Iris Apfel faz 98 anos e doa 90 looks completos e mais de mil acessórios para museu americano

Ícone fashion, Iris Apfel, que completa nesta quinta-feira 98 anos de puro estilo, ostenta um dos closets mais badalados do mundo, e parte dele será exposto em um museu no Estados Unidos. No próximo dia 28 de setembro, o Peabody Essex Museum, em Salem, no Massachusetts, inaugura o Iris and Carl Apfel Gallery, que vai receber de forma permanente 90 looks completos de Iris, cerca de mil acessórios dela, além de itens que foram de seu marido, Carl Apfel, que morreu em 2015 aos 100 anos. Para celebrar a exposição permanente, o museu arma no dia 21 de setembro um baile de gala com um ‘aperitivo’ da mostra. Claro que Iris estará lá. Vale a pena conferir!

Roupas da Dior usadas por Olivia de Havilland vão a leilão

Lenda de Hollywood, que está com 103 anos de idade, fez última aparição na TV em 1988
AGÊNCIA – REUTERS

A atriz Olivia de Havilland Foto: Julien Mignot/The New York Times

Uma coleção de 27 roupas usadas pela lenda hollywoodiana Olivia de Havilland será leiloada no mês que vem, algumas delas usadas em cena durante sua carreira como atriz de mais de 50 anos.

O leilão online acontecerá em 17 de setembro na casa Hindman, em Chicago, e inclui designs de alta costura de Christian Dior usados por Havilland, que fez 103 anos em junho, em estreias e bailes de gala entre 1954 e 1989.

De Havilland, duas vezes ganhadora do Oscar e conhecida por interpretar a cunhada da personagem Scarlett O’Hara em E o Vento Levou, vendeu grande parte de sua coleção da Dior em um leilão em Londres em 1993. 

Os itens que vão a leilão em setembro estão sendo vendidos por sua família, disse a casa Hindman nesta segunda-feira, 26. 

Entre eles está um vestido verde da Dior usado pela atriz no filme de 1964 Com a Maldade na Alma, com o qual ela foi fotografada em 1954 na véspera de seu casamento com seu segundo marido, Pierre Galante, e oito vestidos longos de gala.

Os preços iniciais das peças, algumas delas sapatos, variam entre US$ 300 (aproximadamente 1200 reais) e US$ 5 mil (20 mil reais). 

Olivia de Havilland fez sua última aparição nas telas no filme de 1988 para TV The Woman He Loved, e agora vive na França.

Olivier Rousteing: ‘A moda é racista’

Único negro à frente de uma grife de luxo, o estilista francês, chamado de ‘vulgar’ pelos rivais, fez o lucro da Balmain ir de 24 para 150 milhões de euros
Por João Batista Jr.

(Swan Gallet/WWD/Shutterstock)

Com apenas 25 anos, Olivier Rousteing foi contratado como estilista da Balmain, grife fundada em 1945 para atender a elite parisiense no pós-guerra. Sua moda sexy, com roupas justas, cheias de recortes, foi massascrada pela crítica especializada, que achou tudo muito vulgar. Em oito anos, porém, o jovem estilista viu crescer o lucro da empresa de 24 para 150 milhões de euros anuais. Rousteing ainda conquistou clientes como Kim Kardashian, Beyoncé e Rihanna. E ele se tornou o estilista mais badalado no Instagram, com 5,4 milhões de seguidores. Negro criado por pais adotivos brancos em Bordeaux, cidade francesa onde foi abandonado, aos 7 dias, em um orfanato, Rousteing, hoje com 33 anos, é o primeiro e único estilista negro no comando de uma grife feminina de luxo. Comprada em 2016 pelo fundo Mayhoola for Investments, controlada pela família real do Qatar, também dono da marca Valentino, a Balmain abre lojas em grandes capitais do mundo – a exemplo de São Paulo, onde Rousteing, amigo pessoal de Neymar, virá para uma festa no fim de agosto.

