Apple registra primeira queda na receita anual desde 2001

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Por Claudia Tozetto – Com Reuters
A receita anual da fabricante norte-americana Apple caiu pela primeira vez desde 2001, de acordo com dados do balanço financeiro do ano fiscal de 2016, encerrado em setembro e divulgado no final da tarde desta terça-feira, 25. A receita da empresa caiu de US$ 233,7 bilhões, em 2015, para US$ 217 bilhões, em 2016, uma queda de 9%.

No quatro trimestre, a receita da empresa ficou em US$ 46,9 bilhões, queda de 9% no quarto trimestre do ano fiscal. A empresa também registrou uma queda de 19% no lucro, que fechou o período em US$ 9 bilhões. Trata-se do terceiro trimestre de quedas consecutivas em sua receita, resultado da desaceleração nas vendas globais de smartphones e, por consequência, da demanda por seu principal produto, o iPhone.

Com o anúncio dos resultados, as ações da Apple eram negociadas com queda de 2,28% após o fechamento do pregão da Bolsa de Nova York.

Os resultados da empresa, contudo, ainda não incluem a maior parte das vendas do iPhone 7 e do iPhone 7 Plus, as recém-lançadas versões do smartphone da marca. Os aparelhos chegaram às lojas apenas uma semana antes do final do trimestre.

Em conferência de resultados, o presidente executivo da Apple, Tim Cook, afirmou que a perspectiva de vendas do iPhone 7, além do reforço na receita da Apple com serviços, devem impulsionar a empresa no próximo trimestre. “A recepção dos usuários está acima das expectativas e não poderíamos estar mais felizes”, disse o executivo.

O pior resultado da companhia – que tem sede em Cupertino, na Califórnia – foi na China. De acordo com o balanço, a receita da companhia ficou em US$ 8,7 bilhões, 30% a menos que no mesmo período do ano passado – no trimestre anterior, a queda já havia sido de 33%. A empresa também teve queda de 7% na receita na região das Américas e de 1% na Ásia e Pacífico (exceto China).

Produtos. A Apple vendeu 45,51 milhões de iPhones em todo o mundo no quarto trimestre, enquanto analistas previam que o número ficaria em 44,8 milhões, de acordo com a consultoria FactSet Street Account. Embora esteja acima das expectativas dos analistas, os números  representam uma queda de 5% em unidades do smartphone vendidas em relação ao trimestre anterior.

A empresa também apresentou resultados ruins na maior parte das linhas de produtos. A linha de computadores Mac, que deve ser renovada em um evento nesta semana, registrou queda de 14% em unidades vendidas. No caso do tablet iPad, a redução foi de 6%. A empresa também anunciou queda na categoria que inclui relógios inteligentes e a Apple TV – a receita do conjunto caiu 22%.

A Apple teve apenas crescimento na receita com serviços. Segundo o balanço a empresa faturou US$ 6,3 bilhões com produtos como a plataforma de pagamento móvel Apple Pay e o serviço de backup em nuvem iCloud, alta de 24% no período.

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Twitter deve cortar 8% da força de trabalho em breve

Twitter HQ_960.pngPor Agências – Reuters
O Twitter planeja cortar 8% de sua força de trabalho – ou cerca de 300 funcionários – publicou a Bloomberg, citando fontes com conhecimento do assunto. Os cortes podem ser anunciados quando a empresa divulgar, nesta quinta-feira, 27, os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2016. A agência disse ainda que o número de vagas afetadas pode mudar – e que o principal setor afetado seria o de vendas.

Uma representante do Twitter não comentou o assunto. Até o final de junho, no período registrado pelo último balanço do Twitter, a empresa possuía um total de 3860 funcionários.
Se confirmado, este será o segundo corte de funcionários anual do Twitter: em 2015, uma semana após o co-fundador Jack Dorsey reassumir o comando da empresa, a rede social anunciou cortes de 336 funcionários.
No mês passado, o Twitter contratou banco
s para buscar ofertas para uma venda da empresa. Citadas como possíveis interessadas, empresas como Disney, Microsoft, Alphabet e Salesforce negaram seu interesse na rede social. A companhia responsável pela rede social tem valor de mercado próximo a US$ 13 bilhões, mas tem prejuízo de cerca de 400 milhões por ano. Nos últimos 12 meses, a empresa perdeu 12% de seu valor de mercado. 

