Mulheres agredidas criticam serviço da polícia e buscam justiça fora da Rússia

Relatório da Human Rights Watch aponta que o problema é ‘generalizado’ na país, mas raramente tratado devido ao estigma social e à má vontade de levá-lo a sério
Andrew Higgins, The New York Times

Krestina Khachaturyan, uma das três irmãs vítimas de serem abusadas pelo pai, no tribunal em Moscou, no mês passado. Foto: Yuri Kadobnov/Agence France-Presse

MOSCOU – Ele a espancou, a sequestrou, ameaçou matá-la. Todas as vezes que Valeriya Volodina procurou a polícia pedindo proteção contra o seu ex-namorado, não conseguia ser ouvida. “Nem uma vez a polícia moveu uma ação criminal contra ele – não admitia que se tratava de um crime”, lamentou.

Por isso, Valeriya recorreu a outra autoridade fora do seu país, e este mês, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos de Estrasburgo emitiu uma sentença em seu favor. Rejeitando os argumentos da Rússia de que a mulher na realidade não sofrera danos, e que ela apresentara uma denúncia incorreta, o tribunal lhe concedeu uma indenização de US$ 22.500.

Foi a primeira sentença do tribunal europeu a respeito de um caso de violência doméstica na Rússia. Mais dez mulheres russas aguardam uma decisão em casos semelhantes. A advogada de Valeriya, Vanessa Kogan, diretora da Astreya, organização russa de direitos humanos, aplaudiu a decisão em Estrasburgo “como um passo determinante na condenação da praga da violência doméstica na Rússia”.

O importante, ela disse, é que o tribunal europeu reconheceu que “o fato de a Rússia não tratar desta questão é sistêmico e que as autoridades russas, ao permanecerem passivas, não dando proteção e não dispondo da legislação necessária, estão violando a igualdade de direitos das vítimas perante a lei”.

Um relatório divulgado no ano passado pela organização Human Rights Watch afirmou que o problema é “generalizado” na Rússia, mas raramente tratado por causa de empecilhos legais, do estigma social e de uma má vontade geral de levá-lo a sério. No mês passado, promotores russos decidiram levar a tribunal as acusações de assassinato premeditado contra três irmãs que mataram o pai alegando que haviam sofrido anos de espancamentos e abusos sexuais.

No ano passado, as irmãs, hoje com 18, 19 e 20 anos, atacaram o pai, Mikhail Khachaturyan, com uma faca e um martelo enquanto dormia em sua poltrona, depois que ele jogara spray de pimenta nelas como punição por não serem suficientemente asseadas. Os partidários das irmãs – Maria, Angelina e Krestina Khachaturyan – afirmam que elas foram levadas à tal gesto de violência por causa de anos de abusos e que não deveriam ser processadas por assassinato.

Um abaixo-assinado que exigia o encerramento do caso recebeu 260 mil assinaturas. Várias celebridades, como um entrevistador do YouTube famoso entre os jovens russos, Yury Dud, as defenderam. Não existem estatísticas oficiais sobre violência doméstica na Rússia, mas uma pesquisa realizada entre 2014 e 2015 pela Academia de Ciências russa constatou que mais da metade dos entrevistados havia sido vítima de violência doméstica ou conhecia alguém que a sofrera.

Mas as autoridades muitas vezes se recusam a agir, ou agem tarde demais. No dia 11 de julho, a agência de notícias russa, Tass, informou que foi movida uma ação criminal por ataque sexual contra Khachaturyan, o pai morto pelas três irmãs que hoje enfrentam a acusação de assassinato. A lei do país permite a condenação de pessoas mortas.

Na Rússia, um debate sobre a violência doméstica revelou uma profunda divisão no governo do presidente Vladimir V. Putin, que estreitou a aliança com a Igreja ortodoxa. Embora não particularmente conservador em suas posições pessoais, Putin – que é divorciado e afirma ter amigos gays – deu ampla liberdade a membros mais reacionários do clero.

Depois que, em 2012, os legisladores russos tentaram aprovar uma lei contra a violência doméstica, a igreja fez objeções ao emprego do termo “violência na família”, alegando que não passava de um produto de “ideias do feminismo radical” com o objetivo de vitimizar os homens.