O senhor é o único estilista negro no mercado de luxo. Como vê essa ausência de diversidade? Vejo com muita tristeza. Muitos analistas apontam que revolução da moda virá com a tecnologia, com tecidos que carregam o celular, ou feitos de materiais biodegradáveis. Tudo isso é importante, claro, mas antes há algo muito mais urgente para resolver: a moda precisa deixar de ser arcaica e racista. Eu não mostro apenas roupa, mas uma nova maneira de ver o mundo. Não adianta uma marca colocar três modelos negras na passarela, em um total de oitenta meninas, para mostrar diversidade. Há diversidade no time de criação ou vendas? Não? Então não passa de marketing. Certa vez, pedi ao dono de uma agência de modelos de Paris que me apresentasse mais modelos negras, e ele simplesmente não as tinha no seu elenco. Alegou que grifes e revistas não solicitavam negras.

Em 2018, a Dolce & Gabbana pediu desculpas por fazer um vídeo promocional visto como xenofóbico por debochar de uma mulher chinesa tentando comer massa italiana com hashi. Qual sua impressão a respeito? Isso jamais aconteceria na Balmain, onde temos de fato um time diverso, com japoneses e iranianos na equipe. Esse caso ocorreu porque a marca não é verdadeiramente diversa, não entende o outro. Não adianta uma grife usar a diversidade para fazer propaganda sem que isso seja genuíno. Uma hora, a verdade vem.

O senhor já foi vítima de racismo? Para começo de conversa, nunca fui vítima de nada. Já passei por experiências racistas ao longo da minha jornada, e posso garantir: o pior racismo não surge por parte daqueles que nos olham torto, mas, sim, de quem está ao lado, em silêncio, julgando tudo, sem fazer nada.

“Não adianta a grife colocar três modelos negras em um total de oitenta na passarela. A empresa tem diversidade na sua equipe de criação? Se não, tudo não passa de uma ação de marketing”

O senhor poderia dar um exemplo? Desde muito pequeno eu lutei para me reconhecerem como um cidadão francês. Na infância, era possível notar pessoas me olhando e pensando: “você é um garoto negro, mas seus pais são brancos”. Isso ficou gravado na minha memória e alma. Quando cursei faculdade de direito, escutei comentários de que era um grande feito um negro se tornar advogado. Nunca vi um branco escutar algo assim. Esse tipo de pensamento mostra, na verdade, um racismo intrínseco por parte de quem fala.

Recentemente, marcas como Prada, Versace e Gucci anunciaram não mais usar pele de animais em suas coleções. Como vê esse posicionamento? Eu me pergunto se as empresas têm tomado essa decisão por novos valores genuínos e amor aos animais ou porque o mercado pede. O mundo está mudando para melhor. Está na moda ser do bem. Nos anos 90, por exemplo, sabíamos que o chique era usar casacos de pele e ter atitudes arrogantes. Era aceitável ostentar e destratar as pessoas. Hoje isso não tem o menor cabimento. Para não perderem o curso do tempo, algumas grifes acordaram e decidiram ficar boazinhas. É um movimento importante, claro, porém não sei se genuíno. Eu estou dentro disso, não uso pele de animal selvagem em minhas coleções e penso em alternativas ao couro de vaca. Mas é preciso ter coerência. Se o estilista não apoia matar animais para fazer casaco, deveria considerar terrível também comer carne.

O senhor come carne vermelha? Fiquei perturbado vendo documentários sobre massacres de animais. Há dois meses, não coloco carne na boca.

O senhor assumiu a Balmain em 2011, quando a marca tinha perdido projeção e apelo de público e contava com uma única butique, em Paris. Como fez o faturamento da Balmain passar de 24 para 150 milhões de euros ao ano? A única forma de responder é falando do meu amor pela mulher. Desenho roupas pensando em deixá-la linda para ela mesma, não somente para o olhar dos homens. A mulher se identificou com meu estilo sexy, poderoso, com recortes – um estilo que espelha o que elas querem: se sentirem poderosas. Vejo o movimento feminista como algo fundamental. Hoje, temos a noção de que se a mulher quiser usar um vestido curto, provocativo e com pele à mostra, isso também é parte do movimento e não se deve julgá-la. Nenhuma mulher de estilo diferente está excluída. O crescimento veloz da Balmain se deu por esse reconhecimento entre mim e as clientes ao redor do mundo, por eu estar perto delas e entender o que querem. O estilista não é mais um ser distante e longe da realidade. Não impõe nada, existe uma troca.

