Gisele Bündchen celebra o Rio de Janeiro na Vogue de novembro

s05_228364_r4
Gisele posa no terraço do Belmond Copacabana Palace, no Rio, com vestido Versace, brincos Isak Rodrigues e sandálias Alexandre Birman, ao lado de José (Zé) Ibarra, integrante da banda Dônica. (Foto: Nino Muñoz; styling: Yasmine Sterea; beleza: Henrique Martins)

Gisele Bündchen celebra o Rio de Janeiro na especialíssima edição de novembro da Vogue Brasil – tradicionalmente dedicada à Cidade Maravilhosa –, que chega nesta sexta-feira (28.10) às bancas de todo o Brasil. No recheio, a über conta por que se engajou na luta contra o desmatamento no País – bandeira que a levou até a Amazônia para participar de uma série do Nat Geo, que estreia por aqui este mês –, além de posar para um ensaio exclusivo no terraço do Belmond Copacabana Palace.

Gisele Bündchen (Foto:  Gisele Bündchen)Gisele posa no terraço do Belmond Copacabana Palace, no Rio, com vestido Versace, brincos Isak Rodrigues e sandálias Alexandre Birman, ao lado de José (Zé) Ibarra, integrante da banda Dônica. (Foto: Nino Muñoz; styling: Yasmine Sterea; beleza: Henrique Martins)

Em cena, Gisele surge tocando violão acompanhada da banda Dônica. Parte da nova geração da MPB, o grupo esbanja talento e estilo e já tinha sido tema de reportagem da Vogue em agosto do ano passado. “Ser fotografado ao lado de Gisele tinha tudo para ser difícil, mas foi natural e divertido”, conta José Ibarra, vocalista do quinteto, formado por Tom Veloso (caçula de Caetano e Paula Lavigne e responsável pelas composições do grupo), Miguel Guimarães (baixo), André Almeida (bateria) e LucasNunes (guitarra).

A top foi fotografada por Nino Muñoz, com edição de Yasmine Sterea e beleza de Henrique Martins.

Gisele Bündchen (Foto: Vogue Brasil)Gisele Bündchen (Foto: Vogue Brasil)

“Gisele nunca havia estampado a edição do Rio, e lá fomos atrás de uma brecha na agenda da übermodel que permitisse sanar essa ‘falha’.Como sempre ocupadíssima e econômica no tempo que passa longe da família, Gisele só poderia permanecer algumas horas na cidade. Logo, o conceito do editorial e da capa teria de ser prático e eficaz. Nada de perder tempo no trânsito se deslocando de uma locação para outra, nada de troca de maquiagem e afins. O diretor criativo Clayton Carneiro lembrou que Gisele gosta de tocar violão e sugeriu um ensaio em ritmo de bossa nova. Nunca havíamos feito uma capa carioca musical, e a ideia deu samba”, resume a diretora de redação Daniela Falcão, em sua carta da editora. Imperdível!

Gisele Bündchen (Foto: Vogue Brasil)Gisele Bündchen (Foto: Vogue Brasil)
Gisele Bündchen (Foto: Vogue Brasil)Gisele Bündchen (Foto: Vogue Brasil)
Anúncios

SPFW: 5 tendências de moda praia que vão reinar nas areias

moda-praia-1
Amir Slama – SPFW TRANS N42 (Foto: Agência Fotosite)

Em tempos de “see now, buy now”, o que se vê nas passarelas é aguardado imediatamente fora delas. E depois de uma maratona fashion de SPFW, o que ficam é uma série de tendências de beachwear que prometem ganhar as areias neste verão. Demos um giro no melhor da moda praia que foi desfilada e elegemos os maiores destaques! Confira e adote! [Marie Claire]

Amir Slama - SPFW TRANS N42 (Foto: Imaxtree)Amir Slama – SPFW TRANS N42 (Foto: Imaxtree)

1. ASA-DELTA
Está confirmado: os anos 1980 vão ditar as regras da temporada e resgatar o shape asa-delta. Os maiôs da estação chegam com uma modelagem ousada, que valoriza as pernas e garante um resultado ultrasexy. Amir Slama fez suas apostas!

Água de Coco e Amir Slama - SPFW TRANS N42 (Foto: Imaxtree)Água de Coco e Amir Slama – SPFW TRANS N42 (Foto: Imaxtree)

2. HOT PANTS
Há algumas temporadas, os bottons de cintura alta se apresentam como peça certeira. A diferença é que neste verão, as hot pants chegam com shapes assimétricos e também com modelagem asa-delta. A peça apareceu tanto na passarela da Água de Coco, quanto na da Samir Slama.

