Como escolher plantas para a sua varanda

Paisagistas sugerem espécies e dão dicas de cuidado para o seu cantinho verde
Texto Vanessa D’Amaro

É verdade que com a onda urban jungle os vasos migraram das áreas externas e temos cada vez mais plantas dentro de casa. De qualquer maneira, a varanda é o lugar em que elas podem se espalhar melhor, tradicionalmente. Por isso, conversamos com paisagistas para descobrir quais espécies são adequadas para cada tipo de varanda, considerando a luminosidade e a ventilação de cada espaço.

A regra principal para a escolha das espécies é observar o tamanho das folhas e suas tonalidades. Plantas com folhas menores e mais claras, geralmente, gostam de mais sol. Enquanto as folhas grandes e verdes preferem ambientes de sombra ou meia sombra.+

Para varandas ensolaradas, vale investir no jasmim amarelo, que floresce intensamente o ano todo. As frutíferas, como jabuticabeira e romã, também vão super bem em pleno sol. Já nos ambientes de meia sombra, as costela-de-adão, os asplênios e as samambaias são boas pedidas. No geral, plantas sem floração vão bem em ambientes mais sombreados. “Se quiser uma opção com floração, recomendo o spatifilus e plantas da família das aráceas e dos filodendros”, indica a arquiteta e paisagista Denise Barretto. Caso o espaço aberto receba muito vento, as espécies resistentes como o ficus ou a clusia são boas escolhas. O buxus também aguenta bem a ventania, contanto que haja também bastante sol.+

Se a varanda for envidraçada, ela se transforma numa estufa. Neste caso, vale apostar em begônias, nas palmeiras de sombra, como chamaedorea, nos filodendros, nas suculentas ou na árvore da fortuna, por exemplo. “Mesmo que a varanda seja envidraçada totalmente, o ideal é que pelo menos duas folhas dos vidros fiquem abertas o dia todo, para realização de circulação de ar e fotossíntese”, alerta a paisagista Catê Poli.

É importante manter uma regularidade de rega para todas as espécies. Aquelas que preferem o sol devem ser regadas, pelo menos, uma vez por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde – há espécies que podem ser irrigadas nos dois períodos, principalmente no verão. Já as espécies de meia sombra, podem ser regadas duas vezes por semana.

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Plantas para jardim externo: espécies e ideias lindas

Aprenda a misturar plantas e flores, e os principais cuidados para um jardim externo lindo
Por Marina Paschoal I Fotos Divulgação

Com vista para o mar

Quem tem espaço na área externa de casa geralmente aposta no lazer e, claro, no jardim. Ter plantas, flores e até frutíferas, todas juntas é, sim, possível. Então anota aí as dicas da arquiteta e paisagista Carmen Mouro de espécies e confira ideias lindas para o seu jardim externo.

Como elas ficam mais expostas que o normal, as mais indicadas são aquelas que resistem melhor ao sol e vento. “Eu costumo usar moreiras, palmeiras, clusias, grama do tipo esmeralda e bananeiras”, a paisagista conta. A adubação própria para esse tipo de jardim também conta.

Para misturar flores e plantas de maneira harmoniosa, Carmen aconselha apostar em cores e texturas diferentes. “Usar cores complementares se combinando e folhas diferentes fica superlegal. Então, por exemplo, folha lisa e comprida misturada com outra que seja mais rasgada. As combinações que eu sempre indico são a moreira com a filadentro; bananeiras com liriobiope; filamento  xanadu com zebrina; e as palmeiras com jardins verticais com aspargos”, ela explica.

A dica de ouro é ficar de olho na irrigação, já que, mais uma vez, essas plantas ficam muito expostas à luz do sol. “A água faz toda a diferença. Eu prefiro sempre optar pela irrigação automatizada, para molhar até três vezes por dia”, finaliza.

Da janela do quarto

Essa cabana de madeira, projeto assinado pelo escritório inglês 6a em East London, na Inglaterra, tem, da janela do quarto, vista para o deslumbrante jardim. De cara,  árvore de eucalipto, que é a estrela dessa área externa.


Com vista para o mar

Esse projeto, assinado por Arthur Casas, fica no Rio de Janeiro com vista para a Pedra da Gávea. A vegetação ao redor já emoldura o jardim, que ganhou piscina e plantas escolhidas à dedo.


No apartamento também

O arquiteto Ian Simpson ousou e criou um jardim que mescla oliveiras, carvalhos e limoeiros no topo de um arranha-céu em Manchester. Por conta das grandes janelas e aberturas, o ambiente é perfeito para cultivar as plantas.


