Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix recomenda pé no freio

PATRÍCIA KOGUT

Escritório da Netflix em Los Angeles (Foto: Reuters/Lucy Nicholson)

Sabe esse catálogo imenso e as coproduções milionárias da Netflix? Eles podem estar com os dias contados. De acordo com uma extensa reportagem do site Theinformation.com, a ordem na empresa agora é ter mais cuidado com os gastos.

A diretriz veio de Ted Sarandos, diretor de conteúdo, numa reunião com executivos. Uma das razões para esse esforço é tentar evitar o caixa negativo. A outra, prevenir futuros prejuízos. É que o mercado de streaming, em mutação, vai se transformar mais ainda num futuro próximo com a entrada de serviços, como o da Disney, da NBCUniversal e da WarnerMedia. Eles, até aqui, eram fornecedores da Netflix. Agora, passarão a oferecer suas próprias produções. A NBC, por exemplo, avisou que, ano que vem, “The office” vai sair da Netflix. Sarandos recomendou concentração das atenções em produtos que conquiste a audiência. Não basta ter programação que provoque um buzz nas redes ou traga prestígio, mas não conquiste um público amplo, aconselhou. Cada atração do catálogo deve valer a pena, disse ele, de acordo com uma fonte que estava na reunião.

Verdade que eles ainda gastam muito. Por exemplo, anunciaram que farão “The prom”, que terá direção de Ryan Murphy. Essas mega-atrações ajudam a manter a carteira de assinantes (149 milhões no mundo). Por outro lado, Sarandos citou “Operação fronteira”, com Ben Affleck, como exemplo de um filme caro demais (US$ 15 milhões) para o público que atraiu. É como diz a canção: o futuro começou. E ele não é necessariamente sorridente para a Netflix.

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Empresas colocam executivos no chão de fábrica e faturam mais

Colocar os gestores em atividades operacionais torna a chefia mais empática e estimula a inovação. Aprenda a estruturar programas desse tipo
Por Erica Martin, da VOCÊ RH

Márcia Costa, vice-presidente de gente e gestão da C&A: com os executivos nas lojas, a proximidade com os vendedores aumenta  (Germano Lüders/VOCÊ RH)

Sentado numa banqueta na fábrica da Piticas, rede especializada em produzir peças de roupa voltadas para a cultura pop e ­geek, Felipe Rossetti testava a qualidade das camisetas que seriam vendidas nas 350 lojas da marca.

Sua função era simples, mas repetitiva: puxar o tecido de um lado para o outro. Depois de apenas 20 minutos fazendo isso, seus braços ficaram doloridos.

O cansaço levou Felipe, que é sócio-fundador da companhia, a perceber que existia um ponto de melhoria na operação: era preciso trocar a cadeira daquele setor. Com a mudança, a funcionária responsável pela função aumentou sua produtividade em 15%.

“Nosso escritório fica junto à fábrica, separado somente por uma parede, exatamente para ter o dinamismo de tomar decisões mais rápidas”, diz Felipe, que, assim como os outros líderes da companhia, gasta 30 minutos, toda semana, em uma das funções exercidas pelos funcionários do operacional.

O objetivo da Piticas é fazer com que os executivos sintam na pele o que a operação enfrenta no dia a dia.

Essa prática está ganhando força em diversas companhias, que, assim como a fabricante de roupas, querem estimular a liderança a entender as dores e delícias da operação.

Quando bem implementados, programas desse tipo geram bons frutos para as organizações. “Isso aumenta a confiança dos profissionais, porque eles enxergam mais abertura para se comunicar com os chefes e, dessa forma, passam a ter maior senso de dono e a entregar resultados melhores”, diz Anita Baggio, sócia da consultoria McKinsey & Company.

Combinando antes

Para a liderança colocar a mão na massa e conquistar aprendizados, é preciso que a cultura corporativa permita (e estimule) o relacionamento entre as diferentes hierarquias.

Se uma companhia tem uma estrutura cheia de barreiras, é mais difícil que a troca de experiências seja percebida como algo positivo pelos funcionários. Mas, mesmo em organizações mais flexíveis, é preciso cautela, pois a presença de executivos no operacional pode inibir as equipes.

