Facebook ganha US$ 47 bi em um dia após bons resultados no 4º tri

Rede social operou em alta durante toda a quinta-feira e fechou o pregão com valorização de 10,82%
Por Bruno Capelas – O Estado de S.Paulo

Facebook encerrou o ano de 2018 superando as estimativas dos investidores (Photo:
Zuckerberg – CEO)

O valor de mercado do Facebook subiu US$ 47 bilhões após o pregão desta quinta-feira, 31, na bolsa de valores Nasdaq – as ações da empresa se valorizaram 10,82% no dia, depois que a rede social divulgou bons resultados no 4º trimestre de 2018, incluindo alta de 61% no lucro, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Agora, a empresa está avaliada em US$ 479 bilhões – é a quinta maior companhia americana listada em bolsa, atrás de Amazon, Microsoft, Apple e Google. A rede social segue, porém, distante de seu pico histórico – US$ 629 bilhões, em 25 de julho do ano passado. No dia seguinte, o Facebook teve a maior perda diária da história de Wall Street: US$ 119 bilhões. 

N a quarta-feira, o Facebook divulgou os resultados do último trimestre de 2018, com números que animaram os investidores. Parte do otimismo do mercado se deve ao fato de que a empresa voltou a apresentar bons números e previsões otimistas para o futuro, após dois trimestres com expectativas de redução no ritmo de crescimento de receitas e margens de lucro. A revisão aconteceu após a empresa divulgar que gastaria mais para proteger a segurança e a privacidade de seus usuários após a revelação do caso Cambridge Analytica.

Correção. A empresa de Zuckerberg anunciou na quinta-feira que recuperou seus certificados de desenvolvimento para aplicativos rodados no sistema operacional iOS, da Apple. A rede social tinha perdido o direito de testar e usar aplicativos internos depois que veio à tona a informação de que a companhia coletava dados pessoais de usuários de iPhone e iPad, incluindo conversas privadas trocadas por aplicativos de mensagens, mediante ao pagamento de US$ 20 por mês.

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LG tem queda nos lucros com aumento da concorrência em TVs

Empresa também tem enfrentado problemas com mau desempenho da divisão de celulares
Por Agências – Reuters

LG prevê queda de 80% no lucro e culpa fraca demanda por TVs

A fabricante de eletrônicos sul-coreana LG teve queda de 80% no lucro, com US$ 68,5 milhões ganhos no quatro trimestre de 2018, na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Segundo a empresa, as razões para a baixa foram altos custos de marketing e aumento da competição no mercado de televisões, um dos principais da empresa – em especial, por fabricantes chinesas como a TCL. 

As perdas da empresa no setor de dispositivos móveis também reduziram o lucro da sul-coreana, disseram analistas

“A divisão de celulares da LG não tem gerado lucros. Além disso, os altos custos de marketing com modelos que não venderam bem atrapalharam o lucro geral da empresa”, disse Eo Kyu-jin, analista da eBest Investment and Securities, à agência de notícias Reuters. 

Em ano de crise de reputação, Facebook ganha usuários e lucro bate recorde

Crise de imagem não afetou adesão geral à rede social, que cresceu 9%; receita aumentou 30%
Paula Soprana

Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook; apesar do lucro, ano foi um dos mais difíceis em termos reputacionais para a companhia

O Facebook bateu recorde de lucro para o trimestre e atingiu a marca de US$ 6,8 bilhões, acima dos US$ 4,27 bilhões do mesmo período do ano passado. Em balanço divulgado na noite desta quarta-feira (30), a companhia informa que sua receita cresceu 30%, de US$ 12,97 bilhões para US$ 16,91 bilhões, contabilizados nos últimos três meses de 2018.

Os casos envolvendo o uso abusivo de dados pessoais, a maior pressão regulatória e as evidências do uso da plataforma para desinformação em diferentes democracias não afetou a adesão geral à rede social —apesar de ela perder usuários nos Estados Unidos.

O número de usuários ativos chegou a 1,52 bilhão em dezembro de 2018, aumento de 9% no comparativo anual. A receita de publicidade móvel representou 93% dos ganhos em anúncios. 

O ano foi um dos mais difíceis para a empresa presidida por Mark Zuckerberg, que chegou a ser pressionado por investidores a abandonar o conselho da companhia diante de uma série de episódios ligados a violações de privacidade e falta de transparência. 

Em 2018, o executivo depôs no Congresso americano depois do incidente envolvendo a Cambridge Analytica, consultoria contratada pela campanha de Donald Trump que segmentou propaganda política na rede social a partir de dados não consentidos.

Em setembro, outubro e dezembro, a rede social reportou outros três casos de violações à proteção de dados pessoais, como vulnerabilidades de segurança ou exposição indevida de informações de mais de dezenas de milhões de contas.

Mesmo assim, a empresa mostra que ainda têm fôlego para captar público.

