Lady Gaga lança Joanne, disco com participações de Beck, Florence Welch e Mark Ronson

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Além deles, a cantora conta com a ajuda de Josh Homme (Queens of the Stone Age), Father John Misty e Kevin Parker (Tame Impala), entre outros, para o quinto álbum da carreira
Nesta sexta, 21, Lady Gaga lançou seu quinto álbum de estúdio, Joanne. Com 11 faixas, o disco é o primeiro solo da cantora em três anos, desde Artpop (2013), que saiu depois do trabalho Cheek to Cheek (2014), no qual a cantora faz duetos com Tony Bennett.

Produzido por Gaga e Mark Ronson, Joanne é uma homenagem e leva o nome de uma tia da cantora, que morreu em 1974, de lúpus, aos 19 anos. Joanne também é o nome do meio de Stefani Germanotta, como foi batizada Lady Gaga.

Participações
O produtor BloodPop, que trabalha com Justin Bieber, chegou a ajudar com efeitos para que a música “Joanne”, que dá nome ao álbum, não soasse muito retrô. Jeff Bhasker, conhecido por produzir Fun. e Kanye West, fez parte da produção de “Diamond Heart”.

Josh Homme (Queens of the Stone Age) foi chamado para coproduzir e tocar bateria e guitarra em “John Wayne”, canção que, segundo Gaga, explora “minha necessidade incessante de correr atrás de homens selvagens e como eu acabo ficando de saco cheio do velho John de sempre.”

Em “Sinner’s Prayer”, Father John Misty teve papel na composição, sendo também o criador do riff da música. O single (e já hit) “Perfect Illusion”, que ganhou videoclipe, surgiu de uma demo de Kevin Parker (líder do Tame Impala), que foi expandida por Ronson e Gaga

Participações
A cantora ainda teve a oportunidade de trabalhar com outro ídolo dela (além de Homme), Beck, na canção “Dancin’ In Circles”. Já para a música “Hey Girl”, Gaga promoveu o mais badalado dueto do trabalho, dividindo os vocais com Florence Welch (da banda Florence + the Machine).

Mini-turnê por bares
Lady Gaga, que se apresentará no intervalo da 51ª edição do Super Bowl, estreou as músicas de Joanne na turnê Bud Light x Lady Gaga Dive Bar, que teve shows no dias 5 e 20 de outubro em pequenos bares norte-americanos. O mais recente show da turnê aconteceu no dia 20 e a última apresentação está marcada parao dia 27 deste mês.Lady GagaLady Gaga em foto de divulgação da turnê dela por bares norte-americanos, de 2016

Assista à íntegra do show de Gaga em Nova York, no último dia 20, pela turnê Bud Light.

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Lady Gaga – Joanne | Crítica

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Lady Gaga nunca passou despercebida por ninguém. Não importa se você é fã das divas pop ou se nunca costuma ouvir o Top 10 das rádios norte-americanas, em algum momento você já criou uma opinião sobre ela. Isso alimentou uma aura de extrema ansiedade ao redor de cada passo de sua carreira.

Ansiedade saudável no início, com cada clipe da era The Fame superando o anterior e culminando em The Fame Monster, um verdadeiro divisor de águas audiovisual no pop norte-americano. Pareceu demais em Born This Way, e entregou mais do mesmo ARTPOP. Lady Gaga foi da absoluta exaltação para uma ânsia por originalidade que não foi compreendida. E que, hoje, nos entrega Joanne, seu quinto álbum de inéditas.

Esse background é importante para entendermos a história que seu novo disco conta. Depois de instituir um novo parâmetro artístico e performático no pop, ela voltou às suas origens cantando jazz ao lado de Tony Bennet, atuando em American Horror Story (o que lhe rendeu um Globo de Ouro) e se apresentando no Oscar – posicionando-se muito mais como artista e cantora do que como diva pop sob o olhar da crítica -. Toda essa jornada a elevou a um ponto da carreira no qual ela pode escolher com liberdade o que fazer. E a escolha foi descansar os vestidos de carne e os saltos altos e assumir sua história.

Joanne é o nome de sua tia, que faleceu cedo, devido ao Lúpus (doença que também acomete Gaga) e deixou um legado artístico de quadros e poesias na família. Lady Gaga foi batizada incorporando seu nome – Stefani Joanne Angelina Germanotta. A ligação entre as duas se estabelece em todos esses pontos, e, de chapéu rosa e botas de cowboy, Gaga transforma sua tia em um alter-ego (ou em um próprio reflexo de sua personalidade que não conhecíamos) e fala menos sobre política e liberdade, e muito mais sobre seus demônios internos e como eles fazem parte de sua jornada.

