Calvin Klein celebra nossa família escolhida dentro da comunidade LGBTQIA+ em sua campanha “This is Love”

por Gabriel Córdoba Acosta

Mais uma vez este ano, a Calvin Klein mostrou seu apoio incondicional à comunidade L G B T Q I A + através de sua última campanha, “ This is Love ”, que celebra a família que escolhemos dentro da comunidade LGBTQIA+: amigos, parceiros, amantes , vizinhos, aliados e muito mais.

A campanha, fotografada por John Edmonds em estilo nostálgico álbum de fotos, apresenta pioneiros, artistas e defensores LGBTQIA+, incluindo: o cineasta John Waters; as atrizes/atores Mink Stole, Sasha Lane e Sergio Lane, Nic Ashe e Justice Smith; a musicista Snail Mail e sua equipe, a lendária casa de dança House of Xtravaganza; a cabeleireira Holli Smith e seu noivo Pony e o coletivo de arte afro-futurista TRIBE Collective.

Mas, além de tudo isso, três funcionários do The Trevor Project , a maior organização de prevenção ao suicídio e intervenção em crises para jovens lésbicas, gays, transgêneros, queer e questionadores de gênero, patrocinada pela Calvin Klein, também estão presentes. Para quem ainda não sabe do que se trata a organização, ela oferece suporte 24 horas por dia, 7 dias por semana por telefone, mensagens de texto e chat, programas de prevenção ao suicídio e outros recursos para jovens LGBTQIA+, suas famílias, educadores e apoiadores.

Todos eles posaram na campanha com seus entes queridos em momentos de conexão e momentos íntimos de intimidade usando roupas da coleção “This is Love”, composta principalmente por roupas básicas, roupas íntimas e esportivas, inspiradas nas cores do Pride bandeira.

Cada peça inclui uma etiqueta tecida que revela o que cada cor da bandeira representa: preto para beleza, marrom para poder, rosa para sexo, laranja para cura, amarelo para sol, canela para harmonia, branco para gênero não binário, turquesa para magia e azul para serenidade.

No caso da roupa íntima, inclui faixas e tecidos com combinações dessas cores em um aceno à interseccionalidade que existe em todo o espectro das sexualidades LGBTQIA+, identidades de gênero e características sexuais.

Por último, mas não menos importante, a Calvin Klein prometeu este ano doar US$ 400.000 em apoio a ONGs que lutam pela equidade, advocacia e justiça LGBTQIA+ e continuar a apoiar as iniciativas da ILGA World como a voz internacional das redes e comunidades LGBTQIA+ e movimentos comprometidos em moldar um mundo onde todos possam viver com segurança, igualdade e liberdade.

Confira as imagens abaixo para descobrir a campanha completa da Calvin Klein “This is Love”.

“Agênero” e sustentável, sandália Linus conquista Geração Z e Millennials e avança na Europa

Por Mariana Barbosa

Isabela Chusid, fundadora da Linus | Leo Martins / Divulgação

Elas estão nos pés de jovens descolados — e até mesmo de gente nem tão jovem assim. Candidata a sucessora das Havaianas como símbolo do lifestyle brasileiro, a Linus começou pequena, com uma conta no Instagram e com a fundadora Isabela Chusid vendendo em feirinhas de rua de São Paulo. 

Aliando estilo, conforto e uma pegada sustentável, em três anos e meio de vida a marca já desfilou no NY Fashion Week (a convite do estilista Carlton Jones) e acaba de estrear um e-commerce para atender a demanda do mercado europeu.

O produto é “agênero” e vegano — e vem sendo usado em casa, na praia ou no rolê. O design remete à Birkenstock, mas com material feito com 70% de PVC ecológico expandido, 100% reciclável e com selo da EuReciclo. A empresa também acaba de se tornar negativa em emissão de carbono (compensa mais do que emite), com certificação da Verra.

As vendas cresceram 400% no ano passado e hoje a marca está presente em 56 lojas físicas pelo país, com parceiros como Amaro e Pipe Content House, além de uma loja conceito, no mesmo sobrado onde fica a sede da empresa, no bairro de Pinheiros.  

