Dupla sueca Icona Pop lança música “All My Girls” em homenagem às mulheres

Em parceria com a Avon, Caroline Hjelt e Aino Jawo criaram música e videoclip para campanha em prol dos direitos femininos

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Icona Pop (Foto: Divulgação)

Na onda dos movimentos Me Too e Time’s Up, a dupla sueca Icona Pop decidiu juntar sua voz ao movimento pelo fim do assédio contra as mulheres e pelos direitos femininos. Com a nova música “All My Girls”, Caroline Hjelt e Aino Jawo se uniram à Avon na campanha #Stand4Her, celebrando o Dia Internacional da Mulher.

As suecas – que estouraram em 2013 com o hit “I love it” – conversaram com Marie Claire sobre a nova música e os desafios de ser mulher na indústria musical. “”Como artistas mulheres, enfrentamos momentos difíceis ao longo de nossas carreiras. Mas sempre defendemos uma a outra”, contaram. “Já duvidaram que nós pudessemos tocar ao vivo”, recordou Caroline. “Antes de um show certa vez vieram nos mostrar onde era o botão ‘play’ pois achavam que não sabíamos o que estávamos fazendo”.

O vídeo mescla música com participação de diversas mulheres inspiradoras e que vem mudando a realidade feminina pelo mundo. “Vindo da Suécia, sabemos que muitas meninas não têm a mesmas oportunidades que nós”, afirma a dupla. “Nos inspiramos nessas mulheres”.

Assista ao vídeo a seguir:

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Foto de garota impressionada com retrato de Michelle Obama faz sucesso na internet

Parker acredita que Michelle é uma rainha e quer ser como ela, relatou a mãe à CNN

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Parker Curry tem dois anos de idade e não conseguiu tirar os olhos do retrato de Michelle Obama Foto: Facebook/bachines | Instagram/@asherald

Jessica Curry queria tirar uma foto de sua filha Parker ao lado do retrato oficial de Michelle Obama no Museu Smithsonian, em Washington, mas não sabia a repercussão que a imagem iria causar. À CNN, ela relatou que a pequena simplesmente não tirava os olhos da pintura, nem mesmo para posar para uma foto ao lado dela.

A admiração da garota, de dois anos de idade, não passou despercebida a outros visitantes do museu. Ben Hines, que estava na fila esperando para olhar o retrato de perto, fotografou a admiração de Parker e publicou a imagem no Facebook. “Foi tão tocante e animador ver essa linda criança olhando um belo retrato de uma mulher poderosa”, disse Hines ao Buzzfeed.

A foto postada por ele viralizou, assim como outra imagem publicada no instagram da própria artista que pintou o retrato de Michelle, Amy Sherald. A ex-primeira-dama dos Estados Unidos reagiu ao post com emojis sorridentes.

“Depois de conversar mais com a Parker ontem e hoje, eu percebi que ela acredita que Michelle Obama é uma rainha, e ela quer ser uma rainha também”, disse Jessica à CNN.

Os retratos de Michelle e Barack Obama foram revelados em fevereiro. Na ocasião, Michelle afirmou que esperava que os retratos tivessem um impacto positivo em garotas negras. “Elas vão olhar para cima e vão ver uma imagem de alguém que se parece com elas pendurada na parede desta grande instituição americana”, afirmou. “Eu sei o impacto que isso terá na vida delas, porque eu fui uma dessas garotas.”

Atrizes de ‘Orange Is the New Black’ surpreendem noiva em casamento

Em apoio ao matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, as atrizes aceitaram o convite para a celebração

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A atriz Yael Stone é australiana e comemorou a mudança na legislação do país Foto: Facebook/NetflixANZ

Desde a aprovação do casamento homoafetivo na Austrália, em dezembro do ano passado, as celebrações têm sido diversas. Elton John, que se casou no país, e o embaixador australiano na França foram algumas das pessoas que compartilharam nas redes sociais suas comemorações.

