Os nomes que se destacaram na Maison&Objet Paris 2017

dixon-spot-family-in-bathroom(Reprodução//Maison et Objet Paris)


Uma das maiores feiras de design e decoração de interiores, a Maison&Objet Paris teve sua 22ª edição na semana passada, entre os dias 20 e 24 de janeiro. A revista CASA CLAUDIA marcou presença no Parc des Expositions Nord Villepinte, onde 6465 marcas foram reunidas, cheias de novidades e boas ideias. Confira, abaixo, cinco nomes que se destacaram:

1. Pierre Charpin: designer do ano

01-os-nomes-que-se-destacaram-no-maison-objet-paris-em-2017(Reprodução/Morgane Le Gall/Maison et Objet Paris)


Filho do escultor Marc Charpin, o designer, artista e cenógrafo, o francês Pierre Charpin foi escolhido como o designer do ano da edição de 2017 da Maison & Objet Paris. “Pierre Charpin se devota a criar uma forma poética de minimalismo que é expressada em um jardim secreto de objetos e mobiliário com uma aura graciosa”, a página oficial da feira explicou. “Cadeiras, jarras, carrinhos, mesas e poltronas todas adoram a sua atenção delicada e, do limbo material, seus espíritos mostram sua gratidão sussurrando ao seu ouvido ideias para formas únicas e arquetípicas”.

Slice - Reedition Cinna 2016 © DRSlice – Reedition Cinna 2016 © DR (Reprodução//Maison et Objet Paris)


Confira a homenagem no vídeo abaixo:

2. Patricia Urquiola: coleção Urkiola Collection para Georg Jensen

03-os-nomes-que-se-destacaram-no-maison-objet-paris-em-2017(Reprodução//Maison et Objet Paris)


A designer e arquiteta espanhola Patricia Urquiola é a mais nova colaboração de design da Georg Jensen. Na coleção, acessórios de mesa em aço inoxidável em dourado e prateado incluem bandeja, candelabro e bowls e jarras de diferentes tamanhos.

3. Tom Dixon: 8 novas coleções voltadas para o banheiro

04-os-nomes-que-se-destacaram-no-maison-objet-paris-em-2017(Reprodução//Maison et Objet Paris)


A preferência pelo look cromado marca as novas coleções do britânico Tom Dixon. Ecletic, Spot, Lid, Stone, Plane, Bone, Bash e Beat reúnem mais de 20 novidades – entre luminárias, bowls, caixas e sabonete – focadas no ambiente do banheiro. “Nós temos trabalhado em uma variedade de banheiros em hotéis, spas, apartamentos e restaurantes e isso revelou uma paixão recém-descoberta pelo décor de banheiros e cozinhas”, o designer contou na apresentação de suas novas coleções em seu site.

4. Zaha Hadid: adições às coleções de sucesso

05-os-nomes-que-se-destacaram-no-maison-objet-paris-em-2017(Reprodução/Mark Colliton London UK/Maison et Objet Paris)


A marca Design Collection da arquiteta iraniana (1950-2016) lançou, na feira, algumas novidades e adições às coleções existentes. A dupla de moedores de sal e pimenta de aço inoxidável é um dos destaques. Vasos e bowls foram adicionados às coleções Serenity e Braid, assim como vidros na Sketch e acessórios de jantar na Beam.

5. Ghidini 1961: novos acabamentos

ghidini-os-nomes-que-se-destacaram-no-maison-objet-paris-em-2017(Divulgação)


Há mais de 50 anos no mercado, a marca de Stefano Giovannoni e Ghidini Giuseppe Bosco apresentou novos acabamentos para a coleção Brass Ensemble, apresentada no ano passado. Entrando na tendência dos metálicos, os objetos assinados por Andrea Branzi, irmãos Campana, Elisa Giovannoni, Stefano Giovannoni, Richard Hutten, Studio Job e Nika Zupanc agora podem ser encontrados em tons como aço polido, cromo, preto laqueado, dourado rosé e bronze acobreado.

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Simplicidade dá o tom a um refúgio em Trancoso

destaqPor Reportagem Visual: Marjory Basano | Texto: Daniel Tavares


Foi paixão à primeira vista. Quando conheceu Trancoso, 20 anos atrás, a designer de joias Syomara Crespi pensou imediatamente em ter um cantinho no vilarejo, no sul da Bahia. “Mas só encontrei o que procurava em 1998: uma típica casa colonial”, conta. A construção fica no Quadrado, a praça central do lugar, e estava fechada havia algum tempo. “O espaço era pequeno, mas o terreno, profundo. Depois que limpei o mato, descobri a vista para o rio e o mar”, lembra.salai.jpgNa sala, espreguiçadeira do Depósito Santa Fé e almofadas pintadas a mão por Silvinha Calazans. A mesa lateral é assinada por Israel de Jesus Filho, o Rael e o tapete é da Divino’s. (Marco Antonio)


