Google encerra política do clique grátis

Segundo diretor da empresa, internet depende de bom conteúdo produzido pela imprensa

sede-google-610x400O Google anuncia hoje duas novidades em sua relação com as empresas jornalísticas. A primeira delas é o fim da política do “primeiro clique grátis”, que permitia que os usuários acessassem conteúdos sem ter de pagar pela assinatura de um site, quando eles eram direcionados a partir de um resultado na ferramenta de busca. A partir de agora, a postura do Google é de que cada publicação decida quantos cliques serão “gratuitos” para os usuários a partir das pesquisas feitas pelo motor da empresa.

“Vimos muitas mudanças acontecendo no mercado nos últimos anos, com os consumidores cada vez mais se abrindo para pagar por conteúdo de alta qualidade. Queremos ajudar nesse processo”, diz Richard Gingras, diretor do Google News.

Criada em 2007, a política do “primeiro clique grátis” era uma forma de expor conteúdo que estava bloqueado mediante o pagamento de assinatura nos sites de notícias. Dessa forma, a empresa queria evitar que o usuário fosse bloqueado e, na época, acreditava-se que isso ajudaria o internauta a experimentar o conteúdo para, depois, decidir se gostaria de assinar o site.

“Sentimos hoje que essa política já não se encaixa mais para todos os nossos parceiros jornalísticos”, diz Gingras. “Por outro lado, sabemos que oferecer amostras do conteúdo é importante para convencer um usuário a contratar um serviço e achamos isso importante”, avalia o executivo, que tem 30 anos de experiência no mundo da mídia, em grupos como NBC e CBS.

Segundo Gingras, com ajuda da tecnologia de mapeamento de usuários do Google, as empresas jornalísticas poderão até criar ofertas de amostras diferentes para perfis de público distintos. “Isso pode ajudar os jornais a terem mais assertividade em suas estratégias para conquistar assinantes específicos.”

Para Marcelo Rech, presidente da Associação Nacional de Jornais, as mudanças são bem-vindas. “À primeira vista, é um passo à frente, se de fato favorecer a independência da decisão dos editores em relação a seus modelos de negócios”, diz. “No entanto, temos de aguardar para verificar como funcionará na prática e se virá ou não acompanhado de outras medidas.”

Apoio técnico. A segunda novidade é que o Google pretende colocar à disposição dos veículos de imprensa suas ferramentas para melhorar o processo de contratação de assinaturas. “Há jornais em que é preciso dar mais de 20 cliques para fechar uma assinatura”, diz Gingras. O executivo crê que, com ajuda do Google, seja possível assinar um jornal com apenas um clique, usando informações já pré-cadastradas.

Outro plano é em relação ao engajamento dos grupos de mídia com seus assinantes atuais. “Queremos fazer o assinante aproveitar melhor o conteúdo pelo qual já paga”, diz o executivo. Um exemplo: quando o assinante de determinada publicação fizer uma pesquisa no Google, o buscador poderá ter uma área específica, dentro dos resultados, mostrando notícias da publicação sobre o tema.

Segundo Gingras, o Google não pretende cobrar pelos serviços. “Esta não é uma nova linha de negócios para nós”, garante. A intenção da empresa, diz, é colaborar e entender melhor como funciona o sistema de assinaturas. “Nosso objetivo é gerar um ecossistema saudável. Afinal de contas, uma busca só é relevante para um usuário se ele consegue encontrar bom conteúdo, e por isso precisamos dos veículos de imprensa.”

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Angela Ahrendts da Apple sobe para o 13º lugar em lista da Fortune com as mulheres mais poderosas no mundo dos negócios

Sem títuloqAngela Ahrendts, vice-presidente sênior de varejo da Apple, aparece em ranking da Fortune que nomeia as mulheres mais poderosas no mundo dos negócios.

A executiva aparece nesta lista desde 2014, quando decidiu se desvincular da grife Burberry e se juntar à gigante de Cupertino. Logo na primeira vez, ela garantiu o 29º lugare, no ano seguinte, alcançou a 16ª colocação.

Em 2016, Ahrendts estava em 14º e, este ano, ela subiu mais um degrau, alcançando a 13ª posição.

Sendo a mulher com o cargo mais alto da Apple, ela supervisiona 60 mil funcionários de varejo e é responsável pelas experiências em loja de mais de um milhão de clientes diários. A empresa de pesquisa eMarketer estima que a receita combinada das vendas nas lojas físicas e online é de quase US$ 50 bilhões.

