Apartamento é naturalmente chique com muita madeira

O lar parisiense de Lucia Pica é moderno e ousado, assim como a maquiagem que ela cria para Chanel
Lucy Halfhead – Bazaar

Foto: Josh Shinner

“A maquiagem nunca deve ser usada como máscara, apenas deve realçar o que já está ali”, diz a italiana Lucia Pica, cuja abordagem moderna da beleza e o talento para criar looks frescos e naturais fizeram dela uma das maquiadoras mais influentes do mundo. Como diretora criativa global de Make-up e Cores da Chanel, é responsável por desenvolver até oito novas coleções a cada ano e também participa da concepção das campanhas de beleza e dos visuais de passarela da marca.

Lucia divide seu tempo entre casas no leste de Londres e em Paris, onde ela abriu as portas de seu iluminado apartamento no 6º arrondissement, com sua aparência habitual: lábios vermelhos aveludados, franja perfeita e olhos esfumaçados. Vestindo um jeans Levi’s 501 vintage, um suéter de cashmere Margaret Howell, escarpins Chanel e brincos Sophie Bille Brahe, Lucia é simpática e acolhedora.

Foto: Josh Shinner
Foto: Josh Shinner

O apartamento é decorado com uma atraente coleção de móveis da metade do século 20, que vai de uma mesa de jantar Pierre Chapo a uma chaise longue Igor Rodrigues – adquirida na Piasa, a famosa casa de leilões de Paris – e a uma mesa de centro George Nakashima. Um sofá de veludo vintage acrescenta um toque de glamour, junto com as luminárias de parede Rupprecht Skrip, um vaso de Mathilde Martin e obras de arte assinadas por Harley Weir, Ben Barlow e Jason Brinkerhoff. “Você não está apenas comprando um item, está comprando a história e a magia também”, diz Lucia.

Foto: Josh Shinner
Foto: Josh Shinner

Nascida em Nápoles, ela cresceu cercada pelos coloridos afrescos da cidade, aos quais credita a fascinação precoce pela maquiagem. “Me trancava no banheiro e passava uma hora me maquiando. Depois, tirava tudo e saía como se nada tivesse acontecido”, conta. Ao chegar a Londres, aos 22 anos, ela se matriculou em um curso na Greasepaint Make-Up School e nunca mais olhou para trás. “Londres foi tão libertadora, foi incrível conhecer todas essas pessoas que pensavam como eu”, relembra. “É uma cidade que abraça todas as culturas, e essa diversidade e a liberdade de expressão me ajudaram a abrir a cabeça e ser criativa.”

Depois de trabalhar na butique cult de maquiagem Pout, em Covent Garden, e atrás do balcão da Shu Uemura, Lucia conseguiu um posto como assistente de Charlotte Tilbury. “Tive tanta sorte de conseguir essa oportunidade”, conta. “Era ótimo trabalhar para Charlotte, porque ela não é apenas talentosa, mas também muito carinhosa, solidária e uma boa mentora.”

Foto: Josh Shinner
Foto: Josh Shinner

Em 2008, após três anos aprimorando sua arte, Lucia decidiu ser freelancer. “Foi assustador, mas eu estava determinada a encontrar meu próprio estilo e um time – os fotógrafos e stylists que poderiam criar o melhor trabalho comigo.” Sua carreira solo deslanchou quando colaborou com alguns dos mais influentes fotógrafos da indústria, incluindo Alasdair McLellan, Willy Vanderperre e Juergen Teller.

Foto: Josh Shinner
Foto: Josh Shinner

Após a saída de Peter Phillips, ex-diretor criativo de maquiagem da Chanel, que foi para a Dior, Lucia ficou como freelancer na casa por um ano e meio, até ser nomeada a primeira diretora criativa global de Make-up e Cores, em 2015. Conhecida por usar tons vivos e batons fortes, trabalhou ao lado de Karl Lagerfeld para produzir maquiagem para complementar as coleções de moda dele. “Me sinto tão grata de ter tido a chance de colaborar com ele nos desfiles e campanhas publicitárias”, diz. “Você espera que uma figura tão incrível seja distante e fria, mas ele não era assim. Era generoso, doce, engraçado e carinhoso.”

