Nicole Kidman faz discurso contra ageísmo no SAG Awards

“Nossas histórias finalmente estão sendo contadas”, diz a atriz sobre mulheres com mais de 40

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LOS ANGELES, CA – JANUARY 21: Actor Nicole Kidman attends the 24th Annual Screen Actors Guild Awards at The Shrine Auditorium on January 21, 2018 in Los Angeles, California. 27522_017 (Photo by Frederick M. Brown/Getty Images)

ageísmo, preconceito por idade que afeta principalmente as mulheres, ainda é uma realidade em Hollywood. Ainda é difícil vermos mulheres com mais de 40 anos em papéis de destaque no cinema. No entanto, protestos das atrizes em entrevistas e redes sociais, e iniciativas como a produtora Pacific Standard, de Reese Witherspoon, estão aos poucos mudando este cenário. Nicole Kidman, que aos 49 foi uma das protagonistas da primeira temporada de Big Little Lies, recebeu o prêmio de melhor atriz em minissérie no SAG Awards, realizado neste domingo (21), e aproveitou a oportunidade para abordar o ageísmo em seu discurso de agradecimento.

“Que maravilhoso que hoje nossas carreiras podem ir além dos 40 anos. Há 20 anos, estaríamos apagadas nessa fase de nossas vidas. Nós estamos provando que somos potentes, poderosas e viáveis”, disse ela no palco. “Eu apenas imploro que a indústria permaneça conosco, porque nossas histórias finalmente estão sendo contadas. É apenas o começo, e estou muito orgulhoso de fazer parte de uma comunidade que está instigando essa mudança. Mas imploro aos roteiristas, diretores, estúdios e patrocinadores que coloquem paixão e dinheiro por trás de nossas histórias. Provamos que podemos continuar a fazer isso, mas apenas com o apoio da indústria, e desse dinheiro e paixão”.

A atriz também brilhou com o look escolhido para o evento, um vestido de paetês Armani Privé da coleção outono 2010, em tom bronze. Ela usou um coque lateral baixo nos cabelos, com as mechas da frente soltas, e na make apostou em um batom vermelho matte. [ELLE]

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Natalie Portman revela ter sofrido ‘terrorismo sexual’ aos 13 anos

Atriz fez um discurso durante a Marcha das Mulheres em Los Angeles neste sábado

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Natalie Portman discursa durante Marcha das Mulheres em Los Angeles, ao lado das atrizes Eva Longoria (esquerda), Constance Wu (centro) – MARK RALSTON / AFP

LOS ANGELES — Durante a Marcha das Mulheres neste sábado, Natalie Portman revelou ter sofrido um “terrorismo sexual” aos 13 anos causada por um fã. A atriz israelense marcou presença no protesto contra a desigualdade de gêneros realizada um ano após posse de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos.

A vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 2011 por “Cisne Negro” contou que sentiu a necessidade de cobrir o corpo e inibir expressões após ter se sentido objeto de uma fantasia de estupro na adolescência. Por causa desse episódio, ela chegou a desistir de vários papéis em que teria que gravar cenas de beijos. Com isso, ela disse ter preferido encarnar personagens com base na liberdade que ela como atriz teria em cena. Além disso, o figurino também era uma questão a ser levada em conta em sua escolha.

Portman, de 36 anos, dirigiu seu discurso a cerca de 500 mil pessoas que participaram da manifestação em Los Angeles, segundo a emissora americana “CNN”.

“Aos 13 anos, a mensagem da nossa cultura foi clara para mim: eu senti a necessidade de cobrir meu corpo e inibir minha expressão e meu trabalho para enviar minha própria mensagem para o mundo de que eu sou alguém que merece segurança e respeito”, disse Portman. “A resposta a minha expressão, de pequenos comentários sobre meu corpo para declarações deliberadamente mais ameaçadoras, serviram para controlar meu corportamento em um ambiente de terrorismo sexual”, completou.

Após o lançamento do filme “O profissional” (1994), gravado quando a atriz tinha 12 anos, ela disse ter ficado muito animada quando recebeu a primeira carta enviada por um fã. No entanto, o conteúdo do texto era uma “fantasia de estupro” que um homem lhe escreveu.

