Uber vai dar incentivos para motoristas que trocarem seus carros por veículos elétricos

Projeto piloto já está disponível em sete cidades dos Estados Unidos

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Facebook admite que compartilhou dados de usuários com fabricantes chineses

Ao menos quatro empresas da China tiveram acesso às informações; além delas Apple, Microsoft, Samsung e Amazon integram a lista
Por Agências – Reuters

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Mark Zuckerberg é presidente do Facebook

O Facebook voltou a ser criticado por membros do Congresso americano depois que a rede social confirmou que ao menos quatro empresas chinesas tiveram acesso a dados pessoais de usuários da plataforma. A constatação acontece em um momento que o governo dos Estados Unidos alega espionagem da China por meio de produtos de telecomunicações de empresas chinesas.

Segundo o Facebook, a Huawei, Lenovo e as fabricantes de smartphones OPPO e TCL fazem parte da lista de 60 companhias de tecnologia que tiveram acesso a informações de usuários da rede social. A rede social confirmou que a Amazon, Apple, HTC, Microsoft e Samsung Electronics também tiveram acesso aos dados. A quantidade de usuários afetados e o tipo de informação coletada não foram divulgados.

Presente na lista, a Huawei, terceira maior fabricante de smartphones do mundo, foi recentemente investigada por agências de inteligência americanas que argumentam que as empresas chinesas de telecomunicações oferecem uma oportunidade para espionagem e ameaçam infraestruturas de segurança dos Estados Unidos. Tanto o governo chinês quanto as empresas negam.

Em resposta à pressão, o Facebook disse que encerraria o acordo com a empresa nesta semana e que irá concluir a parceria com as demais parcerias chinesas. A empresa disse ainda que já finalizou metade das parcerias com as 60 empresas, mas evitou dizer quais.

O Ministério das Relações Exteriores da China não quis comentar os acordos entre as empresas.

Novo escândalo. Os holofotes se voltaram para a empresa de Mark Zuckerberg depois que o jornal The New York Times publicou uma reportagem sobre como empresas de tecnologia tinham acesso a informações pessoais de usuários do Facebook. Segundo o jornal, a própria tecnologia da rede social permitia o compartilhamento e a empresa sabia que repassava as informações.

O Facebook negou que se trata de um novo escândalo de uso indevido de dados e disse que o acesso a informações era para permitir que seus usuários acessassem alguns recursos em dispositivos móveis.

Em uma carta divulgada na última terça, o Comitê de Comércio do Senado pressionou o Facebook por mais informações e questionou os motivos que levaram Zuckerberg a não contar sobre a coleta desses dados durante seu depoimento no Congresso, realizado em abril deste ano. O Facebook disse que enviará respostas aos membros do Comitê de Comércio.

A rede social está na mira de governos do mundo inteiro depois que falhou em proteger os dados de cerca de 87 milhões de usuários que foram compartilhados com a agora falida empresa de dados políticos Cambridge Analytica.

Microsoft ultrapassa Google em valor de mercado

Com o valor de US$ 753 bilhões, empresa se torna a terceira mais valiosa do mundo

microsoft-web-master675Pela primeira vez em três anos, a Microsoft ultrapassou o Google em valor de mercado, de acordo com informações do site CNBC. A Microsoft atualmente vale US$ 753 bilhões, enquanto a Alphabet, empresa que é dona do Google, vale US$ 739 bilhões. Com essa conquista, a Microsoft se torna a terceira empresa mais valiosa do mundo, perdendo apenas para a Apple e a Amazon.

A disputa pela terceira colocação no ranking começou em 2012, ano em que o Google ultrapassou a Microsoft em valor de mercado. Desde então, as duas empresas ficavam alternando na posição, mas há três anos o Google se mantinha como mais valioso.  Agora, a Microsoft reconquistou o lugar no pódio. Na primeira e segunda colocação estão a Apple e a Amazon, com os valores de US$ 923 bilhões e US$ 782 bilhões, respectivamente.