A poderosa também marcou presença no primeiro evento da Apple no Steve Jobs Theater, sendo a segunda a se apresentar (depois de Tim Cook) e a única mulher no palco. Ela falou sobre a nova estrutura das lojas da Maçã, assim como as iniciativas que ocorrem por lá, como a “Today at Apple”.

3158000fc9e39925b1c7.jpgOutras mulheres importantes que figuraram a lista foram Sheryl Sandberg (COO do Facebook, em 5º), Abigail Johnson (CEO da Fidelity Investments, em 4º), Marillyn Hewson (Presidente e CEO da Lockheed Martin, em 3º), Indra Nooyi (CEO da PepsiCo, em 2º), e Mary Barra (CEO da General Motors, em 1º). [  – MacMagazine]

VIA 9TO5MAC

Google compra parte da HTC por US$ 1,1 bilhão

sede-google-610x400Os rumores se concretizaram: o Google anunciou oficialmente a aquisição de parte da divisão de smartphones da HTC. O negócio, que está sendo chamado de “acordo de cooperação”, envolve a contratação de aproximadamente 2.000 (dos 4.000) funcionários da fabricante taiwanesa e o licenciamento não exclusivo de propriedade intelectual.

É um acordo diferente da Motorola por alguns motivos. Primeiro, a HTC vai manter sua marca e continuar desenvolvendo smartphones de forma independente. Segundo, a negociação envolve principalmente os funcionários; vários deles trabalharam na criação dos smartphones Pixel. Como afirma a Wired, o Google está “pagando US$ 1,1 bilhão para se transformar em uma fabricante de smartphones”.

Em comunicado, Rick Osterloh, vice-presidente sênior de hardware do Google (ele era presidente da Motorola Mobility), diz que os novos funcionários trabalharão na linha de smartphones Pixel — que deverá ganhar dois integrantes em outubro. O objetivo é criar um portfólio de produtos que ofereça “o melhor do software do Google, como o Google Assistente, com um hardware cuidadosamente planejado”.

A HTC, por sua vez, afirma que continuará desenvolvendo sua divisão de realidade virtual, com o headset Vive; e que já trabalha em seu próximo smartphone flagship. As patentes da HTC poderão ser aproveitadas também pelo Google para desenvolver os próximos aparelhos Pixel.

A relação entre Google e HTC é de longa data. A empresa taiwanesa, como lembra o The Verge, era focada em smartphones com Windows Mobile, mas logo se estabeleceu como uma fabricante de Android. O HTC Dream foi o primeiro aparelho com o sistema operacional do Google; o Nexus One, lançado em 2010, foi o primeiro Nexus; e toda a primeira geração do Pixel foi criada por ela.

Mas, embora a HTC produza bons aparelhos, ela não conseguiu pegar uma fatia relevante do segmento de smartphones e amargou prejuízos sucessivos — o que também influenciou na decisão de desistir de grandes mercados, como o brasileiro.

A compra de parte da HTC pelo Google está sujeita à aprovação pelos órgãos regulatórios e deverá ser concluída no começo de 2018.

Será que finalmente teremos smartphones Pixel no Brasil? E mais: será que o Google realmente vai peitar suas “parceiras”, as outras fabricantes de celulares? []

Decolar.com estreia em alta na bolsa de valores de Nova York

Startup argentina de serviços de turismo fez oferta pública inicial de ações nesta quarta-feira, 20, nos Estados Unidos

1505933540663.jpgEmpresa terá ações negociadas na bolsa de Nova York com a sigla ‘DESP’


As ações da argentina Decolar.com subiam mais de 18% em sua estreia no mercado de ações dos Estados Unidos nesta quarta-feira, o que levou a agência de viagens online apoiada pela Expedia a ser avaliada em US$ 1,96 bilhão.

A oferta de 12,8 milhões de ações foi precificada em US$ 26 dólares cada, no topo da proposta de US$ 23 a US$ 26 dólares, levantando cerca de US$ 332 milhões em recursos. O papel abriu cotado a US$ 29 dólares na abertura do pregão na Bolsa de Valores de Nova York e no início da tarde subia 18,8% , a US$ 30,80.

O valor de mercado bilionário da Decolar (Despegar, em espanhol), sediada em Buenos Aires, a torna uma das primeiras empresas “unicórnio” – startups com valor igual ou acima de US$ 1 bilhão – do setor de viagens da América Latina.

