A semana de moda de Londres já tem seu ícone fashionista, e ele é Billy Porter

Vai ser difícil superar a maratona de looks do ator/cantor/ativista, que tomou gosto pela vida de #influencer – com muito glamour, é claro.

Billy Porter na semana de moda de Londres (Foto: WireImage)

Se a semana de moda de alta-costura de Paris tem em Celine Dion sua maior musa/ícone fashionista, a semana de moda de Londres também pode se gabar com o seu #influencer que não pula uma fila A: Billy Porter, estrela de Pose e ativista incansável pelos direitos LGBTQ+, fez seis trocas de roupa em 24 horas durante a maratona de desfiles. 

A sequência de looks, claro, continua a todo vapor: seja de vestido e quimono Halpern no desfile da label britânica, de camisa de seda e lenço amarrado na cabeça na Victoria Beckham, de voilette Stephen Jones ou de capa roxa combinada com luvas e chapéu cor-de-rosa, Billy Porter não perde nenhuma chance de brilhar muito na fila A – sempre muito glamuroso e desafiando qualquer convenção de gênero. E nós estamos amando.

Billy Porter na semana de moda de Londres (Foto: Getty Images)
Billy Porter na semana de moda de Londres (Foto: Getty Images)
Billy Porter na semana de moda de Londres (Foto: Mike Marsland/WireImage)
Billy Porter na semana de moda de Londres (Foto: Getty Images)
Billy Porter na semana de moda de Londres (Foto: Mike Marsland/WireImage)
Billy Porter na semana de moda de Londres (Foto: WireImage)
Billy Porter na semana de moda de Londres (Foto: Getty Images)
Billy Porter na semana de moda de Londres (Foto: Getty Images)
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Sutiãs com pouco (ou nenhum) bojo estão ganhando cada vez mais adeptas

O modelo é a escolha entre as mulheres que acreditam que ser sexy é se sentir bem como próprio corpo. Aqui, entenda o novo momento da lingerie e veja opções para aderir
PAULA MELLO (@PAULAMELLO_)

Rita Carreira usa sutiã Hope (R$ 98) e joias Cartier (Foto: Karla Brights)

Se foi nos anos 60 que os sutiãs cônicos e pontudos ficaram para trás dando lugar aos mais arredondados, o fim da década de 2010 promete ser outro momento-chave de transformação no universo da lingerie. É que os modelos bem estruturados, que “ levantam” os seios, têm dividido espaço com opções mais confortáveis, com pouco (ou nenhum) bojo e que abraçam as formas naturais da mulher.

“O que é chamado de ‘seio ideal’ é um seio inventado”, já ref letia a americana Natalie Angier no livro Woman: An Intimate Geography, publicado em 1999. “O peito real, que varia em tamanho e forma, vem sendo comprimido a um molde específ ico com uma conformidade impressionante”, escreveu ela em referência aos sutiãs push-up que marcaram a época.

Rita Carreira usa sutiã Hope (R$ 98) e joias Cartier (Foto: Karla Brights)

A ascensão das novas peças, feitas de seda, algodão ou renda, é um reflexo da celebração da diversidade e do body positivity que finalmente vem tomando a moda. Se, até pouco tempo atrás, marcas como a Victoria’s Secret propagavam (de maneira ultrapassada) um único padrão de beleza, hoje ser sexy tem muito mais a ver com a confiança de se sentir bem com o próprio corpo. “Antes elegia a lingerie pensando em ‘agradar’ ao outro. Agora, é o conforto o primordial. Queremos ter liberdade de optar por aquilo que fica melhor para nós”, diz a modelo Rita Carreira, fotografada para estas páginas.

Rita Carreira usa sutiã Valisere (R$ 90) e joias Cartier (Foto: Karla Brights)

As marcas brasileiras já vêm percebendo essa mudança no consumo. Não que itens com aro e enchimento tenham sumido de cena – o importante é que a peça a ser usada seja uma escolha pessoal da mulher. “Desde o ano passado, a procura por sutiãs sem bojo tem sido muito grande, com representatividade de venda”, conta Marcella Sant’Anna, diretora de estilo da Valisere. “As mulheres estão buscando mais naturalidade, já que este tipo de lingerie se ‘molda’ ao formato do seio de cada uma. Além disso, tais versões são mais jovens e modernas.”

Rita Carreira usa sutiã Triumph (R$ 99) e joias Cartier (Foto: Karla Brights)

Rita faz coro: “Usei peças com bastante enchimento durante muito tempo – meus seios são pequenos e eu morria de vontade de colocar silicone para que eles ficassem redondos e levantados. Depois que conheci melhor o meu corpo, percebi que gosto deles do jeito que são”.

Styling: Juliana Beukers Ruiz
Beleza: Vale Saig
Assistente de fotografia: Felipe Damasco
Assistente de beleza: Cleiton dos Santos
Modelo: Rita Carreira (Ford)

Fashion for Relief 2019: os batidores do evento de caridade

Tradicional gala criado por Naomi Campbell em 2005 para arrecadar fundos e ajudar causas humanitárias ocupou o British Museum
PEDRO SALES

Naomi Campbell, de Valentino, na passarela do Fashion for Relief 2019 (Foto: Now Fashion)

Depois de Moscou, Mumbai e Cannes, no ano passado, o Fashion for Relief – tradicional gala criado por Naomi Campbell em 2005 para arrecadar fundos e ajudar causas humanitárias – retornou para a cidade natal de sua fundadora.

