Mick Jagger lança música ‘Eazy Sleazy’ com Dave Grohl para celebrar fim do lockdown no Reino Unido

Mick Jagger lança música com Dave Grohl para celebrar fim do lockdown no Reino Unido (Foto: Reprodução/YouTube)

Mick Jagger soltou faixa inédita nesta terça-feira (13.04) para alegria dos fãs. O roqueiro compartilhou a novidade no perfil do Instagram: a faixa se chama “Eazy Sleazy” e conta com participação de roqueiro famoso nos instrumentos.

“Eu queria compartilhar esta música que escrevi sobre eventualmente sair do lockdown, com algum otimismo muito necessário – obrigado a Dave Grohl @foofighters por pular na bateria, baixo e guitarra, foi muito divertido trabalhar com você nisso – Espero que todos gostem de Eazy Sleazy!”, detalhou. Dê play na novidade abaixo!

Ao longo da letra, o artista faz menção a vários detalhes de sua rotina e menciona até aulas de samba durante período de restrições intensas por conta da pandemia do coronavírus: “Tik Tok, dança estúpida / Fiz uma aula de samba, caí de bunda / Tentando escrever um som, é melhor você me ligar no Zoom”, canta o vocalista de 77 anos.

Há 30 anos, ‘Nevermind’, do Nirvana, foi divisor de águas para o rock

Disco capturou a resposta cínica de uma geração à era Reagan
Dawson Barrett e Jonathan Wright, The Washington Post

Nirvana remodulou o cenário do rock ao levar o grunge ao mainstream Foto: Reprodução

Em novembro deste ano, completa-se 30 anos que o álbum Nevermind, do Nirvana, tomou conta das rádios, anunciando a chegada de uma banda peculiar de Seattle, assim como uma cena musical underground que fervilhava na década anterior. 

Desde aquele momento divisor de águas, Nevermind vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo. Com a capa de um bebê nu nadando atrás de uma nota de um dólar e o hino irônico da juventude Smells Like Teen Spirit, o álbum capturou a resposta cínica de uma geração inteira à política da era Reagan e sua cada vez mais limitada perspectiva econômica na desindustrialização dos Estados Unidos.

Quase da noite para o dia, os jovens descontentes no videoclipe de Smells Like Teen Spirit da banda pareciam pular das telas de TV para os corredores das escolas americanas. Camisas de flanela, jeans rasgados e All-Stars Converse rapidamente se tornaram o verdadeiro uniforme de uma subcultura em crescimento. A cena de Seattle tornou-se famosa e as grandes gravadoras começaram uma busca obsessiva pelo próximo Nirvana.

Mas elas não ficaram de olho apenas no noroeste do Pacífico. Na verdade, o sucesso do Nirvana também arrecadou fortunas para cidades menores do Meio-Oeste. O fenômeno Nirvana atraiu em massa jovens para o rock alternativo underground, proporcionando públicos genuínos para bandas locais que estavam acostumadas a tocar para um punhado de amigos.

Pense, por exemplo, no caso de Peoria, Illinois. Em junho de 1995, a revista Rolling Stone enviou um jornalista para esta cidade de médio porte do Meio-Oeste americano para cobrir um show de punk para todas as idades em um salão alugado da Legião Americana. No topo da lista, estavam os roqueiros de Chicago, o Jesus Lizard. 

A banda tinha uma reputação incontestável nos círculos musicais independentes e tinha até lançado um single com o Nirvana dois anos antes. O show em Peoria foi um aquecimento para sua participação no circuito do Lollapalooza daquele verão, que depois levou à sua estreia em uma grande gravadora pela Capitol Records. Parecia que o Jesus Lizard poderia ser o próximo Nirvana.

Musicalmente, era uma cidade de bandas de rock que apresentavam covers conhecidos e atenuados com músicas de Ted Nugent ou Eddie Money. Ainda assim, nos primeiros anos do Nirvana, do início até meados da década de 1990, Peoria ostentava uma cena musical independente e dinâmica, apresentando dezenas de bandas interessantes e com nomes estranhos como Fast Food Revolution, Nora Hate e Frozen at Sea.

Shows de punk-rock para todas as idades em uma pista de skate local atraíam centenas de jovens regularmente. O único café da cidade começou a receber leituras de poesia e noites de microfone aberto, enquanto o histórico Madison Theatre lançou “Noite Alternativa” com bandas locais. Em 1995, a cena punk “faça você mesmo” da cidade, em grande parte organizada por adolescentes, tornou-se um destino modesto para alguns artistas de turnê relativamente grandes.

O sucesso do Nirvana inspirou espectadores e músicos apaixonados a renovar e recriar a cena musical local. E nisso, Peoria não era a única. Shows locais que antes poderiam ter atraído algumas dezenas de pessoas em cidades como Sioux City, Iowa ou Racine, Wisconsin, foram subitamente dominados por várias centenas. Em Peoria, mais de 500 jovens se amontoaram ansiosamente no salão da Legião Americana para ver o show do Jesus Lizard, enquanto 900 viram Fugazi tocar dentro de um salão alugado no lugar onde ocorriam as feiras no Expo Gardens.

Pouco tempo depois, porém, tudo mudou – pelo menos no que dizia respeito à indústria da música. Grandes sucessos do underground como Jesus Lizard, Samiam e Jawbreaker nunca alcançaram o sucesso do Nirvana. Na verdade, tirando o Green Day, poucas bandas que fizeram o salto para uma grande gravadora conseguiram isso. A MTV abandonou os videoclipes e passou a focar em reality shows. O circuito do Lollapalooza foi interrompido em 1997 e as grandes gravadoras voltaram a se interessar em uma fórmula mais previsível de sucessos pop.

No entanto, novas ondas de bandas underground e gravadoras independentes continuaram a proporcionar entretenimento para todas as idades por meio de cenas locais descentralizadas e redes de turnês no estilo faça você mesmo. O surgimento de gravadores de CD e compartilhamento de música online logo diminuiu ainda mais o controle poderoso da indústria.

