Swinton: “Mulheres fazem filmes há 11 décadas, por que não os conhecemos?”

Tilda Swinton at the 2019 Cannes Film Festival

A atriz Tilda Swinton fez uma importante reflexão sobre o fato de haver poucos filmes dirigidos por mulheres em grandes festivais. Ela, que esteve em Cannes para divulgar “Os Mortos Não Morrem”, respondeu à pergunta de um jornalista sobre as quatro diretoras participando do evento neste ano. Um número baixo, mas recorde na história do festival.

“Há mulheres fazendo filmes há 11 décadas. Por que não ficamos sabendo sobre esses filmes?”, questionou. “Há diretoras. Algumas estão trabalhando em bares, outras estão estudando, outras não conseguem entrar nas escolas de cinema.”

Para Tilda Swinton, o caminho para ver mais diretoras se destacando na indústria audiovisual é dando a devida atenção ao trabalho delas. “Precisamos comprar ingressos para ver filmes dirigidos por mulheres. Elas já existem. Nós só precisamos destacá-las”, concluiu.

Ao final da entrevista, a atriz ainda foi questionada sobre seu segredo para “não envelhecer”. Aos 58 anos, a britânica levou a pergunta na brincadeira e respondeu: “Você sabe que eu sou uma vampira”, em referência ao filme “Amantes Eternos”, em que interpreta a vampira Eve.

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Taiwan é primeiro país da Ásia a legalizar casamento entre pessoas do mesmo sexo

Decisão do Parlamento chega 2 anos após a Justiça dizer que proibição era inconstitucional

Manifestantes celebram aprovação do casamento gay do lado de fora do Parlamento em Taipei – Sam Yeh/AFP

TAIPEI | AFP – O Parlamento de Taiwan legalizou nesta sexta-feira (17) o casamento entre pessoas do mesmo sexo. É o primeiro país da Ásia a fazer isso.

Durante a votação, manifestantes favoráveis ao casamento gay foram protestar na frente do Parlamento, mesmo sob forte chuva.

“Em 17 de maio de 2019, o amor triunfou em Taiwan”, declarou a presidente Tsai Ing-wen, que havia incluído essa medida entre suas promessas de campanha. A data é o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia. 

“Demos um grande passo para a igualdade verdadeira e convertemos Taiwan em um país melhor”, acrescentou, em um post, acompanhado da bandeira do arco-íris.

Em maio de 2017, o Tribunal Constitucional da ilha emitiu uma sentença histórica, na qual julgou inconstitucional privar as pessoas do mesmo sexo do direito ao casamento, e deu um prazo de dois anos para que o governo mudasse a lei, com o alerta de que se nada fosse feito, o casamento gay se tornaria legal de forma automática.

No entanto, a oposição conservadora reagiu e realizou referendos pelo país, nos quais a maioria se mostrou contrária ao casamento gay.

Nesta sexta, o Parlamento votou três projetos sobre o tema. O que foi aprovado, com apoio do governo, foi o mais progressista e o único que usava a palavra “casamento”. Os outros propunham algo mais próximo a uma união civil.

Dentro da câmara, outros artigos da lei ainda estão sendo debatidos, incluindo aquele relacionado aos direitos para casais homossexuais em termos de direitos de adoção. 

Os casais homoafetivos não conseguirão a igualdade neste ponto, porque a proposta mais progressista só prevê a possibilidade de adotar o filho biológico de um dos membros do casal.

As associações de defesa dos direitos da comunidade LGBT, no entanto, declararam estar dispostas a fazer concessões nessa área em troca do reconhecimento do conceito de casamento. A ideia é que as batalhas pela adoção e gravidez por meio de barriga de aluguel podem esperar.

A aprovação coloca Taiwan na vanguarda pelo crescente movimento por direitos LGBT na Ásia. A ilha, separada da China desde 1949, realiza a maior parada gay do continente.  

Apesar da nova lei, o país tem grupos de pressão religiosos fortes, especialmente nas áreas rurais. 

Relações consensuais entre pessoas do mesmo sexo são consideradas um crime em 70 países, segundo um relatório divulgado em março. A maioria está na África: são 33 nesse continente, além de 22 na Ásia, 9 nas Américas e 6 na Oceania.

Atriz Milla Jovovich revela ter passado por aborto de emergência e pede condições para mulheres fazerem procedimento

Artista fez o desabafo após aprovação de lei no estado da Georgia que proíbe o aborto após a sexta semana de gravidez

A atriz Milla Jovovich (Foto: Instagram)

A atriz Milla Jovovich utilizou a conta dela no Instagram para revelar ter passado por um aborto de emergência e pedir melhores condições para que as mulheres possam fazer o mesmo procedimento caso necessário. A celebridade de 43 anos tornou sua história pública como uma forma de protesto contra a aprovação de leis nos estados norte-americanos da Georgia e no Alabama que impedem a prática do aborto após a sexta semana de gestação, mesmo em casos de estupro.

