Entenda o que faz de Jay-Z um dos mais ricos do mundo da música

jay-z-be1eb157-92e5-418f-a0e4-814aa58d49b0A recente venda de 33% do Tidal para a gigante americana Sprint parece ter animado Jay-Z, um dos donos do aplicativo de streaming. Em uma nova sociedade com o executivo Jay Brown, presidente da gravadora dele, a Roc Nation, e com o investidor Shervin Pishevar, o rapper está lançando um fundo de capital de risco para investir em start-ups. O fundo será controlado pela Sherpa Capital, a empresa de investimentos de Pishevar.

Com a venda de uma fatia do Tidal, anunciada em janeiro, Jay-Z teve um lucro espetacular: a transação deu ao aplicativo um valor de mercado de US$ 600 milhões (R$ 1,85 bilhão), mais de dez vezes a soma desembolsada por ele no início de 2015 quando comprou a Aspiro, a empresa sueca por trás do Tidal. Não é à toa que o marido de Beyoncé é considerado um dos músicos mais ricos do mundo. (Por Anderson Antunes)

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Atração do Lollapalooza, The xx enfim mostra que sabe sorrir com ‘I See You’

xx.jpgOliver Sim, Romy Madley Croft e Jamie Smith, do The xx


No palco, a escuridão era tamanha que ficava difícil enxergar Romy Madley Croft com a guitarra e Oliver Sim a dançar desengonçadamente, com as pernas abertas em um ângulo esquisito. Ouvir ambos também era difícil. Tudo soava minimalista, com versos transformados em sussurros chorosos por parte dos vocalistas do The xx, trio pop-eletrônico-semigótico inglês. Por dois discos, a banda entregou canções de fazer o coração desavisado ou aquele com pequenas rachaduras quebrar por completo.

Algo mudou. E a resposta disso vem do fundo do palco. Atrás de Madley-Croft e Sim, está Jamie Smith, também conhecido como Jamie XX, um jovem gênio das batidas e efeitos que transformou o som da banda. Com I See You, terceiro álbum do trio londrino, ele usou os experimentos testados no seu disco solo, In Colour, de 2015. Foi como se alguém puxasse a cortina e deixasse o sol entrar naquele quarto escuro e gelado que eram os trabalhos do The xx. A banda, uma dos quatro headliners de mais uma edição do festival Lollapalooza, realizado nos dias 26 e 27 de março, no Autódromo de Interlagos, em SP, volta ao Brasil para enfrentar o maior palco que já encarou por aqui com um disco que parece perfeito para isso. E, diante da multidão, quem sabe, arriscar um sorrisinho tímido ou outro.

The xx

O ano era 2009 e se mais de 10 pessoas no Brasil conheciam com autoridade o The xx, alguém iria pedir a recontagem. Ainda era muito improvável. A banda então formada apenas por formada por Romy Madley Croft (guitarra e voz), Oliver Sim (baixo e voz), recém-chegados aos 20 anos, com espinhas no rosto e sem saber se sorriam ou se faziam o tipo sofredores, parecia ser mais brincadeira de dois estudantes da escola famosa por formar músicos de bandinhas indies, a Elliott School, em Londres – de lá saíram Hot Chip e The Maccabees.Lançado naquele ano, o primeiro álbum, chamado apenas de xx, soava como a abertura para a intimidade daqueles dois cuja amizade nascera na adolescência. O mistério e a melancolia das músicas em torno da dupla, que logo viraria trio com a chegada de Jamie Smith, para assumir as programações e efeitos do grupo, foram perfeitos para a imprensa britânica cair de amores. Sempre desesperados em encontrar novas tendências na sua música, mesmo que para isso dê alguns tiros n’água pelo caminho, veículos especializados, como a revista hoje quase extinta New Musical Express, investiu no trio.

Outro exemplo: O Mercury Prize, prestigioso prêmio que indica o melhor disco britânico do ano, assumiu o risco de colocar o The xx no mesmo patamar de outros vencedores, como Primal Scream (com Screamadelica, em 1992), Pulp (com Different Class, 1996) e PJ Harvey (com Stories from the City, Stories from the Sea, em 2001).

