Lu Monteiro aposta na mistura de culturas orientais para o verão 2017

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Looks do verão 2017 de Lu Monteiro || Créditos: Divulgação
Uma viagem ao Oriente inspirou o verão 2017 de Lu Monteiro, que desembarcou há pouco na nova loja da marca instalada no Shopping Cidade Jardim. A estilista mergulhou em uma expedição rumo à Índia para criar uma coleção que traz releitura da fusão de diversas culturas. A grande aposta da estilista para a estação? Shapes limpos e urbanos em tecidos como a seda, renda, crepe e couro reforçando seu estilo prêt-à-porter.

colecao-nota-1Loja Lu Monteiro do Shopping Cidade Jardim || Créditos: Divulgação
Destaques para as camisas de seda pura, os vestidos soirée, as jardineiras e os shorts saia que roubam a cena com franjas, bordados feitos em linha e recortes de tela sobre couro. A cartela de cores, inspirada em temperos, reúne tons sóbrios como preto, vinho e terracota, passando por uma paleta vibrante como o laranja, mostarda e verde até os tons esmaecidos de rosa e azul. Ao vivo, com toque e textura, tudo fica ainda mais irresistível. Passa lá! [Glamurama]

Lu Monteiro 2º piso Shopping Cidade Jardim | Av. Magalhães de Castro, 12.000 – SP
+www.shoppingcidadejardim.com

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Relógios femininos menores e delicados voltam dando graça aos looks da temporada

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Tricô e vestido, ambos GIG Couture. Bolsa, Prada. Relógio Form míni de aço com quatro diamantes (Foto: Cassia Tabatini)

Inverta a lógica e aposte no relógio usado por cima da manga de tricô de fios de lurex com textura lisérgica – a minibag de formas arredondadas pontua com louvor o visual em clima 60’s

 (Foto:  )Blusa e calça, ambos Emilio Pucci. Bolsa, Miu Miu. Relógio Sfera míni de aço com 13 diamantes (Foto: Cassia Tabatini)

O pijama decorado com grafismos pretos e brancos pede bolsa estrurada tingida de tons sóbrios

 (Foto:  )Top e saia, ambos Coven. Bolsa, Fendi. Relógio Sfera míni de aço com 57 diamantes(Foto: Cassia Tabatini)

Invista em um sofisticado contraste de texturas combinando conjunto de tricô que brinca com transparências e acessórios ricamente enfeitados com aplicações de flores – e minirrelógio arremata o look, é claro.

 (Foto:  )Top e calça, ambos Lucas Magalhães. Bolsa, Dior. Relógio Form mini de aço com 57 diamantes (Foto: Cassia Tabatini)

O print gráfico em clima tecnocolor ganha ares polidos graças à bolsa bicolor de linhas arquitetônicas

 (Foto:  )Camisa, calça e bolsa, tudo Gucci. Relógio Form míni de aço com 13 diamantes (Foto: Cassia Tabatini)

O conjunto estampado fica ainda mais interessante combinado a minibagprotagonizada pelo mesmo print. Aposte em delicados desenhos florais e surpreenda!

Buquê artsy: Printing estreia na moda praia com coleção resort

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Maiô (R$ 620) Printing, chapéu (R$ 650) Yosuzi na Acaju do Brasil e brinco (R$ 229) Mariah Rovery (Foto: Hick Duarte; styling: Raquel Kavati; beleza: Gui Casagrande)

Fundadora da mineira Printing, Márcia Queiroz lança este mês a coleção de estreia da grife na moda praia.Orquídeas de proporções máxi foramaplicadas sobre grafismos em belas estampas inspiradas em obras dos artistas cearenses Aldemir Martins e Carmélio Cruz – que decoram ótimos maiôs de modelagem frente única.

Depois da praia, combine a uma pantalona branca de linho – look que garante nota dez no quesito elegância.

