Jardim em homenagem a Marielle Franco é inaugurado em Paris

O espaço suspenso de 2,6 mil m² está localizado no 10º distrito da cidade, ao lado da Gare de L’Est
FOTOS GABI OLIVEIRA (@GABIDEPRETAS)

A vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018 no Rio de Janeiro, se tornou um simbolo da defesa dos direitos humanos. Em sua homenagem, a Prefeitura de Paris inaugurou um jardim público no último sábado (21/09). O projeto, aprovado pelo Conselho Municipal de Paris, foi idealizado pela Rede Europeia para a Democracia no Brasil (Red-Br) com o apoio dos coletivos Amis des Sans Terre, Amnesty International France, Autres Brésils, Coletiva Marielles, France Amérique Latine, Inter LGBT e Ligue des Droits de l’Homme.

Com 2,6 mil m², o Jardim Marielle Franco está localizado no 10º distrito da cidade, ao lado da Gare de L’Est, uma das principais estações de trem da capital francesa. O espaço suspenso ocupa o terraço de um hotel, é composto por cerca de 70 árvores, sendo a maioria delas frutíferas, e pode ser acessado pela rua d’Alsace.

Em comunicado, a prefeitura de Paris apoiou a iniciativa de criar o primeiro espaço público permanente em homenagem à vereadora brasileira e considerou o ato como uma prova do “engajamento da capital na defesa dos direitos humanos pelo mundo, mas também da defesa dos políticos em perigo”. 

A inauguração do jardim ocorreu dois dias depois de Marielle Franco ter sido indicada para concorrer ao prêmio Sakharov 2019, principal honraria de direitos humanos da União Europeia. A cerimônia contou com a presença de centenas de pessoas, brasileiros residentes em Paris e franceses, o vice-prefeito de Paris, Patrick Klugman, e a prefeita do 10º distrito da cidade, Alexandra Corderbard, além dos pais de Marielle Franco, Antônio e Marinete da Silva, e a filha dela, Luyara Franco. 

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Projeto na Holanda cobre fachada de edifício com vasos de plantas

Sistema de rack com prateleiras de profundidades variadas abriga inúmeras espécies vegetais irrigadas com água da chuva

Um edifício completamente coberto por vasos de plantas chama a atenção em uma esquina próxima ao rio Dommel, na vila holandesa de Sint-Michielsgestel. O projeto do escritório MVRDV consiste em um sistema de “rack com prateleiras” de profundidades variadas que envolvem todo o exterior da construção com uma profusão de espécies vegetais.

Segundo os profissionais envolvidos na criação da Green Villa, a ideia era ter um projeto de referência para o povoado, além de ser socialmente consciente e ambientalmente progressista. O edifício de quatro andares tem unidades residenciais e comerciais. A cobertura vegetal foi pensada para que o prédio ficasse integrado à paisagem, repleta de rios, campos e árvores.

Entre as espécies escolhidas há forsítias, jasmim, pinho e bétula. Essa abordagem se baseia na crença do MVRDV de que sustentabilidade implica não apenas um desafio tecnológico, mas também uma mudança positiva no estilo de vida, com áreas urbanas consideradas como parte da paisagem natural.

As plantas foram selecionadas de acordo com a orientação da fachada e suas funções, proporcionando privacidade, sombra ou permitindo a vista conforme a necessidade. Um sistema de irrigação controlado por sensor que usa a água da chuva armazenada foi incorporado aos vasos, garantindo uma fachada verde durante o ano todo.

“Este projeto é uma continuação de nossa pesquisa em prédios sem fachada”, explica Winy Maas, sócio-fundador do MVRDV. “A ideia de parques como um oásis na cidade é muito limitada. Precisamos de um mergulho verde radical.”

Recém-criado Instituto Burle Marx quer preservar legado do paisagista morto há 25 anos

Organização sem fins lucrativos pretende atuar de forma mais proativa na divulgação da obra de Burle Marx

Burle Marx

Escritório de Paisagismo Burle Marx anunciou em seu perfil no Instagram a criação do Instituto Burle Marx, uma organização sem fins lucrativos com o objetivo de preservar e reverberar o legado do paisagista, morto há 25 anos.

Preservar o acervo de Burle Marx era uma das preocupações de Haruyoshi Ono, arquiteto que foi discípulo e depois sócio de Burle Marx a partir da década de 1960 até a morte do paisagista, em 4 de junho de 1994.

Com a morte de Haruyoshi, em janeiro de 2017, o Escritório ficou a cargo da terceira geração de arquitetos paisagistas – Isabela Ono (diretora executiva), Julio Ono e Gustavo Leivas (sócios do Escritório) –, que vem trabalhando nos últimos anos para a concretização do Instituto Burle Marx.

