Spotify chega a 96 milhões de assinantes no mundo todo

Empresa reportou lucro de US$ 107 milhões no 4º trimestre do ano passado, mas espera prejuízo para esta temporada; investidores estão preocupados com redução no ritmo de crescimento

Daniel Ek, fundador e presidente executivo do Spotify

O serviço de streaming de música Spotify chegou à marca de 96 milhões de assinantes no final de 2018. Os números foram divulgados pela empresa sueca nesta quarta-feira, 6, e fazem parte do resultado financeiro da empresa para o quatro trimestre de 2018. 

No período, a empresa teve um lucro inesperado de US$ 107 milhões — analistas esperavam que a companhia teria prejuízo de US$ 18,2 milhões. 

A empresa, no entanto, desapontou os investidores ao prever que terá perdas entre US$ 227 milhões e US$ 410 milhões. Além disso, a empresa também preocupa o mercado por registrar ritmo de crescimento em desaceleração nos últimos anos: a taxa de receitas da empresa subiu 29% no ano passado, contra 39% de alta em 2017 e 52% em 2016. 

Após a divulgação dos números, as ações do Spotify eram negociadas com queda de 7% antes da abertura do mercado na bolsa de valores de Nova York. A empresa tem capital aberto desde abril do ano passado. 

Podcasts. Outro dado interessante do balanço do Spotify é a revelação de que a empresa pretende gastar cerca de US$ 500 milhões em aquisições para reforçar sua área de podcasts. Duas delas já foram feitas: a Gimlet Media, uma rede de podcasts, dona de programas como StartUp, Reply All The Pitch, e a Anchor, uma startup que ajuda pessoas a produzirem e publicarem seus próprios podcasts de forma mais simples. 

As duas aquisições não tiveram seu valor revelado, mas o site americano Recode, especializado em tecnologia, já havia publicado na semana passada que o Spotify pagou US$ 230 milhões pela Gimlet Media. 

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Ações da dona do Snapchat disparam e batem 18% com resultados do 4º tri

Engajamento e estabilidade em números de usuários foi o ponto-chave para o sucesso da empresa no período
Por Mariana Lima – O Estado de S.Paulo

Programação especial para Snapchat tem engajado usuários

A Snap, dona do aplicativo Snapchat, dispararam no pós-mercado e chegaram a ser negociadas com alta de 18,32% nesta terça-feira, 5, minutos depois de a empresa divulgar seus resultados para o quarto trimestre de 2018. Depois de meses de queda, a companhia estabilizou o número de usuários e aumentou o engajamento entre eles.

Segundo o balanço financeiro divulgado nesta terça-feira, 5, a rede social fechou o quarto trimestre do ano com 186 milhões de usuários, 1 milhão a menos que o mesmo período de 2017 e a mesma quantidade que o terceiro trimestre anterior. A estabilidade é visto como algo positivo pela empresa, que vinha perdendo usuários nos últimos anos para concorrentes como Instagram.

As produções exclusivas para plataforma têm alavancado o sucesso da Snap proporcionando um aumento de engajamento na plataforma. A produção “Dead Girls Detective Agency”, criada por meio de uma joint venture com a NBCUniversal, alcançou mais de 14 milhões de espectadores. Segundo a empresa, mais de 40% dos usuários que completaram o primeiro episódio desta série assistiram a temporada inteira.

Há também o lado positivo para parceiros. Segundo a Snap, a NBC News anunciou que dois terços dos 25 a 35 milhões de usuários do Snapchatters que assistiam ao programa “Stay Tuned” representavam uma nova audiência para eles.

O bom momento garantiu uma receita maior para empresa. A Snap fechou o ano com US$ 1,180 bilhão em receita contra os US$ 824,9 milhões no ano anterior. Em dezembro, a empresa ganhou US$ 389,8 milhões contra US$ 285,6 milhões registrados no ano anterior.     

Apesar do bom desempenho, as ações da Snap ficaram aquém do registrado na inauguração da empresa na Bolsa, em março de 2017. À época as ações da rede social foram negociadas a US$ 24 contra os US$ 8,33 registrados às 19h53 desta terça, quando as ações operavam em alta de 18,32%.

