5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer

Donos de alguns dos melhores perfis de plantas no Instagram, eles compartilham suas experiências de cuidados com o jardim
TEXTO ANA LUIZA CARDOSO | FOTOS WESLEY DIEGO EMES

Moradores que dividem o lar com uma imensidão de plantas, ao melhor estilo urban jungle, contam sobre a sua relação com o verde e os efeitos dessa presença na rotina e no bem-estar. Confira, a seguir, as histórias de Sol Menezzes, Taniel Toy, Samuel Gonçalves, Felype Araújo e Stephanie Salateo.

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer (Foto: Wesley Diego Emes)
Sol Menezzes e sua coleção de plantas (Foto: Wesley Diego Emes)

Sol Menezzes
Ao assumir um apartamento de 60 m² na Bela Vista, centro de São Paulo, Sol Menezzes, de 25 anos, organizou com o namorado um open house de plantas. “A gente ganhou dez de presente”, lembra a atriz da série brasileira Irmandade, da Netflix. Elas se uniram a uma jiboia e uma espada-de-são-jorge, que já acompanhavam a gaúcha havia um tempo. “Comecei a estudar o tema, a seguir pessoas e influenciadores. Estava curiosa sobre espécies e formatos”, recorda, em meio a seus 35 exemplares. Sol aprendeu a produzir adubo caseiro com cascas de cenoura, batata, ovo, além de borra de café. “Recebi flores de aniversário e estou entendendo como cuidar delas agora, porque é diferente”, revela. “A relação é terapêutica. Converso, abraço, beijo, desejo bom dia. Digo que são minhas meninas”, relata. “Em São Paulo, uma cidade fria, cada um fica na sua bolha, trabalhando muito. Essa floresta urbana particular representa a busca pela natureza, por acolhimento. As plantinhas dão uma sensação de aconchego. Eu preciso delas, não só elas de mim.” @solmenezzes


Taniel Toy

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer (Foto: Wesley Diego Emes)


Marcado pela infância em um sítio no Rio Grande do Sul, o barista Taniel Toy, de 35 anos, se cercou de folhagens dentro de seu apartamento de 42 m² na Vila Buarque, região central de São Paulo, numa tentativa de reconexão. “Logo que me mudei, as primeiras compras foram cama, fogão, geladeira e uma planta”, diz. Avesso ao excesso de objetos e móveis, abre alas apenas para o acervo botânico, que soma 300 itens. “Minha máquina de lavar é inviável, virou apoio de vasos.” Além de fotos de café (outra paixão), a vegetação colore sua conta no Instagram, com quase 40 mil seguidores. “Eles perguntam como reviver a que morreu, sobre diferentes espécies, e eu pesquiso para passar informação”, diz Toy. Ele espera, um dia, ter um local ideal para suas companheiras, longe do agito urbano, em uma estufa, com espaço para crescer. “Penso na saúde delas.” @toy.taniel


Samuel Gonçalves

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer (Foto: Brendo dos Reis)


Enquanto trocava de apartamento em Belo Horizonte, MG, o botânico Samuel Gonçalves realizou uma dúzia de viagens de caminhonete para transportar suas mil plantas. A vasta coleção remonta aos seus 12 anos, quando chegaram as primeiras suculentas. Aos 42, estrela o canal no YouTube Um Botânico no Apartamento, com 286 mil inscritos. Lá, ele fala sobre o cultivo amparado na ciência – mérito de sua formação em biologia. Quem conduz as gravações é o marido, o fotógrafo Brendo dos Reis, que passeia pelo lar e vai revelando o verde. “Como estou na capital e em região urbana, trazer a floresta é um jeito de me relacionar com a natureza”, acredita Samuel. “Sabe a ideia da folhinha nascendo no meio do asfalto? Quero o mesmo nas paredes, em todos os lugares, é o que dá a estrutura da casa. Moldo o dia a dia em função disso.” Essa dedicação se reflete em seu orçamento (estima já ter gasto pelo menos R$ 20 mil, em toda a vida, comesse interesse) e na rotina, já que reserva diariamente ao menos uma hora para os cuidados. Dependendo da época ou do serviço, alcança 4 horas. “É um estilo de vida, não só decoração”, conclui. @umbotaniconoapartamento


Felype Araújo

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer (Foto: Wesley Diego Emes)


