Goldman Sachs reavaliará limites de crédito do Apple Card após alegações de sexismo

Nem todo mundo ficou contente com a retratação do banco, entretanto

O Apple Card está sendo investigado por sexismo. Aqui está a resposta do Goldman Sachs

Ainda ontem, o site Macmagazine informou que a Maçã estava no meio de um fogo cruzado envolvendo alguns clientes do Apple Card, depois que uma enchente de comentários na web revelaram um problema um tanto quanto impertinente para um cartão de crédito: diferentes limites de crédito com base no gênero do cliente.

Mais precisamente, alguns (grandes) nomes no mundo da tecnologia relataram que tinham um limite de crédito disparadamente maior que o de suas esposas, sendo que em determinados casos ambos compartilham uma mesma conta e, em outras situações, eles até mesmo possuíam scores bancários menores do que elas.

Após a má impressão gerada pelos consumidores na internet, o Goldman Sachs decidiu se retratar por meio da sua conta de suporte, na qual foi divulgada uma declaração do CEO1 do banco, Carey Halio. Em nota, o executivo explica que o Goldman Sachs não está a par do estado civil de uma pessoa na hora que ele(a) aplica para o Apple Card; no entanto, Halio afirma que o banco analisará novamente as linhas de créditos dos clientes que esperavam um limite maior.

O chefão do Goldman Sachs também infere que a diferença nos limites de crédito decorrem do “histórico de crédito pessoal” de um cliente, ou seja, se os cartões que um(a) solicitante atualmente possui são, na realidade, versões adicionais da conta principal do cônjuge, isso poderá afetar o score da pessoa que está aplicando para o novo cartão.

O desenvolvedor David Heinemeier Hansson, que iniciou as discussões sobre a questão no Twitter, rebateu a declaração do Goldman Sachs, alegando que a instituição “não está em posição” de pedir ao público que simplesmente confie no banco, uma vez que confiança é “conquistada por ações justas e transparentes” e que a implementação do Apple Card foi justamente “o oposto”.

A Apple se absteve de comentar o caso e, até o momento, não respondeu aos pedidos de comentários de várias publicações — deixando o Goldman Sachs se virar com a batata quente. Nós vamos continuar acompanhando os possíveis desdobramentos dessa situação e informaremos assim que outras informações surgirem.

VIA CNBC

Dona dos apps de namoro Bumble e Badoo é comprada pela Blackstone

Fundado em 2006 pelo empresário russo Andrey Andreev, o Badoo foi um dos primeiros sites de relacionamentos da internet e ajudou a mudar a forma como as pessoas se conhecem na internet

Whitney Wolfe, fundadora do Bumble

A gestora de investimentos Blackstone anunciou nesta sexta-feira, 8, que vai adquirir uma participação majoritária na MagicLab, uma holding que controla alguns dos principais aplicativos de namoro do mundo – o pioneiro Badoo e o Bumble. A empresa não revelou qual será sua participação exata no conglomerado, mas a transação avaliou a companhia em US$ 3 bilhões. 

Fundado em 2006 pelo empresário russo Andrey Andreev, o Badoo foi um dos primeiros sites de relacionamentos da internet e ajudou a mudar a forma como as pessoas se conhecem na internet. Hoje, o Badoo está presente em 190 países e é usado por 450 milhões de pessoas. 

Ao longo dos anos, Andreev acumulou investimentos em outros serviços do gênero – no início deste ano, decidiu consolidá-los em uma única marca. Foi a forma encontrada pelo executivo para rivalizar com outro conglomerado dos apps de namoro, o Match, que concentra serviços como Tinder, OkCupid e Hinge, além da plataforma que lhe dá nome. Em comunicado, a MagicLab afirmou que já ajudou a “transformar a vida de 500 milhões de pessoas com encontros, contatos sociais e de negócios”. 

Já o Bumble foi criado em 2014 por Whitney Wolfe Herd, uma ex-funcionária do Tinder que decidiu criar seu próprio serviço com uma atenção específica às mulheres – no app, apenas as mulheres podem iniciar uma conversa depois que há uma combinação entre perfis de usuários (o chamado “match”). Hoje, o aplicativo tem 75 milhões de usuários em todo o mundo. Como parte do acordo com a Blackstone, Whitney assumirá o posto de presidente executiva do MagicLab, substituindo Andreev, que venderá suas ações em totalidade à gestora de recursos. 

