Prédios com fachadas cobertas por plantas são inaugurados na China

Assinado pelo escritório Stefano Boeri Architetti, projeto utiliza mais de 400 árvores e é considerado “a primeira floresta vertical chinesa”
CAMILA SANTOS | FOTOS RAW VISION STUDIO

 (Foto: Raw Vision Studio)

Chamado de “a primeira floresta vertical chinesa”, um complexo formado por duas torres residenciais foi inaugurado recentemente na cidade de Huanggang, na província de Hubei. Os prédios foram assinados pelo escritório Stefano Boeri Architetti.

A construção combina varandas abertas e fechadas, que proporcionam a sensação de movimento contínuo, acentuado pela presença das plantas que se encaixam no desenho da área externa. “O projeto permite uma excelente visão das fachadas arborizadas, potencializando a experiência sensorial e integrando a paisagem vegetal à dimensão arquitetônica. Assim, os moradores das torres residenciais têm a oportunidade de vivenciar o espaço urbano a partir de uma perspectiva diferente”, afirma o arquiteto Stefano Boeri.

 (Foto: Raw Vision Studio)

De acordo com os profissionais envolvidos no projeto, o Easyhome Huanggang Vertical Forest City Complex conta com mais de 400 árvores locais, além de outros tipos de vegetais, como arbustos, flores e espécies trepadeiras. Em decorrência disso, a floresta vertical tem a capacidade de absorver 22 toneladas de dióxido de carbono por ano. 

Xu Yibo, sócio do escritório Stefano Boeri Architetti China, diz que os prédios representam um grande passo para colocar em prática o conceito verde de Stefano no país. Em Casa Vogue, inclusive, já foi falado sobre o projeto de construção de uma cidade 100% sustentável na China, liderado por Boeri.

(Foto: Raw Vision Studio)

Ao todo, o complexo recém-inaugurado é composto por cinco torres. Além dos edifícios destinados às residências, há espaços comerciais e hotéis, desenhados para responder às necessidades diárias dos residentes, visitantes e turistas.

(Foto: Raw Vision Studio)

Ao todo, o complexo recém-inaugurado é composto por cinco torres. Além dos edifícios destinados às residências, há espaços comerciais e hotéis, desenhados para responder às necessidades diárias dos residentes, visitantes e turistas.

(Foto: Raw Vision Studio)
(Foto: Raw Vision Studio)
(Foto: Raw Vision Studio)

Saiba mais sobre o projeto no site do escritório Stefano Boeri Architetti China.

Ideias para ter um jardim em espaço interno

Confira 5 dicas para cultivar plantas saudáveis e bonitas 

Novo modelo de floreira suspensa da Tramontina, a Malaia é ótima para locais reduzidos

Se você mora ou conhece alguém que vive em apartamento, provavelmente já ouviu algo relacionado ao cultivo de plantas em lugares pequenos. Apesar de difícil, não é impossível ter um jardim saudável em ambiente fechado.

Andaluz, o segundo modelo de lançamento da Tramontina, traz uma opção mais simples e delicada

Confira algumas dicas da Tramontina para a criação e manutenção de um jardim interno:

1 – Primeiro, escolha um ambiente do seu apartamento para dar início ao plantio. Observe se o local tem incidência de luz, ou não. Entenda que o cultivo de plantas depende do local escolhido. Se o apartamento é escuro, opte por espécies que não necessitam de energia solar, como: cactos, begônias e bambus. Faça uma pesquisa e decida qual a sua favorita!

2 – As floreiras são boas opções para o cultivo em locais pequenos, pois possibilitam o plantio de mais de uma espécie. Se o espaço for reduzido, opte por modelos suspensos – além de ocuparem apenas a parede, são ótimos para complementar a decoração.

3 – Você sabia que o vento também pode influenciar no resultado do seu jardim? Se, por exemplo, você optar por plantar em uma sacada – a ventania pode afetar sua mudinha. Busque por espécies mais rústicas, se esse for o caso. 

4 – E se você quiser adicionar uma horta ao seu jardim? Busque por alecrim, manjericão, ou cebolinha. Estes temperos são facilmente cultivados em apartamentos! 

5 – As regas são extremamente importantes para a manutenção das plantas. Entenda que nem todas necessitam de água, enquanto outras não precisam ser regadas com tanta frequência. Após a escolha das mudas, procure informações sobre as regas de cada espécie.