Tudo junto e misturado

Projetada especialmente para se integrar às plantas ao seu redor, essa casa no Canadá recebeu grandes paredes de vidro e varandas de madeira, que reforçam a conexão com a natureza.

Jardins na cobertura de prédios transformam cenário urbano em Paris

Áreas exclusivas são parte de um projeto que oferece um refúgio verde a clientes do mercado de luxo
Doreen Carvajal, The New York Times

Delia Danciu, 24, a gardener, working at Galeries Lafayette’s department store rooftop in Paris. (Dmitry Kostyukov for The New York Times)

PARIS – É uma viagem rápida de elevador desde a seção de perfumes das Galeries Lafayette até a fazenda de luxo da loja de departamentos no 10.º andar, com o seu aroma de sálvia, alecrim e compostagem, que é a sua assinatura.

A horta no topo do prédio, com exuberantes trepadeiras, tomates, calêndulas e morangos, faz parte de um projeto que visa transformar a agricultura urbana em uma atração para compras de clientes abastados ansiosos por um refúgio verde exclusivo.

Agora, somente uma clientela seleta pode se deliciar com esta fazenda elegante em tours semanais reservados. Em algum momento, as Galeries Lafayette pretendem expandir-se para outras seções nos topos do prédio, a fim de hospedar eventos maiores e desfiles de moda entre paredes verticais de plantas, cobertas de verde ou uma vista panorâmica da Torre Eiffel e da ópera da cidade.

Este conceito de agricultura está surgindo em outras cidades – em uma proposta de desenvolvimento do hábito de fazer compras na Austrália e um shopping em Tel Aviv. Na França, a tendência está acelerando com o apoio da prefeitura, que começou uma campanha em 2016, a Parisculteurs, com o objetivo de cobrir os topos dos prédios e os muros da cidade com quase 100 hectares de vegetação até 2020.

A concorrente da loja na cidade, Le Bon Marché, também adotou uma horta no telhado para os seus funcionários. Mas as Galeries Lafayette hospedam uma fazenda em funcionamento que tem mais de 18 mil plantas com a sua marca, Farmhouse, para produtos como biscoitos crackers de ervas, bombons de morango e vodca aromatizada com sálvia.

A horta também fornece delicadas plantas aromáticas para mais de 80 chefs em Paris.

Existe inclusive uma fazendo urbana maior ainda no topo de outra loja de departamentos, a BHV. A horta, instalada no ano passado, custou mais de 300 mil dólares e também pode ser visitada em tours regulares e seletos organizados pela Airbnb.

As Galeries Lafayette tentaram experimentar novas técnicas de jardinagem em sociedade com uma start-up agrícola urbana, Sous les Fraises, que reformou e mantém o terraço no topo do edifício.

Outras start-ups agrícolas, como a Topager ou a Peas and Love, usam outro modelo de negócio, criando hortas comunitárias cuidadas por profissionais do ramo e alugadas a clientes que colhem seus próprios produtos frescos.

Pascal Barbot dirige o Astrance, um famoso restaurante parisiense que serve pratos temperados com ervas do terraço do edifício com flores comestíveis das Galeries Lafayette.

Ele disse que estava preocupado com a possibilidade de a poluição da cidade afetar as colheitas. A preocupação vem sendo tratada pelas start-ups agrícolas, segundo as quais a água da chuva é a mesma que cai no campo, e que, como alguns teste mostraram, a pior poluição urbana se localiza nas áreas de trânsito intenso, longe dos topos dos prédios.

No final, Barbot decidiu que uma horta no alto dos edifícios era o melhor lugar para obter ervas raras e flores comestíveis. A questão do custo  não é crucial para o chef, cujo cardápio para o jantar que muda diariamente custa a partir de cerca de 300 dólares.

“Uma horta como esta é boa para a saúde? É boa para o meio ambiente? É boa para as gerações do futuro?” perguntou. “São as questões que coloco”.

7 dicas de cantinhos verdes para aproveitar com estilo o final da primavera

Confira como melhorar sua relação com a natureza abusando das flores e plantas de maneira simples e criativa
Ana Lourenço – O Estado De S.Paulo

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Sem espaço ou sistema de irrigação para fazer um jardim vertical? Uma solução pode ser cachepôs suspensos com plantas e flores que enfeitam o local, como no projeto de Laura Lopes Foto: Jomar Bragança


Já foi comprovado por diversos pesquisadores o quão benéfico é, para o ser humano, o contato com a natureza. Segundo Laura Lopes, arquiteta e sócia da Arqsol – empresa familiar especializada em arquitetura bioclimática -, elas proporcionam uma sensação de comodidade. Dessa maneira, os projetos de interiores, cada vez mais, adotam elementos naturais na decoração para embelezar e dar vida ao ambiente.

