Samsung perde espaço no setor de smartphones

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Líder de mercado na venda de smartphones no Brasil, a Samsung perdeu um espaço considerável nos últimos seis meses: segundo dados da consultoria Gartner, a empresa teve 37,2% na venda de celulares inteligentes do País no 3º trimestre de 2016 – entre janeiro e março de 2016, a sul-coreana possuía 42,2% do mercado.

Para Tuong Nguyen, analista de pesquisa da Gartner, dois fatores explicam a queda da Samsung no Brasil. Além da crise econômica, que reduziu o poder de compra do consumidor, a desvalorização do real frente ao dólar fez a empresa apostar em linhas de aparelhos mais robustas, com melhores margens de lucro, e deixar de lado o segmento de smartphones de entrada, um dos mais vendidos do País. “Com menos dinheiro no bolso, os consumidores escolheram aparelhos mais baratos e de marcas menos conhecidas”, explica o analista.

Segundo Nguyen, o escândalo das baterias do Galaxy Note 7, retirado do mercado pela empresa em outubro, não afetou a participação da empresa no mercado. “O impacto do Galaxy Note 7 nas vendas é limitado porque é um aparelho de alto padrão.”

No segundo lugar no País, está a Lenovo, com 19,4% – a fabricante chinesa também é responsável pelos aparelhos da Motorola. Na terceira posição, a também sul-coreana LG saltou de 9,2% no primeiro trimestre para 12,1% no último levantamento da Gartner, ultrapassando a norte-americana BLU Products – que agora tem 9,6%.

Ao todo, o mercado brasileiro vendeu 10,1 milhões de smartphones no período entre julho e setembro de 2016 – 16,5% a menos que no mesmo período do ano passado. Para o analista, porém, o setor deve se recuperar em breve. “A economia do País mostra sinais de que voltará a crescer.”

Apple. Segunda marca de smartphones mais vendida no mundo, a Apple patinou no terceiro trimestre no Brasil. Entre julho e setembro, a empresa teve apenas 4,4% do mercado – no 2º trimestre, tinha 5,9%, graças às boas vendas do iPhone SE, vendido a R$ 2,2 mil.

Para o analista da Gartner, a empresa deve crescer no País neste fim de ano com o iPhone 7. Lançado na última semana, ele é vendido a partir de R$ 3,5 mil.

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Samsung compra dona da JBL por US$8 bilhões

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A Samsung anunciou nesta segunda-feira, 14, que vai comprar a Harman International Industries por US$ 8 bilhões de dólares. A norte-americana Harman, que controla marcas como AKG e JBL, fabrica sistemas de som e entretenimento para casa e para carros. É a maior aquisição já feita pela empresa sul-coreana fora de seu país.
“Estivemos estudando o mercado de automóveis por algum tempo. Concluímos que crescimento orgânico não ia nos levar aonde queremos em tempo suficiente”, disse Young Sohn, diretor de estratégia da sul-coreana, sobre a aquisição.
Antes da Harman, a empresa investiu US$ 450 milhões na fabricante chinesa de baterias recarregáveis BYD. Além disso, de acordo com fontes, a Samsung está em conversas com a Fiat sobre uma possível parceria ou compra da fabricante de autopeças Magneti Marelli.
Para analistas, a compra da Harman mostra como a Samsung está se esforçando para encontrar novas áreas de crescimento de receita, depois que o segmento de smartphones, uma de suas áreas mais rentáveis, teve problemas com o Galaxy Note 7. Além disso, exibe como a empresa está apostando no mercado de carros conectados, uma das grandes tendências da tecnologia para os próximos anos.
“A Samsung está usando seu enorme caixa para sair na frente de rivais no mercado de tecnologia automotiva. Mas ainda não se sabe se poderá crescer a ponto a competir com Bosch e Continental”, comentou Park Jung-hoon, gestor de fundos da HDC Asset Management.
Uma fonte que comentou a notícia com a agência Reuters disse que “um acordo desse tamanho é uma primeira vez para nós. Mas isso mostra como a empresa está mudando com Jay Y. Lee”, fazendo referência ao vice-presidente executivo da empresa.
O grupo sul-coreano fechou acordo para compra da Harman por US$ 112 por ação, em dinheiro, o que representa um prêmio de 28% em relação ao preço de fechamento dos papeis da harman na última sexta-feira, 14.
Os produtos da Harman são usados em mais de 30 milhões de automóveis fabricados por montadoras como BMW, Toyota e Volkswagen, de acordo com o site da empresa.
A Harman, que conta com cerca de 30 mil funcionários, vai operar como uma subsidiária da Samsung e seguirá sob o comando do presidente executivo, Dinesh Paliwal, de acordo com o grupo sul-coreano. [Reuters]

