‘A música pode ser dolorosa e perigosa’, diz Nakhane Touré

O artista sul-africano fala sobre seu novo álbum revela as dificuldades de ser homossexual em uma etnia que condena gays
Matthew Schneier, The New York Times

O novo álbum de Nakhane Touré, ‘You Will Not Die’, explora conquistas emocionais. Foto: Charlotte Hadden para The New York Times

LONDRES – Para dominar o palco, os músicos precisam ser figuras extraordinárias. Mas Nakhane entrou quase despercebido em um grande hotel de Londres, em uma noite de domingo, em fevereiro, e ocupou um pequeno espaço em uma poltrona em um canto do saguão.

Touré, 31, cujo nome completo é Nakhane Mavuso e usa o nome artístico Nakhane Touré, vive em Londres desde que deixou a África do Sul, em 2018. “Minha vida sempre foi interior”, disse.

Entretanto, a música de Touré é sonora. Sua voz é um toque de trombeta. E seu novo álbum, You Will Not Die, lançado no ano passado, é uma contradição sensual e espiritual, uma luta entre a fé, o amor, a sensualidade e a pátria.

Em seu país, Touré, que é homossexual, foi ameaçado de morte e de condenação. Ele compôs You Will Not Die depois de deixar a igreja, onde pregava uma teologia contrária aos gays. Deixou o país depois de estrelar o filme The Wound, que provocou uma verdadeira fúria por revelar detalhes de uma cerimônia de circuncisão e por mostrar que existe homossexualidade entre o grupo étnico Xhosa.

Apesar de se revelar aos amigos aos 17 anos, e aos 19 à família, Touré dedicou-se inteiramente à igreja. Mas o estresse provocado por negar a própria tendência o levou a um colapso. A certa altura, decidiu partir.

Ele acreditava em seu destino. “Você vai se tornar um dos artistas africanos mais importantes deste país”, dizia a si mesmo enquanto estudava em Johannesburg.

O trabalho começou com Brave Confusion, um álbum folclórico de 2013, lançado na África do Sul. Mas foi a ruptura com tudo o que ele conhecia – sua saída da igreja, o período durante o qual morou praticamente na rua – que levou às conquistas emocionais que explora em You Will Not Die

“As canções são perigosas. A arte é perigosa. E dolorosa. Você faz arte porque sente que deve fazer”, explicou.

Apesar de todo o sofrimento e da saudade, You Will Not Die descreve um grande arco até alcançar a alegria. “Nunca mais volte a ter medo, não, nunca mais”, é o coro do single “New Brighton”.

A coragem de Touré atrai admiradores. Madonna o definiu como um de seus artistas favoritos, e o cineasta John Cameron Mitchell o incluiu em um podcast musical para a rádio intitulado “Anthem Homunculus”, que estreará no final de abril. “Ele é o artista mais sensacional do novo renascimento que já vi neste século”, afirmou Mitchell.

O cantor voltou a se relacionar com a família e recuperou a espiritualidade – e, talvez, a religiosidade.

“Alguém como eu jamais poderia existir em qualquer outra era senão agora”, disse. “O fato de ter um álbum lançado internacionalmente, de ser um negro homossexual diferente, político, que fala o que pensa e faz boa música? A minha existência é milagrosa”.

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Lady Gaga confirma produção de sexto álbum de estúdio

Novidade veio com publicação em que nega rumores de gravidez

Lady Gaga – Oscar 2019 (Foto: Getty Images)

A cantora e atriz Lady Gaga respondeu aos boatos de que estaria grávida de uma forma divertida. No Twitter, a norte-americana de 32 anos negou a informação e, ao mesmo tempo, revelou que está trabalhando em um álbum novo.

“Rumores de gravidez? Sim, estou grávida de #LG6”, escreveu na rede social, confirmando a produção de seu sexto álbum de estúdio.

Lady Gaga estreou em 2008 com o álbum The Fame. Em seguida, fez sucesso com Born This Way (2011), Artpop (2013), Cheek to Cheek(2014) e Joanne (2016).

O Rei do Show | Trilha sonora foi o álbum mais vendido de 2018 no mundo

BTS ficou no segundo lugar
JULIA SABBAGA

O Rei do Show

A IFPI, organização que representa a industria musical mundial, revelou que a trilha sonora de O Rei do Show foi o álbum mais vendido de 2018, no mundo inteiro. O álbum do filme com Hugh Jackman ficou na frente do BTS, que ocupou a 2ª e 3ª posição, com álbuns da série Love Yourself

Lady GagaEd Sheeran e Queen também marcam a lista. Confira:

1. O Rei do Show – 3.5 milhões
2. BTS: LOVE YOURSELF 結 ‘Answer’ – 2.7 milhões
3. BTS: LOVE YOURSELF 轉 ‘Tear’ – 2.3 milhões
4. Lady Gaga: A Star Is Born (OST) – 1.9 milhão
5. Johnny Hallyday: Mon Pays C’est L’amour – 1.7 milhão
6. Ed Sheeran: ÷ – 1.3 milhão
7. Queen: Bohemian Rhapsody – 1.2 milhão
8. P!nk:  Beautiful Trauma – 1.2 milhão
9. Eminem: Kamikaze – 1 milhão
10. Mamma Mia! Here We Go Again – 900,000

Apesar do início lento na bilheteria, o longa – que custou U$ 84 milhões nos EUA – foi um sucesso mundial e arrecadou um total de US$ 407 milhões ao redor do mundo. A produção chegou a ser indicada ao Oscar de Melhor Canção original por “This is Me”.