Amir Slama e Lolitta - SPFW TRANS N42 (Foto: Imaxtree)Amir Slama e Lolitta – SPFW TRANS N42 (Foto: Imaxtree)

3. DECOTE OMBRO A OMBRO
O detalhe que tem aparecido com frequência no street style, entra em cena também nas praias em biquínis e maiôs de modelagem superjusta. Lolitta e Amir Slama fizeram o anúncio!

Água de Coco e Amir Slama - SPFW TRANS N42 (Foto: Imaxtree)Água de Coco e Amir Slama – SPFW TRANS N42 (Foto: Imaxtree)

4. O NOVO TOMARA QUE CAIA
Esqueça os modelos meia-taça e o bojo, o que vai roubar a cena é o estilo faixa, com pegada esportiva.

Água de Coco e Lolitta - SPFW TRANS N42 (Foto: Imaxtree)Água de Coco e Lolitta – SPFW TRANS N42 (Foto: Imaxtree)

5. CHINELOS DE TIRA LARGA
Perfeitos para a piscina, ele também vai à praia como arremate perfeito dos looks de beachwear. De plástico ou de couro, eles combinam com todas!

Ireland Baldwin faz a temperatura subir em foto de jaqueta aberta sem sutiã

irb1.png

A modelo Ireland Baldwin compartilhou em sua conta no Instagram uma foto ousada protagonizada por ela. A imagem mostra a filha do ator Alec Baldwin e da atriz Kim Bassinger usando uma jaqueta aberta e sem sutiã.

A foto faz parte de uma sessão feita com a artista de 21 anos para um ensaio produzido pelo fotógrafo Aladdin Ishmael e serão publicadas no livro ‘My Hotel Room’. A ideia da obra é reunir fotos de celebridades em seus quartos de hotéis.

Além da imagem mais ousada, Ireland também compartilhou uma em que aparece deitada no chão de seu quarto, sorrindo e com as pernas para cima. Ireland é a filha única do casamento entre Bassinger e Baldwin, que chegou ao fim no ano 2000.

Modelo transgênero Valentina Sampaio da SPFW diz que este rótulo é importante para enfrentar o preconceito

1477609007738.jpg

Valentina Sampaio, de 19 anos, estreia na SPFW Foto: Fernanda Figueiredo
Valentina Sampaio é conhecida hoje como a modelo transgênero da Semana de Moda de São Paulo (SPFW). O rótulo não a incomoda nenhum um pouco, pois ela acredita que ainda é importante combater o preconceito. No entanto, ela espera que isso não seja mais necessário no futuro: “eu sou uma modelo e eu tenho que ser escolhida pelo meu trabalho, pela minha imagem, pela minha beleza. Não pela minha condição”

A modelo estreia na SPFW em uma edição em que o tema é ‘Trans’ e essa é uma bandeira que ela faz questão de levantar. “É um momento em que estamos tendo essa visibilidade e precisamos falar disso agora para que no futuro isso não seja mais necessário. Espero que um dia não existam mais esses rótulos, pois todos nós somos seres humanos e exigimos respeito”, afirma Valentina.

E essa visibilidade pode ajudar a carreira de uma modelo? “Talvez sim, talvez não. É muito relativo… [Valentina fica alguns instantes pensativa, desvia o olhar, desfaz o sorriso] Pode sim dar mais destaque. Ou não, porque ainda existe muito preconceito”.

Nas primeiras entrevistas que deu, a modelo afirmou que não sofreu discriminação, pois veio de uma comunidade muito pequena de pescadores que fica em  Aquiraz, cidade localizada no litoral do Ceará a 40 minutos de Fortaleza. “Onde eu nasci todo mundo se conhecia, as pessoas respeitavam a minha essência. Eu já nasci assim e sempre transmiti isso, então em nenhum momento aconteceu uma mudança”, conta a jovem com trejeitos ingênuos.

Porém, já não é mais tão automático dizer que não foi rejeitada. Após ler os comentários nas redes sociais sobre a sua história, o discurso mudou um pouco. “Não sofri diretamente. Mas depois da publicação das reportagens, vi como as pessoas ainda podem ser más”, diz Valentina que acredita que o mundo está em transformação, mas a “passos pequenos”.

A relação de Valentina Sampaio com a moda começou na infância, quando ela confeccionava roupas para as bonecas. Aos 16 anos de idade, foi descoberta em uma feira de moda de Fortaleza, cidade na qual fez dois anos da faculdade de moda. Agora, aos 19 anos, ela mora em São Paulo e cursa arquitetura.

