Leia Sfez nos mostra seu apartamento francês chique e atemporal | Une Fille Un Style | Vogue Paris

Mãe de dois (e em breve terá três), Leia Sfez convidou a Vogue Paris em seu chique e atemporal apartamento parisiense para dar uma olhada mais de perto nas roupas e objetos que decoram sua vida. Uma mulher de convicção, seu estilo independente combina com sua filosofia, misturando elegância parisiense e irreverência, de sua bolsa Loewe favorita à sua poltrona Pierre Paulin, mesa de madeira Habitat, cadeiras Marcel Breuer e vasos Anissa Kermiche.

Journalist – Eugénie Trochu
Producer – Mathias Holst
Director of Photography – Etienne Baussan
Editor – Sofiana Pubill
Hair & Makeup – Sergio Villafane
Editor-in-Chief – Jennifer Neyt

Lenny Kravitz fala sobre novo livro ‘Let Love Rule’, Prince e Michael Jackson | NoFilterWith Naomi

Rockstar, ícone de estilo, e meu amado irmão Lenny Kravitz se juntou a mim esta semana no #NoFilterWithNaomi. Falamos sobre sua incrível carreira como músico, saindo com Prince e Michael Jackson no estúdio e seu novo livro ‘Let Love Rule’.

This is No Filter with Naomi, uma série semanal com os mais conhecidos inovadores no espaço da moda, beleza e entretenimento.

Modelo Giulia Dias diz que ama suas cicatrizes: ‘Representam minha história e como sou forte’

Aos 9 anos, new face sofreu um acidente de trânsito

Giulia Dias Foto: Junior Becker

Nova aposta da Way Model, a mesma agência que cuida dos interesses de Alessandra Ambrosio e Carol Trentini, a curitibana Giulia Dias mostra que a beleza não é uma via de mão única. Em 2007, quando tinha apenas 7 anos, a modelo sofreu um acidente de trânsito que deixou marcas em seu corpo.

“Eu estava me mudando de Curitiba para Florianópolis, onde vivo hoje. Estava no carro com minha avó, que dirigia, minha irmã mais velha e meu irmão mais novo”, começa a new face. “abdômen, entre outras coisas que todos à bordo sofreram. Tivemos muita sorte: um médico estava passando na rodovia e correu para nos ajudar. Agradeço muito ao Dr. Alvarez e sua família.”

Giulia Dias Foto: Junior Becker
Giulia Dias Foto: Junior Becker

Aos 22 anos, Giulia diz que ama as cicatrizes. “Nunca as deixei me abalarem, muito menos os comentários que ouvi sobre elas. Representam minha história e como sou forte”, diz. “São marcas que me fazem relembrar o nosso propósito de vida. Eu amo as minhas cicatrizes e o que elas representam.”

Giulia Dias Foto: Junior Becker
Giulia Dias Foto: Junior Becker

AJ Tracey: In The Bag | Episode 32 | British Vogue

“Minha bolsa diz que estou voando, sou jovem e aprecio moda”, diz o rapper de “Ladbroke Grove” e viciado em Louis Vuitton AJ Tracey, que esvaziou o conteúdo de sua mochila LV x Nigo para o episódio 33 de British Série In The Bag da Vogue. Além de seus óculos de sol Vuitton, porta-relógio e loção pós-barba, Tracey tira alguns itens essenciais inesperados do dia a dia: doces gelados de gelo; um pelúcia verde em forma de alienígena e o spray corporal Lynx Leather & Cookies. Assista ao vídeo para ver o que mais está na mochila de AJ Tracey.

Gabrielle Chanel and Literature — Inside CHANEL

Gabrielle Chanel era apaixonada por literatura e a empregou, como criadora, como uma leitora ávida, como uma patrona, para enriquecer sua visão de mundo e cimentar seu legado.
Veja a história neste último episódio de Inside CHANEL, Gabrielle Chanel e Literature.