De um lado do racha das opiniões estão os russos, muitos deles jovens, que concordam que o Estado deve agir contra o abuso doméstico, a violência sexual, e o assédio e a discriminação com base na orientação sexual. Do outro lado, estão os russos mais conservadores que odeiam o que definem como ideias importadas do Ocidente e a destruição das normas tradicionais. Em uma ação levada ao Tribunal Europeu, em maio, uma mulher, Margarita Gracheva, acusou um policial de Moscou de má conduta por não ter agido depois que o marido a ameaçou colocando uma faca na sua garganta. “Uma manifestação de amor”, a definiu o policial.

Poucos dias mais tarde, em dezembro de 2017, o marido de Margarita cortou as mãos da esposa com um machado. Foi condenado a 14 anos de prisão – mas ela foi criticada por tentar conseguir a punição dos policiais do seu país por negligência. A condenação de um cônjuge violento ficou ainda mais difícil desde fevereiro de 2017, quando o Parlamento Russo descriminalizou violências graves entre membros da família. “Na Rússia, as pessoas levam uma surra grátis ao ano”, disse Kogan. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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Setor de serviços treina equipes para atender bem o público LGBT

Perguntar ao consumidor trans como prefere ser chamado é cuidado adotado por empresa inclusiva
Tatiana Vaz

Luiz Felipe Granata, em sua hamburgueria, Castro, na zona sul de São Paulo, com parede decorada com fotos de figuras como Elke Maravilha e Madonna – Lucas Seixas/Folhapress

Empresas de serviços têm investido em capacitação e feito mudanças em suas operações para melhorar o atendimento ao público LGBT e garantir que seus funcionários dediquem o mesmo tratamento a todos os clientes.

Valorizar e saber atender a diferentes consumidores é cada vez mais parte da estratégia das companhias do setor.

“As empresas enxergam que a diversidade é importante para a sociedade e que gera um lucro maior para o negócio”, afirma Alex Bernardes, que é diretor do Fórum de Turismo LGBT do Brasil.

Segundo Bernardes, grandes empresas, como as aéreas Gol e American Airlines, são exemplos por realizarem treinamentos constantes com as equipes, para que o público LGBT seja bem atendido.

Pequenos negócios podem seguir os passos dessas companhias maiores. Mas a qualidade do serviço tem mais chance de melhorar quando a iniciativa de oferecer o mesmo tratamento para todo tipo de pessoa parte do proprietário, opina Luiz Felipe Granata, 33, dono da hamburgueria Castro Burger. 

Quando abriu o estabelecimento com dois sócios, em 2016, na zona sul de São Paulo, Granata não pensou que montaria um ambiente “hetero-friendly” —amigável também ao público hétero, e não apenas ao público gay—, como hoje o lugar é definido por clientes em redes sociais.

Acabou que a hamburgueria foi definida assim por abrigar a todos de forma harmoniosa. “Meu objetivo era investir num lugar democrático, tanto pela comida que serve quanto por aceitar as pessoas da melhor forma possível”, afirma Granata.

A primeira iniciativa dos sócios, na abertura da casa, foi recorrer a uma empresa de marketing e treinamento especializada em diversidade. Em pouco tempo, perceberam que a melhor forma de capacitar a equipe era pela troca de experiência entre os funcionários, de perfis diversos.

“Conversamos sobre como gostaríamos de ser tratados nos lugares que frequentamos, e as sugestões e práticas surgiram disso”, conta o empresário.

Pequenas mudanças fazem a diferença. Hoje, as bebidas de teor alcoólico mais elevado e a conta são entregues sempre para quem as pede, e não para os homens da mesa, exemplifica ele. 

A decoração também faz diferença para deixar claro que todos são bem-vindos na casa: há exposições rotativas com imagens de ícones da comunidade LGBT, como Elton John e a atriz trans Laverne Cox, ou de artistas heterossexuais que sejam próximos desse público, como Madonna e Cher.

Os eventos também prezam pela diversidade: organizam exibições tanto do reality show RuPaul’s Drag Race quanto de séries como “Stranger Things”. Já fizeram saraus literários, noites do vinil e também shows de drags ou de comédia stand-up de um grupo LGBT.