Uma pesquisa da Universidade de Queensland, na Austrália, mostrou que escritórios com espaços verdes conseguem aumentar em 15% a produtividade do funcionário. Por isso, seja no lar ou no trabalho, apostar em um cantinho com plantas e flores é sinônimo de benefício e sucesso. E, o melhor, não é preciso gastar muito para isso.

Confira cinco dicas do Casa, em parceria com a Arqsol Arquitetura e Tecnologia, para você montar ‘cantinhos verdes’ em sua casa ou no trabalho:

1- Espaço
A análise do espaço é essencial na hora de decidir o tipo de planta que você quer ter, os cuidados exigidos e a própria decoração entorno disso. Assim, esta é a primeira decisão a ser feita. Se a varanda for escolhida, por exemplo, é preciso selecionar plantas que gostam de luminosidade e vento. Também é necessário considerar se a área ficará aberta ou fechada na maior parte do dia, pois há plantas que não se adaptam aos ambientes fechados. Tão importante quanto as condições em que a planta ficará exposta, é a escolha do recipiente que vai recebê-la.

2- Plantas no trabalho 
É essencial que a planta escolhida para o ambiente de trabalho seja de pouco cuidado, como suculentas e cactos. Afinal não se terá muita disponibilidade de tempo para cuidá-la. “A dica é apostar naquelas mais resistentes e que não precisam de muita luz”, explica Laura Lopes. A espada-de-são-jorge, o ciclanto, o  cróton e a palmeira-leque são ótimas escolhas para os ambientes com ar-condicionado, que tiram a umidade do ar, devido a alta capacidade de retenção de água das plantas.

3- Plantas Artificiais 
Claro que o contato com a natureza não pode ser substituído pelas plantas artificiais, mas a decoração pode, e é, uma ótima ideia para as pessoas com pouco tempo para lidar com a jardinagem. Uma outra solução é apostar nas plantas artificiais. Algumas técnicas funcionam muito bem para que os jardins verticais fiquem sempre bonitos e para quem não quer ter trabalho constante com a manutenção.

4- Jardins Verticais 
Cada  vez mais em alta, os jardins verticais  podem ser uma opção diferente para a decoração local – seja ela no trabalho ou em casa. Mas atenção: o cuidado tem de ser redobrado. “Você pode colocar uma tela para pendurar os vasos ou então colocá-los diretamente na parede”, ensina Laura. “Agora, se o espaço for muito grande, você terá que ter um sistema de irrigação automático. Já em um espaço menor, é só colocar em vasos separados, pendurados lado a lado”.  Para que o Jardim Vertical fique bonito é preciso comprar as plantas já no tamanho adequado, assim o morador não precisa esperar pelo crescimento. As opções chifre-de-veado, ripsális, peperomia columeias e barba-de-serpente são as mais escolhidas para a função.

5- Hortinha caseira 
Uma hortinha caseira pode ser a solução para garantir o espaço verde em casa, ao mesmo tempo que disponibiliza produtos fresquinhos na hora das refeições. Selecione alguns dos seus temperos favoritos e comece sua horta com cachepôs da sua escolha, uma ótima opção para a decoração do seu cantinho verde.

6- Jardins inusitados
Aqueles que não querem optar por jardins verticais, mas ainda sim se diferenciar dos jardins tradicionais podem abusar da criatividade e criar plantas de maneira inusitada. Sejam elas suspensas, na escada, dentro da gaveta ou no carrinho de chá. O legal é usar um objeto sem muita utilidade da sua casa e decorar com as plantinhas. O resultado fica lindo e único.

7- Jardim sem flor
A especialista da Arqsol ainda ensina um truque final para dar um ar de natureza aos ambientes sem luz natural ou ventilação: colocar quadros com imagens de folhas na parede ou prateleiras. “Para criar harmonia, escolha mais de um quadro com folhas diferentes e coloque-os juntos”, sugere a arquiteta.

