SoftBank busca controlar WeWork por meio de pacote de financiamento, diz agência de notícias Reuters

No mês passado, a WeWork cancelou sua oferta pública inicial de ações
Por Agências – Reuters

SoftBank pode investir mais US$ 1 bi na WeWork

O grupo japonês SoftBank preparou um pacote de financiamento para a WeWork que lhe daria controle sobre a startup de escritórios compartilhados, disse uma pessoa familiarizada com o assunto. A medida aumentaria significamente a participação do SoftBank na empresa, que já é de um terço, e diluiria ainda mais a influência do cofundador Adam Neumann. No mês passado, a startup cancelou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e Neumann concordou em renunciar ao seu cargo de presidente-executivo.

Anteriormente, a agência de notícias Reuters disse que o SoftBank estava em negociações para fazer um investimento de US$ 1 bilhão para permitir que a WeWork passe por uma grande reestruturação.

Sem uma nova infusão de dinheiro, a WeWork corre o risco de ficar sem dinheiro já no final de dezembro, disse a fonte.

O WeWork está trabalhando com o JPMorgan Chase para negociar um acordo de dívida de US$ 3 bilhões após o cancelamento do IPO no mês passado. A empresa enfrenta preocupações com seus padrões de governança corporativa, bem como com a sustentabilidade de seu modelo de negócio 

“O WeWork conseguiu uma grande instituição financeira de Wall Street para organizar um financiamento”, disse uma porta-voz da empresa. “Aproximadamente 60 fontes de financiamento assinaram acordos de confidencialidade e estão se reunindo com a administração da empresa ao longo da semana passada e na próxima semana.”

O WeWork perdeu US$ 1,9 bilhão em 2018. Nos primeiros seis meses de 2019, o prejuízo da companhia somou US$ 904 milhões, aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. 

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Mercado de computadores cresce no 3º trimestre, mas Apple perde espaço

Mesmo após atualizações nas linhas mais populares do Mac

Duas firmas de análise, a Gartner e a Canalys, divulgaram nos últimos dias seus relatórios de vendas globais de computadores no terceiro trimestre deste ano. Embora os números variem um pouco entre os dois levantamentos (já que a maioria das empresas não divulga dados precisos de vendas), a situação pintada por ambos é a mesma: as pessoas estão comprando mais máquinas — mas não necessariamente da Apple.

O relatório da Gartner mostra que a Maçã manteve o quarto lugar no mercado, com 5,1 milhões de computadores comercializados no período — uma queda em relação aos 5,3 milhões de Macs vendidos no mesmo período do ano passado. Com isso, a participação da Apple no segmento caiu de 7,9% para 7,5%; o mercado de PCs no geral, por sua vez, cresceu 1,1%.

Gartner sobre mercado global de computadores, terceiro trimestre de 2019

LenovoHP e Dell ocuparam o pódio do levantamento da Gartner, com a chinesa levando a medalha de ouro. As três viram crescimento nas suas vendas na comparação ano-a-ano, assim como a Acer, quinta colocada — ou seja, a Maçã foi a única que viu uma retração nas próprias vendas entre as cinco maiores empresas do segmento.

A Canalys, por sua vez, pintou um cenário parecido — mas com uma diferença importante: pelos números levantados por eles, a Apple também cresceu na comparação ano-a-ano. Segundo a firma, a Maçã vendeu quase 5,4 milhões de Macs no terceiro trimestre, contra pouco menos de 5,3 milhões no mesmo período do ano anterior. Isso não impediu a gigante de perder mercado, entretanto: como o mercado total de PCs cresceu num ritmo maior, a fatia da Apple caiu de 7,8% para 7,6%.

Canalys sobre mercado global de computadores, terceiro trimestre de 2019

As notícias são particularmente significativas para a Maçã porque suas duas linhas de portáteis, que representam boa parte das vendas de Macs, foram atualizadas (ainda que com poucas novidades) há poucos meses. Em outros tempos, os novos MacBooks fariam a Apple dar um salto nas vendas e conquistar números melhores, mas é possível que os consumidores não estejam mais interessados assim no que a Maçã tenha a oferecer em termos de computação — o que, naturalmente, é um abacaxi que Tim Cook e sua turma terão de descascar.

Resta saber como esse cenário ficará quando saírem os resultados do trimestre atual — especialmente considerando o prospecto do lançamento do novo Mac Pro e de um (suposto) MacBook Pro de 16 polegadas.