O objetivo inicial, segundo Isabela Ono, arquiteta paisagista filha de Haruyoshi Ono, é a captação de recursos para preservação e digitalização do acervo, com o intuito de tornar públicas e acessíveis as coleções para pesquisa e futuras iniciativas.

O Instituto acredita que o Legado Burle Marx (seus ideais e valores) tem relevância mundial como fonte de inspiração tanto para a atual quanto para as novas gerações. O Escritório de Paisagismo Burle Marx continua ativo e responsável pelo desenvolvimento de novos projetos.

Na sexta-feira, dia 07 de junho, Isabela apresentará o Instituto Burle Marx durante o simpósio “Roberto Burle Marx – A Total Work of Art”, que faz parte da exposição “Brazilian Modern: The Living Art of Roberto Burle Marx” no NYBG (New York Botanical Garden).

Floresta urbana: tendência entre os millennials, as plantas tomaram conta dos apartamentos

Criada no interior, Roberta Ferraz ocupou o apartamento onde vive com o marido, Marcelo Oliveira, em São Paulo, com vasos enormes e móbiles de plantas — e deixou seu apê com cara de fazenda
POR ROBERTA MALTA

Sala de estar dominada por verde (Foto: Carol Gherardi)

Quando a escritora Roberta Ferraz, 38 anos, e o advogado Marcelo Oliveira, 41, foram visitar o apartamento duplo instalado em um prédio da década de 50, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, a visão não foi das mais animadoras. O antigo morador havia juntado dois imóveis vizinhos, mas não conseguiu transformá-los em um só. Nem estética nem funcionalmente. “Era como se fossem casas distintas, separadas por paredes”, conta Roberta. “O ex-proprietário fez a reforma, mas não desmontou o esquema dos apartamentos.”

Lifestyle decor - O jardim de vasos (Foto: Carol Gherardi)
O jardim de vasos (Foto: Carol Gherardi)
Lifestyle decor - O escritório de Roberta (Foto: Carol Gherardi)
O escritório de Roberta (Foto: Carol Gherardi)
Lifestyle decor - O casal no sofá (Foto: Carol Gherardi)
O casal no sofá (Foto: Carol Gherardi)
Lifestyle decor - A gata Diana (Foto: Carol Gherardi)
A gata Diana (Foto: Carol Gherardi)
Lifestyle decor - Detalhe de um dos cristais da casa (Foto: Carol Gherardi)
Detalhe de um dos cristais da casa (Foto: Carol Gherardi)

A primeira providência dos dois, que são primos de terceiro grau, foi chamar o melhor amigo, Fernando Falcon, para resolver o impasse. Sócio do Tacoa Arquitetos, ele imediatamente achou a solução. “Vamos tirar o excesso de parede e deixar a estrutura aparecer para a gente visualizar o espelhamento do espaço”, disse. Em sete meses, estava tudo pronto. Escritórios individuais e lavabo de um lado; suíte, closet, banheiro e quarto de hóspedes do outro. E no meio, uma sala sem divisórias, com janelas enormes, cozinha aberta e as cores da fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, onde a doutora em literatura portuguesa cresceu: vermelho e verde, só que adaptados aos acabamentos atuais.

Forrado por cimento queimado, o chão do apartamento de 198 metros quadrados foi encerado cinco vezes para chegar ao tom das lajotas da infância. “Eu mesma passei a cera”, diz Roberta. Foram cinco mãos até chegar à cor de sua memória. Mas o apartamento só virou mesmo uma versão urbana da fazenda sete anos depois, quando ela começou a sentir falta das plantas da casa da avó materna. Lá, ficavam fora da sala. Mas como eram muitas e encontravam sempre as portas e janelas abertas, invadiam a casa.

Lifestyle decor - A mesa de jantar (Foto: Carol Gherardi)
A mesa de jantar (Foto: Carol Gherardi)
Lifestyle decor - A cozinha aberta  (Foto: Carol Gherardi)
A cozinha aberta (Foto: Carol Gherardi)
Lifestyle decor - A pet Morgana (Foto: Carol Gherardi)
A pet Morgana (Foto: Carol Gherardi)

No lugar dos tatames, onde costumavam se jogar com os amigos, botaram enormes vasos de plantas e móbiles cheios de verde desenhados pela paisagista Daniela Ruiz. Estava montada a floresta, de que Roberta faz questão de cuidar pessoalmente. “É a única coisa que se movimenta aqui”, diz.

