Marie Curie: a vagabunda que ganhou dois prêmios Nobel

Por Marcia Barbosa, Professora Titular (UFRGS) e diretora da Academia Brasileira de Ciências

Cientista Marie Curie

Marcia está almoçando com os colegas. Um deles trouxe o filho, Pedro, de cinco anos que acompanha atentamente a conversa dos adultos. O menino, então, interrompe o debate com uma pergunta: qual a pior ofensa que pode ser feita a uma mulher? A pergunta inusitada capta a atenção de todos. Como uma pergunta retórica, Pedro responde: a pior ofensa que podemos fazer a uma mulher é chamá-la de vagabunda. Marcia lembra quantas vezes o termo foi direta ou indiretamente usado contra ela, particularmente quando disputava algum espaço de ciência e de poder. Ela não está só neste universo de vagabundas. Ela lembra de outra cientista que teve sua vida pessoal escrutinada pela opinião pública: Marie Curie.

Nascida na Polônia em uma família de professores, Marie desejava estudar. Mulheres não eram aceitas nas universidades de seu país. Era comum naquela época pensar que mulheres com formação acadêmica seriam intimidadoras e não conseguiriam se casar. 

O pai de Marie não pensava assim, mas como professor não tinha os recursos para manter as filhas estudando na França onde mulheres já eram aceitas nas universidades. Marie e a irmã combinam a ida para a França onde Marie trabalharia para a irmã se formar em medicina e, depois esta ajudaria Marie em seus estudos. Seguindo o plano à risca Marie trabalha como governanta e depois da irmã formada ingressa na universidade. Brilhante, logo atrairia a atenção de um jovem professor, Pierre Curie. Ela estava obcecada em compreender o mecanismo pelo qual alguns materiais emitiam energia. Pierre percebendo a genialidade da que viria a se tornar sua esposa, muda de área de pesquisa e os dois passam a trabalhar juntos. Esta colaboração daria o prêmio Nobel de Física ao casal em 1903 pelos avanços no conhecimento do mecanismo pelo qual alguns materiais emitem energia, a radioatividade. Enquanto o Nobel trazia para Pierre um emprego na prestigiosa Universidade de Sourbonne, Marie continuava atuando como assistente de laboratório.

A vida de nossa heroína enfrenta outros desafios além de não ser reconhecida com um emprego de professora. Em 1906, Pierre é atropelado e morre. Viúva e com duas filhas para criar, Marie não aceita a ajuda do Estado e sai em busca de um emprego na Universidade o que consegue por seu brilhantismo. Como docente, inicia uma nova linha de pesquisa analisando materiais que possuíam radioatividade. Ela viria a descobrir dois elementos novos para a tabela periódica, o rádio e polônio ao mesmo tempo que enfrentava o descrédito de colegas que jocosamente a chamavam de Madame Pierre Curie. Nesta época Harvard nega a Marie uma honraria alegando que ela não havia feito nada de extraordinário depois da morte do marido.

Em 1909 Marie sofre o primeiro ataque misógino e xenofóbico. Ela competia com Edouard Branly, um francês, por uma cadeira na Academia Francesa de Ciências. Os jornais locais atacam a candidatura de Marie por ela não ser francesa, enquanto tratavam com elogios o pesquisador francês que, afinal, era um bom católico apoiado pelo Papa. Os jornalistas chegaram ao extremo de propagar a inverdade de Marie ser judia, o que exaltou ainda mais os ânimos, pois o antissemitismo era forte na Europa nesta época. Os acadêmicos franceses cederam ao machismo da imprensa e Marie nunca entrou na Academia Francesa de Ciências. Curiosamente os brasileiros foram menos preconceituosos e Marie foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Ciências como membro correspondente.

