Ubisoft Entertainment de “Assassin’s Creed” luta por autonomia na vida real

Valorização de suas ações é uma proteção contra a aquisição de parcela majoritária das ações da Ubisoft por parte do conglomerado Vivendi
Por Alexandre Boksenbaum-Granier, da Bloomberg

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Assassin’s Creed: sucesso de novo jogo da franquia dá respiro à Ubisoft (Ubisoft/Divulgação)

Parece que o período de fim de ano será um divisor de águas na luta da Ubisoft Entertainment para continuar independente da Vivendi.

A última versão da franquia mais vendida da empresa de jogos francesa, Assassin’s Creed Origins, está conquistando elogios da crítica e registrando vendas fortes no Natal, o que poderia impulsionar ainda mais as ações, que já quase dobraram neste ano graças a um excelente começo desde o lançamento do jogo, em outubro.

A valorização da ação é um obstáculo para qualquer tentativa da Vivendi, a principal acionista da Ubisoft, de levar adiante uma oferta hostil pelos 73 por cento da empresa que não lhe pertencem. As ações da Ubisoft valem quatro vezes mais do que quando o conglomerado de mídia administrado pelo presidente do conselho, Vincent Bolloré, começou a adquirir a ação, em 2015.

“Considerando a atual tendência, Assassin’s Creed permanecerá entre os três títulos mais vendidos durante o período de Natal”, disse Olivier Garcia, diretor de desenvolvimento comercial da Fnac, rede varejista de eletrônicos da França. As vendas continuaram “muito fortes” e colocaram o jogo em terceiro lugar, atrás da simulação de futebol Fifa 2018 e do jogo de tiro em primeira pessoa Call of Duty: WWII, disse ele.

No Reino Unido, o jogo ficou em quinto lugar na categoria software de entretenimento da semana encerrada em 16 de dezembro, de acordo com dados da GFK Chart-Track.

As vendas fortes foram impulsionadas pelos comentários elogiosos dos usuários. Em média, o jogo recebeu 85 por cento de rating positivo desde seu lançamento, com base em mais de 17.000 comentários na plataforma de jogos on-line para PC Steam.

Assassin’s Creed faz parte de um grupo de franquias de elite que vendeu mais de 100 milhões de cópias cada um, junto com Grand Theft AutoFifa e Super Mario Bros. Vendido a cerca de US$ 50 nas lojas, o mais novo jogo da famosa franquia de ação e aventura leva o jogador ao antigo Egito para explorar as pirâmides e descobrir túmulos de múmias e faraós. Um modo de fotografia permite que o jogador tire fotos que podem ser compartilhadas nas redes sociais.

A Ubisoft só divulgará os dados de vendas em fevereiro, mas insinuou que o tempo extra dedicado ao design antes de lançar o jogo valeu a pena. Pouco depois do lançamento de 27 de outubro, o CEO Yves Guillemot disse que as vendas do jogo registravam duas vezes o ritmo das vendas da versão anterior, e o diretor financeiro Alain Martinez disse em 7 de dezembro que o jogo havia continuado em sua trajetória positiva.

Fabricantes de jogos, incluindo a Ubisoft, normalmente dependem do lançamento de um ou dois jogos por ano, e a Ubisoft está explorando ao máximo Assassin’s Creed Origins. As vendas robustas do jogo, incluindo as versões digitais jogadas em computador e a receita maior obtida por jogos mais antigos do catálogo da Ubisoft, permitiram à empresa anunciar no início deste mês que vai adiar alguns títulos futuros, sem alterar sua perspectiva de lucro.

No primeiro semestre do ano fiscal de 2018, as vendas de versões anteriores do catálogo da Ubisoft cresceram 48 por cento e a receita digital da empresa aumentou 69 por cento.

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Ações da Apple caem frente demanda menor do que esperada pelo iPhone X

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Ações da Apple caem frente demanda menor do que esperada pelo iPhone X para o 1º trimestre de 2018

As ações da Apple enfrentaram hoje (26) uma queda repentina na bolsa de valores Nasdaq. De acordo com analistas de mercado, isso se deve a relatos vindos do periódico taiwanês Economic Daily News, afirmando que a Apple haveria cortado a previsão de vendas de iPhones X para o primeiro trimestre de 2018 de 50 milhões para 30 milhões de unidades.