Nesta temporada, a mulher de 1,77 de altura esteve na passarela das marcas À La Garçonne, Patrícia Viera, Fernanda Yamamoto, Experimento Nohda, Ronaldo Fraga e Helô Rocha. Gabriela Marçal – O Estado De S.Paulo

Prabal Gurung sente ‘vergonha’ da falta de diversidade no mercado fashion

prabal_gurung_

Levantar a bandeira da diversidade é quase uma obrigação atualmente. Com a moda ainda tão atrasada quando o assunto é representatividade, não é surpresa que muitos designers estejam tomando para si a responsabilidade de mudar o jogo – e com a ajuda da internet, esse deve mesmo ser o seu papel.

Prabal Gurung é um dos estilistas que decidiram ser mais vocais sobre o assunto. Ele, que é do Nepal e se mudou para os Estados Unidos há 16 anos, sentiu na pele o que é ser tachado como diferente e viu na moda o lugar em que ele poderia se expressar de verdade e realizar os seus sonhos.

“A moda é a minha linguagem de escolha. É como eu compartilho as minhas paixões, minhas visões. E a indústria da moda, que só me deu amor e apoio pelos últimos sete anos e meio, permitiu com que eu fizesse as pessoas pensarem e até mudar algumas ideias, usando a minha plataforma para ser um ativista das causas com as quais sou engajado. Ela permitiu com que eu fizesse roupas que não ficassem só penduradas em um cabide, mas são também uma ferramenta de empoderamento, para as mulheres que as fazem e para as mulheres que as usam”, escreveu para a ELLE norte-americana.

Por isso, Prabal explica que entende como o tamanho ainda é um problema tão grande no mercado da moda e como, em um mundo de sample sizes, as mulheres mais curvilíneas – e que são maioria no país, por sinal – são simplesmente negligenciadas e esquecidas pela indústria.

“Como alguém que já foi visto como ‘diferente’, eu conheço bem a sensação de que as minhas necessidades não são mainstream o suficiente para serem supridas pela sociedade. Eu sei como é se sentir pequeno. E eu tenho vergonha de que nós, como indústria, não olhamos para milhões de mulheres”.

Prabal explica que sempre teve uma cultura de fazer roupas que vão do 34 ao 54, mas que apenas os tamanhos menores são escolhidos pelas grandes lojas para serem colocados à venda. Para mudar isso, o designer decidiu fazer duas parcerias: uma com a Lane Bryant e outra com a Bandier, para oferecer peças de luxo e roupas de ginástica em tamanhos e silhuetas variadas, para atender aos diferentes tipos de corpos.

“Nós estamos em uma encruzilhada na moda em que os líderes do mercado precisam fazer uma escolha: nós ficamos no caminho em que estamos e continuamos a desenhar para as mesmas mulheres ou tentamos uma nova abordagem?  Nós passamos muitos anos entendendo, admirando e apreciando algumas das mulheres do mundo. Agora é a hora de conhecer e respeitar as demais”. [Marcela De Mingo]

Homens e drag queens ganham mais espaço no mundo da maquiagem e na SPFW

1477596939370.jpg

Cantor participou de painel sobre maquiagem na SPFW.  Foto: Juliana Knobel

A São Paulo Fashion Week traz para a sua 42ª edição a temática de diversidade e inclusão das pessoas trans, porém, as barreiras de gênero não estão sendo quebradas só nas passarelas. No quarto dia de evento, a Praça Natura convidou uma drag queen e o cantor Johnny Hooker.

Num papo com o Emais, Johnny e a drag queen Divina Raio-Laser, criação do ator Yheuriet Kalil, falaram sobre o espaço para homens e drags no mundo da maquiagem, que vem crescendo nos últimos anos. Para o cantor, a mudança de comportamento em relação a maquiagem vem principalmente da nova geração. “A hora de atacar a caretice é agora.”

Johnny ficou conhecido pelo público por abusar da maquiagem escura nos olhos em suas apresentações e acabou reunindo fãs que também seguem a tendência. “É muito legal quando os fãs vão ao show maquiados, você percebe que, de alguma maneira, você está fazendo o seu trabalho de formiguinha, em relação a percepção que as pessoas têm delas mesmas.”

Para o cantor, a maquiagem é uma forma de expressão importante e empoderadora. “As pessoas estão percebendo que elas podem ser uma criação delas próprias, e não uma coisa ditada, um padrão, uma regra”, reflete. “Quando você gosta de artistas que se expressam dessa forma, você também sente vontade de experimentar e se permitir”.

A drag queen foi uma das convidadas para falar sobre maquiagem na SPFW. 

A drag queen foi uma das convidadas para falar sobre maquiagem na SPFW.  Foto: Juliana Knobel

Grandes consumidoras de maquiagem, as drag queens também começaram a ser alvo de marcas de cosméticos recentemente – o que explica o convite para a participação de Divina Raio-Laser no evento. “O papel do mercado e das marcas é mostrar para o público que todo mundo é livre para usar o que quiser. É difícil atingir certos segmentos e nichos, mas de um ano para cá a gente está vendo diversas marcas abraçando o movimento”, diz Divina.