A Malaia é o primeiro modelo suspenso de floreiras produzido pela Tramontina

As floreiras Andaluz e Malaia são exemplos de floreiras que funcionam muito bem em espaços menores. Os produtos já estão disponíveis no e-commerce da marca. 

Ter plantas em casa torna moradores mais felizes e produtivos, diz pesquisa

Segundo o estudo, a companhia das plantinhas ajuda a melhorar a saúde mental e reduzir sintomas de estresse e ansiedade
BRUNA MARTINS

Ter plantas em casa torna moradores mais felizes e produtivos, diz pesquisa (Foto: Getty Images)

Você acha que estar rodeado de plantas em casa te faz mais feliz? Pelo jeito, isso pode não ser só uma impressão ou coincidência – mas sim um fato. Uma pesquisa realizada no Reino Unido constatou que uma casa cheia de plantas faz, sim, seus moradores mais felizes.

Para 60% dos entrevistados pelo site The Joy of Plants, responsável pelo estudo, a companhia das espécies faz com que eles sintam uma maior felicidade dentro do próprio lar. Além disso, mais da metade disse se sentir mais produtivo por estar cercado de plantas.

Já deu para perceber que apostar na vegetação dentro de casa traz impactos positivos para muito além da decoração. Mais de dois terços dos participantes do estudo afirmaram que as plantas também têm a capacidade de ajudar na saúde mental.

Para James Wong, botânico e paisagista à frente da pesquisa, isso acontece porque a cor verde das plantas ajuda a reduzir os níveis de estresse. Além disso, em entrevista ao jornal The Sun, o especialista também disse acreditar que ter algo vivo para cuidar funciona como um exercício de atenção, ajudando na concentração e aliviando sintomas como tensão e ansiedade.

5 plantas que são tendências para a decoração da casa (Foto: Reprodução / Instagram / @theplantjunki)
(Foto: Reprodução / Instagram / @theplantjunki)

E tem quem seja ainda mais dedicado no cuidado diário com suas espécies em casa. De acordo com a pesquisa, 23% dos pais ou mães de plantas chegam até a conversar com elas diariamente, enquanto 20% colocam músicas para as flores e folhas crescerem em um ambiente ainda mais saudável.

E você, se identifica com os resultados dessa pesquisa?

Burle Marx: um roteiro para apreciar obras do paisagista para além do sítio que virou Patrimônio Mundial da Unesco

Jardins, escultura, azulejaria: um passeio por obras do artista espalhadas pelo Rio de Janeiro
Ricardo Ferreira

Painel de Burle Marx no Instituto Moreira Sales na Gávea Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

Aplicando sua “organização planejada dos elementos naturais” em sintonia com o modernismo, Roberto Burle Marx (1909-1994) deixou sua identidade em diversos espaços públicos do Rio. Conhecido principalmente por seu trabalho como paisagista, ele era também artista plástico.

Além do Sítio Burle Marx, em Guaratiba, que se tornou patrimônio mundial da Unesco, o roteiro para apreciar seu legado na cidade vai do verde do Aterro do Flamengo ao painel de azulejos da Fiocruz, passando por uma escultura de grande formato no Recreio. Confira:

Parque do Flamengo

Vista aérea de um trecho do Aterro do Flamengo. Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo
Vista aérea de um trecho do Aterro do Flamengo. Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

Com 1, 2 milhão de metros quadrados, o Aterro é considerado o maior projeto de Roberto Burle Marx — e não só por seu tamanho. Inaugurado em 1965 com a função de alargar o fluxo no trânsito entre o Centro e a Zona Sul, o Parque do Flamengo foi uma tela em branco para ele, contratado à época para, dentro do projeto de Affonso Reidy, configurar o paisagismo do espaço.

— O Aterro é uma delícia. Ele teve uma inteligência de escolher espécies adequadas à região ou já nativas. Isso garante uma manutenção maior. Se o poder público não cuidar, a própria natureza se encarrega disso — diz João Vargas Penna, diretor do documentário “Filme paisagem: Um olhar sobre Roberto Burle Marx”, de 2018.

A marca de Burle Marx no imenso parque contrasta, por exemplo, com a sisudez dos arbustos de estilo europeu da Praça Paris, em frente ao Monumento dos Pracinhas. O paisagismo do Aterro é o contrário daquilo, preza pelas espécies tropicais.

