Coldplay adia shows no Brasil por causa de infecção pulmonar séria de Chris Martin

Segundo comunicado, apresentações ficarão para 2023. Banda tinha seis apresentações agendadas para São Paulo e duas no Rio de Janeiro, todas no mês de outubro.

Coldplay se apresenta no Rock in Rio 2022 — Foto: Stephanie Rodrigues/g1

Coldplay anunciou que vai adiar as apresentações que faria no Brasil. Segundo comunicado, o adiamento é em decorrência de infecção pulmonar séria do vocalista Chris Martin.

O grupo estava com oito apresentações agendadas no Brasil, sendo seis delas para São Paulo (15, 16, 18 e 19, 21 e 22 de outubro) e outras duas para o Rio de Janeiro (11 e 12 de outubro).

“Com profundo pesar, fomos forçados a adiar nossos próximos shows no Rio de Janeiro e em São Paulo até início de 2023. Devido a uma infecção pulmonar séria, Chris recebeu ordens médicas rigorosas para descansar pelas próximas três semanas.”

“Estamos trabalhando para ter novas datas o mais rápido possível e divulgaremos mais informações nos próximos dias”, informou o comunicado.

“Para todos no Brasil que estavam ansiosos por esses shows, sentimos muito pela decepção e inconveniente, e somos muito gratos por sua compreensão neste momento desafiador em que precisamos priorizar a saúde do Chris.”

“Por favor, guarde seus ingressos, pois eles serão válidos para as novas datas reagendadas. Elas acontecerão no início de 2023 e serão anunciadas muito em breve. No entanto, atenderemos a todas as solicitações de reembolso de ingressos – que estará disponível no ponto de venda.”

“Estamos otimistas de que Chris retornará a boas condições de saúde após o intervalo médico prescrito e esperamos retomar a turnê o mais rápido possível.”

Coldplay adia shows no Rio e em São Paulo — Foto: Reprodução/Twitter
Coldplay adia shows no Rio e em São Paulo — Foto: Reprodução/Twitter

Rock in Rio 2022

O Coldplay se apresentou no Brasil em setembro durante o Rock in Rio 2022. Segundo leitores do g1, o show do grupo foi o melhor desta edição do festival.

A banda, conhecida por performances grandiosas, mandou distribuir 100 mil pulseiras com inteligência artificial ao público e encomendou alterações no Palco Mundo, que ganhou novos refletores e canhões de luz.

A ideia era entregar um espetáculo visual cósmico, inspirado na viagem do disco “Music of the Spheres”, trabalho mais recente do grupo, lançado em 2021. Mas o céu não ajudou muito.

Blackpink e os limites do maximalismo do K-Pop

O momento “mais é mais” do gênero pode estar chegando ao fim, e grupos mais jovens como Aespa e NewJeans apontam um caminho a seguir
Por Jon Caramanica

Foto: Instagram / @blackpinkofficial

THE NEW YORK TIMES – LIFE/STYLE – À medida que o K-pop ampliava suas ambições globais no final dos anos 2000 e início dos anos 2010, também aumentava seu apetite, tornando-se a cena de música pop mais faminta do planeta. Ele se banqueteou especialmente com o pop americano, o hip-hop, o R&B e a dance music, alquimizando tudo em uma fantasia maximalista, criando uma estética de excessos absurdos que se tornou, por um tempo, a abordagem mais progressiva e popular do mundo.

Conjuntos como o grupo feminino 2NE1 da YG Entertainment prosperaram nesse ambiente (junto com o Big Bang, a boy band de seus compatriotas) e ajudaram a preparar o cenário para a conquista mundial do gênero. Aqui havia uma música – em grande parte idealizada pelo produtor Teddy Park – que era curiosa, caótica e arrogante. Outras cenas pop pareciam se desmaterializar na sua esteira.

Blackpink, grupo feminino da YG da geração posterior que estreou em 2016, parecia pronto para carregar essa tocha com o sucesso inicial de singles como WhistleDdu-Du Ddu-Du e How You Like That. Mas na época de seu primeiro lançamento completo, The Album, em 2020, a música do grupo se tornou de alguma forma mais bombástica e mais frágil do que a de seus antecessores, e o projeto estava mostrando suas costuras.

