Fortuna de Bill Gates supera os US$ 100 bi e o torna o segundo centibilionário da história

Bill Gates: o segundo centibilionário da história

A fortuna de Bill Gates superou nessa semana a significativa marca de US$ 100 bilhões (R$ 395,4 bilhões) pela primeira vez, o que o torna o segundo centibilionário da história – o primeiro foi Jeff Bezos, fundador da Amazon, em meados de 2017, mesma época em que tirou do cofundador da Microsoft o título de homem mais rico do mundo no ano passado e que no momento tem estimados US$ 146 bilhões (R$ 577,3 bilhões) na conta.

No caso da Gates, a alta tem a ver com o sucesso da Cascade Investment, a holding que controla os investimentos dele e que mantém participações em empresas dos mais variados tipos cujas performances em bolsa têm sido melhor do que o esperado, como são os casos da rede de hoteis Four Seasons (47%), da engarrafadora de bebidas mexicana FEMSA (8%) e da gigante dos destilados britânica DIAGEO (5%). Da fabricante de softwares que ajudou a transformar em líder mundial no segmento em que atua ele tem menos de 4%, ou cerca de US$ 32 bilhões (R$ 126,5 bilhões) em ações.

Ao contrário de Bezos, no entanto, Gates doou perto de dois terços do patrimônio que acumulou em vida para a caridade, sem falar que a herança de cada um dos três filhos dele não será maior do que US$ 10 milhões (R$ 39,5 milhões), o que indica mais doações. Não fosse por isso, ele muito provavelmente não teria perdido o status de número um entre os maiores bilionários do planeta que manteve por tantos anos. (Por Anderson Antunes)

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A guerra das Plataformas de Investimento

Por Guilherme Horn

Bettina Rudolph, da Empiricus, teve seu discurso de ganho fácil questionado no Twitter

O pequeno investidor tem sido bombardeado ultimamente pelas propagandas na TV das plataformas de Investimento. O sucesso da XP despertou corretoras adormecidas, que de repente viram uma possibilidade real na migração de clientes de grandes bancos para players independentes.
Hoje são cerca de 20 plataformas disputando a atenção do investidor. Várias delas com grande exposição nas mídias. Algumas usando garotos propaganda famosos. Outras oferecendo taxa zero em diversos produtos e serviços. Mas, no fundo, todas aglutinadas num mesmo território. Explico.

Costumo olhar para este business sob a ótica de 3 dimensões: MARCA, PRODUTOS FINANCEIROS e EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO. Em linhas gerais, a Marca deve passar credibilidade como atributo básico e, a partir daí, buscar sua diferenciação. Já os Produtos Financeiros devem conter uma oferta mínima, de qualidade, e um conjunto de outros, que sejam únicos e que sirvam para reforçar o posicionamento da marca. E, por último, a Experiência, que deve ser simples, sem fricções, sempre surpreendendo o cliente, sobretudo num segmento que é regulado, o que contribui para restrições em boa parte dos processos.

Quando analisamos cada uma das dimensões do tripé, vemos as plataformas concentradas, com atuações muito semelhantes, sem diferenciação. Na comunicação da Marca, por exemplo, vemos um discurso padrão, que endereça três pontos: produtos melhores do que os bancos, ausência de conflitos de interesse e uso intensivo da tecnologia. Vejamos um por um.

