Saiba como cultivar uma horta caseira com um passo a passo infalível

Técnicas exigem atenção quanto a espaço, luz do sol e adubos naturais
CAIQUE ALENCAR – O ESTADO DE S.PAULO

O reaproveitamento de materiais não é só bom por preservar o meio ambiente, mas por alguns tipos de raízes precisarem de mais espaço. “Caixotes de feira comportam três ou quatro plantas e são adequados para raízes mais profundas, como é o caso do capim-limão”, afirma Alessandra. Foto: Julia Ribeiro

Montar uma horta dentro de casa é uma coisa simples de fazer, mas cuidar dela em um meio urbano exige uma série de cuidados para que todo o trabalho não seja desperdiçado. A dificuldade começa logo pela falta de espaço e vai até a escolha de um tipo de planta com base no tempo de sol que o ambiente recebe. Veja a seguir uma galeria de fotos com um passo a passo infalível para  preparar um ambiente adequado dentro de casa para receber o seu ‘canteiro’ caseiro.

A primeira coisa a se pensar é o espaço, conforme explica a agroecologista Alessandra Nahra. “Se a pessoa não tem um quintal, sacada ou varanda, ela pode aproveitar a luz que entra por janelas basculantes de cozinha”, diz. Foto: Renato Navarro
Professora da Escola Botânica, em São Paulo, e do curso online de hortas caseiras e ecológicas da Namu Cursos, Alessandra ainda explica que também pode ser aproveitada a luz que entra só em determinados períodos do dia. Foto: André Nazareth
O único alerta que ela dá é que é necessário colocar algum tipo de recipiente para recolher a água que escorre das regas. “No caso dos vasos, é possível colocar pratos plásticos embaixo por causa da porosidade que eles têm”, completa a agroecologista. Foto: André Nazareth
Já para raízes menores, o ideal é que sejam utilizadas latinhas de cerveja ou refrigerante, lembrando que devem ser feitos furos no fundo para que a planta não fique encharcada. Foto: Luciana Benutti
Outra opção são isopores de descongelados em restaurantes japoneses. “Isso para eles é lixo e serve muito bem para plantar rúcula, alface, salsinha, cebolinha e morango”, diz Alessandra. Foto: Gui Morelli
Um erro comum que as pessoas cometem é achar que elas devem alimentar as plantas, mas para dar condições de sobrevivência a elas, a professora conta que o cuidado principal deve ser com o solo. Foto: Julia Ribeiro
Para isso, a terra deve ser coberta com palha, folhas ou restos de poda, que servem para proteger o solo da perda de nutrientes e umidade. “Existem também a opção de colocar composto orgânico ou minhocas, que podem ser encontrados no CEAGESP ou em casas de jardinagem”, afirma Alessandra. Foto: Zeca Wittner
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Jardim elegante exibe árvores nativas e frutíferas

O quintal desta casa no interior de São Paulo tem elegância de sobra
FOTOS FELIPE CASTELLARI/DIVULGAÇÃO

A privacidade dos moradores é garantida pela escolha das moreias bicolores, dianelas e íris, todas VIVEIRO SANTA CRUZ

Antes de ser belo, o paisagismo deve ser funcional. É assim que Marcelo Faisal entende sua atividade e, com isso em mente, compõe cada jardim ao longo de mais de 30 anos de carreira. Suas escolhas são de baixa manutenção e, geralmente, guiam-se pela simplicidade, mesmo em residências de luxo como esta. “A sofisticação vem do olhar e da experiência”, observa. Nesta casa dentro da Fazenda Boa Vista, no interior de São Paulo, a arquitetura ortogonal concebida por Marcio Kogan, do Studio MK 27, ganha o contraste de um paisagismo orgânico. “Busquei um pouco da desordem e da espontaneidade da natureza, fazendo uso do conceito de quintal elegante, de árvores nativas e frutíferas ativando a fauna local”, explica Faisal.

Em primeiro plano, o pau-ferro e as moreias variegatas, todas VIVEIRO SANTA CRUZ – a grama-amendoim foi estrategicamente distribuída pela área.