Estáticos, os quadros são da nova geração de artistas plásticos, todos amigos do casal. Tem obras de Lucas Simões, Sergio Lucena, Hugo Frasa, Silvia Velludo, Carolina Krieger entre fotos assinadas por Pierre Verger e Francesca Woodman, que ganharam da família, e um retrato do trisavô em comum de cabeça para baixo. “Minha avó que me deu”, conta Roberta. “Depois que descobrimos que ele era feminicida, o deixamos assim virado.”

Uma tela suspensa enrolada no alto de uma das paredes transforma a sala em um cinema num toque de mágica. Móveis de madeira com a grife Carlos Motta, referências astrológicas, cristais e outros objetos místicos completam o décor. Por fim, os animais de louça garimpados em viagens que dividem o espaço com as gatas, Morgana e Diana.

Lifestyle decor - O quarto principal (Foto: Carol Gherardi)
O quarto principal (Foto: Carol Gherardi)
Lifestyle decor - Entrada do banheiro (Foto: Carol Gherardi)
Quadro do pai da escritora, João Carlos de Figueiredo Ferraz (Foto: Carol Gherardi)
Lifestyle decor - Entrada do banheiro (Foto: Carol Gherardi)
Entrada do banheiro (Foto: Carol Gherardi)

Mais funcional, o entorno desse ambiente é ocupado pontualmente. Quando não têm gente, o quarto e o banheiro de hóspedes funcionam meio como depósito de malas e trecos. O do casal é onde acontece o cineminha nos dias mais quentes. “Porque tem ar condicionado”, diz Roberta. Bem diferentes um do outro, os escritórios são usados quase todas as manhãs por seus respectivos donos. “O meu praticamente não tem cor”, explica Marcelo, diante do cômodo cinza, branco e preto. O de sua mulher, ao contrário, é cheio de enfeitinhos, penduricalhos e tem uma luminária de vidro colorido ao lado da poltrona onde lê por horas seguidas.

Não é preciso dizer que o coração da casa é mesmo a sala. Ali, recebem amigos, fazem companhia a quem estiver na cozinha – ele em dias de jantares especiais, ela no dia a dia – e descansam nas redes enquanto escutam música. No fim deste verão, como em todos os anos, os pombinhos irão até o sítio da mãe de Marcelo, em Holambra, repor as plantas castigadas pelo sol que varre o ambiente durante a manhã. “A ideia é isso aqui crescer, crescer, crescer e ocupar cada vez mais o espaço”, diz Roberta. E deixar o clima de fazenda se instalar de vez em pleno bairro de Pinheiros – um dos mais agitados de São Paulo.

Saiba como cultivar uma horta caseira com um passo a passo infalível

Técnicas exigem atenção quanto a espaço, luz do sol e adubos naturais
CAIQUE ALENCAR – O ESTADO DE S.PAULO

O reaproveitamento de materiais não é só bom por preservar o meio ambiente, mas por alguns tipos de raízes precisarem de mais espaço. “Caixotes de feira comportam três ou quatro plantas e são adequados para raízes mais profundas, como é o caso do capim-limão”, afirma Alessandra. Foto: Julia Ribeiro

Montar uma horta dentro de casa é uma coisa simples de fazer, mas cuidar dela em um meio urbano exige uma série de cuidados para que todo o trabalho não seja desperdiçado. A dificuldade começa logo pela falta de espaço e vai até a escolha de um tipo de planta com base no tempo de sol que o ambiente recebe. Veja a seguir uma galeria de fotos com um passo a passo infalível para  preparar um ambiente adequado dentro de casa para receber o seu ‘canteiro’ caseiro.

A primeira coisa a se pensar é o espaço, conforme explica a agroecologista Alessandra Nahra. “Se a pessoa não tem um quintal, sacada ou varanda, ela pode aproveitar a luz que entra por janelas basculantes de cozinha”, diz. Foto: Renato Navarro
Professora da Escola Botânica, em São Paulo, e do curso online de hortas caseiras e ecológicas da Namu Cursos, Alessandra ainda explica que também pode ser aproveitada a luz que entra só em determinados períodos do dia. Foto: André Nazareth
O único alerta que ela dá é que é necessário colocar algum tipo de recipiente para recolher a água que escorre das regas. “No caso dos vasos, é possível colocar pratos plásticos embaixo por causa da porosidade que eles têm”, completa a agroecologista. Foto: André Nazareth
Já para raízes menores, o ideal é que sejam utilizadas latinhas de cerveja ou refrigerante, lembrando que devem ser feitos furos no fundo para que a planta não fique encharcada. Foto: Luciana Benutti
Outra opção são isopores de descongelados em restaurantes japoneses. “Isso para eles é lixo e serve muito bem para plantar rúcula, alface, salsinha, cebolinha e morango”, diz Alessandra. Foto: Gui Morelli
Um erro comum que as pessoas cometem é achar que elas devem alimentar as plantas, mas para dar condições de sobrevivência a elas, a professora conta que o cuidado principal deve ser com o solo. Foto: Julia Ribeiro
Para isso, a terra deve ser coberta com palha, folhas ou restos de poda, que servem para proteger o solo da perda de nutrientes e umidade. “Existem também a opção de colocar composto orgânico ou minhocas, que podem ser encontrados no CEAGESP ou em casas de jardinagem”, afirma Alessandra. Foto: Zeca Wittner