O grupo coreano Blackpink nasceu já com o K-pop dominando a cena mundial.
O grupo coreano Blackpink nasceu já com o K-pop dominando a cena mundial.  Foto: Divulgação Blackpink

Born Pink, o segundo álbum completo do Blackpink, é em teoria uma oportunidade para a inovação, tanto para o grupo quanto para o próprio gênero. E encontra o Blackpink – Jennie, Jisoo, Lisa, Rosé – em uma encruzilhada: se deve continuar sua colisão sônica de alta energia; se deve abraçar totalmente o mercado de língua inglesa; se deve desmantelar sua própria casa.

O primeiro single, Pink Venom, é o clássico Blackpink – o que quer dizer, um pandemônio costurado de forma tão apertada que atinge sua própria lógica interna, cafeinada e fatigante ao mesmo tempo. O canto de Jisoo está tão rico e austero como sempre, e o rap de Jennie é flexível e pontuado por pequenas filigranas inteligentes.

Quatro das músicas são totalmente em inglês, incluindo Hard to Love, interpretada na íntegra por Rosé. (O Blackpink é muito mais eficaz nesse idioma do que, digamos, o BTS.) E também há palavrões – não é algo novo para o grupo, mas ainda é um gesto ousado.

A produção densa permanece central para a missão e o posicionamento do grupo, especialmente nas músicas em que Park trabalhou. E ao longo do álbum, há camadas sonoras intensas, com G-funk, samples de cordas de música clássica e referências que estão tão enterradas que podem nem estar lá. Still Tippin em Typa GirlMighty D-Block (2 Guns Up) em Pink VenomMy Baby Takes the Morning Train em Yeah Yeah Yeah? Quem pode afirmar?

A miscelânea do Blackpink, ou do 2NE1 antes dele, foi pelo menos em parte uma reação a uma onda anterior de grupos femininos que ajudaram a estabelecer as ambições e a escala do K-pop, mas cujos flertes com influências ocidentais eram mais superficiais.

No mês passado, um dos grupos cruciais daquela época, o Girls’ Generation, lançou um novo álbumForever 1, 15 anos após sua estreia. Mais de uma década atrás, o Girls’ Generation foi um dos primeiros, se não o primeiro, grupo de K-pop a lançar um álbum em uma grande gravadora americana. Mas suas ambições não são tão persistentes quanto as do Blackpink.

Forever 1 é um regresso refrescante para um momento menos agitado do gênero. A produção é amplamente melíflua e brilhante, e o canto é doce e descomplicado. É a evocação de uma época em que o K-pop ainda estava estabelecendo sua própria gramática, antes de consumir vorazmente a de todos os outros. Há leves lampejos de hip-hop e new jack swing, como em Seventeen e You Better Run.

Mas, no geral, isso é música classicista – o puro brilho do piano em Closer, o leve sashay em Summer Night. A música surge não como uma destruidora do mundo, mas como uma pausa e um sonho.

Por mais atraente que Forever 1 seja, não parece algo deste momento, como se fosse uma lembrança redescoberta. Isso fica especialmente claro quando o álbum é contextualizado não apenas ao lado do Blackpink, mas também da intrigante onda de grupos femininos que chegaram na esteira desse grupo, identificando os contornos de seu sucesso e construindo a partir deles.

Entre esses grupos, o Aespa tem sido o mais vital nos últimos anos, e seu recente EP, Girls, é um dos lançamentos de K-pop mais impressionantes do ano precisamente por causa de seu domínio duplo do intrincado e do elegante. Isso aparece em sua parte final: Black Mamba, uma batida de guerreiro que canaliza o pop extravagante do início dos anos 2000, a balada retrô Forever e depois Dreams Come True, que parece um aceno para as primeiras aproximações do K-pop com R&B.

Por outro lado, o Itzy se destaca por sua peculiaridade resoluta. Seu recente EP Checkmate continua o caos barulhento do grupo, com vocais intensamente alertas e radiantes, e uma produção que parece estar borbulhando em tempo real. 365 lembra música industrial ou de clube de vanguarda, e Racer soa como música de parque temático da Disney passando por uma fábrica de glitter.

Finalmente, e talvez o mais promissor, o NewJeans acaba de lançar um estelar EP de estreia autointitulado que é muito bom e equilibrado. A produção é sensual e contida, e o canto é brilhante e calmo.

