O barato saiu caro: Forever 21 busca fugir da falência

A companhia contratou uma consultoria de reestruturação para ajudá-la a negociar mudanças nas lojas e o levantamento de um empréstimo
Por Karin Salomão

As operações internacionais também estão em dificuldade, mas devem ser reestruturadas separadamente 

Os dias das blusinhas baratas podem estar perto do fim. A Forever 21, varejista voltada ao público jovem, está buscando maneiras de financiar sua operação e evitar a falência. A companhia contratou uma consultoria de reestruturação para ajudá-la a negociar mudanças nas lojas e o levantamento de um novo empréstimo, segundo o Wall Street Journal. Para continuar operando, a empresa precisaria de 150 milhões de dólares.

De acordo com o jornal, o fundador, o sul-coreano Do Won Chang, usou um empréstimo recém tomado do JP Morgan Chase para cobrir as perdas da companhia, mas ficou sem caixa para comprar novos produtos e abastecer suas lojas.

As operações internacionais também estão em dificuldade, segundo a Bloomberg, mas devem ser reestruturadas separadamente. Em abril, a companhia anunciou que sairia do mercado chinês.

A varejista foi criada em 1984, pelo sul-coreano Do Won Chang, que juntou 11 mil dólares como lavador de pratos e frentista. A rede chegou a mais de 700 lojas pelo mundo, mas está sofrendo com quedas nas vendas depois de uma rápida expansão geográfica.

“A Forever 21, que divulga pouco sobre suas finanças, previu que as vendas subiriam 10% este ano, para US $ 4,7 bilhões”, escreve o Wall Street Journal. “Mas as pessoas familiarizadas com a empresa dizem que suas vendas e lucros diminuíram depois de anos de forte crescimento”.

A dívida soma mais de 500 milhões de dólares que vencem em 2022. A varejista vendeu sua sede em Los Angeles em fevereiro, por 166 milhões de dólares.

chegada de novos concorrentes, como a H&M, Target e dezenas de varejistas online, pressionou a Forever 21 ainda mais. Com peças a preços muito baixos e de qualidade duvidosa, a marca se baseia em um consumo acelerado, com muitas compras anuais e um enorme desperdício. Concorrentes oferecem peças com uma qualidade ligeiramente maior por alguns dólares a mais.

Reestruturação do varejo

A Latham & Watkins LLP deverá ajudar a Forever 21 a negociar os termos de aluguel com os proprietários de suas lojas, enquanto a Alvarez & Marshal deve reestruturar as operações da companhia.

A Forever 21 não é a única preocupação dos proprietários dos espaços das lojas. Com os fechamentos recentes do apocalipse financeiro nos Estados Unidos, há muitos espaços vagos.

Com o aumento do comércio eletrônico e menos idas às lojas físicas, diversas varejistas voltadas ao público jovem enfrentam riscos de falência, como Aéropostale, Rue21 e American Apparel.

“Apocalipse do varejo” já levou ao fechamentos de quase 6 mil lojas nos Estados Unidos esse ano, mais do que as 5,8 mil lojas encerradas no ano passado. Abercrombie & Fitch, Victoria’s Secret, JCPenney e Gap anunciaram o fechamento de centenas de lojas esse ano.

Apesar do cenário devastador, é só o começo. Um relatório do UBS acredita que mais de 75 mil lojas devem fechar na América do Norte entre 2019 e 2026.

O principal vilão das lojas físicas, nos Estados Unidos, é o comércio eletrônico. No Brasil, as lojas físicas impulsionam as vendas online e vice-versa, principalmente a partir da modalidade clique e retire, de retirada na loja do produto comprado pela internet.

No entanto, nem todas as companhias passam pelo mesmo sufoco. A modalidade de fast fashion, com novas coleções constante e grande apelo de moda, continua forte. A rival da Forever 21, H&M, apresentou crescimento de 10% nas vendas no primeiro semestre do ano. A companhia não tem lojas no Brasil.

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Salesforce anuncia aquisição da Tableau por US$ 15,7 bilhões

Gigante de software irá adquirir fornecedora de plataformas em um acordo de troca de ações
Samira Sarraf | ARNnet

Foto: Shutterstock

Salesforce assinou um contrato definitivo para adquirir a Tableau, fornecedora de plataformas de analytics em um acordo de US $ 15,7 bilhões.

