Oksana Shachko, cofundadora do grupo feminista Femen é encontrada morta em Paris

Ucraniana Oksana Shachko, 31, teria se suicidado, segundo líder do movimento

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A ativista ucraniana Oksana Shachko durante protesto do Femen em Paris, em foto de 2012 – Kenzo Tribouillard/AFP

PARIS – Oksana Shachko , 31, cofundadora e ex-membro do grupo feminista Femen, foi encontrada morta em seu apartamento em Paris.

A líder do grupo, Inna Chevtchenko, afirmou à AFP que Oksana se matou. “Oksana foi encontrada ontem [segunda-feira], em Paris, em seu apartamento. Ela se suicidou.”

Anna Goutsol, outra cofundadora do movimento, confirmou a morte em um texto publicado em rede social, mas não deu detalhes sobre a causa da morte.

“A corajosa (…) Oksana Shachko nos deixou. Com seus amigos e sua família, estamos em luto, e esperamos a versão oficial da polícia. Até o momento, o que sabemos é que (…) o corpo de Oksana foi encontrado em seu apartamento em Paris. Segundo seus amigos, ela deixou uma carta de suicídio”, escreveu.

Com outras três militantes, Oksana Shachko fundou em abril de 2008, em Kiev, na Ucrânia, o Femen, movimento feminista que ganhou notoriedade na Europa por seus protestos —normalmente com manifestantes com seios à mostra— contra o turismo sexual, a homofobia e instituições religiosas.

Exilada na França desde 2013, Oksana deixou a organização e continuava seu trabalho como pintora. AFP e REUTERS

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Subversive Sirens: conheça as mulheres que estão fazendo o nado sincronizado um esporte mais inclusivo

Em Minneapolis, cinco mulheres de 30 a 40 anos se uniram para formar um time de nado sincronizado mais “livre”

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Subversive Sirens (Foto: Reprodução/The LiLy)

Muitos respingos de água, menos precisão e zero barriga negativa. Com o intuito de transformar o nado sincronizado em um esporte mais aberto, o grupo Subversive Sirens, formado em Minneapolis, nos Estados Unidos, é tão incomum quanto o estilo de prática que ele propõe. Formado por cinco mulheres de entre 30 e 40 anos – das quais a maioria são gays e estão fora do padrão convencional de beleza – o Subversive Sirens quer mostrar de qualquer formato e tamanho de corpo é capaz de competir em um esporte olímpico.

“Minha treinadora era severa quanto a não espirrar água por todos os lados”, contou Zoe Hollomon – ativista gay e uma das integrantes do grupo –  sobre sua primeira experiência com nado sincronizado, ao jornal americano The Lily. Hollomon tinha 9 anos quando treinou nado sinzronizado pela primeira vez. “Tudo tinha que ser muito parecido com balé, feminino, bonito e delicado”, continuou.

É justamente essa noção do esporte que Hollomon, Signe Harriday, Nicki McCracken, Suzy Messerole e Tana Hargest querem desafiar. “Nós respeitamos as mulheres que fizeram nado sincronizado antes de nós, mas definitivamente queremos explodir toda a idéia de que você tem que fazê-lo de um certo jeito”, disse Holloman ao The Lily. “Queremos criar visibilidade apenas para dizer: ‘Ei, isso é para todos nós. Qualquer um pode’ “.

Início
O grupo começou inicialmente como uma dupla com Signe Harriday e Suzy Masserole e cresceu até englobar as cinco mulheres. Hoje, o time tem um coreógrafo de nado sincronizado profissional para guiá-las. O treinamento é feito com a ajuda do Northern Pikes, um grupo de nadadoras sênior que treinaram nado sincronizado por muitos anos e aceitaram ajudar o quinteto. “Elas são tão gentis e encorajadoras”, disse Hollomon. “Elas nos ensinam coisas como manter a contagem abaixo da água e como lidar com cãibras nos pés e nos dedos dos pés.”

Gay Games
Em agosto, as Sirens vão viajar para Paris para participar do 10o Gay Games, um torneio quadrienal que começou em 1982. Durante a competição elas planejam apresentar uma coreografia em grupo (ao som de Prince) além de dois duetos.

O aspecto livre e inclusivo das Subversive Sirens reflete a próprio missão dos Gay Games, que promovem a inclusão e têm lá algumas semelhanças com o torneio das Olimpíadas. Fundado sobre os princípios de participação e inclusão, os jogos não têm padrões qualificatórios mínimos e querem promover a igualdade no esporte e cultura.

‘Todas as mulheres deveriam ter um vibrador’, diz Maria Flor

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Maria Flor | Bispo / Trip

Maria Flor aparece bem natural em ensaio nu na “Trip”, que chega às bancas nesta quarta (18). A atriz, que está no elenco da segunda temporada de “3%”, no Netflix, manda a real sobre sexo, desejo e casamento. “Ninguém fala sobre a masturbação feminina, é meio que um tabu. Se uma menina fica muito tempo no banheiro, ninguém diz: ‘Você tava se masturbando, né?’, como acontece com os meninos”, compara. “Todas as mulheres deveriam ter um vibrador, é libertador”. Flor conta, sem neura, que já beijou mulheres. “Sempre num clima de festa e carnaval. Mas nunca transei com uma mulher, talvez por falta de oportunidade.”