Opiniões?

VIA MACRUMORSAPPLEINSIDER

Com 6 milhões de posts sobre finanças desde 2018, Twitter torna-se o fórum oficial da área

Pesquisa mostra que rede social virou lugar de discussão do mundo financeiro, sendo que 20% dos usuários do País têm investimentos em títulos ou ações
Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

Twitter é a rede em que usuários mais falam do mercado financeiro 

O sentimento de que o Twitter virou um fórum para o mundo das finanças no Brasil acaba de ser provado com dados. A rede social fez uma pesquisa no País e identificou que 20% dos usuários do País têm investimentos em títulos ou ações. De janeiro de 2018 a julho de 2019 foram 6 milhões de tweets sobre finanças. O Twitter não abre o número de usuários no Brasil, mas globalmente a plataforma possui 139 milhões de pessoas ativas todos os dias. 

A pesquisa mostrou que, desses usuários com investimentos em títulos ou ações, 64% são homens, com renda mensal média de R$ 7.940, o que é 112% maior do que a renda média dos brasileiros. Deles, 50% são casados e 57% têm ensino superior. Em relação às faixas etárias, 29% tem entre 18 e 24 anos, 34% entre 25 e 34 anos, 19% entre 35 e 44 anos e 14% com mais de 45 anos. Os mais jovens também já fazem parte do grupo: 4% desse grupo tem entre 16 e 18 anos.

Essa foi a primeira pesquisa voltada ao universo de finanças realizada pelo Twitter Brasil. A pesquisa não abordou especificamente o “FinTwit”, ou melhor #FinTwit, oriundo das iniciais de “Financial Twitter”, que vem se expandindo rapidamente no Brasil.

Das conversas sobre finanças, 4,4 milhões das postagens foram sobre bancos, sendo que 55% dessas mensagens mencionavam os nomes dessas instituições financeiras, handles – o @ do banco -, ou hashtags de campanha. Segundo Camilla Guimarães, responsável pela área de pesquisa do Twitter no Brasil, o engajamento dos usuários do Twitter vem também na esteira do surgimento de fintechs, bancos digitais e os grandes bancos buscando entender o cenário. Apesar da chegada desses concorrentes, 63% das conversas são sobre os bancos.

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Lucas Andrade, da área de pesquisa do Twitter no Brasil, afirma que é possível identificar o público mais aberto às opções digitais, bem como o fato de os clientes quererem resolver seus problemas de forma independente, ou seja, com autonomia. Com relação aos bancos, levantamento também indicou que, além de independência e eficiência, é importante para os usuários, segurança de dados, experiência e cultura – no sentido de patrocínios culturais – e economia: 70% dos usuários dizem que tarifas baixas são um dos fatores mais importantes na hora de escolher um banco para abrir uma conta.

Segundo Guimarães, os usuários do Twitter que falam sobre seus bancos acabam interagindo mais sobre questões que envolvem a prestação de serviços. A pesquisa mostrou ainda que 85% dos usuários do Twitter disseram que ações de marketing dos bancos geram percepção mais positiva. Já 60% responderam que percepções mais positivas influenciam na decisão de escolher em qual banco abrir uma conta.

Em relação à satisfação, 54% disseram estar satisfeito em relação ao seu banco principal, 33% não estão satisfeitos nem insatisfeitos e 13%, contudo, afirmam estar insatisfeitos. 

O que Gwyneth Paltrow me ensinou sobre negócios

De atriz a dona de empresa de US$ 250 milhões, ela é inspiração para todo mundo que – como eu – resolveu empreender na internet
ALÊ GARATTONI (@ALEGARATTONI)

Gwyneth Paltrow (Foto: Getty Images)

Em 2014, depois de dois anos de pausa na minha carreira no jornalismo para cuidar da minha filha, eu resolvi empreender. Em parte por conta dos efeitos da maternidade (que levam tantas mulheres a repensarem suas rotinas), em parte porque eu tenho um siricutico eterno de querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo, criei uma empresa de conteúdo que unia minha formação, minhas experiências e minha paixão por escrever na internet. E nestes cinco anos meus maiores aprendizados e inspirações vieram, definitivamente, de grandes empreendedoras: Gwyneth Paltrow é uma delas!