Foto: Josh Shinner
Foto: Josh Shinner

A estreia de Lucia, “Le Rouge Collection nº 1″, surgiu de sua paixão pela cor vermelha e é tida como um dos matizes fundamentais no universo de Chanel, enquanto a nova coleção inverno 2019, “Noir et Blanc de Chanel”, é inspirada na estética monocromática de Paris e no preto e branco da paleta da grife. “Amo trabalhar com esta marca incrível e tradicional, mas quero adicionar modernidade e mostrar luxo de forma mais experimental”, diz ela.

Foto: Josh Shinner

Foto: Josh Shinner

Viagens de pesquisa para encontrar novas cores e texturas também são parte importante do processo da designer criativa – a recente coleção verão 2019 “Vision of Asia: the Art of Detail” foi influenciada por suas visitas a Tóquio e Seul, e, em 2018, ela colocou dentro de um vidro um tom amarelo-canário, observado durante uma passagem por sua terra natal, Nápoles, que se tornou o esmalte mais cobiçado do ano. “O conceito pode ser bonito e sonhador, porém, tenho de trazê-lo à realidade e garantir que aquelas cores sejam adaptáveis à pele e ao rosto de uma mulher.”

Coleção de bolsas Chanel - Foto: Josh Shinner
Coleção de bolsas Chanel – Foto: Josh Shinner

Sem surpresa, uma espiada no guarda-roupa de Lucia revela uma abundância de peças, sapatos e acessórios Chanel. “Gosto de me mostrar feminina, porém, forte, algo que Chanel faz muito bem”, afirma. “Às vezes, tenho esses momentos de querer parecer uma princesa em um evento, então, uso um desses lindos vestidos de renda da coleção Métiers d’Art, de 2016, desfilados em Roma.”

Um dos quartos do apartamento - Foto: Josh Shinner
Um dos quartos do apartamento – Foto: Josh Shinner

Outras grifes preferidas são The RowCrista Seya – “para camisas elegantes e trench coats” – e a boa e velha Celine, que ela usa com joias de Sophie Buhai e do designer brasileiro Fernando Jorge. Para o toque final, ela explica: “Sempre aplico Chanel Rouge Audace, Obscure ou Nightfall. Minha mãe nunca saía de casa sem batom e eu acabei sendo igual”.

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Três mulheres e um truque de styling para te inspirar: o escarpin amarelo flúo

Tracee Ellis Ross, Victoria Beckham e Margot Robbie vão te convencer de que o arremate perfeito para qualquer look não precisa ser sem graça

Tracee Ellis Ross (Foto: Instagram Tracee Ellis Ross/ Reprodução)

A febre dos tons neon que energizou os looks dos fashionistas em 2018 pode ter dado espaço a tons terrosos e neutros, mas isso não quer dizer que as cores caprichadas nos megawatts saíram de cena.

Muito pelo contrário: são elas que ainda contribuem com bem-vindos pontos de cor nos looks desta temporada, mostrando-se mais versáteis do que você imaginava. Duvida?

Pois três famosas te mostram aqui que um escarpin amarelo flúo pode ser o complemento perfeito, qualquer que seja seu estilo.

Victoria Beckham e o ponto de cor nos pés

Victoria Beckham (Foto: BACKGRID)

Os tons neon como pontos de cor isolados nos looks são o truque de styling favorito das fashionistas que se renderam a cores mais sóbrias nesta próxima estação. 

Acertando mais uma vez no aerolook e na alfaiataria, Victoria Beckham é a inspiração perfeita para seus looks de meia estação ao combinar a calça cáqui, suéter azul e blazer xadrez com um par de escarpins amarelo flúo.

