Ter plantas em casa torna moradores mais felizes e produtivos, diz pesquisa

Segundo o estudo, a companhia das plantinhas ajuda a melhorar a saúde mental e reduzir sintomas de estresse e ansiedade
BRUNA MARTINS

Ter plantas em casa torna moradores mais felizes e produtivos, diz pesquisa (Foto: Getty Images)

Você acha que estar rodeado de plantas em casa te faz mais feliz? Pelo jeito, isso pode não ser só uma impressão ou coincidência – mas sim um fato. Uma pesquisa realizada no Reino Unido constatou que uma casa cheia de plantas faz, sim, seus moradores mais felizes.

Para 60% dos entrevistados pelo site The Joy of Plants, responsável pelo estudo, a companhia das espécies faz com que eles sintam uma maior felicidade dentro do próprio lar. Além disso, mais da metade disse se sentir mais produtivo por estar cercado de plantas.

Já deu para perceber que apostar na vegetação dentro de casa traz impactos positivos para muito além da decoração. Mais de dois terços dos participantes do estudo afirmaram que as plantas também têm a capacidade de ajudar na saúde mental.

Para James Wong, botânico e paisagista à frente da pesquisa, isso acontece porque a cor verde das plantas ajuda a reduzir os níveis de estresse. Além disso, em entrevista ao jornal The Sun, o especialista também disse acreditar que ter algo vivo para cuidar funciona como um exercício de atenção, ajudando na concentração e aliviando sintomas como tensão e ansiedade.

5 plantas que são tendências para a decoração da casa (Foto: Reprodução / Instagram / @theplantjunki)
(Foto: Reprodução / Instagram / @theplantjunki)

E tem quem seja ainda mais dedicado no cuidado diário com suas espécies em casa. De acordo com a pesquisa, 23% dos pais ou mães de plantas chegam até a conversar com elas diariamente, enquanto 20% colocam músicas para as flores e folhas crescerem em um ambiente ainda mais saudável.

E você, se identifica com os resultados dessa pesquisa?

Burle Marx: um roteiro para apreciar obras do paisagista para além do sítio que virou Patrimônio Mundial da Unesco

Jardins, escultura, azulejaria: um passeio por obras do artista espalhadas pelo Rio de Janeiro
Ricardo Ferreira

Painel de Burle Marx no Instituto Moreira Sales na Gávea Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

Aplicando sua “organização planejada dos elementos naturais” em sintonia com o modernismo, Roberto Burle Marx (1909-1994) deixou sua identidade em diversos espaços públicos do Rio. Conhecido principalmente por seu trabalho como paisagista, ele era também artista plástico.

Além do Sítio Burle Marx, em Guaratiba, que se tornou patrimônio mundial da Unesco, o roteiro para apreciar seu legado na cidade vai do verde do Aterro do Flamengo ao painel de azulejos da Fiocruz, passando por uma escultura de grande formato no Recreio. Confira:

Parque do Flamengo

Vista aérea de um trecho do Aterro do Flamengo. Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo
Vista aérea de um trecho do Aterro do Flamengo. Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

Com 1, 2 milhão de metros quadrados, o Aterro é considerado o maior projeto de Roberto Burle Marx — e não só por seu tamanho. Inaugurado em 1965 com a função de alargar o fluxo no trânsito entre o Centro e a Zona Sul, o Parque do Flamengo foi uma tela em branco para ele, contratado à época para, dentro do projeto de Affonso Reidy, configurar o paisagismo do espaço.

— O Aterro é uma delícia. Ele teve uma inteligência de escolher espécies adequadas à região ou já nativas. Isso garante uma manutenção maior. Se o poder público não cuidar, a própria natureza se encarrega disso — diz João Vargas Penna, diretor do documentário “Filme paisagem: Um olhar sobre Roberto Burle Marx”, de 2018.

A marca de Burle Marx no imenso parque contrasta, por exemplo, com a sisudez dos arbustos de estilo europeu da Praça Paris, em frente ao Monumento dos Pracinhas. O paisagismo do Aterro é o contrário daquilo, preza pelas espécies tropicais.

Floração das palmeiras Corypha umbraculifera, ou palma talipot, no Aterro do Flamengo. A palmeira trazida do Sri Lanka por Roberto Burle Marx floresce apenas uma vez na vida, cerca de cinquenta anos depois de plantada. Foto: Guito Moreto / Agência O Globo
Floração das palmeiras Corypha umbraculifera, ou palma talipot, no Aterro do Flamengo. A palmeira trazida do Sri Lanka por Roberto Burle Marx floresce apenas uma vez na vida, cerca de cinquenta anos depois de plantada. Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

— Ele criava esses espaços pensando no coletivo e no futuro. Nos ensinou que na profissão de paisagista precisamos ter uma certa generosidade em entender que nem sempre iremos presenciar a plenitude dos jardins projetados. Ao plantar uma árvore, talvez não cheguemos a ver sua frutificação ou floração, mas não tem problema, pois alguém irá usufruir e apreciar a longo prazo — comenta Isabela Ono, filha de Haruyoshi Ono, grande parceiro profissional do arquiteto, e sócia do Escritório Burle Marx.

O projeto do entorno do Museu de Arte Moderna, outra criação de Reidy entregue aos cuidados de Burle Marx, mostra a preocupação do artista não só com a vegetação, mas com a escolha de outros elementos na composição, como os granitos e os seixos rolados. O MAM, aliás tem uma tela de Burle Marx em seu acervo.