Na verdade, em Peoria, a cena punk-rock continuou. A pista de skate e o teatro histórico deram lugar a outros espaços de shows: uma pizzaria, um porão de igreja e uma loja de discos. Uma nova cafeteria na cidade vizinha de Washington começou a ser palco de shows de hardcore punk estridentes – e uma pintura de Kurt Cobain do Nirvana em sua parede coroa as apresentações. Novas bandas se formaram em Peoria, e algumas acabaram fazendo turnês pelo mundo. As mais conhecidas, Planes Mistaken for Stars, Minsk, Forecast e Scouts Honor conseguiram certa quantidade de aclamação internacional no século 21 – um feito impressionante para uma cidade de 115 mil habitantes.

Para milhares de seus jovens – motivados a criar arte e comunidade, sem vontade de ser consumidores passivos –, a cidade era mais do que um mercado-teste nacional ou uma nota de rodapé sem graça para seus pares costeiros. Ela era um polo influente para shows de emo, hardcore, ska e punk em locais verdadeiramente alternativos. 

Trinta anos depois de Nevermind, a indústria da música é um animal totalmente diferente. Os músicos de rock não lideram mais a vanguarda cultural. Ainda assim, por conta de um vírus mortal que dizimou a infraestrutura da música ao vivo, a reconstrução exigirá imaginação e inspiração. Os jovens de hoje não nadam mais em um mar de flanela da era grunge, mas a supernova criatividade que se seguiu ao sucesso surpreendente do Nirvana pode proporcionar pistas interessantes para o momento pós-covid-19. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

Taylor Swift lança Fearless (Taylor’s Version), nova versão de seu 2º álbum

Regravação traz seis músicas inéditas
JULIA SABBAGA

Taylor Swift lançou hoje (09) o seu primeiro álbum regravado, Fearless (Taylor’s Version), uma nova versão de seu segundo álbum de estúdio. O lançamento marca o primeiro de uma série de regravações de seus primeiros seis discos. 

Fearless (Taylor’s Version) conta com as 19 faixas originais do disco de 2008, regravadas e com nova produção, além da faixa “Today Was a Fairytale” – trilha sonora do filme Idas e Vindas do Amor – e seis músicas inéditas. O álbum está disponível nas plataformas digitais:

As regravações de Swift acontecem após a artista ter os direitos de seus primeiros discos vendidos sem o seu conhecimento pelo produtor Scooter Braun. Com isso, ela deixou de ter direito sobre as músicas antigas e decidiu relançar as obras para ter o controle das novas versões.

A disputa entre Taylor Swift e Scooter Braun começou em 2019, quando a antiga gravadora da artista, a Big Machine Label Group, começou um processo de venda para a Ithaca Holdings, controlada por Scooter. Com a venda, todo o catálogo dos primeiros álbuns de Taylor iria junto, deixando a cantora sem o controle de suas gravações originais. Além disso, a artista revelou uma relação conturbada com o empresário e disse que ele “fazia bullying” e era “manipulador” – entenda aqui.

‘O maior momento da minha carreira’, diz Laura Pausini sobre 1ª indicação ao Oscar

Em entrevista ao ‘Estadão’, cantora também desabafa sobre bloqueio criativo durante pandemia
Adriana Del Ré, O Estado de S.Paulo

Laura Pausini
A cantora e compositora italiana Laura Pausini  Foto: Julian Hargreaves

Laura Pausini vive um momento especial da carreira. Ganhadora de um Grammy, quatro Grammy Latino, entre outros prêmios, a cantora e compositora italiana, de 46 anos, está em estado de êxtase com sua primeira indicação para o Oscar, com a música Io Sì, do filme Rosa e Momo, na categoria de melhor canção original. O anúncio da indicação foi feito no último dia 15, depois de ela já ter ganhado o Hollywood Music in Media Awards e o Globo de Ouro com a canção, composta em parceria com Diane Warren e Niccolá Agliardi e interpretada, em italiano, por ela. 

Mas a pandemia impediu que Laura comemorasse essa conquista ao lado de seus pais. Com a Itália em lockdown, a celebração teve de ser feita a distância, cada um na sua casa, por Facetime. E com delay. A cena foi compartilhada por Laura em suas redes: os pais ouviram dois segundos antes dela a nomeação de Io Sì e começaram a gritar; Laura olhou para a tela e ficou confusa com aquela festa do outro lado, já que o anúncio não tinha chegado até ela; e então a explosão de alegria se estendeu para sua casa quando ela viu que sua canção estava na lista de concorrentes ao prêmio da Academia. A cerimônia está marcada para 25 de abril, presencialmente, seguindo restrições e protocolos de segurança, na Union Station, no centro de Los Angeles, e no Dolby Theatre, em Hollywood.

Sua felicidade vem em tempos dolorosos. E Laura confessa que enfrenta um conflito de sentimentos. “Fico tão feliz por minha carreira, minha vida, chegando notícias, como Globo de Ouro e Oscar, que é uma coisa gigante, uma coisa maravilhosa, e, ao mesmo tempo, não posso ver meus pais, a minha filha não vai à escola. Ela tem a sorte de ser muito fantasiosa. Então, durante o dia, ela faz muitas coisas na nossa casa, mas não pode encontrar suas amigas”, diz Laura, em entrevista ao Estadão, por Zoom, de sua casa em Roma, onde está isolada com o marido e a filha Paola, de 8 anos. Fã do Brasil e com muitas passagens pelo País, Laura conversou em português, idioma que adora falar. “É o momento provavelmente mais importante da minha carreira, e chega durante uma pandemia. Então, não se pode desfrutar totalmente. Mas, quando falo disso com meus amigos ou com a minha família, eles me dizem que não é justo que eu pense assim. É um momento triste, então tudo que é lindo tem que desfrutar. Estou trabalhando um pouco isso, porque fico com um pouco de culpa.”

