipos de festivais importados do exterior exploram a fraqueza da persuasão religiosa (dos adolescentes) e seu fascínio pelas culturas estrangeiras”, explicou o grupo armado.

O fenômeno Comic-Con nasceu em 1970 nos Estados Unidos, quando alguns “geeks” começaram a trocar revistas de histórias em quadrinho de super-heróis. Desde então esse tipo de festival se propaga em todo o mundo.

Desde a queda do regime de Muammar Kadhafi, em 2011, as sucessivas autoridades de transição fracassaram em sua tentativa de estabelecer uma polícia e um Exército regulares capazes de restaurar a ordem em um país controlado por centenas de milícias. [AFP]

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Nova heroína da Marvel é latina, negra, gay e inspirada em Beyoncé

america.jpgNova heroína da Marvel, America Chavez. Foto: Reprodução/Twitter

Seguindo a tendência da diversidade nos personagens das histórias em quadrinhos, a Marvel divulgou sua nova heroína, America Chavez. Negra, latina, gay e inspirada em Beyoncé,  a personagem vai aparecer na segunda edição do quadrinho America.

O responsável pela criação foi Joe Quinones, e foi ele mesmo quem divulgou a capa da HQ via Twitter. No tuíte, ele anunciou a novidade junto a um trecho da música Formation, de Beyoncé – a personagem usa chapéu e colares parecidos com o da cantora.

Em entrevista ao site Mic, Alex Alonso, editor-chefe da Marvel, contou um pouco da história da nova heroína: “Em ‘América’, a jovem vingadora se mantém firme contra uma trupe alienígena que se aproxima, ao mesmo tempo em que gerencia sua vida social e tenta participar de várias aulas em outros mundos.”. Em 2015, a Marvel anunciou um grupo de Vingadoras mulheres, a A-Force,

Nos últimos anos, a Marvel têm investido em personagens que tocam no ponto da diversidade. Kamala Khan, por exemplo, que apareceu nos quadrinhos pela primeira vez em 2013, é muçulmana e tem descendência paquistanesa – é a primeira protagonista dessa religão nos quadrinhos da empresa.