Casey Legler: “a moda excluiu muitas comunidades marginalizadas”

Modelo e ex-atleta Olímpica que participa da nova campanha da Carrera fala sobre representatividade queer na moda.
Por Julia Mello

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 (Carrera/Divulgação)

A label de óculos Carrera decidiu resgatar suas origens de forma renovada em sua nova campanha, a “Drive Your Story.” A label convidou personagens para contarem suas reais histórias de vida — entre suas vitórias e perdas — e como elas se relacionaram com o desenvolvimento de seu propósito.

Casey Legler, ex-atleta olímpica e modelo, está presente por uma gama de motivos: além de lançar seu primeiro livro, “Godspeed”, que estará nas livrarias editado pela Simon and Schuster em julho, foi nadadora desde os 14 anos. Competiu nas olimpíadas, perdeu e ganhou. Descobriu que queria cada vez mais ser quem era e, por causa de seu estilo único, tornou-se a primeira modelo designada mulher no nascimento a ser contratada da Ford Models para fazer campanhas e desfiles de marcas masculinas. Sua representatividade e sua abertura sobre sua sexualidade e sua visão de gênero abriram portas para que Casey fosse uma forte voz de aceitação e liberdade dentro e fora da indústria.

Em entrevista exclusiva para a ELLE, Casey conta sua visão sobre a indústria, sobre seu trabalho e sobre a importância da nova campanha.

Em 2013 você escreveu um texto para o The Guardian no qual falava sobre a transformação da cultura queer em um produto ou em moeda de troca. Você acha que hoje, em 2018, o panorama mudou? Você pensa que o ativismo ainda está sendo usado pela mídia e pelas corporações para o lucro? 

Eu acho que sempre existe uma linha tênue ao entrarmos em espaços públicos com uma história sobre alguma diferença. Eu tomei decisões de levar minha história, que é sobre diferença, para espaços públicos e às vezes isso significa trabalhar com empresas abordando questões de gênero ou cultura queer. Definitivamente existem alguns exemplo de negócios que usam a cultura queer como moeda de troca, assim como outras identidade marginalizadas, e que não usam sua influência  e poder para contribuir com a mudança social e ir além de uma campanha… Isso me parece obter lucros sem investir na causa. Mas tenho que dizer que também vi exemplos de negócios e empresas que usaram sua presença para pressionar os direitos humanos, a proteção ao meio ambiente e a diversidade.

Por exemplo, trabalhar com a Carrera na campanha #driveyourstory foi uma experiência memorável para mim. A campanha chamou a minha atenção pois a ideia por trás dela tinha uma autenticidade crua, e contava histórias sobre falhas, vergonha e resiliência. Parte disso foi falar sobre cultura queer, mas muito disso também foi contar minha história com honestidade e ir além das minhas experiências com uma identidade queer… Me tratando como uma pessoa completa.

A mágica verdadeira de trabalhar com a Carrera é que com esse processo, a marca e sua empresa irmã, a Safilo, trabalharam com a minha equipe para inscrevê-la no “United Nations LGBTI Standards of Conduct for Business”, uma estrutura de políticas que faz com que as empresas se comprometem a ter códigos de respeitos aos direitos humanos em seu ambiente. Eu estava tão animada com esse processo porque trabalhar com a Carrera foi mais do que apenas contar minha história, também foi sobre a marca se comprometer com os princípios e ações que garantem que trabalhadores e acionistas que trabalham na Safilo tenham sua diversidade protegida. Eu não acho que negócios sejam a única solução para levar justiça social para comunidades queer — mas se feito com respeito e com consultoria eles podem ser parte de algo maior que contribui para as muitas soluções ao redor, e que tem potencial de fazer a vida dessas pessoas e das comunidades melhor.

O que você pensa sobre a cobertura da mídia e sobre a abordagem do fato de que você é modelo exclusiva de marcas masculinas? Você acha que a conversa sobre esse tópico deveria ir em qual direção?

É por isso que a cobertura da mídia sobre minha inclinação natural para usar roupas de “homem” me pareceu um pouco estranha, por fazerem algo que é normal parecer excepcional. Mas dito isso, tenho muitos amigos trans e que não se conformam com seu gênero, além de seus aliados, que falam comigo e me agradecem por eu ter tido espaço não me conformando com meu gênero, e por usar as roupas que eu gosto de usar.

