Verizon e Yahoo concordam com oferta mais baixa de US$ 4,48 bilhões

1487689592383.jpgA Verizon, principal operadora de telefonia móvel dos Estados Unidos, afirmou na terça-feira, 21, que concordou em comprar o negócio de internet do Yahoo por US$ 4,48 bilhões, cerca de US$ 350 milhões a menos do que o preço original. Agora, a negociação deverá ter fim no segundo semestre deste ano.

A empresa de telefonia dos EUA tentava persuadir o Yahoo a alterar os termos do acordo para refletir o dano econômico de dois ataques cibernéticos. O fechamento do negócio, que foi anunciado pela primeira vez em julho, foi adiado enquanto as companhias avaliavam as consequências financeiras das brechas de segurança que o Yahoo divulgou no ano passado.

Sob os termos alterados, Yahoo e Verizon vão dividir responsabilidades financeiras relacionadas com algumas investigações do governo e litígios de terceiros relacionadas com as violações.

O acordo irá combinar os recursos de busca, e-mail e de mensagens do Yahoo, bem como ferramentas de tecnologia de publicidade com a unidade AOL. O Yahoo ainda será responsável por passivos de ações e investigações da Securities and Exchange Commission (SEC, na sigla em inglês), órgão que regula o mercado de capitais dos EUA. [Reuters]

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Snapchat começa a vender óculos Spectacles na internet

spectacles-snapchat-700x428A partir desta segunda-feira, o dispositivo poderá ser encontrado no site da rede social por US$ 130


A partir desta segunda-feira, o dispositivo poderá ser encontrado no site da rede social por US$ 130Numa tentativa de diversificar sua atuação no mercado e se distanciar dos rivais Facebook e Instagram, o Snapchat começou a vender online os seus óculos oficiais nesta segunda-feira, 20. Encontrados no site oficial da rede social, o Spectacles — o nome do dispositivo —  é vendido por US$ 130 e pode ser entregue apenas nos Estados Unidos, com um prazo de duas a quatro semanas. Antes, o dispositivo era encontrado apenas em pontos físicos nos EUA.

Os Spectacles gravam vídeos de até 10 segundos, que são enviados via Bluetooth ao aplicativo de mensagens efêmeras Snapchat.  Para gravar, todo o processo é muito simples: basta tocar em um botão, próximo à câmera. Com isso, o óculos consegue gravar imagens com profundidade e uma boa definição.

Vendidos por US$ 130, os óculos são encontrados em três diferentes cores e são acompanhandos de caixa para guardar e um cabo para recarregar o dispositivo. Para efetuar a compra, o usuário precisa ser residente dos Estados Unidos e pagar a compra com um cartão de crédito americano. O Snap ainda não disse quando o dispositivo ficará disponível em outros países.

Abertura. O Snapchat também deu início ao seu primeiro roadshow para investidores nesta segunda-feira, buscando persuadir gestores de Londres a apoiar sua oferta pública inicial de ações diante das preocupações com suas perspectivas de crescimento e governança corporativa.

A empresa norte-americana, que ainda não obteve lucros, pretende levantar entre US$ 19,5 bilhões e US$ 22,3 bilhões na listagem na Bolsa de Valores de Nova York, depois de cortar sua meta inicial de US$ 20 bilhões a US$ 25 bilhões na semana passada.

Acionistas do Facebook membros da SumOfUs, pedem afastamento de Mark Zuckerberg

mark zucker CEO.jpegUm grupo de investidores do Facebook abriu campanha para tirar o cofundador e CEO da companhia, Mark Zuckerberg, da cadeira de presidente do conselho diretor.

A ideia, que já foi apresentada formalmente (.pdf), partiu dos investidores que são membros da SumOfUs, uma organização que advoga pela responsabilização de grandes companhias em temas como mudanças climáticas, direitos humanos e dos trabalhadores, discriminação, corrupção e controle de poder corporativo.

Zuckerberg acumula os títulos de CEO e presidente do conselho desde 2012. “Acreditamos que a combinação desses dois papeis em uma única pessoa possa enfraquecer a governança de uma corporação, o que pode prejudicar o valor das ações”, justifica a proposta. A SumOfUs argumenta que ter alguém diferente naquela posição traria um balanceamento de poder entre o CEO e o corpo de diretores — algo ainda mais necessário após a aprovação de uma proposta, em 2016, que reduzia o poder de certas classes de acionistas.