Produtos melhores do que os bancos: é verdade que fundos de investimentos de gestores independentes costumam ser melhores do que os dos grandes bancos. Os números mostram isso e não é difícil de entender. Os gestores independentes são focados na gestão de ativos, têm uma família reduzida de produtos e são altamente dependentes de sua performance. Se não derem resultado, não captam. Diferentemente dos bancos, que contam com uma rede de agências, com seus gerentes e consultores de investimento, que fazem uma captação em que a solidez do banco se torna uma aliada da inércia do consumidor. A conveniência o leva a deixar o dinheiro no banco e qualquer oferta razoável é suficiente para convencê-lo a agir assim. Portanto, mesmo os fundos (e o mesmo vale para renda fixa) dos independentes apresentando números melhores, isto não é capaz de acionar o gatilho que vai fazer os investidores saírem de sua zona de conforto (e dos pacotes de tarifas dos bancos) e migrarem para as plataformas de investimento. Por uma razão muito simples, que a maioria das plataformas parece ignorar: a decisão do investidor é emocional, não é racional. Não adianta fazer um comparativo do Tesouro Direto com a Poupança e mostrar que, num investimento de 10 mil reais, em 2 anos, ele ganharia 170 reais mais no Tesouro Direto. Isto não é suficiente para que ele faça todo este movimento. Existe um “custo” associado a esta mudança, chamado CMT (Custo Mental da Transação) – e por isso grifei “todo”. É o trabalho que o consumidor imagina que vai ter para fazer esta mudança. Como a experiência dele com outras instituições financeiras sempre foi muito complexa e burocrática, é assim que a mente dele processa e imagina esta mudança. Enquanto esta imagem, na mente dele, não for modificada e consolidada, o CMT em Investimentos será muito alto. E 170 reais em 2 anos não pagam esta conta. Por mais que 170 reais, pra quem tem 10 mil como reserva, seja muito dinheiro! Eu cansei de dar palestras, no início da ÓRAMA, onde fazia a seguinte pergunta para a audiência: você daria 170 reais de gorjeta para o entregador da pizza no domingo a noite? Então por que você deixa isso para o seu banco? Esta reflexão sobre o valor RELATIVO x ABSOLUTO é algo que até pode ter algum impacto numa palestra presencial, mas dificilmente surtirá efeito num vídeo, num texto de um site ou numa propaganda, meios onde não há interação.

Ainda sobre os Produtos, eu solicitei ao buscador de investimentos Yubb, que fizesse um levantamento sobre o homogeneidade da oferta de produtos nas plataformas. Eles olharam 19 empresas: XP, Rico, Clear, Easynvest, Órama, Guide, BTG, Toro, Nécton, Ativa, Genial, Modalmais, Nova Futura, Daycoval, Terra, Elite, Socopa, Pine, Inter. Analisaram 3.834 produtos de Renda Fixa e 9.203 Fundos de Investimento. E olhe que incrível o número a que eles chegaram:
RENDA FIXA
. 81% dos Títulos são ofertados em 3 plataformas
. 53% dos Títulos são ofertados em 6 ou mais plataformas
FUNDOS DE INVESTIMENTO
. 91% dos Fundos são ofertados em 3 plataformas
. 76% dos Fundos são ofertados em 6 ou mais plataformas
Fonte: Yubb

Se pegarmos os emissores mais presentes, o BMG está presente em 89% das plataformas, enquanto o Banco Original é encontrado em 68% delas. Entre os gestores mais distribuídos, o Alaska está em 47% das plataformas, seguido pela Polo, que é encontrada em 42% dos casos.

Ou seja, isto corrobora exatamente o que falava anteriormente: há pouca diferenciação de produtos. E isto num mercado onde há muito espaço para se inovar. Porém a inovação depende de uma cultura organizacional e um modelo operacional que a priorize. E isto é um desafio para as plataformas, que, vêm de organizações com culturas mais tradicionais, diferentemente de startups nativamente digitais.

O segundo ponto é o já tão batido conflito de interesses do gerente de banco com o cliente, pois sabemos que o primeiro tem metas a serem alcançadas, que não estão necessariamente relacionadas com os objetivos do cliente. Ora, os bancos têm mudado sua forma de atuação e, junto a alguns segmentos, têm colocado a figura do consultor de investimentos, que oferece uma recomendação mais isenta e técnica. Do lado das plataformas, o Agente Autônomo de Investimentos (AAI) também pode fazer ofertas comerciais que priorizem sua remuneração, como nos giros das carteiras de ações ou rebate dos fundos. O que, no limite, cai num conflito de interesses similar ao dos bancos.

E, por último, o uso intensivo da tecnologia, que se tornou uma retórica, muito mais interna do que com impacto externo. Quando a ÁGORA, no início dos anos 2000, se posicionou pela primeira vez no mercado financeiro, como uma empresa de Tecnologia (que atuava no mercado financeiro), este discurso fazia sentido por termos sido altamente inovadores, lançando o primeiro canal de TV na Internet, os primeiros a usarem VoIP para o cliente ouvir o pregão (isto existia na época e era importante), a primeira corretora a segmentar o home broker em 7 aplicações diferentes, o primeiro sistema de home broker que permitia Cotações, Trade, Custódia, Financeiro e Notícias numa mesma tela (os outros eram em abas), e por aí vai. Inovações só possíveis pelo uso intensivo da Tecnologia e que representavam diferenciações de produtos muito relevantes para o usuário. Atualmente, é diferente, porque o baseline do consumidor é muito alto. Ele já está acostumado com o uso de aplicativos altamente tecnológicos em todos os seus momentos do dia. Não há nada de novo neste sentido.

