Gabrielle Union sobre assumir o controle da narrativa e de seu parceiro Dwyane Wade| No Filter with Naomi

A atriz, ativista, autora e empresária Gabrielle Union se junta a Naomi esta semana no #NoFilterWithNaomi. Falando sobre o lento progresso na indústria do entretenimento, usando sua plataforma para ajudar as pessoas e sua linda família com Dwyane Wade.

This is No Filter with Naomi, uma série semanal com os mais conhecidos inovadores no espaço da moda, beleza e entretenimento.

24 Hours With Cindy Crawford | Vogue

Um dia na vida da supermodelo Cindy Crawford inclui malhar, almoçar com Helena Christensen e iluminar o Empire State Building.

Director: Max Bartick
Director of Photography: Alex Levin
Producer: Gabrielle Reich
Editor: Mark Pizzi
Shot at Balthazar & Baccarat Hotel

Gisele Bündchen compartilha experiência com ‘ataques de pânico’ no setembro amarelo

Família e técnicas de meditação ajudaram a top

Gisele dividiu experiências com seguidores Foto: Instagram

Dentro da campanha Setembro Amarelo, que busca prevenir problemas de saúde mental e o suicídio, a top Gisele Bündchen compartilhou sua própria experiência com ataques de pânico. A modelo fez um post pessoal em seu Instagram, nesta quarta-feira, incentivando seus seguidores a buscarem ajuda em casos de ansiedade e contando sua própria história.

“Lidar com meus ataques de pânico foi desafiador para mim e procurei ajuda. Em momentos como este, a família, amigos e especialistas podem ajudar, assim como também as técnicas de respiração e meditação. O mais importante é sair da inércia e buscar alternativas”, escreveu.

Gisele também destacou que às vezes é preciso um “empurrãozinho” para buscarmos ajuda em relaçao aos problemas de ansiedade. “Por experiência própria, aprendi que nada é permanente. Às vezes, esse simples lembrete de que os sentimentos ruins irão eventualmente passar pode funcionar como um farol de esperança”, disse a top, em uma foto abraçada a seu cachorro.

Kate Hudson fala sobre ser mulher em Hollywood e o fim da era das estrelas do cinema | Sem filtro com Naomi

A atriz, empresária e querida amiga Kate Hudson se juntou a mim esta semana no #NoFilterWithNaomi. Falamos sobre como as mulheres são tratadas em Hollywood, a ideia da estrela de cinema ter acabado e todos os seus empreendimentos comerciais, de Fabletics a King St. Vodka e In Bloom.

Gucci Décor: Souvenir de Roma

Nossos espaços privados nos definem de muitas maneiras, e a maneira que escolhemos para decorá-los diz muito sobre nossa essência e nossa personalidade. Gucci Décor, a coleção distinta, imaginativa e alegre de móveis, utensílios de cozinha e elementos decorativos da Casa, foi especialmente pensada para nos oferecer a possibilidade de decorar nossos próprios espaços de forma sofisticada, criativa e moderna.

A coleção Gucci Décor incorpora vários motivos da casa e reflete a estética eclética e romântica de seu diretor criativo, Alessandro Michele. O resultado é uma combinação exuberante de cores, estampas e designs acompanhados por elementos textuais e múltiplas referências ao léxico de Gucci de padrões requintados, muitas vezes evocando flores e criaturas selvagens. Não há regras aqui. A Gucci nos fornece os ingredientes para projetar e personalizar nossos espaços.

“Souvenir from Rome” é uma referência à bela e ostentosa decoração em mármore presente nos corredores dos Museus Capitolinos de Roma, que sediaram o desfile House’s Cruise 2020, essas peças são caracterizadas pelo mesmo design utilizado nos convites para o evento.

JACQUEMUS lança segundo livro: “IMAGENS”

“I have 85 041 photos and 22 739 videos on my phone. Here are a few of my favorite ones.” — Simon Porte Jacquemus

Depois de “MARSEILLE JE T’AIME“, JACQUEMUS publica um segundo livro intitulado “IMAGENS“, que reúne fotos tiradas por Simon Porte Jacquemus com seu iPhone, desde 2010. Das 85 041 fotos em seu telefone, o designer selecionou 321. No trabalho, com a família, com os amigos, enquanto viajando, essas imagens evocam uma poesia crua, no momento, intocada.