O jornal asiático explicou que conseguiu essas informações a partir de fontes ligadas à Foxconn, a única empresa responsável por montar os iPhones top de linha da maçã atualmente.

Sem títuloEsse ajuste na previsão estaria acontecendo porque a demanda pelo iPhone X já estaria se estabilizando e, em consequência, a capacidade produtiva da Apple teria conseguido acompanhar o volume de vendas sem maiores problemas já durante as vendas de Natal. Na loja online oficial da Apple nos EUA, diversas versões do iPhone X estavam com despacho imediato ou para o dia seguinte, indicando que os estoques estão cheios.

Analistas acreditam que a redução na demanda pelo novo top de linha da Maçã tenha ocorrido porque os early adopters da marca — aqueles que compram as novidades primeiro — já teriam adquirido o iPhone X. Mas, por conta do seu preço elevando, entre US$ 999 e 1.149, os consumidores mais comuns estariam optando pelo mais tradicional e barato iPhone 8 e também modelos antigos.

Essa tendência relatada pelo periódico taiwanês, entretanto, não é consenso entre os analistas de mercado. Jun Zhang, da Rosenblatt Investimentos, tranquilizou seus clientes dizendo que não venderia suas ações da Apple por preços baixos.

“Nossa pesquisa não indica novos cortes de produção depois da temporada de feriados. Os relatos da mídia taiwanesa poderiam estar confundindo o mercado, sendo que acreditamos que estejam se referindo a cortes de produção anteriormente revelados para os iPhones 8 e 8 Plus, enquanto a produção do iPhone X estaria sendo incrementada em dezembro”, explicou Jun Zhang.

Não há como ter certeza sobre o caso, entretanto, mas o fato é que as ações da Apple já caíram 2,5% hoje. Ainda assim, existe a possibilidade de recuperação nos próximos dias caso a situação seja esclarecida de forma positiva para o lado da Maçã. Leonardo Müller @leowmuller

Eric Schmidt deixará a presidência do conselho de dona do Google

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Foi CEO do Google durante dez anos – entre 2001 e 2011; com fortuna avaliada em US$ 10,2 bilhões, o empresário de 62 anos é um dos 20 maiores bilionários da tecnologia

A Alphabet, holding que controla o Google, anunciou nesta quinta-feira, 21, a saída de Eric Schmidt da presidência do conselho da empresa. Há 17 anos na empresa, Schmidt já foi seu presidente executivo e ocupava o atual cargo desde 2011, quando foi substituído por Larry Page, cofundador do Google ao lado de Sergey Brin.

Segundo o comunicado da Alphabet, o executivo seguirá como conselheiro técnico e científico da empresa – seu substituto ainda não foi anunciado, mas, de acordo com o texto, será um “presidente de conselho não executivo”. Schmidt tem 62 anos e, segundo a agência de notícias Bloomberg, possui 1,3% de participação na companhia.

“Eu, Larry, Sergey e Sundar [Pichai, atual presidente executivo do Google] acreditamos que o tempo correto na Alphabet para fazer essa transição”, disse Schmidt, na nota. “Nos últimos anos, passei muito de meu tempo pensando sobre ciência e tecnologia, relacionadas à filantropia, e planejo continuar esse trabalho.”

Schmidt liderou o Google em sua fase de abertura de capital e expansão – quando deixou o comando da empresa, em janeiro de 2011, ela já valia US$ 190 bilhões. “Eric nos brindou com uma grande visão sobre o futuro da tecnologia. Agora, ele nos ajudará como conselheiro”, disse Larry Page, no comunicado.

Anúncios do Facebook deixam empregadores buscar só funcionários ‘jovens’ nos EUA

Ação judicial diz que empresas com Amazon e T-Mobile usam ferramenta da rede social para que só candidatos com menos de 38 anos vejam as vagas

Logo FACEBOOKEmpresas como a T-Mobile, a Amazon.com e a Cox Communications Inc estão sendo acusadas de usarem ferramenta de anúncio do Facebook para segmentar a divulgação de abertura de vagas. O processo corre no tribunal federal de São Francisco desde a última quarta-feira, 20.

A ação judicial diz que ao impulsionarem os anúncios de recrutamento, as empresas envolvidas determinavam limites de idade sobre quem poderia ver essa publicação. Usuários com mais de 38 anos não viam e nem podiam se candidatar para as vagas.