Enquanto a América do Norte e a Europa mantêm a base de usuários estável, a Ásia e o resto do mundo registram crescimento. Em um ano, o total de usuários ativos por dia passou de 499 milhões para 577 milhões na Ásia, e de 441 milhões no resto do mundo para 478 milhões. 

A maior receita por usuário, entretanto, ainda vem dos EUA e do Canadá, onde os ganhos médios por pessoa aumentaram em US$ 8,10, enquanto na Europa aumentou em US$ 2,12.

O relatório do Facebook ainda aponta para uma estimativa de 2,7 bilhões de usuários por mês nas três redes sociais da marca —Instagram, WhatsApp e Messenger.

Depois do relatório, as ações da empresa subiram mais de 11% no after market, negociadas da US$ 167,80. 

“É o fim do que foi um ano difícil e desafiador —mas realmente importante— para o Facebook”, disse Sheryl Sandberg, diretora de operações do Facebook, em uma entrevista ao The Wall Street Journal.

A executiva ainda afirmou que o Facebook tem “muitas oportunidades” para aumentar a quantidade de dinheiro que ganha por usuário — tornando a segmentação de anúncios mais eficiente.

Ainda nesta quarta-feira, o Facebook enfrentou um novo problema depois que o site TechCrunch reportou que a empresa usava um aplicativo de pesquisa de rastreamento de iPhones para monitorar adolescentes a fim de aprender mais sobre seus hábitos na internet. O uso viola regras da App Store.

De acordo com a reportagem, o Facebook pagava US$ 20 por mês a participantes para que eles fizessem download de um programa de coleta massiva de dados.

A Apple baniu o Facebook do programa, que tem fins corporativos. “Criamos o nosso programa de desenvolvedores para empresas apenas para distribuição interna de apps dentro de uma organização”, disse em comunicado.

“Qualquer desenvolvedor que usa os seus certificados de empresa para distribuir apps para consumidores terá os seus certificados revogados”, acrescentou.

Com agências 

Nuvem e Office fazem receita da Microsoft subir 12% no trimestre

Empresa faturou US$ 32,5 bilhões entre outubro e dezembro do ano passado; LinkedIn e área de games também tiveram bom desempenho
Por Bruno Capelas – O Estado de S. Paulo

Presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella tem sido responsável por fazer a empresa crescer no segmento de computação em nuvem

A Microsoft teve receita de US$ 32,5 bilhões no período entre outubro e dezembro de 2018, em alta de 12% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado da empresa foi puxado, mais uma vez, pelo bom desempenho das áreas de computação em nuvem e do pacote de produtividade Office 365, que tiveram crescimento de receita de 24% e 34%, respectivamente. A empresa teve ainda lucro líquido de US$ 8,4 bilhões ao longo do período.

Antes da divulgação dos resultados, a expectativa do mercado financeiro chegou a fazer as ações da empresa subirem 3,5%, levando a Microsoft a ultrapassar a Amazon como empresa mais valiosa do mundo. Após a divulgação dos resultados, no entanto, a empresa viu seus papeis serem negociados com queda de cerca de 3% após o fechamento do mercado, fazendo-a ser avaliada em cerca de US$ 792 bi. Já a Amazon era avaliada após o fim do pregão em torno de US$ 820 bi.

Na visão de analistas, a Microsoft teve bom desempenho mas não foi capaz de responder às expectativas altas do mercado. Em especial, pesou a queda no ritmo de crescimento da divisão de negócios em nuvem Azure, que cresceu 76% ano-contra-ano; no 4º tri de 2017, esse crescimento havia sido de 98%. “Ainda assim, é um crescimento sólido”, disse Patrick Moorhead, analista da Moor Insights & Strategies, em sua conta no Twitter.

Outras áreas. A Microsoft também teve um desempenho sólido em setores como a linha de dispositivos Surface (tablets e PCs), cuja receita subiu 39% na comparação ano a ano. O faturamento com serviços e jogos para o sistema Xbox, por sua vez, subiu cerca de 31% em relação ao mesmo período de 2017. A rede social LinkedIn, por sua vez, teve crescimento de 29% na receita; a plataforma também apresentou crescimento de engajamento de seus usuários em torno 30%, disse a Microsoft.

“Nossos resultados refletem as parcerias que temos feitos com empresas em todos os campos, de varejo a serviços financeiros”, disse o presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella, em comunicado aos investidores.

Com destaque negativo, a empresa teve queda de 5% na receita com as vendas do sistema operacional Windows – algo compreensível em um momento que o mercado de PCs se desacelera.

Apple reduzirá preços de iPhones fora dos EUA para compensar alta do dólar

Estratégia é uma medida de contornar vendas fracas do iPhone

Apple planeja reduzir o preço de alguns modelos do iPhone pela segunda vez na história de 12 anos do aparelho, fora dos Estados Unidos, para miminizar o impacto da valorização do dólar sobre moedas locais.

A estratégia é uma medida de contornar vendas fracas do iPhone, particularmente em mercados internacionais como a China, onde um aumento de 10% no dólar no ano passado fez os produtos da Apple, que já tinham preços elevados, ficarem muito mais caros que os de rivais.

