Ações do Facebook caem 4% após divulgação de uso de dados privados em campanha dos EUA

Estima-se que rede social tenha perdido cerca de US$ 23,8 bilhões em valor de mercado; ações caíram 4,4%

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Rede social viu suas ações caírem depois de jornais publicarem que dados foram usados na campanha de Trump

As ações da Facebook Inc caíram 4,4% na manhã desta segunda-feira,19, depois que foram publicadas reportagens indicando que a empresa de análise de dados Cambridge Analytica colheu informações privadas de mais de 50 milhões de usuários do Facebook para privilegiar a campanha eleitoral de Donald Trump.

As perdas, dizem especialistas, causaria uma redução de US $ 23,8 bilhões no valor de mercado da rede social, que atualmente é avaliado em US $ 538 bilhões. Outras redes sociais que estão na bolsa como Twitter e Snap, também tiveram impacto negativo em suas ações.

Analistas do Wall Street disseram que os investidores encontraram “problemas sistêmicos” com o modelo de negócios do Facebook.

“Nós pensamos que este episódio é outra indicação de problemas sistêmicos no Facebook”, disse Brian Wieser, analista da corretora de Nova York, Pivotal Research Group, que indica que seus clientes vendam suas ações da rede social.

Ele acrescentou, no entanto, que não era provável que tivesse um impacto significativo nos negócios da empresa, pelo menos por enquanto. Isso porque é improvável que os anunciantes “mudem repentinamente a trajetória do crescimento de seus gastos na plataforma”.

As perdas seriam a segunda maior queda diária do Facebook. A maior aconteceu em janeiro, quando o Facebook anunciou mudanças no algoritmo e disse que isso afetaria o envolvimento dos usuários no curto prazo, quando as ações caíram 4,5% em um dia.

Vazamento. No último sábado, o The New York Times publicou que, em 2015, dados privados de mais de 50 milhões de usuários do Facebook acabaram indevidamente nas mãos da empresa de análise de dados Cambridge Analytica e que as informações não foram excluídas apesar dos pedidos feitos pelo Facebook.

Em relação, o chefe do Parlamento Europeu disse na segunda-feira, 19, que os legisladores da União Europeia investigarão se o uso indevido de dados ocorreu, acrescentando que a alegação é uma violação inaceitável dos direitos de privacidade dos cidadãos.

Desde então, o Facebook tem enfrentado novos pedidos de regulamentação do Congresso dos EUA e questionamentos sobre a segurança de dados pessoais dos usuários. [Reuters]

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Mulheres optam por conforto, e os sapatos de salto perdem espaço

Pesquisa feita nos Estados Unidos mostrou que as vendas de sapatos de salto caíram 12% no ano passado
Por Mariana Desidério

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Connie Wang
 CBS NEWS

São Paulo – Vender sapatos de salto alto não é tão bom negócio como no passado. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos mostrou que as vendas de sapatos de salto caíram 12% no ano passado, enquanto as vendas de tênis para mulheres cresceram impressionantes 37%, chegando a uma marca de 2 bilhões de dólares.

De acordo com reportagem da CBS, o conforto tem se tornado tendência, pelo menos entre as americanas. Para Connie Wang, entrevista pela rede de televisão, está havendo uma “zuckerberguização dos ambientes de trabalho”.

O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, é famoso por usar sempre o mesmo figurino no trabalho: camiseta e calça jeans. Para Wang, essa simplificação está ganhando espaço em outros escritórios, inclusive entre mulheres.

“Algumas mulheres se sentem melhor com um par de sapatilhas e eu acredito que chegamos a um ponto na sociedade em que finalmente isso é mais do que aceitável no trabalho”, afirmou em entrevista à CBS.

União Europeia estuda taxar em 3% faturamento de empresa de tecnologia dos EUA

Decisão afetaria principalmente empresas como Facebook, Google e Amazon; definições sobre tributo ainda serão discutidos
Por Agências – Reuters

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União Europeia quer criar mais tributos para empresas de tecnologia dos Estados Unidos

A União Europeia quer criar um imposto de 3% sobre o faturamento de grandes empresas da internet dos Estados Unidos, como Google e Facebook. As informações constam em um relatório preliminar feito pela Comissão Europeia.

