Conheça projeto de apartamento que usa madeira para compensar excesso de iluminação

1502479552496.jpgVista do living a partir do mezanino; ao centro, grande destaque da sala são as duas cadeiras assinadas pelo designer Sergio Rodrigues Foto: João Paulo Campos


A mensagem primordial que a arquiteta paulistana Flavia Campos absorveu quando se envolveu no projeto de reforma deste apartamento foi o desejo dos proprietários, um casal com idade próxima aos 60 anos, de aproveitar o que a vida tem a oferecer. Ele, aposentado, assume-se enquanto um anfitrião que adora receber amigos. Ela, psicanalista, dedica seu tempo livre aos livros, ao cinema e à boa música. Traçado o perfil dos clientes, Flavia aceitou o desafio de dotar o amplo e luminoso espaço desse duplex de ambientes que fossem além do meramente utilitário.

Logo de início, a arquiteta percebeu que a alegria do casal passava por aproveitar ao máximo a luz natural que entra no apartamento. Porém, a luminosidade intensa vinda das portas e janelas deixava a residência muitas vezes com uma atmosfera impessoal. Para aplacar essa sensação, Flavia apostou sem moderação na madeira do tipo freijó e revestiu portas, armários, móveis e superfícies verticais. E, conforme imaginava a arquiteta, a tonalidade do material ajudou a amenizar – e muito – a luz extrema.

“Tudo que é muito claro tende a parecer pouco confortável”, explica Flavia. “Por isso, optei por usar a madeira em tom claro. Ela realmente funciona como um agente moderador, sem produzir um contraste muito acentuado, que seria por demais agressivo aos olhos”, detalha.

1502479552540.jpgToque aveludado do tecnocimento no chão da cozinha suaviza o excesso de luz no ambiente e aumenta a sensação de conforto Foto: João Paulo Campos


A composição do piso também seguiu a preocupação central com o conforto e a fluidez. O chão dos ambientes foi recoberto, em parte, por mármore e, em outros momentos, por placas de tecnocimento acetinado. Na decisão pesou também a intenção de não abusar demais do branco e do consequente reflexo causado pela incidência direta da luz sobre superfícies muito claras. “É preciso encontrar um equilíbrio também para o piso, pois ele reflete muito a luminosidade. Caso contrário, o espaço adquire uma informação gélida, uma cara de cozinha industrial”, conta Flavia. Ao mesmo tempo, pontua ela, o uso do tecnocimento na cozinha deu ao ambiente uma informação de rusticidade. “É aquele chão em que você pode andar descalço, sabe? Ficou com uma cara de sala”, diverte-se a arquiteta.

Assim, a combinação equilibrada de cores e texturas entre pisos, paredes revestidas e o pé-direito alto deram a Flavia a chance de planejar os ambientes de forma ampla, de modo que os moradores e visitantes, ao percorrer os diversos ambientes, não sentissem uma mudança drástica da ‘paisagem’. Nesse sentido, a arquiteta não se furtou a derrubar paredes para ampliar o campo de visão e oferecer fluidez ao apartamento como um todo.

“A madeira nas paredes surge em contraponto ao piso. Seu uso valorizou o apartamento e amarrou todo o projeto. No mais, tudo o que fiz foi eliminar divisórias visuais. Empregadas nos móveis as cores concluíram o resto do trabalho”, reflete Flavia.

1502479552542.jpgUso da madeira tipo freijó em todos os ambientes do apartamento aplaca o excesso de luz e dá sensação de amplitude Foto: João Paulo Campos


Por fim, a ‘cereja do bolo’ do apartamento ficou a cargo de algumas sutilezas que preservaram a identidade e ajudaram a contar a história dos proprietários. O apreço do casal por design foi enfatizado pela presença de duas cadeiras do designer Sergio Rodrigues, no centro da sala de estar. O sofá da varanda, por sua vez, vem acompanhando as mudanças dos moradores ao longo de 20 anos e recebeu nova roupagem. Os vinhos e demais garrafas de bebidas garimpadas nas várias viagens realizadas estão acomodados em duas adegas localizadas estrategicamente no escritório, que guarda os rótulos de estimação dos moradores, e na cozinha, para receber os muitos convidados que não cansam de elogiar a atmosfera especial do apartamento.

