Sephora fecha lojas dos EUA para treinamento em diversidade

Ação ocorre pouco mais de um mês após a cantora SZA relatar que foi vítima de racismo em uma loja na Califórnia

Loja de cosméticos da Sephora na cidade de Washington. Foto: Anna-Rose Gassot/AFP

A marca de cosméticos Sephora fechou suas lojas nos Estados Unidos por uma hora na manhã desta quarta-feira, 5, para sediar “oficinas de inclusão” para seus 16 mil funcionários. A ação ocorre pouco mais de um mês após a cantora SZA relatar que foi vítima de racismo em uma loja na Califórnia.

A varejista de beleza disse que o treinamento esteve em desenvolvimento meses antes do episódio com SZA, o que prejudicou os esforços da empresa para se posicionar como uma defensora da diversidade.

A Sephora, que pediu desculpas à SZA no mês passado, disse que o incidente “reforça porque o pertencimento é agora mais importante do que nunca”.

Além do fechamento das lojas, a empresa disse que também fecharia seus centros de distribuição e o escritório corporativo para as oficinas a fim de discutir o que significa pertencer ao contexto de “identidade de gênero, raça e etnia, habilidades de idade e muito mais”.

A Sephora forneceu poucos detalhes sobre as oficinas, que foram fechadas para o público. A empresa disse que elas seriam seguidas por “futuros momentos de treinamento” para os funcionários, mas não respondeu sobre o que seria ensinado, quem conduziria os workshops e como eles seriam projetados.

A empresa, que pertence ao grupo de luxo Moët Hennessy Louis Vuitton LVMH, coloca a diversidade como parte de sua marca há muito tempo. Há dois anos, a companhia ajudou a lançar a linha Fenty da Rihanna, conhecida por sua gama de bases que variam os tons do marrom claro ao profundo.

Após o caso de racismo denunciado por SZA, Rihanna enviou para a cantora um vale-presente da Fenty. “Vá comprar Fenty Beauty em paz, sis! Com amor, Rihanna”, escreveu ela no bilhete que acompanhou o presente.

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Slow fashion: como as marcas devem se adaptar à moda sustentável

A indústria da moda é a segunda que mais polui o meio ambiente, ficando atrás apenas do petróleo
Por Estadão Conteúdo

Moda: Aproximadamente 85% do vestuário que norte-americanos consomem são enviados para aterros sanitários como resíduos sólidos (Yui Mok/Getty Images)

São Paulo — O ano é 2016. A grife de luxo britânica Burberry inova ao aderir ao movimento “see now, buy now”, cujo objetivo é levar as peças às lojas imediatamente após o desfile.

Em tempos de compras online e lojas de departamento lançando coleções novas a cada semana, o tempo passa a ser decisivo entre as marcas que lideram o número de vendas. Passamos para 2019.

O termo “slow fashion” começa a se popularizar, ainda que timidamente, e corrompe todos os conceitos promovidos até então. Moda, mais do que seguir tendências, agora é sustentabilidade.

De acordo com um estudo da revista Environmental Health, publicado em dezembro de 2018, aproximadamente 85% do vestuário que norte-americanos consomem são enviados para aterros sanitários como resíduos sólidos.

Apesar de ser um mercado que fatura 1,2 trilhão de dólares anualmente, cerca de R$ 4,8 trilhões, seu impacto ambiental preocupa: a indústria da moda é a segunda que mais polui o meio ambiente, ficando atrás apenas do petróleo.

Em contrapartida à fast fashion, conceito que prioriza a venda de produtos baratos, de pouca qualidade e que chegam rápido às lojas, um novo termo passa a integrar o vocabulário: batizado de slow fashion, seu objetivo é desacelerar o consumo de produtos da moda.

Por um lado, as mercadorias possuem maior qualidade e durabilidade. Por outro, o preço um pouco elevado pode desagradar o cliente.

Em 2015, a especialista em consumo consciente Chiara Gadaleta criou o Prêmio Ecoera em prol da sustentabilidade nos universos da moda, beleza e design. No ano passado, a premiação homenageou a marca Coletivo de Dois por aliar comércio justo, práticas sustentáveis e empoderamento de gênero.

“Nós compramos materiais inusitados, com defeitos de impressão, sobras de rolo, peças que para o comércio tradicional não tem mais valor. Aproveitamos o material até o limite, só descartamos o que não tem mais como emendar”, revela Daniel Barranco, que fundou a marca com o parceiro Hugo Mor há cinco anos.