Apesar de tudo, o trabalho de Marie crescia em prestígio e ela era sempre a única mulher na sala das reuniões internacionais. Em 1911, no entanto, um grande escândalo põe à prova mais uma a grande cientista. Jornais parisienses publicam cartas amorosas entre Marie Curie e Paul Langevin, um homem casado. A esposa de Langevin tinha repassado as cartas em uma tentativa de humilhar Marie. Os jornais chamam a grande cientista de destruidora de lares. As “fake news” de que ela mantinha o caso com o Paul mesmo antes do marido falecer e que isto causara sua morte e de que ela era uma judia que vinha para destruir os valores morais franceses cresciam no terreno fértil do machismo. A misoginia ataca as mulheres que se sobressaem. Neste ambiente de terror, ao voltar para casa de um evento, vê sua residência rodeada por uma turba raivosa que a chamam de vagabunda. Foge com as filhas para casa de amigos. Cientistas que apoiam Marie são perseguidos por seus chefes. É o desespero de uma sociedade que acha insuportável uma mulher inteligente.

É neste ambiente de misoginia e xenofobia que ela é agraciada sozinha com o Nobel de Química de 1911. Até hoje ela é a única pessoa que tem dois prêmios em áreas de ciência. O comitê do Nobel, no entanto, não fugiu à regra do machismo dominante. Ao perceber o impacto que a notícia do relacionamento de Marie com Paul tinha na imprensa francesa, sugerem que ela não vá à cerimônia. Afinal, as alegações de que ela era uma vagabunda deixariam o rei da Suécia, que entrega o prêmio, em uma situação desconfortável. Marie não se deixou intimidar pelo preconceito e foi receber o prêmio.

No restante de sua vida, ela viria a mostrar o seu valor não somente como pesquisadora, mas como ser humano. Ela foi parte fundamental do desenvolvimento da radiografia. Durante a I guerra mundial, ao invés de fugir para um local mais tranquilo como fizeram muitas pessoas, ela e a filha se integraram ao esforço de guerra, criando uma “ambulância” que ia ao campo de batalha gerando radiografias de partes dos corpos dos soldados franceses feridos, evitando amputações. Ela estava salvando o povo que a havia chamado de vagabunda. Marie mostrou à França e a cada uma de nós mulheres que lugar de mulher é onde ela quiser estar e que não devemos ser intimidadas pelo atraso dos que dizem que mulheres não devem estudar e pelo machismo moralista que vocifera contra mulheres brilhantes.

Marcia desperta de seu devaneio. Serenamente olha para o menino e diz: Estás enganado, Pedro, vagabunda é um elogio.

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Morre aos 84 anos a atriz e cantora Diahann Carroll

Indicada ao Oscar e vencedora do Tony Awards, Carroll foi a primeira mulher negra a não viver uma empregada na TV
AP

A atriz e cantora Diahann Carroll  Foto: Danny Moloshok/Reuters

A atriz e cantora Diahann Carroll, atriz e cantora indicada ao Oscar, morreu nesta sexta-feira, 4, vítima de câncer, anunciou sua filha Susan Kay à agência Associated Press. Carroll é reconhecida como a primeira mulher negra a interpretar uma personagem que não era empregada.

Durante sua extensa carreira, ela ganhou um Tony Awards pelo musical No Strings e foi indicada ao Oscar por Claudine. Mas seu trabalho mais conhecido foi na série Julia. Carroll deu vida a Julia Baker, uma enfermeira cujo marido morreu na Guerra do Vietnã, na inovadora série de comédia que foi ao ar de 1968 a 1971.

Embora ela não tenha sido a primeira mulher negra a estrelar seu próprio programa de TV (Ethel Waters interpretou uma criada em meados dos anos 50 em Beulah), ela foi a primeira a interpretar outro tipo de papel.

Os executivos da NBC temiam transmitir Julia durante a turbulência racial dos anos 60, mas a série foi um sucesso imediato.

Ela também teve críticos, incluindo alguns que disseram que o personagem de Carroll, que tem um filho pequeno, não era uma representação realista de uma mulher negra americana na década de 1960.

“Eles disseram que era uma fantasia “, lembrou Carroll em 1998. “Muito disso não era verdade. Muito da personagem de Julia era baseado na minha própria vida, na minha família”.

Sem medo de enfrentar barreiras raciais, Carroll ganhou seu Tony Awards ao interpretar uma modelo de alta costura americana que tem um caso com um escritor branco em Paris, no musical de Richard Rodgers, de 1959, No Strings.

Ela apareceu em muitos trabalhos que foram considerados exclusivos para atrizes brancas: Same Time, Next YearAgnes of GodSunset Boulevard.

