Bailarina clássica e estrela do clipe de Beyoncé, Michaela DePrince lança biografia

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Michaela DePrince veste body Maison Margiela no estúdio do Dutch National Ballet, em Amsterdã (Foto: Alique Johanna Elisabeth Van Den Heuvel / Conde Nast Archive)

Nem sempre me chamei Michaela DePrince. Quando nasci, em um povoado no sudeste de Serra Leoa, na África Central, meus pais me batizaram Mabinty Bangura. Minha mãe me deu à luz em 1995, em plena guerra civil que matou mais de 50 mil pessoas – número que inclui meus pais -, ele foi assassinado pelos rebeldes da Frente Revolucionária na mina de diamantes onde trabalhava; ela morreu de febre de Lassa, uma das muitas doenças disseminadas pela guerra e pela falta de saneamento básico por lá. Aos 3 anos, me tornei órfã.
Tenho vitiligo, doença autoimune que produz manchas brancas pelo corpo. Por isso, a maior parte dos moradores de nossa aldeia, incluindo meu tio, que cuidou de mim logo que meus pais morreram, achava que eu era uma maldição e passou a me chamar de “filha do diabo”. Por causa da doença, o irmão do meu pai me abandonou em um orfanato, onde vivi por pouco mais de um ano.

Lá, éramos 27 crianças. A primeira recebia o maior prato de comida e a melhor roupa. Acabei escalada para ser a de número 27. Passei muita fome naquele ano e fiz apenas uma amiga, Mabindy Suma. Ela era a 26ª da lista porque estava sempre doente e fazia xixi na cama. Em poucos dias, nos tornamos praticamente irmãs – Mabindy Suma costumava cantar e contar histórias para eu dormir.

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Michaela (à esquerda) com as outras crianças do orfanato em Serra Leoa (Foto: Divulgação)

Num dia de tempestade, os ventos trouxeram a capa de uma revista, que ficou presa no portão do orfanato. Agarrei aquela folha com toda a minha força. Nela estava estampada a foto de uma mulher branca – como fiquei surpresa ao ver pela primeira vez uma pessoa com outro tom de pele! – usando uma saia rosa curta e brilhante: era uma bailarina.

O que me chamou mais a atenção naquela imagem, no entanto, foi a expressão de felicidade em seu rosto. Apesar de eu não saber ao certo o que era ser uma bailarina, naquele momento pensei que, se ela estava sorrindo, talvez um dia eu pudesse sentir sua alegria se fizesse exatamente o mesmo.

Lembro-me de compartilhar esse sonho com a nossa professora de inglês,Sarah – estudávamos a língua porque o dono do orfanato esperava que fôssemos adotadas por famílias americanas. Eu era muito esforçada e apegada a essa professora, para quem sempre dançava na ponta dos pés.

Um dia, ao acompanhar Sarah até o portão, então grávida de sete meses, vi alguns rebeldes da Frente Revolucionária se aproximando. Eles riam e gritavam – hoje, quando relembro essa cena, acredito que estavam bêbados ou sob o efeito de alguma droga – e rapidamente nos cercaram.

Em voz alta, fizeram uma aposta sobre o sexo da criança que ela esperava: seria menino ou menina? Na sequência, um dos guerrilheiros puxou-a para perto de si e cortou sua barriga, arrancando o bebê de dentro dela. Se fosse um menino, talvez os rebeldes tivessem tentado salvá-lo, mas a criança era uma menina. Então, eles cortaram seus braços e pernas na minha frente. Sarah, claro, morreu na hora. Apesar de ter apenas 4 anos, essa cena ficou para sempre na minha memória.

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Mia e Michaela poucos meses após chegarem aos EUA (Foto: Divulgação)

Por sorte, pouco tempo depois desse terrível episódio, fui adotada por uma família americana. Lembro-me como se fosse hoje do momento em que chegamos ao aeroporto de Gana e me deparei com uma mulher de cabelos brancos, como eu nunca havia visto antes, e lindas sapatilhas vermelhas. Era a minha mãe. A minha maior alegria foi saber que Elaine DePrince também havia adotado minha melhor amiga, Mabindy Suma. Seríamos irmãs também nos Estados Unidos e, a partir dali, ganhamos o nome de Michaela e Mia.