Para a artista, é necessário quebrar ainda mais a barreira de gêneros, principalmente em relação à moda e maquiagem. “As marcas têm que dialogar com trangêneros, drag queens, LGBTQs, que também consomem, e muito, os produtos.”

E como consomem. Para as drag queens, há um gasto maior de cosméticos, já que além da costumeira pintura exagerada, é necessário a utilização dos produtos para dar uma base, escondendo a marca da barba e desenhando formatos no rosto. “Eu duvido que aqui na Fashion Week exista alguém que esteja com mais maquiagem que eu. Foram duas horas maquiando o rosto”, brinca Divina.

Por necessidade, as drag queens se tornaram especialistas em maquiagem e, atualmente, além de maquiar os próprios rostos, as artistas também ensinam suas técnicas para homens e mulheres por meio de cursos e canais de vídeo na internet. “A drag queen faz uma maquiagem para se aproximar da feição feminina. Então, entre a nossa maquiagem e a de uma mulher, só muda o peso da mão, as técnicas são as mesmas”, esclarece a profissional. “Quem entende mais de maquiagem do que uma drag queen?”, indaga.

Para Divina, é impossível falar sobre o aumento de visibilidade da arte das drag queens sem citar o reality show RuPaul’s Drag Race, em que artistas disputam a oportunidade de serem coroadas como representantes e sucessoras de RuPaul, esbanjando carisma e mostrando habilidades com maquiagem e moda. “O programa desmitificou e introduziu o público ao mundo das drag queens, as pessoas começaram a descobrir o que é e começaram a entender melhor até questões de gênero”.

Por conta do reality show, Divina vê um aumento no número de adeptos a arte do drag – com destaque para um número ainda mais crescente de mulheres aderindo à expressão. “O mundo de hoje é um pouco mais aberto e graças aoRuPaul’s Drag Race cada vez mais meninos e meninas estão fazendo drag. Essa é uma expressão artística e arte não tem gênero”. [Pedro Rocha]

Por que o ser humano adora seguir uma moda

1477593395673.jpg

O desfile de Fernanda Yamamoto reuniu o time conceitual da moda. Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO
A gente cansa de dizer que a moda não segue mais tendências e vem se libertando das regras e das imposições, mas quando nos deparamos com o público dos desfiles da São Paulo Fashion Week, percebemos claramente que existe sim uma certa unidade no jeito de vestir de cada uma das plateias.
Na terça-feira, 25 , na apresentação da estilista Fernanda Yamamoto, que é superminimalista e segue a escola do japonismo fashion, as pessoas estavam vestindo o mesmo estilo de roupa meio conceitual da passarela. O look é no visual galeria de arte/vernissage, com vestidos amplos, abaixo do joelho e sexualidade zero.

Digital influencers na SPFW: Taciele Alcolea, Camila Coutinho e Maddu Magalhães.

Digital influencers na SPFW: Taciele Alcolea, Camila Coutinho e Maddu Magalhães. Foto: Reprodução/Instagram
As blogueiras de moda, supermontadas, maquiadas e penteadas eram a maioria no desfile do Experimento Nohda, comandado por Patricia Bonaldi. Explica-se: a estilista fez sua fama nas redes sociais, tem mais de um milhão de seguidores no Instagram e há tempos ajuda a abastecer o guarda-roupa de blogueiras amigas com suas criações.
Na apresentação da marca carioca A.BRAND, um grupo grande de meninas que assistiam ao desfile eram bronzeadas, falantes, usavam roupas despojadas estampadas. Enfim, faziam bem o estilo meninas do Rio.

O rapper Emicida levou a diversidade para a passarela e chamou a atenção. Seu público é street e veste a camisa.

O rapper Emicida levou a diversidade para a passarela e chamou a atenção. Seu público é street e veste a camisa. Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
No Teatro São Pedro, Ronaldo Fraga reuniu artistas, músicos, atores e atrizes em torno de sua coleção. Todos vestidos de maneira alternativa, com uma peça ou outra que remetia ao artesanato brasileiro.
O rapper Emicida levou muito mais do que a favela para as passarelas, como havia dito. A marca LAB apresentou roupas com pegada urbana e contou com modelos negros, gordos, de black power e carecas. Atitude que agradou todo mundo.
Enfim, observar o público de cada estilista reforçou aquela velha teoria social: por mais que a moda libere a gente de amarras, e que as tendências pareçam não fazer mais sentido, há uma inclinação absurda, talvez até uma necessidade, de pertencer aos grupos, gangues, tribos, e de se vestir mais ou menos de acordo com o nosso círculo social. [
Maria Rita Alonso]