O bochicho já estava armado. Em 2010, muito mais de 10 pessoas no Brasil já conheciam aqueles três jovens tímidos de Londres. Faltava um detalhe: eles precisavam querer também. Assumiriam ou não o pop?

Talvez tenha sido a contragosto. Talvez tenha demorado mais do que deveria. Talvez eles tenham tido algumas brigas até decidirem qual caminho tomar. Não importa. O The xx, aquela bandinha de colégio de espinhentos e canções introspectivas boas para serem ouvidas em noites solitárias com o pote de um litro de sorvete no colo, enfim chegou lá.

Em mais uma versão do festival norte-americano Lollapalooza em São Paulo, o The xx estará disputando a atenção como atração principal da primeira noite de evento, no sábado, 25 de março, com o gigante do heavy metal Metallica – o salgado valor do ingresso de R$ 460 (há meia-entrada) para um dia de festival vale pela experiência de testemunhar os fãs das duas bandas coexistindo no mesmo espaço, no Autódromo de Interlagos. A segunda noite será capitaneada pelo pop junkie de The Weeknd e o rock que um dia já foi sujo do The Strokes.

Para chegar ao topo de um pôster de festival no Brasil, o The xx percorreu um longo caminho. Há quatro anos, por exemplo, a banda havia visitado São Paulo e sido escalada com destaque para o Popload Festival, no HSBC Brasil. A capacidade da casa era de 4,5 mil pessoas, um número 17 vezes menor do que o total de público comportado pelo Autódromo de Interlagos, 80 mil.

Depois de xx, o The xx preferiu se esconder ainda mais. Nasceu Coexist, em 2012, um disco com mais silêncio, mais gelado. Quanto mais a crítica e o público amavam o The xx, a banda parecia se esconder. Em três anos, de 2010 a 2013, foram realizados 303 shows. Isso chegou ao fim em meados de 2014. Cada um dos integrantes foi para um canto. O grupo precisava respirar longe do palco. Jamie Smith, há dois anos, fez sua estreia solo com In Colour, um disco eletrônico que trazia, em quatro faixas, as vozes dos companheiros de banda e apontava por um caminho mais leve, menos sisudo, para o som do The xx.

I See You mostra aquilo que o The xx poderia ser se deixasse alguns mililitros de melancolia para fora do seu caldeirão e acrescentasse temperos mais picantes. “Eu não acho que a gente só goste de canções tristes, mas isso é algo que nos interessa, mesmo”, diz Smith ao Estado. Tido como o responsável pelo sorriso que quebra o gelo em I See You, ele credita ao seu trabalho solo a chance de ousar nas composições da banda. “Pudermos sair da caixa um pouco, pensar em algo diferente.” O músico fala da França, onde o grupo se apresentaria naquela noite, no início da turnê que só vai acalmar em setembro. “Estamos voltando a nos acostumar com essa vida na estrada.” Naquela noite, Smith havia derrubado o aparelho celular no vaso sanitário e falava pelo smartphone do empresário. O mundo pop, afinal, não é só glamour. “Pois é, acontece (risos).”

Pedro Antunes ,
O Estado de S.Paulo

Kurt Cobain | O aniversário de 50 anos de um dos últimos ícones do rock

COBAINKurt Cobain completaria hoje, 20 de fevereiro, 50 anos. Uma das vozes e personalidades mais marcantes da história do rock, partiu com apenas 27 anos, em 1994, e deixou algumas contribuições importantes para o rock que vinha de uma linha mais técnica e ligada ao rock pesado, inserindo fazendo um som menos limpo e paixão no segmento que vinha sendo dominado pelos grupos de heavy metal.

Muitas teorias sobre sua morte foram investigadas desde então, algo – de certa forma – corriqueiro na vida de grandes nomes das artes que partem cedo. No entanto, suicídio ainda é o mais conclusivo e a versão oficial. Cobain, que não chegou a ver o lançamento de um dos álbuns mais emblemáticos do Nirvana, o MTV Unplugged, deixou uma legião de fãs sem rumo. O grupo, durante a vida de Kurt, lançou apenas três discos de estúdio, Bleach (1989), Nevermind (1991) e In Utero (1993), mais 20 singles. Depois da morte do vocalista, outros três álbuns ao vivo foram lançados e diversas coletâneas.

