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Gal Gadot: conheça a Mulher Maravilha na vida real

0517.w.CM.cover.gal.lo5.jpgÉ uma hora de almoço agitada no Chateau Marmont – famoso hotel de Los Angeles –  quando Gal Gadot chega, parando brevemente no pátio para abraçar um amigo antes de se sentar. Enquanto ela toma seu lugar, outro conhecido aparece para admirar suas botas de cano curto Burberry, e fica por ali. Gadot, de 32 anos, aceita graciosamente o elogio, alisando seu suéter sobre sua meia-calça preta Wolford e se inclinando para trás, com uma exalação familiar para qualquer mulher que já passou pelo terceiro trimestre de gravidez (sua segunda filha, Maya, nasceu em março deste ano, se juntando a irmã Alma, de cinco anos).

Seu cabelo está puxado para trás em um rabo de cavalo arrumado, os olhos delineados. O conforto cosmopolita e look deslumbrante é um contraste refinado com a cena de LA (onde muitos adultos parecem competir sobre quem pode gastar mais dinheiro para se vestir como uma criança). Quando o visitante finalmente deixa a mesa, Gadot suspira, envergonhada pela atenção não solicitada.

“Quando cheguei a Los Angeles, não conseguia ler pessoas”, diz ela. “Sempre senti que havia um subtexto”. É uma opacidade ausente em seu país de origem, onde a ousadia não filtrada governa o dia a dia. “Em Israel, as pessoas têm chutzpah [algo como “audácia”, em hebraico]”, afirma ela, levantando o punho. “As pessoas têm problemas por conta disso, mas prefiro ser assim do que fazer joguinhos. Aqui, todos são tipo: ‘Nós amamos você; você é tão maravilhosa’. Eu prefiro saber a verdade, não perder tempo”.
É essa franqueza que faz de Gadot o melhor tipo de garota, uma mulher de espinha forte e sem gosto por besteira. Você vê isso em suas aparições públicas, nas quais elas é infalivelmente rápida em incentivar colegas do sexo feminino. Você ouve o mesmo da diretora de “Mulher Maravilha”, Patty Jenkins, que afirma que Gadot é uma das pessoas mais genuínas que ela já conheceu. É possível sentir o mesmo quando você encontra Gadot pessoalmente pela primeira vez, e ela lhe dá um abraço de corpo todo – mesmo ela estando grávida de oito meses, uma etapa durante a qual a maioria das mulheres não quer que nada nem ninguém as toquem. Um corpo, que aliás, tem sido objeto de muito escrutínio público, desde que Gadot foi escalada para ser Mulher Maravilha.

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Inicialmente, Gadot, que mede 1,78m, foi considerada muito baixa para o papel. Seus seios, muito pequenos (porque todos sabem que é aí que as superpotências das mulheres realmente residem). Gadot não deixou que o desânimo a atrapalhasse. Ela deu a volta por cima, lembrou aos que se opunham a ela que, segundo a lenda original, a Mulher Maravilha teria tido apenas um peito (na mitologia grega, as Amazonas removiam o seio direito para manusear melhor o arco e flecha) e ganhou 6,5 kg de músculo.
Quando a Mulher Maravilha fez uma ponta no pesado “Batman v Superhomem: Origem da Justiça”, em 2015, Gadot silenciou as críticas apenas arqueando as sobrancelhas, silenciosamente. Depois disso, ela manteve-se elegante, optando por não se deleitar com a sua vitória sobre o exército de haters. “Eu não gosto de conflitos na minha vida”, ela diz claramente. “Ao contrário da Mulher Maravilha, eu não sou uma lutadora”. Ela reconsidera: “Eu vou lutar pelo bem. Eu sou…”, ela faz uma pausa, procurando na sua segunda língua a palavra apropriada, “Justa”.

Isla Fisher, que trabalhou com Gadot na comédia de ação do ano passado, “Vizinhos Nada Secretos”, dá uma luz um pouco mais maliciosa a amiga. “Quando o meu primeiro livro infantil foi lançado, Gal levou-me para a livraria comprou uma cópia”, lembra Fisher. “Então ela colocou outra cópia na frente da vitrine da loja para que outras pessoas vissem”.
Como a primeira mulher a dirigir um grande filme de superheróis, Jenkins admite que dar vida ao ídolo da DC Comics no cinema foi uma “panela de pressão intensa”, um estresse que a uniu a Gadot com tanta força que agora elas até saem de férias juntas; uma conexão pela qual ela é profundamente grata. “Gal rapidamente se tornou a pessoa com quem eu queria conversar sobre tudo”, diz Jenkins. “Nós filmávamos juntas o dia todo. E, em seguida, no final de semana, nós falávamos: ‘O que você quer fazer?’. Isso talvez não seja totalmente normal” admite Jenkins, rindo.