Abrindo com “Diamond Heart”, ela discorre sobre ter 19 anos e fazer o que quiser por diversão. É um retrato de seus primeiros anos de carreira nos bares de Nova York, que causa um estranhamento por ter uma estrutura pop típica de seus singles, mas sem o peso dos sintetizadores. Estabelece de cara o que veremos: Lady Gaga apoiada em baixo, guitarra e bateria, mas ainda pop.

O mesmo acontece em “A-YO“, mais radiofônica que a anterior, seguindo algumas tendências de hits como “Shake It Off”, de Taylor Swift, mas substituindo os sintetizadores por metais e algum backing vocal. É a faixa para se dançar e cantar ao redor dos amigos.

Quando apresenta “Joanne“, a faixa que dá título ao álbum, é consideravelmente chocante. Tanto pela vulnerabilidade dos vocais, que deixaram qualquer tratamento de lado, na maior parte do disco, e especialmente nessa faixa, quanto na simplicidade instrumental apoiada em violão e em percussões sutis. A composição e o tom da música apresentam uma Gaga ainda não vista antes, que agrada aos ouvidos de quem não acompanha sua trajetória pop. É quase o completo oposto, em termos de impacto, de “Million Reasons“, outra faixa que busca a proposta do country emocional, mas se apoia em uma repetição que a empurra para uma “fórmula de balada poderosa” que o público já ouviu tantas vezes.

John Wayne” é um respiro pop que se apoia na batida muito mais do que na letra. Boa música para dançar depois de algumas cervejas sem pensar muito, e bem diferente do que se ouviu até aqui. Assim como “Dancin’ in Circles“, que traz uma vibe de reggaeton e vocais parecidos com os de seu primeiro disco, The Fame, acompanhando a letra sobre “se divertir sozinho”, em todos os sentidos.

As faixas desembocam em “Perfect Illusion“, o single que dividiu opiniões. Dentro da estrutura do álbum ele faz bastante sentido, pois trás um pouco da vulnerabilidade nem sempre genuína nos vocais, e caminha entre o pop de sempre e a vibe rock que Gaga explora em muitos momentos. Mesmo não sendo um single explosivo, agrada dentro do contexto.

Sinner’s Prayer” é um manifesto de erros em sua letra, e tem uma melodia que gruda facilmente. Uma faixa tipicamente country, com uma linha de baixo que remete ao pop e evidencia a experimentação de Gaga. Não é uma das faixas mais poderosas do álbum, mas agrada com facilidade.

O mesmo não pode se dizer de “Come to Mama“. Gaga volta a flertar com o jazz e tenta trazer ainda assim uma pegada dançante nostálgica, mas que não acompanha o ritmo do álbum e força um vocal quebrado, que não parece preencher a música o suficiente nem em potência nem em emoção.

Uma das faixas mais esperadas, “Hey Girl“, a colaboração com Florence Welch, traz o pop de Prince entoado em uma letra feminista, encaixada numa melodia que explora diversas nuances agudas da voz de Gaga, combinando-a bem com a voz característica de Florence. Posso dizer que esperava uma faixa mais explosiva, mas a suavidade parece necessária, colocando as duas em harmonia – dando mais sentido a letra, que busca cessar conflitos entre mulheres -.

A versão comum do disco fecha com “Angel Down“. Acertada escolha, a música evidencia em sua letra a confusão das prioridades modernas, com pessoas tão fechadas em si que não percebem nem mesmo “a morte de um anjo”. A produção é simples, baseada em atmosferas, harpas, e um distorcido canto gregoriano. Em certo ponto, algumas cordas, violão e uma leve percussão. O destaque é para a interpreção de Gaga, que aqui acerta o tom e usa com sabedoria seus recursos. É um final bastante intenso.

A versão deluxe possui três faixas-bônus: “Grigio Girls“, composta em homenagem a uma amiga que sofreu um câncer e que exalta tudo que ela ensinou a Gaga em uma melodia e levada tipicamente indies, que elevam o ânimo e que caberia facilmente na versão standard do disco; um novo flerte com levadas de jazz em “Just Another Day“, dessa vez muito mais acertados ainda que não tornem a música um grande destaque; e uma releitura de “Angel Down“, chamada de “Work Tape“, que dá a entender que foi gravada em take único, acompanhada de piano e violão, revelando a potência e profundidade da música em uma interpretação notável de Gaga.

Joanne está longe de ser um disco ruim. Tem suas falhas, algumas faixas pouco coesas com o caminho proposto, mas conta uma história e apresenta um passo ousado e importante para quem Lady Gaga será a partir de agora.