Em nota, o russo afirmou que o investimento representa “uma grande oportunidade para desenvolver mais as marcas e a plataforma, levando o MagicLab a novos níveis de crescimento e expansão”. Já Whitney reforçou a missão da empresa de realizar encontros que respeitem a diversidade dos usuários. “Seguiremos trabalhando com o objetivo de recalibrar as normas de gênero e permitir que as pessoas se conectem em nível global”, afirmou a executiva, por meio de nota. 

Diretor da área de crescimento da Blackstone, Jon Korngold expressou no mesmo comunicado seu entusiasmo em “investir no MagicLab, por uma equipe talentosa e um conjunto sólido de plataformas como o Bumble, que tem o compromisso da inclusão e do empoderamento feminino”, afirmou. 

Após o anúncio da negociação, a notícia mexeu com o mercado – as ações do Match Group operavam com queda de 2,5% na bolsa de valores Nasdaq nesta sexta-feira, 8. 

Disney gasta menos que o esperado em serviço de streaming

O Disney+ será lançado inicialmente nos Estados Unidos na próxima terça-feira, 12; empresa vai rivalizar com a Netflix
Por Agências – Reuters

O serviço de streaming da Disney chegará ao Brasil em 2020

Dias antes de lançar seu serviço de streaming Disney+ nos Estados Unidos, a Disney divulgou nesta quinta-feira, 7, seu balanço do último trimestre. O relatório mostra que a empresa gastou menos do que o esperado no seu serviço de streaming, que vai chegar ao mercado competindo com a Netflix.  Além disso, os populares parques temáticos da Walt Disney e um remake do filme O Rei Leão impulsionaram os lucros para além das metas de Wall Street. 

“Estamos fazendo uma grande declaração sobre o futuro da mídia e do entretenimento e nossa capacidade contínua de prosperar nesta nova era”, disse o presidente executivo da Disney, Bob Iger, a analistas em uma teleconferência. 

O Disney+ será lançado inicialmente nos Estados Unidos, Canadá e Holanda no dia 12 de novembro. Em 19 de novembro, estreará na Austrália e na Nova Zelândia, seguido por vários países da Europa Ocidental em 31 de março, disse Iger.

Buscando um amplo público de todas as idades, o Disney+ oferecerá uma biblioteca de programas de TV e filmes da Disney, da Pixar, da Marvel, da franquia Star Wars e do National Geographic, além da programação original, como a nova série de High School Musical e um remake de A Dama e o Vagabundo. O serviço custará US$ 7 por mês, menos que os US$ 13 do plano mais popular da Netflix. O Disney+ deve chegar ao Brasil em 2020, mas ainda não há data e preço definidos.

Excluindo itens, a Disney lucrou US$ 1,07  por ação no trimestre encerrado em setembro, acima da média estimada por analistas de US$ 0,95, segundo dados da Refinitiv. A receita total aumentou 34%, para US$ 19,10 bilhões, superando a estimativa média dos analistas de US$ 19,05 bilhões. A unidade direta ao consumidor e a internacional da Disney, que também inclui ESPN + e Hulu, registrou um prejuízo operacional de US$ 740 milhões, acima dos US$ 340 milhões do ano anterior, mas menos que os US$ 900 milhões previstos pela Disney.

Kalanick, ex-CEO da Uber, fatura US $ 400 milhões para sua Startup CloudKitchens

By Nate Lanxon

Travis Kalanick

A secreta nova startup de alimentos de Travis Kalanick recebeu US $ 400 milhões em financiamento do Public Investment Fund da Arábia Saudita, informou o Wall Street Journal, citando pessoas familiarizadas com o assunto que não identificou.

O financiamento avaliou o CloudKitchens do ex-CEO da Uber Technologies Inc. em cerca de US $ 5 bilhões, de acordo com o relatório, que afirmou que o acordo foi concluído em janeiro.

Um porta-voz do PIF se recusou a comentar.

Kalanick, que foi demitido em 2017 do líder de carona nos Estados Unidos que ele co-fundou após uma série de escândalos, está apostando nas chamadas cozinhas escuras que se tornam uma espinha dorsal do mercado de entrega de alimentos em rápida expansão.

A idéia é permitir que os restaurantes adicionem novos negócios sem precisar alugar um espaço de restaurante tradicional. O Deliveroo do Reino Unido ajudou a ser pioneiro da idéia, mas a CloudKitchens – uma subsidiária da City Storage Systems de Kalanick, com sede em Los Angeles – adquiriu a FoodStars, empresa de cozinha escura de Londres, no ano passado, de acordo com um relatório do Financial Times em março.