Como é sua estratégia de mercado? O lucro da empresa não chega porque viajo para tomar champanhe com as clientes, mas por que sei escutá-las e fazer boas peças. Um vestido que sai bastante em Los Angeles pode não ter apelo no Japão, mas não crio coleções para países diferentes: eu me certifico de que a coleção é grande o suficiente para atender toda a clientela. Não fazemos escalas enormes porque a matéria-prima é muito cara e temos de criar desejo. Entre roupas e acessórios, eu e meu time criamos 10.000 itens diferentes por ano. Daí precisar trabalhar das 9 da manhã às 10 da noite, todos os dias. Assumi a Balmain com uma loja, em Paris. Hoje são 35 butiques. Mas quero muito mais, evidentemente.

Com 5,4 milhões de seguidores no Instagram, o senhor é estilista com mais apelo em rede social. Como isso começou? De forma natural. Na coleção de 2014, contratei a Rihanna para estrelar a minha campanha e comecei a ficar amigo de Kim Kardashian e outras pessoas fortes. Conheci Kim em uma festa de gala em Nova York e três dias depois ela estava no meu ateliê francês fazendo pedidos. A força da minha rede social vem da identificação de valores entre mim, minhas clientes e o público: não acreditamos em um mundo racista, arcaico, metido e conformista. E, claro, questiono o sistema da moda. Eu não acredito que a quantidade de curtidas importe. Importa, isso sim, a discussão que um post levanta. Não convido para os meus desfiles influenciadoras baseado em suas curtidas. Elas precisam ter algo a dizer. Aliás, número de seguidores de alguém também não me interessa. Tem meninas com um batalhão de fãs, mas não sabem converter isso em valores e vendas para a marca.

“Adoro ver cópias por aí. Vamos ser claros, nem todo mundo pode pagar por uma bolsa ou vestido Balmain. Gucci e Prada também são copiados. Estou em boa companhia”

Falando em desfiles de moda, eles ainda são importantes na era da redes sociais? Sim, são fundamentais, mas não da forma como vemos hoje. Há a opção de convidar os editores, as celebridades e os compradores para a apresentação e fazer uma live para o mundo todo ver. Mas esse formato já é antigo. Vejo os desfiles como shows de rock, e talvez uma fórmula seja passar de 500 para 10.000 convidados, e quem sabe fazer uma turnê mundial, em várias capitais. O impacto seria muito maior. Veja uma constatação: no passado recente, as pessoas aplaudiam o estilista ao final da coleção apresentada. Hoje, não escutamos uma palma sequer na sala porque todo mundo está gravando para postar em rede social. Já que estão ali para produzir conteúdo, por que não darmos algo a mais?

Aliás, muitos concorrentes o criticam por se comportar como uma estrela de rock. Eu trabalho treze horas por dia, todos os dias. Estou sempre na estrada para conhecer a clientela. Desenho duas coleções tradicionais, de 1.200 peças cada, mais duas coleções resort, de 500 peças cada. Isso fora os acessórios, a coleção infantil e a masculina. Multipliquei o lucro da Balmain inúmeras vezes, o crescimento da marca segue altíssimo e com planos de abrir lojas em diversos países. Se as pessoas se identificam comigo e com a voz que criei, ótimo. O estilista precisa decidir se quer se aclamado pelos críticos, que muitas vezes não definem o sucesso de uma coleção, ou pelo público em geral.

Como foi assumir uma grife de luxo com apenas 25 anos de idade? Complexo. Quando se tem uma herança a preservar, é necessário satisfazer os críticos e, ao mesmo tempo, atrair novos clientes sem assustar os antigos. Eu tentei agradar a todos no começo, até me dar conta que eu tinha de me agradar também. O que a elite da moda adora não vende necessariamente. Se tivesse seguido o que me pediram, eu teria sido demitido após apresentar três coleções.