Voltando então ao tripé inicial: Marca, Produtos Financeiros e Experiência. Ao falar de Marca, acabei falando já de Produtos Financeiros. Resta então o último item, a Experiência do Usuário. Aqui parece ser a grande arena, onde as plataformas estão travando as suas batalhas. Novos aplicativos, novos sites, a todo momento. O que me preocupa porque me parece ser uma leitura errada do verdadeiro campo de batalha. É como os bancos que querem fazer um aplicativo melhor que o do Nubank, achando que assim estão minando sua força. A experiência deve ser simples e surpreender o usuário. Mas num segmento com muitos concorrentes, ela se torna commodity rapidamente. Investir muitos recursos aqui não vão trazer o retorno esperado.

Em resumo, podemos olhar para esta realidade de duas formas: um mercado saturado ou uma grande oportunidade de se fazer algo diferente. Há algumas semanas atrás, estava conversando com um diretor de um grande banco e disse a ele: vejo o Open Banking como uma grande oportunidade dos bancos passarem a ter receitas não financeiras. Ele olhou pra mim e perguntou: que banco está fazendo isso com sucesso? Eu respondi: nenhum. E este é o ponto, você pode olhar para isso como uma grande oportunidade, de se testar coisas novas, ou com o mindset de um follower, que prefere pensar: se fosse bom negócio alguém já estaria fazendo. Prefiro acreditar que há um mar de oportunidades para as plataformas de investimentos. Especialmente para aquelas que já têm grandes bases de clientes. Pois podem testar com seus usuários, antes de investir mais pesadamente no lançamento para o mercado.

Não posso deixar de citar algumas iniciativas que estão desafiando este status quo: a FIDUC, que busca popularizar a forma como famílias muito ricas investem, usando uma assessoria técnica ao invés da figura do AAI (comercial). A Avenue, que está abrindo os mercados externos para o pequeno investidor brasileiro, tocando fundo no aspecto aspiracional. E a PI, recentemente lançada, que oferece soluções de investimento, ao invés de produtos. Acredito que entender que o processo de decisão do investidor é puramente emocional e nada racional será chave para o sucesso. Não é por outra razão que a Betina e seus colegas da Empiricus atraem tantos clientes (não que eu concorde ou discorde de sua forma de atuação, é apenas uma constatação).

Uber anuncia compra da rival Careem por US$ 3,1 bilhões

Com sede em Dubai, Careem é uma das startups de maior sucesso no Oriente Médio
Por Agências – Associated Press

CEO da Uber Dara Khosrowshahi disse em nota que a aquisição amplia a força da companhia americana em todo o mundo

O aplicativo de transportes Uber anunciou nesta terça-feira, 26, a compra da Careem, sua rival no Oriente Médio, por US$ 3,1 bilhões na maior operação tecnológica na região.

O valor total da operação inclui US$ 1,7 bilhão em notas conversíveis e US$1,4 bilhão em dinheiro, explicou a Uber em um comunicado.

O acordo transformará a Careem na filial da Uber, mas operará como empresa independente sob sua marca original e será dirigida por seus fundadores.

Careem, com sede em Dubai, é uma das startups de maior sucesso no Oriente Médio. O serviço é popular em toda a região por permitir pagamento em dinheiro ou cartão de crédito.

O diretor-geral da Uber, Dara Khosrowshahi, disse em nota que a aquisição amplia a força da companhia americana em todo o mundo.

Receita do e-commerce no Brasil foi de R$ 53,2 bi em 2018, diz Ebit

O relatório Webshoppers, da consultoria Ebit, mostrou que o comércio eletrônico em 2018 teve um crescimento de 11% no faturamento, comparado ao ano anterior
Por Giovanna Wolf – O Estado de S. Paulo

A empresa Amazon é um dos grandes nomes do comércio eletrônico

O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 53,2 bilhões em 2018. O resultado foi apresentado nesta segunda-feira, 25, pelo relatório Webshoppers, da consultoria especializada Ebit. O número representa um aumento de 11% em relação a 2017, em que o comércio eletrônico faturou R$ 47,4 bilhões. Ao todo, cerca de 58 milhões de brasileiros compraram pela internet no ano passado.