Nesse período, costuraram mais de duas mil peças e conseguiram reaproveitar aproximadamente 150 quilos de retalhos, que certamente iriam para o lixo.

Garimpo de segunda mão

Segundo um levantamento feito pelo site ThredUP, a compra de produtos de segunda mão aumentou 25% em apenas um ano. Esse tipo de mercado pode se enquadrar como disseminador da moda sustentável, já que incentiva o comércio de segunda mão e prolonga a vida útil das peças em bom estado.

“A principal missão da Boutique é difundir o consumo consciente, minimizar (dentro da nossa realidade) danos, aumentar a vida útil de itens descartados e reutilizá-los”, conta Rebeca Oksana, que fundou a Boutique São Paulo há quatro anos.

A princípio, a jovem de 24 anos vendia “desapegos” pelo Instagram, mas viu o negócio crescer quando passou a visitar brechós de São Paulo para garimpar novas peças. Com a demanda, criou o e-commerce para vender não somente produtos de segunda mão, mas também peças novas.

“Meu foco era trazer peças autênticas, únicas e de qualidade, que não seriam encontradas em lojas de fast fashion. Era uma insatisfação minha e que eu acreditava que algumas pessoas compartilhavam”, explica.

Segundo estimativas do Sebrae, o mercado têxtil brasileiro produz cerca de 170 mil toneladas de resíduos por ano. Para Rebeca, é preciso diminuir o impacto ambiental causado pela moda, seja não adquirindo peças novas ou diminuindo o consumo desenfreado.

“Acredito que o garimpo e o consumo de peças de segunda mão andam de mãos dadas com um estilo de vida mais consciente. O mundo da moda precisa de uma revolução e nós estamos tentando, aos pouquinhos, fazer isso acontecer”, vibra.

Lixo ressignificado

No mercado de calçados há cinco anos, a Insecta Shoes acumula números surpreendentes de reciclagem: 21 mil garrafas plásticas, 2 mil metros de tecido, quase uma tonelada de algodão, mais de 1.600 quilos de papelão e 6.800 quilos de borracha já foram reciclados pela marca paulistana.

Fundada por Bárbara Mattivy, a marca surgiu com a ideia de aproveitar peças com pequenos defeitos e que, por isso, não podiam ser revendidas.

“Nós tentamos ao máximo tirar materiais que estão no lixo e ressignificá-los, transformando tudo em sapato”, conta. O solado, por exemplo, é feito de borracha reaproveitada, enquanto os tecidos vêm de garrafas PET recicladas.

O processo de produção da Insecta Shoes é artesanal e livre de crueldade animal, demonstrando uma preocupação além da sustentabilidade. Além disso, trabalham com a logística reversa: “quando o cliente não quer mais usar o sapato, nós recebemos ele de volta para fazer a reciclagem da forma correta”, comenta.

Como se adaptar ao movimento?

Pensando nos consumidores que querem adaptar o guarda-roupa ao movimento slow fashion, a engenheira ambiental Maria Constantino propõe cinco estratégias que facilitam o consumo consciente.

“O começo foi um desafio, mas a criatividade que tenho em meus looks, a economia que venho gerando em meu bolso e a realização pessoal de dialogar tudo isso tem valido muito a pena”, revela a ativista, que tem mais de dez mil seguidores em seu perfil no Instagram sobre estilo de vida ecológico.

Primeiramente, ela valoriza a imaginação e criatividade na hora de compor os looks, como testar novas combinações e variar o uso das peças.

O cuidado com as roupas também é fundamental: “Se você vai comprar menos, consecutivamente vai precisar usar e cuidar mais das roupas que tem. Preste atenção no manuseio de cada peça e qual a melhor maneira de lavar e passar cada material para que durem bastante.”

Se quiser comprar alguma mercadoria nova, a engenheira sugere planejamento para evitar compras por impulso, sem ao menos considerar se a roupa vai combinar com outras peças e estampas do próprio guarda-roupa. Pensando nisso, Maria ressalta a importância de se fazer perguntas como “tenho outras peças parecidas?” ou “quantas vezes vou usá-la?”.

Se tiver de fazer alguma aquisição, dê preferência aos brechós ou lojas de segunda mão: “Tanto as físicos quanto as do Instagram são excelentes opções para procurar roupas que vão colaborar para o seu guarda-roupa sustentável. Você vai se surpreender com os achados e ainda irá economizar uma grana”, afirma a engenheira.