Calçadão de Copacabana

Um grande mosaico: Burle Marx pôs as mãos no calçadão no início dos anos 1970 Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo
Um grande mosaico: Burle Marx pôs as mãos no calçadão no início dos anos 1970 Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

Um dos símbolos da cidade, o calçadão de Copacabana tem o traço de Burle Marx. Muita gente não sabe, mas o desenho ondulado das pedras portuguesas junto à areia é inspirado no piso da Praça do Rossio, em Lisboa, e foi adotado aqui na gestão do prefeito Paulo de Frontin, em 1919.

Nos anos 1970, com o projeto de duplicação da Avenida Atlântica, coube a Burle Marx dar um novo traçado às ondas, além de criar os desenhos do canteiro central e do calçadão junto aos prédios, que o paisagista transformou num lindo mosaico abstrato moderno.

— O desenho de piso artístico da Atlântica é uma obra de arte viva. As pessoas podem interagir com o espaço, pensado para ser apreciado tanto do nível do pedestre, quanto do alto dos prédios — diz Isabela Ono.

Praça Heitor Bastos Tigre

Escultura de Burle Marx no Recreio tem 11 metros de altura. Foto: Marcelo Régua / Agência O Globo
Escultura de Burle Marx no Recreio tem 11 metros de altura. Foto: Marcelo Régua / Agência O Globo

Um busto do diplomata que nomeia a praça no Recreio seria a escultura colocada ali, na altura do número 16.500 da Avenida das Américas. Por sugestão do filho, também Heitor, optou-se pela instalação de uma grande obra de arte. Chamaram Burle Marx.

Burle Marx e Haruyoshi Ono trabalham no projeto da escultura Foto: Divulgação
Burle Marx e Haruyoshi Ono trabalham no projeto da escultura Foto: Divulgação

Com 11 metros de altura (o equivalente a um prédio de três andares), a peça, única escultura do artista em logradouro público, foi feita a quatro mãos com Haruyoshi Ono e teve seu projeto executado pelo italiano Gianni Patuzzi, em 1989. É feita de argamassa armada policromada, tem um colorido vivo e curvas modernas.

Sítio Burle Marx

Localizado em Barra de Guaratiba, o sítio que se tornou Patrimônio Mundial da Unesco é um grande santuário para quem quer apreciar a obra de Roberto Burle Marx. Entre pinturas, esculturas e cerâmicas, o espaço reúne mais de três mil obras no acervo museológico, fora as 3.500 espécies de plantas, como filodendros, bromélias, cycas, helicônias, maranthas e palmeiras.

O então Sítio Antônio da Bica foi comprado pelo paisagista junto com seu irmão, Guilherme Siegfried, em 1949. Dentro dos seus 405 mil m², há até uma pequena capela do século XVII.

A capela do Sítio Roberto Burle Marx, em Guaratiba, data do século XVII Foto: Michel Filho / Agência O Globo
A capela do Sítio Roberto Burle Marx, em Guaratiba, data do século XVII Foto: Michel Filho / Agência O Globo

— O Sítio Roberto Burle Marx é um local mágico. Lá, Roberto colecionou uma variedade enorme de espécies vegetais, sendo seu espaço de experimentação e observação botânica, onde acompanhava o desenvolvimento da vegetação e a relação entre os grupamentos vegetais, e depois aplicava este aprendizado nos projetos de paisagismo. O sítio foi sua residência por dez anos e hoje é um ótimo local para conhecer suas obras de arte e coleções particulares — detalha Isabela.

O espaço foi considerado Patrimônio Cultural Brasileiro em 1985 e, em 2000, foi tombado integralmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Lá estão parte das espécies descobertas pelo paisagista, como a Heliconia burle-marxii, símbolo do sítio, ou a Merianthera burlemarxii, do Espírito Santo.

A visitação ao sítio acontece de terça a sábado (excetos feriados), nos horários de 9h30, 9h45, 13h, 13h30 e 14h. É preciso fazer agendamento ser agendada por telefone (2410-1412) ou e-mail (visitas.srbm@iphan.gov.br). A entrada custa R$ 10.

Casa Roberto Marinho

Jardim de Burle Marx na Casa Roberto Marinho é extensão da Mata Atlântica. Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo
Jardim de Burle Marx na Casa Roberto Marinho é extensão da Mata Atlântica. Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

O jardim com a assinatura de Burle Marx é uma das principais atrações do casarão construído em 1939 no Cosme Velho e que hoje abriga um centro cultural.

— É uma transição da Floresta da Tijuca, é na pontinha da floresta. Ele usa espécies tropicais, mas fazendo uma transição para o espaço residencial. É uma floresta organizada, uma transição natural — diz Lauro Cavalcanti, que é diretor da Casa Roberto Marinho e foi curador da mostra “Roberto Burle Marx 100 anos — A permanência do instável”, que comemorou o centenário de nascimento do artista em 2008, no Paço Imperial.

Rua Cosme Velho 1.105, Cosme Velho — 3298-9449. Ter a dom, do meio-dia às 18h. Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h. Agendamento pelo site casarobertomarinho.org.br. Grátis (qua) e R$ 10.PUBLICIDADE

Fundação Oswaldo Cruz

Painel de azulejos de Burle Marx na Fiocruz. Foto: Simone Marinho / Agência O Globo
Painel de azulejos de Burle Marx na Fiocruz. Foto: Simone Marinho / Agência O Globo

Uma pequena pérola do modernismo brasileiro integra o campus da Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos. Projetado na década de 1940 pelo arquiteto Jorge Ferreira, o Pavilhão Arthur Neiva tem um painel de azulejos de Burle Marx.

