Parceria entre The New York Post e Supreme esgotam tiragem do jornal em tempo recorde

Com cópias esgotadas antes das sete horas, ação marca o lançamento da pré-coleção de Outono/Inverno da marca que virou a queridinha dos jovens
Por Soraia Alves

Sem título.jpgA edição dessa segunda-feira do The New York Post não trouxe nenhuma manchete especial, nem notícias em destaque. A capa totalmente branca trazia somente o símbolo da marca Supreme estampado.

Segundo o CEO e editor Jesse Angelo do jornal, essa é a primeira vez que o Post faz esse tipo de ação. A data foi estrategicamente pensada para anunciar o lançamento da pré-coleção de Outono/Inverno da Supreme, marca que se tornou icônica entre os jovens (e que aparece em quase todos os looks da série de vídeos “Quanto Custa o Outfit”)

A ação não poderia ter um resultado melhor: as cópias do jornal esgotaram nas bancas de Nova York. Segundo o jornal, são impressas 421.068 cópias diárias, mas cópias adicionais foram impressas no dia – embora o número extra não tenha sido informado.

Vale ressaltar que a ideia da ação veio da Supreme, que procurou o Post em abril desse ano a fim de criar um projeto inovador. A ideia é que além de gerar buzz e renda pelas vendas (necessária para o jornal), os jovens que compraram o jornal por conta da capa de hoje tenha lido o conteúdo do material, e voltem a comprá-lo com regularidade.

Além da publicação, a Supreme gravou o processo de impressão do jornal.

New York Post on newsstands now. @nypost

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“Estamos sempre tentando fazer coisas que serão lembradas”, disse Angelo. “Se a reação que estamos vendo nas bancas for uma indicação, isso não será esquecido.”

Em algumas bancas, as cópias do jornal acabaram antes das sete da manhã.

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Executiva Campbel Brown do Facebook foi ouvida dizendo que Zuckerberg “não se importa” com a mídia

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Campbell Brown || Créditos: Getty Images

Mark Zuckerberg não está nem aí para as empresas de mídia que usam o Facebook para promover seu conteúdo, e isso de acordo com uma das principais subordinadas dele. Segundo o jornal australiano “The Australian”, a executiva Campbel Brown – que é a diretora de parcerias jornalísticas do Facebook – foi ouvida dizendo recentemente durante uma reunião a portas fechadas com publishers de todo o mundo que seu chefe “não se importa com eles” e os orientou a nem pensar em trocar o site de relacionamentos por qualquer outra plataforma, caso contrário ela irá apenas “segurar suas mãos como as de um paciente terminal em seus últimos momentos”.

O comentário foi prontamente negado por representantes do Facebook e de Campbell, mas o “The Australian” – que é o maior e mais respeitado jornal da Austrália – garante que pelo menos cinco testemunhas presentes na tal reunião corroboraram o alerta em tom de ameaça. O Facebook está sob fogo cruzado de parte da imprensa desde o começo do ano, quando mudou seu algoritmo a fim de dar mais ênfase aos posts de usuários comuns e numa tentativa de combater as “fake news”. A estratégia também foi vista como uma forma de forçar as grandes companhias de mídia a pagarem por um acesso mais amplo aos usuários. [Anderson Antunes]

Dono da falida “Interview”, Peter Brant lucra milhões ao comprar a própria revista. Entenda!

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Peter Brant

Depois de anunciar o encerramento de suas atividades em maio citando dificuldades financeiras, a revista “Interview” se prepara para ser relançada com força total em setembro A publicação fundada por Andy Warhol e John Wilcock em 1969 voltará às bancas em um edição especial que terá a modelo transgênero Hari Nef na capa, clicada pela dupla Inez van Lamsweerde e Vinoodh Matadin.

Mas isso, é claro, se Peter Brant – o atual dono da revista – conseguir levar adiante um plano mirabolante que bolou para escapar dos credores. Com mais de US$ 3,3 milhões (R$ 12,7 milhões) devidos na praça, a “Interview” teve sua massa falida vendida e comprada pelo próprio empresário, que no fim das contas vai lucrar pelo menos US$ 1,5 milhão (R$ 5,8 milhões) com o negócio.

A manobra não é ilegal, mas está gerando polêmica no mundo editorial dos Estados Unidos por ser atípica ao mesmo tempo que envolve nomes tão graúdos. Principalmente entre os colaboradores que prestaram serviços para Brant durante anos e ainda não receberam os salários atrasados que lhes são devidos. Só o diretor editorial Fabien Baron teria US$ 600 mil (R$ 2,3 milhões) para acertar com o ex-patrão.

Há tempos que Brant tenta vender a “Interview”, porém ainda não encontrou nenhum interessado disposto a pagar os US$ 10 milhões (R$ 38,5 milhões) que pede para fechar o negócio. Mas no fim a falência veio bem a calhar para ele, que diante da situação acabou encontrando mais flexibilidade para continuar evitando os credores e colocar a mão no bolso. Até quando esse malabarismo vai durar, ninguém sabe dizer. [Anderson Antunes]

Fim do jornalismo? The New York Times divulga lucro de US$ 24 milhões graças aos assinantes digitais

Outro acerto do NYT é o investimento no podcast The Daily, que provou ser uma ferramenta de sucesso para atrair um público mais jovem para o site.