O que ficou para trás
Cobain, com sua morte, deixou para trás sua filha, Frances Bean, que por muitas vezes renegou o trabalho do pai, enquanto milhões de jovens o idolatravam, e a sua mulher, Courtney Love, quem algumas pessoas culpam por alguns dos problemas que o músico passou durante essa fase da vida.  Ainda, de acordo com dados de fã clubes e sites ligados a história do Nirvana, na mesma semana em que Cobain cometeu suicídio, mais de sessenta jovens também se mataram copiando seu ídolo, o que deixa em evidência a forma como sua música se conectava com jovens ao redor do mundo.

Histórias e Brasil
Cobain e o Nirvana colecionaram histórias no mundo da música, como na apresentação da MTV, na qual não deveriam tocar seu novo single “Rape me”, mas deram um jeito de colocar a introdução da faixa no início da apresentação, entre tantas outras. Mas, dentre todas as histórias que permearam a carreira do músico de Seattle, algumas que se passaram no Brasil são bem marcantes, como as compartilhadas por João Gordo em sua autobiografia, Viva La Vida Tosca, lançado em 2016. O vocalista do Ratos de Porão conta que acompanhou Kurt, Courtney, e os integrantes do Nirvana por São Paulo, após a apresentação do grupo no Morumbi em 1993 – considerada uma das piores da banda – e comenta sobre o quanto o vocalista do grupo norte-americano consumia cocaína entre outros detalhes do passeio.
Nunca vi alguém cheirar tanto. Vinha aquele prato de ‘tecão’ e ele mandava nas duas narinas. Nunca vi nada igual. Até eu arreguei antes dele“.

Gordo ainda conta que foi culpado, em grande parte, pelo show ruim realizado pelo grupo no Brasil. “O show do Nirvana no Morumbi foi uma bosta. Muita gente, inclusive a banda, achou que aquela foi uma das piores apresentações da carreira do Nirvana. E acho que boa parte disso é culpa minha. Falei tão mal do festival que os caras entraram pra zoar tudo“.

Essas e outras histórias mostram o quão representativa foi a passagem de Kurt pelo cenário do rock, alguém que dizia não se importar com a fama e que, possivelmente, foi um dos últimos rockstars fora dos moldes a alcançar tamanha representatividade e chegar a tantas pessoas ao mesmo tempo. E isso fica ainda mais forte quando se nota a força que o material criado por ele e seus companheiros de banda tem mesmo após tanto tempo.

Assim, ficam as perguntas, como estaria a música se Kurt tivesse conseguido entregar mais outro projeto? Como Kurt iria lidar com a profunda mudança do mercado nesse período pós metade da década de 90. Em todo caso, as especulações se vão e fica a obra que ele deixou em seus 27 anos de vida. [Jacídio Junior]

Charli XCX será a atração da noite de shows do Festival Cultura Inglesa

1487380487914.jpgO Festival Cultura Inglesa já tem seu headliner para a noite de shows que integra a 21ª edição do evento. A escolhida da vez será Charli XCX, a inglesa de Cambridge, de 22 anos e dois discos lançados.

O festival será realizado entre os dias 27 de maio a 18 de junho em São Paulo, com atrações de cinema, artes visuais, teatro e dança.

As apresentações, desta vez, não irão encerrar a programação do festival. Os shows gratuitos serão realizados em 11 de junho, no Memorial da América Latina.

Talvez você se lembre dela com o hit I Love It, da dupla Icona Pop, que escalou Charli para uma participação. A cantora que visitou o Brasil em 2014  também colaborou com Iggy Azalea em Fancy.

Na carreira solo, ela tem dilatado seus vocais punk com as batidas pop em dois discos,  True Romance (2013) e o ótimo  Sucker (2014). O terceiro álbum está previsto para ser lançado neste ano.