Desaceleração da Apple na China exige mudança radical do iPhone

Especialistas dizem que empresa precisa atender interesses do maior mercado de smartphones
Tripp Mickle

Tim Cook visita loja da Apple em Xangai, na China, no fim do ano passado – Aly Song/Reuters

SAN FRANCISCO –A Apple vem operando há anos sob a suposição de que tem o direito de ditar o gosto do planeta. Seus problemas na China levaram alguns observadores atentos a dizer que ela precisa mudar.

Os poucos modelos de iPhone que a Apple anuncia a cada setembro são oferecidos aos compradores mundiais em termos de “ame-o ou deixe-o”.

A fórmula foi rejeitada no mais recente trimestre da empresa, quando as vendas da Apple na região da China caíram em 27%, para US$ 13,17 bilhões (R$ 48 bilhões).

Isso resultou no alerta, em janeiro, de que as projeções de receita da empresa não seriam cumpridas. As ações da Apple, que já estavam pressionadas, caíram ainda mais.

Alguns analistas e ex-funcionários sugerem uma mudança radical: pôr fim à abordagem de um produto único para todos os mercados e pressionar agressivamente pela diferenciação dos aparelhos e aplicativos oferecidos na China.

“Eles não estão se adaptando com rapidez suficiente”, disse Carl Smit, antigo executivo de varejo da Apple na Ásia e hoje consultor estratégico de vendas.

“Esses apps e sistemas são a forma pela qual as pessoas se comunicam na China e, se você não oferece integração impecável, isso confere uma vantagem aos fabricantes chineses”, afirmou.

Um porta-voz da Apple se recusou a comentar.

Na terça-feira (29), a Apple informou que condições econômicas precárias e demanda inferior à esperada pelo iPhone haviam prejudicado seus negócios na China.

Tim Cook, presidente-executivo da companhia, disse que a empresa estava encetando diversas iniciativas para melhorar os resultados, como simplificar a troca de modelos antigos do iPhone e oferecer planos de financiamento.

A Apple também baixou o preço de seu iPhone XR.

Criar modelos de iPhone mais adaptados ao mercado chinês poderia ajudar a Apple a enfrentar a concorrência crescente de empresas locais como a Huawei e a Xiaomi.

Também permitiria que o comando local da empresa fosse mais ágil diante de eventos inesperados como a disputa comercial entre EUA e China, que causou rejeição de chineses a marcas americanas.

As operações da empresa na China estão entre as maiores contribuições de Cook à Apple. Elas mais que dobraram, para mais de US$ 50 bilhões (R$ 184 bilhões) anuais em receita, desde que ele se tornou presidente-executivo, em 2011.

O mercado chinês é o segundo maior para a Apple, atrás apenas do americano.  Mas Huawei, Xiaomi e outros desafiaram a Apple com o lançamento de dezenas de produtos a cada ano, direcionados aos consumidores locais e atendendo ao seu gosto mutável.

As vendas da Apple na China tropeçaram pela primeira vez em 2016.

Ainda que o iPhone X, um modelo de alto preço, ajudasse a região a reconquistar o crescimento de vendas no ano fiscal encerrado em setembro, a receita total na China ficou 12% abaixo do pico registrado no ano fiscal de 2015.

A equipe da Apple na China está pressionando os executivos da sede, em Cupertino, Califórnia, para que acompanhem o ritmo, disseram ex-empregados. Já em 2012 e 2013, empregados da divisão chinesa da Apple sugeriram que ela lançasse celulares com dois chips.

“Nós dizíamos que era aquilo que os consumidores queriam”, disse Veronica Wu, que trabalhou em vendas para a Apple na China antes de se tornar executiva de capital para empreendimentos na Hine Capital. Os executivos de produtos da Apple foram “reticentes”.

Os celulares com dois chips se tornaram tão populares que cerca de 93% dos smartphones vendidos na China oferecem esse recurso, de acordo com o grupo de pesquisa de mercado Canalys.

Mas a Apple só lançou iPhones com capacidade para dois chips em setembro passado. iPhones específicos para a China criariam novos custos e complexidades, que ameaçariam as margens de lucros. 