Para a reforma, a designer recorreu ao ceramista João José Calazans. “Queria aumentar a casa, porém sem descaracterizá-la, por isso chamei alguém que conhece bem a arquitetura da região.” Por fora, tudo foi preservado. A construção original se transformou na ala social e agora um corredor descoberto leva às três suítes feitas ao fundo. Tudo simples, com chão de cimento branco, teto sem forro e antigas telhas de barro.A sala de estar tem poucos móveis e permite a livre circulação. Destaque para a mesa orgânica de Hugo França, para o cocar feito por Aruê (um índio pataxó da região) e para as telhas à vista. A sala de estar tem poucos móveis e permite a livre circulação. Destaque para a mesa orgânica de Hugo França, para o cocar feito por Aruê (um índio pataxó da região) e para as telhas à vista. (Marco Antonio)


O décor segue o mesmo princípio de simplicidade, com peças de madeira, palha e ferro. “Comprei praticamente todos os móveis num mesmo dia em São Paulo e mandei entregar aqui. O restante, encontrei no vilarejo: alguns itens vieram de lojas do Quadrado, como a Divino’s, e outros adquiri diretamente de artesãos, como o Rael e o Calazans. É dele a luminária de abacaxi que fica na fachada e, por causa dela, a casa é conhecida como Casa do Abacaxi”, diverte-se ela.

Aqui, há somente o essencial em cada ambiente para não poluir a paisagem e deixar bastante espaço para a circulação. “Queria que tudo combinasse perfeitamente com o lifestyle que gosto de ter quando chego à Bahia. Não há pressa para nada. Estou sempre com chinelos de dedo nos pés, não uso maquiagem e deixo secar os cabelos ao vento. Um contraponto perfeito para a agitada vida que levo em São Paulo”, completa.acollage3 (2).jpgO corredor vai da cozinha para os quartos. Uma parte do piso foi feita de tijolos de João José Calazans. O armário maior guarda louças e jogos de mesa, e o menor é usado como paneleiro. Na sala de jantar, mesa rústica mineira da extinta Jacaré do Brasil. As cadeiras são assinadas por Sig Bergamin, e a luminária, por Rael. Este quarto, que fica no térreo, costuma hospedar os netos da designer – ela tem quatro. A roupa de cama é da Trousseau, e o dossel de tule de algodão foi confeccionado pela costureira local Miralva, expert em mosquiteiros. (Marco Antonio)

5 formas atuais de decorar com tapetes

37as.jpgSupercoloridos, sobrepostos, em dupla, na parede e na área externa: veja diferentes maneiras de decorar com tapetes

1. Casamento perfeito

Nem sempre tapete e cadeira funcionam bem juntos. Para garantir o sucesso da dupla, escolha um modelo fino e sem pelos para que ele não se enrosque nos pés dos móveis. No projeto de Adriana Valle e Patricia Carvalho, o patchwork de kilins (Carminatti Kilim) ainda veste praticamente o piso todo da sala de jantar.

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2. Textura em camadas

Na casa dos norte-americanos Christine e Steven Visneau, o living ganhou uma sobreposição de tapetes. Por baixo, o modelo de fibras naturais funciona como uma moldura para o tapete de lã (Overstock). Esse é um ótimo jeito de ampliar um tapete pequeno ou colocar em uso uma peça vintage.

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3. Pode pegar chuva? Pode sim!

Graças aos avanços tecnológicos, já existem tapetes que você pode deixar ao ar livre sem medo de ser feliz. Este é de corda de poliolefina, fabricado pela grife italiana Paola Lenti (à venda na Casual), e deixa o pátio criado pela Pax Arquitetura com cara de sala de estar. Chique que só.

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4. Another rug on the wall

Esqueça as salas de museu: a tapeçaria retorna às paredes das casas, agora em versões gráficas. Marcel Wanders, diretor de arte da marca holandesa Moooi, sabe bem disso e aposta na profusão de flores do modelo Malmaison Guimauve, desenho da Maison Christian Lacroix (2,5 m de diâmetro, 2 299 euros).

