Fintech Cora recebe aporte de US$10 mi dos fundos Kaszek e Ribbit

Criada por fundadores da empresa de meios de pagamentos Moip, empresa presta serviços financeiros para pequenas e médias empresas
Por Agências – Reuters

Igor Senra e Leonardo Mendes: ex-Moip, eles recomeçam agora na Cora

A Cora, startup de serviços financeiros para pequenos e médios negócios, anunciou nesta quarta-feira, 4, que recebeu um aporte de US$ 10 milhões, num aporte liderado pelos fundos de capital de risco Kaszek e Ribbit.

Em fase pré-operacional, a fintech pretende usar os recursos da captação para aquisição de clientes a partir de fevereiro de 2020, o que pode envolver testes de concessão de crédito.

Os sócios do negócio, Igor Senra e Leonardo Mendes, criadores da empresa de meio de pagamento Moip, afirmam que o objetivo da Cora é preeencher uma lacuna de mercado na prestação de um conjunto de serviços financeiros destinado a ajudar na expansão dos pequenos empreendimento.

O alvo são empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, com serviços como conta digital e serviços bancários como transferências, pagamentos de conta e emissão de boletos. “Nossa oportunidade está no pouco foco e no pouco preparo dos pequenos para essa área. Esse é o gargalo que a Cora se propõe a resolver”, afirmou Senra, em e-mail à Reuters.

Para microeempreendedores, eles avaliam que as soluções no mercado para pessoas físicas já atendem bem esse público. A expectativa dos sócios é de que a expansão sustentada dos pequenos negócios no país, com apoio da infraestrutura financeira, permitirá que em 10 anos o PIB per capta do Brasil suba de US$ 15 mil para US$ 21 mil. 

Com os recursos do aporte, a Cora está contratando 60 profissionais, incluindo engenheiros de software e designers de produto.

Avaliado em US$ 1,3 bi, estúdio de games Wildlife se torna o 10º unicórnio brasileiro

Fundada em 2011, startup paulistana faz jogos para celulares; rodada de aportes liderada pelo fundo Benchmark, que já investiu no Uber e no Twitter, será usada para expansão de equipe pelo mundo
Por Bruno Capelas – O Estado de S. Paulo

Victor Lazarte, da Wildlife: jogos com 2 bilhões de downloads e topo do ranking em mais de 100 paíse

O Brasil já pode se gabar de ter mais de dez startups avaliadas em pelo menos US$ 1 bilhão – os chamados unicórnios. Nesta quinta-feira, 5, a empresa de games para smartphones Wildlife Studios se torna a décima empresa a pertencer a este seleto clube. Ao receber uma rodada de aporte de US$ 60 milhões liderada pelo fundo americano Benchmark Capital (investidor de UberTwitter Snapchat), a companhia dos irmãos Arthur e Victor Lazarte, de 35 e 33 anos, respectivamente, será avaliada em US$ 1,3 bilhão no mercado privado. 

A empresa tem trajetória discreta até aqui: nasceu com o investimento inicial de US$ 100, na casa dos pais dos Lazarte na capital paulista. “Eu trabalhava no (banco de investimentos) JP Morgan em Londres e meu irmão na (consultoria) Boston Consulting Group (BCG), mas não estávamos felizes. Voltamos para a casa dos pais porque não tínhamos dinheiro para pagar aluguel ou escritório na época”, conta Victor, que é formado em engenharia mecânica pela USP. Já Arthur, é formado em engenharia aeroespacial. “Na época, os smartphones estavam começando a se popularizar e achamos que as pessoas iriam querer jogar nesses computadores de bolso”, diz Lazarte, ao Estado.  

Chamada inicialmente de Top Free Games (TFG), a Wildlife se dedica a criar games gratuitos para smartphones e recebe agora apenas sua primeira rodada de investimentos. Os números, no entanto, chamam a atenção: com cerca de 500 funcionários espalhados em seis escritórios e quatro países (EUA, Brasil, Irlanda e Argentina), a empresa está prestes a alcançar a marca de 2 bilhões de downloads, divididos entre seus mais de 60 títulos já lançados. Ao todo, mais de 1 bilhão de dispositivos já baixou algum game da companhia. 