Na superfície, o NewJeans remonta a um momento mais calmo, pré-2NE1 do K-pop. Mas suas referências submersas são profundamente modernas, especialmente o desvio para a música dos clubes de Nova Jersey em Cookie. No entanto, o NewJeans usa seus pontos de referência contemporâneos a serviço de uma ideia retrô. Ou talvez mais pontualmente, tenha aprendido todas as lições que o mundo tem a oferecer e as está trazendo de volta para casa. /TRADUÇÃO LÍVIA BUELONI GONÇALVES

Sam Smith e Kim Petras revelam o videoclipe de sua atrevida faixa “Unholy”

por Ivica Mamedy

Sente-se e esteja pronto para assistir a algum drama. Na semana passada, Sam Smith revelou seu último single “Unholy” com Kim Petras e os fãs estavam esperando para ver o visual dessa faixa atrevida e já viral. A espera acabou quando Smith e Petras revelaram o videoclipe dirigido por Floria Sigismondi e coreografado pelo coletivo de dança francês (LA) HORDE. O conceito é bastante claro enquanto acompanhamos a vida dupla do marido perfeito em um cabaré excêntrico apresentado por Sam Smith. Assista até o final, pois a reviravolta final desta performance é bastante surpreendente. “Unholy” é atualmente o número 1 no Reino Unido e Smith anunciou que seu próximo álbum será lançado no início de 2023. Aparentemente, podemos esperar que esta nova era seja cheia de faixas de empoderamento e declaração.

Apple Music Live terá show de Billie Eilish em 30/9

Apple Music Live está de volta com mais um nome de peso para a sua série de shows exclusivos. Desta vez, assinantes do serviço de streaming da Maçã poderão ver a cantora americana Billie Eilish se apresentar na cidade de Londres (Reino Unido) em mais um show da sua turnê mundial “Happier Than Ever”.

A apresentação em questão tem como palco a O2 Arena, centro de shows localizado na capital britânica, e incluirá os principais sucessos do último álbum da cantora, o qual leva o mesmo nome da turnê. A transmissão será disponibilizada na próxima sexta-feira (30/9) e ficará salva na plataforma.

Antes da transmissão, o Apple Music também vai contar com uma entrevista de Eilish com Zane Lowe, co-chefe de relações com artistas do Apple Music. Nela, a cantora comentará um pouco mais sobre sua volta aos palcos, a inspiração por trás da sua turnê, a importância dessa performance e o que os fãs podem esperar dela.

A transmissão, como dito, acontecerá nesta sexta-feira às 23h (pelo horário de Brasília) — já a entrevista está marcada para quinta-feira (29/9), na rádio Apple Music 1.

Rihanna é anunciada pela NFL como atração do Super Bowl em 2023

Cantora fará o show do intervalo no principal jogo da temporada de futebol americano em 12 de fevereiro do ano que vem

Rihanna será a atração principal do próximo show do intervalo do Super Bowl

Rihanna será a atração principal do próximo show do intervalo do Super Bowl, considerado um dos horários mais importantes da TV dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela NFL e pela Apple Music, patrocinadora do evento, na tarde deste domingo, 25.

“Rihanna tomará pela primeira vez o palco do intervalo do Super Bowl em 12 de fevereiro de 2023″, consta em postagem no Twitter. A própria cantora publicou uma foto de seu braço segurando uma bola de futebol americano. A mesma imagem também foi atualizada como foto de capa na rede social oficial da NFL.

A cantora já foi convidada para se apresentar em 2019, mas teria negado como forma de apoiar o jogador Colin Kaepernick, conhecido por ter se ajoelhado durante o hino nacional como protesto contra a violência policial, e que enfrentou dificuldades em sua carreira depois disso.

Em 2022, o show do intervalo trouxe uma homenagem ao hip-hop, com Snoop Dogg, Dr. Dre, Eminem, Kendrick Lamar e Mary J. Blige dividindo o palco. Outros gigantes da música mundial também já se apresentaram na atração, como Michael Jackson e Beyoncé. Clique aqui para relembrar cinco shows históricos da história do Super Bowl.

Novas músicas semanais: 7 músicas que você precisa ouvir

por Ivica Mamedy

Oprimido por todas as novas músicas que estão sendo lançadas? Aqui está uma seleção de nossas faixas favoritas lançadas esta semana, de artistas emergentes a artistas mais estabelecidos, esta é sua trilha sonora semanal!

Joesef – Joe

O músico de soul escocês Joesef acaba de lançar seu novo single “Joe”, e anuncia seu tão esperado álbum de estreia “Permanent Damage”, a ser lançado em 13 de janeiro de 2023 na AWAL. Este último single introduz o tema abrangente do álbum: o dano permanente e o custo de amar profundamente, e como isso permanece, como uma cicatriz, com você.