O longo depoimento da atriz foi compartilhado na legenda de uma selfie de Jovovich deitada no que parece ser um leito hospitalar ou uma cama. “Eu não gosto de tratar de política e só faço isso apenas se for preciso e esse é um desses momentos. Se alguém não quiser continuar lendo, fique avisado”, diz a estrela da franquia ‘Resident Evil’ no início do texto.

“Nossos direitos como mulheres ao aborto com médicos experientes está outra vez em risco. Na semana passada o governador da Georgia Brian Kemp assinou uma lei draconiana que revoga o direito ao aborto após à sexta semana – quando a maior parte das mulheres nem sabe ainda que está grávida – incluindo em casos de estupro ou incesto”, continua a celebridade.

“Isso faz da Georgia o sexto estado a passar esse tão restritivo banimento após à sexta semana, junto com Ohio, Mississipi, Kentucky, Iowa e Dakota do Norte”, escreveu ela hora antes da aprovação da mesma lei no estado do Alabama. “Abortos são difíceis o suficiente para mulheres a ponto de ser desnecessário que eles ocorram em ambientes sem segurana e sem higiene”, escreve antes de fazer a revelação de sua experiência.

“Eu precisei passar por um aborto de emergência há dois anos. Eu estava com 4 meses e ½ e gravando em locação na Europa Oriental. Eu continuei o trabalho de parto e fui avisada que precisaria estar acordada durante todo o procedimento. Foi uma das experiências mais horríveis que já passei. Ainda tenho pesadelos com ela. Eu estava sozinha e indefesa”, contou.

“Quando penso no fato que mulheres podem passar por aborto em condições ainda piores que as minhas por causa de lei, o meu estômago fica revirado. Eu enfrentei uma das maiores depressões da minha vida e precisei trabalhar pesado para sair dela. Eu me afastei da minha carreira. Eu me isolei por meses e precisei me manter forte por causa dos meus dois filhos maravilhosos. Eu comecei a fazer jardinagem, a me alimentar melhor e ir à academia todos os dias porque não queria lidar com antidepressivos enquanto tivesse outras alternativas”, declarou.

A atriz Milla Jovovich com as filhas (Foto: Instagram)

“Graças a Deus eu fui capaz de encontrar a minha saída desse inferno pessoal sem passar por medicamentos, mas a minha memória disso está internalizada e o que perdi estará comigo até o dia em que eu morrer. Aborto é um pesadelo mesmo no melhor cenário. Nenhuma mulher deveria passar por isso. Mas devemos lutar para ter certeza que os nossos direitos estão preservados para termos direito a um aborto seguro caso seja necessário. Eu nunca quis falar sobre essa experiência, mas não posso me manter em silêncio quando tanto está em risco”, finalizou a artista.

Milla Jovovich está casada com o diretor da franquia ‘Resident Evil’, Paul W.S. Anderson, desde 2009 e os dois são pais de duas crianças, Evver (11 anos) e Dashiel (4 anos). Recentemente a atriz estrelou o reboot da franquia ‘Hellboy’. Entre outros sucessos protagonizados pela atriz estão ‘O Quinto Elemento’ (1997) e ‘Joana D’Arc de Luc Besson’ (1999).

Internautas sugerem boicote à Natura após campanha com casais homossexuais

Hashtag #BoicoteNatura ficou entre os assuntos mais comentados no Twitter na manhã desta terça-feira, 14

Campanha da Natura dividiu opiniões entre internautas

Divulgada ao público na última segunda-feira, 13, a nova campanha da linha de maquiagem Coleção do Amor da Natura dividiu opiniões. Enquanto alguns internautas apoiaram a proposta de inclusão da marca, outros criticaram a veiculação de propagandas com casais homossexuais.

No Twitter, a hashtag #BoicoteNatura amanheceu entre o assuntos mais comentados da rede social no Brasil. Usuários repudiaram a campanha, afirmando que “a propaganda foi desnecessária”, não respeita a “família tradicional brasileira” ou que o público da marca é majoritariamente composto por mulheres conservadoras.

Por outro lado, alguns internautas interpretaram a campanha como uma mensagem de representatividade da comunidade LGBT. “Que comercial maravilhoso”, disse uma usuária, enquanto outra esclareceu: “Não é questão de lacrar e querer aparecer. É questão de mostrar que diversidade existe. Que existe mais coisa fora dessa bolha homofóbica que as pessoas criam. Mostrar que ser homossexual, ser diferente, não é doença”.