Por isso, é importante comunicar aos funcionários sobre a ação e sua periodicidade, além de explicar que o propósito é ajudar a aperfeiçoar processos e implementar melhorias.

“Caso contrário, pode dar a sensação de que é para vigiar e inspecionar o trabalho”, explica Paulo Sardinha, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil).

“Visitas planejadas podem até fazer com que o real ambiente seja maquiado, mas, se estamos falando de profissionais com certo nível de maturidade, a comunicação com antecedência funciona bem.”

Débora Barbosa, gerente de RH da Acesso: todo mês os gestores atendem os clientes no call center da fintech | Foto: Germano Lüders

É o que acontece na Acesso, fintech especializada em cartões pré-pagos. Ali há um calendário que é cumprido à risca: uma vez por mês, os 30 líderes da startup viajam da capital paulista até Jundiaí, no interior do estado, para viver a rotina da equipe de atendimento ao cliente.

Além de escutar as ligações para entender como os funcionários lidam com o público, os gestores assumem a linha telefônica e resolvem, eles mesmos, problemas dos consumidores.

E essas participações ativas geram insights de melhorias de processo. Em uma delas, por exemplo, o CEO da startup, David Holanda, descobriu que os atendentes não tinham acesso à internet e, por isso, não conseguiam ajudar o cliente a encontrar informações no site.

“Quando percebi o problema, liberamos o acesso a alguns portais imediatamente”, diz David.

Mas as ações não ficam restritas aos chefões. Fernando Axelrud, coordenador de marketing, ouviu uma consumidora reclamar que ainda não tinha recebido um cartão solicitado há mais de um mês.

Mesmo sem ter um cargo de alta gestão, ele não pensou duas vezes e tomou uma decisão. “Chamei um táxi e fui entregar o cartão pessoalmente. Mesmo sendo da média liderança, tenho esse senso de dono, que é algo que permeia toda a empresa”, diz Fernando.

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Isso pode ser explicado pelo fato de a Acesso ser uma empresa jovem, fundada em 2010, com uma cultura corporativa naturalmente pouco hierárquica e aberta ­para que os 120 empregados sugiram e implementem mudanças.

“O desenvolvimento de relações mais próximas faz com que a gente tenha uma comunicação mais efetiva e rápida, o que impacta diretamente na qualidade de atendimento ao cliente”, diz Débora Barbosa, gerente de recursos humanos da Acesso.

Fonte de inspiração

Se o chefe entender como as equipes se sentem, terá mais empatia para pensar em soluções que sejam boas não apenas para os resultados dos negócios mas também para as pessoas que trabalham na empresa.

“Essa proximidade com o funcionário é justamente para reconhecer talentos, não financeiramente, mas com palavras simples, como ‘obrigado’ ou ‘parabéns’, além de ajudar nas dificuldades do dia a dia”, diz Anita.

Isso, ao lado de um olhar inovador, transforma o líder em alguém mais empático e que inspira as equipes. E ser inspirador é fundamental para o engajamento.

De acordo com a pesquisa Pulso 2018, realizada pela McKinsey, essa é a característica de gestão que mais motiva os profissionais brasileiros.

Na C&A, que tem 14 000 funcionários, há cinco anos um grupo de cinco executivos coloca a barriga no balcão uma vez por mês em uma das 280 lojas da varejista espalhadas pelo país.

O projeto saiu do papel porque a empresa percebeu que era necessário entender melhor a relação dos funcionários com o trabalho, os clientes e os produtos. Entre os profissionais que fazem parte do grupo está Márcia Costa, vice-presidente de gente e gestão.

Quando ela vai às lojas, circula em todos os departamentos. “Recolho as roupas do vestiário, auxilio os clientes, por exemplo, mas sem intervir na rotina e no trabalho dos profissionais. Meu papel é ajudar”, afirma.