“É realmente gratificante chegar a um produto satisfatório aos olhos de seu cliente. Encontrar o consenso entre a vontade dos proprietários e suas intervenções. Saber ouvir, interpretar e levar isso para o projeto com um equilíbrio estético”, considera Flavia. “Nesse caso, o que mais me encantou foi traduzir esse clima de ‘dolce vita’ deles”, brinca a arquiteta, em uma referência ao clássico de Federico Fellini. [Vivian Codogno]

Distribuição bem dosada aumenta sensação de amplitude em apartamento de 35 m²

1502392055580.jpgBoa divisão dos ambientes dá mais sensação de amplitude (Foto: Adriano Escanhuela)


Ao olhar pela primeira vez para este apartamento de 35 m², localizado no bairro do Panamby, em São Paulo, duas coisas chamam a atenção: a não divisão dos espaços e o predomínio do cinza. Ambos são responsáveis pelo ar moderno e acolhedor do local. Elaborada pela designer de interiores Mariane Cunha, a proposta, finalizada em 45 dias, foi pensada para receber um casal jovem, que gostaria de contar com uma cor preponderante em todos ambientes.

“Ficou atual, fala com os dias de hoje. Usamos vários tons de cinza, e isso não pesou. Deixamos uma mistura com preto. A gente fez um jogo de cores, que casaram com as que usamos nos acessórios. Isso acabou funcionando bem. Sobre as paredes, a gente trabalhou com tons de cinza um pouco mais escuros em umas, um pouco mais claros em outras. Percebe-se uma mudança, uma demarcação, mas sutil. Ficou agradável”, explica Mariane Cunha.

Além do predomínio do cinza, a designer de interiores não abriu mão de uma distribuição adequada à atualidade, que se casou perfeitamente com a escolha das cores. Por não ser compartimentado (não há paredes que dividem os cômodos), o imóvel pode ser considerado um estúdio. E, para não perder espaço, Mariana não mediu esforços. Até a iluminação foi presa na paredes, onde ganchos de madeira, que também e decoram.

“Nós setorizamos bem e ficou funcional. Toda a marcenaria foi pensada para não pesar muito nos custos. A parede que vem da cozinha só mudou de revestimento. Há um unidade visual, mas não quebramos muito. Em espaços pequenos, é importante optar por soluções capazes de ampliar”, diz.

Ainda assim, a distribuição contempla todas as necessidades do dia a dia, sem abrir mão do conforto e da funcionalidade. “Tinha de ser algo que reunisse tudo o que um apartamento maior tem. Embora ele tivesse uma área toda aberta, a gente quis demarcar bem o dormitório. Na entrada, existe a demarcação da cozinha. Já outro espaço, já previsto em planta virou multifuncional – home office ou sala refeições rápidas”, conta.

Mariane revela que até um móvel sob medida foi desenhado para levar ainda mais praticidade ao local. “Ele é versátil: tem roda, anda, vai para o terraço, circula”, ressalta.

A varanda gourmet também foi bem aproveitada. A ideia, ali, foi adaptá-la ao convívio e para refeições. “Já tinha uma previsão de bancada gourmet, de churrasqueira. Por outro lado, existia a necessidade de uma área de lavanderia, que teve de ser providenciada”, afirma a designer de interiores.

Como uma das grandes questões quando o assunto é a área de serviço é esconder as roupas no varal, quando se recebe os amigos, o projeto incluiu um “esconderijo”.

