Jornal britânico Financial Times lança ferramenta que alerta quando há poucas mulheres em reportagem

Ideia do Financial Times é encorajar os jornalistas a equilibrarem os entrevistados

A ferramenta criada pelo Financial Times determina o gênero do especialista consultado com base em nomes e pronomes usados – Niklas Halle’n – 23.jul.15/AFP

WASHINGTON – Após perceber que apenas 21% das fontes ouvidas para as suas reportagens são mulheres, o jornal britânico Financial Times decidiu criar uma ferramenta digital para encorajar os jornalistas a equilibrar melhor os textos.

Anunciada no último dia 15, a “She Said He Said” (ela disse ele disse) determina o gênero do especialista consultado com base em nomes e pronomes usados nas reportagens . Quando há poucas mulheres, os editores de cada seção do jornal são alertados sobre a discrepância.

O jornal inglês, que cobre muitas áreas e indústrias ainda dominadas por homens, afirmou em comunicado que o objetivo é atrair mais leitoras do sexo feminino, que se identificam mais com textos que incluem citações de mulheres.

Antes desse recurso, o Financial Times havia lançado o Projeto JanetBot, para identificar a quantidade de mulheres em imagens na página inicial do jornal, e o Projeto XX, com o objetivo de produzir conteúdos específicos para o público feminino.

O próximo passo é lançar um recurso para detectar o desequilíbrio de fontes antes da publicação dos textos.

Os esforços para atrair o público feminino levaram o jornal a aumentar a proporção de colunistas de opinião mulheres entre março e agosto: foi de 20% para 30%.

A nova ferramenta repercutiu de forma positiva entre mulheres. Kristalina Georgieva, diretora executiva do Banco Mundial, compartilhou a notícia em uma rede social e escreveu que se você consegue medir o desequilíbrio, “você consegue mudá-lo”.

A repórter do The Guardian Kathleen McLaughlin escreveu que “adora ver o Financial Times dando passos tangíveis para aumentar a representação em suas páginas”. Já Claire Phipps, também do Guardian, disse que a ideia é “excelente” e “algo que todos nós na mídia devemos ter sempre em mente”. [Júlia Zaremba]

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Após reportagem do NYT, agências de publicidade criticam Facebook

Segundo jornal, executivos ignoraram e ocultaram sinais de alerta sobre exploração de dados

Na primeira página do NYT traz reportagem com investigação de seis meses sobre o Facebook – Reprodução

NOVA YORK – Motor financeiro do Facebook, anunciantes importantes criticaram a forma como a gigante da tecnologia lidou com indícios de escândalos, um dia após o jornal The New York Times relatar que os principais executivos da empresa ignoraram e ocultaram sinais de alerta sobre exploração de dados e difusão de conteúdo tóxico.

O artigo destacava ainda uma campanha de lobby comandada por Sheryl Sandberg, à frente da publicidade do Facebook, para desviar a ira do público aos críticos da rede e a empresas rivais.

As revelações podem ser “a gota que faltava”, disse Rishad Tobaccowala, vice-presidente de crescimento do Publicis Groupe, um dos maiores grupos publicitário do planeta. “Agora estamos cientes de que o Facebook fará qualquer coisa por dinheiro. Eles não têm moral alguma”.

Anunciantes já reclamavam sobre a possibilidade de suas peças publicitárias serem divulgadas no Facebook ao lado de conteúdos que disseminavam desinformação e mensagens de ódio. 

Eles se queixam da maneira com a qual a empresa lida com os dados de seus consumidores e sobre sua forma de medir a audiência de anúncios e base de usuários. 

Essas preocupações não foram suficientes para reduzir os atrativos da vasta audiência trazida pelo Facebook e para desacreditar, por parte das empresas, que a rede social insistia em corrigir falhas.

Embora as agências de publicidade coloquem os anúncios em nome de seus clientes, cabe a eles decidir se anunciarão ou não no Facebook.

“As agências fazem recomendações, mas são os anunciantes que decidem quando algo se torna negativo para eles”, disse Marla Kaplowitz, presidente da 4A, uma organização setorial de publicidade.
Poucas empresas se dispuseram a deixar a plataforma.