Vampire Weekend lança clipe com Jerry Seinfeld dirigido por Jonah Hill

“Sunflower” fará parte de Father of the Bride

O Vampire Weekend revelou hoje, dia 13, o clipe de “Sunflower”, dirigido por Jonah Hill e com participação de Jerry Seinfeld.

A faixa conta com participação de Steve Lacy, do The Internet, e fará parte do quarto álbum da banda, Father Of The Bride, esperado para 3 de maio. O disco será um álbum duplo com 18 faixas.

O último álbum do Vampire Weekend, Modern Vampires of the City, foi lançado em 2013. 

Família de Michael Jackson fica indignada com Janet Jackson por recusa em defender o astro das acusações de abuso

Irmã de Michael tem permanecido em silêncio frente às acusações de pedofilia feitas no documentário ‘Leaving Neverland’

Janet Jackson e Michael Jackson (Foto: Reprodução)

Janet Jackson continua em silêncio após o lançamento do documentário ‘Leaving Neverland’. E a família de Michael Jackson está indignada com a atitude da cantora, que não quer se pronunciar de jeito nenhum em defesa do falecido irmão. O documentário apresenta depoimentos de dois homens – James Safechuck e Wade Robson – que alegam que foram abusados ​​sexualmente por Jackson quando eles eram apenas crianças.

Os membros da família do Rei do Pop têm se manifestado contra os acusadores, chamando-os de “oportunistas” que não vêem nada além de um “cheque em branco”. Mas Janet Jackson foi uma das únicas a permanecer em silêncio apesar da pressão da família para ela falar com a imprensa. 

Uma fonte próxima aos Jacksons disse ao tablóide The Sun: “Na semana passada houve discussões entre os Jacksons sobre o documentário e como isso afetará o legado de Michael. Todos queriam que Janet divulgasse uma declaração condenando o documentário porque ela é o membro mais conhecido da família depois de Michael. Eles sentem que ela poderia ter feito mais para apoiá-lo contra as acusações”. A fonte afirmou que vários membros da família de Janet pediram que ela dissesse algo em defesa de Michael. Para eles, Janet sente que sua carreira sempre foi separada de sua família, e ela gostaria de continuar assim. 

Após o controverso filme ter sido exibido em duas partes pelo canal americano HBO, as vendas de música de Michael Jackson despencaram. De acordo com o Hollywood Reporter, as vendas do seu catálogo de músicas, incluindo sucessos dos Jackson 5 caíram 4%. As vendas dos álbuns caíram 39% nesse período.

Rádios de Austrália, Canadá e Nova Zelândia se negam a tocar Michael Jackson

A decisão foi tomada após o lançamento do documentário ‘Leaving Neverland’, no qual dois homens relatam que o artista abusou sexualmente deles por anos
AFP

O documentário de quatro horas apresenta as histórias de dois homens que dizem ter sofrido abuso sexual por Michael Jackson Foto: AP Photo/Michael A. Mariant, File

Rádios de Austrália, Canadá e Nova Zelândia decidiram não tocar temas de Michael Jackson, em reação às novas alegações de abuso sexual envolvendo o ‘rei do pop’.

O grupo de rádio Nova Entertainment de Sydney é o último a decidir, nesta quinta-feira, censurar Jackson.

A decisão foi tomada após o lançamento nos Estados Unidos do documentário Leaving Neverland, no qual dois homens relatam que o artista abusou sexualmente deles por anos.

“Dado o que está acontecendo no momento, SmoothFM não transmitirá mais nenhuma música de Michael Jackson”, disse Paul Jackson, diretor de programação da Nova, citado pela imprensa local.

O documentário ainda não foi transmitido na Austrália.

Outro grupo de rádios australianas, a ARN, indicou que está “acompanhando de perto o sentimento do público com os artistas”.

Na Nova Zelândia, as músicas de Michael Jackson quase não são mais ouvidas no rádio após a decisão dos dois principais grupos de rádios, MediaWorks e NZME, de não mais tocá-las.

Essas duas empresas controlam a rede de rádios comerciais.

A rádio pública Radio NZ declarou, por sua vez, que as músicas de Michael Jackson não fazem parte de sua playlist.