“Estamos muito empolgados em anunciar que celebramos um acordo definitivo para que a Tableau seja adquirida pela Salesforce em uma das combinações mais históricas da história da indústria de software”, disse Adam Selipsky, CEO e fundador da Tableau.”

Em apenas 16 anos, passamos de uma empresa iniciante em um quarto para uma empresa pública de bilhões de dólares. Conseguimos atender milhões de pessoas em mais de 86.000 organizações em todo o mundo. Temos sido líderes em construção e fornecendo os recursos de análise que são tão importantes para todos esses clientes.

“E com um futuro brilhante à nossa frente, à medida que avançamos na transição de assinaturas, construímos um negócio corporativo e fortalecemos muitas partes da empresa”, explicou Selipsky, acrescentando que esse é o motivo pelo qual a Tableau era atrativo para a Salesforce. Selipsky disse que o potencial de crescimento é “enorme” e que os fundadores, a diretoria e a equipe de gerenciamento concordaram que este era o melhor caminho a seguir.

Sob o contrato definitivo, a Salesforce adquirirá a Tableau em uma transação de ações, com cada ação ordinária Classe A e Classe B da Tableau sendo trocadas por 1,103 ação ordinária da Salesforce, representando um valor de US$ 15,7 bilhões.

“O incrível sucesso da Salesforce sempre foi baseado na antecipação das necessidades de nossos clientes e no fornecimento das soluções necessárias para o crescimento de seus negócios”, disse Keith Block, co-CEO da Salesforce. “Os dados são a base de todas as transformações digitais, e a adição da Tableau acelerará nossa capacidade de fornecer sucesso ao cliente, permitindo uma visão verdadeiramente unificada e poderosa em todos os dados de um cliente.

“Com a aquisição, a Salesforce espera desempenhar um papel maior ao impulsionar a transformação digital, permitindo que empresas de todo o mundo explorem dados em toda a empresa e forneçam insights mais profundos para tomar decisões mais inteligentes, impulsionar experiências de clientes inteligentes e conectados e acelerar a inovação.

Walmart vai deixar entregas de clientes dentro da geladeira

A empresa tinha começado uma fase de testes em 2017, em uma parceria feita co companhias parceiras
Por Agências – Reuters

Walmart está apostando em novas opções para facilitar entregas de compras feitas pela internet

Walmart irá reiniciar um serviço que oferece a entrega de compras diretamente para as geladeiras dos clientes. A iniciativa faz parte das tentativas da varejista de encontrar formas não convencionais de oferecer entregas de forma rápida e barata para encomendas feitas online. 

Nos próximos meses, a novidade estará disponível para mais de 1 milhão de clientes em três cidades – Kansas City no Missouri; Pittsburgh na Pensilvânia; e Vero Beach na Flórida. Ainda não há previsões de expansão. No Brasil, a empresa cancelou a operação pela internet no mês passado.

O serviço não é exatamente novo. A empresa tinha realizado testes em 2017, em uma parceria feita com a companhia de segurança inteligente August Home e a empresa de entregas Deliv. Os testes duraram um ano e o projeto não chegou ser escalado para clientes de outras regiões.

Desta vez, o Walmart diz que usará seus próprios funcionários e veículos para fazer a operação. Sem entrar em detalhes, Marc Lore, chefe de marketing eletrônico da empresa, disse que o sistema será formado por fechaduras inteligentes e câmeras que vão permitir aos clientes que monitorem em tempo real pela internet todo o processo de entrega das compras.

A gigante do varejo tem apresentado soluções agressivas para facilitar a entrega de produtos comprados pela internet. Recentemente anunciou a opção de prazo de entrega de um dia sem taxa de remessa – uma resposta ao anúncio da oferta similar pela Amazon.