Seus principais títulos são o jogo de tiro Sniper 3D, o esportivo Tennis Clash ou o “livro de colorir digital” Colorfy – os três são presença frequente no ranking de jogos mais baixados dos sistemas iOS e Android. Para ganhar dinheiro, a Wildlife fatura com anúncios e também com as chamadas microtransações, vendendo itens dentro dos games que auxiliam o desempenho do jogador ou melhoram o visual de seus personagens. “É um modelo em que a maioria das pessoas não paga nada, mas há um grupo de 10% dos jogadores que sustentam o resto da base”, explica Victor. 

Segundo os empreendedores, o novo aporte se deve mais à formação de uma parceria estratégica e menos a uma necessidade financeira – a empresa “sempre deu caixa”, nas palavras de Victor. Além do Benchmark, que já fez aportes também na brasileira Peixe Urbano, participaram da rodada cinco investidores individuais. Entre eles, estão Javier Olivan, líder de produtos do Facebook, e Hugo Barra, brasileiro que passou por Google e Xiaomi e hoje cuida de parcerias na área de realidade virtual e aumentada na empresa de Mark Zuckerberg

Arthur Lazarte, de 35 anos: engenheiro aeroespacial deixou BCG para criar estúdio de games na casa dos pais, em 2011

Com os recursos, a Wildlife deve aumentar seu time em 60% ao longo do próximo ano, chegando a 800 pessoas, em diversas áreas e países. A maior parte do time da empresa está em São Paulo, mas, no futuro, essa proporção deve se equilibrar pela metade. “O Brasil é um lugar com muito talento em tecnologia, mas pouca experiência, por isso buscamos pessoas fora”, diz Victor. Na visão do empreendedor, as habilidades pessoais são os principais diferenciais de uma empresa de tecnologia. “No mais, todo mundo utiliza os mesmos softwares e os mesmos computadores.” 

Segundo André Pase, pesquisador em games da PUC-RS, a caça a bons profissionais é uma disputa global. “O Brasil tem bons profissionais e cursos interessantes, mas há competição forte com o mercado externo: quem tem experiência encontra proposta em países de economia e política estáveis. A briga não é só por salários, mas também por condição de vida.” 

Outra parte dos recursos do aporte será utilizada para fechar parcerias com estúdios menores, que poderão utilizar as ferramentas de distribuição da Wildlife. “Um dos maiores desafios de fazer um jogo hoje é distribuí-los. Nós temos um bom canal que são os games anteriores, mas empresas pequenas não possuem essa vantagem”, diz Victor. Não estão descartadas também aquisições de games de outras companhias. 

Nova fase

Fãs dos games da Nintendo, como Mario, os irmãos Lazarte se espelham no exemplo da japonesa para o futuro. “Ainda não há uma empresa icônica para os jogos de celular como foi a Nintendo para os consoles. Podemos ocupar esse espaço”, ambiciona o irmão mais novo da família Lazarte. 

Mas a competição será dura: além dos milhares de jogos que chegam todos os anos às lojas de aplicativos de Apple e Google, a Wildlife terá de enfrentar a concorrência das duas gigantes de tecnologia. Ambas – com o Apple Arcade e o Google Stadia – passaram a oferecer bibliotecas de games para smartphones nos últimos meses, por assinaturas a partir de R$ 10. 

Na visão de Pase, da PUC-RS, a Wildlife tem a seu favor um catálogo “de jogos que serve como um bom cartão de visitas, com qualidade visual e que entende o funcionamento das mecânicas de compra”. Para o especialista, porém, a empresa tem o desafio de seguir criando novos tipos de jogo, evitando os tropeços de outras companhias de games para celular – nos últimos anos, Zynga (Farmville), Rovio (Angry Birds) e King (Candy Crush) tiveram problemas ao lançar títulos com características muito parecidas. “A Rovio, por exemplo, até hoje não consegue tornar populares seus games que não são parecidos com Angry Birds”, afirma o professor da PUC-RS. 

Outra dificuldade do mercado de games para dispositivos móveis, segundo de Pase, é conseguir criar atrativos para manter o jogador engajado e, se possível, pagando pela experiência. “Como o jogo tem a presunção de ser gratuito e há forte competição, o usuário baixa uma vez e deleta assim que precisa liberar espaço na memória do celular”, afirma. “A competição entre o que você guarda no telefone e o que fica de fácil acesso na tela é muito forte.” 