Outras companhias há muito tempo adaptam seus modelos ao enorme mercado da China, dos biscoitos Oreo com sabor de chá verde vendidos pela Mondelez International aos carros da marca Baojun, uma joint-venture da General Motors.

A carta de Cook a investidores em 2 de janeiro não detalhava especificamente como a Apple planeja tratar da desaceleração na China, mas dizia que os negócios da empresa no país “têm um futuro brilhante”.

Ele apontou que o número de aparelhos da Apple ativos na China cresceu no ano passado e que a receita do segmento de serviços havia subido no quarto trimestre de 2018 na região chinesa, que inclui Hong Kong e Taiwan.

A empresa está tentando ser mais rápida. Em 2017, apontou Isabel Ge Mahe como executiva responsável por supervisionar a região chinesa. Cabe a ela monitorar o mercado e garantir que a Apple conte com os recursos certos para os usuários chineses.

A empresa também apontou recentemente um diretor para seu grupo de serviços de internet na China, uma equipe de dez pessoas, com nomes revelados no LinkedIn, cuja missão é criar mais software adaptado à China.

Traduzido do inglês por Paulo Migliacci

THE WALL STREET JOURNAL


Dona do Google tem lucro e receita acima do esperado, mas gastos preocupam

Empresa fechou o ano passado com receita de US$ 136,8 bilhões; aumento de custos de marketing e de servidores reduziu expectativa de investidores
Por Victor Rezende – O Estado de S. Paulo

Sundar Pichai é o presidente do Google

A Alphabet, controladora do Google, registrou lucro líquido de US$ 8,948 bilhões no quarto trimestre de 2018, revertendo prejuízo de US$ 3,020 bilhões, ou US$ 4,35 por ação, registrado no mesmo período do ano anterior. O resultado veio bastante acima do esperado por analistas consultados pela FactSet, que esperavam lucro de US$ 10,86 por ação.

A receita, por sua vez, registrou crescimento de 22% entre outubro e dezembro do ano passado na comparação com o mesmo período de 2017, ao passar de US$ 32,323 bilhões para US$ 39,276 bilhões. O resultado também superou as estimativas de analistas ouvidos pela FactSet, que apontavam receita a US$ 38,9 bilhões. Considerando todo o ano de 2018, a Alphabet registrou receita de US$ 136,8 bilhões, um aumento de 23% na comparação com o ano anterior.

Custos. Os custos totais de aquisição de tráfego do Google, que são taxas pagas a sites parceiros que veiculam anúncios ou serviços do Google, somaram US$ 7,436 bilhões entre outubro e dezembro, representando 23% do total de receitas de publicidade da empresa. O resultado ficou aquém do esperado pela FactSet, cujos analistas estimavam que os custos ficassem em US$ 7,63 bilhões. No quarto trimestre de 2017, os custos totais foram de US$ 6,450 bilhões, o equivalente a 24% do total de receitas de publicidade do Google.

Já o custo agregado por clique, medida que revela quanto os anunciantes pagam pelo clique dos usuários nos links, mostrou recuo de 29% no quarto trimestre de 2018 em relação ao mesmo período de 2017. Na comparação com o período entre julho e setembro do ano passado, houve queda de 9% do indicador. O volume de cliques pagos, por sua vez, apresentou salto de 66% ante o quarto trimestre de 2017, enquanto houve alta de 22% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado.

A decepção dos investidores com os custos totais de aquisição de tráfego do Google penalizaram as ações da Alphabet. Nos negócios do after hours em Nova York, os papéis da companhia até chegaram a subir após terem apresentado alta de 2,04% no pregão regular, contudo, às 19h23 (de Brasília), as ações da companhia caíam 2,47%, a US$ 1.113,19.

Barbie luta para sobreviver à era digital

Fabricantes buscam alternativas que mantenham brinquedos vivos entre crianças cada vez mais rodeadas de equipamentos eletrônicos
Caroline Arbour, The New York Times

A Mattel, empresa responsável pelas bonecas Barbie e outras linhas, viu sua receita cair muito conforme as crianças buscam cada vez mais as diversões eletrônicas. Foto: Haruka Sakaguchi para The New York Times

A Barbie está acostumada às mudanças de estilo. De apicultora a cirurgiã, passando por agricultora,  a boneca de 59 anos já fez quase tudo. Mas, agora, enfrenta um de seus maiores desafios: manter sua popularidade num mundo cheio de dispositivos reluzentes e interativos.