“A posição dos anunciantes, há muito tempo, vinha sendo a de que o Facebook era manipulado por terceiros e por agentes inescrupulosos, mas eles sempre acreditaram que o Facebook estivesse tomando todas as medidas possíveis para evitar isso”, disse Rob Norman, consultor sênior da GroupM, divisão de compra de mídia do gigante da publicidade WPP.

Norman diz que o Facebook deveria ter um ombudsman, alguém que avaliasse os riscos do negócio para a sociedade e apresentasse relatórios quando a empresa anunciasse resultados, como fazem auditorias independentes.

“A empresa deveria reportar seu risco para a sociedade, e não apenas o risco financeiro para seus negócios”, afirma.

“Cometemos erros, mas sugerir que não estejamos concentrados em descobrir e resolver as questões rapidamente não é verdade”, disse Carolyn Everson, vice-presidente de soluções mundiais de marketing do Facebook, por email. 

“Nossos clientes confiam em nós para que os ajudemos a promover seus negócios, e quer isso signifique apoiar as maiores marcas do planeta ou um empreendedor iniciante, manteremos o foco em fazer o melhor trabalho para nossos parceiros, melhorar a segurança e a proteção de nossas plataformas e promover o bem social no planeta”.

Quase toda a receita do Facebook —que chegou a mais de US$ 40 bilhões (R$ 149,5 bilhões) no ano passado— vem dos anunciantes. 

Junto com o Google, o Facebook domina o mercado de publicidade digital e, mesmo que o crescimento de sua base de assinantes tenha desacelerado, a receita da empresa sobe a cada trimestre.

Mas as revelações desta semana podem abalar a confiança necessária ao marketing entre comprador e vendedor.

“Até agora, não importa o que você dissesse sobre o Facebook, não se podia dizer que fosse uma companhia dúplice”, disse Tobaccowala. “Mas a empresa diz uma coisa e faz outra completamente diferente”, completou. “E isso é muito difícil para um anunciante”.

A R/GA, agência digital que ganhou um prêmio do Facebook no ano passado, postou um link para a reportagem do NYT em sua conta no Twitter e acrescentou que “é hora de admitir que estávamos todos errados sobre o Facebook. As coisas são ainda piores”. Procurada, a agência não quis acrescentar comentários.

“O que mais ouço são marcas dizendo que a hora de só falar acabou. Não importa mais o que o Facebook diz, mas sim o que eles fazem e deixam de fazer”, disse, Dave Morgan, fundador e presidente-executivo da Simulmedia, que trabalha com anunciantes para criar publicidade televisiva direcionada.

Keith Weed, vice-presidente de marketing da Unilever,  dona de marcas como Omo e Dove, causou sensação neste ano ao anunciar que sua empresa não realizaria investimento publicitário em plataformas ou ambientes que “criem divisões na sociedade e promovam a raiva ou o ódio”.

A Unilever não respondeu a pedidos de comentário.

“Até agora, o histórico vem sendo o de que, não importa o que o Facebook faça, eles não param de ganhar dinheiro”, disse Tobaccowala. “A questão, então, é: simplesmente o que fará com que as pessoas acordem? THE NEW YORK TIMES

The New York Times supera a marca de 4 milhões de assinantes

Jornal agrega 203 mil novas assinaturas digitais no terceiro trimestre

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Versão impressa do jornal The New York Times – Associated Press

NEW YORK – A New York Times Company, empresa que edita o jornal The New York Times, anunciou que ultrapassou a marca de 4 milhões de assinantes, dos quais mais de 3 milhões exclusivamente digitais, no terceiro trimestre.

Entre os digitais, houve um acréscimo de 203 mil assinaturas no período, maior ganho desde o chamado “efeito Trump”, no quarto trimestre de 2016 e no primeiro de 2017, após a eleição presidencial. Naquele período, publicações que eram alvo de ataque do republicano tiveram um boom de assinaturas.

“Neste trimestre, as receitas de assinaturas representaram quase dois terços do total”, disse o presidente-executivo da empresa, Mark Thompson.

“Estamos investindo agressivamente em nosso jornalismo, produtos e marketing, e estamos vendo resultados concretos em nosso crescimento digital.”

A receita das assinaturas digitais cresceu 18%, para US$ 101,2 milhões. A publicidade online avançou 17%, para US$ 57,8 milhões.

