Foi dada a largada para a primeira caminhada espacial totalmente feminina da NASA

A tripulação composta 100% por mulheres já está em missão

Jessica Meir e Christina Koch se preparam para comandar a primeira caminhada espacial 100% feminina da NASA (Foto: Instagram Jessica Meir/ Reprodução)

Um grande passo para as mulheres, um passo maior ainda para a humanidade: começou esta manhã a primeira caminhada espacial de tripulação 100% feminina da Nasa.

A missão, que está sendo transmitida ao vivo no YouTube da NASA, em que o mundo inteiro pode acompanhar o momento histórico, tem previsão de duração de seis horas.

As astronautas Christina Koch (em sua quarta caminhada espacial) e Jessica Meir (estreando em uma missão do gênero) vão trocar uma bateria defeituosa no exterior da Estação Espacial Internacional. 

A americana Christina Koch tem 40 anos e é formada em engenharia elétrica e física, com um mestrado em engenharia elétrica. Ela foi recrutada pela Nasa em 2013, quando fez seu primeiro de quatro vôos espaciais. Com uma carreira estelar (literalmente!), ela está no caminho de bater o recorde de vôo espacial mais longo entre mulheres, com 328 dias – de acordo com o site da NASA.

Já a astronauta sueca-americana-isralense Jessica Meir, de 42 anos, é formada em biologia com mestrado em estudos espaciais e doutorado em biologia marinha.

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Queen Latifah será homenageada por contribuições para a cultura negra

Atriz foi reconhecida pela Universidade de Harvard e receberá a medalha WEB Du Bois
AGÊNCIA – AP

Queen Latifah no MTV Video Music Awards, em agosto de 2019, em Newark, nos Estados Unidos. Foto: Charles Sykes/Invision/AP

A atriz e cantora Queen Latifahque estará no musical para TV de A Pequena Sereia, foi reconhecida e será homenageada este ano pela Universidade de Harvard por suas contribuições para a história e cultura negra.

A instituição de ensino vai conceder a medalha WEB Du Bois para a artista e a outras seis pessoas no dia 22 de outubro, segundo o Hutchins Center for African & African American Research, um instituto de pesquisa científica em Cambridge, nos Estados Unidos.

Outros homenageados incluem a poeta e educadora Elizabeth Alexander, secretária da Smithsonian Institution Lonnie Bunch III, a poeta Rita Dove e Sheila Johnson, cofundadora da Black Entertainment Television.

Entre suas ações em prol na cultura negra, Queen Latifah se destacou no rap por abordar questões sofridas pelas mulheres negras. Ela também lançou, em 2006, uma linha de cosméticos destinada a esse público, criada em parceria com a marca CoverGirl.

O prêmio Du Bois recebeu esse nome em homenagem a um estudioso, escritor, editor e pioneiro em direitos civis que se tornou o primeiro estudante negro a obter um doutorado em Harvard em 1895.

Jane Fonda, de 81 anos, é presa em protesto pelo clima nos EUA

Atriz de 81 anos foi algemada e levada por viatura em Washington. Ela está entre os 16 ativistas detidos em protesto para exigir medidas contra o aquecimento global em frente ao Capitólio.

Jane Fonda é presa em protesto de ativistas ambientais em Washington, nos EUA, nesta sexta-feira (11) — Foto: Arlo Hemphill via REUTERS

A atriz Jane Fonda, de 81 anos, foi uma das 16 pessoas detidas em um protesto de ativistas ambientais em Washington, nos EUA, nesta sexta-feira (11).

Vídeos nas redes sociais mostram a atriz sendo algemada e levada em uma viatura policial. O protesto do grupo Oil Change International exigia medidas contra o aquecimento global.

Alega-se que Fonda exigia ações urgentes sobre um Green New Deal quando foi presa. Companheiros manifestantes aplaudiram quando ela foi levada embora e gritaram: ‘Nós te amamos Jane’

“Hoje, a polícia do Capitólio dos EUA prendeu 16 pessoas por protestarem ilegalmente na entrada leste do Capitólio”, disse uma porta-voz da polícia à imprensa dos EUA.