Available HERE!

Patricia Bright: In The Bag | Episode 29 | British Vogue

A bolsa do “dia-a-dia” da vlogger superstar Patricia Bright é uma enorme Chanel acolchoada, e a razão para o tamanho logo fica clara quando ela leva a Vogue britânica por seus fundamentos do dia-a-dia na última edição da série In The Bag. Uma bomba tira leite Elvie (ela acabou de dar à luz seu segundo filho) é rapidamente seguida por um carregador de telefone portátil, uma agenda pesada, um laptop, uma câmera e um dongle – e isso sem levar em conta os lanches. Claro, a influenciadora de beleza também mantém espaço para seus fundamentos de maquiagem, incluindo uma bomba Fenty Gloss e um espelho iluminado, “para que eu possa ver a batida de perto e pessoal”. Assista ao vídeo para ver o que mais tem na bolsa de Patricia Bright.

Concurso ‘The Look of the Year’ que revelou Gisele Bündchen terá versão totalmente online

Liliana Gomes, à frente de ‘The Look of the Year’, conta histórias de outras edições e acredita que hoje é preciso personalidade para se destacar
Mariana Coutinho

Gisele em sua edição de The Look of The Year Foto: Divulgação

O concurso que revelou Gisele Bündchen ao mundo será promovido este ano de maneira 100% digital. E isso inclui o desfile das finalistas e a plateia de jurados, que estarão atentos nas “fileiras A” de uma videoconferência. “The Look of the Year” teve que mudar  por conta da pandemia, mas o formato online pode ser ainda mais democrático, acredita Liliana Gomes, diretora da JOY Model, à frente do concurso.

Organizando a competição desde os anos 90, quando ela era promovida pela extinta agência Elite no Brasil, Liliana viu despontarem estrelas como Ana Beatriz Barros, Fernanda Tavares, Isabeli Fontana, Raica de Oliveira e Carol Ribeiro. Agora, ela diz que além da beleza, conta muito a personalidade e os valores das modelos.

Com cerca de 20 mil inscrições anuais, o concurso espera receber ainda mais interessadas com a versão online. Nos anos anteriores, o evento era realizado em São Paulo e muitas candidatas pelo Brasil tinham dificuldades para fazer o deslocamento. “O formato digital é mais acessível”, destaca Liliana.As inscrições estarão abertas a partir de 21 de Agosto, até 15 de Novembro, pelo site do concurso. A final nacional do evento será em 8 de dezembro.

Em conversa com Ela Digital, a empresária conta histórias de outros concursos, os primeiros passos de modelos famosas e fala sobre sua aposta na diversidade. Confira a seguir:

Acha que o The Look of The Year ser todo online vai abrir possibilidade para pessoas que antes não teriam como participar do concurso?

O online é muito mais democrático do que o evento presencial. Ele facilita, reduz custos, aproxima e permite que, do conforto da sua casa, você possa ser avaliada, com toda a segurança e respeitando o distanciamento social, sendo introduzida em um universo antes tão distante.Seguramente, vai ajudar muitas candidatas. Durante a pandemia, intensificamos ainda mais o expertise do scouting online.Como é um novo formato, obviamente terá seus desafios para podermos fazer todo processo de busca e preparação de candidatos, além da avaliação do júri via Internet, mas estamos nos adaptando a uma nova realidade e buscando formas alternativas e criativas. Estou muito ansiosa para ver o resultado. Vamos usar bastante as lives para orientar modelos, scouters e pais, a comunicação via rede social e as vídeo-chamadas para avaliação individual das modelos. É um novo formato, muito direto e acessível.

Liliana Gomes está à frente do concurso 'The Look of the Year' Foto: Henrique Schiefferdecker
Liliana Gomes está à frente do concurso ‘The Look of the Year’ Foto: Henrique Schiefferdecker

Você revelou modelos como Gisele Bündchen, Isabeli Fontana, Fernanda Tavares, Ana Beatriz Barros e Lais Ribeiro. Como as conheceu?