“Eu entendi muito rapidamente, até mesmo como uma adolescente de 13 anos, que se eu me expressasse de forma sensual eu não me sentiria segura e que homens poderiam se achar no direito de falar sobre meu corpo e objetificá-lo, o que me deixaria desconfortável”, contou, frisando ainda que críticas do filme daquela época comentaram seus seios que estavam crescendo.

Também em Los Angeles estiveram celebridades como Scarlett Johansson, Viola Davis, Eva Longoria, Lesley Ann Warren, Marcia Gay Harden e Constance Wu.

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Atriz Viola Davis fala para milhares de pessoas na Marcha das Mulheres em Los Angeles neste sábado – MARK RALSTON / AFP

Marcha das Mulheres contra Trump no aniversário de posse
Milhares de pessoas foram às ruas nos Estados Unidos neste sábado para a segunda “Marcha das Mulheres”, a fim de manifestar o seu repúdio ao presidente Donald Trump no dia em que ele completa o primeiro aniversário na Presidência.

Com seu epicentro em Washington, as marchas esperavam ser muito mais modestas do que há um ano, quando uma estimativa de três milhões de pessoas em todo o país protestaram contra a chegada do empresário à Casa Branca.

Mas as manifestações deste fim de semana esperam manter a chama da resistência com a mensagem “Power to the Polls” (Poder às urnas), com o objetivo de estimular a votação e potencializar a participação das mulheres nas eleições de meio de mandato de novembro, na qual uma cifra recorde de mulheres disputam um cargo.

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Mulheres também tomaram as ruas de Nova York no dia que marca um ano da posse do presidente Donald Trump – GABRIELA BHASKAR / REUTERS

Os manifestantes se reuniram em Washington, Nova York, Chicago, Denver, Los Angeles e outras cidades americanas neste sábado, muitos vestindo os famosos gorros cor de rosa com orelhas de gato, conhecidos como “pussy hats”, uma referência à fala sexista de Trump – registrada em uma gravação – de que era capaz de “pegar pela xoxota” (by the pussy, no original em inglês) impunemente as mulheres que desejava.

“Fomos à primeira marcha das mulheres, mas sentimos que nosso trabalho não está terminado e que há muito mais que precisamos conquistar”, disse Tanaquil Eltson, de 14 anos, que foi ao protesto em 2017 e retornou neste sábado em Washington com sua mãe.

Milhares de manifestantes seguravam cartazes com mensagens que incluíam “Brigue como uma menina” e “Lugar de mulher é na Casa Branca”.

Mais de 300 povoados e cidades estão organizando marchas e protestos pelo aniversário da posse de Trump, embora nem todos estejam relacionados entre si.

Lupita Nyong’o vai publicar livro infantil que vai abordar a importância da autoestima

Atriz disse que deseja que as crianças repensem ‘o que significa ser bonito’

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Elle Magazine Lupita Nyong’O

Lupita Nyong’o anunciou, na última quarta-feira, 17, que vai publicar um livro infantil. O título do livro é Sulwe, palavra que significa ‘estrela’ em Luo, língua nativa da atriz, que tem origem queniana. O livro será lançado em janeiro de 2019, pela editora Simon & Schuster.

Em um artigo publicado no The New York TimesLupita disse que a personagem principal do livro, uma “menina de pele escura”, embarca em uma aventura que “desperta nela o senso de beleza”. Lupita já falou algumas vezes sobre o racismo que sofreu e sobre a dificuldade que tinha, quando era mais nova, de aceitar a cor de sua pele.

“Eu fui muito provocada sobre minha pele da cor da noite e meu único pedido a Deus era acordar com a pele mais clara. Eu acordava e ficava tão animada para ver minha nova pele, que eu me recusava a olhar para mim mesma até que estivesse em frente a um espelho, porque eu queria ver meu rosto primeiro. A cada manhã, eu experimentava a mesma decepção de continuar tão escura quanto no dia anterior”, relatou Lupita no artigo.

Por isso, a protagonista do livro vai aprender que a beleza pode vir em todas as cores. “Ela aprende coisas que nós aprendemos quando somos crianças e passamos a vida inteira tentando desaprender. Essa é uma história para os pequenos, mas, não importa a idade do leitor, eu espero que sirva como uma inspiração para todos andarem com felicidade em sua própria pele”, escreveu. A atriz deseja que as crianças que lerem seu livro repensem “o que significa ser bonito”.