Laura conta que estava parada desde fevereiro do ano passado. O convite para compor o tema original com seus parceiros para o filme Rosa e Momo, da Netflix, protagonizado por Sophia Loren e dirigido por Edoardo Ponti, filho da atriz, chegou em agosto. E foi como uma espécie de salvação para ela como artista. “Imagina que eu, durante meus 28 anos de carreira, passei na minha casa menos de dez meses. Então, agora, um ano fechada, confirmo que não gosto de estar em casa (risos). Ao mesmo tempo, preciso aprender a viver mais normal, porque gosto também de conhecer essa parte. Mas, no princípio, foi difícil, porque eu não encontrava um equilíbrio. Por exemplo, eu perguntava para mim: posso escrever uma canção? Não tenho vontade, e sempre estava muito concentrada na minha filha, muito preocupada, porque não quero que ela sofra”, conta ela. “Mas isso foi muito difícil. Então, artisticamente eu estava morta.”

Mas, graças ao filme, Laura voltou a escrever. Assistiu a algumas cenas, para fazer a letra em parceria com Niccolá Agliardi, enquanto a música leva a assinatura de Diane Warren. “Não (assisti) totalmente, porque estava em pré-montagem quando o Edoardo me mandou para ver. Mas era muito fácil já receber a mensagem com as imagens que ele me mandou.” Tendo como cenário a cidade de Nápoles, o belo Rosa e Momo mostra a relação de carinho e afeto maternal que, por um acaso do destino, acaba sendo construída entre Madame Rosa (Sophia Loren), uma ex-prostituta que cuida de filhos de prostitutas, e Momo (Ibrahima Gueye, indicado para o Critics Choice Awards 2021 por sua atuação), garoto de 11 anos que pratica pequenos roubos. Duas pessoas de origens, idades e universos distantes que criam laços em meia a adversidades. Dois invisíveis para a sociedade, que lançam entre si um olhar de acolhimento e entendem a dor do outro. 

Laura Pausini
Até Laura Pausini confesa que teve bloqueio criativo durante a pandemia de covid-19. Foto: Julian Hargreaves

A música Io Sì (Eu Sim) vem nessa sintonia, falando de tolerância, de diversidade, de acolhimento. “Quando você aprende a sobreviver/E aceita o impossível/Ninguém crê/ Eu sim”, diz um trecho traduzido da letra. “O filme ensina a todos que, mesmo que você não tenha uma família de sangue, você pode ter uma família. Quando você fica invisível, não deve pensar que não existe ninguém no mundo para ajudar, para poder proteger você. Você precisa procurar e acreditar que existe uma pessoa que pode ser de uma raça diferente, de uma idade diferente, de uma ideia diferente, mas que é um anjo para você”, observa Laura. “Mesmo que eu tenha escrito a letra a partir do filme, agora entendo que é muito atual, porque as palavras são dedicadas também às pessoas que se sentem invisíveis, e que agora desafortunadamente precisam ter uma resposta, uma proteção de alguém.” 

A canção é tocante, forte, e ganha uma interpretação emocionante de Laura. Difícil segurar as lágrimas quando o filme chega ao final e a canção começa a tocar. Há uma dramaticidade contundente e uma beleza na voz de Laura, que a consagrou em sucessos como Strani AmoriLa Solitudine e Non c’è. A cantora já havia gravado música para outro filme, Uma Carta de Amor, de 1999, com Kevin Costner, mas nunca mais participou de outra trilha, porque nunca mais recebeu propostas que mexessem emocionalmente com ela. Diferentemente do que aconteceu com Rosa e Momo

Depois de Io Sì, Laura seguiu compondo. E rompeu um período de ‘bloqueio criativo’ imposto pela pandemia. “A minha reação foi: ok, então a minha vida na música já terminou, agora preciso me dedicar à minha família, porque não sei quanto tempo tenho, e fica esse medo contínuo. Você quase pensa que a música não é tão importante nos momentos assim, mas me equivoquei, porque, depois de agosto, quando chegou a canção pelo filme, e cantei uma vez mais e escrevi uma vez mais, fiquei mais tranquila com todo o resto. A música é sempre uma resposta para quem faz e para quem escuta. Essa música me deu força. Então, estou escrevendo muito, compondo muito, estou preparando uma coisa nova. Não sei quando sai. Até agora não tenho material suficiente para que a gente possa escutar bem as minhas emoções. Então, preciso de mais tempo para fazer um disco. Mas estou escrevendo. E não estou morta artisticamente.” 

Veja clipe de Io Sì:

‘Framing Britney Spears’ só arranha a superfície da prisão em que a Princesa do Pop vive há 13 anos

Documentário disponível no Globoplay explora a tutela que impede uma das artistas mais conhecidas no mundo de ser dona da própria vida
João Ker, O Estado de S.Paulo

Disponível no Globoplay, o documentário ‘Framing Britney Spears’ explora o assédio midiático e a tutela sobre a Princesa do Pop Foto: FX / Reprodução

Depois de levantar um debate nacional nos Estados Unidos sobre as leis de tutela e reacender o interesse da mídia na Princesa do Pop, o documentário Framing Britney Spears chegou no último sábado, 19, ao catálogo do Globoplay. Em pouco mais de uma hora, o filme narra a ascensão meteórica de uma das artistas mais conhecidas mundialmente, culminando na conservadoria em que ela vive pelos últimos 13 anos e que garante ao seu pai, Jamie Spears, o poder legal de controlar sua vida e suas finanças. 

Produzido pelo The New York Times em parceria com Hulu FX, o documentário usa imagens de arquivo e entrevistas com pessoas próximas a Britney Spears para analisar como uma das principais estrelas pop dos últimos anos se tornou uma prisioneira de sua própria fama. Ao invés de trilhar o caminho fácil e ater-se ao sucesso profissional que ela alcançou em uma carreira consolidada ao longo dos últimos 23 anos, Framing explora o impacto da mídia e da imprensa na vida pessoal da artista, antes de mergulhar no movimento #FreeBritney.