Watch: Film Noirs presented by IN THE BLK

Outubro marca o Mês da História Negra na Europa. Geralmente é uma maneira de lembrar pessoas e eventos importantes na história da diáspora africana, mas a história ainda está em formação. Embora a Paris Fashion Week possa estar encerrando esta temporada, o Film Noirs celebra os designers e criativos negros e fala em solidariedade e independência dentro da comunidade negra. Em seu apoio a IN THE BLK, a Fédération de la Haute Couture et de la Mode lançou FILM NOIRS, a plataforma online oficial do PFW.

Apresentado por IN THE BLK, um coletivo de criativos negros na indústria da moda que se dedicam a criar e expandir espaços para colegas designers negros, FILM NOIRS é uma série de filmes em cinco partes do mundo todo. Criados em parceria com a Equator Productions, os cinco curtas-metragens são dirigidos por Ademola Faloma, Anthony Prince Leslie, Elisha Smith-Leverock, Numa Perrier e Sean Frank, figurinos liderados por Ade Samuel e Memsor Kamarake, e apresentam coleções dos seguintes Black designers: ASHYA, Bien Abyé, Fanmon, Fe Noel, House of Aama, Khiry, Off-White, Orange Culture, Sergio Hudson, Sewit Sium, Stella Jean e mais.

A IN THE BLK foi fundada e liderada pelo designer haitiano-americano, Victor Glemaud. Os membros do coletivo vêm de nações ao redor do mundo, incluindo Estados Unidos, Nigéria, Itália, África do Sul, França, Senegal, Etiópia, Gana e muito mais e compõem uma extensa lista de designers renomados, incluindo: Aliétte NY, ASHYA, Awa Meité , Bantu Wax, Bien Abyé, Christie Brown, Daily Paper, Fanm Mon, Fe Noel, House of Aama, Kenneth Ize, Khiry, Lem Lem, LoveOhLou, Loza Maléombho, Lukhanyo Mdingi, Maki Oh, Marty Moto, Maxhosa de Laduma, OffWhite , Cultura Orange, Rich Mnisi, Romeo Hunte, Tongoro, San Sovino 6, Selly Raby Kane, Sergio Hudson, Sewit Sium, Shekudo, Stella Jean, Studio 189, Thebe Magugu, THIRD CROWN, Tokyo James e Zashadu.

CREDITS
Overall Costume Designers: Ade Samuel and Memsor Kamarake
Live Stream Editor: Jacob Robbins
Rejoice Resist A film by Elisha Smith-Leverock – London, UK
Rebel Seed A film by Sean Frank – New York, USA
We Do A film by Numa Perrier– Los Angeles, USA
Identity A film by Ademola Faloma – Lagos, Nigeria
A film by Anthony Prince Leslie – New York, USA
Special thanks to Instagram, Fédération de la Haute Couture et de la Mode, Alaska—Alaska, The Chamber Group, Beyond 8, Julie Gilhart and Ademusoyo Awosika-Olumo, Creatic Venture.

Estilistas negros comemoram popularização e apoio a peças com estampas africanas

Empresas de moda de empresários negros produzem roupas inspiradas em padrões africanos. O que acontece quanto, inevitavelmente, todo mundo começa a comprar as peças?
Shira Telushkin, The New York Times – Life/Style

A recente manifestação de apoio a empresas de propriedade de negros chamou a atenção para marcas de moda que trabalham com estampas africanas. As marcas, muitas delas fundadas por designers da África Ocidental que vivem nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, estão transformando os padrões tradicionais de tecidos da África Ocidental em silhuetas americanas contemporâneas.

Nicolette Orji, também conhecida como Nikki Billie Jean, fundadora do blog All Things Ankara e também designer, está  otimista. “Qualquer pessoa que esteja vendendo qualquer coisa on-line agora está sentindo esse apoio, e é incrível – ainda que meio atrasado.”

Embora o maior mercado para a maioria desses designers sejam os negros nascidos e criados nos Estados Unidos, o sucesso neste ano também trouxe novos compradores. “Quando eu lancei minhas máscaras pela primeira vez, uma das minhas amigas brancas me mandou uma mensagem dizendo, ‘Posso comprar isso ou seria uma má ideia?’”, disse Maya Lake, fundadora da Boxing Kitten, a marca que costuma ser creditada como uma das primeiras a colocar os tecidos com estampas associadas à Áfricano radar da moda americana.

