Jessica Chastain para Campanha Prada Resort 2017 by Willy Vanderperre

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Fotografia : Willy Vanderperre
Atriz : Jessica Chastain
Images via Pradajessica-chastain-by-willy-vanderperre-for-prada-resort-2017-2

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Top plus size Ashley Graham arrasa de biquíni no México

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Ashley Graham, maior top plus size do mundo, foi clicada saindo do mar em uma praia do México, exibindo com orgulho suas curvas voluptuosas, na sexta-feira (28).
Ashley já disse em certa ocasião não gostar do termo plus size. “Só porque eu não me chamo de modelo plus size, não quer dizer que eu não represente as mulheres que sejam. Estou dando às mulheres cheias de curvas um lugar à mesa, já que elas nunca foram convidadas. Uma mesa fashion para nós, que nunca fomos consideradas bonitas”, explicou ela à uma revista.

A top sempre faz questão de defender seu corpo sem retoques e já divulgou imagens sem alteração de uma sessão de fotos, aproveitando para dar um recado para os que criticavam suas imperfeições.

“Alguém uma vez me disse que as minhas coxas eram uma cidade de celulite. Mas agora percebo que estas coxas contam uma história de vitória e coragem. Não vou deixar os outros ditarem o que eles acham que o meu corpo deveria ser para o conforto deles e nem você deveria”, escreveu na ocasião.Ashley Graham (Foto: akm-gsi)Ashley Graham (Foto: akm-gsi)

Pijamismo: looks para você inspirar e apostar na tendência

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Inspire-se na tendência do pijamismo (Foto: Reprodução )

Há algumas temporas o pijama deixou de ser uma peça usada apenas em casa e ganhou as passarelas e as ruas. Na última Semana de Moda de Londres, a tendência – que une conforto e estilo – foi feita pelas grifes Burberry, Antonio Berardi e Mulberry. Fashionistas e famosas também estão usando a trend. Sendo assim, parece que essa moda veio pra ficar. Selecionamos os modelos e estampas que estão em alta para você se inspirar e aderir à tendência já! Acima: Camisa Mixed, R$ 1.112. Lenço Scarf Me, R$ 288.. (Foto: .)Camisa, R$ 529, short, R$ 680, e gravata, R$ 289, Ricardo Almeida.

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Robe Gucci, R$ 21.100. Calça A.Brand, R$ 998.. (Foto: .)

Camisa Sportmax, R$ 1.690. Lenço Scarf Me, R$ 348.. (Foto: .)

Macacão Reinaldo Lourenço, R$ 3.775. Loafers Blue Bird, R$ 449.

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Camisa, R$ 798, e calça, R$ 998, Animale.

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Camisa, R$ 1.520, e calça, R$ 1.690, NK Store. Gravata Ricardo Almeida, R$ 289.

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Camisa, R$ 7.600, calça, R$ 7.600, e chinelos, R$ 3.200, Dolce & Gabbana.

Fotos: Fabio Bartelt (Monster Photo)
Edição de moda: Flavia Pommianosky e Davi Ramos
Beleza: Silvio Giorgio (Capa MGT) com produtos M.A.C e Wella Professionals
Produção de moda: Well Santos
Assistentes de beleza: Julio Cardim e Patrick Pontes
Assistentes de fotografia: Caroline Curti, Ivan Stein e Chrystian Henrique
Produção-executiva: Vandeca Zimmermann Modelos: Fernanda Beuker, Lais Trussardi, Laura Pigatto, Leila Zandonai, Natalia Renken, Polyana Borek, Sara Poletto, Sarah Berger, Sweia Hartmann (todas da Way Model)
Tratamento de imagem: Victor Wagner

A moda está morta. Viva a moda!

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Na Cotton Project, uma moda usável estilo anos 1980. Foto: MARCIO FERNANDES/ESTADAO
Maria Rita Alonso – Especial para O Estado De S.Paulo
É preciso mudar quando as coisas não vão bem. Não à toa, esta edição da São Paulo Fashion Week, de número 42, recebeu o nome de Trans. Nas palavras de Paulo Borges, o idealizador do evento e propagador da criação da moda nacional, essa é a edição da transformação, da transgressão, da transição. Com surgimento das redes de fast fashion, a invasão das grifes internacionais nos shoppings, as investidas furadas dos estilistas brasileiros em parcerias com grupos financeiros e o declínio da imagem glamourizada do evento, essa guinada radical nos rumos da SPFW tinha realmente uma urgência.

E não é que veio a reação? Nos últimos anos, renovou-se o quadro de marcas. Gente boa, criativa, influente nas redes e que sabe fazer barulho chegou para movimentar a cena. A estilista mineira Patrícia Bonaldi, que sofria um preconceito no meio por ser blogueira e fazer sucesso com vestidos de festa bordados, foi galgando espaço, montou um grupo com quatro marcas e nesta edição fez um dos desfiles mais ricos e festejados, usando como cenário o Teatro Oficina. Lilly Sarti, dona da marca homônima de estilo folk, que cultiva uma clientela fiel entre as meninas da elite paulistana, também chegou para ficar.