A Linus nasceu da inquietude de Isabela, então com 23 anos. Formada em administração de empresas pela FGV-SP, ela deu os primeiros passos na carreira fazendo estágios em multinacionais. Mas, como uma boa representante da Geração Z, não via propósito. Não chegou sequer a completar um programa de trainee na RedBull. Após três meses, pediu demissão e foi atrás de uma coach para repensar a vida profissional. Acabou trabalhando no escritório da coach por um tempo. Mas o sangue empreendedor falou mais forte. (O avô, o pai e o irmão montaram negócios próprios. Este último fundou a fintech Spin Pay, vendida no ano passado para o Nubank.)

Adepta do estilo conforto em primeiro lugar, Isabela só andava de Havaianas, rasteirinhas e tênis Vans quando teve problemas de pisada e um estalo: criar um calçado confortável, estiloso e que respeitasse o meio ambiente. 

Isabela foi então bater na porta das indústrias de calçados injetáveis. Depois de alguns nãos desconfiados daquela menina recém saída dos bancos escolares, encontrou uma executiva em uma fábrica gaúcha que estava na mesma busca por materiais sustentáveis. Deu match. Encomendou 900 pares em três cores, que era a tiragem mínima do maquinário. (No início foi preciso fazer um recall por problemas nos tamanhos, incidente que ajudou a construir um relacionamento próximo com os clientes.) 

A primeira encomenda no atacado veio da Ahlma, marca da Reserva. — Mandei mensagem dizendo que amava a marca e que meu produto tinha tudo a ver. Eles encomendaram 200 pares de uma vez e foi uma loucura para montar as caixas, etiquetar, entender como emitir a nota fiscal e enviar — conta Isabela.

Quando veio a pandemia, a aposta na venda por atacado em parceria com lojas físicas foi colocada em banho maria. Mas com todos em casa em home office, a demanda por um estilo casual confortável fez bombar a venda direta pelo e-commerce. 

A Linus dá retorno desde o primeiro ano. Isabela investiu apenas R$ 50 mil para tirar a ideia do papel e vem bancando o crescimento 100% com recursos do próprio negócio. Por ora não quer saber de sócios investidores. 

Nos planos da marca está a ampliação da linha para incluir peças de vestuário e a abertura de lojas próprias. — Queremos ser uma referência global na moda como uma marca de lifestyle sustentável — diz Isabela. Ela prevê dobrar o faturamento este ano. 

Para dar conta do crescimento, o time também deve dobrar até o fim do ano. Hoje são 24 funcionários, dos quais apenas 4 homens. O trabalho híbrido impera e quem vai para o escritório pode levar o cachorro — Não quero ninguém sobrecarregado, mas também não dá pra ter gente ociosa — diz ela. 

Get Ready With JISOO for Dior Fall 2022 in Seoul

See how our Global Ambassador, JISOO, prepares for the Dior Fall 2022 show in her hometown! Join the singer as she takes us on an exclusive tour of the show and shares her own insights on the collection, which we know you’ll want to hear.

Veja como nossa embaixadora global, JISOO, se prepara para o desfile Dior Fall 2022 em sua cidade natal! Junte-se à cantora enquanto ela nos leva em um tour exclusivo do show e compartilha suas próprias ideias sobre a coleção, que sabemos que você vai querer ouvir.

© Dior Forever Skin Glow Foundation #0N #1N
© Dior Forever Skin Correct #1N
© 5 Couleurs Couture Dioriviera #779 Riviera
© Rouge Blush #250 Bal
© Dior Addict #Dior8

‘Bridgerton’ star Jonathan Bailey is Redefining the Hollywood Heartthrob

In the first season of “Bridgerton,” Jonathan Bailey (who plays Anthony Bridgerton in the Netflix series) was just one member of a large ensemble. But in the second season, which premiered in March 2022 and smashed streaming records, Bailey’s Anthony took center stage.

“When you’re working with a genre like romance, which is about something fundamental which connects all humans, it’s so important that we can allow everyone to see themselves in that story,” he says. “And that wasn’t necessarily there for me growing up, being able to fill the space playing a straight character, but as an openly gay actor.”

Na primeira temporada de “Bridgerton”, Jonathan Bailey (que interpreta Anthony Bridgerton na série Netflix) era apenas um membro de um grande conjunto. Mas na segunda temporada, que estreou em março de 2022 e quebrou recordes de streaming, Anthony de Bailey foi o centro das atenções.

“Quando você está trabalhando com um gênero como romance, que é sobre algo fundamental que conecta todos os humanos, é tão importante que possamos permitir que todos se vejam nessa história”, diz ele. eu crescendo, sendo capaz de preencher o espaço interpretando um personagem hétero, mas como um ator abertamente gay.”