0517.w.CM.cover.gal.lo3 (1).jpgO que atrai Jenkins a Gadot são as qualidades que fazem da atriz a escolha ideal para interpretar o ícone. “Eu realmente acredito que o que está dentro do ser humano aparece no filme. Mulher Maravilha tem essa veia honrosa. Gal também”. Gadot é boa dentro e fora da tela e também impecável, como um Christopher Reeve no papel de Superhomem. Ela não vai aparecer de rímel borrado na capa do TMZ – site e canal de TV americano de celebridades -, batendo nas câmeras dos fotógrafos enquanto é carregada por um guarda-costas para fora de um bar.

Ela também é, por todas as contas, um cavalo de batalha. Descrita por colegas como incansável, Gadot acredita em esforço. Ela é aquela funcionária que é primeira a chegar e última a sair.

“Eu estaria morto se eu trabalhasse como ela”, admite John Hamm, outro colega de Gadot em “Vizinhos Nada Discretos”. “Parece impossível. Só posso imaginar o quão difícil é atuar em uma língua que não a sua nativa. E neste nível, deve ser assustador. Ela trabalha muito. E isso fica evidente”.

“Ela pode fazer qualquer coisa que você peça para ela”, diz Jenkins. “Isso não é algo que você encontra todos os dias. Gal é tudo isso”.

0517.w.CM.cover.gal.lo2.jpgDe volta ao Chateau Marmont, Gadot reconhece que ser “tudo isso” é de rigueur para ela. Ela foi tanto Miss Israel como treinadora de combate das Forças de Defesa de Israel. Ela medita e dirige motocicletas. Ela é uma borboleta social confessa que deseja ter mais tempo sozinha. Ela não é fã de desordem, seja profissional ou pessoal.

“Eu sou controladora”, diz ela. “Minha mãe costumava dizer: ‘Quando tem bagunça nos olhos, tem bagunça na cabeça’. Não deixo pratos na pia. Eu me importo muito com organizar coisas, ter minha casa limpa. Digamos apenas que eu gosto de saber o que está acontecendo com minha própria vida”.

Quando questionada se é competitiva, Gadot desvia o olhar. “Muuuito”, ela responde com orgulho. “Existe uma parte de mim que é toda cheia de gás, dedicada, querendo mais”, explica. “E então, há essa parte em mim que se inclina para a simplicidade, ritmo lento, é mais centrada. É engraçado. Acho que sou uma pessoa de… como você diz isso em inglês? Opostos”.

Ela sente essa dicotomia mais agudamente com a criação das filhas, tarefa que ela compartilha com seu marido, o empresário Yaron Versano.

“Alma costumava perguntar: ‘Por que as outras mães vão à escola para o recital e você não?’ ”, ela  lembra. “Isso me devastou”.

Gadot, que também é conhecida por seu papel como ex-agente do Mossad em três dos filmes de “Velozes e Furiosos”, esclareceu a sua filha que o trabalho a faz “muito feliz” e que ela espera que algum dia Alma corra atrás de uma paixão que lhe traga alegria. Ainda assim, “A culpa é algo que estou trabalhando para deixar de lado”, admite.

0517.w.CM.cover.gal.lo6.jpgSua mãe, Irit, uma professora do ensino médio, enfatizou o senso de autonomia e competência em suas duas filhas. “Eu tenho sorte. Eu cresci sem pensar muito em gênero “, diz Gadot. “Minha mãe criou-me e minha irmã para nos tornarmos mulheres confiantes, com aspirações. E eu sempre me senti capaz. Não estou dizendo que sou mais forte do que a maioria dos homens. A física tem suas próprias regras. Mas todos nós temos o mesmo cérebro; podemos alcançar as mesmas coisas”.

Quando criança em Rosh HaAyin, no centro de Israel, Gadot passou a maior parte de suas horas vagas escalando cercas e esfolando os joelhos. Quando tinha 12 anos, ela ganhou de presente um diário, objeto que achou inútil. “Tentei escrever nele porque meus amigos o faziam”, lembra. “Eu senti que estava fingindo. ‘Olá, querido diário…’. Tipo, quem vai se importar?”.