Fazendo uma linha mais minimalista urbana, a marca de Renato Ratier, homem da noite, dono da D-Egde, é outro que traz um charme novo à cena fashion. Seu desfile na quinta-feira, 27, inspirado na musa Grace Jones, foi bom e provocante, com peças que misturavam a esportividade dos anos 1980 com a sensualidade do jeito de vestir de quem ferve nas pistas. Seus maiôs cavadões (a asa delta e o fio dental estão de volta), vestidos-camisola e blusões com capuz são desfilados com uma atitude underground e rendem imagens impertinentes e poderosas, como a da modelos com o top underboob, que deixa a parte de baixo dos seios à mostra. Imagens que tocam um público mais amplo e não apenas fashionistas. A moda desceu do salto.

Nesta edição, chegaram mais duas marcas que faltavam. Uma comandada pelo rapper Emicida, que tem tudo para ser o nosso com o Kanye West, vendendo roupas com pegada street, mas com acabamento de primeira e design sofisticado. “A moda de rua ‘é nóis’”, diz ele. Seu desfile foi um show, com um casting quase todo negro, algumas pessoas gordas e a presença de Seu Jorge. “Empoderamento é, de longe, a palavra do momento em 2016. Num movimento de redescoberta social para além das fotos de gatinho no Facebook, todos guetos e minorias se aproveitam da repercussão das redes para tentar levar sua luta para além da bolha, atrás de respeito e igualdade – gordos, gays, negros, trans, feministas, a lista é plural e infinita”, analisa Eduardo Viveiros, editor do site Chic, de Gloria Kalil.

Nesse sentido, ninguém causou mais do que Ronaldo Fraga. Ele não se preocupou muito com a roupa e sim com o discurso, levantando a bandeira de apoio aos transexuais. Seu desfile foi um manifesto político pela tolerância e contra a violência e o preconceito. Ronaldo é um dos membros da velha guarda que souberam se manter relevantes. Nos útimos anos, muito ficaram pelo caminho. Marcas-chave da moda nacional deixaram o evento (Herchcovitch;Alexandre, Ellus, Forum, Triton, Colcci), enquanto os que ficaram firmes e fortes acabam se superando. Caso de Gloria Coelho e Reinaldo Lourenço, que brilharam nessa estação, fazendo tudo certo e desejável: tecido, modelagem, estampa, caimento… Alexandre Herchcovitch também se reinventou na marca À La Garçonne, fazendo roupas que agora as pessoas querem comprar, ao lado de seu marido Fabio Souza, o diretor criativo.

É o chamado streetwear de luxo, com peças pintadas à mão, em edições limitadas, moletons, camisetas, camisas e essas roupas urbanas que todo mundo usa. Mesmo caso da Cotton Project e da Just Kids que estão sintonizadas com essa aproximação da moda com a vida real. Há uma rebeldia, uma atitude quase punk, meio desbocada, meio indolente, às vezes até politizada. Uma característica marcante desse movimento, que segue a estética dos anos 1980, é o ato de raspar a cabeça. Nas passarelas, meninos e meninas surgiram quase carecas, como a personagem Eleven, de Stranger Things. A questão dos gêneros é outra batalha da atualidade endossada pelas passarelas. Em tempos difíceis, a moda parece cair na real. / COLABOROU ANNA ROMBINO

Desfile da Victoria’s Secret em Paris terá segurança reforçada

Pernas (completamente) à mostra viram hit no SPFW

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Transparência: Amir Slama (Foto: Charles Naseh)
por Camila Padilha
Se alguma vez você já se deparou com aquela hot pant maravilhosa mas a deixou de lado por medo de ser vulgar, o jogo virou. Na 42ª edição do
SPFW, abusar da transparência (em cima e) na parte debaixo do look virou hit, e, acredite, o resultado é belo e ultra sensual.

Sem dúvida algumas labels optaram por brincar com as sobreposições e apostar em saias e shorts por baixo da mesh, mas, se o desejo é mostrar tudo, não existe hora mais oportuna de tentar.
Para Fernanda Yamamoto, a transparência fez a vez da parte mais sedutora dos looks; exceto por uma capa bordada, o tecido deixava somente parte das pernas à mostra, sem chegar no culote. Já no Amir Slama, a tendência se mostrou quase fetichista – se não fossem pelos looks com ótimos bordados e delicadeza na modelagem.
Vitorino Campos, por outro lado, arriscou (e acertou em cheio) em mostrar
 o lado mais ousado da mulher, assegurando além da transparencia embaixo, em cima também! Confira mais da trend nessa semana de SPFW:

Transgressão foi a palavra que definiu este SPFW, analisa Vivian Whiteman

A chegada de dois irmãos vindos da periferia da Zona Norte de São Paulo fez muito barulho e virou o evento do avesso. O line-up do SPFW agora tem uma marca chamada LAB, comandada pelo rapper Emicida e seu irmão e parceiro Fióti. Dois artistas, dois representantes do hip-hop, duas visões forjadas no dia a dia da rua, do streetwear no que ele tem de mais legítimo, de mais vivo e, por consequência, de mais instigante.

lab-lb-n42-031.jpgTeve também o baile de mulheres trans criado por Ronaldo Fraga, muito romântico, um pouco melancólico, bastante forte como imagem e inspirador de muitas reflexões. Valentina Sampaio, uma das modelos do desfile, foi o rosto da temporada e estampa a capa da ELLE de novembro. Um indício de que a performance não foi um jogo de cena estéril, mas retrato parcial de algo em plena construção.