Milla Jovovich Tells the Story Behind ‘The Fifth Element’ Costume | Vogue

Milla Jovovich talks her epic “The Fifth Element” costume.

Milla Jovovich fala sobre seu traje épico de “O Quinto Elemento”.

Director: Alexandra Gavillet
Director Of Photography: Tamara Santos
Editor: Daniel Poler
Producer: Naomi NishiAssociate
Director, Creative Development: Billie JD Porter
Director, Creative Development, Vogue: Anna Page Nadin
Camera Operator: Marco Macchiori
1st AC: Marijo Badillo
Gaffer: Samantha Boesch
Audio: Gloria Marie
CCO: Maureen SherwoodAssociate
Producer: Courtney Walden
Production Assistant: Cole EwingHair: Danilo
Makeup: Holly Silius
Floral design by Brittany Asch of BRRCH
Filmed on Location Zevarra Locations | Lofts
Milla Jovovich Photographs by Chris Brenner
Costume Design Sketches Courtesy Jean Paul Gaultier
Senior Director, Production Management: Tina Magnuson
Production Manager: Emma Roberts
Production Manager: Kit Fogarty
Associate Talent Manager: Phoebe Feinberg
Post-Production Coordinator: Andrea Far
Post-Production Supervisor: Marco Glinbizzi
Director of Content, Vogue: Rahel Gebreyes
VP, Digital Video Programming and Development,Vogue (English Language): Joe Pickard

Charlotte Gainsbourg’s Closet Picks

While perusing our collection, the acclaimed actor and singer-songwriter linked some of her favorite films to memories of her family.

Enquanto folheava nossa coleção, a aclamada atriz e cantora e compositora vinculou alguns de seus filmes favoritos às memórias de sua família.

Her picks:

  • THE NIGHT OF THE HUNTER
  • BELLE DE JOUR
  • BEING JOHN MALKOVICH
  • GREEN FOR DANGER
  • ANTICHRIST
  • THE COMPLETE FILMS OF AGNÈS VARDA

Phoebe Dynevor Gets Ready for the Vogue Pre-Party | Vogue

Watch Bridgerton star Phoebe Dynevor get ready for Vogue’s pre-party as she channels the ’70s. Produced by Vogue with Motorola.

Filmed at the Ludlow Hotel.

Veja a estrela de Bridgerton, Phoebe Dynevor, se preparando para a pré-festa da Vogue enquanto ela canaliza os anos 70. Produzido pela Vogue com Motorola.

Filmado no Hotel Ludlow.

Dior Celebrates International Dance Day with “Nuit Romaine”

To celebrate International Dance Day, “Nuit Romaine,” directed by Angelin Preljocaj and set in the Palazzo Farnese in Rome, follows the story of the goddess of the night, Nox, who comes to the Palazzo Farnese, bringing darkness and mystery into this place of power. Mesmerizing costumes by Maria Grazia Chiuri extend the movements of the dancers, with the site’s sculptures seemingly coming to life to interpret stories of love and passion.

Para celebrar o Dia Internacional da Dança, “Nuit Romaine”, dirigido por Angelin Preljocaj e ambientado no Palazzo Farnese em Roma, segue a história da deusa da noite, Nox, que vem ao Palazzo Farnese, trazendo escuridão e mistério para este lugar de poder. Figurinos hipnotizantes de Maria Grazia Chiuri estendem os movimentos dos dançarinos, com as esculturas do local aparentemente ganhando vida para interpretar histórias de amor e paixão.

« Requiem : II Kyrie »
Interprété par Ligeti Project (Audio) Composé par György Ligeti © Henry Litolff’s Verlag, LeipzigAvec l’autorisation de Peters Edition Limited, London, appartenant à Edition Peters Group, tous droits réservés (International copyright secured) (P) 2003 Warner Classics, Warner Music UKAvec l’autorisation de Warner Music France

« Piano Concerto in G Major, M. 83: II. Adagio assai (Live) »
Interprété par Martha Argerich (Audio)Composé par Ravel(P) 2017 Parlophone Records Limited Avec l’autorisation de Warner Music France

« Lehena »
Composé et interprété par Otto Lindholm © & (P) Mute Song Limited Avec l’autorisation de Cyrille de Haes

« Nisi Dominus, RV 608 : IV. Cum Dederit »
Composé par Antonio VivaldiInterprété par Jean-Christophe Spinosi, Ensemble Matheus, Philippe Jaroussky(P) 2009 Naive Classique une division de Believe.