Gadot preferiu explorar e testar-se fora de casa. Seu período no exército israelense só solidificou sua fortaleza. “Não choro facilmente”, diz ela sem rodeios. “Quando eu atinjo a minha meta, eu a aumento”.

Enquanto filmava “Batman vs Superhomem”, Gadot não contou aos colegas de trabalho que estava grávida. Ela vomitou discretamente e escondeu suas enxaquecas induzidas por hormônios, temendo que ganhasse um tratamento especial caso se ela anunciasse qualquer coisa que pudesse ser considerada como fraqueza.

“Eu segurei a barra. Eu aparecia de óculos de sol. Eu carregava uma jarra de água com enormes pedaços de gengibre. Um dos produtores me perguntava: ‘Por que você está bebendo água de batata?’”, ela ri. “Eles pensaram que eu tinha entrando na vibe Hollywood”.

gal 0517.toc_.lo23_View.jpgO telefone toca. É o pai dela, Michael (um engenheiro), ligando de Tel Aviv, onde vivem a maioria dos amigos de Gadot. Os dois conversam em hebraico, e seu rosto se ilumina. Ela desliga, cheia de saudade de casa.

“Nós estamos indo e voltando, entre Tel Aviv e Los Angeles, pelos últimos oito ou nove anos. Quando voltamos para lá, o cheiro do ar, só de saber que nossa família pode vir nos visitar a qualquer momento…”. Sua voz cede. “Lá é diferente”.

Uma coisa, pelo menos, parece familiar. “Em Israel, as notícias estão ao seu redor o tempo todo. Tudo o que fazemos é falar sobre política. Agora é a mesma coisa nos EUA”.

Gadot presta atenção e aprecia debates saudáveis, mas no final do dia, se distancia. “Estando grávida, meu mecanismo psicológico é de me proteger. É assustador trazer uma criança ao mundo. Mas novamente, vindo de onde eu vim”, ela encolhe os ombros. “Eu estive no exército; pessoas morreram. O mundo é … complicado. ”

Muitos concordariam, agora mais do que nunca. Para Jenkins, o momento da introdução da Mulher Maravilha e Gadot ao universo dos super-heróis não poderia ser melhor. “Todas essas questões são tão atuais”, diz ela. “Alguém como a Mulher Maravilha se tornando gloriosa e celebrada e grandiosa? É uma vitória em si”.

Gadot entende o quão vital é um filme centrado em uma personagem feminina, em um mercado cheio de pessoas cansadas de masculinidade. “Mulher Maravilha cresceu na Paradise Island, cercada por mulheres fortes e inteligentes. Então ela vem para o mundo dos homens e ela percebe que ela não é bem-vinda ao Congresso, ela não pode votar. E ela acha tudo isso superestranho. Nem mesmo insultante – ela simplesmente não entende.”

0517.w.CM.cover.gal.lo2.jpgQuando se sugere que há muita desconfiança por aí nos dias de hoje, Gadot sorri de forma vaga. Ela simpatiza com o anseio por super-heróis e o idealismo mais direto que representam, especialmente um personagem como Mulher Maravilha, que todos nós desejamos que existisse de verdade, fosse apenas pelo Laço da Verdade [arma da personagem que impede que seus inimigos mintam].

“Há um longo caminho a percorrer para que gênero não seja um problema”, ela comenta, suspirando. O que ela quer para suas filhas, para todas as meninas, é que elas se amem o suficiente para “se cercarem de pessoas que as façam sentirem dignas”. Dignas o tempo todo, no mundo real, não apenas em momentos como as marchas para o Dia da Mulher ou quando estão assistindo a um filme, por mais empoderador que ele seja.

“Eu não sei se isso acontecerá. Eu espero que sim, porque a vida seria muito mais legal e menos complicada. Também para os homens, por sinal. “Porque o jeito que está agora, é tudo besteira”.

Gadot levanta o punho no ar novamente. Ela para por um momento. “Eu acho que eu sou uma lutadora sim, no fim das contas”. [Allison Glock]

Os Versace versão Ryan Murphy!

