Katy Perry fala sobre sua ‘rixa’ com Taylor Swift: ‘Está na hora de ela acabar com tudo isso’

katy rosaDurante uma entrevista a James Corden no Late Late Show na última segunda-feira, 22, Katy Perry finalmente falou sobre sua rivalidade com Taylor Swift.

“Há uma situação. Honestamente, é realmente como se ela tivesse começado isso, e está na hora de ela acabar com isso. É tudo sobre os dançarinos, havia três dançarinos. Eu tentei falar com ela sobre isso e ela não falou comigo”, contou Katy.

“Eu faço a coisa certa sempre que sinto que algo está errado. Foi um desligamento total e depois ela escreve uma música sobre mim e eu fico tipo ‘ok, legal, legal, legal, é assim que você quer lidar com isso? Carma!'”, continuou.

Em 2014, Swift contou à Rolling Stone que a música Bad Blood era sobre uma artista, e explicou que essa cantora “tentou sabotar toda a turnê”. Apesar de nunca ter falado abertamente que a música falava de Katy, os rumores sempre existiram.

Recentemente, Katy Perry lançou uma nova música, supostamente em resposta à canção de Swift. Em Swish Swish, há versos como ‘Então mantenha a calma querida/ porque eu vou continuar por aqui/ engraçado como meu nome continua saindo da sua boca/ porque eu continuo ganhando’.

Durante o Late Late Show, Corden perguntou se Katy pensou em ‘revidar’. “Existe uma lei de causa e efeito. Você faz algo, vai haver uma reação, e confie em mim, realmente haverá uma reação. É tudo sobre carma, certo? Eu penso que as mulheres juntas, não divididas, e nenhuma dessas m****s, as mulheres juntas é que vão salvar o mundo”, disse Katy.

Anúncios

Disco solo de estreia de Harry Styles, do One Direction, lidera parada britânica

harry one directionLONDRES – Líder da banda britânica One Direction e queridinho das adolescentes, Harry Styles viu seu disco de estreia ir direto para o todo da parada do Reino Unido nesta sexta-feira ao vender quase 57 mil cópias.

Styles conquistou fama como um dos cinco integrantes do One Direction em 2010, quando o grupo foi formado no reality show de calouros britânico The X Factor, mas a banda foi reduzida a quatro cantores em março de 2015, quando Zayn Malik anunciou sua saída.

Os outros quatro membros disseram que o grupo iria fazer uma pausa a partir do início de 2016, e Styles, que estrela em breve no filme Dunkirk, um drama da Segunda Guerra Mundial, lançou a música de trabalho Sign of the Times no mês passado.

Na parada de singles, Luis Fonsi, Daddy Yankee e Justin Bieber continuaram no número um pela segunda semana com a canção Despacito, de acordo com a empresa de medição Official Charts Company. [Reuters]

Chris Cornell | Polícia confirma suicídio como causa da morte

los GettyImages-632286292A polícia de Detroit confirmou na tarde desta quinta-feira (18) que Chris Cornell cometeu suícidio. De acordo com tuíte da Associated Press, o músico se enforcou.

12k

Nota do TMZ, publicada nesta quinta, conta que a esposa do cantor – Vicky Cornell – conversou com o vocalista durante a passagem de som antes do show de Detroit e também depois do show. De acordo com as fontes do site, Vicky afirma que seu marido não demonstrava, de forma alguma, sinais de que poderia se matar e nem mesmo sinais de depressão.

Chris Cornell nasceu em 20 de julho de 1964 em Seattle, nos Estados Unidos. Fez parte da cena grunge que explodiu entre o fim dos anos 1980 e o início dos anos 1990, ao lado de bandas como o Nirvana e o Pearl Jam.

O Soundgarden encerrou suas atividades em 1997, mas retornou em 2010, e lançou seu último disco, King Animal, em 2012. A banda estava trabalhando em novas músicas.