Margot Robbie e a alfaiataria monocromática

Margot Robbie (Foto: Getty Images)

A bordo de um terno Attico, Margot Robbie mostra que o monocromatismo aliado à alfaiataria é a atualização perfeita para quem ainda não encerrou seu relacionamento com cores flúo. Seu segredo é apostar em peças de corte clássico e atemporal e beleza bem cool e radiante.

Tracee Ellis Ross e o neon + neon

Tracee Ellis Ross (Foto: Instagram Tracee Ellis Ross/ Reprodução)

Em um look da neolabel de Sterling Ruby, Tracee Ellis Ross é a inspiração para quem gosta de looks ultracoloridos e com pegada pop. O par da modelo, de PVC com pontos de cor amarelo flúo, é made in Brazil, e faz parte da coleção da Schutz.

Para quebrar a profusão de tons acesos? Um bom batom vinho e bolsa preta.

A moda me salvou ao me permitir demonstrar atitude e criar uma personalidade

Desfiles como os de Gucci e Prada na Semana de Moda de Milão reafirmam o poder da moda como representação de seu tempo
ADRIANA FERREIRA SILVA

Adriana Ferreira Silva (Foto: Divulgação/ Léo Faria)

Eu era adolescente quando percebi que a moda poderia me salvar. Não sendo o “padrão” desejado pelos rapazes à época (cabelos lisos e longos, de preferência loiros, bunda e peitos grandes etc.), descobri cedo que poderia chamar a atenção sendo “diferente”: de preto da cabeça aos pés, fui gótica; usando camisetas listradas e camisa de flanela xadrez amarrada na cintura, grunge; passei rapidamente pelo hippie, flertando com as saias longas e floridas e as sapatilhas de pano compradas no bairro da Liberdade para, enfim, me tornar clubber, usando botas plataforma e roupas coloridas. Moda para mim sempre foi atitude, comportamento. A mais perfeita expressão de uma personalidade.

Escrevo isso após finalizar a cobertura da Semana de Moda de Milão (17 a 22/9) e sob o impacto dos desfiles das coleções primavera/verão 2020, em especial das grifes italianas Gucci e Prada. Para além do objetivo final que é “vender roupa”, essa é uma indústria formada por artistas, sejam as costureiras, que levam horas cosendo, à mão, um lenço –no caso da Hermès, por exemplo, para fazer cada um de seus famosos “carrés” gasta-se bem umas 30 horas– ou estilistas, que inspirados por “n” razões são capazes de reler seu tempo na forma de um vestido ou um smoking –impossível não mencionar Yves Saint Laurent, o homem que nos permitiu usar essa peça até então masculina.

A moda me salvou ao me permitir demonstrar atitude e criar uma personalidade (Foto: Arquivo pessoal)

Essa delicadeza em captar o “l’air du temps” apareceu em especial nas coleções de Miuccia Prada e Alessandro Michele. Num momento em que a representação mais forte da nova geração de consumidores é Greta Thumberg, adolescente de 16 anos que se recusa a atravessar o oceano de avião, por ser um meio de transporte muito poluente, e no qual estão em pauta o excesso de consumo e a destruição do meio ambiente –bem como a responsabilidade das indústrias da moda e da beleza nesse processo–, Miuccia reduziu sua criação “à essência”, “um antídoto à complexidade”. Na prática, saem de cena as peças que, na estação seguinte já poderiam estar “datadas” –quem se lembra das estampas de macacos? As mesmas que levaram a marca a ser acusada de racismo e à criação do comitê presidido pela ativista e diretora de cinema americana Ava Duvernay–, e entram roupas que devem atravessar gerações. Na passarela, obviamente, o que se destaca é a beleza e o caimento perfeito de casacos, saias, vestidos… Bem de perto (um dos privilégios de cobrir semana de moda é poder ver as coleções no dia seguinte e “pegar” nas roupas), isso se traduz em peças atemporais, que podem ser usadas hoje, no ano que vem ou em dez anos. Isso porque são tão benfeitas que, se bem-cuidadas, se tornam “acervo”, ou seja, passam de mãe para filha, neta etc. Como exemplo, vestidos “básicos” cobertos por bordados primorosos feitos em lantejoulas, as mesmas que aparecem compondo desenhos em casacos e tops. É uma aposta de risco, principalmente em se tratando de uma marca que não está entre as mais lucrativas do mundo, mas, de Miuccia, uma mulher conhecida por seu engajamento e sua refinada pesquisa, não se espera outra coisa.