Com compra da dona da HBO, plano da AT&T é competir com Netflix

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Logotipo da Netflix em sua sede na Califórnia, nos Estados Unidos
A AT&T anunciou que vai usar a sua proposta de aquisição da Time Warner, em uma transação avaliada em US$ 85,4 bilhões, para criar uma plataforma de vídeo digital capaz de concorrer com a Netflix.
A proposta foi indicada nesta segunda-feira (24), quando ela delineou os motivos para a proposta de tomada de controle acionária que transformaria o grupo de telecomunicações em uma das maiores companhias de mídia do planeta.
Randal Stephenson, presidente-ex
ecutivo da AT&T, afirmou que o controle do conteúdo da HBO, a rede premium de TV a cabo da Time Warner, e do estúdio de cinema Warner Bros, o maior de Hollywood, permitiria que a AT&T avançasse rapidamente para construir um produto de vídeo a pedido que compensasse o declínio de sua divisão de TV via satélite, a DirecTV (adquirida em 2014 por US$ 49 bilhões).

Redes de televisão e grupos de TV paga vêm correndo para combater a crescente ameaça da Netflix e da Amazon, que combinaram plataformas para vídeo sob demanda com unidades internas de produção responsáveis por séries de TV como “House of Cards“.
Jeff Bewkes, o presidente-executivo da Time Warner, disse que serviços de vídeo a pedido como o da Netflix e o de sua HBO Now em breve se tornariam “uma coisa universal” entre os consumidores dos Estados Unidos.
Bewkes, que insistiu em que manteria seu posto na Time Warner caso a transação seja bem-sucedida, afirmou que os consumidores americanos estão se cansando de pagar US$ 100 ao mês por um monte de canais a que raramente assistem.
Alguns analistas sugeriram que a AT&T poderia tentar combater serviços como os da Netflix restringindo seus programas mais populares aos serviços de distribuição da empresa.
“Acreditamos ser provável que a AT&T acelere a transferência de conteúdo hoje no Netflix para a sua plataforma própria, o que seria um ponto negativo para o Netflix,” afirmou John Hodulik, analista dos banco UBS.
No entanto, qualquer plano nesse sentido certamente contaria contra a empresa durante um processo de análise regulatória que será certamente muito rigoroso.
O risco de intervenção pelas autoridades regulatórias pesou sobre as ações da Time Warner nesta segunda-feira. Cotadas a US$ 86,74, com queda de 3,1%, elas estão bem abaixo da oferta de US$ 107,5 por ação que foi criticada tanto pelos democratas quanto pelos republicanos.
Os títulos de dívida da AT&T também sofreram uma onda de vendas.
Stephenson, presidente-executivo da AT&T, disse que continua confiante que sua companhia conseguirá aprovação para a proposta, apontando que existem poucos exemplos de bloqueio da parte de Washington a transações de integração “vertical”.
DO “FINANCIAL TIMES”

Warner Bros, HBO e CNN são compradas pela operadora americana AT&T por US$ 80 bilhões

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por Rafael Silva
A operadora de telefonia americana
AT&T fechou hoje um acordo de compra da Time Warner, conglomerado de mídia que reúne empresas como Warner Bros., CNN e até a HBO. As informações são do The Wall Street Journal, que diz que o acordo de compra vai ser votado pela mesa diretora de ambas as empresas nesse sábado e deve ser anunciado mais a noite. No acordo, a AT&T teria concordado em pagar mais de US$ 80 bilhões.

Além das empresas acima citadas, com a compra a AT&T também leva a Turner, TBS (que inclui o Cartoon Network) The CW, New Line Cinema e todas as propriedades intelectuais de cada empresa, como o Batman, o Homem de Aço e toda a turma da DC, que é uma das subsidiárias da Warner Bros.

Essa é o segundo investimento multibilionária da operadora numa empresa de mídia nos últimos dois anos – em 2015 a companhia completou a aquisição da DirectTV em um acordo que envolveu US$ 48,5 bilhões.