—Ele teve formação nas artes plásticas, foi assistente do Portinari, do Guignard. Isso se reflete na azulejaria, é visível a influência do Portinari — explica Lauro Cavalcanti.

O artista se inspirou no formato do protozoário Trypanosoma cruzi, transmissor da Doença de Chagas, para desenhar o painel de formas geométricas e tons de azul.

Instituto Moreira Salles

O jardim projetado por Burle Marx para a casa do banqueiro e embaixador Walther Moreira Salles, na Gávea Foto: Custodio Coimbra / Agência O Globo
O jardim projetado por Burle Marx para a casa do banqueiro e embaixador Walther Moreira Salles, na Gávea Foto: Custodio Coimbra / Agência O Globo

Ao longo de sua carreira, Burle Marx trabalhou em inúmeros projetos residenciais. Um exemplo é a casa do banqueiro e embaixador Walther Moreira Salles, na Gávea, desenhada pelo arquiteto Olavo Redig de Campos, construída em 1951 e que hoje abriga o IMS. O paisagismo de Burle Marx está lá, bem como um painel de azulejos feito pelo mestre que retrata mulheres lavadeiras. Também em tons de azul e branco.

O painel de azulejos que contorna o lago do IMS também é de autoria do paisagista Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo
O painel de azulejos que contorna o lago do IMS também é de autoria do paisagista Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

— Ele inovou na maneira se criar jardins, utilizando na composição plantas nativas que eram consideradas menores na época. Na residência do embaixador, por exemplo, ele usa a espécie Calycophyllum spruceanum, o pau-mulato, uma árvore do Norte do país — destaca Isabela Ono.PUBLICIDADE

Rua Marquês de São Vicente 476, Gávea – 3284-7400. Ter a sex, do meio-dia às 16h30. Sáb, dom e feriados, das 10h às 16h. Grátis.

Outros trabalhos do mestre:

Sede Náutica do Vasco da Gama (Rua General Tássio Fragoso 65, Lagoa). Um belo painel de azulejos feito por Burle Marx decora uma das fachadas do edifício.

Edifício Sede da Petrobras (Av. República do Chile 65). O edifício de arquitetura arrojada ganhou jardins suspensos projetados pelo paisagista nos vãos da fachada.

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo — FAU/UFRJ (Av. Pedro Calmon 550, Fundão). O jardim do entorno da FAU é de Roberto Burle Marx, que também assina um painel externo da faculdade.

Conjunto Habitacional do Pedregulho (Rua Capitão Félix 50). Simbólico pelas linhas sinuosas, o projeto de Affonso Eduardo Reidy em São Cristóvão também tem os jardins assinados por Burle Marx.

Largo da Carioca (Centro). O projeto paisagístico no entorno do edifício do BNDES, do Convento de Santo Antônio e o enorme mosaico de pedras portuguesas que calçam o local são do paisagista.

Palácio Gustavo Capanema (Rua da Imprensa 16). Marco da arquitetura moderna, o prédio tem um jardim suspenso desenhado por Burle Marx. Atualmente está em obras.

5 passos para o plantio de árvores

Além de ser um gesto de cuidado com o meio ambiente, a ação garante ar puro e conexão com a natureza

O meio ambiente é um recurso natural fundamental para a sobrevivência e qualidade de vida de todos. As plantas cumprem uma função primordial no ecossistema: o famoso “sequestro” de carbono. Por meio da fotossíntese, elas capturam o CO2 do ar e liberam oxigênio, essencial para nossa sobrevivência. Durante esta ação, parte do CO2 absorvido fica retido nas plantas, purificando o ar.

Uma das formas mais emblemáticas de conscientização é o plantio de árvores. Além do cuidado com o meio ambiente que o gesto proporciona, é uma ótima maneira de se conectar com a natureza, garantindo ar puro, frutos, sombra e habitat para muitas espécies de animais e até mesmo de outras plantas. 

Pensando na importância de realizar o plantio de novas árvores, a Tramontina convida a ajudar na preservação do meio ambiente através de dicas para o plantio de uma muda:

  1. Defina o tipo de árvore que irá plantar

Comece definindo que espécie de árvore você quer plantar. Lembre-se sempre de levar em conta as espécies nativas da sua região, assim será muito mais fácil para elas se desenvolverem.

  1. Faça um buraco

Nesta etapa, é necessário levar em conta o tamanho da árvore, para que o buraco não seja muito pequeno.

  1. Adicione adubo à terra

Misture adubo orgânico à terra que você retirou para abrir o buraco. Isso ajudará sua planta a crescer mais forte.

  1. Coloque a árvore no espaço a ser plantada

É muito importante não esquecer de retirar a embalagem plástica que envolve o torrão antes de colocá-la no local indicado. Feito isso, verifique a altura da planta, mantendo sempre as raízes abaixo do solo e o caule na parte externa. Cuidado para não enterrar o caule. Deposite a mistura de terra e adubo nas raízes da árvore e faça pressão na terra para que fique firme.