A proposta prevê a exigência de pagamento de impostos por empresas de internet com faturamento acima de € 750 milhões —  cerca de US$ 924 milhões —  e receitas tributáveis na União Europeia anuais superiores a € 50 milhões.

A ideia faz parte de uma reformulação do esboço anterior que previa pagamento de impostos entre 1% e 5%. A nova tributação, diz o relatório, seria aplicada em todos os 28 países da União Europeia. A proposta será debatida na próxima semana e ainda pode sofrer mudanças.

Efeitos. Caso seja aprovada, os impostos devem cair principalmente em grandes empresas do mundo digital como Google, Facebook, Uber, Airbnb e Amazon. Essas grandes empresas foram acusadas por governos de países pertencentes ao bloco econômico europeu de pagar poucos impostos ao redirecionar parte de seus lucros para países cuja carga tributária é mais baixa, como Irlanda e Luxemburgo.

Disney cria unidade para administrar serviço de streaming

Plataforma de vídeo sob demanda terá conteúdo ‘para família’ e será lançado apenas no fim de 2019

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Robert Iger presidente da Disney anunciou criação de unidade que cuidará de serviço de streaming da empresa

A Walt Disney disse nesta quarta-feira, 14, que criou uma nova unidade de negócios para gerir seu futuro serviço de streaming de vídeo, que pode brigar com empresas como Netflix e Amazon. A novidade surge no momento em que a Disney está no processo de compra da 21st Century Fox, que produz filmes e séries para TV.

Kevin Mayer, diretor de estratégias da empresa, foi nomeado presidente da nova divisão. Ele  supervisionará o lançamento de um serviço de transmissão digital “criado para a família”, previsto para ser lançado no fim de 2019. Quando a compra da Fox for concluída, as redes de mídia e o estúdio de filmes permanecerão como unidades separadas da Disney, disse a empresa.

“Estamos posicionando estrategicamente nossos negócios para o futuro, criando um quadro global mais efetivo para atender consumidores em todo o mundo, aumentar o crescimento e maximizar o valor para os acionistas”, afirmou o presidente executivo da Disney, Bob Iger, em um comunicado.

A maior rede de TV da Disney, a ESPN, vem perdendo assinantes à medida que os clientes deixam as assinaturas de televisão paga em favor de serviços como Netflix. No fim do ano passado, a empresa anunciou que iria retirar todo o seu conteúdo da plataforma de streaming, porque lançaria sua própria plataforma nos próximos anos. [Reuters]

SXSW 2018: A questão de gênero no festival

Discussões sobre igualdade de gêneros prevaleceram no evento mesmo quando não era o principal tema dos painéis
Por Liliany Samarão / Diretora de Atendimento na Publicis Brasil

Sem título.jpgA partir de hoje as discussões exclusivas para gênero já não estão mais na agenda do SXSW 2018. Mas a verdade é que muito se falou sobre o tema o tempo todo no evento, gerando uma quantidade imensa de informações e aquela sensação de que temos coisas boas acontecendo.

Muito se falou sobre empreendedorismo, oportunidades no mercado global, empoderamento feminino. O SXSW trouxe grandes mulheres para nos inspirar: a jornalista Christiane Amanpour e a ex-presidente da Dell Ingrid Vanderveldt são duas que dividiram seus projetos e conhecimentos. Vanderveldt tem um projeto para empoderar um bilhão de mulheres até 2020, e a aplicação não é dinheiro por dinheiro mas sim de ajudar mulheres a empreender, ensinar a ter um plano de negócios e ainda como dirigir um negócio saudável e de sucesso.

Mas ainda tivemos outros nomes que trouxeram ideias (como a The Wing), mostraram sua arte e levantaram bandeiras importantes – o movimento Time’s Up foi um tema recorrente do festival. Em um festival desta estrutura, ver o tamanho que a discussão de gênero teve mostra como este é um caminho consolidado para as mulheres, mas nem tanto para os homens. Em todas as palestras, 95% dos palestrantes eram mulheres.