#Metoo: Melhor atriz em Cannes, Diane Krüger diz que homens em Hollywood estão com medo após caso Weinstein

Atriz alemã ainda falou em entrevista sobre receio de que a mudança dure pouco tempo. Ela ainda denunciou a desigualdade salarial entre homens e mulheres.

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Diane Kruger. 2017 Cannes Film Festival 

A atriz alemã Diane Krüger afirmou na segunda-feira (15) que o movimento #Metoo, surgida após o caso Weinstein, mudou as coisas no mundo do cinema “porque os homens sentem medo”, mas ela diz temer que estas mudanças durem pouco.

“Por enquanto isto mudou porque os homens sentem medo. Todos os dias tem alguém novo que é ‘denunciado'”, declarou a estrela em uma entrevista à emissora de televisão francesa BFMTV, por ocasião da estreia de “Em Pedaços”, filme de Fatih Akin, que rendeu a ela o prêmio de melhor atriz em Cannes.

“No entanto, temo que em seis meses, em um ano, em dez anos, não voltemos a cair na mesma conversa”, continuou Diane Krüger, de 41 anos, que também denunciou as desigualdades salariais entre homens e mulheres.

A atriz pediu que os homens se unam às mulheres na luta por uma mudança de comportamento duradoura.

“Cada um de nós deve estar atento, temos que estar realmente unidos nesta causa. Mas, muito sinceramente, acho que os homens devem estar ao nosso lado, devem lutar por nós, devem ter cabeça e defender nossos interesses também”.

“Não somos só nós, as mulheres, que podemos mudar as coisas”, avaliou. [France Presse]

Atriz Eliza Dushku do filme ‘True Lies’ diz que foi molestada quando tinha 12 anos

Ela acusa o coordenador de dublê Joel Kramer de molestá-la em um quarto de hotel; ele nega as acusações

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Eliza Dushku – UNICEF Children’s Champion Award Dinner in Boston

A atriz Eliza Dushku afirmou que foi abusada sexualmente pelo coordenador de dublês de Hollywood Joel Kramer durante a produção do filme True Lies (1994), quando ela tinha apenas 12 anos, e ele, 36. Em uma publicação no Facebook no fim de semana, Eliza afirmou que foi abusada em um hotel de Miami na época em que ambos participaram das filmagens do longa dirigido por James Cameron e protagonizado por Arnold Schwarzenegger e Jamie Lee Curtis.

A atriz descreveu que Kramer, que era o coordenador de dublês do filme, tinha ganhado a confiança dos seus pais durante meses, antes de se oferecer para levá-la para nadar em um hotel com piscina e depois provar o seu primeiro sushi.

“Me lembro vividamente de como apagou as luzes; como colocou o ar condicionado em níveis que pareciam de congelamento; de onde me colocou, exatamente em uma das duas camas do quarto do hotel, que filme colocou na televisão (Cônicos & Cômicos); como desapareceu no banheiro e saiu, nu, sem nada além de uma pequena toalha de mão que ficava curta na metade do seu corpo”, relatou a atriz.

“Me lembro de como me deitou na cama, me envolveu com o seu gigantesco corpo que se retorcia e se esfregou em mim. Ele pronunciou estas palavras: ‘Não vai dormir agora, querida, pare de fingir que está dormindo’, enquanto se esfregava mais forte e mais rápido contra o meu corpo catatônico. Quando tinha ‘terminado’, sugeriu: ‘Acho que devemos ter cuidado… (sobre dizer a alguém o que tinha acontecido)‘”, continuou.

Eliza, que agora tem 37 anos, agradeceu a outros homens e mulheres no mundo de Hollywood por terem quebrado o tabu de falar sobre casos de assédio, e lamentou que naquele momento seus pais, a quem contou o que aconteceu, não tenham sabido como agir.

Kramer disse que as acusações são “totalmente falsas” em declarações ao site  Huffington Post. “Essas denúncias são uma invenção bem elaborada pela Sra. Dushku. Não entendo o que motivou a Sra. Dushku a fazer essa declaração e espero que possa encontrar sua consciência para corrigir essa injustiça e devolver o meu bom nome”, acrescentou o dublê.