“Este padrão ou prática de discriminação nega oportunidades de trabalho para indivíduos que estão procurando empregos, porque impossibilita trabalhadores mais velhos se candidatarem  e diminuem  o número de trabalhadores mais velhos contratados”, diz a denúncia feita pelo sindicato dos trabalhadores.

O Facebook, que não é considerado réu na ação, divulgou nota dizendo que a rede social não se envolve em discriminações de idade.

Entre os réus, a T-Mobile e Cox disseram que não comentam o caso. Já a Amazon disse que corrigiu recentemente alguns anúncios de recrutamento: “Descobrimos que alguns anúncios tinham segmentação, o que é contra a nossa proposta de procurar qualquer candidato com mais de 18 anos”, afirmou a empresa por nota.

O processo é o mais recente exemplo de críticas ao Facebook para a chamada “micro-targeting”, um processo que permite aos anunciantes escolherem quem vê seus anúncios com base na idade, interesses, raça e até mesmo características específicas como se o usuário não gosta de pessoas de determinada raça ou religião.

No mês passado, a empresa disse que estava tirando, temporariamente, a possibilidade dos anunciantes excluírem de seus anúncios determinados grupos raciais e prometeu ainda “fazer melhor” no policiamento de práticas discriminatórias. [Reuters]

Spotify atinge valor de mercado de US$ 19 bilhões

Empresa sueca de streaming de música cresceu 20% nos últimos meses; companhia deve abrir capital na bolsa de Nova York no começo de 2018

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Spotify cresceu 20% em valor de mercado nos últimos meses.

O serviço de streaming de música Spotify pode ter atingido um valor de mercado de aproximadamente US$ 19 bilhões nos últimos meses, de acordo com fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters. A empresa, que pretende abrir seu capital em breve, cresceu 20% desde o começo do quarto trimestre de 2017, quando chegou a ser avaliada em US$ 16 bilhões.

A companhia sueca tem vendido suas ações privadas com preços acima de US$ 4 mil, segund as fontes. Após a gigante chinesa Tencent ter investido na empresa, no entanto, estima-se que o valor das ações tenha subido para US$ 5 mil. Para o Spotify, o negócio com a chinesa garante uma entrada no crescente mercado do país asiático.

Empresas, em geral, vendem ações privadas antes de uma abertura pública de capital para que funcionários e fundadores possam levantar dinheiro logo. Para os investidores, esse tipo de negócio garante uma posição de liderança na listagem de ações futura.

Apesar de o Spotify não comentar, fontes afirmam que a companhia pretende enviar os primeiros documentos sobre abertura de capital para autoridades norte-americanas ainda em 2017. Especula-se que a companhia queira fazer uma listagem direta de ações na Bolsa de Valores de Nova York, o que faria economizar milhares de dólares em gastos com Bancos que intermediam esse tipo de negócio. [Reuters]

Disney compra parte da Fox por US$ 52,4 bilhões

Sem títuloA Disney acertou a compra de parte da 21st Century Fox, de Rupert Murdoch, por US$ 52,4 bilhões. Com o movimento, a empresa busca aumentar sua escala na competição crescente com a Netflix e a Amazon.

Segundo os termos do acordo, a Disney adquire ativos significativos da Fox, incluindo os estúdios que produzem blockbusters como os filmes de super-heróis da Marvel e a franquia “Avatar”, assim como séries televisivas como “Os Simpsons”.

Os acionistas da Fox receberão 0,2745 ações da Disney por cada ação que possuem, o que equivale a US$ 29,50 por ação pelos ativos que a Disney está comprando, segundo cálculos feitos pela Reuters.

A Disney também vai assumir cerca de US$ 13,7 bilhões de dívida da Fox no negócio.

Antes da aquisição se efetivar, a Fox vai separar sua rede de canais televisivos e estações da Fox Broadcasting, Fox News Channel, Fox Business Network, FS1, FS2 e Big Ten Network em uma nova empresa de capital aberto.

O acordo encerra mais de meio século de expansão do império de Murdoch, 86, que transformou um jornal australiano que ele herdou de seu pai aos 21 anos em um dos maiores e mais importantes conglomerados de notícias e filmes.