Ao chegarmos no hotel, tirei de dentro da calcinha um papel dobrado em quatro partes. Era a capa da revista com a foto da bailarina, que sempre carregava comigo, e mostrei o papel à minha mãe. Eu mal falava inglês.

Comovida, ela prometeu que eu estudaria balé assim que chegássemos em casa, no estado de Nova Jersey. E foi o que aconteceu. Aos 10 anos, eu já fazia aulas cinco vezes por semana. Esforçava-me ao máximo para me tornar a bailarina da revista. Foi quando outro luto me tirou do prumo: a perda do meu irmão, também adotado pela família DePrince, que era hemofílico.

Quatorze anos mais velho que eu, Teddy me ajudou a confiar nos homens novamente, incluindo no meu próprio pai adotivo, Charles. Pensei: “Será que todas as pessoas que eu amo irão me deixar assim, de repente?”.

Naquele ano, me afastei completamente dos meus pais e da minha irmã Mia, com medo de que meu amor por eles pudesse matá-los também. Foram muitas conversas até eles me convencerem de que o que sinto pelas pessoas continua existindo mesmo depois que elas partem. Esse foi um dos ensinamentos mais importantes que recebi na minha vida.

O carinho e a atenção da minha família me deram forças para treinar balé cada dia mais, até meu sonho se tornar realidade e eu me transformar numa bailarina profissional. Depois de passar por companhias renomadas como o American Ballet Theatre, faço parte do corpo de baile da Dutch National Ballet, em Amsterdã, desde 2013.

Capa do livro O Voo da Bailarina, editora BestSeller (Foto: Divulgação)Capa do livro O Voo da Bailarina, editora BestSeller (Foto: Divulgação)

Não foi fácil reviver todas essas histórias para escrever com minha mãe, O Voo da Bailarina (BestSeller, R$ 49), que acaba de ser lançado no Brasil. Mas percebi que, reunindo minhas memórias num livro, poderia mudar a vida das pessoas, seria capaz de encorajar jovens como eu a perseguirem seus sonhos.

No ano passado, os direitos da minha biografia foram comprados pela cineasta marroquina Sanaa Hamri [diretora das séries de TV Empire eShameless], que deve começar a filmá-la no início de 2017, nos Estados Unidos.

Minha trajetória também levou Beyoncé a me convidar para participar de seu mais novo projeto, Lemonade, no qual apareço dançando junto a outras mulheres negras na música Hope. Foi maravilhoso defender nossos direitos ao lado dela, um dos ícones da força feminina. O próximo sonho que quero realizar? Dançar o papel principal no clássico Romeu e JulietaEM DEPOIMENTO A ANA CAROLINA RALSTON

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Aprenda a misturar estampas na decoração

vg054990Os estilistas Dudu Bertholini, Carô Gold, Piti Taliani e Juliana Jabour são fãs de estampas em suas casas e roupas (Foto: Eudes de Santana/Arquivo Vogue)Misturar diferentes estampas na decoração de interiores é uma maneira rápida de adicionar personalidade aos cômodos da casa. Mas, afinal, como fazer o mix de prints sem pesar ou errar a mão?”Primeiro você precisa identificar o seu estilo – clássica, minimalista, contemporânea, romântica etc. – afinal, a sua casa tem que ter a sua cara. A partir desta descoberta, é interessante que você tenha objetos e tecidos estampados que possam ser trabalhados nos ambientes”, explica a designer de estampas Clau Cicala. A seguir, confira suas dicas para arrasar no décor multiestampado de cômodos como sala, quarto e cozinha. Victoria Marchesi

Quarto
“O quarto é um ambiente muito particular onde o dono quer aconchego e tranquilidade. Fica bacana fazer combinações de estampas nos itens de décor, como roupa de cama, almofadas, quadros e itens pessoais como um caderno todo estampado na cabeceira da cama para anotar as inspirações. E vale mesclar essas estampas com diferentes texturas e cores nas cortinas e tapetes. Estampas como geométricas, listras e folhagens nos itens de décor, estão em alta e ficam lindas se misturadas em diferentes almofadas que ficam em cima da cama, por exemplo”, ensina a profissional.