Entre as espécies do jardim de 2.100 m², encontram-se moréia variegata, dianela, pau-ferro, araçá, uvaia, grumixama, pleomele variegata, fórmio verde, pândanus, minipitanga, buxos, jabuticabeiras e tumbérgia arbustiva. Nas forrações, há grama-esmeralda e grama-amendoim. Como a obra passou pela certificação da GBC Brasil, o paisagista levou em consideração o menor impacto, menor custo e maior benefício. O resultado é belíssimo.

O desenho sinuoso do canteiro com jabuticabeiras, grumixamas, araçás e uvaias, tudo VIVEIRO SANTA CRUZ
Visão geral da propriedade enfatiza a integração entre a casa projetada por Marcio Kogan, do Studio MK 27, e o jardim orgânico de 2.100 m² assinado pelo paisagista Marcelo Faisal

Kate Middleton ajuda a projetar jardim inspirado em suas memórias da infância

Duquesa de Cambridge aparece à vontade dando suas ideias para o projeto, que será exposto em maio

À vontade, Kate conversa com a equipe sentada em um tronco de árvore (Foto: Reprodução/Instagram)

Kate Middleton ficou bem à vontade para palpitar no projeto do jardim que será exibido na Chelsea Flower Show, uma das mais importantes exposições do Reino Unido, em maio. Nas fotos divulgadas pelo Palácio de Kensington, residência da família real britânica, a Duquesa de Cambridge conversa com a equipe sobre o paisagismo sentada em um tronco de árvore.

Kate Middleton ajuda a projetar jardim inspirado em suas memórias da infância (Foto: Reprodução/Instagram)

Em outra imagem, ela confere as plantas finais do jardim, que é inspirado em suas próprias memórias de infância, com direito a um covil, uma casa na árvore e um balanço. Kate criou seu jardim com Andrée Davies e Adam White, da Davies White Landscape Architects, e a Royal Horticultural Society (RHS). Outros membros da Família Real contribuíram com idéias.

A Duquesa conversa com os arquitetos para dizer o que pretende (Foto: Reprodução/Instagram)

A promessa é “destacar os benefícios do mundo natural em nosso bem-estar físico e mental”, “levar as pessoas de volta à natureza” e incentivá-las a “criar novas experiências ao ar livre”, segundo as informações divulgadas pelo Palácio em suas redes sociais. Troncos de árvores, trampolins e troncos ocos melhorarão o equilíbrio, a força e a coordenação das crianças, enquanto os aromas da floresta e as plantas comestíveis de frutas e legumes prometem engajar os sentidos.

Esboço do jardim tem casa na árvore e muito mais (Foto: Reprodução/Instagram)

Uma cachoeira e um córrego “proporcionam outra oportunidade sensorial para as crianças remarem e brincarem com imaginação”, promete o projeto, que conta até com uma fogueira.

Jardins menos certinhos e mais surpreendentes são marcas de nova geração de paisagistas

Alguns nomes trocaram a indústria da moda pelo universo botânico
Simone Raitzik – O Globo

Ana Ceppas Vianna Foto: Ana Branco / Agência O Globo

Ana Ceppas Vianna é carioca, nasceu em uma casa com pé de manga no quintal e cresceu em uma cobertura vizinha à encosta do Cristo Redentor. Nos dois endereços, viveu cercada por jardins primorosos, criados e cuidados por sua mãe, a paisagista Elisa Ceppas. Desde cedo, aprendeu truques para fertilizar a terra de forma natural e percebeu, in loco , quais plantas se adaptavam melhor ao sol pleno ou à sombra. A jardinagem virou um hobby , que passou a preencher o tempo livre, especialmente depois que se formou em administração e foi trabalhar como estilista, na Richards.