Por fim, aproveite as oportunidades em que puder pegar roupas emprestadas. Em formaturas e casamentos, por exemplo, ocasiões mais formais em que evitamos repetir looks marcantes, peça para seu círculo de amigos e familiares se podem te emprestar algo para o evento. Hoje em dia, há até mesmo aplicativos destinados ao empréstimo de roupas, das mais cotidianas às de festa.

Laura Harrier: “Na infância e adolescência, não via garotas como eu no cinema”

Liberdade, amor, arte e racismo. Em uma conversa exclusiva, a atriz de 29 anos e estrela do premiado filme de Spike Lee, Infiltrado na Klan, falou sobre sua criação feminista, o espanto que teve ao perceber que nem todas as mulheres defendiam a causa e o mergulho que fez na história do movimento negro norte-americano para compor sua mais recente personagem
ANA CLARA GARMENDIA, DE PARIS

Laura Harrier – Top, R$ 11.200, e calça, R$ 10.100, Louis Vuitton (Foto: Ricardo Abrahao (ABÁ MGT))

Encontramos a atriz norte-americana Laura Harrier numa manhã gelada de quarta-feira de fevereiro, em Paris. Eram dez horas quando ela chegou ao hotel Le Bristol e pediu um cappuccino, antes da entrevista.

Aos 29 anos, Laura contou que demorou a entender que a liberdade feminina não era algo tão disseminado mesmo entre garotas de sua geração. Isso porque, na sua casa, as mulheres sempre tiveram voz, e ela só percebeu que havia sido criada por uma feminista quando se confrontou com mulheres que acreditam que não é preciso militar pelos direitos femininos. “Fui envolvida com o feminismo por causa da mulher que me criou, minha mãe. Sempre me identifiquei como feminista, sendo filha de uma. Para mim não era nada demais, até que começaram a me perguntar sobre isso e percebi que a maioria das pessoas não tinham essa educação familiar.” Não à toa, hoje Laura é uma das grandes apoiadoras do Time’s Up.

A liberdade com que foi criada delineou a atriz que ainda hoje se vê como uma simples garota de Illinois, nos Estados Unidos, onde nasceu e foi criada. “Tive uma infância muito normal e americana. Cresci numa cidade onde Clube dos Cinco, A Garota de Rosa Shocking e todos esses filmes americanos sobre high school se passam. Foi uma infância boa, suburbana, e ter a sorte de que os meus pais amavam viajar nos deu uma visão de mundo muito ampla. Acho que fui capaz de enxergar além da minha própria experiência individual.”

Laura Harrier – Parca, preço sob consulta, e vestido, R$ 17.700, Louis Vuitton (Foto: Ricardo Abrahao (ABÁ MGT))

Uma liberdade que acabou levando o acaso a fazer de Laura (ela garante que não pretendia ser atriz) uma artista respeitada pelos papéis que encarna no cinema, como Liz Allan, em Homem-Aranha: De Volta ao Lar, e a ativista Patrice em Infiltrado na Klan, filme que ganhou Oscar de melhor roteiro em 2019.

Para este papel, fez uma ampla pesquisa com ativistas do movimento negro, em especial com fundadores do dos Panteras Negras, partido que lutava contra o raciscmo e a violência policial nos anos 60. “Sempre senti que minha visão de mundo era alinhada com movimentos como esse. Mas definitivamente aprendi muito nesse processo. Não aprendi na escola sobre Malcolm X ou os Panteras Negras. E acho que isso se deve à propaganda proliferada na época dos movimentos dizendo que eles eram violentos”, diz ela, que se define como birracial por ser filha de mãe branca e pai negro.

A mistura de força e delicadeza também rendeu a Laura o convite para ser uma das embaixadoras da Louis Vuitton, algo que a conecta com moda, assunto que lhe interessa pelo fato de a roupa ser uma expressão social, e não exatamente por seguir esta ou aquela tendência. “Amo o Nicolas[Ghesquière, diretor-criativo da linha feminina da maison francesa] e amo trabalhar com ele. É maravilhoso.”

Laura é reservada quando o assunto é amor. Por quatro anos namorou o músico Ian Longwell, mas virou alvo da mídia quando se envolveu com Kay Thompson, famoso jogador de basquete do time Golden State Warriors. A discrição de Laura quanto aos relacionamentos entra em acordo com seu discurso. A garota simples de Illinois não busca fama, toca sua vida com a liberdade de não ser invadida, rotulada.