O perfil oficial da atriz no Twitter compartilhou imagens do protesto e da prisão, publicadas pelo grupo ativista “Fire Drill Fridays”, do qual Jane Fonda participa.

Fonda foi levada pela polícia na sexta-feira. As mãos dela pareciam amarradas. Recentemente, ela falou sobre a crise climática e prometeu protestar toda sexta-feira “faça chuva ou faça sol”
Jane Fonda presa em frente ao Capitólio, em Washington DC
Fonda afastou as mãos atrás das costas enquanto era levada para um carro

Tallulah Willis fala de sua saúde mental: “Mais profundo buraco suicida”

Filha de Demi Moore e Bruce Willis conta que luta contra depressão é diária

Tallulah Willis (Foto: Tyler Shields)

Tallulah Willis, filha de Demi Moore e Bruce Willis, dividiu com os seus seguidores do Instagram que lidou com graves problemas mentais e que considerou o suicidio. Ela postou um vídeo em que aparentava estar feliz, mas em que lidava no momento com a tristeza profunda.

“Quando filmei esse vídeo, lembro que todos me diziam repetidamente o quanto desejavam ter minha energia, minha liberdade, essa confiança. Quando este vídeo foi filmado, eu estava três meses no mais profundo buraco suicida em que já estive. Não somos o que mostramos. Ainda não estou pronta para compartilhar minha história, mas estou com você, vejo você, sou você e amo você”, disse ela.

“Dor é dor. É diferente e entra em cada uma de nossas vidas de várias maneiras, mas cada facada elétrica ou dor maçante é real. O tipo de dor que você não vê, a dor que vive no espaço sagrado atrás da sua garganta.”

Apesar de estar melhor, Tallulah conta que trava uma luta diária com a depressão. “Estou com medo do meu cérebro e da capacidade de dor que ele tem e continuará a suportar. Minha luta é diária e durante toda a minha vida, e a cada dia eu escolho encontrar os momentos brilhantes, uma risadinha roubada ou uma verdadeira pausa pacífica, eu sei que fui corajosa naquele dia”, continuou. 

O que Gwyneth Paltrow me ensinou sobre negócios

De atriz a dona de empresa de US$ 250 milhões, ela é inspiração para todo mundo que – como eu – resolveu empreender na internet
ALÊ GARATTONI (@ALEGARATTONI)

Gwyneth Paltrow (Foto: Getty Images)

Em 2014, depois de dois anos de pausa na minha carreira no jornalismo para cuidar da minha filha, eu resolvi empreender. Em parte por conta dos efeitos da maternidade (que levam tantas mulheres a repensarem suas rotinas), em parte porque eu tenho um siricutico eterno de querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo, criei uma empresa de conteúdo que unia minha formação, minhas experiências e minha paixão por escrever na internet. E nestes cinco anos meus maiores aprendizados e inspirações vieram, definitivamente, de grandes empreendedoras: Gwyneth Paltrow é uma delas!

Nunca fui super fã de cinema e pouco sabia sobre a trajetória da atriz americana, de quem eu me lembrava mais pelo vestido Ralph Lauren de tafetá rosa com o qual ela ganhou um Oscar em 1999. Também não acompanhei em 2008 o lançamento do Goop, newsletter de conteúdo que deu origem a seu super negócio, atualmente avaliado em mais de US$ 250 milhões. Mas, desde que decidi viver os altos e baixos de empreender, Gwyneth e seus ensinamentos estão sempre no meu radar. Como não se inspirar com uma mulher que criou uma marca multimilionária – que hoje tem linha de roupas, produtos de beleza, branded content, podcast, portal, evento, livros, e em breve uma série na Netflix – na cozinha de sua casa?!