Para isso, a Wildlife investe não só na criação de jogos, mas também em tecnologias como aprendizado de máquina e análise de dados, buscando entender o comportamento de seus usuários – e como fazê-los consumir mais moedinhas dentro dos jogos. 

É um trabalho silencioso, talvez até pouco glamouroso e longe de holofotes – ao Estado, Victor diz que “não é importante que a gente seja conhecido, mas sim que as pessoas gostem dos jogos.” Ele lamenta, porém, estar um pouco distante do sonho que o levou a criar o décimo unicórnio brasileiro. “Com o crescimento da empresa, tenho ficado com as decisões de negócios e não consigo colocar a mão na massa nos jogos, que é a parte mais legal do trabalho”, diz. “Mas faz parte da vida, não é?”.

‘Dinheiro nunca foi meu foco’, diz bilionário inglês Richard Branson

RICHARD BRANSON. FOTO: IARA MORSELLI/ESTADÃO

Richard Branson é disléxico e tem pouco interesse por números. O bilionário inglês dono da Virgin Airlines, Virgin Hotels e Virgin Galactic, afirma que o seu “jeito de fazer as coisas” é delegando e criando “algo superespecial”. “As pessoas gastam de 10 a 15 anos estudando matemática e tudo que você precisa fazer como empresário é somar, subtrair e multiplicar. Por ser disléxico, eu não sabia a diferença entre lucro líquido e bruto até ter 50 anos”, contou Branson, nesta entrevista à coluna de Sonia Racy, no Four Seasons Hotel, em São Paulo – onde ele falou sobre família, negócios, cuidados com a saúde e de sua paixão por voar.

O empresário, que veio a convite do Experience Club e também participou de evento da Ebulição, fará o primeiro voo da Virgin Airlines entre o Brasil e Londres no dia 29 de março do ano que vem. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.
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Por que o Brasil só agora?
Já  expandimos pelo mundo. No mês passado, abrimos rota em Telavive. E passamos a olhar a América do Sul, grande mercado com problemas. Notamos aqui um duopólio e resolvemos entrar. Quando há monopólio, é quando a Virgin Atlantic entra para competir.