Vi a Gisele em um casting no Shopping Eldorado. Fomos ali para ver cerca de 50 modelos e gostamos muito dela. Os candidatos todos iriam depois para o Playcenter, mas convidamos Gisele a ir até a agência onde eu trabalhava na ocasião, ao invés de ir para o parque de diversões, e ela aceitou. Depois disso, participou do The Look of The Year, que aconteceu seis meses depois, em 1994. Obviamente nós não sabíamos que Gisele se tonaria a Gisele. Naquele momento, só sabíamos que ela era promissora, bela, com potencial e personalidade.

A Fernanda Tavares eu vi em um concurso em Natal, em 1994. Fui à uma seleção na cidade e, à tarde, a mãe de Fernanda me procurou no meu hotel, para que eu visse sua filha. Selecionamos ela para participar do evento e ela acabou chegando até a final nacional. Um fato importante a saber é que nem Fernanda e nem Gisele ganharam o concurso naquele ano, e de qualquer forma construíram carreiras brilhantes.

Isabeli Fontana se inscreveu no The Look of The Year em 1996. A ficha dela chegou pelos Correios, quando estávamos indo para o aeroporto, para a seletiva de Curitiba. Ela nos encontrou no evento com sua família, ensaiou para desfilar e foi aprovada. Acabou ganhando o 3º lugar nacional. Logo depois, viajou para França, e sentia muitas saudades da mãe, porque era muito jovem. Naquele mesmo evento estavam Michele Alves e Ana Beatriz Barros.

Liliana Gomes com Ana Beatriz Barros e Sérgio Matos Foto: Arquivo pessoal
Liliana Gomes com Ana Beatriz Barros e Sérgio Matos Foto: Arquivo pessoal

Ana Beatriz sempre foi linda, e a mãe dela a levou na agência, no Rio de Janeiro. Todos apostavam que ela ganharia, e de fato ganhou no Brasil, e foi o 3º lugar na edição internacional, onde haviam cerca de 80 meninas de todo mundo. Ninguém descobriu a Ana – a mãe dela é que foi a grande “fada madrinha”.

A Lais Ribeiro eu vi em Fortaleza, em uma seleção, em 2009. Ela tinha ido do Piauí para lá. No início, fiquei em dúvida, mas então a vi de biquíni, ela tinha ótimas proporções, com pernas longas e curvas. Um mês depois, ela tinha representação internacional e planos para ser apresentada à Victoria’s Secret. Lais sempre teve muito carisma, por isso construiu uma carreira brilhante.

O que é necessário para ser a nova Gisele ou  nova Lais?

Eu acredito que não existe uma “nova Gisele”, porque as modelos são muito diferentes entre si, e cada uma representa um determinado período, conforme o que vivemos na atualidade. Hoje, nós vivemos uma geração onde, cada vez mais, conta muito quem você é e como você se expressa, suas mídias sociais, seus valores…tudo isso entra no seu pacote.Não existe uma receita, e também não existia uma receita antes de Gisele. Na atualidade, acredito por exemplo que Lais simboliza muito esse momento, fruto da miscigenação, e da mesma forma temos Valentina Sampaio, que representa um momento importante de quebra de padrões e de respeito à diversidade, o que não acontecia há 20 anos atrás.Estamos aqui assistindo essas novas tops galgarem espaço conforme a representação demandada pelos tempos atuais, e vendo essas novas belezas chegarem e despontarem.

A JOY Model tem apostado na representatividade trans. Qual acha que é a importância de abrir esse espaço no mundo da moda?

Acredito que a moda antecipa os movimentos da sociedade e dá caminho para o futuro. Estamos vivendo uma época de quebra de padrões e sinto muito orgulho de viver esse momento. É uma questão de representatividade, que contempla a riqueza humana em suas mais diversas formas.Valentina Sampaio, que integra nosso time, abriu muitos espaços na história recente.Fazemos os esforços para acompanhar as mudanças demandadas pela sociedade e, sobretudo, antecipar os movimentos.Acredito que as novas gerações trazem em si essas mudanças, por isso vamos apenas em busca das belezas representativas dos novos tempos.