Aos 34 anos, a atriz encara de frente seus questionamentos sobre a maternidade e diz que, hoje, lida melhor com as cobranças internas. “Rejeito a ideia de que as mulheres são obrigadas a ser mães. Ao mesmo tempo, sinto medo de chegar aos 60 e me arrepender”, assume. “Parei de me cobrar para ser uma mulher perfeita, gata, sarada, bem-sucedida e em um casamento perfeito. Sei que nunca serei essa pessoa.” [Maria Fortuna]

“Não sou japa”, diz Ana Hikari, que cogitou cirurgia contra estereótipo

Com sangue negro, índio e japonês, a atriz paulistana Ana Hikari, lançada em “Malhação”, ganha protagonismo na TV e luta para conquistar papéis que não se restrinjam a estereótipos que os descendentes de asiáticos têm de enfrentar: “Não me chame de japa”

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Ana Hikari usa Gucci (Foto: Fabio Bartelt (Monster Photo))

Ana Hikari tinha 6 meses de idade quando assistiu pela primeira vez a um filme de Godard. Envolta num sling no colo do pai, começou a frequentar círculos de cinema com o professor Almir Almas, 59 anos, na Universidade de São Paulo, onde ele dá aulas hoje. “Ela ia comigo a todos os eventos culturais”, lembra o pai. Antes dos 6 anos, já tinha visto Glauber Rocha, Kubrick e Tarantino. Tamanha ligação com a arte fez com que Ana, 23, escolhesse o palco como profissão. Ainda criança atuou em comercias, fez dança, teatro e canto. Na adolescência, prestou vestibular para Artes Cênicas na USP, que terminou no ano passado, quando foi escalada para interpretar Tina, uma adolescente militante, na última temporada de Malhação. O sucesso foi tanto que ela passou a integrar o time perene de atores da TV Globo. “Foi um encontro do destino”, diz a atriz, sobre sua escalação.

“Uma amiga do meu pai (a diretora de novelas Dayse Amaral) me levou para fazer um cadastro no Projac. Enquanto preenchia os papéis, uma produtora fez uma foto e ligou para alguém dizendo que havia uma menina asiática nos corredores da Globo.” Após testes, Ana entrou para o elenco. Nem sempre, no entanto, a questão étnica jogou a seu favor. Ela conta que a vida toda só participou de castings quando o briefing era uma “garota oriental”. “Nunca vi uma protagonista asiática na TV. Minha batalha é para que olhem para mim como alguém talentosa que pode ser qualquer personagem e não só a ‘japonesa’ da trama.” O autor de Malhação, Cao Hamburger, 56, a apoia. “A Ana é uma atriz versátil! Cabe a nós, autores e diretores, abrirmos as cabeças. Num país como o Brasil, não podemos ter essas limitações”, completa. Após a temporada na novela, Ana estará no elenco do curta They, que será rodado em São Paulo, com narrativa em inglês.

A luta contra o preconceito é antiga na vida da atriz. A maioria das pessoas a aborda com “brincadeirinhas” sobre o seu fenótipo. “Quando chegam falando japonês, emendo: ‘pode falar em português, sou brasileira’. Ao longo do tempo, essas brincadeiras se tornam microagressões.” Há dois anos, ao conhecer seu namorado, o poeta Gersinio Neto, 31, passou por uma dessas situações. “Chegou me dizendo ‘você é japa, né’ e eu ‘Não. Meu nome é Ana’. E ele se desculpou.” A atriz também luta contra a hipersexualização das mulheres asiáticas. Perdeu a conta de pretendentes que apareceram com este tipo de fetiche. “A recatada que na cama é pervertida. Sofri por conta desse imaginário.”

A escola foi outro ambiente onde Ana teve de enfrentar o preconceito por causa da aparência. “Já pensei em ‘ocidentalizar’ os olhos com cirurgia porque me achava feia. Não queria ser chamada de japa. O meu sonho era ter a maquiagem igual à das minhas amigas, colocar sombra no côncavo. Elas não sabiam me maquiar.” Embora sua mãe, a dentista Makiko Tkenaka, 53, seja filha de japoneses, o pai, Almir, vem de uma família de negros e índios. A miscigenação lhe conferiu a vivência do racismo também sob a perspectiva dos negros. “Vivo uma discriminação como asiática, mas não se compara ao que os negros vivem. O que meu pai sofre, nem vou chegar perto de sentir.” Na infância, ele ouvia questionamentos como “onde você pegou essa criança?”. “Outra vez, foi expulso de uma farmácia por pensarem que roubaria algo”, lembrou com os olhos marejados.