O momento também pede essa divisão, segundo a SumOfUs, porque o Facebook “enfrenta crescente desconfiança em relação a seu papel na promoção de notícias enganosas, censura, discurso de ódio e supostas inconsistências na aplicação dos padrões de comunidade e políticas de conteúdo do Facebook”.

Em entrevista ao VentureBeat, Lisa Lindsey, conselheira de mercado da SumOfUs, afirmou que 333 mil pessoas assinaram uma petição solicitando que o Facebook melhore sua organização corporativa. Dessas, apenas 1.500 eram acionistas, mas a quantidade de ações sob mando da SumOfUs permite que ela apresente propostas de reestruturação.

O problema é que não será fácil convencer os demais acionistas de que a separação é uma boa ideia. Ter um CEO com função dupla não é exclusividade do Facebook, isso também acontece em empresas como Tesla, Netflix, IBM, Amazon e Salesforce. No caso da rede social, a situação tem se provado financeiramente prolífera, tendo em vista que o lucro do Facebook cresceu 177% no ano passado. [Olhar Digital]

CEO da Uber, Travis Kalanick deixa conselho de Trump após pressão por decreto migratório

unnamed-6O executivo-chefe da Uber, Travis Kalanich, concede palestra em evento na Índia, em janeiro de 2016


O executivo-chefe da Uber, Travis Kalanick, deixou o conselho de empresários do presidente Donald Trump após ser pressionado devido ao decreto que proíbe temporariamente a entrada de cidadãos de sete países de maioria islâmica e de refugiados nos Estados Unidos.

Em e-mail para os funcionários da empresa nesta quinta-feira (2), Kalanick afirmou que conversou com o republicano sobre as preocupações com a política anti-imigração e os problemas que pode criar ao país.

Ele disse ter saído devido à interpretação que sua participação no grupo pode ter. “Integrar o grupo não era para ser um endosso ao presidente e a suas políticas, mas infelizmente isso tem sido mal interpretado”, disse.

“Há muitas maneiras de continuar a defender pela mudança justa na imigração, mas ficar no conselho era uma forma de ficarmos no caminho para isso. O decreto está ferindo muitas pessoas em comunidades de todo o país.”

A saída acontece após a Uber sofrer um boicote nos EUA por impedir o uso da tarifa dinâmica —que aumenta o preço das corridas— durante uma greve de taxistas em Nova York em protesto contra as medidas anti-imigração.

Manifestantes anti-Trump e usuários encararam a medida como uma forma de se aproveitar do ato para lucrar. Nos dias subsequentes, o aplicativo recebeu milhares de pedidos de cancelamento de americanos.

A demanda foi grande a ponto de a empresa ter que mudar o sistema de cancelamento para apagar os perfis de forma automática —antes um funcionário da Uber avaliava as solicitações e dava baixa nas assinaturas.

O presidente da Uber chegou a criticar o decreto, mas não estancou a perda de clientes. Também anunciou um fundo de US$ 3 milhões (R$ 9,36 milhões) para dar apoio aos motoristas que sejam prejudicados pela proibição.

As críticas chegaram também da própria equipe do aplicativo. Antes da carta a seus funcionários, Kalanick planejava ir à reunião do conselho econômico de Trump desta sexta (3) em Washington.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Após cinco anos, iPhone deixa de ser líder em smartphone na China

13352155-1Pela primeira vez desde 2012, a Apple e o seu iPhone deixaram de ser líderes nas vendas de smartphones no mercado chinês, de acordo com a consultoria Counterpoint Research.

Segundo o levantamento, os chineses compraram 12 milhões de iPhone 6s, o que representa 2% do mercado local.

A marca americana foi desbancada pelo Oppo R9, aparelho da marca chinesa Oppo Electronics que vendeu 17 milhões de unidades.

No total, as vendas de smartphones na China cresceram 6% no ano passado. No total, foram vendidos 465 milhões de unidades no país, batendo recorde de comercialização.