O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, revelou o plano na terça-feira depois que a companhia divulgou a primeira queda nas vendas de iPhone durante um quarto trimestre. A companhia apenas reduziu o preço do aparelho uma vez antes, pouco depois de seu lançamento, em 2007.

A Apple não informou que países vão ajustar os preços. Revendedores na China já começaram a cortar preços do aparelho no início deste mês, depois que a Apple reduziu projeção de vendas para o trimestre encerrado em dezembro.

A companhia vende o iPhone XS, lançado em setembro, por US$ 999, o mesmo preço em dólares do predecessor, o iPhone X, de 2017.

Isso funcionou para consumidores norte-americanos, mas em países como China e Turquia, a moeda local caiu muito contra o dólar.

“Decidimos fazer os preços do iPhone voltarem a ser o que eram um ano atrás na expectativa de ajudar as vendas nestas regiões”, disse Cook.

A Apple não informou quando ou com que frequência poderá reajustar seus preços por causa de mudanças cambiais.

O vice-presidente financeiro da companhia, Luca Maestri, afirmou que os ajustes de preços podem não ser feitos nos serviços oferecidos pela empresa, que incluem a Apple Music e App Store. REUTERS

China aprova plano para bolsa de valores voltada para tecnologia

Entidade, que funcionaria de forma similar à americana Nasdaq, em Xangai, foi aprovada pelo presidente Xi Jinping, divulgou agência de notícias local
Por Agências – Reuters

O presidente chinês, Xi Jinping, deu seu aval para o início da bolsa

A China aprovou nesta semana um plano para a criação de uma bolsa de valores voltada apenas a empresas de tecnologia. Situada em Xangai, a entidade terá funcionamento parecido com a bolsa de valores americana Nasdaq, onde são negociadas ações de empresas como Facebook, Amazon e Apple. 

Segundo a Xinhua, agência de notícias estatal da China, o presidente Xi Jinping presidiu um comitê que investigava reformas na economia local. Ele deu seu aval para a criação da bolsa de valores especializada em tecnologia. 

De acordo com o presidente, também há um plano, já aprovado, de implementar um projeto piloto de abertuas de capital (IPO na sigla em inglês). O projeto dá conta de uma estrutura necessária para o ecossistema de startups chinês: no ano passado, o país deu origem a 97 unicórnios (startups avaliadas acima de US$ 1 bilhão), a despeito da desaceleração de sua economia e uma guerra comercial com os Estados Unidos. 

Os dados são da consultoria Hurun Report, baseada em Xangai. Ao todo, hoje a China tem 186 startups que podem ser consideradas unicórnios, com valores que, somados, chegam a US$ 736 bilhões. Entre elas, estão a fintech Ant Financial, a startup de mídia Bytedance e a Didi, rival do Uber e dona da brasileira 99. 

Guerra comercial e baixa demanda fazem Intel ter lucro abaixo do esperado no 4º tri

Empresa é mais uma companhia a sofrer pressão com a guerra comercial entre Estados Unidos e China
Por Agências – Reuters

Intel apresentou nesta quinta-feira seus resultados para o trimestre

A fabricante de chips Intel apresentou lucro e receita abaixo do esperado no quarto trimestre de 2018. Nesta quinta-feira, 24, ao revelar seus resultados financeiros para o período entre outubro e dezembro do ano passado, a empresa alegou que teve menor demanda para seus processadores e modems, devido à desaceleração industrial provocada pela guerra de tarifas entre EUA e China. 

No período, a receita foi de US$ 18,66 bilhões – abaixo da expectativa, que era de US$ 19,01 bilhões. Já o lucro líquido ficou na casa de US$ 5,2 bilhões – desempenho consideravelmente melhor que o do mesmo período no ano passado, quando a empresa teve prejuízo de US$ 680 milhões. 

Após a divulgação dos números, as ações da Intel caíram 7% no pregão da Nasdaq, sendo cotadas a cerca de US$ 46,30. Isso porque o mercado reagiu com mau humor à previsão da empresa para seus resultados no primeiro trimestre de 2019: a receita esperada é de US$ 16 bilhões, contra US$ 17,35 bilhões nas expectativas do mercado. 

“O ambiente externo não parece bom hoje. Se piorar, a Intel pode ter problemas”, disse Kinngai Chan, analista da Summit Insights Group, à agência de notícias Reuters. Não é só ela: há algumas semanas, empresas como Apple e Samsung apresentaram previsões pessimistas para seus próximos resultados financeiros devido à desaceleração do mercado chinês, que tem reduzido sua demanda por dispositivos de tecnologia. 

A empresa também desapontou o mercado por não apresentar o nome de seu novo presidente executivo: havia expectativas de que a Intel aproveitaria a ocasião para divulgar o substituto de Brian Krzanich, que deixou o cargo após ter um cargo extraconjugal com uma funcionária da empresa.