Para alguns deles, minha visibilidade deu espaço para não conformar e para celebrar a diferença. Se a cobertura da mídia for suficiente para dar mais espaço para essas pessoas que não se conformam com a sociedade, acho ótimo. E também adoro ternos bonitos — então pra mim é super divertido! Eu espero que a mídia que vem por ai amplie a discussão sobre gênero e dê espaço para todos os lindos gêneros que vão além de “homem” ou “mulher” — para mim isso é uma parte maravilhosa de ser um humano!

Você acha que a moda foi historicamente mais inclusiva com pessoas queer? Você acha que pode ser um espaço no qual pessoas que não são dos gêneros designados podem se sentir mais à vontade? Foi esse o caso para você?

Eu acho que pessoas queer insistiram em quebrar barreiras em muitas indústrias, e a moda foi uma delas. Mas a moda, assim como todas as outras áreas, pode ser um lugar tanto de muita celebração da cultura queer ou um lugar de muita hostilidade e opressão. Historicamente a moda excluiu muitas comunidades marginalizadas — mulheres negras, pessoas com corpos diversos, pessoas que não se conformam com gênero, pessoas com habilidades diferentes e pessoas mais velhas. Mas as pessoas nessa comunidade e que tiveram essas experiências foram fortes o suficiente para lutar por sua liberdade de expressão e fizeram demandas para serem vistas por quem são e serem apreciadas e respeitadas por isso.

Existem muitas pessoas quebrando essas barreiras hoje em dia — como meus amigos no DapperQ em Nova York, ou meu amigo incrível que está tocando a Sovereign Collection na Austrália! Uma das coisas que eu mais gosto sobre ter crescido em comunidades queer é sua insistência na celebração e na beleza (em todas as suas formas), apesar das opressões. Eu acho que parte da nossa história queer é que a beleza criada e nutrida nas comunidades chamou a atenção e influenciou as indústrias da moda e do entretenimento. Por exemplo, “mulheres” vestindo roupas masculinas é mais antigo do que Joana D’Arc. A história recente inclui Marlene Dietrich, Grace Jones, Annie Lennox, Eileen Miles, Héloïse Letissier, Young MA e outras. Eu não sou a primeira e não serei a última e fico feliz com isso. Estou em ótima companhia. 

Infelizmente o Brasil é um dos países que tem as maiores estatísticas de mortes de pessoas LGBTI no mundo. Como você acha que sua imagem e outras representações podem ajudar jovens e outras pessoas a viverem melhor nesse mundo?

Pessoas morrem todos os dias por causa de sua orientação sexual real ou percebida ou sua identidade de gênero ou expressão. Uma morte já é muito. Jovens LGBTI também sofrem violência em todos os lugares — nenhum lugar está a salvo. Por exemplo, em minha própria cidade, Nova York, 40% da população sem moradia com menos de 25 anos de identifica como LGBTI. Eles não têm moradia porque suas casas e famílias não são seguras para eles.

O Brasil já percorreu um longo caminho ao reconhecer os direitos e a segurança das comunidades LGBTI. É verdade que o país ainda tem uma das maiores taxas documentadas de crimes de ódio contra a população LGBTI — mas é importante lembrar que é também um dos únicos países do mundo que coleta esses dados. Muitos países no mundo tem grandes números de crimes de ódio contra as pessoas LGBTI, mas a polícia ou o governo não enquadra essa violência pelo que ela é — ou pior, eles são uma parte do que perpetua a violência. O Brasil, assim como todos os países, têm um longo caminho, mas estão progredindo. Minha esposa trabalha em direitos humanos LGBTI nas Nações Unidas em Nova York, e o Brasil é um dos países com mais voz nesse espaço. Ele é parte do UN LGBTI Core Group, um grupo de países lutando por direitos humanos LGBTI no sistema das Nações Unidas — então isso é um começo!

É preciso ter esperança — esperança que conseguiremos seguir em frente de alguma forma. Então eu espero que minha imagem facilite a vida de jovens no mundo. Mas as nossas crianças precisam mais do que uma foto — isso só pode ser uma parte da solução. Elas precisam de aliados. Precisam de pessoas que cuidem delas no caminho de casa para a escola, ou em casas nas quais elas encontram violência por serem quem elas são. Precisamos de políticas, reformam legislativas e sociais para ter certeza que essas crianças tenham educação, assim toda sua força e beleza podem contribuir com o mundo. O mundo é um lugar melhor com eles. Eu quero que eles saibam que eles são amados e que ser diferente não é algo ruim — é parte do que faz o ser humano tão especial.

Para todos lendo essa entrevista e que verão sua campanha para a Carrera: você pode dar um conselho sobre como ser mais você mesma? 