No setor de turismo, bastante sensível à questão da diversidade, a demanda por treinamentos na área de diversidade tem crescido nos últimos anos, diz Clóvis Casemiro, profissional que trouxe a Associação Internacional de Turismo LGBT (IGLTA, na sigla em inglês) para o país em 1998.

“Há uma abertura maior tanto das empresas quanto dos profissionais que estão sendo treinados, do piloto de avião à camareira de hotel”, afirma ele.

Empresas que já investem na qualidade do serviço devem ter em mente que, dada a rotatividade dos funcionários, oferecer cursos e orientações a quem trabalha com atendimento é uma necessidade constante.

É o que faz a rede de hotéis Accor. A empresa começou instruindo sua equipe para atender um público com deficiência, como pessoas com baixa visão. 

Em 2017, passou a investir em um material específico para ensinar todos a receber os clientes gays nos 400 hotéis da marca.

“Incluímos as implicações jurídicas decorrentes de um atendimento discriminatório, explicações sobre diferenças de terminologias e formas de gênero e os cuidados com os detalhes do atendimento que esses clientes merecem”, diz Antonietta Valerse, vice-presidente de comunicação e responsabilidade social corporativa da Accor América do Sul.

Entre as orientações da rede há algumas específicas para o setor —como receber casais homossexuais com roupões de cores e tamanhos iguais nos quartos— e outras adaptáveis a qualquer tipo de negócio, como perguntar a um cliente trans como ele prefere ser chamado.

“Não são privilégios, mas respeito e tratamento igualitário”, diz Valerse.

Para o empresário Reinaldo Bulgarelli, da consultoria Txai, criada em 2001 com o intuito de adaptar negócios para, além de atender, contratar o público gay, a essência do treinamento é igual para empresas de todos os tamanhos.

“Todos deveriam se preocupar em seguir as mesmas regras, nem que seja pelas preocupações legais que isso pode acarretar ao negócio”, afirma Bulgarelli.

Para além do básico, as necessidades de cada companhia no que diz respeito ao atendimento variam de acordo com seu tipo de negócio. 

Quem conta com muitos prestadores de serviços terceirizados, por exemplo, deverá reforçar seus valores com mais frequência.

Michelle Obama é a mulher mais admirada do mundo, diz pesquisa do Instituto YouGov

No ano passado, a vencedora tinha sido Angelina Jolie

Michelle Obama, em julho de 2019 Foto: Bennett Raglin / Getty Images for ESSENCE

Michelle Obama é oficialmente a mulher mais admirada do mundo . Segundo pesquisa conduzida pelo Instituto YouGov, a ex-primeira-dama dos Estados Unidos ultrapassou Angelina Jolie (primeiro lugar no ano passado) como a personalidade feminina mais inspiradora.

Na segunda posição, ficou a apresentadora Oprah Winfrey , com Angelina em terceiro. A rainha Elizabeth ficou em quarto, Emma Watson , em quinto. A atual primeira-dama americana, Melania Trump , ficou com a 19ª posição.

Em 2018, Michelle lançou sua autobiografia (“Minha história”), traduzida para com 24 idiomas. Só na primeira semana, foram vendidas 1,4 milhão de cópias só nos EUA e Canadá.

Confira a lista completa.

  1. Michelle Obama
  2. Oprah Winfrey
  3. Angelina Jolie
  4. Elizabeth II
  5. Emma Watson
  6. Malala Yousafzai
  7. Peng Liyuan
  8. Hillary Clinton
  9. Tu Youyou
  10. Taylor Swift
  11. Madonna
  12. Angela Merkel
  13. Deepika Padukone
  14. Priyanka Chopra
  15. Ellen Degeneres
  16. Aishwarya Rai
  17. Sushmita Sen
  18. Theresa May
  19. Melania Trump
  20. Yang Mi michelle

Jane Fonda celebra 60 anos da sua primeira capa para Vogue: “Hoje sou muito mais jovem espiritualmente”

Aos 81 anos, atriz fala sobre ativismo, atuar e diz não ter arrependimentos

Jane Fonda fotografada por Irving Penn para a Vogue em julho de 1959; à esquerda, Fonda in 2018 (Foto: Getty Images)

