Ariana Grande cancela performance no Grammy após discussões com produtores

Cantora não deve comparecer à premiação, que ocorre em 10 de fevereiro

Ariana Grande performs onstage during the 2018 iHeartRadio Wango Tango by AT&T at Banc of California Stadium on June 2, 2018.

A cantora Ariana Grande se desentendeu com os produtores do Grammy, maior premiação da indústria musical, e cancelou sua performance no evento. As informações são do Variety.

Segundo fontes ouvidas pelo site, a cantora sentiu-se insultada após os produtores recusarem que ela cantasse 7 Rings, seu sucesso mais recente. Durante as negociações, os produtores chegaram a sugerir que Ariana fizesse um medley com uma segunda música escolhida por eles, mas a cantora negou. Além disso, fontes disseram que tais imposições não foram feitas a nenhum outro artista que irá se apresentar.

Por conta do desentendimento, Ariana cancelou sua apresentação e não deve comparecer à cerimônia, marcada para o próximo domingo, 10. A cantora concorre nas categorias Melhor Performance Vocal de Pop, com God Is a Woman, e Melhor Álbum Pop Vocal, com Sweetener.

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Demi Lovato recebe ofensas após postar meme sobre nacionalidade do rapper 21 Savage

‘Vá injetar um pouco mais de heroína em você’, provocou um internauta, em referência ao vício da cantora em drogas

Cantora Demi Lovato

Demi Lovato causou polêmica no Twitter após compartilhar um meme do rapper 21 Savage no domingo, 3, sobre a nacionalidade do cantor.

Ele é britânico e a imagem mostrava um lorde inglês escrevendo com uma pena branca. Em cima da foto estava escrito que “é assim que o 21 Savage escreve os seus versos”, em referência ao seu país de origem.

A brincadeira repercutiu negativamente e Demi Lovato recebeu críticas e ofensas em seu perfil da rede social. Isso porque os fãs do rapper associaram a publicação ao fato dele ter sido preso pela Agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, por exceder o seu visto, e estar correndo o risco de ser deportado.

“Ela é uma usuária de crack”, escreveu um internauta. “Vá injetar um pouco mais de heroína em você, Demi”, provocou outro.

A artista, então, excluiu sua conta no Twitter e resolveu desabafar nos stories do Instagram. “Não estava rindo de ninguém sendo deportado. O meme que eu postei estava falando sobre ele escrever com uma caneta de pena. Desculpe-me se eu ofendi alguém, mas isso não é motivo para rir do vício de alguém”, afirmou.

Astro do trap, 21 Savage é preso nos EUA e pode ser deportado

Segundo o órgão, o rapper que concorre ao Grammy é britânico e está ilegal no país desde 2006
‘The New York Times’

O rapper 21 Savage Foto: Divulgação/Chris Phelps/AT&T AUDIENCE Network

NOVA YORK — Oficiais do Controle de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (conhecido pela sigla I.C.E.) prenderam neste domingo o rapper 21 Savage por estar ilegalmente no país, segundo comunicado do órgão.

21 Savage, cujo nome real é Sha Yaa Bin Abraham-Joseph, foi levado durante uma operação conduzida por policiais federais e locais em Atlanta, onde mora.

O comunicado diz que o rapper um “cidadão do Reino Unido ilegalmente presente”. Ele entrou nos Estados Unidos em 2005 e seu visto de não-imigrante permitia a permanência por um ano. Curiosamente, o rapper, que lançou seu primeiro single em 2014 e é um dos principais nomes da forte cena trap de Atlanta, sempre foi tratado pela imprensa e pelos fãs como americano, até sua prisão neste domingo.

Além de ser oficialmente um imigrante ilegal desde 2006, 21 Savage foi condenado em 2014 por porte ilegal de drogas no condado de Fulton, na Georgia.

Ele agora enfrenta o risco de deportação e terá que responder as acusações diante de um juiz federal de imigração. O “New York Times” procurou a advogada do rapper, Dina LaPolt, e porta-vozes do I.C.E., mas ainda não conseguiu contato.

Na última quinta-feira, 21 Savage foi uma das atrações principais do Super Bowl Music Fest, em Atlanta. Ele está indicado ao Grammy, que será realizado no próximo domingo, por sua parceria com o também rapper Post Malone na faixa “Rockstar” (ouça acima).

O último álbum do rapper, “I am > I was”, lançado em dezembro, estreou no primeiro lugar da lista de mais vendidos da Billboard.

Nasce Uma Estrela | Lady Gaga e Bradley Cooper se apresentarão no Oscar 2019

Dupla cantará “Shallow”, canção indicada do longa

Lady Gaga e Bradley Cooper

Academia de Cinema confirmou que Lady Gaga Bradley Cooper se apresentarão no Oscar 2019. A dupla cantará “Shallow“. música de Nasce Uma Estrela indicada na categoria Melhor Canção Original.

Anteriormente, era esperado que Gaga se apresentasse na cerimônia de entrega de prêmios, mas a confirmação oficial só veio agora. A cantora também teve voz na escolha das apresentações: a Academia queria apenas que “Shallow” e “All the Stars“, de Pantera Negra, fossem tocadas ao vivo por serem as mais populares, mas Gaga se colocou contra a decisão de deixar as demais concorrentes de lado e ameaçou cancelar sua apresentação. Agora, todas as indicadas devem ser apresentadas ao vivo.