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5. Juntos, são mais fortes

No projeto da Mestisso Arquitetura, o loft ganhou tapetes da Oka Design na sala e no quarto. O truque, que usa modelos da mesma estampa nos dois espaços, delimita os ambientes e dá unidade visual ao todo. [Helena Tarozzo]

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Sala de estar integrada à varanda com paisagem para a floresta

1-sala-de-estar-integrada-a-varanda-com-paisagem-para-floresta.jpgEstas casas projetadas pelo escritório Arklab, em Estocolmo, na Suécia, ficam na borda de uma reserva natural e foram construídas ali com a intenção de acentuar a conexão entre os espaços interiores e a natureza. O projeto priorizou a presença de aberturas tanto para a rua quanto para a floresta. A sala de estar está integrada com uma varanda com paisagem privilegiada. Os ambientes são divididos por portas de correr. O décor segue o estilo escandinavo com cores neutras, móveis de linhas simples e uso de madeira. [Mariana Conte]2-sala-de-estar-integrada-a-varanda-com-paisagem-para-floresta.jpgFonte: Dezeen

Courteney Cox coloca decoração de sua casa em Malibu à venda

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Se você faz parte do clã de fãs de Courteney Cox, está é a sua chance de arrematar um item da atriz. A eterna Monica, de Friends, está se desapegando de alguns itens de décor de sua casa em Malibu com bazar organizado in loco, aberto ao público. O motivo? A renovação do interior do lar, que adotará uma inspiração mais nórdica.
A mudança de estilo aconteceu depois que Courteney firmou relacionamento com o músico inglês Johnny McDaid e passou a ficar mais tempo entre a Califórnia e Londres, o que lhe proporcionou um novo olhar para o design de interiores. Mesclando, claro, os dois estilos de vida ímpares que ambas as cidades são capazes de oferecer.

O Tastemaker Tag Sale começa hoje (17/01) na casa de praia de Courteney, para qual a atriz fez uma seleção sábia de itens que não condizem mais com o seu estilo ou com o momento pelo qual sua vida pessoal se encontra. “O mais importante para mim é que a casa tenha personalidade e eu nunca pretendo me mudar daqui”, comenta a atriz. Apesar de considerar que tudo o que esteja vendendo ainda tenha uma grande parte dela, Courteney Cox pretende investir em um design mais limpo e monocromático.

“Quando comprei essa casa, meu decorador, Trip Haenisch, implementou os ambientes com pontos de cor e peças de design interessantes, que eu não estava acostumada a olhar”, relembra ela.

Vale lembrar que o objetivo do bazar é justamente mudar algumas detalhes estrategicos e não recomeçar o décor do zero. “Quero incrementar minha casa com os itens que garimpei nas minhas idas à Londres, para visitar meu namorado. A cidade é incrível e repleta de lojas com objetos marcantes”, comenta.

Courteney Cox coloca objetos de décor de sua casa em Malibu à venda (Foto: Reprodução)
Courteney Cox coloca objetos de décor de sua casa em Malibu à venda (Foto: Reprodução)
Courteney Cox coloca objetos de décor de sua casa em Malibu à venda (Foto: Reprodução)

Decoração de apartamento em preto e branco

lareira

Living | A partir da esquerda, escultura de luz Ropes, de Christian Haas, na Micasa, ao lado da gravura de Judith Lauand e do desenho de Esther Grinspun, ambos da Gris Escritório de Arte. Abaixo, poltrona Clip Chair, da Moooi, na Micasa. Sobre a lareira, escultura de Armarinhos Teixeira, da mesma loja. Autorretrato de Lucas Länder, da Galeria Emma Thomas, e, abaixo dele, poltrona Lounge 70 de Jorge Zalszupin e banco Cork, da Vitra, na Micasa (Foto: Edu Castello/Editora Globo)


Texto Carol Scolforo I Realização Nuria Uliana
Toda casa é um universo único para quem mora ali. Quando nos mudamos, pode parecer mais prático repetir a fórmula das anteriores, mas o designer de interiores Paulo Azeco se recusa. Prefere novas aventuras e idealiza um décor diferente para cada morada. Lá se vão cinco lares, desde que se mudou de Goiânia para São Paulo, há oito anos. Antes disso, morou em Paris, onde se especializou em curadoria de arte, e em mais uma porção de lugares. “Sou meio cigano”, ri.

Ao chegar a esta penthouse, como os americanos chamariam o apartamento aberto ao terraço, de 104 m², Paulo criou uma identidade própria. Como só tinha duas semanas para reformar o imóvel dos anos 1960, no bairro de Higienópolis, São Paulo, fez poucas alterações. Renovou as molduras de gesso originais, preservando sua história, e apostou no branco nas paredes e no piso, que recebeu poliuretano fosco. Outra parede recebeu ripas de pínus e indica sua admiração pelo estilo escandinavo.

As muitas peças de design brasileiro são pretas e dão contraponto elegante. O preto e branco, que surge em viés singular, é infalível para ele, além de refletir seu estilo pessoal. “Sou monocromático. Você pode mudar de casa, mudar de vida, e essas cores continuam interessantes.”

A mistura de elementos e estilos ganha ainda mais força por um detalhe: o designer vê importância nos vazios. “Sou louco por espaços livres. A casa precisa ter respiros.” Seu apurado olhar também é capaz de garimpar bons itens em feiras e até em Família Vende Tudo, o que traz um high-low curioso. “Leva tempo para entender o que lhe é valioso. As andanças que fiz pelo mundo ampliaram minha visão e agora sei do que gosto”, diz ele, há oito anos responsável pela área de arte da loja Micasa.