O senhor produz vestidos colados ao corpo e com muita pele à mostra e tem clientes como Kim Kardashian e Beyoncé. Como vê a críticas de que seja “vulgar”? Já me chamaram de vulgar por causa das escolhas que faço de modelos e por minhas amigas. Agora, o estilista que escala meninas loiras e de olhos azuis para seus desfiles, e faz essas roupas largas e usando tecidos como neoprene, é vistos como supermoderno. Não concordo. Mas não ligo para rótulos. Já vivi coisas muito piores em minha jornada. Quando meus pais decidiram adotar uma criança negra em Bordeaux, nem meus avós entenderam direito. Hoje, quando alguém me chama de vulgar pelas minhas roupas, pelas minhas amigas ou por postar algumas selfies, eu não me importo.

As peças da Balmain estão entre as mais copiadas e falsificadas do mundo. O que sente quando vê uma fake pela rua? Eu adoro ver as cópias por aí. Vamos ser claros, nem todo mundo pode pagar por uma bolsa ou vestido Balmain – mas todos podem sonhar com essas roupas e acessórios. Então, para ser honesto, me sinto honrado ao ser copiado. Quem é copiado no mercado? Louis Vuitton, Gucci, Prada. Estou em boa companhia.

Encontrando o lugar certo para um escritório doméstico

Quando se trabalha de casa, o lugar específico muitas vezes surge como uma reflexão tardia. Mas não deveria ser
Ronda Kaysen, do The New York Times

Crédito: Trisha Krauss

No início deste ano, enfrentei um enigma que muitos de nós que trabalhamos em casa conhecem bem: em qual lugar posso realmente trabalhar? A menos que você seja abençoado com um imóvel grande o suficiente para ter um escritório dedicado – ou que seja um trabalhador verdadeiramente nômade, capaz de se instalar em um sofá com nada mais do que uma xícara de chá e seu laptop –, inevitavelmente terá que moldar o espaço da sala, que não é naturalmente destinado ao trabalho.

Qualquer ponto escolhido tem o potencial de diminuir o que você tinha antes. Se resolver acampar no quarto, terá de encarar sua mesa enquanto tenta dormir, com todos aqueles e-mails não respondidos chamando por você, que segue acordado às 4h da manhã. Ir para a cozinha ou para a sala tomar um lanchinho se torna um vai e vem infinito – por que trabalhar quando você pode provar a salsa fresca da feira? Roube um canto da sala de estar e, de repente, sua principal área social parece uma estranha sala de descanso do lado de fora de um cubículo de escritório.

Essas eram as minhas opções quando abandonei meu escritório arejado e cedi o espaço para meu filho, quando ele saiu do quarto que compartilhava com a irmã. Eu sabia que esse dia chegaria, mas quando aconteceu eu ainda não tinha uma boa solução sobre onde me instalar. Então fui para o lugar onde todos os objetos sem localização óbvia vão: o porão.

Eu me convenci de que poderia funcionar e arrumei a sala com tantos detalhes convidativos quanto pude reunir. Instalei novos pisos e tirei o teto para expor as vigas de madeira, acrescentando altura e dimensão ao espaço. Pintei a sala de cor clara e instalei iluminação embutida, transformando parte do espaço em uma aconchegante sala de TV para a família. O resto seria meu. Comprei um difusor de aromaterapia, enchendo o ar com o cheiro de citros e alecrim. Ocupei as prateleiras embutidas com livros e fotografias. Eu até tinha uma janela! Quão ruim poderia ser?

No final, foi a janela que me pegou. Com metade do tamanho de uma janela comum e posicionada acima da minha cabeça quando eu estava sentada, a abertura fornecia uma visão desobstruída das costas de um arbusto. Se esticasse meu pescoço, poderia até ver o céu e vislumbrar brevemente a luz do dia, não muito diferente de um prisioneiro em uma masmorra medieval.

Home office para bem e para mal

Cada vez mais os americanos estão trabalhando remotamente, seja teletrabalho, seja freelancer. Quase um quarto dos empregados de tempo integral trabalhava de casa pelo menos parte do tempo em 2018, de acordo com o Bureau of Labor Statistics. No entanto, nossos espaços domésticos geralmente não refletem nossa ânsia de sair do escritório, deixando-nos insatisfeitos com o que poderia ser uma ótima configuração.