Mura Masa, Erika de Casier – e-motions

Para comemorar o lançamento do seu novo álbum “demon time”, Mura Masa entregou o videoclipe da sua faixa “e-motions” com a cantora dinamarquesa nascida em Portugal Erika de Casier. O resultado desta colaboração é uma faixa terna sobre desgosto. Conclusão: é uma bela música nostálgica.

Rema, Selena Gomez – Calm down

A estrela nigeriana em ascensão Rema juntou-se a Selena Gomez para uma nova versão de seu sucesso de verão “Calm Down”. Tirado de seu LP de estreia “Rave & Roses”, que apresenta colaborações com Chris Brown e 6Black, “Calm Down” pode ser um grande sucesso nos EUA também com a ajuda dos vocais de Selena.

ShaSimone – Ten toes

A rapper de Hackney ShaSimone lançou seu EP de estreia “Simma Down” na última sexta-feira com o novo single “Ten Toes” ft BOJ. Este projeto é uma enorme declaração de intenção que mostra seu talento como escritora e performer com faixas como “Future” e “Thug Affection” mostrando sua reflexão sobre suas lutas e “Lock Off” mostrando sua habilidade de criar um verme contundente.

BLEU – Love in the way feat. Nicki Minaj

O artista multi-platina BLEU faz parceria com a realeza do rap Nicki Minaj para o novo single emotivo “Love In The Way”, já disponível. Como o primeiro single antes de seu álbum, “Love In The Way” dá uma visão da jornada de BLEU como artista até agora; desde seus primórdios como Yung Bleu, até seu novo som elevado como BLEU. “Love In The Way” inicia este novo capítulo para o talento versátil, que também é um compositor indicado ao GRAMMY, ostentando créditos de produção e escrita para nomes como Lil Wayne e Megan Thee Stallion.

Oscar Jerome – Channel Your Anger

Jazzy cool kid está de volta no dia 23 de setembro com o novo disco “The Spoon”. Depois dos singles “Sweet Isolation” e “Berlin 1”, ele está nos servindo uma nova faixa experimental, mas viciante, “Channel Your Anger”. Mais uma vez, Oscar está forçando os limites enquanto cria um nicho no qual todos podemos apreciar sua arte.

Tamino – You don’t own me

Tamino compartilhou uma nova e linda música “You Don’t Own Me” antes de lançar seu segundo disco “Sahar”, que chega em 23 de setembro. “You Don’t Own Me” é emblemático de sua abordagem, com a letra discutindo um compromisso com a liberdade pessoal e oferecendo uma mensagem de unidade diante da opressão.

Ícone do pop russo Alla Pugacheva rompe o silêncio e faz críticas à guerra na Ucrânia

Alla Pugacheva, que vendeu mais de 250 milhões de discos, afirmou que o conflito tem ‘objetivos ilusórios’ e pediu para ser incluída na lista de agentes estrangeiros do Kremlin
Por O Globo e agências internacionais — Moscou

Alla Pugacheva 

Uma das maiores estrelas da música russa fez críticas abertas à guerra na Ucrânia e pediu para ser incluída em uma lista de “agentes estrangeiros” do governo, pouco depois de seu marido, igualmente um crítico do conflito, passar a fazer parte dessa categoria. Com a publicação no Instagram, Alla Pugacheva se juntou à lista de artistas e nomes de destaque da cultura russa a se levantarem contra a guerra.

“Por favor me incluam na lista de agentes estrangeiros de meu amado país, uma vez que sou solidária ao meu marido, um homem decente e sincero, um patriota verdadeiro e incorruptível da Rússia que quer ver sua pátria florescer em paz, com liberdade de expressão, e quer pôr fim às mortes de nossos jovens por objetivos ilusórios”, escreveu Pugacheva, afirmando que, desde o início da guerra, a Rússia se tornou um “Estado pária”, onde a vida para os cidadãos é cada vez mais difícil.

Pugacheva, de 73 anos, é considerada uma das maiores vozes da música russa nos séculos XX e XXI, e vendeu mais de 250 milhões de álbuns ao longo de sua carreira, iniciada ainda nos tempos da União Soviética. Em 2000, foi apontada como a “deusa do pop russo” pelo New York Times, e homenagens prestadas a ela, inclusive pelo presidente Vladimir Putin, eram recorrentes: em 2014, recebeu do Kremlin a Ordem por Mérito à Pátria, uma das mais elevadas honrarias do Estado russo.

Contudo, logo depois do início da guerra, em fevereiro, Pugacheva deixou a Rússia rumo a Israel, embora sem fazer críticas públicas à guerra, ao contrário de seu marido, Maksim Galkin, um comediante que não tem poupado críticas ao governo e à invasão do país vizinho. Nos últimos meses, ele tem feito shows na Europa e em Israel, sempre com as casas lotadas e repletos de comentários contra o presidente Vladimir Putin.