Laura Harrier – Blazer, R$ 15.700, e vestido, R$ 15.700, Louis Vuitton (Foto: Ricardo Abrahao (ABÁ MGT))

Parece que o que ela quer mesmo é fazer da sua arte, a atuação, o seu canal de passagem, a sua maior forma de comunicar ao mundo o que ela acredita ser primordial. “Contar histórias sobre a experiência humana, quero continuar fazendo isso. E fazer personagens com que as pessoas possam se identificar. Acho que muitas pessoas se identificam com a Patrice, e isso tem sido muito legal de ver. Ou como no Homem-Aranha. Meninas e mães falaram pra mim: ‘Nossa,  nunca pensei que fosse ver uma mulher como você em um filme como esse’. Eu mesma não tive isso na infância ou adolescência. Não via garotas como eu nos filmes”, finaliza.

Laura Harrier – Camiseta, R$ 6.750, e calça, R$ 7.300, Louis Vuitton. Acessórios usados em todas as fotos, acervo pessoal (Foto: Ricardo Abrahao (ABÁ MGT))

EDIÇÃO DE MODA: LARISSA LUCCHESE / BELEZA MAQUIAGEM: NAOKO SCINTU (THE WALLGROUP) / BELEZA CABELO: JENNIFER YEPEZ (THE WALL GROUP) / ASSISTENTE DE MODA: NANCY GARCEZ / PRODUÇÃO–EXECUTIVA: VANDECA ZIMMERMANN / TRATAMENTO DE IMAGEM: HELENA COLLINY / AGRADECIMENTO: LE BRISTOL PARIS

Isaro: a marca que aposta no design minimalista

Vem conhecer o estilo minimalista da Isaro. Essas calças custam R$ 398 (skinny) e R$ 440 (corte reto)

Praticidade e qualidade. São essas as palavras que guiam a marca Isaro. As roupas seguem o estilo minimalista e promovem o consumo consciente e mais calmo, focando na criação de um armário-cápsula. Pra quem não sabe, um armário-cápsula consiste em um guarda-roupa montado com poucas peças, em sua maioria neutras, que são chave pra criação de looks estilosos e versáteis às mais diversas ocasiões.

Às vezes pode parecer difícil montar um armário com 20 peças, mas o importante é perceber que a gente pode fazer muito com poucas peças que conversam entre si. “A gente compra muito mais do que precisa e cria um apego à peças que não usamos com muita frequência”, diz a criadora da marca Isabel Rott

O estilo da marca é muito influenciado pela moda escandinava e tem traços da cultura alemã, onde Bel morou por 4 anos. “Eles prezam pela praticidade, mas pecam na falta de design e criatividade“. O objetivo dela é juntar o conforto e o prático a designs mais criativos e estilosos. Como as pessoas se sentem ao usar as roupas é um dos temas principais abordados pela marca “roupa boa é aquela que abraça, não que esconde” contou “é por isso que a gente cria peças pra todas as pessoas, sem determinar gêneros.” Gostou da marca? Veja mais abaixo!

A Bel Rott, fundadora da marca, é formada em design de interiores, mas se encontrou no mundo da moda
Essa blusa com bolsinho de couro custa R$ 82
O bordado está presente em várias peças. Essa camisa sai por R$ 415
Vestido de seda bem levinho por R$ 465
Camisa bordada por R$ 435
O básico e chic! Regata com alcinha de couro por R$ 152
Mais bordados! Essa camisa com palmeiras custa R$ 231

O que a geração Z mudará no mercado da moda? A turma que prefere ser a ter não acredita no modelo atual de consumo

Pesquisas prevêem que empresas de aluguel de roupas abraçarão também as peças fast fashion e crescerão 1,8 bilhão de dólares até 2023
Lívia Breves

A geração que só se veste com roupas doadas, achadas, trocadas Foto: Pixabay

artista plástica Joana Uchoa , de 23 anos, não entra em uma loja de roupa há mais de cinco anos. E isso não quer dizer que ela não goste de moda ou seja basiquinha. Ela simplesmente não quer estar dentro do modelo convencional de consumo, em que é preciso pagar um preço alto por peças novas lançadas em ritmo frenético e “homogenizam o vestir”. Em seu armário, há itens emprestados da mãe, do pai, do avô, das amigas ou garimpados. “Comecei a me desinteressar pelas roupas das lojas de maneira natural, achava as peças dos armários dos meus pais e dos brechós mais legais. Há uns 3 anos comecei a pesquisar sobre a cadeia de produção da moda e, desde então, faço questão de não participar desse processo”, conta Joana que lista o impacto ambiental, o trabalho escravo e o processo de propaganda como principais motivos de sua decepção. “O movimento de conscientização é enorme, há uma geração que quer saber tudo sobre o que consome e busca por empresas responsáveis. Por isso, também é muito importante ficar de olho quando marcas começam a usar essas bandeiras na comunicação mas não na prática”. Ou seja, precisamos ter cuidado para não corroborarmos com casos de pink money e greenwashingtermos usados para descrever empresas que se utilizam de bandeiras LGBTQI+ e da ecologia para lucrar.

