Pela primeira vez, ações da Snap ficam abaixo de US$ 20

snap bolsa.jpgO preço das ações da startup Snap, que está por trás do aplicativo de mensagens efêmeras Snapchat, caiu para menos de US$ 20 pela primeira vez desde que a empresa fez sua oferta inicial de ações. A empresa, que levantou US$ 3,4 bilhões durante o IPO, ainda levanta dúvidas sobre sua capacidade de ser lucrativa em longo prazo.

As ações do Snap tiveram baixa de 4% na tarde dessa quarta-feira, sendo negociadas a US$ 19,92, bem abaixo dos US$ 29 que chegaram a valer no pico desde a oferta inicial de ações.

O analista Michael Nathanson, da MoffettNathanson, recomendou na última quinta-feira, 16, que os investidores vendessem ações da Snap. Outros analistas de Wall Street também sinalizaram que a desaceleração no crescimento do número de usuários do Snapchat, o prejuízo da empresa, além da ausência de direito à voto dos investidores podem ser riscos ao investir na empresa.

No total, seis analistas recomendaram a venda de ações da Snap, enquanto três divulgaram opiniões neutras. Nenhum recomendou a compra das ações da Snap, segundo informações da Thomson Reuters. Apesar da baixa, o valor das ações da startup ainda está 17% superior aos US$ 17 fixados para a abertura de capital. [Reuters]

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Marca de luxo Canada Goose faz IPO e ganha seu “pior pesadelo” como acionista

peta.jpgSão Paulo – Conhecida por suas peças luxuosas de alta performance para o frio extremo, a marca Canada Goose estreou nas Bolsas de Valores de Nova York e de Toronto, nesta quinta-feira, arrecadando cerca de US$ 255 milhões, acima do esperado.

Mas o caminho para a expansão dos negócios não será tão alvissareiro. Junto com a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), a empresa ganhou um inimigo de peso como acionista – o grupo de defesa dos direitos dos animais People for the Ethical Treatment of Animals (Peta), que comprou US$ 4.000 em ações da empresa.

Com essa investida, a Peta espera se juntar às reuniões da administração e, a partir daí, fazer pressão para que a marca canadense acabe com a produção de artigos feitos com pele e pena de animais.

Alguns casacos e parcas da marca têm uma tira de pele de coiote no gorro e são preenchidos com penas de ganso, prática regulada pelas autoridades locais mas criticada por ambientalistas e defensores dos animais.

Na manhã desta quinta-feira, manifestantes do Peta protestaram do lado de fora das bolsas de valores de Nova York e Toronto, usando máscaras de coiotes e segurando cartazes onde se lia “Negociação de vidas é ruim para os negócios” e “Oferta pública indecente”.

“A pele dos casacos do Canada Goose vem de coiotes que podem enfrentar uma morte longa e excruciante em armadilhas de aço”, disse a diretora associada do Peta, Elisa Allen, em declaração no site do grupo. “Quem compra ou vende casacos de peles da empresa é responsável pelo sofrimento desses animais.”

Segundo a Peta, as “armadilhas que são certificadas sob tratados internacionais incluem braçadeiras de aço para as pernas, armadilhas esmagadoras de cabeça e armadilhas que prendem o corpo e o pescoço, o que causa uma enorme quantidade de sofrimento aos animais”.

A compra de participações em empresas para influenciar suas políticas não é novidade para a Peta, que tem uma história de ativismo que remonta a 1987.

O grupo possui ações de outros fabricantes de vestuário e de luxo como Lululemon e Prada, que usam pele animal exótica em seus produtos e, recentemente, comprou ações do grupo Louis Vuitton para lutar contra o uso de pele de crocodilo nos seus artigos.

“Nós usamos peles para a função em primeiro lugar […] e sabemos que nossos clientes se preocupam com fontes éticas e sustentáveis”, disse o presidente-executivo Dani Reiss à rede americana CNBC, em resposta aos protestos e destacando a resistência das roupas ao frio extremo.

O executivo disse ainda que a Canada Goose possui um programa que rastreia a origem de seus materiais, para garantir que são produzidos de forma “sustentável”, e lembrou que a companhia vende muitos produtos que não usam a pele.