Talvez mais importante para os acionistas, a companhia relatou que continua rentável. O faturamento líquido alcançou US$ 24,9 milhões, uma queda de 23% em relação ao ano passado, quando a empresa realizou um ganho único pela venda de uma represa de propriedade de uma fábrica de papel fechada em que a companhia tem um investimento em joint venture. Os lucros operacionais, a medida preferida da empresa, aumentaram 30% no período, para US$ 41,4 milhões.

Nem todos os novos assinantes buscam notícias. O “Times” relatou que do crescimento líquido de 203 mil em assinantes digitais 143 mil assinaram para ter novos produtos digitais, enquanto os demais pagam pelas seções de cozinha e palavras-cruzadas.

A receita digital durante os nove primeiros meses do ano ultrapassou US$ 450 milhões, a parte de crescimento mais rápido da empresa. O maior trimestre da companhia geralmente é o último do ano, quando os anunciantes gastam mais. Em 2015, The New York Times anunciou sua ambição de gerar US$ 800 milhões em receita digital anual até 2020.

A receita da publicidade impressa caiu 0,7% em relação ao mesmo período do ano passado. As receitas totais de publicidade aumentaram 7%.

No total, o faturamento aumentou 8%, para US$ 417 milhões. A companhia também acrescentou receitas do aluguel de quatro andares em sua sede depois de uma ampla reforma nos escritórios.

THE NEW YORK TIMES

UE aprova texto de projeto lei que pode beneficiar empresas de mídia

Polêmica, revisão da lei de direitos autorais pode obrigar gigantes de tecnologia a pagarem por reprodução de notícias e conteúdo de terceiros
Por Mariana Lima – O Estado de S. Paulo

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Texto de lei aprovado pelo parlamento da União Europeia só será decidido em janeiro de 2019


O Parlamento Europeu aprovou nesta quarta-feira,12, o texto do projeto de lei que vai atualizar as regras de direitos autorais para países pertencentes ao bloco – que inclui dois artigos polêmicos, um referente a pagamentos de conteúdos de empresas de mídia e entretenimento e outro sobre proteção de obras reproduzidas na web. A decisão final sobre a legislação, no entanto, só virá em janeiro de 2019.

Com as mudanças, as companhias de mídia passariam a ter o direito de exigir pagamentos de empresas de tecnologia quando trechos de notícias e outros conteúdos forem publicados em suas plataformas, como redes sociais, por exemplo. Além disso, os membros do parlamento decidiram, por 438 votos a 226, pela criação de regras que tornem empresas de tecnologia proativas no combate à violação de direitos autorais.

Mídia. O projeto dá a donos de jornais, gravadoras e produtoras de cinema o direito de exigir pagamento por compartilhamento de trechos de suas propriedades em plataforma de terceiros. A decisão afetaria diretamente Facebook e Google, que hoje reproduzem parte de reportagens e outros conteúdos, sem pagar nada por isso.

O projeto de lei não especifica a forma de ressarcimento, mas a expectativa é que as empresas de tecnologia desenvolvam ferramentas para facilitar o processo de cobrança e pagamento. Para Carlos Liguori, especialista em direitos autorais e coordenador de projetos em Inovação em Direito na Fundação Getulio Vargas (FGV), o artigo foi criado para apaziguar os nervos dos empresários de mídia. No entanto, segundo ele, essa pode não ser a melhor estratégia.

O especialista acredita ser possível que empresas como o Facebook criem estratégias para que companhias de mídia se sintam desestimuladas a compartilhar seu conteúdo na plataforma, numa tentativa de evitar o novo gasto. “Do jeito que foi criado, o texto pode contribuir para aumentar a propagação de notícias falsas”.

Proteção de obras. A nova lei deverá substituir a legislação vigente, criada em 2001, e que já atribuía algumas responsabilidades ao setor de tecnologia, como a obrigatoriedade de retirar do ar obras veiculadas sem autorização do detentor do direito autoral, quando este se queixar.

Outro artigo polêmico do projeto de lei obriga as empresas a fiscalizarem se arquivos enviados a suas plataformas ferem direitos autorais. Assim, antes de permitir a publicação de um vídeo no YouTube, por exemplo, a plataforma do Google teria de se certificar se este não inclui parte de um outro conteúdo protegido pela lei.