Nunca fui super fã de cinema e pouco sabia sobre a trajetória da atriz americana, de quem eu me lembrava mais pelo vestido Ralph Lauren de tafetá rosa com o qual ela ganhou um Oscar em 1999. Também não acompanhei em 2008 o lançamento do Goop, newsletter de conteúdo que deu origem a seu super negócio, atualmente avaliado em mais de US$ 250 milhões. Mas, desde que decidi viver os altos e baixos de empreender, Gwyneth e seus ensinamentos estão sempre no meu radar. Como não se inspirar com uma mulher que criou uma marca multimilionária – que hoje tem linha de roupas, produtos de beleza, branded content, podcast, portal, evento, livros, e em breve uma série na Netflix – na cozinha de sua casa?!

O que eu aprendi com Gwyneth…

MESMO GOSTANDO DO QUE FAZ, A GENTE PODE RECOMEÇAR!
Muita gente ainda liga mudanças de carreira a insatisfação ou insucesso. Gwyneth é a prova viva de que a gente pode – e deve! – recomeçar e experimentar novos caminhos mesmo gostando do que faz. Com a expectativa de vida aumentando e o mundo cada vez mais volátil, ninguém vai ser uma coisa só a vida toda.

NÃO ESPERAR: A GENTE NÃO PRECISA DE UM NOVO CURSO, UM NOVO APRENDIZADO, UM ESCRITÓRIO OU UM BUDGET INICIAL!
Um caderninho de dicas e a mesa da cozinha de sua casa: muita gente pode imaginar que uma atriz de Hollywwod só lançaria um novo negócio com uma estrutura gigantesca, mas Gwyneth começou no formato “EUpresa” – e está aí a prova defintiva de que o lance é começar de onde está usando o que você tem. HOJE!

NOSSA HISTÓRIA É UM ATIVO DO NOSSO NEGÓCIO!
“Ahh, mas para ela é fácil, uma atriz famosa tem muitos contatos, muita exposição, fama…”. É verdade que a carreira de atriz ajudou o início do Goop em muitas maneiras. Mas ninguém precisa estar em Hollywood para ter um passado que age a seu favor – use o que construiu, sua história, seus relacionamentos, suas experiências. Um negócio é a soma disso tudo!

O QUE VOCÊ SABE TERÁ GRANDE VALOR PARA ALGUÉM
Goop nasceu porque Gwyneth queria ser a pessoa que recomendava coisas: o que, quem, onde. O que é básico ou óbvio para você pode ser a dica que o outro precisa – e quando a gente foca em ajudar uma única pessoa acaba ajudando muitas. É assim que um negócio dá certo.

NEM TODO MUNDO VAI NOS AMAR!
Nem Gwyneth é unanimidade – ninguém é, afinal! Vira e mexe os conteúdos e produtos Goop se veem em meio a polêmicas e ataques na internet. Em uma palestra em Harvard, ela disse que o crescimento de fãs faz crescer também o número de haters e que estes… fazem crescer sua audiência: “Posso monetizar esses olhos revirados!”. Haja inteligência emocional para lidar com essa fórmula, mas ela é positiva e infalível.

Vivara arrecada R$ 2,3 bilhões em abertura de capital na B3

Da movimentação total, R$ 453,5 milhões serão utilizados para a expansão da rede, que atualmente tem 2,3 mil pontos de venda
Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

Loja da Vivara no bairro dos Jardins, em São Paulo. Foto: Alex Silva/Estadão

A abertura de capital da rede de joalherias Vivara, que chamou a atenção de investidores ao longo das últimas semanas, se refletiu em uma movimentação de quase R$ 2,3 bilhões.

A ação, que estreia na B3 nesta quinta-feira, 10, chegou perto do ponto máximo da faixa indicativa de preço, que variava entre R$ 21,17 e R$ 25,40. O papel vai estrear cotado a R$ 24. 

A Vivara foi criada em 1962, com a abertura de uma loja no centro de São Paulo. Hoje, é a maior rede de joalherias do Brasil, com mais de 230 pontos de venda. A companhia atua em um nicho classificado por especialistas em marcas como “luxo acessível”.

Lojas e aquisições

Do total arrecadado, R$ 453,5 milhões são oriundos da oferta primária, com a venda de novas ações, e servirá para injetar recursos no caixa da companhia. Dessa oferta primária, 65% devem ser usados para abertura de lojas.

A rede, durante o período de apresentação de sua tese de investimento, citou que poderia também fazer pequenas aquisições pelo País, uma vez que o segmento de joalheiras ainda é bastante pulverizado. 