Agora, foi a vez das noivas Tegan e Louise ganharem uma celebração especial. Em uma ação da Netflix em parceria com o Mardi Gras de Gays e Lésbicas de Sydney, três atrizes de Orange Is the New Black ‘invadiram’ a cerimônia de casamento das duas.

Tegan já sabia que as atrizes Lea Delaria, Danielle Brooks e Yael Stone estariam na festa, mas Louise, que é fã da série, foi surpreendida.

Yael, que é australiana, fez um pequeno discurso às noivas. “Como australianas, nós esperamos muito tempo para isso acontecer. E nós estamos muito, muito orgulhosas em poder estar aqui e celebrar vocês, individualmente, e celebrar essa mudança neste país lindo que precisava mudar. Este é um belo momento, e obrigada por dividi-lo conosco”, disse.

Assista:

Lupita N’yongo lamenta racismo no Brasil: ‘Vocês podem mais’

Criada no Quênia, atriz vencedora do Oscar interpreta a espiã Nakia no histórico ‘Pantera Negra’
Por Mariane Morisawa, de Los Angeles

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Lupita Nyongo – BAFTA Awards Red Carpet Fashion – Elie Saab Couture

Pantera Negra é um filme histórico por muitas razões. É a primeira produção dos estúdios Marvel com um super-herói negro (o rei T’Challa/Pantera Negra, vivido por Chadwick Boseman) e dirigida por um negro, Ryan Coogler (de Fruitvale Station – A Última Parada), com um elenco majoritariamente negro (à exceção de Martin Freeman e Andy Serkis), celebrando a cultura africana em figurinos e cenários. Wakanda pode ser um país fictício e futurista, mas suas raízes estão bem fincadas nas tradições do continente.

Além disso, é um longa-metragem em que as mulheres, normalmente relegadas a segundo plano nas adaptações de quadrinhos, ganham tanto destaque quanto os homens. Lupita N’yongo, vencedora do Oscar por 12 Anos de Escravidão, é a espiã Nakia, Danai Gurira (The Walking Dead) vive a general Okoye, líder do grupo de soldadas que protege o reino, Letitia Wright faz Shuri, a princesa adolescente que é um gênio da tecnologia, e Angela Bassett interpreta a rainha-mãe Ramonda.

Criada no Quênia e apoiadora de movimentos feministas como #MeToo e Time’s Up, Lupita N’yongo sabe da importância de Pantera Negra, e também da existência de racismo no Brasil, o que lamenta em entrevista a VEJA:

Sua personagem é uma espiã. Qual a coisa de que mais gosta nela?
Amei o fato de ela ser uma mulher independente, loba solitária e ainda assim leal a seu país. Ela tem esse senso profundo de responsabilidade com sua nação e luta pelo que acredita. Tem um poder silencioso, como espiã tem de ser camaleão-fêmea e passar despercebida. E isso foi legal de ver, especialmente no contexto das outras mulheres em Pantera Negra, por exemplo a general Okoye, que é mais durona. Shuri é brincalhona, tem a mente como arma. E a rainha (Angela Bassett), que é o legado de Wakanda. Foi maravilhoso ver as cores do poder, como elas se complementam e como apoiam um rei que precisa descobrir o caminho para a sua nação.

Teve de fazer um treinamento especial? 
Ah, sim. Fiz preparação física por uns quatro meses. Depois, fomos para um treinamento de seis semanas em que nos reunimos com a equipe de dublês e das cenas de ação. Eles nos ensinaram tudo o que precisávamos saber, tanto as nossas habilidades individuais como o trabalho em grupo. Nakia é descrita como uma agente secreta que conhece o mundo. Ryan a descreveu como “street”, uma garota que usa os meios que tem à disposição. Pode ser uma garrafa. Então, eu precisava ter essa versatilidade, saber tanto usar armas de fogo e conhecer suas características lâminas circulares, mas também copos e tal. Isso foi bem divertido e difícil.