A moda me salvou ao me permitir demonstrar atitude e criar uma personalidade (Foto: Arquivo pessoal)

Michele, por sua vez, deixou fashionistas boquiabertos ao propor um rompimento contra os “mecanismos que subjulgam e impõem regras de comportamento que são internalizadas pelos indivíduos”. Atento a essa onda conservadora que se espalha pelo mundo na forma de governos semiditatoriais e politicamente incorretos que atuam contra a globalização e para os quais é permitido desrespeitar as minorias, o estilista italiano, um do mais inovadores em atividade, sugere uma moda radical. Essa ideia, que tem como base uma teoria do filósofo Michel Foucault que fala sobre “biopolítica” (o poder das instituições sobre a vida e os corpos das pessoas) foi representada na passarela, primeiro, por modelos vestidos de branco da cabeça aos pés (algo impensável para a colorida Gucci), imóveis sobre passarelas rolantes, presos à camisas de força (muito desejáveis, por sinal), num ambiente que se assemelhava a um manicômio. Ao toque de uma sirene, o apagar de luzes, o cenário se torna quente, colorido (assista ao vídeo, é imperdível), e uma coleção cujo destaque são as peças do universo SM –vestidos transparentes usados com calcinhas fio dental, rendas– são o destaque, além do colorido e das referências aos anos 70 que fizeram a fama de Michele. Ao final, a palavra “orgasmique” impressa em uma bolsa resume o espírito da estação, que insinua o desejo, o sexo, o punk e os extremos como antídoto contra a caretice que tentam nos fazer descer goela abaixo (não sucumbiremos!).

Há, é claro, o espetáculo por si só e o escapismo. Ver J.Lo cruzar a passarela da Versace com a nova e ainda mais sexy versão do Jungle Dress, o vestido usado por ela no Grammy em 2000 –que, de tantas buscas nas redes, levou o Google a criar o Google Images–, me deixou, literalmente, sem voz. Assistir a uma apresentação da Dolce & Gabbana em seu habitat natural –com mulheres usando roupas e acessórios da marca da coroa ao sapato– é uma experiência antropológica que te faz sentir num filme de Federico Fellini, ou embarcar no psicodelismo flower power de Fendi e Peter Pilotto inspiram a ousar e sonhar.

No fim, pode até ser que tudo se resuma apenas a “vender roupas”, mas é bom pensar que existe muito mais por trás das peças que você escolhe para compor sua personalidade –sejam elas de supergrifes ou do brechó da esquina– do que apenas a indústria. Eu sigo querendo ser diferente (o mais possível!).

Costanza Pascolato: 80 anos de elegância

Costanza Pascolato se mantém como uma das principais referências de estilo no Brasil
Por Daniel Salles

Costanza Pascolato: novo livro, “A Elegância do Agora” (Divulgação/Divulgação)

Veio o fast fashion, chegaram as blogueiras, a crise contaminou a moda… e Costanza Pascolato se manteve como uma das principais referências de estilo no Brasil

Nascida na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, ela assistiu à reconstrução da Europa e ao processo de industrialização no Brasil, país que sua família adotou quando tinha 5 anos de idade. Testemunhou o nascimento do prêt-à-porter e incontáveis reviravoltas no mundo da moda, como o advento do fast fashion, das blogueiras e das influenciadoras.