  1. Irrigue

Por fim, não esqueça de dar água para sua muda. Na primeira irrigação, dê água em abundância, para que o solo se acomode bem próximo às raízes. Para as próximas regas, verifique a necessidade de acordo com o clima e a necessidade de cada planta.

Feito isso, você já pode se sentir orgulhoso por ter contribuído para a preservação do meio ambiente e para a construção de um espaço melhor e mais saudável para as próximas gerações.

[Makeover] Uma pequena varanda de 3㎡ é outra sala de estar | Vivendo com o céu e as plantas | # 10

Nossa casa tem uma pequena varanda de 3 metros quadrados, mas se você colocar um deck e colocar uma mesa e cadeiras, você pode ver o céu e crescer com plantas 🌱

Varandas japonesas têm várias desvantagens, como luz solar, rotas de evacuação, espaço para pendurar roupa, armazenamento de máquina de lavar, armazenamento de unidade externa, etc., mas pensei que poderia ser um lugar para ficar, planejando

Como cultivar gerânios

Grupo de plantas encanta por ser resistente e também por florescer praticamente o ano todo
LUIZA QUEIROZ | FOTOS: GETTY IMAGES

(Foto: Reprodução / Pinterest)

O gerânio é o tipo de planta que você com certeza já viu, mesmo que não a tenha identificado. Famosas por suas flores em tons vibrantes, estas espécies são campeãs no paisagismo, sobretudo em varandas e em áreas externas — mas também podem ser cultivadas em ambientes internos. Além de serem perfumadas, resistentes e fáceis de cuidar, elas são capazes de oferecer flores o ano inteiro, motivo pelo qual são consideradas queridinhas. Para saber tudo sobre como cultivar gerânios, Casa Vogue conversou com o botânico Samuel Gonçalves, à frente do canal no Youtube “Um Botânico no Apartamento” e também do perfil no Instagram de mesmo nome. Vamos lá?

Para começar, é importante entender que “gerânio” é o nome popular dado para as plantas dos gêneros Geranium e Pelargonium, que, juntos, abragem diversas espécies. “No Brasil, basicamente encontramos o Gerânio ereto ou Gerânio ferradura (Pelargonium hortorum) e o Gerânio pendente (Pelargonium peltatum) nas floriculturas. Como seus nomes populares indicam, o ereto cresce mais para cima, formando lindos maciços em canteiros e vasos coloridos, enquanto o pendente forma lindas cascatas. Felizmente o cultivo de ambos é similar”, explica Samuel. Ou seja, é interessante identificar as espécies antes de escolher onde posicionar os vasos, para aproveitar ao máximo todo o potencial paisagístico da plantinha!

Origem e luminosidade

“Os gerânios são plantas que dão flores nativas da África do Sul. São perenes, ou seja, não possuem ciclo de vida curto, permanecendo vivas por vários anos em cultivo e florescendo em praticamente todo o ano, exceto em regiões muito frias — onde florescem basicamente na primavera e no verão. São muito rústicas, não necessitando de muitos cuidados específicos”, diz o botânico. 

Para garantir que sua planta floresça da melhor forma, Samuel recomenda deixar os gerânios de quatro à seis horas sob sol direto. “Plantas cultivadas em ambientes mais sombreados não vão te presentear com lindas e coloridas flores”, informa.

Outra dica geral de manutenção é realizar podas de limpeza, eliminando folhas amareladas e flores secas para evitar a proliferação de pragas e doenças.

Flowering geraniums on the windows of a house, Guarda, Scuol, Engadin, Canton of Graubunden, Switzerland. (Photo by Albert Ceolan / De Agostini Picture Library via Getty Images) (Foto: De Agostini via Getty Images)
 Foto por Albert Ceolan / De Agostini Picture Library via Getty Images

Substrato e adubação

O cultivo de gerânios exige uma boa drenagem. O ideal, segundo o botânico, é usar um vaso com furos protegidos por uma manta geotêxtil ou utilizar até mesmo filtro de café usado. “O substrato para o cultivo deve ser fértil e drenável. Terra vegetal ou terra adubada misturada com areia ou perlita são excelentes opções para garantir a saúde das raízes”, diz. 

Para potencializar o florescimento dos gerânios, o ideal é fazer uma adubação rica em fósforo, com adubo líquido NPK 4-14-8. Samuel recomenda começar a adubação no fim do inverno e continuar mensalmente até o fim do verão, sempre seguindo as instruções de diluição da embalagem e aplicando, preferencialmente, sobre o substrato. 

Rega

Os gerânios devem ser regados com mais intensidade logo após o plantio no vaso e substrato. Depois, regue apenas quando o substrato estiver seco, já que o excesso de água pode apodrecer as raízes e o caule.

Mudas

“Apesar de poder ocorrer polinização e, consequentemente, o desenvolvimento dos frutos e de suas sementes, esse processo é bastante demorado. Portanto, a melhor forma de ter mais plantas é fazendo mudas”, explica Samuel. “Basicamente, corte um pedaço do caule e coloque uma ponta para enraizar na água ou no substrato adequado, mantendo-o levemente úmido. É realmente muito fácil!”

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer

Donos de alguns dos melhores perfis de plantas no Instagram, eles compartilham suas experiências de cuidados com o jardim
TEXTO ANA LUIZA CARDOSO | FOTOS WESLEY DIEGO EMES

Moradores que dividem o lar com uma imensidão de plantas, ao melhor estilo urban jungle, contam sobre a sua relação com o verde e os efeitos dessa presença na rotina e no bem-estar. Confira, a seguir, as histórias de Sol Menezzes, Taniel Toy, Samuel Gonçalves, Felype Araújo e Stephanie Salateo.

