Sem testamento, Prince perde controle de sua música que tanto defendeu

prince-1978Durante uma carreira de quase quatro décadas, Prince rompeu com seu selo de gravação, mudou de nome e retirou suas músicas de serviços populares de streaming para mostrar que ninguém podia dizer a ele o que fazer com sua música.

Apesar de ter inspirado outros artistas, o impulso de controlar seu catálogo também limitou a exposição de Prince e afetou o valor de sua música. Agora, como ele não deixou testamento, os desejos dele estão sendo deixados em segundo plano. Sua herança, representada pelo veterano da indústria da música Charles A. Koppelman e pelo advogado do ramo de entretenimento L. Londell McMillan, está submetida a uma ordem judicial para que se tire o maior proveito de um catálogo de cerca de 1.000 canções que inclui “Purple Rain” e “When Doves Cry”.

Ambos selecionaram algumas das empresas mais poderosas da indústria da música, como a Universal Music Group, como administradoras do legado de Prince. Sua música, ausente no último ano e meio da maior parte dos grandes serviços de streaming, deverá estar disponível a tempo do Grammy Awards do mês que vem, enquanto o nome e a imagem de Prince em breve aparecerão em mercadorias. Considerando seu catálogo, o espólio poderia valer entre US$ 50 milhões e US$ 200 milhões.

“Estamos colocando o espólio e os ativos de entretenimento nas mãos das melhores companhias e das melhores pessoas para criar o maior valor”, disse Koppelman, em entrevista. “Cada novo acordo é o melhor possível com as melhores companhias, com os melhores termos e condições.”

Koppelman, uma importante figura da indústria da música que chefiou a EMI e trabalhou com lendas como Billy Joel e Carole King, é pressionado a agir rapidamente por uma série de razões legais, incluindo um iminente imposto sobre a herança.
Avaliação do espólio
A avaliação do espólio pode ser um processo contencioso. Os administradores do espólio de Michael Jackson ainda estão brigando com o Serviço Interno de Receita dos EUA quase 10 anos após a morte da estrela do pop. O ator Robin Williams tornou as coisas mais fáceis. Ele deixou sua propriedade intelectual para sua fundação, eliminando qualquer problema com impostos, e ainda determinou que ninguém explorasse o material por vários anos.

Qualquer imposto sobre a herança normalmente é cobrado nove meses após a morte de alguém nos EUA, prazo que, no caso de Prince, vencerá no fim deste mês. Como ele não deixou testamento, os administradores do espólio têm a responsabilidade legal de maximizar os retornos — independentemente da vontade do artista em vida.

“A intenção dele é irrelevante porque ele nunca a colocou no papel”, disse Laura Zwicker, que administra planejamentos de espólios na Greenberg Glusker Fields Claman & Machtinger e forneceu o valor estimado do espólio de Prince. “É por isso que é tão importante fazer as pessoas colocarem suas intenções no papel. Do contrário, mesmo que os administradores saibam dessa intenção e queiram segui-la, eles ficam impedidos.” [Bloomberg]

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Fifth Harmony divulga primeira foto após saída de Camila Cabello

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Finalmente o grupo Fifth Harmony se assumiu como um quarteto. Para celebrar a nova fase da girlband após a saída de Camila Cabello, Ally, Lauren, Dinah e Normani fizeram um ensaio fotográfico e divulgaram nas redes sociais.

A decisão do rompimento de Camila com o grupo foi informada via um comunicado feito pela girlband. De acordo com a carta, o atual quarteto foi avisado por representantes de Camila. “Depois de quatro anos e meio juntas, nós fomos informadas pelos representantes da Camila que ela decidiu deixar o Fifth Harmony. Nós a desejamos tudo de bom”, dizia o informe.

“Vocês, fãs, têm estado conosco desde o começo, nos apoiaram, nos deram alegria e choraram conosco. Com o amor e apoio de vocês, vamos continuar. Com tudo isso dito, nós estamos ansiosas em anunciar que vamos continuar as quatro, Ally, Normani, Dinah e Lauren. Somos quatro mulheres fortes e comprometidas, por isso continuaremos com o grupo, bem como com nossos projetos solo”, completou.