O site da Decolar e o aplicativo móvel fornecem passagens aéreas, pacotes de viagens e reservas de hotéis, atendendo principalmente a clientes latino-americanos. Para serviços de reserva de hotéis fora da região, a Decolar depende da Expedia com base nos Estados Unidos, o agente de viagens online número 2 do mundo.

O Brasil é um dos maiores mercados da Decolar.

O IPO da Decolar acontece em meio às expectativas de que as reservas online de viagens na América Latina aumentarão à medida que a população da classe média da região cresça e se beneficie com mais acesso a smartphones e à Internet.

Antes da oferta, a Expedia possuía uma participação de 16,4% na Decolar, comprada por US$ 270 milhões de dólares em 2015.

O fundo de hedge norte-americano Tiger Global Management, que também tem participações na brasileira Nubank, é o maior acionista da Decolar com uma participação pré-IPO de 57,3%. O General Atlantic Partners é outro importante investidor. [Reuters]

Slack é avaliado em US$5,1 bilhões após rodada de financiamento

O serviço corporativo de mensagens arrecadou US$250 milhões na sua última rodada de investimentos, que trouxe aporte de investidores como o grupo japonês SoftBank

288c0003653cf388150aFundado inicialmente como um jogo online em 2009, o Slack foi se tornar uma ferramenta de comunicação corporativa apenas em 2013. O serviço permite que os usuários troquem mensagens e compartilhem arquivos, entre outras utilidades.


O serviço de mensagens corporativo Slack anunciou nesta terça-feira, 19, que recebeu um aporte de US$250 milhões em sua última rodada de financiamento, em uma rodada liderada pelo grupo japonês SoftBank. Com a quantia, o Slack passa a ser avaliado em US$5,1 bilhões e se torna uma das empresas que mais arrecadou fundos para financiamento, com US$841 milhões já captados.

De acordo com o presidente executivo do Slack, Stewart Butterfield, a rodada de investimentos visava levantar fundos para que o Slack pudesse aumentar sua reserva de caixa e diminuir sua dependência de financiamento externo. O dinheiro também será usado no processo de expansão da companhia, que mira o mercado asiático.

O Slack é um serviço de envio de mensagens, arquivos e documentos voltado para o mercado corporativo. Hoje, a companhia cresce a uma taxa anual de 100% e tem receitas na casa dos US$ 200 milhões, o que atrai investidores que buscam retorno rápido e investimentos de baixo risco. Butterfield afirmou que uma abertura de capital é quase certa, mas que não deve ocorrer antes de 2018. O sucesso da empresa já provocou movimentações de competidores, como a Microsoft, que lançou o concorrente Microsoft Teams em março deste ano.

Anteriormente, a empresa levantou recursos através de fundos de investimento de riscos, como GGV Capital, Spark Capital e Thrive Capital. Mas a nova rodada de financiamento segue uma tendência de mercado das empresas de tecnologia. No segundo trimestre de 2017, 34 negócios fizeram financiamentos de capital de risco envolvendo mais de US$ 100 milhões. No primeiro trimestre, foram somente 12 transações, de acordo com a empresa de dados PitchBook, foram realizadas.

Após 50 anos de história, revista Rolling Stone está à venda

Sem título13.jpgA icônica revista Rolling Stone está à procura de um novo dono depois que a Wenner Media, maior acionista da revista, anunciou que venderá a sua parte.

Segundo o dono e fundador da revista, Jann Wenner, a Rolling Stone se transformou numa empresa multiplataforma, e isso garante que eles alcancem o nível de ambição planejado. Porém, para isso, a empresa precisa de parceiros proativos.

Com 50 anos de história, a Rolling Stone passa pelos mesmos problemas de mercado que a maioria das publicações impressas, enquanto a versão digital não consegue a mesma rentabilidade. Ainda assim, a empresa garante que tem cerca de 60 milhões de leitores por mês.

Apesar da venda, os fundadores da revista Jann e seu filho, Gus Wenner, pretendem permanecer no comando da Rolling Stone. Porém, a decisão caberá ao novo proprietário da revista. []

Novos smartphones buscam mercado ‘super premium’

Com iPhone X e Galaxy Note 8, vendidos por cerca de US$ 1 mil nos EUA, fabricantes vão atrás dos consumidores de renda mais alta

aifon-640x360O novo iPhone X, quase sem bordas; com novos aparelhos, Samsung e Apple querem atrair clientes de alta renda


Na semana passada, as definições de “smartphone caro” foram atualizadas: ao lançar o novo iPhone X, modelo comemorativo de 10 anos da linha, a Apple alcançou um patamar nunca antes visto na indústria de tecnologia, ao cobrar US$ 1 mil por um celular. A sul-coreana Samsung, principal rival da empresa do iPhone neste mercado, já havia flertado com esse nível ao fixar o valor do Galaxy Note 8, seu mais recente modelo de alto padrão, em US$ 930 nos Estados Unidos.