Claro, é bom não ter que se vestir e pegar o trem todas as manhãs. Mas o arranjo pode rapidamente perder seu brilho. Um estudo de 2015 publicado no periódico “Ciência Psicológica de Interesse Público” descobriu que o teletrabalho pode confundir os limites entre a vida profissional e a vida familiar, levando a conflitos familiares ao mesmo tempo em que deixa os trabalhadores se sentindo social e profissionalmente isolados. Você sabe o que é isolamento? É sentar sozinho o dia todo em um porão, acompanhado apenas pelo ronco baixo da caldeira.

Em “Meu espaço criativo: como projetar sua casa para estimular ideias e incentivar a inovação”, um livro a ser publicado em outubro de 2019, o arquiteto Donald M. Rattner argumenta que não damos aos espaços de trabalho toda a atenção que merecem, enquanto deveríamos pensar na nossa casa inteira como um veículo criativo, projetando-o com cores, luz, música e arte que visam inspirar. “As pessoas fazem muitas coisas contraditórias sem perceber que não contribuem para um bom espaço de escritório”, disse Rattner.

Muitas vezes encontramos soluções meia-boca para nossas necessidades de trabalho, como converter um armário – sim, um closet – em um escritório. Esvazie-o, empurre uma mesa pra dentro dele e voilà: você tem um escritório em casa. “Seu espaço mental se contrai em proporção direta ao seu espaço físico”, disse Rattner sobre essa configuração. “Sua mente vai estreitar.”

Mas às vezes são suas opções que são estreitas. Quando Savannah Ashour, de 41 anos, escritora e redatora, mudou-se para um apartamento em Los Angeles há cinco anos, não tinha certeza de quanto tempo estaria trabalhando como freelancer, então não queria investir muito tempo e dinheiro criando um escritório em casa. Sua cozinha ensolarada tinha uma janela de frente para uma árvore de jacarandá e era grande o suficiente para espremer uma escrivaninha, uma cadeira giratória e uma mesa. De costas para o resto do apartamento, ela podia esquecer que estava em casa e se concentrar.

No ano passado, muito depois que ficou claro que isso não era um arranjo temporário, ela se comprometeu com o espaço. Fez um upgrade para uma escrivaninha branca e comprou um tapete alegre vermelho e laranja para definir o espaço. Em vez de comprar uma cadeira de escritório tradicional, que ela achava que seria uma monstruosidade em um apartamento minúsculo, ela optou por um banquinho onde pudesse sentar, inclinar-se ou afastar-se para ficar em pé.

“Existe algo sobre estar trancado em um apartamento sozinho para trabalhar que meio que te faz criar benefícios extras”, tornando o espaço esteticamente agradável e roubando os melhores ativos da casa, como a janela de frente para uma árvore gloriosa. “Pelo menos você sente que há um bom compromisso para todos os desafios que surgem ao trabalhar em casa.”

Testando seu cantinho

Depois de três meses enclausurada na minha masmorra do porão, meu quarto começou a parecer uma opção muito mais atraente, apesar de todos os avisos de que isso arruinaria a serenidade do meu espaço para dormir. Em uma tarde particularmente triste, arrastei minha escrivaninha para cima, acomodando-a na parede oposta. De costas para a cama e de frente para uma janela, quase podia esquecer onde estava.

Compartilhar seu escritório com o quarto traz novos desafios. De manhã, sou frequentemente cumprimentada por uma camisa descartada, jogada na minha cadeira pela minha cara metade, ou por um copo vazio de água na minha mesa. Quando entro no quarto, é difícil não notar o enorme monitor de computador olhando para mim – dificilmente uma estética reconfortante. Esses inconvenientes servem como lembretes diários de que essa ainda é uma medida temporária – uma melhoria do submundo escuro, mas não igual ao espaço encantador que eu tinha antes. O jogo de reavaliação parece distante de terminar enquanto olho outras partes da casa procurando por um cantinho mais perfeito.