A primeira capa de Jane Fonda para a Vogue foi clicada pelo fotógrafo Irving Penn, em 1959. Na época, Fonda era uma modelo e atriz relativamente desconhecida com pais famosos (seu pai era o ator Henry Fonda, e sua mãe era a socialite canadense Frances Ford Brokaw). Sua estreia no cinema, com “Até os Fortes Vacilam”, seria apenas o começo de uma das carreiras mais bem sucedidas e prolíficas de Hollywood, incluindo “Descalços no Parque”, “Barbarella”, “Como Eliminar Seu Chefe’ e “Grace e Frankie”, disponível no Netflix.

Este ano, Fonda estampou a capa novamente, dessa vez na Vogue britânica, aos 81 anos. Uma conversa para marcar o 60º aniversário da primeira capa, também publicada em julho, pareceu simples a princípio. Mas como a maioria das coisas que dizem respeito a Jane Fonda, logo se tornou muito mais interessante.

1959 foi um ano antes do seu primeiro filme, “Até os Fortes Vacilam”.  Você fez aulas de teatro?
Eu estava estudando com Lee Strasberg e trabalhava como modelo da agência Eileen Ford para ganhar dinheiro e pagar as aulas. Eu não gostava de ser fotografada. Se você tivesse me dito naquela época que aos 81 anos estaria novamente na capa da Vogue, eu teria dito que você estava louco, que era completamente impossível.
Por que você odiava ou porque nunca pensou que teria uma carreira tão longa?
Número um, eu nunca pensei que viveria todo esse tempo. Número dois, na época, eu não me achava bonita. Então, eu certamente não achava que seria bonita o suficiente para estar na capa aos 81 anos de idade. Basicamente essas duas coisas – e nunca pensei que seria famosa.

Conhecendo a história da sua família, isso surpreende. Você nunca sonhou ser atriz?
Eu não tive sonho. Eu não via futuro para mim. Eu não tinha ideia de quem eu era ou do que me tornaria. Também não tinha ambições. Evitei pensar no futuro. Minha mãe se matou e a imagem  que eu tinha das mulheres era a de  vítimas e pessoas que não tinham poder. Meu pai nunca me incentivou ou me fez sentir atraente.
Ou seja, foi tudo inesperado: fiquei surpresa por ter participado de um filme, ter sido aceita como modelo na agência e por ter saído na capa da Vogue. Então minha vida acabou sendo uma grande surpresa, até para mim.

Jane Fonda (Foto: Reprodução/ Vogue UK)

Como foi fazer parte do Time’s Up no ano passado?
Fiquei muito feliz pelas mulheres que deram um passo à frente e disseram o que havia acontecido com elas. É claro que quando eram mulheres brancas protestando as notícias iam para as primeiras páginas dos jornais, mas foram as afro-americanas que se pronunciaram primeiro, a mais conhecida talvez seja Anita Hill, mas outras também. Eu acho ótimo. Não importa que tenha virado uma hashtag. Hoje mais pessoas estão conscientes de que podem falar e serem ouvidas. Meu tempo no movimento Time Up é gasto mais fazendo lobby em nome de mulheres que são mais vulneráveis, como as trabalhadoras agrícolas, de serviços domésticos e assalariadas.

Qual a sua maior causa no momento?
Eu continuo acreditando que todas as causas estão conectadas. Mas há uma enorme nuvem sobre tudo, uma verdadeira bomba-relógio: o clima. Podemos recuperar a democracia? Podemos acabar com o racismo? Pode ganhar nossos direitos humanos básicos a tempo antes que a realidade da mudança climática assuma o controle? Estabilidade econômica, segurança nacional, saúde. Se a mudança climática, a destruição do meio ambiente e a extinção de espécies não forem interrompidas, as pandemias de doenças vão piorar. Tempestades e inundações, incêndios, secas, refugiados e guerras vão piorar. Grande parte da economia terá que ser canalizada para desfazer desastres e ajudar pessoas que estarão desesperadas por causa disso. Vai ser muito difícil manter a sociedade civilizada em face do ataque do clima.