Quando eu tentei ser algo além de mim mesma eu estava apenas vivendo meia vida. Estava vivendo com medo. É preciso coragem para ser quem você é e nem todo mundo vai gostar disso, mas o mundo precisa que assim você seja. Nos tornamos melhores como sociedade quando as pessoas vivem vidas autênticas. Eu me tornei mais honesta sobre quem eu sou com a idade e a experiência. Eu fiz isso com o apoio de pessoas boas ao meu redor — pessoas que me encorajaram a explorar e ser aberta sobre meus erros e aprender com eles. Me tornar quem eu sou hoje foi uma experiência de tentativas e erros e ver as “falhas” como uma parte central disso. Eu espero que eu nunca pare de ser aberta a me tornar mais quem eu sou — mesmo que o custo as vezes seja lidar com a intolerância de outras pessoas. Tem sido a melhor jornada da minha vida.

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George e Amal Clooney doam R$ 373 mil para ajudar crianças imigrantes

Casal ajudou ONG que defende os direitos dos menores de idade separados dos pais na fronteira dos Estados Unidos com o México

Actor and director George Clooney and his wife Amal pose during a red carpet event for the movie "Suburbicon" at the 74th Venice Film Festival in Venice, Italy
Actor and director George Clooney and his wife Amal 

Preocupados com a separação de crianças imigrantes de seus pais na fronteira dos Estados Unidos com o México, George Clooney e sua mulher, Amal, doaram 100 mil dólares (aproximadamente R$ 373 mil) para uma ONG que trabalha pelos direitos das crianças.

“Em algum ponto no futuro, nossas crianças vão nos perguntar ‘É verdade que nosso país realmente separou bebês de seus pais e os colocou em centros de detenção?’ E quando respondermos que sim, eles vão nos perguntar o que fizemos em relação a isso e como nos posicionamos”, falou o casal à revista Hollywood Reporter.

Diretora da ONG Young Center for Immigrant Children’s Rights, que receberá o aporte financeiro, Maria Woltjen chamou a política do governo de Donald Trump de “indecente” e “ilegal”. Ela agradeceu ao casal pela ajuda.

“Fazemos tudo para atuar em prol dessas crianças que são separadas [dos pais] e estão sozinhas. Somos muito gratos pela ajuda generosa de George e Amal, não poderia ser mais essencial do que agora”, falou Maria.

George e Amal ainda disseram que tomaram a iniciativa para defender as vítimas da política do presidente Donald Trump de tolerância zero com imigrantes ilegais, que são processados criminalmente e levados para casas de detenção. Enquanto isso, as crianças são mantidas em abrigos sob custódia do governo.

Nesta quarta-feira, 20, o presidente norte-americano disse a jornalistas que assinará uma ordem executiva para encerrar o processo de separação de crianças de seus pais e responsáveis. “Queremos manter as famílias juntas. É muito importante”, disse.

Adidas lança campanha contra a LGBTfobia em parceria com a Casa 1

Parte das vendas da coleção ‘Pride Pack’ será revertida para a ONG paulistana

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Coleção ‘Pride Pack’ já está à venda nas lojas da marca Foto: Anna Valentina/Divulgação

A adidas Originals se juntou à ONG Casa 1, que há dois anos acolhe LGBTs em situação de risco em São Paulo, para produzir uma campanha que celebra o mês do orgulho LGBT. As fotos, produzidas por colaboradores da organização, apresentam os itens da coleção Pride Pack, em que modelos clássicos da marca esportiva ganham tons do arco-íris e a frase “Love Unites” (“o amor une”, em tradução livre). Parte das vendas dos produtos será revertida para os projetos da Casa 1, que, além da moradia, oferece cursos e palestras para seus moradores.

Quem participa das imagens são os cantores Mateus Carrilho e Ana Gabriela, o publicitário Caio Baptista Antônio, o organizador da Gaymada Bruno Kawagoe, a DJ Ledah Martins e a apresentadora Ikaro Kadoshi.

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“Nossa militância é diária, seja através da música, arte ou cultura, mostramos para a sociedade o quanto é natural e como pertencemos aos mesmos lugares”, diz o cantor Mateus Carrilho Foto: Anna Valentina/Divulgação

“Para a Casa 1, contar com uma marca global como a adidas é fundamental para ampliar o projeto e promover as mudanças estruturais em que acreditamos. Nosso trabalho é mostrar para essas pessoas que, apesar do preconceito que sofreram, elas têm direitos”, explica Iran Giusti, idealizador do projeto que luta contra a LGBTfobia.

A linha Pride Pack, que reúne tênis, camiseta, pochete e jaqueta, já está disponível nas lojas da adidas Originals, em multimarcas e no e-commerce da marca.