O que eu aprendi com Gwyneth…

MESMO GOSTANDO DO QUE FAZ, A GENTE PODE RECOMEÇAR!
Muita gente ainda liga mudanças de carreira a insatisfação ou insucesso. Gwyneth é a prova viva de que a gente pode – e deve! – recomeçar e experimentar novos caminhos mesmo gostando do que faz. Com a expectativa de vida aumentando e o mundo cada vez mais volátil, ninguém vai ser uma coisa só a vida toda.

NÃO ESPERAR: A GENTE NÃO PRECISA DE UM NOVO CURSO, UM NOVO APRENDIZADO, UM ESCRITÓRIO OU UM BUDGET INICIAL!
Um caderninho de dicas e a mesa da cozinha de sua casa: muita gente pode imaginar que uma atriz de Hollywwod só lançaria um novo negócio com uma estrutura gigantesca, mas Gwyneth começou no formato “EUpresa” – e está aí a prova defintiva de que o lance é começar de onde está usando o que você tem. HOJE!

NOSSA HISTÓRIA É UM ATIVO DO NOSSO NEGÓCIO!
“Ahh, mas para ela é fácil, uma atriz famosa tem muitos contatos, muita exposição, fama…”. É verdade que a carreira de atriz ajudou o início do Goop em muitas maneiras. Mas ninguém precisa estar em Hollywood para ter um passado que age a seu favor – use o que construiu, sua história, seus relacionamentos, suas experiências. Um negócio é a soma disso tudo!

O QUE VOCÊ SABE TERÁ GRANDE VALOR PARA ALGUÉM
Goop nasceu porque Gwyneth queria ser a pessoa que recomendava coisas: o que, quem, onde. O que é básico ou óbvio para você pode ser a dica que o outro precisa – e quando a gente foca em ajudar uma única pessoa acaba ajudando muitas. É assim que um negócio dá certo.

NEM TODO MUNDO VAI NOS AMAR!
Nem Gwyneth é unanimidade – ninguém é, afinal! Vira e mexe os conteúdos e produtos Goop se veem em meio a polêmicas e ataques na internet. Em uma palestra em Harvard, ela disse que o crescimento de fãs faz crescer também o número de haters e que estes… fazem crescer sua audiência: “Posso monetizar esses olhos revirados!”. Haja inteligência emocional para lidar com essa fórmula, mas ela é positiva e infalível.

Rihanna fala sobre novo álbum e Donald Trump na Vogue americana

Cantora e empresária é capa da edição de novembro da publicação

Rihanna na capa da edição de novembro da Vogue americana (Foto: Ethan James)

Rihanna não é nenhuma novata às capas da Vogue: em seu currículo ela tem 13 – incluindo edições múltiplas e uma para a Vogue Brasil. Mesmo assim, a cada vez que ela posa para a revista, o entusiasmo é o mesmo.

Para a edição de novembro da Vogue americana, Rihanna volta a estrelar a capa da publicação. A conversa com a jornalista Abby Aguirre é animada: vai de sua dominação na moda, lingerie, maquiagem e beleza a política.

Seu tão aguardado próximo álbum, também não ficou de fora do bate-papo: “Venho tentando voltar para o estúdio, mas não é como se eu pudesse me trancar por um tempo prolongado como eu tinha o luxo de poder fazer antes. Sei que tenho alguns fãs bem aborrecidos que não entendem os bastidores de como tudo isso funciona”, diz Riri, ao ser perguntada sobre uma possível data de lançamento de seu nono álbum.

Falando sobre o que deve vir por aí, Rihanna revela que seu som virá inspirado pelo reggae, mas sem clichês ou nada típico como se está acostumado a ouvir quando se pensa no gênero: “Mas você definitivamente vai sentir esses elementos em todas as faixas”, afirma. “O reggae corre no meu sangue. Não importa o quanto tempo estive longe dessa cultura ou do ambiente em que cresci, ele nunca vai embora. É sempre igual. Mesmo tendo explorado outros gêneros musicais, era hora de voltar a fazer algo que ainda não havia feito completamente como um conjunto de obra.”