Em Vegas há cinco anos, Britney Spears quer sair em turnê mundial

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Britney Spears começou sua saga como ato fixo em Las Vegas em 2013 e, desde então, a cantora parece ter ficado desinteressada em viajar em turnê pelo mundo. Isso deve acabar em breve! Em entrevista à revista Think Magazine, a popstar revelou o desejo de voltar a se apresentar em outros países.

Com o contrato previsto para acabar no final de 2017, Britney deu esperança aos fãs. “Vai ser legal ver meus fãs ao redor do mundo que não tiveram a oportunidade de me assistir em Las Vegas”.

A mudança de ideia pode estar relacionada com a falta de interesse no trabalho musical da considerada princesa do pop, que lançou recentemente seu nono disco de estúdio e atingiu apenas a terceira posição na primeira semana.

Com mais de 100 milhões de discos vendidos pelo mundo, Britney tem enfrentado dificuldades para ser vista como uma artista contemporânea e, mesmo com um trabalho atual, suas vendas estão cada vez menos expressivas. Será que ela consegue conquistar novos e antigos fãs?

Um presente de ano novo de Brian Eno: um jardim musical em crescimento

Brian Eno, a musician and producer, at his studio.O compositor e pioneiro da música ambiente (ambient music) Brian Eno uma vez escreveu que considera possível que “nossos netos nos olhem e pensem: ‘Quer dizer que você costumava ouvir exatamente a mesma coisa várias vezes seguidas?'”.

Com seu mais novo álbum, Reflection, lançado no domingo, 1º, seu sétimo disco em sete anos, Eno está na sua tentativa mais ousada até agora de criar o que ele descreveu como uma terceira categoria de música, a generativa, para se juntar às duas que conhecemos — ao vivo e gravada. Usando algoritmos e uma tecnologia portátil cada vez mais poderosa, a música generativa, segundo ele, vai permitir que ouvintes escutem canções que se recriam novamente todo dia, ou noite, mudando de acordo com o tempo, o humor, o clima e outras variáveis.

A versão tradicional de Reflection é uma canção única de 54 minutos, parecida com o que Eno vem fazendo desde o fim dos anos 1970, e usa passagens meditativas em looping que mudam com variações lentas. Mas um aplicativo do projeto, disponível no iTunes, cria o que Eno chama de “uma versão sem fim e continuamente em mutação da peça de música”, tocando a partir dos algoritmos que ele afinou enquanto escutava semanas da música que o sistema criou. “É como jardinagem”, Eno escreveu sobre o processo no material promocional do projeto, que ele realizou com a ajuda de Peter Chilvers, um colaborador de longa data. “Você planta as sementes e então segue tomando conta delas até que tem um jardim de que goste.”

Eno, como um futurista, tem frequentemente acompanhado sua música com pronunciamentos políticos. Com o lançamento do novo álbum, ele postou seu pensamentos sobre o fim de 2016 num post muito compartilhado no Facebook. Nele, teorizou sobre como os desenvolvimentos políticos tumultuados do ano passado podem não marcar o começo de um período de declínio, mas o fim de um período que ele acredita que esteja acontecendo por 40 anos, marcado pela concentração de riqueza e pelo crescimento da ideologia que “zombou da generosidade social e patrocinou um tipo de egoísmo justificado”.

“No ano passado as pessoas começaram a acordar para isso”, Eno escreveu, acrescentando: “Acho que passamos por uma desilusão em massa em 2016, e finalmente percebemos que é tempo de pular fora da caçarola. Isso é o começo de algo grande. Vai envolver engajamento: não apenas tuítes, curtidas e passadas, mas ação política e social criativa, também.” / Tradução Guilherme Sobota – O Estado de S. Paulo

Randy Kennedy ,
The New York Times

Camila Cabello deixa o Fifth Harmony

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Quatro anos depois de sua estreia, o Fifth Harmony tem sua primeira perda: Camila Cabello decidiu deixar o grupo. O anúncio foi feito no Twitter e no Facebook oficiais da girlband e, até agora, Camila não se pronunciou sobre o assunto.