A fórmula tradicional, consistindo em uma boneca de beleza convencional com um guarda-roupa interminável e uma linha caleidoscópica de acessórios não é mais suficiente.

“Bonecas, figuras articuladas e carros em miniatura estão disputando a atenção das crianças, que passam horas por dia brincando com jogos eletrônicos em celulares, tablets, computadores e consoles”, escreveu Julie Creswell no Times.

A Mattel, empresa responsável pelas bonecas Barbie, American Girl e outras linhas, viu sua receita cair muito conforme as crianças buscam cada vez mais as diversões eletrônicas (ainda que a Barbie tenha se mantido estável).  

O mais novo presidente e diretor-executivo da empresa, Ynon Kreiz, é virtualmente inexperiente no ramo dos brinquedos. Mas ele tem um plano para atrair as crianças de hoje, expandindo as marcas da Mattel com novo conteúdo de mídia. A empresa deve produzir um filme com atores de verdade estrelando a atriz australiana Margot Robbie no papel de Barbie.

“A Mattel está fazendo algo que deveria ter feito dez anos atrás”, disse ao Times o analista Michael Swartz, do banco de investimentos SunTrust Robinson Humphrey.

Uma forte presença digital pode levar uma boneca longe. Basta ver o exemplo de Qai Qai e seus mais de 100 mil seguidores no Instagram. O nome é pronunciado como “kwey kwey”. Trata-se de um bebê de plástico que pertence a Olympia Ohanian, filha da estrela do tênis Serena Williams com o marido, Alexis Ohanian.

“Qai Qai assume várias formas (conhecidas)”, escreveu Caity Weaver no Times. “É uma boneca, uma usuária do Instagram, uma conta do Twitter, uma representação animada de uma boneca sobreposta a fotos digitais e um personagem imaginário semelhante a um Gremlin que prega peças fictícias atrapalhando as vidas de Olympia Ohanian e sua família”.

Embora seja difícil determinar qual foi exatamente a característica dela que atraiu os seguidores, eis um palpite: sua personalidade é engraçada. 

“Qai Qai é algo cada vez mais raro e valioso na sociedade moderna: um entretenimento descompromissado”, escreveu Caity.

Embora a adoção da tecnologia pareça ser uma etapa crucial para as bonecas de hoje, ainda há espaço de sobra para a nostalgia. Basta pensar no exemplo dos bonecos troll doll e seus cabelos coloridos, que evocam uma época mais simples para Jennifer Miller, também conhecida como pastora Jen, proprietária e curadora do Troll Museum (atualmente fechado), no Lower East Side de Nova York. O museu reabriu temporariamente dentro de um hotel de luxo, com “uma parede repleta de trolls de cabelo espetado e colorido, retratos psicodélicos de trolls e outros artigos obscuros ligados a esses bonecos”, escreveu Alex Vadukul no Times.

O fascínio da pastora Jen com essas bonecas começou quando ela ganhou seu primeiro troll na infância. 

“Acho que gostava do fato de estarem sempre felizes e sorrindo”, disse.

Ainda que a ressurreição tenha sido breve, a pastora Jen contou que o museu dos trolls “é um estado de espírito. E eu sempre estarei no museu”. 

Para ela, quem sabe investindo numa presença online os trolls possam retomar o mundo.

“A marca My Little Pony tinha perdido a relevância até mais ou menos 2009 ou 2010, quando começou a ser reinventada no nível dos brinquedos e da mídia”, disse Swartz. “Agora a marca movimenta US$ 1 bilhão por ano”.

Airbnb faz sucesso em São Paulo – e não só para viagens a trabalho

Mais de 356 mil hóspedes usaram a plataforma para ficar na cidade no ano passado
Por Karin Salomão

Airbnb São Paulo

São Paulo – O turismo em São Paulo vai muito além das viagens a trabalho. No Airbnb, as reservas cresceram 73% na cidade em 2018, em comparação ao ano anterior. A média nacional de crescimento foi de 71%.