“Precisávamos camuflar com alguma coisa que não fosse uma estrutura fixa e pesada, mas que pudesse esconder o varal na hora de receber visitas”, pondera. “O programa que recebemos do cliente poderia nos conduzir a um tipo de ocupação bem mais complexa. A gente optou por tons mais leves, suaves, pontuando com cores nos acessórios, para ganharmos respiro, uma atmosfera mais leve. Acho que chegamos lá”, conclui a designer. [Gabriel Navajas – O Estado De S.Paulo]

Conheça o apartamento industrial da atriz Mariana Santos

a-atriz-mariana-santos-ao-lado-de-chaise-azul-de-veludo-decoms_img_0851LIVING | O lounge, à frente, tem divã da Futon Company, com almofadas da Codex Home, mesa de centro recortada da Prototype e tapete de seda da By Kamy. Porcelanato da Decortiles. O armário espelhado foi executado pela marcenaria Lindhomov, como o extenso móvel azul-turquesa, à esq.. Sobre a parede de tijolinhos de barro, fotografia de João Castilho, na Zipper Galeria. As cortinas de linho foram feitas pela Lana Decor, e a iluminação é da Vertz (Foto Marco Antonio/Editora Globo)


Com base neutra, mas nada convencional, o apartamento da atriz carioca Mariana Santos, de 40 anos, teve um retrofit e a ambientação projetados pelos arquitetos do escritório Round Square a partir de poucas palavras-chave: estilo industrial e azul-turquesa. Fabio Mingoti e Ricardo Cipolla soltaram a criatividade no apê de 180 m², com três quartos, que estava bem desgastado, em um edifício dos anos 1960, no bairro de Higienópolis, em São Paulo. “Ficou com ar de loft nova-iorquino, e a gente ama Nova York”, lembra a moradora. Ela vive ali com o marido, o produtor teatral Rodrigo Velloni, e o enteado.

Integrados, os ambientes do setor social somam cerca de 90 m². Por toda parte, o teto recebeu cimento polimérico para ficar com aspecto de laje de concreto. A tubulação do ar-condicionado e uma eletrocalha multifuncional, ambas aparentes, atravessam o living, juntando-se aos holofotes e pendentes da iluminação, que criam ar dramático. “Gosto deles porque a gente pode ter diferentes climas de luz”, lembra Mariana.

“Os materiais apresentam efeito high-low, advindo, por exemplo, da união entre os tijolinhos de barro empregados em parte das paredes e o Corian usado na bancada da cozinha, que se desdobra na mesa de jantar”, comenta Fabio. Detalhe: há a opção de a cozinha ficar aberta ou não, com o acionamento de uma porta de enrolar. E como restou pouco espaço de armazenamento, foi criado, no lounge, um armário revestido de espelhos.

O tal lounge surgiu a partir de um remanejo na planta. “Demoliu-se o volume da área de serviço no fundo do apê, com quarto e banheiro para empregada, além da lavanderia (transferida para o lado oposto), e o espaço foi integrado ao living”, conta Ricardo. Hoje, ali, chamam atenção o divã turquesado, com futons, e um móvel baixo na mesma cor. Também há diversos móveis de conceito industrial, que pontuam desde a área social até os dormitórios.

“Além do nosso quarto, onde a cama é incrível, uma das coisas de que mais gosto é o sofá da sala de TV”, conta Mariana Santos. Ela refere-se ao amplo e confortável estofado com chaises, assinado pelos arquitetos, assim como o painel ripado de nogueira-americana onde a tela é fixada. [Roberto Abolafio Jr]

10 toques para deixar seu escritório em casa confortável

jvilhora_3437No home office das arquitetas Andréia Hernandes e Pilar Hernandez, cores neutras e acabamentos fáceis de limpar (Foto: J. Vilhora/ Divulgação)


Ficar perto dos filhos, evitar congestionamentos, trabalhar de outra cidade, ter qualidade de vida, diminuir custo para a empresa… Estes são só alguns dos motivos pelo qual o home office é um ótimo negócio para todos. E esse estilo de vida é cada vez mais almejado pelos brasileiros. Segundo pesquisa realizada este ano pelo Ibope para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 81% dos entrevistados querem realizar suas tarefas profissionais de casa ou em locais alternativos quando preciso.

Só que não basta apenas almejar: para conseguir realizar as tarefas sem perder o foco, é necessário ter um cantinho adequado em casa. Marie Claire conversou com as arquitetas Andréia Hernandes e Pilar Hernandez, da AHPH Arquitetura e Interiores, que deram 10 dicas importantíssimas para que o escritório – que nem precisa ser um cômodo inteiro, apenas um cantinho – seja adequado às horas de trabalho. Quer ver? [Cristiane Senna]

1 Ergonomia e conforto
Pense, em primeiro lugar, no seu corpo. Costas bem apoiadas, com as medidas adequadas ao seu biotipo, e mesa com cerca de 75 cm de altura são essenciais para garantir conforto durante as horas de trabalho.