Irlanda fará apelação formal sobre caso da Apple esta semana

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Há mais de 35 anos, a unidade europeia da Apple fica na cidade de Cork, na Irlanda
O governo da Irlanda enviará formalmente nesta semana sua apelação contra a demanda multibilionária da Comissão Europeia para retorno de impostos da Apple, disse o ministro das Finanças, Michael Noonan, nesta terça-feira. 8.
O gabinete irlandês concordou em setembro em se unir à fabricante do iPhone na apelação à ordem da Comissão para que a gigante norte-americana de tecnologia pague até US$ 14,5 bilhões a Dublin após decidir que a empresa tinha recebido auxílio estatal ilegal.
Dublin está buscando proteger um regime fiscal que atraiu várias empregadoras multinacionais. A decisão da Comissão Europeia também enraiveceu Washington, que a acusa de tentar obter receitas fiscais que deveriam ir para os Estados Unidos.
“O governo discorda fundamentalmente da análise da Comissão Europeia e a decisão não nos deixou escolha a não ser apelar aos tribunais europeus e isto será enviado amanhã”, disse Noonan a um comitê do Parlamento Europeu em Bruxelas. [Reuters]

Braço de investimentos do Google revela aporte no Snapchat

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A divisão de capital de risco da Alphabet, a CapitalG, antes conhecida como Google Capital, divulgou investimento no Snapchat ao acrescentar o logotipo da rede social a seu portfólio de investimentos em seu site.

A CapitalG não fez um anúncio formal e não ficou claro quando o investimento foi feito. A empresa não estava imediatamente disponível para comentar.

A Snap Inc, que opera o popular aplicativo de mensagens Snapchat, contratou recentemente os bancos Morgan Stanley e a Goldman Sachs para coordenarem sua abertura de capital (IPO). A previsão é de que o Snapchat pode chegar ao mercado valendo cerca de US$ 25 bilhões – oito vezes mais do que o Facebook ofereceu para comprar o aplicativo, no final de 2013.

O Snapchat, que permite aos usuários enviar fotos de smartphones que desaparecem automaticamente após alguns segundos, tem se mostrado popular entre adolescentes. No Brasil, o aplicativo tem crescido em popularidade nos últimos meses, e recentemente começou a vender anúncios publicitários localmente.  [Reuters]

Apple registra primeira queda na receita anual desde 2001

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Por Claudia Tozetto – Com Reuters
A receita anual da fabricante norte-americana Apple caiu pela primeira vez desde 2001, de acordo com dados do balanço financeiro do ano fiscal de 2016, encerrado em setembro e divulgado no final da tarde desta terça-feira, 25. A receita da empresa caiu de US$ 233,7 bilhões, em 2015, para US$ 217 bilhões, em 2016, uma queda de 9%.

No quatro trimestre, a receita da empresa ficou em US$ 46,9 bilhões, queda de 9% no quarto trimestre do ano fiscal. A empresa também registrou uma queda de 19% no lucro, que fechou o período em US$ 9 bilhões. Trata-se do terceiro trimestre de quedas consecutivas em sua receita, resultado da desaceleração nas vendas globais de smartphones e, por consequência, da demanda por seu principal produto, o iPhone.

Com o anúncio dos resultados, as ações da Apple eram negociadas com queda de 2,28% após o fechamento do pregão da Bolsa de Nova York.

Os resultados da empresa, contudo, ainda não incluem a maior parte das vendas do iPhone 7 e do iPhone 7 Plus, as recém-lançadas versões do smartphone da marca. Os aparelhos chegaram às lojas apenas uma semana antes do final do trimestre.

Em conferência de resultados, o presidente executivo da Apple, Tim Cook, afirmou que a perspectiva de vendas do iPhone 7, além do reforço na receita da Apple com serviços, devem impulsionar a empresa no próximo trimestre. “A recepção dos usuários está acima das expectativas e não poderíamos estar mais felizes”, disse o executivo.

O pior resultado da companhia – que tem sede em Cupertino, na Califórnia – foi na China. De acordo com o balanço, a receita da companhia ficou em US$ 8,7 bilhões, 30% a menos que no mesmo período do ano passado – no trimestre anterior, a queda já havia sido de 33%. A empresa também teve queda de 7% na receita na região das Américas e de 1% na Ásia e Pacífico (exceto China).

Produtos. A Apple vendeu 45,51 milhões de iPhones em todo o mundo no quarto trimestre, enquanto analistas previam que o número ficaria em 44,8 milhões, de acordo com a consultoria FactSet Street Account. Embora esteja acima das expectativas dos analistas, os números  representam uma queda de 5% em unidades do smartphone vendidas em relação ao trimestre anterior.