Vocês antes tentaram fazer alguma fusão com as empresas aéreas locais? 
Não, mas temos parceria com a Gol e esperamos conectar um terço de nossos passageiros na rota Londres-São Paulo. Estamos também buscando passageiros de outras rotas.
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Como você planeja seu trabalho? Pelo que li, você defende a prática de tempo livre.
Priorizo muito a saúde. Se você está saudável, consegue conquistar qualquer coisa. Passo três a quatro horas por dia jogando tênis, empinando pipa, surfando. Moro numa ilha. Às vezes ando de bicicleta.
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Há quantos anos faz isso?
Há uns 20 anos. Não vejo trabalho e diversão como coisas distintas, amo criar novos empreendimentos, agitar empresas, criar organizações sem fins lucrativos.
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Sempre foi assim?
Sim, aprendi a delegar desde pequeno. Todos devem aprender a confiar em outras pessoas. E, a partir daí, viver uma vida muito melhor. Sempre trabalhei de casa e portanto, vi meus filhos crescendo. Minha mulher (Holly Branson) também. Nós dois passamos muito tempo em casa.
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Ela trabalha com você?
Não, ela não tem interesse em nada que faço. Sempre cuidou de crianças. Meus filhos amam o que fazemos.
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A Virgin está relacionada diretamente com sua imagem, certo? Ela sobreviveria sem você? 
Desenvolvemos uma vida independente para a Virgin para que ela possa viver para sempre… (risos). Ela vai sobreviver e nossos filhos e netos vão acompanhar. A Holly hoje cuida da nossa fundação beneficente e temos ótimas pessoas. Meus filhos tiveram liberdade para escolher. Meu filho faz documentários. E minha filha cuida dos meus três netos.
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Aos 29 anos você decidiu abrir a empresa. Quanto demorou para ela se concretizar? Você é bom em números? 
Demorou seis meses. Eu não tenho interesse em números. Sou disléxico. Então, minha atitude é não perguntar a contabilidade. Uma parte vai dizer que não é uma boa ideia… Mas se você sente que pode criar algo superespecial, então achamos que entrará mais dinheiro no fim do ano. Esse é meu jeito de fazer as coisas. Nunca tive interesse em dinheiro, por assim dizer. O que eu amo é criar coisas.
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Você ainda voa?
Eu voo em balões. Eu não confio em mim mesmo (para pilotar avião). Minha mente está sempre na frente. Nos balões, se eu me distraio, é mais fácil! Mas, com aviões, não dá.
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Com seus olhos no futuro, o que você ensinaria para essa nova geração? Ir para a Lua? 
Vamos sim, ano que vem .
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Quanto investiu nesse projeto? 
Mais de um bilhão de dólares.
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Quem já se inscreveu? 
Muita gente. Mas estamos terminando o programa de testes. Quando terminarmos, eu também irei.
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Você não tem medo?
Eu não vou e não permitirei a ninguém embarcar até nossos pilotos de teste, engenheiros, me dizerem que é seguro.
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Digo, ter medo de sair no espaço, ver a Terra de uma outra maneira? Os astronautas que foram para o espaço, como sabemos, voltaram bastante impactados.
Esse é o lado positivo da questão. As pessoas que vão ao espaço voltam querendo defender a floresta tropical muito mais que tudo. Veem como são frágeis e lindas essas coisas vistas do espaço.
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A Virgin faz algo pelo meio ambiente?
Claro, fazemos muitas coisas. A gente acredita que um jeito de proteger o meio ambiente é usar combustíveis mais eficientes. Usamos um que passa por processo de transformação e fica 30% mais eficiente. Também montamos uma organização chamada The Green Team, que tem pessoas como Paul Newman e homens de negócios poderosos. Além disso, empregamos milhares de pessoas, temos institutos que trabalham com empresas de maneira a reduzir a taxa de carbono. Colocamos prêmios em dinheiro para que as pessoas tragam novas ideias. Por exemplo, o ar condicionado é responsável por mais da metade da porcentagem da emissão de carbono do nosso planeta. A empresa é apenas um grupo de pessoas e se você cuidar delas, tudo segue dali em diante.
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O que você acha que os brasileiros esperam da Virgin? Fez pesquisas a respeito? 
Eu acho que os brasileiros instruídos já ouviram falar da Virgin e espero que alguns tenham tido experiências com a VA, voando para cidades como Miami ou Orlando, ou usando os trens da Virgin Atlantic na América. A gente ainda não terminou as pesquisas, mas com certeza vamos servir. A Virgin decidiu não fazer fusão, como muitas empresas que estão se unindo. Na empresa holding da Virgin temos controle do capital. Entretanto, temos subsidiárias. E nessas temos parceiros…

Jony Ive deixa oficialmente a Apple

De ontem para hoje, a Apple atualizou a sua página de executivos e removeu oficialmente a foto e o nome de Sir Jonathan Ive.

Sir Jonathan Ive (ao fundo) e Tim Cook

saída de Jony Ive da Apple foi anunciada originalmente no final de junho passado, e era prevista para “o final deste ano”. Como informamos, Ive está abrindo uma nova empresa de design chamada LoveFrom com seu amigo Marc Newson, a qual prestará serviços para a Maçã.

Curiosamente, não entraram hoje na página de executivos nenhum dos líderes de design que assumiram as principais funções de Ive, como Evans Hankey e/ou Alan Dye. Ambos responderão a Jeff Williams, diretor de operações da Apple, que é inclusive cotado como futuro sucessor de Tim Cook no cargo de CEO.

O anúncio da saída de Ive fez algumas histórias de bastidores pipocarem por aí, incluindo um possível afastamento dele que já vem de muito tempoinformações sobre protótipos de TV e carro criados por ele e até algo sobre ele não ter dado muita importância à criação do iPhone X. Cook foi obrigado a vir a público contrapor algumas dessas notícias.

Embora as responsabilidades de Ive estejam em boas mãos, é no mínimo curioso que uma empresa do tamanho da Apple e com a importância que ela dá ao design de seus produtos não ter, neste momento, nenhum executivo da área listado na página. Há de ser algo temporário, contudo.

Ive foi originalmente contratado pela Apple em 1992, e liderava o seu departamento de design desde 1996.