O presidente da Disney, Bob Iger, 66, vai estender seu mandato até o final de 2021 para supervisionar a integração das companhias. Ele já adiou sua aposentadoria da Disney três vezes —em março, ele havia declarado que estava comprometido em deixar a empresa em julho de 2019.

“Isso nos dará a habilidade de casar o ótimo conteúdo da Fox com o ótimo conteúdo da Disney. Isso nos dá uma pegada internacional muito maior, e nos permite usar tecnologia de ponta para alcançar consumidores de forma muito mais atraente”, disse Iger em entrevista ao canal de TV americano ABC.

Iger também afirmou que novas tecnologias seriam necessárias para atender a demanda de telespectadores que querem acessar conteúdo a qualquer momento. Serviços diretos para o consumidor são a prioridade número um da empresa, acrescentou.

Hollywood
O negócio deve mudar a cara de Hollywood e do setor mundial de mídia, que está passando por uma rápida digitalização.

Dominante nos últimos anos com seus megablockbusters, como as ficções da franquia “Star Wars”, as animações da Pixar ou, agora, as adaptações “live action” das animações, a Disney aumenta ainda mais seus tentáculos na indústria de cinema.

Ao adquirir a Fox, a Disney abocanha marcas como “Planeta dos Macacos”, sucesso na virada dos anos 1960/1970, ressuscitado pelo estúdio, primeiro com um longa de Tim Burton, em 2001, depois, com três títulos nos últimos seis anos —o mais recente estreou neste ano e teve arrecadação modesta nos Estados Unidos, mas se saiu melhor no mercado internacional.

Se a fusão já valesse, os dois estúdios combinados teriam 39,2% das bilheterias. Ou seja, a cada dez bilhetes comprados nos cinemas, quatro seriam de um filme da dupla.

Regulação
Nos últimos dias os negociadores discutiam medidas que teriam de ser tomadas para passar pelo forte escrutínio regulatório em Washington, depois que o governo Trump decidiu bloquear a recente proposta de aquisição da Time Warner pela AT&T, uma transação de US$ 85,4 bilhões, a não ser que algumas das redes de TV da empresa a ser adquirida sejam vendidas separadamente.

Entre os obstáculos regulatórios estão a combinação dos dois estúdios de cinema e na posição dominante que a Disney teria no mercado de esportes.

“É provável que a aquisição enfrente sérios obstáculos”, disse Erik Gordon, professor da Escola Ross de Administração de Empresas, na Universidade do Michigan.

“A Disney já é a segunda maior entre as gigantes da mídia. É previsível que fusões de gigantes como esses enfrentem mais escrutínio do que fusões em outros setores.”

Além de dois estúdios de cinema concorrentes sob o mesmo teto, os especialistas apontam para a combinação entre a rede de esportes ESPN, da Disney, e os 22 canais regionais de esportes da Fox, que detém direitos de transmissão valiosos sobre competições esportivas locais, como outro provável obstáculo.

Os analistas disseram que a Disney poderia cobrar taxas de distribuição mais altas pela programação da ESPN e de seus canais de cabo, depois da transação.

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The Wall Disney Company 3º tri fiscal de 2017*
Faturamento US$ 12,8 bi
Lucro US$ 1,7 bi
Marcas/empresas Walt Disney Pictures, Lucas Film, Marvel, Magic Kingdom, Epcot

Twenty-First Century Fox /1º tri fiscal de 2018
Faturamento US$ 7 bi
Lucro US$ 904 milhões
Marcas/empresas 20th Century Fox, Fox News, Fox Sports, Sky europeia (39%)


Novos amigos do Mickey
Acordo com Fox engrossa franquias da Disney
‣ Principais franquias da Fox

Avatar
Cena do filme Avatar

AVATAR
Maior bilheteria mundial da história do cinema, com US$ 2,79 bilhões, filme de James Cameron tem quatro sequências engatilhadas, que devem ser lançadas entre 2020 e 2025

DEADPOOL
O filme de 2016 com o herói boca suja tem a segunda maior bilheteria de um filme com a censura máxima (“rated”, nos EUA); continuação marcada para 1º de junho de 2018

X-MEN
Mutantes continuam rendendo bons frutos com ou sem Wolverine; vêm aí “Os Jovens Mutantes”, em abril, com Alice Braga, e “X-Men: Dark Phoenix”, em novembro