2 Iluminação
Luz é outro item fundamental para um ambiente de trabalho promissor. Um bom projeto de deve contemplar iluminação difusa geral e spots ou pontos focais periféricos para os detalhes.

3 Circulação
Mesmo em ambientes menores é preciso deixar espaço livre para movimentação da cadeira e circulação de pessoas.

4 Organização e armazenamento
Manter objetos, documentos e papeis organizados facilita a vida de quem trabalha em casa, por isso o projeto deve prever locais para facilitar o manuseio dos itens de maior uso e esconder os que podem ser arquivados.

5 Projeto elétrico e de rede
Bendita tomada! Os plugues são necessárias para ligar equipamentos, como computador, impressora e telefone, e podem estar embutidas ou aparentes, de acordo com cada projeto – desde que os fios fiquem organizados para não juntar poeira.

6 Ventilação
Uma boa ventilação torna o ambiente mais agradável. Em home offices com janelas podem ser usadas persianas ou cortinas para controlar a luminosidade externa. Caso não haja, é interessante pensar em elementos vazados para deixar o ambiente leve e arejado.

7 Cores
Elas podem e devem ser usadas para deixar o cantinho alegre e produtivo. Optar por um fundo claro e salpicar cores nos detalhes é o ideal – tons mais vibrantes, como vermelho, roxo ou amarelo, devem ser escolhidos com mais cuidado, pois podem causar distrações; já cores frias e neutras, como verde, azul ou cinza, podem ser usadas em maior proporção.

8 Acabamento dos móveis
Os materiais escolhidos para os móveis devem ser de fácil limpeza para ajudar na manutenção diária do cômodo. Vidros e laminados são os mais recomendados.

9 Frufrus
Objetos decorativos podem ser usados para dar mais charme ao ambiente, mas deve-se tomar o cuidado de não exagerar – o ambiente não deve ser “entulhado”, principalmente em pequenos espaços.

10 Regra geral
A decoração do espaço deve ter o espírito de quem vai usá-lo, sempre!

Home-office com décor inspirado no rock e influências geek

1-home-office-com-dc3a9cor-inspirado-no-rock-e-influc3aancias-geekEste home-office, projetado pelo escritório Doob Arquitetura, tem fortes referências musicais e geeks, como Star Wars, por exemplo.

O ambiente funciona tanto como escritório quanto para praticar guitarra, que é o hobby preferido do morador. O amplificador fica logo abaixo de uma estante com livros.

A escrivaninha, de carvalho natural e acabamento em lâmina, tem design simples, em contraponto à parede acima, que ganhou quadros temáticos, no estilo gallery wall. A composição é descolada, uma das molduras ganhou a capa de um álbum clássico do rock: “Dark Side Of The Moon”, do Pink Floyd. [Isabella Purkote]

Gucci Décor: grife anuncia criação de linha de decoração de interiores

gucci-decor-group2.jpgGucci Décor (Foto: Courtesy of Alex Merry)


A Gucci anunciou nesta quarta-feira (12.07) a criação da primeira linha de decoração de interiores da grife italiana. Batizada de Gucci Décor, a novidade leva para objetos e peças de mobiliário a estética de romantismo contemporâneo do diretor criativo Alessandro Michele. O resultado vai de cadeiras e almofadas a chaleiras e biombos, tudo com as estampas, designs, padronagens e cores do ready-to-wear do estilista.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Ainda sem previsão de chegada ao Brasil, as peças estarão disponíveis a partir de 07.09 nos e-commerces americano e europeu da marca, assim como na Bergdorf Goodman, em Nova York. Posteriormente, também desembarcarão nas lojas físicas da Gucci.