“Eu disse que ela deveria comprar. Quero dizer, especialmente agora se você quiser apoiar negócios cujos proprietários são negros. Eu acho que está tudo bem”. Mas, disse Maya, há uma distinção importante entre compradores não-negros que usam seu dinheiro para apoiar designers negros e designers não-negros que usam estampas associadas à África para ganhar dinheiro para si mesmos. “Como negra americana, identifico-me com o tecido de uma maneira diferente”, disse ela.

“Se alguém não tem uma conexão pessoal, culturalmente, com o tecido, isso não é legal”, disse ela, referindo-se a grifes como Stella McCartney, que recebeu críticas por usar estampas africanas. “Apenas ir a um lugar e estudar algo não significa que você pode cooptá-lo para ganhar dinheiro.”

A distinção entre compradores e designers é importante para muitos no setor. “Gostaria de ver estampas africanas em todos os lugares”, disse Yetunde Olukoya, uma estilista nigeriana que se mudou para os Estados Unidos com o marido quando ela tinha 26 anos. “Desde que seja feita na África e valorize as pessoas que realmente tornaram essa moda popular, então eu adoraria vê-la usada em todo o mundo”.

A Ray Darten, marca que ela fundou e começou a vender em sua sala de estar em 2016 com 160 peças que costurou à mão, agora emprega mais de 100 trabalhadores na Nigéria. Para Yetunde, as roupas com estampas africanas vão contra as narrativas que muitas vezes associam grande parte da África à pobreza e às doenças.

“Os americanos precisam aprender que há coisas bonitas que saem daqui”, disse ela. Yetunde estima que cerca de 80% de sua base de clientes seja afro-americana. Para Addie, que se mudou da Nigériapara os Estados Unidosainda criança, é importante que qualquer estilista que popularize a estampa africana seja de ascendência africana. “Caso contrário, pareceria que teríamos que esperar por outra raça para usar isso antes que o mundo pudesse considerá-lo popular”, disse ela.

Nicolette, do All Things Ankara, viu um aumento acentuado de compradores brancos em seu site em julho, uma tendência que ela acolhe. Ela publica fotografias de modelos que não são negros com estampas africanas. “Se quisermos que essas estampas se popularizem, precisamos que mais pessoas as usem”, disse ela.

Parte do que está impulsionando a conversa atual é que, embora os designers africanos vejam a estampa africana como uma forma de divulgar sua cultura, eles a estão vendendo em um país que tem sua própria história e relação com esses tecidos. Muitas pessoas nos Estados Unidos – de todas as cores – cresceram associando roupas com estampas africanas com expressões de orgulho negro, com base em sua popularidade durante a era dos direitos civis e seu uso no movimento Black Power como uma forma de mostrar solidariedade e conexão com a herança africana de alguém.

Eles veem a moda não como uma forma de divulgar a cultura africana, mas de recuperá-la. “A primeira vez que um cliente chorou em um dos meus stands em uma feira, não sabia o que fazer”, disse Yetunde, da Ray Darten. “Mas quando ela começou a me explicar como se sentia, comecei a chorar também. Sou nigeriana, sei de onde venho e não consigo imaginar como seria se não soubesse de onde venho. Não se trata apenas das roupas nas prateleiras. É sobre estar confiante nelas e na cultura”.

Outros designers veem sua herança africana como um ponto de partida a partir do qual podem trazer algo novo para o cenário da moda global. “Enquanto estava de férias, parecendo básica porque não tinha mais nada para vestir, decidi começar a buscar maiôs”, disse Buki Ade em relação ao motivo que a fez fundar a Bfyne, uma empresa de moda praia conhecida por seu uso inovador de alças, mangas e estampas inspiradas por sua herança nigeriana.