“Iniciei com o básico, uma samambaia e uma jiboia”, lembra o arquiteto baiano Felype Araújo, de 30 anos, sobre o surgimento do jardim em uma quitinete de 35 m² no bairro Santa Cecília, na capital paulista. Antes, usava os vasos sobre uma estante para dividir ambientes. “Mas aí virei acumulador de plantas. Não existe mais um layout, coloco onde elas querem ficar. O resto do apartamento é meu”, brinca. Hoje, possui pelo menos 80 exemplares, boa parte adquirida durante a quarentena. “Eu vivia em museus, teatros, barzinhos e, de repente, estava preso. Nesta condição, a gente acaba dando muita atenção à casa.” Uma parcela do inventário ele conquista por meio de seu trabalho nas mídias sociais da Galeria Botânica. “Toda semana trago um arranjo de flores frescas”, revela. “Não vão durar para sempre, mas são lindas. Algumas delas, depois de secas, rendem outras composições.” Ele diz enxergar a vegetação como indicador: se estamos desleixados por causa da vida corrida, sem respiro, ela fica esquecida e murcha. Porém, se ganha atenção, cada muda nova vira um evento. “A pandemia acirrou tudo isso. A pessoa tinha uma casa só para dormir, com objetos lindos, porém industrializados. Agora, reconhecem a necessidade de coisas vivas.” @felypearaujo


Stephanie Salateo

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer (Foto: Wesley Diego Emes)


“Saí do ar puro, vim para o meio da poluição, e trouxe as plantas comigo”, afirma a paulistana Stephanie Salateo, 34 anos, ao relatar a migração da Serra da Cantareira para a Casa Verde, na Zona Norte da cidade. Em seu apartamento, que habita com o marido e dois filhos, há 90 unidades. Responsável pela loja de artesanato Bossa e Flor, que comercializa peças em macramê confeccionadas por ela, Stephanie administra um Instagram com 40 mil seguidores. “Passei a falar de jardinagem entre 2017 e 2018 e, como publicava muitas fotos, as pessoas perguntavam, se interessavam”, conta. “Viram que era possível o cultivo em apartamento.” Com as regras de isolamento social em vigor desde março, percebeu um aumento na procura por esse tipo de conteúdo. “O verde e o contato com a terra fazem você se sentir bem”, explica. “Tem muita gente que entrou na onda sem nem saber por onde começar. É uma forma de terapia.” @salateando

Novidade em SP, Mercadão das Flores tem 21 mil m² para quem ama plantas

Local destinado à venda de plantas e flores de diversos portes tem preços competitivos
POR AMANDA SEQUIN

Novidade em SP, Mercadão das Flores tem 21 mil m² para quem ama plantas (Foto: Amanda Sequin)

Se você é apaixonado por plantas, certamente vai gostar de passear pelo novo Mercadão das Flores! Recém-inaugurado em São Paulo, o galpão localizado na Vila Leopoldina tem 21 mil m² que acomodam cerca da 320 fornecedores de plantas, flores, decoração e outros materiais de jardinagem

Inaugurado em maio já adotando as medidas de segurança por conta da pandemia, o local reúne produtores, distribuidores e inclusive fabricantes de produtos para jardinagem, o que garante preços mais atrativos para o consumidor final. É como se fosse uma versão menor da feira de flores do Ceagesp – inclusive, vários dos vendedores também atuam neste outro endereço famoso na capital paulista. 

Novidade em SP, Mercadão das Flores tem 21 mil m² para quem ama plantas (Foto: Amanda Sequin)
O Mercadão das Flores conta com diversos “boxes” com lojas de plantas diferentes (Foto: Amanda Sequin)

É possível encontrar desde plantas comuns, como samambaias e jiboias, e outras que ganharam as redes sociais, caso da begônia maculata e da ficus lyrata (disponível em tamanhos medianos a outros tão grandes que nem cabem em apartamentos!) . Há também muitas espécies de árvores frutíferas, orquídeas e flores de corte, e lojas especializadas em suportes, vasos, substratos, embalagens e acessórios variados.

Mercadão das Flores possui estacionamento pago, uma área dedicada à paisagistas, arquitetos e outros profissionais do setor, cafeteria e em breve terá uma pequena praça de alimentação. Por enquanto, funciona completamente de segunda à sábado (aos domingos, poucas lojas ficam abertas). Vale separar o sábado para passear com a família e até com o seu cachorro (sim, é pet friendly!). 

Mercadão das Flores 
Endereço: Rua Hayden, 105 – Vila Leopoldina, São Paulo.
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 7h às 17h; sábados e domingos das 8h às 17h. 
Instagram: @mercadaodasfloressp
Estacionamento: R$ 5 (por duas horas). 

Home office com natureza: 15 projetos para inspirar

O contato com um jardim pode ser um grande aliado em termos de produtividade para LUIZA QUEIROZ | FOTOS: DIVULGAÇÃO

Ter um espaço agradável e com boa infraestrutura para trabalhar de casa tem se mostrado cada vez mais essencial, sobretudo durante a pandemia. Trabalhar em um local aconchegante, inclusive, pode significar um rendimento melhor: este estudo constatou que plantas aumentam a produtividade no trabalho remoto. Sendo assim, caso você tenha um quintal, por que não construir seu espaço de trabalho nessa área externa? Ou, caso não tenha, vale trazer o verde das plantas para dentro de casa. Veja estes 15 projetos que apostaram na ideia e criaram locais super aconchegantes para o home office:

1. Espaço reformado

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Divulgação)

Antes do projeto do MWArchitects, este quintal abrigava uma antiga casa de banho que corria, inclusive, o risco de desmoronar. Depois da reforma, ela foi transformada em um estúdio que funciona como home office e canto de leitura, e que serve como elemento de transição entre a casa e o jardim. Alguns tijolinhos da antiga casa de banho foram mantidos, e o interior ganhou um décor com muita madeira e tons terrosos para combinar.