No início do mês, Pugacheva voltou à Rússia para “pôr as coisas no lugar”, em declarações citadas pela imprensa russa, e disse que planejava mandar seus filhos para a escola no país.

Na sexta-feira, seu marido foi incluído na lista de “agentes estrangeiros”, uma categoria criada em 2012 na qual as pessoas e instituições precisam declarar publicamente que recebem apoio ou estão sendo influenciadas por elementos localizados fora da Rússia — em muitos casos, a legislação é aplicada após “denúncias” de recebimento de verbas externas ou simplesmente após declarações malvistas pelo governo. Constam da lista dissidentes, organizações de defesa dos direitos humanos, veículos independentes de imprensa e centros de estudos e pesquisa.

Na mensagem do Instagram, a cantora faz o pedido diretamente ao Ministério da Justiça russo, que ainda não respondeu. O Kremlin também não fez comentários — no início do mês, o secretário de Imprensa da Presidência, Dmitry Peskov, ao mesmo tempo em que chamou as declarações de Galkin sobre a guerra de “muito ruins”, disse que Pugacheva ainda estava do lado do governo.

Pugacheva é a mais importante artista russa a fazer críticas públicas à guerra na Ucrânia. Em março, a cantora Zemfira, um dos ícones do rock no país, deixou a Rússia e gravou uma música denunciando o conflito. O rapper Oxxxymiron, que também vive no exterior, chegou a organizar shows com artistas russos para levantar fundos para as vítimas do conflito.

Rihanna visita estúdio musical com A$AP Rocky e anima fãs

Internautas especularam possibilidade de cantora estar finalmente trabalhando em novo álbum

Rihanna e A$AP Rocky em estúdio (Foto: Backgrid/The Grosby Group)

Rihanna fez duas visitas a um estúdio musical nos últimos dias e já deixou os fãs animados e esperançosos. A cantora e seu namorado, A$AP Rocky, foram clicados chegando ao local em Los Angeles nas noites de quinta (15) e sexta-feira (16), agitando a web.

O último álbum de Rihanna, Anti, foi lançado no início de 2016, e desde então os fãs estão esperando por um novo trabalho musical dela, que tem se dedicado a suas marcas de cosméticos e lingerie. Ela também deu à luz seu primeiro filho no último dia 13 de maio.

No Twitter, internautas se animaram com a possibilidade de um novo álbum. “Meu Deus, Meu Deus! É a segunda vez que a Rihanna vai para um estúdio em menos de uma semana. Isso nem parece real”, escreveu um. Outros preferiram não se iludir e postaram comentários como “E se ela só estiver indo ficar de boa com o A$AP enquanto ele grava?” ou “Ela deve estar gravando canções de ninar para o filho”.

Måneskin: “Ficar no mesmo lugar é uma das piores coisas que um artista pode fazer”

Banda italiana formada por Damiano David, Victoria De Angelis, Ethan Torchio e Thomas Raggio se apresenta no Palco Mundo do Rock in Rio, nesta quinta-feira (8), e, em entrevista a Quem, fala sobre o sucesso, a estética de gênero fluido, e a viralização no TikTok
RAQUEL PINHEIRO (@RAQUELPINHEIROLOUREIRO)

NEWARK, NEW JERSEY - AUGUST 28: (L-R) Ethan Torchio, Victoria De Angelis, Thomas Raggi and Damiano David of Maneskin attend the 2022 MTV VMAs at Prudential Center on August 28, 2022 in Newark, New Jersey. (Photo by Catherine Powell/Getty Images for MTV/Pa (Foto: Getty Images for MTV/Paramount G)
Ethan Torchio, Victoria De Angelis, Thomas Raggi e Damiano David  (Foto: Getty Images)

Måneskin sobe no Palco Mundo do Rock in Rio, na noite desta quinta-feira (8), como uma das atrações mais aguardadas do festival: a banda italiana, formada por Damiano DavidVictoria De AngelisEthan Torchio e Thomas Raggio, é das poucas que traz o rock que dá nome ao evento, no qual faz sua estreia abrindo para o Gun ‘N Roses. Jovens – têm idades entre 23 e 21 anos – os quatro conversaram com Quem no Copacabana Palace, no Rio, simpáticos e impecáveis. “Se você consegue combinar seus looks com sua música, você passa sua mensagem com mais força”, diz o vocalista Damiano.