« Violon Concerto in D Major, Rv 211 : III Allegro »
Interprété par Giuliano Carmignola Composé par Antonio Vivaldi(P) 2000 Sony Music EntertainmentAvec l’autorisation de Sony Music Entertainment France

« Suite No. 4 in E Flat Dur BWV 1010: IV. Sarabande »
Composé par Johann Sebastian Bach Interprété par Pieter Wispelwey© 2022 OUTHERE MUSIC (P) 1998 CHANNEL CLASSICS RECORDS BV

« Wesendonck-Lieder : 3. Im Treibhaus « Hochgewölbte Blätterkronen »
Composé par Richard WagnerInterprété par Cheryl Studer, Staatskapelle Dresden, Giuseppe SinopoliAlbum : R. Strauss : Vier letzte Lieder / Wagner : Wesendonck-Lieder(P) 1994 Deutsche Grammophon GmbH, Berlin

« The Four Seasons – Violon Concerto In E Major, Op 8, Rv 269 : II. Largo »
Interprété par Giuliano Carmignola; Andrea Marcon; Venice Baroque OrchestraComposé par Antonio Vivaldi(P) 2002 Sony Music EntertainmentAvec l’autorisation de Sony Music Entertainment France

“Allegro” – « Concerto for Violin and strings in E major op.8 N.1 RV 269 La Primavera : III. Allegro (Danza pastorale) »
Composé par Antonio VivaldiInterprété par Simon Standage, The English Concert, Trevor PinnockAlbum : Vivaldi: The Four Seasons; Concerto for Oboe & Violin RV 548; Concerto for 2 Violins RV 516(P) 1982 Deutsche Grammophon GmbH, Berlin

« Alexander Balus, HMV 65 Aria “Convey me to some peacefull shore” »
Composé par George Frideric HandelInterprété par Sandrine Piau, Stefano Montanari, Academia Bizantina(p) 2009 Naive Classique une division de Believe.

« Piano Sonata NO.21, D.960 in B Flat Major : II. Andante sostenuto »
Composé par Franz SchubertInterprété par : Grigory Sokolov(p) 2003 Naive Classique une division de Believe.

Vitória de Emmanuel Macron também foi uma vitória para a Louis Vuitton

Looks de Brigitte Macron mostram posição do marido em relação à moda francesa
VANESSA FRIEDMAN

Presidente francês, Emmanuel Macron, com a mulher, Brigitte, após resultado de sua reeleição Gonzalo Fuentes – 24.abr.22/ Reuters

THE NEW YORK TIMES – A vitória de Emmanuel Macron na eleição presidencial francesa, no último domingo (24), não foi só uma vitória para a visão do jovem presidente quanto à França e seu papel no mundo, ou do centrismo contra a extrema-direita política, embora essas duas coisas sejam verdade.

Foi também uma vitória da moda, especialmente da alta moda, e para o papel que esta representa quanto a refletir a cultura e a herança francesa em todo o mundo.

Se ainda resta alguma dúvida, basta conferir a roupa escolhida por Brigitte Macron para a noite da eleição, um conjunto feito sob medida pela Louis Vuitton, com um blazer azul marinho e detalhes prateados em estilo militar, acompanhado por calças de estilo semelhante, tudo isso perfeitamente coordenado com o terno azul marinho usado por seu marido. Foi uma escolha que refletiu a frente unida do casal bem como o campo de batalha ideológico em que a eleição se transformou. E agiu como um sinal sutil, vindo de um governo que favorece as grandes empresas e o livre mercado, de que essas inclinações continuarão a florescer no segundo mandato do presidente.

O setor de bens de luxo francês, afinal, vem demonstrando sua simpatia por Emmanuel Macron desde sua primeira campanha presidencial, em 2017, e a Louis Vuitton vem sendo a grife preferencial de sua mulher desde que ela se tornou primeira-dama.