Floração das palmeiras Corypha umbraculifera, ou palma talipot, no Aterro do Flamengo. A palmeira trazida do Sri Lanka por Roberto Burle Marx floresce apenas uma vez na vida, cerca de cinquenta anos depois de plantada. Foto: Guito Moreto / Agência O Globo
Floração das palmeiras Corypha umbraculifera, ou palma talipot, no Aterro do Flamengo. A palmeira trazida do Sri Lanka por Roberto Burle Marx floresce apenas uma vez na vida, cerca de cinquenta anos depois de plantada. Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

— Ele criava esses espaços pensando no coletivo e no futuro. Nos ensinou que na profissão de paisagista precisamos ter uma certa generosidade em entender que nem sempre iremos presenciar a plenitude dos jardins projetados. Ao plantar uma árvore, talvez não cheguemos a ver sua frutificação ou floração, mas não tem problema, pois alguém irá usufruir e apreciar a longo prazo — comenta Isabela Ono, filha de Haruyoshi Ono, grande parceiro profissional do arquiteto, e sócia do Escritório Burle Marx.

O projeto do entorno do Museu de Arte Moderna, outra criação de Reidy entregue aos cuidados de Burle Marx, mostra a preocupação do artista não só com a vegetação, mas com a escolha de outros elementos na composição, como os granitos e os seixos rolados. O MAM, aliás tem uma tela de Burle Marx em seu acervo.

Calçadão de Copacabana

Um grande mosaico: Burle Marx pôs as mãos no calçadão no início dos anos 1970 Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo
Um grande mosaico: Burle Marx pôs as mãos no calçadão no início dos anos 1970 Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

Um dos símbolos da cidade, o calçadão de Copacabana tem o traço de Burle Marx. Muita gente não sabe, mas o desenho ondulado das pedras portuguesas junto à areia é inspirado no piso da Praça do Rossio, em Lisboa, e foi adotado aqui na gestão do prefeito Paulo de Frontin, em 1919.

Nos anos 1970, com o projeto de duplicação da Avenida Atlântica, coube a Burle Marx dar um novo traçado às ondas, além de criar os desenhos do canteiro central e do calçadão junto aos prédios, que o paisagista transformou num lindo mosaico abstrato moderno.

— O desenho de piso artístico da Atlântica é uma obra de arte viva. As pessoas podem interagir com o espaço, pensado para ser apreciado tanto do nível do pedestre, quanto do alto dos prédios — diz Isabela Ono.

Praça Heitor Bastos Tigre

Escultura de Burle Marx no Recreio tem 11 metros de altura. Foto: Marcelo Régua / Agência O Globo
Escultura de Burle Marx no Recreio tem 11 metros de altura. Foto: Marcelo Régua / Agência O Globo

Um busto do diplomata que nomeia a praça no Recreio seria a escultura colocada ali, na altura do número 16.500 da Avenida das Américas. Por sugestão do filho, também Heitor, optou-se pela instalação de uma grande obra de arte. Chamaram Burle Marx.

Burle Marx e Haruyoshi Ono trabalham no projeto da escultura Foto: Divulgação
Burle Marx e Haruyoshi Ono trabalham no projeto da escultura Foto: Divulgação

Com 11 metros de altura (o equivalente a um prédio de três andares), a peça, única escultura do artista em logradouro público, foi feita a quatro mãos com Haruyoshi Ono e teve seu projeto executado pelo italiano Gianni Patuzzi, em 1989. É feita de argamassa armada policromada, tem um colorido vivo e curvas modernas.

Sítio Burle Marx

Localizado em Barra de Guaratiba, o sítio que se tornou Patrimônio Mundial da Unesco é um grande santuário para quem quer apreciar a obra de Roberto Burle Marx. Entre pinturas, esculturas e cerâmicas, o espaço reúne mais de três mil obras no acervo museológico, fora as 3.500 espécies de plantas, como filodendros, bromélias, cycas, helicônias, maranthas e palmeiras.

O então Sítio Antônio da Bica foi comprado pelo paisagista junto com seu irmão, Guilherme Siegfried, em 1949. Dentro dos seus 405 mil m², há até uma pequena capela do século XVII.

