Amazon abrirá loja de conveniências sem caixa registradora

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Loja do futuro da Amazon será aberta na segunda-feira

A Amazon abrirá sua loja de conveniências sem caixa registradora na segunda-feira (22), após mais de um ano de testes, disse a empresa, avançando em um experimento que pode alterar dramaticamente o varejo físico.

A loja sediada em Seattle, conhecida como Amazon Go, confia em câmeras e sensores para acompanhar o que os clientes retiram das prateleiras e o que devolvem.

As caixas registradoras e filas de pagamento se tornam supérfluas – os clientes são cobrados após deixarem a loja usando o cartão de crédito registrado.

Para as lojas, a abertura da unidade anuncia outra potencial disrupção nas mãos da maior varejista online do mundo, que adquiriu a rede de supermercados de alto padrão Whole Foods Market no ano passado por US$ 13,7 bilhões.

Longas filas podem afastar os consumidores, então a empresa que descobrir como erradicar o tempo de espera terá uma vantagem.

A Amazon não comenta sobre quando ou mesmo se abrirá novas unidades Go e reiterou que não há planos para trazer a tecnologia para as maiores e mais complexas lojas do Whole Foods.

A unidade, similar a uma loja de conveniência, abriu as portas para funcionários da Amazon em 5 de dezembro de 2016, em fase de testes. Na época, a Amazon disse que esperava que o público em geral pudesse começar a utilizá-la no início de 2017.

Mas houve desafios, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto. Entre eles estava a identificação correta de clientes com biotipos similares, disse a pessoa.

Quando crianças iam à loja durante os testes, causavam prejuízos por tirarem os itens da prateleira e deixarem em locais incorretos, acrescentou a pessoa.

A loja de 167 metros quadrados está localizada em um prédio de escritórios da Amazon. Para começar a comprar, clientes devem scanear um código com o aplicativo Amazon Go para smartphones e passar por uma catraca fechada.

Se alguém passa pela porta com algum item, recebe uma cobrança em sua conta. Se o consumidor devolver o item na prateleira, a Amazon remove o item do carrinho virtual. [Reuters]

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O plano do Spotify para enfrentar o rádio e (finalmente) lucrar

Embora tenha conseguido reverter o longo declínio da indústria da música, a companhia ainda não conseguiu lucrar devido ao alto custo dos direitos musicais.
Por Lucas Shaw, da Bloomberg

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Spotify

Spotify, o maior serviço pago de música do mundo, começará a oferecer notícias e cobertura política para atrair ouvintes e afastá-los do rádio e dos podcasts da rival Apple.

Oito empresas, incluindo BuzzFeed e Refinery29, concordaram em produzir programação para a nova iniciativa, chamada Spotlight. Um dos primeiros programas será um noticiário diário de quatro a sete minutos com reportagens de jornalistas da BuzzFeed do mundo inteiro. Inicialmente, o Spotlight só estará disponível para clientes nos EUA.

A programação de notícias pode ajudar o Spotify a capturar parte dos US$ 18 bilhões que são gastos em publicidade de rádio por ano e aumentar a lucratividade à medida que a empresa se prepara para ser negociada na Bolsa de Valores de Nova York. Embora tenha conseguido reverter o longo declínio da indústria discográfica praticamente sozinha, a companhia não conseguiu lucrar devido ao alto custo dos direitos musicais.

Os segmentos de notícias, cultura popular, esportes e política adicionam uma nova dimensão ao Spotify, que já vinha se diversificando ao oferecer vídeos e podcasts, além de música, para seus mais de 70 milhões de usuários. Essa programação pode ser mais rentável, mas também coloca o Spotify em concorrência mais direta com o YouTube e a Apple, dois rivais poderosos.

“Eu sei que as pessoas vêm ao Spotify primeiro para ouvir, mas estamos começando a construir algo novo”, disse Courtney Holt, diretor de estúdios e vídeos da empresa, em uma entrevista. “Quero criar conteúdo que possa ser visto e ouvido.”