McDonald’s demite CEO Steve Easterbrook por causa de relacionamento com funcionária

A rede de fast-food afirmou neste domingo que seu conselho de administração aprovou na sexta-feira a demissão de Easterbrook

Steve Easterbrook foi demitido em razão de um relacionamento consensual com uma funcionária Foto: Brendan McDermid/Reuters

McDonald’s Corp. informou que demitiu seu principal executivo (CEO), Steve Easterbrook, por causa de um relacionamento consensual com uma funcionária. A rede de fast-food afirmou neste domingo que seu conselho de administração aprovou na sexta-feira a demissão de Easterbrook, após investigar o relacionamento com uma funcionária não identificada. Easterbrook também renunciou ao conselho da companhia.

Em um e-mail aos funcionários do McDonald’s, Easterbrook afirmou neste domingo que havia violado a política da empresa sobre conduta pessoal. “Isso foi um erro”, escreveu. “Dado os valores da empresa, concordo com o conselho que é hora de seguir em frente.”

A empresa não forneceu mais detalhes sobre o relacionamento. O McDonald’s informou que Easterbrook seria substituído imediatamente pelo presidente nos EUA, Chris Kempczinski.

Easterbrook era o diretor-presidente do McDonald’s desde março de 2015. Durante seu mandato, as ações da empresa quase dobraram de valor, mas o movimento nos restaurantes dos EUA continua estagnado.

O McDonald’s está enfrentando desafios que reverberam em toda a indústria de alimentos, dos produtores de carne aos supermercados, à medida que os consumidores mudaram seus hábitos de consumo para produtos que consideram mais saudáveis e grandes empresas têm sacrificado seus lucros por atualizações tecnológicas e entregas.

O McDonald’s investiu na atualização de seus sanduíches e na renovação de seus restaurantes para acompanhar essas mudanças, mas pagou um preço nos lucros. E os franqueados dos EUA recusaram investimentos obrigatórios em quiosques de pedidos digitais e novos itens de menu, como hambúrgueres de carne fresca. Os franqueados iniciaram uma associação independente no ano passado para se opor a algumas das mudanças.

Easterbrook disse no início deste ano que ele e outros altos executivos, incluindo Kempczinski, estavam conversando com franqueados à luz de suas preocupações, e, como resultado, atrasaram o cronograma para os proprietários fazerem alguns investimentos.

O executivo também reverteu ofertas, incluindo hambúrgueres premium e partes de um menu de café da manhã, depois que eles desaceleraram as operações dos restaurantes. Os tempos de espera nos drive-through do McDonald’s aumentaram nos últimos anos, à medida que o menu da empresa se tornou cada vez mais complexo.

Kempczinski, que ajudou a implementar muitas das mudanças recentes como chefe nos EUA, disse que, como CEO, manterá o foco de Easterbrook na tecnologia e acredita que os investimentos da empresa serão recompensados.

“Não haverá uma mudança radical e estratégica. O plano está funcionando”, disse Kempczinski em entrevista neste domingo.

Ele afirmou que espera continuar discutindo a respeito de preocupações sobre o plano com franqueados. “É algo que precisamos resolver juntos”, disse Kempczinski, que também fará parte do conselho do McDonald’s.

O McDonald’s disse que Joe Erlinger, o mais recente presidente de mercados internacionais, sucederá Kempczinski para supervisionar os cerca de 14 mil restaurantes do McDonald’s nos EUA./ Dow Jones Newswires

Mulheres sauditas aumentam participação no mercado de trabalho

Flexibilização de leis religiosas faz parte de plano para reduzir a dependência do petróleo
Raquel Landim

Mulheres vestindo abayas participam da Iniciativa de Investimento Futuro, em Riad – Fayez Nureldine – 31.out.2019/AFP

RIAD – “Eu esperei a minha vida inteira por isso.” A afirmação é de Hala Kudwah, sócia que lidera a área de serviços financeiros da consultoria PwC na Arábia Saudita, referindo-se ao turbilhão de transformações que estão ocorrendo em seu país, principalmente em relação às mulheres.

Nos últimos três anos, as mulheres sauditas conquistaram direitos básicos em outros lugares do mundo, como tirar passaporte, trabalhar no varejo, abrir um negócio, ser responsável legal de seus filhos ou mesmo dirigir —o que é fundamental num país de cidades cortadas por vias rápidas.