Ele não apresenta a Gaga que estamos acostumados, e que vale a curiosidade de conhecer. É como se chegassemos em seu camarim, depois de um show eletrizante, sentássemos ao seu lado e a observassemos tirar os figurinos e sentar ao piano para tocar um pouco de suas músicas favoritas na infância.  [Jonathan Mendonça]

**** (Ótimo)

Demi Lovato radicaliza o visual após anunciar “tempo” na carreira: “Loira”

demi-blondieO novo visual da cantora Demi Lovato (Foto: Instagram)
A cantora Demi Lovato surpreendeu seus fãs e seguidores nas redes sociais ao publicar uma foto no Instagram em que aparece com um novo visual. Na selfie, a artista de 24 anos está com os cabelos loiros. “Tranças douradas”, escreveu Lovato na legenda do registro. Em apenas seis horas no ar, a imagem teve mais de 758 mil curtidas e 12,981 comentários.
A publicação entrou no ar apenas alguns dias após a cantora anunciar pelo Twitter que irá tirar um ano sabático em 2017. A notícia também pegou alguns fãs de surpresa. “Muito empolgada para 2017. Vou tirar um tempo da música e da fama…Não nasci para esse mundo e a mídia”, revelou a artista.
Depois, quando questionada se tinha planos para quando voltar, Lovato foi misteriosa: “Não sei. Não vale mais a pena. Prefiro trabalhar com caridade para ser honesta”.

Adele fala de pausa para ser mãe novamente: ‘Útero começando a doer’

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Fãs de Adele, 28, preparem-se, porque uma nova pausa na carreira da cantora pode acontecer em breve. É que a artista britânica afirmou ao tabloide The Mirror que pretender ser mãe novamente e isso não deve demorar muito.

Atualmente em turnê mundial depois de lançar seu terceiro álbum de estúdio, 25, em novembro do ano passado, ela disse que deve sair dos holofotes assim que a série de shows terminar para engravidar.
Mãe de Angelo, que completa 4 anos na quarta (19), Adele, que é casada com o empresário Simon Konecki, falou que vai aumentar a família. “Meu filho vai completar 4 anos muito, muito em breve. Estou começando a ficar muito emocional porque sinto que, assim que eles fazem quatro anos, não são mais bebês”, disse Adele. “Então, meu útero está começando a doer um pouquinho. É como se falasse: ‘Bebê, bebê, bebê. Preciso de um bebê, preciso de um bebê.”
Antes que os rumores de que ela já estaria esperando um segundo filhos surgissem, Adele adiantou: “Não estou grávida. E não vou engravidar até o fim da turnê”, garantiu. Vale lembrar que, depois de lançar 21, seu segundo álbum, em janeiro de 2011, Adele só voltou a fazer shows ao público e lançou um novo álbum três anos depois. Angelo nasceu em outubro de 2012 e 25 foi lançado em novembro de 2015.
Haja espera, hein?!

Sem sutiã, Nicki Minaj deixa quase tudo à mostra antes de show com Beyoncé

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Nicki Minaj e seu look ousado (Foto: Reprodução / Instagram)
Sempre causando com seus looks sensuais, Nicki Minaj abusou da ousadia ao escolher o modelito para o Tidal X, evento beneficente que acontece na noite deste sábado (15), no Barclay’s Center, em Nova York. A rapper chegou ao local usando um macacão coladíssimo de renda, que mostrava a calcinha e deixava quase nada para a imaginação. No lugar do sutiã, duas cruzes de renda tentavam disfarçar os seios da cantora.

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O Tidal X foi criado por Jay-Z, marido de Beyoncé, com o objetivo de arrecadar fundos para a fundação Robin Hood, de combate à pobreza. Além de Nicki e Beyoncé, Alicia Keyes, Lauryn HillLil Wayne, entre muitos outros, participam do show, que é transmitido pela internet.

Madonna comemora aniversário de Lourdes Maria e posta clique raro com ex, Carlos Leon

lourdes-1Loudes Maria com os pais, Madonna e Carlos Leon (Foto: Reprodução/Instagram)
É dia de festa na família de Madonna! A filha mais velha da cantora completa nesta sexta-feira (14) seus 20 aninhos, e a rainha do pop fez questão de celebrar a data nas redes sociais.
A cantora compartilhou um clique com a filha e surpreendeu ao postar uma foto rara em que aparece acompanhada do ex, Carlos Leon, pai de Lourdes: “Criada com amor”, escreveu.
Em outros posts, Madonna homenageou a filha com momentos da infância da menina: “Feliz aniversário para a minha linda princesa Lolita. Nunca se esqueça de quem você é”.