A cerimônia de entrega do Oscar 2019 acontece em 24 de fevereiro nos Estados Unidos.

Há 50 anos, os Beatles faziam seu último show num terraço em Londres

A separação era uma questão de tempo quando a banda fez a mítica apresentação-surpresa em 30 de janeiro de 1969
Silvio Essinger

Show surpresa sobre o telhado da Apple, no centro de Londres, realizado em 30 de janeiro de 1969 Divulgação /

Nem foi o primeiro show de uma grande banda de rock no topo de um prédio — pouco antes, em dezembro de 1968, os americanos do Jefferson Airplane conseguiram tocar uma música em cima do Schuyler Hotel, em Nova York, antes que a polícia acabasse com a festa. Mas como tudo que se refere à maior banda de rock de todos os tempos, a apresentação que os Beatles fizeram de surpresa há exatos 50 anos no alto do edifício do escritório de sua empresa, a Apple, em Londres, acabou sendo a mais conhecida, a mais icônica de todas.

E com muita razão: aquela seria a última vez que a banda tocaria em público (ou quase isso), depois de quase três anos fora dos palcos. Ao longo de seus meros 42 minutos de duração, o improvisado show explicitaria o que muitos hesitavam em admitir: que o fim dos Beatles era uma questão de (pouco) tempo.

Assolados por toda sorte de pressão comercial e de desgaste nas relações entre os integrantes, os Beatles estavam empenhados, naquele janeiro de 1969, em produzir um disco e filme que capturasse a verdade do seu processo criativo, sem artifícios de estúdio (que possibilitaram a sua obra-prima, “Sgt. Pepper’s”, de 1967), numa volta ao rock’n’roll puro do começo da carreira.

Daí veio a ideia de gravar algo ao vivo, num espaço amplo, que não lembrasse um estúdio. Pensou-se em antigos teatros, um navio de cruzeiro e mesmo o deserto do Saara. Ninguém concorda sobre de quem foi a ideia do terraço da Apple, no endereço 3 Savile Row — mas era de fato o que de mais em mão havia para se armar uma gravação em cima da hora (o equipamento já estava todo no porão do prédio, não haveria problemas quanto a isso).

“Fomos ao telhado para resolver a ideia do show ao vivo, porque era muito mais simples do que ir a qualquer outro lugar; também ninguém nunca fez isso”, justificou-se o beatle George Harrison mais tarde. “Então seria interessante ver o que acontecia quando começamos a tocar lá. Foi um bom estudo social.”

Fazia muito frio e o vento era cortante em Londres por volta do meio-dia naquela quinta-feira, dia 30 de janeiro de 1969, quando George, John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e o tecladista convidado Billy Preston (americano que eles conheceram em 1962, quando excursionaram com Little Richard) soltaram os primeiros acordes. Encasacados e com as mãos geladas, os Beatles tiveram seus movimentos registrados por diferentes câmeras, sob a direção do americano Michael Lindsay-Hogg.

Enquanto isso, no porão, a música chegava a gravadores de oito canais controlados pelo produtor George Martin, o engenheiro de som Glyn Johns e o operador de fita Alan Parsons (que horas antes comprara meias-calças para envelopar os microfones e minimizar ruídos e que poucos anos depois estaria auxiliando o Pink Floyd a criar o seu disco-monumento “The dark side of the moon”).

Cartazes com as letras

Na hora do show, o movimento na rua era o de pessoas que saíam para o almoço, e que se perguntavam que som era aquele que ouviam. Público, mesmo, foi o de Maureen Starkey (mulher de Ringo), Yoko Ono (mulher de Lennon), a equipe técnica e secretárias de firmas de advocacia, que se aboletaram nos terraços próximos. Lennon, desacostumado com as apresentações ao vivo, tinha que ler cartazes com algumas das letras das músicas.

E assim, os Beatles, em seu último show, passaram por “Get back”, “Don’t let me down”, “I’ve got a feeling”, “One after 909” e “Dig a pony”. Uma câmera montada na recepção da Apple registrou o momento em que policiais entraram no prédio para ordenar ao grupo que parasse de fazer aquele barulho todo.

As gravações de “One after 909” e “Dig a pony” e o primeiro take de “I’ve got a feeling” entrariam em “Let it be”, o último álbum da banda (em 1969, eles ainda gravariam e lançariam o LP “Abbey Road”), que chegou às lojas em maio de 1970, pouco depois de Paul McCartney anunciar sua saída, o que significou, na prática, o fim dos Beatles. Ao fim da última faixa desse último álbum, “Get back”, o produtor Phil Spector enxertou uma (para variar, irônica) fala de John Lennon no show, que serve como despedida: “Eu gostaria de agradecer em nome do grupo e de nós mesmos, e espero que tenhamos passado na audição.”

Lennon foi assassinado em 1980, George Harrison sucumbiu ao câncer em 2001 e o prédio da Apple hoje abriga, no térreo, uma loja de roupas para crianças. O que ficou daquele show foi o exemplo, recriado em 1987 em videoclipes tanto pelo U2 (tocando “Where the streets have no name” na rua em Los Angeles até a chegada da polícia) quanto pelo Ultraje a Rigor (que parou a Avenida Paulista, com uma apresentação em cima do Top Center para lançar o LP “Sexo!!”).