A capela do Sítio Roberto Burle Marx, em Guaratiba, data do século XVII Foto: Michel Filho / Agência O Globo
A capela do Sítio Roberto Burle Marx, em Guaratiba, data do século XVII Foto: Michel Filho / Agência O Globo

— O Sítio Roberto Burle Marx é um local mágico. Lá, Roberto colecionou uma variedade enorme de espécies vegetais, sendo seu espaço de experimentação e observação botânica, onde acompanhava o desenvolvimento da vegetação e a relação entre os grupamentos vegetais, e depois aplicava este aprendizado nos projetos de paisagismo. O sítio foi sua residência por dez anos e hoje é um ótimo local para conhecer suas obras de arte e coleções particulares — detalha Isabela.

O espaço foi considerado Patrimônio Cultural Brasileiro em 1985 e, em 2000, foi tombado integralmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Lá estão parte das espécies descobertas pelo paisagista, como a Heliconia burle-marxii, símbolo do sítio, ou a Merianthera burlemarxii, do Espírito Santo.

A visitação ao sítio acontece de terça a sábado (excetos feriados), nos horários de 9h30, 9h45, 13h, 13h30 e 14h. É preciso fazer agendamento ser agendada por telefone (2410-1412) ou e-mail (visitas.srbm@iphan.gov.br). A entrada custa R$ 10.

Casa Roberto Marinho

Jardim de Burle Marx na Casa Roberto Marinho é extensão da Mata Atlântica. Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo
Jardim de Burle Marx na Casa Roberto Marinho é extensão da Mata Atlântica. Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

O jardim com a assinatura de Burle Marx é uma das principais atrações do casarão construído em 1939 no Cosme Velho e que hoje abriga um centro cultural.

— É uma transição da Floresta da Tijuca, é na pontinha da floresta. Ele usa espécies tropicais, mas fazendo uma transição para o espaço residencial. É uma floresta organizada, uma transição natural — diz Lauro Cavalcanti, que é diretor da Casa Roberto Marinho e foi curador da mostra “Roberto Burle Marx 100 anos — A permanência do instável”, que comemorou o centenário de nascimento do artista em 2008, no Paço Imperial.

Rua Cosme Velho 1.105, Cosme Velho — 3298-9449. Ter a dom, do meio-dia às 18h. Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h. Agendamento pelo site casarobertomarinho.org.br. Grátis (qua) e R$ 10.PUBLICIDADE

Fundação Oswaldo Cruz

Painel de azulejos de Burle Marx na Fiocruz. Foto: Simone Marinho / Agência O Globo
Painel de azulejos de Burle Marx na Fiocruz. Foto: Simone Marinho / Agência O Globo

Uma pequena pérola do modernismo brasileiro integra o campus da Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos. Projetado na década de 1940 pelo arquiteto Jorge Ferreira, o Pavilhão Arthur Neiva tem um painel de azulejos de Burle Marx.

—Ele teve formação nas artes plásticas, foi assistente do Portinari, do Guignard. Isso se reflete na azulejaria, é visível a influência do Portinari — explica Lauro Cavalcanti.

O artista se inspirou no formato do protozoário Trypanosoma cruzi, transmissor da Doença de Chagas, para desenhar o painel de formas geométricas e tons de azul.

Instituto Moreira Salles

O jardim projetado por Burle Marx para a casa do banqueiro e embaixador Walther Moreira Salles, na Gávea Foto: Custodio Coimbra / Agência O Globo
O jardim projetado por Burle Marx para a casa do banqueiro e embaixador Walther Moreira Salles, na Gávea Foto: Custodio Coimbra / Agência O Globo

Ao longo de sua carreira, Burle Marx trabalhou em inúmeros projetos residenciais. Um exemplo é a casa do banqueiro e embaixador Walther Moreira Salles, na Gávea, desenhada pelo arquiteto Olavo Redig de Campos, construída em 1951 e que hoje abriga o IMS. O paisagismo de Burle Marx está lá, bem como um painel de azulejos feito pelo mestre que retrata mulheres lavadeiras. Também em tons de azul e branco.

O painel de azulejos que contorna o lago do IMS também é de autoria do paisagista Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo
O painel de azulejos que contorna o lago do IMS também é de autoria do paisagista Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

— Ele inovou na maneira se criar jardins, utilizando na composição plantas nativas que eram consideradas menores na época. Na residência do embaixador, por exemplo, ele usa a espécie Calycophyllum spruceanum, o pau-mulato, uma árvore do Norte do país — destaca Isabela Ono.PUBLICIDADE

Rua Marquês de São Vicente 476, Gávea – 3284-7400. Ter a sex, do meio-dia às 16h30. Sáb, dom e feriados, das 10h às 16h. Grátis.