Mais de 356 mil hóspedes usaram a plataforma para ficar na cidade, segundo dados obtidos em primeira mão por EXAME. Atualmente, há 16.300 anúncios ativos na capital.

Os visitantes ficam, em média, hospedados por 5,3 dias.

Além de visitantes para trabalho, a cidade também recebe famílias, que escolhem um Airbnb para ficarem juntas no mesmo lugar. O Estado de São Paulo é o 2º no país com o maior número de imóveis ‘family friendly’ na plataforma. Outro grupo de usuários que foi destaque em 2018 foi o de hóspedes com mais de 60 anos: cresceu 93% em relação a 2017, acima inclusive da média mundial (66%).

Ao olhar para o perfil do anfitrião paulistano, 55% são mulheres e 77% estão na faixa entre 30 a 59 anos. No ano, o rendimento médio do anfitrião aumentou, de  R$ 6.100 em 2017 para R$ 8.405 no ano passado.

No país, foram 3,8 milhões de hóspedes no ano passado, crescimento de 71%. Salvador e São Paulo são destaque em crescimento, assim como as viagens domésticas em família.

O Brasil conta com cerca de 220 mil anúncios publicados na plataforma e as viagens são, na grande maioria, domésticas.

As mulheres são maioria entre os anfitriões brasileiros (53%), e a idade média é de 44 anos. A movimentação do aluguel por temporada no ano resultou em uma renda anual média ao anfitrião de R$ 6.570.

Outras iniciativas

Ainda que a cidade de São Paulo busque turismo além do trabalho, o Airbnb também quer conquistar as empresas.

Em setembro, lançou o Airbnb for Work, voltado para pessoas que viajam muito a trabalho. A plataforma tem oferta de hospedagens com melhores avaliações e experiências, com espaços colaborativos com wifi, por exemplo. Mais de 18 mil empresas brasileiras já tiveram os seus funcionários usando o Airbnb for Work.

Lucro da Sony cresce 7,5%, mas PlayStation preocupa

Aquisição da EMI impulsionou resultado; lucro da divisão de games encolheu 14%
Por Agências – O Estado de S. Paulo

Sony aumentou o lucro em 7,5%, mas divisão de games viu seu lucro cair 14%

A Sony divulgou nesta sexta-feira, 1,  resultado trimestral abaixo do esperado, pressionada por desaceleração nas vendas de videogames. Apesar disso, a empresa teve um desempenho recorde no período por conta da aquisição da gravadora EMI, o que gerou um ganho não recorrente.

De outubro a dezembro, o lucro operacional da companhia teve alta de 7,5% para US$ 3,46 bilhões, um pouco abaixo das expectativas do mercado. No final do ano passado, a Sony se tornou a maior gravadora do mundo ao comprar a EMI US$ por 2,3 bilhões. O movimento impulsionou o crescimento da empresa no período .

A Sony se reinventou como um grupo de entretenimento com receita estável de negócios de música a jogos, depois de enfrentar anos de perdas com eletrônicos, como smartphones e televisores, que são mais suscetíveis à competição de preço. Os investidores, porém, estão preocupados com a divisão de videogames da Sony, já que o console PlayStation 4 está perto do fim de seu ciclo de vida.

“As vendas de consoles caíram para 8,1 milhões de unidades no trimestre, mas isso cumpriu nossas expectativas para um produto que entra em seu sexto ano”, disse o vice-presidente financeiro da Sony, Hiroki Totoki. Em janeiro, a companhia revelou que o videogame havia atingido a marca de 91,4 milhões de unidades vendidas na história, superando o seu antecessor, o PS3. 

Ainda assim, o lucro da divisão de videogames caiu 14% no trimestre, uma vez que a popularidade de títulos como Marvel’s Spider-Man não conseguiu compensar a queda nas vendas de PS4. O resultado veio um dia depois que a rival Nintendo registrou um crescimento de 36% no lucro do trimestre, mas reduziu em 15% sua previsão de vendas do console Switch.