Warner Bros, HBO e CNN são compradas pela operadora americana AT&T por US$ 80 bilhões

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por Rafael Silva
A operadora de telefonia americana
AT&T fechou hoje um acordo de compra da Time Warner, conglomerado de mídia que reúne empresas como Warner Bros., CNN e até a HBO. As informações são do The Wall Street Journal, que diz que o acordo de compra vai ser votado pela mesa diretora de ambas as empresas nesse sábado e deve ser anunciado mais a noite. No acordo, a AT&T teria concordado em pagar mais de US$ 80 bilhões.

Além das empresas acima citadas, com a compra a AT&T também leva a Turner, TBS (que inclui o Cartoon Network) The CW, New Line Cinema e todas as propriedades intelectuais de cada empresa, como o Batman, o Homem de Aço e toda a turma da DC, que é uma das subsidiárias da Warner Bros.

Essa é o segundo investimento multibilionária da operadora numa empresa de mídia nos últimos dois anos – em 2015 a companhia completou a aquisição da DirectTV em um acordo que envolveu US$ 48,5 bilhões.

A compra deve ser paga metade em dinheiro e metade em ações da operadora e, como qualquer outra compra desse tipo, está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores dos EUA.

VIA: The Verge

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Com crescimento de serviços de nuvem, Microsoft divulga receita acima de previsões

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A Microsoft anunciou nesta sexta-feira, 21, que as vendas de seu principal serviço de nuvem, o Azure, dobraram durante o seu primeiro trimestre, impulsionando os lucros da companhia acima das estimativas de analistas. Com isso, ações da Microsoft chegaram ao ponto mais alto da história da empresa, alcançando valores vistos pela última vez em 1999, quando companhias de tecnologia viviam a bolha da internet.

De acordo com a Microsoft, as vendas de seu principal produto de nuvem Azure, que as empresas podem utilizar para hospedar os seus sites, aplicações ou dados,aumentou 116%. Com isso, a receita para seus negócios de nuvem subiu 8,3%, chegando a  US$ 6,38 bilhões, superando a estimativa média de $ 6,27 bilhões.

Na base ajustada, a Microsoft teve receita de US$ 22,3 bilhões, acima da previsão média de US$ 21,7 bilhões. As ações da empresa quase dobraram desde agosto de 2013, quando o presidente executivo Satya Nadella restaurou a confiança dos investidores, ao dar maior foco sobre computação móvel e em nuvem.

Cabeça nas nuvens. Muito conhecida por seu sistema operacional Windows, a Microsoft mudou o foco para a nuvem, duelando com a gigante do comércio eletrônico Amazon para controlar este mercado ainda incipiente.  O salto na receita ressalta como as empresas ao redor do mundo estão se voltando para novas aplicações na nuvem.

Durante a década de 1990, a Microsoft tinha um monopólio na área de softwares para computadores, tornando a companhia uma das mais valiosas do mundo. Entretanto, seu poder diminuiu na década de 2000 depois de duras batalhas com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, quando foi discutida a forma como ela usou seu poder de monopólio contra concorrentes.

Cofundador da Microsoft, Bill GatesN deixou o cargo de presidente executivo no início de 2000. Na década seguinte, a empresa passou a ter um dilema estratégico ao não saber para qual caminho seguir no segmento da computação. [Reuters]

Amazon pode abrir supermercados físicos

amazon-fresh-servico-de-delivery-de-alimentos-da-empresa-de-comercio-eletronicoAmazonFresh: consumidores farão o pedido de itens como leite, manteiga de amendoim ou cereais por um app
São Paulo – Depois de abrir suas primeiras livrarias físicas, a Amazon está planejando abrir lojas físicas de alimentos. A gigante do comércio eletrônico estaria construindo um mercado para vender apenas comidas frescas, de acordo com o
Wall Street Journal.

Consumidores farão o pedido de itens como leite, manteiga de amendoim ou cereais a partir de um aplicativo e retirarão sua encomenda pelo drive thru ou ainda fazer as compras por meio de telas espalhadas pelo local.
A nova loja deverá ser aberta em Seatle, nos Estados Unidos. Sede da companhia, é a mesma cidade que sediou
sua primeira livraria física, inaugurada em novembro do ano passado. A Amazon afirmou que pretende abrir centenas de pontos físicos.