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer (Foto: Wesley Diego Emes)
Sol Menezzes e sua coleção de plantas (Foto: Wesley Diego Emes)

Sol Menezzes
Ao assumir um apartamento de 60 m² na Bela Vista, centro de São Paulo, Sol Menezzes, de 25 anos, organizou com o namorado um open house de plantas. “A gente ganhou dez de presente”, lembra a atriz da série brasileira Irmandade, da Netflix. Elas se uniram a uma jiboia e uma espada-de-são-jorge, que já acompanhavam a gaúcha havia um tempo. “Comecei a estudar o tema, a seguir pessoas e influenciadores. Estava curiosa sobre espécies e formatos”, recorda, em meio a seus 35 exemplares. Sol aprendeu a produzir adubo caseiro com cascas de cenoura, batata, ovo, além de borra de café. “Recebi flores de aniversário e estou entendendo como cuidar delas agora, porque é diferente”, revela. “A relação é terapêutica. Converso, abraço, beijo, desejo bom dia. Digo que são minhas meninas”, relata. “Em São Paulo, uma cidade fria, cada um fica na sua bolha, trabalhando muito. Essa floresta urbana particular representa a busca pela natureza, por acolhimento. As plantinhas dão uma sensação de aconchego. Eu preciso delas, não só elas de mim.” @solmenezzes


Taniel Toy

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer (Foto: Wesley Diego Emes)


Marcado pela infância em um sítio no Rio Grande do Sul, o barista Taniel Toy, de 35 anos, se cercou de folhagens dentro de seu apartamento de 42 m² na Vila Buarque, região central de São Paulo, numa tentativa de reconexão. “Logo que me mudei, as primeiras compras foram cama, fogão, geladeira e uma planta”, diz. Avesso ao excesso de objetos e móveis, abre alas apenas para o acervo botânico, que soma 300 itens. “Minha máquina de lavar é inviável, virou apoio de vasos.” Além de fotos de café (outra paixão), a vegetação colore sua conta no Instagram, com quase 40 mil seguidores. “Eles perguntam como reviver a que morreu, sobre diferentes espécies, e eu pesquiso para passar informação”, diz Toy. Ele espera, um dia, ter um local ideal para suas companheiras, longe do agito urbano, em uma estufa, com espaço para crescer. “Penso na saúde delas.” @toy.taniel


Samuel Gonçalves

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer (Foto: Brendo dos Reis)


Enquanto trocava de apartamento em Belo Horizonte, MG, o botânico Samuel Gonçalves realizou uma dúzia de viagens de caminhonete para transportar suas mil plantas. A vasta coleção remonta aos seus 12 anos, quando chegaram as primeiras suculentas. Aos 42, estrela o canal no YouTube Um Botânico no Apartamento, com 286 mil inscritos. Lá, ele fala sobre o cultivo amparado na ciência – mérito de sua formação em biologia. Quem conduz as gravações é o marido, o fotógrafo Brendo dos Reis, que passeia pelo lar e vai revelando o verde. “Como estou na capital e em região urbana, trazer a floresta é um jeito de me relacionar com a natureza”, acredita Samuel. “Sabe a ideia da folhinha nascendo no meio do asfalto? Quero o mesmo nas paredes, em todos os lugares, é o que dá a estrutura da casa. Moldo o dia a dia em função disso.” Essa dedicação se reflete em seu orçamento (estima já ter gasto pelo menos R$ 20 mil, em toda a vida, comesse interesse) e na rotina, já que reserva diariamente ao menos uma hora para os cuidados. Dependendo da época ou do serviço, alcança 4 horas. “É um estilo de vida, não só decoração”, conclui. @umbotaniconoapartamento


Felype Araújo

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer (Foto: Wesley Diego Emes)


“Iniciei com o básico, uma samambaia e uma jiboia”, lembra o arquiteto baiano Felype Araújo, de 30 anos, sobre o surgimento do jardim em uma quitinete de 35 m² no bairro Santa Cecília, na capital paulista. Antes, usava os vasos sobre uma estante para dividir ambientes. “Mas aí virei acumulador de plantas. Não existe mais um layout, coloco onde elas querem ficar. O resto do apartamento é meu”, brinca. Hoje, possui pelo menos 80 exemplares, boa parte adquirida durante a quarentena. “Eu vivia em museus, teatros, barzinhos e, de repente, estava preso. Nesta condição, a gente acaba dando muita atenção à casa.” Uma parcela do inventário ele conquista por meio de seu trabalho nas mídias sociais da Galeria Botânica. “Toda semana trago um arranjo de flores frescas”, revela. “Não vão durar para sempre, mas são lindas. Algumas delas, depois de secas, rendem outras composições.” Ele diz enxergar a vegetação como indicador: se estamos desleixados por causa da vida corrida, sem respiro, ela fica esquecida e murcha. Porém, se ganha atenção, cada muda nova vira um evento. “A pandemia acirrou tudo isso. A pessoa tinha uma casa só para dormir, com objetos lindos, porém industrializados. Agora, reconhecem a necessidade de coisas vivas.” @felypearaujo


Stephanie Salateo

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer (Foto: Wesley Diego Emes)