“Gosto de pensar que abri portas para outras mulheres, embora essa não fosse minha intenção original”, disse ela em 2002. Sua carreira no cinema foi mais esporádica, com créditos em  Carmen JonesPorgy and BessGoodbye AgainRush Sundown, Paris Blues e The Split.

No filme de 1974, Claudine, ela ofereceu seu desempenho mais memorável como mãe solteira de seis filhos que encontra amor no Harlem, em um coletor de lixo interpretado por James Earl Jones.

Nos anos 1980, Carroll ingressou na novela americana Dynasty como Dominique Deveraux, a glamourosa meia-irmã de Blake Carrington. Ela também apareceu na série A Different World e, mais recentemente, como convidada em Grey’s Anatomy e White Collar. Além da filha, ela deixa dois netos, August e Sydney.

‘Não nos oprimam nem nos controlem’, diz Angelina Jolie sobre o aniversário de 2 anos do movimento #MeToo

Estrelas de Hollywood como Elle Fanning, Nicole Kidman e Melissa McCarthy deram depoimentos sobre as consequências da campanha pelo fim do assédio na indústria do cinema
Celina

A atriz Angelina Jolie Foto: Divulgação

LOS ANGELES — Angelina Jolie, Nicole Kidman, Elisabeth Moss, Kristen Stewart …o que pensam as estrelas de Hollywood sobre o movimento #MeToo? Será que ele realmente mudou alguma coisa na indústria do cinema ou as coisas permanecem iguais, apesar das denúncias? Esta semana fazem dois anos desde que o jornal “New York Times” e a revista “New Yorker” publicaram relatos de diversas mulheres que acusavam o produtor de cinema Harvey Weinstein de assédio sexual , dando força ao movimento #MeToo contra o assédio sexual na indústria do cinema e motivação para empoderar mulheres que trabalham atrás e na frente das câmeras. Weinstein irá a julgamento em janeiro acusado de estupro e ataques predatórios contra duas mulheres. Ele nega que o sexo não tenha sido consensual.

A agência de notícias Reuters questionou estrelas do cinema sobre o quanto Hollywood mudou desde outubro de 2017. Veja abaixo o que dizem nomes como Nicole Kidman, Julianne Moore e Melissa McCarthy:

JULIA LOUIS-DREYFUS

“Eu gostaria de dizer que sinto que os homens talvez estejam tentando se comportar melhor, e realmente digo talvez. Não estou dizendo que seja definitivo, mas há um novo modo de comunicar, ou uma nova consciência, uma mudança de consciência que aconteceu. Está em processo. O trabalho ainda não está completo. Nunca estará. Mas acho que a comunicação melhorou.”

PATRICIA ARQUETTE

“O movimento #MeToo — a minha irmã foi uma das primeiras a falar —  acho que teve um efeito vento movement – my sister was one of the first people to come out – teve efeito em todo o mundo, não apenas em Hollywood. Com sorte, há mais representatividade para as mulheres e para as mulheres negras do que havia antes, mas ainda não é igual. Ativistas têm tentado fazer esse trabalho há algum tempo, porém o quanto mais falarmos sobre isso, melhor. Temos filmes como “Mulher maravilha” e “Pantera Negra” liderança as bilheterias e, de repente, as pessoas dizem que eles podem ser uma sucesso. O business é o último a aprender.”

RUTH NEGGA

Ruth Negga com a fita azul da ACLU no tapete vermelho do Oscar 2017 Foto: Richard Shotwell / Richard Shotwell/Invision/AP
Ruth Negga com a fita azul da ACLU no tapete vermelho do Oscar 2017 Foto: Richard Shotwell / Richard Shotwell/Invision/AP

“A desigualdade não deveria mais existir. A questão é que não podemos deixar de falar sobre isso, temos que ser vigilantes até que haja igualdade e todas as vozes sejam ouvidas.”

MICHELLE WILLIAMS

“Tenho visto muitas mudanças na indústria, mas não só nela. Vejo na escola da minha filha. Vejo no trabalho dos meus amigos. Realmente vejo mudanças em diversos lugares e isso me dá fé de que o mundo em que as meninas vão crescer será diferente do que aquele em que eu cresci.”