O filme mostra a cultura africana de maneira positiva. Acha que num momento em que o presidente dos Estados Unidos chama os africanos de “países de m…” isso ganha ainda mais relevância? 
Como africana, sempre soube que o continente tem muito a oferecer. Sempre tive orgulho das minhas origens. É muito bacana ter um filme que enxerga isso. A hora de tratar a África com respeito foram e são todas. É sempre. Porque realmente somos um continente incrivelmente rico, de muita diversidade e bastante intrincado, e esse filme mostra isso. Embora Wakanda seja uma nação africana fictícia, sua estética, sua identidade, suas culturas derivam de países africanos. Espero que o filme demonstre isso e deixe as pessoas curiosas sobre essa diversidade cultural — e também com mais respeito por ela, com certeza.

O filme discute a importância da representação, as diferentes identidades existentes. E isso num momento em que os movimentos de empoderamento feminino estão com toda a força. Como acha que Pantera Negra se encaixa nessa discussão? 
O cinema tem esse potencial de nos mostrar quem fomos um dia, quem somos agora e quem podemos nos tornar. Wakanda é quem podemos nos tornar. Porque é um país autodeterminado, uma nação africana isolada, protegida do ataque que foi o colonialismo, uma nação que pôde evoluir sob seus próprios termos. Vemos que isso criou uma sociedade em que as mulheres têm permissão de desenvolver seu potencial pleno. Elas podem exercer seu poder ao lado dos homens, e esse poder não os diminui. Ambos podem ser poderosos ao mesmo tempo, tudo bem. E as mulheres são diferentes, então elas têm poderes distintos. Shuri é a chefe da tecnologia. Ela é inteligente e tem só 16 anos, e seu irmão, o rei, a convoca quando precisa de algo relacionado à tecnologia. T’Challa dá espaço a ela para liderar nessa área. Nakia, minha personagem, é uma espiã. Sua responsabilidade é informar Wakanda sobre o que se passa no mundo. E o rei T’Challa recorre a ela quando precisa tomar decisões, porque ela vê as coisas de maneira diferente, e os dois discutem. No fim, eles querem o melhor para seu povo. É uma imagem poderosa e idílica de se ter e de buscar.

Tem esperança de que caminhemos na direção de Wakanda? 
Espero que sim. Sei que a mudança não é um único evento, é um processo. Então, o fato de termos conversas em um nível que não existia fazia tempo, e por uma longa duração, é super importante. Também sei que o noticiário flutua, e agora este é o assunto do momento, mas espero que deste momento nasça uma motivação para a mudança. E que pessoas possam ser líderes mesmo quando o frenesi passe para vermos transformações sistêmicas acontecerem.

Que exemplo gostaria de ser para meninas? 
Não sei… Foco no meu trabalho e no que sinto ser importante para mim. Se isso ressoa com meninas e adolescentes, fico feliz. Escrevi um livro infantil que sai em 2019 que é meu sussurro para menininhas tentando influenciar seu senso de auto-aceitação. É um presente estar numa posição, como atriz, de ajudar garotas que sentem que ninguém as vê nem as escuta, e que não se acham bonitas, se sentirem melhor sobre si mesmas. Sinto um privilégio ser para as garotas essa pessoa que eu não tive quando era pequena.

No Brasil, cerca de 50% da população negra nem sempre se acha bonita. Eu sei! Fiquei sabendo da miss criticada por sua pele escura. Vocês podem ser melhores que isso!

Apesar das raízes africanas, você nasceu no México. Qual sua conexão com a cultura latino-americana? 
Bem, nasci lá, meu nome é mexicano e me remete ao país. Carregar um nome latino é prova do tipo de mulher que meus pais queriam que eu fosse quando crescesse. Eles queriam que eu fosse uma cidadã global. Outro dia estava conversando com minha mãe e perguntei: “Mamãe, me vê voltando para o Quênia um dia?”. E ela respondeu isso, que eu era uma cidadã do mundo. Era isso que ela queria, que nós pertencêssemos ao mundo. Que encontrássemos nosso lar e nosso pertencimento onde quer que fosse. Que buscássemos nosso senso de responsabilidade onde quer que estivéssemos. E acho importante reconhecer, é um tema de que Pantera Negra fala: “Quem sou eu e quem é meu povo?” Tudo bem para mim se o México me considerar deles. Tudo certo! E o fato de os quenianos sentirem orgulho de mim significa muito também. Porque, definitivamente, profunda e culturalmente me defino como queniana. Mas também sei que parte de mim foi afetada pelo nascimento no México.