Pedro Antunes ,
O Estado de S. Paulo

Blondie lança vídeo inédito para divulgar Pollinator, próximo disco do grupo

blondie-funO grupo Blondie tem um novo álbum na manga, Pollinator, que deve chegar ás lojas e serviços de streaming no dia 5 de maio. Para começar o trabalho de divulgação do novo projeto, a banda capitaneada por Debbie Harry divulgou na última quarta-feira (15) o clipe cheio de referências de “Fun” – veja.

O Blondie é um grupo de new wave, que mistura muitos elementos sonoros e que desde a década de setenta tem conseguido se encaixar nas diversas tendências musicais. Pollinator, que chega como sucessor de Ghost of Download (2014) deve contar com participações de Blood Orange, Charli XCX, Sia entre outros. Ouça um dos principais clássicos do grupo, “Heart of Glass”. [Jacídio Junior]

Solange Knowles desabafa sobre discriminação após derrota de Beyoncé para Adele no prêmio principal do Grammy

solange-2017-02-13t035140z_1795204257_hp1ed2d0aq3tg_rtrmadp_3_awards-grammysA cantora Solange Knowles continua inconformada com a derrota de sua irmã, a cantora Beyoncé, para Adele na categoria Álbum do Ano do Grammy 2017. Revoltada com a suposta injustiça, a artista de 30 anos fez uso de alguns dados errados para voltar a criticar os responsáveis pela premiação. “Nos últimos 20 anos apenas dois artistas negros venceram o Álbum do Ano enquanto mais de 200 artistas negros se apresentaram no Grammy”, escreveu Solange na mensagem que foi logo apagada após algumas críticas.

solange_e_beyonce_instagram1.jpgSolange Knowles e Beyoncé (Foto: Instagram)


Fãs e seguidores da cantora logo a lembraram que Lauryn HIll, OutKast, Ray Charles e Herbie Hancock foram alguns dos artistas negros que levaram o troféu na categoria e foram esquecidos por ela. Mesmo tendo saído vencedora da premiação na categoria Melhor Performance R & B, Solange fez críticas ao evento após o término da festa. Ela compartilhou no Twitter o link de um texto do rapper Frank Ocean sugerindo um possível boicote aos próximos Grammys e afirmando que os organizadores do prêmio sofrem de “vícios culturais e problemas nervosos em geral”.

Apesar da derrota de Beyoncé, a cantora ganha apoio crescente dentre pessoas que acreditam que seu álbum ‘Lemonade’ deveria ter saído com o troféu máximo da festa. Mesmo Adele, vencedora da categoria afirmou que o disco de sua colega deveria ter levado a estatueta, chegando ao ponto de oferecer um pedaço de sua conquista quebrada à amiga.

Solange Knowles apoia boicote ao Grammy logo após derrota de Beyoncé para Adele

solange-435.jpgA cantora Solange Knowles demonstrou irritação com a derrota de sua irmã Beyoncé para a cantora Adele na categoria Álbum do Ano no Grammy 2017. Logo em seguida ao término do evento, a artista declarou seu apoio a um suposto boicote à premiação. Vale lembrar que Solange saiu da festa com o troféu de Melhor Performance R&B. A cantora Adele também expôs seu descontentamento de ter levado o prêmio ao invés de Beyoncé.

Solange reproduziu no Twitter o link para uma carta aberta produzida pelo cantor Frank Ocean na qual ele critica os responsáveis pelo evento, sugere um possível boicote às próximas edições e afirma que o Grammy sofre de “vícios culturais e problemas nervosos em geral”. No texto, Ocean afirma que não pretende voltar ao evento caso seus questionamentos não sejam debatidos.

“Isso aí, Frank”, escreveu Solange junto com o link da mensagem. No Twitter Solange recebeu apoio de vários de seus seguidores. “Alguém poderia criar um prêmio musical que reflita a realidade ao invés de supremacia branca?”, questionou um rapaz. Outra pessoa recomendou a Solange: “Por favor, peça à Beyoncé para nunca mais submeter nada ao Grammy, eles não a merecem.