2. Janelas de vidro para integração

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Viv Yapp)
(Foto: Viv Yapp)

O home office da blogueira Emma Paton, do blog Finlay Fox, é uma boa ideia para quem não quer construir um espaço inteiro exterior no jardim. Com uma grande janela de vidro, o espaço oferece uma boa integração com o jardim, permitindo que os moradores aproveitem muita luz natural e se sintam no jardim enquanto trabalham. Décor neutro e uma estante recheada de livros completam o visual clean para não contrastar e permitir uma integração ainda maior com o exterior.

3. “She-shed” e home office

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Reprodução / Instagram @aliceinscandiland)
(Foto: Reprodução / Instagram @aliceinscandiland)

Apaixonada por design de interiores, a blogueira Alice Collyer criou em sua casa este cantinho com muita madeira e aconchego em meio ao seu jardim! Com espelhos e plantinhas, a banqueta com cadeira é ideal para o home office, oferecendo sossego e privacidade. O local também funciona como um “she-shed” (versão feminina da man-cave) para relaxar lendo um bom livro na poltrona turquesa, que funciona como um ponto de cor para o restante do décor neutro.

4. Pré-fabricado

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Divulgação)

Madeira é a chave deste home office produzido pela empresa de arquitetura e construção australiana Archiblox, especializada em construções sustentáveis e pré-fabricadas como este estúdio. A madeira, grande estrela da fachada, também é usada para compor os móveis, que ficam quase camuflados. O teto verde e as grandes janelas de vidro, para permitir a entrada de luz natural, criam um ambiente de trabalho no jardim agradável e, ao mesmo tempo, silencioso e privativo.

5. Espaços planejados

FRENCH+TYE ARCHITECTURAL & INTERIOR PHOTOGRAPHY (Foto: French+Tye)
(Foto: French+Tye)
FRENCH+TYE ARCHITECTURAL & INTERIOR PHOTOGRAPHY (Foto: French+Tye)
(Foto: French+Tye)

Este escritório do jardim projetado pelo escritório MWArchitects é cheio de boas ideias: a começar pela claraboia, que permite a entrada de luz verticalmente no ambiente. O recurso, combinado à janela de vidro, que cobre duas paredes, permite que o ambiente fique iluminado de maneira mais uniforme. Em seguida, a parede de tijolinhos logo em frente à mesa de trabalho é um charme extra, criando um clima rústico e aumentando a integração com o jardim. Quer mais? O projeto também conseguiu incluir um chuveiro na entrada do escritório! O aparelho foi colocado atrás de uma das paredes e também ganhou um teto, para permitir que os moradores tenham a sensação de tomar um banho do jardim sem se sentirem expostos.

6. Verde por toda a parte

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Ben Tynegate)
(Foto: Ben Tynegate)
Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Ben Tynegate)
(Foto: Ben Tynegate)

Este escritório assinado pelo Studio Ben Allen, em Londres, foi construído em apenas 20 dias! O projeto utiliza tábuas de madeira encaixadas, de modo que pode ser facilmente desconstruído caso os donos queiram se mudar. O verde está presente tanto no exterior, que tem um formato de tenda, quanto no interior, que pode ser adaptado para virar também um quarto de hóspedes ou um lounge.

7. Contraste

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Chris Snook)
(Foto: Chris Snook)

O arquiteto Richard John Andrews projetou para si próprio esta cabana de home office, revestida com painéis de fibra de vidro pretos e ondulados. A fachada mais escura contrasta com o interior, com marcenaria funcional em cores claras. A porta de vidro deslizante garante integração com o exterior, e muita luz natural.

8. Oásis urbano

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Andrew Giammarco Photography.)
(Foto: Andrew Giammarco Photography)

Esta cabana desenhada pela firma de design Board & Vellum faz parte de um projeto desenhado para ser um “oásis” urbano. O ofurô compacto oferece espaço para relaxar sozinho ou com amigos, e a cabine de vidro pode ser usada como canto de leitura, home office ou até uma suíte extra. O projeto foi influenciado pela árvore que cresce na propriedade vizinha, e se espalha pela propriedade dos moradores, e a cabana foi projetada em vidro para realçar a natureza do local.

9. Instalação rápida

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: ZSUZSA DARAB)
(Foto: ZSUZSA DARAB)

Praticidade foi o foco do estúdio húngaro Hello Wood ao projetar esta cabine de trabalho remoto que pode ser instalada na parte externa das propriedades. Feitas de madeira esculpida, a cabine conta com janelas que se espalham ao redor do espaço para garantir a entrada de luz natural. E tem mais: o local conta, ainda, com um sistema de refrigeração integrado para suportar as mudanças climáticas.