Liliana com Lais Ribeiro Foto: Arquivo pessoal
Liliana com Lais Ribeiro Foto: Arquivo pessoal

Como vê o mercado para as modelos brasileiras? Nossa diversidade continua em alta?

No Brasil, nós somos realmente diversos, por isso somos muito bons nesse mercado, porque nos miscigenamos há mais de 500 anos, e assim temos uma representatividade muita extensa de biotipos a oferecer ao mercado.O Brasil tem belezas incríveis, e em todas as suas formas.

Qual a melhor característica que uma modelo pode ter?

Hoje em dia, o que mais conta é a personalidade. Além disso, a flexibilidade, a inteligência e a beleza – que é representada das mais diversas formas, quebrando antigos padrões.

A nova polarização: como viagens durante a pandemia viram motivos de briga

Nos EUA e no Reino Unido, decisão de pegar a estrada acaba em críticas e discussões entre amigos e familiares
Tariro Mzezewa / 2020 / The New York Times

Fla-Flu turístico: viagens durante a pandemia têm causado brigas e discussões entre amigos e familiares Foto: Annelise Capossela / The New York Times

Michael Huxley vem tomando muitas broncas ultimamente. Seu pecado? Viajar durante a pandemia. Ele saiu de Liverpool, onde mora, rumo à Espanha há algumas semanas, e já esteve em um punhado de cidades no próprio Reino Unido desde o início da crise do coronavírus, incomodando amigos, familiares e até estranhos, que acham que ele deveria ficar em casa para diminuir os riscos de contrair e espalhar o vírus.

—  Venho recebendo críticas em nível profissional e pessoal também. Alguns levantam o ponto de vista ético, dizendo que eu não devia estar viajando e espalhando a doença para todo lado, mas tem aqueles que apelam para o emocional, tipo “você não devia viajar porque pode matar minha avó” —  conta o blogueiro responsável pelo “Bemused Backpacker”.

A decisão de viajar ou ficar em casa virou foco de conflito este ano, com as pessoas definindo quais tipos de viagens são aceitáveis — se é que há algum — e em que condições.

Há quem diga que sair de casa, só em caso essencial; e há os que afirmam que pode ser a lazer, desde que as distâncias sejam curtas e se possa ir de carro. Há também aqueles, como Huxley, para quem viajar não tem nada de mais, contanto que a lavagem das mãos seja frequente, o ambiente seja mantido limpo e haja distanciamento social. O fato é que as várias definições do que é certo e errado estão criando desavenças entre amigos e familiares.

— Foi mais fácil tranquilizar a família, que sabe que sou enfermeiro, viajo há mais de 20 anos pelo mundo e sei me cuidar, mas tentar explicar a conhecidos e desconhecidos que avalio primeiros os riscos e tento reduzi-los ao máximo, mas ainda assim prefiro viajar, é realmente impossível — diz.

Huxley conta que viajou durante outras crises mundiais, incluindo os surtos de Sars e Mers (a síndrome respiratória do Oriente Médio) e o período pós-ataques de 11 de Setembro. Além disso, estava no Egito durante a revolução de 2011.

— Não vejo o que está acontecendo como algo diferente desses eventos. Há surtos, pandemias e ataques terroristas, mas a vida continua. E as viagens também — considera.

A mãe de Erin Niimi Longhurst, escritora e diretora de uma agência digital em Nova York, a tratou com frieza durante várias semanas depois que esta fez uma viagem a Londres, há alguns meses — raridade entre as duas, que geralmente se falam várias vezes durante o dia. A nipo-britânica foi à capital inglesa para acompanhar o parceiro e seus parentes, magoando assim a mãe que mora no Havaí e não está saindo por nada. A excursão durou três meses, antes da volta a Nova York, onde também mora sua irmã, que acabou de dar à luz.

— Minha mãe queria muito visitar minha irmã, mas optou por não ir; em sua cabeça, se ela não podia sair, por que eu deveria? “Se todo mundo agisse como você, estaríamos em uma pior”, foram suas palavras. Ela ficou superpreocupada comigo, mas furiosa também —  conta Niimi Longhurst.