De acordo com a revista Fortune, o Canadá Goose advertiu os investidores antes das ofertas de IPO em Nova York e Toronto de que os ativistas dos direitos dos animais eram um risco comercial para a marca. [Vanessa Barbosa]

Spotify atinge 50 milhões de assinantes pagos

spotify-logoSÃO PAULO (Reuters) – O Spotify informou ter atingido 50 milhões de assinantes pagos, o que representa uma expansão de 25 por cento em menos de seis meses e coloca o serviço sueco de streaming de músicas a frente de seu rival mais próximo, a Apple Music.

E a empresa, que ainda não apresentou lucro enquanto investe em seu crescimento internacional, já considera uma potencial listagem de ações no mercado norte-americano, conforme reportou a February TechCrunch.

Com sede em Estocolmo, o Spotify anunciou em fevereiro um grande plano de expansão em Nova York. Uma das startups mais valiosas da Europa, a empresa mudará o escritório para a região de Manhattan, criando mais de 1 mil novas vagas.

Lançado em 2008, o Spotify contava com 40 milhões de assinantes em setembro. Seu concorrente, a Apple, que lançou serviço similar menos de dois anos atrás, tinha cerca de 20 milhões de assinantes em dezembro.

Conforme relatório divulgado no fim do ano pela Nielsen, os norte-americanos escutaram 431 bilhões de músicas em plataformas de streaming em 2016. (Por Ismail Shakil, em Bangalore)

Snap terá desafio de continuar a crescer após o IPO

1488468549940.jpgEvan Spiegel (ao centro) e Bobby Brown, os cofundadores do Snapchat, tocam o sino para a abertura do pregão da bolsa de Nova York nesta quinta-feira, 2


Por Michael J. de la Merced – The New York Times

Um prejuízo de mais de US$ 500 milhões no ano passado. Uma companhia que vai ter o controle dos cofundadores durante anos depois de deixarem a empresa. E um crescimento de usuários que já foi explosivo e que parece ter atingido uma lombada de velocidade. Para muitos investidores na companhia matriz da Snapchat, nada disso terá muita importância, ao menos no começo. A questão além desta semana é se a companhia de mensagens que desaparecem se mostrará parecida com o Facebook – ou com o encrencado Twitter.

A abertura de capital da Snap, que aconteceu no início da tarde desta quinta-feira, 2, a maior e de mais alto perfil das estreias no mercado dos últimos anos, levantando bilhões de dólares e dando novo alento a um mercado moribundo em novas ações e rendendo uma fortuna em papel para seus maiores investidores. Mais importante, talvez, é que ela consolidará o status da Snap como um dos membros mais novos de um clube muito seleto: aqueles unicórnios ou startups valorizadas em mais de US$ 1 bilhão por investidores privados, que conseguiram saltar com êxito para o mercado público de capitais.

Com a abertura de seu capital, a Snap se juntou a outras queridinhas de tecnologia como Uber, Airbnb e a fornecedora de análise de dados Palantir. A demanda por ações da Snap entre investidores, ocorrendo após uma turnê de apresentação de quase duas semanas que se espalhou pelo país e se estendeu a Londres, se mostrou forte. Mas, com um valor de mercado acima de US$ 30 bilhões, a companhia está se colocando numa situação de pouco espaço para erros. Sua valorização é bem maior que a do Facebook, que ganhou US$ 10 bilhões no ano passado. Por comparação, a Snap perdeu US$ 14 milhões no mesmo período, uma quantia que cresceu em relação a 2015.

Mas nas apresentações a investidores, executivos da Snap e seus conselheiros mantiveram a ênfase na promessa do que inicialmente parecia uma brincadeira tecnológica. Em vez de focar no produto básico de mensagens que somem, a Snapchat representa uma nova maneira de consumir conteúdo, produzido em grande parte por seus usuários – justaposto a um negócio de publicidade em rápido crescimento.

No final do ano, a Snap registrava uma média de 158 milhões de usuários diários ativos. A receita totalizou aproximadamente US$ 404 milhões em 2016, ante zero em vendas três anos atrás, e a companhia acredita que pode alcançar US$ 1 bilhão neste ano.