Em 2021, no mundo pós-Me Too e com a existência de redes sociais ou apenas do bom senso coletivo, é inimaginável que jornalistas e apresentadores de TV perguntem a uma adolescente em rede nacional se ela é virgem ou se seus seios são reais. Porém, como fica claro no filme, esses foram apenas alguns dos muitos absurdos que Britney precisou suportar enquanto crescia sob as lentes da mídia e se tornava uma mulher adulta que explorava a própria sexualidade em músicas, videoclipes e ensaios fotográficos.

Imagens de Britney perseguida por dezenas de paparazzi, tendo sua capacidade materna questionada em capas de jornais e seu ex-namorado, Justin Timberlake, gabando-se publicamente de ter transado com ela são intercaladas com depoimentos em que a própria estrela se queixa dessas cobranças. Um dos momentos mais impactantes é também aquele em que a artista aparece mais vulnerável, quando, grávida do segundo filho, ela desaba durante uma entrevista e, entre lágrimas, diz que seu maior desejo é ser deixada em paz.  

Esse revisionismo sobre o escrutínio midiático ao qual Britney foi submetida ocupa metade do filme e não chega a ser exatamente uma novidade, exceto na forma com que a diretora Samantha Stark o condena. Mesmo assim, ele estabelece uma dimensão do quanto a figura da artista era lucrativa para tablóides, o quão desumano era o tratamento direcionado a ela e o quanto Britney tentou se desvencilhar dessa perseguição sem sucesso, até ser colocada sob uma tutela permanente. 

Em fevereiro de 2008, após duas internações em clínicas psiquiátricas e uma persona pública em ruínas, o tribunal da Califórnia declarou que Britney era incapaz de cuidar de si mesma e garantiu a Jamie Spears o papel de tutor permanente da filha, mantido até hoje. Na prática, é ele quem decide o que ela pode fazer com o próprio dinheiro e autoriza ou não todos os aspectos de sua vida, desde com quem ela se encontra e aonde vai até se ela pode ter filhos ou se casar. Aos 39 anos e com uma fortuna milionária no banco, a Princesa do Pop precisa pedir ao pai para comprar um café, viajar, dirigir, gravar uma música, receber amigos na sua mansão ou dar uma entrevista.

É ao entrar nesse terreno que Framing Britney Spears realmente decola e, para isso, conta com dois grandes trunfos: as entrevistas com Felicia Culotta, assistente e amiga pessoal da artista desde o início da sua carreira, e Adam Streisand, o advogado que ela tentou contratar em 2008 para defender seus interesses no caso. Ambas as figuras são cruciais para entender o episódio e a cantora, e ao mesmo tempo são pessoas notoriamente reservadas, sem nunca antes terem mencionado o assunto publicamente.

Enquanto Felicia conta pela primeira vez que foi cortada da vida de Britney logo que a tutela começou, Streisand atesta que a estrela tinha apenas uma demanda em relação à conservadoria: que Jamie não fosse o tutor. Em documentos oficiais entregues à corte de Los Angeles e reproduzidos no documentário, Britney afirma ter medo do pai e, mais tarde, pede que seu caso não seja tratado como um “segredo de família”. 

Uma peça fundamental dessa história é também a ausência mais sentida em Framing Britney Spears: a empresária Lou M. Taylor, creditada pelo movimento como a grande arquiteta por trás da tutela e uma de suas principais beneficiárias. 

Contratada por Jamie Spears para agenciar a filha, Lou é citada no livro Through The Storm: Uma verdadeira história da fama e da família no mundo do tablóide, lançado por Lynne Spears em 2008. Nele, a mãe de Britney diz que a ideia da tutela partiu da empresária, após ela ter convencido o pai da cantora que “Deus estava pedindo” para que ele tomasse o controle da situação. 

Talvez a maior vitória do filme seja a de chancelar o movimento #FreeBritney como mais do que mera teoria da conspiração e tratá-lo como uma defesa legitimada pela própria Princesa do Pop, a qual parece ter seus direitos civis violados há mais tempo do que o público sabe. O interesse no tema também aumentou: a Netflix e a BBC já anunciaram oficialmente a produção dos seus próprios documentários e alguns deputados dos EUA já começaram a discutir se não é hora de rever as leis sobre tutela no país. 

Mesmo assim, muitas perguntas, episódios e personagens continuam inexplorados e, para que essa história seja realmente contada de forma completa, continua faltando uma voz importante: a da protagonista.

MayTree – Avengers theme (acapella)

Music arranged by Maytree
Video directed by Napkinsmusic

Lana Del Rey canta Joni Mitchell no triste e belo ‘Chemtrails Over The Country Club’

Atacada nas redes por frases infelizes em entrevistas recentes, cantora responde com um belo álbum de canções uniformes mas intensas incluindo uma versão para ‘For Free’
Julio Maria, O Estado de S.Paulo

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Lana Del Rey, com seu ‘canto do Meio-Oeste’ Foto: Universal Music

Lana Del Rey poderia apenas cantar. Sua voz atinge um nível de sussurro inebriante em White Dress e sua versão ao lado de Zella Day e Weyes Blood para For Free, a linda canção que Joni Michell mostrou ao mundo em 1970 no álbum Ladies of the Canyon, tem uma sensibilidade que preencheria por si todo seu novo álbum. Mas uma artista de suas ambições precisa em algum momento, e isso faz parte do processo, falar. E sempre que Lana fala, algo que não desce bem. Em entrevista recente à BBC Radio 1, ela comentou sobre os anos de Donald Trump de quem, para muitos nos Estados Unidos, foi apoiadora. Lana disse: “A loucura de Trump, por pior que fosse, realmente precisava acontecer. Nós realmente precisávamos de uma reflexão sobre o maior problema do nosso mundo, que não é a mudança climática, mas a sociopatia e o narcisismo. Principalmente na América. Isso vai matar nosso mundo. Não é capitalismo, é o narcisismo.”