220617-versace-crime-story-01-451x600.jpgNa capa: os personagens principais de “American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace”


Já tem nome oficial e fotos com os atores caracterizados, e a gente está como? Morrendo de ansiedade, claro. “American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace“, como você deve saber, vai falar sobre o assassinato do estilista Gianni Versace que aconteceu em 1997 em Miami. Quem o matou foi o serial killer Andrew Cunanan – mas isso não é um spoiler, tá, é só lembrar da história real…

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A estreia da série de TV está marcada pra 2018 e a expectativa é grande. A começar pelo elenco: Edgar Ramirez caracterizado como Gianni ficou com uma semelhança chocante, pelo que vemos no preview que saiu na revista “Entertainment Weekly“. E Penélope Cruz como Donatella já arranca suspiros dos fashionistas! Outra surpresa é Ricky Martin no papel do par de Gianni, Antonio d’Amico, saradérrimo. Cunanan vai ser encarnado por Darren Criss, do elenco de “Glee“, e a produção acaba de anunciar mais uma adição ao elenco: Finn Wittrock, que é um velho conhecido dos fãs do trabalho de Ryan Murphy pelas suas participações em “American Horror Story“, interpreta um amigo de Cunanan, Jeff Trail – que acaba virando sua 1ª vítima. [Lilian Pacce]

Balmain assina figurino de balé da Ópera de Paris

balle.jpgDetalhes do figurino do balé ‘Renaissance’


Todo o glamour e a identidade inconfundível das roupas da Balmain deixaram de aparecer só nas passarelas e nos closets de nomes como Kim Kardashian e Gigi Hadid: agora, as peças também fazem parte da Ópera de Paris. O diretor criativo da marca, Olivier Rousteing, assinou o figurino de Renaissance’, balé assinado pelo coreógrafo Sébastien Bertraud, que estará em cartaz na Opera Garnier entre os dias 13 e 18 de junho, como parte da celebração dos 350 anos da instituição.

O figurino impressiona pelos detalhes. São collants, jaquetas, leggings, saias e camisetas com bordados de pedras e pérolas em prata e dourado – que poderiam facilmente fazer parte de um desfile da grife francesa.

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“Modernidade encontra o clássico, alta costura encontra o balé”, diz Rousteing sobre a parceria. “Existem poucas instituições que encorporam tão bem a essência da cultura e da criatividade francesa. Foi um prazer trabalhar nesse projeto, que me deu a oportunidade única de aprender e compartilhar ideias com um grupo de artistas e artesãos incrivelmente talentosos”.

A colaboração entre a Balmain e a Ópera de Paris rendeu ainda um filme belíssimo, que traz um grupo de dançarinos (Amandine Albisson, Audric Bezard, Dorothée Gilbert, Nais Duboscq e Thomas Docquir) performando alguns passos do balé ‘Renaissance’. Aperte o play! [Natália Guadagnucci]

Expô do fotógrafo britânico Norman Parkinson, em SP!

050617-norman-parkinson-expo-5Foto de 1951, “The Art of Travel”


O fotógrafo britânico Norman Parkinson ganha, pela 1ª vez, uma exposição individual na América do Sul! “Norman Parkinson: O Verdadeiro Glamour Britânico” está em cartaz na Galeria Mario Cohen, em SP, com 29 obras do profissional que influenciou a fotografia dos anos 30. Ele fez trabalhos pra Harper’s Bazaar, Vogue e “Queen Magazine” e ainda clicou celebridades como Audrey HepburnDolores Wettach, que tal?

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“Norman Parkinson: O Verdadeiro Glamour Britânico”
Até 5/08, segundas a sextas das 11h às 19h e sábados das 11h às 15h
Galeria Mario Cohen: r. Joaquim Antunes, 177, cj. 12 , Jd. Paulistano, SP
(11) 3062-2084
Entrada gratuita

Rihanna conhece desafios da educação de Malawi em minidocumentário

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Rihanna em cena do mini-documentário que mostra a viagem dela a Malawi, na África

A plataforma de ação social Global Citizen publicou nesta quarta, 7, um minidocumentário que mostra a viagem de Rihanna a Malawi. A cantora visitou o país africano para aprender e vivenciar os inúmeros desafios encontrados no sistema educacional da nação. O vídeo integra um projeto realizado pela plataforma em parceria com a Clara Lionel Foundation e com a Global Partnership for Education, das quais Rihanna é fundadora e embaixadora, respectivamente.O foco das filmagens é a visita que a cantora faz a escola primária Muzu. As imagens englobam uma visão detalhada de como problemas na educação, pobreza, fome e direitos das mulheres estão inseridos em Malawi, principalmente nas áreas rurais do país.