10. Relaxante

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Edmund Sumner)
(Foto: Edmund Sumner)

Já este cômodo em Londres foi projetado pelo Rise Design Studio para ser um “bunker ao ar livre”. A ideia era criar um ambiente relaxante e que funcionasse como um refúgio para o clima político conturbado no país e no mundo. Revestido em materiais naturais, o grande destaque é o banco junto à janela, para relaxar ou trabalhar enquanto se aprecia a vista do jardim.

11. Camuflado

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Shannon McGrath.)
(Foto: Shannon McGrath)

Por pouco esta cabine não passa despercebida em meio ao jardim: toda revestida com hera, o estúdio na Austrália foi desenhado pela arquiteta Matt Gibson para uma escritora em apenas 10 metros quadrados. A conexão com a natureza é quase completa, graças à grande janela de vidro e aos revestimentos naturais do interior.

12. Concreto aparente e madeira

Esta biblioteca externa foi projetada pelo escritório Turner Architects para ser uma extensão da casa principal para uma família. Como a residência principal não poderia ser facilmente alterada para criar um cômodo extra, a solução foi projetar este espaço no quintal que pode ser usado para leitura ou para o home office. O projeto equilibra bem o concreto exposto com o mobiliário em madeira, que aquece o ambiente. A luz natural é garantida pela claraboia e pelas portas de vidro do local.

13. Refúgio

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Reprodução / Instagram @hgaarchitects)
(Foto: Reprodução / Instagram @hgaarchitects)

O arquiteto Michael Hara, do estúdio de arquitetura HGA, projetou este espaço no quintal para sua família no começo de 2020, antes do novo coronavírus se espalhar por todo o mundo. Com a pandemia, o local acabou virando essencial na rotina, já que o arquiteto divide o lar com a esposa e 3 crianças pequenas. Hara usou materiais de baixo custo para criar o estúdio, que tem cores claras e décor neutro. A cabana tem muitos cantos onde é possível trabalhar: tanto a mesa tradicional de home office, quanto uma mesa de jantar e um banco perto da janela, de onde se pode apreciar a vista do jardim. A cabana também abriga os livros do casal.

14. Escultural e orgânico

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Divulgação)

O “Shoffice” (combinação das palavras em inglês “shed” e “office”, que significam respectivamente “galpão” e “escritório”) é um home office no jardim desenhado pelo Platform 5 Architects com formas orgânicas e arredondadas.O pavilhão foi construído no quintal de uma casa de 1950, em Londres, e seu interior é revestido em carvalho. Com uma claraboia, porta de vidro do chão ao teto, e luzes embutidas no teto, o espaço garante boa iluminação para se trabalhar em qualquer momento do dia. Como resultado do design e arquitetura originais, o “Shoffice” acaba sendo uma mistura de escultura e funcionalidade.

15. Translúcido

Home office no quintal: 15 projetos para inspirar (Foto: Tim Van de Velde.)
(Foto: Tim Van de Velde)

Usando telhas translúcidas de policarbonato, a arquiteta bélgica Indra Janda, do Atelier Janda Vanderghote, criou este espaço para trabalhar remotamente na casa de seus pais. O material permite a entrada de luz natural, e, no interior, há bastante espaço para trabalhar ou simplesmente relaxar lendo um livro. Vigas de madeira e poltrona completam o clima de aconchego.

Como começar uma horta caseira agora

Primeiros passos para fazer uma horta em um cantinho qualquer do seu apartamento
ROBERTA MALTA

Hortas precisam de pelo menos quatro horas de luminosidade (Foto: Divulgação)

Quem tem o privilégio de passar esta pandemia em casa certamente já observou o crescimento das plantas e, não raro, tomou gosto por cultivá-las. Verdade é que que falta de tempo ou uma vida na rua não são mais desculpas para deixar as folhas murchas e sem viço. Sem falar que o cuidado com elas vale, muitas vezes, como atividade terapêutica. Conversamos com a agrônoma Laís Castro, responsável pelas mais de 60 variedades de hortaliças e ervas da Fazenda Bananal, em Paraty, no estado do Rio, e listamos aqui dicas para você fazer seu próprio canteiro. 

O espaço
A primeira coisa para quem quer começar a plantar ervinhas em casa é escolher o lugar em que elas ficarão. Vale lembrar que plantas gostam de luz. Assim, é importante escolher um espaço que receba pelo menos quatro horas de luminosidade por dia — mesmo as espécies que curtem sombra precisam disso. Hortaliças mais folhosas, como alface, rúcula, acelga e chicória, precisam de luz direta. Já as ervas, como melissa, capim-limão, hortelã e erva-cidreira, toleram meia-sombra.

Os vasos
Recipientes de diversos formatos e tamanhos conferem movimento à sua horta. Garrafas pet, potes de plástico, e até caixas de leite podem servir como vaso. É importante lembrar só de fazer furinhos no fundo para escoar a água.