Kudwah é uma pioneira e ainda uma exceção. Com apoio do pai, estudou ciência da computação e matemática no Reino Unido. De volta a Riad, capital da Arábia Saudita, atuou por 29 anos no Samba Financial Group, um importante banco local.

Chegou ao posto de diretora geral e liderava uma equipe de dezenas de homens, mas era obrigada a ser extremamente discreta. Questionada sobre o que mudou na Arábia Saudita para as mulheres nos últimos anos, ela dá uma resposta forte: “nós nos tornamos visíveis”.

Com as mudanças recentes, principalmente o direito de dirigir, elas começaram a entrar mais fortemente no mercado de trabalho e podem ser vistas com suas abayas (longas túnicas negras) e seus hijabs (véus) em lojas, hospitais e setores administrativos das empresas.

A revolução que vem ocorrendo na Arábia Saudita começou em abril de 2016, quando o polêmico príncipe herdeiro Mohammad bin Salman, que comanda o país na prática por causa da idade avançada do rei, lançou um programa de desenvolvimento chamado Visão 2030.

Antes do início da nova política, que é uma mistura de mudanças na economia e nos costumes, apenas 8% das mulheres sauditas trabalhavam fora. Hoje esse percentual está em 22%, e o objetivo declarado do governo é chegar em 30%.

A principal meta do Visão 2030 é reduzir a dependência da Arábia Saudita do petróleo, que responde por mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) e por 70% das exportações. Para isso, o governo quer incentivar a industrialização e promover o turismo.

No mês passado, o reino permitiu pela primeira vez a entrada de turistas. Antes disso só recebiam autorização para visitar a Arábia Saudita peregrinos religiosos a caminho das cidades sagradas do Islã Meca e Medina ou homens de negócio a convite de um empresário local.

Para desenvolver a indústria, o programa Visão 2030 elegeu dez setores prioritários (automotivo, defesa e construção civil, entre outros) e promete dar todo tipo de subsídio para atrair US$ 500 bilhões em investimentos privados. A meta é reduzir a participação do Estado na economia dos atuais 55% para 40%.

“Ao contrário de outras partes do Golfo, como Qatar ou a cidade de Dubai, temos um mercado interno grande, que pode alavancar nosso crescimento”, diz Khaled Mohammed Al-Aboodi, diretor gerente da Salic, estatal saudita que investe em empresas do setor agrícola no exterior. A empresa tem uma participação no frigorífico brasileiro Minerva.

O plano é financiar toda essa transformação com o dinheiro da abertura de capital da Saudi Aramco, estatal saudita do petróleo, cujos detalhes devem ser anunciados em breve. A expectativa é que a empresa atinja um valor de mercado de estonteantes US$ 2 trilhões —apenas 5% do capital será oferecido aos investidores.

Todavia, os planos do Visão 2030 esbarravam num problema: a falta de mão de obra. A Arábia Saudita já tem 9 milhões de trabalhadores estrangeiros —o equivalente a 30% da população, vindos de países pobres da Ásia como Índia, Bangladesh ou Filipinas— e não quer aumentar ainda mais esse contingente.

Foi aí que o governo se lembrou das mulheres e se deu conta de que metade da sua força de trabalho estava em casa submetida às rígidas leis da sharia, o código de conduta islâmico. Até pouco tempo atrás, a polícia religiosa saudita tinha o poder de punir e prender mulheres que não se comportassem adequadamente.

Portanto, além de uma abertura na economia, era preciso uma mudança profunda nos costumes. “Esse país está vivendo uma verdadeira revolução promovida pelo príncipe”, diz o embaixador do Brasil na Arábia Saudita, Marcelo Della Nina.

O viés econômico talvez ajude a explicar as contradições de MBS, como o príncipe é conhecido. Com apenas 34 anos, ele acumula os cargos de vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa, além de chairman dos conselhos que comandam a economia e a política externa, e exerce o poder com mão de ferro.

Ao mesmo tempo em que promove uma abertura sem precedentes, favorecendo principalmente as mulheres, MBS é acusado de ordenar atrocidades na guerra contra o Iêmen e de ser o mandante do assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi, colunista do Washington Post e crítico do regime.

Khashoggi foi morto e esquartejado após entrar no consulado saudita em Istambul na Turquia em outubro do ano passado. O escândalo que se seguiu à sua morte abalou os planos para a transformação do país.