Uma tempestade de críticas com relação à ideia de que “a loucura de Trump precisava acontecer” caiu sobre sua cabeça instantes depois da entrevista e, antes mesmo que passasse, veio outra. Lana foi contestada pelo fato de seu novo álbum, Chemtrails Over the Country Club, ter uma capa apenas com mulheres brancas (embora uma delas seja negra, como se vê). Mas sua resposta de que falta de diversidade é algo que não acontece em sua vida, já que ela é amiga de muitos negros e já namorou vários rappers, trouxe mais ataques pela infelicidade da ideia do “tenho amigos que são”. Instantes tensos provocados por frases ingênuas que toda a música que chega agora em seu novo álbum pode ter força para recolocá-la em equilíbrio.

Chemtrails Over the Country Club é um álbum em que Lana volta a se interiorizar ainda mais do que fez em Norman Fucking Blackwell, de 2019. Ela mesma já definiu seu novo som como uma dissidência do que as cantoras fazem no Meio-Oeste de seu país, lugares como Minnesota, Missouri e Nebraska, em que o country ganha um acento especial. Filha de empresário norueguês, dono de uma grande agência de marketing, e de mãe advogada e professora, Lana cresceu com suas ascendências europeias em Lake Placid, uma vila nas Montanhas Adirondack, no Condado de Essex, Nova York. Algo que diz muito de seus traços artísticos.

Seu álbum traz uma delicadeza de camadas acústicas e palavras – o que deve em parte ao produtor Jack Antonoff, que já trabalhou com LordeTaylor Swift e a própria Lana no disco anterior – e uma inteligência vocal mais apurada, algo mais importante do que ter potência, alcance, volume e outras habilidades. Lana sabe onde sua voz pequena fica à vontade e, nesse lugares, a faz crescer. Seria uma cantora de country se viesse com um ou dois violinos, uma steel guitar e mais violões do que piano, mas seu caminho, mesmo em baladas como Let Me Love You Like a Woman, nunca a aproxima das graciosas Dixie Chicks. Sinais da importância de um bom produtor.

Não há exceções em Chemtrails... São todas canções invernais de solidão, silêncio e noite. Há uma obsessão, ou uma limitação mesmo, em apostar no formato quase único de se fazer harmonia das primeiras partes com três acordes, algo que marca a estrutura de pelo menos Chemtrails Over de Country Club, Let Me Love Wild a Heart. Nenhum problema com a quantidade de acordes, mas a repetição da estrutura passa a sensação de repetição e linearidade. É o que faz alguém dizer: “Mas parece a mesma música”. Todas soam como filhas da mesma matriz. Ao lado das igualmente lamuriosas Dark But Just a GameTulsa Jesus Freak e a própria White Dress, o single com um clipe iniciado ontem no YouTube, dirigido por Constellation Jones, elas fazem o álbum de Lana se tornar uniforme, plano e constante. E não é ruim que seja assim. Lana vive seu momento de reflexão, mais um deles, e não faria sentido ir ao rock só para criar picos de uma emoção falsa. Chemtrails é o que ela e boa parte do mundo sente nesse momento.

No estúdio e apartamento da cantora Yara Lapidus | Une fille, un style | Vogue Paris

Nascida em Beirute nos anos 70, Yara Lapidus sempre navegou entre a moda e a música. Mas, acima de tudo, é o conceito de arte que a transcende. Passada pela Academia Libanesa de Belas Artes, a esposa do estilista Olivier Lapidus (ex Lanvin) começou em Paris como estilista, lançando edições limitadas chamadas Y da Yara, até 2010. Uma bela história de moda que infelizmente termina quando, após um erro em uma cirurgia, Yara perde o uso da mão esquerda. Forçada a desistir de sua apaixonada profissão, esta morena retorna aos seus primeiros amores: escrever e música. Para a secção A girl, a style, a Vogue Paris foi ao seu encontro para uma visita guiada ao seu apartamento parisiense, onde montou o seu estúdio, onde está a compor o seu 4º álbum.

Jornalista – Eugénie Trochu
Produtor – Mathias Holst
Diretor de fotografia – Etienne Baussan
Editora – Sofiana Pubill
Cabelo e maquiagem – Sergio Villafane
Editor-chefe – Jennifer Neyt

Beyoncé bate recorde no Grammy pandêmico, que coroa Megan Thee Stallion

Até Billie Eilish, vencedora de gravação do ano, reconheceu vitória acachapante de Megan e dedicou seu troféu a ela

Colaboração entre Megan Thee Stallion e Beyoncé na canção Savage rendeu um Grammy de melhor música de rap

Mesmo perdendo boa parte dos prêmios a que concorreu, Beyoncé saiu da cerimônia do 63º Grammy, realizada neste domingo (14) fazendo história. Com os troféus de melhor videoclipe por “Brown Skin Girl”, melhor performance de R&B com “Black Parade” e melhor música de rap e perfomance de rap por “Savage”, ela se tornou a artista mulher com mais gramofones da história –são 28 no total.

É verdade que a vitória contou com uma ajudinha providencial de Megan Thee Stallion, autora de “Savage” que saiu consagrada da premiação. Coincidentemente, Megan é da gravadora de Jay-Z, a Roc Nation, e tanto ela quanto Beyoncé foram criadas em Houston, no Texas.

“Quando crescer, vou ser a Beyoncé do rap”, disse Megan Thee Stallion, emocionada, ao receber o troféu de música de rap. “Minha mãe me dizia: ‘Megan, o que a Beyoncé faria?’ Eu respondia: ‘É verdade, mas vou fazer um pouquinho mais podre.”

Megan ainda ganhou o prêmio de artista revelação, um dos quatro mais importantes do Grammy. Os outros três foram vencidos por Taylor Swift, que teve o disco do ano com “Folklore”, H.E.R., música do ano com “I Can’t Breathe”, e Billie Eilish, com “Everything I Wanted” em gravação do ano.

Até mesmo Eilish, a grande estrela da edição do ano passado, reconheceu a vitória acachapante de Megan. Ao ganhar o prêmio mais importante da noite, ela disse que a colega era a verdadeira merecedora dele.