A entrega de produtos dentro de residências foi lançada primeiramente pela Amazon, ainda no ano passado. O serviço prevê o uso da Amazon Key, ferramenta inteligente da empresa. Ao chegar na residência para deixar as compras, o entregador da Amazon mostra um código de barras para a câmera, que então confirma a movimentação direto com a empresa. Se o código bater com a entrega programada, a câmera começa a filmar o entregador e destrava a fechadura. O consumidor recebe uma notificação junto com uma cópia do vídeo para comprovar que a entrega foi realizada com sucesso. 

Jay-Z se torna o 1º rapper bilionário do mundo

Marido de Beyoncé é dono de um império que engloba a Uber, obras de arte e marcas de bebida alcoólicas

Artista, ícone, bilionário: como Jay-Z criou sua fortuna de US $ 1 bilhão

Jay-Z, de 49 anos, foi considerado pela Forbes nesta segunda-feira, 3, o primeiro artista de hip-hop a se tornar bilionário.

De acordo com a revista, o rapper acumulou a fortuna não só pela música, mas também por meio de suas empresas de bebida alcoólica, arte, imóveis e participações em empresas. Na Uber, por exemplo, ele possui um montante de ações estimado em 70 milhões de dólares (R$ 272 milhões, na cotação atual).

Apesar do império, nem tudo veio fácil na vida do músico. O magnata e marido de Beyoncé nasceu em uma família pobre, envolveu-se com o tráfico na juventude e morou em uma casa simples do Brooklyn, em Nova York, antes de entrar para a música.

Jay-Z, cujo nome de batismo é Shawn Carter, criou sua própria gravadora em 1996 e, dentre seus investimentos, estão o serviço de streaming musical Tidal, a marca de champanhe de luxo Armand de Brignac e a de conhaque D’Usse.

Lucro da Apple pode cair 26% se a China proibir o iPhone

Ganhos da criadora do iPhone podem receber forte impacto se a guerra comercial entre chineses e americanos continuar, dizem os bancos de investimento
Por Ryan Vlastelica – Bloomberg

Número de vendas do iPhone podem sofrer quedas com guerra comercial entre EUA e China

Os lucros da Apple podem cair 26% no ano fiscal de 2020 se a China proibir as vendas do iPhone, segundo o banco americano de investimentos Cowen, a mais recente empresa a pintar um quadro dramático sobre o risco que recai sobre a gigante de tecnologia, caso as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China se deteriorarem ainda mais.

Enquanto Wall Street se preocupa com as perspectivas de demanda chinesa para o iPhone há meses, a questão ganhou ares de urgência depois que o governo Donald Trump colocou a Huawei Technologies Co. na lista negra, aumentando a perspectiva de represálias. No início deste mês, a Wedbush chamou a proibição da Huawei de “momento Forte Sumter” (local onde foram travadas batalhas decisivas na Guerra Civil), com a Apple sendo a o exemplo ilustrativo da incerteza no comércio.

O analista da Cowen, Krish Sankar, escreveu que uma proibição ao iPhone representava um cenário de “caso extremo” de como a guerra comercial poderia se desenrolar, acrescentando que o resultado mais provável é que a Apple apresentaria um golpe “material, mas administrável” nos lucros.

“Os sistemas iPhone, iPad e Mac da Apple correm o risco de sofrer uma destruição da demanda devido a danos colaterais causados pela proibição de vendas à Huawei”, escreveu Sankar. A percepção de que a Huawei está sendo “injustamente punida” pode levar os consumidores chineses a “retaliar uma vez que o patriotismo os leva a dar apoio às marcas domésticas, enquanto produtos e serviços de empresas norte-americanas caem em descrédito”.

Essa visão foi repetida pelo Citi, que na terça-feira,28, cortou sua meta de preço das ações para US$ 205 de US$ 220, vendo “uma desaceleração da demanda pelo iPhone na China, enquanto os chineses mudam sua preferência de compra para marcas nacionais da China”. A participação de mercado de 12% da Apple no país pode ser “reduzida à metade”, escreveu o analista Jim Suva.

A Cowen não é a única empresa a calcular que os ganhos poderiam cair mais de 20% se as medidas de retaliação se intensificarem. O Morgan Stanley escreveu que os lucros podem cair cerca de 23% no pior cenário comercial, enquanto a Goldman Sachs estimou uma queda de 29% se a China proibir os produtos da Apple.