Outros trabalhos do mestre:

Sede Náutica do Vasco da Gama (Rua General Tássio Fragoso 65, Lagoa). Um belo painel de azulejos feito por Burle Marx decora uma das fachadas do edifício.

Edifício Sede da Petrobras (Av. República do Chile 65). O edifício de arquitetura arrojada ganhou jardins suspensos projetados pelo paisagista nos vãos da fachada.

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo — FAU/UFRJ (Av. Pedro Calmon 550, Fundão). O jardim do entorno da FAU é de Roberto Burle Marx, que também assina um painel externo da faculdade.

Conjunto Habitacional do Pedregulho (Rua Capitão Félix 50). Simbólico pelas linhas sinuosas, o projeto de Affonso Eduardo Reidy em São Cristóvão também tem os jardins assinados por Burle Marx.

Largo da Carioca (Centro). O projeto paisagístico no entorno do edifício do BNDES, do Convento de Santo Antônio e o enorme mosaico de pedras portuguesas que calçam o local são do paisagista.

Palácio Gustavo Capanema (Rua da Imprensa 16). Marco da arquitetura moderna, o prédio tem um jardim suspenso desenhado por Burle Marx. Atualmente está em obras.

5 passos para o plantio de árvores

Além de ser um gesto de cuidado com o meio ambiente, a ação garante ar puro e conexão com a natureza

O meio ambiente é um recurso natural fundamental para a sobrevivência e qualidade de vida de todos. As plantas cumprem uma função primordial no ecossistema: o famoso “sequestro” de carbono. Por meio da fotossíntese, elas capturam o CO2 do ar e liberam oxigênio, essencial para nossa sobrevivência. Durante esta ação, parte do CO2 absorvido fica retido nas plantas, purificando o ar.

Uma das formas mais emblemáticas de conscientização é o plantio de árvores. Além do cuidado com o meio ambiente que o gesto proporciona, é uma ótima maneira de se conectar com a natureza, garantindo ar puro, frutos, sombra e habitat para muitas espécies de animais e até mesmo de outras plantas. 

Pensando na importância de realizar o plantio de novas árvores, a Tramontina convida a ajudar na preservação do meio ambiente através de dicas para o plantio de uma muda:

  1. Defina o tipo de árvore que irá plantar

Comece definindo que espécie de árvore você quer plantar. Lembre-se sempre de levar em conta as espécies nativas da sua região, assim será muito mais fácil para elas se desenvolverem.

  1. Faça um buraco

Nesta etapa, é necessário levar em conta o tamanho da árvore, para que o buraco não seja muito pequeno.

  1. Adicione adubo à terra

Misture adubo orgânico à terra que você retirou para abrir o buraco. Isso ajudará sua planta a crescer mais forte.

  1. Coloque a árvore no espaço a ser plantada

É muito importante não esquecer de retirar a embalagem plástica que envolve o torrão antes de colocá-la no local indicado. Feito isso, verifique a altura da planta, mantendo sempre as raízes abaixo do solo e o caule na parte externa. Cuidado para não enterrar o caule. Deposite a mistura de terra e adubo nas raízes da árvore e faça pressão na terra para que fique firme.

  1. Irrigue

Por fim, não esqueça de dar água para sua muda. Na primeira irrigação, dê água em abundância, para que o solo se acomode bem próximo às raízes. Para as próximas regas, verifique a necessidade de acordo com o clima e a necessidade de cada planta.

Feito isso, você já pode se sentir orgulhoso por ter contribuído para a preservação do meio ambiente e para a construção de um espaço melhor e mais saudável para as próximas gerações.

Vídeo

[Makeover] Uma pequena varanda de 3㎡ é outra sala de estar | Vivendo com o céu e as plantas | # 10

Nossa casa tem uma pequena varanda de 3 metros quadrados, mas se você colocar um deck e colocar uma mesa e cadeiras, você pode ver o céu e crescer com plantas 🌱

Varandas japonesas têm várias desvantagens, como luz solar, rotas de evacuação, espaço para pendurar roupa, armazenamento de máquina de lavar, armazenamento de unidade externa, etc., mas pensei que poderia ser um lugar para ficar, planejando

Como cultivar gerânios

Grupo de plantas encanta por ser resistente e também por florescer praticamente o ano todo
LUIZA QUEIROZ | FOTOS: GETTY IMAGES