Essa casa é única, assim como a nova experiência do morador. “Estou mais caseiro agora e uso a casa toda”, diz ele, que vive com a buldogue inglesa Pina. Geralmente, as pessoas que conhecem suas casas dão propostas irrecusáveis, e ele, desapegado, vende – eis uma das razões pelas quais se mudou tanto. Vamos ver se essa resiste aos olhares.

O clássico preto branco no apartamento de Paulo Azeco (Foto: Edu Castello/Editora Globo)O dono da casa | À frente de Paulo (foto), poltrona Chair One Concrete Base, de Konstantin Grcic (Foto: Edu Castello/Editora Globo)
O clássico preto branco no apartamento de Paulo Azeco (Foto: Edu Castello/Editora Globo)Ângulo do estar | Na parede, desenhos de Siron Franco (acima) e de Artur Barrio (abaixo), sobre o carrinho-bar dos anos 1950. Ao fundo, o desenho de Lucas Länder, da galeria Emma Thomas, alia-se ao banco de madeira comprado no Bixiga, ao lado da escultura de Franz Weissman. À dir., obra multimídia de Marcelo Stefanovicz para a Gris Escritório de Arte (Foto: Edu Castello/Editora Globo)
O clássico preto branco no apartamento de Paulo Azeco (Foto: Edu Castello/Editora Globo)Estar | Atrás do sofá de veludo, da Micasa, a parede ripada de pínus dá clima escandinavo ao espaço. Nela, pintura de Bruno Rios, da Galeria Emma Thomas. Ao lado, luminária Um, de Guilherme Wentz, da Lumini, e tora de madeira encontrada em depósito de demolição (Foto: Edu Castello/Editora Globo)
O clássico preto branco no apartamento de Paulo Azeco (Foto: Edu Castello/Editora Globo)Sala de almoço | Tem poltrona de couro de Flávio de Carvalho e, sobre ela, gravura de Burle Marx, dos anos 1950. Ao fundo, móvel de madeira de uma antiga fábrica de botas americana, comprado na Micasa. Atrás da mesa Lodd, de Jader Almeida, da mesma loja, gravura de Luiz Martins. Cadeira Nagasaki Chair, de Mathieu Mangeot, dos anos 1950. Na parede, quadros diversos sobre o conjunto de mesas de papelão prensado de Frank Gehry, da Vitra, comprado na Micasa (Foto: Edu Castello/Editora Globo)
O clássico preto branco no apartamento de Paulo Azeco (Foto: Edu Castello/Editora Globo)Vista para varanda | O tapete de pele de vaca veio da fazenda em Goiás, sua terra natal. Sobre ele, o palete industrial funciona como mesa de centro. Na área externa, poltrona vintage de amianto dos anos 1970 (Foto: Edu Castello/Editora Globo)
O clássico preto branco no apartamento de Paulo Azeco (Foto: Edu Castello/Editora Globo)Quarto | O grande quadro sobre a cama é um desenho de Marcelo Solá. À dir., obras de aço de Rodrigo Edelstein, da Gris Escritório de Arte. A luminária de teto veio de um hangar da aeronáutica, e as laterais foram garimpadas em Família Vende Tudo. Roupa de cama da Mundo do Enxoval (Foto: Edu Castello/Editora Globo)

Escritório de arquitetura usa a madeira clara para iluminar o interior dessa casa na Austrália

Alfred-Street-Residence-Yellowtrace-06-1024x747.jpgEm Melbourne, na Austrália, o escritório de arquitetura e interiores Studio Four reformou uma casa para um casal e seus dois filhos. Eles refizeram os ambientes afim de ampliar os espaços.

A antiga casa tinha muitos espaços compartimentados. O plano de ação foi refazer a estrutura do piso térreo e adicionar um novo andar, para proporcionar mais flexibilidade e se adaptar às mudanças da vida familiar.

009-alfred-street-residence-studiofour (1)Eles agruparam os quartos e banheiros em uma área comum, mais isolada da casa. Enquanto as áreas de estar, jantar e cozinha foram conectadas para criar um espaço mais fluído.

004-alfred-street-residence-studiofour-682x1024Um dos maiores desafios do projeto foi interligar a sala de estar com a sala de jantar, onde tem uma mudança significativa na altura do teto. A solução apresentada nesse caso foi criar uma grande estante na parede que conecta os dois espaços.

006-alfred-street-residence-studiofour-685x1024A residência tinha pouca luz natural e para deixar os ambientes mais iluminados, o escritório optou pelo uso de uma madeira clara nos interiores e uma paleta neutra.

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