Ou quem sabe, com algumas modificações, o escritório do meu quarto possa ficar bom o suficiente. Anjie Cho, arquiteta de interiores e designer de feng shui, mantém seu escritório em casa, dizendo que o arranjo, embora não seja o ideal, é comum. Ela sugeriu que eu cobrisse o monitor com uma echarpe à noite, que pendurasse uma cortina ou adicionasse uma tela para separar a área de dormir do espaço de trabalho. Eu duvido que uma tela funcione, já que isso significaria perder a luz para o resto do quarto, mas um lenço sobre o monitor parece bastante simples.

A chave, disse Cho, é dar ao ambiente a atenção que ele merece. “Se você tem um escritório em casa e leva a sério sua carreira, então precisa encontrar uma maneira de conseguir algum espaço.”/ TRADUÇÃO DE ELENA MENDONÇA

Perto dos 80, Costanza Pascolato reflete sobre o futuro da moda

Sonia Racy

Costanza Pascolato. Foto: Helm Silva

Prestes a completar 80 anos, Costanza Pascolato vai ganhar homenagem de Ana Isabel de Carvalho Pinto, fundadora do Shop2gether e responsável, há sete anos, pelo site de Costanza. “Será um resgate de sua trajetória na moda e suas expectativas para os próximos 10 anos. Tudo através de um editorial”, conta Ana Isabel. “O roteiro nos convida a pensar sobre como o futuro está sendo construído, iniciando um debate de valores, desejos e aprendizados”, diz a empresária. O que significa “uma odisseia pelas tendências da próxima década, endossada pelas 10 peças que Costanza levaria em sua cápsula do tempo”. Em comemoração, a dupla recebe para almoço, com lançamento de camiseta desenvolvida pela aniversariante, remetendo aos valores que a trouxeram até aqui. Em setembro.

São 60 anos lado a lado: Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça reeditam foto histórica

A foto no dia do casamento | Divulgação

Veja ao lado Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça, em 1959, ao oficializarem a união após dois anos de namoro. Acima, 60 anos depois, temos a reedição da foto de casamento, na festa que reuniu amigos e parentes, domingo, no Sheraton Rio, para celebrar as bodas de diamante do querido casal. Durante o encontro, por sinal, foi apresentado “O Cravo e a Rosa – O documentário”, dirigido por Jorge Farjalla, que retrata os mais de 60 anos de carreira de ambos. Os dois se conheceram durante os ensaios de “Rua São Luís, 27, 8º andar” (o curioso é que, inicialmente, Rosamaria não estava escalada para a peça; ela acabou substituindo outra atriz). O cupido do casal foi ninguém menos do que outro gigante da nossa dramaturgia: Raul Cortez (1932-2006). Felicidades!

E o registro de anteontem | Divulgação

Naomi Campbell diz que sofreu racismo em hotel no sul da França

‘Eles não me deixaram entrar junto com um amigo, porque sou negra’

Modelo britânica Naomi Campbell

A modelo britânica Naomi Campbell, 49, contou que sofreu racismo em um hotel no sul da França. A declaração foi dada em entrevista à revista francesa Paris Match.

“Eu estive recentemente em uma cidade no sul da França onde fui convidada a participar de um evento em um hotel que não revelarei o nome. Eles não me deixaram entrar junto com um amigo, porque sou negra. O cara na entrada disse que o lugar estava lotado, mas deixou outras pessoas entrarem”, relatou ela. 

A situação aconteceu durante o Festival de Cinema de Cannes. Naomi Campbell afirmou que são esses “momentos chocantes” que a incentivam a continuar se expressando sobre o assunto, para que mais pessoas possam escutá-la

A britânica foi a primeira modelo negra a aparecer nas capas da revista Vogue francesa e da Time Magazine. Ela também foi a primeira modelo negra a figurar na importante capa de setembro da Vogue norte-americana. 

Em entrevista recente à Reuters, Campbell disse que a diversidade racial na moda aumentou nos últimos anos, mas a indústria não pode tratá-la como uma tendência para as passarelas.

“De muitas maneiras [a indústria da moda mudou], mas principalmente na diversidade. Finalmente parece ter sido absorvida, mas agora esperamos que não seja por uma tendência, como as roupas que estão em alta por uma temporada, e em baixa na outra, isso não vai acontecer”, afirmou na ocasião.