(Foto: Reprodução / Pinterest)

O gerânio é o tipo de planta que você com certeza já viu, mesmo que não a tenha identificado. Famosas por suas flores em tons vibrantes, estas espécies são campeãs no paisagismo, sobretudo em varandas e em áreas externas — mas também podem ser cultivadas em ambientes internos. Além de serem perfumadas, resistentes e fáceis de cuidar, elas são capazes de oferecer flores o ano inteiro, motivo pelo qual são consideradas queridinhas. Para saber tudo sobre como cultivar gerânios, Casa Vogue conversou com o botânico Samuel Gonçalves, à frente do canal no Youtube “Um Botânico no Apartamento” e também do perfil no Instagram de mesmo nome. Vamos lá?

Para começar, é importante entender que “gerânio” é o nome popular dado para as plantas dos gêneros Geranium e Pelargonium, que, juntos, abragem diversas espécies. “No Brasil, basicamente encontramos o Gerânio ereto ou Gerânio ferradura (Pelargonium hortorum) e o Gerânio pendente (Pelargonium peltatum) nas floriculturas. Como seus nomes populares indicam, o ereto cresce mais para cima, formando lindos maciços em canteiros e vasos coloridos, enquanto o pendente forma lindas cascatas. Felizmente o cultivo de ambos é similar”, explica Samuel. Ou seja, é interessante identificar as espécies antes de escolher onde posicionar os vasos, para aproveitar ao máximo todo o potencial paisagístico da plantinha!

Origem e luminosidade

“Os gerânios são plantas que dão flores nativas da África do Sul. São perenes, ou seja, não possuem ciclo de vida curto, permanecendo vivas por vários anos em cultivo e florescendo em praticamente todo o ano, exceto em regiões muito frias — onde florescem basicamente na primavera e no verão. São muito rústicas, não necessitando de muitos cuidados específicos”, diz o botânico. 

Para garantir que sua planta floresça da melhor forma, Samuel recomenda deixar os gerânios de quatro à seis horas sob sol direto. “Plantas cultivadas em ambientes mais sombreados não vão te presentear com lindas e coloridas flores”, informa.

Outra dica geral de manutenção é realizar podas de limpeza, eliminando folhas amareladas e flores secas para evitar a proliferação de pragas e doenças.

Flowering geraniums on the windows of a house, Guarda, Scuol, Engadin, Canton of Graubunden, Switzerland. (Photo by Albert Ceolan / De Agostini Picture Library via Getty Images) (Foto: De Agostini via Getty Images)
 Foto por Albert Ceolan / De Agostini Picture Library via Getty Images

Substrato e adubação

O cultivo de gerânios exige uma boa drenagem. O ideal, segundo o botânico, é usar um vaso com furos protegidos por uma manta geotêxtil ou utilizar até mesmo filtro de café usado. “O substrato para o cultivo deve ser fértil e drenável. Terra vegetal ou terra adubada misturada com areia ou perlita são excelentes opções para garantir a saúde das raízes”, diz. 

Para potencializar o florescimento dos gerânios, o ideal é fazer uma adubação rica em fósforo, com adubo líquido NPK 4-14-8. Samuel recomenda começar a adubação no fim do inverno e continuar mensalmente até o fim do verão, sempre seguindo as instruções de diluição da embalagem e aplicando, preferencialmente, sobre o substrato. 

Rega

Os gerânios devem ser regados com mais intensidade logo após o plantio no vaso e substrato. Depois, regue apenas quando o substrato estiver seco, já que o excesso de água pode apodrecer as raízes e o caule.

Mudas

“Apesar de poder ocorrer polinização e, consequentemente, o desenvolvimento dos frutos e de suas sementes, esse processo é bastante demorado. Portanto, a melhor forma de ter mais plantas é fazendo mudas”, explica Samuel. “Basicamente, corte um pedaço do caule e coloque uma ponta para enraizar na água ou no substrato adequado, mantendo-o levemente úmido. É realmente muito fácil!”

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer

Donos de alguns dos melhores perfis de plantas no Instagram, eles compartilham suas experiências de cuidados com o jardim
TEXTO ANA LUIZA CARDOSO | FOTOS WESLEY DIEGO EMES

Moradores que dividem o lar com uma imensidão de plantas, ao melhor estilo urban jungle, contam sobre a sua relação com o verde e os efeitos dessa presença na rotina e no bem-estar. Confira, a seguir, as histórias de Sol Menezzes, Taniel Toy, Samuel Gonçalves, Felype Araújo e Stephanie Salateo.