Alguns dos programas serão versões de podcasts já disponíveis no serviço e, inicialmente, vão conter os mesmos anúncios. Outros programas não terão propagandas durante a fase de teste inicial. A maneira em que os podcasts são apresentados será aprimorada para que os ouvintes possam navegar mais facilmente entre diversas histórias e assuntos, disse Holt. Eles também incluirão imagens.

Planos de expansão
Novos programas serão lançados em fevereiro e a empresa planeja expandir o Spotlight para outros mercados em breve, de acordo com uma publicação no blog.

Holt entrou no Spotify no ano passado, depois de trabalhar em mídia musical e digital, com o objetivo de descobrir o que a empresa deveria fazer além de música. Ele descartou várias séries de vídeos originais, que os usuários tinham dificuldade de encontrar no serviço e que tiveram problemas para conquistar um público.

Em seu lugar, ele concebeu o Spotlight, que segue a linha dos vídeos mais bem-sucedidos do Spotify até o momento — vídeos de música e cenas dos bastidores apresentados nas listas RapCaviar e Viva Latino. Os usuários podem ouvir esses vídeos sem assistir, ou assistir para obter informações adicionais.

O programa do BuzzFeed dará prioridade ao áudio, mas inclui infográficos e outros elementos visuais, de acordo com Ben Smith, chefe de redação.

“O Spotify tem uma oportunidade real de competir com o rádio”, disse Smith. “Estas são atualizações de notícias para pessoas da nossa geração-alvo, de 18 a 35 anos de idade.”

Google e chinesa Tencent fazem acordo de patentes

Parceria reduz potencial de litígio entre empresas e mostra que gigante de buscas está de olho no mercado chinês

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Pony Ma Huateng, presidente executivo da Tencent

O Google fechou um acordo de licenciamento de patentes com a chinesa Tencent, em mais um movimento de sua busca para crescer na China, onde seus principais produtos, como o serviço de buscas e o Gmail, são bloqueados pelo governo local.

A empresa de tecnologia dos EUA já havia assinado acordos similares antes com a Samsung, a LG e a Cisco, mas a parceria com a Tencent é a primeira com uma grande empresa de tecnologia chinesa.

O pacto com a empresa chinesa de mídia social e de jogos Tencent cobre uma ampla gama de produtos e abre caminho para a colaboração tecnológica no futuro, esclareceu o Google nesta sexta-feira, sem divulgar termos financeiros do negócio.

O Google não revelou o escopo do novo acordo de patentes e a Tencent não respondeu imediatamente a perguntas sobre quais produtos o contrato de patente cobriria.

“Trabalhando juntos em acordos como este, as empresas de tecnologia podem se concentrar na construção de melhores produtos e serviços para seus usuários”, disse Mike Lee, chefe de patentes do Google.

Além de reduzir a possibilidade de processos contra a Tencent, o acordo reforça a intenção do Google de entrar na China – em 2017, a empresa inaugurou um laboratório no país e lançou uma versão do Google Translate com o mandarim. / REUTERS

Receita da IBM registra primeira alta desde 2012

Companhia conseguiu aumentar participação de áreas estratégicas para 49% da receita; principal desafio para 2018, segundo diretor financeiro, será aumento de impostos

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Empresa volta a crescer após 6 anos; ações disparam

A receita da IBM voltou a crescer pela primeira vez desde 2012, de acordo com balanço financeiro do quarto trimestre de seu ano-fiscal de 2017. A empresa conseguiu receita de US$ 22,5 bilhões, um crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os bons resultados, porém, não foram suficientes para convencer os investidores e as ações da companhia fecharam o dia de ontem com queda de 4,5%, embora tenham registrado ganhos de 10% em valor só em 2018.

Em relação às perdas, a IBM teve prejuízo de US$ 1,05 bilhão, devido a uma cobrança de impostos de US$ 5,5 bilhões relacionada à aprovação de uma nova legislação tributária nos Estados Unidos.

Esse é o primeiro crescimento que a IBM registra no quarto trimestre do ano desde o primeiro trimestre de 2012, quando a companhia mudou sua estratégia para dar maior foco às áreas de computação em nuvem, tecnologias de análise de grandes conjuntos de dados, segurança e mobilidade. De acordo com a empresa, as iniciativas nessas áreas geraram US$ 11,1 bilhões em receita no último ano, ou 49% da receita total — há um ano, elas representavam 35% do total.