ANGELINA JOLIE

“Acho que ainda temos um longo caminho. Acho que, mesmo em Hollywood, deveria ter havido uma investigação independente. Há muito foco no que eles dizem que as mulheres querem, e eu digo que não é o que queremos. É o que não queremos que seja feito conosco. Não nos restrinjam o acesso à educação, não nos machuquem seja nas guerras ou em nossas casas, não nos oprimam nem nos controlem, não limitem as nossas possibilidades enquanto seres humanos. Nos deixem ser.”

KRISTEN STEWART

Se algum dia já foi cafona, saiba que não é mais. Que o diga Kristen Stewart, embaixadora de beleza da Chanel, uma das entusiastas do delineador branco. Ela usou a make no último festival de Cannes, em maio Foto: Divulgação
Kristen Stewart – Festival de Cannes, em maio Foto: Divulgação

“Há esta solidariedade que, finalmente, está dando às mulheres a chance de contar as suas próprias histórias e não serem usadas como ferramentas. Há tantos recursos e meios para que nós tenhamos posse das nossas narrativas. Isso pode ser feito agora — e pela primeira vez. É um momento excitante para as mulheres no cinema.”

ELISABETH MOSS

Elisabeth Moss interpreta uma aia em um futuro distópico no qual mulheres são escravizadas e perdem direitos reprodutivos em uma sociedade teocrática e totalitária Foto: George Kraychyk / Divulgação/Hulu
Elisabeth Moss interpreta uma aia em um futuro distópico no qual mulheres são escravizadas e perdem direitos reprodutivos em uma sociedade teocrática e totalitária Foto: George Kraychyk / Divulgação/Hulu

“Fiz um filme em que havia uma diretora, trê sprotagonistas mulheres e uma diretora de fotografia. Isso está se tornando natural porque essas mulheres simplesmente são as melhores no que fazem, não apenas por serem mulheres. Está ficando normalizado, e acho que essa é a melhor parte.

NICOLE KIDMAN

“Charlize Theron, Margot Robbie e eu acabamos de fazer um filme sobre instigar mudanças sobre o assédio sexual. Esperamos que falar constantemente sobre isso traga mudanças para as próximas gerações.”

ELLE FANNING

“Para mim, ser uma mulher jovem na indústria do cinema e ouvir as atrizes contarem as suas histórias, sabendo que podemos falar as nossas verdades e nos levantarmos sobre o que é certo… uma comunidade se formou por causa disso. 

MICHELLE PFEIFFER

“Acredito que houve uma mudança de consciência sísmica em apenas um ano. Ainda temos muito a fazer, mas acho que muito já aconteceu. Todas as conversas que já tive com mulheres, conversas que não tínhamos antes.”

MELISSA MCCARTHY

Melissa McCarthy, de
Melissa McCarthy, de “Você poderia me perdoar?” Foto: Steve Granitz / WireImage

“Estamos no início de um movimento, e acho que temos que continuar pressionando. Ainda não chegamos lá. Mas chegaremos. Sou esperançosa, tenho duas filhas, preciso ter esperança por elas. Eu vou lutar. Vou lutar até não aguentar mais.”

JULIANNE MOORE

“Por causa do movimento Time’s Up, o governador de Nova York adotou uma agenda de segurança para as mulheres. Isso é muito significativo para nós. O estado de Nova York não é tão progressista quando a Califórnia, então quando tivemos que pensar bem no que faríamos aqui. E realmente temos conseguido mudar as coisas.”Apoie o jornalismo profissional

Melinda Gates vai investir US$ 1 bilhão em projetos que aumentem o poder e a influência das mulheres

Seu objetivo é incentivar projetos que contribuam para expandir o poder e a influência das mulheres na sociedade
O Globo

Melinda Gates Foto: Divulgação

NEW YORK — Melinda Gates vai investir US$ 1 bilhão para expandir o poder e a influência das mulheres. Em artigo publicado pelo site da revista “Time”, ela afirma que o medo de que os EUA parem de olhar para a desigualdade e para a diversidade a tem feito perder o sono.