E sua mãe não é a única frustrada; tanto no Twitter como no Instagram, o pessoal vem desabafando sobre familiares, amigos e colegas que fizeram ou estão fazendo viagens não essenciais, gerando discórdia nos relacionamentos.

No Twitter, uma mulher contou que sua mãe insistia em sair de Oakland, na Califórnia, onde mora, para visitá-la em Portland, no Oregon, e que tinha avisado que não a deixaria entrar se o fizesse. “Eu lhe disse não, de jeito nenhum. Não ia vê-la! Podia ficar batendo na minha porta, eu não ia me importar, nem ia deixá-la entrar”, escreveu.

Outra fez o mesmo, só que com a irmã, recusando terminantemente sua visita: “Eu disse NEM PENSAR! Eu ia querer que ela entrasse no avião, pegasse Covid e trouxesse o vírus para minha casa? Ela ficou doida, mas não quero saber. Sou do grupo de ALTO risco e não vou ceder.”

A terceira explicou, também no Twitter, que em breve o enteado chegaria à cidade com a namorada. “Se fosse MEU filho, eu diria não, mas imaginem o drama se eu sugerisse ao enteado que adiasse a viagem”, suspira.

Jill Locke, professora de Ciências Políticas de uma faculdade de Minnesota, e a irmã caçula, Jennifer, que mora na Califórnia e é diretora executiva de uma vinícola, a princípio não conseguiam chegar a um acordo a respeito da visita aos pais, ambos octogenários, em Seattle, neste verão. Trocaram várias mensagens e telefonemas, mas só Jennifer defendia a visita.

— Tínhamos visões completamente díspares. Sob vários aspectos, eu achava que não era a coisa certa a fazer, por mais que quisesse ver nossos pais; já ela não pensava da mesma forma —  explica Jill.

Antes da pandemia, Jill pretendia ir a Seattle de avião com o marido e os filhos, mas, com a disseminação do coronavírus pelos EUA, achou melhor alugar um trailer e ir por terra. Entretanto, não demorou a perceber que o custo dessa opção seria altamente proibitivo, e achou que alguns estados entre Minnesota e Washington não estavam levando as medidas de prevenção muito a sério. No fim, as duas decidiram ficar em casa:

— Na hora de pesar todas essas contingências, fiquei pensando no que poderia levar para meus pais, mesmo agindo da forma mais responsável possível. Trocamos muitas mensagens, e nós duas acabamos irritadas e frustradas.

Já Jennifer garante que estava levando a perspectiva de uma viagem muito a sério, tanto que não saíra de casa desde o início da pandemia; por outro lado, porém, achava importante ver os pais idosos o mais rápido possível.

— Na época eu pensava: “Se não virmos nossos pais agora, quando vai ser?” É isso que acaba com a gente, não saber a resposta. A sensação era a de que poderíamos estar perdendo uma oportunidade preciosa — desabafa Jennifer.

Lindsay Chambers, articulista e editora de 41 anos que vive em Nashville, no Tennessee, se diz surpresa com as justificativas usadas pelas pessoas para sair de férias este ano, incluindo as que não podem deixar passar uma oferta imperdível de passagem barata e as que se recusam a remarcar festas de despedida de solteiro.

Ela conta que praticamente não sai de casa desde fevereiro, mas tem acompanhado os noticiários e visto as imagens do povo reunido em bares e pontos turísticos no centro de Nashville.

— Os turistas não mostram um pingo de consideração com os outros — constata.

E ficou chocada ao saber que seus próprios amigos estavam indo para a praia no verão:

— Tive de me segurar para não gritar com eles, quando disseram que iam “quarentenar na praia”. Viajar para outro estado e ficar em um condomínio alugado, no meio de uma pandemia? Não é assim que funciona o confinamento. Não mesmo.

Ela também se confessa confusa e chateada com a reação de muita gente, como se fosse ela a exagerar por obedecer às recomendações dos médicos sobre saúde e segurança.

— Pode até ser um pouco de paranoia da minha parte, mas nem que você me pagasse eu entraria em um avião hoje. Sério mesmo, existe algo do tipo cuidado exagerado em plena pandemia? Para mim, mil vezes pecar pelo excesso de cuidado que pela omissão — conclui.