Mudanças. O resultado é um reflexo das transformações que a Microsoft vem passando nos últimos quatro anos, desde que o presidente executivo Steve Ballmer saiu da empresa e Satya Nadella assumiu o comando. Nesse período, o preço das ações da Microsoft mais que dobrou. Nadella reorientou a estratégia da Microsoft: ao invés de encarar o Windows como o centro de tudo, o presidente resolveu focar em tecnologias multiplataforma, como a nuvem e a inteligência artificial.

Intel é investigada por supostamente ser preconceituosa em suas demissões

Empresa é acusada de demitir os funcionários mais velhos que, pela idade, dão mais gastos

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A Intel afirmou que não usou critérios discriminatórios na demissão de 12 mil funcionários em 2016.

A empresa fabricante de chips Intel é acusada de selecionar seus funcionários de forma preconceituosa. A Corte Federal dos Estados Unidos está investigando se as demissões de 12 mil funcionários pela Intel desde 2016 estão ligadas a uma preferência da empresa por funcionários mais novos e, consequentemente, com salários mais baratos. As informações são do Wall Street Journal.

Segundo apurou o WSJ, em uma mostra de 2,3 mil demissões percebeu-se que a média de idade entre os demitidos era 49 anos, sete anos a mais que a média de idade das pessoas que permaneceram empregadas.

Manter funcionários mais jovens parece ser lucrativo para uma empresa, além de funcionários mais velhos geralmente receberem um salário maior, eles tendem a ser mais conscientes de seus direitos e usarem mais benefícios da empresa por causa da família. Mas fazer esse tipo de discriminação por idade não é algo permitido nos Estados Unidos.

De acordo com  a reportagem, dezenas de funcionários solicitaram conselhos jurídicos para saberem seus direitos de processo, e alguns deles apresentaram queixas à Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego (EEOC, na sigla em inglês). Agora, cabe a esse órgão a decisão de seguir com uma ação coletiva contra a empresa.

Em sua defesa, a Intel disse que  “fatores como idade, raça, nacionalidade, gênero, status de imigração ou outros dados demográficos pessoais não fizeram parte do processo quando tomamos essas decisões”.

Reação. O suposto caso de discriminação envolvendo a Intel veio à tona meses depois de um outro caso de preconceito com a idade associado à companhia IBM. As duas empresas são as mais antigas do setor de computação industrial. Ao mesmo tempo que as empresas e os seus empregadores envelheceram, os funcionários também ficaram mais velhos. E as empresas podem estar reagindo ilegalmente a esse cenário.

Uber lucra pela primeira vez graças a negócios na Ásia e na Rússia

A empresa teve um lucro de US$ 2,5 bilhões, o primeiro da história do aplicativo de transportes, que até então só tinha registrado prejuízo

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O Uber enfrentou grandes escândalos nos últimos meses

O empresa de serviços de transporte Uber fechou suas contas no azul graças aos seus negócios no sudeste da Ásia e na Rússia. A empresa teve um lucro histórico de US$ 2,5 bilhões, o primeiro anunciado na história da companhia, e uma receita de US$ 2,6 bilhões em receita no primeiro trimestre de 2018.

No último trimestre de 2017, o Uber teve receita de US$ 2,4 bilhões. O lucro se deve à venda de operações na Rússia para a Yandex e no Sudeste Asiático para a rival Grab. Sem esses negócios, a empresa teria prejuízo, mas a perda seria inferior se comparada ao registrado no ano passado. O resultado se deve principalmente a uma estratégia de redução de perdas, implementada pela empresa.

O Uber disse que oferecerá aos seus funcionários e investidores uma oportunidade de liquidar ações. A empresa também está oferecendo uma oferta com os atuais investidores TPG e Altimeter e o Coatue, novo investidor, no valor de US$ 400 milhões a US$ 600 milhões. As ações secundárias serão oferecidas com o valor de US$ 40 por ação, deixando o Uber avaliado em US$ 62 bilhões.

Segundo o site de tecnologia Recode, o Uber pretende ampliar o seu espaço em mercados como a Índia, o Oriente Médio e a América Latina. Em uma declaração recente, o presidente Dara Khosrowshahi  disse que a empresa “está disposta a assumir perdas a curto-prazo, para conquistar negócios que durem a longo-prazo”.