“As marchas de mulheres, o movimento #metoo contra o assédio sexual e o número recorde de candidatas nas eleições americanas podem significar uma mudança real e imediata”, escreveu a co-presidente da Fundação Bill & Melinda Gates.

Mas ela acredita que esse bom momento não vai durar para sempre. Por isso é preciso agir:

“Não há razão para acreditar que esse momento vai durar para sempre. Muitas pessoas — mulheres e homens — têm trabalhado duro para nos trazer até aqui. Há muitas soluções possíveis que ainda não experimentamos”.

Os objetivos de Melinda Gates incluem desmantelar as barreiras ao desenvolvimento das mulheres — incluindo aí a responsabilidade pelo cuidado com a casa e com os familiares e o assédio sexual — e acelerar sua presença em setores-chave da economia como tecnologia, mídia e o serviço público.

O esforço também objetiva encorajar acionistas, consumidores e empregados a pressionar as empresas por mudanças.

A ideia é que a Pivotal Ventures, empresa de Melinda Gates, invista em parceiros que tenham ações inovadoras para expandir o poder e a influência das mulheres. O plano é ambicioso, mas ela entende que será preciso ainda mais:

“Um bilhão de dólares é muito dinheiro, mas eu também reconheço que é apenas uma fração do que é necessário”.

Kim Shattuck, vocalista da banda The Muffs, morre aos 56 anos

Artista lutava há mais de dois anos contra a esclerose lateral amiotrófica

Kim Shattuck morreu aos 56 anos 

Morreu, na quarta-feira (2), a vocalista, guitarrista, eventual baixista e também compositora do grupo The Muffs Kim Shattuck, de 56 anos. 

Kim lutava há dois anos contra a ELA (esclerose lateral amiotrófica), a mesma doença enfrentada por décadas pelo físico Stephen Hawking (1942-2018). A ELA é uma doença do sistema nervoso que enfraquece os músculos e afeta as suas funções físicas.

A notícia foi divulgada na web pelo marido de Kim, Kevin Sutherland. “Esta manhã o amor da minha vida, Kim, morreu em paz durante o sono depois de dois anos lutando contra a ELA. Sou este homem hoje por causa dela. Ela vai viver em todos nós por meio de sua música, memórias, força e espírito criativo. Eu te amarei para sempre, minha Kimmy. Obrigado por dividir sua vida comigo”, escreveu ele.

O The Muffs também lamentou a morte da sua líder. “Sentimos muito por anunciar a morte da nossa colega de banda e querida amiga Kim Shattuck. Além de uma compositora brilhante, guitarrista incrível e cantora/gritadora extraordinária, Kim era uma verdadeira força da natureza. Enquanto lutava contra a esclerose, Kim produziu o nosso último álbum, cuidando de cada parte do disco, desde a gravação até a arte. Ela era a nossa melhor amiga e tocar as músicas dela foi uma honra. Adeus Kimba. Nós te amamos mais do que poderíamos dizer.”

Antes do The Muffs, Kim integrou entre 1985 e 1990 a banda The Pandoras. Em 2001, fez parte do grupo The Beards, uma parceria com Lisa Marr e Sherri Solinger. [Léo Gregório]

Gloria Maria fala sobre diversidade, empatia e afeto durante evento em São Paulo

Jornalista, especialistas em pediatria e psiquiatria, além de ONGs, debatem temas no Shopping Pátio Higienópolis

A apresentadora Glória Maria. Foto: Globo/Ramón Vasconcelos

O que é ser diferente, a importância do vínculo e do afeto para o desenvolvimento das crianças e jovens e seu papel no mundo são temas de evento que ocorrerá no Shopping Pátio Higienópolis a partir de segunda-feira, 30, e vai até 2 de outubro.

A 3ª edição do debate ‘Abraços no Pátio’ tem o objetivo de reforçar atitudes e ações de respeito ao próximo e solidariedade, contra qualquer tipo de preconceito, marcando o Dia da Não Violência, celebrado oficialmente em 2 de outubro, em homenagem ao líder pacifista indiano Mahatma Gandhi.

A jornalista Gloria Maria abrirá o evento com o tema sobre diversidade, A Beleza das Diferenças, na segunda, às 19h30.  

