Richie Hawtin – Apple Music Lab: CLOSER Masterclass & Live Performance (Full Version – Milan)

Para mim, tocar música é se comunicar com as pessoas na pista de dança e compartilhar minha paixão pela música eletrônica. No entanto, também adoro compartilhar minhas experiências e pensamentos sobre o que impulsiona e inspira minha criatividade, como nas séries de apresentações da Apple que fiz recentemente focando no CLOSE live e no meu novo lançamento combinado CLOSE.

Aqui está a apresentação completa da loja da Apple em Milão. Espero que você goste. Ansiosos para ver todos no CLOSE no Amsterdam Dance Event na próxima semana – Richie Hawtin CLOSE & Modeselektor LIVE // ADE

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Camila Cabello lança ‘Easy’, quarta música divulgada pela cantora em pouco mais de um mês

Música é mais uma do projeto ‘Romance’. ‘Escrevi essa música sobre o tipo de amor que faz você se amar mais’, explicou.

Camila Cabello lança ‘Easy’ — Foto: Reprodução/Instagram

Camila Cabello segue sua temporada de lançamentos musicais e divulgou, nesta sexta-feira (11), mais uma faixa. Desta vez, Camila lançou o áudio da música “Easy”.

Antes dela, desde o início de setembro, já vieram “Cry for me”, “Liar” e “Shameless”. Todas integram o projeto “Romance”.

“Escrevi essa música sobre o tipo de amor que faz você se amar mais. Eu acredito que antes de você se abrir para alguém, você sempre fica com medo de que, uma vez que percebam todas as coisas que você não gosta em si, todas as coisas que te deixam insegura, não vão mais gostar de você. E quando alguém consegue ver todas essas coisas e te ama apesar de todas elas, e por causa delas, isso faz você se sentir completamente verdadeiro por quem você é e se amar por quem você é também. Espero que gostem”, explicou Camila ao lançar “Easy”.

Harry Styles lança ‘Lights Up’; veja clipe

Músico volta com inédita após dois anos do último lançamento.

Harry Styles lançou nesta sexta (11) o single “Lights up” após dois anos do lançamento de seu primeiro álbum homônimo.

A música, pop com referências de R&B, veio acompanhada de um clipe quente: Harry está cercado de corpos, femininos e masculinos, à beira da praia.

Esta é a primeira música de seu segundo álbum, ainda sem data de lançamento.

Aos 50 anos, ‘Abbey Road’, dos Beatles, retorna ao topo das paradas musicais

Em terras britânicas, disco ocupa, desde sexta (4), a primeira posição entre os álbuns mais vendidos

Os Beatles, George Harrison, Paul McCartney, Ringo Starr, John Lennon, atravessam a Abbey Road em Londres, Inglaterra, 8 de agosto de 1969. A famosa foto foi feita pelo fotógrafo Iain Macmillan Iain Macmillan/Apple Corps

Lançado pelos Beatles em 26 de setembro de 1969, o álbum “Abbey Road” voltou a aparecer em posições de destaque nas paradas musicais do Reino Unido e dos Estados Unidos.

A volta ao topo é impulsionada pela celebração dos 50 anos do disco, relançado em versão especial com material inédito e remasterizado.

Em terras britânicas, “Abbey Road” ocupa, desde sexta (4), a primeira posição entre os álbuns mais vendidos do país —49 anos e 252 dias depois de ter deixado o topo da lista em seu lançamento original.

“Abbey Road” agora é o disco a voltar ao número um das paradas após o maior intervalo de tempo, desbancando “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, também dos Beatles, que levou 49 anos e 125 dias.

Nos Estados Unidos, ele saltou da 71ª para a terceira posição na Billboard 200. Publicada no domingo (6), a lista traz os álbuns mais populares com base em vendas físicas e em unidades equivalentes (consumo digital e por streaming correspondente à compra do disco).

Penúltimo dos trabalhos do quarteto britânico, “Abbey Road” reúne canções como “Come Together” e “Something”.

Spice Girls cancela parte da turnê após briga entre Geri e Mel B, diz jornal britânico The Sun

Sem shows na Austrália e Las Vegas, grupo deixa de faturar cerca de 50 milhões de libras

Mel B, Emma Bunton, Geri Halliwell e Mel C em show das Spice Girls em Dublin na turnê 2019; evento ocorreu no Croke Park em 24 de maio de 2019 Divulgação

Depois de causar euforia entre os fãs ao anunciar uma turnê especial, as Spice Girls trazem más notícias. De acordo com o jornal britânico The Sun, o grupo cancelou parte de suas apresentações por conta de desentendimentos entre Geri e Mel B. 