“Estou até com vergonha. Megan, menina, eu ia escrever um discurso sobre como você merece esse prêmio, mas nunca achei que ia ganhar”, disse Eilish. “Você é uma rainha. Quero chorar pensando no quanto te amo. Torço muito por você. É você que merece, de verdade.”

Megan ainda fez uma das performances mais comentadas da noite. Rebolativa em um body brilhante, ela cantou uma versão de “Savage” que, apesar de requintada, não perdeu a pujança da original.

A apresentação foi só uma abertura para a entrada de Cardi B, com cabelos curtos e tingidos de rosa, cantando “Up”. Em pouco tempo, ela e Megan estavam dividindo o palco, com um sapato de salto alto gigante na cenografia, cantando “WAP”, parceria das duas que só vai concorrer ao prêmio no ano que vem.

música, que fala sobre lubrificação vaginal, já gerou polêmicas com políticos conservadores nos Estados Unidos, e foi um dos momentos menos comportados da noite. Post Malone apareceu rindo e aplaudindo ao fim da performance.

E se Bebel Gilberto e Chico Pinheiro, os brasileiros que concorriam ao Grammy este ano, saíram de mãos abanando, Cardi B levou o Brasil à premiação. Ela inseriu, no meio de “WAP”, um trecho da versão em funk da mesma música, um remix do produtor brasileiro Pedro Sampaio.

Se a faixa já tinha versos suficientes para causar dor de cabeça à transmissão da CBS, ela trouxe versos sujos também em português. Isso porque o remix de Pedro Sampaio tem um trecho que diz “fica de quatro”, em português mesmo.

Por causa da pandemia, o Grammy deste ano foi bastante diferente. Em vez de surgir no centro do palco, cercado por astros e executivos da indústria fonográfica, o apresentador Trevor Noah iniciou a transmissão do lado de fora do ginásio Staples Center, em Los Angeles, onde tradicionalmente acontece a premiação, para conscientizar o público do isolamento social.

Ele foi gradativamente entrando na estrutura de quatro palcos emendados, sem plateia, montado para o evento. Os artistas apareceram dispostos pelo espaço, com uma distância considerável entre si.

britânico Harry Styles foi o primeiro a cantar, mostrando o hit “Watermelon Sugar”.

“É impressionante que alguém tão bonito e com tanto talento venha do mesmo lugar que Boris Johnson”, disse Noah, que distribuiu piadas ao longo da noite.

A música, que já havia dado ao cantor sua primeira vez no topo da lista de mais tocadas da Billboard, garantiu a ele também seu primeiro Grammy. Styles levou a categoria melhor performance pop solo e, no discurso, elogiou seus concorrentes de peso, que incluíam Taylor Swift, Dua Lipa, Billie Eilish, Justin Bieber e Doja Cat.

Uma cena curiosa, que revela o clima despojado da cerimônia, foi quando Megan Thee Stallion recebeu o prêmio de artista revelação. Em uma área externa, com poucas mesas, ela segurava o choro ao agradecer a vitória quando ouviu um carro passando ao fundo e se distraiu.

Outro sinal dos tempos foi o desfile de máscaras estilizadas entre a plateia de celebridades. Styles combinou a máscara com a estampa xadrez de seu paletó, Dua Lipa vestia um modelo prateado e Taylor Swift optou por um acessório com flores grudadas, também fazendo par com seu look.

Swift, que ganhou seu terceiro Grammy de disco do ano, montou um palco que remete a uma casa de campo, com pedras e um gramado para a sua apresentação. A estrutura, baseada na capa do álbum vencedor, “Folklore”, ainda incluiu uma casinha de madeira, na qual ela cantou trechos de “Cardigan”, “August” e “Willow” ao lado dos produtores Aaron Dessner —integrante da banda The National— e Jack Antonoff, que tocaram violão.

Dua Lipa, cujo “Future Nostalgia” ganhou a categoria melhor disco de pop vocal, afirmou no seu discurso de agradecimento que o álbum mudou a percepção dela da própria arte. “Percebi o quanto a felicidade era importante. Me senti insensível no final do meu álbum anterior, porque achei que só conseguia fazer música triste”, disse a cantora, que bateu Lady Gaga, Harry Styles, Taylor Swift e Justin Bieber na categoria.

Em sua performance, Dua Lipa recriou o clima disco-pop-retrô do álbum em um palco rosa e cheio de brilho. Ela cantou um medley com as músicas “Levitating” e “Don’t Start Now”.

Quem também apostou num clima de anos 1970 foi a dupla Bruno Mars e Anderson Paak, cujo projeto conjunto não concorre esta noite. Eles cantaram o single recém-lançado “Leave the Door Open” numa estética de TV antiga, com os dois de paletó cor de tijolo.

Talvez pela falta de plateia, as apresentações aconteceram de maneira dinâmica. Alguns artistas cantaram em palcos simples, caso do Black Pumas e de Styles, enquanto outros transformaram seus palcos de modo que estivessem em sintonia com a estética de suas músicas e discos.

Em alguns casos, como o da performance do BTS, as apresentações se assemelhavam a videoclipes gravados ao vivo. O grupo sul-coreano mostrou o hit “Dynamite” no topo de um prédio, em meio a luzes que se movimentavam conforme os oito integrantes cantavam e dançavam.

A dupla Mars e Paak depois retornou ao palco para o momento reflexivo da transmissão. Este ano, em que diversos músicos morreram de Covid-19, a seção de homenagens póstumas emendou a lista dos artistas que se foram nos tributos. Paak e Mars voltaram aos tempos da brilhantina para cantar “Long Tall Sally” e “Good Golly Miss Molly” em homenagem que fez jus à agressividade de Little Richard.

Lionel Richie fez um número romântico, cantando “Lady” para lembrar Kenny Rogers. A cantora country Brandi Carlile homenageou John Prine, e Brittany Howard fez um dueto com Chris Martin, do Coldplay, cantando “You’ll Never Walk Alone”. A performance foi dedicada a todos os músicos que perderam a vida no ano passado, uma lista que ainda incluiu Bill Withers, Eddie Van Halen, Sophie, Ennio Morricone, MF Doom, Toots Hibbert e Pop Smoke.