Em documentos da prefeitura de Seatle, obtidos pelo GeekWire, a iniciativa é chamada de “Project X”, mas nem os próprios trabalhadores da obra sabem a que ela se destina. De acordo com relatório obtido pelo site, os pedidos podem ser retirados pelo drive thru ou em uma sala de espera em até cinco minutos.
Apenas assinantes do programa AmazonFresh poderão fazer compras no futuro supermercado.
O serviço de delivery de alimentos existe há 6 anos e faz parte da assinatura premium da Amazon, a Prime, que ainda dá direito a descontos especiais, frete em até poucas horas e acesso a serviços de streaming de músicas e vídeos.
Ele só começou a expandir para outras cidades dos Estados Unidos e Londres depois de muitos testes, já que o delivery de alimentos é muito mais delicado que entregas comuns, já que eles precisam ser mantidos refrigerados.

Recentemente, a AmazonFresh sofreu uma transformação. A assinatura anual caiu de US$ 299 por ano para US$ 14,99 por mês. Ainda que o pagamento anual não seja muito mais barato, o valor mensal pode ser mais acessível para alguns consumidores, considera o GeekWire.
A nova loja irá atrair aqueles que, ao invés de fazer compras pelo site, preferem escolher pessoalmente os itens na volta da casa para o trabalho, afirmou o Wall Street Journal.
Karin Salomão de EXAME.com

Vivo e Vivendi lançam aplicativo para concorrer com Netflix

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São Paulo – A Telefônica Vivo e a francesa Vivendi anunciaram nesta segunda-feira, 17, o lançamento do aplicativo Studio+, que será um rival do Netflix, plataforma já consagrada mundialmente para exibição de filmes, séries e documentários via streaming de vídeo.

O novo concorrente das companhias de telecomunicações e mídia será voltado especificamente para os usuários de tablets e smartphones e oferecerá produções cinematográficas curtas, com duração em torno de 10 minutos, produzidos, roteirizados e filmados para que a experiência do espectador seja positiva mesmo numa tela pequena.

O acesso ao aplicativo poderá ocorrer pela rede móvel (3G ou 4G) e wi-fi, tanto durante a conexão quanto em modo offline após baixar o conteúdo para o aparelho.

A imagem será em alta definição, garantindo boa qualidade mesmo se o conteúdo for reproduzido em telas grandes. O serviço está disponível a partir de hoje, exclusivamente para clientes móveis pré e pós-pago da Vivo, pelo valor de R$ 3,99 por semana ou R$ 12,90 por 30 dias.

O presidente da Vivendi, Dominique Delport, observou que 60% dos usuários de smartphones costumam ver vídeos curtos diariamente, mas não há nenhuma produção de alta qualidade dedica exclusivamente a esse setor.

“Queremos criar uma nova cultura pop”, afirmou o executivo, durante apresentação à imprensa, nesta segunda-feira, em São Paulo. “Nosso foco é conteúdo curto, de alta qualidade e que não tenha tido exibições. Quem quiser ver o conteúdo terá que acessar o aplicativo”, frisou citando que os usuários poderão escolher séries, documentários e produções musicais, que serão acrescentados gradualmente ao acervo virtual.

A Vivendi investiu US$ 40 milhões no desenvolvimento do aplicativo e, principalmente, nas produções cinematográficas. Neste primeiro momento, há cerca de 15 séries disponíveis.

Toda semana será lançada uma nova série ou nova temporada. As produções estarão disponíveis em diversos idiomas como português, inglês, espanhol e francês.

Um dos destaques é a série brasileira produzida para o aplicativo, chamada “Crime Time: Hora de Perigo” baseada em fatos reais. Filmada no Rio de Janeiro e São Paulo, ela conta a história de um político e apresentador de TV julgado por “encomendar” crimes.

O Brasil foi escolhido pela Vivendi para o lançamento mundial do aplicativo. Segundo Delport, essa decisão está relacionada à boa capilaridade da parceira Vivo no País, além de ser um mercado considerado receptivo a novas tecnologias.

O executivo observou também que o Brasil ainda não tem uma grande difusão da TV paga entre a população, o que dá maior abertura para a entrada no mercado de filmes e séries.

Ainda neste ano, o Studio+ chegará a Argentina, Chile, Peru e México, países onde a Vivendi tem parceria com a Movistar. Na sequência, o aplicativo chegará aos Estados Unidos, Europa e Ásia, onde os parceiros da Vivendi ainda estão sendo definidos. Na Itália, será a Telecom Italia.

No Brasil, a exclusividade da Vivo com a comercialização do aplicativo será de três anos. Para o presidente da operadora, Amos Genish, a expectativa é de uma difusão gradual e consistente.

“O Studio+ é um produto novo, com qualidade enorme para os dispositivos móveis. Ainda pode levar algum tempo para disseminar e para as pessoas começarem a comentar sobre as séries e filmes, mas vai acontecer”, disse. “Eu acredito, pessoalmente, que será o Netflix do mobile”, completou o executivo.
Circe Bonatelli, do
Estadão Conteúdo