Tanto a China quanto o iPhone são vitais para a empresa de Cupertino, na Califórnia. De acordo com dados compilados pela Bloomberg, a Apple obteve quase 20% de sua receita de 2018 na China, enquanto o iPhone respondeu por mais de 60% de sua receita total em 2018.

Tradução de Claudia Bozzo

Uber fechou o primeiro trimestre do ano com prejuízo de US$ 1 bi

Aplicativo de transportes compartilhados teve aumento de 20% da receita e crescimento no número de usuários pelo mundo
Por Agências – Reuters

Uber relatou prejuízo de US$ 1 bilhão e aumento de 20% na receita em seu primeiro relatório trimestral como uma empresa pública, divulgado nessa quinta-feira, 29. As informações foram compatíveis com as previsões do mercado o que fez com que as ações fossem negociadas com alta de 3,64% às 18h30 (horário de Brasília).

De acordo com a empresa, a receita do período atingiu a marca de US$ 3,1 bilhões, mantendo a previsão do Uber para o trimestre encerrado em 31 de março. A empresa disse anteriormente que esperava uma receita entre US $ 3,04 bilhões e US $ 3,1 bilhões, enquanto sete analistas consultados esperam uma receita média de U $ 3,04 bilhões.

A companhia disse que seus usuários ativos mensais aumentaram para 93 milhões no mundo. Já o prejuízo líquido foi de US$ 1,01 bilhão no primeiro trimestre em comparação com lucro líquido de US$ 3,75 bilhões, um ano antes, quando os resultados foram ajudados pela venda das operações para Grab e Yandex.

O diretor financeiro da companhia, Nelson Chai, disse que o Uber começou a ver “preços menos agressivos” por parte dos rivais. Os resultados também indicam que a nova empresa pública conseguiu atingir suas próprias metas financeiras, o que provavelmente oferecerá alguma segurança aos investidores.

O Uber foi a maior de um grupo de startups do Vale do Silício que abriu seu capital neste ano contra o pano de fundo de um mercado global de ações, desencadeado por novas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. A empresa também enfrenta maior regulamentação em vários países e luta com seus motoristas sobre os salários.

MacKenzie Bezos promete doar metade de sua fortuna para caridade

Ex-esposa de Jeff Bezos e responsável pelos primeiros contratos da Amazon com editorias, a escritora tem uma fortuna estimada em, pelo menos, US$36 bilhões
Por Agências – O Estado de S.Paulo

Após a separação de Jeff Bezos, em abril, Mackenzie se tornou a quarta mulher mais rica do mundo

MacKenzie Bezos, a ex-mulher do presidente-executivo da Amazon, Jeff Bezos, prometeu nesta terça-feira, 28, doar metade de sua fortuna de US$ 36 bilhões para caridade. MacKenzie, cujo ex-marido é o homem mais rico do mundo, foi uma das 19 pessoas a se juntar ao “Giving Pledge”, uma campanha anunciada em 2010 por Warren Buffett e o co-fundador da Microsoft, Bill Gates. A campanha exige que os super-ricos doem mais da metade de suas fortunas durante suas vidas ou que deixem isso registrado em seus testamentos.

“Além de qualquer posse que a vida tenha me dado, tenho uma quantidade desproporcional de dinheiro para dividir”, disse a escritora. “Minha abordagem para a filantropia continuará a ser cuidadosa. Vai levar tempo, esforço e cuidado.”

MacKenzie Bezos tornou-se a terceira mulher mais rica do mundo, de acordo com a revista Forbes, quando ficou com participação de 4% da Amazon quando ela e Jeff Bezos anunciaram acordo de divórcio em 4 de abril. A participação dela na maior empresa de varejo online do mundo é avaliada em US$36 bilhões.

A promessa que os signatários da “Giving Pledge” fazem é “um compromisso moral, não um contrato legal”, afirma a campanha. Jeff Bezos, que lidera a lista de bilionários da Forbes, não está entre as 204 pessoas ricas de 23 países que assumiram compromissos com a campanha. A fortuna do executivo é avaliada em US$ 131 bilhões, segundo a revista.