Da oferta secundária, que representa a maior parte dos recursos da oferta inicial, a venda foi feita pela família fundadora, os Kaufmans. O pagamento aos acionistas vai superar o total de R$ 1,8 bilhão. 

O lucro líquido da Vivara no primeiro semestre foi de R$ 186 milhões, aumento de 142% ante o mesmo período de 2018. A receita foi de R$ 523,7 milhões, alta de 12,8% em um ano.

HP cortará até 9 mil vagas em reestruturação

Meta é de economizar US$ 1 bilhão até 2022, divulgou a empresa
Por Agências – Reuters

A HP está investindo em supercomputadores 

A fabricante norte-americana de computadores pessoais HP disse na quinta-feira, 3, que cortará até 16% de sua força de trabalho para reduzir custos. A empresa cortará entre 7 mil e 9 mil empregos por meio de uma combinação de demissões e aposentadorias antecipadas voluntárias, informou em comunicado.

A HP estima que o plano resultará em uma economia bruta anual de cerca de US$ 1 bilhão até o final do ano fiscal de 2022, acrescentou.

A empresa tinha cerca de 55 mil funcionários em todo o mundo em 31 de outubro, de acordo com um documento enviado à Securities and Exchange Commission. Isso significa até 16% do quadro de pessoal sendo cortado, segundo cálculo da Reuters.

Em conexão com a reestruturação, a HP disse que espera incorrer em um custo total de cerca de US$ 1 bilhão, dos quais US$ 100 milhões serão realizados quando divulgar seus resultados de quarto trimestre.

Plano do SoftBank para novo fundo é afetado por fracasso do WeWork

Redução do valor de mercado da empresa de escritórios compartilhados provoca desconfiança de potenciais parceiros dos japoneses no Vision Fund 2
Por Agências – Reuters

A We Company, dona da WeWork, esteve avaliada em US$ 47 bilhões em janeiro

O fundador e presidente executivo do SoftBankMasayoshi Son, está tendo dificuldades para captar dinheiro para um segundo fundo de investimento em tecnologia após a fracassada oferta pública da empresa do WeWork e da queda no valor de outros grandes investimentos, de acordo com duas pessoas familiarizadas com a situação.

Son ainda está determinado a avançar com o Vision Fund 2, apesar de alguns terem pedido um adiamento, disseram à Reuters as duas pessoas com conhecimento das discussões internas do SoftBank. É provável que o fundo seja muito menor, pelo menos no início, do que os US$ 108 bilhões que o SoftBank disse que tinha alinhado quando anunciou o fundo em julho, disseram as fontes.

Grandes investidores ainda não embarcaram no projeto, deixando um compromisso de US$ 38 bilhões do próprio SoftBank como o único grande investimento, de acordo com as fontes. E o tamanho desse investimento pode estar sendo questionado, dado alguns dos recentes contratempos que o Softbank sofreu e a falta de dinheiro disponível em seu balanço patrimonial, de acordo com uma análise da Reuters.

O Vision Fund e o SoftBank Group se recusaram a comentar a situação do Vision Fund 2.

A implosão no valor do WeWork e os questionamentos sobre seu modelo de negócio prejudicaram a reputação de Son como um investidor experiente e apontam para uma grande redução de valor do primeiro Vision Fund. O SoftBank e o Vision Fund juntos investiram mais de US$ 10 bilhões na empresa, investindo parte disso em um cenário no qual a empresa do WeWork foi avaliada em US$ 47 bilhões em janeiro. Mas o WeWork abandonou recentemente os planos para uma oferta pública inicial que teria avaliado a empresa em apenas US$ 10 bilhões a US$ 12 bilhões. 

Se o segundo fundo ficar muito aquém do objetivo de Son ou for descartado, terá amplas implicações para os investidores do Vale do Silício e empreendedores de Wall Street.

O primeiro Vision Fund, que levantou US$ 97 bilhões, transformou o mundo dos investimentos em tecnologia com enormes apostas em empresas em rápido crescimento, mas não comprovadas. Foi maior do que o valor agregado arrecadado por toda a indústria de capital de risco dos EUA em 2018, dando à Son uma enorme influência sobre o mercado de empresas iniciantes.

Os céticos dizem que os problemas no WeWork e o fraco desempenho no mercado de empresas que perdem dinheiro, como a Uber e a Slack, provocarão uma grande queda no valor das numerosas empresas iniciantes chamadas de unicórnios, que valem mais de um bilhão de dólares.