A edição de 2019 ocupou o British Museum neste sábado (14.09) com um desfile marcado por ícones e tops da moda como Erin O’Connor, Stella Maxwell e Isabeli Fontana, única brasileira na passarela. Entre os desfilados, vale destacar a coleção de Verão 2020 de Tomoko Izumi, recém apresentada na NYFW, além dos vestidos couture da Maison Valentino usados por Naomi e Adut Akech. A noite segue com um jantar e um leilão, que terá uma obra de Marina Abramovic criada especialmente para a ocasião. 

Carbon neutral: o que a indústria da moda está fazendo para neutralizar seus impactos no meio ambiente

A Gucci anunciou que irá compensar todas as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) anualmente de suas próprias operações e de toda a cadeia de suprimentos

A Gucci anunciou que agora é carbon neutral (Foto: ImaxTree)

A sustentabilidade nunca foi uma pauta tão urgente na moda. Em meio à crise climática que ocorre no mundo, a Gucci anunciou que está se tornando carbon neutral, compensando todas as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) de suas próprias operações e de toda a cadeia de suprimentos.

A ação acontece com o apoio da grife a projetos de conservação florestal nos países em desenvolvimento por meio de uma iniciativa internacional chamada REDD+ (Reduzir as Emissões do Desmatamento e da Degradação florestal, desenvolvida pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima). Todas as emissões da marca a partir de 2018 foram medidas e compensadas, e atualmente a grife rastreia suas emissões de 2019, que serão totalizadas e compensadas no próximo ano. 

“É uma estratégia clara para garantir que nos responsabilizamos por nossas emissões de GEE, e agimos para evitá-las, reduzi-las e restaurá-las, e então compensar as inevitáveis”, disse Marco Bizzarri, presidente e CEO da Gucci.

Outra marca que recentemente deu um grande passo em relação à neutralidade foi a Gabriela Hearst, que apresentou o primeiro desfile carbon neutral durante a semana de moda de Nova York. Entre as iniciativas da estilista está a doação de todos os custos de energia associados com a produção da apresentação para o Projeto Hifadhi-Livelihoods, no Quênia. Eles trabalham para trocar os fogões de famílias de Embu e Tharaka Nithi, províncias do país, por opções modernas e eficientes, reduzindo o uso de madeira e os vapores nocivos proveniente de fogões antigos para cozinhar.

Nós, da Condé Nast, também estamos fazendo a nossa parte: Desde agosto passado, todas as revista da casa (Vogue, Glamour, GQ e Casa Vogue) passaram a ser carbon neutral. No projeto em parceria com o Laces and Hair, conseguimos neutralizar mensalmente nossa pegada de carbono (21 toneladas) ao replantarmos 35 árvores por mês.

Gabriela Hearst foi a primeira marca a fazer um desfile carbon neutral (Foto: ImaxTree)

Em 2011, a Puma foi a primeira marca a implementar o EP&L (The Environmental Profit & Lost/Lucros e Perdas Ambientais), que mede as emissões de carbono, o consumo de água, a poluição do ar e da água, o uso da terra e a produção de resíduos. Uma declaração de lucros e perdas ambientais resume o custo em relação a esses impactos. No mercado do luxo, a Gucci foi uma das pioneiras a ter o EP&L e a partir do parâmetro de 2015 criou metas de sustentabilidade para 2025, incluindo o objetivo de reduzir as emissões de GEE em 50%.

E as ações não param por aí: recentemente, a indústria da moda se uniu pela sustentabilidade com o Fashion Pact, um conjunto de objetivos que podem ser adotados a fim de reduzir seu impacto ambiental apresentados na cúpula do G7. A iniciativa foi liderada por François Henri Pinault, CEO da Kering, que recebeu a missão do presidente francês Emmanuel Macron de reunir os principais players do mercado para assinar o pacto, que foi aderido pela própria Gucci e a Puma a ainda outras gigantes como Chanel e Prada. 

Em palestra na FAAP, a empresária Lolita Hannud fala sobre processo de criação e posicionamento de marca

POR FAAP MODA

A empresária Lolita Hannud destacou a importância de fazer frente às cópias – Foto: Aline Canassa

A empresária Lolita Hannud esteve recentemente na FAAP para um talk com as turmas do curso de Pós-Graduação em Negócios e Varejo de Moda. Responsável pela marca Lolitta, com duas lojas próprias vendendo em torno de 30 multimarcas, a empresária explicou que a empresa nasceu no atacado para ganhar robustez financeira e conquistar o capital de giro necessário para operar no varejo.

A marca é muito conhecida pelo seu produto feito de tricot com forte base artesanal, produzido em indústria própria que utiliza máquinas retilíneas manuais. Uma peça pode demorar dias para ser tecida e ainda demandar outras atividades de preparação e costura antes de ser finalizada, em um processo que se aproxima da alta-costura.

Posicionar este produto no mercado também foi um desafio para a empresa, uma vez que o consumidor brasileiro não estava acostumado com produtos nacionais de altíssimo valor agregado. Neste processo, após alguns anos comercializando no atacado dentro de showrooms terceirizados, a marca abriu o seu próprio e, em seguida, lojas próprias.  Hoje, o varejo já representa uma parcela relevante do faturamento e a Lolitta se tornou uma referência no mercado de luxo brasileiro, participando de showrooms nos Estados Unidos e na Europa.

A empresária também destacou a importância de fazer frente às cópias, detalhando para uma plateia de alunos curiosos como foi o longo processo contra uma empresa que copiou produtos com pontos ZIG, icônicos da marca, em um caso que virou uma referência de sucesso na proteção do design autoral dentro do fashion law. Após anos de uma disputa jurídica, a Lolitta saiu vitoriosa e a marca que comercializava as cópias foi obrigada a parar imediatamente essas operações, sob pena de multa diária de R$ 5mil.