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O publicitário Caio Baptista Antônio e a cantora Ana Gabriela Foto: Anna Valentina/Divulgação

Como Beyoncé usa a moda para sustentar a narrativa de ‘Apeshit’

Os detalhes do figurino do novo clipe da cantora em parceria com seu marido, Jay-Z
Anna Rombino – O Estado De S.Paulo

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Beyoncé e Jay-Z no clipe de ‘Apeshit’ Foto: Reprodução de cena de ‘Apeshit’

O mundo estava focado na Copa do Mundo, ou talvez preocupado com os problemas políticos e sociais, ou então as pessoas estavam apenas assistindo a uma série no Netflix na noite de sábado, 16. Então, foi uma surpresa para os fãs quando Beyoncé e Jay-Z, ou The Carters, como estão se chamando agora, lançaram um novo álbum, chamado Everything Is Love. A mesma estratégia de lançar um CD surpresa foi adotada pela cantora em 2013 para o Beyoncé e em 2016 com Lemonade, assim como pelo rapper em 2017 com o 4:44.

De quebra, eles também divulgaram o clipe da música Apeshit, gravado no Museu do Louvre, em Paris. O casal usa algumas das obras de arte, os dançarinos e os figurinos para completar a mensagem da música, que fala sobre empoderamento, sucesso e o mercado musical. Jay-Z, inclusive, alfineta o Superbowl e o Grammy, dizendo que não precisa deles.

O dois se colocam na frente da Monalisa, de Leonardo da Vinci, uma das mais famosas e importantes obras do mundo, se dando o mesmo nível de importância que o quadro. Após terem tornado bem pública a infedilidade do rapper e os problemas no relacionamento em músicas como Sorry, de Beyoncé, e Glory, do Jay-Z, agora tentam passar a imagem de que são um casal feliz e uma dupla parceira – e o fazem tanto na turnê On The Run II quanto no novo álbum. E a moda têm um papel importante nesta narrativa. Por isso, em todo o vídeo estão com looks coordenados. Em sua primeira aparição, se destacam os terninhos em tons pastel. O dela, um modelo de Peter Pilotto em rosa, cor que é associada à feminilidade, enquanto ele usa verde. Neste casal, ambos usam calças.

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O casal Carter em frente a escultura Vitória de Samotrácia Foto: Reprodução de cena de Apeshit

Na próxima cena, aparecem de mãos dadas na ponta de uma escadaria, com alguns dançarinos deitados sobre os degraus, mostrando autoridade. É inegável o poder do casal na indústria do entretenimento, representado com o cenário da estátua Vitória de Samotrácia, escultura da deusa da vitória Nice. Tudo isso simboliza a sua vitória no mercado musical e, como diz a letra, “não acredito que conseguimos, é por isso que somos gratos. Você já viu a plateia enlouquecer?”

Em uma das cenas mais impactantes, Beyoncé aparece com seis dançarinas, três de cada lado. Enquanto elas usam leggins e cropped nudes, a cantora está com brincos de diamante e um conjunto da Burberry com a estampa mais clássica da marca britânica. Não à toa, ela está posicionada bem à frente da rainha Josephine no quadro A Coroação de Napoleão (Jacques-Louis David, 1804). Não há dúvidas de quem é a verdadeira rainha.

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Beyoncé, de Burberry, ao centro de suas dançarinas Foto: Reprodução de cena de Apeshit

Em outros dois momentos, Beyoncé se mistura com as obras de arte. Quando aparece com um vestido em tom de mármore, bem estruturado e escultural, uma criação da estilista Alexis Mabille, ela aparece como uma versão moderna da deusa Nice.

Em outra cena, ela aparece vestida de Versace da cabeça aos pés, ao lado de Jay-Z, que está com um terno preto e joias douradas, na mesma pose da musa do quadro Portrait of a Negress, da artista Marie-Guillemine Benoist, feito em 1800, uma das primeiras pinturas em que um negro não aparece sendo retratado como um escravo – e uma das poucas obras do Louvre em que está retratada uma pessoa negra. Mas, enquanto a mulher do quadro está com modestas vestes brancas, a roupa da cantora é toda adornada com motivos barrocos dourados, vestuário luxuoso que mostra a ascensão da mulher negra.

Os Cartes têm muito a falar. E estão só começando.