O saldo reforça o crescimento da empresa desde Khosrowshahi assumiu como presidente executivo do Uber, em agosto do ano passado. Desde então, o executivo tem feito cortes e diminuído gradualmente a margem de prejuízo da empresa.

Crise. A boa notícia para o Uber vem depois de meses conturbados, cheios de escândalos, como denúncias de assédio sexual e processos movidos por motoristas. Desde que assumiu o cargo, Dara Khosrowshahi esteve concentrado em apagar incêndios para contornar as polêmicas em que a empresa se envolveu.

Pela primeira vez em mais de 100 anos, Bolsa de NY e Aston Martin terão presidentes mulheres

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Stacey Cunningham é a primeira mulher encarregada de presidir a Bolsa de Valores Nova York 

A onda do empoderamento fez dois novos grandes nomes no mundo corporativo global só nesta semana, com as nomeações da primeira mulher encarregada de presidir a Bolsa de Valores Nova York em seus mais de 226 anos de história e da primeira CEO da marca de carros de luxo britânica Aston Martin, que depois de 105 anos finalmente vai ser comandada por uma representante do sexo feminino. As pioneiras são, respectivamente, as americanas Stacey Cunningham, funcionária da “New York Stock Exchange” desde 1994, e Laura Schwab, que já era a presidente da Aston Martin nos Estados Unidos.

No caso de Cunningham, que vai substituir o atual presidente da bolsa Thomas Farley a partir de sexta-feira, ela terá nas mãos um gigante com mais de US$ 20 trilhões (R$ 73 trilhões) em capitalização (ou quase um terço da soma das riquezas de todos os pregões do mundo), que, se der um espirro, é capaz de causar uma pneumonia nos mercados globais. Muito marmanjo treme só de pensar, mas a executiva disse em um comunicado que está “animadíssima com o desafio”. Em tempo: a bolsa eletrônica Nasdaq, onde todas as bolsas de valores dos Estados Unidos estão listadas, tem uma presidente mulher desde o começo do ano passado, a poderosa Adena Friedman, nome respeitado e temido em Wall Street.

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Laura Schwab: primeira CEO da marca de carros de luxo britânica Aston Martin

Schwab, por sua vez, assume o volante de uma das marcas que são sinônimo de poder e que mais estão presentes no imaginário dos homens, e está completamente ciente da importância que isso tem. “Esse é um momento essencial para as mulheres de todas as partes do mundo e não apenas da indústria automobilística”, ela afirmou em nota. Um de seus maiores desafios será justamente promover a abertura do universo dos carros para elas, a começar pela própria Aston Martin, que emprega poucas mulheres entre seus 2,5 mil funcionários. “Eu estou desesperada atrás de mais interessadas em carros”, Schwab contou numa entrevista que deu para a rede americana “ABC”. “Muitas têm medo, e espero servir de exemplo: se eu consegui, outras também podem”. You go, girl! [Anderson Antunes]

Nem Apple Pay, nem Google Pay, o app de pagamentos mais popular do mundo é da Starbucks

Liderança da rede de cafés deve se manter até 2022
Por Soraia Alves

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Starbucks App

O aplicativo de pagamentos mais popular do mundo é o Starbucks. A informação pode parecer estranha, mas é real, de acordo com um relatório da empresa de marketing digital eMarketer.

Os dois apps mais “ideais” nessa categoria, o Apple Pay e o Google Pay. Mas esses serviços não estão processando tantos pagamentos móveis por ano quanto o app da cafeteria.

A estimativa é que o app do Starbucks seja usado por 23,4 milhões de pessoas para fazer pelo menos um pagamento durante 2018, colocando-o em primeiro lugar no ranking.

Em segundo lugar, vem o Apple Pay, com aproximadamente 22 milhões de usuários nesse ano, e o Google Pay vem em terceiro lugar com 11,1 milhões.

Por último aparece o Samsung Pay, em quarto lugar, com cerca de 9,9 milhões de usuários em 2018.

A projeção é que, embora todos os aplicativos de pagamento aumentem seus usuários, até 2022 as posições do ranking continuarão as mesmas, com o Starbucks liderando frente ao Apple Pay.