A terra
Um solo fértil, rico em matéria orgânica, garante boa parte da saúde das plantas. Para cultivar boas plantas, é necessário um solo fértil, rico em matéria orgânica. A sugestão aqui é comprar terra preta, que já vem rica em nutrientes, vendida em floriculturas e casas para construção.

O tempo
A natureza tem tempo próprio, não adianta querer acelerar processos. Mas algumas plantas se desenvolvem mais rapidamente do que outras. A rúcula e o rabanete, por exemplo, levam de 30 a 40 dias para ir para o prato. Alface, acelga, chicória e temperos demoram, em média, dois meses.

A saúde
Plantas amareladas, tortas, com pintas ou pontas queimadas não estão saudáveis. Tente mudar de lugar, inverter a exposição ao sol e modificar o hábito de rega. Uma espécie satisfeita com as quantidades de luz e sol que recebe vai apresentar viço, brilho e produzir folhas novas. 

Como regar
Os melhores horários para regar as plantas são no início da manhã ou no fim da tarde, sempre uma vez por dia — a exceção são os tempero que só têm sede três vezes por semana. Se a rega for feita ao meio-dia, grande parte da água vai evaporar, além de o horário propiciar a proliferação de fungos por ser mais quente. Para checar se terra está com a quantidade certa de água basta apertar um montinho com as mãos. Se sair água, é sinal de que está encharcada; se esfarelar, seca demais; se moldar, como massinha, está úmida, perfeita.https://f612cbc66220a47a29368aa434df60cd.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Os temperos
Uma boa ideia para quem está começando é cultivar ervas que já venham com raízes. Para plantar a salsinha comprada na feira, basta colocar o molho na água e depois de sete dias passar para a terra. Para a cebolinha, é só deixar dois dedos da parte branca na água para estimular o enraizamento e, após uma semana, fazer a mudança para o vaso. O mesmo vale para o alho-poró, desde que ele esteja com raiz.

As sementes
Leia sempre as instruções da embalagem para saber se a época é ideal para plantar aquela espécie. A maioria delas pede um plantio não muito fundo, já que grandes quantidades de terra podem funcionar como barreiras no desenvolvimento das sementes.

Marie Kondo lança linha de jardinagem minimalista e delicada

Especialista em organização apostou em formas simples com estética clean para sua nova coleção
FOTOS: DIVULGAÇÃO

Quem gosta de uma boa organização com certeza já conhece — ou até experimentou — o método de organização da organizadora profissional Marie Kondo. A escritora japonesa, que ficou ainda mais conhecida após a estreia de seu programa de organização na Netflix, é um dos nomes mais conhecidos quando o assunto é minimalismo. E a nova coleção de jardinagem lançada por Kondo em sua loja virtual certamente segue na mesma tendência: com uma estética clean, os novos produtos focam em materiais e texturas sem serem muito chamativos. 

O kit inclui luvas feitas de fibras naturais de bambu, tesouras de jardinagem pretas em aço carbono, vasos, um ancinho manual de madeira e aço e, claro, um organizador para guardar as ferramentas! Todos priveligiam o uso de materiais naturais e de origem japonesa, que garantem mais funcionalidade às peças. As fibras de bambu das luvas, por exemplo, fazem com que a pele das mãos possa respirar melhor, em comparação a luvas que usam fibras de nylon.

Esteticamente, os tons terrosos predominam em todos os acessórios, cujos preços variam entre US$ 10 e US$ 130 (cerca de R$ 54 e R$ 710, respectivamente). No entanto, por hora, o site da organizadora só realiza entregas para endereços nos Estados Unidos. 

Marie Kondo lança linha de jardinagem minimalista e delicada (Foto: Divulgação)
Marie Kondo lança linha de jardinagem minimalista e delicada (Foto: Divulgação)
Marie Kondo lança linha de jardinagem minimalista e delicada (Foto: Divulgação)

Onde comprar plantas online: 12 lojas para fazer o seu pedido na quarentena

O atendimento nestas lojas, localizadas em São Paulo, é realizado por meio das redes sociais, sites ou por telefone
GIOVANNA OLIVEIRA | FOTO REPRODUÇÃO/PINTEREST

Onde comprar plantas online: 12 lojas para fazer o seu pedido nesta quarentena (Foto: Reprodução/Pinterest)

Ter plantas em casa traz diversos benefícios, visto que elas podem melhorar a qualidade do ar, tornar o ambiente mais fresco e até acalmar. No entanto, por conta da quarentena,  comprar novas plantas e objetos para cuidar do jardim se tornou uma tarefa complicada.

Selecionamos 12 estabelecimentos, todos localizadas em São Paulo, que estão atendendo virtualmente durante o período de isolamento social. Nas lojas da lista, você poderá encontrar plantas, flores, objetos de jardinagem e até de decoração. Confira:

  1. Botânica e Tal
    Com plantas, vasos e acessórios para jardinagem, a Botânica e Tal está atendendo os clientes via Instagram ou WhatsApp (11 98211-9986) e fazendo entregas em domicílio. O valor do frete varia entre R$ 20 e R$ 35, conforme a distância a partir do bairro Sumaré, em São Paulo, onde a loja está localizada. O atendimento é realizado entre 9h30 e 19h30.