De acordo com a Ebit, o crescimento no faturamento se deve ao grande número de pedidos feitos em 2018: cerca de 123 milhões, o que também representa um aumento de 11% se comparado ao ano anterior.  

Em 2018, o brasileiro comprou muito usando dispositivos móveis como smartphones e tablets. Segundo a Ebit, em três anos, o comércio eletrônico nesses aparelhos triplicou de tamanho. Só em janeiro de 2019, aproximadamente 40% das vendas em internet foram finalizadas em dispositivos móveis.

O relatório Webshoppers também enfatizou a importância da data da Black Friday para o comércio eletrônico brasileiro: os dias 22 e 23 de novembro do ano passado foram responsáveis por um faturamento de R$ 2,6 bilhões, o que corresponde a 5% de todo o faturamento de 2018. 

Além disso, o setor de perfumaria, cosméticos e saúde foi o que mais cresceu em 2018 quanto ao número de pedidos, com um aumento de 50% em relação ao ano anterior.  

Perspectivas. A Ebit também apresentou a expectativa para o comércio eletrônico brasileiro em 2019. Espera-se que o mercado fature R$ 61,2 bilhões este ano, aproximadamente 15% a mais que o ano passado. 

Segundo a consultoria, mais uma vez o crescimento do faturamento será uma consequência do aumento dos pedidos. Em 2019, os pedidos devem aumentar 12% e chegar ao número de 137 milhões. 

Pinterest entra com pedido de abertura de capital

A empresa afirmou que sua receita em 2018 foi de US$ 755,9 milhões; o Pinterest foi avaliado em US$ 12 bilhões na sua última rodada de investimento em 2017

O Pinterest ganha dinheiro atraindo anunciantes para sua plataforma de imagens

A rede social Pinterest, conhecida pelas imagens de comida e moda que seus usuários postam, entrou com um pedido de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nesta sexta-feira, 22. 

A empresa deve ser listada com o nome “PINS” na bolsa de valores de Nova York. Não está claro qual valor o Pinterest deve levantar em seu IPO mas, segundo o jornal Wall Street Journal, é esperada uma avaliação de no mínimo US$ 12 bilhões.

Neste documento inicial, a empresa colocou um valor de US$ 100 milhões à disposição do mercado. Entranto, a fatia da empresa reservada a acionistas pode mudar: segundo a agência de notícias Reuters, no final de todo o processo esse número pode chegar a US$ 1,5 bilhão.

O Pinterest afirmou que sua receita em 2018 foi de US$ 755,9 milhões, cerca de 60% a mais se comparada com 2017. Sobre as contas vermelhas, a empresa afirmou que passou de US$ 200 milhões de prejuízo em 2016 para menos de US$ 75 milhões anuais.  

O Pinterest faz parte de um grupo de empresas de tecnologia que vão fazer IPO este ano, que incluem os aplicativos de transporte Uber e Lyft, a plataforma corporativa Slack e o serviço de hospedagem Airbnb.

A rede social foi avaliada em US$ 12 bilhões na sua última rodada de investimento em 2017. No documento do IPO, a empresa disse que tem mais de 250 milhões de usuários ativos mensais, sendo que dois terços desse número são mulheres. 

Lançado em 2010, o Pinterest é uma plataforma em que usuários procuram e compartilham imagens de seus interesses. A empresa ganha dinheiro atraindo anunciantes. No mercado, a rede social compete principalmente com serviços como o Google, que tem mecanismos de pesquisa em que anunciantes podem direcionar propaganda de acordo com o interesse do usuário. O Instagram, entretanto, é um nome em que Pinterest deve prestar atenção, já a rede social está se direcionando para monetizar sua rede de compartilhamento de imagens, para se tornar uma plataforma de pesquisa e compras. / COM AGÊNCIAS REUTERS

O novo perfil de CEO que as grandes corporações buscam para se reinventar

O Chief Executive Officer da companhia dá lugar ao Chief Entrepreneur Officer, novo perfil no mercado que combina fluência digital e espírito empreendedor
Por Marcelo Nakagawa *

Louis Gerstner, da IBM, em evento em 1999. FOTO: Colin Braley/Reuters

Na segunda metade do século 20, ser CEO ou Chief Executive Officer da companhia era o maior sonho de muitos executivos. CEOs como Jack Welch da GE, John Reed do Citibank, Lee Iacocca da Chrysler ou Louis Gerstner da IBM personificavam os heróis do capitalismo ao liderar reinvenções épicas das suas companhias investindo fortemente em inovação, desenvolvimento de pessoas e eficiência operacional.