A empresa também apresentou resultados ruins na maior parte das linhas de produtos. A linha de computadores Mac, que deve ser renovada em um evento nesta semana, registrou queda de 14% em unidades vendidas. No caso do tablet iPad, a redução foi de 6%. A empresa também anunciou queda na categoria que inclui relógios inteligentes e a Apple TV – a receita do conjunto caiu 22%.

A Apple teve apenas crescimento na receita com serviços. Segundo o balanço a empresa faturou US$ 6,3 bilhões com produtos como a plataforma de pagamento móvel Apple Pay e o serviço de backup em nuvem iCloud, alta de 24% no período.

Twitter deve cortar 8% da força de trabalho em breve

Twitter HQ_960.pngPor Agências – Reuters
O Twitter planeja cortar 8% de sua força de trabalho – ou cerca de 300 funcionários – publicou a Bloomberg, citando fontes com conhecimento do assunto. Os cortes podem ser anunciados quando a empresa divulgar, nesta quinta-feira, 27, os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2016. A agência disse ainda que o número de vagas afetadas pode mudar – e que o principal setor afetado seria o de vendas.

Uma representante do Twitter não comentou o assunto. Até o final de junho, no período registrado pelo último balanço do Twitter, a empresa possuía um total de 3860 funcionários.
Se confirmado, este será o segundo corte de funcionários anual do Twitter: em 2015, uma semana após o co-fundador Jack Dorsey reassumir o comando da empresa, a rede social anunciou cortes de 336 funcionários.
No mês passado, o Twitter contratou banco
s para buscar ofertas para uma venda da empresa. Citadas como possíveis interessadas, empresas como Disney, Microsoft, Alphabet e Salesforce negaram seu interesse na rede social. A companhia responsável pela rede social tem valor de mercado próximo a US$ 13 bilhões, mas tem prejuízo de cerca de 400 milhões por ano. Nos últimos 12 meses, a empresa perdeu 12% de seu valor de mercado. 

Com compra da dona da HBO, plano da AT&T é competir com Netflix

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Logotipo da Netflix em sua sede na Califórnia, nos Estados Unidos
A AT&T anunciou que vai usar a sua proposta de aquisição da Time Warner, em uma transação avaliada em US$ 85,4 bilhões, para criar uma plataforma de vídeo digital capaz de concorrer com a Netflix.
A proposta foi indicada nesta segunda-feira (24), quando ela delineou os motivos para a proposta de tomada de controle acionária que transformaria o grupo de telecomunicações em uma das maiores companhias de mídia do planeta.
Randal Stephenson, presidente-ex
ecutivo da AT&T, afirmou que o controle do conteúdo da HBO, a rede premium de TV a cabo da Time Warner, e do estúdio de cinema Warner Bros, o maior de Hollywood, permitiria que a AT&T avançasse rapidamente para construir um produto de vídeo a pedido que compensasse o declínio de sua divisão de TV via satélite, a DirecTV (adquirida em 2014 por US$ 49 bilhões).

Redes de televisão e grupos de TV paga vêm correndo para combater a crescente ameaça da Netflix e da Amazon, que combinaram plataformas para vídeo sob demanda com unidades internas de produção responsáveis por séries de TV como “House of Cards“.
Jeff Bewkes, o presidente-executivo da Time Warner, disse que serviços de vídeo a pedido como o da Netflix e o de sua HBO Now em breve se tornariam “uma coisa universal” entre os consumidores dos Estados Unidos.
Bewkes, que insistiu em que manteria seu posto na Time Warner caso a transação seja bem-sucedida, afirmou que os consumidores americanos estão se cansando de pagar US$ 100 ao mês por um monte de canais a que raramente assistem.
Alguns analistas sugeriram que a AT&T poderia tentar combater serviços como os da Netflix restringindo seus programas mais populares aos serviços de distribuição da empresa.
“Acreditamos ser provável que a AT&T acelere a transferência de conteúdo hoje no Netflix para a sua plataforma própria, o que seria um ponto negativo para o Netflix,” afirmou John Hodulik, analista dos banco UBS.
No entanto, qualquer plano nesse sentido certamente contaria contra a empresa durante um processo de análise regulatória que será certamente muito rigoroso.
O risco de intervenção pelas autoridades regulatórias pesou sobre as ações da Time Warner nesta segunda-feira. Cotadas a US$ 86,74, com queda de 3,1%, elas estão bem abaixo da oferta de US$ 107,5 por ação que foi criticada tanto pelos democratas quanto pelos republicanos.
Os títulos de dívida da AT&T também sofreram uma onda de vendas.
Stephenson, presidente-executivo da AT&T, disse que continua confiante que sua companhia conseguirá aprovação para a proposta, apontando que existem poucos exemplos de bloqueio da parte de Washington a transações de integração “vertical”.
DO “FINANCIAL TIMES”