  1. Guacho Plantas
    Outra opção para quem quer comprar plantas sem sair de casa é a Guacho Plantas. A loja, localizada no bairro da Lapa, em São Paulo, está atendendo os clientes pelo telefone (11 94225-5354) durante a quarentena. As entregas são gratuitas para pessoas que moram em um raio de até 8 km.

  1. Mil Plantas
    Para quem também quer comprar flores ou acessórios de jardinagem, a Mil Plantas é uma opção. A loja, localizada na Vila Leopoldina, também está atendendo os clientes por meio do WhatsApp (11 94075-0345) e utilizando um sistema de delivery.

  1. Della Flores
    Ainda no segmento de flores, é possível solicitar o catálogo da  Della Flores  via WhatsApp (11 98456-6838) e pedir sua encomenda. A loja atende clientes de São Paulo e da região de Campinas. Além disso, o frete é gratuito para os moradores dos bairros Vila Madalena, Pinheiros e Pompéia, em São Paulo.

  1. Verdeiro Josephina
    A Verdeiro Josephina, localizada na Vila Madalena, em São Paulo, vende plantas para ambientes internos e acessórios bôtanicos. Atualmente, por conta da pandemia, as vendas são realizadas por meio do Instagram ou do WhatsApp (11 98841-1111) da loja.

  1. Selvvva
    A Selvvva, que já se tornou queridinha dos amantes de jardinagem em São Paulo, também está atendendo os clientes por WhatsApp (11 97096-6907) durante a quarentena. Além disso, é possível comprar pela loja online da empresa.

  1. F L O atelier botânico
    Também localizado na Vila Madalena, o F L O atelier botânico está realizando entregas em um raio de até 8 km. Além do atendimento por WhatsApp (11 97188-6116), também é possível comprar pelo site da loja.

  1. Amapá Flowershop
    A Amapá Flowershop, na Vila Madalena, também está com a loja física fechada durante a quarentena. No entanto, é possível comprar plantas, suportes e objetos para decoração por exclusivamente meio da loja virtual da empresa.

  1. Ateliê Pitanga
    O Ateliê Pitanga, localizado no bairro Mirandópolis, na Zona Sul de São Paulo, vende flores e kokedamas. O atendimento da loja também está ocorrendo por meio do Instagram ou WhatsApp (11 93321-4970).

  1. Bem Me Quer
    Para comprar flores e itens de decoração, a Bem Me Quer conta com uma loja virtual e também está atendendo os clientes por meio do Instagram, WhatsApp (11 97203-6291) e telefone (11 3088-5450). Além disso, também é possível retirar o pedido na loja, que fica localizada no Jardim Paulista, em São Paulo.

  1. Galeria Botânica
    A Galeria Botânica é também uma ótima opção para quem quer comprar plantas e flores. A loja, localizada em Pinheiros, está atendendo por meio do Instagram, entre 10h e 18h, das segundas-feiras aos sábados.

  1. Blumenfee_Floricultura
    Por fim, a Blumenfee_Floricultura encerra a lista de lojas virtuais para comprar plantas durante a quarentena. A loja, localizada na Bela Vista, em São Paulo, está atendendo exclusivamente via Instagram, também entre 10h e 18h, das segundas-feiras aos sábados.

Millennials trocam a adoção de pets pelo cultivo de plantas

Ao adiar o plano de ter filhos, a geração se denomina “pais de plantas” e transforma seus lares em verdadeiros santuários verdes
POR LUIZA LOYOLA

(Ilustração Camila Pinheiro / Editora Globo)

Provavelmente você já percebeu que certa parcela da população entre 26 e 40 anos está deixando a maternidade e a paternidade para depois. Muitos já adotam cães e gatos como verdadeiros filhos, mas cada vez mais os millennials estão transferindo essa responsabilidade e dedicação para o cuidado com as plantas em casa. Obcecados pelo bem-estar físico e emocional e na luta por uma vida mais saudável sob todos os pontos de vista (da alimentação à prática de exercícios físicos), esses jovens adultos transformam seus lares em verdadeiros santuários verdes.

Há muito tempo sabemos que plantas em casa nos deixam mais felizes ao purificar o ar ao nosso redor, pois elas liberam oxigênio e absorvem dióxido de carbono, o que pode reduzir os níveis de estresse, melhorar o humor e aumentar a concentração e a produtividade. Mas por que o movimento plant parents agora? Uma gama de influenciadores, floristas e floriculturas hype, além de novos serviços de assinatura, está impulsionando esse movimento. Nas mídias sociais, somos impactados por fotos exuberantes de plantas — a hashtag #urbanjungle conta com mais de 3 milhões de posts no Instagram, e a #plantlife tem quase 2,5 milhões. Indo um passo adiante, as tensões políticas e a incerteza econômica estão aumentando, o que causa aumento da ansiedade. Com a falta de acesso à natureza, as plantas parecem ajudar os millennials urbanos a se sentirem confortados.