No hiato do Soundgarden, Cornell formou o supergrupo Audioslave, com integrantes do Rage Against the Machine. Eles lançaram três álbuns, entre 2002 e 2006. Cornell também fez carreira solo.

O trabalho do vocalista também pode ser visto no cinema: em carreira solo, Cornell compôs e gravou a faixa “You Know My Name”, música-tema de 007: Casino Royale, primeiro filme de Daniel Craig como o agente secreto. Com o Soundgarden, Cornell compôs e gravou “Live to Rise”, música-tema de Os Vingadores.

Durante boa parte de sua carreira, Cornell teve problemas com drogas e álcool, mas afirmou estar sóbrio desde 2003. Há cinco anos, o vocalista criou uma organização para cuidar de crianças sem-teto. Cornell deixa esposa e três filhos.

As gravações transcendentais de Alice Coltrane

IW_08_COLTRANE1Um álbum de hinos de uma ashram traz o talento de Alice Coltrane, morta há dez anos (Michael Ochs Archives/Getty Images)

O tecladista Surya Botofasina, 39, tem memórias felizes da infância na Shanti Anantam Ashram, em Agoura, Califórnia, criada em 1983 pela pianista de jazz Alice Coltrane, harpista e viúva do imortal saxofonista John Coltrane.

Os momentos favoritos de Botofasina eram os domingos, à uma da tarde, quando cerca de 40 ou 50 participantes se reuniam no templo da ashram, sentando-se em almofadas no chão. Depois de um discurso espiritual, Alice (conhecida entre os alunos como Swamini Turiyasangitananda, ou “o deleite transcendental da mais elevada canção divina”) começava a tocar órgão, regendo o canto de hinos transcendentais chamados bhajans.

Dez anos após a morte dela, que aconteceu em 2007, aos 69 anos, a gravadora Luaka Bop lançou o material gravado na ashram no álbum “World Spirituality Classics 1: The Ecstatic Music of Alice Coltrane Turiyasangitananda”, uma compilação das músicas que ela gravou em quatro cassetes entre 1982 e 1995.

08_coltrane2_web480.jpgNovo álbum de músicas de Alice Coltrane foi compilado a partir de cassetes gravadas entre 1982 e 1995 (Luaka Bop)


Fora de catálogo, essas fitas cassete são muito procuradas pelos colecionadores. O conjunto ilustra uma fase perdida da jornada musical dela, partindo do bebop rumo ao New Age, passando pelo free jazz. “No caso da maioria das gravações com as quais trabalhamos, a música não é tão reverenciada quando este material”, disse Yale Evelev, presidente da Luaka Bop. “Nesse caso, há outro peso que acompanha a música. É algo sagrado”.

As gravações remasterizadas trazem os primeiros registros de Alice cantando à frente de um grande coro que entoa música religiosa de influência oriental, com versos em sânscrito, mas moldada na tradição da música das igrejas dos negros americanos.

No livro de memórias “Monument Eternal”, publicado em 1977, Alice descreve o período após a morte do marido, em 1967, que a deixou com quatro filhos pequenos, como uma época de “tapas”, ou austeridade, “assumir voluntariamente um sofrimento em nome do bem espiritual”. Ela enfrentou a insônia, perda de peso, visões e, nas palavras dela, “encontros e confrontos com almas desencarnadas e entidades fantasmagóricas”.

Depois de dois anos vivendo assim, Alice encontrou a paz nas palavras de Swami Satchidananda, o guru indiano que fez os comentários de abertura em Woodstock. Alice fez várias peregrinações à Índia, onde foi orientada a deixar para trás sua vida secular.

A Luaka Bop tentou recriar o clima de Shanti Anantam com espetáculos em Nova York, incluindo um coro de sete vozes da ashram. Mas, agora que a música está finalmente chegando a um público mais amplo, o destino da própria ashram é incerto: os responsáveis pelo espólio de Coltrane colocaram o terreno à venda em 2015.