A compra deve ser paga metade em dinheiro e metade em ações da operadora e, como qualquer outra compra desse tipo, está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores dos EUA.

VIA: The Verge

Com crescimento de serviços de nuvem, Microsoft divulga receita acima de previsões

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A Microsoft anunciou nesta sexta-feira, 21, que as vendas de seu principal serviço de nuvem, o Azure, dobraram durante o seu primeiro trimestre, impulsionando os lucros da companhia acima das estimativas de analistas. Com isso, ações da Microsoft chegaram ao ponto mais alto da história da empresa, alcançando valores vistos pela última vez em 1999, quando companhias de tecnologia viviam a bolha da internet.

De acordo com a Microsoft, as vendas de seu principal produto de nuvem Azure, que as empresas podem utilizar para hospedar os seus sites, aplicações ou dados,aumentou 116%. Com isso, a receita para seus negócios de nuvem subiu 8,3%, chegando a  US$ 6,38 bilhões, superando a estimativa média de $ 6,27 bilhões.

Na base ajustada, a Microsoft teve receita de US$ 22,3 bilhões, acima da previsão média de US$ 21,7 bilhões. As ações da empresa quase dobraram desde agosto de 2013, quando o presidente executivo Satya Nadella restaurou a confiança dos investidores, ao dar maior foco sobre computação móvel e em nuvem.

Cabeça nas nuvens. Muito conhecida por seu sistema operacional Windows, a Microsoft mudou o foco para a nuvem, duelando com a gigante do comércio eletrônico Amazon para controlar este mercado ainda incipiente.  O salto na receita ressalta como as empresas ao redor do mundo estão se voltando para novas aplicações na nuvem.

Durante a década de 1990, a Microsoft tinha um monopólio na área de softwares para computadores, tornando a companhia uma das mais valiosas do mundo. Entretanto, seu poder diminuiu na década de 2000 depois de duras batalhas com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, quando foi discutida a forma como ela usou seu poder de monopólio contra concorrentes.

Cofundador da Microsoft, Bill GatesN deixou o cargo de presidente executivo no início de 2000. Na década seguinte, a empresa passou a ter um dilema estratégico ao não saber para qual caminho seguir no segmento da computação. [Reuters]

Amazon pode abrir supermercados físicos

amazon-fresh-servico-de-delivery-de-alimentos-da-empresa-de-comercio-eletronicoAmazonFresh: consumidores farão o pedido de itens como leite, manteiga de amendoim ou cereais por um app
São Paulo – Depois de abrir suas primeiras livrarias físicas, a Amazon está planejando abrir lojas físicas de alimentos. A gigante do comércio eletrônico estaria construindo um mercado para vender apenas comidas frescas, de acordo com o
Wall Street Journal.

Consumidores farão o pedido de itens como leite, manteiga de amendoim ou cereais a partir de um aplicativo e retirarão sua encomenda pelo drive thru ou ainda fazer as compras por meio de telas espalhadas pelo local.
A nova loja deverá ser aberta em Seatle, nos Estados Unidos. Sede da companhia, é a mesma cidade que sediou
sua primeira livraria física, inaugurada em novembro do ano passado. A Amazon afirmou que pretende abrir centenas de pontos físicos.

Em documentos da prefeitura de Seatle, obtidos pelo GeekWire, a iniciativa é chamada de “Project X”, mas nem os próprios trabalhadores da obra sabem a que ela se destina. De acordo com relatório obtido pelo site, os pedidos podem ser retirados pelo drive thru ou em uma sala de espera em até cinco minutos.
Apenas assinantes do programa AmazonFresh poderão fazer compras no futuro supermercado.
O serviço de delivery de alimentos existe há 6 anos e faz parte da assinatura premium da Amazon, a Prime, que ainda dá direito a descontos especiais, frete em até poucas horas e acesso a serviços de streaming de músicas e vídeos.
Ele só começou a expandir para outras cidades dos Estados Unidos e Londres depois de muitos testes, já que o delivery de alimentos é muito mais delicado que entregas comuns, já que eles precisam ser mantidos refrigerados.