No entanto, esse grupo não está simplesmente comprando plantas e enchendo suas casas com elas — muitas pessoas estão plantando-as. Isso provoca uma enorme revolução que está mudando a maneira como as moradias, os bairros, os hotéis e até os locais de trabalho são projetados. Ter uma horta ou um cantinho em casa cheio de plantas é terapêutico: dá a você algo para cultivar. Esse é o autocuidado 2.0.

Luiza Loyola é especialista do WGSN, que tem o portal Lifestyle & Interiors sobre tendências de design de interiores, hospitalidade e estilo de vida. Contato: marketinglatam@wgsn.com

Moda do paisagismo e foco no consumidor fazem decolar negócios de plantas

Folhagens que invadem redes sociais impulsionam empreendedores com pequenas lojas em São Paulo, que também oferecem consultoria e acessórios
Letícia Ginak, O Estado de S.Paulo

Botânica e tal
Botânica e Tal, criada há um ano por Vanessa Guerreiro, divide espaço com um café no centro de São Paulo  Foto: Hélvio Romero/Estadão – 15/01/2019

Catapultada pelas redes sociais, a jardinagem urbana é tendência de consumo entre jovens adultos de 19 a 35 anos, seja por estilo de vida, decoração ou potencial terapêutico. O comportamento das novas gerações e a visão repaginada do paisagismo em ambientes pequenos respalda o surgimento de novos negócios no setor. Na capital paulista, eles dividem espaço com cafés, escolas de botânica ou ocupam portinhas e garagens.

Empreendedores do ramo apontam que a busca online (experimente pesquisar #urbanjungle) e offline por plantas começou a se intensificar há uns sete anos. Em 2015, o Sebrae publicou uma cartilha com análises mercadológicas focadas nesse setor. O estudo já apontava para a rápida segmentação dos negócios, destacando o “varejo de arte”, que são as floriculturas pequenas que têm como diferencial o atendimento personalizado ao cliente com análise de consumo e preferências. A cartilha ainda destaca que esse é um consumidor ávido por novidades.

“Como começa uma moda de planta? No Pinterest e em sites de decoração”, diz Vanessa Guerreiro, da Botânica e Tal. A loja, que divide espaço com um café no centro de São Paulo, teve início dentro de casa, mais precisamente na tela do celular. Vanessa criou uma conta no Instagram com seis fotos e o nome da loja e logo percebeu que as imagens tinham repercussão.

Passou a frequentar a Ceagesp de São Paulo toda semana, pesquisando e fazendo relacionamento com produtores. Há um ano com o espaço físico inaugurado, Vanessa já vendeu plantas até para fora do Brasil.

Verdeiro Josephina
Há um ano, Marcella Santiago criou o Verdeiro Josephina, negócio focado em plantas para ambientes com pouca luminosidade Foto: Rafael Aguiar

“O cultivo de plantas virou um nicho que pode ir da decoração, fomentado por sites do segmento e redes sociais, ao colecionador. Tem pessoas que só cultivam monsteras (conhecida popularmente como costela de adão), por exemplo. Tem um cliente que vem à loja e só quer antúrios. Vai além da moda. É estilo de vida, objeto de desejo”, diz Vanessa.

A jornada de compra do cliente é o maior investimento desses negócios, que não são bem floriculturas, já que não trabalham com flores de corte ou arranjos florais. Além de focarem diferentes vertentes, como plantas para ambientes internos ou locais com pouca luz – como apartamentos -, a consultoria durante a compra e o acompanhamento no pós-venda são os trunfos dos empreendedores.

“O cliente tem um aconselhamento de jardinagem comigo. Ele leva a planta para casa sabendo como deve cuidar dela e onde ela deve ficar posicionada. O consumidor sai da loja com o meu telefone”, conta Marcella Santiago, criadora da Verdeiro Josephina, na Vila Madalena, zona oeste da capital paulista.

Marcella, que já recebeu plantas de volta para recuperá-las de algum problema, conta ter feito cursos de botânica e jardinagem antes de abrir a Verdeiro. A loja, que acaba de completar um ano, está instalada em uma garagem. O local escuro é para chancelar o foco do negócio: plantas para ambientes com pouca luminosidade. Atualmente, são 120 espécies, como pilea peperomioides e begonia maculata (de R$ 30 a R$ 490).

Plantas, informações e acessórios

Seguindo a linha de experiência do consumidor, a Selvva, uma das pioneiras em São Paulo, criou o blog Estufa da Selvva com o objetivo de reunir informações sobre cuidados com as plantas, apresentação de espécies e dicas de ambientação.