— Quando tive a minha primeira filha, a Julia, hoje com 7 anos, comecei a rever a rotina intensa no trabalho. Foi ficando puxado, chegava exausta em casa. Como tinha acabado de me mudar para uma cobertura, fiz todo o paisagismo, de forma intuitiva. E a partir daí, resolvi estudar para valer, cursando design de interiores na Cândido Mendes e fazendo uma série de aulas no sítio do Burle Marx — conta Ana. — A cerca viva que montei, com chifre-de-veado, bromélias e orquídeas, envolvendo o meu terraço, faz o maior sucesso. É um cartão de visitas, assim como o projeto de paisagismo da casa que temos em Paraty, com lago e carpas. Um espaço lindo, recortado por caminhos desenhados com pedras irregulares e canteiros floridos.

Gabriela Heringer também trocou o mundo de estampas e figurinos pelo prazer de trabalhar com o universo botânico. Foi na época do seu casamento, há seis anos, que a estilista — que participou da equipe de marcas como Osklen, FYI e Maria Bonita Extra — resolveu mudar de vida. Quando produzia a decoração da cerimônia, em um sítio no meio do mato, viu que não havia no mercado arranjos com um visual mais solto, desconstruído, do jeito que imaginava para o contexto rústico da festa. Resolveu colocar a mão na massa e percebeu que levava jeito. Melhor: que sabia desenhar composições orgânicas com a mesma facilidade com que criava roupas e misturava estampas. Montou, em seguida, o Studio Lily, que participa de eventos como Carandaí 25 e Feira Hype com uma seleção de vasos prontos e bem coloridos.

A partir do ano que vem, Gabriela também vai ter pontos de venda fixos na loja do Rio etc. e na banca da cerveja Praya, na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.

Gabriela Heringer Foto: Ana Branco / Agência O Globo

— O mesmo olhar que tenho para moda acabou moldando o trabalho com plantas, em que crio arranjos com misturas pouco comuns. Na verdade, acho que o segredo é justamente não buscar a perfeição e entender que a natureza permite mil e uma combinações. O lance é esquecer as regras e soltar a mão — diz ela, que também desenvolve todas as cerâmicas de seus vasos. — Esse é um diferencial do Studio Lily, justamente os cachepôs pintados à mão, coloridos, de diferentes formatos. São superdecorativos e fazem o maior sucesso.

Quem também criou um estilo muito próprio de utilizar a natureza como matéria-prima foi a designer gráfica Maria Cristina Avellar, do Musgo Ateliê. Depois de trabalhar por um período como assistente no escritório de paisagismo de Anna Luiza Rothier, ela percebeu que levava jeito para lidar com plantas. Tinha facilidade em transformar um simples galho em um arranjo único, singular. Há dois anos, partiu para uma carreira solo e hoje pilota um gabinete botânico em um apartamento antiguinho no Horto. Ali experimenta texturas verdes e faz composições vivas com espécies que, muitas vezes, encontra em caminhadas ou caídas de árvores, no meio da rua. Atenta a cada detalhe — da embalagem ao visual das fotos do seu Instagram —, Maria recentemente participou de duas mostras de decoração, Casa Cor e Casa NaToca, desenvolvendo uma forração que está virando sua marca registrada: placas de musgo. Éexpert também em kokedama, técnica japonesa que fixa a raiz da planta em uma bola de terra, dispensando cachepôs e a deixando suspensa no espaço, como uma escultura.

— Sou “rata” do Cadeg e ali vou descobrindo fornecedores de plantas bem diferentes, exóticas, que testo nas minhas kokedamas e nos arranjos. Meu ateliê é um mundo de experimentações botânicas — conta ela, que sabe que descobriu, além de uma profissão, uma verdadeira terapia. — Trabalhar com natureza é uma delícia. Passo horas desenvolvendo novidades, faz um bem danado.

Maria Cristina Avellar, do Musgo Ateliê Foto: Ana Branco / Agência O Globo

Como escolher plantas para a sua varanda

Paisagistas sugerem espécies e dão dicas de cuidado para o seu cantinho verde
Texto Vanessa D’Amaro

É verdade que com a onda urban jungle os vasos migraram das áreas externas e temos cada vez mais plantas dentro de casa. De qualquer maneira, a varanda é o lugar em que elas podem se espalhar melhor, tradicionalmente. Por isso, conversamos com paisagistas para descobrir quais espécies são adequadas para cada tipo de varanda, considerando a luminosidade e a ventilação de cada espaço.