Em uma das apresentações mais impactantes da noite, Lil Baby cantou a música “The Bigger Picture” em um cenário cinematográfico. Ele apareceu numa área externa, cercado de carros, recriando um cenário de manifestação do Black Lives Matters.

A performance teve uma encarada do rapper em policiais, um coquetel molotov atirado a prédios, um verso inédito do rapper Killer Mike —da dupla Run the Jewels— e um discurso endereçado ao presidente americano, Joe Biden, da ativista Tamika Mallory. “Presidente Biden, pedimos justiça”, ela disse.
O rapper DaBaby cantou o hit “Rockstar” em versão pomposa —cheia de violinos— ao lado de Roddy Ricch, e o Black Pumas também se apresentou na estrutura de palcos do Grammy.

O porto-riquenho Bad Bunny, que chamou a premiação de “Grammy dos gringos”, cantou ao lado de Jhay Cortez a música “Dakiti”. Bad Bunny levou a categoria de melhor álbum latino, com “YHLQMDLG”. “Queria agradecer a todo mundo que ouve minha música, apoia minha carreira ou minhas ideias”, disse.

TAPETE VERMELHO

Como o evento não tem plateia, poucos artistas passaram por seu tapete vermelho. Alguns deles conseguiram, porém, antecipar os looks que usariam na cerimônia. A cantora Lizzo, grande destaques da edição passada que não concorre este ano, surgiu, por exemplo, com um vestido verde.

Já o rapper porto-riquenho Bad Bunny publicou uma foto com um girassol e uma touca com orelhas de coelho, bem ao seu estilo. Brittany Howard, vocalista da banda Alabama Shakes agora em carreira solo, vestiu preto da cabeça aos pés.

Megan Thee Stallion chegou com tomara que caia laranja cintilante, com fenda na perna. Ela estava acompanhada da cantora Doja Cat, que optou por um vestido preto e branco, de manga comprida, com um decote até o umbigo.

O BTS recriou um cenário de tapete vermelho direto do seu país natal, a Coreia do Sul, para exibir os looks desta noite. O grupo de k-pop vestia a coleção de inverno de 2021 da Louis Vuitton.

PRÉ-CERIMÔNIA

Como o Grammy distribui muitos prêmios, alguns deles já foram entregues na pré-cerimônia. Um dos destaques deste momento foi o de melhor clipe para Blue Ivy, que tem apenas nove anos, por “Brown Skin Girl” —a faixa integra o álbum visual “Black Is King”, de sua mãe, Beyoncé.

Outro destaque desta pré-cerimônia foi o rapper Kanye West, que no ano passado postou um vídeo fazendo xixi em um dos seus 22 troféus dos Grammy.

Agora, ele levou o prêmio em uma categoria nova, a de melhor disco cristão, por “Jesus Is King”. O disco aprofunda o diálogo das batidas experimentais de hip-hop com samples épicos e a manipulação das vozes simultâneas do gospel.


VEJA A LISTA COM OS PRINCIPAIS INDICADOS E OS VENCEDORES JÁ ANUNCIADOS

Gravação do ano
​’Black Parade,’ de Beyoncé
‘Colors’, de Black Pumas
‘Rockstar’, de DaBaby com Roddy Ricch
‘Say So’, de Doja Cat
‘Everything I Wanted’, de Billie Eilish
‘Don’t Start Now’, de Dua Lipa
‘Circles’, de Post Malone
‘Savage’, de Megan Thee Stallion

Disco do ano
‘Chilombo’, de Jhené Aiko
‘Black Pumas’, de Black Pumas
‘Everyday Life’, de Coldplay
‘Djesse Vol. 3’, de Jacob Collier
‘Women in Music Pt. III’, de Haim
‘Future Nostalgia’, de Dua Lipa
‘Hollywood’s Bleeding’, de Post Malone
‘Folklore’, de Taylor Swift

Música do ano
‘Black Parade’, de Beyoncé
‘The Box’, de Roddy Ricch
‘Cardigan’, de Taylor Swift
‘Circles’, de Post Malone
‘Don’t Start Now’, de Dua Lipa
‘Everything I Wanted’, de Billie Eilish
‘I Can’t Breathe’, de H.E.R.
‘If the World Was Ending’, de JP Saxe com Julia Michaels

Artista revelação
Ingrid Andress
Phoebe Bridgers
Chika
Noah Cyrus
D Smoke
Doja Cat
Kaytranada
Megan Thee Stallion

Melhor álbum de rock
‘The New Abnormal’, de The Strokes
‘Sound & Fury’, de Sturgill Simpson
‘Daylight’, de Grace Potter
‘A Hero’s Death’, de Fontaines D.C.
‘Kiwanuka’, de Michael Kiwanuka

Melhor performance de rock
Fiona Apple, por ‘Shameika’
Phoebe Bridgers, por ‘Kyoto’
Haim, por ‘The Steps’
Brittany Howard, por ‘Stay High’
Grace Potter, por ‘Daylight’
Big Thief, por ‘Not’

Melhor música de rock
‘Kyoto’, de Phoebe Bridgers
‘Not’, de Big Thief
‘Lost in Yesterday’, de Tame Impala
‘Stay High’, de Brittany Howard
‘Shameika’, Fiona Apple

Melhor álbum de música alternativa
‘Fetch the Bolt Cutters’, de Fiona Apple
‘Punisher’, de Phoebe Bridgers
‘Hyperspace’, de Beck
‘Jaime’, de Brittany Howard
‘The Slow Rush’, de Tame Impala

Melhor álbum latino ou urbano
‘YHLQMDLG’, de Bad Bunny
‘Pausa’, de Ricky Martin
‘3:33’, de Debi Nova
‘Mesa para Dos’, de Kany García
‘Por Primera Vez’, de Camilo