Geri estaria irritada por Mel B ter anunciado em um show no estádio de Wembley, em junho, que elas iriam fazer uma turnê pela Austrália. Agora, tanto os shows neste país quando os shows em Las Vegas estão cancelados.

“Os shows no Reino Unido foram especiais e Geri deixou claro que ela simplesmente não levaria adiante a turnê”, disse uma fonte ao jornal. “Ela [Mel B] é uma verdadeira personagem e há muito tempo entra em conflito com Geri, que decidiu que não valia a pena continuar, pois as coisas poderiam realmente se tornar explosivas.”

“Geri estava inflexível quanto ao fato de que grandes compromissos no exterior só valeriam a pena se fossem financeiramente lucrativos. Mas o pagamento de uma passagem [por Las Vegas/Australia] seria muito menor do que o dos shows no Reino Unido e significaria que as meninas ficariam longe de suas famílias e outros trabalhos por um período prolongado”, acrescentou a fonte. 

Ao cancelar parte da turnê, as Spice Girls deixam de faturar cerca de 50 milhões de libras (cerca de R$ 252 milhões). 

“A vida em família é realmente importante para todas elas e elas estavam preocupadas com como seriam capazes de fazer com que tudo isso funcionasse.”

Kim Shattuck, vocalista da banda The Muffs, morre aos 56 anos

Artista lutava há mais de dois anos contra a esclerose lateral amiotrófica

Kim Shattuck morreu aos 56 anos 

Morreu, na quarta-feira (2), a vocalista, guitarrista, eventual baixista e também compositora do grupo The Muffs Kim Shattuck, de 56 anos. 

Kim lutava há dois anos contra a ELA (esclerose lateral amiotrófica), a mesma doença enfrentada por décadas pelo físico Stephen Hawking (1942-2018). A ELA é uma doença do sistema nervoso que enfraquece os músculos e afeta as suas funções físicas.

A notícia foi divulgada na web pelo marido de Kim, Kevin Sutherland. “Esta manhã o amor da minha vida, Kim, morreu em paz durante o sono depois de dois anos lutando contra a ELA. Sou este homem hoje por causa dela. Ela vai viver em todos nós por meio de sua música, memórias, força e espírito criativo. Eu te amarei para sempre, minha Kimmy. Obrigado por dividir sua vida comigo”, escreveu ele.

O The Muffs também lamentou a morte da sua líder. “Sentimos muito por anunciar a morte da nossa colega de banda e querida amiga Kim Shattuck. Além de uma compositora brilhante, guitarrista incrível e cantora/gritadora extraordinária, Kim era uma verdadeira força da natureza. Enquanto lutava contra a esclerose, Kim produziu o nosso último álbum, cuidando de cada parte do disco, desde a gravação até a arte. Ela era a nossa melhor amiga e tocar as músicas dela foi uma honra. Adeus Kimba. Nós te amamos mais do que poderíamos dizer.”

Antes do The Muffs, Kim integrou entre 1985 e 1990 a banda The Pandoras. Em 2001, fez parte do grupo The Beards, uma parceria com Lisa Marr e Sherri Solinger. [Léo Gregório]

Rádios independentes brasileiras crescem na contramão dos algoritmos

Projetos abrem espaço a artistas que não caem nas listas de grandes estações ou das plataformas de streaming
Felipe Maia

O coletivo Metanol, que tem em suas atividades festas gratuitas de rua e programa de rádio online – Gabriel Cabral/Folhapress

Ao menos uma vez por semana, a publicitária Natalia França ouve música em rádios independentes. Em vez de playlists no Spotify ou estações FM, ela escuta a seleções feitas por DJs que vão de faixas garimpadas em lojas de vinil a lançamentos que chegam a poucos ouvidos.

Essas plataformas, funcionando integralmente online, formam um movimento que vem crescendo no Brasil em contraponto à pasteurização de rádios comerciais ou à onipresença dos algoritmos do streaming.

“Quando é uma rádio dessas, tem uma pessoa por trás das músicas, e isso me leva para algo mais emocional, algo menos frio, parece que estou conhecendo um pouco do que a pessoa tem a falar”, diz Natalia, ouvinte contumaz da rádio NaManteiga, de São Paulo.