A agência Worldwide Production Agency informou nesta segunda-feira que deixará de representar Kramer. “Tal comportamento é inaceitável e totalmente em desacordo com os padrões de conduta que exigimos de nós mesmos e esperamos dos nossos clientes”, disse Richard Caleel, presidente e assessor-geral da agência.

A atriz Jamie Lee Curtis explicou em uma coluna no mesmo jornal que Eliza tinha lhe contado o incidente há alguns anos. “Todos começamos a acordar diante do fato de que esses terríveis abusos, que agora têm se tornado comuns nas notícias diárias, aconteceram durante muito tempo”, disse a atriz. “A história de Eliza agora nos despertou do nosso sonho de negação para uma realidade nova e horrível. O abuso a crianças.”

Por sua vez, o diretor James Cameron disse que se tivesse sabido do ocorrido “não teria tido misericórdia” de Kramer. “Obviamente, Eliza é muito corajosa “, acrescentou o cineasta.

Político britânico termina com namorada após comentários dela sobre noiva do príncipe Harry, Meghan Markle

Comentários de modelo que namora o líder do partido de independência Henry Bolton foram publicados por jornal.

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Príncipe Harry e a noiva, atriz Meghan Markle, em evento em Nottingham (Foto: Adrian Dennis/ Reuters)

O líder do Partido de Independência do Reino Unido (Ukip), Henry Bolton, disse que terminou com a namorada depois que um jornal publicou comentários ofensivos feitos por ela sobre a noiva do príncipe Harry, Meghan Markle, e sobre pessoas negras em geral.

Bolton, de 54 anos, que se tornou o quarto líder do enfraquecido partido anti-UE em um ano ao ser eleito em setembro, disse que terminou o relacionamento com a modelo Jo Marney depois que as “terríveis” mensagens que ela enviou para uma amiga foram publicadas.

A modelo de 25 anos, que começou a namorar Bolton logo após o Natal, descreveu Meghan Markle, cuja mãe é afro-americana, como uma “pequena plebeia burra”, e disse que “sua semente irá manchar nossa família real”, de acordo com as mensagens publicadas pelo jornal “Mail on Sunday”. Marney também descreveu pessoas negras como feias.

“O elemento romântico do relacionamento acabou”, disse Bolton à rádio BBC, dizendo que eles terminaram na noite de domingo.

“Por mais terríveis e ofensivos que os comentários que ela fez naquelas mensagens pessoais diretas tenham sido… Eu honestamente não acredito que aquelas sejam suas crenças fundamentais”.

Harry disse que Meghan foi alvo de “total sexismo e racismo” nas redes sociais quando ele revelou que estavam namorando em 2016 e que também houve insinuações racistas em artigos publicados em jornais. O casal anunciou seu noivado em novembro, e irá se casar em maio deste ano. [Reuters]

Após manifesto, Catherine Deneuve pede desculpas às vítimas de assédio

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A atriz Catherine Deneuve, símbolo de carta assinada por artistas francesas contra ‘puritanismo’ do movimento americano

Cinco dias de depois de assinar um manifesto publicado pelo jornal “Le Monde” que defendia a “liberdade dos homens de abordar” as mulheres, a atriz Catherine Deneuve pediu desculpas às vítimas de assédio sexual.

“Eu saúdo fraternalmente todas as vítimas de atos odiosos que possam ter se sentido agredidas por esse artigo no ‘Le Monde’, é a elas, somente, que apresento as minhas desculpas”, escreveu no jornal “Libération”.

A intérprete foi uma das mais de cem artistas francesas que subscreveram uma carta condenando o que chamam de “denuncismo” advindo da onda de assédios sexuais pós-Harvey Weinstein.

Em um dos trechos da carta lê-se que o estupro é crime, mas que “seduzir alguém, ainda que de forma insistente”, não é.

O texto é uma reposta ao protesto encampado por atrizes hollywoodianas, que compareceram de preto no Globo de Ouro.

Logo após a sua publicação do manifesto no “Le Monde”, que gerou controvérsia, grupos feministas chamaram Deneuve e as demais de “aliadas dos porcos”.