A regra principal para a escolha das espécies é observar o tamanho das folhas e suas tonalidades. Plantas com folhas menores e mais claras, geralmente, gostam de mais sol. Enquanto as folhas grandes e verdes preferem ambientes de sombra ou meia sombra.+

Para varandas ensolaradas, vale investir no jasmim amarelo, que floresce intensamente o ano todo. As frutíferas, como jabuticabeira e romã, também vão super bem em pleno sol. Já nos ambientes de meia sombra, as costela-de-adão, os asplênios e as samambaias são boas pedidas. No geral, plantas sem floração vão bem em ambientes mais sombreados. “Se quiser uma opção com floração, recomendo o spatifilus e plantas da família das aráceas e dos filodendros”, indica a arquiteta e paisagista Denise Barretto. Caso o espaço aberto receba muito vento, as espécies resistentes como o ficus ou a clusia são boas escolhas. O buxus também aguenta bem a ventania, contanto que haja também bastante sol.+

Se a varanda for envidraçada, ela se transforma numa estufa. Neste caso, vale apostar em begônias, nas palmeiras de sombra, como chamaedorea, nos filodendros, nas suculentas ou na árvore da fortuna, por exemplo. “Mesmo que a varanda seja envidraçada totalmente, o ideal é que pelo menos duas folhas dos vidros fiquem abertas o dia todo, para realização de circulação de ar e fotossíntese”, alerta a paisagista Catê Poli.

É importante manter uma regularidade de rega para todas as espécies. Aquelas que preferem o sol devem ser regadas, pelo menos, uma vez por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde – há espécies que podem ser irrigadas nos dois períodos, principalmente no verão. Já as espécies de meia sombra, podem ser regadas duas vezes por semana.

Plantas para jardim externo: espécies e ideias lindas

Aprenda a misturar plantas e flores, e os principais cuidados para um jardim externo lindo
Por Marina Paschoal I Fotos Divulgação

Com vista para o mar

Quem tem espaço na área externa de casa geralmente aposta no lazer e, claro, no jardim. Ter plantas, flores e até frutíferas, todas juntas é, sim, possível. Então anota aí as dicas da arquiteta e paisagista Carmen Mouro de espécies e confira ideias lindas para o seu jardim externo.

Como elas ficam mais expostas que o normal, as mais indicadas são aquelas que resistem melhor ao sol e vento. “Eu costumo usar moreiras, palmeiras, clusias, grama do tipo esmeralda e bananeiras”, a paisagista conta. A adubação própria para esse tipo de jardim também conta.

Para misturar flores e plantas de maneira harmoniosa, Carmen aconselha apostar em cores e texturas diferentes. “Usar cores complementares se combinando e folhas diferentes fica superlegal. Então, por exemplo, folha lisa e comprida misturada com outra que seja mais rasgada. As combinações que eu sempre indico são a moreira com a filadentro; bananeiras com liriobiope; filamento  xanadu com zebrina; e as palmeiras com jardins verticais com aspargos”, ela explica.

A dica de ouro é ficar de olho na irrigação, já que, mais uma vez, essas plantas ficam muito expostas à luz do sol. “A água faz toda a diferença. Eu prefiro sempre optar pela irrigação automatizada, para molhar até três vezes por dia”, finaliza.

Da janela do quarto

Essa cabana de madeira, projeto assinado pelo escritório inglês 6a em East London, na Inglaterra, tem, da janela do quarto, vista para o deslumbrante jardim. De cara,  árvore de eucalipto, que é a estrela dessa área externa.


Com vista para o mar

Esse projeto, assinado por Arthur Casas, fica no Rio de Janeiro com vista para a Pedra da Gávea. A vegetação ao redor já emoldura o jardim, que ganhou piscina e plantas escolhidas à dedo.