A capital reúne ainda a Veneno, a Cereal Melodia, a Víruss e a veterana Metanol. Mesclando transmissão contínua e programas esporádicos a uma ferrenha curadoria, elas se juntam a nomes como Nas Radio Show, de Porto Alegre, e Magma Radio, do Rio de Janeiro. ​

“A curadoria de quem vai tocar na rádio cria recortes específicos sobre temas que dificilmente você encontra no streaming. Num mundo em que tudo é por algoritmo, botar a escolha na mão de alguém é quase uma contracultura”, explica Thiago Arantes. Ele é um dos fundadores da NaManteiga ao lado do DJ Caio Taborda e do publicitário Marcel Guainaim. 

O projeto começou em 2015 em uma pequena sala da Galeria Ouro Fino, na rua Augusta, por onde já passaram DJs e produtores de diferentes escolas, origens e países. É o caso dos coletivos Discopédia e Feminine Hi-Fi e habitués de clubes internacionais como DJ Marky e Laurent Garnier. Em troca do espaço para tocar, os artistas não cobram cachê. A rádio é mantida pelos próprios fundadores e por algumas parcerias pagas. 

A Veneno opera no mesmo esquema desde outubro de 2018 em uma saleta na Vila Madalena. A plataforma também transmite seus programas sem interrupção em um site próprio. Segundo Rico Jorge, músico que comanda o projeto ao lado do pesquisador Rafael Toledo, a rádio tem cerca de trinta mil acessos por mês.

“Por mais que você tenha uma busca ou um conhecimento, você pode virar um refém do algoritmo”, explica Jorge. “Só o fato de ter um site também já é um contraponto aos serviços de streaming porque essa página não é limitada a certo algoritmo.”

O artista vê o surgimento de rádios independentes em São Paulo também como resposta às dificuldades práticas da cena noturna. Na primeira metade desta década, a cidade experimentou um boom de festas promovidas por coletivos e DJs de diferentes estilos: Carlos Capslock, Venga Venga e Mamba Negra são alguns dos nomes que surgiram na época. 

“Hoje ficou inviável fazer festas, a prefeitura começou a inviabilizar os alvarás, as companhias que tomam conta dos espaços começaram a cobrar alto”, diz Jorge. “Esse movimento das rádios está em ascendência pela forma com que a cena tem se gerido, e nesse circuito as pessoas tem sido bem abertas.”

Taborda ressalta que os custos de uma rádio independente online nem se comparam ao orçamento de uma difusora tradicional, que podem incluir manutenção de uma estrutura parruda e pagamentos ao Ecad. 

Toca-discos ou picapes, uma mesa de som, uma câmera e um computador que conecte esse sistema à internet são suficientes para botar a rádio para cima. O DJ estima um valor máximo de R$ 5 mil para dar um pontapé inicial. “Se o cara fizer algo do quarto dele, com R$ 500 dá para fazer. Se ele tiver os equipamentos, pode não custar nada”, explica Taborda.

A transmissão fica por conta de serviços de áudio, como SoundCloud ou Mixcloud, ou vídeo, como Facebook Live e YouTube. Nesse estágio, contudo, volta à cena o enigmático e onipresente algoritmo.

Essas plataformas rodam sistemas de rastreamento de músicas que, ao identificar uma faixa protegida por direitos autorais, podem tirar uma transmissão do ar ou eliminar uma gravação disponível para download. 

“É o Shazam do mal”, diz Taborda, em referência ao aplicativo que pode identificar músicas. Segundo ele, cerca de 70% dos programas da NaManteiga foram retirados do YouTube nos seus primeiros meses de atividade. 

A limitação criou uma prática curiosa entre DJs: os sets à prova de algoritmo. Seleções mais lapidadas, escolhas pouco ortodoxas e artistas desconhecidos tornaram-se a tônica entre alguns seletores. A ideia é evitar músicas muito populares e tocar faixas inexistentes ou pouco acessadas na base de dados desses robôs de rastreamento.

Conflitos com a regulação vigente não são novidade para rádios de música independentes. A necessidade de uma concessão para radiodifusão forçou a criação de centenas de rádios piratas pelo mundo até meados dos anos 1990. Na Inglaterra, novas ondas da música eletrônica são até hoje acompanhadas por novos projetos do tipo. É o caso da Rinse, da NTS ou da Reprezent Radio.

Jorge lembra que uma das inspirações para a criação da Veneno foram justamente as rádios britânicas, ponto compartilhado pelos fundadores da NaManteiga. Se a internet hoje parece indissociável do oráculo do algoritmo, ela também favorece a um maior contato entre projetos do Brasil e do mundo. “Não é muito mapeado esse movimento, mas existe uma grande comunidade de rádios online, e todos tem os mesmos problemas que a gente”, diz Taborda.