LVMH, dona da Louis Vuitton compra Tiffany por US$ 16,2 bilhões

Expectativa é que negócio seja concluído em meados de 2020

Loja da Tiffany & Co na Avenida Champs Elysees, em Paris; venda para o conglomerado de luxo LVMH foi fechada por US$ 16,2 bilhões

PARIS – A LVMH, proprietária da Louis Vuitton, concordou em comprar a Tiffany por 16,2 bilhões de dólares em sua maior aquisição, mas a fabricante francesa de artigos de luxo aposta que pode restaurar o brilho da joalheria norte-americana.   

O acordo em dinheiro de 135 dólares por ação impulsionará o menor negócio da LVMH, a divisão de joias e relógios que já abriga Bulgari e Tag Heuer, e ajudará a expandir em uma das seções de mais rápido crescimento da indústria.    

Marcas de moda e acessórios, incluindo Christian Dior, geram a maior parte dos ganhos na LVMH, administrada pelo homem mais rico da França, Bernard Arnault, embora o crescimento em joias tenha se destacado nos últimos anos.    

“A aquisição da Tiffany fortalecerá a posição da LVMH em joalheria e aumentará ainda mais sua presença nos Estados Unidos”, disseram LVMH e Tiffany em comunicado conjunto.    As ações da LVMH avançava cerca de 1,8% na segunda-feira e as ações listadas na Tiffany em Frankfurt subiram 6,6%.    

O presidente-executivo da Tiffany, Alessandro Bogliolo, disse que a transação “fornecerá mais suporte, recursos e impulso”.    

As empresas disseram que esperavam fechar o negócio em meados de 2020. A Tiffany disse no comunicado que seu conselho de administração recomendou que os acionistas aprovassem a transação com a LVMH.    

O preço de 135 dólares representa um prêmio de 7,5% sobre o nível de fechamento da Tiffany na sexta-feira e é mais de 50% maior do que o preço das ações antes que o interesse da LVMH fosse conhecido.    

Fundada em Nova York em 1837 e conhecida por sua embalagem azul no mesmo tom dos ovos das aves robin, a Tiffany é um dos nomes mais conhecidos na indústria de joias e apareceu no filme “Breakfast at Tiffany’s” (traduzido para ‘Bonequinha de Luxo’ no Brasil), estrelado por Audrey Hepburn.    

O namoro oficial da LVMH com a Tiffany durou cerca de cinco semanas depois de sua primeira abordagem com uma oferta de 120 dólares em meados de outubro, mas a empresa estava de olho na famosa marca há anos, disseram fontes familiarizadas com a situação.    

A marca, que tem mais de 300 lojas em todo o mundo e realizou quase metade de suas vendas em casa no ano passado, vem lutando para conquistar compradores mais jovens nos últimos anos e competir com rivais de menor preço, como Pandora , da Dinamarca, e Signet Jewellers.    

Agora, também precisa enfrentar uma guerra comercial entre Washington e Pequim e mudar os padrões de gastos, à medida que os compradores chineses se retiram dos EUA e gastam mais em casa.    

“O valor da marca Tiffany e a força da imagem de sua icônica Blue Box de 1837 são mais valiosos do que os dados financeiros atuais sugerem”, disse o analista da Jefferies, Flavio Cereda, em nota publicada pouco antes da confirmação do acordo.    

“A LVMH pode aproveitar isso para lançar um ‘ataque’ mais concentrado no mercado milenar asiático.”    

Os consumidores chineses de 20 e 30 anos estão ajudando a impulsionar o crescimento na indústria de bens de luxo.  

O crescimento em joias superou o de outras empresas, como a moda em 2018, segundo a consultoria Bain & Co, que prevê vendas comparáveis ​​no mercado global de joias de 20 bilhões de dólares, que devem crescer 7% este ano.    

A aquisição posiciona a LVMH, o maior conglomerado de luxo do mundo, diretamente no território ocupado por seu rival Richemont, proprietário da Cartier.

Alibaba movimenta até US$12,9 bi em oferta de ações em Hong Kong

Oferta de ações tem sido vista como impulso na região asiática, após cinco meses de protestos contra o governo
Por Agências – Reuters

Atualmente, mais de 95% dos vendedores da Alibaba vêm da China

O gigante chinês do comércio eletrônico Alibaba movimentou até US$ 12,9 bilhões em uma oferta de ações histórica em Hong Kong, a maior da cidade em nove anos e um recorde mundial de venda secundária de ações transnacional.