Acusações de abuso

O documentário de quatro horas da HBO exibido no final de semana nos Estados Unidos apresenta as histórias de dois homens que dizem que Michael Jackson, que morreu há quase uma década, abusou sexualmente deles quando eram menores de idade.

O documentário se concentra em James Safechuck, de 41 anos, e Wade Robson, de 36 anos, que rememoram os fatos de como seu ídolo os abusou quando crianças.

Ambos descrevem como o cantor os atraiu: ele os convidou para compartilhar sua vida de sonhos, ganhou a confiança de suas famílias e os manipulou para manter seu relacionamento sexual em segredo.

Robson, natural da Austrália e atualmente um renomado coreógrafo, conheceu Michael Jackson quando tinha cinco anos de idade depois de vencer uma competição de dança.

O astro o convidou para o seu rancho Neverland na Califórnia, onde, segundo Robson, que tinha então sete anos de idade, começaram os abusos.

Safechuk – que alegou que os abusos contra ele começaram aos 10 anos, depois de participar de uma propaganda da Pepsi com Michael Jackson – conta uma história semelhante. Ele diz que o astro disse a ele que, se alguém descobrisse, suas vidas “acabariam”.

Esta não é a primeira vez que denúncias de abusos contra Jackson vão ao ar publicamente, mas é a primeira explosão do escândalo desde que ele morreu de uma overdose aos 50 anos, há quase dez anos.

Em 1993, Jackson foi acusado de abusar de um menino de 13 anos e encerrou o caso com um acordo extrajudicial. Naquela época, Robson e Safechuck asseguraram que o músico nunca os tocara.

Em 2003, novas acusações vieram à tona em um julgamento dramático. Safechuk permaneceu à margem, mas Robson testemunhou em favor de Michael Jackson, que foi absolvido.

Os administradores do patrimônio de Michael Jackson defendem com veemência o cantor e processaram a HBO em 100 milhões de dólares por “assassinato póstumo” e asseguram que a companhia violou um acordo para não falar mal do ícone pop, uma condição estabelecida para emitir um de seus shows.

– Fora do ar no Canadá –

A decisão de não transmitir mais músicas de Michael Jackson, sem dúvida, prejudicará a marca e poderá resultar em perdas vinculadas a direitos autorais através da transmissão em rádios.

Mas não se sabe se o público parou de ouvir o ‘rei do pop’ nas plataformas digitais. Na Austrália, “The Essentials of Michael Jackson” permanece no 65º lugar dos mais baixados.

Nesta semana, dezenas de estações de rádio canadenses decidiram não transmitir mais as grandes canções de Jackson como “Billie Jean” ou “Bad”.

“Estamos atentos ao feedback dos nossos ouvintes, enquanto a transmissão do documentário gerou reações”, disse Christine DiCaire, da Cogeco, que opera 22 estações em Quebec e outra em Ontário.

“Preferimos, no momento, observar a situação eliminando as músicas de nossas estações”, acrescentou.

Na Grã-Bretanha, onde “Leaving Neverland” deve ir ao ar na quarta e quinta-feira, a BBC seguiu o exemplo de outras rádios e arquivou a música de Michael Jackson.

Um porta-voz do grupo disse à AFP que não proibiram o artista, mas em um comunicado a BBC diz que consideram “cada obra musical pela sua qualidade e as decisões sobre o que é emitido em diferentes rádios são sempre tomadas em consideração ao contexto e ao público”.

Keith Flint, vocalista do The Prodigy, morre aos 49 anos no Reino Unido

Polícia disse que morte não é tratada como suspeita

Keith Flint, vocalista do The Prodigy, morre aos 49 anos no Reino Unido. Foto: EFE/ Jose Sena Goulao

O vocalista da banda The Prodigy, Keith Flint, morreu na manhã desta segunda-feira, 4, aos 49 anos, na cidade de Dunmow, no Reino Unido. A informação foi confirmada pela polícia de Essex, no Reino Unido, que também declarou que a morte não é tratada como suspeita.

O cofundador do The Prodigy, Liam Howlett, disse no Instagram que Flint cometeu suicídio no fim de semana. “Estou atordoado… confuso e desolado”, escreveu.

As autoridades policiais disseram que mandariam uma equipe de médicos forenses, procedimento padrão em casos de morte violenta ou inexplicáveis.

Nascido em 1969, em Londres, Flint era músico, cantor e dançarino. Ao lado de Liam Howlett e MC Maxim Reality, fazia parte do grupo inglês de música eletrônica que fez sucesso no fim dos anos 1990 após um escândalo causado pela música e pelo clipe (censurado) Smack My BitchUp

A banda surgiu em 1990 e recentemente concluiu uma turnê na Austrália, onde estava promovendo o álbum No Tourists, de 2018. The Prodigy vendeu 30 milhões de discos, ajudando a popularizar a música eletrônica. Sete de seus álbuns lideraram as paradas do Reino Unido, incluindo o mais recente, The Tourists/AFP e Reuters