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer (Foto: Wesley Diego Emes)
Sol Menezzes e sua coleção de plantas (Foto: Wesley Diego Emes)

Sol Menezzes
Ao assumir um apartamento de 60 m² na Bela Vista, centro de São Paulo, Sol Menezzes, de 25 anos, organizou com o namorado um open house de plantas. “A gente ganhou dez de presente”, lembra a atriz da série brasileira Irmandade, da Netflix. Elas se uniram a uma jiboia e uma espada-de-são-jorge, que já acompanhavam a gaúcha havia um tempo. “Comecei a estudar o tema, a seguir pessoas e influenciadores. Estava curiosa sobre espécies e formatos”, recorda, em meio a seus 35 exemplares. Sol aprendeu a produzir adubo caseiro com cascas de cenoura, batata, ovo, além de borra de café. “Recebi flores de aniversário e estou entendendo como cuidar delas agora, porque é diferente”, revela. “A relação é terapêutica. Converso, abraço, beijo, desejo bom dia. Digo que são minhas meninas”, relata. “Em São Paulo, uma cidade fria, cada um fica na sua bolha, trabalhando muito. Essa floresta urbana particular representa a busca pela natureza, por acolhimento. As plantinhas dão uma sensação de aconchego. Eu preciso delas, não só elas de mim.” @solmenezzes


Taniel Toy

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer (Foto: Wesley Diego Emes)


Marcado pela infância em um sítio no Rio Grande do Sul, o barista Taniel Toy, de 35 anos, se cercou de folhagens dentro de seu apartamento de 42 m² na Vila Buarque, região central de São Paulo, numa tentativa de reconexão. “Logo que me mudei, as primeiras compras foram cama, fogão, geladeira e uma planta”, diz. Avesso ao excesso de objetos e móveis, abre alas apenas para o acervo botânico, que soma 300 itens. “Minha máquina de lavar é inviável, virou apoio de vasos.” Além de fotos de café (outra paixão), a vegetação colore sua conta no Instagram, com quase 40 mil seguidores. “Eles perguntam como reviver a que morreu, sobre diferentes espécies, e eu pesquiso para passar informação”, diz Toy. Ele espera, um dia, ter um local ideal para suas companheiras, longe do agito urbano, em uma estufa, com espaço para crescer. “Penso na saúde delas.” @toy.taniel


Samuel Gonçalves

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer (Foto: Brendo dos Reis)


Enquanto trocava de apartamento em Belo Horizonte, MG, o botânico Samuel Gonçalves realizou uma dúzia de viagens de caminhonete para transportar suas mil plantas. A vasta coleção remonta aos seus 12 anos, quando chegaram as primeiras suculentas. Aos 42, estrela o canal no YouTube Um Botânico no Apartamento, com 286 mil inscritos. Lá, ele fala sobre o cultivo amparado na ciência – mérito de sua formação em biologia. Quem conduz as gravações é o marido, o fotógrafo Brendo dos Reis, que passeia pelo lar e vai revelando o verde. “Como estou na capital e em região urbana, trazer a floresta é um jeito de me relacionar com a natureza”, acredita Samuel. “Sabe a ideia da folhinha nascendo no meio do asfalto? Quero o mesmo nas paredes, em todos os lugares, é o que dá a estrutura da casa. Moldo o dia a dia em função disso.” Essa dedicação se reflete em seu orçamento (estima já ter gasto pelo menos R$ 20 mil, em toda a vida, comesse interesse) e na rotina, já que reserva diariamente ao menos uma hora para os cuidados. Dependendo da época ou do serviço, alcança 4 horas. “É um estilo de vida, não só decoração”, conclui. @umbotaniconoapartamento


Felype Araújo

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer (Foto: Wesley Diego Emes)