Jardim vertical: como fazer a manutenção

Algumas práticas fazem toda diferença para manter seu jardim lindo e saudável
Por Marina Paschoal I Foto: Divulgação

Sem título.jpgjardim vertical transforma o clima de qualquer espaço, seja em apartamentos pequenos ou em casa. “Uma parede verde é a solução para quem busca qualidade de vida e traz benefícios acústicos, térmicos e sem contar a qualidade estética”, observa a arquiteta paisagista Rafaela Novaes. Apesar de algumas regras serem específicas para ambientes internos e externos, existem dicas gerais que fazem toda a diferença no momento da manutenção dos jardins verticais. “Acompanhar se as espécies estão se adaptando e desenvolvendo bem, e fazer a limpeza de folhas mortas, por exemplo, é muito importante”, explica a paisagista Rayra Lira Araújo, da JLira Green Life.

poda em jardins verticais é o segredo para um jardim bonito. Por isso, no momento da poda, é importante saber o que tirar e o que deixar para estimular o crescimento saudável da planta. “Sugiro uma poda a cada 45 dias. Desse jeito fica muito mais fácil manter as plantas”, Rafaela indica. Além disso, segundo Rayra, é importante respeitar o contorno de cada espécie, desde onde ela começa, até o seu final. “Não permitir que outras plantas cresçam no meio da vegetação faz parte também, já que passarinhos podem acabar levando sementes de outras espécies para o jardim”, ela explica. Essa limpeza também consiste na retirada de folhas e flores secas, para que elas não tomem o espaço das novas.

As regas na medida certa também são fundamentais para o desenvolvimento da vegetação, já que tanto a falta, como o excesso de água são ruins para as plantas. Deste modo, Rafaela indica fazer o teste do dedinho. “Coloque o dedo cerca de 2 cm abaixo da superfície. Se sair limpo, precisa de mais água. Se ficou sujo de terra, diminua a quantidade de água. O correto é sentir o substrato úmido, com um certo frescor e seu dedo sair seco, apenas com algum resquício”, ela explica.

E por falar em substrato, diferente do que a maioria imagina, um dos segredos para o sucesso do jardim vertical é a escolha do produto certo. “A terra comum permite o nascimento de muito mato, além de ser bem pesada para esse tipo de jardim”, Raya esclarece. O uso do produto incorreto também pode acabar impedindo o crescimento das raízes e a infiltração de água. Por isso, preste atenção no momento da compra, pois existem os produtos específicos para o jardim vertical.

Adubar também é uma etapa fundamental que, quando feita de maneira correta combinada à irrigação, garante plantas saudáveis. “Existem produtos que vão liberando gradativamente pequenas quantidades de adubo quando em contato com a água, durante até um ano. Acho uma ótima opção para quem busca facilidade e quer um jardim bonito”, Rafaela indica.

Você pode optar por tipos diferentes de vasos ou suportes para o seu jardim vertical. Apesar de ter instalação demorada, trabalhosa e custo mais alto, os blocos cerâmicos são a opção mais duradoura. Os vasos meia-lua são mais rápidos de colocar, mas fique ligado no tempo de uso, pois eles precisam ser trocados periodicamente. As mantas são uma boa alternativa, mas exigem sistema de irrigação mais elaborado. Os palets de madeira são opções para quem procura por projetos diferentes. “Não existe o melhor, o que existe é o sistema ideal para cada ambiente e projeto específico”, Rafaela finaliza.

Jardim vertical: saiba quais plantas usar

Seja na parede de um apartamento pequeno ou um muro na área externa, existem regras que não mudam no momento de escolha das espécies
Por Marina Paschoal I Fotos: Divulgação

paisagismo-casa-fresca-com-plantas_09Os jardins verticais estão com tudo. Seja pela falta de espaço em apartamentos pequenos ou para valorizar paredes em espaços amplos, eles são uma ótima opção para qualquer ambiente. “É uma maneira de explorar um jardim no ambiente quase sendo utilizada como uma obra de arte”, define a paisagista Rayra Lira Araújo, da JLira Green Life. Mais quais plantas usar em um jardim vertical? Existem algumas regras quanto às espécies dependendo do ambiente, exposição ao sol e ventilação. Para não errar, alguns pontos devem ser levados em consideração.

Rayra explica que existem três regrinhas primordiais: iluminação, irrigação e limpeza. Ou seja, saber se o espaço do jardim é mais propício para plantas de sol ou de sombra, regar na medida certa – e para isso é preciso saber sobre a quantidade de água que a espécie precisa -, e fazer a manutenção, removendo folhas e flores secas para que as novas possam crescer.

Dito isso, vamos aos exemplos práticos.

apartamento-klabin-gf-projetos-04Se você vai fazer seu jardim vertical em um apartamento e a área usada será de uma varanda pequena, a manutenção deve ser baixa e ele deve produzir pouca sujeira, para evitar que o vento leve as folhas secas para dentro de casa. Com esse contexto, a indicação da paisagista é optar por espécies de folhas largas, grossas e durinhas. Respeitar a quantidade de entrada de sol da sua varanda também conta. “Para varandas com sol da tarde, indico plantas como bromélias, liriopolis variagato, peperômia verde, era, zebrina entre outras. E para varandas com sol da manhã, as melhores espécies são as de meia sombra como chifre de veado, peperômias, culumeia, costela de adão, giboia, filodendro entre outras”, Rayra explica.