Na mensagem postada nas redes sociais, não foi explicado o motivo de sua saída, mas Normani, Dinah, Ally e Lauren garantiram que vão seguir em frente com o grupo. Além disso, agradeceram aos fãs todo o apoio que tiveram até hoje.

“Nós estamos animadas em anunciar que vamos seguir em frente com nós quatro por nossos fãs. Nós somos quatro mulheres fortes e comprometidas que vamos continuar com o Fifth Harmony assim como com nossos esforços solo”, escreveram no comunicado.

Camila Cabello já havia demonstrado a intenção de deixar a banda após lançar duas músicas de bastante sucesso sem as companheiras.

Uma delas é “I Know What You Did Last Summer”, um dueto com Shawn Mendes. A outra música que virou hit é “Bad Things”, gravada em parceria com o rapper Machine Gun Kelly.

A última apresentação do grupo em formação original foi na sexta-feira (16), no Festival Power 96.1’s Jingle Ball, em Atlanta, nos Estados Unidos.

Solange Knowles faz performance visualmente impactante de medley na TV; assista

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por Rolling Stone EUA

Solange Knowles promoveu uma apresentação visualmente impactante de um medley de duas faixas do elogiado novo disco dela, A Seat at the Table (2016). “Rise” e “Weary” ganharam vida no programa The Tonight Show With Jimmy Fallon e o vídeo já está na internet (assista abaixo).

Durante a performance, Solange – que recentemente foi indicada a um Grammy pela canção “Cranes in the Sky” – e banda vestiram vermelho para combinarem com o pano de fundo do palco, que era também vermelho, com um círculo gigante que se encaixou como uma auréola em torno da cantora.

A Seat at the Table é o primeiro disco cheio de Solange em oito anos. O álbum dá sequência ao EP True, de 2012, que marcou a transição de soul psicodélico para um R&B com pitadas de indie rock. O álbum traz colaborações de Lil Wayne, The-Dream, Kelly Rowland, Q-Tip, BJ the Chicago Kid e André 3000.

Assista à performance de Solange abaixo.

Shirley Manson, do Garbage, fala sobre sexo, feminismo e família

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O Garbage demorou 17 anos para vir ao Brasil pela primeira vez, em 2012. “Ficamos chocados com a recepção que tivemos. Lembro que estava frio, escuro e bonito. E barulhento. Ficamos muito, muito surpresos com o público”, diz a sempre eloquente vocalista, Shirley Manson, de 50 anos.

Desta vez, a espera foi menor: Shirley e banda fazem dois shows no país (São Paulo, 10/12, e Rio de Janeiro, 11/12), e com um belo novo disco na bagagem, o elogiado Strange Little Birds. Além de afiada musicalmente, Shirley segue, com seu indefectível sotaque escocês, carismática na hora de falar de assuntos como sexo, família e feminismo. [Bruna Veloso]

Quais as principais diferenças entre fazer turnês agora e 20 anos atrás?
Bom, a diferença mais importante é a Netflix [risos], porque mudou a qualidade de vida para um músico que está sempre viajando. Isso e o celular. Eu diria que provavelmente são as duas melhores coisas que surgiram nos últimos 20 anos. Facilitou muito a vida em turnê. Quando o Garbage começou a viajar para fazer shows, usávamos cartões para fazer ligações em telefones públicos. E quando você chegava ao hotel, tinha uns três canais na TV, se você tivesse sorte, sendo que nenhum deles era em inglês ou tinha algo além de esportes ou pornografia [risos].