Quem tem medo de Rihanna deixar a música para se dedicar às suas tantas empreitadas bem-sucedidas, porém, pode relaxar. Ela nega que um dia vá se aposentar da carreira: “Música é como falar em códigos com o mundo, em que eles entendem. É a linguagem estranha que me conecta com eles [seus fãs]. Eu estilista, a mulher que cria maquiagens e lingerie, tudo isso começou com música. Foi minha primeira ligação com o mundo. Cortar isso seria como cortar minha comunicação. Todas essas outras coisas florescem em cima dessa fundação.”

Logo o assunto fica mais sério, e Rihanna fala sobre política. Afirmando que sim, negou uma proposta para se apresentar no Super Bowl em solidariedade ao atleta Colin Kaepernick e seu protesto na liga norte-americana de futebol americano, ela é direta: “Eu não ousaria. Para quê? Quem ganha com aquilo? Não a minha gente. Eu não poderia ser vendida. Há coisas naquela organização [a NFL] com as quais não concordo de jeito nenhum, e não estava disposta a me colocar a seus serviços de forma alguma.”

Rihanna, que usou seu Twitter para publicamente condenar a resposta de Donald Trump aos tiroteios em El Paso e Dayton, nos Estados Unidos, diz que os episódios foram “devastadores”: “As pessoas estão sendo assassinadas por máquinas de guerra que podem comprar legalmente. Isso não é normal. Isso nunca, jamais deveria ser normal. E o fato de que isso poderia ser classificado de forma diferente por conta da cor da pele de alguém? É um tapa na cara. É completamente racista”, declara. “Coloque um homem árabe com a mesma arma naquele mesmo supermercado e não haverá nenhuma possibilidade de Trump sentar ali e falar que é um problema de ‘saúde mental'”, continua, sem perder o fôlego: “O ser humano mais mentalmente doente na América atualmente parece ser o presidente.”

Marie Curie: a vagabunda que ganhou dois prêmios Nobel

Por Marcia Barbosa, Professora Titular (UFRGS) e diretora da Academia Brasileira de Ciências

Cientista Marie Curie

Marcia está almoçando com os colegas. Um deles trouxe o filho, Pedro, de cinco anos que acompanha atentamente a conversa dos adultos. O menino, então, interrompe o debate com uma pergunta: qual a pior ofensa que pode ser feita a uma mulher? A pergunta inusitada capta a atenção de todos. Como uma pergunta retórica, Pedro responde: a pior ofensa que podemos fazer a uma mulher é chamá-la de vagabunda. Marcia lembra quantas vezes o termo foi direta ou indiretamente usado contra ela, particularmente quando disputava algum espaço de ciência e de poder. Ela não está só neste universo de vagabundas. Ela lembra de outra cientista que teve sua vida pessoal escrutinada pela opinião pública: Marie Curie.

Nascida na Polônia em uma família de professores, Marie desejava estudar. Mulheres não eram aceitas nas universidades de seu país. Era comum naquela época pensar que mulheres com formação acadêmica seriam intimidadoras e não conseguiriam se casar. 

O pai de Marie não pensava assim, mas como professor não tinha os recursos para manter as filhas estudando na França onde mulheres já eram aceitas nas universidades. Marie e a irmã combinam a ida para a França onde Marie trabalharia para a irmã se formar em medicina e, depois esta ajudaria Marie em seus estudos. Seguindo o plano à risca Marie trabalha como governanta e depois da irmã formada ingressa na universidade. Brilhante, logo atrairia a atenção de um jovem professor, Pierre Curie. Ela estava obcecada em compreender o mecanismo pelo qual alguns materiais emitiam energia. Pierre percebendo a genialidade da que viria a se tornar sua esposa, muda de área de pesquisa e os dois passam a trabalhar juntos. Esta colaboração daria o prêmio Nobel de Física ao casal em 1903 pelos avanços no conhecimento do mecanismo pelo qual alguns materiais emitem energia, a radioatividade. Enquanto o Nobel trazia para Pierre um emprego na prestigiosa Universidade de Sourbonne, Marie continuava atuando como assistente de laboratório.