“Iniciei com o básico, uma samambaia e uma jiboia”, lembra o arquiteto baiano Felype Araújo, de 30 anos, sobre o surgimento do jardim em uma quitinete de 35 m² no bairro Santa Cecília, na capital paulista. Antes, usava os vasos sobre uma estante para dividir ambientes. “Mas aí virei acumulador de plantas. Não existe mais um layout, coloco onde elas querem ficar. O resto do apartamento é meu”, brinca. Hoje, possui pelo menos 80 exemplares, boa parte adquirida durante a quarentena. “Eu vivia em museus, teatros, barzinhos e, de repente, estava preso. Nesta condição, a gente acaba dando muita atenção à casa.” Uma parcela do inventário ele conquista por meio de seu trabalho nas mídias sociais da Galeria Botânica. “Toda semana trago um arranjo de flores frescas”, revela. “Não vão durar para sempre, mas são lindas. Algumas delas, depois de secas, rendem outras composições.” Ele diz enxergar a vegetação como indicador: se estamos desleixados por causa da vida corrida, sem respiro, ela fica esquecida e murcha. Porém, se ganha atenção, cada muda nova vira um evento. “A pandemia acirrou tudo isso. A pessoa tinha uma casa só para dormir, com objetos lindos, porém industrializados. Agora, reconhecem a necessidade de coisas vivas.” @felypearaujo


Stephanie Salateo

5 apaixonados por plantas que você precisa conhecer (Foto: Wesley Diego Emes)


“Saí do ar puro, vim para o meio da poluição, e trouxe as plantas comigo”, afirma a paulistana Stephanie Salateo, 34 anos, ao relatar a migração da Serra da Cantareira para a Casa Verde, na Zona Norte da cidade. Em seu apartamento, que habita com o marido e dois filhos, há 90 unidades. Responsável pela loja de artesanato Bossa e Flor, que comercializa peças em macramê confeccionadas por ela, Stephanie administra um Instagram com 40 mil seguidores. “Passei a falar de jardinagem entre 2017 e 2018 e, como publicava muitas fotos, as pessoas perguntavam, se interessavam”, conta. “Viram que era possível o cultivo em apartamento.” Com as regras de isolamento social em vigor desde março, percebeu um aumento na procura por esse tipo de conteúdo. “O verde e o contato com a terra fazem você se sentir bem”, explica. “Tem muita gente que entrou na onda sem nem saber por onde começar. É uma forma de terapia.” @salateando

Novidade em SP, Mercadão das Flores tem 21 mil m² para quem ama plantas

Local destinado à venda de plantas e flores de diversos portes tem preços competitivos
POR AMANDA SEQUIN

Novidade em SP, Mercadão das Flores tem 21 mil m² para quem ama plantas (Foto: Amanda Sequin)

Se você é apaixonado por plantas, certamente vai gostar de passear pelo novo Mercadão das Flores! Recém-inaugurado em São Paulo, o galpão localizado na Vila Leopoldina tem 21 mil m² que acomodam cerca da 320 fornecedores de plantas, flores, decoração e outros materiais de jardinagem

Inaugurado em maio já adotando as medidas de segurança por conta da pandemia, o local reúne produtores, distribuidores e inclusive fabricantes de produtos para jardinagem, o que garante preços mais atrativos para o consumidor final. É como se fosse uma versão menor da feira de flores do Ceagesp – inclusive, vários dos vendedores também atuam neste outro endereço famoso na capital paulista. 

Novidade em SP, Mercadão das Flores tem 21 mil m² para quem ama plantas (Foto: Amanda Sequin)
O Mercadão das Flores conta com diversos “boxes” com lojas de plantas diferentes (Foto: Amanda Sequin)

É possível encontrar desde plantas comuns, como samambaias e jiboias, e outras que ganharam as redes sociais, caso da begônia maculata e da ficus lyrata (disponível em tamanhos medianos a outros tão grandes que nem cabem em apartamentos!) . Há também muitas espécies de árvores frutíferas, orquídeas e flores de corte, e lojas especializadas em suportes, vasos, substratos, embalagens e acessórios variados.

Mercadão das Flores possui estacionamento pago, uma área dedicada à paisagistas, arquitetos e outros profissionais do setor, cafeteria e em breve terá uma pequena praça de alimentação. Por enquanto, funciona completamente de segunda à sábado (aos domingos, poucas lojas ficam abertas). Vale separar o sábado para passear com a família e até com o seu cachorro (sim, é pet friendly!). 

Mercadão das Flores 
Endereço: Rua Hayden, 105 – Vila Leopoldina, São Paulo.
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 7h às 17h; sábados e domingos das 8h às 17h. 
Instagram: @mercadaodasfloressp
Estacionamento: R$ 5 (por duas horas).