PLANETA DOS MACACOS
Outra importante franquia que foi ressuscitada; “Planeta dos Macacos: A Guerra” rendeu apenas US$ 147 mi nos EUA, mas fez outros US$ 344 mi no resto do mundo

ANIMAÇÕES
Pode não ser nenhuma Pixar, mas a Fox tem carteira rentável (“A Era do Gelo” e “Rio”); o próximo é “O Touro Ferdinando”, de Carlos Saldanha (estreia em 4 de janeiro)

‣ Principais franquias da Disney

STAR WARS
Com o novo estúdio, a franquia voltou à ativa: nos EUA, as maiores bilheterias de 2016 e 2015 foram da saga (“Despertar da Força” e Rogue One”); alguma dúvida de qual será a de 2017?

PIXAR
As animações digitais são uma fábrica de milhões, com “Procurando Nemo”, “Frozen” e cia. “Viva: A Vida é uma Festa” estreia aqui em janeiro, e “Os Incríveis 2” chega em junho

MARVEL
O estúdio adquiriu a marca de quadrinhos que, nos cinemas, domina amplamente a DC, da rival Warner. “Vingadores” é a quinta maior bilheteria do mundo

DA REUTERS
DE SÃO PAULO

Os gêmeos Winklevoss são os primeiros bilionários em moeda virtual Bitcoin

Quatro anos após investirem US$ 11 milhões, após processarem Mark Zuckerberg por roubar a ideia de criar o Facebook, os gêmeos Winklevoss se beneficiaram da alta valorização da moeda virtual

1512395294927.jpgCameron e Tyler Winklevoss, que investiram US$ 11 milhões em Bitcoin em 2013, agora são os primeiro bilionários na moeda virtual


Os gêmeos Winklevoss, que ficaram famosos após processarem Mark Zuckerberg alegando que ele roubou a ideia de criar a rede social Facebook, se tornaram os primeiros bilionários na moeda virtual Bitcoin, de acordo com o jornal britânico The Telegraph. Em 2013, Cameron e Tyler Winklevoss ganharam uma indenização de US$ 65 milhões quando se encerrou o processo contra do Facebook e investiram parte disso — cerca de US$ 11 milhões — na moeda virtual.

Com a recente valorização que levou a cotação da moeda virtual a superar US$ 11,8 mil no último domingo, 3, as moedas que eles têm em conjunto superaram US$ 1 bilhão em valor. No início de 2017, a moeda virtual era vendida a US$ 1 mil, mas o valor cresceu exponencialmente desde então, devido ao forte crescimento de novos investidores na moeda virtual. Segundo analistas, o interesse tem aumentado por conta das perspectivas futuras do uso de moedas virtuais. Nesta segunda-feira, 4, o preço da moeda virtual caiu para abaixo de US$ 11 mil, de acordo com a bolsa Bitstamp, uma das maiores do mundo.

Os gêmeos Winklevoss são conhecidos por defender o uso de moedas virtuais, investir em companhias que usam a tecnologia blockchain — que é a base do funcionamento do Bitcoin e outras moedas virtuais — e também por ter a maior carteira de Bitcoins ativa no mundo. O valor do Bitcoin aumentou mais de 10.000% desde que eles fizeram o primeiro investimento. Em 2013, um Bitcoin era comercializado por cerca de US$ 120. Segundo o jornal, os irmãos Winklevoss nunca venderam nenhum Bitcoin desde que fizeram o primeiro investimento — não se sabe o quanto eles investiram posteriormente.

Em entrevista à CNN, em 2015, Tyler Winklevoss falou do potencial de ganho da moeda virtual. “Se o Bitcoin for melhor que o ouro ou um tipo semelhante de ativo, então o valor de mercado da moeda pode superar trilhões”, afirmou ele. “Existem muitas possibilidades.”

Após a disputa judicial com Mark Zuckerberg, que foi retratada nas telas do cinema no filme A Rede Social, os gêmeos Winklevoss se tornaram investidores de risco e fundaram a Winklevoss Capital. Desde então, eles já investiram em mais de 50 startups, dentre elas empresas como o aplicativo de transporte espanhol Cabify. Além disso, eles também são conhecidos por terem representado os Estados Unidos na canoagem nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. [Link]