Durante a divulgação de Strange Little Birds, que não é um álbum necessariamente feliz, você falou sobre o incômodo que sente com os padrões de felicidade inatingíveis exibidos nas redes sociais, com todo mundo tentando fazer parecer que tem uma vida perfeita. É um paradoxo que, mesmo com todo o acesso à informação que a internet proporciona, ainda sejamos enganados por esses padrões?
Claro que é. Acho que, particularmente se você é jovem, e está crescendo agora… eu tenho dificuldade de lembrar de tempos mais difíceis que os atuais. É tanta riqueza e perfeição jogada nas redes sociais que é dolorido imaginar você olhando para isso o tempo todo, se comparando e sempre se sentindo em falta com esses padrões. No fundo, eu sei que a maioria disso [do que as pessoas postam] não é a verdade completa, são apenas pequenos retratos de momentos específicos de uma vida inteira, e que eles todos juntos não necessariamente representam uma vida que é completamente incrível. Acho que é importante lembrar que todas as nossas falhas, que todas as coisas que não entendemos na nossa vida e os erros que cometemos se acumulam para fazer de nós as pessoas que somos. Para mim, sentimentos e falhas são as coisas que tornam as pessoas interessantes e, de um jeito particular de cada uma, belas. Não acho que a perfeição existe, então por que passamos as nossas vidas fingindo que existe, sendo que é uma ilusão? Acho que seríamos muito mais felizes se aceitássemos que podemos errar, que podemos ser cheios de falhas, e que tudo bem.

Muitas jovens te veem como um modelo a ser seguido. Isso em algum momento se tornou uma responsabilidade difícil de se carregar?
Bem no começo da minha carreira, me perguntaram sobre o que eu achava de ser um “modelo”. Mas não levei a pergunta a sério. Não acho que eu tenha feito algo particularmente extraordinário para aceitar esse manto. Os termos “modelo” e “ícone” são proferidos como se fossem algo fácil de se alcançar, mas não são. Pouquíssimas pessoas podem ser chamadas de ícone; pouquíssimas pessoas apresentam um modelo positivo a ser seguido. Ser conhecido, fazer sucesso – isso para mim não significa ser um modelo a ser seguido, ou ser um ícone. Então, não sinto que é uma responsabilidade. Tento viver uma vida da qual me orgulhe, e da qual meus sobrinhos se orgulhem enquanto crescem. Sinto que se eu conseguir gerir minha carreira sem envergonhar minha afilhada, terei sido bem-sucedida [gargalha].

Mas você tem um papel importante como feminista.
Eu sinto que as mulheres jovens, mais do que nunca, precisam de figuras fortes, de liderança; mulheres mais velhas, como eu, que as ajudem a navegar por essas águas turbulentas. Nesse caso, sim, eu vejo como um papel de responsabilidade, o papel de alguém para compartilhar suas experiências e a partir disso ajudar alguém. Isso eu levo muito a sério. Quero que elas atinjam seus objetivos, quero que sejam bem-sucedidas, e farei o meu melhor para ajudar nesse ponto.

Você sente o retorno de fãs mais jovens, por falar de coisas como feminismo ou assuntos relacionados à mulher?
Eu não sei… Não sei se as garotas prestam atenção a mim ou não. Não cabe a mim dizer. Não me faz perder o sono se tem alguém me ouvindo ou não. Faço o meu melhor para ajudar, mas na verdade cabe a cada uma delas [seguir seu caminho]. Muitas mulheres, da minha idade ou mais jovens, não sentem uma conexão comigo. Mas também há pessoas, da minha idade ou mais jovens que eu, que sentem essa conexão. Então, tento apenas ser verdadeira comigo mesma. É o que eu tenho feito, para o bem ou para mal [risos].

Uma dessas coisas por um acaso te incomoda mais: o fato de mulheres falarem sobre masturbação ainda ser quase um tabu, por exemplo, ou o fato de uma mulher que escolhe não ter filhos ainda ser questionada por isso?
Hum, essa é uma pergunta difícil. Eu provavelmente fico mais irritada com o fato de que a sexualidade feminina ainda não tem o mesmo peso ou importância do que a sexualidade masculina. Isso me deixa consternada. Acho que as mulheres deveriam poder falar de masturbação da mesma maneira que os homens falam. Acho que as mulheres deveriam poder ir a uma casa de striptease da mesma maneira que os homens vão, e simplesmente olhar para homens pelados, caso elas queiram. Mas a nossa cultura ainda não é assim. A divisão entre a sexualidade feminina e a sexualidade masculina continua sendo tão complexa… acredito muito que as mulheres deveriam ser senhoras de sua própria sexualidade e aspirar satisfação sexual e poder viver a mesma liberdade sexual que os homens sem serem taxadas como vagabundas. Eu não sei qual a solução para essa diferença, mas essa diferença me deixa completamente maluca [gargalha].