Amigos de escola, eles começaram tocando nas ruas de Roma, na Itália, passaram pelo The X Factor italiano, venceram o tradicional Festival de Sanremo e o disputadíssimo Eurovision, uma competição musical entre os países europeus na qual foram os favoritos do público com Zitti e Buoni. De lá para cá, Måneskin decolou, cantando também em inglês. Beggin’, uma das várias covers da banda, que tem um repertório autoral forte nas duas línguas, viralizou no TikTok. Eles, que são usuários da plataforma, acham que ela pode ajudar, sim, na divulgação de boa música.

“É uma forma de as pessoas descobrirem o que você está fazendo, e isso é incrível, porque elas podem ter uma amostra de 30 segundos da sua música e, a partir daí, conhecer seus álbuns inteiros”, diz Vic. “É como as rádios eram antigamente, como uma ferramenta para compartilhar sua música. A pessoas podem ir mais fundo”, avalia ela.

Em turnê até o final do ano, eles dizem que é um ato de bravura parar, como Justin Bieber, que cancelou seus shows no Brasil, para focar na saúde mental. “O que Justin Bieber está fazendo e o que Shawn Mendes e tantos artistas fizeram, é ter a bravura de cancelar uma turnê e falar abertamente: ‘Isso é demais para mim, isso também está me deixando sobrecarregado, é muita responsabilidade'”, afirma Damiano.

Måneskin tem uma estética gênero fluido e letras que perpassam o tema – Vic diz que eles querem fazer ainda mais. “Estamos onde estamos hoje, porque crescemos na Itállia e, quando éramos mais jovens, sentimos muito todo esse tipo de julgamento. E ódio mata”, explica a baixista. “Quando você é uma criança, está crescendo, tentando encontrar sua identidade, e todo mundo tenta te colocar em caixas sem te permitir se expressar totalmente ou te julgando, isso é realmente difícil e machuca. Você começa a sonhar como gostaria de ser livre (…). E hoje, tendo essa chance e sendo confiante o suficiente para fazer o que queremos, não só nos sentimos muito sortudos, como queremos fazer ainda mais, porque a gente sabe como é, como é na Itália e em outros cem mil lugares, infelizmente. Ainda há muito trabalho para fazer”, avalia.

Måneskin se apresenta no AMAs 2021 (Foto: Getty Images for MRC)
Måneskin se apresenta no AMAs 2021 (Foto: Getty Images for MRC)

O que vocês esperam para o show de hoje no Rock in Rio?
THOMAS RAGGI: Uma multidão (risos).
VICTORIA DE ANGELIS: Muita energia e um bom show do Guns N’ Roses depois do  nosso. Mas, sério, estamos ansiosos, é um dos festivais em que estamos mais empolgados para tocar. Então, esperamos que possamos entregar nossa melhor performance da vida.

O que vocês conhecem da cultura ou música brasileira?
THOMAS:
 Sabemos que as pessos curtem rock ‘n roll, pessoas são muito energéticas em geral e gostam de se divertir.
ETHAN TORCHIO: E também conheço Alcione, porque ela é amiga pessoal de Axl Rose. Eles são amigos.

Qual é a mensagem para as cem mil pessoas que vão assistir a vocês hoje?
VIC: 
Acho que, principalmente, queremos compartilhar nossa música. Estando aqui pela primeira vez, só queremos mostrar nossa essência e como somos ao vivo. Tem tantas mensagens que tentamos compartilhar, mas, sobretudo, é uma mensagem de liberdade, de ser quem você quer ser. A mais importante é dividir nossa música com as pessoas. E a gente espera conseguir que elas sintam essa emoção e a gente sinta a delas de volta.

Beggin‘ é um hit no Brasil, onde, inclusive, entrou para trilha sonora de uma novela bem popular por aqui. Como é fazer cover de uma música de uma forma que quase ninguém mais se lembra do original?
DAMIANO DAVID: Na verdade, o que sempre tentamos fazer com covers é ‘tomar’ elas para nós, com a forma como trabalhamos os arranjos, como se reescrevêssemos a música. Nós não nos mantemos fiéis aos acordes ou estrutura originais. Mas claro que um sucesso desse tamanho com uma cover, era imprevisível para todo mundo. E como foi uma das nossas primeiras gravações, nós éramos muito ruins tocando! Eu cantava pior e estava bêbado (risos). E você não imagina quando você tem 17 anos que uma das suas gravações alcance [esse sucesso] no mundo inteiro. Mas claro que a gente não pode reclamar.