A receita da IBM com computação em nuvem aumentou 24% na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a US$ 17 bilhões — do total, US$ 9,3 bilhões foram representados por serviços nessa área. A divisão de computação cognitiva, que é centralizada na tecnologia Watson, alcançou uma receita de US$ 5,4 bilhões, alta de 3% em relação ao quarto trimestre de 2016.

A IBM encerrou o ano de 2017 com US$ 12,6 bilhões em caixa, o que permite que a companhia tenha flexibilidade para novas aquisições no setor.

Expectativas. O diretor financeiro da empresa, James Kavanaugh, afirmou na conferência de resultados que a IBM continuará a “manter um alto nível de investimento” em 2018 para aumentar sua capacidade de entrega nas quatro áreas estratégicas definidas pela companhia no passado.

O maior desafio da companhia este ano serão os impostos. A IBM estima uma taxa de imposto operacional de 16% este ano, no ano passado a taxa foi de 12%

Dona do Snapchat demite 24 funcionários em Nova York e Londres

Com dificuldades nos últimos trimestres, empresa está concentrando funcionários em sua sede em Los Angeles; parte dos demitidos pertence ao time de conteúdo

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Aplicativo tem enfrentado problemas para crescer; Snapchat ganhou apenas 5 milhões de usuários nos últimos três meses

A Snap, empresa que é dona do aplicativo de mensagens efêmeras Snapchat, demitiu nesta semana 24 funcionários em seus escritórios de Nova York e Londres – as informações são do site norte-americano especializado em tecnologia Cheddar.

Segundo a publicação, parte dos demitidos trabalhava na área de produção de conteúdo da empresa, ao lado de parceiros como o BuzzFeed, para criar histórias para a aba Discover do aplicativo. Além disso, o restante da equipe dos dois escritórios foi convidada a se realocar em Los Angeles, onde a empresa tem sua sede principal.

A notícia chega semanas depois da grande reforma feita no Snapchat no final do ano passado, que deveria separar as interações dos amigos das publicações feitas por grandes empresas de mídia e influenciadores, presentes na aba Discover. Disponível inicialmente apenas nos Estados Unidos, a reforma está aos poucos sendo implementada em outros países, embora a empresa não dê estimativas de quando ela estará em todo o mundo. Relatórios iniciais, porém, mostram que a atualização não está surtindo efeito.

Em um estudo interno feito com dados confidenciais e vazado na imprensa norte-americana dá conta de que pouca gente usa a aba Discover, com apenas 20% da atenção dos usuários diários da empresa. Outra notícia que afetou a área de conteúdo da empresa recentemente foi o fim do programa da emissora CNN no anplicativo.

Os últimos meses têm sido bem fracos para a Snap, com crescimento de usuários abaixo do esperado e grandes perdas – entre julho e setembro do ano passado, a empresa teve mais de US$ 500 milhões em prejuízo, sendo US$ 40 milhões derivados apenas do fracasso dos óculos com câmeras de vídeo Spectacles. 

Apple pode encerrar produção do iPhone X pela baixa demanda de compra, diz analista Ming-Chi Kuo

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Apple iPhone X 

O iPhone X é um ótimo aparelho, convenhamos. Porém, infelizmente para a Apple, ele não tem vendido o número desejável de unidades quando falamos sobre uma das maiores companhias de smartphones do mundo: devem sair 18 milhões de iPhone X até o final do primeiro trimestre de 2018. Anteriormente, os analistas esperavam um número de até 30 milhões de aparelhos vendidos.

Por causa disso, o analista Ming-Chi Kuo, conhecido por análises acertadas aos investidores, acredita que a Apple vai abandonar a fabricação do iPhone X no inverno de 2018 — ou seja, a partir do terceiro trimestre deste ano.

Dessa maneira, Kuo adiciona que a Apple vai focar apenas na produção dos novos iPhones, que serão três para 2018. Segundo os rumores, os três modelos terão uma tela de corpo inteiro com o notch do X, nos seguintes tamanhos de tela: 6,1″ LCD partindo de US$ 650, 6,1″ LCD partindo de US$ 750 com hardware melhor e um de 6,5″ OLED, que provavelmente partirá de US$ 1 mil.