Printing: Rua Peixoto Gomide, 1.881, SPResort Printing (Foto: Reprodução)Resort Printing (Foto: Reprodução)

Resort Printing (Foto: Reprodução)
Resort Printing (Foto: Reprodução)Resort Printing (Foto: Reprodução)

Top plus size Ashley Graham arrasa de biquíni no México

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Ashley Graham, maior top plus size do mundo, foi clicada saindo do mar em uma praia do México, exibindo com orgulho suas curvas voluptuosas, na sexta-feira (28).
Ashley já disse em certa ocasião não gostar do termo plus size. “Só porque eu não me chamo de modelo plus size, não quer dizer que eu não represente as mulheres que sejam. Estou dando às mulheres cheias de curvas um lugar à mesa, já que elas nunca foram convidadas. Uma mesa fashion para nós, que nunca fomos consideradas bonitas”, explicou ela à uma revista.

A top sempre faz questão de defender seu corpo sem retoques e já divulgou imagens sem alteração de uma sessão de fotos, aproveitando para dar um recado para os que criticavam suas imperfeições.

“Alguém uma vez me disse que as minhas coxas eram uma cidade de celulite. Mas agora percebo que estas coxas contam uma história de vitória e coragem. Não vou deixar os outros ditarem o que eles acham que o meu corpo deveria ser para o conforto deles e nem você deveria”, escreveu na ocasião.Ashley Graham (Foto: akm-gsi)Ashley Graham (Foto: akm-gsi)

Pijamismo: looks para você inspirar e apostar na tendência

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Inspire-se na tendência do pijamismo (Foto: Reprodução )

Há algumas temporas o pijama deixou de ser uma peça usada apenas em casa e ganhou as passarelas e as ruas. Na última Semana de Moda de Londres, a tendência – que une conforto e estilo – foi feita pelas grifes Burberry, Antonio Berardi e Mulberry. Fashionistas e famosas também estão usando a trend. Sendo assim, parece que essa moda veio pra ficar. Selecionamos os modelos e estampas que estão em alta para você se inspirar e aderir à tendência já! Acima: Camisa Mixed, R$ 1.112. Lenço Scarf Me, R$ 288.. (Foto: .)Camisa, R$ 529, short, R$ 680, e gravata, R$ 289, Ricardo Almeida.

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Robe Gucci, R$ 21.100. Calça A.Brand, R$ 998.. (Foto: .)

Camisa Sportmax, R$ 1.690. Lenço Scarf Me, R$ 348.. (Foto: .)

Macacão Reinaldo Lourenço, R$ 3.775. Loafers Blue Bird, R$ 449.

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Camisa, R$ 798, e calça, R$ 998, Animale.

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Camisa, R$ 1.520, e calça, R$ 1.690, NK Store. Gravata Ricardo Almeida, R$ 289.

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Camisa, R$ 7.600, calça, R$ 7.600, e chinelos, R$ 3.200, Dolce & Gabbana.

Fotos: Fabio Bartelt (Monster Photo)
Edição de moda: Flavia Pommianosky e Davi Ramos
Beleza: Silvio Giorgio (Capa MGT) com produtos M.A.C e Wella Professionals
Produção de moda: Well Santos
Assistentes de beleza: Julio Cardim e Patrick Pontes
Assistentes de fotografia: Caroline Curti, Ivan Stein e Chrystian Henrique
Produção-executiva: Vandeca Zimmermann Modelos: Fernanda Beuker, Lais Trussardi, Laura Pigatto, Leila Zandonai, Natalia Renken, Polyana Borek, Sara Poletto, Sarah Berger, Sweia Hartmann (todas da Way Model)
Tratamento de imagem: Victor Wagner

A moda está morta. Viva a moda!

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Na Cotton Project, uma moda usável estilo anos 1980. Foto: MARCIO FERNANDES/ESTADAO
Maria Rita Alonso – Especial para O Estado De S.Paulo
É preciso mudar quando as coisas não vão bem. Não à toa, esta edição da São Paulo Fashion Week, de número 42, recebeu o nome de Trans. Nas palavras de Paulo Borges, o idealizador do evento e propagador da criação da moda nacional, essa é a edição da transformação, da transgressão, da transição. Com surgimento das redes de fast fashion, a invasão das grifes internacionais nos shoppings, as investidas furadas dos estilistas brasileiros em parcerias com grupos financeiros e o declínio da imagem glamourizada do evento, essa guinada radical nos rumos da SPFW tinha realmente uma urgência.