O TikTok é a rede social mais popular hoje. Como vocês veem o uso das suas canções na plataforma e de que forma acreditam que ela pode influenciar a qualidade da música em geral?
VIC:
 Acho que se você fica muito obcecado e tenta criar músicas que possam viralizar no TikTok, claro que isso vai influenciar e mudar a qualidade da música. Mas sinto que tem boas canções [na plataforma], e também músicas antigas, de Fleetwood Mac a Kate Bush, tantas canções realmente boas que viralizaram por lá. E isso significa que existe um lugar para música de qualidade. Então, o que eu acho que aconteceu no nosso caso é que fizemos música de que gostamos e as pessoas começaram a apreciar [nosso trabalho].

E viralizou.
VIC: E viralizou. Isso pode tomar diferentes caminhos, como apenas pequenas partes de uma música viralizarem no TikTok e ninguém ligar ou mesmo ouvir a música inteira, o que é inútil, claro. Mas também é uma forma de as pessoas descobrirem o que você está fazendo, e isso é incrível, porque elas podem ter uma amostra de 30 segundos da sua música e, a partir daí, conhecerem seus álbuns inteiros. Então, é ótimo, é como as rádios eram antigamente, como uma ferramenta para compartilhar sua música e as pessoas podem ir mais fundo. Mas se para em apenas uma música que viralizou e eu não ouço mais nada, não conheço mais nada, é [uma experiência] mais rasa. Mas se [o TikTok] for usado como forma de conhecer novos artistas e aprender mais, é uma boa coisa.

CHICAGO, ILLINOIS - JULY 31: Damiano David of Maneskin performs during 2022 Lollapalooza day four at Grant Park on July 31, 2022 in Chicago, Illinois. (Photo by Tim Mosenfelder/Getty Images) (Foto: Getty Images)
Damiano David  (Foto: Getty Images)

Justin BIeber acabou de cancelar sua turnê no Brasil para cuidar da saúde mental, algo sobre o qual muitos artista têm falado recentemente. Como vocês, que são muito jovens e estão fazendo tanto sucesso, cuidam da saúde mental?
DAMIANO: Temos um ambiente muito saudável. Nós quatro, antes de tudo, antes de sermos uma banda, somos um grupo de amigos. Então, é um pouco mais fácil. Também trabalhamos com pessoas muito legais e humanas. Temos uma boa relação [entre nós] e claro que estamos trabalhando, mas você também está viajando o mundo com seus amigos. Isso ajuda muito a ficar focado e a não se sentir sobrecarregado com as coisas. Também tentamos fazer as coisas uma de cada vez, porque se você olha para a sua agenda como um todo, pode ser assustador. Mas se olhar uma por uma, fica mais fácil, ‘ok, eu vou para o Brasil, vou fazer isso e aquilo, mas depois vou para casa’. Também acho que o que Justin Bieber está fazendo e o que Shawn Mendes e tantos artistas fizeram, é ter a bravura de cancelar uma turnê e falar abertamente: ‘Isso é demais para mim, isso também está me deixando sobrecarregado, é muita responsabilidade’. Acho que é um ato de bravura e que eles estão fazendo algo não só por eles mesmos, mas por toda a comunidade artística. Eu agradeço a eles, porque estão chamando essa responsabilidade para eles e, de certa forma, a ‘culpa’. Eles estão andando para a que a gente possa correr no futuro.

Quando vocês perceberam que tinham ‘chegado lá’?
DAMIANO:
 Não acho que chegamos lá ainda.
VIC: Acho que você não deve nunca se acomodar. Claro que a cada passo e a cada grande conquista a gente aproveita ao máximo e tenta ficar realmente orgulhoso e ser grato. Mas você nunca se vê como tendo ‘chegado lá’, ou tendo conseguido tudo o que quer, você ainda quer fazer melhor e melhor e melhor.

Para aonde vocês veem a música de vocês evoluindo?
VIC:
 Boa pergunta.
DAMIANO: A única coisa importante é evoluir, porque ficar no mesmo lugar é uma das piores coisas que um artista pode fazer. Só o fato da sua música evoluir, significa que você está crescendo e mudando, e isso é muito saudável, mesmo antes da fama e do sucesso.