Segundo Mariana Valente, diretora geral do InternetLab, a proibição pode ir além de uma disputa entre empresas, afetando diretamente a liberdade de expressão dos cidadãos. “O processo de verificação automatizado é muito ineficiente e muitos produtores de conteúdo (na internet) podem ser lesados com isso.”

Para entrar em vigor, a nova lei precisará ainda do aval de membros da Comissão Europeia e do Conselho da União Europeia, que já se mostraram favoráveis às mudanças. Caso a lei seja aprovada, é provável que cada país ganhe alguns meses para se adequar às novas exigências da lei.

Brasil. Especialistas ouvidos pelo Estado acreditam que a nova legislação sobre direitos autorais da União Europeia pode reanimar a discussão sobre a atualização da lei brasileira, que é de 1998.

“A nossa lei de direitos autorais está desatualizada porque não foi preparada para a era digital”, diz Eduardo Magrani, coordenador da área de Direito e Tecnologia do ITS-Rio.

Outro fator que eleva a expectativa do debate é o fato de o Brasil costumar replicar as mudanças europeias. “Nossa lei do setor foi inspirada na legislação europeia”, diz Mariana Valente, diretora do InternetLab. “É natural que comecemos a debater aqui.”

Esta não seria a primeira vez que o Brasil se espelha na legislação europeia para se atualizar. Válida desde o começo do ano, a lei de proteção de dados pessoais da União Europeia foi fonte de inspiração da Lei Geral de Proteção de Dados, sancionada em agosto por Michel Temer.

Acusado de assédio, presidente da CBS renuncia ao cargo

Les Moonves, à frente da emissora americana desde 2003, foi alvo de duas reportagens da revista ‘New Yorker’; casos começaram nos anos 1980 e seguiram até o início dos anos 2000

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Ex-presidente executivo da CBS, Les Moonves estava no cargo desde 2003


O presidente executivo e do conselho da emissora norte-americana CBS, Les Moonves, renunciou aos seus cargos nesta segunda-feira, 10. Moonves deixa os postos após uma sequência de acusações de assédio sexual, publicadas por reportagens da revista New Yorker, feitas por pelo menos uma dúzia de mulheres. As denúncias abrangem o período entre as décadas de 1980 e o início dos anos 2000 – em resposta à revista, Moonves disse que reconhecia três dos relacionamentos, mas que todos foram consensuais.

Segundo fontes da agência de notícias Reuters, Moonves e acionistas da empresa chegaram a um acordo durante o último final de semana – os detalhes serão revelados ao longo desta segunda-feira, mas incluem doações ao movimento #MeToo, que surgiu no ano passado após denúncias a outro magnata da mídia e do entretenimento, Harvey Weinstein, da The Weinstein Company.

De acordo com a Reuters, Moonves pode acabar saindo sem nada da empresa, que vai destinar um pacote de US$ 100 milhões para lidar com possíveis processos. Diretor de operações da emissora, Joe Ianiello vai assumir o cargo de presidente executivo de forma interina, enquanto o conselho buscará um substituto em definitivo para Moonves.

Netflix e outros serviços de streaming podem ser legalmente obrigados a produzir conteúdo na Europa

UE-da.jpg_640x640A cruzada da Europa para domar a indústria de tecnologia segue em frente. O próximo passo são as regulações que exigem que serviços de streaming, como a Netflix e o Prime Video, da Amazon, tenham pelo menos 30% de conteúdo local. Uma votação está marcada para acontecer em dezembro.

O relacionamento antagônico da União Europeia com a Netflix esteve até agora limitado à recusa da empresa em lançar seus filmes em cinemas. Agora, os legisladores da UE querem definir o que ela vai transmitir nas salas das pessoas.

A Diretiva de Serviços de Comunicação Social Audiovisual (AVMSD) definiu diversas mudanças nas regras para plataformas de streaming. A maior delas é a exigência que o conteúdo feito na Europa corresponda a no mínimo 30% do que é ofertado no catálogo. Cada um dos países-membros pode aumentar esse patamar para 40%.

Deixando um pouco a Europa de lado, no Brasil, já houve discussões sobre uma cota mínima de conteúdo nacional em serviços de streaming. No entanto, o governo desistiu de tocar em frente e preferiu se concentrar na cobrança de impostos das plataformas.