“Saí do ar puro, vim para o meio da poluição, e trouxe as plantas comigo”, afirma a paulistana Stephanie Salateo, 34 anos, ao relatar a migração da Serra da Cantareira para a Casa Verde, na Zona Norte da cidade. Em seu apartamento, que habita com o marido e dois filhos, há 90 unidades. Responsável pela loja de artesanato Bossa e Flor, que comercializa peças em macramê confeccionadas por ela, Stephanie administra um Instagram com 40 mil seguidores. “Passei a falar de jardinagem entre 2017 e 2018 e, como publicava muitas fotos, as pessoas perguntavam, se interessavam”, conta. “Viram que era possível o cultivo em apartamento.” Com as regras de isolamento social em vigor desde março, percebeu um aumento na procura por esse tipo de conteúdo. “O verde e o contato com a terra fazem você se sentir bem”, explica. “Tem muita gente que entrou na onda sem nem saber por onde começar. É uma forma de terapia.” @salateando

Novidade em SP, Mercadão das Flores tem 21 mil m² para quem ama plantas

Local destinado à venda de plantas e flores de diversos portes tem preços competitivos
POR AMANDA SEQUIN

Novidade em SP, Mercadão das Flores tem 21 mil m² para quem ama plantas (Foto: Amanda Sequin)

Se você é apaixonado por plantas, certamente vai gostar de passear pelo novo Mercadão das Flores! Recém-inaugurado em São Paulo, o galpão localizado na Vila Leopoldina tem 21 mil m² que acomodam cerca da 320 fornecedores de plantas, flores, decoração e outros materiais de jardinagem

Inaugurado em maio já adotando as medidas de segurança por conta da pandemia, o local reúne produtores, distribuidores e inclusive fabricantes de produtos para jardinagem, o que garante preços mais atrativos para o consumidor final. É como se fosse uma versão menor da feira de flores do Ceagesp – inclusive, vários dos vendedores também atuam neste outro endereço famoso na capital paulista. 

Novidade em SP, Mercadão das Flores tem 21 mil m² para quem ama plantas (Foto: Amanda Sequin)
O Mercadão das Flores conta com diversos “boxes” com lojas de plantas diferentes (Foto: Amanda Sequin)

É possível encontrar desde plantas comuns, como samambaias e jiboias, e outras que ganharam as redes sociais, caso da begônia maculata e da ficus lyrata (disponível em tamanhos medianos a outros tão grandes que nem cabem em apartamentos!) . Há também muitas espécies de árvores frutíferas, orquídeas e flores de corte, e lojas especializadas em suportes, vasos, substratos, embalagens e acessórios variados.

Mercadão das Flores possui estacionamento pago, uma área dedicada à paisagistas, arquitetos e outros profissionais do setor, cafeteria e em breve terá uma pequena praça de alimentação. Por enquanto, funciona completamente de segunda à sábado (aos domingos, poucas lojas ficam abertas). Vale separar o sábado para passear com a família e até com o seu cachorro (sim, é pet friendly!). 

Mercadão das Flores 
Endereço: Rua Hayden, 105 – Vila Leopoldina, São Paulo.
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 7h às 17h; sábados e domingos das 8h às 17h. 
Instagram: @mercadaodasfloressp
Estacionamento: R$ 5 (por duas horas). 

Home office com natureza: 15 projetos para inspirar

O contato com um jardim pode ser um grande aliado em termos de produtividade para LUIZA QUEIROZ | FOTOS: DIVULGAÇÃO

Ter um espaço agradável e com boa infraestrutura para trabalhar de casa tem se mostrado cada vez mais essencial, sobretudo durante a pandemia. Trabalhar em um local aconchegante, inclusive, pode significar um rendimento melhor: este estudo constatou que plantas aumentam a produtividade no trabalho remoto. Sendo assim, caso você tenha um quintal, por que não construir seu espaço de trabalho nessa área externa? Ou, caso não tenha, vale trazer o verde das plantas para dentro de casa. Veja estes 15 projetos que apostaram na ideia e criaram locais super aconchegantes para o home office:

1. Espaço reformado

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Divulgação)

Antes do projeto do MWArchitects, este quintal abrigava uma antiga casa de banho que corria, inclusive, o risco de desmoronar. Depois da reforma, ela foi transformada em um estúdio que funciona como home office e canto de leitura, e que serve como elemento de transição entre a casa e o jardim. Alguns tijolinhos da antiga casa de banho foram mantidos, e o interior ganhou um décor com muita madeira e tons terrosos para combinar.

2. Janelas de vidro para integração

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Viv Yapp)
(Foto: Viv Yapp)

O home office da blogueira Emma Paton, do blog Finlay Fox, é uma boa ideia para quem não quer construir um espaço inteiro exterior no jardim. Com uma grande janela de vidro, o espaço oferece uma boa integração com o jardim, permitindo que os moradores aproveitem muita luz natural e se sintam no jardim enquanto trabalham. Décor neutro e uma estante recheada de livros completam o visual clean para não contrastar e permitir uma integração ainda maior com o exterior.

3. “She-shed” e home office

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Reprodução / Instagram @aliceinscandiland)
(Foto: Reprodução / Instagram @aliceinscandiland)

Apaixonada por design de interiores, a blogueira Alice Collyer criou em sua casa este cantinho com muita madeira e aconchego em meio ao seu jardim! Com espelhos e plantinhas, a banqueta com cadeira é ideal para o home office, oferecendo sossego e privacidade. O local também funciona como um “she-shed” (versão feminina da man-cave) para relaxar lendo um bom livro na poltrona turquesa, que funciona como um ponto de cor para o restante do décor neutro.