Melhor álbum de R&B progressivo
‘Ungodly Hour’, de Chloe X Halle
‘CHILOMBO’, de Jhene Aiko
‘Free Nationals’, de Free Nationals
‘F*** Yo Feelings’, de Robert Glasper
‘It Is What It Is’, de Thundercat

Melhor álbum de R&B
‘Take Time’, de Giveon
‘Happy 2 Be Here’, de Ant Clemons
‘To Feel Love/d’, de Luke James
‘Bigger Love’, de John Legend
‘All Rise’, de Gregory Porter

Melhor música de R&B
‘Better Than I Imagine’, de Robert Glasper com H.E.R. e Meshell Ndegeocello
‘Black Parade’, de Beyoncé
‘Collide’, de Tiana Major9 e Earthgang
‘Do It’, de Chloe X Halle
‘Slow Down’, de Skip Marley com H.E.R.

Melhor álbum de rap
‘Black Habits’, de D Smoke
‘Alfredo’, de Freddie Gibbs & The Alchemist
‘A Written Testimony’, de Jay Electronica
‘King’s Disease’, de Nas
‘The Allegory Royce’, de Da 5’9″

Melhor música de rap
‘The Box’, de Roddy Ricch
‘The Bigger Picture’, de Lil Baby
‘Laugh Now, Cry Later’, de Drake com Lil Durk
‘Rockstar’, de DaBaby com Roddy Ricch
‘Savage’, de Megan Thee Stallion com Beyoncé

Melhor performance de rap
‘Deep Reverence’, de Big Sean com Nipsey Hussle
‘Bop’, de DaBaby
‘What’s Poppin’, de Jack Harlow
‘The Bigger Picture’, de Lil Baby
‘Savage’, de Megan Thee Stallion com Beyoncé
‘Dior’, de Pop Smoke

Melhor performance pop solo
‘Yummy’, de Justin Bieber
‘Say So’, de Doja Cat
‘Everything I Wanted’, de Billie Eilish
‘Don’t Start Now’, de Dua Lipa
‘Watermelon Sugar’, de Harry Styles
‘Cardigan’, de Taylor Swift

Melhor performance de grupo ou duo pop
‘Un Día (One Day)’, de J Balvin, Dua Lipa, Bad Bunny e Tainy
‘Intentions’, de Justin Bieber com Quavo
‘Dynamite’, de BTS
‘Rain on Me’, de Lady Gaga com Ariana Grande
‘Exile’, de Taylor Swift com Bon Iver

Melhor disco de pop vocal
‘Changes’, de Justin Bieber
‘Chromatica’, de Lady Gaga
‘Future Nostalgia’, de Dua Lipa
‘Fine Line’, de Harry Styles
‘Folklore’, de Taylor Swift

Melhor performance de metal
‘Bum-Rush’, de Body Count
‘Underneath’, de Code Orange
‘The In-Between’, de In the Moment
‘Bloodmoney’, de Poppy
‘Executioner’s Tax (Swing of the Axe) – Live’, de Power Trip

Melhor música dançante
‘10%’, Kaytranada com Kali Uchis
‘On My Mind’, Diplo & SIDEPIECE
‘My High’, Disclosure com Aminé & Slowthai
‘The Difference’, Flume com Toro y Moi
‘Both Of Us’, Jayda G

Melhor disco de música eletrônica
‘Bubba’, Kaytranada
‘KiCk i’, Arca
‘Planet’s Mad’, Baauer
‘Energy’, Disclosure
‘Good Faith’, Madeon

Produtor do ano
Jack Antonoff
Dan Auerbach
Dave Cobb
Flying Lotus
Andrew Watt

Melhor disco de música cristã contemporânea
‘Jesus Is King’, Kanye West
‘Run To The Father’, Cody Carnes
‘All Of My Best Friends’, Hillsong Young & Free
‘Holy Water’, We The Kingdom
‘Citizen Of Heaven’, Tauren Wells

Melhor disco de reggae
‘Got To Be Tough’, Toots & The Maytals
‘Upside Down 2020’, Buju Banton
‘Higher Place’, Skip Marley
‘It All Comes Back To Love’, Maxi Priest
‘One World’, The Wailers

Melhor álbum de jazz instrumental
‘On the Tender Spot of Every Calloused Moment’, de Ambrose Akinmusire
‘Waiting Game’, de Terri Lyne Carrington e Social Science
‘Happening: Live at the Village Vanguard’, de Gerald Clayton
‘Trilogy 2’, de Chick Corea, Christian McBride & Brian Blade
‘Roudagain’, de Joshua Redman, Brad Mehldau, Christian McBride & Brian Blade

Melhor filme musical
‘Beastie Boys Story’, de Beastie Boys
‘Black Is King’, de Beyoncé
‘We Are Freestyle Love Supreme’, de Freestyle Love Supreme
‘Linda Ronstadt: The Sound of My Voice’, de Linda Ronstadt
‘That Little Ol’ Band From Texas’, de ZZ Top

Melhor videoclipe
‘Brown Skin Girl’, de Beyoncé, Blue Ivy & WizKid
‘Life Is Good’, Future com Drake
‘Lockdown’, Anderson .Paak
‘Adore You’, Harry Styles
‘Goliath’, Woodkid

Melhor álbum de música global
‘Twice as Tall’, de Burna Boy
‘Amadjar’, de Tinariwen
‘Love Letters’, de Anoushka Shankar
‘Agora’, de Bebel Gilberto
‘Fu Chronicles’, de Antibalas

Melhor álbum de jazz latino
‘Tradiciones’, de Afro-Peruvian Jazz Orchestra
‘Four Questions’, de Arturo O’Farrill & The Afro-Latin Jazz Orchestra
‘City of Dreams’, de Chico Pinheiro
‘Viento y Tiempo – Live at Blue Note Tokyo’, de Gonzalo Rubalcaba & Aymée Nuviola
‘Trane’s Delight’, de Poncho Sanchez​