Origem. A empresa percorreu um longo caminho desde sua fundação num dormitório da Universidade de Stanford como um serviço usado principalmente por millenials (geração dos nascidos nos anos 1980 e 1990) apaixonados por enviar a seus amigos fotos e vídeos que se autodestruíam após alguns segundos.

Baseada no elegante bairro de Venice de Los Angeles, a empresa mais tarde introduziu maneiras de seus usuários transmitirem “histórias” sobre seus dias para públicos mais amplos, e se tornou pioneira no uso de filtros para transformar esses usuários em cães ou tacos.

Agora, a Snap está tentando voar mais alto. Na perspectiva de sua venda de ações, o serviço se declarou uma “companhia de câmera”. Por enquanto, a empresa vender Spectacles, óculos de sol equipados com câmeras que permitem que os usuários carreguem vídeos de 10 segundos diretamente ao Snapchat que capturou por algum tempo capturou a fantasia dos fissurados por tecnologia. E mais produtos poderiam estar em preparação nos recônditos em geral secretos dos escritórios da empresa.

O cofundador e presidente executivo da Snap, Evan Spiegel, rejeitou comparações com Mark Zuckerberg, e o jovem de 26 anos tem repetidamente pintado uma imagem de si – um aficionado por moda com uma noiva top model – que é diferente da do bilionário do Facebook. Mas Spiegel e seus colegas acionistas ainda esperam que os investidores alcem sua companhia a alturas do tipo das do Facebook. Desde que Zuckerberg abriu o capital de sua empresa, há pouco menos de cinco anos, as ações do Facebook subiram mais de 254%.

A lição instrutiva é a do Twitter, que celebrou uma estreia gloriosa no mercado acionário em 2013, e depois disso o preço de suas ações despencou em meio a dúvidas sobre sua capacidade de crescer. As ações do Twitter caíram aproximadamente 62% desde seu IPO, e a empresa tem tido que responder perguntas sobre se poderá permanecer como uma empresa independente negociada publicamente. Analistas também levantaram o espectro de um crescimento menor para a Snap, já que o aumento dos usuários da companhia desacelerou no ano passado.

Durante as apresentações a investidores, executivos responderam que a desaceleração se deveu, em grande parte, questões tecnológicas envolvendo seu aplicativo para Android. E disseram que a maior questão a observar era o engajamento. Em outras palavras, no tanto que seu público ama o aplicativo: os usuários ativos diariamente abriram o Snapachat em média mais de 18 vezes ao dia.

Quer a Snap flutue o afunde, sua oferta inicial de ações já terá enriquecido seus investidores iniciais, em especial os cofundadores Spiegel e Robert Murphy. Com 227 milhões de ações cada, os dois já tem mais de US$ 3 bilhões em papeis, muito antes de completarem trinta anos. /Tradução de Celso Paciornik

Verizon e Yahoo concordam com oferta mais baixa de US$ 4,48 bilhões

1487689592383.jpgA Verizon, principal operadora de telefonia móvel dos Estados Unidos, afirmou na terça-feira, 21, que concordou em comprar o negócio de internet do Yahoo por US$ 4,48 bilhões, cerca de US$ 350 milhões a menos do que o preço original. Agora, a negociação deverá ter fim no segundo semestre deste ano.

A empresa de telefonia dos EUA tentava persuadir o Yahoo a alterar os termos do acordo para refletir o dano econômico de dois ataques cibernéticos. O fechamento do negócio, que foi anunciado pela primeira vez em julho, foi adiado enquanto as companhias avaliavam as consequências financeiras das brechas de segurança que o Yahoo divulgou no ano passado.

Sob os termos alterados, Yahoo e Verizon vão dividir responsabilidades financeiras relacionadas com algumas investigações do governo e litígios de terceiros relacionadas com as violações.