E, aos 80 anos, completados no dia 19 de setembro, Costanza Pascolato se mantém como uma das principais referências de estilo no país. Adequada aos tempos atuais – ela própria tem mais de 600 mil seguidores no Instagram.

O aniversário foi marcado pelo lançamento de “A elegância do agora”, seu quinto livro, publicado pela Editora Tordesilhas. Nele a empresária e consultora de moda, que ganhou projeção no jornalismo de moda nos anos 1970, nas revistas femininas da Abril, rememora sua trajetória e dá dicas de comportamento e estilo. Uma delas? “Até os 60 você é jovem, depois fica adulta”.

Mais uma: “Siga sua personalidade, quem sabe se individualizar é quase uma revolucionária nos dias de hoje”. A obra foi escrita a partir de um depoimento dado à jornalista Isa Pessoa e tem fotos de Bob Wolfenson.

De couro reciclado a tingimentos naturais, indústria da moda tenta limitar danos ambientais

Segundo a Oxfam, setor é responsável por cerca de 10% de todas as emissões de gases causadores do efeito estufa
AGÊNCIA – REUTERS

Atriz Rosario Dawson, cofundadora da Studio. Foto: REUTERS/Mario Anzuoni

moda tem objetivo de fazer você se sentir bonito e bem consigo mesmo. Agora a indústria fashion está finalmente adotando medidas para criar o mesmo efeito no planeta. A indústria da moda é uma das mais prejudiciais do mundo, sendo responsável por cerca de 10% de todas as emissões de gases causadores do efeito estufa, de acordo com a Oxfam. 

Algumas marcas estão tentando cortar desperdícios e ser mais sustentáveis, como a Badgley Mischka, que está alterando o processo de produção de seus itens. “É um negócio diferente do que era, até mesmo há cinco anos. As fábricas que usamos são fábricas de produção sem desperdícios, onde tudo é reciclado”, disse o designer Mark Badgley. 

Studio 189 apresentou em Nova York na semana passada sua coleção de roupas tingidas naturalmente, com inspirações africanas, e produzidas em colaboração com comunidades de Gana. “Precisamos ter esta conversa na indústria da moda mais do que qualquer outra coisa”, disse a atriz Rosario Dawson, cofundadora da empresa, junto com Abrima Erwiah, ex-executiva da Bottega Veneta. A empresa tenta criar empregos e apoiar educação em parceria com a Iniciativa de Moda Ética das Nações Unidas. 

A fabricante de automóveis Hyundai se juntou à marca Zero + Maria Cornejo na Semana de Moda da Nova York para uma coleção que usou restos de couro dos carros da companhia. Cornejo afirmou que o objetivo é mostrar como as sobras de pequenas e grandes empresas podem ser usadas. “Não precisa ser descartado. Pode encontrar uma nova vida. É sobre recriar, reimaginar, reciclar. É basicamente sobre ser criativo com coisas que normalmente seriam descartadas”, disse. 

Em torno de 97% nas roupas são terceirizadas para produção em países pobres, onde donos de fábrica competem nos preços, levando ao descarte de roupas em aterros e ao escoamento químico perigoso de fábricas, de acordo com Andrew Morgan, diretor do documentário The True Cost, de 2015.

Descubra o novo jeito de usar os seus charms

Em sintonia com o seu novo posicionamento, a marca lança um pendente para carregar os charms em um colar

Pandora lança ‘O’ Pendant, um pendente em forma de ‘O’ para carregar os charms em um colar (Foto: Divulgação)

Além de usar os seus charms no bracelete, agora você terá uma nova forma de pendurá-los. A Pandora lança o ‘O’ Pendant, um pendente em forma de ‘O’ para carregar os charms em um colar. Disponível em prata e nas ligas de metais exclusivas da joalheria Shine e Rose, ‘O’ Pendant pode ser personalizado de diferentes formas – bastanta estimular a criatividade! 