Jane Fonda (Foto: Reprodução/ Vogue UK)

Você já escolheu um candidato presidencial democrata para as eleições de 2020?
Não, estou esperando para ver. Estou vendo como isso se desenrola. Eu gasto meu tempo, meu dinheiro e minha energia apoiando organizações que no momento, nos principais estados, já estão trabalhando conversando com pessoas, comunidades da classe trabalhadora, brancos e negros. Se eles entenderem quem são seus verdadeiros aliados, votarão diferente.

Quanto de sua vida você credita ao ativismo?
Eu diria 85%. Eu já fui fissurada no assunto e tive que tomar decisões do tipo: vou lutar contra isso e tentar melhorar? E também pelo fato de que na época estar fazendo coisas importantes em minha vida e cuidando da família. Mas meu ativismo teve um grande papel e me deu chance de dizer para mim mesma Eu vou parar.

Você não se cansa?
Eu não me sinto exausta. Eu me sinto muito, muito grata. Hoje sei que a pessoa que estava na capa em 1959 era muito velha. Talvez não esteja no meu rosto, mas eu era muito velha. Eu não via futuro. Era muito negativa. Na capa deste ano, 2019, aos 81 anos, sou muito mais jovem espiritualmente.

Jane Fonda (Foto: Reprodução/ Vogue UK)

Bond 25 | Personagem de Lashana Lynch pode virar a próxima 007, diz Daily Mail

Daily Mail afirma que James Bond passará o manto e codinome
ARTHUR ELOI

Atriz negra será a nova agente secreta 007 em filme de James Bond

Bond 25, o próximo filme da franquia 007, marcará a saída de Daniel Craig do papel principal. Muito foi discutido sobre quem deve assumir em seguida mas agora um relato do Daily Mail afirma que os próximos filmes devem continuar sem um novo James Bond – mas com uma nova 007.

Possíveis spoilers, prossiga com cuidado. O site afirma que Lashana Lynch, que interpretou Maria Rambeu em Capi Marvel, será uma nova personagem Nomi – e ela assumirá o codinome de Bond logo nos momentos iniciais do longa. A fonte do site descreve como “um momento de derrubar a pipoca“, em que Bond é retirado da aposentadoria por M (Ralph Fiennes), que logo em seguida o apresenta à nova 007.

O site garante que o filme será uma homenagem ao legado da franquia e os outros intérpretes, com a personagem de Lynch até chegando a usar figurinos parecidos com os de Roger Moore no passado. Por fim, a fonte explica que as mudanças são resultado da chegada de Phoebe Waller-Bridge, criadora de FleabagKilling Eve, ao posto de roteirista, e que a escrita do longa tem o característico humor afiado dela.

Vale ressaltar que ainda não há confirmação oficial, então trate apenas como um rumor.

Além de Daniel Craig, que interpretará o agente pela última vez, o elenco contará com os retornos de Léa SeydouxNaomie HarrisRalph FiennesRory Kinear e Jeffrey Wright. Entre as novidades estão Dali BenssalahBilly MagnussenAna De ArmasDavid DencikLashana Lynch e Rami Malek, que deve interpretar o vilão.

Além de locações na Jamaica, o filme passará pelo Reino Unido, Noruega e Itália. Cary Joji Fukunaga (True Detective) é o diretor. A estreia está marcada para 8 de abril de 2020.

Michelle Obama aparece com cabelos naturais em evento de revista dos EUA

Ex-primeira-dama nunca havia feito aparição pública com cachos, de acordo com a mídia especializada.

Michelle Obama apareceu com cabelo cacheado em evento no dia 6 de julho em Nova Orleans, na Louisiana. — Foto: Bennett Raglin / Getty Images North America / AFP

A ex-primeira-dama dos Estados Unidos Michelle Obama apareceu publicamente com os cabelos cacheados em um evento no último sábado (6).

Ela foi entrevistada ao vivo durante o Essence Festival, um evento ligado a uma publicação voltada ao mercado afrodescendente dos EUA.

A primeira vez que Michelle Obama mostrou os cabelos naturais foi na capa da edição de dezembro e janeiro da “Essence”, de acordo com o site “Allure”, de maquiagem.