Como enfatizado pelo documentário, normalmente, uma única professora é responsável por até 100 estudantes, muitos dos quais não têm acesso a comida, nem em casa nem na escola. Além disso, materiais escolares são escassos e há dificuldade também na construção de instituições educativas. Essa infraestrutura precária faz com que meninas tenham que percorrer diariamente 26 km para ir e voltar do colégio, uma caminhada que, além de longa, pode ser perigosa.

Apesar do tema problemático, o vídeo também traz momentos de esperança, que incluem falas de um estudante que repete diversas vezes que Muzu “é uma escola linda.” Em uma outra cena, uma menina se levanta na sala de aula para se posicionar contra os casamentos arranjados no país, argumentando sobre a epidemia de HIV e AIDS na África. “Se você puder escolher seu parceiro, é mais fácil de convencê-lo a fazer um teste, e assim, podemos prevenir o aumento de casos de HIV e AIDS neste país.”

Rihanna também aparece muito envolvida com as crianças e adolescentes. No vídeo, ela ajuda um estudante a resolver um problema de matemática, comemora a vitória de um time feminino de rugby e discute sobre a maneira única que os estudantes aprendem em Muzu. “Eu amo que eles usam a melodia para aprender”, diz. “Essa é a minha coisa favorita. É brilhante poder usar isso como uma ferramenta de aprendizagem.”

Julia Gillard, ex-primeira ministra australiana e presidente do conselho da Global Partnership for Education, e Hugh Evans, CEO da Global Citizen, se juntaram à cantora na viagem. Rihanna convida os fãs ao redor do mundo para ajudarem o projeto com doações. O objetivo é arrecadar US$ 3,1 bilhões para serem investidos em educação de qualidade para mais de 870 milhões de crianças em 89 países, entre 2018 e 2020. [Rolling Stone EUA]

Príncipe Harry pede “permissão” à rainha para se casar com atriz Meghan Markle

prince-harry-meghan-markle-dating-breakup-chef-cory-vitiello-ppA família real britânica está prestes a comemorar mais um casamento. Segundo informações do tabloide Daily Mirror, o príncipe Harry quer o aval da Rainha Elizabeth II para pedir a mão da atriz Meghan Markle.

De acordo com a publicação, uma fonte afirmou que ele já iniciou conversas com a monarca e o casamento deve acontecer ainda este ano.

O provável local da cerimônia é a Abadia de Westminster, onde seu irmão William casou-se com Kate Middleton e seu pai Charles com a princesa Diana.

O namoro entre Harry e Meghan foi confirmado no final do ano passado e, nos últimos meses, os rumores de uma possível união só aumentaram.

Atualmente, Meghan está no Canadá para gravar episódios da série Suits. A atriz deve se mudar em breve para o Palácio de Kensington, residência oficial de Harry no Reino Unido.

Ex-consulesa da França Alexandra Loras conta seus embates com preconceito no Brasil

004-alfred-street-residence-studiofour-682x1024.jpgSempre ouvi falar que Salvador era a cidade com a população mais negra do Brasil, com 80% de negros. Porém, São Paulo, com seus 40% de negros em uma população de 12 milhões, se torna a cidade mais negra do mundo. São 4,8 milhões de negros em São Paulo contra 2,14 milhões em Salvador. (Segundo o IBGE 54% da população brasileira é negra)

Quando debato sobre isso junto à elite paulistana as pessoas se chocam, pois no Jardim Europa a população parece monocromática branca. Mas os ônibus e o metrô da avenida Faria Lima estão cheios de negros indo ou vindo trabalhar.

Ao chegar ao Brasil, há quatro anos, eu estava ansiosa pensando que ia encontrar aqui a delícia da democracia racial tão falada no exterior. Mas a realidade que vi foi bem diferente. Primeiro, fui barrada no Convento do Carmo, hotel cinco estrelas de Salvador. Felizmente meu sotaque francês liberou-me a entrada.

Quando recebia seis mil pessoas por ano na residência consular da França, o protocolo francês pedia que eu ficasse na entrada para dar as boas vindas aos convidados do consulado. Por inúmeras vezes pessoas passaram na frente de meu lindo vestido Gloria Coelho achando que eu era uma das empregadas. Alguns perguntavam: “moça, onde posso guardar meu casaco?”.

Quando a revista “Casa Vogue” fez uma matéria sobre minha nova casa vários leitores perguntaram por que só havia fotos da babá na matéria. O racismo no Brasil é presente em cada esquina.