O novidade, parte da linha “Moments”, chega em sintonia com o relançamento da marca, cujo foco agora é incentivar as consumidoras a compartilharem suas paixões por meio das joias. A grife também investe numa nova identidade visual: além de criar uma logomarca numa tipografia mais atual, a Pandora elege o pink para representar sua identidade, destacando o conceito “Pink is not just a color, is an attitute!”

Pandora lança ‘O’ Pendant, um pendente em forma de ‘O’ para carregar os charms em um colar (Foto: Divulgação)

Carbon neutral: o que a indústria da moda está fazendo para neutralizar seus impactos no meio ambiente

A Gucci anunciou que irá compensar todas as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) anualmente de suas próprias operações e de toda a cadeia de suprimentos

A Gucci anunciou que agora é carbon neutral (Foto: ImaxTree)

A sustentabilidade nunca foi uma pauta tão urgente na moda. Em meio à crise climática que ocorre no mundo, a Gucci anunciou que está se tornando carbon neutral, compensando todas as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) de suas próprias operações e de toda a cadeia de suprimentos.

A ação acontece com o apoio da grife a projetos de conservação florestal nos países em desenvolvimento por meio de uma iniciativa internacional chamada REDD+ (Reduzir as Emissões do Desmatamento e da Degradação florestal, desenvolvida pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima). Todas as emissões da marca a partir de 2018 foram medidas e compensadas, e atualmente a grife rastreia suas emissões de 2019, que serão totalizadas e compensadas no próximo ano. 

“É uma estratégia clara para garantir que nos responsabilizamos por nossas emissões de GEE, e agimos para evitá-las, reduzi-las e restaurá-las, e então compensar as inevitáveis”, disse Marco Bizzarri, presidente e CEO da Gucci.

Outra marca que recentemente deu um grande passo em relação à neutralidade foi a Gabriela Hearst, que apresentou o primeiro desfile carbon neutral durante a semana de moda de Nova York. Entre as iniciativas da estilista está a doação de todos os custos de energia associados com a produção da apresentação para o Projeto Hifadhi-Livelihoods, no Quênia. Eles trabalham para trocar os fogões de famílias de Embu e Tharaka Nithi, províncias do país, por opções modernas e eficientes, reduzindo o uso de madeira e os vapores nocivos proveniente de fogões antigos para cozinhar.

Nós, da Condé Nast, também estamos fazendo a nossa parte: Desde agosto passado, todas as revista da casa (Vogue, Glamour, GQ e Casa Vogue) passaram a ser carbon neutral. No projeto em parceria com o Laces and Hair, conseguimos neutralizar mensalmente nossa pegada de carbono (21 toneladas) ao replantarmos 35 árvores por mês.

Gabriela Hearst foi a primeira marca a fazer um desfile carbon neutral (Foto: ImaxTree)

Em 2011, a Puma foi a primeira marca a implementar o EP&L (The Environmental Profit & Lost/Lucros e Perdas Ambientais), que mede as emissões de carbono, o consumo de água, a poluição do ar e da água, o uso da terra e a produção de resíduos. Uma declaração de lucros e perdas ambientais resume o custo em relação a esses impactos. No mercado do luxo, a Gucci foi uma das pioneiras a ter o EP&L e a partir do parâmetro de 2015 criou metas de sustentabilidade para 2025, incluindo o objetivo de reduzir as emissões de GEE em 50%.

E as ações não param por aí: recentemente, a indústria da moda se uniu pela sustentabilidade com o Fashion Pact, um conjunto de objetivos que podem ser adotados a fim de reduzir seu impacto ambiental apresentados na cúpula do G7. A iniciativa foi liderada por François Henri Pinault, CEO da Kering, que recebeu a missão do presidente francês Emmanuel Macron de reunir os principais players do mercado para assinar o pacto, que foi aderido pela própria Gucci e a Puma a ainda outras gigantes como Chanel e Prada.