4. Pré-fabricado

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Divulgação)

Madeira é a chave deste home office produzido pela empresa de arquitetura e construção australiana Archiblox, especializada em construções sustentáveis e pré-fabricadas como este estúdio. A madeira, grande estrela da fachada, também é usada para compor os móveis, que ficam quase camuflados. O teto verde e as grandes janelas de vidro, para permitir a entrada de luz natural, criam um ambiente de trabalho no jardim agradável e, ao mesmo tempo, silencioso e privativo.

5. Espaços planejados

FRENCH+TYE ARCHITECTURAL & INTERIOR PHOTOGRAPHY (Foto: French+Tye)
(Foto: French+Tye)
FRENCH+TYE ARCHITECTURAL & INTERIOR PHOTOGRAPHY (Foto: French+Tye)
(Foto: French+Tye)

Este escritório do jardim projetado pelo escritório MWArchitects é cheio de boas ideias: a começar pela claraboia, que permite a entrada de luz verticalmente no ambiente. O recurso, combinado à janela de vidro, que cobre duas paredes, permite que o ambiente fique iluminado de maneira mais uniforme. Em seguida, a parede de tijolinhos logo em frente à mesa de trabalho é um charme extra, criando um clima rústico e aumentando a integração com o jardim. Quer mais? O projeto também conseguiu incluir um chuveiro na entrada do escritório! O aparelho foi colocado atrás de uma das paredes e também ganhou um teto, para permitir que os moradores tenham a sensação de tomar um banho do jardim sem se sentirem expostos.

6. Verde por toda a parte

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Ben Tynegate)
(Foto: Ben Tynegate)
Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Ben Tynegate)
(Foto: Ben Tynegate)

Este escritório assinado pelo Studio Ben Allen, em Londres, foi construído em apenas 20 dias! O projeto utiliza tábuas de madeira encaixadas, de modo que pode ser facilmente desconstruído caso os donos queiram se mudar. O verde está presente tanto no exterior, que tem um formato de tenda, quanto no interior, que pode ser adaptado para virar também um quarto de hóspedes ou um lounge.

7. Contraste

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Chris Snook)
(Foto: Chris Snook)

O arquiteto Richard John Andrews projetou para si próprio esta cabana de home office, revestida com painéis de fibra de vidro pretos e ondulados. A fachada mais escura contrasta com o interior, com marcenaria funcional em cores claras. A porta de vidro deslizante garante integração com o exterior, e muita luz natural.

8. Oásis urbano

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Andrew Giammarco Photography.)
(Foto: Andrew Giammarco Photography)

Esta cabana desenhada pela firma de design Board & Vellum faz parte de um projeto desenhado para ser um “oásis” urbano. O ofurô compacto oferece espaço para relaxar sozinho ou com amigos, e a cabine de vidro pode ser usada como canto de leitura, home office ou até uma suíte extra. O projeto foi influenciado pela árvore que cresce na propriedade vizinha, e se espalha pela propriedade dos moradores, e a cabana foi projetada em vidro para realçar a natureza do local.

9. Instalação rápida

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: ZSUZSA DARAB)
(Foto: ZSUZSA DARAB)

Praticidade foi o foco do estúdio húngaro Hello Wood ao projetar esta cabine de trabalho remoto que pode ser instalada na parte externa das propriedades. Feitas de madeira esculpida, a cabine conta com janelas que se espalham ao redor do espaço para garantir a entrada de luz natural. E tem mais: o local conta, ainda, com um sistema de refrigeração integrado para suportar as mudanças climáticas.

10. Relaxante

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Edmund Sumner)
(Foto: Edmund Sumner)

Já este cômodo em Londres foi projetado pelo Rise Design Studio para ser um “bunker ao ar livre”. A ideia era criar um ambiente relaxante e que funcionasse como um refúgio para o clima político conturbado no país e no mundo. Revestido em materiais naturais, o grande destaque é o banco junto à janela, para relaxar ou trabalhar enquanto se aprecia a vista do jardim.

11. Camuflado

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Shannon McGrath.)
(Foto: Shannon McGrath)

Por pouco esta cabine não passa despercebida em meio ao jardim: toda revestida com hera, o estúdio na Austrália foi desenhado pela arquiteta Matt Gibson para uma escritora em apenas 10 metros quadrados. A conexão com a natureza é quase completa, graças à grande janela de vidro e aos revestimentos naturais do interior.

12. Concreto aparente e madeira

Esta biblioteca externa foi projetada pelo escritório Turner Architects para ser uma extensão da casa principal para uma família. Como a residência principal não poderia ser facilmente alterada para criar um cômodo extra, a solução foi projetar este espaço no quintal que pode ser usado para leitura ou para o home office. O projeto equilibra bem o concreto exposto com o mobiliário em madeira, que aquece o ambiente. A luz natural é garantida pela claraboia e pelas portas de vidro do local.