Você fala espanhol? 
Falo!

Você tem um grande impacto quando surge no tapete vermelho. Sempre gostou de moda?
Sempre tive interesse em estilo. Acho minha mãe muito estilosa. Ela é o tipo de mulher que se veste bem para ir ao hospital. Não importa que ela tenha de colocar o avental, mas vai estar bem-vestida quando chegar lá. Ela me passou isso, acho. O vestido que usei na pré-estreia de Pantera Negra, por exemplo, achei lindo, feminino e poderoso. Não sigo tendências, gosto de me expressar pelo estilo. Adoro pensar no tema do que estou promovendo. Pantera Negra é afrofuturista, queria me vestir de acordo! (risos)

Peitos de Bruna Marquezine são vítima da vez do julgamento online

O caso evidencia algo que vai muito além dos peitos de Bruna Maquerzine: a pressão por um ideal de beleza feminino impossível de ser alcançado.
Por Nathalia Levy

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(Instagram @brumarquezine/Reprodução)

No fim de janeiro, foi a vez de Rihanna. Como se o adjetivo fosse algo pejorativo, ela foi chamada de gorda na internet e questionada se estava grávida. Neste Carnaval, Bruna Marquezine virou o alvo. Após postar uma foto com seu look no Bloco da Favorita, uma enxurrada de fiscais do corpo alheio começaram a comentar sobre seus peitos. “Nossa, que feio. Parece que amamentou 500 filhos”. “Também concordo. Vá suspender esse peito com silicone. Tá horrível”, escreveram algumas pessoas no Instagram. Tanto a cantora de Barbados quanto a atriz brasileira sofreram body shaming e levantaram, mais uma vez, um debate sobre padrões de beleza.

Mesmo dentro de boa parte do que ficou conhecido como padrão estético, Bruna não ficou livre dos julgamentos — o que evidencia como é preciso desconstruir uma ideia única de beleza. Se Bruna tem ou não o que os usuários da rede social caracterizam como “peitos caídos” não está em debate, mas o julgamento que mulheres recebem, principalmente quando parecem estar livres e felizes com o que veem no espelho, sim. Como Rihanna poderia estar satisfeita tendo engordado? Como Bruna poderia estar tão confortável dentro de sua fantasia? E ainda carregar um detalhe tão afrontoso em seu corpo (ela estava com um adesivo no corpo com a sigla IDGAF, que significa I don’t give a fuck, algo como “não estou nem aí”)?

A discussão é mais embaixo, e as redes sociais só aglutinaram uma situação sexista e aparentemente insaciável na vida das mulheres. Provavelmente, se Bruna cedesse à pressão e resolvesse fazer uma cirurgia plástica, ela seria condenada por não valorizar a “beleza natural” e adotar um comportamento supostamente fútil. Há uma cobrança, na maioria das vezes invisível, para que mulheres estejam sempre “impecáveis”, baseadas em um padrão branco e um ideal de juventude — qualquer sinal de idade ou suposto descuido acaba virando um pesadelo. “Você deve amamentar”, diz a voz tradicional da sociedade. “Mas não pode ter nenhuma marca de que isso aconteceu”. O mais contraditório é que quando alguma delas cede à pressão, porém, um novo bombardeio é feito. Como esquecer do caso Renée Zellweger? Afinal, cirurgias plástica provam que o trabalho de conquistar o ideal da feminilidade é exatamente isso: trabalho. E, idealmente, a feminilidade nunca se mostra como uma construção, ela deve se apresentar como algo natural. O paradoxo da beleza.