A próxima aposta da companhia para aumentar o engajamento no site é The Weekly, um programa de TV em parceria com FX e Hulu. Espera-se que o programa tenha um impacto semelhante ao podcast, levando novos públicos para o site, gerando receitas substanciais e apoiando o engajamento e a assinatura digital.

Empresas abandonam ‘influenciadores digitais’ com seguidores falsos

Unilever diz que quer ver “mais transparência” no marketing dos influenciadores digitais
Por Mary-Ann Russon

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Chicago, Illinois

A gigante de bens de consumo Unilever decidiu se insurgir contra “influencers” —ou influenciadores digitais— que falsificam sua relevância nas redes sociais para ganhar dinheiro promovendo produtos.

Será o começo do fim da lua de mel entre empresas e “campeões de curtidas” no Instagram?

Todos já ouvimos falar de estrelas do YouTube, Facebook e Instagram que ganham uma fortuna promovendo marcas nas suas páginas das redes sociais. Alguns desses expoentes têm mais de um milhão de seguidores e chegam a ganhar US$ 20 mil por post.

Mas parece que alguns deles estão burlando o sistema para ganhar dinheiro, comprando exércitos de seguidores de empresas que usam bots (robôs) automáticos para criar contas falsas e simular interações.

O engajamento com outros usuários de redes sociais e a quantidade de seguidores são as principais métricas de avaliação dos influencers.

A multinacional Unilever disse que quer ver “mais transparência” na indústria de marketing dos influenciadores digitais. O temor é que, por causa das trapaças para obter “curtidas”, os consumidores deixem de confiar nos donos desses perfis e nas marcas associadas a eles.

O Instagram diz que bloqueia milhões de contas falsas todos os dias e trabalha “duro” para construir o relacionamento entre marcas e influenciadores digitais.

Mas alguns dos verdadeiros influencers temem ser atingidos no fogo cruzado. “Eu sou contra os bots”, diz a moradora de Nova York Olivia Rink, 27, uma blogueira de moda e estilo de vida que já foi líder de torcida (cheerleader).,

“É desencorajador competir com inlfuencers que usam bots para criar engajamentos falsos.”

Rink já trabalhou com mais de 600 marcas e diz que dedica quatro horas por dia à audiência do seu blog.

“Eu trabalho duro para criar um conteúdo único e autêntico, que sei que vai agradar ao meu público.”

MOVIMENTO CRESCENTE

A Unilever não é a única marca insatisfeita com os rumos do mercado de influenciadores digitais- algumas redes de hotéis disseram à revista The Atlanticque não querem mais trabalhar com influencers.

Eles afirmam que recebem uma enxurrada de pedidos de hospedagem e despesas gratuitas, mas o retorno desses investimentos não é nada tangível.

Outros resorts passaram a implementar um processo de análise e seleção para garantir que os influenciadores realmente possuem engajamento real e orgânico com o público, sem o uso de bots.

Em outro sinal de desencanto, parece que agências de marketing estão dispensando os influencers de suas estratégias de ação, segundo a agência de marketing baseada no Reino Unido Zazzle Media.

A empresa, que tem 10 mil influencers na sua lista, se surpreendeu ao descobrir que nenhuma das empresas de marketing britânicas que responderam a um levantamento planejavam investir em influencers nos próximos 12 meses.

“Acreditamos que há duas razões para isso. Uma delas é a dificuldade de medir como os influencers realmente afetam as vendas. E há a questão dos bots”, diz Simon Penson, fundador e diretor-executivo da Zazzle Media.

Natascha Glock, 25, uma influencer de beleza e estilo de vida que mora em Frankfurt, na Alemanha, diz que não é “justo” o uso de bots. “É difícil evitar que isso aconteça. Mas é mais eficiente e você se sente melhor quando seus seguidores são reais, porque você recebe atenção e feedback verdadeiros.”

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Ela tem mais de 51 mil seguidores – a maioria homens e mulheres entre 18 e 25 anos, na Alemanha- e já trabalhou com 200 marcas, inclusive a Dove, que é da Unilever.

O trabalho como influenciadora digital garante uma boa remuneração, diz a jovem. Mas ela precisou de dois anos para conquistar um público grande o suficiente para atrair as marcas.

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Tropicana Ibiza Suites

Toula Rose, uma blogueira de moda que mora em Londres diz que a “a pressão por audiência” faz com que alguns influenciadores recorram aos bots.

“E algumas marcas só olham para o número de seguidores, sem se importar com o engajamento. Agora, obviamente que não é correto e é injusto (usar bots), mais injusto ainda para as marcas, se elas trabalharem com alguém e não receberem nada por isso.”