Desde então a Arábia Saudita está em busca de reconhecimento internacional. Uma das principais apostas é a reunião do G20, em novembro de 2020. Para sediar o evento, os sauditas estão construindo uma enorme torre envidraçada no centro de Riad. Certamente poucas mulheres sauditas estarão no centro das discussões do G20, mas, pelo menos, elas já podem ambicionar alguma participação.

DIREITOS DAS MULHERES SAUDITAS

O que é o sistema de guardiões masculinos? Todas as mulheres sauditas têm guardiões legais, que podem tomar importantes decisões sobre as suas vidas sem consultá-las. 

Inicialmente, é o pai que desempenha esse papel; quando ela se casa, o marido assume a prerrogativa. Tios, irmãos, filhos ou outro familiar masculino também podem ocupar a posição. 

Uma mulher precisa da autorização de seu guardião para se casar, ficar em um abrigo para vítimas de abuso e sair da prisão, por exemplo. 

MUDANÇAS DOS ÚLTIMOS ANOS 

Ago.2019: viajar ao exterior sem um acompanhante masculino Sauditas com mais de 21 anos podem tirar passaporte e viajar sem pedir autorização a um guardião

Fazer registros em cartórios Elas passaram a poder tirar certidões de nascimento, casamento e divórcio

Jan.2019: ser notificada em caso de divórcio De acordo com as leis sauditas, os homens podiam formalmente se divorciar de suas esposas sem que elas fossem avisadas, o que dificultava que elas reivindicassem pensões e outros direitos

Jun.2018: dirigir Mulheres podem fazer aulas de autoescola e tirar carteira de motorista independentemente de autorização. Também não há restrições a locais aos quais elas podem ir de carro

Jan.2018: frequentar estádios de futebol Elas podem assistir às partidas em uma área separada, chamada de seção familiar. Os estádios foram adaptados para ter áreas exclusivas femininas, como banheiros, templos e estacionamentos

Set.2017: fazer de aulas de educação física Meninas não podiam praticar esportes em escolas públicas. Desde 2013, o governo autorizou a prática para essas escolas

8%
era a parcela das mulheres que trabalhavam fora de casa antes das reformas 

22%
é o índice atual

Apple pede isenção de tarifas para AirPods, Apple Watches, componentes de iPhones e mais

A odisseia da Maçã com o governo americano já tem mais um capítulo
MacMagazine

Apple pede à administração Trump alívio sobre tarifas em peças para iPhone, AirPods e Apple Watch após a última negação

Desde que o governo Trump anunciou uma série de novas tarifas de importação para empresas americanas que fabricam seus produtos na China, tivemos várias rodadas de negociação da Apple com a Casa Branca para aliviar a carga de impostos sobre os produtos da Maçã (que são, em sua maioria, montados no País da Muralha).

O imbróglio mais recente girou em torno do Mac Pro, que teve o pedido de isenção de tarifas negado, depois concedido, depois parcialmente negado de novo pelo governo. Vale lembrar, entretanto, que essa rodada de tarifas (de 15%) não afetou somente o novo computador profissional da Maçã, e sim boa parte dos seus produtos fabricados na China. Por isso, aqui está mais um pedido.

Como informou a Bloomberg, a Apple emitiu ainda ontem um pedido formal para que o governo americano exclua alguns produtos seus da lista de mercadorias tarifadas. A lista inclui o Apple Watch, o iMac, alguns componentes do iPhone, o HomePod, os AirPods, os fones sem fio da Beats e a Beats Pill+.

O pedido também pede isenção para alguns acessórios e peças, como as Smart Battery Cases dos iPhones, os estojos de recarga dos AirPods e dos Powerbeats Pro, alguns componentes de armazenamento do Mac Pro e algumas baterias para iPhones e MacBooks.

A Apple, claramente, não dorme em serviço — ontem foi o primeiro dia em que as empresas puderam solicitar formalmente a isenção das tarifas. Resta saber se os seus pedidos serão concedidos: como já informamos, o governo Trump afirmou que analisará caso a caso e só isentará produtos ou peças que só estejam disponíveis na China, que sejam “importantes estrategicamente” ou em ocasiões em que os impostos “causarão dano econômico severo” à empresa em questão e à economia americana.

No documento solicitando a isenção, a Apple afirmou que não conseguiu identificar fornecedores fora da China que consigam satisfazer a demanda do mercado americano por seus produtos ao longo do próximo ano. Resta saber, agora, se Donald Trump e sua turma aceitarão o argumento ou se a disputa continuará. Aguardemos.

VIA 9TO5MAC