Em nota enviada ao E+, a Natura se posicionou sobre o caso:

“A Natura acredita no valor da diversidade. Isso está expresso em nossas crenças há mais de vinte anos, em nossas campanhas publicitárias, projetos patrocinados e em nosso corpo de colaboradores. Com o lema “No amor cabem todas as cores”, a nova coleção de maquiagem Faces reforça o apoio da marca à causa LGBT+, incentivando o orgulho de ser quem é e amar quem quiser.”

Empresa Getty Images oferece 20 mil dólares para fotógrafos com projetos LGBTs

Iniciativa da Getty Images promove inclusão por meio da fotografia

Getty Images irá selecionar três fotógrafos. Foto: Unsplash/@kevin_1658

Getty Images, empresa que fornece banco de imagens, está oferecendo um prêmio de 20 mil dólares, aproximadamente R$ 79 mil, para fotógrafos que contem histórias da comunidade LGBT. A novidade deverá movimentar o evento anual promovido pela empresa, o Creative Bursary, com uma categoria exclusiva para o público LGBT.

Com o objetivo de promover a inclusão por meio da fotografia, o LGBTQ+ Stories irá beneficiar os três fotógrafos selecionados com as quantias de 10 mil, 7 mil e 3 mil dólares, concedidas por um painel de juízes da indústria criativa. A bolsa está aberta a participantes de todo o mundo.

As inscrições estão abertas até 28 de maio e os vencedores serão anunciados em 25 de junho de 2019. Para participar, os fotógrafos devem seguir algumas requisições, como fornecer um portfólio de trabalho online, explicar sua proposta de projeto e redigir tudo em inglês.

Aqueles que se inscreverem e forem bem-sucedidos serão convidados a licenciar seu conteúdo através do Getty Images, com uma taxa de 100% de royalties para imagens criadas dentro do projeto proposto. Os participantes também receberão orientação de um dos diretores de arte da empresa, além de divulgação nas redes sociais.

Acesse o site do projeto para mais informações.

Forever Young? Cher exige que seu corpo seja congelado e preservado após a morte, diz Radar Online

Aos 72 anos, artista adota estilo de vida saudável para parecer mais jovem


Os amigos ficaram “horrorizados” com o pedido selvagem da cantora

Há quem prefira ser enterrado, cremado, ou realmente não se importa com o destino após a morte. Porém, no caso de Cher, a cantora já sabe que quer ter seu corpo congelado e preservado depois de morrer.

De acordo com o Radar Online, uma fonte próxima à artista disse que “recentemente ela se tornou obcecada com criônica”, processo de preservação de humanos e animais em baixas temperaturas com a ideia de que a cura ou reanimação sejam possíveis no futuro.

“Ela acha que trabalhou tanto com os médicos e adotou um estilo de vida saudável para parecer décadas mais jovem do que ela, por que não continuar com isso quando ela se for?”, reportou o site.

Aos 72 anos, Cher reduziu sua agenda de compromissos e chegou até mesmo a cancelar alguns shows em 2017 após uma forte gripe. “Todo mundo está muito horrorizado e ri, dizendo que ela ainda tem alguns anos para decidir, mas ela está determinada”, complementou a fonte.

Kim Kardashian auxiliou na liberação de 17 presos nos últimos três meses

Empresária contribui com a reforma prisional dos Estados Unidos, aprovada em dezembro do ano passado

A empresária Kim Kardashian

De acordo com um levantamento do TMZ, a empresária Kim Kardashian já auxiliou 17 presos a garantirem liberdade nos últimos três meses. Todos cumpriam prisão perpétua sem liberdade condicional por delitos de drogas.

A atitude da empresária faz parte da campanha 90 Days of Freedom (‘90 dias de liberdade’, em português), lançada pela advogada de Kim, Brittany K. Barnett, e cujo objetivo é trabalhar por prisioneiros que receberam sentenças cruéis. Na reportagem do TMZ, são citados exemplos de pessoas que passaram anos na prisão por infrações leves relacionadas à posse de drogas e agora estão livres.

Em março, o site já havia revelado que a empresária estava contribuindo com a reforma prisional dos Estados Unidos, aprovada em dezembro do ano passado. Matthew Charles, por exemplo, cumpriu 20 anos de sua sentença e, após ser liberado, não conseguiu alugar uma residência por conta de seu histórico. Mobilizada, a Kardashian comprometeu-se a ajudá-lo com as despesas dos próximos cinco anos.

Na edição de maio da Vogue americana, Kim revelou que pretende prestar o exame da Ordem dos Advogados dos Estados Unidos para, enfim, exercer a profissão. Ela tem estagiado em uma firma de São Francisco com o objetivo de tirar sua licença em 2022.