Após 17 anos, Microsoft volta a valer mais de US$ 500 bi

microsoft-1449595162124O valor de mercado da Microsoft chegou a US$ 500 bilhões pela primeira vez desde 2000. O valor foi alcançado nesta sexta-feira, 27, logo após a gigante da tecnologia divulgar resultados acima das expectativas no último trimestre de 2016. Com isso, as ações subiram 2,1%, chegando a US$ 65,64, fazendo a empresa alcançar o valor de mercado de US$ 510,37 bilhões.

De acordo com dados da Thomson Reuters, a última vez que a Microsoft teve um valor de mercado tão alto foi em março de 2000, quando a empresa valia cerca de US$ 550 bilhões. Apesar disso, a Microsft ainda fica atrás do valor de mercado da Apple, de US$ 642 bilhões, e do Google, de pouco mais de US$ 570 bilhões.

“A Microsoft está encontrando o seu lugar e estamos vendo uma mudança importante em seu modelo de negócios, trazendo melhoria em sua rentabilidade”, disse a consultoria RBC Capital Markets, por meio de nota.

Balanço. A Microsoft divulgou seu balanço nesta quinta-feira, 26, e os resultados surpreenderam ao superar a estimativa média de analistas, tanto para receita quanto para o lucro. O resultado positivo foi alavancado, principalmente, devido ao rápido crescimento no negócio de computação em nuvem.

Enquanto disso, o presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella, está em um processo para tentar revigorar a Microsoft desde que assumiu o cargo há três anos. Além de reestruturar a empresa internamente, Nadella ajudou a construir mais credibilidade em torno dos esforços da Microsoft em áreas como serviços baseados em nuvem.

Quando assumiu o cargo, as ações da empresa estavam sendo negociadas por US$ 34, tendo um valor de mercado de cerca de US$ 315 bilhões. [Reuters]

Nuvem ajuda Microsoft a lucrar 3,6% mais no 4º tri de 2016

microsoft-web-master675A gigante da tecnologia viu seus resultados saltarem após aumento na demanda pela plataforma de nuvem Azure


A Microsoft registrou um aumento de 3,6% em seu lucro no quarto trimestre de 2016. De acordo com o resultado financeiro divulgado pela empresa nesta quinta-feira, 26, o crescimento foi alavancado, principalmente, pelo forte aumento na demanda pela plataforma de armazenamento em nuvem da empresa, a Azure.

A divisão de computação em nuvem, cuja principal fonte de renda vem da Azure, teve crescimento de 8% em seu lucro, chegando a US$ 6,9 bilhões em receitas no período. A receita obtida com Azure, plataforma que pode ser usada para hospedar, sites, dados e aplicações, subiu 93% no período analisado.

Segundo o relatório, o lucro líquido da empresa saltou para US$ 5,20 bilhões no trimestre encerrado em dezembro de 2016. No mesmo período de 2015, a empresa tinha um lucro líquido de US$ 5,02 bilhões.

Desde que assumiu o cargo em 2014, o presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella, orientou a empresa a focar em serviços de nuvem e aplicativos para dispositivos móveis. Além disso, ele também liderou a compra da rede social para negócios LinkedIn.

Produtos. Além do Azure, outros produtos e serviços da Microsoft se destacaram no último trimestre. A rede social para negócios LinkedIn contribuiu com US$ 228 milhões na receita trimestral da gigante da tecnologia. Apesar disso, a rede social registrou uma perda de US$ 100 milhões em seu lucro líquido desde  a compra pela Microsoft.

Apesar disso, a receita dos negócios de computação pessoal da Microsoft, que inclui o software Windows, caíram 5%, chegando a US$ 11,8 bilhões. O número é resultado da queda de relevância do mercado de PCs, que está em declínio desde 2012.

A receita com venda de consoles Xbox diminuíram 3% no período. No entanto, a receita com jogos chegou a US$ 3,5 bilhões e o número de usuários do Xbox Live cresceu 14,5 %, chegando a marca de 55 milhões — no terceiro trimestre de 2016, a Microsoft tinha 47 milhões de usuários registrados no Xbox Live. [Reuters]