Aliás, o analista acredita que o notch (entalhe) do iPhone X foi um dos causadores da baixa demanda na China: boa parte dos consumidores não achou a solução da Apple elegante o suficiente. No Brasil, o iPhone X virou uma barreira pelo preço inicial: R$ 6.999. [Felipe Payão@felipepayao

Fonte(s) Engadget

Apple promete investir US$ 30 bi e pagar US$ 38 bi em impostos nos EUA

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Apple Park + Steve Jobs Theater 

TIM BRADSHAW
DO “FINANCIAL TIMES”

A Apple prometeu investir mais de US$ 30 bilhões na expansão de suas operações nos Estados Unidos, depois do corte de impostos aprovado no mês passado pelo governo Trump, e fará um pagamento extraordinário de impostos de US$ 38 bilhões para repatriar lucros auferidos no exterior.

A fabricante do iPhone afirmou que os investimentos —que incluem um novo campus nos Estados Unidos, centrais de processamento de dados e mais de 20 mil novos empregos— a ajudarão a fazer uma “contribuição direta” de US$ 350 bilhões à economia dos Estados Unidos nos próximos cinco anos.

Boa parte dessa contribuição virá de investimentos planejados anteriormente com fornecedores nacionais, que ela estima devam atingir US$ 55 bilhões em 2018.

O compromisso para com o investimento interno é o maior já assumido por uma companhia americana desde que o presidente Donald Trump assinou a lei de reforma tributária. Trump costuma criticar a Apple e outras grandes empresas de tecnologia por sua dependência da fabricação no exterior.

O pagamento extraordinário de impostos estimado em US$ 38 bilhões “provavelmente será o maior desse tipo já realizado”,anunciou a empresa nesta quarta-feira (17).

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O anúncio da Apple surge depois que diversas empresas americanas se comprometeram a acelerar o investimento interno ou a elevar salários e bonificações para seus empregados nos Estados Unidos, com a aprovação da legislação tributária.

A Walmart anunciou planos para aumentar seu salário-piso de US$ 9 para US$ 11 por hora, e a Fiat Chrysler anunciou bonificações para cerca de 60 mil trabalhadores.

Como parte de seu compromisso, a Apple vai expandir seu fundo de investimento em projetos industriais avançados nos Estados Unidos, e investirá centenas de milhões de dólares em fornecedores norte-americanos como a Corning, que fabrica o vidro para a tela do iPhone, e a Finisar, cujos componentes ópticos são parte do sistema de câmera de “realidade aumentada” do iPhone X.

O plano da Apple para um novo campus surge apenas alguns meses depois da inauguração do Apple Park, uma construção em forma de nave-espacial que abriga sua nova sede, em Cupertino.

As novas instalações, cujo local ainda não foi anunciado, terão por foco a assistência técnica e ajudarão a criar mais de 20 mil novos empregos nos Estados Unidos nos próximos cinco anos, além da força de trabalho de 84 mil pessoas que a companhia já emprega nas áreas de varejo, engenharia e outras, em seu país de origem.

A expansão das instalações da Apple surge no momento em que a Amazon está decidindo onde construir sua segunda sede, depois de receber um dilúvio de ofertas e incentivos de cidades e regiões de todo o país interessados em atrair a gigante do comércio eletrônico.

Outros US$ 10 bilhões do investimento planejado pela Apple serão dedicados a centrais de processamento de dados para acionar a App Store, iTunes e iCloud.

“A Apple é uma história de sucesso que só poderia ter acontecido nos Estados Unidos, e nos orgulhamos de nosso longo histórico de apoio à economia do país”, disse Tim Cook, o presidente-executivo da Apple.

“Acreditamos profundamente no poder da engenhosidade americana, e o foco de nossos investimentos estará em áreas nas quais poderemos ter impacto direto sobre a criação de empregos e a preparação para empregos. Temos um senso profundo de responsabilidade quanto a retribuir ao nosso país e ao nosso povo por ajudarem a tornar possível esse sucesso.” Tradução de PAULO MIGLIACCI