13. Refúgio

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Reprodução / Instagram @hgaarchitects)
(Foto: Reprodução / Instagram @hgaarchitects)

O arquiteto Michael Hara, do estúdio de arquitetura HGA, projetou este espaço no quintal para sua família no começo de 2020, antes do novo coronavírus se espalhar por todo o mundo. Com a pandemia, o local acabou virando essencial na rotina, já que o arquiteto divide o lar com a esposa e 3 crianças pequenas. Hara usou materiais de baixo custo para criar o estúdio, que tem cores claras e décor neutro. A cabana tem muitos cantos onde é possível trabalhar: tanto a mesa tradicional de home office, quanto uma mesa de jantar e um banco perto da janela, de onde se pode apreciar a vista do jardim. A cabana também abriga os livros do casal.

14. Escultural e orgânico

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Divulgação)

O “Shoffice” (combinação das palavras em inglês “shed” e “office”, que significam respectivamente “galpão” e “escritório”) é um home office no jardim desenhado pelo Platform 5 Architects com formas orgânicas e arredondadas.O pavilhão foi construído no quintal de uma casa de 1950, em Londres, e seu interior é revestido em carvalho. Com uma claraboia, porta de vidro do chão ao teto, e luzes embutidas no teto, o espaço garante boa iluminação para se trabalhar em qualquer momento do dia. Como resultado do design e arquitetura originais, o “Shoffice” acaba sendo uma mistura de escultura e funcionalidade.

15. Translúcido

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Tim Van de Velde.)
(Foto: Tim Van de Velde)

Usando telhas translúcidas de policarbonato, a arquiteta bélgica Indra Janda, do Atelier Janda Vanderghote, criou este espaço para trabalhar remotamente na casa de seus pais. O material permite a entrada de luz natural, e, no interior, há bastante espaço para trabalhar ou simplesmente relaxar lendo um livro. Vigas de madeira e poltrona completam o clima de aconchego.

Como começar uma horta caseira agora

Primeiros passos para fazer uma horta em um cantinho qualquer do seu apartamento
ROBERTA MALTA

Hortas precisam de pelo menos quatro horas de luminosidade (Foto: Divulgação)

Quem tem o privilégio de passar esta pandemia em casa certamente já observou o crescimento das plantas e, não raro, tomou gosto por cultivá-las. Verdade é que que falta de tempo ou uma vida na rua não são mais desculpas para deixar as folhas murchas e sem viço. Sem falar que o cuidado com elas vale, muitas vezes, como atividade terapêutica. Conversamos com a agrônoma Laís Castro, responsável pelas mais de 60 variedades de hortaliças e ervas da Fazenda Bananal, em Paraty, no estado do Rio, e listamos aqui dicas para você fazer seu próprio canteiro. 

O espaço
A primeira coisa para quem quer começar a plantar ervinhas em casa é escolher o lugar em que elas ficarão. Vale lembrar que plantas gostam de luz. Assim, é importante escolher um espaço que receba pelo menos quatro horas de luminosidade por dia — mesmo as espécies que curtem sombra precisam disso. Hortaliças mais folhosas, como alface, rúcula, acelga e chicória, precisam de luz direta. Já as ervas, como melissa, capim-limão, hortelã e erva-cidreira, toleram meia-sombra.

Os vasos
Recipientes de diversos formatos e tamanhos conferem movimento à sua horta. Garrafas pet, potes de plástico, e até caixas de leite podem servir como vaso. É importante lembrar só de fazer furinhos no fundo para escoar a água.

A terra
Um solo fértil, rico em matéria orgânica, garante boa parte da saúde das plantas. Para cultivar boas plantas, é necessário um solo fértil, rico em matéria orgânica. A sugestão aqui é comprar terra preta, que já vem rica em nutrientes, vendida em floriculturas e casas para construção.

O tempo
A natureza tem tempo próprio, não adianta querer acelerar processos. Mas algumas plantas se desenvolvem mais rapidamente do que outras. A rúcula e o rabanete, por exemplo, levam de 30 a 40 dias para ir para o prato. Alface, acelga, chicória e temperos demoram, em média, dois meses.

A saúde
Plantas amareladas, tortas, com pintas ou pontas queimadas não estão saudáveis. Tente mudar de lugar, inverter a exposição ao sol e modificar o hábito de rega. Uma espécie satisfeita com as quantidades de luz e sol que recebe vai apresentar viço, brilho e produzir folhas novas. 

Como regar
Os melhores horários para regar as plantas são no início da manhã ou no fim da tarde, sempre uma vez por dia — a exceção são os tempero que só têm sede três vezes por semana. Se a rega for feita ao meio-dia, grande parte da água vai evaporar, além de o horário propiciar a proliferação de fungos por ser mais quente. Para checar se terra está com a quantidade certa de água basta apertar um montinho com as mãos. Se sair água, é sinal de que está encharcada; se esfarelar, seca demais; se moldar, como massinha, está úmida, perfeita.https://f612cbc66220a47a29368aa434df60cd.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Os temperos
Uma boa ideia para quem está começando é cultivar ervas que já venham com raízes. Para plantar a salsinha comprada na feira, basta colocar o molho na água e depois de sete dias passar para a terra. Para a cebolinha, é só deixar dois dedos da parte branca na água para estimular o enraizamento e, após uma semana, fazer a mudança para o vaso. O mesmo vale para o alho-poró, desde que ele esteja com raiz.

As sementes
Leia sempre as instruções da embalagem para saber se a época é ideal para plantar aquela espécie. A maioria delas pede um plantio não muito fundo, já que grandes quantidades de terra podem funcionar como barreiras no desenvolvimento das sementes.