Michelle Obama apareceu com cabelo cacheado em evento no dia 6 de julho em Nova Orleans, na Louisiana. — Foto: Bennett Raglin / Getty Images North America / AFP
Michelle Obama apareceu com cabelo cacheado em evento no dia 6 de julho em Nova Orleans, na Louisiana. — Foto: Bennett Raglin / Getty Images North America / AFP

Michelle Obama disse, durante a entrevista com a jornalista Gayle King, que o serviço secreto esteve presente em momentos íntimos das vidas de suas filhas, Sasha e Malia.

Ela descreveu como era o procedimento para que uma família de amigas das filhas as recebessem para dormir uma noite. O serviço secreto buscava os anfitriões e pedia números de documentos e exigia revistar a casa.

Michelle Obama posa para foto com a ex-modelo Cicely Tyson em evento no dia 6 de julho, quando apareceu com cabelo cacheado. — Foto: Bennett Raglin / Getty Images North America / AFP
Michelle Obama posa para foto com a ex-modelo Cicely Tyson em evento no dia 6 de julho, quando apareceu com cabelo cacheado. — Foto: Bennett Raglin / Getty Images North America / AFP

O diálogo com os pais de outras famílias era nos seguintes termos: “Se vocês têm armas e drogas, revelem isso, porque eles [os agentes] vão encontrar de qualquer forma. E obrigado por receber minhas filhas. Ah, vai ter um homem armado do lado de fora da casa durante a noite inteira. Se você puder permitir que ele use o banheiro, seria gentil”.

Michelle Obama apareceu com cabelo cacheado em evento no dia 6 de julho em Nova Orleans, na Louisiana. — Foto: Bennett Raglin / Getty Images North America / AFP
Michelle Obama apareceu com cabelo cacheado em evento no dia 6 de julho em Nova Orleans, na Louisiana. — Foto: Bennett Raglin / Getty Images North America / AFP

Megan Rapinoe, artilheira e melhor jogadora da Copa do mundo, abre a Re-inc, marca de roupas sem gênero com colegas de seleção

Conheça a Re-inc, marca de roupas sem gênero criada por quatro colegas do time campeão mundial

Campeãs mundiais e fundadoras da RE-INC Tobin HeathChristen Press e Meghan Klingenberg e Megan Rapinoe (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

Artilheira, craque da Copa do Mundo feminina de futebol de 2019, uma das maiores vozes no debate sobre inclusão de mulheres no esporte e, agora, empresária. Essa é Megan Rapinoe. Aos 34 anos, a estrela da seleção norte-americana tetracampeã do mundo acaba de anunciar o lançamento da Re-inc, marca de roupas sem gênero, “criada para repensar o status quo, olhando para a equidade, criatividade, progresso e arte”.

Fundada com as colegas de time Tobin HeathChristen Press e Meghan Klingenberg, a Re-inc por enquanto está vendendo somente dois modelos de camisetas. Uma, de tamanho normal, por US$ 125 (R$ 480), e outra, cropped, por US$ 75 (R$ 290). Segundo o site da empresa, as camisetas serão vendidas de maneira limitada, até a chegada da nova coleção. “Criada para a sua identidade única. Não há jeito correto de usar”, diz a descrição do produto.

Além de ser uma das maiores atletas do futebol, Rapinoe também ficou conhecida por falar o que pensa. Casada com a estrela da WNBA, Sue Bird, a atacante é uma ativista da causa LGBTQ+. Em diferentes situações, afirmou que como americana gay não se sentia representada por sua bandeira atualmente. Durante a Copa do Mundo, inclusive, manifestou-se publicamente contra Donald Trump, chegando a discutir com o presidente norte-americano por meio do Twitter ao longo do mundial.

No negócio fundado com as colegas, a causa se mantém. “Somos quatro campeãs que aprenderam a lutar na seleção feminina de futebol. A lutar por grandeza, por nossa identidade e pelos nossos valores”, diz o site da empresa.

“Ao longo dos próximos anos, vamos transformar o mercado de moda, criando experiências para ajudar não-binários a se expressar. Tudo que construímos é pensado com base na nossa comunidade, um grupo de milhares de pessoas que corajosamente quebra normas e padrões com o que acredita. Por que só resistir quando podemos repensar?”, indaga a apresentação da marca.