Todas as três mulheres com quem esta reportagem conversou destacam que o Instagram não se resume a fotos bonitas – leva horas para produzir e estilizar as fotos, planejar e criar conteúdo, engajar o público e propor ideias às marcas.

“Eu trabalho pelo menos 70 horas por semana no meu perfil”, diz Olivia Rink.

JOIO DO TRIGO

Apesar da preocupação, a Unilever não está dispensando os influencers por completo. Na verdade, a empresa considera que esse tipo de marketing tem se tornado uma “parte cada vez mais importante” das estratégias gerais de comunicação.

“A ideia de usar personalidades para reforçar produtos não é nova. Vem de anos e anos atrás, quando estrelas de Hollywood, como Rita Hayworth e Lana Turner, apareciam nas nossas campanhas de sabonete”, diz o chefe de marketing da Unilever, Keith Weed,

“Os influenciadores digitais acrescentam uma nova e complexa dinâmica. Queremos trabalhar para desenvolver relacionamentos significativos com influencers que são tão apaixonados pelos seus públicos quanto nós somos pelas pessoas que usam nossos produtos no dia a dia.”

Mas a empresa admite que é difícil verificar o exato impacto dos influencers em relação a outras formas de publicidade. Algumas marcas acreditam que qualidade não é quantidade e que esse pensamento é “chave” quando se fala em rede social.

Por exemplo, a Melissa, marca brasileira de sapatos, que tem 270 lojas pelo mundo, diz que prefere trabalhar com influencers que tenham públicos menores, mas bastante interação com os seguidores.

“Preferimos lidar com micro influencers, que têm entre 2 mil e 10 mil seguidores, mas que sejam realmente influentes nas suas comunidades”, diz Raquel Scherer, diretora de marketing da empresa.

“Não nos interessa se você tem 100 mil seguidores, se essas pessoas não interagirem com o conteúdo.”

Embora a competição nesse mercado esteja cada vez maior, Toula Rose diz acreditar que ainda há espaço para quem quer criar conteúdo original.

“Eu não me sinto ameaçada. Isso só me motiva a continuar a trabalhar enquanto o Instagram ainda estiver por aí. Nós não sabemos como será o futuro para os blogueiros. As coisas mudaram muito nos últimos anos.”

BBC NEWS

Facebook lança revista impressa ‘Grow’ no Reino Unido

‘Grow’ traz reportagens sobre liderança e tecnologia para executivos de empresas que são clientes da rede social, mas também está sendo distribuída em aeroportos

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Revista impressa do Facebook está sendo distribuída em aeroportos

Depois de seus mais altos executivos repetirem que o Facebook não é uma empresa de mídia, a estratégia da empresa parece ter mudado um pouco. Pelo menos é o que aponta a empresa ao lançar sua primeira revista impressa no Reino Unido, a Grow. A publicação trimestral, que está sendo distribuída de forma gratuita em lounges de aeroportos no Reino Unido, traz reportagens sobre inovação, liderança e tecnologia. A publicação também está sendo enviada diretamente para executivos que pagam por publicidade dentro da plataforma no país.

Em sua página na rede social, a companhia compartilha a versão digital das reportagens que, nesta edição, incluem uma entrevista com o presidente executivo da rede de varejo H&M, além de reportagens sobre startups de Paris, na França, e colunas com conselhos para empreendedores, dados pelo executivo do site Business Insider, Kevin Ryan. A editora-chefe da publicação é Kate Maxwell, que é colaboradora da Conde Nast e ex-diretora do grupo editorial Soho House & Co.

Segundo o Facebook, a ideia do projeto surgiu há cerca de três anos e meio e trata-se de um projeto de marketing — a empresa nega que vá comercializar publicidade para exibir na revista impressa. “A Grow é parte de um programa de marketing de negócios que compartilha conteúdo sobre liderança diretamente com nossos clientes por meio de um evento anual, além de canais de marketing online e offline”, disse a chefe do marketing do Facebook para o Norte da Europa, Leila Woodington, por meio de comunicado.

Atualmente, a revista possui um pequeno site, onde descreve seu objetivo, mas deve ganhar um novo site par exibir as reportagens em breve. Na página, o Facebook anuncia que já anunciou parcerias com o Founders Forum, rede global de empreendedores à frente de empresas de tecnologia, e com a revista Vanity Fair.

Rihanna dá sua versão para o look all-white no desfile da Louis Vuitton

Cantora já estreou look de Virgil Abloh para a maison francesa, com direito a bolsa transparente e delineador branco
Por Mariana Inbar

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Rihanna no desfile masculino da Louis Vuitton para o verão 2019 (Foto: Getty Images)

É claro que coube a Rihanna dar sua interpretação ao look branco total e já estrear no street style as (tão desejadas) malas transparentes da primeira coleção masculina de Virgil Abloh para a Louis Vuitton. Prestigiando a estreia do diretor criativo na maison francesa hoje à tarde, 21/06, em Paris, Riri posou para os fotógrafos toda de branco usando um look saído diretamente da primeira coleção de Abloh para a grife.