Márcia, assim como os demais executivos da empresa, consegue algo precioso quando vai trabalhar in loco: a confiança dos funcionários, que, ao notarem que os chefes estão atuando nas mesmas funções que eles, sentem liberdade para discutir diversos assuntos, desde questões mais pessoais até sugestões de inovações para a companhia.

“São conversas de igual para igual”, diz Márcia. Foi num desses bate-papos que ela ouviu dos funcionários de uma loja em São Paulo que as tomadas existentes no refeitório não eram suficientes para toda a equipe.

O assunto foi discutido com o gerente da loja e depois levado à direção da empresa, e a C&A decidiu aumentar o número de tomadas não só naquela unidade mas em todas as lojas que passarem por reformas.

Também foi por meio desse método que os executivos da varejista receberam uma sugestão de um vice-presidente: comercializar cosméticos nas lojas. Empolgados com a ideia, em março deste ano a colocaram em prática.

Ao todo, cinco lojas físicas já têm um espaço de beleza para venda de itens como perfumes, maquiagens, xampus e cremes de marcas nacionais e internacionais. “Nosso papel é pensar juntos em melhorias”, diz a VP. Exemplos como os da C&A e Acesso mostram que, quando as hierarquias se misturam, a empresa só tem a ganhar.

CEO Ondrej Vlcek do Avast terá salário anual de 1 dólar

O Avast disse que a destinatária inicial dos honorários de Vlcek será a instituição de caridade britânica Demelza Hospice for Children
Por Reuters

Avast: Vlcek receberá ações anualmente, mas doará taxa de diretor do conselho de 100 mil dólares por ano para caridade (David W Cerny/Reuters)

São Paulo — A empresa de cibersegurança Avast divulgou nesta terça-feira (2), que seu novo presidente-executivo, Ondrej Vlcek, renunciará indefinidamente ao seu salário e bônus, e receberá 1 dólar como pagamento anual.

O Avast, que foi pioneiro no modelo “freemium” de software de segurança, distribuindo seu produto básico gratuitamente, disse que Vlcek receberá ações anualmente, mas doará a taxa de diretor do conselho de 100 mil dólares por ano para caridade.

O Avast disse que a destinatária inicial dos honorários de Vlcek será a instituição de caridade britânica Demelza Hospice for Children.

“O conselho… está convencido de que ele (Vlcek) continua a ser devidamente estimulado por meio de acordos de incentivo a longo prazo e através de sua participação de 2% no Avast”, disse o presidente do Comitê de Remuneração, Ulf Claesson, em comunicado.

Vlcek assumiu o cargo este ano sucedendo Vince Steckler, o antigo presidente-executivo de longa data do Avast, que ajudou a construir a empresa de segurança cibernética.

Apple perde o equivalente a uma Natura e uma Gol com saída de Jony Ive

Variação negativa das ações fez a companhia perder valor superior ao de empresas brasileiras de capital aberto
Por Bruno Romani – O Estado de S. Paulo

SAN JOSE, CALIFORNIA – 03 de junho: CEO da Apple, Tim Cook (L) e diretor de design da Apple Jony Ive (R) olhando para o novo Mac Pro durante a Apple Worldwide 2019

Anunciada na noite desta quinta, 27, a saída do designer do iPhone Jony Ive, fez a Apple perder em valor de mercado quase US$ 9 bilhões. Após o fechamento do mercado, as ações da empresa variaram negativamente 0,87%. Parece pouco no cenário da Apple, mas a cifra é grande quando comparada a empresas brasileiras de capital aberto. 

Os US$ 9 bilhões, quase R$ 35 bilhões, são superiores à soma dos valores de mercado da Natura (R$ 24,4 bilhões) e da Gol (R$ 8,4 bilhoes) no fechamento da Bolsa de São Paulo nesta quinta. A perda também é mais alta que os valores somados da metalúrgica Gerdau e da operadora de turismo CVC (R$ 7,54 bilhões). A compração também pode ser feita com o valor da Sabesp (R$ 31,34 bilhões). Valendo R$ 382,37 bilhões, a Petrobras é a empresa mais valiosa do País, o que significa que a Apple perdeu quase 10% da maior companhia brasileira com a saída de Ive.