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Beyoncé, de Versace dos pés à cabeça Foto: Reprodução de cena de Apeshit

Um giro pelo red carpet de Ocean’s 8 em Londres

O flme mais fashionista do ano continua rendendo os melhores tapetes vermelhos da temporada
Por Mariana Inbar

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O elenco de Oito Mulheres e um Segredo na pré-estreia do filme em Londres (Foto: Getty Images)

elenco de “Oito Mulheres e Um Segredo” continua fervendo os red carpets. Na quarta-feira (13.06) foi a vez de parte do elenco chegar a Londres para a pré-estreia do filme na cidade: Cate Blanchett impressionou de look Louis Vuitton recém-desfilado na passarela de Cruise 2019 da maison, Sarah Paulson mais uma vez deu carteirada de ícone de estilo dos tapetes vermelhos em um longo rosa Valentino, Rihanna apostou num look todo dourado de Poiret, enquanto Helena Bonham Carter preferiu o prateado dando sequência a seu favoritismo por longos Vivienne Westwood, Sandra Bullock preferiu um macacão de paetês Zuhair Murad e Mindy Kaling foi no clássico preto total em um longo de transparências discretas Alberta Ferretti.

O filme mais fashionista do ano continua rendendo os melhores tapetes vermelhos da temporada. Confira todos os looks abaixo.

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Cate Blanchett de Louis Vuitton na pré-estreia de Oito Mulheres e Um Segredo (Foto: Getty Images)
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Sarah Paulson de Valentino na pré-estreia de Oito Mulheres e Um Segredo (Foto: Getty Images)
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Sandra Bullock de Zuhair Murad na pré-estreia de Oito Mulheres e Um Segredo (Foto: Getty Images)
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Rihanna de Poiret na pré-estreia de Oito Mulheres e Um Segredo (Foto: Getty Images)
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Helena Bonham Carter de Vivienne Westwood na pré-estreia de Oito Mulheres e Um Segredo (Foto: Getty Images)
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Mindy Kaling de Alberta Ferretti na pré-estreia de Oito Mulheres e Um Segredo (Foto: Getty Images)

Rede de lojas de décor Ikea contrata Solange Knowles para atrair jovens antenados

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Solange Knowles assina parceria com a Ikea

A rede de lojas de móveis Ikea está de olho nos consumidores mais jovens, antenados e endinheirados, e vai tentar conquistá-los com a ajuda de Solange Knowles. Por meio de sua marca de lifestyle, a Saint Heron, a irmã de Beyoncé acaba de assinar um contrato com a gigante sueca para criar objetos de decoração e outros itens para a casa com sua assinatura.

Considerada um dos maiores nomes do segmento de arte performática, Solange também entende bastante de design e até se aventura na criação de boa parte dos figurinos que usa em suas apresentações e aparições públicas, inclusive o comentado modelito que usou para ir ao Gala do Met no início de maio.

Com uma base de fãs fieis que também curte tudo que é “artsy”, a artista é a parceira criativa perfeita para a Ikea, que pretende se tornar mais pop e no ano passado chegou a ser “homenageada” pela Balenciaga – a maison lançou uma versão que custa mais de US$ 2 mil (R$ 7,4 mil) das sacolas de compra que a varejista vende em suas lojas por US$ 0,99 (R$ 3,67).

Não se trata, no entanto, de um mero capricho: pesquisas indicam que os “millennials” (pessoas que nasceram entre os anos 1980 e o começo dos 2000) representarão 45% dos consumidores de artigos de luxo já a partir de 2025, e a Ikea quer desde já associar seus produtos a eles. [Anderson Antunes]

Kate Middleton usa vestido de R$ 198 e peça esgota em poucas horas

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Kate Middleton e o vestido da Zara que ela usou || Créditos: Getty Images/Reprodução

Meghan Markle certamente está dominando o noticiário sobre “royals”, mas isso não afetou em nada o toque de Midas de Kate Middleton. Ícone de estilo e elegância no mundo todo, a duquesa de Cambridge escolheu um “summer dress” da Zara para usar em um campeonato de pólo beneficente que rolou neste domingo em Tetbury, na região central da Inglaterra.

Ideal para a ocasião especial porém sem muitas formalidades – batizado Maserati Royal Charity Polo Trophy, o evento é patrocinado pela montadora de carros de luxo italiana em prol de um hospital de câncer de lá e teve o príncipe William, marido de Kate, entre os competidores -, o vestido está fazendo o maior sucesso entre as plebeias.

O preço? Meros £ 40 (R$ 198), e em algumas lojas britânicas da rede de fast-fashion espanhola o modelito já está esgotado. Em tempo: de acordo com estimativas, o “Efeito Kate” gera receitas anuais da ordem de £ 152 milhões (R$ 753,6 milhões) no Reino Unido desde que ela se tornou uma Windsor, em 2011. Influencer! [Anderson Antunes]