No apartamento também

O arquiteto Ian Simpson ousou e criou um jardim que mescla oliveiras, carvalhos e limoeiros no topo de um arranha-céu em Manchester. Por conta das grandes janelas e aberturas, o ambiente é perfeito para cultivar as plantas.


Tudo junto e misturado

Projetada especialmente para se integrar às plantas ao seu redor, essa casa no Canadá recebeu grandes paredes de vidro e varandas de madeira, que reforçam a conexão com a natureza.

Jardins na cobertura de prédios transformam cenário urbano em Paris

Áreas exclusivas são parte de um projeto que oferece um refúgio verde a clientes do mercado de luxo
Doreen Carvajal, The New York Times

Delia Danciu, 24, a gardener, working at Galeries Lafayette’s department store rooftop in Paris. (Dmitry Kostyukov for The New York Times)

PARIS – É uma viagem rápida de elevador desde a seção de perfumes das Galeries Lafayette até a fazenda de luxo da loja de departamentos no 10.º andar, com o seu aroma de sálvia, alecrim e compostagem, que é a sua assinatura.

A horta no topo do prédio, com exuberantes trepadeiras, tomates, calêndulas e morangos, faz parte de um projeto que visa transformar a agricultura urbana em uma atração para compras de clientes abastados ansiosos por um refúgio verde exclusivo.

Agora, somente uma clientela seleta pode se deliciar com esta fazenda elegante em tours semanais reservados. Em algum momento, as Galeries Lafayette pretendem expandir-se para outras seções nos topos do prédio, a fim de hospedar eventos maiores e desfiles de moda entre paredes verticais de plantas, cobertas de verde ou uma vista panorâmica da Torre Eiffel e da ópera da cidade.

Este conceito de agricultura está surgindo em outras cidades – em uma proposta de desenvolvimento do hábito de fazer compras na Austrália e um shopping em Tel Aviv. Na França, a tendência está acelerando com o apoio da prefeitura, que começou uma campanha em 2016, a Parisculteurs, com o objetivo de cobrir os topos dos prédios e os muros da cidade com quase 100 hectares de vegetação até 2020.

A concorrente da loja na cidade, Le Bon Marché, também adotou uma horta no telhado para os seus funcionários. Mas as Galeries Lafayette hospedam uma fazenda em funcionamento que tem mais de 18 mil plantas com a sua marca, Farmhouse, para produtos como biscoitos crackers de ervas, bombons de morango e vodca aromatizada com sálvia.

A horta também fornece delicadas plantas aromáticas para mais de 80 chefs em Paris.

Existe inclusive uma fazendo urbana maior ainda no topo de outra loja de departamentos, a BHV. A horta, instalada no ano passado, custou mais de 300 mil dólares e também pode ser visitada em tours regulares e seletos organizados pela Airbnb.

As Galeries Lafayette tentaram experimentar novas técnicas de jardinagem em sociedade com uma start-up agrícola urbana, Sous les Fraises, que reformou e mantém o terraço no topo do edifício.

Outras start-ups agrícolas, como a Topager ou a Peas and Love, usam outro modelo de negócio, criando hortas comunitárias cuidadas por profissionais do ramo e alugadas a clientes que colhem seus próprios produtos frescos.

Pascal Barbot dirige o Astrance, um famoso restaurante parisiense que serve pratos temperados com ervas do terraço do edifício com flores comestíveis das Galeries Lafayette.

Ele disse que estava preocupado com a possibilidade de a poluição da cidade afetar as colheitas. A preocupação vem sendo tratada pelas start-ups agrícolas, segundo as quais a água da chuva é a mesma que cai no campo, e que, como alguns teste mostraram, a pior poluição urbana se localiza nas áreas de trânsito intenso, longe dos topos dos prédios.

No final, Barbot decidiu que uma horta no alto dos edifícios era o melhor lugar para obter ervas raras e flores comestíveis. A questão do custo  não é crucial para o chef, cujo cardápio para o jantar que muda diariamente custa a partir de cerca de 300 dólares.

“Uma horta como esta é boa para a saúde? É boa para o meio ambiente? É boa para as gerações do futuro?” perguntou. “São as questões que coloco”.