“A ashram está chegando ao fim, mas a música está agora se tornando mais próxima da prática espiritual, e acho que isso não poderia ocorrer num momento melhor”, disse Evelev. “Assim, a música ganha nova vida e, com sorte, poderá ser divulgada numa turnê mundial, e aqueles que a cantavam antes poderão seguir cantando”. [Mike Rubin]

Miley Cyrus diz que a inspiração para ‘Malibu’ surgiu durante um sonho

wEs8WQj.jpgÀs vezes, a inspiração para um trabalho pode surgir de maneira inusitada. Há quem tenha ideias debaixo do chuveiro, lavando a louça ou até dirigindo. No caso de Miley Cyrus, o impulso criativo para compor seu novo single veio através de um sonho.

A cantora, que lançou na última quinta-feira, 11, “Malibu”, contou em entrevista a uma rádio americana que a letra da canção lhe veio à cabeça enquanto dormia.

“Noah (a irmã) e eu estávamos indo ao cinema, e uma música que eu ainda não tinha escrito começou a tocar na rádio. Noah disse: ‘Essa música é ótima! É um hit!’ e eu falei: ‘Nossa, queria eu ter escrito isso’, porque no sonho era outra pessoa que a estava cantando. Então, acordei no dia seguinte e tinha certeza de que era uma música que já existia – mas não era! Eu a escrevi e foi muito legal”, declarou.

Em apenas dois dias, o clipe de “Malibu” já tem mais de 20 milhões de visualizações.

Crítica: em seu segundo disco, Karen Elson mostra segurança além do que se esperaria de uma modelo que canta

00433RIO – Conta a lenda que Chico Buarque estava promovendo um de seus livros na Noruega quando ouviu a pergunta: “É verdade que você também compõe e canta?”. Pois essa filosofia desavisada bem poderia aplicar-se a Karen Elson. Quem ouve aquela ruiva comprida sussurrando melodias tristonhas como a de “Wonder blind” (“Oh, vale a pena/ Perder-se quando já se está perdido”, filosofa), à frente da produção afiada deste “Double roses”, imagina: “essa cantora é tão bonita, poderia ser até modelo…”

Ex-mulher de Jack White (sim, explica muita coisa: foi com ela que o integrante dos White Stripes, Racounteurs, Dead Weather e um dos principais músicos deste século se casou em uma cerimônia abençoada por um pajé, no encontro dos rios Negro e Solimões, na Amazônia, em 2005), Karen, em seu segundo disco, segue um tortuoso caminho folk, que liga, com escalas, as florestas da Europa às plantações do Sul americano.

Conduzida por violões e cordas, a cantora-modelo de 38 anos passeia por melodias melancólicas em músicas como “Raven” (“Corvo”, que também traz em si um cheiro de “Blackbird”, dos Beatles, na temática) e a mais animadinha “Hell and high water”.

Em “A million stars”, Karen vai para o lado musical do ex-maridão, compositor nascido em Detroit mas com um pé na América profunda – o casal viveu e teve dois filhos quando morava em Brentwood, subúrbio da ultramusical Nashville, no Tennessee. A canção tem uma levada reta, suavemente marcial, e é pontuada por um slide maroto. “Sou assombrada por uma memória”, canta ela, que parece referir-se ao fim do relacionamento dos dois, mas lá se vão seis anos. A lamentosa “Wolf”, que une os dois universos, o folk-blues americano e a melancolia europeia, traz uma interpretação banhada em efeitos de voz e muita personalidade, além de um pungente solo de saxofone no fim. E mais queixas de um amor que deixou a pobrezinha decepcionada (“Não posso falar/ O Diabo pegou a minha língua).

Se o mundo fashion estiver cansando a beleza (metaforicamente, óbvio), Karen Elson já encontrou uma atividade que pode lhe render mais uns tostões. Talvez fosse bom sofrer menos, mas pode ser que a graça esteja exatamente aí. [Bernardo Araujo]