Jardim elegante exibe árvores nativas e frutíferas

O quintal desta casa no interior de São Paulo tem elegância de sobra
FOTOS FELIPE CASTELLARI/DIVULGAÇÃO

A privacidade dos moradores é garantida pela escolha das moreias bicolores, dianelas e íris, todas VIVEIRO SANTA CRUZ

Antes de ser belo, o paisagismo deve ser funcional. É assim que Marcelo Faisal entende sua atividade e, com isso em mente, compõe cada jardim ao longo de mais de 30 anos de carreira. Suas escolhas são de baixa manutenção e, geralmente, guiam-se pela simplicidade, mesmo em residências de luxo como esta. “A sofisticação vem do olhar e da experiência”, observa. Nesta casa dentro da Fazenda Boa Vista, no interior de São Paulo, a arquitetura ortogonal concebida por Marcio Kogan, do Studio MK 27, ganha o contraste de um paisagismo orgânico. “Busquei um pouco da desordem e da espontaneidade da natureza, fazendo uso do conceito de quintal elegante, de árvores nativas e frutíferas ativando a fauna local”, explica Faisal.

Em primeiro plano, o pau-ferro e as moreias variegatas, todas VIVEIRO SANTA CRUZ – a grama-amendoim foi estrategicamente distribuída pela área.

Entre as espécies do jardim de 2.100 m², encontram-se moréia variegata, dianela, pau-ferro, araçá, uvaia, grumixama, pleomele variegata, fórmio verde, pândanus, minipitanga, buxos, jabuticabeiras e tumbérgia arbustiva. Nas forrações, há grama-esmeralda e grama-amendoim. Como a obra passou pela certificação da GBC Brasil, o paisagista levou em consideração o menor impacto, menor custo e maior benefício. O resultado é belíssimo.

O desenho sinuoso do canteiro com jabuticabeiras, grumixamas, araçás e uvaias, tudo VIVEIRO SANTA CRUZ
Visão geral da propriedade enfatiza a integração entre a casa projetada por Marcio Kogan, do Studio MK 27, e o jardim orgânico de 2.100 m² assinado pelo paisagista Marcelo Faisal

Kate Middleton ajuda a projetar jardim inspirado em suas memórias da infância

Duquesa de Cambridge aparece à vontade dando suas ideias para o projeto, que será exposto em maio

À vontade, Kate conversa com a equipe sentada em um tronco de árvore (Foto: Reprodução/Instagram)

Kate Middleton ficou bem à vontade para palpitar no projeto do jardim que será exibido na Chelsea Flower Show, uma das mais importantes exposições do Reino Unido, em maio. Nas fotos divulgadas pelo Palácio de Kensington, residência da família real britânica, a Duquesa de Cambridge conversa com a equipe sobre o paisagismo sentada em um tronco de árvore.

Kate Middleton ajuda a projetar jardim inspirado em suas memórias da infância (Foto: Reprodução/Instagram)

Em outra imagem, ela confere as plantas finais do jardim, que é inspirado em suas próprias memórias de infância, com direito a um covil, uma casa na árvore e um balanço. Kate criou seu jardim com Andrée Davies e Adam White, da Davies White Landscape Architects, e a Royal Horticultural Society (RHS). Outros membros da Família Real contribuíram com idéias.

A Duquesa conversa com os arquitetos para dizer o que pretende (Foto: Reprodução/Instagram)

A promessa é “destacar os benefícios do mundo natural em nosso bem-estar físico e mental”, “levar as pessoas de volta à natureza” e incentivá-las a “criar novas experiências ao ar livre”, segundo as informações divulgadas pelo Palácio em suas redes sociais. Troncos de árvores, trampolins e troncos ocos melhorarão o equilíbrio, a força e a coordenação das crianças, enquanto os aromas da floresta e as plantas comestíveis de frutas e legumes prometem engajar os sentidos.

Esboço do jardim tem casa na árvore e muito mais (Foto: Reprodução/Instagram)

Uma cachoeira e um córrego “proporcionam outra oportunidade sensorial para as crianças remarem e brincarem com imaginação”, promete o projeto, que conta até com uma fogueira.