Apenas para relatar, essa semana ao entrar na fila de prioridade da Gol, já que possuo o cartão Platinum da Air France, passaporte diplomático, criança no colo e viajo na classe executiva, fui questionada porque estava naquela fila. Respondi que tinha prioridade, mas a atendente duvidou de minha veracidade e pediu para verificar meu cartão. Será que se eu fosse branca e loira teria passado por essa pequena humilhação?

Outro dia no Clube Pinheiros, havia esquecido minha carteira de sócia e a atendente perguntou se eu era a babá de meu filho. Procurou meu nome na lista das babás, mesmo eu tendo dito que era sócia do clube e apresentando meu passaporte diplomático.

Acredito que por meio da inteligência emocional, os brasileiros, com muito mais empatia que os europeus, conseguirão reequilibrar nossa sociedade de uma forma mais justa.

Na linha do líder de movimentos pacíficos, Martin Luther King, meu sonho continua sendo ver 52% de mulheres no Congresso, no Senado, nos boards executivos, como também 54% de negros na liderança e no protagonismo brasileiro.

Isso seria uma verdadeira democracia.

A solução vem primeiro com enxergar o racismo no próprio espelho. Enquanto isso, continuo me perguntando onde está a Beyoncé brasileira, a Oprah Winfrey brasileira e o Spike Lee brasileiro. [Alexandra Loras]

Novo escritório de Jessica Alba é moderno e tem cara de casa

9fc599530a38b5b310eecad62beab1f2.pngPara o novo endereço, que abriga 450 funcionários e o showroom de sua marca, a The Honest Company, a atriz e empresária apostou no conforto


Crescendo gradualmente, a The Honest Company, empresa fundada em 2012 pela atriz Jessica Alba, acaba de se mudar para o seu terceiro escritório.

Em Playa Vista, na Califórnia, o novo espaço precisava acomodar 450 funcionários e o showroom da marca, que tem mais de 100 produtos para bebê, cuidado pessoal e limpeza no portfólio.

“Não havia nada aqui, então nós tivemos que começar do zero. Eu queria uma aparência e uma atmosfera sofisticada. No outro escritório eu pessoalmente projetei muito da decoração – com martelo e pregos – e tentei deixar o espaço mais bonito. Mas desta vez tivemos um time profissional”, Jessica contou ao Architectural Digest, que publicou o projeto.

Assim, a reforma ficou nas mãos de Mat Sanders e Brandon Qattrone, da Consort, que já haviam decorado a casa da atriz e tiveram o desafio de dividir o enorme espaço do escritório em ambientes aconchegantes e criativos.

Para isso, uma das maiores aliadas foi a paleta de cores, neutra, com base na mistura do preto, branco e madeira.

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Na cozinha, móveis rústicos harmonizam com uma parede de subway tiles com prateleiras abertas. Em outro ambiente, uma parede verde serve de fundo para um cantinho com sofá e poltronas e, ao ar livre, um bar com banquetas metálicas complementa o painel de azulejos hexagonais.

“Com a mudança, nós queríamos modernizar a marca. A casa da Jessica é um pouco mais tradicional, mais com o estilo espanhol e um pouco mais de Beverly Hills. Nós trouxemos um pouco mais de preto e branco para o escritório, então eu acho que esses dois combinaram”, Brandon disse. [Mariana Bruno]

Aos 23, a atriz Adèle Exarchopoulos fala da primeira gravidez: “Estou mais preocupada em ser mãe do que em casar”

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Body de seda, R$ 11.200, e calça de lã com jérsei e detalhe de couro, R$ 5.050


Por Laura Ancona Lopez. Fotos Fe Pinheiro. Produção Mari Di Pilla. Moda Larissa Lucchese

Preciso falar com você”, me disse, em tom grave, Adèle Exarchopoulos, em uma manhã fria e ensolarada em Paris, em dezembro passado. A atriz, protagonista do premiado Azul É a Cor Mais Quente (2013), havia acabado de devorar um prato duplo de ovos mexidos e uma salada de frutas na suíte presidencial do Hotel La Réserve Paris, onde faria as fotos deste ensaio para Marie Claire. Sem um pingo de maquiagem e com os cabelos amarrados em um coque alto, como se saísse do filme que a revelou e a tornou famosa fora da França, me levou até uma sala reservada, levantou a camiseta puída do Metallica, abaixou levemente a calça de moletom e, apontando para a barriguinha saliente, disse: “Estou grávida de três meses. Será que as roupas vão servir?”.