Brilia realça ambientes em mais uma participação na CASACOR

FLAT-1-1024x682.jpgFLAT por Artis Design (Fábio Bouillet e Rodrigo Jorge) / Foto: Victor Montagner


Por Isabela Dias – Arkpad

Nesta terça, 23 de maio, foi marcado o início da maior mostra de arquitetura, design, decoração e paisagismo das Américas. Em sua 31ª edição, a CASACOR São Paulo tem como tema o “foco no essencial”, com o objetivo de destacar o necessário para viver bem, dentro de diferentes estilos. Apostando nessa ideia e partindo do conceito de que a luz tem o poder de transformar, a Brilia – empresa pioneira no desenvolvimento e comercialização de lâmpadas, fitas e acessórios LED no Brasil, estará presente pelo 3º ano consecutivo, oferecendo iluminação LED em vários ambientes do evento.

O co-fundador da empresa, Vinicius Marchini afirma: “Estar novamente em uma edição da CASACOR prova que a parceria é a tradução do sucesso e que os profissionais também estão, cada vez mais, preocupados com a questão da sustentabilidade e, por isso, optam por trabalhar com produtos que ofereçam benefícios reais aos consumidores”.

Por acreditar que “Luz Muda Tudo”, a Brilia tem como objetivo oferecer produtos inovadores, capazes de garantir emoção em cada momento vivido. Com uma ampla linha de lâmpadas, luminárias, fitas e acessórios, a empresa traz em sua participação na mostra, peças que foram pensadas e criadas para as necessidades do estilo de vida moderno e que se adaptam em qualquer tipo de projeto. Confira alguns dos ambientes:

Com décor moderno, CO.W é o novo coworking de São Paulo

1-co-w-coworking-sp.jpg(Dani Sandrini/CO.W Coworking)


Uma área de dois mil metros quadrados de área construída com capacidade para até 550 pessoas forma o CO.W, o novo coworking de São Paulo. O empreendimento fica no Brooklin, Zona Sul da cidade, e pretende atrair empresas de diversos segmentos, especialmente do setor de tecnologia.

Os espaços do CO.W contam com salas privativas customizadas, estações compartilhadas, salas de reuniões, lounge, salas para eventos e infraestrutura completa. Os membros também podem utilizar as salas de reunião das outras unidades.

O projeto é do arquiteto Beto Magalhães e o décor propõe áreas de convivência bastante descontraídas, com pufes e almofadas espalhadas. Toques de cores vibrantes como amarelo e verde deixam o ambiente, que tem uma paleta predominantemente neutra, mais vibrante. A madeira está altamente presente nas mesas e estruturas da maior parte do mobiliário e várias soluções para incorporar o verde no espaço foram encontradas – com vasos suspensos e jardins verticais. Paredes de tijolos a vista também são marcantes no projeto.

A CO.W possui outra unidade em São Paulo e uma terceira com inauguração prevista para junho. O começo da empreitada foi em 2015, em Joinville (SC), onde há duas unidades do coworking. “Ainda nesse semestre levaremos a CO.W Coworking para as cidades do Rio de Janeiro e Florianópolis. Nosso objetivo é estar em 15 diferentes cidades nos próximos três anos”, revela Renato Auriemo, sócio-diretor do CO.W. [Mariana Conte]

Mobiliário de design é destaque em projeto carioca

CA_0983-1_Fotor-1024x681Elegância e estilo definem o projeto de interiores deste apartamento de 150 m2 em Icaraí, Niterói. Criado para uma família jovem e antenada, ele conta com uma sala ampla – palco de muito encontros entre amigos e familiares. Assim, o projeto do escritório carioca PKB Arquitetura privilegiou a integração dos ambientes de estar, jantar e cozinha através de uma painel em laca preta, dando unidade ao ambiente.

De base cinza, freijó e preto, a paleta de cores do projeto é preenchida por toques coloridos em objetos e mobiliários soltos trazidos de diferentes cantos do mundo nas viagens de família, o que gera identidade e particularidade ao décor. Ainda na sala, uma parede de 14,5m se estende desde a entrada do apartamento, passando pela sala de jantar e estar. Esta parede foi revestida em ladrilho hidráulico gelo e com painel à meia altura em freijó com bits de diferentes espaçamentos, tendo próxima à entrada do apartamento uma iluminação mais dramática com focos de AR70 marcados no ladrilho e mais amena ao passar pela sala de estar e jantar. Além disso, junto com a cadeira T+T, as duas gravuras do acervo da família, uma de Lucio Costa e outra de Oscar Niemeyer, dão elegância e estilo ao projeto.