Recentemente, a AmazonFresh sofreu uma transformação. A assinatura anual caiu de US$ 299 por ano para US$ 14,99 por mês. Ainda que o pagamento anual não seja muito mais barato, o valor mensal pode ser mais acessível para alguns consumidores, considera o GeekWire.
A nova loja irá atrair aqueles que, ao invés de fazer compras pelo site, preferem escolher pessoalmente os itens na volta da casa para o trabalho, afirmou o Wall Street Journal.
Karin Salomão de EXAME.com

Vivo e Vivendi lançam aplicativo para concorrer com Netflix

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São Paulo – A Telefônica Vivo e a francesa Vivendi anunciaram nesta segunda-feira, 17, o lançamento do aplicativo Studio+, que será um rival do Netflix, plataforma já consagrada mundialmente para exibição de filmes, séries e documentários via streaming de vídeo.

O novo concorrente das companhias de telecomunicações e mídia será voltado especificamente para os usuários de tablets e smartphones e oferecerá produções cinematográficas curtas, com duração em torno de 10 minutos, produzidos, roteirizados e filmados para que a experiência do espectador seja positiva mesmo numa tela pequena.

O acesso ao aplicativo poderá ocorrer pela rede móvel (3G ou 4G) e wi-fi, tanto durante a conexão quanto em modo offline após baixar o conteúdo para o aparelho.

A imagem será em alta definição, garantindo boa qualidade mesmo se o conteúdo for reproduzido em telas grandes. O serviço está disponível a partir de hoje, exclusivamente para clientes móveis pré e pós-pago da Vivo, pelo valor de R$ 3,99 por semana ou R$ 12,90 por 30 dias.

O presidente da Vivendi, Dominique Delport, observou que 60% dos usuários de smartphones costumam ver vídeos curtos diariamente, mas não há nenhuma produção de alta qualidade dedica exclusivamente a esse setor.

“Queremos criar uma nova cultura pop”, afirmou o executivo, durante apresentação à imprensa, nesta segunda-feira, em São Paulo. “Nosso foco é conteúdo curto, de alta qualidade e que não tenha tido exibições. Quem quiser ver o conteúdo terá que acessar o aplicativo”, frisou citando que os usuários poderão escolher séries, documentários e produções musicais, que serão acrescentados gradualmente ao acervo virtual.

A Vivendi investiu US$ 40 milhões no desenvolvimento do aplicativo e, principalmente, nas produções cinematográficas. Neste primeiro momento, há cerca de 15 séries disponíveis.

Toda semana será lançada uma nova série ou nova temporada. As produções estarão disponíveis em diversos idiomas como português, inglês, espanhol e francês.

Um dos destaques é a série brasileira produzida para o aplicativo, chamada “Crime Time: Hora de Perigo” baseada em fatos reais. Filmada no Rio de Janeiro e São Paulo, ela conta a história de um político e apresentador de TV julgado por “encomendar” crimes.

O Brasil foi escolhido pela Vivendi para o lançamento mundial do aplicativo. Segundo Delport, essa decisão está relacionada à boa capilaridade da parceira Vivo no País, além de ser um mercado considerado receptivo a novas tecnologias.

O executivo observou também que o Brasil ainda não tem uma grande difusão da TV paga entre a população, o que dá maior abertura para a entrada no mercado de filmes e séries.

Ainda neste ano, o Studio+ chegará a Argentina, Chile, Peru e México, países onde a Vivendi tem parceria com a Movistar. Na sequência, o aplicativo chegará aos Estados Unidos, Europa e Ásia, onde os parceiros da Vivendi ainda estão sendo definidos. Na Itália, será a Telecom Italia.

No Brasil, a exclusividade da Vivo com a comercialização do aplicativo será de três anos. Para o presidente da operadora, Amos Genish, a expectativa é de uma difusão gradual e consistente.

“O Studio+ é um produto novo, com qualidade enorme para os dispositivos móveis. Ainda pode levar algum tempo para disseminar e para as pessoas começarem a comentar sobre as séries e filmes, mas vai acontecer”, disse. “Eu acredito, pessoalmente, que será o Netflix do mobile”, completou o executivo.
Circe Bonatelli, do
Estadão Conteúdo