Sendo uma pessoa que gosta de artes, também aprecia arte erótica?
Eu tenho algumas peças de arte erótica. Tenho belíssimos quadros indianos que comprei há muito tempo. Às vezes esqueço quando vão pais e seus filhos à minha casa – vejo as crianças olhando e fico tentando distraí-las dessas pinturas bem sexuais que tenho lá [risos]. Mas sim, eu adoro arte erótica. E adoro falar sobre sexo, sinto que é uma maneira de me apossar de um sentido de igualdade nesse mundo. Não concordo com a ideia de que a mulher deve ficar sentadinha num canto, ser bonitinha e simplesmente estar lá respirando. Eu acredito que para algumas mulheres ficar nesse canto e se tornar mãe é uma aspiração – e se é isso que a faz feliz, ótimo, ela tem de poder viver a vida que escolheu. Mas se você quer ser uma mulher “selvagem”, que não quer ter filhos e que quer curtir sua vida sexual da mesma maneira que o homem, também deveria ser capaz de viver essa vida sem ser julgada por isso. O problema é que as mulheres ainda não têm essa possibilidade sem atrair para si um monte de críticas.

De um lado, temos Cinquenta Tons de Cinza, que é um livro direcionado ao público feminino e que fala sobre sexo. Ao mesmo tempo, ele continua vendendo a ideia do príncipe encantado.
Para ser sincera, fui muito contra esse livro. Para mim, foi quase ofensivo. Não me surpreendeu o fato de ter se tornado tão popular, porque, como você disse, ainda traz a ideia do homem no comando. Ao mesmo tempo, a gente esquece que, por exemplo, o movimento sufragista, na Inglaterra, ocorreu há apenas 100 anos. É um espaço de tempo muito curto. Eu realmente acredito que nas gerações que se seguirão à nossa mais e mais mulheres vão assumir posições de comando. E uma mensagem muito importante que acredito que deve ser passada adiante: a ideia do feminismo e da igualdade não está aí para ameaçar os homens. Espero que os homens entendam isso e se juntem a essa luta para melhorar a vida de suas mães, filhas, irmãs, tias, avós. Sinto que se os homens não se juntarem a essa luta, vai ser muito difícil atingir a igualdade. Mas também acredito que ainda há grandes mudanças para acontecer. Penso na minha avó e vejo que tenho muito mais liberdade que ela teve, e espero que a próxima geração tenha mais liberdade que eu e você temos.

Você já falou em entrevistas sobre um sentimento bom que vem com o fato de você estar ficando mais velha. Ao mesmo tempo, também já te ouvi falar sobre sua dificuldade de lidar com a morte. Como você lida com a ideia da morte hoje?
Sabe, eu sou uma mulher prática. Sei que a minha morte vai chegar, e como resultado isso trouxe um entendimento para o meu dia a dia, para o meu presente. Acho que é importante ter a noção de que seu tempo aqui está acabando. Me faz querer olhar para a minha realidade, porque aí eu não desperdiço tempo. Tenho sempre o cuidado de que as pessoas que amo saibam que eu as amo, porque elas podem não me ver no dia de amanhã.

Garbage no Brasil
São Paulo
10 de dezembro, às 18h
Tropical Butantã – Av. Valdemar Ferreira, 93 (200m da Estação de Metrô Butantã)
Ingressos entre R$ 100 e R$ 500 (há meia-entrada)

Rio de Janeiro
11 de dezembro, às 18h
Circo Voador – Rua dos Arcos, S/N
Ingressos entre R$ 100 e R$ 200 (há meia-entrada)