A entrada do apartamento é marcada por um painel fosco em laca azul que engloba a porta e destaca o hall de acesso. A transição do hall para a sala se dá, por um lado, pela parede de ladrilho e, por outro, um painel de 3,70 m de espelho bronze, formando um corredor. Na sala de jantar, uma mesa de mármore Carrara e pés em freijó dá lugar a seis designers distintos, dentre eles Carlos Motta, Paulo Alves, Jader Almeida e Charles Eames. Além disso, como apoio à mesa dois módulos ripados em madeira, do Estúdio Bola, foram fixados na parede, fazendo as vezes de um buffet.

Na sala de estar o tapete com fundo preto delimita o ambiente e é palco de grandes acontecimentos e nomes do design, como a poltrona Tajá laranja e o banco Sonia, ambos de Sergio Rodrigues, e cadeira Lattoog. O contraste é intenso, pois apesar da base cinza do porcelanato e do freijó, o tapete preto e branco bastante marcado, junto ao sofá de couro caramelo e a poltrona laranja, fazem um jogo de irreverência e elegância.

A cozinha em tons de cinza é integrada à sala através do painel em laca preta e do piso hexagonal em tons de cinza, que avança sobre o porcelanato tipo concreto de 120 x 60 cm, ambos da Portobello. A iluminação natural se dá através de cobogós de concreto que também delimitam a área de serviço. Aqui, destaque para o rosa do armário e o azul das cadeiras Mucuri do design Zanini de Zanine.

No banheiro social a cuba esculpida em quartzo Kensho e o revestimento Carbone da Decortiles roubam a cena. Os tons de cinza são quebrados pela presença do freijó na prateleira baixa e na bandeja ripada projetada para encaixe na cuba esculpida, como apoio para adornos. Além disso, o toque irreverente do banheiro é causado pela luminária amarela com pegada industrial fixada no teto e trazida pelo cliente de uma viagem à Portugal.

Para o filho de um ano foi projetado um quarto lúdico com berço desenhado exclusivamente para interação da criança com o cachorro da família através de um visor de vidro e palhinha. Um tom de azul fechado ressalta os adesivos com temática infantil colados na parede.

No quarto do casal o painel em laca branca faz a transição do quarto para o closet, promovendo integração e privacidade entre os dois ambientes. Assim como na sala, o mesmo azulejo hidráulico na cor gelo com o painel à meia altura em freijó se repetem na cabeceira da cama, seguindo a paleta e gerando unidade ao projeto. [Arkpad]

Fotos: Denilson Machado – MCA Estúdio / Divulgação

Cobogó é a estrela em projeto de interiores

02-sala-1024x682.jpgLocalizado no Jardim Paulistano, em São Paulo, o apartamento de 98 m² chama a atenção de imediato por dois motivos: o uso do branco como pano de fundo para o décor – garantindo uma pegada clean, minimalista e de inspiração nitidamente escandinava – e também por conta do uso extensivo do cobogó na divisão dos ambientes.

O projeto leva a assinatura do arquiteto Alan Chu, que decidiu embarcar com força total no elemento construtivo, muito comum na arquitetura brasileira, mas explorando o recurso não apenas como um acabamento para a reforma mas também na composição do mobiliário.

O design de interiores tira partido desse elemento construtivo explorando sua função, cor, grafismo e efeitos de luz. Aqui, o cobogó utilizado como parede, divisória ou revestimento também foi incorporado no mobiliário especificamente desenhado para o local.

Outros materiais utilizados durante a reforma foram o cimento queimado em pisos e bancadas, o ferro e o vergalhão pintados com zarcão e o compensado naval usado cru. O taco existente foi clareado e as paredes foram descascadas para deixar o tijolo aparente. [Arkpad]

Este slideshow necessita de JavaScript.