Respiro aliviada. Chegar até ali não foi fácil – foram semanas de negociação com agente, aprovação de equipe, escolha de looks. Abro um sorriso e a cumprimento, digo que também acabei de me tornar mãe, e engrenamos em um papo descontraído sobre maternidade. “Você enjoou muito?”, ela pergunta. Quando aceno que sim, Adèle emenda: “Eu também! Não me sinto nem um pouco radiante, aliás. Não sou uma ‘grávida tradicional’. Estou feliz de ter um filho, mas o mal-estar, o sono, a falta de boemia… são coisas difíceis de lidar”. O menino, que ainda não tem nome, é filho do rapper francês Doums, líder da banda Fremont, com quem namora há pouco mais de um ano. A atriz havia acabado de descobrir o sexo e estava felicíssima. Disse, às gargalhadas, que sempre quis ter um garoto, “pois eles são mais fáceis”.

De repente, no entanto, Adèle mudou o humor. “Não vamos só falar de gravidez, né?”, perguntou, séria. A preocupação tinha motivo: naquela semana, os tabloides franceses só tinham um assunto, a “barriga de Adèle”, e ela ainda queria guardar a notícia, pois a gestação estava no início. Eu a tranquilizei, contei que a matéria só sairia em abril, quando estaria com sete meses e uma barriga enorme, impossível de esconder. Chamada de “a próxima Marion” (Cotillard), a atriz de apenas 23 anos é uma das principais estrelas de sua geração. Em janeiro, estreou o primeiro filme hollywoodiano, The Last Face, ao lado de nomes consagrados, como Charlize Theron, Javier Bardem e Sean Penn, que a dirigiu e a escolheu a dedo.

gravAdèle Exarchopoulos grávida de seu primeiro filho (Foto: Reprodução Instagram)


Quem é essa garota? 
Bastaram oito minutos para que Adèle se tornasse uma estrela. Essa é a duração da cena de sexo que ela e Lea Seydoux (também alçada à fama) protagonizaram em Azul…, que chocou e emocionou a audiência de Cannes em 2013, onde o filme estreou. Pela interpretação arrebatadora da jovem estudante que se descobre homossexual, conseguiu um feito inédito: ao lado da colega, venceu a Palma de Ouro como coautora do longa, junto com o diretor Abdellatif Keniche. Foi a primeira vez, em 70 anos da mostra, que algo assim ocorreu. “Foi um feito tão grandioso que me deixou apreensiva. Afinal, nunca vai acontecer de novo, pelo menos não comigo”, diz Adèle. “Fiquei com medo de ser para sempre a ‘menina de Azul…’. Me cobro demais. Não quero decepcionar nos próximos projetos”, diz.

A preocupação se justifica. Para esse filme, Adèle precisou se livrar de amarras pessoais e se entregar por completo, inclusive fisicamente. “Não fazia ideia de que o filme se tornaria aquilo tudo. Não havia roteiro! Precisávamos improvisar”, conta. “Foi muito difícil, um set longo – seis meses de filmagem, o que é bem incomum –, vivendo a mesma história.” A atriz tinha apenas 18 anos quando foi escalada, e nunca havia tido nenhum tipo de experiência homossexual. A primeira mulher que beijou foi Lea, em frente às câmeras. “O diretor não tentou fazer as cenas de sexo ficarem bonitas, idealizadas. É tudo muito cru, bem vida real. Keniche não se preocupou com movimentos corporais ou com a luz certa. Só disse que não deveríamos ter medo de nos tocar, precisava parecer que estávamos transando de verdade”, conta. “Mas, por incrível que pareça, não foram as cenas mais difíceis. Foi como sexo real, e sexo não é difícil [risos]. A parte mais complicada foi lidar com as emoções da personagem. Com seu coração partido. Fiquei tocada”, analisa.

Neta de gregos, filha de uma enfermeira com um professor de arte, primogênita de três irmãos, Adèle teve uma criação liberal dentro de uma típica família de classe média. Cresceu no 18º Arrondissement, bairro de Montmartre, em Paris, onde ficam a igreja de Sacre-Coeur e o teatro Moulin Rouge. Em suas ruas estreitas e curvas estão alguns dos bares e restaurantes mais charmosos da cidade, e foi ali que passou a juventude. Aos 13, os pais a incentivaram a fazer uma atividade extracurricular e ela escolheu a dramaturgia. “Foi meio por acaso, não era um sonho. Pensei: ‘Por que não atuar?’. Aí uma coisa foi levando a outra, fui chamada para fazer o primeiro filme. E depois outro, e outro”, conta. “Não levava aquilo muito a sério, achava uma brincadeira. Nunca decorava o texto [risos]. Eu me divertia, então voltava para casa e seguia a vida. Depois de Azul…, tudo mudou, virou minha profissão. Levo o trabalho muito a sério.”