A imprensa, especializada em moda ou não, deu à estreia da LAB todo o destaque que ela de fato mereceu. Não apenas foi histórica dentro do evento, como também no contexto da trajetória da moda brasileira. E, além disso, foi histórica por um motivo absolutamente inédito. A chave não é o casting diverso, nem a ótima roupa com preço acessível co-assinada por João Pimenta. A questão é outra. Nunca na história do evento o sujeito de um desfile foi um coletivo com raízes na periferia e com intenção não só de manter mas de fortalecer seus laços com seus moradores, sua estética e sua realidade.

Depois da chuva de elogios, surgiram alguns questionamentos sobre a marca. À parte os recalcados e os ultrapassados, algumas perguntas legítimas foram feitas. E os influencers do momento, como ficam nessa? O que falaram do desfile? Será que têm algo a dizer sobre ele? E se começarem a usar “I Love Quebrada”, como vai ser, não vai enfraquecer e gourmetizar o discurso?

A resposta, porém, é que essas perguntas levam a becos sem saída. Simplesmente por que tratam de falsas escolhas, usar ou não usar, falar ou não falar. O ponto que elas não enxergam é: pela primeira vez, influencers, blogueiras “de luxo”, colunáveis e afins não são o assunto. Eles não estão no foco. Pode ser que usem, que não usem, que gostem, que não gostem, não importa. Estamos tão acostumados a ver o mundo girar sempre em torno dos mesmos umbigos, que quando alguém chega para realinhar a órbita dos planetas, continuamos viciados em escolhas determinadas por antigas rotas.

A roupa da LAB não é só para a periferia, mas a periferia é parte indissociável do cérebro e do coração da marca. Costumamos falar da “mulher Reinaldo”, da “mulher Givenchy”, da “mulher Versace”, perfis femininos que estariam de certa forma encarnados em cada coleção. A LAB chega com uma ideia diferente de público-alvo, não indefinida, apenas mais diversa e essencialmente ligada a elementos como a música e a cultura street, da rua. E não só no sentido estético, mas em termos de encarnar certos desejos, certas histórias bem contadas com muito conhecimento de causa. Não é pobreza estilizada, muito pelo contrário. É uma questão de vivência e ponto de vista. A LAB adicionou ao SPFW um ponto de vista inédito na história do evento e na alta roda da moda brasileira. A agulha e a linha estão nas mãos deles, a imaginação e a realidade são deles e não de alguém que resolveu falar sobre eles. Isso é transformação. E das grandes.

Ronaldo também causou questionamentos. Será que chamar as trans para um espetáculo não seria oportunismo? Sinceramente, não é o caso. Ronaldo há tempos tem feito da reflexão um ponto de partida para suas apresentações. Tem dito repetidas vezes de que as roupas são secundárias no momento do show e que, especificamente nesta temporada, o foco eram as pessoas.

Ronaldo FragaO baile que armou pode inclusive ser visto como uma espécie de despedida de tempos que muito lentamente vão ficando pra trás. Tinha uma vibe cabaré, espaço que, em suas muitas versões, sempre acabou sendo refúgio, quase nunca por escolha, de pessoas que ousaram viver sua verdade passando por cima dos padrões sexuais e de identidade. Padrões que são, antes de tudo, também padrões de poder.

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A geração de Valentina (foto acima) está extrapolando esses limites. E esse avanço se deve, é claro, às lutas das gerações anteriores. Graças às trans que hoje são professoras, advogadas, empresárias, mães, graças à luta de todo dia que continua. Ela não é militante, mas tem uma certeza desconcertante para uma moça tão jovem: está muito segura de quem é e nasceu em uma família que sempre a apoiou e, na medida do possível, a protegeu. Nunca precisou se esconder. Apesar do preconceito, apesar da extrema violência, apesar da corrente onda reacionária, hipócrita e moralista, histórias positivas como a dela se multiplicam. São duas (na verdade, muitas) realidades que caminham juntas, criando uma perspectiva de avanço. Isso também é transformação.

Transformar não é fácil, é um trabalho para a vida. Transformar é uma questão de abrir mão, de perder zonas de segurança que viraram prisão. E às vezes dói. Mas, como diz o ditado, em certos casos, aceita que dói menos.