Roberto Viola, diretor-geral do departamento de comunicações em rede, conteúdo e tecnologia, disse à Variety que a votação de dezembro quase certamente irá formalizar as novas regras. “Nós só precisamos do voto final, mas é meramente uma formalidade”, declarou.

Ele também contou que um relatório avaliando a porcentagem de conteúdo europeu já presente nas maiores plataformas será publicado em outubro para ajudar a determinar o tamanho da lacuna a ser preenchida. Segundo Viola, a Netflix já está perto de preencher a cota.

Uma versão revisada do AVMSD foi garantida por um acordo político preliminar em abril. Além das cotas de conteúdo, as regras vão também abrandar algumas restrições sobre a quantidade de propaganda que uma plataforma pode transmitir durante um dia e vão acrescentar algumas exigências para proteger menores de idade de “conteúdo perigoso”.

As empresas que usam conteúdo gerado por usuários não estão excluídas das regulamentações. Certamente será mais difícil fiscalizar em casos assim, mas todos os sites que oferecem conteúdo audiovisual como “uma funcionalidade essencial do serviço” serão obrigados a seguir as novas regras. Resta saber como sites como o YouTube serão monitorados.

Além disso, há obrigações adicionais para criar um “mecanismo transparente, fácil de usar e efetivo para que os usuários possam sinalizar ou reportar conteúdos”.

O Gizmodo procurou a Netflix e a Amazon para perguntar a opinião deles sobre a nova legislação da UE, mas ainda não recebeu uma resposta.

Sempre que uma legislação vasta é aplicada a empresas online, há a chance de que elas simplesmente decidam seguir as regras do outro lado da fronteira como uma maneira de minimizar custos e dores de cabeça administrativas.

Não há indícios disso nessa situação, mas a exigência para que certa quantidade de programação seja feita dentro das fronteiras de um país pode acabar com o dinheiro destinado a produções indo parar em regiões não planejadas.

Uma grande reforma nas leis de direitos autorais da União Europeia está sendo discutida e deve ser levada à votação na semana que vem. Críticos alertaram que sua abordagem equivocada iria aumentar o poder de pseudo-monopólios e matar práticas de fair use, essenciais para a produção de tudo, de enciclopédias online a memes.

Usuários fora da UE podem não sentir um efeito significativo dessas novas cotas de conteúdo, mas a diretiva de direitos autorais é tão transformadora para o status quo que é difícil que ela não tenha repercussões pelo mundo todo. []

[Variety]

Parceria entre The New York Post e Supreme esgotam tiragem do jornal em tempo recorde

Com cópias esgotadas antes das sete horas, ação marca o lançamento da pré-coleção de Outono/Inverno da marca que virou a queridinha dos jovens
Por Soraia Alves

Sem título.jpgA edição dessa segunda-feira do The New York Post não trouxe nenhuma manchete especial, nem notícias em destaque. A capa totalmente branca trazia somente o símbolo da marca Supreme estampado.

Segundo o CEO e editor Jesse Angelo do jornal, essa é a primeira vez que o Post faz esse tipo de ação. A data foi estrategicamente pensada para anunciar o lançamento da pré-coleção de Outono/Inverno da Supreme, marca que se tornou icônica entre os jovens (e que aparece em quase todos os looks da série de vídeos “Quanto Custa o Outfit”)

A ação não poderia ter um resultado melhor: as cópias do jornal esgotaram nas bancas de Nova York. Segundo o jornal, são impressas 421.068 cópias diárias, mas cópias adicionais foram impressas no dia – embora o número extra não tenha sido informado.

Vale ressaltar que a ideia da ação veio da Supreme, que procurou o Post em abril desse ano a fim de criar um projeto inovador. A ideia é que além de gerar buzz e renda pelas vendas (necessária para o jornal), os jovens que compraram o jornal por conta da capa de hoje tenha lido o conteúdo do material, e voltem a comprá-lo com regularidade.

Além da publicação, a Supreme gravou o processo de impressão do jornal.

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New York Post on newsstands now 📹 @seanvegezzi

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“Estamos sempre tentando fazer coisas que serão lembradas”, disse Angelo. “Se a reação que estamos vendo nas bancas for uma indicação, isso não será esquecido.”

Em algumas bancas, as cópias do jornal acabaram antes das sete da manhã.