Não só o trabalho. Embora tenha uma imagem de garota rebelde – reforçada pelos cabelos sempre bagunçados, maquiagem levemente borrada e cigarro constantemente pendurado nos lábios –, Adèle não é muito de baladas e prefere relacionamentos estáveis aos casuais. “Amo estar apaixonada. Não consigo ir para a cama com quem não ame de verdade.” Assim, emenda um namoro sério no outro desde os 18 anos: primeiro com Jérémie Laheurte, seu parceiro em Azul…, com quem morou junto por quatro anos e, agora, com Doums, com quem escolheu ter um filho. “Engravidei rápido. Foram apenas dois meses tentando”, diz. “Sempre quis ser mãe jovem, como meus pais também fizeram.” Casamento, no entanto, não está nos planos. “Estou bem mais preocupada em ser mãe do que em casar. Há algo de assustador na ideia de assinar um papel. Gosto da ideia de celebrar o amor. Mas não com cartório, festa.”

Musa cool 
Apesar de não ser uma mulher convencional, há algo de muito feminino em Adèle: a paixão por moda. Dona de um estilo bastante particular – esportivo no dia a dia e fashionista à noite, em um hi-lo de opostos que só ela parece fazer funcionar –, gosta de acompanhar tendências e tem “um vício por bolsas e acessórios”. “Também compro muitas roupas. Só não tenho paciência para o vintage. Sou preguiçosa para garimpar coisas”, diz, aos risos. Essa atitude cool atraiu o designer Nicolas Ghesquière, diretor criativo da Louis Vuitton, que se tornou seu amigo e assina muitos dos looks de Adèle no tapete vermelho. Lugar onde ela, aliás, diz não fazer a menor questão de impressionar. “Só uso o que gosto, não o que esperam de mim. Não sou obcecada por glamour como todo mundo. Essa profissão é muito cheia de egos”, diz. “Sempre me perguntam quando vou mudar para Los Angeles, por exemplo. Eu não quero ser uma estrela de Hollywood, não tenho a menor intenção de morar lá. Se acontecer, aconteceu. Mas há muita coisa a viver ainda.”

adele xxx.pngVestido de seda com jérsei, preço sob consultaadele x.jpgVestido de seda com jérsei, preço sob consultaadele xx.pngBody de seda, R$ 11.200adelexVestido de seda e jérsei, preço sob consulta


Produção-executiva: Vandeca Zimmermann
Maquiagem: Leila­-A (Calliste Agency)
Cabelo: Eny Whitehead (Calliste Agency)
Assistente de fotografia: Mikael Fahi
Tratamento de imagem: RG Imagem
Agradecimento: La Réserve Paris Hotel and Spa (lareserve.ch/fr/)

Gordon Ramsay não vai deixar fortuna de US$ 140 mi para os filhos

007 He_s_back_British_actor_Daniel_Craig_was_officially_confirmed_fo-a-1_1417706758492.jpgGordon Ramsay || Créditos: Divulgação/Fox


Considerado o chef-celebridade mais bem pago do mundo e astro de programas de sucesso sobre o mundo da culinária, como “Hell’s Kitchen” e “MasterChef”, o escocês Gordon Ramsay amealhou uma fortuna de mais de US$ 140 milhões (R$ 439,7 milhões) ao longo da carreira, montante que ele não pensa em deixar para seus quatro filhos, mas sim para instituições de caridade.

Em entrevista ao tabloide britânico “The Sun” neste fim de semana, Ramsay afirmou acreditar que seus herdeiros devem vencer na vida por esforço próprio e que o máximo que fará por eles é deixar um depósito equivalente a 25% de um financiamento imobiliário para cada um, sendo que o saldo restante ficará por conta deles.

Ramsay também revelou que nas viagens em família somente ele e sua esposa embarcam na primeira classe, enquanto os filhos deles viajam na econômica. “Eles ainda não trabalharam o suficiente para ter esse tipo de privilégio”, ele disse. (Por Anderson Antunes)