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Suva swimsuit

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“Nesses designs, você pode entrar na sala e não precisa dizer uma palavra porque sua roupa já lhe apresentou”, disse ela. “É um estilo”. Os últimos meses trouxeram mais atenção, incluindo de revistas como Allure e Elle, que ela acredita que não teriam conhecido sua marca se não fosse por um maior reconhecimento aos designers negros. Ela é grata pela atenção, mas acha difícil pensar a respeito da razão pela qual tantos designers negros de repente estão recebendo os holofotes.

Scot Brown, professor da UCLA e historiador de movimentos sociais e da cultura popular afro-americana, não está preocupado se a estampa africana perderá seu significado para a comunidade afro-americana caso se torne popular. Embora ame seus blazers D’iyanu, ele vê o uso inovador desta estampa para roupas de negócios ocidentais como outro sinal de que a moda africana evoluirá e se adaptará constantemente às novas circunstâncias.

“Quando algo se torna popular, sempre há algo novo acontecendo no underground”, disse Brown, acrescentando que as expressões de orgulho negro irão simplesmente evoluir e assumir novas formas. “O estilo africano é um conjunto de criatividade tão vasto, quase infinito, que você não precisa se preocupar em ficar sem gás criativo.” / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

Michelle e Barack Obama completam 28 anos de casamento e pedem que americanos votem

Há anos, o casal faz campanha durante as eleições para incentivar a população a se registrar como votante, uma vez que o voto não é obrigatório nos Estados Unidos
LUDIMILA HONORATO – O ESTADO DE S.PAULO

Michelle e Barack Obama se casaram em 1992. Foto: Lim Huey Teng/Reuters

Michelle Barack Obama completaram 28 anos de casamento neste sábado, 3, e ao compartilharem mensagem de amor e carinho em rede social, eles fizeram um pedido: que os americanos se registrem para votar nas eleições presidenciais nos Estados Unidos. Há anos, o casal faz campanha durante o período eleitoral para encorajar a população do país, onde o voto não é obrigatório.

“28 anos com esse aqui. Eu amo Barack pelo seu sorriso, seu caráter e sua compaixão. Tão grata por tê-lo como parceiro em meio a tudo que a vida atirou contra nós. E este ano, nós temos um pedido para vocês: escolha uma pessoa na sua vida que pode não votar e garanta que ela vai (…) Essa é uma mensagem de aniversário do melhor tipo. Amo você, Barack”, escreveu Michelle ao publicar uma foto dos dois.

O ex-presidente dos EUA também compartilhou uma foto do casal e fez o mesmo apelo. “Mesmo com tudo que está acontecendo, eu queria tirar um momento para dizer feliz aniversário para o amor da minha vida. Cada dia com Michelle me faz um marido melhor, um pai melhor e um ser humano melhor. Este ano, enquanto apreciamos todos os seus votos de felicidade, o que realmente adoraríamos é que cada um de vocês estenda a mão para uma pessoa em sua vida que pode não votar. Ajude-as a se registrarem. Ajude-as a fazer um plano para votar”, disse Obama.

Uma vez que o voto não é obrigatório no país, quem deseja exercer esse ato precisa se registrar como votante. A carreira de Barack Obama é marcada pela atuação nas comunidades, incentivando as pessoas a fazerem o registro e votar. Antes mesmo de ser senador e presidente dos EUA, ele participava do Projeto VOTE!, que em 1992 tinha a meta de “registrar novos eleitores de Illinois a um ritmo alucinante de 10 mil pessoas por semana”, conta Michelle no livro de memórias Minha História.

Como Michelle e Barack se conheceram

Antes de se tornar uma Obama, Michelle era Robinson e trabalhava como advogada associada júnior em um escritório de advocacia em Chicago, o Sidley & Austin. Ela foi designada para ser mentora de um jovem Barack, estudante do primeiro ano de direito, que passaria uma temporada de verão no local.

Na autobiografia, Michelle conta que ele chegou atrasado no primeiro dia, atitude que a deixava “louca”, como descreve, pois “considerava sinal de pura arrogância”. O histórico estudantil de Barack era exemplar, mas a advogada “estava cética”.