O acordo irá combinar os recursos de busca, e-mail e de mensagens do Yahoo, bem como ferramentas de tecnologia de publicidade com a unidade AOL. O Yahoo ainda será responsável por passivos de ações e investigações da Securities and Exchange Commission (SEC, na sigla em inglês), órgão que regula o mercado de capitais dos EUA. [Reuters]

Snapchat começa a vender óculos Spectacles na internet

spectacles-snapchat-700x428A partir desta segunda-feira, o dispositivo poderá ser encontrado no site da rede social por US$ 130


A partir desta segunda-feira, o dispositivo poderá ser encontrado no site da rede social por US$ 130Numa tentativa de diversificar sua atuação no mercado e se distanciar dos rivais Facebook e Instagram, o Snapchat começou a vender online os seus óculos oficiais nesta segunda-feira, 20. Encontrados no site oficial da rede social, o Spectacles — o nome do dispositivo —  é vendido por US$ 130 e pode ser entregue apenas nos Estados Unidos, com um prazo de duas a quatro semanas. Antes, o dispositivo era encontrado apenas em pontos físicos nos EUA.

Os Spectacles gravam vídeos de até 10 segundos, que são enviados via Bluetooth ao aplicativo de mensagens efêmeras Snapchat.  Para gravar, todo o processo é muito simples: basta tocar em um botão, próximo à câmera. Com isso, o óculos consegue gravar imagens com profundidade e uma boa definição.

Vendidos por US$ 130, os óculos são encontrados em três diferentes cores e são acompanhandos de caixa para guardar e um cabo para recarregar o dispositivo. Para efetuar a compra, o usuário precisa ser residente dos Estados Unidos e pagar a compra com um cartão de crédito americano. O Snap ainda não disse quando o dispositivo ficará disponível em outros países.

Abertura. O Snapchat também deu início ao seu primeiro roadshow para investidores nesta segunda-feira, buscando persuadir gestores de Londres a apoiar sua oferta pública inicial de ações diante das preocupações com suas perspectivas de crescimento e governança corporativa.

A empresa norte-americana, que ainda não obteve lucros, pretende levantar entre US$ 19,5 bilhões e US$ 22,3 bilhões na listagem na Bolsa de Valores de Nova York, depois de cortar sua meta inicial de US$ 20 bilhões a US$ 25 bilhões na semana passada.

Acionistas do Facebook membros da SumOfUs, pedem afastamento de Mark Zuckerberg

mark zucker CEO.jpegUm grupo de investidores do Facebook abriu campanha para tirar o cofundador e CEO da companhia, Mark Zuckerberg, da cadeira de presidente do conselho diretor.

A ideia, que já foi apresentada formalmente (.pdf), partiu dos investidores que são membros da SumOfUs, uma organização que advoga pela responsabilização de grandes companhias em temas como mudanças climáticas, direitos humanos e dos trabalhadores, discriminação, corrupção e controle de poder corporativo.

Zuckerberg acumula os títulos de CEO e presidente do conselho desde 2012. “Acreditamos que a combinação desses dois papeis em uma única pessoa possa enfraquecer a governança de uma corporação, o que pode prejudicar o valor das ações”, justifica a proposta. A SumOfUs argumenta que ter alguém diferente naquela posição traria um balanceamento de poder entre o CEO e o corpo de diretores — algo ainda mais necessário após a aprovação de uma proposta, em 2016, que reduzia o poder de certas classes de acionistas.

O momento também pede essa divisão, segundo a SumOfUs, porque o Facebook “enfrenta crescente desconfiança em relação a seu papel na promoção de notícias enganosas, censura, discurso de ódio e supostas inconsistências na aplicação dos padrões de comunidade e políticas de conteúdo do Facebook”.

Em entrevista ao VentureBeat, Lisa Lindsey, conselheira de mercado da SumOfUs, afirmou que 333 mil pessoas assinaram uma petição solicitando que o Facebook melhore sua organização corporativa. Dessas, apenas 1.500 eram acionistas, mas a quantidade de ações sob mando da SumOfUs permite que ela apresente propostas de reestruturação.

O problema é que não será fácil convencer os demais acionistas de que a separação é uma boa ideia. Ter um CEO com função dupla não é exclusividade do Facebook, isso também acontece em empresas como Tesla, Netflix, IBM, Amazon e Salesforce. No caso da rede social, a situação tem se provado financeiramente prolífera, tendo em vista que o lucro do Facebook cresceu 177% no ano passado. [Olhar Digital]