O acordo será visto como um impulso para Hong Kong, após mais de cinco meses de protestos contra o governo e seu recente deslize para sua primeira recessão em uma década.

O Alibaba disse em comunicado que havia cotado as ações em 176 dólares de Hong Kong (US$ 22,49 dólares) cada, um desconto de 2,9% em relação ao preço de fechamento em Nova York.

O preço significa que a oferta movimentou pelo menos 88 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 11,3 bilhões de dólares) – um total simbólico porque o número 8 está associado à prosperidade e boa sorte na cultura chinesa.

A Alibaba também escolheu o código de ações 9988 para sua listagem, que combina dois dos números vistos como os que têm mais sorte, simbolizando uma prosperidade duradoura.

O total movimentado com o negócio pode chegar a US$ 12,9 bilhões de dólares, se exercida a opção de lote suplementar ‘greenshoe’.

As ações da Alibaba fecharam em Nova York na terça-feira a US$ 185,25 dólares. Uma das American Depositary Shares (ADS) listadas na Alibaba em Nova York vale oito de suas ações de Hong Kong.

Enquanto o desconto no último fechamento da Alibaba foi fixado em 2,9%, os analistas observaram que o preço representava um desconto de 3,7% em relação ao preço das ações da Alibaba em 12 de novembro – um dia antes do lançamento do negócio.

Os neobanks sob ameaça

Diversos fatores levaram o Reino Unido ao posto de um dos principais polos de inovação no tema Fintech. Entre estes fatores, estão o tamanho do mercado local, o pensamento global predominante por lá, os incentivos dos reguladores locais, o tradicionalismo dos incumbentes, a disponibilidade de tecnologia a um custo razoável e a abundante mão de obra qualificada.

Assim, no início da década já tínhamos por lá grandes fintechs, como Funding Circle, Transferwise, LendInvest. Lá pelo meio da década, começaram a aparecer os primeiros neobanks, que podem ser definidos como bancos nativamente digitais, que nascem e crescem como startups, e cujos produtos oferecem uma experiência tão amigável quanto as melhores startups de outras áreas, se diferenciando muito dos bancos tradicionais que resolveram empreender uma transformação digital.

Foi nesta onda que nasceram Monzo (inicialmente como Mondo), Starling e Revolut (que inclusive está vindo para o Brasil). Estas fintechs cresceram e hoje já possuem milhões de clientes e oferecem uma extensa gama de produtos e serviços. Com isso, começou a emergir uma segunda onda de neobanks, muito focados em nichos específicos, que já enxergam os neobanks da primeira geração como incumbentes a serem desafiados.

Estas novas fintechs consideram com os primeiros neobanks ficaram grandes demais e não conseguem mais oferecer o mesmo grau de personalização que os tornaram os queridinhos do mercado.

Os reguladores do Reino Unido têm dado pistas de que enxergam o futuro de Serviços Financeiros como um mercado fragmentado, onde cada player se especializa num produto e se torna cada vez melhor naquilo que faz. Os usuários vão então optando pelas instituições de acordo com suas necessidades. Um modelo muito diferente do que estamos acostumados, com grandes bancos concentrando toda a vida financeira dos seus clientes.

Os novos neobanks parecem apostar neste formato. O Atom focou em contas de investimento com produtos de renda fixa. O Monese aposta em conta corrente e, para isso, oferece diferentes tipos de conta, de acordo com as necessidades do cliente. O Tide tem como objetivo facilitar o pagamento de todas as contas dos usuários. E por aí vai. São novos bancos, que acreditam que os clientes, num futuro breve, vão possuir contas em diferentes instituições: uma para gerenciar as despesas do dia a dia, outra para cartão de crédito, outra para investimentos conservadores, outra para investimentos mais agressivos, outra para um financiamento do veículo e assim por diante. E, claro, surgirão as startups que vão consolidar as contas num só aplicativo, para facilitar a vida dos usuários. Não dá pra afirmar que é para lá que caminhamos, mas dá pra saber que a forma como lidamos com o nosso dinheiro será muito diferente do que é hoje. [Guilherme Horn]