E não é que veio a reação? Nos últimos anos, renovou-se o quadro de marcas. Gente boa, criativa, influente nas redes e que sabe fazer barulho chegou para movimentar a cena. A estilista mineira Patrícia Bonaldi, que sofria um preconceito no meio por ser blogueira e fazer sucesso com vestidos de festa bordados, foi galgando espaço, montou um grupo com quatro marcas e nesta edição fez um dos desfiles mais ricos e festejados, usando como cenário o Teatro Oficina. Lilly Sarti, dona da marca homônima de estilo folk, que cultiva uma clientela fiel entre as meninas da elite paulistana, também chegou para ficar.

Fazendo uma linha mais minimalista urbana, a marca de Renato Ratier, homem da noite, dono da D-Egde, é outro que traz um charme novo à cena fashion. Seu desfile na quinta-feira, 27, inspirado na musa Grace Jones, foi bom e provocante, com peças que misturavam a esportividade dos anos 1980 com a sensualidade do jeito de vestir de quem ferve nas pistas. Seus maiôs cavadões (a asa delta e o fio dental estão de volta), vestidos-camisola e blusões com capuz são desfilados com uma atitude underground e rendem imagens impertinentes e poderosas, como a da modelos com o top underboob, que deixa a parte de baixo dos seios à mostra. Imagens que tocam um público mais amplo e não apenas fashionistas. A moda desceu do salto.

Nesta edição, chegaram mais duas marcas que faltavam. Uma comandada pelo rapper Emicida, que tem tudo para ser o nosso com o Kanye West, vendendo roupas com pegada street, mas com acabamento de primeira e design sofisticado. “A moda de rua ‘é nóis’”, diz ele. Seu desfile foi um show, com um casting quase todo negro, algumas pessoas gordas e a presença de Seu Jorge. “Empoderamento é, de longe, a palavra do momento em 2016. Num movimento de redescoberta social para além das fotos de gatinho no Facebook, todos guetos e minorias se aproveitam da repercussão das redes para tentar levar sua luta para além da bolha, atrás de respeito e igualdade – gordos, gays, negros, trans, feministas, a lista é plural e infinita”, analisa Eduardo Viveiros, editor do site Chic, de Gloria Kalil.

Nesse sentido, ninguém causou mais do que Ronaldo Fraga. Ele não se preocupou muito com a roupa e sim com o discurso, levantando a bandeira de apoio aos transexuais. Seu desfile foi um manifesto político pela tolerância e contra a violência e o preconceito. Ronaldo é um dos membros da velha guarda que souberam se manter relevantes. Nos útimos anos, muito ficaram pelo caminho. Marcas-chave da moda nacional deixaram o evento (Herchcovitch;Alexandre, Ellus, Forum, Triton, Colcci), enquanto os que ficaram firmes e fortes acabam se superando. Caso de Gloria Coelho e Reinaldo Lourenço, que brilharam nessa estação, fazendo tudo certo e desejável: tecido, modelagem, estampa, caimento… Alexandre Herchcovitch também se reinventou na marca À La Garçonne, fazendo roupas que agora as pessoas querem comprar, ao lado de seu marido Fabio Souza, o diretor criativo.

É o chamado streetwear de luxo, com peças pintadas à mão, em edições limitadas, moletons, camisetas, camisas e essas roupas urbanas que todo mundo usa. Mesmo caso da Cotton Project e da Just Kids que estão sintonizadas com essa aproximação da moda com a vida real. Há uma rebeldia, uma atitude quase punk, meio desbocada, meio indolente, às vezes até politizada. Uma característica marcante desse movimento, que segue a estética dos anos 1980, é o ato de raspar a cabeça. Nas passarelas, meninos e meninas surgiram quase carecas, como a personagem Eleven, de Stranger Things. A questão dos gêneros é outra batalha da atualidade endossada pelas passarelas. Em tempos difíceis, a moda parece cair na real. / COLABOROU ANNA ROMBINO