A discussão de gênero é de todos, sejam eles homens e mulheres, e todos deveriam estar engajados. Mas, como dizem, “se começa do começo”, então vamos atrás de transformar tudo que vimos em realidade e esperar mais e mais discussões.

Dona do Snapchat vai demitir mais de 120 engenheiros nos EUA

Empresa foi pressionada por acionistas a cortar custos depois de ter receita abaixo do esperado em seu primeiro ano na bolsa de valores

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Snapchat fez IPO em março do ano passado

Os dias ruins do Snapchat parecem não acabar: depois de completar um ano na bolsa com valorização de apenas US$ 1 na comparação com o preço inicial, a empresa confirmou nesta quinta-feira, 8, que vai demitir pouco mais de 120 engenheiros – cerca de 10% da equipe do setor – e reorganizará a equipe do setor, depois que a Reuters divulgou tais informações após ter acesso a um memorando interno da empresa.

A dona do aplicativo de smartphones conhecido por popularizar mensagens que desaparecem foi pressionada pelos investidores para reduzir os custos. A pressão aconteceu depois que a receita da empresa ficou abaixo das expectativas dos analistas durante o primeiro ano da Snap como companhia de capital aberto.

A companhia vai oferecer um pacote de benefícios para aqueles que estão sendo demitidos, conforme o memorando de Jerry Hunter, vice-presidente sênior de engenharia. As demissões foram relatadas anteriormente pelo site de notícias Cheddar.

A Snap agendou uma reunião de funcionários para 14 março para explicar a reorganização e responder perguntas, de acordo com o memorando. A reforma “unificará toda a organização de engenharia” como uma única equipe, escreveu Hunter. Segundo Hunter, porém, a qualidade do trabalho “será mantida em alto nível.” [Reuters]

Snap faz aniversário na bolsa com ação subindo apenas US$ 1

Empolgação inicial de investidores com a empresa foi deixada de lado; hoje, papel da dona do Snapchat é negociado a US$ 18, pouco mais do que os US$ 17 na abertura de capital

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Snapchat fez IPO em março do ano passado

A Snap, empresa que é dona do Snapchat, comemorou seu primeiro aniversário como companhia de capital aberto na última sexta-feira, 2. Para os investidores, porém, o clima não era de festa – ao menos considerando a expectativa deles quando compraram ações da empresa na oferta pública inicial (IPO, na sigla de inglês) mais disputada do mercado de tecnologia em anos.

Inicialmente negociados a US$ 17, os papeis da Snap hoje são negociados a US$ 18, em valorização de apenas US$ 1 ao longo do ano todo. O número é ainda mais frustrante ao se considerar que as ações da empresa dispararam 44% em seu primeiro dia no mercado.

Inicialmente a popularidade do Snapchat com jovens foi vista como uma grande ameaça ao líder da indústria, o Facebook. Os principais investidores incluíram T. Rowe Price Group e Fidelity Investments.

Mas o ritmo de expansão da base de usuários do Snapchat ao longo do ano passado não conseguiu atender às expectativas de muitos investidores. As ações despencaram recentemente, depois que uma esperada atualização do aplicativo não conseguiu impressionar muitos usuários – incluindo Kylie Jenner, que estrela o reality show“Keeping up with the Kardashians”.

“Esta é uma empresa em fase de consolidação que por um acaso passou a ser listada”, disse Brian Wieser, analista da Pivotal Research, que recomenda vender ações da Snap.“Ainda não sabemos se algum dia será lucrativa.”

Na última sexta-feira, a ação da Snap teve alta de 4,6%, ou US$ 0,80, para US$ 18,01, após o site de notícias Cheddar ter publicado que a empresa está trabalhando em novos óculos equipados com câmera – os Spectacles. A primeira versão deles, lançados em 2016, porém, deram bastante prejuízo à empresa. [Reuters]