O bom é que estamos em 2018. E as redes sociais também concentram boas iniciativas, especialmente criadas por elas, as mulheres que estão cansadas dos julgamentos. Lá no Reino Unido, uma blogueira de 23 anos chamada Chidera Eggerue criou a hashtag #SaggyBoobsMatter.

Cansada de ter que se desdobrar para encontrar maneiras de levantar seus peitos embaixo das roupas (sem que ninguém percebesse que isso estivesse acontecendo, é claro), ela resolveu criar essa rede online para que todas vissem que, olha só, é 100% normal não ter os peitos empinados que surgem em filmes e propagandas. A hashtag começou a encher e agora já concentra quase 800 fotos de mulheres corajosas com seus decotes. “Graças a má representação de peitos flácidos na mídia, nós fomos ensinadas que só há uma forma de ser bonita, e isso inclui ter peitos empinados. Mas a maioria desses filmes, campanhas e clipes são dirigidos por homens (que, na maior parte do tempo, nem sabem o que eles querem). Se eu tivesse visto mulheres com peitos caídos sendo também sendo glorificadas por sua beleza, eu não teria desenvolvido um complexo ainda na adolescência”, escreveu ela sobre o começo do movimento.

Há que se desassociar a felicidade e o sucesso a partir de um ideal corporal. Não há como negar que ele afeta principalmente as mulheres, prejudicando a autoestima quando são ainda adolescentes e crescendo em desconexão com o próprio corpo. Se conectar com o natural é importante para a libertação como um todo. E há que se celebrar diferentes tipos de beleza, e mulheres que, juntas caminham, rumo à liberdade. 

Oi? Dakota Johnson vê modelo para jovens em ’50 Tons’

Atriz faz uma espécie de Jogo do Contente de Pollyanna e se despede da trilogia enxergando algo de bom nos filmes que protagonizou
Por agência EFE

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Dakota Johnson 75th Annual Golden Globes 2018

As fantasias e intrigas eróticas de Cinquenta Tons de Cinza chegam ao fim com Cinquenta Tons de Liberdade — que alívio, dizem os críticos. Já Dakota Johnson faz uma espécie de Jogo do Contente de Pollyanna e se despede da trilogia enxergando algo de bom nos filmes que protagonizou. “Anastasia enfrenta grandes decisões e problemas nestes três filmes, e penso que sua lealdade consigo mesma e sua capacidade para ser sincera com sua curiosidade emocional e sexual, enquanto segue sendo amável, elegante e forte, é um grande exemplo e um modelo para as mulheres jovens”, diz Polly… ops, Dakota.

Sob a direção de James Foley, Cinquenta Tons de Liberdade, última parte da franquia baseada os livros da britânica E.L. James, começa com o casamento de Anastasia e Christian Grey (Jamie Dornan), que, além de lidar com problemas sentimentais e românticos de todos os tipos, deverão também lidar com alguns fantasmas do passado que ameaçam suas vidas.

A interpretação da inocente, mas audaz Anastasia Steele deu a Dakota Johnson (Austin, 1989) seu primeiro grande papel em Hollywood, razão pela qual a atriz se despede da personagem com boas lembranças, mas também com vontade de olhar para o futuro. “Sabe? Me sinto incrivelmente agradecida e muito orgulhosa destes filmes. Estou orgulhosa de ter tido a honra de interpretar Anastasia e também estou emocionada por seguir adiante”, comenta.

Cinquenta Tons de Liberdade, com pouco mais de comédia e de thriller que seus antecessores, mostra a face mais livre e contundente de Anastasia, que toma as rédeas de sua relação com Christian e que tem muito claro o que espera de seu casamento e da sua vida familiar.

A atriz também destaca a jornada de Christian Grey, um homem reticente ao amor e dedicado a experimentar o sexo que chega inclusive a subir no altar. “Ambos mudam não por eles mesmos, mas porque querem. Cada um se vê no outro e querem que (a relação) funcione, assim que tentam resolvê-la.”

As tórridas e abundantes cenas de sexo, muito pouco habituais em um filme de um grande estúdio de Hollywood, são a marca de Cinquenta Tons de Cinza, um fator que requeria uma grande cumplicidade entre os dois protagonistas.