Sala
A sala é um lugar onde as pessoas transitam, param para assistir TV e conversar, por isso, o ambiente deve ser acima de tudo agradável. Uma dica é apostar em um sofá e tapetes de cor neutra e abusar nos objetos com estampas e cores, um livro, quadro ou mesinha de canto, por exemplo. Uma dica bacana é explorar alguns objetos que tenham estampas parecidas e que combinam entre si, porém com tamanhos das padronagens diferentes, por exemplo, abusar de estampas de flores maxis combinadas com flores pequenas, como a liberty. Fica bacana também dependendo do seu estilo, explorar objetos menos óbvios, como uma prancha com estampas coloridas, que dá um ar super cool ao ambiente”, explica a expert.

Cozinha
“Sabe aquele lugar onde a família se reúne para um bom bate-papo? Então, este lugar na minha opinião é o melhor para ficar mais próxima das pessoas que amamos. Para deixá-la bem descontraída e moderna, acabamentos coloridos são a bola da vez. Paredes coloridas para recados ou desenhos (padronagens), azulejos estampados e utensílios de cozinha coloridos fazem toda diferença”, indica Clau.

Atrizes brilham em blue carpet da Tiffany&Co em Beverly Hills

atriz-gettyimages-614482932Jennifer Garner, Reese Witherspoon e Halle Berry (Foto: Getty Images)


Um time poderoso de estrelas foi até a reinauguração da boutique da Tiffany&Co em Beverly Hills, na Califórnia, na noite de quinta-feira (13). Por lá, nomes como Camilla Belle, Jennifer Garner, Reese Witherspoon, Halle Berry e Kate Hudson (que apostaram em decotes poderosos para a noite de luxo).
Veja os looks na galeria abaixo!

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Carol Trentini pega ônibus com filho e marido: “Uma voltinha”

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Carol Trentini com marido e primogênito (Foto: Reprodução)
Acostumada a desfilar com os looks das grifes mais caras do mundo, Carol Trentini se divertiu com o marido, Fabio Bartelt, e o primogênito, Bento, andando de ônibus.
“Uma voltinha de ônibus”, disse a modelo na legenda da imagem, em que o filho olha radiante pela janelinha do veículo.
Além do ruivinho de 3 anos, a modelo é mãe de Benoah, nascido em junho desde ano.

Bulgari exibe joias usadas por divas de Hollywood em exposição na Austrália

bulgari-at-the-ngv_15Elizabeth Taylor usando joias Bulgari em 1963 (Foto: Reprodução)


Algumas das joias mais incríveis e preciosas da história da Bulgari estarão na National Gallery of Victoria, em Melbourne, na Austrália, entre os dias 30.11 e 29.01.17, durante a exposição Italian Jewels: Bulgari Style. Por lá, mais de 80 peças usadas por divas como Elizabeth Taylor, Grace Kelly, Anita Ekberg, Gina Lollobrigida, Claudia Cardinale, Sophia Loren, Keira Knightley e Claudia Schiffer.

“Abrangendo da década de 1930 até os ias atuais, as joias ilustram um forte legado de design e a nossa evolução estética, muito relacionada à história da Itália e as tradições artesanais”, declarou ao WWD Lucia Boscaini, curadora de marca e patrimônio da Bulgari. Esta será a primeira exposição realizada por uma joalheria de luxo no museu australiano.

National Gallery of Victoria: 180 St Kilda Rd, Melbourne VIC 3006, Austrália