“Somente depois de mais de dez minutos que ele chegou à recepção do nosso andar, saí para encontrá-lo sentado em um sofá – o tal Barack Obama, vestindo um terno escuro ainda um pouco úmido pela chuva. Ele sorriu timidamente e pediu desculpas pelo atraso quando apertou minha mão. Tinha um sorriso largo e era mais alto e magro do que eu imaginava – um homem que claramente não era de comer muito e também parecia não ter o costume de usar roupas formais”, ela relata no livro.

Os dois eram os poucos, talvez os únicos, afro-americanos no escritório e, para Michelle, seria estranho que os dois se envolvessem amorosamente, porque traria muitos estereótipos. Além disso, um era o oposto do outro, até mesmo pela criação que cada um teve: enquanto ela vinha de uma família estruturada, ele cresceu sem a presença do pai, teve um padrasto, morou com os avós e passou por diferentes países. Enquanto ela tinha um espírito mais contido, ele era aventureiro.

Apesar das diferentes visões de mundo, inclusive sobre casamento – Michelle achava importante, mas Barack não via necessidade, os dois começaram a namorar, se casaram em 1992 e tiveram duas filhas, Malia e Sasha. A convivência fez com que eles aprendessem a lidar com as diferenças, mas não de forma romantizada. Em um momento da vida deles, chagaram a consultar um terapeuta de casal. Atualmente, os dois atuam em diferentes projetos e valorizam o poder das relações pessoais e das comunidades.

Estrelada por Lily Collins, Emily in Paris é a série fashionista que vai te conquistar

No papel de uma americana em busca de seu lugar ao sol na Cidade Luz, Lily Collins cativa em “Emily in Paris”, nova série idealizada por Darren Star, o mesmo de Sex and the City – Vogue conversou com exclusividade com os dois talentos
LAÍS FRANKLIN (@LAISFRANKLIN)

Lily Collins, fotografada via FaceTime, usa vestido Valentino, sapato Saint Laurent e joias Walters Faith (Foto: Julia Lego)

Figurino impactante, trama de comédia bem amarrada e todo o charme parisiense. Esse é o combo que promete fazer sucesso em Emily in Paris, série com estreia marcada para o dia 2 deste mês na Netflix. Criada por Darren Star, idealizador de Sex and the City (1998 -2004), o figurino é assinado pela icônica Patricia Field, stylist responsável tanto pelos looks de SATC quanto pelos de O Diabo Veste Prada (2006).

Lily Collins (Foto: Julia Lego)
Lily Collins, fotografada via FaceTime, usa vestido Valentino, sapato Saint Laurent e joias Walters Faith (Foto: Julia Lego)

A nova protagonista que promete arrancar suspiros dos fashionistas de plantão, como fez há duas décadas a Carrie de Sarah Jessica Parker, é a determinada executiva de marketing Emily Cooper, interpretada pela britânica Lily Collins, que, além de protagonista, faz sua estreia como produtora. “Assim que li o roteiro, já percebi que queria fazer parte deste projeto, e não só em frente às câmeras”, relembra Lily, em entrevista à Vogue via Zoom.

EMILY IN PARIS (L to R) LILY COLLINS as EMILY in episode 105 of EMILY IN PARIS. Cr. CAROLE BETHUEL/NETFLIX © 2020 (Foto: CAROLE BETHUEL/NETFLIX)
Cena de Emily in Paris (Foto: CAROLE BETHUEL/NETFLIX)

A jornada de Emily começa quando, ao ser transferida inesperadamente de Chicago para a unidade francesa da agência em que trabalha, a jovem precisa lidar com a barreira linguística, ganhar a afeição de colegas que não aceitam tão bem suas ideias disruptivas de redes sociais para marcas de luxo e, principalmente, se adaptar ao contraste cultural diário entre o minimalismo europeu blasé e o american way of life – tema central da série. “Emily é genuinamente positiva e procura ver o lado bom das pessoas. Uma mulher que não tem medo de ser quem é, mesmo quando a taxam como óbvia demais por seu entusiasmo e roupas chamativas”, define a atriz. 