Julia Rettmann, arquiteta e sócia da empresa, acredita que essa é uma oportunidade para fomentar o assunto e, por consequência, o mercado. No ponto de venda físico, Julia conta que a maioria dos vendedores são biólogos, o que dá segurança para os clientes. Julia e a sócia, Denise Yui, também arquiteta, estudaram jardinagem antes de iniciar o negócio.

Há quatro anos com as portas abertas no centro de São Paulo, a Selvva também vende por e-commerce, que representa 20% do faturamento da empresa. Com cerca de 100 espécies na loja, os valores partem de R$ 5. “Existem vertentes que tratam as plantas como jóias. Nós queremos que elas sejam acessíveis, para que possam estar nas casas das pessoas”, acredita Julia.

Selvva
Pioneira no setor, a Selvva divide espaço com a Escola de Botânica e parte dos vendedores estudou biologia  Foto: Jullia Rettmann/Selvva

A criação autoral de vasos e suportes em cerâmica, madeira e ferro é também uma forma de se diferenciar em relação às grandes redes ou mesmo entre os pequenos. Selvva, Verdeiro Josephina e Botânica e Tal criam o design de peças e as confeccionam em parceria com ceramistas, serralheiros ou marceneiros.

Oportunidade para produtores

Com a tendência de consumo, surgem oportunidades também para os produtores, não apenas para varejistas. À frente da estufa da família em Holambra, cidade ícone do setor no interior de São Paulo, Celso Filipini Fontana é um deles.

Há décadas, a empresa focava em flores de corte como crisântemos e violetas, mas há cerca de dez anos Fontana começou a variar as espécies. Hoje, o carro-chefe da estufa é a peperomia scandens, folhagem que vai bem em vasos aéreos. Além disso, passou a cultivar variedades de hoya (conhecidas como flores de cera), como a hoya kerrii ou cacto coração.

Com 40 variedades da espécie, Celso já comercializa oito, que representa 20% da produção da estufa, mas 40% do faturamento, por conta de seu valor agregado.

Em outubro do ano passado, o produtor fez sua primeira venda de hoya para a rede de supermercados Carrefour. De acordo com ele, apostar nesse tipo de espécie não é algo corriqueiro em grandes redes, que focam em flores de corte. A venda, diz, sinaliza que as grandes também enxergam o potencial de consumo de plantas do tipo (cultivadas em vasos).

Cultive sua horta em um espaço pequeno

É necessário, no entanto, utilizar técnicas de jardinagem que permitam que as plantas cresçam para o alto
MARCELO LIMA – O ESTADO DE SÃO PAULO

Para cultivar hortas verticais, opte por recipientes específicos para este fim Foto: Ecotelhados

Hortaliças, temperos, legumes e verduras sempre à mão. Você não precisa de um grande jardim ou canteiro para cultivar sua horta doméstica. Em apartamentos, ou mesmo casas pequenas, elas podem ser cultivadas, com sucesso, também sobre paredes ou em recipientes pendentes. Para obter bons resultados, no entanto, é necessário utilizar técnicas de jardinagem que permitam que as plantas cresçam para o alto. Você também vai precisar de terra orgânica, sementes ou mudas, pedras e fertilizante. Além diso, um sistema de irrigação automatizada facilitará, e muito, seu trabalho.

Confira alguns cuidados essenciais para uma boa colheita:

Recipiente: não opte por qualquer tipo de suporte. Nas casas especializadas em jardinagem, já existem vasos e contêineres específicos para o cultivo vertical de hortaliças. 

Parede recoberta por horta vertical
Parede recoberta por horta vertical Foto: Ecotelhado
Local arejado e bem iluminado é  requisito essencial
Local arejado e bem iluminado é  requisito essencial Foto: pinterest/blog.iazamoveisdemadeira

Local: opte por um área iluminada e arejada. “Sua horta deve receber cerca de quatro horas diárias de luz do sol, de manhã ou à tarde”, explica João Manuel Feijó, engenheiro agrônomo da Ecotelhado, empresa especializada em jardins verticais. 

Solo: é preciso avaliar as condições diariamente, verificando se há excesso ou falta de água. É fundamental que o solo esteja sempre úmido, porém nunca encharcado. Mexa a terra com o dedo e observe se ela está seca. Se estiver úmida, regue apenas no outro dia.

Regas: Os períodos mais indicados são as primeiras horas da manhã e no final da tarde. Evite molhar as plantas em horários muito quentes, pois a água evapora rapidamente. Regar à noite não é indicado porque a absorção é menor e as folhas demoram a secar.

Podas e nutrição: É importante retirar as folhas secas e sempre verificar as condições das plantas. Quanto maior sua atenção e interação com elas, melhor seu desenvolvimento e vigor. Por fim, opte sempre por adubos orgânicos.

Podas periódicas aumentam a vitalidade das plantas
Podas periódicas aumentam a vitalidade das plantas Foto: pinterest/viveirosabordefazenda.wordpress
Antes de regar, é importante verificar as condições de umidade da terra
Antes de regar, é importante verificar as condições de umidade da terra Foto: pinterest/bertussi.blogspot