De cima para baixo: a artista plástica Joana Uchoa, o designer João Incerti, a estudante Francesa Pomposelli e a estilista Mayra Sallie Foto: Julia Pavin

Um dos grandes aliados da geração consciente é a customização. Pintar, cortar, costurar. Joana tem até hoje uma camiseta manchada que pegou do pai e ilustrou duas mãos para disfarçar. Postou no Instagram e começou a receber pedidos. “Não esperava esse retorno, foi uma surpresa. Mas fui no fluxo e acabei fazendo bastante. Vendia direto e fui chamada para collabs com marcas como Garimppo, Void, D.A.M.N Project, Lab 77, Ahlma, Malha, Projeto Gaveta e Superga. Até que um dia pensaram que eu era estilista e percebi que estava me distanciando do meu trabalho de artes plásticas. Parei e voltei a focar na arte”, comenta ela, que guarda poucas peças pintadas e, no dia da foto, estava usando a cueca Calvin Klein do namorado como top de um ombro só. Também está amando usar um blazer do lado avesso para destacar o forro colorido. “Gosto de figurino. Acompanho o que acontece na moda, mas não sigo. Me visto para me divertir. Já fui toda elegante para o boteco e skatista para um casamento.”

Detalhes das peças usadas pela turma que não consome: a chamada geração Z-we Foto: Julia Pavin

Joana faz parte da geração Z (nascida entre 1994 e 2010), que, de acordo com a pesquisa do escritório de previsão de tendências WGSN, não frequenta shoppings, pensa no impacto ambiental e social e quer assinar a co-criação do que compra. 

Converse Celebra o 50º aniversário do Pride em todo o mundo

2019 marca o 50º aniversário da Stonewall, uma luta rebelde pela igualdade que desde então se tornou um símbolo do incrível progresso social impulsionado por comunidades que podem mudar o rumo para as próximas gerações.

A Converse está empenhada em apoiar os movimentos para uma mudança social positiva e amplificar as vozes dos jovens à medida que progridem para construir o futuro em que acreditam. Este ano, como parte de sua coleção anual e após um lançamento online inicial, a Converse apresenta seu primeiro tênis inspirado pela bandeira trans.

A coleção tem como objetivo prestar respeito aos rebeldes e heróis que continuam a preparar o caminho e a celebrar quem somos todos como indivíduos. Com esse espírito, a Converse também está lançando um novo capítulo de sua campanha que amplifica as vozes de seis pessoas conectadas à comunidade LGBTQ +. Através de retratos poderosos e compartilhando suas próprias palavras de esperança para jovens LGBTQ + ao redor do Pride, a campanha tem como objetivo mostrar o poder de expressar o verdadeiro eu.

Os indivíduos apresentados são: Desmond Is Amazing, aristocrata e defensora LGBTQ +, Kristin Beck, SEAL da Marinha dos Estados Unidos e ativista trans, Alexis Sablone, pró-skatista (e companheiro de equipe CONS Skateboarding) e artista Felix, um defensor estudantil e entusiasta da natureza que se conectou pela primeira vez com a Converse através da OUT MetroWest, Ayishat Akanbi, estilista de moda com sede no Reino Unido, escritor e comentarista cultural, Fran Tirado, escritor e editor de Nova York.

A coleção Pride da Converse nasceu de sua rede de funcionários LGBTQ + em 2015 e, desde então, evoluiu para uma celebração anual. A coleção deste ano traduz o significado, o impacto cultural e a bravura dos 50 Anos do PRIDE, através de um Chuck Taylor e Chuck 70 e uma cápsula de vestuário que é uma orgulhosa e orgulhosa afirmação da verdadeira auto-expressão através do design arrojado brilho glam. Em um aceno para o ano de 1969 – quando os motins de Stonewall ocorreram – há sugestões de design e elementos de descoberta apresentados em toda a coleção.

A coleção Converse Pride estará disponível na Europa a partir de 21 de maio na Converse.com e em alguns parceiros de varejo. Para conferir nossos esforços durante a Pride globalmente, siga os canais sociais Converse.com/pride e @converse.