Lily Collins (Foto: Julia Lego)
Lily Collins (Foto: Julia Lego)

Ela confessa que se divertiu ao esconder o domínio da língua francesa para interpretar a americana que chega a Paris disparando um francês macarrônico em jantares, vernissages, e se atrapalhando inteira com as diferenças culturais, como o uso de quilômetros e não milhas, o sistema de horas europeu (que conta de 0h a 24h e não utiliza a.m. e p.m.), e por aí vai. “Se SATC entregava uma visão feminina honesta sobre relacionamentos, aqui mergulhamos nos desafios de uma mulher que vai morar sozinha no estrangeiro”, defende Darren Star, por telefone, comentando a comparação que já ferve nas redes.

Sobre a semelhança inegável no quesito fashion, Lily, que em média troca de look seis vezes a cada episódio de 30 minutos – ou seja, a cada cinco minutos, vemos um novo visual (que vai de um implacável vestido preto mídi Christian Siriano a alegres saias de tule – uma intencional homenagem da figurinista ao vestido que Carrie usou no episódio final de Sex and the City), completa: “A moda na série é um personagem em si. Patricia me encaminhava PDFs com looks, bolsas e sapatos, e eu circulava o que mais gostava. A sala de figurino parecia uma loja de doces”, brinca Lily, que, apesar de ter uma trajetória consolidada em sua terra natal, ainda é um rosto relativamente desconhecido no Brasil.

EMILY IN PARIS (L to R) WILLIAM ABADIE as ANTOINE, LILY COLLINS as EMILY, PHILIPPINE LEROY-BEAULIEU as SYLVIE and SAMUEL ARNOLD as LUKE in episode 110 of EMILY IN PARIS. Cr. CAROLE BETHUEL/NETFLIX  (Foto: CAROLE BETHUEL/NETFLIX)
Cena de Emily in Paris (Foto: CAROLE BETHUEL/NETFLIX)

Filha do cantor Phil Collins (dono de hinos oitentistas como “Easy Lover” e “One More Night”), fez sua estreia nas telonas como filha de Sandra Bullock no longa Um Sonho Possível (2009), e despontou na carreira com Espelho, Espelho Meu (2012), interpretando Branca de Neve neste spin-off do clássico de Walt Disney (filme que ganhou o Oscar de melhor figurino), e Simplesmente Acontece (2014), adaptação do best-seller homônimo da escritora irlandesa Cecelia Ahern.

EMILY IN PARIS (L to R) LILY COLLINS as EMILY in episode 103 of EMILY IN PARIS. Cr. COURTESY OF NETFLIX  (Foto: COURTESY OF NETFLIX)
Cena de Emily in Paris (Foto: CAROLE BETHUEL/NETFLIX)

A série também ganha pontos por debater questões de gênero, como machismo e objetificação do corpo feminino no ambiente corporativo. Em um determinado ponto da trama, por exemplo, a publicitária novata se opõe à campanha que sua agência criou, trazendo uma mulher nua rodeada por homens de terno com o pretexto de que ela estaria vestida apenas com perfume e, pior, que ser objeto de desejo seria, como declararia ao longo do comercial, o sonho dela.

“Emily In Paris é bem empoderadora nesse sentido. Foi ótimo poder levantar discussões necessárias como a do sexismo no trabalho”, avalia Lily, que, quando fala, transmite a mesma doçura e carisma cativantes de sua personagem. “A série te dá esse gostinho da liberdade de ir e vir, que está tão em falta nos tempos atuais. É sobre transportar as pessoas para um mundo de sonhos e lembrar de sorrir no caminho”, resume Lily.

EMILY IN PARIS (L to R) LILY COLLINS as EMILY in episode 106 of EMILY IN PARIS. Cr. CAROLE BETHUEL/NETFLIX  (Foto: CAROLE BETHUEL/NETFLIX)
Cena de Emily in Paris (Foto: CAROLE BETHUEL/NETFLIX)

Foto: Julia Lego;
Styling: Rob & Mariel;
Cabelo: Mara Roszak;
Maquiagem: Fiona Stiles
Foto: Divulgação / Netflix