Embora ela tenha usado outras grandes marcas francesas, entre as quais Balmain (cujo estilista, Olivier Rousteing, publicou uma declaração no Instagram elogiando a reeleição de Macron) e Alexandre Vauthier, nenhuma esteve presente em seu figurino com tanta frequência quanto a Louis Vuitton. Brigitte Macron usou peças da grife durante muitos de seus momentos mais performativos –as ocasiões que têm maior probabilidade de serem preservadas visualmente para a história, nas quais ela serve como representante não só de si mesma e de seu cônjuge mas do país como um todo.

Ela usou um conjunto Vuitton na primeira posse de seu marido, em 2017 (um conjunto azul-bebê com saia curta, e mais uma jaqueta de inspiração militar). Nas cerimônias do Dia da Bastilha (14 de julho) em 2017, 2018, 2019 e 2020, sua escolha foi Vuitton. E o mesmo vale para jantares de Estado no país e no exterior, como o jantar de gala oferecido pelo presidente Donald Trump em honra dos Macron em 2018. O número total de vezes que ela optou por modelos Vuitton pode ser acompanhado em uma conta de Instagram dedicada à moda preferida da primeira-dama, @thebrigittestyle.

Embora primeiras-damas francesas anteriores também se tenham associado a grifes clássicas da moda da França, como Carla Bruni-Sarkozy, que optava frequentemente por Dior e Hermès, e Bernadette Chirac, que era fã da Chanel, e embora o casal Macron tenha demonstrado apoio amplo a moda francesa, recebendo estilistas para dois jantares no Palácio do Élysée durante a Fashion Week de Paris, Brigitte Macron é a primeira a trabalhar de modo tão estreito com a Louis Vuitton.

É uma aliança entre o poder político e o poder dos negócios que serve aos dois lados muito bem. A moda, afinal, é parte das fundações da economia francesa e do patrimônio nacional, e a Louis Vuitton desempenha papel muito específico nas duas coisas. O setor responde por um milhão de empregos no país, por 2,7% de seu Produto Interno Bruto (PIB) e por 150 bilhões de euros (cerca de R$ 790 bilhões) em vendas diretas a cada ano, de acordo com a Fédération de la Haute Couture et de la Mode, a organização setorial das companhias de moda francesas.

E dentro da moda francesa, a Louis Vuitton –que no momento está celebrando o bicentenário do homem que deu seu nome à marca– é um polo central, a peça fundamental do LVMH, maior grupo mundial de produtos de luxo. E, não por coincidência, o LVMH é comandado por Bernard Arnault, o terceiro homem mais rico do planeta e partidário entusiástico de Emmanuel Macron

Louis Vuitton também é o nome de um dos mais novos museus de Paris, a Fundação Louis Vuitton, inaugurada em 2014. A instituição, concebida por Arnaud como um “presente” para a cidade e instalada em um edifício projetado pelo arquiteto Frank Gehry, será transferida ao controle do município em 2070.

No final de 2021, Macron ajudou a inaugurar no novo museu a exposição da Coleção Morozov, a primeira vez que essa célebre coleção russa foi exibida na Europa. (Embora o empréstimo tenha necessitado da aprovação do presidente russo Vladimir Putin, o LVMH declarou seu apoio a todos os afetados “pela trágica situação na Ucrânia.) Também no ano passado, Macron posou em companhia de Arnault na inauguração da loja de departamentos Samaritaine, que foi remodelada. Trata-se de mais uma das propriedades do LVMH, e o presidente declarou que a reabertura servia como metáfora para a reabertura de Paris depois do isolamento causado pela Covid-19.

É um relacionamento que não deixa de envolver riscos simbólicos, dadas as associações com elitismo, riqueza e classe contidas no termo “luxo”. Nos protestos dos coletes amarelos em 2018, contra a alta nos preços dos combustíveis, muitas das butiques de luxo em ruas comerciais refinadas como o Faubourg Saint-Honoré foram alvo de manifestações, por simbolizarem aquilo que os ativistas viam como isolamento ao modo Maria Antonieta do presidente –uma crítica que foi retomada por seus oponentes na recente campanha eleitoral. (Marine Le Pen se esforçou resolutamente para evitar o uso de qualquer grife, durante sua campanha presidencial.)

Ao voltar a escolher um modelo Louis Vuitton para a celebração na noite da vitória, Brigitte Macron parece estar dando a entender que seu marido redobrará os esforços quanto ao relacionamento especial que o casal mantém com o mundo da moda. Ainda que ela mesma evite se pronunciar quanto a esse assunto.

Traduzido originalmente do inglês por Paulo Migliacci