RGirls/ Trilhas I Em noite de apresentação dupla, franco-cubanas Ibeyi fazem a mágica da música acontecer

ibey.jpgOutubro é mesmo um bom mês para shows em São Paulo. Com muitas atrações confirmadas, opções não faltam para quem está em busca de ampliar suas possibilidades musicais. Nessa quinta-feira (13) se apresentaram na Audio Club, a norte-americana Julia Holter e as irmãs franco-cubanas, Lisa-Kaindé Díaz e Naomi Díaz que formam a dupla Ibeyi.

Quem abriu a noite foi Julia Holter, que apresenta um som próprio, experimental e, de certa forma, indefinido. Ela tem tocado em festivais ao redor do mundo e trouxe para o país sua apresentação na qual é acompanhada por um contra-baixo acústico, uma bateria, um violino e seu teclado. O público parecia morno, apesar dos aplausos efusivos ao final de cada música. Logo nas duas primeiras faixas apresentadas, o clima era de que ela realmente funcionava como uma banda de abertura, a qual o público respeitava, mas esperando pelo próximo show.

Holter conseguiu mudar um pouco a atmosfera melancólica de sua apresentação, com a terceira música do set, “Feel You”, que apresentava elementos mais percussivos. Mas permaneceu durante quase toda a sua apresentação em um mundo seu. Talvez, isso se deva, por ela realizar quase todas as funções dentro de seus projetos –  a jovem de 32 anos é compositora, produtora e arranjadora -, algo que pode ter criado um mundo a parte para sua música, na qual ou você – como ouvinte – se esforça para se encaixar no que ela apresenta ou o som simplesmente passa sem causar impacto.

A cantora apresenta voz forte e marcante, e trabalha com leves toques de atonalidade musical, algo inesperado para uma jovem que não realiza somente apresentações em espaços fechados. No final das contas, se a música de Julia Holter fosse um longa-metragem, não seria um filme ruim, mas sim um filme difícil, que demanda muitas referências para fazer sentido.

Após a apresentação de Holter, foi a vez da dupla Ibeyi, que provou ser a atração mais aguardada da noite. As irmãs entraram no palco mostrando toda sua técnica vocal, com uma acapela que arrepiou, fez a plateia gritar e aplaudir antes mesmo da primeira música ser apresentada. A harmonia das vozes e a energia das gêmeas, filhas de Miguel Angá Díaz, membro do Buena Vista Social Club, foi além do palco. Era como se houvesse uma troca de magnetismo, ao mesmo tempo em que o som produzido pela dupla ressoava pelo espaço, era nítido ver como elas estavam impressionadas com o público cantando todas as faixas como se elas fizessem parte da rotina do Brasil.

Isso ficava nítido com as respostas das pessoas a cada interação, com as batidas no peito e as danças que Lisa e Naomi faziam, o tempo todo, no palco. “Essa é a nossa primeira vez no Brasil“, informava a dupla, sempre que podia, enquanto encarava uma plateia que expressava o prazer de estar ali por meio de gritos, palmas e assovios. Fazia um tempo que um show não parecia tão impactante como o feito pelas gêmeas de 21 anos.

Naomi e Lisa tiveram o público em suas mãos durante todo o tempo e mostraram o porquê do disco de estreia, homônimo, ser tão impactante. Usando somente os instrumentos necessários, com a inserção de cada som no momento certo, seja uma nuance eletrônica, seja uma percussão corporal misturada com o som do teclado, tudo colaborava para a construção de um momento de troca entre elas e a cada pessoa da plateia. Isso tudo, em conjunto com vozes que alcançam notas harmônicas tão bonitas que tiraram lágrimas, arrepios e sorrisos, graças ao som único, exclusivo da dupla que evidencia toda a mistura das duas meninas de pai cubano, mãe franco-venezuelana, que cantam em inglês, espanhol, francês e também iorubá, língua falada em países como a Nigéria. Com músicas fortes e ao mesmo tempo tão delicadas, como “River”, “Mama Says” e “Stranger/Love”, não importa o quão boas você pode pensar que elas são ao vivo, o resultado vai ser muito melhor, pode acreditar.

Por fim, a história de que a música toca a alma se realizou ali, naquele lugar. O som produzido pelas irmãs, em seus macacões vermelhos, ultrapassou o sentimento de ser somente onda sonora. Foi algo que misturouo sensações, embaralhou tudo, algo realmente cinestésico. E no final das contas, é disso que a música precisa ser feita de alma, para tocar a alma, os olhos e a pele de quem está ali para ouvir. Logo, se Ibeyi fosse um filme, ele seria perfeito. [Jacídio Junior]