“Levamos muito bem e tivemos verdadeiramente sorte porque, se não fosse assim, teria sido muito difícil”, afirmou Dakota sobre sua “incrível” sintonia profissional com Dornan.

Além disso, a artista considerou que a trama sexual de Cinquenta Tons de Cinza, que parte das experiências sadomasoquistas de Christian Grey, “encorajou as pessoas a terem a mente mais aberta na hora de falar de sexo”.

Ainda que os dois primeiros filmes da trilogia tenham sido muito criticados, Cinquenta Tons de Cinza (2015) e Cinquenta Tons Mais Escuros (2017) arrecadaram 952 milhões de dólares no total em bilheteiras de todo o mundo.

E o feitiço da saga com seus fãs parece continuar, tal como se viu em uma prévia do filme na última semana em Hollywood, onde os admiradores aplaudiram o casamento de Christian e Anastasia, logo no início do longa-metragem, como se fossem convidados da cerimônia e da festa.

Johnson não soube explicar as razões da forte conexão dos admiradores com os personagens de Cinquenta Tons, mas sugeriu que o aroma de “conto de fadas” pode ter seu peso nesse aspecto.

A filha de Melanie Griffith e Don Johnson também fez uma reflexão sobre as recentes reivindicações feministas dos movimentos “Time’s Up” (Acabou o tempo) e “Me Too” (Eu também) surgidos por causa da onda de escândalos sexuais em Hollywood. Neste sentido, opinou que a igualdade de salários e o respeito profissional entre homens e mulheres são fundamentais. “As mulheres devem ter mais acesso a trabalhos nesta indústria. Gostaria de ver mais diretoras e quero ver histórias de mulheres feitas por mulheres. Acredito que isto está ocorrendo e vai ganhar mais força ainda”, assegurou.

Por fim, a atriz falou sobre o seu novo projeto junto ao cineasta italiano Luca Guadagnino, o diretor do aclamado Me Chame Pelo Seu Nome (2017) e com quem já trabalhou em A Bigger Splash (2015).

Johnson e Guadagnino unirão esforços em Suspiria, um novo olhar ao filme de terror homônimo de 1977 de Dario Argento e para o qual a artista prometeu ao público uma experiência fora do comum. “É bastante selvagem e me pergunto o que as pessoas pensarão dela”, finalizou.

Angelina Jolie conta como educa as filhas para o feminismo

“Qualquer um pode usar vestido e maquiagem. É sua mente que irá definir você”, diz às meninas

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A atriz Angelina Jolie na companhia das filhas Shiloh Nouvel Jolie-Pitt e Zahara Marley Jolie-Pitt (Foto: Getty Images)

Capa da ELLE americana de março, mês do Dia Internacional da Mulher, Angelina Jolie conversou com o político John Kerry, em um bate papo para a revista que envolveu feminismo, direitos humanos e imigração. Para a atriz, a educação para as questões sociais deve começar em casa.

“Eu digo às minhas filhas: ‘O que te diferencia é o que você está disposto a fazer pelos outros. Qualquer um pode usar vestido e maquiagem. É sua mente que irá definir você. Descubra quem você é, o que você pensa e o que você representa. E lute para que os outros tenham essas mesmas liberdades. Uma vida de serviço vale a pena ser vivida’ “, contou a mãe de Zahara, Vivienne e Shiloh.

Angelina também criticou as últimas propostas de Donald Trump, que limitam os direitos de americanos que começaram a viver nos Estados Unidos quando crianças. “Eu sou muito patriota, e para mim isso anda de mãos dadas com o orgulho do que a América representa. Por exemplo, eu sou a única pessoa na minha casa que nasceu na América”, comentou. “E só posso ter essa família porque somos um país baseado em pessoas de diferentes origens e festejos que se unem. Minhas filhas têm as liberdades que têm por serem americanas. E fazemos o nosso melhor quando lutamos para que os outros tenham os mesmos direitos. Particularmente outras mulheres”.