Dessa maneira, a Apple ficou um pouco mais longe da marca de US$ 1 trilhão, atingida por ela em agosto do ano passado.  Com a perda da quinta, a companhia ficou com valor de US$ 910 bilhões. Nesta sexta, 28, as ações da companhia mantiveram a variação negativa próxima a 0,87%. 

Tim Cook, presidente executivo, tentou tranquilizar investidores e fãs da marca sobre a saída de Ive. “A Apple continuará a se beneficiar do talento de Jony ao trabalhar diretamente com ele em projetos exclusivos. Depois de tantos anos trabalhando juntos, fico feliz que nossa relação continua a evoluir e espero trabalhar com ele por muito tempo no futuro”, afirmou ele em nota. 

Ive estava desde 1992 na Apple, e agora vai se dedicar a criar seu próprio estúdio de design, o LoveFrom. Um dos primeiros clientes da empresa será justamente o seu ex-empregador.

França cria força-tarefa após anúncio de moeda do Facebook

Presidente do Banco Central do país disse que se opõe veementemente a libra se tornar uma moeda soberana
Por Agências – Reuters

França se opõe à libra se tornar uma moeda soberana 

A França está criando uma força-tarefa do G7 para estudar como bancos centrais vão garantir que criptomoedas como a libra, do Facebook, serão regidas por leis que vão desde a lavagem de dinheiro até regras de proteção ao consumidor, disse o presidente do Banco Central da França nesta sexta-feira.

François Villeroy de Galhau disse que a força-tarefa terá comando de Benoit Coeure, do conselho do Banco Central Europeu (BCE).

A França, que detém a presidência rotativa do G7, disse que não se opõe ao fato de o Facebook criar um instrumento para transações financeiras. Mas se opõe veementemente a que o instrumento se torne uma moeda soberana.

“Queremos combinar estar abertos à inovação com firmeza na regulamentação. Isso é do interesse de todos”, disse Villeroy a autoridades do setor financeiro.

O conceito de criptomoeda “estável” ainda precisa ser definido, disse Villeroy. Em particular, contra o que tais instrumentos sejam estáveis e como suas taxas de câmbio precisam ser determinadas.

Villeroy também pediu uma rede de autoridades nacionais contra o a lavagem de dinheiro, coordenada pela Autoridade Bancária Europeia, para levar a cabo medidas de emergência e até mesmo substituir as autoridades nacionais, em vez de criar uma agência europeia especializada.

Vários funcionários do BCE, incluindo Coeure, argumentaram a favor da criação de uma agência desse tipo nos últimos meses.

Slack arrebenta na estreia e encerra primeiro dia na Bolsa valendo US$ 23,1 bi

O papéis encerraram o pregão negociados a US$ 38,62, um salto de 48,54% em relação ao preço inicial de US$ 26 estabelecido pela empresa

Durante o dia, as ações do Slack chegaram a valer US$ 41

As ações do aplicativo de mensagens corporativas Slacksubiram 48,54% nesta quinta-feira, 20, na estreia da empresa na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês). O papéis encerraram o pregão negociados a US$ 38,62, um salto em relação ao preço inicial de US$ 26 estabelecido pela empresa – com essa valorização, o Slack atingiu o valor de mercado de US$ 23,1 bilhões. Durante o dia, as ações chegaram a valer US$ 41. 

Em termos de dinheiro movimentado no momento da abertura, a estreia do Slack foi a terceira maior da história da Bolsa de Nova York – foi movimentado US$ 1,75 bilhão em ações. O valor só fica atrás das estreia de Alibaba e Facebook, que movimentaram respectivamente US$ 4,5 bilhões e US$ 3,2 bilhões. 

No ano passado, o Slack foi avaliado em US$ 7,1 bilhões, após uma rodada de investimento de US$ 427 milhões. A abertura de capital do aplicativo foi uma oferta pública direta de ações (DPO, na sigla em inglês). É um processo pouco usual, no qual a empresa simplesmente põe seus papéis à disposição, sem o processo prévio de leilão pelo preço das ações ou preparação com bancos de investimento. A manobra, porém, tem atraído empresas de tecnologia: no ano passado, o Spotify fez o mesmo para abrir seu capital na NYSE.