Juntos, esses dois dispositivos parecem abrir caminho para uma nova categoria no mercado, a “super premium”, com smartphones que podem chegar às lojas do Brasil em torno de R$ 5 mil. Para analistas ouvidos pela reportagem do Estado, esta nova categoria vai além de só exibir recursos cada vez mais robustos e, de certa forma, quer cativar os amantes do luxo.

Há espaço para isso. Mesmo no Brasil, onde pagar o equivalente a US$ 1 mil por um smartphone não é algo exatamente novo. Desde 2010, quando o iPhone 4 chegou às lojas do País por R$ 1,7 mil – e o dólar na época era negociado na casa de R$ 1,70 –, tem sido assim.

Além disso, mesmo em tempos de crise o mercado de smartphones premium – acima de R$ 3 mil – tem crescido no País. Segundo dados da consultoria IDC Brasil, o segmento chegou a 600 mil unidades no segundo trimestre de 2017, com alta de 41% em relação ao mesmo período de 2016. Para Leonardo Munin, analista da IDC, o brasileiro tem percebido, cada vez mais, a importância de um bom smartphone na sua vida. “O consumidor passa o dia todo ligado ao seu celular, é o principal dispositivo dele”, diz.

Ainda de acordo com a consultoria, de cada US$ 100 gastos com dispositivos de tecnologia (celulares, tablets e PCs) no Brasil, US$ 77 são consumidos em smartphones – em 2010, a liderança era dos PCs, com US$ 50 para cada US$ 100. “Ao comprar um novo dispositivo, o usuário sempre aceita pagar mais caro por um modelo melhor”, diz o analista, acrescentando que aspectos como design e status fazem diferença.

“O iPhone X e o Galaxy Note 8 vão aumentar a barra de preços, permitindo que outros fabricantes também explorem essa faixa”, avalia Tuong Nguyen, analista da consultoria Gartner. “Ao estabelecer a marca de US$ 1 mil, a Apple mostra que tem o poder de atrair consumidores de luxo, diferenciando-os de quem compra um iPhone 8, vendido a US$ 699.”

Mais do mesmo. Um aspecto que chama a atenção, no entanto, é a relação entre preços e a quantidade de inovações oferecidas. Em vez de recursos disruptivos, como traziam nas primeiras gerações, agora os aparelhos ganham inovações incrementais, que melhoram a experiência, mas não são revoluções.

O Galaxy Note 8 tem recursos muito parecidos com os do Galaxy S8, apresentado pela Samsung no início deste ano. No caso do iPhone X, o sistema de reconhecimento facial e a tela quase sem bordas já apareceram em concorrentes.

Se decepcionam em “grandes novidades”, os smartphones “super premium” não deixam a desejar em melhorias no processamento, memória RAM e armazenamento. “É uma evolução que não inova, mas que faz diferença em como o consumidor sente o celular”, explica Munin, da IDC Brasil. “É preciso investir num hardware robusto que seja capaz de processar o vídeo, o game ou a foto.”

Segundo Renato Franzin, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), esses componentes, sozinhos, não justificam os US$ 300 de diferença entre um iPhone 8 e um iPhone X. Juntos, porém, fazem diferença no custo. A escolha da Apple em utilizar telas de OLED, por exemplo, aumentou o custo do iPhone X. Segundo o analista Ming Chi-Kuo, da consultoria KGI Securities, cada tela custa US$ 125 à Apple – mais que o dobro do preço da tela de outros modelos.

Lacuna. A criação de uma nova categoria é ainda uma oportunidade de diversificação. Maior fabricante de smartphones do mundo, a Samsung já explora isso há algum tempo. No segmento acima de R$ 2 mil, ela tem três linhas de aparelhos diferentes.

Ao apresentar três novos iPhones, sem aposentar linhas anteriores, a Apple criou uma família maior de modelos, vendidos no País entre R$ 2 mil e R$ 5 mil – preço projetado para a chegada do iPhone X ao Brasil. “A Apple expande o poder de escolha do consumidor e se aproxima do mercado intermediário”, diz Frank Gillett, vice-presidente da consultoria Forrester.