O que vocês fazem especificamente quando se sentem sobrecarregados? Fazem terapia, por exemplo?
DAMIANO
: Cada um de nós lida com isso de formas diferentes. Alguns de nós são mais extrovertidos, então, falamos sobre coisas [que incomodam]. Alguns de nós são mais introvertidos. Cada um tem um jeito de lidar com as coisas, mas temos trabalhado isso ao longo dos anos.
THOMAS: Acho que é muito importante ter amigos ‘comuns’ com quem você possa fazer coisas ‘normais’ e ter uma vida ‘normal’ e manter os pés no chão. Quando volto para casa, fico com meus amigos, faço coisas comuns do dia a dia para me sentir mais centrado.
VIC: Às vezes, nesse estilo de vida que a gente leva, você conhece muita gente e nunca sabe se algo é real e genuíno ou se é apenas trabalho ou se as pessoas querem estar com você pelo que você está fazendo. Realmente ajuda a gente passar tempo em casa com nossas famílias e com nossos amigos de sempre, pessoas nas quais sabemos que podemos confiar e que nos ajudam a ter energia para aproveitar tudo [que estamos vivendo], porque você pode ser sentir muito sozinho e assustado se não sabe quem é verdadeiro e quem está realmente te apoiando.

Nem sempre é fácil trabalhar em grupo e vocês, além de amigos, estão na estrada juntos por longos períodos de tempo. Há conflitos? Como resolvem?
THOMAS: Como toda família.
DAMIANO: Como todo mundo: você briga e aí resolve, é um relacionamento bem normal. As pessoas pensam as merdas mais loucas sobre a gente e a nossa relação, como, por exemplo, que somos uma banda que faz sexo [entre si] e coisas assim, mas temos uma relação bem comum. Somos apenas amigos.

Com uma agenda lotada entre shows, viagens, divulgação de músicas e clipes, como vocês relaxam?
DAMIANO: 
Eles vão para festas. Eu fico em casa (risos).
VIC: Às vezes, vou me divertir. Às vezes, vou relaxar
ETHAN: Ainda estou tentando encontrar um equilíbrio.

A moda é parte do Måneskine da forma como vocês se apresentam para o mundo. Como decidiram usá-la para se definir?
DAMIANO:
 Foi algo natural para nós e uma das primeiras coisas que fizemos quando começamos a tocar juntos. Quando você vê seus ídolos ou os grandes artistas, percebe como as roupas são uma parte importante [do todo, porque nós somos artistas 360 graus, que têm que mostrar muitas coisas diferentes. Penso que a forma que você se veste, antes de tudo, pode ser empoderadora, porque faz você se sentir confortável quando está no palco; você se sente realmente bem vestido e a roupa te cai muito bem, você se sente empoderado e confiante. Além disso, roupas comunicam como a música, elas passam uma mensagem. Então, se você consegue combinar seus looks com sua música, você passa sua mensagem com mais força.

Måneskin tem uma estética de gênero fluido, que também passa por essa mensagem de vocês, que vêm de um país do qual temos uma imagem conservadora…
DAMIANO: E é [conservador], temos o Vaticano.
VIC: Sinto que na Itália, especialmente, recebemos um monte de comentários ruins e hate de conservadores pela maneira como nos vestimos ou porque os meninos usam maquiagem ou porque eu mostro muito pele ou mamilos ou sei lá o quê. As pessoas, com frequência, realmente querem falar do que você faz e do seu corpo e como se veste, e que o que sentimos é muito errado. Talvez seja por isso que desenvolvemos esse tipo de estilo. Estamos onde estamos hoje, porque crescemos na Itállia e, quando éramos mais jovens, sentimos muito todo esse tipo de julgamento. E ódio mata. Quando você é uma criança, está crescendo, tentando encontrar sua identidade, e todo mundo tenta te colocar em caixas sem te permitir se expressar totalmente ou te julgando, isso é realmente difícil e machuca. Então, você começa a sonhar como gostaria de ser livre, como gostaria de se vestir e o que quer ser. E, hoje, tendo essa chance e sendo confiante o suficiente para fazer o que queremos, não só nos sentimos muito sortudos, como queremos fazer ainda mais, porque a gente sabe como é, como é na Itália e em outros cem mil lugares, infelizmente. Ainda há muito trabalho para fazer. Mesmo estando em 2022, não deveriam existir tantos estereótipos e julgamentos, mas ainda existem.

Vocês sentem que conseguem ajudar, de alguma forma, jovens queer? Tem esse feedback?
DAMIANO: 
Às vezes, sim. Mas é muito difícil de saber se estamos realmente conseguindo ou não, porque recebemos mensagens, mas são por DMs ou tweets.
VIC: Se conseguirmos ajudar cinco pessoas, acho incrível.