Para o analista Alejandro Ortiz, da SharesPost, o sucesso do Slack em sua estreia na Bolsa segue a tendência de outras empresas de software empresarial que abriram capital recentemente, como o serviço de chamadas de vídeo Zoom, que teve valorização de 72% em abril, no seu primeiro dia de venda de ações. “Os investidores têm um caso de amor com empresas de software corporativo e com boas razões. Eles continuam a ter um desempenho muito bom ”, disse ele à agência de notícias Reuters

A oferta pública direta de ações do Spotify foi percebida como um sucesso em abril do ano passado, embora ações tenham caído cerca de 15% abaixo do preço de estreia, à medida que a empresa sacrifica as margens de lucro para o crescimento do negócio. 

Novo email

Fundado em 2013 por Stewart Butterfield, um dos fundadores do serviço de armazenamento de fotos Flickr, o Slack nasceu como um serviço de comunicação interno de um jogo criado por Butterfield. O sistema, no entanto, acabou virando uma ideia própria e hoje conta com milhares de usuários pagos em todo o mundo, além de ter uma versão gratuita – o serviço tem sido considerado um substituto contemporâneo ao email em várias corporações.

De acordo com a empresa de investimento Wedbush Securities, a plataforma tem hoje mais de 10 milhões de usuários diários e é usada em mais de 150 países. Segundo o Slack, a receita do aplicativo aumentou 80% no ano passado, para US$ 400 milhões.

O Slack faz parte de um grupo de empresas de tecnologia que escolheram o ano de 2019 para abrirem capital. Quem começou o movimento este ano foi a Lyft, rival do Uber, que estreou na bolsa de valores Nasdaq em março. No mês seguinte, a rede social Pinterest começou a negociar seus papéis na bolsa de valores de Nova York. A estreia mais recente foi do Uber, que teve um resultado abaixo da meta da empresa. O serviço de hospedagem Airbnb também deve fazer sua oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) este ano. /COM AGÊNCIAS REUTERS

Senado dos EUA fará audiência sobre moeda digital do Facebook em julho

A audiência vai explorar os pontos principais do projeto da rede social e também questões de privacidade; esta semana o Facebook anunciou a criação de uma moeda digital própria, que pretende entrar no mercado em 2020
Por Agências – Reuters

Moeda digital do Facebook, libra, terá transferências por WhatsApp

O Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos quer explicações sobre a moeda digital do Facebook, anunciada esta semana. A rede social terá que participar de uma audiência no dia 16 de julho sobre o assunto. 

A audiência vai explorar os pontos principais do projeto da rede social e também questões de privacidade, disse o comitê nesta quarta-feira, 19. 

Ainda não há informações sobre os nomes que participarão da audiência. De acordo com fontes familiarizadas com a situação, David Marcus, líder da área de blockchain do Facebook e um dos principais responsáveis pelo projeto, deverá depor sobre o assunto. 

Nesta terça-feira, 18, o Facebook anunciou seu projeto ambicioso de criação de uma moeda digital própria.Chamada de libra (sem nenhuma ligação com a moeda britânica), ela pretende entrar no mercado a partir de 2020, permitindo transações e transferências monetárias dentro das plataformas da empresa, incluindo o WhatsApp e o Facebook Messenger. O anúncio atraiu a atenção de reguladores ao redor do mundo.

A deputada Maxine Waters, democrata que preside o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Estados Unidos, disse na terça-feira, 18, que planejava pedir depoimentos do Facebook sobre a moeda digital, e pediu que a empresa suspendesse o projeto enquanto os políticos o estudavam.

O Fed, banco central dos EUA, também comentou sobre a moeda digital do Facebook, dizendo que ela deve enfrentar regulação. “Temos alta expectativa de um ponto de vista de segurança e de regulação se eles decidirem avançar com o projeto”, disse Jerome Powell, presidente do Fed.