Mas na virada do século, quando estes executivos ambiciosos chegaram ao poder, diversas grandes corporações tornaram-se moedores de carne com empregados se estapeando para bater metas (cada vez maiores) e clientes como um meio para que estas metas fossem atendidas. “Eu até entregava o resultado, mas depois só via sangue e corpos por todo o lado. Hoje eu me arrependo…”, diz um executivo.

Se não bastasse este tipo tóxico de ambiente profissional, de alguma forma muitas empresas ainda se tornaram hipócritas tanto com seus colaboradores como com seus clientes e parceiros. Criaram declarações de missão, visão e valores que eram ironizadas pelos seus funcionários, além de campanhas publicitárias em que alardeavam suas (questionáveis) contribuições para um mundo melhor e mais feliz.

Neste contexto, o sonho de ser CEO da companhia, aos poucos, passou a atrair um número menor de interessados. Não queriam ser aquele cara sozinho lá no topo cercado de puxa-sacos e que liderava pelo medo. Com isso, sucessão tornou-se um grande desafio para muitas corporações em função da ausência de executivos que poderiam ocupar os próximos cargos estratégicos. E isso já começava nos programas de trainees. Uma das grandes multinacionais presentes no Brasil contratou 20 trainees em 2016. No ano seguinte, apenas quatro continuavam na empresa. Por que tantos desistiram? “Diferença entre discurso e prática”, explica, educadamente, uma das trainees que foi trabalhar em uma startup.

E agora, para complicar, as corporações ainda precisam não apenas entender, mas dominar e construir vantagens competitivas tirando proveito das novas tecnologias da 4ª Revolução Industrial. O problema é que isso não é possível quando o principal executivo da empresa é um analfabeto em novas tecnologias digitais exponenciais como inteligência artificial, big data, machine learning ou blockchain. Terá que terceirizar sua capacidade visionária com terceiros, incluindo aí, diversos pseudo especialistas, futuristas e consultores.

Assim como ocorreu no passado, quando foram buscar na capacidade empreendedora e inovadora de Welch, Reed, Iacocca e Gerstner, agora muitos conselhos de administração buscam um novo perfil de CEO. Alguém com fluência digital, com espírito empreendedor, cabeça de executivo e capacidade de inovar não apenas produtos, serviços ou modelos de negócios, mas inovar principalmente em como sua organização pensa e age, tornando-a mais ética, colaborativa e ágil.

“Sempre fomos uma empresa gerida pelo comando e pelo controle. Agora temos mais autonomia e agilidade, menos burocracia e hierarquia, buscando dar protagonismo às pessoas”, disse Gustavo Werneck, um dos exemplos desse novo tipo de Chief Entrepreneur Officer (ele é o CEO da centenária Gerdau), durante evento que discutiu o capitalismo consciente nesta semana.

* Marcelo Nakagawa é professor de Empreendedorismo e Inovação do Insper

Uber escolhe a bolsa de valores de Nova York para abrir capital, diz fonte

Com decisão, empresa tenta se diferenciar do rival Lyft e segue caminho do Snapchat e do Twitter

O Uber contratou bancos de investimento para assessorarem sua oferta pública inicial de ações

O Uber decidiu que vai abrir seu capital na bolsa de valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês), disse uma fonte próxima ao assunto à agência de notícias Bloomberg. Com expectativa de fazer sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em abril, a startup pode chegar a valer US$ 120 bilhões – o IPO pode ser o maior do ano. 

Com a decisão de abrir capital em Nova York, o Uber toma uma rota diferente de seu maior rival no mercado americano, o Lyft, que já decidiu escolher a bolsa de valores Nasdaq para sua entrada no mercado aberto. A Nasdaq é a casa de muitas empresas de tecnologia, como Google, Microsoft e Apple. No entanto, desde que uma falha técnica atrapalhou o IPO do Facebook, em 2012, muitas empresas têm optado pela NYSE. 

Foi o caso do Twitter, em 2013, da Snap, em 2017 e também do e-commerce chinês Alibaba, em 2014. Além disso, pesa o fato de que o diretor financeiro do Uber, Nelson Chai, já trabalhou na NYSE. Outro fator é de que o conselheiro do Uber John Thain foi presidente executivo da NYSE entre 2004 e 2007.