4971e92d479afcc14fbae5d3cdd42d30--patio-pergola-outdoor-patios.jpgAgora, se a intenção é aproveitar um belo muro de uma casa grande, na área externa com jardim, você tem mais liberdade quanto à escolha das espécies e quanto mais variedade, melhor. “Podem ser folhas grandes, pequenas, forração … Quanto mais mistura, mais o jardim vertical trará a sensação de natureza”, a paisagista indica. E como estamos falando de ambiente externo, o conselho é usar plantas que se adaptam facilmente, como bromélias, liriopolies branco, todas as espécies de aspargos, setecresia, todas as espécies de sansevieria.

8 coisas que você não deve fazer com as suas plantas

O paisagista Marcelo Faisal dá dicas para fazer o seu jardim crescer mais saudável
Por Gabrielle Chimello

b1f8d6f2dc699c0651fa323b57183522tendência urban jungle – ou floresta urbana – tem feito a cabeça das pessoas que são amantes das plantas e enchido os feeds do Instagram e Pinterest com referências lindíssimas! Aqui no site nós fizemos um dossiê completo com dicas de como ter plantas em casa e também 11 aplicativos para cuidar das plantas.

Mas muito mais importante do que saber o que fazer para cuidar das plantas, é saber o que não fazer para manter seu jardim belo e saudável. Por isso o paisagista Marcelo Faisal deu 8 dicas que você deve evitar fazer com as suas plantas para que elas creçam lindas. Confira!

1 – Não tenha plantas no quarto
À noite, normalmente liberamos muito CO2 por causa da respiração, o que eleva muito a atividade da planta – pois ela faz a troca do CO2 do espaço pelo O2. O problema é que como nesse horário não há luz solar, as plantas acabam se estressando, pois este deveria ser o momento de descanso delas. Plantas em quartos são infelizes.

2 – Não coloque as plantas na face Sul
Esta é a localização que tem menos insolação e os ventos são muito frios, por isso a maioria das espécies irá sofrer nesses ambientes. Caso você não tenha opção, escolha espécies que sejam mais resistentes e umbrófilas (que gostem de sombra), como a Ráffia e Areca.

3 – Não coloque água demais
Pode parecer redundante, mas saber a quantidade certa de água que a sua planta precisa é essencial. As raízes também respiram, e o excesso de água pode apodrecê-las. O ideal é que, além da rega correta, os solos sejam drenados, ou seja, não acumulem água. Basicamente, a proporção para um bom solo é: 1/3 de areia, 1/3 de matéria orgânica e 1/3 de terra.

4 – Não coloque adubo demais
A super adubação pode ser tão prejudicial para as plantas quanto não adubar. Esta prática aumenta a acidez do solo e pode queimar as raízes e folhas. Sempre siga a orientação de paisagistas ou engenheiros agrônomos.

5 – Não deixe as plantas muito expostas ao vento
As plantas não gostam de vento, pois ele desidrata e as faz perder água. Consequentemente, as folhas irão secar. Para este tipo de situação, o ideal são as plantas com tecidos coriácios, pois são mais resistentes.

Caso a sua casa seja na praia, não é toda a espécie que sobreviverá neste ambiente, pois a maioria não é aclimatada à maresia. Geralmente clusia, ágave, bromélias e chapéu-de-sol são espécies que resistem ao clima praiano.

6 – Não deixe as plantas em pleno sol sem irrigação criteriosa
Existem plantas que se dão muito bem sob o sol, mas é muito importante que a irrigação seja feita corretamente. O sol desidrata e queima as plantas sem o cuidado devido, principalmente as que estiverem plantadas em vasos.

7 – Evite o uso de agrotóxicos para tratar doenças
Em dias de calor as plantas estão mais sujeitas às doenças como cochonilhas, pulgões, lagartas, ácaros, fungos e bactérias. O ideal é tratar todas elas através de bioinseticidas, evitando os agrotóxicos. No mercado já existem muitos produtos disponíveis. Consulte sempre um especialista para indicar o melhor tratamento em cada caso.

8 – Não deixe as plantas sujas
As plantas devem ser limpas e lavadas para evitar o acumulo de poeira e poluição sobre suas folhas, pois isto tira a capacidade fotossintética, fazendo-as morrer. Este é um problema principalmente de plantas em apartamentos. A solução é simples: passe um pano úmido com sabão neutro (como o sabão de côco) nas folhas.