Engajada na causa amarela, a atriz segue grupos militantes como o Yellow Fever, Lotus PWR, Yo Ban Boo. “Temos que usar a internet para debater esses temas.” E estende: “O papel do Japão no Brasil é de agregar cultura e diversidade. Apesar de a imigração ter acontecido há 110 anos, as pessoas ainda não conseguem me reconhecer como brasileira”. [Lu Angelo]

Estudantes denunciam preconceito contra asiáticos em trabalho fotográfico

Trabalho de disciplina de Jessica Yumi e Celina Tanaka, estudantes de Londrina, retrata as formas de discriminação contra asiáticos e descendentes no Brasil

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Fotos do trabalho “Estigma e preconceito anti-amarelo no Brasil”

As estudantes de Psicologia da Universidade de Londrina Jessica Yumi e Celina Tanaka mergulharam fundo na cultura japonesa até decidirem criar uma galeria de fotos que denunciam o preconceito contra asiáticos e descendentes – o chamado preconceito amarelo – no Brasil.

“Depois de bastante pesquisa e leitura de teses, viemos com a ideia de demonstrar, por meio de fotografias, a permanência do preconceito anti-amarelo no Brasil, mais especificamente em Londrina, onde moramos”, disse Jessica.

Elas pediram para amigos e conhecidos enviarem relatos de preconceito, assédio e bullying que sofreram na vida e, a partir daí, criaram a exposição “Estigma e preconceito anti-amarelo no Brasil“.

Mesmo o Brasil sendo o país com mais japoneses e descendentes fora do Japão, a discriminação existe. “O preconceito não chega a ser, na maioria das vezes, violência ou criminalidade, mas são pequenas brincadeiras e frases que marcam a vida de um asiático como um estigma. Seguindo a filosofia de “shoganai” (não tem o que se fazer, não tem como evitar), as próprias vítimas nem percebem que estão sofrendo bullying ou um tipo de preconceito. Levam na esportiva mas são chamados de ‘japa’ ao invés do nomeou não são reconhecidos pelos seus esforços por causa de uma descendência”, explica a estudante. [Marie Claire]

Campanha de Stabilo chama atenção para as mulheres invisíveis da História

Campanha “Highlight the Remarkable” chamou a atenção das redes sociais por “grifar” mulheres que foram decisivas para os caminhos do mundo
Por Pedro Strazza

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Edith Wilson, ex-primeira-dama dos Estados Unidos que assumiu o comando quando o marido Woodrow Wilson sofreu um derrame

A fabricante alemã de canetas Stabilo resolveu usar de seus famosos marcadores para relembrar as importantes mulheres da História do mundo. Uma série de propagandas lançadas pela marca chamou a atenção da internet nos últimos dias por conta da maneira eficiente com a qual evidencia aquelas que foram esquecidas pelo tempo.

Criada pela DDB Group Germany e intitulada “Highlight the Remarkable” (algo como “Grife o Inesquecível” em português), a campanha é composta por três peças que aproveitam dos grifa-textos da empresa para denotar a participação discreta das mulheres em momentos históricos distintos. As pessoas e cenas escolhidas pela equipe são respectivamente Edith Wilson, ex-primeira-dama dos Estados Unidos que assumiu o comando quando o marido Woodrow Wilson sofreu um derrame; Katherine Johnson, matemática que foi fundamental na realização das missões espaciais americanas à Lua; e Lise Meitner, cientista que descobriu a fissão nuclear mas viu seu Nobel ser recebido pelo marido.

O que é curioso sobre “Highlight the Remarkable” é que a Stabilo lançou a campanha em abril na Alemanha, mas só agora ela parece ter chegado na internet. Foi um delay, porém, que não diminuiu o impacto da ideia proposta pela marca, com muitos usuários elogiando o caráter progressista da propaganda e o posicionamento da Stabilo. Confira as artes abaixo.

Campanha australiana convida homens a lutar contra o machismo

A proposta do governo é mostrar a necessidade de se intervir e conscientizar contra atitudes machistas até mesmo em uma roda de amigos
Por Pamela Malva

Desde 2016, o governo da Austrália vem fazendo diversas campanhas para lutar contra o machismo e a violência contra as mulheres. Através de vídeos e peças publicitárias, a Respect Women (Respeite as mulheres, em inglês) tem como objetivo acabar com atitudes misóginas.

Recentemente, uma nova campanha foi veiculada na televisão do país com o mesmo propósito. Nos vídeos da Call It Out (Chame atenção, em inglês), como foi chamada a ação, homens protagonizam diversas situações machistas e, muitas vezes, agressivas com mulheres.

O nome é um convite para os homens chamarem a atenção um dos outros quando presenciarem um comportamento inapropriado em relação às mulheres. Seja em um grupo de amigos, em um ônibus, ou em um churrasco com um amigo que você conhece há 20 anos, o ideal é sempre intervir deixando claro que tais atitudes são incorretas – e até mesmo criminosas.