Os bate-papos acontecem no Teatro Folha. O encerramento contará com apresentação especial do Coral do Instituto Bacarelli, formado por 40 crianças, da região de Heliópolis, que abriga a maior comunidade da cidade e uma das maiores do mundo.

Todos os debates têm aproximadamente uma hora de duração e são gratuitos, mas é necessária inscrição prévia, pois a lotação do Teatro é limitada a trezentos lugares. As inscrições devem ser feitas no site.

Serviço:

Abraço no Pátio

Quando: De 30 de setembro a 2 de outubro

Onde: Shopping Pátio Higienópolis

Endereço: Rua Dr. Veiga Filho, 133 – Higienópolis

Entrada franca, mas precisa fazer inscrição

Programação:

30/9, às 19h30: A Beleza das Diferenças, Gloria Maria

1/10, às 17h30: A Importância do Vínculo e do afeto para o desenvolvimento da Criança e do Adulto. Debatedores: compositor/diretor cultural/escritor Gustavo Kurlat; ator Ariel Goldemberg e a pediatra especialista em prevenção de álcool e drogas, Bettina Grajcer

2/10, às 17h30: Como Acolher Crianças e Adolescentes nos Dias de Hoje – Bate-papo sobre os direitos da criança e adolescente com Itamar Gonçalves, coordenador de projetos da entidade Childhood, que combate a violência sexual contra crianças e adolescentes; Carolina Videira, fundadora da entidade Turma do Jiló, que defende a educação inclusiva; Jairo Bouer, psiquiatra, comunicador e autor de vários livros sobre sexualidade e adolescência.

2/10, às 18h30: Apresentação do Coral do Instituto Bacarelli

Inscrições para ciclo de debates com Angela Davis abrem hoje

Além da ativista norte-americana, nomes como Patricia Hill Collins e Silvia Federici também participam das palestras
MARIE CLAIRE

Angela Davis 

As inscrições para o curso e ciclo de debates que compõem o seminário internacional “Democracia em colapso?”, de 15 a 19 de outubro, em parceria entre a editora Boitempo e o Sesc São Paulo, poderão ser feitas a partir das 14h desta quarta-feira (25), via site do Sesc São Paulo ou presencialmente na central de atendimento das unidades do Sesc no estado de São Paulo. Será possível a inscrição de uma pessoa por CPF.

Serão duas modalidades de inscrição neste primeiro momento: para o curso “A democracia pode ser assim: história, formas e possibilidades” e para o ciclo de debates. Para ambos os casos, haverá certificado para os participantes.

A partir de 9 de outubro, será possível a aquisição de ingressos avulsos para o ciclo de debates, de acordo com a disponibilidade de lugares.

O seminário internacional “Democracia em colapso?” acontece no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, e reunirá cerca de 50 convidados nacionais e internacionais para um amplo debate sobre as origens e as diferentes perspectivas históricas, políticas e sociais que perpassam o conceito de democracia. 

SERVIÇO

Curso “A democracia pode ser assim: história, formas e possibilidades”

● R$  18,00  (credencial  plena: trabalhador  do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
● R$  30,00  (meia: estudante,  servidor de escola  pública, +60 anos, aposentados e pessoas com deficiência)
● R$ 60,00 (inteira)

Ciclo de Debates

● R$ 27,00  (credencial  plena: trabalhador  do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
● R$ 45,00  (meia: estudante,  servidor de escola  pública, +60 anos, aposentados e pessoas com deficiência)
● R$ 90,00 (inteira)

Dia avulso (um dia de ciclo de debates; não inclui o curso)
Serão vendidos ingressos avulsos apenas no dia, na bilheteria do Sesc Pinheiros, de acordo com a disponibilidade de lugares.

● R$ 12,00  (credencial  plena: trabalhador  do comércio de bens,  serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
● R$ 20,00  (meia: estudante,  servidor de escola  pública, +60 anos, aposentados e pessoas com deficiência)
● R$ 40,00 (inteira)

Sesc Pinheiros
Rua Paes Leme, 195 – Pinheiros – São Paulo, SP
Bilheteria: terça a sábado das 10h às 21h e domingos e feriados das 10 às 18h
Tel.: (11) 3095-9400