A vida de nossa heroína enfrenta outros desafios além de não ser reconhecida com um emprego de professora. Em 1906, Pierre é atropelado e morre. Viúva e com duas filhas para criar, Marie não aceita a ajuda do Estado e sai em busca de um emprego na Universidade o que consegue por seu brilhantismo. Como docente, inicia uma nova linha de pesquisa analisando materiais que possuíam radioatividade. Ela viria a descobrir dois elementos novos para a tabela periódica, o rádio e polônio ao mesmo tempo que enfrentava o descrédito de colegas que jocosamente a chamavam de Madame Pierre Curie. Nesta época Harvard nega a Marie uma honraria alegando que ela não havia feito nada de extraordinário depois da morte do marido.

Em 1909 Marie sofre o primeiro ataque misógino e xenofóbico. Ela competia com Edouard Branly, um francês, por uma cadeira na Academia Francesa de Ciências. Os jornais locais atacam a candidatura de Marie por ela não ser francesa, enquanto tratavam com elogios o pesquisador francês que, afinal, era um bom católico apoiado pelo Papa. Os jornalistas chegaram ao extremo de propagar a inverdade de Marie ser judia, o que exaltou ainda mais os ânimos, pois o antissemitismo era forte na Europa nesta época. Os acadêmicos franceses cederam ao machismo da imprensa e Marie nunca entrou na Academia Francesa de Ciências. Curiosamente os brasileiros foram menos preconceituosos e Marie foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Ciências como membro correspondente.

Apesar de tudo, o trabalho de Marie crescia em prestígio e ela era sempre a única mulher na sala das reuniões internacionais. Em 1911, no entanto, um grande escândalo põe à prova mais uma a grande cientista. Jornais parisienses publicam cartas amorosas entre Marie Curie e Paul Langevin, um homem casado. A esposa de Langevin tinha repassado as cartas em uma tentativa de humilhar Marie. Os jornais chamam a grande cientista de destruidora de lares. As “fake news” de que ela mantinha o caso com o Paul mesmo antes do marido falecer e que isto causara sua morte e de que ela era uma judia que vinha para destruir os valores morais franceses cresciam no terreno fértil do machismo. A misoginia ataca as mulheres que se sobressaem. Neste ambiente de terror, ao voltar para casa de um evento, vê sua residência rodeada por uma turba raivosa que a chamam de vagabunda. Foge com as filhas para casa de amigos. Cientistas que apoiam Marie são perseguidos por seus chefes. É o desespero de uma sociedade que acha insuportável uma mulher inteligente.

É neste ambiente de misoginia e xenofobia que ela é agraciada sozinha com o Nobel de Química de 1911. Até hoje ela é a única pessoa que tem dois prêmios em áreas de ciência. O comitê do Nobel, no entanto, não fugiu à regra do machismo dominante. Ao perceber o impacto que a notícia do relacionamento de Marie com Paul tinha na imprensa francesa, sugerem que ela não vá à cerimônia. Afinal, as alegações de que ela era uma vagabunda deixariam o rei da Suécia, que entrega o prêmio, em uma situação desconfortável. Marie não se deixou intimidar pelo preconceito e foi receber o prêmio.

No restante de sua vida, ela viria a mostrar o seu valor não somente como pesquisadora, mas como ser humano. Ela foi parte fundamental do desenvolvimento da radiografia. Durante a I guerra mundial, ao invés de fugir para um local mais tranquilo como fizeram muitas pessoas, ela e a filha se integraram ao esforço de guerra, criando uma “ambulância” que ia ao campo de batalha gerando radiografias de partes dos corpos dos soldados franceses feridos, evitando amputações. Ela estava salvando o povo que a havia chamado de vagabunda. Marie mostrou à França e a cada uma de nós mulheres que lugar de mulher é onde ela quiser estar e que não devemos ser intimidadas pelo atraso dos que dizem que mulheres não devem estudar e pelo machismo moralista que vocifera contra mulheres brilhantes.

Marcia desperta de seu devaneio. Serenamente olha para o menino e diz: Estás enganado, Pedro, vagabunda é um elogio.